sábado, fevereiro 28, 2009

Benfica-Leixões 2-1

Constituição das Equipas e Avaliação Quantitativa do Desempenho

Liga Sagres 20.ª jornada

Estádio da Luz, em Lisboa
Árbitro: Lucílio Baptista (Setúbal)

BENFICA - Moreira (3); Maxi Pereira (3), Luisão (4), Miguel Vítor (4) e David Luiz (3); Di María (3), Ruben Amorim (-), Katsouranis (3), Reyes (3); Aimar (4) e Cardozo (3).

Suplentes: Quim, Jorge Ribeiro, Binya, Carlos Martins (2), Balboa (2), Nuno Gomes (4) e Mantorras.

Treinador: Quique Flores.

LEIXÕES - Beto (3); Laranjeiro (3), Nuno Silva (3), Elvis (1) e Angulo (2); Bruno China (3), Roberto Sousa (3) e Hugo Morais (3); Zé Manuel (3), Braga (-) e Diogo Valente (2).

Suplentes: Berger, Ruben, Joel, Castanheira, Chumbinho (2), Sony (2) e Rodrigo Silva (3).

Treinador: José Mota.

Sistemas Tácticos

Benfica


Leixões


Modelos de Jogo

Benfica

Posse e Circulação de Bola; Domínio da Partida; Bloco médio/alto; Assumir Iniciativa de Jogo.

Leixões

Bloco baixo; Expectativa; Transições Rápidas.

Principais Incidências da Partida (fonte: www.record.pt)

1' - Reyes, aberto pelo flanco esquerdo, fez o cruzamento e Aimar, no coração da área, assustou a defesa leixonense em dois lances distintos. O médio argentino, especialmente na segunda situação, não conseguiu dominar a bola corretamente e acabou por não conseguir rematar à baliza de Beto.

16' - Golo do Benfica, por Elvis, na própria baliza.
Após um lançamento lateral marcado por David Luiz ainda em terreno encarnado, Laranjeiro permitiu que Reyes entrasse sozinho pelo lado esquerdo, com o extremo espanhol a aproveitas os espaços e a colocar a bola junto da pequena área, onde Elvis, com Cardozo às costas, acusou a pressão e rematou de forma desastrada para o interior da sua própria baliza.

22' - Após um canto da esquerda, a defesa do Leixões não consegue retirar a bola da sua área e Luisão,. com um acrobático pontapé de bicicleta, quase marca um golaço. A bola passou muito perto do poste esquerdo de Beto.

23' - Zé Manuel, após um lançamento longo, escapa aos centrais encarnados, mas não consegue dominar a bola, que para nas mãos de Moreira.

45'+2 - Di María conduziu um rápido contra-ataque pelo lado direito e assistiu Cardozo, já dentro da área leixonense, mas o avançado paraguaio, ao tentar rematar a baliza, permitiu que Roberto Souza conseguisse colocar a bola para canto.

47' - Reyes, completamente sem marcação no interior da área do Leixões, remata cruzado e Beto defende com as pernas. Na sequência do lance, Carlos Martins remata de forma disparatada de fora da área.

57' - Após um rápido contra-ataque leixonense, Diogo Valente recebe em ótima posição na área encarnada, mas remata muito mal, com a bola a sair muito longe da baliza encarnada.

65' - Cardozo, completamente sem marcação, domina a bola com a canela, após mais um bom passe de Di María, e o esférico termina nas mãos de Beto.

67' - Golo do Benfica, por Nuno Gomes.
Após um centro perfeito com a perna direita do canhoto Cardozo, Nuno Gomes, apesar de ter um defesa do Leixões por perto, desvia de cabeça para o fundo da baliza de Beto. É o quinto golo de Nuno Gomes no campeonato.

74' - Carlos Martins sente uma lesão muscular e não pode continuar no jogo. O Benfica, por Quique Flores já ter feito três substituições, terá de jogar com 10 elementos.

74' - Golo do Leixões, por Rodrigo.
David Luiz, primeiro, e Balboa, depois, não conseguem retirar a bola da área encarnada e o avançado do Leixões aproveita o lance confuso para rematar de bico no canto esquerdo de Moreira.

Destaques

Melhores em Campo

Benfica

Luisão - Completou o seu 200.º jogo com a camisola do Benfica e exibiu-se de forma irrepreensível.

Miguel Vítor - Maturidade, disponibilidade física e sentido posicional foram atributos que alardeou num desempenho imaculado.

Aimar - Evidenciando uma melhoria assaz considerável da sua condição física, regressou às exibições cativantes, polvilhada que foi com pormenores de classe.
Fruto da alteração que Quique empreendeu no sistema táctico da equipa, surgiu numa linha ligeiramente mais recuada o que favoreceu e muito o reforço da sua influência na construção dos movimentos ofensivos do Benfica.
Quando Carlos Martins se lesionou e a equipa se viu reduzida a 10 unidades, sacrificou-se em prol do colectivo, assumindo o lugar do português e empenhando-se defensivamente até à última gota de suor.

Leixões

Bruno China - O metrónomo do Leixões.
Procurou gerir os ritmos, as transições e dar coerência à estratégia de José Mota.

Piores em Campo

Benfica

Balboa - Teve azar! Mas, também, pouco fez para o contrariar!
Entrou numa conjuntura idílica que rapidamente se transformou num cenário de sofrimento.
Pedia-se empenho defensivo e capacidade para estender os movimentos atacantes até à área adversária.
Se na primeira tarefa ainda revelou algum acerto, já na segunda repetiu o desastre de outras ocasiões.

Leixões

Elvis - Dois erros, dois golos.
Ofereceu vantagem ao Benfica com um auto-golo e deixou fugir Cardozo para o paraguaio executar o cruzamento do qual resultou o golo de Nuno Gomes.

Arbitragem

Num encontro sem casos, pecou apenas no capítulo disciplinar.
Elvis e Luisão deviam ter sido admoestados com cartões amarelos por entradas sobre Di María e Rodrigo Silva.

Comentário

Missão cumprida!

Triunfo de indiscutível equidade de um Benfica a um tempo solto, alegre e eficaz e a outro solidário e disponível.
Num jogo intenso, disputado em bom ritmo, o Benfica cedo se assenhoreou do domínio e controlo das incidências.
E assim prosseguiu até ao último quarto de hora, período em que reduzido a 10 unidades, entregou o domínio da partida, ainda que sem perder o seu controlo.
Havia afirmado a exaustão do 4x4x2 clássico e pedido a sua revogação.
Pois bem, Quique fez-me, parcialmente, a vontade!
Não se tratou de uma substituição, mas sim de uma reformulação.
Ao invés do por mim peticionado 4x4x2 losango, que implicaria uma verdadeira revolução sistémica, Quique apresentou a equipa num 4x2x2x1x1.
Aos habituais 4 defesas e duplo-pivot, juntaram-se dois extremos clássicos, bem abertos nas alas, um verdadeiro e também clássico 10 e, por fim, um ponta de lança.
A equipa beneficiou e muito!
Principalmente, na qualidade da sua transição ofensiva.
Com Aimar, finalmente, restituído à sua posição natural, o ataque posicional do Benfica conheceu uma fluidez e clarividência inusitadas nesta temporada, mormente pela sua continuidade.
Pressionando alto, com Katsouranis e Rúben Amorim a assegurarem a ligação entre sectores, alardeando uma excelente atitude colectiva e com a linha defensiva subida, bem perto da linha de meio-campo, o Benfica empurrou o Leixões para as imediações da sua grande área.
Estas benfeitorias não tardaram a dar frutos, ainda que com um protagonista, de todo em todo, improvável.
Aos 16 minutos, num lançamento de linha lateral, David Luiz desmarcou Reyes e o espanhol cruzou rasteiro procurando servir Cardozo, mas Élvis antecipou-se e marcou na própria baliza.
Em vantagem, o Benfica acentuou o seu império sobre a partida e não permitiu ao Leixões esboçar, sequer, uma reacção.
A segunda metade dealbou como terminara a primeira, ou seja, com o Benfica por cima e perto de alargar a sua vantagem, mas Reyes, após passe soberbo de Aimar, rematou de forma a permitir a defesa de Beto.
A superioridade no marcador e sobre o adversário, foi, paulatinamente, impelindo o Benfica para uma indesejável mansidão.
Percebendo o decréscimo de intensidade, aos 60 minutos, Quique tirou Reyes e fez entrar Nuno Gomes.
Sete minutos volvidos, Nuno Gomes aproveitou um exemplar cruzamento de Cardozo (de pé direito!), e de cabeça fez 2-0.
O encontro parecia sentenciado, mas não o estava!
Com as três substituições já realizadas, Carlos Martins lesiona-se e o Benfica vê-se subitamente em desvantagem numérica.
Acto contínuo, Rodrigo Silva reduz para 2-1
Do ceú ao inferno, com uma curta passagem pelo purgatório, em 7 escassos minutos!
Receava-se a repetição de desfechos similares acontecidos em partidas precedentes.
Contudo, o Benfica deu nota de um crescimento competitivo assinalável e não incorreu nos pecadilhos do passado.
Baixou o bloco, juntou as linhas e fechou a porta!
A equipa demonstrou confiança, coesão e solidez defensiva, para além de um fortíssimo espírito de grupo e de conquista.
Houve que sofrer e a equipa fê-lo sem hesitações!
Cerrou fileiras em nome do ideal de vitória.
O Leixões aumentou o seu domínio, mas o seu processo ofensivo revelou-se sempre infecundo, incapaz de ultrapassar a competência benfiquista na defesa do seu extremo reduto.
Alardeando um perfeito controlo emocional das expectativas, o Benfica controlou o curso da partida, não mais permitindo veleidades consistentes ao Leixões e, assim, conservou a supremacia no resultado.

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Antevisão da Jornada - Benfica-Leixões e Porto-Sporting

1 - O Benfica enfrenta, esta noite, o Leixões.
Uma partida determinante para as aspirações encarnadas na Liga Sagres. Joga-se boa parte do futuro do Benfica esta época.
Da euforia à resignação, passando pela ressurreição da esperança, assim foi o carrossel de emoções encarnado esta temporada (um pouco à imagem do sucedido na última década).
Ás naturais dificuldades que o Leixões não deixará de colocar, acrescem as resultantes do apitador nomeado e, acima de tudo, da nula margem de erro.
O Leixões, para além de assumir a quarta posição no campeonato, já triunfou no Dragão, em Alvalade e em Braga.
"Se estivesse de fora, não teria dúvidas em dizer: que grande campeonato está a fazer o Leixões!" As palavras são de José Mota, mas podiam ser minhas.
Coincidência ou talvez não, o Benfica não ganhou nenhum dos últimos 7 jogos arbitrados por Lucílio Baptista:
06/04/2008 Boavista 0-0 Benfica bwin LIGA 07/08
25/08/2007 Benfica 0-0 V. Guimarães bwin LIGA 07/08
09/04/2007 Beira-Mar 2-2 Benfica bwin LIGA 06/07
28/10/2006 FC Porto 3-2 Benfica bwin LIGA 06/07
22/09/2006 P. Ferreira 1-1 Benfica bwin LIGA 06/07
07/05/2006 P. Ferreira 3-1 Benfica Liga betandwin.com 05/06
18/02/2006 Guimarães 2-0 Benfica Liga betandwin.com 05/06.
Mas, mais: nos 37 jogos do Benfica arbitrados por Lucílio, os encarnados somaram 16 vitórias, 10 empates e 11 derrotas. Um registo negativo deveras singular!
Adjuve-se que Lucílio ostenta o record de árbitro que mais penaltys contra o Benfica assinalou - 6 - e a última vitória encarnada em partidas por si dirigidas aconteceu em Dezembro de 2005, num Benfica-Boavista.
A desilusão de Alvalade conferiu uma importância desmesurada à contenda com os de Matosinhos.
Mais do que tudo, mostra-se emocionalmente crucial vencer.
Caso contrário, da depressão ao delíquio será um pequeno passo.
Tudo será posto em causa e a gestão das expectativas resultará empreitada de difícil resolução.
Não partilho da ideia de que o reforço dos mecanismos de vinculação grupal, da confiança e da auto-estima supõe o conservadorismo táctico.
Neste quadro e perante a exaustão do 4x4x2 clássico que Quique teimosamente persiste em eleger como sistema táctico, urge encetar mudanças.
Transformações estas ancoradas na identidade táctica da equipa,por forma a induzir alterações comportamentais, designadamente ao nível da abordagem ao jogo.
Rememorando os desempenhos e as características dos jogadores que compõem o plantel encarnado, o 4x4x2 losango emerge como o sistema táctico mais apto a potenciar as virtudes e a minorar os defeitos.
É imperativo fazer coexistir Reyes, Aimar, Cardozo e Suazo (ou Nuno Gomes), o que apenas se consegue através do 4x4x2 losango.
Quique gosta de pressionar em largura e de conferir profundidade ofensiva pelos corredores.
Ora, o 4x4x2 losango com Maxi Pereira a assumir o corredor direito e Reyes a abrir na ala esquerda satisfaz plenamente as pretensões do espanhol.
Assim, Moreira, Maxi Pereira, Luisão, Miguel Vítor e David Luiz, Katsouranis, Amorim, Reyes e Aimar, Cardozo e Nuno Gomes seria o onze que apresentaria, esta noite, frente ao Leixões.
Nota final para a exclusão de Sidney dos convocados.
Ou o brasileiro teve um paupérrimo desempenho nos treinos ou então não alcanço a razão de ser de mais esta crucificação.
Acaso radique no equívoco que resultou no 2º golo do Sporting, não me resta mais do que me surpreender pela inclusão de David Luiz...

2 - Quanto ao clássico do Dragão, breves notas:

a) - A nomeação de João Ferreira apenas se alcança à luz de critérios tacticistas que ultrapassam em muito a competência.
João Ferreira ainda não apitou um único jogo da Liga Sagres esta temporada!

b) - A extensão dos danos resultantes da goleada sofrida frente ao Bayern depende e muito do primeiro quarto de hora da partida.
Caso o Sporting consiga ultrapassar este período incólume, leia-se sem sofrer golos, o que se passou em Alvalade, fica em Alvalade.
Se, pelo contrário, o Porto amealhar vantagem, a débacle emocional da equipa pode ser uma realidade e transformar o encontro num pesadelo de consequências incalculáveis.

c) - Coincidência ou talvez não, às duas últimas vitórias do Sporting sobre o Benfica,ambas marcadas por desempenhos fulgurantes dos leões na segunda metade das partidas, sucederam goleadas!
No ano passado, após o 5-3 para a Taça de Portugal, seguiu-se o 4-1 em Leiria.
Esta época, após o 3-2, aconteceu o 0-5 frente ao Bayern.

d) - Sem laterais direitos disponíveis, a Jesualdo colocam-se quatro soluções:
Pedro Emanuel, Fernando, Mariano ou Tomás Costa.
Em vista do sistema táctico leonino, que não contempla a utilização de alas, e da maior preservação possível das rotinas, julgo que optará por Pedro Emanuel.
Qualquer uma das outras, implicaria alterações estruturais importantes que não casam com a importância do desafio.

e) - Paulo Bento regressará ao onze que apresentou frente ao Benfica ou ao do Bayern ou ainda a uma terceira via, mesclando um e outro?
A coerência manda que repita, no essencial, o onze que venceu o Benfica.
Talvez, mantenha Tonel, mas estou em crer que tudo o mais permanecerá intocado.

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Memorial Zandinga

1º Lugar: JC - 460 pontos

2º Lugar: Vermelho - 425 pontos

3º Lugar: Jimmy Jump - 395 pontos

4º Lugar: Salvatrucha jr. - 390 pontos

5º Lugar: Delane Vieira, Holtreman e Zex - 385 pontos

6º Lugar: Cavungi e Vermelho Nunca - 375 pontos

7º Lugar: Pachulico - 370 pontos

8º Lugar: Antes Morto que Vermelho e Vermelho Sempre - 365 pontos

9º Lugar: Lion Heart - 355 pontos


10º Lugar: Kaiserlicheagle e Jorge Mínimo - 345 pontos

11º Lugar: Fura-Redes - 325 pontos

12º Lugar: Cuto e Sócio - 310 pontos

13º Lugar: Samsalameh- 300 pontos

14º Lugar: Pankreas - 105 pontos

Champions League - Oitavos de Final - Parte II

Sporting-Bayern 0-5

O Sporting foi vergado ao peso de uma derrota humilhante.
Os leões foram completamente trucidados pela máquina alemã, numa inequívoca demonstração de superioridade.
Supremacia física, mental e técnica que redundou na mais pesada derrota do Sporting, em casa, nas competições europeias.
Se os jogadores alemães são já de si mais altos e mais fortes, o facto do Sporting vir de uma partida de superação agravou e muito o seu handicap físico.
No Sábado, o circunstancialismo emocional e classificativo exigiu do Sporting um esforço acima do normal e a equipa ressentiu-se e muito esta noite.
Paulo Bento procurou ultrapassar esta condicionante através da introdução de elementos mais robustos e menos fatigados.
Assim, fez entrar Abel, Tonel, Caneira, Romagnoli e Derlei para os lugares de Pedro Silva, Carriço, Grimi, Vukcevic e do lesionado Postiga.
Sucede que a maior disponibilidade física dos neófitos titulares resultou de ausências relativamente prolongadas da competição, o que, por si só, devia ter desaconselhado a sua utilização.
A falta de ritmo competitivo de Abel, Tonel, Caneira e Romagnoli notou-se e os desequilíbrios defensivos e ofensivos daí decorrentes foram por demais evidentes.
Paulo Bento optou pela hetero-determinação e, como habitualmente sucede, perdeu!
Um dos postulados sagrados do futebol é de que em equipa que ganha não se mexe.
Bento quebrou-o e não se alcança em nome de que ideia o fez.
Quem entrou não apresenta mais-valias suficientes que possam justificar a preterição de elementos mais "rodados", confiantes e seguros.
Aliás, diga-se que se Bento abordou de modo deficiente a partida, as suas intervenções no seu decurso em nada lhe ficaram atrás.
Substituir Abel por Pereirinha quando se sabe que a principal força ofensiva do Bayern reside no seu corredor esquerdo, particularmente nas triangulações Lahm, Zé Roberto, Ribery, é estultice! Um autêntico hara-kiri!
Os três últimos golos do Bayern nasceram, precisamente, no seu flanco esquerdo!
Manter Romagnoli 90 minutos em campo é cegueira!
Por outro lado, a maior experiência europeia do Bayern contribuiu para a serenidade evidenciada pelos seus jogadores, ao passo que a virgindade leonina nesta fase da competição induziu doses elevadas de ansiedade nos seus jogadores que lhes entorpeceu as competências.
Á imagem do que já tinha acontecido frente a Barcelona e Real Madrid, o Sporting não conseguiu resolver a equação emocional colocada pelo jogo e soçobrou.
Por fim, dizer que o Bayern é melhor e que a diferença qualitativa entre as equipas emergiu com naturalidade.

Sporting Bayern
0 Golos marcados 5
1 Remates à baliza 7
8 Remates para fora 6
4 Remates interceptados 1
2 Cartões amarelos 1
0 Cartões vermelhos 0
19 Faltas cometidas 21
5 Cantos 6
1 Foras-de-jogo 2
26' 58'' P. bola (tempo) 26' 22''
50% P. bola (%) 50%

Chelsea-Juventus 1-0

Com uma exibição convincente na primeira parte e com Didier Drogba inspirado, os ingleses justificaram a curta vantagem, que terão de salvaguardar na visita a Turim.

Chelsea Juventus
1 Golos marcados 0
3 Remates à baliza 4
6 Remates para fora 8
5 Remates interceptados 5
1 Cartões amarelos 3
0 Cartões vermelhos 0
18 Faltas cometidas 13
5 Cantos 9
4 Foras-de-jogo 1
29' 16'' P. bola (tempo) 28' 43''
50% P. bola (%) 50%

Real Madrid-Liverpool 0-1

Com um plano de jogo muito "italiano", o Liverpool soube sofrer e desferir a estocada fatal a 7 minutos do final, garantindo uma preciosa vantagem para o confronto da segunda mão.

Real Madrid Liverpool
0 Golos marcados 1
5 Remates à baliza 4
8 Remates para fora 3
0 Remates interceptados 2
2 Cartões amarelos 3
0 Cartões vermelhos 0
13 Faltas cometidas 19
7 Cantos 1
2 Foras-de-jogo 3
31' 55'' P. bola (tempo) 24' 18''
56% P. bola (%) 44%

Villareal-Panathinaikos 1-1

A surpreendente saga grega continua!
Um golo de Karagounis conferiu uma supremacia ao Panathinaikos, que apenas um penalty de Rossi logrou contrariar.

Espaço Prof. Karamba

Marítimo - V. Setúbal
Nacional - Académica
Trofense - E. Amadora
Sp. Braga - V. Guimarães
Belenenses - Naval
Benfica - Leixões
FC Porto - Sporting
P. Ferreira - Rio Ave

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Champions League - Oitavos de Final - Parte I

Atlético Madrid-Porto 2-2

O Porto empatou a dois golos e assegurou uma importante vantagem para o confronto da 2º mão.
Jesualdo estruturou a sua equipa no habitual 4x3x3, mas não pode contar com Fucile, substituído por Sapunaru.
Por seu turno, Abel manteve-se fiel ao 4x4x2 clássico de Aguirre, apenas com a semi-surpresa de Raúl Garcia no lugar de Maniche.
Logo aos dois minutos, o Porto beneficiou de uma flagrante oportunidade de golo, que Cristian Rodriguez infamemente desbaratou.
No movimento ofensivo subsequente, o Atlético inaugurou o marcador.
O meio-campo portista concedeu tempo e espaço para Aguero descobrir Maxi Rodriguez na direita e o argentino aproveitou a falha de marcação de Cissokho para bater Helton.
Em vantagem, o Atlético baixou as suas linhas e procurou especular com a partida.
Sucede que os espanhóis não são propriamente um primor em termos defensivos e um equívoco clamoroso de Pablo Ibañez permitiria a Lisandro empatar a contenda, aos 22 minutos.
Daí até ao intervalo, paridade no marcador e equivalência no domínio do jogo.
Porém, no ocaso da primeira metade, Hélton repetiu delitos passados e ofereceu o 2-1 ao Atlético.
Forlán rematou fraco e à figura de Hélton, que num instante a fazer lembrar Londres, deixou fugir a bola por entre as mãos.
A segunda parte dealbou com o Porto a construir duas excelentes ocasiões de golo, mas Leo Franco por um lado e alguma inépcia de Lisandro por outro, obstaram ao regresso à igualdade.
Mas, parecia escrito que o argentino bisaria e assim aconteceu, aos 72 minutos, ao empurrar para o fundo das redes um cruzamento de Cissokho.
Até final, o Porto controlou e geriu o desafio e, assim, granjeou um empate com sabor a vitória.

Atlético Porto
2 Golos marcados 2
4 Remates à baliza 7
5 Remates para fora 4
4 Remates interceptados 1
2 Cartões amarelos 2
0 Cartões vermelhos 0
25 Faltas cometidas 18
2 Cantos 6
0 Foras-de-jogo 1
28' 45'' P. bola (tempo) 25' 3''
53% P. bola (%) 47%

Inter - Man. United 0-0

O nulo reflecte não só o equilíbrio e a equivalência de valores entre as equipas, mas também e muito o receio de ambas em perderem.
No duelo táctico, Mourinho preferiu a auto-determinação e Ferguson a hetero-determinação.
Na verdade, o Inter conservou intocado o seu 4x4x2 losango, ao passo que o Manchester optou por um calculista 4x5x1, com Ji-Sung Park na esquerda visando cercear a profundidade de Maicon e com Giggs atrás de Berbatov por forma a condicionar o primeiro momento da transição ofensiva "interista" protagonizado por Cambiasso.
E, diga-se, que na primeira metade a estratégia inglesa prevaleceu.
Beneficiando da obsessão do Inter pelos equilíbrios, o Manchester United assumiu com relativa facilidade o controlo e o domínio do encontro.
A rigidez posicional dos jogadores do Inter fruto da sua aversão ao risco retirou-lhes dinâmica e intensidade, para além de ter criado autênticos fossos entre linhas.
Assim, o Manchester foi dono e senhor do jogo e construiu ocasiões de golo em número suficiente para atingir o intervalo em vantagem.
Pese embora este ascendente inglês, a igualdade não se desfez.
Na segunda parte, tudo se alterou e foi o Inter a assenhorear-se dos comandos do encontro.
Bastou para tanto modificar a atitude da equipa, libertando-a das grilhetas posicionais.
Emocionalmente não comprometida, a equipa do Inter soltou-se em busca do triunfo e empurrou o Manchester para a sua área.
E só não venceu porque lhe faltou a inspiração de Ibrahimovic ou um erro do Manchester.
Hoje por hoje, face à carência de capacidade de desequilibrar no último terço de que o Inter padece, ou o sueco resolve ou os adversários falham.
Adriano, não obstante os recentes golos, está pesado e privado de mobilidade, Muntari ainda não se aproximou do nível evidenciado na Premier League e Stankovic, Zanneti e Cambiasso são de uma regularidade assinalável, mas não têm capacidade de improvisação e explosão.
Uma palavra final para Ronaldo, que foi muito justamente considerado o MVP da partida.
Revelando uma enorme disponibilidade física e uma robustez mental ao nível dos predestinados, Ronaldo assumiu-se como o farol atacante da equipa e arquitectou duas magníficas oportunidades de golo, que apenas por manifesta infelicidade não materializou em golo.
Na lógica pragmática de Mourinho, este empate acaba por ser um resultado bastante razoável, pois que não sofreu golos em casa, para além de abrir caminho à tão quista "coacção psicológica" sobre os ingleses.

Internazionale Man. United
0 Golos marcados 0
2 Remates à baliza 5
6 Remates para fora 7
4 Remates interceptados 3
4 Cartões amarelos 2
0 Cartões vermelhos 0
20 Faltas cometidas 18
3 Cantos 6
2 Foras-de-jogo 2
26' 22'' P. bola (tempo) 25' 23''
50% P. bola (%) 50%

Lyon-Barcelona 1-1

A supremacia catalã não conheceu reflexo no resultado final.
Juninho deu vantagem aos franceses, mas Henry anulou-a já na segunda parte.

Lyon Barcelona
1 Golos marcados 1
4 Remates à baliza 5
6 Remates para fora 5
3 Remates interceptados 2
3 Cartões amarelos 3
0 Cartões vermelhos 0
19 Faltas cometidas 16
4 Cantos 8
6 Foras-de-jogo 2
22' 7'' P. bola (tempo) 33' 3''
40% P. bola (%) 60%

Arsenal-Roma 1-0

No confronto entre duas equipas "sem campeonato nacional" que abordam a Champions como hipótese de redenção, o Arsenal impôs-se com relativo desembaraço de uma Roma demasiado dócil.

Arsenal Roma
1 Golos marcados 0
3 Remates à baliza 1
10 Remates para fora 4
2 Remates interceptados 1
2 Cartões amarelos 3
0 Cartões vermelhos 0
16 Faltas cometidas 12
1 Cantos 2
5 Foras-de-jogo 4
35' 23'' P. bola (tempo) 29' 32''
54% P. bola (%) 46%

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Espaço Prof. Karamba

1º Lugar: Jimmy Jump - 530 pontos

2º Lugar: Jorge Mínimo - 480 pontos

3º Lugar: Salvatrucha JR. - 450 pontos

4º Lugar: Cavungi - 445 pontos

5º Lugar: Zex - 435 pontos

6º Lugar: Lion Heart - 430 pontos

7º Lugar: Vermelho - 420 pontos

8º Lugar: JC e Kaiserlicheagle - 405 pontos

9º Lugar: Vermelho Sempre - 395 pontos

10º Lugar: Antes Morto que Vermelho - 385 pontos

11º Lugar: Sócio - 365 pontos

12º Lugar: Vermelho Nunca - 345 pontos

13º Lugar: Cuto - 335 pontos

14º Lugar: Samsalameh - 300 pontos

15º Lugar: Fura-Redes - 265 pontos

16º Lugar: Delane Vieira - 245 pontos

17º Lugar: Pachulico - 140 pontos

18º Lugar: Pankreas - 55 pontos

Memorial Zandinga

Atlético Madrid - FC Porto
Chelsea - Juventus
Sporting - Bayern Munich
Real Madrid - Liverpool
Internazionale - Man. United
Villarreal - Panathinaikos
Lyon - Barcelona
Arsenal - Roma
Standard Liège - Sp. Braga

sábado, fevereiro 21, 2009

Sporting-Benfica 3-2

Constituição das Equipas e Avaliação Quantitativa do Desempenho

LIGA SAGRES - 19.ª JORNADA

Estádio José Alvalade, em Lisboa
Hora: 20:00
Árbitro: Olegário Benquerença (Leiria), auxiliado por Bertino Miranda e José Cardinal

SPORTING - Tiago (3); Pedro Silva (2), Carriço (3), Polga (2) e Grimi (3); Izmailov (3), Rochemback (2), Moutinho (3) e Vukcevic (3); Postiga (-) e Liedson (5).

Treinador: Paulo Bento.

Suplentes: Ricardo Batista; Tonel (-), Caneira, Pereirinha (4), Romagnoli, Derlei (4) e Yannick.

BENFICA - Moreira (3); Maxi Pereira (3), Luisão (3), Sidnei (2) e David Luiz (0); Ruben Amorim (2), Katsouranis (1), Yebda (2) e Reyes (2); Aimar (2) e Suazo (1).

Treinador: Quique Flores.

Suplentes: Quim; Miguel Vítor, Binya, Carlos Martins, Di María (2), Nuno Gomes (-) e Cardozo (4).

Sistemas Tácticos

Sporting



Benfica


Modelos de Jogo

Sporting

Expectativa; Bloco médio/baixo; Transições Rápidas

Benfica

Expectativa; Bloco médio/baixo; Transições Rápidas

Principais Incidências da Partida (fonte: www.record.pt)

9' - Aimar cai na área sportinguista em lance com Grimi, mas o árbitro nada assinala.

10' - Liedson cria o pânico na defesa benfiquista, lançando depois Vukcevic na esquerda, com Luisão a interceptar o cruzamento do montenegrino.

11' - GOLO DO SPORTING, por LIEDSON
Pontapé de canto cobrado por Vukcevic na esquerda, com a bola a sobrar para Liedson na direita da área. O brasileiro remata depois de trivela, colocando a bola no ângulo superior direito da baliza de Moreira. Um golaço...

25' - Yebda atira ao poste esquerdo da baliza de Tiago na sequência de um livre apontado por Reyes no flanco esquerdo.

31' - Yebda não consegue chegar à bola e desviá-la para a baliza, na sequência de um passe de Reyes.

36' - Grande penalidade para o Benfica. POLGA vê o CARTÃO AMARELO, por derrubar Suazo na área leonina.

37' - GOLO DO BENFICA, por REYES
O espanhol dispara de pé esquerdo para o meio da baliza, mas Tiago já se havia atirado para o lado esquerdo.

41' - Os jogadores leoninos reclamam a existência de uma grande penalidade num lance em que Maxi Pereira joga a bola com o braço após remate de Izmailov. O árbitro manda seguir o jogo.

43' - Excelente passe de Reyes a lançar Suazo, mas Polga consegue o corte no momento certo.

47' - GOLO DO SPORTING, por DERLEI
O avançado brasileiro recebe a bola na área, finta David Luiz e dispara de forma indefensável para o fundo das redes defendidas por Moreira.

55' - Grande oportunidade para o Sporting aumentar a vantagem, mas Yebda, primeiro, intercepta um disparo de Derlei, e depois é Liedson que vê Sidnei evitar o golo sobre a linha.

59' - Vukcevic surge em boa posição e dispara em jeito, com o pé esquerdo. A bola sai muito perto do poste direito da baliza de Moreira.

64' - Mais um lance de perigo na área, com Pedro Silva a cruzar e Derlei a atirar ao lado do poste direito, após um primeiro toque de Moutinho.

73' - Reyes lança Di María na direita, com o argentino a tentar depois servir o compatriota Aimar mas Tiago a resolver.

76' - Pereirinha coloca a bola na trave da baliza de Moreira, na conclusão de um lance iniciado no jovem leão, que 'furou' pela direita, possibilitando um primeiro remate a Derlei, que é interceptado. Na insistência, Pereirinha atira à trave, depois de a bola desviar num adversário.

82' - GOLO DO SPORTING, por LIEDSON
Excelente jogada de Pereirinha pela direita, a livrar-se de David Luiz e a cruzar com conta, peso e medida para um não menos notável cabeceamento de Liedson.

88' - Reyes tenta o lance individual, acabando por rematar forte mas ao lado do poste direito da baliza de Tiago.

90' - GOLO DO BENFICA, por CARDOZO
Cruzamento de Maxi Pereira da direita e Cardozo sobe mais alto que os centrais, cabeceando para o fundo da baliza.

Destaques

Melhores em Campo

Benfica

Cardozo - Em 25 minutos, demonstrou que merece ser titular!
Apontou um excelente golo e revelou-se muito mais disponível que o abúlico Suazo.

Sporting

Liedson - Decisivo!
Entrega, raça, querer e 2 golos notáveis.

Piores em Campo

Benfica

David Luiz - Acumulou um rol praticamente infindável de más decisões e equívocos, os maiores dos quais nos três golos leoninos.
Em noite negra, foi o principal Pai da derrota!

Sidnei - Lapsus calami no segundo golo leonino ensombrou um desempenho quase sempre intranquilo.

Katsouranis - Dele disse Quique que passava por dificuldades físicas.
Hoje, foi bem evidente.
Com o passar dos minutos, perdeu capacidade de ocupação dos espaços, clarividência,discernimento e acumulou perdas na transição ofensiva.

Sporting

Polga - Falhou clamorosamente ao deixar-se antecipar por Suazo e ao cometer grande penalidade sobre o hondurenho.

Rochemback - O distribuidor oficial de fruta da equipa leonina.
Usou e abusou do jogo violento.
Só a complacência de Benquerença o poupou à merecida expulsão.

Arbitragem

Errou ao não assinalar penalty por falta de Rochemback sobre Aimar, aos 9 minutios, e por não ter punido com idêntica severidade uma "mão" de Maxi Pereira no interior da área benfiquista.
Disciplinarmente, confesso que não alcancei o seu critério.
Para além do mais, perdoou expulsões a Rochemback e Derlei.

Comentário

Erros Infantis e Falta de Atitude

O Sporting venceu o Benfica por 3-2, igualando-o no segundo lugar com 37 pontos. E com justiça, diga-se!
Quem acumula um considerável número de erros primários apenas merece perder!
Quem não evidencia espírito de conquista apenas merece perder!
Quem "não joga" como o Benfica o fez na generalidade da segunda metade apenas merece perder!
Reza o miticismo dos derbys, que triunfa quem parece partir em desvantagem.
Hoje, a tradição ainda foi o que era.
O Benfica apresentou-se em Alvalade com 3 pontos de vantagem, o que lhe deveria ter permitido especular emocionalmente com a partida e estruturar-se da forma que lhe é mais confortável.
Bloco médio/baixo, médios centrais próximos do sector defensivo, encurtando o espaço, expectativa e exploração do erro adversário através de transições ofensivas rápidas procurando a profundidade de Suazo.
Sucede que, apenas dos 15 aos 36 minutos da primeira parte, o Benfica cumpriu este plano de jogo!
Uma segunda parte paupérrima hipotecou quaisquer pretensões de êxito e conduziu a equipa para uma derrota inexorável.
O encontro dealbou repartido, excessivamente suado e pouco inspirado.
Aos 10 minutos, David Luiz decidiu "inventar" e num lance que devia ter resolvido com um singelo atraso para Moreira, concedeu canto.
Canto cobrado, bola rechaçada e Liedson a rematar, desfeiteando inapelavelmente Moreira.
Em desvantagem, o Benfica não abanou e respondeu de pronto.
Uma bola no poste, uma oportunidade perdida e um penalty conjugaram-se para a obtenção do equitativo empate.
A paridade permaneceu intocada até ao intervalo.
A exemplo do que aconteceu o ano passado no desafio para a Taça de Portugal, o Benfica desapareceu do jogo na segunda parte.
Letárgico e contemplativo, ofereceu ao Sporting as condições necessárias para arquitectar um triunfo imaculado.
Logo aos 47 minutos, Polga "bombeou" uma bola para a entrada da área, Sidnei falhou o tempo de salto, David Luiz teve mais uma intervenção desastrada e Derlei aproveitou para reconduzir os leões à superioridade no marcador.
Os minutos que se seguiram ao golo permitiram perceber que a reacção encarnada não se assemelharia à da primeira metade e que muito dificilmente a derrota seria evitada.
Estranhamente apáticos e indolentes, os jogadores do Benfica nem uma arremedo de resistência esboçaram.
Reyes, Aimar e Suazo primavam pela ausência, Ruben Amorim aparecia a espaços, muito a espaços, Katsouranis denotava exaustão física e Yebda psicológica, excessivamente marcado pelo amarelo que na aurora do jogo lhe havia sido exibido.
Sem músculo, sem discernimento, sem atitude e sem clarividência, o Benfica naufragava.
Sem capacidade de articular movimentos ofensivos, com sucessivas perdas de bola na primeira fase da transição, e sem organização defensiva, o Benfica limitava-se a assistir às investidas leoninas.
Incursões estas com clara tendência para o corredor esquerdo encarnado, onde o desastrado David Luiz e o desinspirado Reyes abriam uma verdadeira via verde.
Sempre que procurava assumir a iniciativa, o Benfica colocava demasiados elementos à frente da linha da bola, sendo que ao reunir um apreciável número de perdas de bola nos passes de primeira estação, tornava a equipa demasiado exposta aos contra-ataques adversários.
Com a defesa demasiado receosa para subir a linha e com os médios centrais incapazes de encurtar espaços, as situações de inferioridade numérica em contra-pé no último terço sucediam-se.
Deste modo, foi sem surpresa que a disponibilidade de Moutinho e Pereirinha, a par da mobilidade de Derlei e do instinto goleador de Liedson, ampliaram a vantagem leonina para uns cómodos 3-1.
Cardozo ainda reduziu a desvantagem, mas o fado do encontro há muito que estava escrito.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Sporting-Benfica - 2007/2008 - Antevisão da Jornada

Tal como referi a semana passada e, como forma de lançamento da discussão em torno da próxima jornada da Liga Sagres, publico o video relativo aos golos da partida disputada na temporada transacta pelo Benfica, na mesma condição, contra o adversário que enfrentará.

02/03/2008 D1 J21 Sporting 1-1 Benfica bwin LIGA 07/08

Vukcevic, 10m, 1-0


Cardozo, 38m, 1-1

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Livro de Reclamações - A Lei, o Sistema e Futebol propriamente dito

1 - O plenário da Comissão Disciplinar da Liga julgou improcedentes os recursos de revisão apresentados por Boavista e Porto, relativos às decisões proferidas no âmbito do denominado "Apito Final".
Boavista e Porto ancoraram o essencial da sua fundamentação numa decisão do Supremo Tribunal Administrativo, que entendeu inconstitucional a utilização, em processo disciplinar, de escutas telefónicas.
E bem, acrescento!
Pese embora, acompanhe o juízo de inconstitucionalidade formulado (como, nesta sede, tive oportunidade de afirmar antes daquela decisão), não posso deixar de considerar assisada a decisão do plenário da Comissão Disciplinar da Liga.
Na verdade, a disciplina vertida no art.º 176º, n.º 5 do Regulamento Disicplinar da Liga assim o impõe.
Dispõe este normativo que: "O processo de revisão é admitido quando se verifiquem circunstâncias ou meios de prova susceptíveis de demonstrar a inexistência dos factos que determinaram a punição e que não puderam ser oportunamente utilizados pelo arguido em processo sumário ou disciplinar."
Deflui do citado preceito que o processo de revisão apenas é admitido caso se verifiquem dois requisitos cumulativos, quais sejam o surgimento de circunstâncias ou meios de prova susceptíveis de demonstrar a inexistência dos factos que determinaram a punição e a impossibilidade da sua utilização em tempo oportuno pelo arguido em processo disciplinar.
Se a verificação da primeira das exigências ainda poderia merecer alguma discussão, a segunda não.
Com efeito, podiam e deviam os arguidos, Boavista e Porto, esgrimir a inconstitucionalidade da utilização, em processo disciplinar, de escutas telefónicas no âmbito dos autos nos quais foram condenados!

2 - No final do jogo do passado Domingo no Dragão, Fábio Coentrão disse que "Toda a gente viu que perdemos por culpa do árbitro. No segundo golo do Porto, o avançado deles apoiou-se no nosso defesa.
Acto contínuo, Antero Henrique vociferou: "Estás a dizer o que te mandaram e não aquilo que viste. Sem televisão, do local onde estavas, era impossível veres o que estás a dizer."
Compreendo, perfeitamente, a atitude de Antero Henrique.
O dirigente portista limitou-se a avaliar o comportamento dos outros pelo do seu clube!

3 - A este propósito, lembrei-me de uma escuta relativa ao processo "Apito Dourado" que pode ajudar a perceber o comportamento do Antero Henrique e a sustentar a afirmação supra.
Certo dia, Deco arremessou uma chuteira a Paulo Paraty.
Acto grave e merecedor de severa punição.
Havia que atenuar a pena e, vai daí, Pinto da Costa arquitectou uma estratégia nesse sentido.
Uma das medidas passava pela publicação de uma notícia aludindo à possibilidade de Deco renunciar à selecção nacional caso fosse gravemente punido.
A cadeia de transmissão foi assegurada pelo jornal "O Jogo" e António Tavares Teles (quem melhor para levar a bom porto tal desiderato?!).
Recordemos a dita escuta:
"AH – Esta do Patto, do Deco, vou-lhe dizer uma coisa, pá, eu sabia que o presidente era um génio, mas esta, f…-se!
PC – Como é que vem? – pergunta o presidente.
AH – Um espectáculo, pá.
PC – Como é que está?
AH – Acho que é uma chantagem fantástica!"

4 - A afirmação pode surpreender, mas é verdadeira: a Liga Sagres é a mais competitiva da Europa.
Obviamente, se apenas levarmos em linha de conta a pontuação.
Em nenhum dos principais campeonatos europeus se observa uma tão curta distância pontual entre o primeiro classificado e o sétimo - 9 pontos!

5 - Após o derby de Sábado se saberá quem permanece em estado de graça e quem entra em estado de desgraça ou como o futuro próximo de Quique Flores e Paulo Bento depende e muito do resultado daquela partida.

Espaço Prof. Karamba

Rio Ave - V. Setúbal
Académica - Marítimo
E. Amadora - Nacional
V. Guimarães - Trofense
Naval - Sp. Braga
Leixões - Belenenses
Sporting - Benfica
P. Ferreira - FC Porto

Liga dos Astros

1º Lugar: Eagles - 1561 pontos

2º Lugar: Red Eagles - 1552 pontos

3º Lugar: CouchCoach - 1482 pontos

4º Lugar: SLB JIMMY JUMP - 1454 pontos

5º Lugar: Caça Lagartos / Suçuarana - 1365 pontos

6º Lugar: CHICOO SUPER TEAM - 1271 pontos

7º Lugar: Comando Verde - 1223 pontos

8º Lugar: Couch dreads - 1201 pontos

9º Lugar: Kubas2 - 1152 pontos

10º Lugar: cla do relogio no braço direito - 1104 pontos

11º Lugar: fura redhe - 1046 pontos

12º Lugar: CHICOOO SUPER TEAM - 1018 pontos

13º Lugar: kubas - 1005 pontos

14ºLugar: Cruzados - Mestre JC - 992 pontos

15ºLugar: Kaiserlicheagle FC - 990 pontos

16ºLugar: Barões da Pelota - 849 pontos

Memorial Zandinga

1º Lugar: JC - 435 pontos

2º Lugar: Vermelho - 405 pontos

3º Lugar: Delane Vieira e Zex - 385 pontos

4º Lugar: Pachulico - 370 pontos

5º Lugar: Jimmy Jump - 370 pontos

6º Lugar: Antes Morto que Vermelho, Vermelho Nunca e Cavungi - 365 pontos

7º Lugar: Salvatrucha JR. e Holtreman - 355 pontos

8º Lugar: Kaiserlicheagle e Lion Heart - 345 pontos

9º Lugar: Vermelho Sempre - 330 pontos


10º Lugar: Fura-Redes e Jorge Mínimo - 325 pontos

11º Lugar: Cuto - 310 pontos

12º Lugar: Sócio -
305 pontos

13º Lugar: Samsalameh- 300 pontos

14º Lugar: Pankreas - 105 pontos


terça-feira, fevereiro 17, 2009

Livro de Reclamações - O sistema e as militâncias

1 - Na Luz como no Dragão, Benfica e Porto confirmaram dificuldades nos confrontos caseiros.
Quando chamados a assumir a iniciativa do jogo, fazendo do ataque de posição a matriz essencial do seu modelo de jogo, o Benfica e Porto padecem e muito.
Ou há espaço para transições rápidas ou os movimentos atacantes de e de outro carecem de clarividência e fluidez.
Na Luz, Cassio levantou o bloqueio.
No Dragão, Elmano descercou a contenda.

2 - Soares Franco lamentou a reduzida militância dos sportinguistas se e quando comparados com adeptos de outros clubes.
A qualidade do futebol praticado pela equipa e os resultados obtidos, o horário dos jogos e a crise que se instalou nos mercados financeiros foram as três razões maioritariamente apontadas para a crise de militância sportinguista.
Fez-se o diagnóstico, mas não se ponderaram as causas, nem sequer a sua superação.
Atrevo-me a fazê-lo!
Basta jogar mais vezes contra o Benfica!
Até ao momento, a partida em Alvalade que registou maior assistência foi o Sporting-Leixões com 36.550 espectadores.
Sucede que, hoje, terça-feira, Soares Franco garantiu que, pelo menos, 40 mil pessoas estarão presentes para assistir ao vivo ao Sporting-Benfica do próximo Sábado.
Como a qualidade do futebol praticado pela equipa profissional do Sporting, os resultados obtidos, o horário dos jogos e a crise permanecem inalterados, sou forçado a concluir que só o Benfica pode resolver os problemas de participação e fidelização que Soares Franco identificou.

3 - Segundo notícia do Público, Pedro Proença foi avaliado negativamente (2,4) pelo seu desempenho no Porto-Benfica.
A causa da reprovação radicou no não assinalar do pretenso penalty de Reyes sobre Lucho.
O lance da grande penalidade assinalada contra o Benfica não teve qualquer relevância para a nota final, na medida em que o observador entendeu dar o benefício da dúvida ao árbitro.

4 - Dissequemos a fundamentação do observador:

"Não assinalou grande penalidade contra a equipa B [Benfica], por falta do seu jogador nº 6 [Reyes], que, dentro da sua área de grande penalidade, rasteirou o adversário nº 8 [Lucho González]..."
Até podia admitir que o observador interpretasse o lance como sendo merecedor de grande penalidade.
Já não concedo que subverta, completamente, a realidade.
Li muitas apreciações sobre o lance, mas em nenhuma vi uma referência que fosse a rasteira de Reyes a Lucho!
Contacto houve, rasteira nunca.
Quando alguém rasteira outrem, este cai.
Se houve facto unanimemente reconhecido foi o de Lucho não ter caído!

5 - Por outro lado, o toque de Reyes é na perna direita de Lucho, sendo que o único movimento que se observa ao nível dos membros inferiores do argentino respeita à perna esquerda!

6 - "Aos 25 minutos do 2º tempo, marcou grande penalidade contra a equipa B [Benfica], por suposta falta do jogador nº 26 [Yebda] (...) Do local onde nos encontramos e uma vez o lance ter ocorrido no vértice mais distante da grande área, não nos foi possível vislumbrar com clareza o desenlace da jogada: se a queda é provocada por algum contacto dos pés ao nível do terreno ou em virtude do defensor ter colocado o braço à frente do tronco do adversário, impedindo/perturbando a sua progressão. Porque o árbitro se encontrava bem colocado e perto, cerca de 3/4 metros, e foi peremptório a assinalar a grande penalidade, aliado ao facto de não terem existido protestos de jogadores da equipa penalizada, que aceitaram pacificamente a decisão, com excepção do faltoso, único a esboçar contrariedade, damos-lhe o benefício da dúvida".

7 - Aqui, o relato do observador consegue raiar a loucura.
Primeiro, reconhece que não existiu qualquer falta de Yebda sobre Lisandro - "por suposta falta do jogador nº 26".
Depois, assevera não estar em posição de apreciar com clareza o lance.
Prossegue, descrevendo com pormenor o lance.
Conclui afirmando não ser de censurar o grotesco equívoco de Pedro Proença, antes devendo ser-lhe concedido o benefício da dúvida.
Palavras para quê, é um artista português!

8 - Mas, se esta exposição do observador é, em si mesma, incongruente, então se comparada com a do lance do alegado penalty de Reyes sobre Lucho é de bradar aos céus!
No alegado penalty de Reyes sobre Lucho, a que distância está Pedro Proença da situação?
A 3/4 metros, à entrada da área.
No alegado penalty de Reyes sobre Lucho, foi Pedro Proença peremptório a não assinalar a grande penalidade?
Sim.
No alegado penalty de Reyes sobre Lucho, os jogadores do Porto protestaram?
Não.
No alegado penalty de Reyes sobre Lucho, o argentino protestou?
Não.
Confesso que não percebo como num caso estas são circunstâncias atenuantes e noutro já não o são!
A contradição é evidente!

9 - Assim, não admira que o observador José Gonçalves tenha sido 23º classificado na última época, num universo de 29 observadores.

10 - Este senhor já tem antecedentes em matéria de miopia e de esquizofrenia.
Na época passada, atribuiu a nota de 3,7 a Lucílio Baptista pelo seu desempenho no Boavista-Benfica.
Esta avaliação, após pedido de revisão do Benfica, viria a ser corrigida em forte baixa pela Comissão de Análise, que transformou o 3,7 num 2,3, ou seja, de francamente positiva a nota passou para francamente negativa.

11 - Se não fosse tão lamentável, seria um inevitável momento de esplendoroso humor.
Manda quem pode, obedece quem tem juízo ou Tudo isto existe, Tudo isto é Triste, Tudo isto é Fado ou Sistema a quanto obrigas!

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Vedetas&Marretas

Vedetas

Clube


Leixões pela vitória em Braga

Jogador

Nené pelo bis frente ao V. Guimarães, que lhe permitiu confirmar a liderança isolado da lista dos melhores marcadores da Liga Sagres

Treinador
José Mota pela vitória em Braga ancorada numa irrepreensível estratégia táctica

Árbitro

Rui Costa pelo seu desempenho no V.Setúbal-Académica

Modalidades de Alta Competição

Sporting pela conquista do Campeonato Nacional de Clubes em Pista Coberta, em masculinos e femininos

Emigrante
Mourinho pelo triunfo no derby milanês, que lhe permitiu agregar uma vantagem de 9 pontos sobre a Juventus e 11 sobre o Milan

Marretas

Clube

Sporting de Braga pela derrota caseira frente ao Leixões

Jogador

Cássio pelo frango com que presenteou o Benfica na derrota pacense na Luz por 3-2

Treinador

Jorge Jesus pela derrota caseira frente ao Leixões e por ter sido tacticamente suplantado por José Mota

Árbitro

Elmano Santos pelo seu paupérrimo desempenho no Porto-Rio Ave

Modalidades de Alta Competição

Porto pela derrota frente ao Noia em jogo a contar para a Liga dos Campeões de Hóquei em Patins

Emigrante

Maniche pelo seu desempenho no Atlético Madrid-Getafe, mormente por ter esbanjado uma flagrante oportunidade de golo

C´ um Caneco (outro passatempo) e Memorial Zandinga

V. Guimarães vs Est. Amadora
Sp. Braga vs Standard Liège

Não há lugar à utilização de Joker

domingo, fevereiro 15, 2009

Espaço Prof. Karamba

1º Lugar: Jimmy Jump - 495 pontos

2º Lugar: Jorge Mínimo - 445 pontos

3º Lugar: Zex - 435 pontos

4º Lugar: Cavungi - 425 pontos

5º Lugar: Salvatrucha JR. - 410 pontos

6º Lugar: Vermelho e Lion Heart - 400 pontos

7º Lugar: JC - 390 pontos

8º Lugar: Kaiserlicheagle e Antes Morto que Vermelho - 385 pontos

9º Lugar: Vermelho Sempre - 370 pontos

10º Lugar: Sócio - 345 pontos

11º Lugar: Cuto - 335 pontos

12º Lugar: Vermelho Nunca - 320 pontos

13º Lugar: Samsalameh - 300 pontos

14º Lugar: Fura-Redes - 265 pontos

15º Lugar: Delane Vieira - 245 pontos

16º Lugar: Pachulico - 140 pontos

17º Lugar: Pankreas - 55 pontos

Benfica-Paços de Ferreira 3-2

Constituição das Equipas e Avaliação Quantitativa do Desempenho

Estádio do Sport Lisboa e Benfica, Lisboa
Hora: 20:45
Árbitro: Cosme Machado (Braga)

BENFICA
Moreira (3); David Luiz (4), Sidnei (3), Luisão (3) e Jorge Ribeiro (3); Katsouranis (3), Carlos Martins (2), Ruben Amorim (3) e Reyes (3); Aimar (3) e Cardozo (3)

Suplentes: Quim, Miguel Vítor, Binya, Yebda, Di María (4), Nuno Gomes (2) e Mantorras (-)

Treinador: Quique Flores

P. FERREIRA
Cássio (1), Danielson (2), Ricardo (3), Kelly (3) e Jorginho (3); Pedrinha (3) e Dedé (3); Rui Miguel (4), Ferreira (3) e Cristiano (-); Edson (3)

Suplentes: Coelho, Kiko, Chico Silva (3), Cristelo, Leandro Tatu (2), André Pinto (2) e Carlos Carneiro

Treinador: Paulo Sérgio

Sistemas Tácticos


Benfica


Paços de Ferreira


Modelos de Jogo

Benfica

Posse e Circulação de Bola; Domínio da Partida; Bloco médio/alto; Assumir Iniciativa de Jogo.

Paços de Ferreira

Bloco baixo; Expectativa; Transições Rápidas.

Principais Incidências da Partida (fonte: www.record.pt)

13' - Grande oportunidade para o Benfica. Carlos Martins levanta para a área e Luisão cabeceia à barra. Na recarga, também de cabeça, Aimar atira para uma grande defesa de Cássio, a impedir que o argentino inaugurasse o marcador.

46' - Aimar solicita Reyes, que remata de pé esquerdo à entrada da área para defesa segura de Cássio.

55' - Grande oportunidade para o Paços. Leandro Tatu contorna Moreira mas depois remata fraco, com David Luiz a ter tempo para cortar quase em cima da linha.

56' - Sidnei, ao segundo poste, cabeceia ao lado, após o canto de Reyes na direita.

69' - GOLO DO BENFICA... Aimar desmarca CARDOZO, Cássio não segura e o paraguaio, com um remate cruzado para a baliza deserta, inaugura o marcador na Luz.

73' - GOLO DO BENFICA... Cardozo perde a bola à entrada da área, a defensiva do Paços afasta e RUBEN AMORIM, com um belo remate em arco, aumenta a vantagem das águias.

75' - GOLO DO P. FERREIRA... Rui Miguel vai à linha do lado direito, rodopia sobre Sidnei e assiste com um passe atrasado FERREIRA, que atira para o fundo das redes do desamparado Moreira.

80' - Di María solicita Aimar, que remata com força contra Cássio. O argentino estava, no entanto, em posição irregular.

87' - GOLO DO BENFICA. Uma bomba de DI MARÍA, de fora da área. Mas que golaço, o primeiro do argentino na Liga Sagres.

90'+3 - GOLO DO P. FERREIRA. Rui Miguel cruza da direita e CHICO SILVA, de primeira, faz o segundo dos castores.

90'+3 - Grande oportunidade do Paços mesmo a finalizar o encontro. Luisão afasta, Kelly remata ainda na área e Moreira, com um toque subtil, desvia a bola para o poste. Ainda há uma recarga, que vai contra a defensiva encarnada.

Destaques

Melhores em Campo

Benfica

David Luiz - Entrega, generosidade, disponibilidade física e equilíbrio.
Aportou coesão defensiva e ofereceu profundidade ofensiva ao seu flanco.

Di Maria - Estaria Maradona na bancada?
Finalmente, conseguiu um desempenho de qualidade.
Assinou um grande golo e, ao contrário do usual, foi quase sempre consequente nas suas iniciativas.

Paços de Ferreira

Rui Miguel - Depois de uma má experiência no estrangeiro, um regresso que se saúda de um jogador de qualidade.
Pautou o processo ofensivo do Paços e fê-lo com clarividência.

Piores em Campo

Benfica

Carlos Martins - Faltou-lhe discernimento e serenidade.
Doses excessivas de testosterona e ansiedade entorpeceram um desempenho marcado pela ausência de critério e de qualidade no passe.

Paços de Ferreira

Cássio - Com mais um "frango" do outro mundo (já em Alvalade havia incorrido em semelhante "gaffe") comprometeu as possibilidades de êxito da sua equipa.

Arbitragem

Com excepção de um ou outro lapso na apreciação do fora de jogo, exibiu-se em plano não merecedor de reparos.

Comentário

E tudo Cassio desbloqueou!

O Benfica confirmou, hoje, as dificuldades que tem denotado nos confrontos caseiros e apenas na segunda parte conseguiu desmoronar a estrutura defensiva pacense.
E, ainda assim, fruto de um clamoroso equívoco de Cassio.
Quando chamado a assumir a iniciativa do jogo, fazendo do ataque de posição a matriz essencial do seu modelo de jogo, o Benfica padece e muito.
Ou há espaço para transições rápidas ou os movimentos atacantes dos encarnados carecem de clarividência e fluidez.
Com Katsouranis e Martins excessivamente imprecisos, lentos e distantes dos quatro da frente, com Reyes demasiado aberto na esquerda, com Aimar demasiado perto de Cardozo e com Ruben Amorim sem as rotinas e características próprias de um ala, o processo ofensivo do Benfica foi de uma esterilidade atroz.
Com excepção dos lances de bola parada, o Benfica revelava-se incapaz de se aproximar com perigo da baliza do Paços.
Aliás, seria na sequência de um livre que o Benfica, aos 12 minutos, construiria a sua única ocasião de golo na primeira metade.
Uma oportunidade em dois momentos consecutivos: Martins executou um livre na esquerda,Luisão cabeceou à trave e, na recarga, Aimar, também de cabeça, obrigou Cássio a grande defesa.
E por aqui se ficou o Benfica.
Quique manteve o mesmo onze para a segunda parte, mas a atitude foi outra e a intencionalidade dos movimentos ofensivos do Benfica cresceu.
Não obstante, a inocuidade persistia e a melhor oportunidade até pertenceu ao Paços,
desbaratada por Leandro Tatu que, em desequilíbrio, atirou frouxo para a baliza deserta, permitindo a intervenção de David Luiz.
Pouco depois, Quique substituiu Carlos Martins por Di Maria e a equipa alargou horizontes.
Com Ruben Amorim na sua posição natural e Di Maria, finalmente consequente, na direita, o Benfica, para além de dinâmica e intensidade, conquistou fluência na zona central e largura pelas faixas.
Mas, paradoxalmente, seria na sequência de um lance aparentemente inofensivo que o Benfica alcançaria vantagem no marcador - Aimar desmarcou Cardozo, Cássio, quando parecia ter o lance dominado, não segurou a bola e o paraguaio, isolado, limitou-se a empurrar para a baliza deserta.
Apenas 4 minutos volvidos, Ruben Amorim, com um excelente remate à entrada da área, fez o segundo golo do Benfica.
Tudo parecia resolvido, mas, eis senão quando, o Benfica decide regressar às desconcentrações do início da época e acrescentar emoção a uma contenda que se julgava pacificada.
Beneficiando de uma distracção colectiva do Benfica, Ferreira reduziu a desvantagem pacense e fez renascer a incerteza quanto ao resultado final.
O Benfica viu-se forçado a regressar à seriedade competitiva e explorando a subida das linhas pacenses, numa transição rápida, Di Maria arrancou um golo esplendoroso.
Serenadas as hostes, pouco ou nada emergia capaz de emprestar combustão à partida.
Puro engano! Mais um alheamento e Chico Silva voltou a reduzir para a diferença mínima.
Taquicardia que só não redundou em enfarte agudo do miocárdio porque, no último lance da partida, Kelly acertou no poste.
Não havia necessidade...

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Benfica-Paços de Ferreira - 2007/2008 - Antevisão da Jornada

A partir desta data e, como forma de lançamento da discussão em torno da jornada seguinte da Liga Sagres, publicarei o video relativo aos golos da partida disputada na temporada transacta pelo Benfica, na mesma condição, contra o adversário que enfrentará.

30/03/2008 Jornada 24 Benfica 4-1 P. Ferreira

C. Rodriguez, 23m, 1-0


Wesley, 42m, 1-1


Cardozo, 69m, 2-1


Rui Costa, 74m, 3-1


Rui Costa, 85m, 4-1

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Portugal-Finlândia 1-0

Quando o seleccionador nacional encara um particular com a Finlândia como se de uma final do campeonato do Mundo se tratasse, é porque atingimos um nível exasperante de desespero!
Inconcebível a ansiedade de Queirós!
Intranquilidade esta que transmitiu aos seus jogadores e que os conduziu à bonita soma de 23 remates para um golo.
Mais do que um problema técnico (que também o é), a ineficácia finalizadora da selecção nacional decorre da falta de confiança e do excesso de ansiedade que entorpece as capacidades dos jogadores nacionais.
A partida de hoje foi um verdadeiro particular. Nem o estatuto de preparação logrou alcandorar.
Reduzida intensidade, muita mansidão, substituições em barda, interrupções em igual medida e escassa ressonância competitiva.
Se se pretendia organizar o sistema e o modelo de jogo a utilizar frente à Suécia, o encontro de hoje não serviu tais propósitos.
Se se visava apagar a paupérrima imagem deixada no encontro com o Brasil, não se conseguiu.
Ter-se-á aproveitado alguma coisa?
Espero que sim!
Espero que Queirós tenha percebido que a verdura de Orlando Sá não é compatível com a alta competição.
Espero que Queirós tenha percebido que o excelente pé esquerdo de Duda não é suficiente para que se possa assumir como solução para lateral esquerdo (um jogo de futebol tem duas dimensões - uma defensiva e outra ofensiva - e Duda satisfaz apenas a segunda).
Espero que Queirós tenha percebido que as fragilidades manifestadas na fase de qualificação permanecem evidentes.
Espero que Queirós tenha percebido que a solução dos problemas começa em si e na sua capacidade para serenar, tranquilizar e elevar os níveis de confiança e auto-estima dos seleccionados.
Diz-se no teatro que a maus ensaios gerais correspondem retumbantes estreias.
Que assim suceda com a Suécia!

Espaço Prof. Karamba

V. Setúbal - Académica
Marítimo - E. Amadora
Nacional - V. Guimarães
Trofense - Naval
Sp. Braga - Leixões
Belenenses - Sporting
Benfica - P. Ferreira
FC Porto - Rio Ave

Liga dos Astros - Classificação Geral

1º Lugar: Eagles - 1487 pontos

2º Lugar: Red Eagles - 1426 pontos

3º Lugar: SLB JIMMY JUMP - 1407 pontos

4º Lugar: CouchCoach - 1399 pontos

5º Lugar: Caça Lagartos / Suçuarana - 1320 pontos

6º Lugar: CHICOO SUPER TEAM - 1196 pontos

7º Lugar: Comando Verde - 1141 pontos

8º Lugar: Couch dreads - 1134 pontos

9º Lugar: Kubas2 - 1107 pontos

10º Lugar: cla do relogio no braço direito - 1032 pontos

11º Lugar: fura redhe - 994 pontos

12º Lugar: kubas - 971 pontos

13º Lugar: CHICOOO SUPER TEAM - 968 pontos

14ºLugar: Kaiserlicheagle FC - 958 pontos

15ºLugar: Cruzados - Mestre JC - 921 pontos

16ºLugar: Barões da Pelota - 797 pontos

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Livro de Reclamações

1 - Intolerável a tentativa de branqueamento do grotesco equívoco de Pedro Proença através da alusão ao pretenso penalty sobre Lucho!

2 - Afigura-se-me não só um ensaio ignóbil como intelectualmente desonesto.

3 - Ver penalty no contacto entre Reyes e Lucho é pretender "basquetebolizar" o futebol!
O toque do espanhol é tão evidente quanto o é a sua insuficiência para derrubar Lucho, pelo que, inexiste qualquer falta merecedora de castigo máximo.

4 - O futebol é um jogo de contactos e, neste particular, afasta-se inexoravel e irremediavelmente do basquetebol.

5 - Chegará a ingenuidade ou o facciosismo ao ponto de acreditar que um jogador, ainda para mais argentino, numa partida disputada em casa e frente a um arqui-rival cogitaria sequer abdicar de um penalty?!

6 - Lisandro demonstra bem que não!

7 - Há umas jornadas, o Benfica deslocou-se ao Restelo.
Na segunda metade, Júlio César toca em Suazo, o hondurenho continua a jogada e apenas alguns metros depois cai.
Todos foram, unânimes, em considerar estarmos perante uma simulação grosseira de Suazo.
Confesso que não percebo o critério de quem neste lance asseverou não ser penalty, apesar do contacto, e agora clama penalty no lance entre Reyes e Lucho, porque houve contacto?!

8 - Desta vez, o branqueamento começou mesmo durante a partida.
Se não fosse tão lamentável, seria um inevitável momento de esplendoroso humor.
Foi muito triste assistir ao servilismo de Rui Orlando durante a transmissão da Sporttv.
Aqui fica uma transcrição da desfaçatez com que abjurou em escassos minutos.
Quando aconteceu o tal lance entre Reyes e Lucho, afirmou o recto comentador:"E a verdade é que Lucho González sofre uma entrada de Reyes, mas o primeiro impulso é positivo. Ele acredita que tem possibilidades de conseguir atirar à baliza do Benfica, ou fazer com que um companheiro seja servido e, portanto, não caiu na tentação que muitas vezes os jogadores têm de se deixarem cair e fazer-se ao penálti, não é? Cá está o lance outra vez... ele tira o adversário do caminho, sofre um toque de Reyes, eventualmente, não suficiente para o derrubar, não suficiente para o retirar do lance, como de facto não foi, não é?
A verdade é que em muitas destas circunstâncias os jogadores não ajudam nada à verdade do jogo e, muitas vezes, deixam-se cair.
Portanto merecerá aqui um forte aplauso Lucho González, porque é uma atitude de fair-play, uma atitude positiva desportiva."
Depois quando sucede o vilipêndio do minuto 70, Rui Orlando diz: "Não toca. Não toca. Não há grande penalidade."
Volvidos cerca de 10 minutos, a partida é interrompida para assistência a Reyes e surge repetição da farsa.
E Rui Orlando, o que terá dito?
"E neste jogo, enfim, acaba aqui por emergir uma ideia que tem a ver, falámos nisso no momento em que Lucho González sofre uma falta que era grande penalidade, no início da partida. Segue a jogada,não a conclui e o árbitro não marca a falta e portanto, no fundo, digamos, não ajuizou também em função da queda do jogador, e ajuizou mal. Agora ajuizou em função da queda, e ajuizou mal." (transcrição retirada do blog "tertúlia benfiquista", cuja fidedignidade comprovo).
Simplesmente, lamentável!

9 - Mas, o branqueamento não se ficou por aqui.
Muito pelo contrário!
Usou-se, uma vez mais, uma solução concentrada de carbonato de sódio ou potássio muito potente.
Havia que fazer crer que o árbitro errou em igual medida para os dois lados.
Vai daí e toca de polvilhar os programas de discussão televisiva com lances cirurgicamente escolhidos para satisfazer o propósito.
Primeiro, elegeu-se uma entrada de Sidney sobre Lucho.
Sidney pisou o pé de Lucho - cartão amarelo!
Segundo, seleccionou-se uma disputa entre Fucile e David Luiz.
David Luiz e Fucile chocam, tão só.
É verdade que David Luiz levanta o pé, mas retira-o antes do embate com Fucile.
Apenas lixo tóxico, que nem embalado por facciosismos bacocos, apresenta susceptibilidade para servir o desiderato.

10 - Esta segmentação da realidade procurou reescrever a história e apagar um conjunto relevante de lances que tiveram como protagonistas jogadores portistas.
Aos 2 minutos, Bruno Alves tenta agredir Suazo com um pontapé.
Vermelho directo!
Alguém viu imagens deste lance? Não!
Na primeira parte, Fucile pontapeia Reyes na face.
Como há bola na jogada, cartão amarelo (sucede que apenas à sétima falta o uruguaio viu cartão amarelo).
Alguém viu imagens deste lance? Não!
Aos 57 minutos, Fernando derruba Suazo e na sequência Lucho pontapeia e pisa Suazo.
Vermelho directo!
Alguém viu imagens deste lance? Não!

11 - Muita discussão, tanta polémica, mas silêncio sobre o comportamento de Lisandro!
Depois admiram-se do quão diferente é o futebol inglês!
Fowler ou Wenger nunca teriam lugar no nosso pequenino futebol que, ao invés de verberar, ovaciona efusivamente a pantomina de Lisandro.

12 - Para quem nas últimas duas décadas viu um abdómen ser transformado em mão, um jogador ser considerado em fora de jogo após um passe de um adversário, um lançamentos de linha lateral a ser executado dentro de campo, umas quantas simulações dos jogadores da casa serem ardilosamente tidas como penaltys, umas quantas expulsões de jogadores do Benfica incompreensíveis e umas quantas grandes penalidades contra a equipa da casa serem perdoadas, só pode compreender o "erro" de Pedro Proença.

13 - Tão ou mais grave que o delito de Proença foram as declarações de Jesualdo sobre o jogo e o lance da grande penalidade a favor do Porto.
Tragicamente esquizofrénicas.

14 - Como já o haviam sido após o Sporting-Porto para a Taça da Liga.
O Porto foi goleado e Jesualdo afirmou ter cumprido os objectivos que estabeleceu para a partida?!

15 - A selecção nacional joga com a Finlândia, esta quarta-feira, um particular de preparação para o decisivo embate com a Suécia.
Analisemos a convocatória de Queirós:

Guarda-Redes

Eduardo e Daniel Fernandes

Se com a chamada de Eduardo concordo plenamente, pois que o considero o guarda-redes com melhor desempenho no que vai jogado de Liga Sagres, já com a convocatória do Keeper do Bochum não posso deixar de divergir.
Preterir Beto parece-me, profundamente, iníquo.

Defesa Direito

Miguel

Convocar Miguel não é, propriamente, uma surpresa, mas a ausência de Bosingwa é-o.
E sendo-o não se alcançam razões justificativas.

Defesa Central

Bruno Alves, Rolando e Pepe

Pepe e Bruno Alves assumem-se como escolhas lógicas e naturais face ao impedimento, por lesão, de Ricardo Carvalho.
Pelo contrário, prescindir de Fernando Meira em favor de Rolando apenas se percebe numa lógica de renovação.
Zé Castro ou Nunes seriam outras possibilidades.

Defesa Esquerdo

Paulo Ferreira e Gonçalo Brandão

O futebol português padece de um deficit estrutural de laterais esquerdos.
Queirós reconheceu-o e procurou encontrar soluções de raiz.
Chamou Antunes, mas rapidamente concluiu que a adaptação de Paulo Ferreira seria um mal menor.
Gonçalo Brandão insere-se na lógica "Indiana Jones em busca do lateral esquerdo perdido".
Marco Ramos do Lens e Tiago Pinto podem ser os senhores que se seguem.

Médio Defensivo/box to box

Maniche, João Moutinho, Tiago e Meireles

Petit renunciou à selecção e Veloso ao futebol, pelo que escasseiam outras opções.
Seguindo o tal princípio de renovação, Ruben Amorim, Bruno China e Ruben Micael são nomes equacionáveis.

Alas

Cristiano Ronaldo, Nani, Eliseu e Duda

Quem tem Ronaldo, Nani, Quaresma e Simão, não necessita de ensaiar quaisquer outras soluções!

10

Deco e Danny

O universo da escolha coincide com o universo dos seleccionáveis

Ponta de Lança

Hugo Almeida e Orlando Sá

O outro problemas estrutural do futebol português.
Também, neste particular, Queirós busca novas e mais eficazes soluções.
Nuno Gomes, Postiga, Makukula ou Edinho seriam as opções mais óbvias para acompanhar Hugo Almeida.
Queirós preferiu o inesperado Orlando Sá.
Trata-se, apenas, do 5º avançado do Sp. Braga!
Já, agora, por que não Anselmo ou Éder?!

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Vedetas&Marretas

Vedetas

Clube

Sporting de Braga pela vitória em Alvalade

Jogador

Nené pelo bis frente à Naval, que lhe permitiu confirmar a liderança isolado da lista dos melhores marcadores da Liga Sagres

Treinador

Jorge Jesus pelo triunfo em Alvalade

Árbitro

Carlos Xistra pelo seu bom desempenho no V.Guimarães-Marítimo

Modalidades de Alta Competição

Sporting pela vitória sobre o Belenenses em partida a contar para o Nacional de Futsal

Emigrante

Figo pelo excelente golo de cabeça na goleada do Inter em Lecce

Marretas

Clube

Naval pela goleada caseira sofrida ante o Nacional

Jogador

Marcos pelos "frangos" com que presenteou o V. Guimarães

Treinador

Ulisses Morais pela goleada caseira sofrida ante o Nacional

Árbitro

Pedro Proença pelo seu paupérrimo desempenho no Porto-Benfica

Modalidades de Alta Competição

Porto pela derrota frente ao Vagos em jogo a contar para a Liga de Basquetebol

Emigrante

Nunes pelo seu desempenho no Maiorca-Corunha, mormente por ter cometido o penalty que resultou no tento do empate dos galegos.

Espaço Prof. Karamba

1º Lugar: Jimmy Jump - 455 pontos

2º Lugar: Zex - 435 pontos

3º Lugar: Jorge Mínimo - 410 pontos

4º Lugar: Cavungi - 395 pontos

5º Lugar: Salvatrucha JR. - 380 pontos

6º Lugar: Vermelho - 375 pontos

7º Lugar: Lion Heart, Kaiserlicheagle e JC - 365 pontos

8º Lugar: Antes Morto que Vermelho - 350 pontos

9º Lugar: Vermelho Sempre - 345 pontos

10º Lugar: Sócio - 325 pontos

11º Lugar: Cuto - 310 pontos

12º Lugar: Vermelho Nunca - 295 pontos

13º Lugar: Samsalameh - 270 pontos

14º Lugar: Fura-Redes - 265 pontos

15º Lugar: Delane Vieira - 245 pontos

16º Lugar: Pachulico - 140 pontos

17º Lugar: Pankreas - 55 pontos

domingo, fevereiro 08, 2009

Porto-Benfica

Constituição das Equipas e Avaliação Quantitativa do Desempenho

LIGA SAGRES – 17.ª JORNADA

FC PORTO-BENFICA

Estádio do Dragão, no Porto

Hora: 19:45

Árbitro: Pedro Proença (Lisboa)

Porto - Helton (3), Fucile (3), Rolando (3), Bruno Alves (3), Cissokho (2), Fernando (2), Lucho (3), Raul Meireles (2), Hulk (2), Cristian Rodríguez (2) e Lisandro (3).

Suplentes: Nuno, Pedro Emanuel, Stepanov, Tomás Costa, Guarín, Mariano (-) e Farias (-).

Treinador: Jesualdo Ferreira

BENFICA - Moreira (4), Maxi (4), Luisão (4), Sidnei (4), David Luiz (4), Yebda (4), Katsouranis (2), Ruben Amorim (3), Reyes (3), Aimar (4) e Suazo (2).

Suplentes: Quim, Jorge Ribeiro, Binya, Carlos Martins (-), Di Maria (1), Nuno Gomes (-) e Cardozo.

Treinador: Quique Flores

Sistemas Tácticos

Porto



Benfica


Modelos de Jogo

Porto

Posse e Circulação de Bola; Domínio da Partida; Bloco médio/alto; Assumir Iniciativa de Jogo.

Benfica
Expectativa; Bloco médio/baixo; Transições Rápidas.

Principais Incidências da Partida (fonte: www.record.pt)

4' - Rodríguez lança bem no meio para Lucho. O argentino recebe à entrada da área, tira as medidas à baliza de Moreira e remata forte. Ao lado...

9' - Bom momento para o FC Porto. Lucho aparece isolado no coração da área, após passe de Meireles, mas cabeceia por cima. Não havia fora-de-jogo.

13' - Perigo para as redes de Helton. Boa jogada do ataque benfiquista, com a bola a ser enviada de Aimar para Reyes, que cabeceia ao lado.

19' - Jogada atacante com a bola a chegar aos pés de Lucho, que faz uma finta sobre Reyes e dá para Fucile, que enche o pé e remata para as bancadas.

28' - Raul Meireles lança a bola para a área e encontra Lisandro, que cabeceia para defesa oportuna de Moreira. Canto para os dragões.

38' - Suazo avança pelo meio e encontra Reyes na esquerda. Lança na perfeição para o espanhol, que desfere um dos seus habituais remates potentes. Defesa segura de Helton para canto!

45'+1 - GOLO DO BENFICA, por YEBDA. Canto batido por Reyes para o coração da área, onde aparece o possante médio a cabecear forte e sem oportunidades de defesa para o brasileiro Helton. Está feito o primeiro no Dragão.

51' - Livre para o Benfica. Bola levantada para a área, onde aparece Suazo a cabecear ao lado.

55' - Jogada plena de raça e força, que culmina com um remate forte e intencional de Hulk. Defesa apertada de Moreira.

58' - Bom remate de Ruben Amorim para defesa de recurso de Helton. É canto!

70' - Aimar lança de forma perfeita para Di Maria, que ganha espaço e remata forte. Ao lado da baliza de Helton.

71' - CARTÃO AMARELO para YEBDA, por falta sobre Lisandro dentro da área de rigor. É penálti para o FC Porto. O avançado argentino simulou claramente a falta e Pedro Proença, que estava em cima da jogada, não ajuizou bem.

72' - GOLO DO FC PORTO, por LUCHO. O médio argentino é chamado à conversão da grande penalidade e não falha. Está feito o empate no Estádio do Dragão.

77' - Jogada confusa na área do FC Porto, com uma série de remates e desvios. A bola acaba nos pés de David Luiz, que remata em arco para defesa de Helton.

78' - Hulk dança frente a David Luiz e entra na área, conseguindo rematar forte para defesa apertada de Moreira. Mais um duelo interessante deste clássico...

Destaques

Melhores em Campo

Benfica

Aimar - "Raise to the occasion"!
Classe pura!
Assumiu a condução do processo ofensivo benfiquista e ostentou inteligência, maturidade e classe no modo como geriu os tempos do jogo e como distribuiu a bola.
Num desempenho maior, dois momentos ilustrativos da sua categoria: aos 12 minutos, colocou a bola de modo perfeito na cabeça de Reyes e, aos 68, libertou-se de Fernando e lançou magistralmente Di María na esquerda.
O seu melhor jogo ao serviço do Benfica!

Moreira e Quarteto defensivo do Benfica - Imaculados!

Porto

Lucho - Sem ter sido exuberante, alardeou classe e competência na execução do putatitvo penalty.

Piores em Campo

Benfica

Suazo - Claramente diminuído, nunca conseguiu impor-se aos centrais portistas.
Faltou-lhe a habitual centelha explosiva.

Katsouranis - Dele disse Quique que passava por dificuldades físicas.
Hoje, foi bem evidente.
Com o passar dos minutos, perdeu capacidade de ocupação dos espaços, clarividência,discernimento e acumulou perdas na transição ofensiva.

Di Maria - Completamente inconsequente!

Porto

Rodriguez - Na partida desta noite, Cebola apenas fez chorar os adeptos portistas.
Quase sempre incapaz de ultrapassar Maxi, a sua influência nos movimentos ofensivos da equipa foi nula.

Cissokho - Não aportou profundidade ao seu flanco, nem coesão à sua linha defensiva.
Não parece jogador para o Porto.

Arbitragem

Pedro Proença ROUBOU 2 pontos ao Benfica.
"71' - CARTÃO AMARELO para YEBDA, por falta sobre Lisandro dentro da área de rigor. É penálti para o FC Porto. O avançado argentino simulou claramente a falta e Pedro Proença, que estava em cima da jogada, não ajuizou bem. "
Quando um árbitro a escassos metros de um lance o avalia tão mal, desculpem, mas não pode ser só incompetência!

Comentário

Ndrangheta ou Assim é Impossível!

O Benfica esteve a vinte minutos de triunfar no Dragão.
Todavia, não o deixaram!
Uma grande penalidade inexistente impediu-o de materializar a competência do seu desempenho!
O Benfica foi melhor e merecia vencer!
Quique estudou bem o adversário e apresentou a sua equipa estruturada sob um bloco médio/baixo, com duas linhas muito juntas, por forma a cercear os espaços que Lucho, Rodríguez, Hulk e Lisandro necessitam.
O Porto comprovou que o seu processo ofensivo assenta, essencialmente, na velocidade das transições, sentindo imensas dificuldades no ataque de posição.
A redução de espaços conduz os movimentos ofensivos portistas à esterilidade.
É verdade que o Benfica demorou a entrar no jogo.
Nos primeiros quinze minutos, o Porto dominou e controlou a partida.
Construiu algumas ocasiões, mas seria fogo-fátuo.
A partir deste período, o Benfica serenou, tranquilizou-se e assenhoreou-se do controlo da partida.
Não a terá dominado sempre, mas nunca perdeu o seu controlo!
Irrepreensível nas transições defensivas (rigoroso e concentrado), não mais permitiu veleidades consistentes ao ataque portista, ao mesmo tempo que emprestou clarividência, fluidez e rapidez às transições ofensivas.
Ancorado na classe de Aimar, o Benfica cresceu até marcar.
Na sequência de um canto, explorando a defesa zonal portista, Yebda antecipou-se a Rolando e cabeceou imparável para o 0-1.
Um golo que embalou a equipa para um desempenho personalizado, inteligente, maduro e seguro.
Quando se esperava uma forte reacção portista à desvantagem, assistiu-se ao acentuar do império benfiquista sobre o jogo.
Hábil na gestão da posse de bola e dos ritmos, o Benfica aniquilou as pretensões portistas à recuperação da desvantagem.
Na segunda metade, o Benfica controlou, por inteiro, as incidências da partida, até ao instante fatal em que Proença decidiu equivocar-se.
O Porto empatou e desde aí até final prevaleceu o medo de perder de ambos os conjuntos.
A pantomina de Proença empatou uma contenda, que a equidade exigia ter sido favorável ao Benfica.