terça-feira, março 31, 2009

Portugal - África do Sul 2-0


A África do Sul foi o barbeiro que Queirós tanto necessitava!
Perante uma oposição demasiado frágil para merecer sequer tal epíteto, Portugal fez dois golos.
De pouco mais serviu mais este particular sob o alto patrocínio da Nike.
Ah! Desculpem serviu para, durante 17 minutos, a selecção nacional ser capitaneada por um brasileiro!

segunda-feira, março 30, 2009

Livro de Reclamações - A Selecção Nacional


1 - No fio da navalha, Portugal não soube derrotar a Suécia.
Em 5 jogos, uma vitória, três empates e uma derrota.
Mau?
Paupérrimo!

2 - Mas, se somar 6 pontos em 15 possíveis é preocupante, não menos o será o mar de equívocos em que navega a selecção nacional.
Acima de todos, a ausência de uma ideia de jogo assume-se como o maior dos desassossegos.

3 - Compreendo e aceito que nas selecções o tempo para trabalhar aspectos colectivos é curto.
E é, precisamente, por o ser que entendo a conservação dos princípios de jogo e das rotinas posicionais adquiridas nos clubes como primordial.

4 - Colocar Pepe a 6, Duda a lateral esquerdo, Ricardo Carvalho a lateral direito, Tiago a 10 e Danny a ponta de lança é cercear ab initio dimensão colectiva à equipa.

5 - O grande desafio táctico e estratégico de um seleccionador é encontrar o ponto de equilíbrio entre os diferentes hábitos que os jogadores trazem dos clubes.
Nas selecções, mais do que nos clubes, devem ser os jogadores a "escolher" o sistema táctico e o modelo de jogo.

6 - Colocar jogadores em contra-ciclo com os seus usos e costumes equivale por abdicar do alicerce sobre o qual se deveria erigir a ideia colectiva da equipa.

7 - Para "alimentar a vaca antes que morra", Queirós chamou Edinho, Nélson, Gonçalo Brandão, Beto, Orlando Sá, Eliseu, Rolando, César Peixoto, Djaló, Eduardo e Danny.
Se o princípio se me afigura indiscutível, já a sua aplicação prática me suscita as mais sérias reservas.
Alimentar a vaca é convocar jogadores para treinar?
Alimentar a vaca é convocar jogadores para nem sequer serem utilizados em desafios de carácter particular?
Alimentar a vaca é satisfazer a vox populi convocando ao sabor do clamor popular?
Não me parece!

8 - Alimentar a vaca é imperioso, mas pressupõe não só uma cultura de exigência, como também uma lógica enquadrante!

9 - Em desespero de alternativas, fruto, essencialmente, de uma coerência que não se lhe reconhece noutros aspectos, quiçá mais relevantes, Queirós chamou Edinho.
"Em busca do ponta de lança perdido" poderia ser um dos títulos da garimpa a que sucessivos seleccionadores se têm dedicado.
Todavia, hoje por hoje, Nuno Gomes continua a ser a opção que melhor concilia não só as características dos restantes jogadores da selecção nacional, como também o "jogar à portuguesa" a que aludiu Queirós na conferência de imprensa de antevisão da partida.

10 - Procurar um ponta de lança à imagem de José Torres é uma missão condenada ao fracasso e profundamente contra-natura.
Queirós, como outros antes dele, busca encontrar o tal Torres, o tal ponta de lança clássico, alto, espadaúdo e finalizador por excelência.
Hugo Almeida não o é, nem nunca o será!
É alto, é espadaúdo, mas, para além de "respirar" com dificuldades na área, não é um finalizador nato.
Makukula será, muito provavelmente, aquele que melhor se enquadra neste perfil.
Contudo, como se demonstrou aquando da sua chamada por Scolari, não "casa" com os demais jogadores!
Mesmo que por magia, Queirós descobrisse um jogador com tal biótipo, a equipa rejeitá-lo-ia.
Assumir-se-ia com um corpo estranho!

11 - Queirós é um produto da mediocracia.
É o lado cénico do futebol elevado à condição de pressuposto fundamental!

domingo, março 29, 2009

Portugal-Suécia 0-0

Agora, só nos resta um velho hábito...

quinta-feira, março 26, 2009

Livro de Reclamações - Antevisão do Portugal-Suécia


Este Sábado a selecção nacional defronta a Suécia.
Portugal nunca venceu os nórdicos em partidas disputadas na condição de visitado.
Pode fazê-lo desta vez?
Apesar dos pesares, dos quais Queirós será talvez o mais importante, acredito que sim!
E acredito na medida em que Portugal é melhor que a Suécia!
Ou por outra, os jogadores portugueses são, objectivamente, mais dotados que os suecos.
Assim sendo, e porque ao nível de selecções a dimensão colectiva do jogo desempenha um papel menos decisivo (especialmente, nas fases de qualificação), tenho fé!
Portugal deverá alinhar com Eduardo, Bosingwa, Ricardo Carvalho, Bruno Alves, Duda, Pepe, Tiago, Deco, Cristiano Ronaldo, Hugo Almeida e Simão.
Se a opção pelo 4x3x3 é quase consensual, já os protagonistas não o são.
Na baliza, Eduardo.
Apesar dos pesares, que conheceram materialização no Braga-PSG, é, hoje por hoje, o guarda-redes português, titular no seu clube, que mais e melhores garantias oferece.
Bosingwa é outra escolha indiscutível.
Ricardo Carvalho é já um histórico, mas vem de lesão prolongada e pode acusar falta de ritmo.
Neste contexto, Bruno Alves e Pepe seriam as opções mais óbvias e naturais.
Queirós prefere deslocar Pepe para a posição 6!
Pergunto: Para quê adaptar um dos melhores centrais do mundo a trinco?
As carências na posição são de tal monta que o justificam?
Não!
Então, porquê esbanjar o talento de Pepe numa posição que não é a sua e na qual existem outras alternativas de raiz e mais competentes?
Apenas uma lógica de hetero-determinação explica a solução encontrada por Queirós!
A Suécia é conhecida pelo seu poderio físico.
Portugal antes pelo contrário.
Perante estas premissas, Queirós entendeu que a estatura, o peso e a agressividade de Pepe serviriam melhor a equipa se e quando utilizadas no vértice recuado do triângulo do meio-campo.
Ainda que não concorde nem com o princípio, nem com a decisão, seguindo o mesmo silogismo e tendo em conta as características dos laterais que Queirós irá utilizar não seria preferível optar por uma defesa a 3?
Se levarmos, também, em linha de conta que a Suécia, por via de regra, utiliza 2 pontas de lança, sou forçado a concluir que um 3x4x3 satisfaria melhor o raciocínio de Queirós.
Bosingwa é conhecido pela sua apetência ofensiva e Duda, sendo um médio-ala de origem, será um "carrilero à sul-americana" na esquerda, pelo que o 3x4x3 potenciaria as suas melhores qualidades.
Por outro lado, permitiria a Cristiano Ronaldo e Simão jogarem mais por dentro, num apoio mais próximo de Hugo Almeida.
Conjecturas à parte, regressemos ao onze de Queirós.
Duda no particular frente à Finlândia demonstrou que apenas se mostra apto a satisfazer a dimensão ofensiva da posição.
Com Wilhelmsson no seu corredor temo o pior...
No meio-campo, para além de Pepe, alinharão Tiago e Deco.
Tiago tem navegado entre o banco e a titularidade na vecchia signora e Deco entre lesões no Chelsea.
Ao contrário destes, Meireles e Moutinho tem sido exemplos de regularidade e constância de desempenhos.
Neste particular, a minha margem de divergência é menor, sendo certo que optaria por Meireles e Moutinho.
Acrescento que ao desprezar a opção Pepe a 6, o meio-campo que elegeria seria constituído por Meireles, Moutinho e Danny.
As prestações do luso-venezuelano no Zenit justificam equacionar a sua titularidade.
Nas alas, Ronaldo e Simão não oferecem discussão, conquanto Nani não é titular em Manchester.
O mesmo sucedendo com Hugo Almeida, pois que a concorrência dá pelo nome de Edinho.
Tudo visto e ponderado, termino como comecei - tenho fé!
Não por acaso aludo a uma crença dogmática.
É que como penso ter deixado subentendido no texto, há um manancial imenso de razões que, racionalmente, me deveriam levar a cogitar, exactamente, o contrário!

quarta-feira, março 25, 2009

Os Recalcamentos dão nisto...

Um estudo da Universidade de Liverpool apresenta a fórmula necessária para executar uma grande penalidade de forma perfeita:
- a bola tem de entrar na baliza meio metro abaixo da barra e a meio metro de distância do poste;
- o remate tem de fazer a bola ultrapassar os 105 km/h;
- para atingir tal velocidade, são necessários cinco ou seis passos de balanço;
- para tal é preciso iniciar a corrida na linha de grande área, e com um ângulo de 20 ou 30 graus para a bola.

Não me parece nada fácil combinar todas estas variáveis.
Mas, daí ao modo como Pereirinha e Rui Pedro o decidiram fazer, vai uma enormíssima distância.
Corria o minuto 84 do jogo amigável da Selecção Sub-21 com Cabo Verde, na Madeira, quando Pereirinha e Rui Pedro decidiram imitar Cruyff e Jesper Olsen na goleada do Ajax sobre Helmond Sport (5-0): um pequeno toque para o lado, vem o colega de trás que devolve a bola e o marcador só tem de empurrar para a baliza.
Pois bem, a coisa correu, francamente, mal:
Pereirinha deu um pequeno toque para o lado, mas em vez de surgir Rui Pedro, apareceu um cabo-verdiano a roubar a bola.
Tristemente, hilariante!
Todavia, é justo dizer que Pereirinha e Rui Pedro têm ilustre companhia em matéria de imitações canhestras.
Em Outubro de 2005, Robert Pires e Thierry Henry conseguiram ser ainda mais canastrões na tentativa de reprodução do génio de Cruyff.
A descoordenação foi ainda mais acentuada!
É caso para afirmar como se fez na televisão portuguesa há uns anos:
Cuidado com as imitações...

O Original


A Imitação de Pereirinha e Rui Pedro


A Outra Imitação Canhestra de Robert Pires e Thierry Henry


O Antecedente Histórico do Original de Cruyff e Jesper Olsen protagonizado pelo belga Rik Coppens em 1957

terça-feira, março 24, 2009

Livro de Reclamações - Direitos Televisivos - o Pay-per-View

1 - No Prós e Contras da última segunda-feira, Domingos Soares Oliveira revelou que a Sporttv arrecada, anualmente, cerca de 150 Milhões de Euros em assinaturas.
Mais disse que o custo do conjunto dos direitos de transmissão televisiva das partidas da Liga Sagres ascende a 42 Milhões de Euros.
Ou seja, a Sporttv obtém, desde logo, uma mais-valia imediata de 108 Milhões de Euros!
A título de exemplo e para que se perceba a enorme disparidade entre a realidade portuguesa e a realidade europeia, referir que o Villareal, clube de uma pequena Cidade de 40 mil habitantes, perto de Valência, recebeu a época passada 52 milhões de euros pela venda de direitos televisivos!

2 - Na década de 90 do século passado, a Olivedesportos, vendo na depauperada situação dos clubes um maná a explorar, acentuou a sua política monopolista, adquirindo os direitos de transmissão televisiva das partidas a disputar em épocas vindouras a preços ridículos.
Os clubes sufocados de dívidas e sem receitas para lhes fazer face, viram-se na contingência de antecipar a venda dos direitos televisivos e, como se não achavam em posição negocial de discutir o preço, fizeram-no por valores quase insignificantes.
O Benfica não constituiu excepção e alienou os direitos televisivos relativos aos seus jogos na Liga Portuguesa à Olivedesportos até à época desportiva de 2012/13 (o Sporting, por exemplo, vendeu até à época 2017/1018).
Fê-lo pela "exorbitância" de 7,5 milhões de euros por ano, verba esta à qual acresceu um prémio de assinatura no valor de 500 mil Euros.
Ou seja, os direitos televisivos representam cerca de 10% do total das receitas actualmente geradas pelo Benfica, ao passo que a média europeia se situa nos 50%.

3 - Com o agravar da crise financeira, que ameaça implodir o futebol português tal como o conhecemos, urge, entre outras medidas estruturais, renegociar os direitos de transmissão televisiva das partidas da Liga Sagres.
Dir-me-ão que o detentor dos direitos não tem qualquer interesse em fazê-lo?
Discordo!
Uma visão de futuro, de longo prazo, mas, acima de tudo, de subsistência e mesmo de sobrevivência impõe que a Olivedesportos se sente e discuta com os clubes a valorização dos direitos de transmissão televisiva.

4 - E quando falo em renegociação, penso, sobretudo, no pay-per-view.
O desespero dos clubes portugueses levou-os a nem sequer discutir a introdução de cláusulas relativas a todas as formas conhecidas de transmissão de espectáculos desportivos.
Abdicaram de tudo e mais alguma coisa por um mísero prato de lentilhas (vejo mesmo alguns contratos como leoninos, mas isso é assunto para outras conversas).

5 - A ideia de renegociação do pay-per-view tem por base a alteração do actual paradigma de exibição de eventos desportivos em Portugal, mormente dos jogos da Liga Portuguesa.
Hoje por hoje, a Sporttv transmite, por jornada, um número variável, mas nunca inferior a 3 jogos da Liga Sagres.
A RTP exibe 1 jogo.
Covergem a generalidade dos actores ligados ao fenómeno e a maioria dos "opinion makers" que, a par do preço dos bilhetes, o horário dos jogos e o excesso de transmissões televisivas desertificam os estádios nacionais.

6 - O pay-per-view permitiria compatibilizar os interesses comerciais da Olivedesportos e da Sporttv, os interesses económicos dos clubes e, bem assim, o crescimento da taxa de ocupação dos estádios portugueses.

7 - O pay-per-view, tal qual o idealizo, exigiria uma assembleia-geral da Liga na qual se deliberasse a exclusão da transmissão em directo e em canal aberto ou codificado de partidas da Liga Sagres (nada obstaria a que os jogos fossem transmitidos, em diferido, volvidas que fossem 24 horas sobre a sua realização).
Os desafios seriam transmitidos, unica e exclusivamente, em sistema de pay-per-view, podendo, como tal, decorrer todos ou alguns em simultâneo.

8 - Dir-me-ão com a crise que assola o nosso País, estariam os portugueses dispostos a suportar mais uma despesa?
Dependeria sempre do preço!
A Sporttv tem cerca de 600 mil assinantes, que pagam, mensalmente, cerca de 25,00€.
Se cada jogo fosse colocado em sistema de pay-per-view por valores entre 5,00 e 10,00€, dependendo da sua relevância, os assinantes que apenas pretendem assistir às partidas do seu clube de afeição poderiam conhecer, inclusivamente, uma redução dos seus encargos (conforme o número de jogos disputados e sua relevância).

9 - A audiência média das partidas transmitidas em sinal aberto tem-se situado entre os 11,4 e os 16%. O share entre os 27,8 e os 47.2%.
Uma audiência média de 11,4% corresponde, grosso modo, a 1.100.000 espectadores.
Façamos estimativas por defeito relativas a uma partida entre um dos 3G´s e um outro clube do meio da tabela:
Preço: 5,00€
Compradores: 330 mil - 30% da audiência média em canal aberto
Receita: 1.650.000,00€
Forma de repartição: Equitativa pelos clubes intervenientes e pela operadora de televisão - 550.000,00€.

10 - Aludo a uma repartição equitativa em vista da instituição de um mecanismo de solidariedade que potencie as receitas dos clubes de menor dimensão.
Assim, na prossecução deste desiderato, as receitas apuradas em cada jogo seriam sempre divididas em partes iguais pelos clubes e operador, independentemente da condição em que os clubes fossem intervenientes na partida.
Deste modo, os clubes "pequenos" considerando, apenas, os 6 jogos com os 3G´s arrecadariam 3.300.000,00€ (sem considerar receitas de publicidade).
Por sua vez, os 3G´s nos 30 encontros da Liga Sagres poderiam granjear uma receita nunca inferior a 16.500.000,00€.

11 - O debate sobre a solvabilidade dos clubes portugueses exige que se pondere, devidamente, a solução que ora preconizo.
Assim haja vontade política para o fazer!

segunda-feira, março 23, 2009

Livro de Reclamações - Video de Opinião de Pedro Ribeiro e Ainda a Taça da Liga



2 - Parece que corre por aí uma petição pedindo a repetição da Final da Taça da Liga.
Concordo em absoluto!
Mas, já agora, julgo ser da mais elementar coerência repetir, pelo menos, as duas últimas décadas do futebol português!
Até podem começar pelo Porto-Benfica ou pelo Benfica-Nacional desta época.
Ah! e de caminho repitam, também, o Rio Ave-Sporting.

3 - Compreendo e acompanho a indignação leonina pelo penalty assinalado por Lucílio Baptista.
Apenas, a vejo como tardia e lacunosa.
A minha repulsa estende-se a toda a carreira de Lucílio!

4 - Lucílio equívocou-se ao assinalar o penalty.
Antes, havia errado ao validar o golo do Sporting e ao perdoar a expulsão a Pedro Silva e a Polga.
Demasiada incompetência!


5 - Os sportinguistas exigem, agora, e a propósito de uma grande penalidade indevidamente assinalada, que Lucílio Baptista não apite mais.
Reclamo-o há muito tempo e por razões bem mais substanciais!
Desde logo, porque em todas as outras situações em que Lucílio lesou o Benfica não dispusemos da possibilidade de remição que assistiu ao Sporting no Sábado passado!
O penalty não acabou com a partida.
A decisão aconteceu no desempate por grandes penalidades e aí não consegui vislumbrar de que forma Lucílio inspirou Quim e determinou Rochemback, Polga e Derlei a falharem!

6 - Quando supra aludo a razões substanciais para a imediata, ainda que tardia, "irradiação" de Lucílio penso, sobretudo, no infindável rol de enganos que o elegem como o maior serventuário do sistema das duas últimas décadas!

7 - E, neste particular, o vociferar leonino perde força e sentido.
Em nome da santa aliança, primaram pelo silêncio e pela omissão quando se revelaram práticas corruptivas da verdade desportiva, da transparência e da lealdade da competição a propósito dos denominados "Apito Dourado" e "Apito Final".

8 - Hoje como em Janeiro de 99, são e foram critérios de puro oportunismo que levam e levaram o Sporting a clamar podridão no futebol português!

9 - Paulo Bento não pressiona árbitros!
Há cada um com cada ideia!
O que Paulo Bento fez antes de iniciada a época e na própria conferência de imprensa em que aludiu a eventuais benefícios decorrentes da pressão sobre os árbitros, prática a que ele nunca recorreu, foram apenas petições de isenção...

10 - Mas, parece que resulta!
Lucílio confirmou no "Perdoa-me" que não mencionou no relatório de jogo o gesto de Paulo Bento, nem a peitada de Pedro Silva.
Impõem-se uma conclusão: Lucílio sofre de uma estranha doença ocular que lhe entorpece a visão ao ponto de ver coisas que não aconteceram e cegar perante a realidade.

11 - Palavras para quê?
É um artista português!

12 - Hermínio e Pereira sujeitaram Lucílio a um exercício de humilhação pública ao ordenarem-lhe que se sujeitasse ao "Perdoa-me".
Lucílio é incompetente a apitar, mas talvez ainda o seja mais a falar.
Numa breve entrevista conseguiu acumular tantas ou mais incongruências do que erros a apitar um jogo de futebol.
De todas, destaco a afirmação da certeza, o surgimento da dúvida e o regresso da certeza!

13 - Pior que o equívoco é a falsificação!
Lucílio reconheceu uma e outra no "Perdoa-me"!
Admitiu que ajuízou incorrectamente o lance do penalty, mas também que não mencionou no relatório a agressividade de Pedro Silva por não se ter apercebido da sua gravidade e o gesto de Paulo Bento por não o ter visto.

14 - Pedro Silva depois das cenas deploráveis e indignas de um profissional que protagonizou após a sua expulsão, veio pedir desculpa.
A este propósito, julgo adequado citar João Moutinho: "pedir desculpa às vezes não chega."

domingo, março 22, 2009

Benfica-Sporting 1-1 (3-2 g.p.)

Constituição das Equipas e Avaliação Quantitativa do Desempenho

FINAL DA TAÇA DA LIGA
Estádio do Algarve, em Faro
Hora: 19:45
Árbitro: Lucílio Baptista (Setúbal)

BENFICA
Quim (4), Maxi Pereira (3), Luisão (3), Miguel Vítor (3), David Luiz (3), Katsouranis (3), Ruben Amorim (4), Reyes (3), Aimar (3), Nuno Gomes (2) e Suazo (2).

Suplentes: Moreira, Cardozo (-), Di María (2), Carlos Martins (-), Jorge Ribeiro, Yebda, Sidnei.

Treinador: Quique Flores.

SPORTING
Tiago (4), Pedro Silva (3), Daniel Carriço (3), Polga (2), Caneira (3), Pereirinha (3), Rochemback (3), João Moutinho (3), Vukcevic (3), Derlei (2) e Liedson (3).

Suplentes: Rui Patrício, Adrien, Tonel, Yannick, Postiga (-), Romagnoli (-) e Abel (2).

Treinador: Paulo Bento.

Sistemas Tácticos

Benfica



Sporting


Principais Incidências da Partida (fonte: http://www.record.pt/)

4' - Contra-ataque benfiquista com Aimar a conduzir a bola pelo meio antes de lançar na esquerda para Nuno Gomes. O capitão de equipa, só com Tiago pela frente, remata contra o guarda-redes leonino.

10' - Polga perde a bola de forma comprometedora junto à área e Suazo aproveita para dominar e entrar na área. Tenta o centro e Tiago agarra. Passa o perigo para as redes do Sporting.

12' - Canto para o Sporting. Rochemback vai bater... Corte de David Luiz, com a bola a sobrevoar a área. Quim soca em dificuldades e a bola sobra para Polga rematar de primeira. Por cima do alvo...

15' - Ataque do Benfica, com a bola a sobrar para Aimar na esquerda. O argentino domina e cruza para a área, onde aparece Maxi a cabecear forte. Ao lado da baliza de Tiago.

16' - David Luiz salva a honra do convento encarnado. Ataque leonino com Quim a sair da baliza e a tirar o pão da boca a Liedson. Mas a bola acaba por ficar na posse dos leões e o Levezinho volta a tentar a sorte. Nesse momento é o central brasileiro a salvar em cima da linha de golo

22' - Que bela defesa de Tiago após livre batido por Aimar. Canto para o Benfica!

25' - Grande remate de Reyes, que faz a bola passar bem perto do alvo. O espanhol está com a mira quase calibrada.

36' - João Moutinho avança pelo meio e, como não encontra companheiros livres, remata forte, permitindo uma excelente defesa a Quim. Bom momento do guarda-redes encarnado.

48' - GOLO DO SPORTING, por PEREIRINHA. Ataque de Vukcevic pela esquerda, a deixar a bola com muita classe para Caneira, que cruza para o centro da área, onde Liedson remata ao poste da baliza. A bola sobra depois para o jovem médio Pereirinha, que remata sem oportunidades de defesa para Quim. Está feito o primeiro no Estádio do Algarve.

54' - Canto para o Sporting, com cabeceamento de Polga. Defesa de Quim para novo canto.

67' - Livre para o Benfica. Cabeceamento de Miguel Vítor à trave da baliza de Tiago. Muito perigo para as redes leoninas.

73' - Penálti assinalado por Lucílio Baptista por alegada mão na bola de Pedro Silva. A bola tocou no peito do jogador. Erro de Lucílio Baptista.

74' - CARTÃO AMARELO para PEDRO SILVA e consequente VERMELHO. O brasileiro aproxima-se do árbitro e empurra-o com o peito. Atitude vergonhosa do lateral.

75' - GOLO DO BENFICA, por REYES. O espanhol é chamado à conversão da grande penalidade e não falha. Está feito o empate no Estádio do Algarve.

3-2 - Carlos Martins marca e a festa faz-se em tons de encarnado no Estádio do Algarve. O Benfica conquistou a Taça da Liga! Festa no centro do relvado!

Destaques

Melhores em Campo

Benfica

Quim - Regressou à titularidade e na primeira parte somou equívocos, evidenciando falta de confiança.
Não obstante, seria neste período que efectuaria a sua melhor intervenção de toda a partida, a remate de João Moutinho, de fora da área.
Na segunda parte, sofreu um golo e, com excepção de um livre apontado por Rochemback, não mais foi chamado a intervir.
Mas, os seus melhores momentos estavam reservados para o desempate por grandes penalidades.
Aí, "parou" três remates e ofereceu à sua equipa o triunfo na competição.

Rúben Amorim - Espero e desejo que Quique Flores tenha por fim percebido que Rúben Amorim é mesmo imprescindível na zona central do terreno.
Eficaz nas tarefas de recuperação, alardeou tranquilidade e clarividência na circulação da bola, para além de uma superior leitura de jogo e de ocupação dos espaços.
A sua substituição apenas se alcança por exaustão física fruto da lesão que o apoquentou.

Sporting

Tiago - Imaculado!
Sempre seguro e concentrado, mostrou-se decisivo quando, aos 4 minutos, executou uma mancha perfeita a Nuno Gomes, que surgiu isolado.

Piores em Campo

Benfica

Suazo - Jogou? É uma interrogação legítima face ao apagamento do hondurenho.
Fisicamente diminuído, revelou-se quase sempre desastrado, cercando profundidade ofensiva à sua equipa.

Sporting

Pedro Silva - Lamentáveis as cenas que protagonizou após a expulsão: do "encontrão" a Lucílio Baptista, passando pelos insultos a tudo e todos, e terminando no arremesso da medalha!
Deplorável e indigno de um profissional!

Derlei - Comportou-se como um garoto!
Protestou demasiadas vezes e não raro preocupou-se mais em criar conflitos com os adversários do que em jogar a bola.

Arbitragem

A todos os níveis, paupérrima!
Incompetência a rodos!
Erros atrás de erros, culminando num equívoco maior ao assinalar, mal, grande penalidade contra o Sporting por suposta mão de Pedro Silva no interior da área dos leões.
Mal, também, ao não assinalar falta de Vukcevic sobre Maxi Pereira na jogada da qual resultou o golo leonino - o montenegrino agarra os calções do uruguaio.
Aqui sobra uma atenuante para Lucílio, qual seja a posição dos jogadores que lhe obstaculiza a correcta percepção do lance.
Se tecnicamente esteve mal, disciplinarmente não esteve melhor:
Aos 57 minutos, perdoou a expulsão, por acumulação de amarelos, a Pedro Silva, quando o brasileiro derrubou David Luiz, que entrava na área leonina pela esquerda.
Lucílio nem falta assinalou!
Poupou a expulsão a Polga quando, aos 63 minutos, não assinalou falta do brasileiro sobre Suazo, assim não lhe exibindo como devia o segundo amarelo.
Demasiado complacente, permitiu que a partida tenha resvalado para picardias permanentes, que, numa lógica de rigor, teriam implicado a expulsão de Luisão, Derlei e Rochemback.

Comentário

Ao vencer o Sporting, no desempate por grandes penalidades, o Benfica conquistou a Taça da Liga e, assim, assumiu-se como o primeiro clube a alcançar o pleno no que a troféus oficiais em Portugal respeita.
Pena os sucessivos equívocos que marcaram a quarta prova do calendário nacional - Do "goal average", passando pela definição de jogadores "efectivos" até à exibição do trio de arbitragem chefiado por Lucílio Baptista na final, a Taça da Liga foi um absoluto desastre!
De estretor em estretor, até à agonia terminal!
A lógica de redenção com que a comunicação social enformou esta final determinou e muito o curso da partida.
Muita luta, muito ardor, muita ansiedade, excesso de testosterona, mas escasso discernimento e clarividência.
Abundante contacto físico, igual dose de faltas, de paragens e de quezílias, pouco esclarecimento, ausência de ideias colectivas e um relvado em deficientes condições foram as notas dominantes de um espectáculo pouco mais do que sofrível.
Quique recuperou Quim, Rúben Amorim, Nuno Gomes e Suazo, para além de ter desviado Aimar para a esquerda.
Quando foi anunciado o onze inicial, pensei que, finalmente, o Benfica se apresentaria estruturado no 4x4x2 losango, que tanto reclamo.
Puro engano!
Quique manteve-se fiel ao seu esquema táctico e apenas "inovou" na disposição das peças no terreno - Dois avançados móveis, Aimar e Reyes nos flancos e Ruben Amorim a assumir o segundo momento de contrução ofensiva.
Confesso que, para além de não vislumbrar quaisquer vantagens, entendo a colocação de Aimar na esquerda e Reyes na direita como prejudiciais para as transições, defensiva e ofensiva.
No Sporting, Tiago e Pereirinha assumiram-se como novidades, que não surpresas.
E revelaram-se providenciais.
Tiago refulgiu ao quarto minuto, ao executar uma mancha perfeita a Nuno Gomes, e Pereirinha assinou o tento leonino.
A primeira parte, primou pelo equilíbrio e pela repartição na criação de ocasiões de golo.
Nuno Gomes e Liedson, ambos isolados, desperdiçaram a oportunidade de adiantarem as suas equipas no marcador.
Reyes e Moutinho, ambos em remates de fora da área, seguiram as pisadas dos seus colegas.
Na segunda metade, o Sporting entrou pujante e, aos 48 minutos, inaugurou o marcador.
Como quase sempre sucede quando em vantagem, Paulo Bento desceu as suas linhas, juntou o bloco e entregou a iniciativa ao adversário.
Por seu turno e respondendo ao convite leonino, o Benfica soltou-se e subiu linhas.
Ancorado nas suas individualidades, logrou remeter o Sporting para as imediações da sua grande área.
O Sporting expunha-se à fortuna do jogo e, aos 57 e 62 minutos, duas néscias decisões de Lucílio conservaram Pedro Silva e Polga em campo quando deviam ter recolhido aos balneários.
O Benfica crescia e, aos 67 minutos, Miguel Vítor cabeceou à trave da baliza de Tiago.
Aos 73 surgiria o caso do jogo.
Ou, por outra, o inadmissível erro de Lucílio.
Dí Maria tentou passar por Pedro Silva e o lateral cortou com o peito o lance.
Lucílio viu, não se percebe muito bem como, mão e assinalou um asnático penalty.
Pedro Silva recebeu ordem de expulsão com cerca de 16 minutos de atraso e Reyes converteu, restabelecendo a igualdade.
Até final prevaleceu o medo de perder de ambos os conjuntos, os quais preferiram postergar a decisão da contenda para o desempate por pontapés da marca da grande penalidade.
Aí, emergiu Quim!
Defendeu os remates de Rochemback, Derlei e Hélder Postiga e garantiu a conquista da Taça da Liga.

C´ um Caneco (outro passatempo)

1º Lugar: Cavungi - 305 pontos

2º Lugar: Jimmy Jump - 265 pontos

3º Lugar: JC e Vermelho Sempre - 250 pontos

4º Lugar: Zex - 240 pontos

5º Lugar: Kaiserlicheagle - 235 pontos

6º Lugar: Vermelho - 220 pontos

7º Lugar: Jorge Mínimo - 210 pontos

8º Lugar: Lion Heart, Vermelho Nunca
e Antes Morto que Vermelho - 195 pontos

9º Lugar: Salvatrucha jr. - 185 pontos

10º Lugar: Sócio - 180 pontos

11º Lugar: Pachulico, Fura-Redes,Cuto - 150 pontos

12º Lugar: Delane Vieira - 145 pontos

13º Lugar: Samsalameh - 115 pontos

14º Lugar: Holtreman - 80 pontos

quinta-feira, março 19, 2009

Artigo de Opinião de Santos Neves

Uma final que vale mais do que a Taça...

A Taça da Liga teve a sorte de final Sporting-Benfica. Aliás, fez por tê-la... pois a alteração de modelo competitivo, muito protegendo os três grandes clubes, obviamente, apontou a gala entre dois deles.
A Taça da Liga tem o azar de Sporting e Benfica irem disputar a final exactamente quando ambos acabam de cair na fossa anímica, escalavrados por hecatombe, um na medonha forma de sair da Europa com arrepiantes goleadas frente ao Bayern, o outro no brutal choque, rasgando o sonho do título nacional, com a confrangedora incapacidade para não ser derrotado, em sua casa e perante V. Guimarães até agora nada atrevido ou sequer incómodo.

Neste dilema de haver derby – sempre empolgante, ainda por cima em final! –, mas com ambos em dolorosíssimas ressacas... poderá estar, porém, o maior aliciante; para Sporting e Benfica, uma de duas, sem meio termo: revitalizar ânimos ou iminência de asfixia em terrível deserto até ao final da época.
Ou como a diferença entre conquistar e perder esta Taça (também ela...) muito dificilmente não terá psicológicas repercussões no que falta do campeonato... – isto é, na esperança, ainda que remota, por deslizes do FC Porto quase pentacampeão (!)... e, claro, sobretudo na 4.ª consecutiva edição de duelo verde-encarnado – e vão 3-0 para Alvalade – pelo 2.º lugar do grande desconsolo mitigado por eventual acesso aos importantíssimos milhões de euros da Champions.
Por isso este derby em final não vale só pela Taça da Liga...

C´ um Caneco (outro passatempo)

Sporting vrs Benfica

Porto vrs Estrela da Amadora

quarta-feira, março 18, 2009

Nem por brincadeira...

Comunicado - Sport Grupo Sacavenense

"Pela Verdade desportiva

No passado sábado dia 7 de Março a nossa equipa de Infantis A defrontou o Real
de Massamá, e constatou-se que pelo menos dois atletas desta equipa não tinham
aparência de jogadores deste escalão.
Neste mesmo encontro o Delegado da equipa do Real, não cedeu a constituição da
equipa ao nosso delegado com um argumento pouco convincente.
Durante o encontro as suspeitas transformaram-se em certezas e a indignação
resultante desta "batota" fez-se ouvir pelos diversos pais presentes que
assistiram ao encontro.
Perante estes factos resolvi fazer uma exposição á Associação de Futebol de
Lisboa sobre este caso.
Esperamos francamente que a associação averigúe este facto e possa no mínimo
repor a justiça nos resultados. Fica ainda a cópia dos mails enviados para a
Associação.

"Exmo. Sr. Director da Associação de Futebol de Lisboa

Serve esta minha exposição para denunciar aquilo que me parece ser uma
estratégia para deturpar a verdade desportiva.

No passado dia 7 de Março a equipa do Sacavenense recebeu no seu estádio a
contar para a 4ª jornada da fase final do campeonato da associação de futebol de
Lisboa em Infantis 11 a equipa do Real de Massamá.
E foi evidente a presença entre os jogadores do Real de Massamá de atletas que
não podiam constar no escalão referente ao escalão em causa (nascidos em 1996 ou
1997). A exemplo do que fazemos com todas as equipas solicitámos ao delegado do
Real de Massamá que nos fornecesse a constituição da equipa com os objectivos
de:

1º Anunciar ao microfone do estádio as constituições dos intervenientes na
partida.

2º Publicação no nosso blog destas constituições.

Esta nossa pretensão foi prontamente negada com argumentos pouco claros, o que
nos fez suspeitar da realidade dos jogadores inscritos na ficha de jogo.
Perante estes factos e perante o desagrado de todos os que assistiram ao
encontro nada mais nos restava fazer do que solicitar á Associação de Futebol de
Lisboa que averigúe este caso.
Relembramos que é a verdade desportiva que está em causa, mas mais do que isso é
a própria segurança dos atletas que fica em risco, pois ter atletas com este
porte físico (obviamente de idade muito superior a 14 anos) a competir contra
atletas de 11, 12 e 13 anos é no mínimo arriscado.
O Sport Grupo Sacavenense, solicita ainda que lhe seja enviado uma cópia da
ficha de jogo da equipa do Real Massamá para que possa saber os nomes que nela
constavam.
Estou em querer que os nomes de alguns atletas não correspondem aos mesmos.
Podendo isso ser provado através das fotos que foram tiradas por adeptos da
nossa equipa, quando comparadas com as fotos existentes na Associação.
Aguardamos resposta a esta exposição, e aproveitamos para informar que iremos
dar conhecimento aos órgãos de comunicação social deste facto. Bem como o facto
de irmos publicar o conteúdo deste mail no nosso Blog."





Enquanto praticante assisti a muitas situações similares à aqui denunciada, mas, ingenuamente, pensei ser uma estratégia há muito erradicada.
Afinal, estava completa e redondamente equivocado...

terça-feira, março 17, 2009

Livro de Reclamações - Video de Opinião de Pedro Ribeiro e Gritos de Alma



Acrescento que:

Não admito que se venda a ideia de que a conquista da Taça da Liga pode salvar a época desportiva do Sport Lisboa e Benfica!
Seria o grau zero da exigência!
O código genético do Sport Lisboa e Benfica não consente tamanha transigência!
Roça a ignomínia passível de excomunhão!

Se posso compreender e até mesmo aplaudir a defesa que Quique Flores fez de um colega de profissão, já não ensaio idêntico juízo valorativo quando sacrificou publicamente um dos seus jogadores em nome da preservação da sua imagem!
Liderança rima com responsabilidade, solidariedade e espírito de grupo.
Não diz com egocentrismos e excesso de amor próprio!

Não tolero autismos de conveniência!
Quem conhece a história do Benfica percebe que quando um treinador, no Estádio da Luz, com o desafio empatado, substitui um ponta de lança por outro, os assobios são-lhe, obviamente, dirigidos!

Não aceito que se desista!
Com ou sem reais possibilidades de alcançar o título de campeão nacional, exijo perseverança.
Baixar os braços, nunca!

Não reclamo demissões ou rescisões, nem penso que seja a melhor solução!
Recomeçar é repetir equívocos do passado!

Memorial Zandinga

Braga - PSG

Não há lugar à utilização de Joker

segunda-feira, março 16, 2009

Vedetas&Marretas

Vedetas

Clube
V. Guimarães pelo triunfo na Luz.

Jogador
Ricardo pelo soberbo golo de calcanhar na goleada do Paços ao Leixões

Treinador

Paulo Sérgio pela goleada imposta a José Mota

Árbitro
Carlos Xistra pelo seu bom desempenho no Trofense-V.Setúbal

Modalidades de Alta Competição
Oeiras pelo triunfo em Viana na primeira eliminatória dos play-off de Hóquei em Patins

Emigrante
Simão pela exibição frente ao Villareal, coroada com a assistência para o golo da vitória do Atlético

Marretas

Clube

Benfica pela derrota caseira frente ao V. Guimarães

Jogador

Balboa pela sucessão de equívocos que foi o seu desempenho no Benfica-V.Guimarães

Treinador

Quique Flores pela derrota caseira frente ao V. Guimarães e pelas suas opções no decurso da partida

Árbitro

André Gralha pela asnática grande penalidade que assinalou contra o Desp. Aves no confronto dos avenses com a Oliveirense

Modalidades de Alta Competição

Juventude de Viana pela derrota caseira frente ao Oeiras na primeira eliminatória dos play-off de Hóquei em Patins

Emigrante

Mourinho pela eliminação da Champions e pela expulsão no Inter-Fiorentina

Espaço Prof. Karamba

1º Lugar: Jimmy Jump - 645 pontos

2º Lugar: Cavungi - 565 pontos

3º Lugar: JC - 525 pontos

4º Lugar: Jorge Mínimo - 520 pontos

5º Lugar: Vermelho e Lion Heart - 505 pontos

6º Lugar: Salvatrucha JR. - 500 pontos

7º Lugar: Kaiserlicheagle e Vermelho Sempre - 490 pontos

8º Lugar: Sócio - 465 pontos

9º Lugar: Zex - 435 pontos

10º Lugar: Cuto - 430 pontos

11º Lugar: Vermelho Nunca - 405
pontos

12º Lugar: Antes Morto que Vermelho - 385 pontos

13º Lugar: Samsalameh - 300 pontos

14º Lugar: Fura-Redes - 265 pontos

15º Lugar: Delane Vieira - 245 pontos

16º Lugar: Pachulico - 140 pontos

17º Lugar: Pankreas - 55 pontos

domingo, março 15, 2009

Benfica-Guimarães 0-1

Constituição das Equipas e Avaliação Quantitativa do Desempenho

Liga Sagres, 22.ª jornada
Estádio da Luz, em Lisboa
Hora: 18.45
Árbitro: Jorge Sousa (Porto)

BENFICA - Moreira (3), Maxi Pereira (3), Luisão (3), Miguel Vitor (3), David Luiz (3), Di Maria (3), Katsouranis (3), Yebda (3), Reyes (3), Aimar (2) e Cardozo (2).

Suplentes: Quim, Balboa (0), Urreta (3), Binya, Nuno Gomes (2), Jorge Ribeiro e Sidnei.

Treinador: Quique Flores.

V. GUIMARÃES - Nilson (4), Lionn (3), Gregory (3), Moreno (3), Milhazes (3), Flávio (3), João Alves (4), Marquinho (3), Nuno Assis (3), Desmarets (3) e Roberto (3).

Suplentes: Nuno Santos, Luciano, Custódio, Wenio (-), Danilo, Fajardo (-) e Cícero (0).

Treinador: Manuel Cajuda.

Sistemas Tácticos

Benfica


V. Guimarães
Modelos de Jogo

Benfica

Posse e Circulação de Bola; Domínio da Partida; Bloco médio/alto; Assumir Iniciativa de Jogo.

V. Guimarães

Expectativa; Bloco médio/baixo.

Principais Incidências da Partida (fonte: www.record.pt)

5' - O possante Desmarets avança sem medos rumo à entrada da área do Benfica e desfere um forte remate. Defesa apertada de Moreira. Bom momento no Estádio da Luz.

13' - Di Maria lança com classe para Reyes, que recebe na direita, descai para o meio e desfere um forte remate de peé esquerdo, testando a atenção de Nilson. O guardião do Vitória Guimarães defende com segurança.

16' - Boa jogada do Benfica, com Aimar, Reyes, Yebda, Katsouranis e Di Maria como protagonistas. Moreno consegue afastar o perigo para longe da sua área.

22' - Reyes lança para Aimar, que remata de forma acrobática. Excelente momento do médio aregtino do Benfica.

38' - Miguel Vítor e Yebda atrapalham-se na área adversária, perdendo uma boa ocasião para facturar. Depois é Di Mariaa rematar ao lado.

43' - Mais um bom momento do ataque encarnado, com Aimar a rematar sob "pressão" de David Luiz, que atrapalhou o colega argentino.

65' - Aimar cruza da direita para o coração da área, onde aparece Katsouranis, em boa posição, a desviar ligeiramente ao lado do alvo. O grego não conseguiu o remate nas melhores condições.

67' - GOLO DO V. GUIMARÃES, por ROBERTO.
Está feito o primeiro da noite no Estádio da Luz. Marquinho avança veloz pelo meio, com dois adversários em sua perseguição. Bem perto da área lança para a direita e encontra Roberto, que domina, desfere um bom remate e marca o tento dos vimaranenses.

68' - Nuno Gomes fica à beira do golo, após boa jogada do Benfica, culminada com o centro de David Luiz. Valeu a atenção e qualidade de Nilson, que afastou o perigo.

85' - Miguel Vítor cabeceia com muito perigo mas Nilson defende por instinto. Canto para o Benfica...

86' - Reyes esteve bem perto de facturar para o Benfica. Lançamento de Nuno Gomes na esquerda e remata forte do espanhol. Passou perto...

87' - Mais uma iniciativa individual de Reyes. Agarra Nilson!

90' - Grande oportunidade para Balboa, após boa jogada do ataque benfiquista, mas a bola sai longe do alvo.

90'+1 - CARTÃO VERMELHO DIRECTO para CÍCERO, que nem discute a decisão. Foi depois de uma indicação do árbitro auxiliar.

Destaques

Melhores em Campo

Benfica

Katsouranis - Lucidez e critério foram notas maiores de um desempenho bastante razoável se e quando comparado com o dos seus colegas de equipa.

Urreta - Um regresso muito positivo após longa ausência.
Rápido, ladino e agressivo, coroou a sua exibição com um excelente passe de calcanhar a isolar Balboa, que desbaratou disparatadamente soberana ocasião para igualar a contenda.

V. Guimarães

João Alves - O metrónomo da equipa.
Incansável no seu labor defensivo, assumiu-se como o principal responsável pelo bloqueio vimaranense às iniciativas encarnadas.

Nilson - Irrepreensível!

Piores em Campo

Benfica

Cardozo - Completamente ausente na esmagadora maioria do tempo em que esteve em jogo, foi presa fácil para os centrais vimaranenses.

Balboa - Conseguiu a proeza de acumular disparates sucessivos nas raras ocasiões em que tocou na bola.
Não me recordo de uma acção positiva do espanhol!
O golo que isolado desperdiçou é espelho fiel do quão desastrado foi o seu desempenho.

V. Guimarães

Numa equipa coesa e solidária, nenhum jogador merece destaque pela negativa.

Arbitragem

Transformou um penalty sobre Luisão numa falta contra o Benfica e Roberto estava adiantado no momento em que Marquinho lhe passou a bola.
Todavia, trata-se de um "fora de jogo televisivo", pelo que o equívoco se assume como compreensível.
Compreensível já não o foi a complacência para com Meireles, a qual, curiosamente, terminou no último minuto da partida, ocasião em que foi admoestado com um cartão amarelo que o afasta da partida com o Porto...

Comentário

Adeus Título!

A obsessão pelo equilíbrio consubstanciada na mautenção ad nauseaum do duplo pivot defensivo é a face visível da aversão que Quique Flores demonstra face ao risco.
Animosidade esta que se reflectiu na derrota sofrida pelo Benfica e que afasta os encarnados da disputa pelo título nacional.
Quique pecou e muito ao preferir as soluções continuidade em favor das de ruptura que se impunham.
Ao insistir nas trocas directas (Nuno Gomes por Cardozo e Urreta por Di María), conservou perene o perfil táctico da equipa e, assim, condicionou e muito as suas hipóteses de êxito.
A partida dealbou a bom ritmo e com o primeiro sinal de perigo a ser protagonizado por Desmarets.
Não obstante, alardeando uma dinâmica apreciável, circulando a bola com relativa velocidade e procurando explorar os flancos através de Di Maria e Reyes, o Benfica cedo assumiu o domínio e o controlo da partida.
Sucede que os seus movimentos ofensivos esbarraram, quase sempre, na impecável organização defensiva vimaranense.
Raramente, Nilson viu a sua baliza ameaçada.
Cajuda trouxe o "autocarro" de Guimarães e os seus jogadores cumpriram fielmente a estratégia idealizada, que passava por impedir o Benfica de se aproximar da baliza de Nilson, nem que para isso tenham renunciado, por completo, ao seu processo ofensivo.
Com Aimar demasiado colado a Cardozo e com Di María e Reyes a emergirem apenas a espaços, o Benfica revelava uma esterilidade confrangedora na criação de oportunidades de golo.
Quique preferiu, uma vez mais, o 4x4x2 clássico em detrimento do 4x2x3x1 que vinha ensaiando e, assim, cerceou a sua equipa da criatividade de Aimar.
Ao abdicar de uma estrutura que contempla a existência de um pensador de jogo, Quique determinou a equipa a priveligiar as acções individuais, as quais, as mais das vezes, desaguaram em puro egoísmo infecundo.
Aliás, um dos aspectos em que o Benfica mais delinquiu foi no sentido colectivo do jogo.
Deste modo, foi, sem surpresa, que o nulo persistiu até ao intervalo.
Com 0-0 e perante a incapacidade de ultrapassar o bloqueio táctico vimaranense, a ansiedade começou a imperar na Luz.
O Benfica perdia fluidez e clarividência e o seu processo ofensivo tornava-se muito previsível.
Urgia mexer e Quique fê-lo.
Mas, mal!
Denotando um incompreensível conservadorismo e excesso de receio, limitou-se a trocar Cardozo por Nuno Gomes.
Exigia-se a saída de Yebda, o recuo de Aimar e a junção de Nuno Gomes a Cardozo na frente de ataque.
Estavam os adeptos e simpatizantes benfiquistas mergulhados na discussão em torno de tão medrosa substituição, quando, aos 66 minutos, na sua única transição rápida em todo o jogo, o Vitória fez o 0-1.
Em desvantagem, o Benfica apelou ao orgulho e o certo é que arquitectou oportunidades de golo suficientes para reverter o resultado.
Todavia, Nilson e a inépcia de Nuno Gomes e Balboa inviabilizaram quaisquer veleidades encarnadas de chegar ao golo.
O Guimarães ainda acabou reduzido a dez unidades, por expulsão de Cícero, mas o resultado não conheceu alteração.

quinta-feira, março 12, 2009

Livro de Reclamações - Sumaríssimos, Alianças, Candidaturas e Apito Dourado

1 - Na sequência do Sporting-Paços de Ferreira, os leões requereram, junto da Liga, a instauração de processo sumaríssimo contra Pedrinha.
A Comissão Disciplinar da Liga analisou a pretensão leonina e propôs a pena de dois jogos de suspensão e multa de mil euros ao jogador.
Tudo normal, tudo transparente e claro como água.
Uma só interrogação me assalta: Qual a razão do silêncio sportinguista relativamente ao pisão de Lucho a Derlei?

2 - Podia tratar-se de uma questão de princípio!
Podiam os impolutos dirigentes leoninos refutar vestir a pele de delatores.
Contestável ou não, o certo é que seria um postulado inderrogável e, como tal, respeitável.
Sucede que, esta semana, percebeu-se que não era!

3 - Podia relacionar-se com a dimensão da violência ou da brutalidade do comportamento.
Não!
Também esta hipótese me parece de excluir, pois que a conduta de Lucho se revelou, objectivamente, mais violenta, mais brutal e mais susceptível de fazer perigar a integridade física.

4 - Afastadas estas possibilidades, não consigo descortinar outras que expliquem a passividade leonina, até porque o Porto é um concorrente directo do Sporting e o Paços nem de perto, nem de longe assume tal estatuto!
Depois admiram-se e ficam muito enxofrados quando são confrontados com acusações de servilismo em relação ao Porto!

5 - Ontem, Bruna Polga deu a conhecer mais um bom motivo para que a convergência de interesses com o Porto persista e seja mesmo incentivada (já para não falar da sodomização aquando da antecipação da partida da Liga Sagres envolvendo os dois clubes):
"O FC Porto ligou [a Anderson Polga] até ao último instante [antes de renovar
com o Sporting até 2012]. E ofereciam-lhe mais. Só que o Anderson Polga não é
daqueles que só pensam em dinheiro, senão agora estava no FC Porto a ganhar
títulos."

6 - "Os adeptos que foram chegando à academia ao longo da tarde não tiveram oportunidade de ver o sorriso de Miguel Veloso quando entrou no relvado para treinar, ao lado de Yannick. Os motivos podem ser variados, mas contrastou claramente com o silêncio sepulcral e pouco habitual que se viveu nos primeiros momentos da primeira sessão após o descalabro de Munique."
O Miguel disse que não o defendiam.
Até pode ser verdade, mas quem primeiro não defende o Miguel, é ele próprio!
Inadmissível!

7 - Bruno Carvalho assumiu a sua candidatura à presidência do Benfica.
Independentemente de quaisquer considerações sobre o mérito da sua proposição, louvo-lhe a coerência!
Quem tanto zurziu publica e reiteradamente nesta direcção, tinha que ser consequente.
Neste particular e pela singularidade do comportamento, o meu aplauso!

8 - Duas notas finais a propósito da Audiência de Discussão e Julgamento do denominado processo do envelope:

a) - A primeira relativa às declarações do Juiz Conselheiro Jubilado e ex-Presidente do CJ da FPF, António Mortágua.
Placida e tranquilamente, esclareceu o Tribunal e a opinião pública sobre a impossibilidade da ocorrência de uma peita no valor de 2500 euros por uma singela razão: se «é claro que todas as pessoas têm um preço» também é claro que 2500 euros são «uma maquia ridícula» e tendo em conta «a bitola da época» tal valor «só se fosse para o aquecimento».
Conclui-se não só que quando o Juiz Conselheiro Jubilado António Mortágua exercia funções de Presidente do CJ da FPF sabia existir corrupção no futebol português, sabia, inclusivamente, os montantes praticados, mas também que, não obstante tal conhecimento, nada fez!
Ou seja, foi conivente com tais comportamentos!

b) - A segunda relativa às declarações de Augusto Duarte.
Bem sei que a estrutura acusatória do processo penal português não só consente, como até certo ponto estimula a concertação de depoimentos, mas num processo tão mediatizado sempre pensei que imperasse um mínimo de decoro.
A desfaçatez com que publicamente se brinca com a verdade e se manipulam os factos é assustadoramente assombrosa!
Quando sujeito a 1º interrogatório judicial de arguido detido e confrontado com as razões pelas quais se tinha deslocado a casa de Pinto da Costa na véspera de arbitrar um Beira-Mar-Porto, Augusto Duarte afirmou que o fez a convite de António Araújo e para tomar um cafezinho.
Em audiência de discussão e julgamento, Augusto Duarte asseverou, sem o menor rebuço ou rebate de consciência, que se havia deslocado a casa de Pinto da Costa para tratar de um problema familiar.
Haja decência!

quarta-feira, março 11, 2009

Champions League - Oitavos de Final - 2ª Mão - Parte II

Porto-Atlético Madrid 0-0

Controlo total!
Em vantagem na eliminatória, o Porto geriu o desafio a seu bel-prazer, revelando uma maturidade competitiva assinalável.
O Atlético Madrid nunca deu sinal de poder, sequer, discutir a passagem aos quartos-de-final!
Conhecedor das debilidades defensivas da sua equipa, Abel retraiu-se.
Baixou linhas, juntou o bloco e garantiu segurança.
Contudo, esterilizou o seu processo ofensivo.
É a velha história da manta curta!
Num desempenho pautado pelo equilíbrio, o Porto até se pode lamentar do nulo final.
A superioridade portista merecia ter conhecido reflexo no resultado final.
Hulk e Lisandro, com remates aos ferros da baliza de Léo Franco, ficaram perto de materializar o ascendente azul e branco.

Porto Atlético
0 Golos marcados 0
9 Remates à baliza 2
5 Remates para fora 3
3 Remates interceptados 4
2 Cartões amarelos 2
0 Cartões vermelhos 0
14 Faltas cometidas 19
8 Cantos 7
0 Foras-de-jogo 0
23' 33'' P. bola (tempo) 27' 21''
46% P. bola (%) 54%

Man. United - Inter 2-0

A ilustração perfeita da antinomia!
Cada uma das equipas vestiu o fato que, tradicionalmente, serve o adversário.
O Manchester portou-se como uma verdadeira equipa italiana: frieza, calculismo, cinismo, equilíbrio, excelente organização defensiva, posse e circulação de bola, aproveitamento do erro adversário e eficácia na finalização.
O Inter mostrou-se fiel à velha escola inglesa: jogo directo e audácia ofensiva.
Uma vez mais, triunfou o primado da eficiência e do pragmatismo!
Ferguson derrotou Mourinho lançando mão dos atributos que, geralmente, são reconhecidos às equipas do português!
No duelo táctico, o escocês venceu em toda a linha o português.
O feitiço virou-se contra o feiticeiro!
Claro que o golo de Vidic aos 4 minutos determinou muito do que foi a partida.
A vantagem permitiu ao Manchester especular e obrigar o Inter a assumir a iniciativa.
Mas, a verdade é que os ingleses souberam interpretar na perfeição as condicionantes da contenda e potenciá-las a seu favor!
Pelo contrário, o Inter chamado que foi a desempenhar um papel para o qual não está, minimamente, vocacionado, soçobrou.
Priveligiando a segurança nas transições e, assim, usando e abusando do jogo directo, sem a inspiração de Ibrahimovic, o Inter denotou extremas dificuldades na construção de movimentos ofensivos com qualidade.
É certo que arquitectou duas ou três boas ocasiões de golo, mas não foram mais do que meros oásis no deserto da sua incapacidade.
A superioridade britânica foi demasiado evidente para que se possa questionar a equidade da sua qualificação.
Mourinho cai como tombou Mancini e a repulsa que já granjeou em Itália pode vir a ser-lhe fatal.

Man. United Internazionale
2 Golos marcados 0
8 Remates à baliza 5
7 Remates para fora 9
2 Remates interceptados 0
1 Cartões amarelos 2
0 Cartões vermelhos 0
13 Faltas cometidas 16
3 Cantos 3
3 Foras-de-jogo 1
37' 58'' P. bola (tempo) 29' 15''
56% P. bola (%) 44%

Barcelona - Lyon 5-2

A supremacia catalã conheceu materialização plena no resultado final.
Quatro golos no espaço de 18 minutos, todos na primeira parte, e uma esplendorosa exibição de Henry conduziram o Barça aos quartos-de-final.

Barcelona Lyon
5 Golos marcados 2
9 Remates à baliza 2
5 Remates para fora 4
6 Remates interceptados 1
1 Cartões amarelos 7
0 Cartões vermelhos 1
9 Faltas cometidas 26
7 Cantos 1
0 Foras-de-jogo 4
35' 45'' P. bola (tempo) 20' 43''
63% P. bola (%) 37%

Roma - Arsenal 1-0 (6 - 7 nos penaltys)

Spalletti e Totti deram asas ao sonho romano de apuramento para os quartos-de-final.
Todavia, na roleta dos penaltys, a sorte sorriu aos ingleses.

Roma Arsenal
7 Golos marcados 7
13 Remates à baliza 13
7 Remates para fora 6
3 Remates interceptados 1
2 Cartões amarelos 1
0 Cartões vermelhos 0
22 Faltas cometidas 20
8 Cantos 14
3 Foras-de-jogo 1
34' 27'' P. bola (tempo) 39' 30''
46% P. bola (%) 54%

Espaço Prof. Karamba

Nacional - Marítimo
Trofense - V. Setúbal
Sp. Braga - Académica
Belenenses - E. Amadora
Benfica - V. Guimarães
Sporting - Rio Ave
FC Porto - Naval
P. Ferreira - Leixões

terça-feira, março 10, 2009

Champions League - Oitavos de Final - 2ª Mão - Parte I

Bayern - Sporting 7-1

O Sporting foi vergado ao peso de uma derrota humilhante.
Os leões foram completamente trucidados pela máquina alemã, numa inequívoca demonstração de superioridade.
Contas feitas, a eliminatória mudou aos cinco e acabou aos doze.
Supremacia física, mental e técnica que redundou na mais pesada derrota do Sporting nas competições europeias (1-6 frente ao Hibernian, em 1972, para a Taça das Taças era o registo anterior).
Á imagem do que já tinha acontecido na 1ª mão e frente a Barcelona e Real Madrid, o Sporting não conseguiu resolver a equação emocional colocada pelo jogo e soçobrou.

Bayern Sporting
7 Golos marcados 1
12 Remates à baliza 6
7 Remates para fora 6
2 Remates interceptados 2
0 Cartões amarelos 2
0 Cartões vermelhos 0
11 Faltas cometidas 13
5 Cantos 3
0 Foras-de-jogo 1
36' 24'' P. bola (tempo) 30' 16''
54% P. bola (%) 46%

Juventus - Chelsea 2-2

O golo de Essien no ocaso da primeira metade destroçou uma Juve, que até então havia dado mostras de, pelo menos, poder discutir a eliminatória.
A expulsão de Chiellini aos 70 minutos aniquilou a réstia de esperança que sobejava na mente dos italianos.
Drogba com dois golos no conjunto da eliminatória assumiu-se como elemento maior de uma equipa sempre solidária e pragmática.

Juventus Chelsea
2 Golos marcados 2
6 Remates à baliza 6
3 Remates para fora 4
5 Remates interceptados 2
4 Cartões amarelos 4
1 Cartões vermelhos 0
22 Faltas cometidas 25
5 Cantos 1
1 Foras-de-jogo 3
26' 58'' P. bola (tempo) 31' 10''
46% P. bola (%) 54%

Liverpool - Real Madrid 4-0

Demasiados equívocos para este nível de exigência competitiva comprometeram as aspirações espanholas à "remontada".
Gerard, com dois golos, foi a face da já tradicional eficácia dos "reds" na Champions.

Liverpool Real Madrid
4 Golos marcados 0
12 Remates à baliza 3
3 Remates para fora 12
1 Remates interceptados 0
3 Cartões amarelos 3
0 Cartões vermelhos 0
26 Faltas cometidas 15
10 Cantos 4
5 Foras-de-jogo 2
24' 59'' P. bola (tempo) 31' 8''
44% P. bola (%) 56%

Panathinaikos - Villareal 1-2

A surpreendente saga grega conheceu o seu fim!
O submarino amarelo subiu mais um patamar na sua afirmação europeia.

Panathinaikos Villarreal
1 Golos marcados 2
4 Remates à baliza 5
5 Remates para fora 4
2 Remates interceptados 2
0 Cartões amarelos 1
0 Cartões vermelhos 0
18 Faltas cometidas 20
6 Cantos 3
3 Foras-de-jogo 1
27' 28'' P. bola (tempo) 28' 13''
49% P. bola (%) 51%

segunda-feira, março 09, 2009

Vedetas&Marretas

Vedetas

Clube

Porto pela goleada imposta ao Leixões, que lhe permitiu conservar a liderança da Liga Sagres

Jogador

Jardel pela obtenção, frente ao Braga, do seu 4º golo nos últimos 3 jogos

Treinador

João Eusébio pela estreia com vitória ao serviço do Gil Vicente

Árbitro
Vasco Santos pelo seu bom desempenho no AAC-Trofense

Modalidades de Alta Competição


Rui Silva e Sara Moreira pela conquista das medalhas de ouro e prata, respectivamente, nos Europeus de Pista Coberta em Atletismo

Emigrante

Mourinho pela redentora vitória em Génova

Marretas

Clube

Estrela da Amadora, Leixões, Vitória de Setúbal e Belenenses pelos salários em atraso

Jogador

Hugo Morais pela despropositada colocação da mão na bola que resultou no penalty que garantiu o primeiro golo portista frente ao Leixões

Treinador

Jaime Pacheco por mais uma derrota

Árbitro

Bruno Paixão pelas inexplicáveis expulsões de Lázaro e Celsinho

Modalidades de Alta Competição

Águas Santas pela eliminação, na condição de visitado, nos oitavos de final da Taça de Portugal em Andebol frente ao Sporting da Horta

Emigrante
Paulo Sousa pelo empate caseiro frente ao Sheffield Utd, que deixa o QPR cada vez mais longe dos Play-off´s de acesso à Premier League

Espaço Prof. Karamba

1º Lugar: Jimmy Jump - 610 pontos

2º Lugar: Cavungi - 535 pontos

3º Lugar: Jorge Mínimo - 520 pontos

4º Lugar:Kaiserlicheagle e JC - 490 pontos

5º Lugar: Salvatrucha JR. e Vermelho - 485 pontos

6º Lugar: Vermelho Sempre - 475 pontos

7º Lugar: Lion Heart - 465 pontos

8º Lugar: Zex - 435 pontos

9º Lugar: Sócio - 420 pontos

10º Lugar: Vermelho Nunca e Cuto - 390 pontos

11º Lugar: Antes Morto que Vermelho - 385 pontos

12º Lugar: Samsalameh - 300 pontos

13º Lugar: Fura-Redes - 265 pontos

14º Lugar: Delane Vieira - 245 pontos

15º Lugar: Pachulico - 140 pontos

16º Lugar: Pankreas - 55 pontos

Memorial Zandinga

Bayern - Sporting

Juventus - Chelsea

Liverpool - Real Madrid

Panathinaikos - Villarreal

Barcelona - Lyon

Man. United - Internazionale

Porto - Atlético

Roma - Arsenal

PSG - Braga

domingo, março 08, 2009

Naval - Benfica 1-2

Constituição das Equipas e Avaliação Quantitativa do Desempenho

Liga Sagres, 21.ª jornada

Estádio José Bento Pessoa, na Figueira da Foz
Árbitro: João Ferreira (Setúbal)

NAVAL

Peiser (3); Carlitos (3), Paulão (3), Diego (3), Daniel Cruz (3); Godemèche (3), Lazaroni (3), Baradji (3); Davide (4), Simplício (2) e Marinho (2)

Suplentes: Jorge Baptista, Alex Hauw, Fabrício Lopes, Gilmar, Bolívia (2), Dudu (-) e Marcelinho (3)

Treinador: Ulisses Morais

BENFICA
Moreira (3); Maxi Pereira (3), Luisão (3), Miguel Vítor (4) e David Luiz (2); Yebda (4), Di Maria (3), Katsouranis (4) e Reyes (4); Aimar (3) e Cardozo (2)

Suplentes: Quim, Sidnei, Jorge Ribeiro (-), Binya, Balboa, Urreta (-) e Nuno Gomes (2)

Treinador: Quique Flores

Sistemas Tácticos

Naval
Benfica
Principais Incidências da Partida (fonte: www.record.pt)


3' - Golo do Benfica, por Aimar.
A defesa da Naval, após um cruzamento longo de Reyes, afasta a bola de forma deficiente e o jogador argentino, com um remate sem preparação com a perna direita em zona central, ainda fora da área, acerta o canto direito de Peiser, que saltou em vão.


53' - Golo da Naval, por Marcelinho.
Daniel Cruz, no arremesso de um lateral, coloca a bola na área encarnada, Godemèche desvia de cabeça, Luisão bate na bola de forma defeituosa e o recém-entrado Marcelinho, com um remate cruzado de primeira, iguala o marcador na Figueira da Foz.


57' - Grande oportunidade para o Benfica voltar a ficar na frente do marcador: Di María foge à marcação na área da Naval e remata forte com a perna esquerda, com a bola a bater na barra de Peiser.

63' - Cardozo entra bem pela esquerda, após erros de vários jogadores, e remata em jeito na saída de Peiser, com a bola a passar muito perto do poste esquerdo da baliza da Naval.

74' - Golo do Benfica, por Katsouranis.
Na marcação de um livre, Reyes coloca a bola na área da Naval, Miguel Vítor, no primeiro poste, desvia de cabeça para o lado contrário, onde o médio grego, sem marcação, aponta, também de cabeça, o segundo golo encarnado.


Destaques

Melhores em Campo

Naval

Davide - O "fantasista" não deixou créditos por mãos alheias e arrancou uma exibição maior.
Uma dor de cabeça para David Luiz do primeiro ao último minuto, a quem ganhou a generalidade dos duelos.
Apenas lhe faltou um "nadinha" mais de objectividade.

Marcelinho - Fez jus à sua condição de "matador" e facturou o golo do empate.
Sempre solto e disponível, assumiu-se como o farol ofensivo da equipa.

Benfica

Katsouranis - Coroou um desempenho de excelente qualidade com mais um golo.
Promoveu o equilíbrio defensivo e emprestou fluidez e clarividência aos movimentos ofensivos.
Essencial na qualidade das transições.

Yebda - O parceiro operário de Katsouranis, revelou-se inexcedível na tarefa de oferecer cobertura à sua linha defensiva.
Crucial a sua intervenção no golo de Aimar.

Miguel Vítor - Mais um desempenho de qualidade.
Seguro e concentrado a defender, revelou-se fundamental no triunfo alcançado ao assistir Katsouranis para o segundo golo do Benfica.

Reyes - Duas assistências para golo e uma excelente segunda parte, na qual assumiu a condução dos movimentos ofensivos do Benfica.
Essencial na reviravolta operada pela equipa.

Piores em Campo

Naval

Marinho - Esperava-se muito mais daquele que se tem cotado como o melhor elemento dos navalistas.
Entregou-se ao jogo, mas foi sempre inconsequente.

Benfica

David Luiz - Sucessiva e inapelavelmente batido por Davide, acumulou equívocos que podiam ter comprometido as aspirações da sua equipa à vitória.

Cardozo - Com excepção de um chapéu a Peiser já na segunda parte, foi facilmente anulado pelos centrais figueirenses.
Revelou-se incapaz de oferecer a necessária profundidade ofensiva à equipa.
Lento e sem chama, esteve quase sempre ausente do jogo.

Arbitragem

Num jogo fácil de dirigir, João Ferreira incorreu em três pecados maiores: na primeira parte, não assinalou uma falta de Maxi sobre Davide à entrada da área benfiquista e, na segunda,assinalou mal mão de Davide (tocou a bola com a face) no lance que precedeu o 2º golo encarnado e perdoou a expulsão, por acumulação de amarelos, a Daniel Cruz.

Comentário

Não havia necessidade!

Um triunfo desnecessariamente padecido.
Sobejou o mais importante: três pontos.
Logo aos dois minutos, na sequência de um livre executado por Reyes, Diego Ângelo "aliviou" mal, Yebda ganhou de cabeça e Aimar, de primeira, atirou para golo.
Melhor era impossível!
Todavia, aquilo que se afigurava como uma clara vantagem para o Benfica, acabou por redundar no seu desaparecimento da partida.
Como habitualmente quando em vantagem, o Benfica baixou o bloco, juntou as linhas e entregou a iniciativa de jogo ao adversário.
O plano contemplava, também, a exploração da subida das linhas da Naval através de transições rápidas.
Sucede que uma estranha letargia tomou conta dos jogadores encarnados, que se revelaram incapazes de arquitectar movimentos ofensivos com um mínimo de qualidade.
Sem arte, nem engenho, sem capacidade de posse e circulação de bola, o Benfica limitava-se a gerir as iniciativas atacantes figueirenses.
Com competência, é certo, mas ao Benfica exige-se mais do que simples aptidão defensiva.
E, assim, como o Benfica não queria e a Naval não conseguia, a primeira parte transformou-se num longo bocejo que se arrastou penosamente até ao intervalo.
Na segunda metade, o Benfica persistiu na mansidão e na morbidez.
Foi-se desconcentrando cada vez mais, relaxando em idêntica proporção, recuando e expondo-se à sorte do jogo.
A Naval reforçou a sua convicção na igualdade, subiu no terreno e fortaleceu as suas linhas mais avançadas.
Sem surpresa, impeliu o Benfica para as imediações da sua área e foi transmitindo a ideia que o golo do empate não tardava.
E aos 53 minutos surgiu mesmo, por intermédio de Marcelinho.
Daniel Cruz colocou a bola na área encarnada, Godemèche desviou de cabeça, Luisão tentou afastar a bola, mas fê-lo de forma defeituosa e Marcelinho, com um remate cruzado de primeira, igualou o marcador.
O fantasma de insucessos recentes assombrou os encarnados, mas, desta vez, num assomo de dignidade, a equipa reagiu de pronto.
Daí até final, o Benfica conheceu a sua melhor fase na partida.
Aumentou a intensidade, subiu as suas linhas, pressionou mais alto e as ocasiões de golo começaram, finalmente, a surgir.
Quase sempre pelas alas e quase sempre com Reyes e Di Maria como protagonistas.
Um remate de Di Maria à trave e um chapéu de Cardozo que saiu a centímetros do poste assumiram-se como prelúdio do tento do triunfo encarnado.
Reyes cobrou um livre ao "segundo" poste, Miguel Vítor tocou de cabeça para o "primeiro", no qual surgiu Katsouranis a cabecear com êxito para a baliza.
O Benfica dizia presente quando mais precisava e se exigia.
Após a inexplicável e quase comprometedora apatia evidenciada no preâmbulo da partida, a superior qualidade individual dos jogadores encarnados valeu um triunfo sofrido, mas indiscutível.

quinta-feira, março 05, 2009

Com a devida vénia a Miguel Góis e à Tertúlia Benfiquista

"Imaginando que é árbitro (sem ofensa), e tem problemas familiares; a quem é que vai pedir ajuda? A um ancião? A um psicólogo? A um padre? Ou a um dirigente de um dos Clubes de futebol cujo jogo vai apitar no dia seguinte?
A resposta certa é, sabemo-lo agora, esta última. E nem sequer é particularmente surpreendente.
Há muito que sabemos que essa é uma prática normal um pouco por esse mundo fora – por exemplo, em certas províncias italianas as pessoas, quendo têm problemas familiares vão falar com o chefe da família. E por certo não custará imaginar, em abstrato, problemas que um dirigente desportivo poderia resolver a um árbitro de futebol – “a minha mulher diz que vai morar para casa da irmã se eu este fim-de-semana não a levar numa viagem a Cancún, no valor de 2500 euros”, “Preciso de comprar ao meu filho uma mota no valor 2500 euros."

quarta-feira, março 04, 2009

Livro de Reclamações - Salários em Atraso e Inovações na Arbitragem

1 - "O presidente do Sindicato prognostica que Estrela da Amadora, Vitória de Setúbal e Boavista, vão acabar no final da presente temporada." - in Rádio Renascença.
Esta será, talvez, a primeira sentença de morte do futebol português proferida com desassombro, mas com uma elevada dose de realismo.
Infelizmente, dirão alguns.
Felizmente, direi eu.
O actual estado de coisas é, absolutamente, insustentável.
Urge expurgar das competições profissionais aqueles clubes que, sucessiva e reiteradamente, se revelam incapazes de cumprir as suas obrigações salariais e/ou fiscais.
É a chamada "ventilação assistida".
Quem não apresenta viabilidade financeira não pode sobreviver à conta de expedientes regulamentares, melhor ou pior urdidos.

2 - Os incumprimentos salariais ofendem a verdade desportiva e fazem perigar a sã e leal concorrência entre os diferentes competidores.
Esta temporada a profusão de clubes incumpridores impõe, mais do que nunca, a tomada de medidas.
No ano passado, de uma forma completamente oportunista, vozes houve que se ergueram clamando que os clubes relapsos relativamente às remunerações dos seus profissionais de futebol, deviam ser punidos com a despromoção!

3 - Mas, alguém, para lá destes gritos mudos de ocasião, se preocupou em tipificar tal comportamento como infracção disciplinar?
Ninguém!
Perante o pretenso caldo de insatisfação popular artificialmente criado no ano passado, mais rápido do que a própria sombra, Hermínio Loureiro prometeu elaborar uma proposta de alteração aos regulamentos contemplando a punição dos clubes que não cumpram com as suas obrigações salariais.
Fê-lo?
Obviamente, que não!

4 - E porquê?
Porque os regulamentos da Liga se assumem como um sistema de auto-regulação e, como diz o povo e com razão, quem tem cú, tem medo!
O Regulamento Disciplinar da Liga sistematiza um conjunto de salvaguardas para os clubes, das quais estes não cogitam sequer abdicar.

5 - Hermínio Loureiro, como homem de consensos que é, leia-se político na mais abjecta acepção do termo, anunciou que o incumprimento seria aferido no início de cada época desportiva, numa solução que se aproximava do licenciamento, e que a sanção prevista para os prevaricadores seria a despromoção.
Sucede, porém, que acossado por uma larga franja dos seus apoiantes, recuou nos seus propósitos e abdicou da despromoção em favor da perda de pontos.
Mas, mesmo esta solução conheceu letra de lei?
Não!

6 - A criação de um tipo disciplinar punindo as situações de incumprimento salarial com despromoção parecia-me uma solução adequada à gravidade do problema e às suas implicações na lisura da competição.
Não um mero incumprimento, mas um incumprimento reiterado e sindicado ao longo da temporada.
Verificado que fosse o incumprimento por 2 ou mais meses ou 3 incumprimentos por período inferior, o clube faltoso seria, automaticamente, despromovido.
Esta arquitectura típica pressuporia uma monitorização trimestral da fiscalização dos cumprimentos salariais e não uma avaliação "post-morten" como sustentava o Presidente da Liga.
A averiguação no início de cada época desportiva premeia os incumpridores e não responde às exigências de verdade desportiva e de sã e leal concorrência entre os diferentes competidores que um tipo disciplinar punindo as situações de incumprimento salarial visa acautelar.
Na verdade, ao optar-se por uma solução desta natureza permitir-se-ia aos clubes incorrerem em situações de incumprimento das obrigações salariais durante a temporada sem daí decorrerem quaisquer sanções.
Bastar-lhes-ia satisfazer as suas obrigações até ao dealbar da época seguinte para que fossem licenciados para a competição.

7 - Mas, mais do que remediar, há que prevenir!
A par da adopção de um tipo disciplinar punindo as situações de incumprimento salarial com despromoção, há que evitar a sua ocorrência.
Para tal, necessário se torna consignar mecanismos de controlo orçamental, que garantam a existência dos proventos suficientes para assegurar o pagamento dos encargos assumidos.
Aqui sim, se compreende e estimula a implementação de soluções de licenciamento.
No início de cada época desportiva, os clubes que pretendessem participar nas competições profissionais teriam que apresentar na Liga os respectivos orçamentos acompanhados dos documentos comprovativos das receitas e despesas aí previstos, em ordem à sua habilitação.
Assim se caucionaria a inexistência futura de situações de incumprimento salarial, com a evidente e natural ressalva dos casos excepcionais e imprevistos.
E para estes funcionaria o tipo disciplinar que, assim, assumiria a feição de extrema ratio punitiva.
Não me parece é que os clubes estejam dispostos a avocar tamanho risco!

8 - A partir de 2010, entrará em fase de testes a introdução de dois árbitros de área, para além dos três elementos tradicionais da equipa de arbitragem.
Não posso deixar de concordar com o princípio, mas penso que os custos desta medida não cobrem os seus benefícios.
Se, por um lado, se limitam os erros de julgamento nas zonas onde verdadeiramente se decidem os jogos, por outro, o financiamento e o recrutamento afiguram-se-me de difícil satisfação.
Não há nem dinheiro para pagar a tantos árbitros, nem tão pouco árbitros em número suficiente.

9 - Pelo contrário, a utilização das novas tecnologias redundaria numa solução mais eficaz e mais barata.
Os equívocos decresceriam ainda mais, não seriam necessários mais árbitros (bastariam alargar o âmbito de competências do 4º árbitro) e a médio-longo prazo os custos seriam bem menores.

10 - A reunião do International Board defraudou as expectativas não tanto neste aspecto (penso que poucos esperavam que se avançasse mais), mas ao desprezar a possibilidade de criar sanções disciplinares intermédias.
As exclusões temporárias são uma inevitabilidade como forma de combate sério e eficiente ao jogo faltoso e como meio de salvaguarda da integridade física dos jogadores.
Actualmente, os árbitros não dispõem do expediente disciplinar adequado para punir as situações que designaria de "alaranjadas", isto é, aquelas para as quais um amarelo é quase um prémio, mas que um vermelho é um castigo demasiado severo.