O Benfica desloca-se a Leiria, o Sporting à Reboleira (se o jogo se realizar) e o Porto recebe o Marítimo.
Em Leiria, o Benfica defronta um adversário que lhe tem sido aziago na última década.
Ainda que pouco valor dê às questões da tradição, o certo é que o Benfica tem sofrido, sistemáticos, amargos de boca nas deslocações ao Lis.
No actual estado de forma da equipa encarnada, as dificuldades acentuam-se de sobremaneira.
Para agravar ainda mais o cenário, o elemento do plantel em melhor forma lesionou-se.
Num cenário de incompetência da equipa técnica e do departamento médico, nada pior do que uma lesão sofrida ao seviço da selecção.
Quando Karagounis se achava no melhor da sua forma desportiva desde que assinou pelo Benfica, eis que surge uma lesão que o afastará, por tempo ainda indeterminado, da equipa.
Não bastava já a ausência de Rui Costa, o afastamento de Karagounis vem criar dificuldades acrescidas no preenchimento de uma posição vital na equipa do Benfica.
Duas alternativas se colocam a Fernando Santos: Nuno Assis ou Miccoli.
Manter o esquema ou alterá-lo com a introdução de um segundo ponta de lança.
Penso que o seu conservadorismo o levará a optar pela manutenção do sistema de triângulo invertido em que tem apostado.
Em todo o caso, penso que, face às características dos jogadores que compõem a defesa do Leiria, lentos e duros de rins, a titularidade de Miccoli deveria ser uma realidade.
Para mais, o momento de forma de Nuno Gomes não oferece quaisquer garantias de rentabilidade.
Todavia, para Fernando Santos jogadores há que são imprescindíveis e um deles é, precisamente, Nuno Gomes.
Assim, penso que o Benfica deverá apresentar Quim, Nélson, Luisão, Ricardo Rocha, Léo, Petit, Katsouranis e Nuno Assis, Simão, Paulo Jorge e Nuno Gomes.
O Leiria não deixará de ser fiel ao seu modelo habitual, procurando explorar a velocidade dos seus elementos mais adiantados para desferir ataques rápidos e contra-ataques.
Já aqui o disse e reafirmo, que esta equipa do Leiria me parece padecer de debilidades defensivas de alguma monta.
Os centrais são lentos, duros de rins e apresentam dificuldades posicionais.
Por outro lado, os laterais concedem algum espaço nas suas costas.
A principal arma deste Leiria reside na velocidade e codícia de Sougou, cujos movimentos de ruptura necessitam de acompanhamento próximo e atento.
No actual estado de coisas, jogo de prognóstico reservado.
O Sporting desloca-se à Reboleira, ou melhor, previsivelmente deslocar-se-á à Reboleira.
Neste momento, desconhece-se, ainda, se a partida se realizará.
A Liga fará, esta tarde, uma vistoria para aquilatar da viabilidade da realização do jogo.
Existe sempre a possibilidade da partida se realizar noutro estádio, à semelhança do que sucedeu nos pretérios jogos em que o Estrela actuou na condição de visitado.
Caso o jogo se realize na Reboleira, a possibilidade de surgirem lesões é elevada.
O relvado foi colocado ontem à noite, pelo que o seu estado de maturação e de aderência se mostra propício à ocorrência de lesões.
A melhor solução passaria pelo adiamento da partida, podendo ser realizada na data já definida para a realização do Benfica/Belenenses.
Uma nota para verberar a actuação da Liga. A 72 horas da partida exigia-se que uma decisão, fosse qual fosse, tivesse sido já tomada.
Começa mal a novel direcção da Liga.
Seja como fôr, o prognóstico de vitória pende, claramente, para o Sporting.
A par do Aves, o Estrela é, actualmente, a pior formação da Liga Bwin.
Contudo, se jogar na Reboleira ou na Amoreira (como o fez frente ao Braga), as suas hipóteses sobem exponencialmente.
Paulo Bento deverá proceder à rotatividade tão do seu agrado.
Em véspera de jogo decisivo para a Champions, Paulo Bento deverá fazer descansar os elementos sujeitos a maior desgaste ao serviço da selecção.
Assim, não será de estranhar que Veloso e Moutinho sejam relegados para o banco por troca com
Paredes e Romagnoli.
Apenas uma noite de profunda desinspiração ou um relvado impróprio poderão entropecer a perspectiva de vitória leonina.
No Dragão, O Porto procurará a redenção junto dos seus adeptos.
Confesso que, ainda, não vi jogar o Marítimo este ano, pelo que desconheço a valia da sua equipa.
Contudo, jogando em casa, o Porto assume-se como favorito incontestado.
Não obstante tal prognóstico, caso o Porto não logre adiantar-se no marcador na 1ª parte ou se veja mesmo em desvantagem, tudo se poderá complicar.
Na actual conjuntura, o mínimo revés poderá assumir proporções catastróficas.
Dentro de um quadro de normalidade, o Porto vencerá com relativa facilidade o Marítimo.
sexta-feira, outubro 13, 2006
quinta-feira, outubro 12, 2006
Artigo de Opinião do Condómino Cavungi
Porque não sofro com a Selecção.
Esta derrota da Selecção, para mim sem surpresa e inteiramente merecida, fez-me pensar no porquê da minha habitual indiferênça em relação aos jogos da Seleção.
Qualquer empate do Benfica, doi-me muito mais, do que uma derrota da Selecção.
Porque ao contrário do meu clube, a Selecção nunca me deu grandes alegrias.
Vejo as fases finais dos Mundias e Europeus desde o Agentina-78, e habituei-me a torcer pela Argentina nos Mundiais e pela Holanda ou a Itália nos Europeus.
Portugal nunca se apurava.E quando por milagre por lá aparecia, era não só baptizada com nomes ridiculos como “Os Infantes” ou “Os Patricios”, como ainda nos faziam passar por vergonhas como o “caso Saltilho” no Mexico-86 ou a miserável prestação do Correia-02.
No França-84 conseguimos a proeza, penso que inédita, de termos quatro! treinadores.
Nos ultimos tempos, e principalmente pelo facto do numero de Países nas fases finais ter aumentado para o dobro, temos participado mais assiduamente.
Com prestações razoaveis mas conquistas verdadeiramente importantes; ZERO.
Nem com a geração-de-ouro-que-nunca-ganhou-nada conseguimos mais do que o Bronze.
Da Prata de 2004 é melhor nem falar.
Hoje com a geração-Scolari o lema do “quem pouco quer, pouco alcança” irá certamente perdurar.
Sem me alongar muito no jogo de ontem, penso que o melhor foi Maniche, porque foi o que esteve menos tempo em campo.
Ricardo, que pela primeira vez sofreu dois golos sem responsabilidade em nenhum deles, também não esteve mal.
De resto uma só palavra:Miséria.
Três dúvidas finais:
Porque se coloca a titular 4 jogadores do Benfica, quando se sabe que a condição fisica, e sobretudo psicológica destes, está abaixo do nivel do mar?
Até quando Costinha e Nuno Valente, dois velhos caducos, vão ser titulares?
Estará Scolari a ser aculturado por Fernando Santos?
Sem ambição e sempre de trombas?
Casquinada da Semana: “A presença do Sporting na direcção da Liga não é estar lá para o bem e para o mal, é estar lá para verificar o que está mal.”
Vermelhonunca in redvermelho.blogspot.com
Esta derrota da Selecção, para mim sem surpresa e inteiramente merecida, fez-me pensar no porquê da minha habitual indiferênça em relação aos jogos da Seleção.
Qualquer empate do Benfica, doi-me muito mais, do que uma derrota da Selecção.
Porque ao contrário do meu clube, a Selecção nunca me deu grandes alegrias.
Vejo as fases finais dos Mundias e Europeus desde o Agentina-78, e habituei-me a torcer pela Argentina nos Mundiais e pela Holanda ou a Itália nos Europeus.
Portugal nunca se apurava.E quando por milagre por lá aparecia, era não só baptizada com nomes ridiculos como “Os Infantes” ou “Os Patricios”, como ainda nos faziam passar por vergonhas como o “caso Saltilho” no Mexico-86 ou a miserável prestação do Correia-02.
No França-84 conseguimos a proeza, penso que inédita, de termos quatro! treinadores.
Nos ultimos tempos, e principalmente pelo facto do numero de Países nas fases finais ter aumentado para o dobro, temos participado mais assiduamente.
Com prestações razoaveis mas conquistas verdadeiramente importantes; ZERO.
Nem com a geração-de-ouro-que-nunca-ganhou-nada conseguimos mais do que o Bronze.
Da Prata de 2004 é melhor nem falar.
Hoje com a geração-Scolari o lema do “quem pouco quer, pouco alcança” irá certamente perdurar.
Sem me alongar muito no jogo de ontem, penso que o melhor foi Maniche, porque foi o que esteve menos tempo em campo.
Ricardo, que pela primeira vez sofreu dois golos sem responsabilidade em nenhum deles, também não esteve mal.
De resto uma só palavra:Miséria.
Três dúvidas finais:
Porque se coloca a titular 4 jogadores do Benfica, quando se sabe que a condição fisica, e sobretudo psicológica destes, está abaixo do nivel do mar?
Até quando Costinha e Nuno Valente, dois velhos caducos, vão ser titulares?
Estará Scolari a ser aculturado por Fernando Santos?
Sem ambição e sempre de trombas?
Casquinada da Semana: “A presença do Sporting na direcção da Liga não é estar lá para o bem e para o mal, é estar lá para verificar o que está mal.”
Vermelhonunca in redvermelho.blogspot.com
quarta-feira, outubro 11, 2006
Liga dos Astros
Fica disponível, a partir de hoje, este espaço para que possam introduzir as alterações que pretendam no vosso plantel, em número máximo de 3, e para apresentar o onze para a próxima jornada.
Espaço Prof. Karamba
Os jogos desta semana sujeitos a palpite no Espaço Prof. Karamba são os seguintes:
Nacional-Belenenses;
U. Leiria-Benfica;
E. Amadora-Sporting;
F.C. Porto-Marítimo;
Beira-Mar-Sp. Braga;
Como tradicionalmente, aqui deixo o meu palpite:
Nacional-Belenenses: 2-0;
U. Leiria-Benfica: 0-2;
E. Amadora-Sporting: 1-1;
F.C. Porto-Marítimo: 2-0;
Beira-Mar-Sp. Braga: 1-1
Nacional-Belenenses;
U. Leiria-Benfica;
E. Amadora-Sporting;
F.C. Porto-Marítimo;
Beira-Mar-Sp. Braga;
Como tradicionalmente, aqui deixo o meu palpite:
Nacional-Belenenses: 2-0;
U. Leiria-Benfica: 0-2;
E. Amadora-Sporting: 1-1;
F.C. Porto-Marítimo: 2-0;
Beira-Mar-Sp. Braga: 1-1
Análise ao Polónia/Portugal
Após 8 anos de invencibilidade em jogos a contar para as fases de qualificação de europeus e/ou mundiais, a derrota surgiu.
E surgiu de forma clara e indiscutível, infelizmente.
Portugal nunca se encontrou ao longo do jogo.
Foi sempre uma equipa sem dinâmica, sem chama, sem agressividade, sem fio de jogo e sem ligação entre os sectores.
Para além de ter incorrido em erros defensivos crassos e infantis.
Tal como havia sucedido frente à Finlândia, o discurso pouco ambicioso ou realista, conforme se queira encarar a questão, de Scolari determinou de sobremaneira a postura da equipa nacional.
Portugal apresentou uma alteração no onze em relação ao jogo com o Azerbaijão, a saber Petit no lugar de Maniche.
E não se pode dizer que a equipa tenha ganho alguma coisa com a troca. Antes pelo contrário, perdeu e não foi pouco.
Desde logo, acentuou o carácter defensivo da equipa, cerceando-lhe a capacidade de empreender transições ofensivas rápidas.
O processo defensivo embora haja sido numericamente reforçado, emergiu, na prática, enfraquecido pela confusão que a colocação de dois pivots à frente da defesa criou na equipa.
A coexistência em zonas demasiado próximas dos centrais e dos trincos conduziu a uma confusão de papéis, que levou a que, na maior parte das situações, nenhum daqueles ocupasse a posição que lhe estava destinada.
Foi, assim, que surgiu o primeiro golo polaco.
Alinhando com dois pivots defensivos não é admissível que possa aparecer um jogador solto na zona frontal sem qualquer tipo de marcação.
Costinha e Petit estavam tão recuados que os Ricardos se posicionavam na zona da pequena área, criando-se, deste modo, uma imensa terra de ninguém à entrada da grande área portuguesa.
Começava mal Portugal, ainda para mais dado que o golo polaco importava uma consequente alteração da estratégia pensada para o jogo.
Quando uma equipa é chamada a repensar o seu modelo de jogo tão cedo, por via de regra, não o consegue.
Assim aconteceu com Portugal.
É muito difícil alterar a mentalidade, a predisposição de uma equipa com o jogo a decorrer.
Volvidos 8 minutos, novo balde de água fria.
Uma incompreensível e a roçar o ridículo falha de Ricardo Rocha a meio-campo, permitiu à Polónia lograr o 2-0.
Estava traçado o fado da partida.
Se a equipa já se mostrava intranquila e destituída de confiança, ainda mais se agravou tal estado de espírito.
Desprovido de qualquer inspiração individual e sem capacidade para actuar colectivamente, Portugal pouco ou nada conseguiu reagir aos golos polacos.
Não que a Polónia se achasse a realizar exibição de monta, mas o simples aproveitamento dos erros lusos permitia-lhe controlar, por inteiro, o jogo.
Aliás, o modelo de jogo polaco assentava numa forte consistência defensiva, procurando explorar eventuais erros portugueses.
Expectativa e transições ofensivas rápidas, eis a chave do jogo polaco.
Portugal deixava-se enlear no jogo físico polaco, o que lhes facilitava e muito a tarefa. Portugal nunca soube ou conseguiu imprimir a velocidade necessária para se furtar ao contacto físico com os jogadores polacos.
Por outro lado, era inacreditável a facilidade com que os polacos rompiam entre linhas, penetrando a seu bel-prazer na área portuguesa.
Simples mudanças de velocidade bastavam para ultrapassar irremediavelmente os defensores lusos.
Ao longo de toda a partida, foi confrangedor observar a falta de velocidade e de rins dos defesas portugueses, sucessiva e facilmente ultrapassados pelos avançados polacos, mormente por Smolarek.
A partir do 2-0 exigia-se que Scolari fizesse algo para alterar o rumo dos acontecimentos.
Uma qualquer intervenção fosse por substituição, fosse pela alteração do sistema táctico, urgia realizar.
Ao invés, Scolari permaneceu impávido e sereno, observando placidamente o naufrágio colectivo da selecção nacional.
Limitou-se a trocar os alas, numa operação tão comum, quanto inócua.
Por esta altura, Portugal navegava num mar de equívocos.
E, assim, continuou até ao final da partida.
Ao intervalo, Scolari mexeu na equipa, mas mal.
Tirou Costinha e fez entrar Tiago.
Introduzir um jogador que nunca se impôs na selecção num contexto de desvantagem só se for para o queimar de vez.
Numa equipa à beira de um ataque de nervos, deficitária de confiança, introduzir um jogador também ele falho de confiança não se percebe.
Impunha-se a entrada de Nani ou quanto muito de Maniche (nunca deviam ter ido para o banco sequer – Nani deveria ter alinhado no lugar de Simão e Maniche no de Costinha).
Depois, fez entrar Nani e retirou Petit.
Bem, mas tarde, muito tarde.
Nani deveria ter entrado ainda na primeira parte, mas o conservadorismo de Scolari, certamente, nunca tal equacionaria, quanto mais o permitiria.
Por fim, já nos minutos finais da partida, fez entrar Maniche e sair Deco.
Mal no timing, muito tarde, e mal no jogador a substituir.
Cumpria ter arriscado minimamente, pelo que se impunha a saída de Nuno Valente para a entrada de Maniche.
Se é indesmentível que Portugal fez um péssimo jogo, não menos verdade é que ainda assim podia ter empatado a partida.
Portugal só dispôs de três verdadeiras oportunidades de golo.
Uma de Simão, uma de Ronaldo e aquela que redundou no golo de Nuno Gomes.
Acaso Ronaldo tivesse concretizado a flagrante oportunidade de que beneficiou e Portugal, sem ter feito nada para isso e, como tal, sem o merecer, lograria empatar a partida.
Nada está perdido, muito pelo contrário, mas a manter-se a postura evidenciada neste jogo tudo se complicará.
E surgiu de forma clara e indiscutível, infelizmente.
Portugal nunca se encontrou ao longo do jogo.
Foi sempre uma equipa sem dinâmica, sem chama, sem agressividade, sem fio de jogo e sem ligação entre os sectores.
Para além de ter incorrido em erros defensivos crassos e infantis.
Tal como havia sucedido frente à Finlândia, o discurso pouco ambicioso ou realista, conforme se queira encarar a questão, de Scolari determinou de sobremaneira a postura da equipa nacional.
Portugal apresentou uma alteração no onze em relação ao jogo com o Azerbaijão, a saber Petit no lugar de Maniche.
E não se pode dizer que a equipa tenha ganho alguma coisa com a troca. Antes pelo contrário, perdeu e não foi pouco.
Desde logo, acentuou o carácter defensivo da equipa, cerceando-lhe a capacidade de empreender transições ofensivas rápidas.
O processo defensivo embora haja sido numericamente reforçado, emergiu, na prática, enfraquecido pela confusão que a colocação de dois pivots à frente da defesa criou na equipa.
A coexistência em zonas demasiado próximas dos centrais e dos trincos conduziu a uma confusão de papéis, que levou a que, na maior parte das situações, nenhum daqueles ocupasse a posição que lhe estava destinada.
Foi, assim, que surgiu o primeiro golo polaco.
Alinhando com dois pivots defensivos não é admissível que possa aparecer um jogador solto na zona frontal sem qualquer tipo de marcação.
Costinha e Petit estavam tão recuados que os Ricardos se posicionavam na zona da pequena área, criando-se, deste modo, uma imensa terra de ninguém à entrada da grande área portuguesa.
Começava mal Portugal, ainda para mais dado que o golo polaco importava uma consequente alteração da estratégia pensada para o jogo.
Quando uma equipa é chamada a repensar o seu modelo de jogo tão cedo, por via de regra, não o consegue.
Assim aconteceu com Portugal.
É muito difícil alterar a mentalidade, a predisposição de uma equipa com o jogo a decorrer.
Volvidos 8 minutos, novo balde de água fria.
Uma incompreensível e a roçar o ridículo falha de Ricardo Rocha a meio-campo, permitiu à Polónia lograr o 2-0.
Estava traçado o fado da partida.
Se a equipa já se mostrava intranquila e destituída de confiança, ainda mais se agravou tal estado de espírito.
Desprovido de qualquer inspiração individual e sem capacidade para actuar colectivamente, Portugal pouco ou nada conseguiu reagir aos golos polacos.
Não que a Polónia se achasse a realizar exibição de monta, mas o simples aproveitamento dos erros lusos permitia-lhe controlar, por inteiro, o jogo.
Aliás, o modelo de jogo polaco assentava numa forte consistência defensiva, procurando explorar eventuais erros portugueses.
Expectativa e transições ofensivas rápidas, eis a chave do jogo polaco.
Portugal deixava-se enlear no jogo físico polaco, o que lhes facilitava e muito a tarefa. Portugal nunca soube ou conseguiu imprimir a velocidade necessária para se furtar ao contacto físico com os jogadores polacos.
Por outro lado, era inacreditável a facilidade com que os polacos rompiam entre linhas, penetrando a seu bel-prazer na área portuguesa.
Simples mudanças de velocidade bastavam para ultrapassar irremediavelmente os defensores lusos.
Ao longo de toda a partida, foi confrangedor observar a falta de velocidade e de rins dos defesas portugueses, sucessiva e facilmente ultrapassados pelos avançados polacos, mormente por Smolarek.
A partir do 2-0 exigia-se que Scolari fizesse algo para alterar o rumo dos acontecimentos.
Uma qualquer intervenção fosse por substituição, fosse pela alteração do sistema táctico, urgia realizar.
Ao invés, Scolari permaneceu impávido e sereno, observando placidamente o naufrágio colectivo da selecção nacional.
Limitou-se a trocar os alas, numa operação tão comum, quanto inócua.
Por esta altura, Portugal navegava num mar de equívocos.
E, assim, continuou até ao final da partida.
Ao intervalo, Scolari mexeu na equipa, mas mal.
Tirou Costinha e fez entrar Tiago.
Introduzir um jogador que nunca se impôs na selecção num contexto de desvantagem só se for para o queimar de vez.
Numa equipa à beira de um ataque de nervos, deficitária de confiança, introduzir um jogador também ele falho de confiança não se percebe.
Impunha-se a entrada de Nani ou quanto muito de Maniche (nunca deviam ter ido para o banco sequer – Nani deveria ter alinhado no lugar de Simão e Maniche no de Costinha).
Depois, fez entrar Nani e retirou Petit.
Bem, mas tarde, muito tarde.
Nani deveria ter entrado ainda na primeira parte, mas o conservadorismo de Scolari, certamente, nunca tal equacionaria, quanto mais o permitiria.
Por fim, já nos minutos finais da partida, fez entrar Maniche e sair Deco.
Mal no timing, muito tarde, e mal no jogador a substituir.
Cumpria ter arriscado minimamente, pelo que se impunha a saída de Nuno Valente para a entrada de Maniche.
Se é indesmentível que Portugal fez um péssimo jogo, não menos verdade é que ainda assim podia ter empatado a partida.
Portugal só dispôs de três verdadeiras oportunidades de golo.
Uma de Simão, uma de Ronaldo e aquela que redundou no golo de Nuno Gomes.
Acaso Ronaldo tivesse concretizado a flagrante oportunidade de que beneficiou e Portugal, sem ter feito nada para isso e, como tal, sem o merecer, lograria empatar a partida.
Nada está perdido, muito pelo contrário, mas a manter-se a postura evidenciada neste jogo tudo se complicará.
Artigo de Opinião do Condómino Fura-Redes
Sou portista, sócio pagante e praticante, há mais de 30 anos.
Quando miúdo ia até, frequentemente, ver os treinos do clube, que na altura funcionava mais tipo uma agremiação. Gostava do ambiente (e do lanche que se seguia).
Recordo-me, ainda, de ver o Cubilhas e o Seninho, os meus primeiros ídolos da bola, e de conhecer o Mestre José Maria.
Lembro-me, também, de ter de esperar muito tempo para festejar, com alguma regularidade, a conquista de troféus por parte do Futebol Clube do Porto; de tal modo que fui detestando diversos treinadores que iam passando pelo banco.
Nessas alturas, os meus ancestrais diziam-me para ter calma e vinham com aquele discurso de que nem todos podem ganhar e que um dia chegaria a nossa vez.
Detestava esse discurso.
Queria era grandes jogadores, uma grande equipa, um treinador a sério (e não um que se destacasse só por ter grandes bigodes) e um estádio grandioso.
Mas o certo é que os grandes dias foram chegando e os títulos começaram a aparecer, inicialmente de forma um pouco fugaz e depois de modo mais sistemático.
Quando não gostava de algum treinador ou de alguma equipa diziam-me que não tinha legitimidade para reclamar, devia estar era ali para apoiar o clube, pois tinham esperado mais tempo do que eu para comemorar uma conquista e não tinham abandonado o clube.
Percebi, então, que, de facto, teria de apoiar a equipa fosse em que situação fosse e nisso sempre tive boas referências, não só os meus ancestrais mas também o grande Comandante da agremiação que nunca chegou a instituição.
Com efeito, diga-se o que se disser é aqui que reside a força do Futebol Clube do Porto (clube de bairro de província, chamem-lhe o que quiserem, pois tais epítetos redutores só lhe conferem maior destaque e reconhecimento).
É a capacidade de sem ter seis milhões de simpatizantes não praticantes e pagantes; sem ter a máquina dos media a sustentá-lo e de não ter qualquer governante a promove-lo, conseguir atingir a projecção que conseguiu, acompanhada de vários títulos, internos e externos.
E, tudo isto porquê?
Porque sempre teve a sustentar aquele clube o grande Jorge Nuno.
Confesso que nem sempre simpatizei com as ideias, posições e estratégias do Presidente, principalmente nos últimos anos, mas reconheço de que se não fosse ele, continuaria a ser sócio, provavelmente não praticante e não pagante, de uma agremiação com sede na cidade do Porto.
Alcandorado no seu escudo da guerra Norte/Sul, conseguiu mobilizar as poucas tropas de que poderia dispor na província, criou um exército fiel e aguerrido e partiu para a conquista, o que logrou, passando a estar à frente de uma armada ganhadora.
É certo que uma equipa que é pentacampeã; que ganha dois títulos europeus e intercontinentais em poucos anos e que conquista dois troféus europeus em anos seguidos, adquiriria outro estatuto, pelo menos no plano nacional, mas com o Futebol Clube do Porto, tal não sucedeu, provavelmente porque não é de Lisboa ou não tem esta palavra na sua designação.
Mas não é isso que nos abala. Porquê?
Porque as tropas continuam unidas e continuam a saber que a batalha continuará sempre e que as conquistas terão de ser efectuadas no campo.
É certo que com a saída de Rui Jorge do Futebol Clube do Porto, o clube ficou mais forte, talvez por isso este jogador se tenha apercebido de alguma diferença de tratamento nas arbitragens.
Os árbitros passaram a dar mais descontos de tempo nos jogos do Futebol Clube do Porto e a apontar mais vezes para o centro do terreno, pois aquele clube marcava mais golos e continuava a ganhar os seus jogos, ao passo que o clube onde o Rui Jorge passou a militar, que, à excepção do Schmeichel, sempre contou com guarda-redes que pautavam pela mediocridade (Costinha, Lemajic; De Wilde, Nelson e Ricardo) lá iam ganhando alguns joguitos.
É claro que as diferenças nas arbitragens se sentiam mais aquando dos jogos internacionais, onde o Futebol Clube do Porto ia brilhando (recorde-se que o primeiro jogo de Rui Jorge pelo Futebol Clube do Porto foi contra o Milão), ao passo que o Rui Jorge quando jogou pelo clube onde as camisolas eram pouco resistentes e anteriormente publicitadas pela SIC fazia um ou outro jogo e quando apanhava uma equipa Vicking ou um clube que tivesse mais de 15 jogadores disponíveis lá era eliminada.
Por isso é natural que Rui Jorge tenha sentido diferenças, aliás até na própria resistência das camisolas dos clubes porque passou.
Estrear-se positivamente pelo Futebol Clube do Porto contra o Milão e despedir-se por outro clube num jogo de aflitos não é realmente a mesma coisa.
Mas isso, essas tricas, apenas ajudam o Futebol Clube do Porto a manter a sua essência de clube de província, que desde a redefinição política do nosso burgo mais títulos conquistou e maior projecção internacional legitimamente adquiriu.
Até à próxima conquista.
Quando miúdo ia até, frequentemente, ver os treinos do clube, que na altura funcionava mais tipo uma agremiação. Gostava do ambiente (e do lanche que se seguia).
Recordo-me, ainda, de ver o Cubilhas e o Seninho, os meus primeiros ídolos da bola, e de conhecer o Mestre José Maria.
Lembro-me, também, de ter de esperar muito tempo para festejar, com alguma regularidade, a conquista de troféus por parte do Futebol Clube do Porto; de tal modo que fui detestando diversos treinadores que iam passando pelo banco.
Nessas alturas, os meus ancestrais diziam-me para ter calma e vinham com aquele discurso de que nem todos podem ganhar e que um dia chegaria a nossa vez.
Detestava esse discurso.
Queria era grandes jogadores, uma grande equipa, um treinador a sério (e não um que se destacasse só por ter grandes bigodes) e um estádio grandioso.
Mas o certo é que os grandes dias foram chegando e os títulos começaram a aparecer, inicialmente de forma um pouco fugaz e depois de modo mais sistemático.
Quando não gostava de algum treinador ou de alguma equipa diziam-me que não tinha legitimidade para reclamar, devia estar era ali para apoiar o clube, pois tinham esperado mais tempo do que eu para comemorar uma conquista e não tinham abandonado o clube.
Percebi, então, que, de facto, teria de apoiar a equipa fosse em que situação fosse e nisso sempre tive boas referências, não só os meus ancestrais mas também o grande Comandante da agremiação que nunca chegou a instituição.
Com efeito, diga-se o que se disser é aqui que reside a força do Futebol Clube do Porto (clube de bairro de província, chamem-lhe o que quiserem, pois tais epítetos redutores só lhe conferem maior destaque e reconhecimento).
É a capacidade de sem ter seis milhões de simpatizantes não praticantes e pagantes; sem ter a máquina dos media a sustentá-lo e de não ter qualquer governante a promove-lo, conseguir atingir a projecção que conseguiu, acompanhada de vários títulos, internos e externos.
E, tudo isto porquê?
Porque sempre teve a sustentar aquele clube o grande Jorge Nuno.
Confesso que nem sempre simpatizei com as ideias, posições e estratégias do Presidente, principalmente nos últimos anos, mas reconheço de que se não fosse ele, continuaria a ser sócio, provavelmente não praticante e não pagante, de uma agremiação com sede na cidade do Porto.
Alcandorado no seu escudo da guerra Norte/Sul, conseguiu mobilizar as poucas tropas de que poderia dispor na província, criou um exército fiel e aguerrido e partiu para a conquista, o que logrou, passando a estar à frente de uma armada ganhadora.
É certo que uma equipa que é pentacampeã; que ganha dois títulos europeus e intercontinentais em poucos anos e que conquista dois troféus europeus em anos seguidos, adquiriria outro estatuto, pelo menos no plano nacional, mas com o Futebol Clube do Porto, tal não sucedeu, provavelmente porque não é de Lisboa ou não tem esta palavra na sua designação.
Mas não é isso que nos abala. Porquê?
Porque as tropas continuam unidas e continuam a saber que a batalha continuará sempre e que as conquistas terão de ser efectuadas no campo.
É certo que com a saída de Rui Jorge do Futebol Clube do Porto, o clube ficou mais forte, talvez por isso este jogador se tenha apercebido de alguma diferença de tratamento nas arbitragens.
Os árbitros passaram a dar mais descontos de tempo nos jogos do Futebol Clube do Porto e a apontar mais vezes para o centro do terreno, pois aquele clube marcava mais golos e continuava a ganhar os seus jogos, ao passo que o clube onde o Rui Jorge passou a militar, que, à excepção do Schmeichel, sempre contou com guarda-redes que pautavam pela mediocridade (Costinha, Lemajic; De Wilde, Nelson e Ricardo) lá iam ganhando alguns joguitos.
É claro que as diferenças nas arbitragens se sentiam mais aquando dos jogos internacionais, onde o Futebol Clube do Porto ia brilhando (recorde-se que o primeiro jogo de Rui Jorge pelo Futebol Clube do Porto foi contra o Milão), ao passo que o Rui Jorge quando jogou pelo clube onde as camisolas eram pouco resistentes e anteriormente publicitadas pela SIC fazia um ou outro jogo e quando apanhava uma equipa Vicking ou um clube que tivesse mais de 15 jogadores disponíveis lá era eliminada.
Por isso é natural que Rui Jorge tenha sentido diferenças, aliás até na própria resistência das camisolas dos clubes porque passou.
Estrear-se positivamente pelo Futebol Clube do Porto contra o Milão e despedir-se por outro clube num jogo de aflitos não é realmente a mesma coisa.
Mas isso, essas tricas, apenas ajudam o Futebol Clube do Porto a manter a sua essência de clube de província, que desde a redefinição política do nosso burgo mais títulos conquistou e maior projecção internacional legitimamente adquiriu.
Até à próxima conquista.
E o Milagre Aconteceu
Pois é, quando poucos acreditavam, o milagre aconteceu.
Fruto do imenso talento dos nossos jogadores, mas também e muito graças à postura dos russos.
Os russos foram vítimas da sua própria estratégia.
Excessiva contenção, preocupando-se, única e exclusivamente, em defender, sem qualquer perspectiva ofensiva.
O processo ofensivo russo, pura e simplesmente, não existiu.
Remeteram-se à sua grande-área, alicerçando o seu modelo de jogo em duas linhas defensivas.
5 jogadores no limite da sua grande-área e 5 numa linha intermediária, mas que nunca se estendeu para além do grande círculo do seu meio campo defensivo.
Quando assim é, quando se entra em campo com o intuito exclusivo de não perder, normalmente as derrotas acontecem e foi, precisamente, isso que ontem aconteceu.
Portugal nem necessitou de realizar exibição de monta. Bastou aproveitar os erros que a voracidade defensiva russa naturalmente criou.
Couceiro havia dito que poderia perder o jogo, tal o volume ofensivo que pretendia impôr na partida.
Todavia, tal perspectiva esteve sempre arredada do jogo, tal a inoperância ofensiva russa.
Assim, Portugal pode concentrar os seus esforços no desenvolvimento do processo ofensivo, cativando um número elevado de unidades, o que empurrou, ainda mais, os russos para o seu extremo reduto.
Contudo, na primeira parte, o domínio português pouco mais foi do que estéril.
Carradas de iniciativas atacantes, mas poucas oportunidades criadas.
Quando a partida parecia caminhar para um beco sem saída, eis senão quando uma infantilidade de um jogador russo, certamente toldado pela ânsia de defender as suas redes, permitiu o surgimento do 1º golo português.
Penalty tão evidente quanto desnecessário, que aportou aos jovens lusos um "upgrade" de confiança na concretização do sonho da presença na fase final do Euro/2007.
Minutos volvidos, outra infantilidade russa, potenciada por um árbitro caseirinho, colocou Portugal em vantagem numérica.
Mais um factor de motivação acrescida, muito embora, face à estratégia russa, a expulsão não representasse mais valia de relevo.
Os russos abdicaram do seu elemento mais avançado e recompuseram a estrutura defensiva.
Como já não atacavam, a diferença pouco ou nada se notou. Apenas importou o efeito psicológico decorrente do alcançar de mais uma vantagem no jogo.
Ao intervalo, o jogo estava no ponto perspectivado por Couceiro.
Mais um acréscimo no capital de confiança.
No dealbar da segunda parte, Portugal dispôs de excelente oportunidade, ingloriamente desperdiçada por Vaz Tê.
Pensei que o sonho havia morrido nesse instante.
Puro engano.
Escassos minutos volvidos e Djálo, na sequência de um soberbo trabalho de João Moreira na direita, fez o 2-0.
Agora sim, as portas da glória escancaravam-se.
Foi o mais belo momento de futebol de toda a partida.
Desde a excelência do drible, passando pela perfeição do cruzamento e terminando na plasticidade do cabeceamento.
A torrente ofensiva lusa intensificava-se como nunca e os russos remetiam-se, ainda mais, ao seu "casulo" defensivo.
Os russos postavam-se quase no interior da pequena área, tal era o volume ofensivo luso.
Sem surpresa, num lance de pura infelicidade russa, Portugal fez o 3-0.
A postura excessivamente defensiva dos russos provocava, de novo, o erro.
Daí até final, Portugal limitou-se a gerir a partida, sem passar por grandes sobressaltos, excepção feita a uma incursão pela direita de um jogador russo que terminou num cabeceamento defeituoso no interior da área portuguesa.
Qualificados que estamos, espero e desejo que se prepare a fase final com o profissionalismo e o rigor que faltaram no último Europeu.
As nossas chances de vitória são elevadas, até porque na fase final podemos contar com dois reforços importantíssimos, Nani e Cristiano Ronaldo, tão só os dois talentos mais emergentes do futebol português e quiçá mundial.
Fruto do imenso talento dos nossos jogadores, mas também e muito graças à postura dos russos.
Os russos foram vítimas da sua própria estratégia.
Excessiva contenção, preocupando-se, única e exclusivamente, em defender, sem qualquer perspectiva ofensiva.
O processo ofensivo russo, pura e simplesmente, não existiu.
Remeteram-se à sua grande-área, alicerçando o seu modelo de jogo em duas linhas defensivas.
5 jogadores no limite da sua grande-área e 5 numa linha intermediária, mas que nunca se estendeu para além do grande círculo do seu meio campo defensivo.
Quando assim é, quando se entra em campo com o intuito exclusivo de não perder, normalmente as derrotas acontecem e foi, precisamente, isso que ontem aconteceu.
Portugal nem necessitou de realizar exibição de monta. Bastou aproveitar os erros que a voracidade defensiva russa naturalmente criou.
Couceiro havia dito que poderia perder o jogo, tal o volume ofensivo que pretendia impôr na partida.
Todavia, tal perspectiva esteve sempre arredada do jogo, tal a inoperância ofensiva russa.
Assim, Portugal pode concentrar os seus esforços no desenvolvimento do processo ofensivo, cativando um número elevado de unidades, o que empurrou, ainda mais, os russos para o seu extremo reduto.
Contudo, na primeira parte, o domínio português pouco mais foi do que estéril.
Carradas de iniciativas atacantes, mas poucas oportunidades criadas.
Quando a partida parecia caminhar para um beco sem saída, eis senão quando uma infantilidade de um jogador russo, certamente toldado pela ânsia de defender as suas redes, permitiu o surgimento do 1º golo português.
Penalty tão evidente quanto desnecessário, que aportou aos jovens lusos um "upgrade" de confiança na concretização do sonho da presença na fase final do Euro/2007.
Minutos volvidos, outra infantilidade russa, potenciada por um árbitro caseirinho, colocou Portugal em vantagem numérica.
Mais um factor de motivação acrescida, muito embora, face à estratégia russa, a expulsão não representasse mais valia de relevo.
Os russos abdicaram do seu elemento mais avançado e recompuseram a estrutura defensiva.
Como já não atacavam, a diferença pouco ou nada se notou. Apenas importou o efeito psicológico decorrente do alcançar de mais uma vantagem no jogo.
Ao intervalo, o jogo estava no ponto perspectivado por Couceiro.
Mais um acréscimo no capital de confiança.
No dealbar da segunda parte, Portugal dispôs de excelente oportunidade, ingloriamente desperdiçada por Vaz Tê.
Pensei que o sonho havia morrido nesse instante.
Puro engano.
Escassos minutos volvidos e Djálo, na sequência de um soberbo trabalho de João Moreira na direita, fez o 2-0.
Agora sim, as portas da glória escancaravam-se.
Foi o mais belo momento de futebol de toda a partida.
Desde a excelência do drible, passando pela perfeição do cruzamento e terminando na plasticidade do cabeceamento.
A torrente ofensiva lusa intensificava-se como nunca e os russos remetiam-se, ainda mais, ao seu "casulo" defensivo.
Os russos postavam-se quase no interior da pequena área, tal era o volume ofensivo luso.
Sem surpresa, num lance de pura infelicidade russa, Portugal fez o 3-0.
A postura excessivamente defensiva dos russos provocava, de novo, o erro.
Daí até final, Portugal limitou-se a gerir a partida, sem passar por grandes sobressaltos, excepção feita a uma incursão pela direita de um jogador russo que terminou num cabeceamento defeituoso no interior da área portuguesa.
Qualificados que estamos, espero e desejo que se prepare a fase final com o profissionalismo e o rigor que faltaram no último Europeu.
As nossas chances de vitória são elevadas, até porque na fase final podemos contar com dois reforços importantíssimos, Nani e Cristiano Ronaldo, tão só os dois talentos mais emergentes do futebol português e quiçá mundial.
terça-feira, outubro 10, 2006
Opção Consciente, diz ele...
A SAD do FC Porto terminou o exercício de 2005/2006 com perdas de 30,1 milhões de euros, muito acima dos 1,1 milhões do exercício anterior, de acordo com os dados comunicados à CMVM.
Os proveitos operacionais foram de 46,2 milhões de euros, estando em linha com o verificado no exercício anterior. A grande diferença estará na diminuição das mais valias de transferências de jogadores, em 26 milhões de euros.
A SAD informa ainda que constituiu uma provisão «que prejudica o resultado do exercício em 5,35 milhões de euros, obedecendo ao princípio da prudência, pelo incumprimento dos prazos de recebimento de créditos sobre o Dínamo de Moscovo».
O clube defende ainda que fez uma opção estratégica de manutenção dos principais valores do plantel, o que teve um impacto no resultado líquido do exercício.
Os proveitos operacionais foram de 46,2 milhões de euros, estando em linha com o verificado no exercício anterior. A grande diferença estará na diminuição das mais valias de transferências de jogadores, em 26 milhões de euros.
A SAD informa ainda que constituiu uma provisão «que prejudica o resultado do exercício em 5,35 milhões de euros, obedecendo ao princípio da prudência, pelo incumprimento dos prazos de recebimento de créditos sobre o Dínamo de Moscovo».
O clube defende ainda que fez uma opção estratégica de manutenção dos principais valores do plantel, o que teve um impacto no resultado líquido do exercício.
Artigo de Opinião do Condómino Vermelho Nunca
Não faço ideia qual a preferência clubística de Rui Jorge.
Sei que ao longo da sua carreira, sempre pautou as suas exibições pelo rigor, pelo profissionalismo e pelo fervor com que defendeu as camisolas que envergou.
Neste fim de semana, numa entrevista a um diário desportivo, faz um balanço da sua carreira. No final da época passada colocou um ponto final na mesma, em parte vítima do Caso Mateus, uma fez que a indefinição se o Belenenses jogaria na 1ª Liga ou na divisão abaixo, levaram-no a arrumar as botas.
Actualmente treina os juniores do Restelo, até ao momento com resultados positivos, uma vez que divide a liderança da sua série com o Sporting.
Foi o lateral esquerdo mais internacional do futebol português, assim como o jogador do Sporting que mais vezes representou a selecção nacional.
Na sua exposição levanta questões interessantes: a sua relação com Peseiro, que segundo ele, sempre se pautou pelo máximo respeito e pelo diálogo, até ao jogo da final da taça UEFA, em que se viu afastado, sem o mínimo de justificação pela parte do treinador.
Não está em causa , segundo Rui, o afastamento da equipa, mas sim a ausência de diálogo da parte de treinador.
Acho que as equipas se fortalecem com os laços entre a equipa técnica e os jogadores a serem fortalecidos pela via do diálogo, respeito e frontalidade.
“ As relações constroem-se no dia a dia, porque o futebol acaba e a vida continua” são palavras sábias de Rui Jorge.
Após seis anos no FCPorto, esteve sete anos de leão ao peito.
Segundo Rui Jorge, a sua expectativa em relação ao Apito Dourado, está intimamente ligada a este mudança; as diferenças de actuação dos juízes enquanto vestiu de azul e branco e equipou de verde são enormes.
Defende Rui Jorge a colocação de um microfone nos árbitros, uma vez que, segundo ele, as agressões verbais da parte dos mesmos são mais que muitas.
Se um jogador insulta um árbitro é expulso e bem; e quando acontece o contrário?
Fala Rui Jorge de uma expulsão em Braga pelo árbitro auxiliar Devesa Neto- “fui punido e recorri…esse processo acabou por afastar-me do jogo da festa do título…mais tarde deram-me razão”, assim como de uma polémica expulsão no Bessa, por Lucílio Baptista o ter acusado de se envolver em agressões no túnel de acesso aos balneários, o que mais tarde se provou que era falso.
O curioso da situação é que Rui Jorge refere que nunca mudou o seu comportamento, o que mudou foi de clube.
Dirão alguns condóminos, em especial um, que Rui Jorge está a lançar alguma necedade ou bernardice.
Não me parece.
As coisas funcionam assim, o facto de vestir de azul ou de xadrez altera imediatamente a reacção dos juízes do apito.
Mas como dizia José Mourinho após impedir um jogador da equipa adversária do FCPorto de efectuar um lançamento lateral, para ganhar vale tudo…
Sei que ao longo da sua carreira, sempre pautou as suas exibições pelo rigor, pelo profissionalismo e pelo fervor com que defendeu as camisolas que envergou.
Neste fim de semana, numa entrevista a um diário desportivo, faz um balanço da sua carreira. No final da época passada colocou um ponto final na mesma, em parte vítima do Caso Mateus, uma fez que a indefinição se o Belenenses jogaria na 1ª Liga ou na divisão abaixo, levaram-no a arrumar as botas.
Actualmente treina os juniores do Restelo, até ao momento com resultados positivos, uma vez que divide a liderança da sua série com o Sporting.
Foi o lateral esquerdo mais internacional do futebol português, assim como o jogador do Sporting que mais vezes representou a selecção nacional.
Na sua exposição levanta questões interessantes: a sua relação com Peseiro, que segundo ele, sempre se pautou pelo máximo respeito e pelo diálogo, até ao jogo da final da taça UEFA, em que se viu afastado, sem o mínimo de justificação pela parte do treinador.
Não está em causa , segundo Rui, o afastamento da equipa, mas sim a ausência de diálogo da parte de treinador.
Acho que as equipas se fortalecem com os laços entre a equipa técnica e os jogadores a serem fortalecidos pela via do diálogo, respeito e frontalidade.
“ As relações constroem-se no dia a dia, porque o futebol acaba e a vida continua” são palavras sábias de Rui Jorge.
Após seis anos no FCPorto, esteve sete anos de leão ao peito.
Segundo Rui Jorge, a sua expectativa em relação ao Apito Dourado, está intimamente ligada a este mudança; as diferenças de actuação dos juízes enquanto vestiu de azul e branco e equipou de verde são enormes.
Defende Rui Jorge a colocação de um microfone nos árbitros, uma vez que, segundo ele, as agressões verbais da parte dos mesmos são mais que muitas.
Se um jogador insulta um árbitro é expulso e bem; e quando acontece o contrário?
Fala Rui Jorge de uma expulsão em Braga pelo árbitro auxiliar Devesa Neto- “fui punido e recorri…esse processo acabou por afastar-me do jogo da festa do título…mais tarde deram-me razão”, assim como de uma polémica expulsão no Bessa, por Lucílio Baptista o ter acusado de se envolver em agressões no túnel de acesso aos balneários, o que mais tarde se provou que era falso.
O curioso da situação é que Rui Jorge refere que nunca mudou o seu comportamento, o que mudou foi de clube.
Dirão alguns condóminos, em especial um, que Rui Jorge está a lançar alguma necedade ou bernardice.
Não me parece.
As coisas funcionam assim, o facto de vestir de azul ou de xadrez altera imediatamente a reacção dos juízes do apito.
Mas como dizia José Mourinho após impedir um jogador da equipa adversária do FCPorto de efectuar um lançamento lateral, para ganhar vale tudo…
Um olhar sobre a Briosa
Ao olhar a classificação actual da Briosa, não pude deixar de reflectir sobre a política desportiva que tem sido seguida nos últimos anos.
Designadamente na (des)orientação estratégica (leia-se directiva) para a área do futebol, que vem sendo seguida, desde que o actual presidente da Direcção, Eng.º José Eduardo Simões tem responsabilidades directivas no OAF da AAC, primeiro como Director Financeiro da Comissão de Gestão e do primeiro elenco eleito no «período pós-Campos Coroa», depois como Presidente interino dada a indisponibilidade de João Moreno por motivos de saúde, e, finalmente, como presidente da Direcção, de Direito e de facto, eleito pelos associados da Briosa.
Janeiro de 2003 (Época 2002-2003)
De facto, se há coisa que não pode negar-se é a ocorrência constante de revoluções quer no plantel, quer no corpo técnico desde que Simões chegou à Direcção da Briosa, a começar na já recuada época de 2002-2003, na qual a Briosa contratou, na reabertura de mercado em Janeiro, 7 atletas (Hilário, Vítor Vieira, Esquerdinha, Marcos António Manuel José, Carlos Martins, Pedro Oliveira), recorrendo à ajuda do FC Porto, cuja influência foi decisiva para que o trio técnico que então também seguiu para Coimbra (Artur Jorge, Raul Águas e Luís Matos, depois ainda reforçado com a contratação de João Carlos Pereira), aceitasse o desafio de rumar à Cidade de Mondego.
Recordo que apesar destas dez entradas em Janeiro, não logrou a Académica fazer melhor do que fugir à despromoção na derradeira jornada, com Paulo Adriano a tranquilizar os adeptos com um golaço, frente ao Braga, obtido quando o «Sérgio Conceição», cheiinho que nem um ovo, já sustinha a respiração.
Época 2003-2004
Na época seguinte foi ainda Artur Jorge que construiu o plantel e começou o campeonato, mas, volvidas três jornadas, deu lugar a Vítor Oliveira, a pretexto da vontade que tinha de voltar a ter tempo para ler e ir ao cinema.
Antes da sua saída justificada com tais actividades lúdicas, o poeta da bola dera o seu aval a 15 contratações (Fouhammi, Pedro Henriques, Paulo Costa, José António, Filipe Alvim, Rodolfo, Dionattan, Wilton, Akos Buszakis, Cédric Fiston, Pedro Fontes, Fábio Felício, Chano, Delmer e Ricardo «El Gato» Perez), às quais se juntaram mais cinco na reabertura de mercado em Janeiro (Paulo Sérgio, Alexandre Fávaro, Joeano, Flávio Dias e Káká), pouco antes da qual saíra Vítor Oliveira, devido a desinteligências com o presidente da Direcção, substituído pelo então seu adjunto, João Carlos Pereira que se fizera por sua vez acompanhar de novo adjunto, Francisco Simões.
No entanto, apesar dos três treinadores, três adjuntos e dos 20 novos jogadores de campo, voltou a Briosa a garantir a manutenção apenas na última jornada, depois de na antepenúltima ronda ter operado o milagre de, a cerca de dez minutos do final de uma contenda que poderia ter sido fatídica para os estudantes, virar um resultado adverso em casa, frente ao Paços de Ferreira.
O avançado da casa Marcelo apontara então o golo decisivo, passando de dispensado por Artur Jorge a verdadeiro herói e fazendo esquecer o reforço Káká, que apesar de rotulado de craque e dono de um contrato principesco (no qual, ao que se diz, vencia cerca de 4 mil contos mensais na moeda antiga, tendo ainda um bónus de 500 contos, também em escudos, por cada golo que apontasse), em cinco meses de estadia em Coimbra, não apontou qualquer golo!
Época 2004-2005
Na época seguinte (2004-2005), o Técnico João Carlos Pereira manteve-se e a Briosa fez nove contratações no início da época (Dani, Bruno Leite, Danilo, Vasco Faísca, William Soares, Ricardo Fernandes, Luciano, Rafael Gaúcho e Kenny Cooper).
Em Dezembro, o técnico já era contudo Nelo Vingada, que manteve a equipa técnica até final do campeonato, reforçando o quadro de jogadores na reabertura de mercado com mais cinco caras novas, (a saber Roberto Brum, Andrade, Kennedy, Hugo Leal e Marcel).
Depois de uma excelente recuperação, a Briosa assegurou a manutenção a duas jornadas do final do campeonato, com um empate a 0-0 em casa do Beira-Mar, formação que nesse ano viria a descer à honra.
Época 2005-2006
Em 2005-2006, Vingada manteve-se ao leme da equipa técnica (que entretanto se compôs com a entrada de Orlando Costa, ex-preparador físico da equipa de Hóquei do Riba d’Ave, para o lugar do experimentado Mário Monteiro, então há seis temporadas consecutivas no clube), tornando-se no único técnico que começou e acabou uma época desde que José Eduardo Simões tem responsabilidades directivas no clube.
Na pretérita temporada foram contratados inicialmente 9 atletas (Eduardo, Lira, Ezequias, Hugo Alcântara, Filipe Teixeira, Fernando, Zada, Rui Miguel e Gélson), para em Dezembro serem acrescentados ao grupo mais dois atletas (Serjão e N’Doye).
Fazendo juz a uma espécie de praxe académica que se vinha consolidando e que só fora quebrada na temporada anterior, a Briosa alcançaria a manutenção pelo pé de Joeano, que com a despromoção à vista salvava a Briosa do inferno, nos derradeiros minutos do último jogo, frente ao Marítimo, convertendo um penalty providencial para os de negro, quando já se chorava a possível descida.
Presente temporada
Finalmente, a presente época, com nova revolução:Um novo treinador (Manuel Machado), dois novos adjuntos (José Augusto e José Nando), um novo técnico de guarda-redes (Zivanovic) e, para já, 15 novos atletas (Douglas, Sonkaya, Lino, Litos, Medeiros, Kaká, Paulo Sérgio, Pavlovic, Alexandre, Hélder Barbosa, Miguel Pedro, Raul Estevez, Dame N’Doye, Nestor Alvarez e Gyano).
Actualmente a Briosa está na 14.ª posição da tabela classificativa, num total de 16 equipas, somando 3 pontos em quinze possíveis.
Por mais que queira rebater-se a frieza dos números apresentados, a realidade global é a que se segue, desde que José Eduardo Simões chegou à Briosa e num (curto) período de 4 épocas e meia:
- 68 Novos jogadores contratados, a uma média de 15 novos jogadores por ano.
- 12 Novos técnicos contratados (13, se contarmos com a promoção de João Carlos Pereira), entre treinadores principais, adjuntos, preparadores físicos e técnicos de guarda-redes, a uma média de quase 3 técnicos por cada nova época desportiva.
- 43 Novos atletas estrangeiros, a uma média de 10 novos estrangeiros por temporada, 30 dos quais de nacionalidade brasileira, a uma média de cerca de 7 novos jogadores oriundos do Brasil em cada época.
Pois é…A frieza dos números dispensa mesmo qualquer comentário extra, explicando com clareza, quer as razões da ausência de bons resultados desportivos, (principalmente em comparação com clubes de dimensão e recursos bem inferiores, como por exemplo a Naval), quer ainda os motivos do significativo agravamento do passivo que se vem verificando, desde que José Eduardo Simões assumiu responsabilidades no elenco directivo da Briosa…
Designadamente na (des)orientação estratégica (leia-se directiva) para a área do futebol, que vem sendo seguida, desde que o actual presidente da Direcção, Eng.º José Eduardo Simões tem responsabilidades directivas no OAF da AAC, primeiro como Director Financeiro da Comissão de Gestão e do primeiro elenco eleito no «período pós-Campos Coroa», depois como Presidente interino dada a indisponibilidade de João Moreno por motivos de saúde, e, finalmente, como presidente da Direcção, de Direito e de facto, eleito pelos associados da Briosa.
Janeiro de 2003 (Época 2002-2003)
De facto, se há coisa que não pode negar-se é a ocorrência constante de revoluções quer no plantel, quer no corpo técnico desde que Simões chegou à Direcção da Briosa, a começar na já recuada época de 2002-2003, na qual a Briosa contratou, na reabertura de mercado em Janeiro, 7 atletas (Hilário, Vítor Vieira, Esquerdinha, Marcos António Manuel José, Carlos Martins, Pedro Oliveira), recorrendo à ajuda do FC Porto, cuja influência foi decisiva para que o trio técnico que então também seguiu para Coimbra (Artur Jorge, Raul Águas e Luís Matos, depois ainda reforçado com a contratação de João Carlos Pereira), aceitasse o desafio de rumar à Cidade de Mondego.
Recordo que apesar destas dez entradas em Janeiro, não logrou a Académica fazer melhor do que fugir à despromoção na derradeira jornada, com Paulo Adriano a tranquilizar os adeptos com um golaço, frente ao Braga, obtido quando o «Sérgio Conceição», cheiinho que nem um ovo, já sustinha a respiração.
Época 2003-2004
Na época seguinte foi ainda Artur Jorge que construiu o plantel e começou o campeonato, mas, volvidas três jornadas, deu lugar a Vítor Oliveira, a pretexto da vontade que tinha de voltar a ter tempo para ler e ir ao cinema.
Antes da sua saída justificada com tais actividades lúdicas, o poeta da bola dera o seu aval a 15 contratações (Fouhammi, Pedro Henriques, Paulo Costa, José António, Filipe Alvim, Rodolfo, Dionattan, Wilton, Akos Buszakis, Cédric Fiston, Pedro Fontes, Fábio Felício, Chano, Delmer e Ricardo «El Gato» Perez), às quais se juntaram mais cinco na reabertura de mercado em Janeiro (Paulo Sérgio, Alexandre Fávaro, Joeano, Flávio Dias e Káká), pouco antes da qual saíra Vítor Oliveira, devido a desinteligências com o presidente da Direcção, substituído pelo então seu adjunto, João Carlos Pereira que se fizera por sua vez acompanhar de novo adjunto, Francisco Simões.
No entanto, apesar dos três treinadores, três adjuntos e dos 20 novos jogadores de campo, voltou a Briosa a garantir a manutenção apenas na última jornada, depois de na antepenúltima ronda ter operado o milagre de, a cerca de dez minutos do final de uma contenda que poderia ter sido fatídica para os estudantes, virar um resultado adverso em casa, frente ao Paços de Ferreira.
O avançado da casa Marcelo apontara então o golo decisivo, passando de dispensado por Artur Jorge a verdadeiro herói e fazendo esquecer o reforço Káká, que apesar de rotulado de craque e dono de um contrato principesco (no qual, ao que se diz, vencia cerca de 4 mil contos mensais na moeda antiga, tendo ainda um bónus de 500 contos, também em escudos, por cada golo que apontasse), em cinco meses de estadia em Coimbra, não apontou qualquer golo!
Época 2004-2005
Na época seguinte (2004-2005), o Técnico João Carlos Pereira manteve-se e a Briosa fez nove contratações no início da época (Dani, Bruno Leite, Danilo, Vasco Faísca, William Soares, Ricardo Fernandes, Luciano, Rafael Gaúcho e Kenny Cooper).
Em Dezembro, o técnico já era contudo Nelo Vingada, que manteve a equipa técnica até final do campeonato, reforçando o quadro de jogadores na reabertura de mercado com mais cinco caras novas, (a saber Roberto Brum, Andrade, Kennedy, Hugo Leal e Marcel).
Depois de uma excelente recuperação, a Briosa assegurou a manutenção a duas jornadas do final do campeonato, com um empate a 0-0 em casa do Beira-Mar, formação que nesse ano viria a descer à honra.
Época 2005-2006
Em 2005-2006, Vingada manteve-se ao leme da equipa técnica (que entretanto se compôs com a entrada de Orlando Costa, ex-preparador físico da equipa de Hóquei do Riba d’Ave, para o lugar do experimentado Mário Monteiro, então há seis temporadas consecutivas no clube), tornando-se no único técnico que começou e acabou uma época desde que José Eduardo Simões tem responsabilidades directivas no clube.
Na pretérita temporada foram contratados inicialmente 9 atletas (Eduardo, Lira, Ezequias, Hugo Alcântara, Filipe Teixeira, Fernando, Zada, Rui Miguel e Gélson), para em Dezembro serem acrescentados ao grupo mais dois atletas (Serjão e N’Doye).
Fazendo juz a uma espécie de praxe académica que se vinha consolidando e que só fora quebrada na temporada anterior, a Briosa alcançaria a manutenção pelo pé de Joeano, que com a despromoção à vista salvava a Briosa do inferno, nos derradeiros minutos do último jogo, frente ao Marítimo, convertendo um penalty providencial para os de negro, quando já se chorava a possível descida.
Presente temporada
Finalmente, a presente época, com nova revolução:Um novo treinador (Manuel Machado), dois novos adjuntos (José Augusto e José Nando), um novo técnico de guarda-redes (Zivanovic) e, para já, 15 novos atletas (Douglas, Sonkaya, Lino, Litos, Medeiros, Kaká, Paulo Sérgio, Pavlovic, Alexandre, Hélder Barbosa, Miguel Pedro, Raul Estevez, Dame N’Doye, Nestor Alvarez e Gyano).
Actualmente a Briosa está na 14.ª posição da tabela classificativa, num total de 16 equipas, somando 3 pontos em quinze possíveis.
Por mais que queira rebater-se a frieza dos números apresentados, a realidade global é a que se segue, desde que José Eduardo Simões chegou à Briosa e num (curto) período de 4 épocas e meia:
- 68 Novos jogadores contratados, a uma média de 15 novos jogadores por ano.
- 12 Novos técnicos contratados (13, se contarmos com a promoção de João Carlos Pereira), entre treinadores principais, adjuntos, preparadores físicos e técnicos de guarda-redes, a uma média de quase 3 técnicos por cada nova época desportiva.
- 43 Novos atletas estrangeiros, a uma média de 10 novos estrangeiros por temporada, 30 dos quais de nacionalidade brasileira, a uma média de cerca de 7 novos jogadores oriundos do Brasil em cada época.
Pois é…A frieza dos números dispensa mesmo qualquer comentário extra, explicando com clareza, quer as razões da ausência de bons resultados desportivos, (principalmente em comparação com clubes de dimensão e recursos bem inferiores, como por exemplo a Naval), quer ainda os motivos do significativo agravamento do passivo que se vem verificando, desde que José Eduardo Simões assumiu responsabilidades no elenco directivo da Briosa…
Os melhores e piores de Setembro
Os eleitos pelos caros condóminos como os melhores e piores de Setembro foram os seguintes:
Melhor Jogador: Nani;
Pior Jogador: Litos, Ezequias, Carlos Bueno, Andersson (Benfica) e Ricardo Costa;
Melhor Treinador: Paulo Bento;
Pior Treinador: Fernando Santos;
Melhor Árbitro: Carlos Xistra;
Pior Árbitro: João Ferreira
Melhor Jogador: Nani;
Pior Jogador: Litos, Ezequias, Carlos Bueno, Andersson (Benfica) e Ricardo Costa;
Melhor Treinador: Paulo Bento;
Pior Treinador: Fernando Santos;
Melhor Árbitro: Carlos Xistra;
Pior Árbitro: João Ferreira
O Milagre segundo José Couceiro
José Couceiro, depois de ter sujeito os seus jogadores a um espectáculo pouco edificante na conferência de imprensa de Domingo, quase ao jeito de "Perdoa-me", veio, ontem, solicitar à Comunicação Social que se abstenha de criticar a selecção que dirige.
Confesso que nunca percebi muito bem esta psicose dos treinadores lusos com a crítica.
Parece-me sempre um exercício de menoridade em relação aos jogadores, quais peças de porcelana chinesa.
Bem sei que muitos dos nossos jogadores têm cabeças muitas pequeninas, que ao mínimo juízo depreciativo entram em sobressalto.
Mas, não será, a crítica uma circunstância potenciadora da superação?
Não caberá ao treinador trabalhar, também, esse aspecto?
Não será ao treinador que competirá criar o caldo de confiança necessário à superação do estado depressivo em ordem à transposição do desafio?
Parece-me que sim.
Couceiro opta pela via mais fácil e tão portuguesa.
Problema que não se fala, não existe.
Esconde-se a realidade em ordem à sua mistificação.
Sossegam-se as consciências, pois que a sua responsabilização é fardo insuportável.
Chegou a hora do tudo ou nada.
A Selecção Nacional de Sub-21 tem esta noite pela frente uma tarefa mais do que complicada, muito difícil de superar.
Há que ganhar por três golos de diferença.
É tremendamente complicado, já se sabe, mas impossível nunca.
A história do futebol está recheada de surpresas, de resultados impensáveis e de reviravoltas fantásticas.
Acreditar e arriscar.
Estes são os verbos mais conjugados.
Pelo que se viu em Moscovo, Portugal tem potencial para derrotar a Rússia e mesmo por três golos de diferença.
Como Couceiro confessou que em termos tácticos vai mudar alguma coisa, não será de excluir que Portugal apareça com um esquema diferente e muito mais arrojado.
É bem possível que aposte em três defesas (Amoreirinha, Manuel da Costa e Miguel Veloso), na velocidade e capacidade de desequilibrar dos alas (Filipe Oliveira de certeza na direita, Diogo Valente talvez na esquerda) e, do meio-campo para a frente, tendo Organista e Moutinho a lançar um trio de quem se espera produtividade: Varela, Ricardo Vaz Té e Yannick Djaló.
Veremos do que serão capazes.
Talento não lhes falta.
Assim a "estrelinha" da sorte os ilumine.
Confesso que nunca percebi muito bem esta psicose dos treinadores lusos com a crítica.
Parece-me sempre um exercício de menoridade em relação aos jogadores, quais peças de porcelana chinesa.
Bem sei que muitos dos nossos jogadores têm cabeças muitas pequeninas, que ao mínimo juízo depreciativo entram em sobressalto.
Mas, não será, a crítica uma circunstância potenciadora da superação?
Não caberá ao treinador trabalhar, também, esse aspecto?
Não será ao treinador que competirá criar o caldo de confiança necessário à superação do estado depressivo em ordem à transposição do desafio?
Parece-me que sim.
Couceiro opta pela via mais fácil e tão portuguesa.
Problema que não se fala, não existe.
Esconde-se a realidade em ordem à sua mistificação.
Sossegam-se as consciências, pois que a sua responsabilização é fardo insuportável.
Chegou a hora do tudo ou nada.
A Selecção Nacional de Sub-21 tem esta noite pela frente uma tarefa mais do que complicada, muito difícil de superar.
Há que ganhar por três golos de diferença.
É tremendamente complicado, já se sabe, mas impossível nunca.
A história do futebol está recheada de surpresas, de resultados impensáveis e de reviravoltas fantásticas.
Acreditar e arriscar.
Estes são os verbos mais conjugados.
Pelo que se viu em Moscovo, Portugal tem potencial para derrotar a Rússia e mesmo por três golos de diferença.
Como Couceiro confessou que em termos tácticos vai mudar alguma coisa, não será de excluir que Portugal apareça com um esquema diferente e muito mais arrojado.
É bem possível que aposte em três defesas (Amoreirinha, Manuel da Costa e Miguel Veloso), na velocidade e capacidade de desequilibrar dos alas (Filipe Oliveira de certeza na direita, Diogo Valente talvez na esquerda) e, do meio-campo para a frente, tendo Organista e Moutinho a lançar um trio de quem se espera produtividade: Varela, Ricardo Vaz Té e Yannick Djaló.
Veremos do que serão capazes.
Talento não lhes falta.
Assim a "estrelinha" da sorte os ilumine.
Interrogações a antecipar o Mercado de Janeiro
A propósito da notícia da "passagem" para a carteira de clientes de Jorge Mendes de João Moutinho, outras considerações mais profundas sobre transferências de jogadores no mercado de Janeiro me assaltam.
Moutinho e/ou Nani saiem?
Lucho e/ou Anderson serão transferidos?
Simão abandonará o SLBenfica?
O FCPorto adquirirá Roland Linz?
Luís Filipe e Madrid serão aquisições do SLBenfica?
Irá o FCPorto adquirir um central e um lateral esquerdo?
O Sporting adquirirá um lateral direito?
Beto e Marco Ferreira serão, finalmente, dispensados?
Mantorras será emprestado?
Tello renovará ou sairá?
Gostaria de saber a vossa opinião sobre estas e outras questões.
Moutinho e/ou Nani saiem?
Lucho e/ou Anderson serão transferidos?
Simão abandonará o SLBenfica?
O FCPorto adquirirá Roland Linz?
Luís Filipe e Madrid serão aquisições do SLBenfica?
Irá o FCPorto adquirir um central e um lateral esquerdo?
O Sporting adquirirá um lateral direito?
Beto e Marco Ferreira serão, finalmente, dispensados?
Mantorras será emprestado?
Tello renovará ou sairá?
Gostaria de saber a vossa opinião sobre estas e outras questões.
segunda-feira, outubro 09, 2006
Aqui está! Isidoro no seu melhor

De árbitro a cantor.
Gravou em 2003 um CD nos Estúdios Produsom Viseu com 12 temas - título “MEMÓRIAS” e “MIX MEMÓRIAS”, em 2004 edita novo trabalho “LAÇOS DE AMOR”.
Actualmente está a gravar o seu terceiro álbum.
A notícia, se calhar não tão bombástica assim mas de qualquer modo significativa: Isidoro Rodrigues é cantor!
Depois de Neno, O Guarda-Redes cantor, o Júlio Iglésias Português (e protagonista de um dos mais macabros incidentes que o futebol português já viu, quando numa defesa mais efusiva abocanhou as redes, ficando pendurado e deslocando o maxilar), é o homem de preto que se lança nas lides.
Parece que a sua "música" oscila entre o pimba (no refrão) e o canto gregoriano (nos versos) e que as suas actuações se caracterizam pelo agitar do braço direito estalando os dedos.
Colunas de Opinião
Inicia-se, amanhã, o ciclo de artigos de opinião editados pelos nossos caros condóminos.
Sem prejuízo da edição de post´s sobre a actualidade, o condómino Vermelho Nunca iniciará a redacção de textos de opinião em representação do Sporting, seguindo-se, na Quarta-Feira, o condómino Fura-Redes em representação do FCPorto e o condómino Cavungi, na Quinta-Feira, em representação do SLBenfica.
Peço-vos que enviem os vossos textos para o meu e-mail para posterior publicação (no dia anterior ou no próprio dia até às 11h00).
Renovo o meu apelo a uma participação mais alargada, mormente dos condóminos que ainda não manifestaram a sua disponibilidade para tal.
Sem prejuízo da edição de post´s sobre a actualidade, o condómino Vermelho Nunca iniciará a redacção de textos de opinião em representação do Sporting, seguindo-se, na Quarta-Feira, o condómino Fura-Redes em representação do FCPorto e o condómino Cavungi, na Quinta-Feira, em representação do SLBenfica.
Peço-vos que enviem os vossos textos para o meu e-mail para posterior publicação (no dia anterior ou no próprio dia até às 11h00).
Renovo o meu apelo a uma participação mais alargada, mormente dos condóminos que ainda não manifestaram a sua disponibilidade para tal.
Liga dos Astros
Inicia-se, hoje, o 1º período de "transferências".
A partir deste momento poderão proceder a 3 alterações no plantel.
Os critérios a observar mantêm-se inalterados, pelo que a limitação de jogadores por clube permanece válida, bem como as restrições ao número de jogadores por posição.
Terão que indicar os jogadores a substituir, posição e clube a que pertencem, realizando idêntico exercício no respeitante ao jogador a entrar no plantel.
A partir deste momento poderão proceder a 3 alterações no plantel.
Os critérios a observar mantêm-se inalterados, pelo que a limitação de jogadores por clube permanece válida, bem como as restrições ao número de jogadores por posição.
Terão que indicar os jogadores a substituir, posição e clube a que pertencem, realizando idêntico exercício no respeitante ao jogador a entrar no plantel.
Eleição dos melhores de Setembro
Proponho-vos a eleição do melhor jogador, treinador e árbitro de cada mês.
No final da época, apurar-se-á o melhor do ano em cada uma daquelas categorias, através da soma das distinções mensais atribuídas.
Em relação ao mês de Setembro, os meus eleitos são os seguintes:
Melhor Jogador: Nani;
Melhor Treinador: Carlos Carvalhal;
Melhor Árbitro: Carlos Xistra;
Aguardo as vossas opiniões.
No final da época, apurar-se-á o melhor do ano em cada uma daquelas categorias, através da soma das distinções mensais atribuídas.
Em relação ao mês de Setembro, os meus eleitos são os seguintes:
Melhor Jogador: Nani;
Melhor Treinador: Carlos Carvalhal;
Melhor Árbitro: Carlos Xistra;
Aguardo as vossas opiniões.
Entrevista de PC ao Jogo
Para serenar os ânimos, Pinto da Costa deu uma entrevista ao órgão oficial do clube.
Aqui ficam alguns excertos:
"Mas foram duas derrotas claras e isso certamente não pode ser considerado normal...
A derrota no Arsenal tem que ser considerada, não normal, porque uma derrota nunca é normal, mas compreensível, na medida em que o Arsenal foi finalista vencido da Liga dos Campeões, é uma equipa poderosíssima e fez um grande jogo, o que elimina qualquer hipótese de falar em escândalo. Agora, em Braga, perder até pode não ser muito anormal, mas houve uma forma de encarar a partida por parte de alguns jogadores que levou a que, no final do encontro, tenhamos que reconhecer que o Braga venceu bem, porque todos os que estiveram em campo deram o máximo e quando assim acontece, se não houver o mesmo empenho do outro lado, ganha-se. Já reflectimos todos, técnicos e equipa incluídos, sobre o que se passou e tenho a certeza absoluta que não se vai voltar a repetir.
Essa derrota em Braga aconteceu no início de um ciclo particularmente complicado para o FC Porto, com dois clássicos na agenda.
Isso é motivo para preocupações especiais?
Não. O campeonato é uma prova de regularidade na qual temos que jogar contra todos os adversários. Se os clássicos acontecem em Março ou em Janeiro é indiferente, porque no final é que se fazem as contas e não vejo aí nenhum motivos especial de preocupação. A equipa tem que reagir a estas duas derrotas e estou certo que já no próximo jogo, com o Marítimo, a atitude vai ser totalmente diferente daquela que vimos em Braga.
Já disse que a mudança de treinador influenciou a preparação da temporada. A saída de Adriaanse apanhou de surpresa meio Mundo. E a si?
Acho que a saída dele apanhou toda a gente de surpresa, sem excepções. Tinha ido ao estágio, no dia do seu aniversário, para o poder festejar com ele. Confraternizamos amigavelmente e tudo se estava a processar normalmente, nada fazendo prever que isto pudesse suceder. A verdade é que fomos surpreendidos com esse facto e houve que encará-lo. O treinador abandonou o trabalho, considerou-se afastado e temos o problema para resolução na FIFA, o que me parece ser a única via possível. Se quando um clube não cumpre o contrato com o seu treinador até ao final tem que lhe pagar, é óbvio que, quando um treinador, sem qualquer justificação, sem falar com ninguém, sai porta fora e abandona a equipa no estágio em vésperas de um jogo importante como era o que tinhamos em Inglaterra, é óbvio, dizia, que também temos que ser ressarcidos por isso. Até porque o seu abandono levou a que, para garantirmos a contratação de Jesualdo Ferreira, tivessemos que pagar uma indemnização ao Boavista.
Depois da forma como aconteceu a saída de Adriaanse, Jesualdo Ferreira foi a escolha possível?
Não, foi claramente a primeira escolha. Com a condição de se chegar a um entendimento com o Boavista, foi a primeira escolha. O professor sabe-o bem; o Boavista também, mas tínhamos alternativas para o caso de não ser possível esse acordo.
O facto ter assinado apenas um ano de contrato, pelo menos para já, foi uma forma de precaução depois da experiência com Adriaanse?
Não, quem conhece o professor Jesualdo Ferreira - e eu conheço-o há muitos anos - sabe que ele seria incapaz de tomar uma atitude dessas. Para mim, o professor Jesualdo até podia nem ter contrato que eu continuaria descansado. Estou seguro de que vai ficar não só este ano, nem dois; estou convencido de que vai ficar muitos mais.
Vai propor-lhe isso?
Sim, sim. Ele sabe. Temos conversado sobre o que pretendo para o futuro, e também sei o que ele pensa. Estou tranquilo a esse respeito.
E sobre Anderson, os adeptos do FC Porto podem ou não estar tranquilos depois das notícias sobre um eventual negócio com o Barcelona?
Olhe, o doutor Miguel Sousa Tavares, por exemplo, escreveu que constava que Pinto da Costa tinha vendido dez por cento do Anderson. Curiosamente, nesse mesmo dia, não só não vendi como comprei mais 15. O FC Porto tinha só 65 por cento e passou a ter 80. Mas, dito e escrito por ele, as pessoas são levadas a acreditar no contrário. Optámos por comprar, sacrificando os resultados imediatos em termos de exercício financeiro, dando preferência a um património desportivo mais valioso com um activo que nos possa tranquilizar em relação aos resultados negativos que, por opção, apresentaremos nas contas.
O acesso aos oitavos-de-final é o objectivo mínimo?
O objectivo mínimo seria o que não conseguimos na última temporada, que foi o apuramento para a UEFA. A UEFA também pode ser muito rentável, como foi há poucos anos para o FC Porto, aliás, mais rentável que muitas participações na Liga dos Campeões. Esse é o objectivo mínimo. O objectivo que traçámos é de facto o acesso aos oitavos-de-final, com a consciência que a partir daí tudo pode acontecer, mas que é uma prova muito difícil.
O FC Porto vai apresentar contas negativas nos próximos dias. Há razões para preocupações?
As contas são negativas mas por opção consciente. Se quisessemos apresentar contas positivas, bastava vender talvez um jogador e dois chegava de certeza absoluta. Foi uma opção não o fazer e ter esse resultado negativo e não estar demasiado preocupado com isso, na medida que é um património que se está a valorizar aquele que mantivemos em desfavor dos resultados.
Entretanto, têm-se registado algumas evoluções no processo Apito Dourado...
Não posso falar sobre o processo, mas posso dizer que foram emitidas onze certidões em meu nome e nove já foram arquivadas e nem sequer fui ouvido. Há só duas coisas que quero referir a propósito desse assunto. A primeira, para sublinhar a isenção da Justiça, que está a funcionar. Desde a primeira hora, em que vi em alguns jornais as coisas mais absurdas. Segundo um jornal, um dos processo dever-se-ia ao facto de eu ter falsificado a assinatura de um jogador. Nunca apareceu nenhum processo, porque isso simplesmente não era verdade. Foi dito que eu falava com árbitros. Nunca telefonei a nenhum árbitro, nenhum pode dizer que alguma vez lhe liguei, nem que fosse para dar os parabéns no aniversário. O que alguns jornais fizeram, foi uma pressão enorme e miserável sobre a própria justiça, publicando falsidades. Só que, felizmente, a Justiça tem sabido decidir pelos factos e não pelas mentiras publicadas em alguma comunicação social.
A comunicação social também deu conta de novas escutas, envolvendo outros dirigentes. Ficou surpreendido?
Não, não me surpreendo nada que apareçam registos de escutas a telefonemas do presidente do Benfica. Aliás, o que me surpreende é que não apareçam mais coisas, como por exemplo os telefonemas feitos pelo senhor Veiga ao senhor Pinto de Sousa a pedir que determinado árbitro favoreça o Estoril. Não foi a dizer que tudo lhe corra bem, foi a pedir declaradamente que favoreça o Estoril. Curiosamente, sobre isso não foi tirada nenhuma certidão.
Hermínio Loureiro tomou recentemente posse como presidente da Liga. Como viu críticas que lhe foram dirigidas, ainda antes de tomar posse?
Quando foi da última eleição do Major Valentim Loureiro e do Doutor Cunha Leal para direcção da Liga, eu estive, como é público, na oposição. Tínhamos um candidato, que era o Doutor José Guilherme Aguiar, que não conseguiu sequer ir a votos por não ter as assinaturas necessarias, que eram 20 por cento dos votos. Disse na altura que, a partir desse momento, não teria nenhum relacionamento com a Liga. Limitei-me ao longo dos últimos anos, a pagar as multas com que era periodicamente brindado, e não tive nenhum relacionamento com a Liga. Em contrapartida, ficou célebre a frase do presidente do Benfica na altura quando, a propósito da nossa contratação do Jankauskas, afirmou que não estava preocupado com jogadores mas em ganhar lugares na Liga. Foi ele que impôs, segundo me contou o Major Valentim Loureiro, o nome de Cunha Leal para Director Executivo. Fê-lo como condição para manter o apoio ao Major que tinha já convidado o Eng. Paulo Carvalho, presidente do Rio Ave, para o cargo. O que acho interessante é que, quem escolheu o Director Executivo, quem apoiou o presidente, quem nomeou os detentores dos mais diversos cargos, quem disse que seria a APAF a indicar o presidente do Conselho de Arbitragem - sabendo-se exactamente quem a APAF indicaria - foi precisamente o presidente do Benfica. E também foi ele que, no final de uma mandato particularmente nocivo para o futebol português, veio dizer que era preciso renegenerar a Liga que ele próprio tinha feito e patrocionado.
E quer continuar?
Ainda falta muito. Estamos em Outubro e ainda faltam mais de seis meses para tomar essa decisão. Não posso dizer uma coisa concreta, porque não sou pessoa de gerir êxitos do passado. Quero sempre mais. Se vir que podemos fazer mais e coisas que gostava de deixar no FC Porto, é óbvio que, se tiver saúde, recandidato-me. Vamos ver se é possível levar a cabo o projecto com o qual gostaria de terminar a minha careira de presidente do FC Porto, concretamente o pavilhão gimnodesportivo, em frente ao Dragão. Esse é o meu objectivo prioritário, porque é uma necessidade premente para as modalidades. Se vir que há condições para avançar, é possível que me recandidate; de contrário, pode ser que não me recandidate. "
Aqui ficam alguns excertos:
"Mas foram duas derrotas claras e isso certamente não pode ser considerado normal...
A derrota no Arsenal tem que ser considerada, não normal, porque uma derrota nunca é normal, mas compreensível, na medida em que o Arsenal foi finalista vencido da Liga dos Campeões, é uma equipa poderosíssima e fez um grande jogo, o que elimina qualquer hipótese de falar em escândalo. Agora, em Braga, perder até pode não ser muito anormal, mas houve uma forma de encarar a partida por parte de alguns jogadores que levou a que, no final do encontro, tenhamos que reconhecer que o Braga venceu bem, porque todos os que estiveram em campo deram o máximo e quando assim acontece, se não houver o mesmo empenho do outro lado, ganha-se. Já reflectimos todos, técnicos e equipa incluídos, sobre o que se passou e tenho a certeza absoluta que não se vai voltar a repetir.
Essa derrota em Braga aconteceu no início de um ciclo particularmente complicado para o FC Porto, com dois clássicos na agenda.
Isso é motivo para preocupações especiais?
Não. O campeonato é uma prova de regularidade na qual temos que jogar contra todos os adversários. Se os clássicos acontecem em Março ou em Janeiro é indiferente, porque no final é que se fazem as contas e não vejo aí nenhum motivos especial de preocupação. A equipa tem que reagir a estas duas derrotas e estou certo que já no próximo jogo, com o Marítimo, a atitude vai ser totalmente diferente daquela que vimos em Braga.
Já disse que a mudança de treinador influenciou a preparação da temporada. A saída de Adriaanse apanhou de surpresa meio Mundo. E a si?
Acho que a saída dele apanhou toda a gente de surpresa, sem excepções. Tinha ido ao estágio, no dia do seu aniversário, para o poder festejar com ele. Confraternizamos amigavelmente e tudo se estava a processar normalmente, nada fazendo prever que isto pudesse suceder. A verdade é que fomos surpreendidos com esse facto e houve que encará-lo. O treinador abandonou o trabalho, considerou-se afastado e temos o problema para resolução na FIFA, o que me parece ser a única via possível. Se quando um clube não cumpre o contrato com o seu treinador até ao final tem que lhe pagar, é óbvio que, quando um treinador, sem qualquer justificação, sem falar com ninguém, sai porta fora e abandona a equipa no estágio em vésperas de um jogo importante como era o que tinhamos em Inglaterra, é óbvio, dizia, que também temos que ser ressarcidos por isso. Até porque o seu abandono levou a que, para garantirmos a contratação de Jesualdo Ferreira, tivessemos que pagar uma indemnização ao Boavista.
Depois da forma como aconteceu a saída de Adriaanse, Jesualdo Ferreira foi a escolha possível?
Não, foi claramente a primeira escolha. Com a condição de se chegar a um entendimento com o Boavista, foi a primeira escolha. O professor sabe-o bem; o Boavista também, mas tínhamos alternativas para o caso de não ser possível esse acordo.
O facto ter assinado apenas um ano de contrato, pelo menos para já, foi uma forma de precaução depois da experiência com Adriaanse?
Não, quem conhece o professor Jesualdo Ferreira - e eu conheço-o há muitos anos - sabe que ele seria incapaz de tomar uma atitude dessas. Para mim, o professor Jesualdo até podia nem ter contrato que eu continuaria descansado. Estou seguro de que vai ficar não só este ano, nem dois; estou convencido de que vai ficar muitos mais.
Vai propor-lhe isso?
Sim, sim. Ele sabe. Temos conversado sobre o que pretendo para o futuro, e também sei o que ele pensa. Estou tranquilo a esse respeito.
E sobre Anderson, os adeptos do FC Porto podem ou não estar tranquilos depois das notícias sobre um eventual negócio com o Barcelona?
Olhe, o doutor Miguel Sousa Tavares, por exemplo, escreveu que constava que Pinto da Costa tinha vendido dez por cento do Anderson. Curiosamente, nesse mesmo dia, não só não vendi como comprei mais 15. O FC Porto tinha só 65 por cento e passou a ter 80. Mas, dito e escrito por ele, as pessoas são levadas a acreditar no contrário. Optámos por comprar, sacrificando os resultados imediatos em termos de exercício financeiro, dando preferência a um património desportivo mais valioso com um activo que nos possa tranquilizar em relação aos resultados negativos que, por opção, apresentaremos nas contas.
O acesso aos oitavos-de-final é o objectivo mínimo?
O objectivo mínimo seria o que não conseguimos na última temporada, que foi o apuramento para a UEFA. A UEFA também pode ser muito rentável, como foi há poucos anos para o FC Porto, aliás, mais rentável que muitas participações na Liga dos Campeões. Esse é o objectivo mínimo. O objectivo que traçámos é de facto o acesso aos oitavos-de-final, com a consciência que a partir daí tudo pode acontecer, mas que é uma prova muito difícil.
O FC Porto vai apresentar contas negativas nos próximos dias. Há razões para preocupações?
As contas são negativas mas por opção consciente. Se quisessemos apresentar contas positivas, bastava vender talvez um jogador e dois chegava de certeza absoluta. Foi uma opção não o fazer e ter esse resultado negativo e não estar demasiado preocupado com isso, na medida que é um património que se está a valorizar aquele que mantivemos em desfavor dos resultados.
Entretanto, têm-se registado algumas evoluções no processo Apito Dourado...
Não posso falar sobre o processo, mas posso dizer que foram emitidas onze certidões em meu nome e nove já foram arquivadas e nem sequer fui ouvido. Há só duas coisas que quero referir a propósito desse assunto. A primeira, para sublinhar a isenção da Justiça, que está a funcionar. Desde a primeira hora, em que vi em alguns jornais as coisas mais absurdas. Segundo um jornal, um dos processo dever-se-ia ao facto de eu ter falsificado a assinatura de um jogador. Nunca apareceu nenhum processo, porque isso simplesmente não era verdade. Foi dito que eu falava com árbitros. Nunca telefonei a nenhum árbitro, nenhum pode dizer que alguma vez lhe liguei, nem que fosse para dar os parabéns no aniversário. O que alguns jornais fizeram, foi uma pressão enorme e miserável sobre a própria justiça, publicando falsidades. Só que, felizmente, a Justiça tem sabido decidir pelos factos e não pelas mentiras publicadas em alguma comunicação social.
A comunicação social também deu conta de novas escutas, envolvendo outros dirigentes. Ficou surpreendido?
Não, não me surpreendo nada que apareçam registos de escutas a telefonemas do presidente do Benfica. Aliás, o que me surpreende é que não apareçam mais coisas, como por exemplo os telefonemas feitos pelo senhor Veiga ao senhor Pinto de Sousa a pedir que determinado árbitro favoreça o Estoril. Não foi a dizer que tudo lhe corra bem, foi a pedir declaradamente que favoreça o Estoril. Curiosamente, sobre isso não foi tirada nenhuma certidão.
Hermínio Loureiro tomou recentemente posse como presidente da Liga. Como viu críticas que lhe foram dirigidas, ainda antes de tomar posse?
Quando foi da última eleição do Major Valentim Loureiro e do Doutor Cunha Leal para direcção da Liga, eu estive, como é público, na oposição. Tínhamos um candidato, que era o Doutor José Guilherme Aguiar, que não conseguiu sequer ir a votos por não ter as assinaturas necessarias, que eram 20 por cento dos votos. Disse na altura que, a partir desse momento, não teria nenhum relacionamento com a Liga. Limitei-me ao longo dos últimos anos, a pagar as multas com que era periodicamente brindado, e não tive nenhum relacionamento com a Liga. Em contrapartida, ficou célebre a frase do presidente do Benfica na altura quando, a propósito da nossa contratação do Jankauskas, afirmou que não estava preocupado com jogadores mas em ganhar lugares na Liga. Foi ele que impôs, segundo me contou o Major Valentim Loureiro, o nome de Cunha Leal para Director Executivo. Fê-lo como condição para manter o apoio ao Major que tinha já convidado o Eng. Paulo Carvalho, presidente do Rio Ave, para o cargo. O que acho interessante é que, quem escolheu o Director Executivo, quem apoiou o presidente, quem nomeou os detentores dos mais diversos cargos, quem disse que seria a APAF a indicar o presidente do Conselho de Arbitragem - sabendo-se exactamente quem a APAF indicaria - foi precisamente o presidente do Benfica. E também foi ele que, no final de uma mandato particularmente nocivo para o futebol português, veio dizer que era preciso renegenerar a Liga que ele próprio tinha feito e patrocionado.
E quer continuar?
Ainda falta muito. Estamos em Outubro e ainda faltam mais de seis meses para tomar essa decisão. Não posso dizer uma coisa concreta, porque não sou pessoa de gerir êxitos do passado. Quero sempre mais. Se vir que podemos fazer mais e coisas que gostava de deixar no FC Porto, é óbvio que, se tiver saúde, recandidato-me. Vamos ver se é possível levar a cabo o projecto com o qual gostaria de terminar a minha careira de presidente do FC Porto, concretamente o pavilhão gimnodesportivo, em frente ao Dragão. Esse é o meu objectivo prioritário, porque é uma necessidade premente para as modalidades. Se vir que há condições para avançar, é possível que me recandidate; de contrário, pode ser que não me recandidate. "
sexta-feira, outubro 06, 2006
Selecção Nacional
José António, chamado pela primeira vez por Luiz Felipe Scolari, é o candidato principal a ocupar o lugar deixado em aberto por Fernando Meira, dispensado por lesão.
O defesa-central do Borússia de Moenchangladbach alinhou ontem pela formação titular, ao lado de Ricardo Carvalho, sinal de que será ele o eleito do seleccionador para o jogo com o Azerbaijão, amanhã, no Estádio do Bessa.
Trata-se de uma aposta com a qual me congratulo.
José António é, sem sombra de dúvida, um dos melhores centrais portugueses da actualidade.
É daqueles jogadores de quem se pode dizer ter passado ao lado de uma grande carreira.
Contratado pelo FCPorto ainda jovem, foi sendo, sucessivamente, emprestado até à desvinculação definitiva.
Sucessivas adaptações às laterais foram atrasando a sua afirmação plena e o reconhecimento do seu valor.
Fez três épocas de grande nível na Briosa, formando com Zé Castro uma dupla quase perfeita.
Excelente sentido posicional, bom jogo aéreo, bom tempo de entrada aos lance, velocidade e capacidade de sair com a bola jogável q.b., fazem deste central um dos bons valores do futebol nacional.
Pena foi que tivesse que emigrar para ver reconhecido todo o seu potencial.
Jogar com Ricardo Carvalho nem será para si uma descoberta, dado que já o fez quando ambos coexistiram no Alverca.
O concorrente ao lugar, Ricardo Rocha, alinhou ontem pela equipa dos não titulares, ao lado do jovem Manuel da Costa, e, apesar de ter realizado um treino satisfatório, deverá sentar-se amanhã no banco de suplentes.
No entanto, a meio do apronto, o defesa-central benfiquista ainda teve ocasião de trocar de colete, precisamente com José António, passando a actuar pela equipa titular.
Luiz Felipe Scolari não deverá, contudo, facilitar diante do Azerbaijão, voltando a apostar nos mesmos elementos que têm constituído a espinha dorsal da selecção portuguesa.
Assim, pelo que foi dado a observar durante a sessão de treino da tarde, no Estádio Nacional, Ricardo deverá manter-se-à na baliza, embora, refira-se, não seja de estranhar que o técnico prepare uma surpresa, entregando a titularidade a Quim.
Ao fim e ao cabo, seria uma prova de confiança do seleccionador nas capacidades do guarda-redes do Benfica, após o golo infeliz que sofreu ante o Paços de Ferreira.
Depois, à frente dele ou de Ricardo, posicionar-se-ão Miguel, sobre o lado direito, Ricardo Carvalho e José António ao centro e Nuno Valente na ala esquerda.
O meio-campo, ao que tudo indica, será composto por Costinha, Maniche e Deco e a linha avançada formada por Simão à esquerda, Cristiano Ronaldo à direita e Nuno Gomes como elemento mais avançado.
É imperioso vencer Azerbeijão e Polónia.
O defesa-central do Borússia de Moenchangladbach alinhou ontem pela formação titular, ao lado de Ricardo Carvalho, sinal de que será ele o eleito do seleccionador para o jogo com o Azerbaijão, amanhã, no Estádio do Bessa.
Trata-se de uma aposta com a qual me congratulo.
José António é, sem sombra de dúvida, um dos melhores centrais portugueses da actualidade.
É daqueles jogadores de quem se pode dizer ter passado ao lado de uma grande carreira.
Contratado pelo FCPorto ainda jovem, foi sendo, sucessivamente, emprestado até à desvinculação definitiva.
Sucessivas adaptações às laterais foram atrasando a sua afirmação plena e o reconhecimento do seu valor.
Fez três épocas de grande nível na Briosa, formando com Zé Castro uma dupla quase perfeita.
Excelente sentido posicional, bom jogo aéreo, bom tempo de entrada aos lance, velocidade e capacidade de sair com a bola jogável q.b., fazem deste central um dos bons valores do futebol nacional.
Pena foi que tivesse que emigrar para ver reconhecido todo o seu potencial.
Jogar com Ricardo Carvalho nem será para si uma descoberta, dado que já o fez quando ambos coexistiram no Alverca.
O concorrente ao lugar, Ricardo Rocha, alinhou ontem pela equipa dos não titulares, ao lado do jovem Manuel da Costa, e, apesar de ter realizado um treino satisfatório, deverá sentar-se amanhã no banco de suplentes.
No entanto, a meio do apronto, o defesa-central benfiquista ainda teve ocasião de trocar de colete, precisamente com José António, passando a actuar pela equipa titular.
Luiz Felipe Scolari não deverá, contudo, facilitar diante do Azerbaijão, voltando a apostar nos mesmos elementos que têm constituído a espinha dorsal da selecção portuguesa.
Assim, pelo que foi dado a observar durante a sessão de treino da tarde, no Estádio Nacional, Ricardo deverá manter-se-à na baliza, embora, refira-se, não seja de estranhar que o técnico prepare uma surpresa, entregando a titularidade a Quim.
Ao fim e ao cabo, seria uma prova de confiança do seleccionador nas capacidades do guarda-redes do Benfica, após o golo infeliz que sofreu ante o Paços de Ferreira.
Depois, à frente dele ou de Ricardo, posicionar-se-ão Miguel, sobre o lado direito, Ricardo Carvalho e José António ao centro e Nuno Valente na ala esquerda.
O meio-campo, ao que tudo indica, será composto por Costinha, Maniche e Deco e a linha avançada formada por Simão à esquerda, Cristiano Ronaldo à direita e Nuno Gomes como elemento mais avançado.
É imperioso vencer Azerbeijão e Polónia.
quarta-feira, outubro 04, 2006
A imagem que faltava
Aqui está a fotografia que faltava neste blog.
Uma imagem do inspirador do nick de um dos condóminos deste espaço.
Figura exótica do pontapé na bola, Cavungi foi mais um dos jogadores das ex-colónias que arribou ao Benfica.
Chegou em meados de 70 e por lá foi ficando.
Primeiro, como esperança; depois, como esperança adiada; finalmente, como esperança não confirmada.
Enfim, ser titular naquela linha avançada não era para qualquer um.
O Cavungi lá rumou, nos inícios de 80, para o Braga, em 82/83 já estava no Ginásio de Alcobaça, equipa que passou como um OVNI pela Primeira Divisão.
Lembram-se de quem foi o presidente que colocou o Alcobaça na Primeira e que depois quase levou o clube à extinção?
O não menos exótico e mítico Guerra Madaleno.
Uma imagem do inspirador do nick de um dos condóminos deste espaço.
Figura exótica do pontapé na bola, Cavungi foi mais um dos jogadores das ex-colónias que arribou ao Benfica.
Chegou em meados de 70 e por lá foi ficando.
Primeiro, como esperança; depois, como esperança adiada; finalmente, como esperança não confirmada.
Enfim, ser titular naquela linha avançada não era para qualquer um.
O Cavungi lá rumou, nos inícios de 80, para o Braga, em 82/83 já estava no Ginásio de Alcobaça, equipa que passou como um OVNI pela Primeira Divisão.
Lembram-se de quem foi o presidente que colocou o Alcobaça na Primeira e que depois quase levou o clube à extinção?
O não menos exótico e mítico Guerra Madaleno.
Árbitros e suas remunerações
O amigo Carlos já aqui o tinha dito, mas ora publico sob a forma de post a tabela de remunerações dos árbitros.
A actual tabela de remunerações entrou em vigor em 2005 e inclui diversas formas de retribuição pelo serviço que árbitros e auxiliares prestam no futebol.
O dinheiro que recebem está, em grande parte, ligada aos jogos que dirigem.
Mais partidas costumam significar mais dinheiro, embora a relação possa não ser linear, uma vez que existe uma diferença entre a Liga e a Liga de Honra.
A tabela é a seguinte:
Árbitros: jogo da Bwin Liga, 850 euros; jogo da Liga de Honra, 620
Auxiliares: jogo da Bwin Liga, 425 euros cada; jogo da Liga de Honra, 310 euros cada.
Quarto árbitro: jogo da Bwin Liga, um pouco mais de 200 euros cada; jogo da Liga de Honra, cerca de 200 euros cada.
Os observadores dos árbitros recebem 150 euros por cada jogo em que são chamados a intervir. O seu papel é analisar o trabalho da equipa de arbitragem e escrever um relatório que é depois enviado para a Liga.
Além destas verbas, que são a principal remuneração, os árbitros auferem ainda 320 euros mensais (pagos onze vezes por ano) a título de subsídio de treino.
Quando se deslocam para os jogos, os árbitros têm direito a um subsídio de transporte, na forma de uma verba paga ao quilómetro.
A tarifa actual estipula o pagamento de 37 centimos por quilómetro. Sempre que possível, a equipa de arbitragem viaja junta.
Se por acaso os jogos que dirigem se disputam em dias úteis, árbitros e auxiliares recebem 80 euros cada, como compensação pelo dia de trabalho que perdem.
Por último, desde a época passada têm participação no dinheiro que a Liga recebe pelo patrocínio exposto no equipamento da equipa de arbitragem.
Feitas as contas...
Esta época, os árbitros mais experientes já realizaram, quase todos, quatro jogos. Ou seja, descansaram um fim-de-semana e apitaram nos restantes.
A maioria dirigiu dois/três jogos da Liga, o que é normal, uma vez que são os mais categorizados e por isso são escolhidos mais vezes para as partidas mais mediáticas e complicadas.
Feitas as contas, um árbitro poderá ter ganho em quatro fins-de-semana qualquer coisa como 3500 euros, mais a parte correspondente aos quilómetros e o que deriva do patrocínio no equipamento da equipa de arbitragem.
Tudo somado, se não tiver problemas, um árbitro poderá ganhar mais de 20 mil euros por ano, uma verba a que é preciso subtrair os impostos (regime idêntico aos jogadores).
Muito, pouco?
A actual tabela de remunerações entrou em vigor em 2005 e inclui diversas formas de retribuição pelo serviço que árbitros e auxiliares prestam no futebol.
O dinheiro que recebem está, em grande parte, ligada aos jogos que dirigem.
Mais partidas costumam significar mais dinheiro, embora a relação possa não ser linear, uma vez que existe uma diferença entre a Liga e a Liga de Honra.
A tabela é a seguinte:
Árbitros: jogo da Bwin Liga, 850 euros; jogo da Liga de Honra, 620
Auxiliares: jogo da Bwin Liga, 425 euros cada; jogo da Liga de Honra, 310 euros cada.
Quarto árbitro: jogo da Bwin Liga, um pouco mais de 200 euros cada; jogo da Liga de Honra, cerca de 200 euros cada.
Os observadores dos árbitros recebem 150 euros por cada jogo em que são chamados a intervir. O seu papel é analisar o trabalho da equipa de arbitragem e escrever um relatório que é depois enviado para a Liga.
Além destas verbas, que são a principal remuneração, os árbitros auferem ainda 320 euros mensais (pagos onze vezes por ano) a título de subsídio de treino.
Quando se deslocam para os jogos, os árbitros têm direito a um subsídio de transporte, na forma de uma verba paga ao quilómetro.
A tarifa actual estipula o pagamento de 37 centimos por quilómetro. Sempre que possível, a equipa de arbitragem viaja junta.
Se por acaso os jogos que dirigem se disputam em dias úteis, árbitros e auxiliares recebem 80 euros cada, como compensação pelo dia de trabalho que perdem.
Por último, desde a época passada têm participação no dinheiro que a Liga recebe pelo patrocínio exposto no equipamento da equipa de arbitragem.
Feitas as contas...
Esta época, os árbitros mais experientes já realizaram, quase todos, quatro jogos. Ou seja, descansaram um fim-de-semana e apitaram nos restantes.
A maioria dirigiu dois/três jogos da Liga, o que é normal, uma vez que são os mais categorizados e por isso são escolhidos mais vezes para as partidas mais mediáticas e complicadas.
Feitas as contas, um árbitro poderá ter ganho em quatro fins-de-semana qualquer coisa como 3500 euros, mais a parte correspondente aos quilómetros e o que deriva do patrocínio no equipamento da equipa de arbitragem.
Tudo somado, se não tiver problemas, um árbitro poderá ganhar mais de 20 mil euros por ano, uma verba a que é preciso subtrair os impostos (regime idêntico aos jogadores).
Muito, pouco?
O Novo Presidente da Liga
Estava a preparar a elaboração de um texto sobre o novo Presidente da Liga, quando me deparei com um escrito da autoria de David Borges, que se mostra coincidente com o meu pensar sobre o novel dirigente do organismo que tutela o futebol profissional.
Deste modo, com a devida vénia, passo a transcrever os segmentos do citado texto com os quais me identifico:
"(...) Teria, sem dúvida, aplaudido Hermínio Loureiro se ele se tivesse referido à vergonha das fugas de informação e a todas as outras vergonhas; a vergonha dos amiguismos, das cunhas e da falta de pudor que se revelam nos diálogos telefónicos interceptados pela investigação do processo e a vergonha das interferências na verdade desportiva das competições e no rigor das observações e classificações dos árbitros.
E se se tivesse ficado pela defesa do protagonismo dos jogadores e treinadores e ainda mais se tivesse acrescentado que dessa área do protagonismo se deveriam ausentar os dirigentes, fixando-se na sua área de intervenção, que é a boa gestão dos clubes e das outras entidades do futebol.
Hermínio Loureiro, em rigor, fez, afinal, o elogio dos que estão descredibilizados, não lembrando ao diabo a referência à ventoínha que espalha lama pelas pessoas, como não houvesse lama atirada à cara do futebol pelas tantas e tão bem identificadas as pessoas que protagonizaram os inesquecíveis diálogos captados pela investigação do Apito Dourado, reveladores de um alto sentido ético e de uma requintada educação e, ainda por cima, conseguiu realizar a quadradutura do círculo ao dizer que, no fim de contas, o protagonismo no futebol deve ser de todos, porque “o futebol é dos jogadores, dos treinadores, dos adeptos e dos dirigentes…”
O novo líder da Liga foi, é verdade, muito afirmativo, na multiplicação do “comigo aqui” e espero bem que “com ele ali” tudo venha a melhorar.
Mas acabou por ser pouco afirmativo na sua necessária descolagem do pantanoso chão em que se tem arrastado o jogo.
Mas como poderia (ou pode) ele descolar se estava (está e estará) sob o atento escrutínio das figuras (algumas presentes na sala de posse) que têm os seus nomes ligados à vergonha do Apito Dourado?
No fim de tudo, reconheço que eram muito elevadas as minhas expectativas.
E que Hermínio Loureiro não tem estatura para elas. Pode ser que cresça, mas não acredito. Os figurões do futebol português não deixarão que isso aconteça…"
Deste modo, com a devida vénia, passo a transcrever os segmentos do citado texto com os quais me identifico:
"(...) Teria, sem dúvida, aplaudido Hermínio Loureiro se ele se tivesse referido à vergonha das fugas de informação e a todas as outras vergonhas; a vergonha dos amiguismos, das cunhas e da falta de pudor que se revelam nos diálogos telefónicos interceptados pela investigação do processo e a vergonha das interferências na verdade desportiva das competições e no rigor das observações e classificações dos árbitros.
E se se tivesse ficado pela defesa do protagonismo dos jogadores e treinadores e ainda mais se tivesse acrescentado que dessa área do protagonismo se deveriam ausentar os dirigentes, fixando-se na sua área de intervenção, que é a boa gestão dos clubes e das outras entidades do futebol.
Hermínio Loureiro, em rigor, fez, afinal, o elogio dos que estão descredibilizados, não lembrando ao diabo a referência à ventoínha que espalha lama pelas pessoas, como não houvesse lama atirada à cara do futebol pelas tantas e tão bem identificadas as pessoas que protagonizaram os inesquecíveis diálogos captados pela investigação do Apito Dourado, reveladores de um alto sentido ético e de uma requintada educação e, ainda por cima, conseguiu realizar a quadradutura do círculo ao dizer que, no fim de contas, o protagonismo no futebol deve ser de todos, porque “o futebol é dos jogadores, dos treinadores, dos adeptos e dos dirigentes…”
O novo líder da Liga foi, é verdade, muito afirmativo, na multiplicação do “comigo aqui” e espero bem que “com ele ali” tudo venha a melhorar.
Mas acabou por ser pouco afirmativo na sua necessária descolagem do pantanoso chão em que se tem arrastado o jogo.
Mas como poderia (ou pode) ele descolar se estava (está e estará) sob o atento escrutínio das figuras (algumas presentes na sala de posse) que têm os seus nomes ligados à vergonha do Apito Dourado?
No fim de tudo, reconheço que eram muito elevadas as minhas expectativas.
E que Hermínio Loureiro não tem estatura para elas. Pode ser que cresça, mas não acredito. Os figurões do futebol português não deixarão que isso aconteça…"
Subscrevo na íntegra este artigo de José Diogo Quintela no Blog dos Gato Fedorento
"No Sábado, em Alvalade, houve um golo marcado com a mão.
Apesar de o árbitro o validar, apesar de Ronny, o marcador, negar tê-lo marcado com a mão, a verdade é que o golo é irregular.
É uma boa analogia para o que se passa nos bastidores do futebol português.
Os tribunais consideram as escutas inválidas, a lei pode ser inconstitucional, os intervenientes podem dizer que é uma “situação normal”. Mas a verdade é que as conversas tiveram lugar e que são criminosas.
Apesar disto se passar no futebol, não é nos jornais desportivos que lemos sobre estas coisas, é noutras publicações.
Por isso, num inquérito para o jornal Record, quando me perguntaram “o que gostaria de ler amanhã no Record?”, eu respondi “uma notícia qualquer sobre escutas e corrupção, que não seja primeiro dada nos jornais generalistas.”
Passados alguns dias, o director do Record, Alexandre Pais, escreveu isto:“José Diogo Quintela disse, nestas colunas, que gostaria de ler amanhã no Record "uma notícia qualquer sobre escutas e corrupção que não seja primeiro dada nos jornais generalistas".
Trata-se de um desejo difícil de concretizar, pois quando o futebol perder de todo a credibilidade - traído por aqueles a quem dá de comer - aos generalistas não faltarão outros temas para exibir barba rija. Mas, morto o futebol, o Record perderá a razão de existir. Que mexam no lixo que os tribunais largaram.
Nós pertencemos a um circo que vive de emoções - de golos e de erros, títulos e de frustrações. E não temos vergonha disso.”
Confesso-me espantado.
Por duas razões: primeiro, por dar mais importância a esta resposta do que à que eu dou à pergunta “Morangos com Açúcar ou Floribella”, de superior interesse.
Segundo, pela assunção sincera da conivência da imprensa desportiva com as burlas do futebol português.
Há conversas (que ninguém desmentiu) em que se fala de comprar árbitros para influenciar resultados. De jogos de futebol. Que é um desporto. Coberto pelos jornais desportivos. Não totalmente, digo eu.E Alexandre Pais vem dizer, com desfaçatez, que não vai mexer no “lixo que os tribunais largaram”.
Acho que não sabe que, ao não querer falar nisso, Alexandre Pais e os outros jornais desportivos estão, no mínimo, a forrar o caixote onde está esse lixo.
É que os tribunais podem ter largado o lixo, mas não foram os tribunais que o fizeram.
Foram aqueles que, pelos vistos, “dão de comer” aos jornais desportivos.
Curiosa expressão.
Julgava que quem dava de comer eram quem pagava, i.e. os leitores.
Pelos vistos, quem dá de comer são os dirigentes a quem os jornalistas prestam vassalagem. Aliás, exagero. Não são os jornalistas.
Quem, conscientemente, sonega informação aos leitores, não é um jornalista.
É, porventura, um divulgador da actividade desportiva. Faz agendas e dá resultados, vá lá. E a “morte do futebol”, em vez de ser evitada por este silêncio, é ajudada.
Gosto especialmente quando Alexandre Pais diz “. Nós pertencemos a um circo que vive de emoções – de golos e de erros, títulos e de frustrações.” Para já, porque é uma afirmação peca por defeito.
É preciso acrescentar que há emoções que são falsas, porque há golos roubados, erros combinados, títulos pagos e frustrações que não têm que ver com o que se passa no campo, mas sim com o que se passa num restaurante qualquer de beira de estrada, onde a um fiscal de linha é prometida uma meretriz e um telemóvel com 3G, novinho em folha.
Depois, gosto da frase porque parece estar a insinuar que quem silencia, fá-lo porque gosta de futebol.
Como se nós, os tagarelas e curiosos, não gostássemos. Não só isso, estamos a contribuir para a falada “morte do futebol”. E, como tal, para o fim da razão do Record existir. Mas, tão facilmente como Alexandre Pais diz isto, eu inverto o argumento: quem não gosta de futebol e contribui para a sua morte é quem silencia, e, se é para prestar esse serviço, se calhar não faz sentido o Record existir.
Quem diz Record, diz qualquer um dos outros dois diários desportivos que teimam em fingir que nada passa.
Alexandre Pais finaliza com “e não temos vergonha disso”. É de louvar a admissão, mas é redundante. Já se tinha percebido que não têm vergonha. Mas não são os únicos.
Ps – para mais informação, leiam este texto da Leonor Pinhão, n’A Bola.
A parte mais sumarenta é esta:"Há 20 anos, ou talvez mais, dois jogos decisivos da derradeira jornada de uma série qualquer dos campeonatos distritais de futebol terminaram com resultados impensáveis. Qualquer coisa como 18-6, um, e 21-7, o outro.Na altura eu era jornalista de A BOLA. Todos os domingos recebia as chamadas telefónicas dos correspondentes locais e tomava nota dos jogos e das classificações.
O despropósito dos números dos golos daqueles dois jogos motivou-me a querer saber porquê e como e quem.A curiosidade profissional foi rapidamente satisfeita.
Os dois clubes supergoleadores de terras vizinhas disputavam entre si a subida de escalão e estavam igualados em pontos a uma jornada do fim.
A temporada iria resolver-se pela diferença de golos. E até nesse pormenor as duas equipas rivais tinham um score idêntico.E todos tiveram a mesma ideia. Os guarda-redes das equipas adversárias foram amaciados, os árbitros foram sensibilizados, alguns jogadores das equipas pretendentes à subida rubricaram exibições não menos estranhas e marcaram golos na própria baliza. Os dois resultados avolumaram-se até ao ponto da demência.
E porquê?
Porque cada equipa tinha um espião no campo do adversário. A missão do espião era correr para o telefone do café mais próximo sempre que houvesse um golo e informar os da sua cor da marcha do marcador.Nunca dois espiões correram tanto e telefonaram tanto. E, assim, dentro das quatro linhas os jogadores iam sabendo como paravam as modas e os golos que tinham de deixar entrar, uns, e que tinham de marcar, outros.
A história tinha pinceladas neo-realistas.
Cheguei a falar com algumas testemunhas dos acontecimentos e houve uma (torcia pelo clube que acabou por ficar em segundo lugar e não subir) que me garantiu ter a GNR ajudado o clube adversário ao disponibilizar ao espião os meios sofisticados de comunicação telefónica da sua carrinha destacada para manter a segurança pública do espectáculo.
Recolhida esta primeira dose de informação dirigi-me ao mítico chefe de redacção de A BOLA, Vítor Santos, e, contando o que já sabia, pedi autorização para me deslocar até às duas localidades em questão para fazer uma reportagem.— Para fazer o quê? — perguntou o meu chefe.— Uma reportagem. Falar com os dirigentes, com os jogadores, com os espectadores…— Pois, pois…— Ia eu e um fotógrafo. É uma grande história, chefe! — insisti num entusiasmo pueril.Mas não tive sorte nenhuma.— Sabes, rapariga, eu acho melhor não tocar nisso — disse-me o Vítor Santos.Olhou-me nos olhos, inclinou-se para trás na sua cadeira de chefe e cruzou as mãos em cima da barriga.— Não tocar nisso?— Nem ao de leve. Essas coisas existem, sempre hão-de existir mas torná-las públicas faz mal ao futebol e nós, jornalistas, não podemos fazer mal ao futebol."
Apesar de o árbitro o validar, apesar de Ronny, o marcador, negar tê-lo marcado com a mão, a verdade é que o golo é irregular.
É uma boa analogia para o que se passa nos bastidores do futebol português.
Os tribunais consideram as escutas inválidas, a lei pode ser inconstitucional, os intervenientes podem dizer que é uma “situação normal”. Mas a verdade é que as conversas tiveram lugar e que são criminosas.
Apesar disto se passar no futebol, não é nos jornais desportivos que lemos sobre estas coisas, é noutras publicações.
Por isso, num inquérito para o jornal Record, quando me perguntaram “o que gostaria de ler amanhã no Record?”, eu respondi “uma notícia qualquer sobre escutas e corrupção, que não seja primeiro dada nos jornais generalistas.”
Passados alguns dias, o director do Record, Alexandre Pais, escreveu isto:“José Diogo Quintela disse, nestas colunas, que gostaria de ler amanhã no Record "uma notícia qualquer sobre escutas e corrupção que não seja primeiro dada nos jornais generalistas".
Trata-se de um desejo difícil de concretizar, pois quando o futebol perder de todo a credibilidade - traído por aqueles a quem dá de comer - aos generalistas não faltarão outros temas para exibir barba rija. Mas, morto o futebol, o Record perderá a razão de existir. Que mexam no lixo que os tribunais largaram.
Nós pertencemos a um circo que vive de emoções - de golos e de erros, títulos e de frustrações. E não temos vergonha disso.”
Confesso-me espantado.
Por duas razões: primeiro, por dar mais importância a esta resposta do que à que eu dou à pergunta “Morangos com Açúcar ou Floribella”, de superior interesse.
Segundo, pela assunção sincera da conivência da imprensa desportiva com as burlas do futebol português.
Há conversas (que ninguém desmentiu) em que se fala de comprar árbitros para influenciar resultados. De jogos de futebol. Que é um desporto. Coberto pelos jornais desportivos. Não totalmente, digo eu.E Alexandre Pais vem dizer, com desfaçatez, que não vai mexer no “lixo que os tribunais largaram”.
Acho que não sabe que, ao não querer falar nisso, Alexandre Pais e os outros jornais desportivos estão, no mínimo, a forrar o caixote onde está esse lixo.
É que os tribunais podem ter largado o lixo, mas não foram os tribunais que o fizeram.
Foram aqueles que, pelos vistos, “dão de comer” aos jornais desportivos.
Curiosa expressão.
Julgava que quem dava de comer eram quem pagava, i.e. os leitores.
Pelos vistos, quem dá de comer são os dirigentes a quem os jornalistas prestam vassalagem. Aliás, exagero. Não são os jornalistas.
Quem, conscientemente, sonega informação aos leitores, não é um jornalista.
É, porventura, um divulgador da actividade desportiva. Faz agendas e dá resultados, vá lá. E a “morte do futebol”, em vez de ser evitada por este silêncio, é ajudada.
Gosto especialmente quando Alexandre Pais diz “. Nós pertencemos a um circo que vive de emoções – de golos e de erros, títulos e de frustrações.” Para já, porque é uma afirmação peca por defeito.
É preciso acrescentar que há emoções que são falsas, porque há golos roubados, erros combinados, títulos pagos e frustrações que não têm que ver com o que se passa no campo, mas sim com o que se passa num restaurante qualquer de beira de estrada, onde a um fiscal de linha é prometida uma meretriz e um telemóvel com 3G, novinho em folha.
Depois, gosto da frase porque parece estar a insinuar que quem silencia, fá-lo porque gosta de futebol.
Como se nós, os tagarelas e curiosos, não gostássemos. Não só isso, estamos a contribuir para a falada “morte do futebol”. E, como tal, para o fim da razão do Record existir. Mas, tão facilmente como Alexandre Pais diz isto, eu inverto o argumento: quem não gosta de futebol e contribui para a sua morte é quem silencia, e, se é para prestar esse serviço, se calhar não faz sentido o Record existir.
Quem diz Record, diz qualquer um dos outros dois diários desportivos que teimam em fingir que nada passa.
Alexandre Pais finaliza com “e não temos vergonha disso”. É de louvar a admissão, mas é redundante. Já se tinha percebido que não têm vergonha. Mas não são os únicos.
Ps – para mais informação, leiam este texto da Leonor Pinhão, n’A Bola.
A parte mais sumarenta é esta:"Há 20 anos, ou talvez mais, dois jogos decisivos da derradeira jornada de uma série qualquer dos campeonatos distritais de futebol terminaram com resultados impensáveis. Qualquer coisa como 18-6, um, e 21-7, o outro.Na altura eu era jornalista de A BOLA. Todos os domingos recebia as chamadas telefónicas dos correspondentes locais e tomava nota dos jogos e das classificações.
O despropósito dos números dos golos daqueles dois jogos motivou-me a querer saber porquê e como e quem.A curiosidade profissional foi rapidamente satisfeita.
Os dois clubes supergoleadores de terras vizinhas disputavam entre si a subida de escalão e estavam igualados em pontos a uma jornada do fim.
A temporada iria resolver-se pela diferença de golos. E até nesse pormenor as duas equipas rivais tinham um score idêntico.E todos tiveram a mesma ideia. Os guarda-redes das equipas adversárias foram amaciados, os árbitros foram sensibilizados, alguns jogadores das equipas pretendentes à subida rubricaram exibições não menos estranhas e marcaram golos na própria baliza. Os dois resultados avolumaram-se até ao ponto da demência.
E porquê?
Porque cada equipa tinha um espião no campo do adversário. A missão do espião era correr para o telefone do café mais próximo sempre que houvesse um golo e informar os da sua cor da marcha do marcador.Nunca dois espiões correram tanto e telefonaram tanto. E, assim, dentro das quatro linhas os jogadores iam sabendo como paravam as modas e os golos que tinham de deixar entrar, uns, e que tinham de marcar, outros.
A história tinha pinceladas neo-realistas.
Cheguei a falar com algumas testemunhas dos acontecimentos e houve uma (torcia pelo clube que acabou por ficar em segundo lugar e não subir) que me garantiu ter a GNR ajudado o clube adversário ao disponibilizar ao espião os meios sofisticados de comunicação telefónica da sua carrinha destacada para manter a segurança pública do espectáculo.
Recolhida esta primeira dose de informação dirigi-me ao mítico chefe de redacção de A BOLA, Vítor Santos, e, contando o que já sabia, pedi autorização para me deslocar até às duas localidades em questão para fazer uma reportagem.— Para fazer o quê? — perguntou o meu chefe.— Uma reportagem. Falar com os dirigentes, com os jogadores, com os espectadores…— Pois, pois…— Ia eu e um fotógrafo. É uma grande história, chefe! — insisti num entusiasmo pueril.Mas não tive sorte nenhuma.— Sabes, rapariga, eu acho melhor não tocar nisso — disse-me o Vítor Santos.Olhou-me nos olhos, inclinou-se para trás na sua cadeira de chefe e cruzou as mãos em cima da barriga.— Não tocar nisso?— Nem ao de leve. Essas coisas existem, sempre hão-de existir mas torná-las públicas faz mal ao futebol e nós, jornalistas, não podemos fazer mal ao futebol."
Inadmissível
Quando o departamento médico encarnado já só tinha um "cliente", Karyaka, Fernando Santos recebeu a notícia que menos esperava – Rui Costa tem uma rotura muscular na coxa direita e estará afastado dos relvados por um período que nunca será inferior a um mês.
A rotura, com cerca de dois centímetros, obriga o "maestro" a falhar os compromissos com Leiria, Celtic de Glasgow, Estrela da Amadora e, principalmente, a deslocação ao Estádio do Dragão, já no próximo dia 29 de Outubro.
Caso a recuperação decorra acima das expectativas – e porque "Rui Costa costuma debelar facilmente as lesões", tal como adianta o chefe do departamento médico encarnado, João Paulo Almeida –, não será de excluir a hipótese de o camisola 10 já estar apto a defrontar o emblema escocês, no dia 1 de Novembro.
A lesão só foi descortinada na última segunda-feira, depois de uma ecografia efectuada numa clínica lisboeta.
Não a mesma a que os encarnados recorrem habitualmente, visto que Rui Costa fez, aí, três ecografias – no rescaldo do jogo com o Boavista, no Estádio do Bessa –, e em nenhuma lhe foi diagnosticada a rotura muscular.
O jogador cumpriu tratamento de acordo com estes primeiros três resultados (edema e hematoma na face posterior da coxa direita), pelo que acabou por jogar lesionado frente ao Desportivo das Aves.
Face ao diagnóstico apurado pela última ecografia efectuada por Rui Costa, na última segunda-feira, o emblema da Luz vai ponderar que medidas tomará perante o caso.
A questão prende-se não só com o facto de a lesão - rotura muscular - não ter sido convenientemente detectada, mas principalmente porque o jogador alinhou lesionado frente ao Desportivo das Aves.
Neste sentido, e já na posse da ecografia efectuada em nova clínica privada, o departamento médico benfiquista vai expor o caso à Direcção, e será a este nível que uma eventual acção contra a clínica, ou mesmo contra o ecografista, será decidida.
"Este tipo de lesão pode passar caso a pessoa não esteja com muita atenção" – esta é uma ideia deixada pelo chefe do departamento médico encarnado, João Paulo Almeida, mas não desculpa a "grave" falha do ecografista que examinou Rui Costa.
"É lamentável, porque não podemos estar sujeitos a estas situações", sublinha o clínico, esclarecendo o porquê de, nas primeiras três ecografias, não ter sido detectada qualquer rotura muscular, quando a efectuada na última segunda-feira deixou a mazela bem clara.
"Como o Rui jogou no domingo, a situação estava fresca, daí que talvez tenha sido mais fácil detectar nesta última."
A conceituada clínica lisboeta onde o "maestro" fez os primeiros exames é a mesma à qual os encarnados recorrem nestas situações, e, até agora, nunca tinha existido qualquer erro de diagnóstico.
Com este mesmo ecografista – "menos experiente", adianta João Paulo Almeida –, já outros atletas benfiquistas haviam sido submetidos a exames, mas "só falhou neste caso" de Rui Costa. Apesar de tudo, vinca o médico, "a responsabilidade do Benfica é total, porque não é o jogador que escolhe os ecografistas".
"Como lá fazíamos ecografias há muitos anos, julgámos que a qualidade se mantinha", prossegue João Paulo Almeida, garantindo que o ecografista "não valorizou o que viu".
Por meio de um comunicado oficial, o emblema da Luz realça que as primeiras ecografias realizadas "não valorizaram adequadamente a situação clínica" do camisola 10 e elogia o "espírito de sacrifício" do jogador, que não tem, em todo o seu historial médico-desportivo, qualquer lesão muscular significativa.
A rotura, com cerca de dois centímetros, obriga o "maestro" a falhar os compromissos com Leiria, Celtic de Glasgow, Estrela da Amadora e, principalmente, a deslocação ao Estádio do Dragão, já no próximo dia 29 de Outubro.
Caso a recuperação decorra acima das expectativas – e porque "Rui Costa costuma debelar facilmente as lesões", tal como adianta o chefe do departamento médico encarnado, João Paulo Almeida –, não será de excluir a hipótese de o camisola 10 já estar apto a defrontar o emblema escocês, no dia 1 de Novembro.
A lesão só foi descortinada na última segunda-feira, depois de uma ecografia efectuada numa clínica lisboeta.
Não a mesma a que os encarnados recorrem habitualmente, visto que Rui Costa fez, aí, três ecografias – no rescaldo do jogo com o Boavista, no Estádio do Bessa –, e em nenhuma lhe foi diagnosticada a rotura muscular.
O jogador cumpriu tratamento de acordo com estes primeiros três resultados (edema e hematoma na face posterior da coxa direita), pelo que acabou por jogar lesionado frente ao Desportivo das Aves.
Face ao diagnóstico apurado pela última ecografia efectuada por Rui Costa, na última segunda-feira, o emblema da Luz vai ponderar que medidas tomará perante o caso.
A questão prende-se não só com o facto de a lesão - rotura muscular - não ter sido convenientemente detectada, mas principalmente porque o jogador alinhou lesionado frente ao Desportivo das Aves.
Neste sentido, e já na posse da ecografia efectuada em nova clínica privada, o departamento médico benfiquista vai expor o caso à Direcção, e será a este nível que uma eventual acção contra a clínica, ou mesmo contra o ecografista, será decidida.
"Este tipo de lesão pode passar caso a pessoa não esteja com muita atenção" – esta é uma ideia deixada pelo chefe do departamento médico encarnado, João Paulo Almeida, mas não desculpa a "grave" falha do ecografista que examinou Rui Costa.
"É lamentável, porque não podemos estar sujeitos a estas situações", sublinha o clínico, esclarecendo o porquê de, nas primeiras três ecografias, não ter sido detectada qualquer rotura muscular, quando a efectuada na última segunda-feira deixou a mazela bem clara.
"Como o Rui jogou no domingo, a situação estava fresca, daí que talvez tenha sido mais fácil detectar nesta última."
A conceituada clínica lisboeta onde o "maestro" fez os primeiros exames é a mesma à qual os encarnados recorrem nestas situações, e, até agora, nunca tinha existido qualquer erro de diagnóstico.
Com este mesmo ecografista – "menos experiente", adianta João Paulo Almeida –, já outros atletas benfiquistas haviam sido submetidos a exames, mas "só falhou neste caso" de Rui Costa. Apesar de tudo, vinca o médico, "a responsabilidade do Benfica é total, porque não é o jogador que escolhe os ecografistas".
"Como lá fazíamos ecografias há muitos anos, julgámos que a qualidade se mantinha", prossegue João Paulo Almeida, garantindo que o ecografista "não valorizou o que viu".
Por meio de um comunicado oficial, o emblema da Luz realça que as primeiras ecografias realizadas "não valorizaram adequadamente a situação clínica" do camisola 10 e elogia o "espírito de sacrifício" do jogador, que não tem, em todo o seu historial médico-desportivo, qualquer lesão muscular significativa.
terça-feira, outubro 03, 2006
Cromos da Bola
Inicio hoje uma nova rubrica.
A recordação de alguns cepos que envergaram a camisola dos 3 grandes.
Para começar, aqui ficam 3 exemplos.
Julian Kmet
O novo Maradona de Alvalade segundo Norton de Matos.
Veio no reinado de Jozic em 98 e jogou apenas 14 minutos no campeonato, sendo recambiado para a Argentina.
Voltou novamente na época seguinte sob o comando de Materazzi e conseguiu a proeza de ser suplente não-utilizado num jogo.
Apenas marcou um golo pelo Sporting, frente à gigante selecção do Bahrein, golo esse que Kmet festejou atirando a camisola para o chão, terminando ali mesmo a sua história ao serviço do Sporting.

Woznyak
Aqui está o famoso Popeye das Antas.
Mais um contratado para afastar o fantasma de Vítor Baía.
Não foi feliz nem tinha qualidade para isso.
Conseguiu ser campeão e participou em dois momentos chaves da época 96/97:O 3-2 em casa do Milão e o triste para mim 5-0 na Luz.
De resto era um guarda redes banal, que não raramente dava frangos incríveis.
Uma pêrola que orgulhosamente passou pelo campeonato nacional.
A recordação de alguns cepos que envergaram a camisola dos 3 grandes.
Para começar, aqui ficam 3 exemplos.
Julian Kmet
O novo Maradona de Alvalade segundo Norton de Matos.
Veio no reinado de Jozic em 98 e jogou apenas 14 minutos no campeonato, sendo recambiado para a Argentina.
Voltou novamente na época seguinte sob o comando de Materazzi e conseguiu a proeza de ser suplente não-utilizado num jogo.
Apenas marcou um golo pelo Sporting, frente à gigante selecção do Bahrein, golo esse que Kmet festejou atirando a camisola para o chão, terminando ali mesmo a sua história ao serviço do Sporting.

Woznyak
Aqui está o famoso Popeye das Antas.
Mais um contratado para afastar o fantasma de Vítor Baía.
Não foi feliz nem tinha qualidade para isso.
Conseguiu ser campeão e participou em dois momentos chaves da época 96/97:O 3-2 em casa do Milão e o triste para mim 5-0 na Luz.
De resto era um guarda redes banal, que não raramente dava frangos incríveis.
Uma pêrola que orgulhosamente passou pelo campeonato nacional.
Um dos grandes nomes que passou pela lateral direita do Benfica no consulado Vale e Azevedo.Mais um produto saído da imaginação fértil de Jupp Heynckes.
Extraviado do Barcelona, mostrou toda a sua competencia técnica em 12 jogos, e como prova dessa grande regularidade exibicional, foi logo devolvido ao Barça.
Um cepo que deu origem a muitas piadas de foro anal e que desapareceu do mapa há já alguns anos.
Liga dos Astros - Classificação Geral
A classificação geral da Liga dos Astros é a seguinte:
1º Lugar: Joker alho - 252 pontos;
2º Lugar: Nª Sr.ª do Caravagio - 235 pontos;
3º Lugar: Caça-Lagartos - 231 pontos;
4º Lugar: Kubas4EverTeam - 230 pontos;
5º Lugar: Afinal estou Vivo - 222 pontos;
6º Lugar: Caixa Campus - 220 pontos;
7º Lugar: Cruzados - 219 pontos;
8º Lugar: Caixa Blogus - 212 pontos;
9º Lugar: Eagles - 210 pontos;
10º Lugar: Santy Thunder Team - 196 pontos;
1º Lugar: Joker alho - 252 pontos;
2º Lugar: Nª Sr.ª do Caravagio - 235 pontos;
3º Lugar: Caça-Lagartos - 231 pontos;
4º Lugar: Kubas4EverTeam - 230 pontos;
5º Lugar: Afinal estou Vivo - 222 pontos;
6º Lugar: Caixa Campus - 220 pontos;
7º Lugar: Cruzados - 219 pontos;
8º Lugar: Caixa Blogus - 212 pontos;
9º Lugar: Eagles - 210 pontos;
10º Lugar: Santy Thunder Team - 196 pontos;
Espaço Prof. Karamba - Classificação Geral
Classificação Geral do Espaço Prof. Karamba:
1º Lugar: Cavungi - 125 pontos;
2º Lugar: Carlos e Vermelho Nunca - 105 pontos;
3º Lugar: Costa - 100 pontos;
4º Lugar: Jorge Mínimo e Zex - 95 pontos;
5º Lugar: Holtreman - 90 pontos;
6º Lugar: Fura-Redes e Kubas - 75 pontos;
7º Lugar: Samsalameh e Francisco Lázaro - 65 pontos;
8º Lugar: Sócio, Vermelho e Estar Vivo é o Contrário de Estar Morto - 60 pontos;
9º Lugar: Vermelho Sempre - 55 pontos;
10º Lugar: Petit - 45 pontos;
11º Lugar: Jimmy Jump Reloaded - 20 pontos;
12º Lugar: Sh Cala-te - 5 pontos;
1º Lugar: Cavungi - 125 pontos;
2º Lugar: Carlos e Vermelho Nunca - 105 pontos;
3º Lugar: Costa - 100 pontos;
4º Lugar: Jorge Mínimo e Zex - 95 pontos;
5º Lugar: Holtreman - 90 pontos;
6º Lugar: Fura-Redes e Kubas - 75 pontos;
7º Lugar: Samsalameh e Francisco Lázaro - 65 pontos;
8º Lugar: Sócio, Vermelho e Estar Vivo é o Contrário de Estar Morto - 60 pontos;
9º Lugar: Vermelho Sempre - 55 pontos;
10º Lugar: Petit - 45 pontos;
11º Lugar: Jimmy Jump Reloaded - 20 pontos;
12º Lugar: Sh Cala-te - 5 pontos;
Sorteio da UEFA
Grupo C
Sevilha
AZ Alkmaar
Slovan Liberec
Grasshopers
Sp. Braga
Penso que o apuramento está ao alcance do Braga, sendo que o deverá discutir directamente com o Az Alkmaar e Grasshopers.
Trata-se de um grupo em que o Sevilha emerge superior aos demais, mas que em relação às restantes equipas se pauta pelo equilíbrio.
Sevilha
AZ Alkmaar
Slovan Liberec
Grasshopers
Sp. Braga
Penso que o apuramento está ao alcance do Braga, sendo que o deverá discutir directamente com o Az Alkmaar e Grasshopers.
Trata-se de um grupo em que o Sevilha emerge superior aos demais, mas que em relação às restantes equipas se pauta pelo equilíbrio.
Análise ao Sporting/Leiria e ao Braga/Porto
Já não há equipas invictas na Liga Bwin.
O Porto averbou, ontem, a sua primeira derrota na competição.
E justa, diga-se.
O Braga foi sempre mais e melhor equipa.
Ainda que o Porto tenha beneficiado da primeira oportunidade de golo logo aos 2 minutos de jogo, infantilmente desperdiçada por Lucho, o certo é que o Braga, com excepção do último quarto de hora, dominou e controlou a partida.
Pensava-se que o cansaço acumulado com a eliminatória europeia iria fazer mossa nos comandados de Carvalhal, mas tal não se verificou.
O Braga apresentou-se solto, dinâmico, pressionante, com enorme vontade de vencer.
Pelo contrário, o Porto revelou-se uma equipa apática, abúlica, sem chama e pouco ou nada pressionante.
Assim, foi sem surpresa que o Braga venceu.
Depois da derrota com o Arsenal, esperava um Porto mandão, que assumisse o jogo, na ânsia de dar de si outra imagem.
Todavia, foi um Porto diametralmente oposto que se apresentou em Braga.
Letargia é a palavra que melhor define a exibição portista.
Com Ezequias e Meireles como novidades no onze, o Porto andou sempre atrás do jogo e do resultado.
Foi uma equipa meramente reactiva, que nunca assumiu as rédeas da partida, limitando-se a seguir o curso do jogo, sem nada fazer para inverter o seu rumo.
Após uma perda de bola a meio-campo de Assunção, o Braga chegou ao golo, por intermédio de Marcel.
Uma excelente execução do ponta de lança brasileiro, mas em que a falta de sentido de colocação de Bruno Alves e Ezequias emergiu evidente.
O Braga dominava e controlava o jogo e daí até aos 40 minutos assim continuou.
Eis senão quando, num lance anacrónico face ao sentido da partida, Postiga igualou.
Magnífico cruzamento de Quaresma e Postiga ao segundo poste, beneficiando o deficiente posicionamento de Carlos Fernandes, elevou-se para igualar o placard.
Nos 5 minutos que restavam para o terminus da partida, o melhor período do Porto na partida.
No dealbar da segunda parte, num lance ilustrativo da passividade portista ao longo de todo o encontro, Luís Filipe, com um pontapé forte de fora da área, fez o 2-1.
Muita passividade do meio-campo e defesa portistas, com os seus jogadores a verem a penetração do jogador bracarense sem nada fazerem para a travar.
Os médios e defesas portistas ficaram a ver Luís Filipe entrar e preparar o remate sem esboçarem a menor oposição.
Em vantagem e em claro débito físico, o Braga recuou as suas linhas e ofereceu o comando do jogo ao Porto.
Contudo, os azuis e brancos nunca demonstraram capacidade para penetrarem no último reduto bracarense, limitando-se a criar perigo em 2 ou 3 lances de bola parada.
Gritante a falta de imaginação e criatividade dos jogadores portistas, que em lances de bola corrida nunca lograram entrar na área bracarense.
Afirme-se, também, o mérito bracarense no controlo dos movimentos ofensivos portistas, mas esperava-se mais do Porto, especialmente de Anderson, Quaresma e Lucho.
Resultado inteiramente justo para a melhor equipa em campo.
Em Alvalade, um Sporting q.b. chegou e sobrou para vencer o Leiria.
Tal como havia dito ontem na antevisão do jogo, ao Sporting bastava aproveitar as debilidades defensivas leirienses para alcançar um triunfo tranquilo.
Assim foi.
Dois erros crassos dos defesas leirienses e dois golos leoninos.
Com efeito, as fragilidades leirienses no processo defensivo permitiram uma noite descansada aos adeptos leoninos.
O Sporting nem precisou de fazer uma exibição por aí além, tendo-se limitado a aproveitar as benesses leirienses.
No primeiro golo, a falta de velocidade e colocação de Tixier, Valdomiro e Marcos António foram suficientes.
No segundo golo, o deficiente posicionamento e a estupidez de Éder propiciaram o golo.
No intervalo entre golos, um jogo muito mastigado, com pouca chama, marcado por longos períodos de aborrecimento. Enfim, um longo bocejo.
Venceu bem e sem discussão o Sporting.
O Porto averbou, ontem, a sua primeira derrota na competição.
E justa, diga-se.
O Braga foi sempre mais e melhor equipa.
Ainda que o Porto tenha beneficiado da primeira oportunidade de golo logo aos 2 minutos de jogo, infantilmente desperdiçada por Lucho, o certo é que o Braga, com excepção do último quarto de hora, dominou e controlou a partida.
Pensava-se que o cansaço acumulado com a eliminatória europeia iria fazer mossa nos comandados de Carvalhal, mas tal não se verificou.
O Braga apresentou-se solto, dinâmico, pressionante, com enorme vontade de vencer.
Pelo contrário, o Porto revelou-se uma equipa apática, abúlica, sem chama e pouco ou nada pressionante.
Assim, foi sem surpresa que o Braga venceu.
Depois da derrota com o Arsenal, esperava um Porto mandão, que assumisse o jogo, na ânsia de dar de si outra imagem.
Todavia, foi um Porto diametralmente oposto que se apresentou em Braga.
Letargia é a palavra que melhor define a exibição portista.
Com Ezequias e Meireles como novidades no onze, o Porto andou sempre atrás do jogo e do resultado.
Foi uma equipa meramente reactiva, que nunca assumiu as rédeas da partida, limitando-se a seguir o curso do jogo, sem nada fazer para inverter o seu rumo.
Após uma perda de bola a meio-campo de Assunção, o Braga chegou ao golo, por intermédio de Marcel.
Uma excelente execução do ponta de lança brasileiro, mas em que a falta de sentido de colocação de Bruno Alves e Ezequias emergiu evidente.
O Braga dominava e controlava o jogo e daí até aos 40 minutos assim continuou.
Eis senão quando, num lance anacrónico face ao sentido da partida, Postiga igualou.
Magnífico cruzamento de Quaresma e Postiga ao segundo poste, beneficiando o deficiente posicionamento de Carlos Fernandes, elevou-se para igualar o placard.
Nos 5 minutos que restavam para o terminus da partida, o melhor período do Porto na partida.
No dealbar da segunda parte, num lance ilustrativo da passividade portista ao longo de todo o encontro, Luís Filipe, com um pontapé forte de fora da área, fez o 2-1.
Muita passividade do meio-campo e defesa portistas, com os seus jogadores a verem a penetração do jogador bracarense sem nada fazerem para a travar.
Os médios e defesas portistas ficaram a ver Luís Filipe entrar e preparar o remate sem esboçarem a menor oposição.
Em vantagem e em claro débito físico, o Braga recuou as suas linhas e ofereceu o comando do jogo ao Porto.
Contudo, os azuis e brancos nunca demonstraram capacidade para penetrarem no último reduto bracarense, limitando-se a criar perigo em 2 ou 3 lances de bola parada.
Gritante a falta de imaginação e criatividade dos jogadores portistas, que em lances de bola corrida nunca lograram entrar na área bracarense.
Afirme-se, também, o mérito bracarense no controlo dos movimentos ofensivos portistas, mas esperava-se mais do Porto, especialmente de Anderson, Quaresma e Lucho.
Resultado inteiramente justo para a melhor equipa em campo.
Em Alvalade, um Sporting q.b. chegou e sobrou para vencer o Leiria.
Tal como havia dito ontem na antevisão do jogo, ao Sporting bastava aproveitar as debilidades defensivas leirienses para alcançar um triunfo tranquilo.
Assim foi.
Dois erros crassos dos defesas leirienses e dois golos leoninos.
Com efeito, as fragilidades leirienses no processo defensivo permitiram uma noite descansada aos adeptos leoninos.
O Sporting nem precisou de fazer uma exibição por aí além, tendo-se limitado a aproveitar as benesses leirienses.
No primeiro golo, a falta de velocidade e colocação de Tixier, Valdomiro e Marcos António foram suficientes.
No segundo golo, o deficiente posicionamento e a estupidez de Éder propiciaram o golo.
No intervalo entre golos, um jogo muito mastigado, com pouca chama, marcado por longos períodos de aborrecimento. Enfim, um longo bocejo.
Venceu bem e sem discussão o Sporting.
segunda-feira, outubro 02, 2006
Colaborações
Na sequência do desafio que vos lancei na última sexta-feira, devo dizer-vos que foram já vários os condóminos que se mostraram disponíveis para ensaiarem a sua colaboração na edição de post´s.
Assim, para as terças-feiras leoninas o condómino Vermelho Nunca acedeu a participar, para as quartas-feiras portistas o condómino Fura-Redes deu o seu assentimento à colaboração e para as quintas-feiras benfiquistas os condóminos Cavungi e Samsalameh disseram presente.
Dado que os contactos informais prosseguem para que outros condóminos possam enriquecer com a sua colaboração este blog, a edição de artigos de opinião começará apenas na próxima semana.
Aliás, uma vez que o campeonato estará parado nessa ocasião devido aos compromissos das selecções nacionais, parece-me ser o momento ideal para que tais colaborações se iniciem.
Até lá, irei encetar mais contactos por forma a que outros se juntem aos já "inscritos", sem prejuízo daqueles que nisso se mostrarem interessados poderem manifestar tal intenção directamente neste ou noutros post´s que a este propósito serão redigidos.
Obrigado!
Assim, para as terças-feiras leoninas o condómino Vermelho Nunca acedeu a participar, para as quartas-feiras portistas o condómino Fura-Redes deu o seu assentimento à colaboração e para as quintas-feiras benfiquistas os condóminos Cavungi e Samsalameh disseram presente.
Dado que os contactos informais prosseguem para que outros condóminos possam enriquecer com a sua colaboração este blog, a edição de artigos de opinião começará apenas na próxima semana.
Aliás, uma vez que o campeonato estará parado nessa ocasião devido aos compromissos das selecções nacionais, parece-me ser o momento ideal para que tais colaborações se iniciem.
Até lá, irei encetar mais contactos por forma a que outros se juntem aos já "inscritos", sem prejuízo daqueles que nisso se mostrarem interessados poderem manifestar tal intenção directamente neste ou noutros post´s que a este propósito serão redigidos.
Obrigado!
Antevisão do Braga/Porto e do Sporting/Leiria
O Porto enfrentará, esta noite, o seu maior teste na Liga Bwin até ao presente momento.
Partida de grau de dificuldade elevado, muito embora certos factores joguem a favor dos portistas.
Desde logo, o facto do Braga ter menos 48 horas de descanso que os portistas.
O Braga foi sujeito a um intenso desgaste, físico e emocional, na última quinta-feira.
A euforia com a passagem à fase de grupos não terá propiciado a necessária tranquilidade na preparação do jogo.
Depois, o conhecimento que Jesualdo tem dos jogadores bracarenses, da mecânica e das rotinas da equipa.
Por fim, a ânsia de recuperação da imagem perdida em Londres.
Estes "pormenores" podem revelar-se decisivos num jogo previsivelmente equilibrado.
Em Alvalade, o Sporting defronta um Leiria em fase ascensional de resultados, mas que nem assim deverá constituir oposição de monta.
Na verdade, o Leiria obteve, nas últimas jornadas, resultados positivos, mas mais por acção dos árbitros, rectius dos fiscais de linha do que por mérito próprio.
Com efeito, a equipa apresenta debilidades no processo defensivo que deverão permitir uma noite descansada aos adeptos leoninos.
Éder defende mal, não fecha dentro e concede espaços imensos nas suas costas.
Marcos António e Valdomiro não apresentam, ainda, uma ligação forte entre si, para além de se mostrarem vulneráveis perante adversários rápidos e móveis.
Ora se há predicados que os dianteiros leoninos dispõem são, precisamente, a mobilidade e a velocidade.
As dificuldades posicionais do duo brasileiro são outro dos seus handicaps.
Tixier é lento e pouco concentrado.
Assim, perante as fragilidades defensivas leirienses, o Sporting só encontrará dificuldades caso esteja em noite de profunda desinspiração ofensiva.
Todavia, dois factores há a considerar que poderão desempenhar papel de relevo:
Primeiro, a velocidade e a codícia de Sougou.
Segundo, caso o Leiria marque primeiro, o fantasma do Paços poderá assombrar Alvalade, intranquilizando a equipa.
Jogo de prognóstico claramente favorável aos leões, no qual apenas uma conjugação improvável de factores negativos poderá conduzir a outro resultado que não a vitória do Sporting.
Partida de grau de dificuldade elevado, muito embora certos factores joguem a favor dos portistas.
Desde logo, o facto do Braga ter menos 48 horas de descanso que os portistas.
O Braga foi sujeito a um intenso desgaste, físico e emocional, na última quinta-feira.
A euforia com a passagem à fase de grupos não terá propiciado a necessária tranquilidade na preparação do jogo.
Depois, o conhecimento que Jesualdo tem dos jogadores bracarenses, da mecânica e das rotinas da equipa.
Por fim, a ânsia de recuperação da imagem perdida em Londres.
Estes "pormenores" podem revelar-se decisivos num jogo previsivelmente equilibrado.
Em Alvalade, o Sporting defronta um Leiria em fase ascensional de resultados, mas que nem assim deverá constituir oposição de monta.
Na verdade, o Leiria obteve, nas últimas jornadas, resultados positivos, mas mais por acção dos árbitros, rectius dos fiscais de linha do que por mérito próprio.
Com efeito, a equipa apresenta debilidades no processo defensivo que deverão permitir uma noite descansada aos adeptos leoninos.
Éder defende mal, não fecha dentro e concede espaços imensos nas suas costas.
Marcos António e Valdomiro não apresentam, ainda, uma ligação forte entre si, para além de se mostrarem vulneráveis perante adversários rápidos e móveis.
Ora se há predicados que os dianteiros leoninos dispõem são, precisamente, a mobilidade e a velocidade.
As dificuldades posicionais do duo brasileiro são outro dos seus handicaps.
Tixier é lento e pouco concentrado.
Assim, perante as fragilidades defensivas leirienses, o Sporting só encontrará dificuldades caso esteja em noite de profunda desinspiração ofensiva.
Todavia, dois factores há a considerar que poderão desempenhar papel de relevo:
Primeiro, a velocidade e a codícia de Sougou.
Segundo, caso o Leiria marque primeiro, o fantasma do Paços poderá assombrar Alvalade, intranquilizando a equipa.
Jogo de prognóstico claramente favorável aos leões, no qual apenas uma conjugação improvável de factores negativos poderá conduzir a outro resultado que não a vitória do Sporting.
Análise à Jornada
Vitória fácil do Benfica perante um opositor que nunca o chegou a ser.
Como previsto o Benfica construiu uma vitória tranquila sobre um Aves fraco demais.
Nem sequer o monumental frango de Quim chegou para assustar, num fim de tarde em que a superioridade benfiquista nunca esteve em causa.
Face à previsível debilidade adversária, Fernando Santos apresentou uma equipa estrturada em 4x2x4 com Katsouranis e Karagounis no eixo central do meio-campo e Nuno Gomes e Miccoli como pontas de lança.
A colocação de Karagounis como médio de transição ao lado de Katsouranis permite que o processo ofensivo surja mais escorreito e mais fluido.
A capacidade de transporte e circulação de bola de Karagounis, para além da facilidade que demonstra em jogar entre linhas, tornam a equipa mais compacta, contribuindo para que o espaço entre sectores diminua.
Estando Petit apto, veremos como Fernando Santos resolve a equação do meio-campo benfiquista, sendo certo que Petit e Katsouranis de tão siameses que são, necessitam da colocação de um médio de transição uns metros mais à frente.
A sua utilização simultânea poderá não ser aconselhável, sendo preferível estruturar a equipa com um trinco, um médio de transição e um médio de criação.
Entrou bem o Benfica, chegando ao golo com naturalidade.
Seguia a partida tranquila, quando Quim presenteou os avenses com um monumental frango.
Sem saber ler, nem escrever, o Aves alcançava o empate.
O Benfica tremeu um bocadinho.
Os fantasmas recentes pairaram sobre a Luz.
Daí até ao intervalo, ainda que tenha construído mais um bom par de ocasiões de golo, o Benfica evidenciou uma intranquilidade e uma ansiedade que o adversário não justificava.
Ao intervalo, Fernando Santos mexeu e bem na equipa.
Face aos 11 "Bidons" avenses em campo, retirou o trinco da equipa, Katsouranis, e introduziu Rui Costa.
Se a qualidade de jogo da equipa na primeira metade havia sido satisfatória, com a entrada de Rui Costa subiu mais uns patamares.
Sem surpresa, o Benfica alcançou logo no dealbar da segunda metade o 2-1 e pouco depois o 3-1, num penalty tão evidente quanto estúpido cometido pelo defesa avense William.
A partir desse momento, o Benfica descansou sobre a vantagem alcançada, limitando-se a gerir o jogo e o resultado até final.
Ainda alcançaria o 4-1 num livre superiormente apontado por Karagounis.
O Benfica realizou exibição de bom quilate, mas a oposição de tão débil que foi não permite afirmar da consistência das melhorias evidenciadas.
Veremos em Leiria.
Na restante jornada, destaque para a derrota caseira da minha Briosa.
Já aqui o disse e reafirmo esta equipa da Académica é qualitativamente inferior à da época passada.
A defesa é um caos.
Sonkaya não ataca, nem defende, não é agressivo e é lento.
Litos e Medeiros revelam uma falta de velocidade, capacidade de salto e posicionamento inacreditáveis.
Lino sobe bem pelo corredor, mas esquece-se de defender.
Pavlovic pouco mais é do que esforçado.
Brum está num momento de forma péssimo.
Filipe Teixeira procura recuperar o ritmo perdido com a fractura da perna na época passada.
Miguel Pedro é voluntarioso e pouco mais.
Gélson é uma nódoa, desconhece os mais elementares gestos técnicos do futebol.
Assim é difícil, mas mais difícil se torna quando o Prof. Manuel Machado decide inventar nas substituições.
Já havia estado mal nas partidas frente à Naval e Belém e ontem persistiu nos erros.
Tirou N´Doye e Filipe Teixeira, apenas e só, os únicos jogadores com capacidade de transporte e circulação de bola da Briosa, matando o processo ofensivo.
Depois tirou Pavlovic e fez entrar Piloto, numa troca directa inexplicável.
A Académica não tem organização defensiva, não tem fio de jogo, enfim, nada tem daquilo que deve caracterizar uma equipa de alta competição.
Está difícil a vida da Briosa.
Ontem, o jogo valeu apenas pelo fantástico golo de Dam N´Doye. Um pontapé a 40 metros que se ainda não viram, não percam a oportunidade de contemplar.
Uma nota final para o árbitro Bruno Paixão. Ajuizou bem os principais lances da partida, o penalty de Litos e as expulsões de Medeiros e Litos, mas face à contestação de que foi alvo, entrou numa espiral de pequenos erros, que diz bem da falta de categoria dos árbitros nacionais.
Perante o mínimo indício de pressão, sucumbem.
Destaque ainda para a vitória do Boavista em Belém, num jogo em que a superior qualidade de Linz emergiu uma vez mais.
Nota para o fantástico triunfo da Naval frente ao Beira-Mar, construído que foi no período de descontos. Aos 86 minutos o Beira-Mar chegou à vantagem e aos 92 e 95 a Naval realizou a reviravolta no marcador.
Como previsto o Benfica construiu uma vitória tranquila sobre um Aves fraco demais.
Nem sequer o monumental frango de Quim chegou para assustar, num fim de tarde em que a superioridade benfiquista nunca esteve em causa.
Face à previsível debilidade adversária, Fernando Santos apresentou uma equipa estrturada em 4x2x4 com Katsouranis e Karagounis no eixo central do meio-campo e Nuno Gomes e Miccoli como pontas de lança.
A colocação de Karagounis como médio de transição ao lado de Katsouranis permite que o processo ofensivo surja mais escorreito e mais fluido.
A capacidade de transporte e circulação de bola de Karagounis, para além da facilidade que demonstra em jogar entre linhas, tornam a equipa mais compacta, contribuindo para que o espaço entre sectores diminua.
Estando Petit apto, veremos como Fernando Santos resolve a equação do meio-campo benfiquista, sendo certo que Petit e Katsouranis de tão siameses que são, necessitam da colocação de um médio de transição uns metros mais à frente.
A sua utilização simultânea poderá não ser aconselhável, sendo preferível estruturar a equipa com um trinco, um médio de transição e um médio de criação.
Entrou bem o Benfica, chegando ao golo com naturalidade.
Seguia a partida tranquila, quando Quim presenteou os avenses com um monumental frango.
Sem saber ler, nem escrever, o Aves alcançava o empate.
O Benfica tremeu um bocadinho.
Os fantasmas recentes pairaram sobre a Luz.
Daí até ao intervalo, ainda que tenha construído mais um bom par de ocasiões de golo, o Benfica evidenciou uma intranquilidade e uma ansiedade que o adversário não justificava.
Ao intervalo, Fernando Santos mexeu e bem na equipa.
Face aos 11 "Bidons" avenses em campo, retirou o trinco da equipa, Katsouranis, e introduziu Rui Costa.
Se a qualidade de jogo da equipa na primeira metade havia sido satisfatória, com a entrada de Rui Costa subiu mais uns patamares.
Sem surpresa, o Benfica alcançou logo no dealbar da segunda metade o 2-1 e pouco depois o 3-1, num penalty tão evidente quanto estúpido cometido pelo defesa avense William.
A partir desse momento, o Benfica descansou sobre a vantagem alcançada, limitando-se a gerir o jogo e o resultado até final.
Ainda alcançaria o 4-1 num livre superiormente apontado por Karagounis.
O Benfica realizou exibição de bom quilate, mas a oposição de tão débil que foi não permite afirmar da consistência das melhorias evidenciadas.
Veremos em Leiria.
Na restante jornada, destaque para a derrota caseira da minha Briosa.
Já aqui o disse e reafirmo esta equipa da Académica é qualitativamente inferior à da época passada.
A defesa é um caos.
Sonkaya não ataca, nem defende, não é agressivo e é lento.
Litos e Medeiros revelam uma falta de velocidade, capacidade de salto e posicionamento inacreditáveis.
Lino sobe bem pelo corredor, mas esquece-se de defender.
Pavlovic pouco mais é do que esforçado.
Brum está num momento de forma péssimo.
Filipe Teixeira procura recuperar o ritmo perdido com a fractura da perna na época passada.
Miguel Pedro é voluntarioso e pouco mais.
Gélson é uma nódoa, desconhece os mais elementares gestos técnicos do futebol.
Assim é difícil, mas mais difícil se torna quando o Prof. Manuel Machado decide inventar nas substituições.
Já havia estado mal nas partidas frente à Naval e Belém e ontem persistiu nos erros.
Tirou N´Doye e Filipe Teixeira, apenas e só, os únicos jogadores com capacidade de transporte e circulação de bola da Briosa, matando o processo ofensivo.
Depois tirou Pavlovic e fez entrar Piloto, numa troca directa inexplicável.
A Académica não tem organização defensiva, não tem fio de jogo, enfim, nada tem daquilo que deve caracterizar uma equipa de alta competição.
Está difícil a vida da Briosa.
Ontem, o jogo valeu apenas pelo fantástico golo de Dam N´Doye. Um pontapé a 40 metros que se ainda não viram, não percam a oportunidade de contemplar.
Uma nota final para o árbitro Bruno Paixão. Ajuizou bem os principais lances da partida, o penalty de Litos e as expulsões de Medeiros e Litos, mas face à contestação de que foi alvo, entrou numa espiral de pequenos erros, que diz bem da falta de categoria dos árbitros nacionais.
Perante o mínimo indício de pressão, sucumbem.
Destaque ainda para a vitória do Boavista em Belém, num jogo em que a superior qualidade de Linz emergiu uma vez mais.
Nota para o fantástico triunfo da Naval frente ao Beira-Mar, construído que foi no período de descontos. Aos 86 minutos o Beira-Mar chegou à vantagem e aos 92 e 95 a Naval realizou a reviravolta no marcador.
sexta-feira, setembro 29, 2006
Passagem de Testemunho II
Finda a presente co-administração e pelas opiniões ontem recolhidas, retomarei a administração do blog, em regime de singularidade, na próxima semana.
Todavia, pela disponibilidade demonstrada por alguns condóminos, penso que se mostra exequível a adopção da segunda das propostas formuladas.
Assim, a colaboração dos caros condóminos far-se-á ao estilo de artigos de opinião.
Pensei reservar os dias de Terça, Quarta e Quinta-feira para a publicação dos vossos artigos.
Amadurecendo a ideia, digo-vos que cada um daqueles dias será atribuído a um dos 3 grandes, cabendo aos condóminos simpatizantes de cada uma daquelas agremiações desportivas, em regime de rotação, redigir um artigo de opinião sobre o tema que mais lhe aprouver.
Deste modo, atenta a disponibilidade demonstrada nos contactos informais estabelecidos, a Terça-Feira ficará sob a responsabilidade dos condóminos sportinguistas, as Quartas dos condóminos portistas e as Quintas dos condóminos benfiquistas.
Os artigos devem ser enviados para o meu mail, sendo posteriormente publicados.
Se em relação ao Benfica e Sporting temos já condóminos que anunciaram a sua disponibilidade para este tipo de colaboração, embora outras possam e devam juntar-se-lhes, já no que concerne ao Porto, os condóminos Zex e Fura-Redes ainda não manifestaram a sua disponibilidade.
Peço-lhes que o façam, sob pena de a representação do vosso clube sair enfraquecida e claramente empobrecida.
Penso que desta forma se irá reforçar a democraticidade deste espaço.
Mais uma vez, reitero o meu desejo de uma participação alargada da generalidade dos condóminos.
Esta modalidade de participação não exige grande disponibilidade de tempo, até pela rotatividade que se pretende imprimir na elaboração dos artigos de opinião.
Por fim, peço-vos que se pronunciem sobre esta sugestão o mais rapidamente possível, por forma a poder organizar as vossas futuras participações.
Obrigado!
Todavia, pela disponibilidade demonstrada por alguns condóminos, penso que se mostra exequível a adopção da segunda das propostas formuladas.
Assim, a colaboração dos caros condóminos far-se-á ao estilo de artigos de opinião.
Pensei reservar os dias de Terça, Quarta e Quinta-feira para a publicação dos vossos artigos.
Amadurecendo a ideia, digo-vos que cada um daqueles dias será atribuído a um dos 3 grandes, cabendo aos condóminos simpatizantes de cada uma daquelas agremiações desportivas, em regime de rotação, redigir um artigo de opinião sobre o tema que mais lhe aprouver.
Deste modo, atenta a disponibilidade demonstrada nos contactos informais estabelecidos, a Terça-Feira ficará sob a responsabilidade dos condóminos sportinguistas, as Quartas dos condóminos portistas e as Quintas dos condóminos benfiquistas.
Os artigos devem ser enviados para o meu mail, sendo posteriormente publicados.
Se em relação ao Benfica e Sporting temos já condóminos que anunciaram a sua disponibilidade para este tipo de colaboração, embora outras possam e devam juntar-se-lhes, já no que concerne ao Porto, os condóminos Zex e Fura-Redes ainda não manifestaram a sua disponibilidade.
Peço-lhes que o façam, sob pena de a representação do vosso clube sair enfraquecida e claramente empobrecida.
Penso que desta forma se irá reforçar a democraticidade deste espaço.
Mais uma vez, reitero o meu desejo de uma participação alargada da generalidade dos condóminos.
Esta modalidade de participação não exige grande disponibilidade de tempo, até pela rotatividade que se pretende imprimir na elaboração dos artigos de opinião.
Por fim, peço-vos que se pronunciem sobre esta sugestão o mais rapidamente possível, por forma a poder organizar as vossas futuras participações.
Obrigado!
Antevisão da jornada
Foi com prazer que desempenhei esta função nos últimos dias. Quero agradecer especialmente ao administrador pela confiança demonstrada, especialmente por entregar o “poder” nas mãos de um sportinguista. Espero não o ter desiludido. Um cumprimento especial para os condóminos Carlos, Mínimo e Cavungi pelo apoio dado. Foram, sem dúvida, elementos que muito contribuíram para o sucesso da minha espinhosa missão. Um abraço a todos!
Numa antevisão da próxima jornada, penso que finalmente o Benfica vai ganhar um jogo! A equipa do professor Neca é um bom adversário para os de Lisboa. A equipa classificada em terceiro lugar na última temporada( tive de mandar um última bicada), terá assim oportunidade de adiar por uma semana, pelo menos, o afastamento do engenheiro do penta. Será um final de domingo descansado, estou em crer.
O Sporting recebe a equipa de Bartolomeu: perigoso, uma vez que os árbitros auxiliares costumam estar desatentos em jogos da equipa de Leiria( no jogo em casa com o Marítimo foi vergonhosa a actuação do trio de arbitragem, com especial incidência no golo anulado aos madeirenses). Paulo Bento deverá rodar alguns elementos do plantel, após viagem e jogo cansativos à Rússia. A vitória dos leões será o resultado mais provável.
Sporting de Braga recebe o FCPorto: jogo de dificuldade para os dragões. O regresso do benfiquista Jesualdo a uma casa que bem conhece. Dá-me ideia que não vai ser bem recebido a nível desportivo, pois o meu palpite aponta no sentido da vitória bracarense, querendo os jogadores demonstrar à massa associativa que o apuramento para a fase de grupos da UEFA não foi um acaso. O plantel do Braga é vasto, e Carvalhal seguramente fará algumas alterações em relação ao jogo de ontem.
Ùltima chamada de atenção para uma modalidade que muito me agrada: o futsal, que amanhã apresenta um Benfica/Sporting , na Luz, pelas 19h00 com transmissão directa na SportTv 1. Os encarnados são favoritos( ganharam na 1ª jornada, fora, ao Freixieiro, têm 7 jogadores na selecção nacional) , mas o Sporting é uma equipa muito coesa. Será um grande espectáculo, estou certo.
Numa antevisão da próxima jornada, penso que finalmente o Benfica vai ganhar um jogo! A equipa do professor Neca é um bom adversário para os de Lisboa. A equipa classificada em terceiro lugar na última temporada( tive de mandar um última bicada), terá assim oportunidade de adiar por uma semana, pelo menos, o afastamento do engenheiro do penta. Será um final de domingo descansado, estou em crer.
O Sporting recebe a equipa de Bartolomeu: perigoso, uma vez que os árbitros auxiliares costumam estar desatentos em jogos da equipa de Leiria( no jogo em casa com o Marítimo foi vergonhosa a actuação do trio de arbitragem, com especial incidência no golo anulado aos madeirenses). Paulo Bento deverá rodar alguns elementos do plantel, após viagem e jogo cansativos à Rússia. A vitória dos leões será o resultado mais provável.
Sporting de Braga recebe o FCPorto: jogo de dificuldade para os dragões. O regresso do benfiquista Jesualdo a uma casa que bem conhece. Dá-me ideia que não vai ser bem recebido a nível desportivo, pois o meu palpite aponta no sentido da vitória bracarense, querendo os jogadores demonstrar à massa associativa que o apuramento para a fase de grupos da UEFA não foi um acaso. O plantel do Braga é vasto, e Carvalhal seguramente fará algumas alterações em relação ao jogo de ontem.
Ùltima chamada de atenção para uma modalidade que muito me agrada: o futsal, que amanhã apresenta um Benfica/Sporting , na Luz, pelas 19h00 com transmissão directa na SportTv 1. Os encarnados são favoritos( ganharam na 1ª jornada, fora, ao Freixieiro, têm 7 jogadores na selecção nacional) , mas o Sporting é uma equipa muito coesa. Será um grande espectáculo, estou certo.
Excelência
O Benfica está entre as 34 Marcas de Excelência em Portugal durante o ano de 2006.
A distinção foi ontem feita, numa cerimónia que se realizou no camarote presidencial do Estádio da Luz, pela Superbrands, uma organização independente que funciona em 45 países, analisando o desempenho das marcas no seu mercado geográfico e identificando e premiando aquelas que estão a actuar acima e à frente dos seus concorrentes.
Além do Benfica, outras 33 marcas foram distinguidas pela sua superior qualidade, projecção e notoriedade junto dos consumidores durante o corrente ano, em áreas tão diversas como as telecomunicações, a restauração, as bebidas, ou o vestuário.
"É a primeira vez em Portugal que um clube de futebol surge nesta lista", revelou Rodrigo Correia, responsável da Superbrands, explicando, em seguida, que esta lista de 34 marcas resulta de uma classificação e de uma selecção final a partir uma lista muito maior de cerca de 1250 marcas nacionais, na qual estavam também incluídos o Sporting e o FC Porto.
"Apenas o Real Madrid, a Juventus e o Inter de Milão conseguiram, até hoje, esta distinção nos outros países em que realizamos esta iniciativa", adiantou Rodrigo Correia, que entregou a Luís Filipe Vieira uma placa distintiva e o livro que foi elaborado a partir desta iniciativa.
"A Superbrands faz o reconhecimento da excelência das marcas, aquelas que oferecem vantagens físicas e/ou emocionais face a marcas concorrentes, e que os consumidores desejam, reconhecem e repetidamente procuram", explicou.
A elaboração da lista final de marcas foi realizada por um painel de 16 especialistas, com base nos seguintes critérios: domínio de mercado, longevidade, fidelização, aceitação e "good will" (empatia com o consumidor).
A distinção foi ontem feita, numa cerimónia que se realizou no camarote presidencial do Estádio da Luz, pela Superbrands, uma organização independente que funciona em 45 países, analisando o desempenho das marcas no seu mercado geográfico e identificando e premiando aquelas que estão a actuar acima e à frente dos seus concorrentes.
Além do Benfica, outras 33 marcas foram distinguidas pela sua superior qualidade, projecção e notoriedade junto dos consumidores durante o corrente ano, em áreas tão diversas como as telecomunicações, a restauração, as bebidas, ou o vestuário.
"É a primeira vez em Portugal que um clube de futebol surge nesta lista", revelou Rodrigo Correia, responsável da Superbrands, explicando, em seguida, que esta lista de 34 marcas resulta de uma classificação e de uma selecção final a partir uma lista muito maior de cerca de 1250 marcas nacionais, na qual estavam também incluídos o Sporting e o FC Porto.
"Apenas o Real Madrid, a Juventus e o Inter de Milão conseguiram, até hoje, esta distinção nos outros países em que realizamos esta iniciativa", adiantou Rodrigo Correia, que entregou a Luís Filipe Vieira uma placa distintiva e o livro que foi elaborado a partir desta iniciativa.
"A Superbrands faz o reconhecimento da excelência das marcas, aquelas que oferecem vantagens físicas e/ou emocionais face a marcas concorrentes, e que os consumidores desejam, reconhecem e repetidamente procuram", explicou.
A elaboração da lista final de marcas foi realizada por um painel de 16 especialistas, com base nos seguintes critérios: domínio de mercado, longevidade, fidelização, aceitação e "good will" (empatia com o consumidor).
Espaço Prof. Karamba - Classificação Geral
Classificação Geral do Espaço Prof. Karamba:
1º Lugar: Cavungi - 115 pontos;
2º Lugar: Carlos, Jorge Mínimo e Vermelho Nunca - 85 pontos;
3º Lugar: Holtreman, Costa e Zex - 80 pontos;
4º Lugar: Samsalameh e Fura-Redes - 65 pontos;
5º Lugar: Kubas - 60 pontos;
6º Lugar: Francisco Lázaro - 55 pontos;
7º Lugar: Sócio e Vermelho - 50 pontos;
8º Lugar: Estar Vivo é o Contrário de Estar Morto e Vermelho Sempre - 45 pontos;
9º Lugar: Petit - 30 pontos;
10º Lugar: Jimmy Jump Reloaded - 20 pontos;
11º Lugar: Sh Cala-te - 5 pontos;
1º Lugar: Cavungi - 115 pontos;
2º Lugar: Carlos, Jorge Mínimo e Vermelho Nunca - 85 pontos;
3º Lugar: Holtreman, Costa e Zex - 80 pontos;
4º Lugar: Samsalameh e Fura-Redes - 65 pontos;
5º Lugar: Kubas - 60 pontos;
6º Lugar: Francisco Lázaro - 55 pontos;
7º Lugar: Sócio e Vermelho - 50 pontos;
8º Lugar: Estar Vivo é o Contrário de Estar Morto e Vermelho Sempre - 45 pontos;
9º Lugar: Petit - 30 pontos;
10º Lugar: Jimmy Jump Reloaded - 20 pontos;
11º Lugar: Sh Cala-te - 5 pontos;
Liga dos Astros
A partir de hoje podem apresentar os vossos onzes para a próxima jornada da Liga dos Astros.
Não se esqueçam que deverão indicar o nome da vossa equipa e o capitão.
Boa sorte!
Não se esqueçam que deverão indicar o nome da vossa equipa e o capitão.
Boa sorte!
Espaço Prof. Karamba
Os jogos a palpitar esta semana no Espaço Prof. Karamba são os seguintes:
Belenenses-Boavista;
Académica-Nacional;
Benfica-Desp. Aves;
Sporting-U. Leiria;
Sp. Braga-F.C. Porto;
Como sempre, faço, desde já, o meu palpite:
Belenenses-Boavista: 1-2;
Académica-Nacional: 2-0;
Benfica-Desp. Aves: 2-0;
Sporting-U. Leiria: 1-1;
Sp. Braga-F.C. Porto: 1-1;
Belenenses-Boavista;
Académica-Nacional;
Benfica-Desp. Aves;
Sporting-U. Leiria;
Sp. Braga-F.C. Porto;
Como sempre, faço, desde já, o meu palpite:
Belenenses-Boavista: 1-2;
Académica-Nacional: 2-0;
Benfica-Desp. Aves: 2-0;
Sporting-U. Leiria: 1-1;
Sp. Braga-F.C. Porto: 1-1;
quinta-feira, setembro 28, 2006
Na UEFA
Sortes diferentes esperam as equipas portuguesas em competição hoje: Heerenveen/Vitória de Setúbal- os sadinos estão eliminados, poderão quanto muito deixar uma imagem positiva, talvez, na melhor das hipóteses, arrecadar algum ponto; Nacional/Rapid Bucareste- eliminatória em aberto, sendo que, o Estádio dos Barreiros pode ser um ponto a desfavor dos insulares, tão habituados à Choupana. Confio na entrada na fase de grupos, embora me pareça que posteriormente o Nacional pagará a factura disso; Chievo Verona/ Sporting de Braga- um golo dos bracarenses a abrir seria o mais desejável para a almejada entrada na fase de grupos. Será um duro teste a Carvalhal, mas com o bom resultado em casa, se a equipa não acusar a responsabilidade, seguirá em frente.
Já se esperava ou e agora Fiúza
O Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa indeferiu a providência cautelar interposta pelo Gil Vicente contra a decisão do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) de despromover o clube no âmbito do chamado «Caso Mateus», mantendo o Belenenses na Honra.
Luís Paulo Relógio, assessor jurídico da FPF, confirmou ao Maisfutebol a decisão, avançada pelo Diário de Notícias. «Esta não foi uma decisão parcelar, é a decisão de fundo e final. O tribunal considerou improcedente a providência cautelar interposta pelo Gil Vicente», afirmou.
O Gil Vicente, que foi despromovido depois de um processo que tem como pano de fundo o recurso aos tribunais civis, pode ainda recorrer para o Tribunal Central Administrativo, mas esse passo não terá efeitos suspensivos.
Esta era a decisão central do processo, pela qual o clube de Barcelos aguardava, numa altura em que a equipa já deu três faltas de comparência na Liga de Honra e incorre em desclassificação automática se faltar no próximo fim-de-semana.
Luís Paulo Relógio, assessor jurídico da FPF, confirmou ao Maisfutebol a decisão, avançada pelo Diário de Notícias. «Esta não foi uma decisão parcelar, é a decisão de fundo e final. O tribunal considerou improcedente a providência cautelar interposta pelo Gil Vicente», afirmou.
O Gil Vicente, que foi despromovido depois de um processo que tem como pano de fundo o recurso aos tribunais civis, pode ainda recorrer para o Tribunal Central Administrativo, mas esse passo não terá efeitos suspensivos.
Esta era a decisão central do processo, pela qual o clube de Barcelos aguardava, numa altura em que a equipa já deu três faltas de comparência na Liga de Honra e incorre em desclassificação automática se faltar no próximo fim-de-semana.
O empate...
...é um resultado, dadas as circunstâncias, positivo. O Sporting entrou no jogo a perder. Um golo sofrido no inicio do jogo, alterou totalmente a estratégia que Paulo Bento teria montada para o jogo. Na 1ª parte as dificuldades foram enormes: inadaptação ao relvado, evidente, pressão russa, dificuldade em segurar a bola, em fazer as transições defesa / ataque. Foi um período difícil. Os russos demonstraram rapidez nos lances, embora tecnicamente sejam limitados. Ao intervalo Paulo Bento mexeu na equipa. A entrada de Alecsandro, que se exibiu, na minha opinião, muito bem, e posteriormente a entrada de Carlos Paredes, foram determinantes para um segundo tempo de rendimento superior. O Sporting passou a ter mais controle de jogo, a conseguir estancar as investidas do adversário, e culminaram num golo, num grande golo. A jogada começa no meio campo defensivo, com Paredes a cortar uma bola, e o desenvolvimento do lance é soberbo. O Spartak vacilou, e penso mesmo que o Sporting podia ter ido mais longe. Na parte final da partida uma natural reacção dos russos, fez com que o Sporting acabasse o jogo como o começou.
Destaco um jogador no Sporting: Ricardo, fez uma grande defesa, quando a equipa perdia por uma bola, determinante para o resultado final. Referência também para Paulo Bento, leu bem o jogo, nunca se intimidou, e saiu premiado. O Sporting possui hoje jogadores polivalentes que facilitam o trabalho do treinador, casos de Miguel Veloso e Moutinho, por exemplo.
Quando os alemães e italianos forem a Moscovo, veremos se o empate do Sporting foi determinante na classificação final do grupo.
A derrota do Inter em casa, foi o resultado que eu desejava, pois os italianos ficam em dificuldades, sendo determinantes os jogos com os russos, quer em Milão, quer em Moscovo.
Destaco um jogador no Sporting: Ricardo, fez uma grande defesa, quando a equipa perdia por uma bola, determinante para o resultado final. Referência também para Paulo Bento, leu bem o jogo, nunca se intimidou, e saiu premiado. O Sporting possui hoje jogadores polivalentes que facilitam o trabalho do treinador, casos de Miguel Veloso e Moutinho, por exemplo.
Quando os alemães e italianos forem a Moscovo, veremos se o empate do Sporting foi determinante na classificação final do grupo.
A derrota do Inter em casa, foi o resultado que eu desejava, pois os italianos ficam em dificuldades, sendo determinantes os jogos com os russos, quer em Milão, quer em Moscovo.
Passagem de Testemunho
Termina amanhã a primeira experiência de administração partilhada deste blog.
Ainda que a linha editorial do blog se tenha transformado por completo, como esperado diga-se, o saldo não pode deixar de se considerar bastante positivo.
Estou certo que o condómino Vermelho Nunca apreciou as funções em que se achou investido no decurso desta semana e que, como tal, não deixará de se mostrar disponível para futuras colaborações em moldes distintos.
Finda a presente co-administração, gostaria que outro condómino assumisse, na próxima semana, as funções que o condómino Nunca desempenhou.
Todavia, dado que a empreitada é de monta, pela disponibilidade que acarreta, proponho-vos duas soluções diferenciadas:
uma primeira de mera continuidade, sendo a vossa colaboração nos mesmos moldes da prestada pelo condómino Nunca;
uma segunda, inspirada pelas conversas mantidas com vários condóminos, designadamente os amigos Fura-Redes e Cavungi, na qual a colaboração se fará ao estilo de artigos de opinião.
Nesta modalidade, os condóminos que para tal se mostrarem disponíveis serão chamados a editar um artigo semanal sobre tema ou temas que mais lhes aprouveram.
A cada condómino será atribuído um dia por semana, no qual expressará a sua opinião, sem prejuízo de se manter a edição de post´s por mim.
Digam de vossa justiça.
Gostaria de agradecer ao amigo Nunca pela coragem e ousadia que demonstrou ao aceitar, sem reservas, o desafio que vos lancei.
Foi uma semana produtiva, pautada por prestações de muito bom nível.
Obrigado!
Ainda que a linha editorial do blog se tenha transformado por completo, como esperado diga-se, o saldo não pode deixar de se considerar bastante positivo.
Estou certo que o condómino Vermelho Nunca apreciou as funções em que se achou investido no decurso desta semana e que, como tal, não deixará de se mostrar disponível para futuras colaborações em moldes distintos.
Finda a presente co-administração, gostaria que outro condómino assumisse, na próxima semana, as funções que o condómino Nunca desempenhou.
Todavia, dado que a empreitada é de monta, pela disponibilidade que acarreta, proponho-vos duas soluções diferenciadas:
uma primeira de mera continuidade, sendo a vossa colaboração nos mesmos moldes da prestada pelo condómino Nunca;
uma segunda, inspirada pelas conversas mantidas com vários condóminos, designadamente os amigos Fura-Redes e Cavungi, na qual a colaboração se fará ao estilo de artigos de opinião.
Nesta modalidade, os condóminos que para tal se mostrarem disponíveis serão chamados a editar um artigo semanal sobre tema ou temas que mais lhes aprouveram.
A cada condómino será atribuído um dia por semana, no qual expressará a sua opinião, sem prejuízo de se manter a edição de post´s por mim.
Digam de vossa justiça.
Gostaria de agradecer ao amigo Nunca pela coragem e ousadia que demonstrou ao aceitar, sem reservas, o desafio que vos lancei.
Foi uma semana produtiva, pautada por prestações de muito bom nível.
Obrigado!
quarta-feira, setembro 27, 2006
Em Moscovo...
tentará o Sporting salvar a desastrada noite das equipas portuguesas, neste 2ª jornada da Liga dos Campeões. O discurso de Paulo Bento é positivo, chegando mesmo ao ponto de dizer que o facto de ser um relvado sintético, pode trazer benefícios aos leões. Não me parece que assim seja, mas faz parte da estratégia do discurso. Penso mesmo que o Sporting já terá treinado na Academia em piso semelhante , pois também o possui.
Da equipa russa sei apenas o que vi contra o Bayern, onde foi batida por 4 bolas. No entanto, até ao 1º golo dos bávaros, podiam os russos ter-se adiantado no marcador por duas vezes, pelo menos. Não falando em questões técnicas, é minha convicção que Carlos Paredes irá jogar, em detrimento, possivelmente , de Romagnoli, uma vez o paraguaio acrescenta peso à equipa, e pode ser útil contra um futebol muito físico dos moscovitas. A ver vamos.
Da equipa russa sei apenas o que vi contra o Bayern, onde foi batida por 4 bolas. No entanto, até ao 1º golo dos bávaros, podiam os russos ter-se adiantado no marcador por duas vezes, pelo menos. Não falando em questões técnicas, é minha convicção que Carlos Paredes irá jogar, em detrimento, possivelmente , de Romagnoli, uma vez o paraguaio acrescenta peso à equipa, e pode ser útil contra um futebol muito físico dos moscovitas. A ver vamos.
Liga dos Astros - Classificação Geral
A classificação da Liga dos Astros é a seguinte:
1º Lugar: Joker alho - 191 pontos
2º Lugar: Kubas4EverTeam - 183 pontos;
3º Lugar:Nª Sr.ª do Caravagio - 179 pontos;
4º Lugar: Afinal estou Vivo - 169 pontos;
5º Lugar: Caça-Lagartos - 167 pontos;
6º Lugar: Caixa Blogus e Cruzados - 162 pontos;
7º Lugar: Caixa Campus - 159 pontos;
8º Lugar: Eagles - 149 pontos;
9º Lugar: Santy Thunder Team - 145 pontos
1º Lugar: Joker alho - 191 pontos
2º Lugar: Kubas4EverTeam - 183 pontos;
3º Lugar:Nª Sr.ª do Caravagio - 179 pontos;
4º Lugar: Afinal estou Vivo - 169 pontos;
5º Lugar: Caça-Lagartos - 167 pontos;
6º Lugar: Caixa Blogus e Cruzados - 162 pontos;
7º Lugar: Caixa Campus - 159 pontos;
8º Lugar: Eagles - 149 pontos;
9º Lugar: Santy Thunder Team - 145 pontos
A ressaca
Benfica/ Manchester United:
Declarações de Fernando Santos, no final do jogo,: “fizemos 45 minutos de grande qualidade”; declarações de Carlos Queirós : fizemos a nossa própria gestão de esforços, e resultou, porque os jogadores do Benfica, no segundo tempo, já não podiam com as pernas….pagaram a factura e viram como o figurino se alterava”. Esta é bem a imagem do jogo de ontem. O engenheiro já deveria saber que os jogos duram pelo menos 90 minutos. Entrou bem o Manchester, mas a partir dos 15 minutos e até final do primeiro tempo, foi superior o Benfica, embora a grande oportunidade de golo tenha sido de Saha, após remate de Cristiano Ronaldo, e defesa incompleta de Quim. O Benfica insistiu nos remates de longe, com Nuno Gomes a criar muito perigo num deles. Ao intervalo o engenheiro falou com os jogadores. Em má hora o fez, pois a segunda metade foi totalmente inversa. Melhorou muito a equipa inglesa, passando a dominar o meio campo , e jogando em contra ataques perigosos. Destaque absoluto para Cristiano Ronaldo- fez uma 2ª parte de alto nível, respondendo aos assobios dos adeptos benfiquistas, com uma exibição de gala. Após o golo de Saha, onde mais uma vez está Anderson incluído, os ingleses podiam ter aumentado o marcador, sendo que, num lance, Quim, defendeu por 3 vezes remates dos adversários.
A questão do apuramento está em aberto. Os escoceses que equipam à Sporting serão o segredo do apuramento, estando o Benfica obrigado a ganhar em casa e pontuar pelo menos fora.
Por fim destaco a questão climatérica em Lisboa. Dia quente, noite um pouco mais fresca, provocando ligeiras constipações em adeptos benfiquistas, munidos de lenços nas mãos, numa atitude meramente preventiva.
Arsenal/ FCPorto:
Um problema técnico em minha casa- TV Cabo deixou de funcionar, não me permitiu ver imagens do jogo. Apenas li as declarações dos intervenientes e acho que é consensual que a vitória inglesa é totalmente justa.
É minha convicção que os portitas não vão à 2ª fase da prova, sendo mesmo difícil irem à Taça UEFA, mas isso são contas para fazermos mais à frente.
Declarações de Fernando Santos, no final do jogo,: “fizemos 45 minutos de grande qualidade”; declarações de Carlos Queirós : fizemos a nossa própria gestão de esforços, e resultou, porque os jogadores do Benfica, no segundo tempo, já não podiam com as pernas….pagaram a factura e viram como o figurino se alterava”. Esta é bem a imagem do jogo de ontem. O engenheiro já deveria saber que os jogos duram pelo menos 90 minutos. Entrou bem o Manchester, mas a partir dos 15 minutos e até final do primeiro tempo, foi superior o Benfica, embora a grande oportunidade de golo tenha sido de Saha, após remate de Cristiano Ronaldo, e defesa incompleta de Quim. O Benfica insistiu nos remates de longe, com Nuno Gomes a criar muito perigo num deles. Ao intervalo o engenheiro falou com os jogadores. Em má hora o fez, pois a segunda metade foi totalmente inversa. Melhorou muito a equipa inglesa, passando a dominar o meio campo , e jogando em contra ataques perigosos. Destaque absoluto para Cristiano Ronaldo- fez uma 2ª parte de alto nível, respondendo aos assobios dos adeptos benfiquistas, com uma exibição de gala. Após o golo de Saha, onde mais uma vez está Anderson incluído, os ingleses podiam ter aumentado o marcador, sendo que, num lance, Quim, defendeu por 3 vezes remates dos adversários.
A questão do apuramento está em aberto. Os escoceses que equipam à Sporting serão o segredo do apuramento, estando o Benfica obrigado a ganhar em casa e pontuar pelo menos fora.
Por fim destaco a questão climatérica em Lisboa. Dia quente, noite um pouco mais fresca, provocando ligeiras constipações em adeptos benfiquistas, munidos de lenços nas mãos, numa atitude meramente preventiva.
Arsenal/ FCPorto:
Um problema técnico em minha casa- TV Cabo deixou de funcionar, não me permitiu ver imagens do jogo. Apenas li as declarações dos intervenientes e acho que é consensual que a vitória inglesa é totalmente justa.
É minha convicção que os portitas não vão à 2ª fase da prova, sendo mesmo difícil irem à Taça UEFA, mas isso são contas para fazermos mais à frente.
terça-feira, setembro 26, 2006
António Fiúza pediu a demissão
Depois de ter lançado o caos no futebol português, de ter provocado a quase extinção do clube, vem agora, com a maior das calmas, e após palavras do antigo presidente do Gil Vicente, João Magalhães, que o criticam no modo como conduziu o caso Mateus, pedir a demissão.
Em minha opinião devia ser internado!
Em minha opinião devia ser internado!
segunda-feira, setembro 25, 2006
Europa, para Benfica e FCPorto
Começo por dizer, e sem qualquer espécie de hipocrisia , que desejo, que tanto o FCPorto como o Benfica, percam. Se possível, por resultado pesado.
O Benfica recebe os ingleses do Manchester United. Jogo crucial para os encarnados de Lisboa, após empate desolador na Dinamarca. Não só pelos pontos em jogo, também pelo dinheiro que uma vitória garante, mas, principalmente, pelo futuro da equipa. Após este jogo o Benfica tem um jogo acessível, com o Desportivo das Aves, sendo que, uma vitória frente ao ingleses, pode estabilizar a equipa e galvanizar os adeptos, um tanto descrentes até ao momento.
É minha opinião que o Benfica perde em jogar com Petit e Katsouranis, pois o grego rende muito mais ao actuar sozinho à frente da defesa. Penso no entanto que o engenheiro colocará ambos em campo. Não vou vaticinar qual o onze de cada uma das equipas, uma vez que não me sinto capaz para tal. Os ingleses têm principalmente o prestigio a defender, após terem sido eliminados da prova no ano passado no mesmo grupo do Benfica. Estou curioso em saber como será a exibição de Cristiano Ronaldo, após o incidente da época anterior.
O FCPorto vai a Londres. Arsenal, que após um inicio de campeonato titubeante, tem vindo a melhorar substancialmente , com duas vitórias nos dois últimos jogos, uma delas em Manchester, contra o adversário do Benfica de hoje. Henry está a voltar à melhor forma. Acho que os portistas terão um teste bem duro, bem diferente do que têm tido até ao momento no campeonato interno. A sua defesa, que, para mim revela lacunas ( acho Bruno Alves um mau jogador) será posta à prova como nunca. O treinador inglês destaca Anderson, mas diz respeitar toda a equipa azul. Acho que será um jogo que se decidirá sobretudo pelo grau de inspiração de cada um dos melhores valores de cada equipa, com favoritismo, na minha opinião, dos ingleses.
O Benfica recebe os ingleses do Manchester United. Jogo crucial para os encarnados de Lisboa, após empate desolador na Dinamarca. Não só pelos pontos em jogo, também pelo dinheiro que uma vitória garante, mas, principalmente, pelo futuro da equipa. Após este jogo o Benfica tem um jogo acessível, com o Desportivo das Aves, sendo que, uma vitória frente ao ingleses, pode estabilizar a equipa e galvanizar os adeptos, um tanto descrentes até ao momento.
É minha opinião que o Benfica perde em jogar com Petit e Katsouranis, pois o grego rende muito mais ao actuar sozinho à frente da defesa. Penso no entanto que o engenheiro colocará ambos em campo. Não vou vaticinar qual o onze de cada uma das equipas, uma vez que não me sinto capaz para tal. Os ingleses têm principalmente o prestigio a defender, após terem sido eliminados da prova no ano passado no mesmo grupo do Benfica. Estou curioso em saber como será a exibição de Cristiano Ronaldo, após o incidente da época anterior.
O FCPorto vai a Londres. Arsenal, que após um inicio de campeonato titubeante, tem vindo a melhorar substancialmente , com duas vitórias nos dois últimos jogos, uma delas em Manchester, contra o adversário do Benfica de hoje. Henry está a voltar à melhor forma. Acho que os portistas terão um teste bem duro, bem diferente do que têm tido até ao momento no campeonato interno. A sua defesa, que, para mim revela lacunas ( acho Bruno Alves um mau jogador) será posta à prova como nunca. O treinador inglês destaca Anderson, mas diz respeitar toda a equipa azul. Acho que será um jogo que se decidirá sobretudo pelo grau de inspiração de cada um dos melhores valores de cada equipa, com favoritismo, na minha opinião, dos ingleses.
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