Duas semanas depois dos últimos jogos da Liga, devido à paragem (incompreensível) da competição por causa do compromisso da selecção nacional, o futebol voltou às quatro linhas.
A Briosa perdeu por 2-1, mas realizou a exibição mais consistente da época.
Manuel Machado apresentou um onze bem mais equilibrado do que o previsto, nem dramaticamente defensivo, nem inconscientemente ofensivo.
Estruturada num 4x3x3 que apostou na mobilidade do tridente ofensivo e na capacidade de circulação e condução de bola de Filipe Teixeira, a Académica foi uma equipa com propensão defensiva, mas sem abdicar do processo ofensivo.
A consistência do processo defensivo foi uma enorme surpresa.
Com excepção dos dois golos portistas, resultantes de duas clamorosas falhas defensivas de Lino e Pavlovic, a Briosa revelou uma organização e um equilíbrio no processo defensivo até então nunca visto.
Relativamente ao processo ofensivo, as transições rápidas eram a principal arma.
Tapar todos os espaços ao adversário, trocar a bola em passes curtos e explorar os corredores era o caminho proposto para chegar à baliza contrária. Para isso, a Briosa entrou em campo com Nuno Luís, Litos, Kaká e Lino na zona mais recuada; Brum, Filipe Teixeira e Pavlovic preenchiam o centro do terreno; e na frente Dame contava com a ajuda de Miguel Pedro e de Barbosa.
Jesualdo manteve-se fiel ao 4x3x3, mas procedeu a algumas alterações nos sectores defensivo e intermediário da equipa. Ainda não foi desta que repetiu o mesmo onze.
Com o ataque entregue a Quaresma, Lisandro e Postiga, na defesa saiu Fucile e reentrou Marek Cech para o lado esquerdo; no meio-campo, Paulo Assunção foi poupado e com isto Raul Meireles ocupou a posição de médio mais defensivo, auxiliado por Lucho González e por Jorginho.
O Porto em toda a 1ª parte, sentiu enormes dificuldades em explanar o seu jogo ofensivo.
Ainda assim, até aos 25 minutos, criou algumas boas situações de golo, todas elas saídas dos pés de Quaresma, com cruzamentos perigosos quer à esquerda quer à direita.
Usando e abusando do passe longo, até porque o curto falhava demasiadas vezes, os azuis e brancos perderam gás a partir do momento em que Lisandro falhou a grande situação de golo até então.
Na marcação de um livre directo, o avançado apareceu ao segundo poste e cabeceou contra Pedro Roma, a bola ficou perdida dentro da pequena área e o argentino voltou a enviá-la contra as pernas do guarda-redes da Briosa.
A partir deste momento, a Académica aventurou-se um pouco mais no ataque, arvorando-se Dame como a sua principal referência ofensiva.
Porque o golo não aparecia, ao intervalo Jesualdo Ferreira deixou o apagado Jorginho no balneário e chamou à equipa Bruno Moraes.
O brasileiro colocou-se nas costas de Postiga, prevalecendo agora o 4x2x4.
Quatro minutos bastaram para que Postiga fizesse o seu sétimo golo na Liga.
Todavia, foi um golo duplamente irregular.
Quaresma domina a bola com a mão e Postiga encontra-se em posição de fora de jogo.
Erro grave e com influência no resultado de Paraty.
Em vantagem no marcador e mais libertos da pressão, incompreensivelmente Jesualdo deu um passo atrás na táctica ofensiva: Ibson substituiu Lisandro e o Porto regressou ao 4x3x3 de origem.
Manuel Machado decidiu responder e desta vez foi feliz.
Saíram Hélder Barbosa, Filipe Teixeira e Brum e entraram Nestor, Paulo Sérgio e Sarmento.
O predomínio portista mantinha-se, mas o espírito ofensivo da Académica conhecia um novo fôlego.
Sempre com mais posse de bola, o Porto, ainda assim, não conseguia chegar ao golo da tranquilidade.
Postiga e Quaresma desperdiçaram as melhores ocasiões portistas.
Mas como quem não marca sofre, a Briosa chegou ao empate.
Dame fez um passe milimétrico para Nestor e, aos 76 minutos, o atacante bateu Helton, perante a complacência de Pepe.
Na sua primeira jogada de verdadeiro perigo, a Briosa conseguia o empate.
Jesualdo mexeu, de novo, e voltou ao 4x2x4 – saiu Meireles e entrou Alan.
Poucos minutos depois, na sequência de um canto marcado por Quaresma, Pepe, beneficiando de uma clamorosa falha de marcação de Pavlovic, fez o 2-1.
Um golo que resulta de uma nova forma de encarar defensivamente os cantos, que, para mim, é incompreensível.
No passado colocava-se um jogador em cada um dos postes. Hoje, coloca-se apenas um jogador no poste mais próximo do lado em que o canto é marcado.
Tal como se comprova neste caso, parece-me que não se ganha nada em prescindir da colocação de um jogador no poste mais distante.
Estivesse um jogador naquele poste e, certamente, que a bola não teria entrado.
Até final, a Académica ainda teve ocasião de assustar os portistas, mas o remate de Lino saiu por cima.
Belo jogo da Académica, moralizador, que poderá catapultar a equipa para voos mais consentâneos com as expectativas que o 4º maior orçamento da Liga suscita.
Vitória sofrida dos dragões.
Logo após, entrou em campo o Benfica para defrontar o Braga. Ou melhor, entraram onze indivíduos envergando a camisola do Benfica.
Estou certo que se tratavam de clones dos jogadores do Benfica, tal foi a pobreza franciscana da sua exibição.
O Benfica nunca demonstrou capacidade para vencer o jogo. Lamentável a exibição do Benfica. Mais uma derrota e mais uma vez encaixando 3 golos num jogo de grau de dificuldade elevado.
Ofensivamente a equipa não existiu e defensivamente acumulou erros infantis que determinaram a derrota.
A equipa nunca foi um bloco, mas apenas um conjunto de 3 linhas distintas e suficientemente distantes entre si para inviabilizar qualquer organização defensiva ou ofensiva.
Quando as linhas não formam um bloco, os espaços concedidos ao adversário e os espaços existentes entre os jogadores conduzem a equipa para o abismo da ineficácia ofensiva e defensiva.
O Benfica foi uma equipa sem chama, apática, sem agressividade e sem capacidade de sofrimento.
Os laterais nunca souberam dar profundidade ao processo ofensivo, os centrais apresentaram-se sempre intranquilos, Petit nunca acertou com a marcação a João Pinto, concedendo-lhe liberdades fatais, e, simultaneamente, nunca acertou com o tempo de passe e de circulação da bola, os interiores não abriram ofensivamente o losango, nem protegeram defensivamente os laterais, expondo-os a situações de 2/1, Simão nunca encontrou a melhor solução, verticalizou quando era de circular e circulou quando era de penetrar, Nuno Gomes voltou a falhar uma oportunidade clamorosa, cuja eventual concretização poderia ter dado um novo rumo à partida, para além de se ter furtado constantemente ao mais singelo dos contactos.
Miccoli, embora ausente da partida em alguns períodos, cotou-se, ainda assim, como a melhor unidade do Benfica, baixando para organizar o processo ofensivo
O Benfica, apenas, construiu duas verdadeiras oportunidades de golo, uma em cada uma das metades da partida, por intermédio de Nuno Gomes e Simão, respectivamente, e ambas a anteceder o 2º e 3º golos bracarenses.
O Braga foi um justíssimo vencedor. Foi sempre mais e melhor equipa.
O que faltou em vontade, agressividade, raça e organização ao Benfica, o Braga teve.
O Braga deu um pontapé na crise, relançando-se no campeonato.
Perante um adversário quase sempre à deriva e vazio de ideias, a equipa de Rogério Gonçalves foi grande e merecidamente vencedora.
Rogério Gonçalves estruturou a sua equipa no previsto 4x3x3, assente numa pressão alta que lhe permitiu encetar transições rápidas.
Com João Pinto como pensador do processo ofensivo bracarense, o primeiro golo surgiu num erro clamoroso de Quim.
Quim repôs mal a bola e Zé Carlos aproveitou para fazer um golaço.
Um erro à Moretto.
Sempre me manifestei contra a marcação de livres laterais junto à área pelos guarda-redes, pois qualquer erro é, normalmente, fatal.
O Benfica havia entrado letárgico, mas nem o golo sofrido o fez acordar.
As dificuldades para armar o seu jogo ofensivo eram mais do que muitas. As dificuldades para manter a bola na sua posse e fazê-la circular entre os seus jogadores eram enormes, ao ponto de os centrais se assumirem como os principais "construtores" do processo ofensivo.
Claro está que assim o ataque, pura e simplesmente, não existiu durante os primeiros 30 minutos da partida.
O Benfica nunca se conseguiu libertar da fortíssima pressão alta exercida pelo Braga.
Durante esse período, a bola nunca se aproximou sequer de Nuno Gomes e de Fabrizio Miccoli. Todavia, cerca dos 30 minutos, o fulgor inicial bracarense foi decaindo e a pressão foi decrescendo, o que permitiu uma ligeira subida de produção do Benfica.
Sem qualquer remate até então realizado, o Benfica beneficiou de um livre.
Katsouranis desviou de cabeça, Paulo Santos não segurou a bola e permitiu a Ricardo Rocha a igualdade no marcador.
O golo foi um bom tónico para o Benfica.
Foi, talvez, o período menos mau do Benfica na partida.
Por essa altura, logrou esboçar uma tímida reacção, assente numa maior proximidade entre linhas.
Nuno Gomes quase marcou de cabeça aos 38 minutos, no tal lance que poderia ter alterado o curso da partida.
Contudo, foi sol de pouca dura.
Logo após, João Pinto fez a bola embater na barra da baliza benfiquista e Maciel fez o 2-1.
Inacreditável a infantil perda de bola de Nelson a meio-campo que esteve na base do ataque rápido finalizado por Maciel.
Também neste lance Quim não esteve bem .
Pareceu-me mal colocado, já que a bola entrou junto ao poste mais próximo.
Depois, entrou em cena Fernando Santos.
Retirou do campo Katsouranis ao invés de substituir Petit, uma vez mais protagonista de uma péssima exibição.
Não se contesta a entrada de Karagounis, até porque a mesma se impunha na perspectiva de conseguir mais posse e circulação de bola.
Aliás, com a entrada de Karagounis o Benfica teve, indiscutivelmente, mais posse e circulação de bola, mas sem a mínima objectividade.
Tivessem retirado as balizas que o jogo não se ressentiria.
O domínio territorial pertencia ao Benfica, mas o controlo do jogo permanecia nas mãos dos bracarenses.
Na segunda metade, o Braga adoptou uma postura de clara expectativa, espreitando o erro adversário para chegar ao golo.
A meio da segunda parte, Fernando Santos mexeu na equipa, mas mal.
Substituiu Assis por Paulo Jorge, abdicando do losango e estruturando a equipa em 4x2x4.
Impunha-se a saída de Nélson, autor de uma exibição paupérrima, por troca com Paulo Jorge, por forma a conferir maior profundidade ao jogo lateral da equipa.
Por outro lado, manteve Nuno Gomes em campo quando se justificava a sua saída e a chamada de Mantorras.
Jogadores há que são intocáveis para Fernando Santos...
Aos 80 minutos, o Benfica desfrutou da mais flagrante oportunidade para empatar, mas Simão Sabrosa cabeceou por cima da barra.
Como quem não marca sofre, pouco depois o Braga matou o jogo, fazendo o 3-1.
Vitória sem contestação do Braga.
O Sporting venceu na Madeira o Marítimo por 0-1.
Não vi o jogo, nem sequer o seu resumo, pelo que me abstenho de fazer qualquer comentário à partida.
segunda-feira, novembro 20, 2006
sábado, novembro 18, 2006
sexta-feira, novembro 17, 2006
Casquinada da Semana
Aqui fica o prometido post para que possam dizer de vossa justiça e eleger a casquinada da semana.
Antevisão da Jornada
Braga/Benfica
Este sábado, o Braga irá receber pela 51.ª vez o Benfica em jogos a contar para o Campeonato nacional. Num rápido olhar pela história dos confrontos entre as duas equipas é fácil constatar que as águias não se dão mal com os ares do Minho, onde ganharam em mais de metade dos jogos. De facto, em 28 ocasiões a vitória sorriu aos encarnados de Lisboa, registando-se ainda 15 empates e apenas sete triunfos dos arsenalistas. O domínio dos lisboetas é ainda claro quando se fala de golos, tendo marcado 88 golos e sofrido apenas 49.
Mas, apesar da história ser claramente favorável ao emblema da Lisboa - que, inclusivamente esteve sem perder em Braga entre 1967 e 1999, num total de 26 jogos -, a verdade é nos últimos anos os bracarenses têm conseguido equilibrar as contas levando inclusivamente vantagem nos últimos dez embates, somando quatro vitórias, três empates e outros tantos desaires.
Aliás, a última vitória das águias foi obtida ainda no tempo de José António Camacho, em 2003/04, quando os encarnados venceram de forma clara por 3-0. Nessa partida, Miguel, Simão e Sokota foram os marcadores dos golos e, curiosamente, Quim - actual titular da baliza das águias - era o guarda-redes do Braga.
Na época seguinte, que marcou o regresso do Benfica à conquista do título de campeão, os arsenalistas travaram a caminhada da equipa de Giovanni Trapattoni, obtendo um nulo.
Na última época, num jogo espectacular, a vitória acabou por sorrir ao Braga, que ganhou por 3-2 num jogo em que a estrela foi Bevaqua, autor dos dois últimos golos da equipa da casa.
O Benfica de Fernando Santos é estruturalmente diferente do Benfica de Ronald Koeman e de Giovanni Trapattoni.
Se os antigos treinadores eram adeptos fiéis do 4-3-3, Fernando Santos opta por um 4-4-2 em losango.
Confesso que sou um admirador do 4x4x2 em losango.
Analisadas as vantagens e desvantagens, é o sistema mais perfeito dos imperfeitos.
Claro que há mais vida para lá dos sistemas, pois que estes dependem largamente dos jogadores que os colocam em prática.
Trata-se de um sistema que requer uma equipa compacta, a jogar em bloco, e que apele às tringulações ou às pequenas sociedades entre jogadores como diz Freitas Lobo.
Se analisarmos a disposição dos jogadores em campo, daria para formar vários triângulos: lateral - médio interior - avançado; trinco - médio interior - médio ofensivo ; médio ofensivo - primeiro avançado - segundo avançado.
É, portanto, um sistema que requer proximidade entre os seus elementos (daí a necessidade de a equipa jogar compacta), para privilegiar uma circulação de bola rápida e apoiada.
O losango de meio-campo deve funcionar quase como um harmónio, para que os seus quatro elementos estejam sempre próximos uns dos outros e também dos restantes elementos da equipa.
A força motriz deste modelo assenta na disposição em diamante do quarteto de meio campo, de forma a potenciar uma melhor ocupação de espaços e critério na circulação de bola.
Há que identificar e criar automatismos colectivos inerentes às diferentes zonas: zona defensiva, onde se situa o trinco (típico n.º 6); zona de construção, onde se encontra, normalmente, o jogador mais talentoso (o chamado n.º 10); e, por fim, a zona de transição, onde imperam os médios interiores, encarregues de, muitas vezes, definir o ritmo e organizar a ligação entre sectores. Será na fluidez e equilíbrio do losango que residirá grande parte do sucesso da equipa.
Os médios interiores representam um papel chave neste sistema.
São eles que compensam e/ou apoiam as subidas dos laterais e promovem o alargamento e estreitamento do losango, consoante a equipa detenha, ou não, a posse de bola.
Para estas posições, exigem-se jogadores completos (com rigor táctico), ou seja, que saibam desempenhar tarefas defensivas (dobrar, bascular, pressionar), mas também tenham critério quando têm o esférico em seu poder (qualidade de passe e visão de jogo).
A presença de dois avançados a pisar a grande área adversária oferece maior poder de fogo, ao contrário do modelo 4x3x3.
Por sua vez, a grande pecha está relacionada com a inexistência de flanqueadores puros, ficando as tarefas de jogar junto à linha para os laterais.
Quando estes não demonstram propensão a subir, a equipa pode ter dificuldades em alargar o jogo e criar espaços de penetração.
Este foi o principal problema da 1ª tentativa de Fernando Santos de jogar neste sistema – os laterais, pura e simplesmente, não exploravam ofensivamente o seu corredor.
Fernando Santos passou os últimos meses em busca da rota táctica certa para o seu Benfica. Parece que a encontrou.
Fernando Santos é um treinador obcecado pela posse de bola.
O seu modelo de jogo assenta na posse e circulação da bola, bem como pela exploração do jogo lateral, através dos flancos.
Nesta fase da época, a equipa ainda denota alguns desequilíbrios na transição defensiva, sendo ainda algo incipiente a primeira fase de construção, à saída da área.
A instabilidade da equipa no controlo do momento defensivo do jogo deriva, em larga medida, da lenta e precária transição do processo ofensivo para o defensivo, revelando problemas de re-organização posicional.
Hoje por hoje, este é o principal problema da equipa do Benfica, ultrapassada que se mostra a compatibilidade entre Petit e Katsouranis.
Com uma clara definição de funções, Petit (fixo à frente dos centrais, como um trinco clássico) e Katsouranis (vértice direito do losango, liberto para surgir a rematar ou desequilibrar ofensivamente) adquiriram mecanização de movimentos para serem compatíveis no mesmo onze.
No vértice ofensivo Simão, entre-linhas, ora organiza, ora faz o último passe. E o que tem crescido Simão como jogador…
Descai para uma faixa (sobretudo a esquerda), arrasta marcações e abre espaços para o recuo de Miccoli, que, nessa troca posicional, desequilibra as defesas adversárias. Sobre a esquerda, Nuno Assis, é um falso interior que sabe flanquear o jogo.
A profundidade pelos flancos é garantida pela subida de Nelson e de Léo, que actuam como verdadeiros “carrilleros” à imagem do futebol sul-americano.
Assim, nesta dinâmica, mais do que um losango, o Benfica forma dois triângulos a meio-campo – Petit, Katsouranis e Assis/Simão, Nuno Gomes e Miccoli.
Luisão "trouxe" uma lesão da selecção e deverá ser substituído por Anderson.
O Benfica deverá alinhar com Quim, Nelson, Anderson, Rocha e Léo, Petit, Katsouranis, Assis e Simão, Nuno Gomes e Miccoli.
O Braga de Rogério Gonçalves é uma incógnita, mas o seu percurso enquanto treinador permite antecipar o sistema e o modelo de jogo que deverá apresentar.
No que concerne ao sistema de jogo, o novel técnico bracarense opta, por regra, por um clássico 4x3x3, sistema no qual a equipa até apresenta rotinas consideráveis, já que este, também, era o sistema perfilhado por Jesualdo.
4 defesas, um médio de cobertura ou trinco, dois médios interiores, dois alas e um ponta de lança.
4x3x3 clássico, com o triângulo do meio-campo a ser formado a partir do vértice recuado.
Este sistema depende ofensivamente, em larga medida, da maior ou menor amplitude de movimentos dos médios interiores para se assumirem como box-to-box e das diagonais dos alas no apoio ao ponta de lança.
Defensivamente, a equipa transforma-se, estruturando-se num 4x5x1, com os alas a fechar no meio-campo.
No que tange ao modelo de jogo, defrontando um grande, Rogério Gonçalves deverá privilegiar as transições ofensivas rápidas, articuladas em ataques rápidos e contra-ataques, procurando explorar a velocidade do tridente ofensivo.
Sem Hugo Leal e com Maurício e Nem castigados, Rogério Gonçalves deverá apresentar Luís Filipe, Paulo Jorge, Irineu e Carlos Fernandes formando o quarteto defensivo.
Madrid deverá alinhar à frente da defesa, nas funções de médio de cobertura, enquanto Vandinho, sobre a meia-direita, e João Pinto, sobre a meia-esquerda, serão os interiores, que procurarão alimentar e envolver-se na dinâmica atacante, onde deverão pontificar Maciel, no flanco direito, Cesinha ou Wender, do lado contrário, e Zé Carlos no eixo do ataque.
Partida de elevado grau de dificuldade para o Benfica, acentuado pela recente “chicotada psicológica” bracarense.
FCPorto/AAC
Este Sábado, o Porto irá receber pela 54.ª vez a Briosa em jogos a contar para o Campeonato nacional.
Em 41 ocasiões a vitória sorriu ao Porto, registando-se ainda 8 empates e apenas cinco triunfos dos estudantes.
Jesualdo deverá manter-se fiel ao sistema apresentado em Setúbal, onde apostou em Jorginho para actuar no espaço que antes era de Anderson, a zona interior esquerda do meio campo, com liberdade para entrar desde trás.
Com a entrada de Jorginho, a dinâmica ofensiva alterou-se.
Jorginho jogou mais interior, desequilibrando em zonas centrais, quer no passe, quer a acelerar jogo, ao passo que Lisandro flectiu para perto de Postiga, abrindo o corredor para a subida de Bosingwa que surgiu, a atacar, na posição do extremo.
Assim, o Porto deverá apresentar-se em 4x3x3, embora com cambiantes.
O triângulo invertido do meio-campo indica que Lucho e Jorginho ficarão encarregues de ligar os sectores – Jorginho mais na zona de construção – sobrando, unicamente, um pivot defensivo que procura garantir a harmonia em zona de recuperação.
Hélton, Bosingwa, Pepe, Bruno Alves e Cech (Fucile só hoje chega da selecção e deverá ser preterido), Assunção ou Meireles, Lucho e Jorginho, Quaresma, Lisandro e Postiga deverão ser os eleitos de Jesualdo.
A Briosa enfrenta um dos seis mais fáceis jogos da temporada
Contra os grandes, nada há a perder e tudo há a ganhar.
Com esta jornada completar-se-á um terço do campeonato.
Temos 10 pontos, o que extrapolando para 30 jornadas nos dará 30 pontos.
Em princípio devem chegar, atentas as fragilidades das equipas do fundo da tabela.
No entanto nunca fiando.
Um ponto nas Antas era oiro sobre azul.
Seria deveras moralizante.
Todavia, a fragilidade demonstrada até ao momento não augura nada de bom.
Manuel Machado deverá apostar num sistema de 5x3x2 de clara vocação defensiva.
Aliás, nos minutos finais do jogo contra o Estrela teve ocasião de testar o sistema, com resultados, diga-se, tenebrosos.
Manuel Machado procura dar consistência ao sector mais frágil da equipa – a defesa.
Todavia, não me parece que o consiga.
Jogando com 5 ou 10 defesas, o problema permaneceria, qual seja a falta de qualidade dos elementos que compõem a linha defensiva.
Káká, Litos e Medeiros deverão ser as apostas de Machado, mas nenhum deles dá garantias mínimas de fiabilidade.
Nuno Luís e Lino deverão ser os laterais, mas com indicações para se cingirem a movimentos defensivos, procurando mais bascular dentro do que explorar o flanco (ainda assim, pelas suas características, Lino deverá apresentar alguma propensão ofensiva).
À frente da defesa, Manuel Machado deverá apostar numa linha de 3 médios de características defensivas, a saber Alexandre, caso recupere, ou Pavlovic, Brum e Paulo Sérgio.
Aposta clara na contenção.
Preferia que abdicasse de um e promovesse Filipe Teixeira à titularidade, por forma a garantir uma posse e circulação de bola mínimas.
Na frente, a aposta deverá recair em Dame e Miguel Pedro, procurando explorar a sua velocidade.
Equipa com especial tracção defensiva, na qual os médios deverão alinhar junto dos defesas e os avançados distarão, pelo menos, uns bons 30 metros dos médios.
Jogo de prognóstico, claramente, favorável ao Porto.
Marítimo/Sporting
Este Domingo, o Marítimo irá receber pela 26.ª vez o Sporting em jogos a contar para o Campeonato nacional.
Em 16 ocasiões a vitória sorriu ao Sporting, registando-se ainda 3 empates e apenas sete triunfos dos maritimistas.
Paulo Bento fará alinhar a sua equipa no habitual 4x4x2 em losango, apostando num pivot defensivo e explorando as diagonais e trocas posicionais do trio da segunda linha do meio campo, cujas movimentações se cruzam com a mobilidade da dupla ofensiva.
O 4x4x2 em losango de Paulo Bento apresenta cambiantes que o diferenciam do sistema na sua vertente mais tradicional.
Neste sistema, o espaço deixado nos flancos exige a presença de laterais.
Como os jogadores da zona intermediária ocupam posições mais interiores, a profundidade de jogo deve ser acompanhada pela subida constante dos laterais, desenvolvendo triângulações com os elementos mais adiantados.
Na sua vertente mais pura, o sistema postula a co-existência de dois flanqueadores que avançam, em progressão, desde terrenos mais recuados.
Aqui reside a diferença o 4x4x2 em losango de Paulo Bento.
Raramente se vê Paulo Bento optar pela inclusão, no onze titular, de dois laterais ofensivos (Abel e Ronny ou Tello, para citar um caso).
Normalmente, o treinador leonino gere a deslocação dos jogadores mais ofensivos, com movimentos de dentro para fora.
É assim que a equipa se estende e procura alargar o jogo, seja com um dos avançados a procurar fugir à marcação, seja pelos movimentos laterais dos médios de transição.
Paulo Bento, em vista do jogo de Milão e da sua inabalável fé na rotatitividade, deverá fazer alinhar Ricardo, Abel, Polga, Tonel ou Miguel Veloso e Tello, Custódio, Moutinho, Nani e Martins, Liedson e Alecsandro.
Motivado por uma série de excelentes resultados, o Marítimo deverá apresentar o mesmo onze da pretérita jornada.
Assim, deverá actuar no 4x2x3x1 tanto do agrado de Ulisses Morais composto por Marcos, Zé gomes, Gregory, Milton do Ó e Evaldo, Wenio e Olberdam, Filipe Oliveira, Marcinho e Luís Olim, Lipatin.
Jogo de grau de dificuldade elevado para o Sporting, ainda para mais porque antecede a decisiva visita a Milão.
Este sábado, o Braga irá receber pela 51.ª vez o Benfica em jogos a contar para o Campeonato nacional. Num rápido olhar pela história dos confrontos entre as duas equipas é fácil constatar que as águias não se dão mal com os ares do Minho, onde ganharam em mais de metade dos jogos. De facto, em 28 ocasiões a vitória sorriu aos encarnados de Lisboa, registando-se ainda 15 empates e apenas sete triunfos dos arsenalistas. O domínio dos lisboetas é ainda claro quando se fala de golos, tendo marcado 88 golos e sofrido apenas 49.
Mas, apesar da história ser claramente favorável ao emblema da Lisboa - que, inclusivamente esteve sem perder em Braga entre 1967 e 1999, num total de 26 jogos -, a verdade é nos últimos anos os bracarenses têm conseguido equilibrar as contas levando inclusivamente vantagem nos últimos dez embates, somando quatro vitórias, três empates e outros tantos desaires.
Aliás, a última vitória das águias foi obtida ainda no tempo de José António Camacho, em 2003/04, quando os encarnados venceram de forma clara por 3-0. Nessa partida, Miguel, Simão e Sokota foram os marcadores dos golos e, curiosamente, Quim - actual titular da baliza das águias - era o guarda-redes do Braga.
Na época seguinte, que marcou o regresso do Benfica à conquista do título de campeão, os arsenalistas travaram a caminhada da equipa de Giovanni Trapattoni, obtendo um nulo.
Na última época, num jogo espectacular, a vitória acabou por sorrir ao Braga, que ganhou por 3-2 num jogo em que a estrela foi Bevaqua, autor dos dois últimos golos da equipa da casa.
O Benfica de Fernando Santos é estruturalmente diferente do Benfica de Ronald Koeman e de Giovanni Trapattoni.
Se os antigos treinadores eram adeptos fiéis do 4-3-3, Fernando Santos opta por um 4-4-2 em losango.
Confesso que sou um admirador do 4x4x2 em losango.
Analisadas as vantagens e desvantagens, é o sistema mais perfeito dos imperfeitos.
Claro que há mais vida para lá dos sistemas, pois que estes dependem largamente dos jogadores que os colocam em prática.
Trata-se de um sistema que requer uma equipa compacta, a jogar em bloco, e que apele às tringulações ou às pequenas sociedades entre jogadores como diz Freitas Lobo.
Se analisarmos a disposição dos jogadores em campo, daria para formar vários triângulos: lateral - médio interior - avançado; trinco - médio interior - médio ofensivo ; médio ofensivo - primeiro avançado - segundo avançado.
É, portanto, um sistema que requer proximidade entre os seus elementos (daí a necessidade de a equipa jogar compacta), para privilegiar uma circulação de bola rápida e apoiada.
O losango de meio-campo deve funcionar quase como um harmónio, para que os seus quatro elementos estejam sempre próximos uns dos outros e também dos restantes elementos da equipa.
A força motriz deste modelo assenta na disposição em diamante do quarteto de meio campo, de forma a potenciar uma melhor ocupação de espaços e critério na circulação de bola.
Há que identificar e criar automatismos colectivos inerentes às diferentes zonas: zona defensiva, onde se situa o trinco (típico n.º 6); zona de construção, onde se encontra, normalmente, o jogador mais talentoso (o chamado n.º 10); e, por fim, a zona de transição, onde imperam os médios interiores, encarregues de, muitas vezes, definir o ritmo e organizar a ligação entre sectores. Será na fluidez e equilíbrio do losango que residirá grande parte do sucesso da equipa.
Os médios interiores representam um papel chave neste sistema.
São eles que compensam e/ou apoiam as subidas dos laterais e promovem o alargamento e estreitamento do losango, consoante a equipa detenha, ou não, a posse de bola.
Para estas posições, exigem-se jogadores completos (com rigor táctico), ou seja, que saibam desempenhar tarefas defensivas (dobrar, bascular, pressionar), mas também tenham critério quando têm o esférico em seu poder (qualidade de passe e visão de jogo).
A presença de dois avançados a pisar a grande área adversária oferece maior poder de fogo, ao contrário do modelo 4x3x3.
Por sua vez, a grande pecha está relacionada com a inexistência de flanqueadores puros, ficando as tarefas de jogar junto à linha para os laterais.
Quando estes não demonstram propensão a subir, a equipa pode ter dificuldades em alargar o jogo e criar espaços de penetração.
Este foi o principal problema da 1ª tentativa de Fernando Santos de jogar neste sistema – os laterais, pura e simplesmente, não exploravam ofensivamente o seu corredor.
Fernando Santos passou os últimos meses em busca da rota táctica certa para o seu Benfica. Parece que a encontrou.
Fernando Santos é um treinador obcecado pela posse de bola.
O seu modelo de jogo assenta na posse e circulação da bola, bem como pela exploração do jogo lateral, através dos flancos.
Nesta fase da época, a equipa ainda denota alguns desequilíbrios na transição defensiva, sendo ainda algo incipiente a primeira fase de construção, à saída da área.
A instabilidade da equipa no controlo do momento defensivo do jogo deriva, em larga medida, da lenta e precária transição do processo ofensivo para o defensivo, revelando problemas de re-organização posicional.
Hoje por hoje, este é o principal problema da equipa do Benfica, ultrapassada que se mostra a compatibilidade entre Petit e Katsouranis.
Com uma clara definição de funções, Petit (fixo à frente dos centrais, como um trinco clássico) e Katsouranis (vértice direito do losango, liberto para surgir a rematar ou desequilibrar ofensivamente) adquiriram mecanização de movimentos para serem compatíveis no mesmo onze.
No vértice ofensivo Simão, entre-linhas, ora organiza, ora faz o último passe. E o que tem crescido Simão como jogador…
Descai para uma faixa (sobretudo a esquerda), arrasta marcações e abre espaços para o recuo de Miccoli, que, nessa troca posicional, desequilibra as defesas adversárias. Sobre a esquerda, Nuno Assis, é um falso interior que sabe flanquear o jogo.
A profundidade pelos flancos é garantida pela subida de Nelson e de Léo, que actuam como verdadeiros “carrilleros” à imagem do futebol sul-americano.
Assim, nesta dinâmica, mais do que um losango, o Benfica forma dois triângulos a meio-campo – Petit, Katsouranis e Assis/Simão, Nuno Gomes e Miccoli.
Luisão "trouxe" uma lesão da selecção e deverá ser substituído por Anderson.
O Benfica deverá alinhar com Quim, Nelson, Anderson, Rocha e Léo, Petit, Katsouranis, Assis e Simão, Nuno Gomes e Miccoli.
O Braga de Rogério Gonçalves é uma incógnita, mas o seu percurso enquanto treinador permite antecipar o sistema e o modelo de jogo que deverá apresentar.
No que concerne ao sistema de jogo, o novel técnico bracarense opta, por regra, por um clássico 4x3x3, sistema no qual a equipa até apresenta rotinas consideráveis, já que este, também, era o sistema perfilhado por Jesualdo.
4 defesas, um médio de cobertura ou trinco, dois médios interiores, dois alas e um ponta de lança.
4x3x3 clássico, com o triângulo do meio-campo a ser formado a partir do vértice recuado.
Este sistema depende ofensivamente, em larga medida, da maior ou menor amplitude de movimentos dos médios interiores para se assumirem como box-to-box e das diagonais dos alas no apoio ao ponta de lança.
Defensivamente, a equipa transforma-se, estruturando-se num 4x5x1, com os alas a fechar no meio-campo.
No que tange ao modelo de jogo, defrontando um grande, Rogério Gonçalves deverá privilegiar as transições ofensivas rápidas, articuladas em ataques rápidos e contra-ataques, procurando explorar a velocidade do tridente ofensivo.
Sem Hugo Leal e com Maurício e Nem castigados, Rogério Gonçalves deverá apresentar Luís Filipe, Paulo Jorge, Irineu e Carlos Fernandes formando o quarteto defensivo.
Madrid deverá alinhar à frente da defesa, nas funções de médio de cobertura, enquanto Vandinho, sobre a meia-direita, e João Pinto, sobre a meia-esquerda, serão os interiores, que procurarão alimentar e envolver-se na dinâmica atacante, onde deverão pontificar Maciel, no flanco direito, Cesinha ou Wender, do lado contrário, e Zé Carlos no eixo do ataque.
Partida de elevado grau de dificuldade para o Benfica, acentuado pela recente “chicotada psicológica” bracarense.
FCPorto/AAC
Este Sábado, o Porto irá receber pela 54.ª vez a Briosa em jogos a contar para o Campeonato nacional.
Em 41 ocasiões a vitória sorriu ao Porto, registando-se ainda 8 empates e apenas cinco triunfos dos estudantes.
Jesualdo deverá manter-se fiel ao sistema apresentado em Setúbal, onde apostou em Jorginho para actuar no espaço que antes era de Anderson, a zona interior esquerda do meio campo, com liberdade para entrar desde trás.
Com a entrada de Jorginho, a dinâmica ofensiva alterou-se.
Jorginho jogou mais interior, desequilibrando em zonas centrais, quer no passe, quer a acelerar jogo, ao passo que Lisandro flectiu para perto de Postiga, abrindo o corredor para a subida de Bosingwa que surgiu, a atacar, na posição do extremo.
Assim, o Porto deverá apresentar-se em 4x3x3, embora com cambiantes.
O triângulo invertido do meio-campo indica que Lucho e Jorginho ficarão encarregues de ligar os sectores – Jorginho mais na zona de construção – sobrando, unicamente, um pivot defensivo que procura garantir a harmonia em zona de recuperação.
Hélton, Bosingwa, Pepe, Bruno Alves e Cech (Fucile só hoje chega da selecção e deverá ser preterido), Assunção ou Meireles, Lucho e Jorginho, Quaresma, Lisandro e Postiga deverão ser os eleitos de Jesualdo.
A Briosa enfrenta um dos seis mais fáceis jogos da temporada
Contra os grandes, nada há a perder e tudo há a ganhar.
Com esta jornada completar-se-á um terço do campeonato.
Temos 10 pontos, o que extrapolando para 30 jornadas nos dará 30 pontos.
Em princípio devem chegar, atentas as fragilidades das equipas do fundo da tabela.
No entanto nunca fiando.
Um ponto nas Antas era oiro sobre azul.
Seria deveras moralizante.
Todavia, a fragilidade demonstrada até ao momento não augura nada de bom.
Manuel Machado deverá apostar num sistema de 5x3x2 de clara vocação defensiva.
Aliás, nos minutos finais do jogo contra o Estrela teve ocasião de testar o sistema, com resultados, diga-se, tenebrosos.
Manuel Machado procura dar consistência ao sector mais frágil da equipa – a defesa.
Todavia, não me parece que o consiga.
Jogando com 5 ou 10 defesas, o problema permaneceria, qual seja a falta de qualidade dos elementos que compõem a linha defensiva.
Káká, Litos e Medeiros deverão ser as apostas de Machado, mas nenhum deles dá garantias mínimas de fiabilidade.
Nuno Luís e Lino deverão ser os laterais, mas com indicações para se cingirem a movimentos defensivos, procurando mais bascular dentro do que explorar o flanco (ainda assim, pelas suas características, Lino deverá apresentar alguma propensão ofensiva).
À frente da defesa, Manuel Machado deverá apostar numa linha de 3 médios de características defensivas, a saber Alexandre, caso recupere, ou Pavlovic, Brum e Paulo Sérgio.
Aposta clara na contenção.
Preferia que abdicasse de um e promovesse Filipe Teixeira à titularidade, por forma a garantir uma posse e circulação de bola mínimas.
Na frente, a aposta deverá recair em Dame e Miguel Pedro, procurando explorar a sua velocidade.
Equipa com especial tracção defensiva, na qual os médios deverão alinhar junto dos defesas e os avançados distarão, pelo menos, uns bons 30 metros dos médios.
Jogo de prognóstico, claramente, favorável ao Porto.
Marítimo/Sporting
Este Domingo, o Marítimo irá receber pela 26.ª vez o Sporting em jogos a contar para o Campeonato nacional.
Em 16 ocasiões a vitória sorriu ao Sporting, registando-se ainda 3 empates e apenas sete triunfos dos maritimistas.
Paulo Bento fará alinhar a sua equipa no habitual 4x4x2 em losango, apostando num pivot defensivo e explorando as diagonais e trocas posicionais do trio da segunda linha do meio campo, cujas movimentações se cruzam com a mobilidade da dupla ofensiva.
O 4x4x2 em losango de Paulo Bento apresenta cambiantes que o diferenciam do sistema na sua vertente mais tradicional.
Neste sistema, o espaço deixado nos flancos exige a presença de laterais.
Como os jogadores da zona intermediária ocupam posições mais interiores, a profundidade de jogo deve ser acompanhada pela subida constante dos laterais, desenvolvendo triângulações com os elementos mais adiantados.
Na sua vertente mais pura, o sistema postula a co-existência de dois flanqueadores que avançam, em progressão, desde terrenos mais recuados.
Aqui reside a diferença o 4x4x2 em losango de Paulo Bento.
Raramente se vê Paulo Bento optar pela inclusão, no onze titular, de dois laterais ofensivos (Abel e Ronny ou Tello, para citar um caso).
Normalmente, o treinador leonino gere a deslocação dos jogadores mais ofensivos, com movimentos de dentro para fora.
É assim que a equipa se estende e procura alargar o jogo, seja com um dos avançados a procurar fugir à marcação, seja pelos movimentos laterais dos médios de transição.
Paulo Bento, em vista do jogo de Milão e da sua inabalável fé na rotatitividade, deverá fazer alinhar Ricardo, Abel, Polga, Tonel ou Miguel Veloso e Tello, Custódio, Moutinho, Nani e Martins, Liedson e Alecsandro.
Motivado por uma série de excelentes resultados, o Marítimo deverá apresentar o mesmo onze da pretérita jornada.
Assim, deverá actuar no 4x2x3x1 tanto do agrado de Ulisses Morais composto por Marcos, Zé gomes, Gregory, Milton do Ó e Evaldo, Wenio e Olberdam, Filipe Oliveira, Marcinho e Luís Olim, Lipatin.
Jogo de grau de dificuldade elevado para o Sporting, ainda para mais porque antecede a decisiva visita a Milão.
quinta-feira, novembro 16, 2006
Liga dos Astros
Fica, desde já, disponível o presente post para que apresentem o vosso onze para a próxima jornada.
Peço-vos que não o façam por simples remissão para o apresentado em semanas anteriores, solicitando-vos que, caso pretendam repetir o onze titular da semana passada, o republiquem.
Peço-vos que não o façam por simples remissão para o apresentado em semanas anteriores, solicitando-vos que, caso pretendam repetir o onze titular da semana passada, o republiquem.
Espaço Prof. Karamba
Os jogos sujeitos a palpite, esta semana, são os seguintes:
F.C. Porto-Académica;
Sp. Braga-Benfica;
Marítimo-Sporting;
U. Leiria-Boavista;
P. Ferreira-Naval;
Como sempre aqui deixo, desde já, o meu palpite:
F.C. Porto-Académica: 3-0;
Sp. Braga-Benfica: 1-2;
Marítimo-Sporting: 2-1;
U. Leiria-Boavista: 1-2;
P. Ferreira-Naval: 1-1;
F.C. Porto-Académica;
Sp. Braga-Benfica;
Marítimo-Sporting;
U. Leiria-Boavista;
P. Ferreira-Naval;
Como sempre aqui deixo, desde já, o meu palpite:
F.C. Porto-Académica: 3-0;
Sp. Braga-Benfica: 1-2;
Marítimo-Sporting: 2-1;
U. Leiria-Boavista: 1-2;
P. Ferreira-Naval: 1-1;
Selecção e Clubes
Ontem, fui com a família ver o Portugal/Casaquistão.
Vencemos com extrema facilidade, a qualidade do jogo foi fraquinha, mas o que mais me impressionou foi a quantidade de mulheres e crianças que se encontravam nas bancadas.
Um verdadeiro caso de estudo.
Inclusivé, arrisco dizer que se verificava paridade entre homens e mulheres.
A selecção tornou-se, definitivamente, um espaço diferenciado no contexto do futebol português. Longe da rivalidade clubística e do clima de conflitualidade latente que perpassa pela generalidade dos jogos da Liga Bwin, a selecção é um oásis.
Enquanto que nas partidas da Liga as bancadas apresentam um aspecto desolador, nos jogos da selecção, por regra, os estádios enchem.
E enchem porque os bilhetes são baratos e a animação constante.
As mulheres e as crianças deslocam-se aos estádios porque querem participar da festa em que se tornaram os jogos da selecção.
Há um sentimento de pertença e de partilha que potencia a afluência de público.
A ideia de selecção enquanto desígnio nacional, também, contribui e muito para a adesão em massa dos espectadores.
O clima de segurança, tranquilidade e comunhão arrasta os espectadores para o estádio.
Tudo o que falta na Liga Bwin.
Os clubes cristalizaram-se na gestão do produto que comercializam.
Na generalidade dos casos, os bilhetes são caros, inexiste qualquer tipo de animação que preencha os tempos mortos e vive-se um clima de conflitualidade latente que contribui para a guetização do futebol no seu mercado tradicional.
Se a isto juntarmos a qualidade do espectáculos que, por regra, não ultrapassa o sofrível, então percebemos a razão pela qual os nossos estádios estão cada vez mais vazios.
Vender futebol não é mais vender apenas o jogo.
Ignorar a necessidade de introduzir novas formas de divertimento e de atracção do público é contribuir para matar o futebol nos estádios.
Olvidar que as declarações bélicas antes e depois dos jogos produzem efeitos sobre potenciais nichos de mercado a explorar é contribuir para matar o futebol nos estádios.
Esquecer que lançar suspeitas sobre a transparência das competições e anátemas sobre os agentes desportivos descredibiliza o produto é contribuir para matar o futebol nos estádios.
E isso é, precisamente, o que os clubes mais têm feito.
Vencemos com extrema facilidade, a qualidade do jogo foi fraquinha, mas o que mais me impressionou foi a quantidade de mulheres e crianças que se encontravam nas bancadas.
Um verdadeiro caso de estudo.
Inclusivé, arrisco dizer que se verificava paridade entre homens e mulheres.
A selecção tornou-se, definitivamente, um espaço diferenciado no contexto do futebol português. Longe da rivalidade clubística e do clima de conflitualidade latente que perpassa pela generalidade dos jogos da Liga Bwin, a selecção é um oásis.
Enquanto que nas partidas da Liga as bancadas apresentam um aspecto desolador, nos jogos da selecção, por regra, os estádios enchem.
E enchem porque os bilhetes são baratos e a animação constante.
As mulheres e as crianças deslocam-se aos estádios porque querem participar da festa em que se tornaram os jogos da selecção.
Há um sentimento de pertença e de partilha que potencia a afluência de público.
A ideia de selecção enquanto desígnio nacional, também, contribui e muito para a adesão em massa dos espectadores.
O clima de segurança, tranquilidade e comunhão arrasta os espectadores para o estádio.
Tudo o que falta na Liga Bwin.
Os clubes cristalizaram-se na gestão do produto que comercializam.
Na generalidade dos casos, os bilhetes são caros, inexiste qualquer tipo de animação que preencha os tempos mortos e vive-se um clima de conflitualidade latente que contribui para a guetização do futebol no seu mercado tradicional.
Se a isto juntarmos a qualidade do espectáculos que, por regra, não ultrapassa o sofrível, então percebemos a razão pela qual os nossos estádios estão cada vez mais vazios.
Vender futebol não é mais vender apenas o jogo.
Ignorar a necessidade de introduzir novas formas de divertimento e de atracção do público é contribuir para matar o futebol nos estádios.
Olvidar que as declarações bélicas antes e depois dos jogos produzem efeitos sobre potenciais nichos de mercado a explorar é contribuir para matar o futebol nos estádios.
Esquecer que lançar suspeitas sobre a transparência das competições e anátemas sobre os agentes desportivos descredibiliza o produto é contribuir para matar o futebol nos estádios.
E isso é, precisamente, o que os clubes mais têm feito.
Artigo de Opinião do Condómino Samsalameh
Passar Tempo!!!
Ontem estriei-me nas lides futebolísticas alentejanas e claro que aqui se joga mais com o tempo...nada tinha a ver com o que se passava em Aveiro em que se procurava a todo o custo a goleada fosse para que lado fosse.
Fiquei numa equipa, onde depois do “Grande Sokota”, aos 5 minutos de jogo, ter inaugurado o marcador, desde logo ficou estabelecido que quem tinha que atacar era a equipa adversária e ali se colocaram 5 jogadores sempre à defesa, tipo Belenenses, Beira-Mar, Académica, Boavista, Naval, etc. e tal, quando jogam contra as equipas ditas grandes...Meus amigos e grande grande só há um, o Benfica, já que as outras por muito que queiram nunca chegarão a um(a) Guinness...Podem isso sim almejar ter dirigentes á altura do Veiga, mas não quero hoje falar desse episódio que muito me agradou
E o jogo, que se realizou no Pavilhão da “Petrogal” (não, não tenho acções!), acabou mesmo 1-0 e durante 55 minutos fez-se exactamente o mesmo que as ditas equipas pequenas fazem...passar tempo!!!
Que saudades eu tenho dos jogos em Aveiro!!!! Um dia irei conseguir arranjar maneira de por aí aparecer...
O passar tempo num jogo de futebol é das coisas mais irritantes que qualquer adepto daquela modalidade, como eu, odeia!! Eu, por exemplo, e até há poucos dias isso foi aqui lembrado por alguns Dignos “Blogeurs”, quando me deslocava ao Estádio Cidade de Coimbra a ver os jogos da Briosa, berrava com os jogadores que envergavam a camisola negra por, seja por que motivo fosse e estivesse o resultado que estivesse, fizessem ronha e andassem por ali a gritar pelo Menino Jesus quando nada tinham, estavam a um metro da linha lateral, mas só se levantavam se viesse a equipa médica, a qual tinha que atravessar o campo todo, cerca de 60 metros e famosa mota guiada por outra pessoa que ajudava à festa da ronha, chegando até a deixar o motor ir abaixo a meio caminho.
Sem querer ser pretensioso, a atitude dos adeptos das equipas ditas pequenas tem que mudar para bem do futebol. Bater palmas a um jogador que está a fazer fita e a pedir assistência médica é a coisa mais ridícula que assisto nos jogos que vou ver. Devia antes esse mesmo jogador ser assobiado e enxovalhado pela própria massa adepta para todos nós ficarmos a ganhar.
Obrigar os jogadores a correr o jogo todo, sem paragens, era isso que devia acontecer, devendo para tanto, quanto a mim, ser introduzida uma nova regra no futebol português: assim que entrasse a maldita maca e o veículo que a transporta esse jogador tinha que ser automaticamente substituído!!!.
É por isso que adoro o futebol inglês, os adeptos batem palmas quando a sua equipa é goleada, mas sabem que eles se esforçaram o jogo todo para conseguirem exactamente o contrário. Por outro lado, quase nem se nota na presença do “referee” e, sem haver aquela regra instituída, na realidade só quando entra a maca e a equipa médica é por que o jogador está realmente lesionado e tem que ser substituído.
O futebol português, fora raras excepções, mais parece um Lar de Idosos, onde...se passa o tempo!!!
Ontem estriei-me nas lides futebolísticas alentejanas e claro que aqui se joga mais com o tempo...nada tinha a ver com o que se passava em Aveiro em que se procurava a todo o custo a goleada fosse para que lado fosse.
Fiquei numa equipa, onde depois do “Grande Sokota”, aos 5 minutos de jogo, ter inaugurado o marcador, desde logo ficou estabelecido que quem tinha que atacar era a equipa adversária e ali se colocaram 5 jogadores sempre à defesa, tipo Belenenses, Beira-Mar, Académica, Boavista, Naval, etc. e tal, quando jogam contra as equipas ditas grandes...Meus amigos e grande grande só há um, o Benfica, já que as outras por muito que queiram nunca chegarão a um(a) Guinness...Podem isso sim almejar ter dirigentes á altura do Veiga, mas não quero hoje falar desse episódio que muito me agradou
E o jogo, que se realizou no Pavilhão da “Petrogal” (não, não tenho acções!), acabou mesmo 1-0 e durante 55 minutos fez-se exactamente o mesmo que as ditas equipas pequenas fazem...passar tempo!!!
Que saudades eu tenho dos jogos em Aveiro!!!! Um dia irei conseguir arranjar maneira de por aí aparecer...
O passar tempo num jogo de futebol é das coisas mais irritantes que qualquer adepto daquela modalidade, como eu, odeia!! Eu, por exemplo, e até há poucos dias isso foi aqui lembrado por alguns Dignos “Blogeurs”, quando me deslocava ao Estádio Cidade de Coimbra a ver os jogos da Briosa, berrava com os jogadores que envergavam a camisola negra por, seja por que motivo fosse e estivesse o resultado que estivesse, fizessem ronha e andassem por ali a gritar pelo Menino Jesus quando nada tinham, estavam a um metro da linha lateral, mas só se levantavam se viesse a equipa médica, a qual tinha que atravessar o campo todo, cerca de 60 metros e famosa mota guiada por outra pessoa que ajudava à festa da ronha, chegando até a deixar o motor ir abaixo a meio caminho.
Sem querer ser pretensioso, a atitude dos adeptos das equipas ditas pequenas tem que mudar para bem do futebol. Bater palmas a um jogador que está a fazer fita e a pedir assistência médica é a coisa mais ridícula que assisto nos jogos que vou ver. Devia antes esse mesmo jogador ser assobiado e enxovalhado pela própria massa adepta para todos nós ficarmos a ganhar.
Obrigar os jogadores a correr o jogo todo, sem paragens, era isso que devia acontecer, devendo para tanto, quanto a mim, ser introduzida uma nova regra no futebol português: assim que entrasse a maldita maca e o veículo que a transporta esse jogador tinha que ser automaticamente substituído!!!.
É por isso que adoro o futebol inglês, os adeptos batem palmas quando a sua equipa é goleada, mas sabem que eles se esforçaram o jogo todo para conseguirem exactamente o contrário. Por outro lado, quase nem se nota na presença do “referee” e, sem haver aquela regra instituída, na realidade só quando entra a maca e a equipa médica é por que o jogador está realmente lesionado e tem que ser substituído.
O futebol português, fora raras excepções, mais parece um Lar de Idosos, onde...se passa o tempo!!!
quarta-feira, novembro 15, 2006
Artigo de Opinião do Condómino Braguilha
Conhecer o segredo das coisas
rerum cognoscere causas
Antes de passar à exploração do assunto do artigo, gostaria de referir que este texto resulta da pressão que me tem sido feita para assumir uma publicação regular.
De momento, encontro-me à experiência.
Depois logo se verá.
Certo é que não possuo o fino traço literário ou o tom jocoso e irónico do Bocage dos tempos modernos que se assume com o pseudónimo de Fura-Redes, o discurso analítico e cerebral do nosso caro Administrador ou o rigor e objectividade de um Cavungi, entre outros.
Aliás, este desafio torna-se ainda maior tendo em conta que alguns dos trabalhos recentemente publicados atingiram um patamar de qualidade que, a não ser ultrapassado deveria, pelo menos, ser mantido.
No seguimento da apresentação de alguns artigos de opinião já publicados, ficámos a saber, entre outras coisas:
-a razão por que o nosso amigo Cavungi não sofre com a equipa das quinas – aventando-se, digo eu, alguma ascendência tobaguenha- ,
-a nostalgia da infância do nosso ilustre Fura-Redes que, entre bolinhos de bacalhau e uma coxa de frango, passava agradáveis tardes domingueiras entre a res do futebol
-ou, até, a explicação do caríssimo condómino jc/Carlos que se assume como um grande vira-casacas que, num momento de fraqueza, abandona o seu, até então amado, FCP para se deixar levar pelas teias que a vida tece e passar-se para o “inimigo”.
Este é, portanto, o tema deste artigo: porque sou portista e não de um outro clube? Será que me revejo nos princípios cívicos e desportivos do meu clube? Nem sempre se verbalizam estas questões, mas o que é certo é que todos nós conhecemos outros adeptos com uma atitude perante a vida diferente da nossa. E se observarmos bem, muitos deles possuem um padrão de comportamento comum como, aliás, é bem patente neste blog.
Antes de mais, é importante percebermos que um clube de futebol não é mais do que uma associação desportiva, embora nos dias de hoje o fenómeno futebol, tenha perdido essa noção exacta (por ele matam-se pessoas, por ele já países entraram em guerra!). O associativismo, reflexo do dinamismo cívico das populações, manifesta-se em áreas tão diversas como a nível musical, cultural, recreativo, desportivo, entre outros. Por isso, as agremiações representam, antes de mais, a localidade onde se inserem dentro de um espírito que as anima e só a elas pertence. E aqui reside o busílis do razão porque é que eu só poderia ser do Porto e nunca do Sporting e muito menos do Benfica. Por ventura, alguém desejaria que o clube rival ganhasse à sua equipa de bairro ou de freguesia? Haverá algum português que, à excepção do Cavungi, não terá sofrido com a derrota de Portugal na final do Euro2004?... Pois também eu sofro por aqueles que representam a minha região. Ser portista é, antes de mais, um estado d’alma, uma forma de estar na vida; é ser-se incondicionalmente bairrista, é ter-se um amor irracional pela cidade/região. A explicação para estas atitudes e valores remontam ao berço da nacionalidade; repare-se o papel que a cidade teve ao longo da história como garante da independência do país e que lhe valeu o epíteto de Invicta. Este modus vivendi é intrínseco a estas gentes ( para quem antes partir que torcer ) e pode encontrar-se não só entre portistas, como também entre adeptos de outros clubezecos vizinhos. Mas poderão perguntar: só é portista quem é do Porto? Obviamente que não. O portista é aquele que num combate de boxe torce, naturalmente, pelo mais fraco. Ser portista significa lutar contra poderes instituídos, conquistar o respeito dos demais pelo esforço e abnegação, encontrar forças na fraqueza, impor-se pela teimosia dos seus ideais. É por isso que, por aqueles que o representam, o grande rival só poderia ser o Benfica (não me refiro à grandeza instituição nem à importância desportiva que teve num passado longínquo). Refiro-me à sobranceria, ao desdém com que olham todos os outros; à arrogância com que exibem o seu palmarés, à vaidade do tamanho do seu estádio, ao parolismo do certificado do guiness... O Porto conseguiu, à custa de muito esforço, o respeito internacional e, não há muito tempo, um certo presidente (que neste preciso momento deve estar a ver o sol quadriculado) reduzia o FCP a uma existência niilista “é um clube regional que ninguém conhece”. Não se pode, eu sei, julgar a instituição por este tipo de palermas. Mas qual o adepto/tipo do Benfica? Que valores cívicos e desportivos representa? Para começar, representa mais que a freguesia da cidade. É um clube nacional com uma implantação rural e apoiado, maioritariamente, pelo povo néscio. À excepção de uma pequena parte letrada (onde integro os meus caros amigos deste blog), são adeptos boçais, não muito inteligentes cujo discurso redundante versa, apenas, glórias (muito) antigas e estatísticas mecanizadas: o número de adeptos, o tamanho do estádio, o número de campeonatos e blá, blá, blá… É difícil manter-se uma conversa elevada com eles. Cristalizados que estão em meia dúzia de conceitos, são incapazes de reconhecer o mérito ao adversário, admitir uma agressão dissimulada ao perónio de um jogador ou observar o erro técnico de um árbitro que os beneficiou. Recentemente, num diálogo com um destes energúmenos, tentava fazer-lhe ver a importância das recentes vitórias internacionais do FCP e o prestígio que isso representava para Portugal. Pois o obtuso não só não reconheceu a evidência como contra-argumentava com a importância que o troféu Ramón Carranza teve, à época, para o país!!! É claro que no Porto também temos adeptos destes mas não somos, na maioria, “popularuchos”; sendo um clube regional, abraça, diagonalmente, adeptos de todas as classes. Recebi, na semana passada, um mail com a fotografia de um camião de transporte de porcos, todo decorado com elementos alusivos ao glorioso e onde se poderia ler, junto ao emblema do clube, “Transporte de Animais Vivos”. Não duvido que este adepto quis, inocentemente, mostrar o seu benfiquismo. No entanto, o que não deixa de ser curioso, é que esta atitude, mesmo analisada à luz da irracionalidade do futebol, manifesta uma profunda limitação intelectual e a total perda da noção do ridículo. Por momentos, quase que consigo imaginar o orgulho daquele camionista quando se cruza com outros colegas de profissão, como reagirá às provocações e impropérios, como responderá às palavras de estímulo e às palmadinhas nas costas...
Um sportinguista jamais exibiria tal requinte de malvadez para com os suínos. O adepto/tipo é mais urbano, o clube também tem uma implantação nacional, embora se localize mais no litoral do país. Como se sabe, o Sporting nasceu “por oposição” ao Benfica. Nas suas origens encontram-se burgueses e aristocratas que marcaram de forma indelével o clube. O sportinguista é um indivíduo com uma atitude elevada perante a vida; distingue-se pelo seu low profile e pelo desportivismo. Encara a derrota com complacência ao contrário do ressabiado benfiquista. No entanto, julgo que a bonacheirice do Sporting torna-o um clube sem ambição; consegue aproximar-se do Olimpo mas falta-lhe sempre aquele golpe d’asa. Aqui os dois emblemas da Segunda Circular aproximam-se, embora o SLB assuma a vitória como um tributo que se deva prestar aos antepassados que glorificaram o clube. Já no Porto, aprecia-se o apetite voraz do êxito e cultiva-se a ambição desmedida pelo triunfo; o sucesso festeja-se apenas no próprio dia. O ontem é passado; no agora, preparam-se as próximas conquistas. Veja-se, ao invés, durante quantas semanas se festejou o último campeonato encarnado; compare-se a cobertura jornalística deste facto com a vitória, em 2004, da Liga dos Campeões! É nos pormenores que nos distinguimos: não precisamos de ser o clube do regime, não queremos o “apoio” da comunicação social, não exibimos certificados de recordes… Assumimos o que somos pelo que fazemos! É isso que nos torna diferentes e únicos; podemos ser uma aldeia gaulesa cercada de romanos, mas não faz mal: vão ter que gramar connosco!
rerum cognoscere causas
Antes de passar à exploração do assunto do artigo, gostaria de referir que este texto resulta da pressão que me tem sido feita para assumir uma publicação regular.
De momento, encontro-me à experiência.
Depois logo se verá.
Certo é que não possuo o fino traço literário ou o tom jocoso e irónico do Bocage dos tempos modernos que se assume com o pseudónimo de Fura-Redes, o discurso analítico e cerebral do nosso caro Administrador ou o rigor e objectividade de um Cavungi, entre outros.
Aliás, este desafio torna-se ainda maior tendo em conta que alguns dos trabalhos recentemente publicados atingiram um patamar de qualidade que, a não ser ultrapassado deveria, pelo menos, ser mantido.
No seguimento da apresentação de alguns artigos de opinião já publicados, ficámos a saber, entre outras coisas:
-a razão por que o nosso amigo Cavungi não sofre com a equipa das quinas – aventando-se, digo eu, alguma ascendência tobaguenha- ,
-a nostalgia da infância do nosso ilustre Fura-Redes que, entre bolinhos de bacalhau e uma coxa de frango, passava agradáveis tardes domingueiras entre a res do futebol
-ou, até, a explicação do caríssimo condómino jc/Carlos que se assume como um grande vira-casacas que, num momento de fraqueza, abandona o seu, até então amado, FCP para se deixar levar pelas teias que a vida tece e passar-se para o “inimigo”.
Este é, portanto, o tema deste artigo: porque sou portista e não de um outro clube? Será que me revejo nos princípios cívicos e desportivos do meu clube? Nem sempre se verbalizam estas questões, mas o que é certo é que todos nós conhecemos outros adeptos com uma atitude perante a vida diferente da nossa. E se observarmos bem, muitos deles possuem um padrão de comportamento comum como, aliás, é bem patente neste blog.
Antes de mais, é importante percebermos que um clube de futebol não é mais do que uma associação desportiva, embora nos dias de hoje o fenómeno futebol, tenha perdido essa noção exacta (por ele matam-se pessoas, por ele já países entraram em guerra!). O associativismo, reflexo do dinamismo cívico das populações, manifesta-se em áreas tão diversas como a nível musical, cultural, recreativo, desportivo, entre outros. Por isso, as agremiações representam, antes de mais, a localidade onde se inserem dentro de um espírito que as anima e só a elas pertence. E aqui reside o busílis do razão porque é que eu só poderia ser do Porto e nunca do Sporting e muito menos do Benfica. Por ventura, alguém desejaria que o clube rival ganhasse à sua equipa de bairro ou de freguesia? Haverá algum português que, à excepção do Cavungi, não terá sofrido com a derrota de Portugal na final do Euro2004?... Pois também eu sofro por aqueles que representam a minha região. Ser portista é, antes de mais, um estado d’alma, uma forma de estar na vida; é ser-se incondicionalmente bairrista, é ter-se um amor irracional pela cidade/região. A explicação para estas atitudes e valores remontam ao berço da nacionalidade; repare-se o papel que a cidade teve ao longo da história como garante da independência do país e que lhe valeu o epíteto de Invicta. Este modus vivendi é intrínseco a estas gentes ( para quem antes partir que torcer ) e pode encontrar-se não só entre portistas, como também entre adeptos de outros clubezecos vizinhos. Mas poderão perguntar: só é portista quem é do Porto? Obviamente que não. O portista é aquele que num combate de boxe torce, naturalmente, pelo mais fraco. Ser portista significa lutar contra poderes instituídos, conquistar o respeito dos demais pelo esforço e abnegação, encontrar forças na fraqueza, impor-se pela teimosia dos seus ideais. É por isso que, por aqueles que o representam, o grande rival só poderia ser o Benfica (não me refiro à grandeza instituição nem à importância desportiva que teve num passado longínquo). Refiro-me à sobranceria, ao desdém com que olham todos os outros; à arrogância com que exibem o seu palmarés, à vaidade do tamanho do seu estádio, ao parolismo do certificado do guiness... O Porto conseguiu, à custa de muito esforço, o respeito internacional e, não há muito tempo, um certo presidente (que neste preciso momento deve estar a ver o sol quadriculado) reduzia o FCP a uma existência niilista “é um clube regional que ninguém conhece”. Não se pode, eu sei, julgar a instituição por este tipo de palermas. Mas qual o adepto/tipo do Benfica? Que valores cívicos e desportivos representa? Para começar, representa mais que a freguesia da cidade. É um clube nacional com uma implantação rural e apoiado, maioritariamente, pelo povo néscio. À excepção de uma pequena parte letrada (onde integro os meus caros amigos deste blog), são adeptos boçais, não muito inteligentes cujo discurso redundante versa, apenas, glórias (muito) antigas e estatísticas mecanizadas: o número de adeptos, o tamanho do estádio, o número de campeonatos e blá, blá, blá… É difícil manter-se uma conversa elevada com eles. Cristalizados que estão em meia dúzia de conceitos, são incapazes de reconhecer o mérito ao adversário, admitir uma agressão dissimulada ao perónio de um jogador ou observar o erro técnico de um árbitro que os beneficiou. Recentemente, num diálogo com um destes energúmenos, tentava fazer-lhe ver a importância das recentes vitórias internacionais do FCP e o prestígio que isso representava para Portugal. Pois o obtuso não só não reconheceu a evidência como contra-argumentava com a importância que o troféu Ramón Carranza teve, à época, para o país!!! É claro que no Porto também temos adeptos destes mas não somos, na maioria, “popularuchos”; sendo um clube regional, abraça, diagonalmente, adeptos de todas as classes. Recebi, na semana passada, um mail com a fotografia de um camião de transporte de porcos, todo decorado com elementos alusivos ao glorioso e onde se poderia ler, junto ao emblema do clube, “Transporte de Animais Vivos”. Não duvido que este adepto quis, inocentemente, mostrar o seu benfiquismo. No entanto, o que não deixa de ser curioso, é que esta atitude, mesmo analisada à luz da irracionalidade do futebol, manifesta uma profunda limitação intelectual e a total perda da noção do ridículo. Por momentos, quase que consigo imaginar o orgulho daquele camionista quando se cruza com outros colegas de profissão, como reagirá às provocações e impropérios, como responderá às palavras de estímulo e às palmadinhas nas costas...
Um sportinguista jamais exibiria tal requinte de malvadez para com os suínos. O adepto/tipo é mais urbano, o clube também tem uma implantação nacional, embora se localize mais no litoral do país. Como se sabe, o Sporting nasceu “por oposição” ao Benfica. Nas suas origens encontram-se burgueses e aristocratas que marcaram de forma indelével o clube. O sportinguista é um indivíduo com uma atitude elevada perante a vida; distingue-se pelo seu low profile e pelo desportivismo. Encara a derrota com complacência ao contrário do ressabiado benfiquista. No entanto, julgo que a bonacheirice do Sporting torna-o um clube sem ambição; consegue aproximar-se do Olimpo mas falta-lhe sempre aquele golpe d’asa. Aqui os dois emblemas da Segunda Circular aproximam-se, embora o SLB assuma a vitória como um tributo que se deva prestar aos antepassados que glorificaram o clube. Já no Porto, aprecia-se o apetite voraz do êxito e cultiva-se a ambição desmedida pelo triunfo; o sucesso festeja-se apenas no próprio dia. O ontem é passado; no agora, preparam-se as próximas conquistas. Veja-se, ao invés, durante quantas semanas se festejou o último campeonato encarnado; compare-se a cobertura jornalística deste facto com a vitória, em 2004, da Liga dos Campeões! É nos pormenores que nos distinguimos: não precisamos de ser o clube do regime, não queremos o “apoio” da comunicação social, não exibimos certificados de recordes… Assumimos o que somos pelo que fazemos! É isso que nos torna diferentes e únicos; podemos ser uma aldeia gaulesa cercada de romanos, mas não faz mal: vão ter que gramar connosco!
Bendito Arresto
Foi com enorme satisfação, para não dizer inusitada alegria, que ontem assisti ao Jornal da Noite da TVI.
Perante um arresto dos seus bens, fruto de uma dívida contraída no Luxemburgo, José Veiga demitiu-se das funções que exercia na SAD do Benfica.
Louvado sejas arresto!
Como sabem, detesto o José Veiga.
Indivíduo sem escrúpulos e mal formado, é uma imensa felicidade o seu abandono.
Todavia, ao escutar as suas declarações uma dúvida me assaltou - demitiu-se ou pôs o lugar à disposição.
É consabida a dificuldade de Viega em se expressar correctamente na língua portuguesa.
Ontem, confundiu conceitos e isso deixou-me preocupado.
Se se demitiu, óptimo, se colocou o lugar à disposição, temo que a sua disponibilidade seja ignorada.
Se apenas colocou o lugar à disposição, então receio fundadamente que Vieira não aceite e o reconduza com um voto de confiança.
Se se demitiu, então a não ser que represtine a máxima celebrizada por Pimenta Machado do que hoje é verdade, amanhã é mentira, abandonará de vez as suas funções na SAD do Benfica.
A entrevista teve momentos hilariantes, o mais elevado dos quais a afirmação de que "quem não deve, não teme".
Veiga adoptou a habitual postura de vitimização tão própria destas situações, invocando a não menos célebre e gasta teoria da cabala.
Face à demissão de Veiga, abre-se uma vaga na estrutura da SAD cujo preenchimento passa por uma de duas pessoas - Lourenço Pereira Coelho ou António Carraça.
Na presente época desportiva, por ser o braço direito de Veiga, penso que será Lourenço Pereira Coelho a assumir as funções que cabiam a Veiga.
No futuro, penso que Vieira entregará o pelouro a Carraça.
Veremos.
Perante um arresto dos seus bens, fruto de uma dívida contraída no Luxemburgo, José Veiga demitiu-se das funções que exercia na SAD do Benfica.
Louvado sejas arresto!
Como sabem, detesto o José Veiga.
Indivíduo sem escrúpulos e mal formado, é uma imensa felicidade o seu abandono.
Todavia, ao escutar as suas declarações uma dúvida me assaltou - demitiu-se ou pôs o lugar à disposição.
É consabida a dificuldade de Viega em se expressar correctamente na língua portuguesa.
Ontem, confundiu conceitos e isso deixou-me preocupado.
Se se demitiu, óptimo, se colocou o lugar à disposição, temo que a sua disponibilidade seja ignorada.
Se apenas colocou o lugar à disposição, então receio fundadamente que Vieira não aceite e o reconduza com um voto de confiança.
Se se demitiu, então a não ser que represtine a máxima celebrizada por Pimenta Machado do que hoje é verdade, amanhã é mentira, abandonará de vez as suas funções na SAD do Benfica.
A entrevista teve momentos hilariantes, o mais elevado dos quais a afirmação de que "quem não deve, não teme".
Veiga adoptou a habitual postura de vitimização tão própria destas situações, invocando a não menos célebre e gasta teoria da cabala.
Face à demissão de Veiga, abre-se uma vaga na estrutura da SAD cujo preenchimento passa por uma de duas pessoas - Lourenço Pereira Coelho ou António Carraça.
Na presente época desportiva, por ser o braço direito de Veiga, penso que será Lourenço Pereira Coelho a assumir as funções que cabiam a Veiga.
No futuro, penso que Vieira entregará o pelouro a Carraça.
Veremos.
terça-feira, novembro 14, 2006
Tributo ao Condómino Vermelho Sempre
Ao vencer o Porto Moniz por 3-2, o Santacruzense conquistou o Torneio de Preparação da 1ª e 2ª divisão regional de futebol.
Parabéns Vermelho Sempre.
A 1ª de muitas vitórias.
Estou certo que, esta época, o Santacruzense regressará aos Nacionais.
Parabéns Vermelho Sempre.
A 1ª de muitas vitórias.
Estou certo que, esta época, o Santacruzense regressará aos Nacionais.
Artigo de Opinião do Condómino JC
TRIBUTO AO BLOG
Apadrinhado por S. Martinho nascia, no dia 11 de Novembro de 2005, o Redvermelho.
O seu aparecimento foi-me comunicado pelo agora denominado Fura-Redes, ex-Meireles, com total secretismo da identidade do seu Criador.
Foi um dia de grande azáfama e de enormes confusões, na tentativa de saber quem estaria por detrás do projecto, e que culminou com um “amuo” entre mim e o Fura-Redes que durou cerca de 15 dias.
O amigo Vermelho havia sido meu estagiário no virar do século – um dos melhores, se não mesmo o mais brilhante - e daí ficou grande amizade entre nós.
Lisonjeia-me quando diz que me deve tudo o que é profissionalmente e exagera manifestamente, nessa afirmação.
Poderá ter aprendido os primeiros passos comigo – o que nem sei se é verdade - mas tudo o mais se deve à sua enorme capacidade de trabalho, à sua inteligência e ao seu brilhantismo.
No blog, traduz todos esses seus predicados.
Poucos conseguiriam manter um espaço na web com a qualidade que testemunhamos diariamente, analisando, criticando, opinando e antevendo o panorama futebolístico nacional e internacional da forma que o faz o “Snr. Administrador”.
Mas não só: encontra ainda tempo para momentos mais lúdicos, como a saga dos cromos, a publicação de entrevistas, e os famosos Espaço Karamba e Liga dos Astros.
No seus primeiros passos, o blog debruçava-se, ainda, sobre outros temas.
Posts com os títulos “Programa Parlamento”, “Humor Político – Gato Fedorento”, “Revista da Imprensa Generalista”, “As Mulheres e os Tribunais”, “Portugal e Timor,” “A Propósito dos Aviões da CIA”, “Candidatos Presidenciais”, “Gosip Judiciário”, “Auto-Europa” rivalizavam com outros sobre a actualidade desportiva.
Também os debates para a presidenciais e o processo Casa Pia mereceram neste blog tratamento de destaque.
Confesso que tinha dificuldade em acompanhar essa linha editorial, pois o que me interessava mesmo era futebol.
Com o advento de 2006, o blog foi-se especializando e passou a restringir-se, como se clamava, apenas ao desporto-rei – com ligeiras incursões por outras modalidades desportivas.
Do tom sério e empenhado dos primeiros comentários – quase todos a meu cargo, diga-se - partiu-se para a ironia, a crítica, e até, o insulto – que sempre o entendi como jocoso.
Um(a) condómino(a) que se cognominou Vermelhona deu o mote.
Auto-proclamando-se “conáguia”, dizia no primeiro aparecimento que fez:
“Mas também gostava de fazer uma crítica; é que, quando vi o título do blog, a sua identificação e algumas das suas notícias, pensei que o mesmo era dedicado ao GLORIOSO, porém constato que, pelo menos ultimamente, há inúmeras referências a notícias da política e afins. Pessoalmente não me agrada e penso que desvirtua o blog - pelo menos aquilo que eu esperava dele.
Quando muito deveria ter notícias sobre o Bloco de Esquerda, também vermelhão, sobre a Cruz Vermelha ou sobre a China. Isso, sim, é red vermelho.”
Outros se seguiram, moldando os comentários, dos mais eruditos:
“Caro Sr. “dono do blogue”: Estou inteiramente suadido que V. Exa. não inculcou o meu recurso no sentido de diligenciar pelo uso um linguarejar patente pois existem glosadores que apelaram à contenção verbal, ao fim da liça, pois sentiam-se sobrepujados pelos trâmites servidos por V. Exa..”
aos mais brejeiros:
“Ó Professor, pegue então no seu varapau e entretenha-se com ele, quer entremetendo-se ou sabujando-se.”
Era o tempo de se dizerem as verdades, na dura linguagem do Zex,
“Amigo vermelho,
Esta análise, uma vez mais, roça uma pseudo-imparcialidade, a todos os títulos, lamentável!
De facto, a análise imparcial domina os posts deste Blogue. Sempre debaixo de uma pseudo-capa de isenção, fazem-se comentários de um lampionismo verdadeiramente inacreditável”.
E do alargar de fronteiras ao continente africano, com o aparecimento do Cavungi, sempre elegante e cuidadoso na sua linguagem:
“A pergunta que se impõe é esta:
Se o Sissoko ficou com um olho varado com a biqueira de Beto, como não estarão os tomates do Liedson?”
Chegava também o Vermelhonunca, que nunca escondeu os seus propósitos:
“Apresento-me: sou anti-vermelho, e parece que vim calhar ao local certo, pois assim posso enxovalhá-los à vontade.”
E arribava o Samsalameh, na sua ingenuidade pura, alimentando ilusões que só a sua tenra idade justifica:
“Vamos embora SLB, vamos ganhar a esses tripeiros.Viva o Benfica!!!”
Holtreman dava os primeiros passos, sempre apressado:
“Voltarei a participar nesta discussão, com mais profundidade, no final do dia.
Cumprimentos”.
mas atento aos pormenores:
“Contaram-me inclusivamente que presenciaram um Sr. que recusou levar o seu filho menor ao WC, tendo este sido obrigado a defecar na própria bancada!!!”
Meireles deixava-nos pistas do que era o seu humor fino, revelado agora em todo o seu esplendor na figura de Fura-Redes:
“Ó holtreman, tu que gostas de profundidade e conversas de miúdos a defecar, entende-te com o Venceslau, que ele também gosta de profundidade nessa sua zona.”
Jorge Mínimo, já nessa altura, revelava ser o máximo conhecedor da vida nocturna:
“Proponho um pós-jantar em Aveiro na boîte "Bataclã" na companhia de umas meias de leite e rebuçadinhos.“
Tema este – dos bataclãs – recentemente retomado neste blog, como se sabe.
O Blog atingia um dos seus pontos auge por esta ocasião, com a proliferação dos heterónimos – karalhounis, verdete, arroubas, www.sapo.slb, vicente lemos, muceque, marreco, qualesma, borbas, camachio, petit e tantos outros.
O calor da discussão aumentou e levou à célebre Recomendação do Snr. Administrador:
“Nunca foi minha intenção exercer qualquer tipo de controlo ou censura sobre os vossos comentários, nem o farei, mas peço-vos que evitem prosas como as de ontem.”
Que tão bem aproveitada foi pelo enigmático Costa, que tem tanto de cómico e irónico como de terrorista:
“Face à "Recomendação" do dia 10 passado próximo e dada a forte censura que paira sobre determinados participantes deste blog, o qual permite comentários mais acérrimos a uns e apenas comentários polidos e púdicos a outros, vejo-me forçado, por forma a poder continuar a intervir, neste espaço, que é um protectorado de alguns, a ser um pouco mais frio e calculista nos meus comentários.
Assim, e por forma a ser blogavelmente aceite, direi apenas que concordo em absoluto com a exemplar análise da jornada feita pelo mentor desta bíblia informativa, pautada pela rectidão, deslumbramento e objectividade.
Análise rigorosíssima à jornada em vias de terminar, com um raciocínio perfeitamente claro e conciso à mesma, à qual não sou capaz, face o mérito do trabalho desenvolvido, de esboçar qualquer reparo, a não ser que não concordo com a mesma, pelo menos no que diz respeito à análise do jogo da Naval, mas isso seria desviar-me do espírito deste blog e como tal não o vou fazer.”.
Brilhante, há que reconhecer.
Outros condóminos, verdadeiros “chavalos”, surgiram neste espaço, apoiantes fervorosos do líder Vermelho, como o Kubas, o verdadeiro acólito, agora travestido de VermelhoSempre:
“Mais nada... embrulha Zás que é para aprenderes a não te meteres com o GRANDE VERMELHO
Saudações Benfiquistas”
E o ShCala-te, que recentemente abraçou o projecto Erasmus e abalou para a vizinha Espanha.
E assim se passou um ano, diferente dos outros, porque, no nosso quotidiano, surgiu um novo espaço de salutar convívio, onde os momentos de gozo superam largamente os ligeiros desaguisados que por vezes surgem.
O Blog continua em pleno crescimento, como o demonstram os mais de 100 comentários ainda recentemente postados num só artigo e o aparecimento de um novo condómino, Braguilha de seu nome, que nos deu a honra de aqui vir emprestar o seu brilho literário:
“Quando agarra na mão a caneta ou quando massaja suavemente o teclado, a obra nasce. O seu traço literário, o fino recorte da sua prosa ou o tom jocoso da sua ironia fazem de si um Bocage dos tempos modernos”.
Verdadeira poesia!
Parabéns, Blog, pelo teu aniversário, e parabéns, Vermelho, por esta feliz criação com que nos presenteaste!
Apadrinhado por S. Martinho nascia, no dia 11 de Novembro de 2005, o Redvermelho.
O seu aparecimento foi-me comunicado pelo agora denominado Fura-Redes, ex-Meireles, com total secretismo da identidade do seu Criador.
Foi um dia de grande azáfama e de enormes confusões, na tentativa de saber quem estaria por detrás do projecto, e que culminou com um “amuo” entre mim e o Fura-Redes que durou cerca de 15 dias.
O amigo Vermelho havia sido meu estagiário no virar do século – um dos melhores, se não mesmo o mais brilhante - e daí ficou grande amizade entre nós.
Lisonjeia-me quando diz que me deve tudo o que é profissionalmente e exagera manifestamente, nessa afirmação.
Poderá ter aprendido os primeiros passos comigo – o que nem sei se é verdade - mas tudo o mais se deve à sua enorme capacidade de trabalho, à sua inteligência e ao seu brilhantismo.
No blog, traduz todos esses seus predicados.
Poucos conseguiriam manter um espaço na web com a qualidade que testemunhamos diariamente, analisando, criticando, opinando e antevendo o panorama futebolístico nacional e internacional da forma que o faz o “Snr. Administrador”.
Mas não só: encontra ainda tempo para momentos mais lúdicos, como a saga dos cromos, a publicação de entrevistas, e os famosos Espaço Karamba e Liga dos Astros.
No seus primeiros passos, o blog debruçava-se, ainda, sobre outros temas.
Posts com os títulos “Programa Parlamento”, “Humor Político – Gato Fedorento”, “Revista da Imprensa Generalista”, “As Mulheres e os Tribunais”, “Portugal e Timor,” “A Propósito dos Aviões da CIA”, “Candidatos Presidenciais”, “Gosip Judiciário”, “Auto-Europa” rivalizavam com outros sobre a actualidade desportiva.
Também os debates para a presidenciais e o processo Casa Pia mereceram neste blog tratamento de destaque.
Confesso que tinha dificuldade em acompanhar essa linha editorial, pois o que me interessava mesmo era futebol.
Com o advento de 2006, o blog foi-se especializando e passou a restringir-se, como se clamava, apenas ao desporto-rei – com ligeiras incursões por outras modalidades desportivas.
Do tom sério e empenhado dos primeiros comentários – quase todos a meu cargo, diga-se - partiu-se para a ironia, a crítica, e até, o insulto – que sempre o entendi como jocoso.
Um(a) condómino(a) que se cognominou Vermelhona deu o mote.
Auto-proclamando-se “conáguia”, dizia no primeiro aparecimento que fez:
“Mas também gostava de fazer uma crítica; é que, quando vi o título do blog, a sua identificação e algumas das suas notícias, pensei que o mesmo era dedicado ao GLORIOSO, porém constato que, pelo menos ultimamente, há inúmeras referências a notícias da política e afins. Pessoalmente não me agrada e penso que desvirtua o blog - pelo menos aquilo que eu esperava dele.
Quando muito deveria ter notícias sobre o Bloco de Esquerda, também vermelhão, sobre a Cruz Vermelha ou sobre a China. Isso, sim, é red vermelho.”
Outros se seguiram, moldando os comentários, dos mais eruditos:
“Caro Sr. “dono do blogue”: Estou inteiramente suadido que V. Exa. não inculcou o meu recurso no sentido de diligenciar pelo uso um linguarejar patente pois existem glosadores que apelaram à contenção verbal, ao fim da liça, pois sentiam-se sobrepujados pelos trâmites servidos por V. Exa..”
aos mais brejeiros:
“Ó Professor, pegue então no seu varapau e entretenha-se com ele, quer entremetendo-se ou sabujando-se.”
Era o tempo de se dizerem as verdades, na dura linguagem do Zex,
“Amigo vermelho,
Esta análise, uma vez mais, roça uma pseudo-imparcialidade, a todos os títulos, lamentável!
De facto, a análise imparcial domina os posts deste Blogue. Sempre debaixo de uma pseudo-capa de isenção, fazem-se comentários de um lampionismo verdadeiramente inacreditável”.
E do alargar de fronteiras ao continente africano, com o aparecimento do Cavungi, sempre elegante e cuidadoso na sua linguagem:
“A pergunta que se impõe é esta:
Se o Sissoko ficou com um olho varado com a biqueira de Beto, como não estarão os tomates do Liedson?”
Chegava também o Vermelhonunca, que nunca escondeu os seus propósitos:
“Apresento-me: sou anti-vermelho, e parece que vim calhar ao local certo, pois assim posso enxovalhá-los à vontade.”
E arribava o Samsalameh, na sua ingenuidade pura, alimentando ilusões que só a sua tenra idade justifica:
“Vamos embora SLB, vamos ganhar a esses tripeiros.Viva o Benfica!!!”
Holtreman dava os primeiros passos, sempre apressado:
“Voltarei a participar nesta discussão, com mais profundidade, no final do dia.
Cumprimentos”.
mas atento aos pormenores:
“Contaram-me inclusivamente que presenciaram um Sr. que recusou levar o seu filho menor ao WC, tendo este sido obrigado a defecar na própria bancada!!!”
Meireles deixava-nos pistas do que era o seu humor fino, revelado agora em todo o seu esplendor na figura de Fura-Redes:
“Ó holtreman, tu que gostas de profundidade e conversas de miúdos a defecar, entende-te com o Venceslau, que ele também gosta de profundidade nessa sua zona.”
Jorge Mínimo, já nessa altura, revelava ser o máximo conhecedor da vida nocturna:
“Proponho um pós-jantar em Aveiro na boîte "Bataclã" na companhia de umas meias de leite e rebuçadinhos.“
Tema este – dos bataclãs – recentemente retomado neste blog, como se sabe.
O Blog atingia um dos seus pontos auge por esta ocasião, com a proliferação dos heterónimos – karalhounis, verdete, arroubas, www.sapo.slb, vicente lemos, muceque, marreco, qualesma, borbas, camachio, petit e tantos outros.
O calor da discussão aumentou e levou à célebre Recomendação do Snr. Administrador:
“Nunca foi minha intenção exercer qualquer tipo de controlo ou censura sobre os vossos comentários, nem o farei, mas peço-vos que evitem prosas como as de ontem.”
Que tão bem aproveitada foi pelo enigmático Costa, que tem tanto de cómico e irónico como de terrorista:
“Face à "Recomendação" do dia 10 passado próximo e dada a forte censura que paira sobre determinados participantes deste blog, o qual permite comentários mais acérrimos a uns e apenas comentários polidos e púdicos a outros, vejo-me forçado, por forma a poder continuar a intervir, neste espaço, que é um protectorado de alguns, a ser um pouco mais frio e calculista nos meus comentários.
Assim, e por forma a ser blogavelmente aceite, direi apenas que concordo em absoluto com a exemplar análise da jornada feita pelo mentor desta bíblia informativa, pautada pela rectidão, deslumbramento e objectividade.
Análise rigorosíssima à jornada em vias de terminar, com um raciocínio perfeitamente claro e conciso à mesma, à qual não sou capaz, face o mérito do trabalho desenvolvido, de esboçar qualquer reparo, a não ser que não concordo com a mesma, pelo menos no que diz respeito à análise do jogo da Naval, mas isso seria desviar-me do espírito deste blog e como tal não o vou fazer.”.
Brilhante, há que reconhecer.
Outros condóminos, verdadeiros “chavalos”, surgiram neste espaço, apoiantes fervorosos do líder Vermelho, como o Kubas, o verdadeiro acólito, agora travestido de VermelhoSempre:
“Mais nada... embrulha Zás que é para aprenderes a não te meteres com o GRANDE VERMELHO
Saudações Benfiquistas”
E o ShCala-te, que recentemente abraçou o projecto Erasmus e abalou para a vizinha Espanha.
E assim se passou um ano, diferente dos outros, porque, no nosso quotidiano, surgiu um novo espaço de salutar convívio, onde os momentos de gozo superam largamente os ligeiros desaguisados que por vezes surgem.
O Blog continua em pleno crescimento, como o demonstram os mais de 100 comentários ainda recentemente postados num só artigo e o aparecimento de um novo condómino, Braguilha de seu nome, que nos deu a honra de aqui vir emprestar o seu brilho literário:
“Quando agarra na mão a caneta ou quando massaja suavemente o teclado, a obra nasce. O seu traço literário, o fino recorte da sua prosa ou o tom jocoso da sua ironia fazem de si um Bocage dos tempos modernos”.
Verdadeira poesia!
Parabéns, Blog, pelo teu aniversário, e parabéns, Vermelho, por esta feliz criação com que nos presenteaste!
segunda-feira, novembro 13, 2006
1º Aniversário -II
amigos:
Penso poder tratar-vos a todos, sem excepção, assim.
Fez, Sábado, 1 ano que nasceu este blog.
Nem sei bem porquê.
Mas, também, isso, hoje, pouco ou mesmo nada importa.
O certo é que nasceu o redvermelho, assim denominado simplesmente porque todas as restantes nomenclaturas que tentei surgiram frustradas.
Pensava criar um espaço interactivo de troca de opiniões sobre os mais variados assuntos do quotidiano, com especial incidência sobre política e desporto.
Para tal, necessitava de divulgação.
Contactei o Fura-Redes, amigo e confidente, que logo se predispôs a passar a palavra.
Sem mencionar o criador, logo deu notícia ao Carlos do aparecimento de um novo espaço na blogosfera que merecia atenção diferenciada.
O Carlos aceitou o repto.
Desconfiado da revelação, ainda andou uns dias a tentar descobrir quem seria o estranho personagem por detrás do blog referenciado.
Mistério desfeito e adesão incondicional.
Durante longos dias foi o único participante, sem nunca deixar de marcar presença.
Prestígio maior não podia sentir.
Ao Carlos devo tudo o que sou profissionalmente.
Nutro por ele uma profunda admiração.
Sensato, ponderado e senhor de uma cultura invejável, é o meu guru profissional.
Foi enquanto seu formando que conheci o Fura-Redes.
Com ele cultivei uma amizade inabalável, ao ponto de hoje o considerar como um irmão. É um ser humano de excelência.
Senhor de uma fina ironia, cativa todos quantos têm o prazer de consigo conviver.
O Carlos e o Fura-Redes eram presenças assíduas, mas sentia ser necessário extravasar os estritos limites daquele núcleo de amigos.
Certo dia, como em tantos outros, encontrei no msn o meu querido amigo Zex.
Como sempre, desde que nos conhecemos logo tratou, no seu estilo jocoso, de me insultar e fazer uns quantos juízos depreciativos sobre o Benfica.
Momento ideal para lhe revelar a existência de um espaço em que poderia institucionalizar o insulto à minha pessoa e ao clube da minha devoção.
O Zex, claro está, salivou de prazer e satisfação - Se é isso que queres, é isso que terás.
Não sem antes me fazer uma promessa solene, que cumpre religiosamente desde o seu primeiro comentário – “sempre que aparecer é para te moer o juízo”.
O Zex partilhou comigo uma dura recruta.
Construímos a nossa amizade na base de um profundo respeito e consideração.
Quem convive em situações de provação cria laços de união que, geralmente, perduram para a vida.
Inteligente e sagaz (e rezingão) é uma figura ímpar no contexto do blog.
Estava longe de pensar que, ao dar a conhecer o blog ao Zex, este fizesse o favor de o divulgar junto do seu círculo mais chegado de amigos.
Foi com espanto que vi arribar o Cavungi, o Nunca, o Mínimo e o Holtreman.
Não fazia a mais pálida ideia de quem se podiam tratar.
Para mais, por essa altura os nick´s heterónimos começaram a propagar-se a um ritmo vertiginoso.
Foram tempos fabulosos.
A cada dia surgia uma nova personagem.
Todos tentávamos descobrir quem seria.
Ao ritmo dos comentários sucediam-se, em tempo real, as mensagens no msn.
O Cavungi foi o primeiro benfiquista a juntar-se.
Por paradoxal que pareça num blog de edição benfiquista, todos os restantes condóminos perfilhavam orientações clubistas rivais.
Cedo deu a conhecer a sua alma benfiquista, defendendo galhardamente a sua/nossa dama.
Raciocínio escorreito e incisivo, polvilhado por um ódio visceral ao Sporting, é a sua imagem de marca.
Tive ocasião de o conhecer há pouco tempo.
Foi algo com o seu quê de radiofónico – também na blogosfera se criam imagens dos nossos incógnitos interlocutores…
Uma imensa satisfação.
Simpatia, sentido de humor, companheirismo e amabilidade são traços marcantes da sua personalidade.
O Nunca é de todos, talvez, o mais fiel e assíduo participante.
Sportinguista dos quatro costados, demonstra o mais profundo repúdio por tudo o que vagamente se aparente com vermelho.
Detesta o Benfica na exacta medida do seu amor ao Sporting.
Nunca disse nunca a qualquer um dos desafios que lancei.
Foi, inclusive, editor deste blog por uma semana.
Aprendi a admirar a sua devoção ao Sporting e nutro por ele um profundo respeito, simpatia e estima.
Como sei que fizeste anos ontem, os meus parabéns.
O Mínimo, ao que me dizem, por força da sua actividade profissional nem sempre pode marcar presença efectiva nas disputas verbais quotidianas.
Todavia, já deixou bem vincada a sua marca neste blog.
Diria que se trata de um elemento charneira no clã sportinguista, posicionando-se entre a paixão cega do Nunca e o carácter moderado do Carlos.
Enquanto outros têm ou tiveram heterónimos, o Mínimo tem “homónimos”.
A introdução da figura do Petit foi, simplesmente, genial.
O Holtreman começou pujante, mas tem vindo a ser uma presença cada vez mais episódica.
Lastimo que assim seja.
O seu humor de fino recorte é de um valor incomensurável.
Espero e desejo que retorne em breve na plenitude das suas capacidades.
Por esta altura, apareceu, também, o Costa.
Desconheço, por completo, a sua verdadeira identidade.
Admiro-lhe o sentido de humor e o carácter inconformado.
Mas, mais ainda estava para vir.
Eis senão quando surge um nick pomposo acompanhado de uma verve não menos vistosa.
Foi o advento do Prof. Venceslau.
Cultor da língua portuguesa, este alfacinha radicado na Cidade dos Estudantes (detesto este epíteto) elevou o nível do blog a patamares inimagináveis aquando da sua criação.
Imagine-se que até post´s em checo houve.
Todavia, tão depressa como chegou, partiu.
Deixou em todos uma saudade, que aparições esporádicas não matam.
Volte Sr. Prof.
O Blog consolidava-se, estruturado em dois pólos distintos:
Um com raízes nas finas e brancas areias do oásis de Santana (afinal, foi aí que nos conhecemos) e outro na intrépida capital.
De um lado, o autor, o Carlos e o Fura-Redes.
Do outro, Zex, Cavungi, Nunca, Mínimo e Holtreman.
A exigência de actualização diária do blog tornou-se um postulado.
A vivacidade e a excelência postas na discussão assim o obrigavam.
Entretanto, o Carlos diz-me que irá trabalhar para o serviço no qual me encontro um outro seu estagiário.
Fez-me uma breve súmula da personalidade do rapaz e pediu-me que o auxiliasse na sua integração.
Assim o fiz e ainda bem.
Conheci um dos melhores seres humanos com quem alguma vez tive oportunidade de conviver – Samsalameh.
Afável, amigo do seu amigo, puro, sincero, astuto, arguto e com um enorme coração, Samsalameh é uma excelente pessoa e um grande amigo.
É, muito provavelmente, o indivíduo com maior capacidade de trabalho que conheço.
Mais tarde, outros dois “chavalos” se viriam a juntar ao blog.
Falo-vos de Kubas ou Vermelho Sempre e de Jimmy Jump ou Shcala-te.
São os dois elementos mais novos da nossa comunidade, com uma diferença de idades para os restantes assaz relevante.
O Kubas ou Vermelho Sempre é um cavalo de corridas.
Tem a fogosidade e a inconsciência próprias da juventude.
Tem o coração ao pé da boca, nem sempre reflectindo devidamente sobre os seus comentários.
Já deu provas do seu carácter puro, sincero e diferenciado, bem como da sua sagacidade.
É já uma das presenças marcantes neste blog.
O Jimmy Jump ou Shcala-te é como um filho para mim.
É um grande camarada.
Uma ida em Erasmus para Espanha retirou-o do nosso convívio.
A inteligência e a argúcia marcaram a sua prestação no blog.
Mais recentemente, surgiu um novo elemento, numa prova da vitalidade deste blog – Braguilha.
Tacteando o espaço que percorria, começou tímido, mas a sua fase de adaptação parece superada (uma tirada de futebolês ou não fosse este um espaço em que se discute futebol).
Denota, desde já, uma invulgar facilidade no manejar da língua portuguesa, deixando antever um futuro de brilhantes prestações.
Para finalizar este périplo pelos participantes no blog, gostaria de deixar uma palavra apelando a uma participação mais activa do condómino Sócio.
Pelas suas imensas qualidades constituiria uma aquisição de vulto para a nossa comunidade.
Neste primeiro ano de vida, o blog foi muito mais do que um mero repositório de pensamentos, reflexões e opiniões pessoais.
Foi um espaço de discussão livre e democrática – um verdadeiro fórum de cidadania desportiva.
Se alguma virtude este blog teve foi, certamente, a de ter permitido a criação de uma rede de amigos.
Faço votos para que vocês me obriguem a continuar a ter o trabalho diário de o actualizar.
Obrigado a todos!
Penso poder tratar-vos a todos, sem excepção, assim.
Fez, Sábado, 1 ano que nasceu este blog.
Nem sei bem porquê.
Mas, também, isso, hoje, pouco ou mesmo nada importa.
O certo é que nasceu o redvermelho, assim denominado simplesmente porque todas as restantes nomenclaturas que tentei surgiram frustradas.
Pensava criar um espaço interactivo de troca de opiniões sobre os mais variados assuntos do quotidiano, com especial incidência sobre política e desporto.
Para tal, necessitava de divulgação.
Contactei o Fura-Redes, amigo e confidente, que logo se predispôs a passar a palavra.
Sem mencionar o criador, logo deu notícia ao Carlos do aparecimento de um novo espaço na blogosfera que merecia atenção diferenciada.
O Carlos aceitou o repto.
Desconfiado da revelação, ainda andou uns dias a tentar descobrir quem seria o estranho personagem por detrás do blog referenciado.
Mistério desfeito e adesão incondicional.
Durante longos dias foi o único participante, sem nunca deixar de marcar presença.
Prestígio maior não podia sentir.
Ao Carlos devo tudo o que sou profissionalmente.
Nutro por ele uma profunda admiração.
Sensato, ponderado e senhor de uma cultura invejável, é o meu guru profissional.
Foi enquanto seu formando que conheci o Fura-Redes.
Com ele cultivei uma amizade inabalável, ao ponto de hoje o considerar como um irmão. É um ser humano de excelência.
Senhor de uma fina ironia, cativa todos quantos têm o prazer de consigo conviver.
O Carlos e o Fura-Redes eram presenças assíduas, mas sentia ser necessário extravasar os estritos limites daquele núcleo de amigos.
Certo dia, como em tantos outros, encontrei no msn o meu querido amigo Zex.
Como sempre, desde que nos conhecemos logo tratou, no seu estilo jocoso, de me insultar e fazer uns quantos juízos depreciativos sobre o Benfica.
Momento ideal para lhe revelar a existência de um espaço em que poderia institucionalizar o insulto à minha pessoa e ao clube da minha devoção.
O Zex, claro está, salivou de prazer e satisfação - Se é isso que queres, é isso que terás.
Não sem antes me fazer uma promessa solene, que cumpre religiosamente desde o seu primeiro comentário – “sempre que aparecer é para te moer o juízo”.
O Zex partilhou comigo uma dura recruta.
Construímos a nossa amizade na base de um profundo respeito e consideração.
Quem convive em situações de provação cria laços de união que, geralmente, perduram para a vida.
Inteligente e sagaz (e rezingão) é uma figura ímpar no contexto do blog.
Estava longe de pensar que, ao dar a conhecer o blog ao Zex, este fizesse o favor de o divulgar junto do seu círculo mais chegado de amigos.
Foi com espanto que vi arribar o Cavungi, o Nunca, o Mínimo e o Holtreman.
Não fazia a mais pálida ideia de quem se podiam tratar.
Para mais, por essa altura os nick´s heterónimos começaram a propagar-se a um ritmo vertiginoso.
Foram tempos fabulosos.
A cada dia surgia uma nova personagem.
Todos tentávamos descobrir quem seria.
Ao ritmo dos comentários sucediam-se, em tempo real, as mensagens no msn.
O Cavungi foi o primeiro benfiquista a juntar-se.
Por paradoxal que pareça num blog de edição benfiquista, todos os restantes condóminos perfilhavam orientações clubistas rivais.
Cedo deu a conhecer a sua alma benfiquista, defendendo galhardamente a sua/nossa dama.
Raciocínio escorreito e incisivo, polvilhado por um ódio visceral ao Sporting, é a sua imagem de marca.
Tive ocasião de o conhecer há pouco tempo.
Foi algo com o seu quê de radiofónico – também na blogosfera se criam imagens dos nossos incógnitos interlocutores…
Uma imensa satisfação.
Simpatia, sentido de humor, companheirismo e amabilidade são traços marcantes da sua personalidade.
O Nunca é de todos, talvez, o mais fiel e assíduo participante.
Sportinguista dos quatro costados, demonstra o mais profundo repúdio por tudo o que vagamente se aparente com vermelho.
Detesta o Benfica na exacta medida do seu amor ao Sporting.
Nunca disse nunca a qualquer um dos desafios que lancei.
Foi, inclusive, editor deste blog por uma semana.
Aprendi a admirar a sua devoção ao Sporting e nutro por ele um profundo respeito, simpatia e estima.
Como sei que fizeste anos ontem, os meus parabéns.
O Mínimo, ao que me dizem, por força da sua actividade profissional nem sempre pode marcar presença efectiva nas disputas verbais quotidianas.
Todavia, já deixou bem vincada a sua marca neste blog.
Diria que se trata de um elemento charneira no clã sportinguista, posicionando-se entre a paixão cega do Nunca e o carácter moderado do Carlos.
Enquanto outros têm ou tiveram heterónimos, o Mínimo tem “homónimos”.
A introdução da figura do Petit foi, simplesmente, genial.
O Holtreman começou pujante, mas tem vindo a ser uma presença cada vez mais episódica.
Lastimo que assim seja.
O seu humor de fino recorte é de um valor incomensurável.
Espero e desejo que retorne em breve na plenitude das suas capacidades.
Por esta altura, apareceu, também, o Costa.
Desconheço, por completo, a sua verdadeira identidade.
Admiro-lhe o sentido de humor e o carácter inconformado.
Mas, mais ainda estava para vir.
Eis senão quando surge um nick pomposo acompanhado de uma verve não menos vistosa.
Foi o advento do Prof. Venceslau.
Cultor da língua portuguesa, este alfacinha radicado na Cidade dos Estudantes (detesto este epíteto) elevou o nível do blog a patamares inimagináveis aquando da sua criação.
Imagine-se que até post´s em checo houve.
Todavia, tão depressa como chegou, partiu.
Deixou em todos uma saudade, que aparições esporádicas não matam.
Volte Sr. Prof.
O Blog consolidava-se, estruturado em dois pólos distintos:
Um com raízes nas finas e brancas areias do oásis de Santana (afinal, foi aí que nos conhecemos) e outro na intrépida capital.
De um lado, o autor, o Carlos e o Fura-Redes.
Do outro, Zex, Cavungi, Nunca, Mínimo e Holtreman.
A exigência de actualização diária do blog tornou-se um postulado.
A vivacidade e a excelência postas na discussão assim o obrigavam.
Entretanto, o Carlos diz-me que irá trabalhar para o serviço no qual me encontro um outro seu estagiário.
Fez-me uma breve súmula da personalidade do rapaz e pediu-me que o auxiliasse na sua integração.
Assim o fiz e ainda bem.
Conheci um dos melhores seres humanos com quem alguma vez tive oportunidade de conviver – Samsalameh.
Afável, amigo do seu amigo, puro, sincero, astuto, arguto e com um enorme coração, Samsalameh é uma excelente pessoa e um grande amigo.
É, muito provavelmente, o indivíduo com maior capacidade de trabalho que conheço.
Mais tarde, outros dois “chavalos” se viriam a juntar ao blog.
Falo-vos de Kubas ou Vermelho Sempre e de Jimmy Jump ou Shcala-te.
São os dois elementos mais novos da nossa comunidade, com uma diferença de idades para os restantes assaz relevante.
O Kubas ou Vermelho Sempre é um cavalo de corridas.
Tem a fogosidade e a inconsciência próprias da juventude.
Tem o coração ao pé da boca, nem sempre reflectindo devidamente sobre os seus comentários.
Já deu provas do seu carácter puro, sincero e diferenciado, bem como da sua sagacidade.
É já uma das presenças marcantes neste blog.
O Jimmy Jump ou Shcala-te é como um filho para mim.
É um grande camarada.
Uma ida em Erasmus para Espanha retirou-o do nosso convívio.
A inteligência e a argúcia marcaram a sua prestação no blog.
Mais recentemente, surgiu um novo elemento, numa prova da vitalidade deste blog – Braguilha.
Tacteando o espaço que percorria, começou tímido, mas a sua fase de adaptação parece superada (uma tirada de futebolês ou não fosse este um espaço em que se discute futebol).
Denota, desde já, uma invulgar facilidade no manejar da língua portuguesa, deixando antever um futuro de brilhantes prestações.
Para finalizar este périplo pelos participantes no blog, gostaria de deixar uma palavra apelando a uma participação mais activa do condómino Sócio.
Pelas suas imensas qualidades constituiria uma aquisição de vulto para a nossa comunidade.
Neste primeiro ano de vida, o blog foi muito mais do que um mero repositório de pensamentos, reflexões e opiniões pessoais.
Foi um espaço de discussão livre e democrática – um verdadeiro fórum de cidadania desportiva.
Se alguma virtude este blog teve foi, certamente, a de ter permitido a criação de uma rede de amigos.
Faço votos para que vocês me obriguem a continuar a ter o trabalho diário de o actualizar.
Obrigado a todos!
sábado, novembro 11, 2006
1º Aniversário
Este post destina-se, única e exclusivamente, a assinalar o 1º aniversário do blog.
Por ora, gostaria, apenas, de vos agradecer o brilhantismo que as vossas participações têm emprestado a este espaço.
Vocês são a razão da sua existência.
Obrigado a todos!
Por ora, gostaria, apenas, de vos agradecer o brilhantismo que as vossas participações têm emprestado a este espaço.
Vocês são a razão da sua existência.
Obrigado a todos!
sexta-feira, novembro 10, 2006
A Selecção, a Dança dos Treinadores e a Renovação
Scolari ao anunciar, ontem, a lista de convocados para o jogo com o Cazaquistão, surpreendeu.
Desfez-se o "clube Scolari" ou se preferirem "a família Scolari".
Será, porventura, a convocatória de Scolari com a qual mais me identifico.
O técnico promoveu quatro estreias absolutas (o guarda-redes Daniel Fernandes, do PAOK, os defesas Nelson e Tonel e ainda o médio Raul Meireles), consagrou a recuperação de Jorge Andrade, que volta depois de sete meses de lesão e voltou a apostar em Ricardo Quaresma, João Moutinho e Carlos Martins, que não tinham integrado a última convocatória.
O central do PSV Manuel da Costa foi novamente chamado, depois de uma convocatória «experimental» na preparação dos jogos com Azerbaijão e Polónia.
Em relação à última convocatória saíram Fernando Meira (Estugarda), José António (Borussia Moenchengladbach), Caneira (Sporting), Nuno Valente (Everton), Ricardo Rocha (Benfica), Petit (Benfica), Maniche (At. Madrid), Costinha (At. Madrid), Hugo Almeida (Werder Bremen) e Nani (Sporting).
Ao que se julga, Scolari preteriu os "eternos" Costinha, Maniche e Nuno Valente, pelo menos estes, em nome de irrenunciáveis exigências de disciplina.
Estes e Petit, cuja lesão cheira a "antecipação", integraram o grupo que chegou às 08h00 da manhã ao Hotel no dia do jogo com a Polónia.
Nessa ocasião como noutras, nada aconteceu.
Surgiu a derrota e Scolari decidiu encontrar um bode expiatório.
Lançou as notícias e depois actuou em conformidade.
Já no Mundial as noitadas foram uma constante, indo Scolari ao ponto de afirmar que não tinha que saber o que faziam os jogadores nas folgas.
Como as vitórias acompanharam as saídas nocturnas tudo se esqueceu.
Agora foram proscritos e as folgas abolidas.
Contudo, a duração da pena parece cingir-se ao próximo jogo, se tivermos por diapasão as palavras de Scolari na conferência de imprensa.
Avulta na convocatória a ausência de laterais esquerdos.
Com a exclusão de Valente e a lesão de Caneira, não sobram alternativas no actual contexto do futebol português.
Nélson é o lateral direito mais capaz de jogar à esquerda, sendo que Miguel Veloso poderá ser a opção mais consistente para o futuro.
No mais, concordo com as opções de Scolari.
Rogério Gonçalves irá para Braga, sendo acompanhado do seu habitual adjunto Manuel José e do ex-portista Jorge Costa.
Não me parece treinador para um clube com as ambições do Braga.
Rogério apresenta um currículo marcadamente de Liga de Honra, sendo esta a primeira época que iniciou na Liga Bwin ("salvou" a Naval a época passada, mas entrou já no último terço do campeonato).
Parece-me ser um daqueles epi-fenómenos tão típicos do futebol português.
É certo que estruturou muito bem a Naval, deu-lhe um fio de jogo e uma coerência táctica assinaláveis, mas a Naval não é o Braga.
A matriz de jogo é diametralmente oposta.
O Braga, hoje por hoje, com excepção dos jogos com os 3 grandes, é chamado a assumir o comando das partidas, não podendo como a Naval adoptar uma atitude de expectativa.
O Braga não pode resumir o seu modelo de jogo ao contra-ataque e a ataques rápidos, exigindo-se que a equipa se construa a partir de uma base de ataque continuado.
Por fim, não aparenta o carisma, nem tem o currículo suficientes para se impôr perante alguns jogadores do plantel, como por exemplo aqueles que abriram a porta de saída a Carvalhal.
Neste aspecto, Jorge Costa pode revelar-se decisivo, colmatando as lacunas do perfil de Rogério Gonçalves.
A contratação de Jorge Costa para adjunto parece obedecer a uma estratégia de projecto, no qual o ex-portista fará agora o seu tirocínio para assumir outras responsabilidades futuras.
Vítor Pontes deve ir para a Figueira com o alto patrocínio da Gestifute e de Jorge Mendes, como forma de compensação pela saída de Rogério para os bracarenses.
Jogadores devem seguir em Janeiro.
Depois do retumbante falhanço em Guimarães, Pontes quererá relançar a sua carreira.
Não me parece, contudo, que haja feito a escolha ideal.
Rogério Gonçalves atingiu um patamar inimaginável para a qualidade dos jogadores que a Naval dispõe, elevando, assim, a fasquia a níveis quase intransponíveis.
Existia uma identificação quase perfeita entre os jogadores e o treinador, uma química que se assumiu como condição primeira do sucesso alcançado.
Pontes não prima, propriamente, por ter relações de proximidade com os jogadores, o que poderá provocar um choque ou quiçá um curto-circuito no seio do plantel.
Um treinador com um perfil mais emocional seria mais indicado.
Mais uma opção que vejo com reduzidas hipóteses de sucesso.
Carvalhal saiu de Braga e foi para Aveiro.
Neste caso, a troca parece-me inócua.
Inácio e Carvalhal são treinadores com concepções semelhantes, tributários de um mesmo modelo e sistema de jogo, pelo que me parece uma mudança na continuidade.
O plantel do Beira-Mar oferece garantias de dificuldade para Carvalhal, atenta a sua qualidade e as suas lacunas (vide guarda-redes).
Pinto da Costa, mais uma vez, renovou com um treinador num momento precoce da sua estada no Dragão.
De tanto ter vulgarizado a medida, retirou-lhe qualquer significado.
Se no passado se podia dizer ser uma prova de confiança, hoje por hoje, tantos foram os treinadores com quem Pinto da Costa renovou em momentos idênticos, só poderá significar uma maior indemnização na hora de uma eventual saída.
Desfez-se o "clube Scolari" ou se preferirem "a família Scolari".
Será, porventura, a convocatória de Scolari com a qual mais me identifico.
O técnico promoveu quatro estreias absolutas (o guarda-redes Daniel Fernandes, do PAOK, os defesas Nelson e Tonel e ainda o médio Raul Meireles), consagrou a recuperação de Jorge Andrade, que volta depois de sete meses de lesão e voltou a apostar em Ricardo Quaresma, João Moutinho e Carlos Martins, que não tinham integrado a última convocatória.
O central do PSV Manuel da Costa foi novamente chamado, depois de uma convocatória «experimental» na preparação dos jogos com Azerbaijão e Polónia.
Em relação à última convocatória saíram Fernando Meira (Estugarda), José António (Borussia Moenchengladbach), Caneira (Sporting), Nuno Valente (Everton), Ricardo Rocha (Benfica), Petit (Benfica), Maniche (At. Madrid), Costinha (At. Madrid), Hugo Almeida (Werder Bremen) e Nani (Sporting).
Ao que se julga, Scolari preteriu os "eternos" Costinha, Maniche e Nuno Valente, pelo menos estes, em nome de irrenunciáveis exigências de disciplina.
Estes e Petit, cuja lesão cheira a "antecipação", integraram o grupo que chegou às 08h00 da manhã ao Hotel no dia do jogo com a Polónia.
Nessa ocasião como noutras, nada aconteceu.
Surgiu a derrota e Scolari decidiu encontrar um bode expiatório.
Lançou as notícias e depois actuou em conformidade.
Já no Mundial as noitadas foram uma constante, indo Scolari ao ponto de afirmar que não tinha que saber o que faziam os jogadores nas folgas.
Como as vitórias acompanharam as saídas nocturnas tudo se esqueceu.
Agora foram proscritos e as folgas abolidas.
Contudo, a duração da pena parece cingir-se ao próximo jogo, se tivermos por diapasão as palavras de Scolari na conferência de imprensa.
Avulta na convocatória a ausência de laterais esquerdos.
Com a exclusão de Valente e a lesão de Caneira, não sobram alternativas no actual contexto do futebol português.
Nélson é o lateral direito mais capaz de jogar à esquerda, sendo que Miguel Veloso poderá ser a opção mais consistente para o futuro.
No mais, concordo com as opções de Scolari.
Rogério Gonçalves irá para Braga, sendo acompanhado do seu habitual adjunto Manuel José e do ex-portista Jorge Costa.
Não me parece treinador para um clube com as ambições do Braga.
Rogério apresenta um currículo marcadamente de Liga de Honra, sendo esta a primeira época que iniciou na Liga Bwin ("salvou" a Naval a época passada, mas entrou já no último terço do campeonato).
Parece-me ser um daqueles epi-fenómenos tão típicos do futebol português.
É certo que estruturou muito bem a Naval, deu-lhe um fio de jogo e uma coerência táctica assinaláveis, mas a Naval não é o Braga.
A matriz de jogo é diametralmente oposta.
O Braga, hoje por hoje, com excepção dos jogos com os 3 grandes, é chamado a assumir o comando das partidas, não podendo como a Naval adoptar uma atitude de expectativa.
O Braga não pode resumir o seu modelo de jogo ao contra-ataque e a ataques rápidos, exigindo-se que a equipa se construa a partir de uma base de ataque continuado.
Por fim, não aparenta o carisma, nem tem o currículo suficientes para se impôr perante alguns jogadores do plantel, como por exemplo aqueles que abriram a porta de saída a Carvalhal.
Neste aspecto, Jorge Costa pode revelar-se decisivo, colmatando as lacunas do perfil de Rogério Gonçalves.
A contratação de Jorge Costa para adjunto parece obedecer a uma estratégia de projecto, no qual o ex-portista fará agora o seu tirocínio para assumir outras responsabilidades futuras.
Vítor Pontes deve ir para a Figueira com o alto patrocínio da Gestifute e de Jorge Mendes, como forma de compensação pela saída de Rogério para os bracarenses.
Jogadores devem seguir em Janeiro.
Depois do retumbante falhanço em Guimarães, Pontes quererá relançar a sua carreira.
Não me parece, contudo, que haja feito a escolha ideal.
Rogério Gonçalves atingiu um patamar inimaginável para a qualidade dos jogadores que a Naval dispõe, elevando, assim, a fasquia a níveis quase intransponíveis.
Existia uma identificação quase perfeita entre os jogadores e o treinador, uma química que se assumiu como condição primeira do sucesso alcançado.
Pontes não prima, propriamente, por ter relações de proximidade com os jogadores, o que poderá provocar um choque ou quiçá um curto-circuito no seio do plantel.
Um treinador com um perfil mais emocional seria mais indicado.
Mais uma opção que vejo com reduzidas hipóteses de sucesso.
Carvalhal saiu de Braga e foi para Aveiro.
Neste caso, a troca parece-me inócua.
Inácio e Carvalhal são treinadores com concepções semelhantes, tributários de um mesmo modelo e sistema de jogo, pelo que me parece uma mudança na continuidade.
O plantel do Beira-Mar oferece garantias de dificuldade para Carvalhal, atenta a sua qualidade e as suas lacunas (vide guarda-redes).
Pinto da Costa, mais uma vez, renovou com um treinador num momento precoce da sua estada no Dragão.
De tanto ter vulgarizado a medida, retirou-lhe qualquer significado.
Se no passado se podia dizer ser uma prova de confiança, hoje por hoje, tantos foram os treinadores com quem Pinto da Costa renovou em momentos idênticos, só poderá significar uma maior indemnização na hora de uma eventual saída.
quinta-feira, novembro 09, 2006
Artigo de Opinião do Condómino Cavungi
Insuperável Vontade de Vencer
Terminou recentemente, a 57ª edição do campeonato mundial de Formula 1 e Michael Schumacher decidiu terminar a sua brilante carreira.Fechou-se assim, um ciclo de ouro.
Não reunindo unanimidade, é justo dizer-se que se trata do melhor piloto de todos os tempos.
Claro que a Formula 1 teve outros pilotos extraordinários, Grandes Campeões, como Juan M. Fangio (5 titulos), Jack Brabham (3), Jim Clark (2), Jackie Stewart (3),Emerson Fittipaldi (3), Niki Lauda (3), Keke Rosberg (1), Nelson Piquet (3), Alain Prost (4), Ayrton Senna (3) ou Nigel Mansell (1).
Outros ainda, que não obstante nunca terem sido campeões do mundo, foram pilotos excepcionais, como Stirling Moss, François Cevert, Ronnie Petersson ou Gilles Villeneuve, os quais têm garantido o seu lugar na história da competição.Quiçá até, um lugar mais destacado, que alguns discretos campeões, tais como Nino Farina (50), Mike Hawthorn (58), John Surtees (64),Dennis Hulme (67),James Hunt (76) ou Jody Scheckter (79).
Nenhum deles porém, se compara a Michael Schumacher, na forma esmagadora como dominou os seus adversários.
Michael Schumacher esteve 16 anos na Formula 1 (1991-2006), 15 deles (1992-2006), ao mais altíssimo nível, o que lhe permitiu coleccionar recordes, alguns deles, levarão décadas a serem de novo igualados e/ou ultrapassados.
Exceptuando o numero de participações em Grandes Prémios, Ricardo Patrese (256) e das Quádruplas, Jim Clark (8), todos os outros recordes são pertença de Michael Schumacher.
Vitórias (91), Pole Positions (68), Voltas mais Rápidas (75), Pontos (1379), Pódios (154), Vitórias numa época (13-2004), Voltas na liderança (5.147), Duplas (40), Triplas (22),Pódios consecutivos (19), Ùnico piloto a terminar uma época inteira no pódio(2002), Vitórias consecutivas (7-2004), Maior velocidade média numa prova (247 Km/H!), Mais vitórias num GP (8-GP França), Temporadas consecutivas com vitórias (15), Mais pontos numa época (148-2004), Título mais rápido (ao 12º GP-2002), Título mais confortável (+67 Pts-2002) Melhor Vice-Campeão (121 Pts-2006) e claro está 7! Títulos de Campeão Mundial.
Só para se ter uma ideia, Michael Schumacher tem mais segundos lugares (43), do que Ayrton Senna vitórias (41).
Fernando Alonso é o piloto em actividade com o maior numero de vitórias (15), e a manter a sua média de vitórias/ano actual (3), precisará de mais 25 anos para igualar Michael Schumacher.
É certo que Schumi beneficiou de melhor, e mais avançada tecnologia que lhe permitiu terminar mais corridas, em maior segurança. Mas nas épocas em que não foi campeão, os seus adversários dispunham de melhores conjuntos Mansell/Williams (92), Prost/Williams (93), Hill/Williams (96), Villeneuve/Williams(97), Hakkinen/Mclaren (98/99) e Alonso/Renault (05/06).
Quando as “odds” eram semelhantes venceu-os, quando eram superiores, esmagou.
Ou então nunca teve adversários verdadeiramente à altura.Nunca o saberemos.
Mas sabemos que, para além do seu talento excepcional, Michael Schumacher era fortíssimo física e psicológicamente.
A sua superior preparação física permitia-lhe chegar ao pódio, como se tivesse chegado de Concorde.Em 1ª classe.
Quem não se lembra de Senna, Piquet, Mansell ou Prost a desfalecerem no Pódio?
Schumacher tinha uma insaciável vontade de vencer. E foi esta férrea vontade de ganhar, e essa sua constante motivação para ir sempre um pouco mais além, e melhor, que o tornou no grande campeão que é.
Hill (94) e Villeneuve (97), sofreram na pele os seus excessos, mas nada que belisque uma carreira inigualável.
Para quem, como eu, ama a modalidade, uma só palavra;Obrigado.
Em 2007 teremos uma grelha diferente, onde Alonso, Raikkonen, Massa e Fisichella disputarão o Título, com Kubica, Kovalainnen e Speed a serem os jovens lobos.
Vai com certeza, continuar a valer a pena, levantar-me ás 4 ou 5h da manhã para a volta de aquecimento.
Casquinada (erúdita) da Semana: “... Existe quitoso sabe !Porco e asno é V. Exa. !Eu não mudo de camisa ?V. Exa. não muda de cuecas.Eu sou asno ? V. Exa. é jumento ! Zex in redvermelho.blogspot.com 07/11/06
Terminou recentemente, a 57ª edição do campeonato mundial de Formula 1 e Michael Schumacher decidiu terminar a sua brilante carreira.Fechou-se assim, um ciclo de ouro.
Não reunindo unanimidade, é justo dizer-se que se trata do melhor piloto de todos os tempos.
Claro que a Formula 1 teve outros pilotos extraordinários, Grandes Campeões, como Juan M. Fangio (5 titulos), Jack Brabham (3), Jim Clark (2), Jackie Stewart (3),Emerson Fittipaldi (3), Niki Lauda (3), Keke Rosberg (1), Nelson Piquet (3), Alain Prost (4), Ayrton Senna (3) ou Nigel Mansell (1).
Outros ainda, que não obstante nunca terem sido campeões do mundo, foram pilotos excepcionais, como Stirling Moss, François Cevert, Ronnie Petersson ou Gilles Villeneuve, os quais têm garantido o seu lugar na história da competição.Quiçá até, um lugar mais destacado, que alguns discretos campeões, tais como Nino Farina (50), Mike Hawthorn (58), John Surtees (64),Dennis Hulme (67),James Hunt (76) ou Jody Scheckter (79).
Nenhum deles porém, se compara a Michael Schumacher, na forma esmagadora como dominou os seus adversários.
Michael Schumacher esteve 16 anos na Formula 1 (1991-2006), 15 deles (1992-2006), ao mais altíssimo nível, o que lhe permitiu coleccionar recordes, alguns deles, levarão décadas a serem de novo igualados e/ou ultrapassados.
Exceptuando o numero de participações em Grandes Prémios, Ricardo Patrese (256) e das Quádruplas, Jim Clark (8), todos os outros recordes são pertença de Michael Schumacher.
Vitórias (91), Pole Positions (68), Voltas mais Rápidas (75), Pontos (1379), Pódios (154), Vitórias numa época (13-2004), Voltas na liderança (5.147), Duplas (40), Triplas (22),Pódios consecutivos (19), Ùnico piloto a terminar uma época inteira no pódio(2002), Vitórias consecutivas (7-2004), Maior velocidade média numa prova (247 Km/H!), Mais vitórias num GP (8-GP França), Temporadas consecutivas com vitórias (15), Mais pontos numa época (148-2004), Título mais rápido (ao 12º GP-2002), Título mais confortável (+67 Pts-2002) Melhor Vice-Campeão (121 Pts-2006) e claro está 7! Títulos de Campeão Mundial.
Só para se ter uma ideia, Michael Schumacher tem mais segundos lugares (43), do que Ayrton Senna vitórias (41).
Fernando Alonso é o piloto em actividade com o maior numero de vitórias (15), e a manter a sua média de vitórias/ano actual (3), precisará de mais 25 anos para igualar Michael Schumacher.
É certo que Schumi beneficiou de melhor, e mais avançada tecnologia que lhe permitiu terminar mais corridas, em maior segurança. Mas nas épocas em que não foi campeão, os seus adversários dispunham de melhores conjuntos Mansell/Williams (92), Prost/Williams (93), Hill/Williams (96), Villeneuve/Williams(97), Hakkinen/Mclaren (98/99) e Alonso/Renault (05/06).
Quando as “odds” eram semelhantes venceu-os, quando eram superiores, esmagou.
Ou então nunca teve adversários verdadeiramente à altura.Nunca o saberemos.
Mas sabemos que, para além do seu talento excepcional, Michael Schumacher era fortíssimo física e psicológicamente.
A sua superior preparação física permitia-lhe chegar ao pódio, como se tivesse chegado de Concorde.Em 1ª classe.
Quem não se lembra de Senna, Piquet, Mansell ou Prost a desfalecerem no Pódio?
Schumacher tinha uma insaciável vontade de vencer. E foi esta férrea vontade de ganhar, e essa sua constante motivação para ir sempre um pouco mais além, e melhor, que o tornou no grande campeão que é.
Hill (94) e Villeneuve (97), sofreram na pele os seus excessos, mas nada que belisque uma carreira inigualável.
Para quem, como eu, ama a modalidade, uma só palavra;Obrigado.
Em 2007 teremos uma grelha diferente, onde Alonso, Raikkonen, Massa e Fisichella disputarão o Título, com Kubica, Kovalainnen e Speed a serem os jovens lobos.
Vai com certeza, continuar a valer a pena, levantar-me ás 4 ou 5h da manhã para a volta de aquecimento.
Casquinada (erúdita) da Semana: “... Existe quitoso sabe !Porco e asno é V. Exa. !Eu não mudo de camisa ?V. Exa. não muda de cuecas.Eu sou asno ? V. Exa. é jumento ! Zex in redvermelho.blogspot.com 07/11/06
quarta-feira, novembro 08, 2006
Artigo de Opinião do Condómino Fura-Redes
A última quinzena portista foi a 60% azul.
Culminou essa quinzena com uma vitória em terras (sim, confesso, e elas gostam) do Sado, perante um cada vez mais Setúbal e menos vitória, completamente espremido, principalmente após a venda de um “Keeper” Marcelo, que “Keep” a não jogar para pena de todos aqueles que gostam de soltar umas boas gargalhadas.
Seguirá este Setúbal o caminho do Alverca ou do Estoril, já que os predadores foram os mesmos?
A ver vamos.
Vitória por 3-0.
Tivesse sido perante uma equipa que tivesse ganho recentemente um troféu, por exemplo o título da Liga de Honra, e que tivesse seis pontos nesta edição da Liga Bwin, certamente que tal vitória seria titulada de goleada e de um excelente resultado.
Porém, tal vitória foi obtida no reduto do adversário, que conta como conquista mais recente (há 2 anos) da Taça de Portugal perante um clube das redondezas, além de que não conta com 6 pontos nesta Liga, por isso o resultado foi considerado mediano.
De qualquer modo, relembre-se que o Futebol Clube do Porto jogou a 60% e sem um dos seus melhores perónios; de qualquer modo, e para que conste, foi a primeira vez, que o Professor escalonou a equipa da melhor forma, segundo a minha opinião.
Anteriormente o Futebol Clube do Porto havia ganho ao Hamburgo por 3-1.
Um resultado sofrível.
Tivesse o jogo sido realizado no Dragão e os três golos sido obtidos com a ajuda preciosa de jogadores da equipa alemã, nomeadamente um auto-golo e uma assistência fatal e seria tal resultado alvo das mais distintas parangonas.
Não é, assim, de estranhar que logo após esse jogo e outro que decorria a Sul de Condeixa, a Sportv1 e a Sportv2 difundiram, em simultâneo, as opiniões deste último jogo.
Tivesse o golo marcado por Lucho Gonzalez sido marcado por um qualquer Lulu Fonseca ou Lucho Karioka e seria o mesmo alvo de aplicações “powerpoint”; fluxogramas e até de edição especial em filigrama.
Diga-se, também, em abono da verdade que quando sofre o 2-1, o Futebol Clube do Porto tremeu, inexplicavelmente, fazendo perigar a vantagem que tinha alcançado, todavia há lesionados que vêm por bem.
Antecedendo tudo isto jogou o Futebol Clube do Porto no Dragão com a equipa orientada (?) por Fernando Santos, mais conhecido por Engenheiro do Tenta.
Mais uma vez a tradição manteve-se.
Foi mais um jogo em que o Futebol Clube do Porto foi dominado pelo S.L.B; em que este não deu grandes margens de manobras, impondo sempre o seu querer.
É já sabido que é raro o Futebol Clube do Porto lograr bons resultados quando se depara com o S.L.B.
É também sabido que sempre que o Futebol Clube do Porto encontra o S.L.B tem razões de queixa, fundadas.
Falo-vos, é claro, e para que não restem dúvidas, do Senhor Lucílio Baptista (S.L.B.).
Todavia, desta vez, não obstante os adventismos da irmandade Baptista, o certo é que o Futebol Clube do Porto logrou levar de vencido um encontro em que jogou contra um dos candidatos ao título e em que o S.L.B jogou contra o Futebol Clube do Porto.
Mais uma vez, um Futebol Clube do Porto – Benfica, terminava com cinco golos sendo que, mais uma vez (a tradição ainda é o que era), a vitória sorriu ao Futebol Clube do Porto.
Entrou bastante bem o Futebol Clube do Porto que aos 20 minutos já tinha obtido uma, aparente, confortável vantagem de 2-0.
O jogo prometia espectáculo, mas este foi trucidado aos 23 minutos.
De facto, a partir dos 23 minutos, a única certeza que existia era de que não haveria mais espectáculo naquele jogo, sendo certo que nos dias seguintes se percebeu que tal situação se prolongaria por, pelo menos, mais 4 meses.
Mais uma vez a tradição manteve-se.
Na época anterior, o plano já tinha sido posto em prática, se bem que 3 minutos mais tarde.
Autor, também um grego, que no início desta época pretendia sair do plantel da equipa visitante, embora não tenha feito qualquer queixume a um qualquer jornal russo, e como tal não foi recentemente elevado ao estatuto de estrela.
Visado, Lisando Lopez.
Consequência: lesão grave e consequente abandono imediato do jogo e paragem de 2 meses, caso a memória não me falha.
Árbitro: S.L.B.
Sanção disciplinar: Nenhuma.
Num dos outros dois confrontos anteriores a este último, qual foi a vítima?
Não se recordam?
É fácil. Claro que foi um sul-americano e claro jogava no meio campo.
Pois bem, foi Diego.
Consequência: lesão grave, abandono de imediato do encontro e paragem por uns mesinhos.
Sanção disciplinar: Nenhuma, claro.
Este ano a SORTE tocou a Anderson, também ele sul-americano, jogador do meio campo, e as consequências são as que se sabem.
Depois de na semana que antecedeu este jogo se exigir à exaustão que o Paulo Assunção devia ter sido expulso no jogo de Alvalade, na semana seguinte, e face ao abalroamento de Anderson, discutia-se se não terá sido este a lesionar-se por si.
Confesso que desconheço se o organismo de Anderson é capaz de produzir certas e determinadas substâncias indevidas, como sucede com Nuno Assis, nomeadamente auto-destruição de perónios e afins.
Poderá até tal situação ter a ver com falta de cálcio, todavia, penso que mais cedo ou mais tarde tal problema se resolverá, pois não me admira que Anderson seja brevemente transferido para a Liga Italiana.
O certo é que analisado o lance, admito que “El Greco” apenas atinge a meia de Anderson, não se podendo afiançar, com segurança, que tenha atingido a perna, o pé, o perónio ou o que quer que seja de Anderson.
Além disso, Anderson é um miúdo de 18 anos e na altura estava quase a piscar o risco, pelo que merecia que não o continuasse a fazer.
Deste modo, não percebo como é que se pode reclamar sanção disciplinar relativamente a “El Greco”, sendo certo que depois de ter visto a expulsão de Buba, já não sei muito bem que situações é que podem conduzir à expulsão, o mesmo se diga do lance de Djaló com Paulo Santos, pois este foi atingido, não o tendo sido a sua meia.
Longe vão os tempos em que os sumaríssimos saiam da bitola do Conselho de Disciplina para castigar severamente e exclusivamente os jogadores do FCP (Quem não se lembra daquele castigo de 2 jogos aplicado ao Seitaridis por ter saltado no ar ao mesmo tempo com um jogador do Estoril?!?!?)
Não deixa de ser sintomático como é que o Benfica sendo uma das cinco maiores equipas portuguesas que apresenta, pelo menos este ano, um dos piores registos em sede de comportamento disciplinar, tenha conseguido sair do Dragão sem que tenha sido exibido a qualquer um dos seus jogadores um singelo cartão amarelo.
Longe vão os tempos em que o clube da Luz apregoava deixem jogar este e aquele. Aliás, nem o próprio beneficiário dessa máxima tem jogado naquele clube.
De qualquer modo, esta lesão permite ao Futebol Clube do Porto, não dispender vencimentos com um dos seus principais activos, os quais serão, seguramente, garantidos pelo respectivo seguro, bem como permitirá garantir a permanência de tal activo depois da reabertura (e fecho) do mercado em Dezembro próximo, o que é favorável em termos de bolsa, algo que o adversário não domina.
De referir, ainda, que sempre considerei, até pelos motivos que referi, que o lance em que Anderson, estupidamente, por si só ou por força conjunta da relva, do sistema de rega, das toupeiras, das obras na VCI e da indústria de calçado desportivo, aliadas a graves problemas de locomoção acaba por se lesionar em nada tivesse haver com “El Greco”, que por acaso, na altura, também transitava naquele espaço, se bem que deslizando transversalmente e animado de grande velocidade; todavia, porque razão, NO INTERVALO, Veiga se abraçou efusivamente a Katsouranis?
Saberia já que este iria marcar o 1º golo do Benfica?
Confesso que fiquei desconfiado, mas se calhar era uma reprimenda, mas em grego, pois dizem que estes…. Bem, adiante.
O certo é que, enquanto mais de meio Mundo rejubila com a lesão de Anderson, o que compreendo, pois permitirá um nivelamento do campeonato, mas por baixo, como é claro.
Não vejo, em tal lesão, motivos de preocupação.
Primeiro porque tal lesão impedirá a saída, para já, de Anderson, permitindo que este recupere a tempo de nos ajudar, quem sabe, numa conquista europeia, à semelhança do que sucedeu com Derlei, o qual também quando se lesionou se disse que seria o fim do Futebol Clube do Porto.
Mais tarde viria a demonstrar-se o contrário.
O Futebol Clube do Porto aquando da conquista da sua primeira (sim, é verdade, possui mais do que uma) taça dos campeões europeus não pôde contar, na altura, com o seu avançado de raiz, Fernando Gomes, o mesmo sucedendo, mais tarde, quando conquistou a Taça Uefa, em que não contou com Postiga, e os resultados foram positivos.
Ano passado o Futebol Clube do Porto poucas vezes alinhou com Anderson e o resultado é conhecido.
Nos jogos recentes que se sucederam à auto-mutilação de Anderson o Futebol Clube do Porto não fraquejou, por isso mesmo não vejo qualquer razão para alarme.
Preocupava-me era se fosse um qualquer P do Futebol Clube do Porto a lesionar-se, um Pepe, um Pastilha ou o Papa, o resto não me incomoda, e então se for um dos B, ainda melhor (Bruno Alves ou Bosingwa).
Facto também a merecer destaque neste encontro foi a celeuma causada por um gesto efectuado por Veiga. No estádio não me apercebi do mesmo.
Nas imagens televisivas vi que aquele esticou o dedo do meio de uma das suas mãos, encolhendo os demais, quando estava no banco de suplentes do Benfica, sentando-se, de imediato, neste, com um ar de satisfação.
Ter-se-á satisfeito Veiga de se sentar nele?
Gostou assim tanto Veiga de após ter esticado o dedo no banco se sentar nele?
Desconheço.
Entendo que Veiga como simpatizante conhecido do Futebol Clube do Porto quis tranquilizar os simpatizantes portistas, aconselhando-lhes calma, pois estava convicto de que ainda faltava 1, fazendo o respectivo sinal.
Mais uma vez, tal como sucederá no intervalo com Katsouranis, Veiga acertaria nas suas premonições e mercê de um lançamento longo de fóssil, o Futebol Clube do Porto atingirá o golo da vitória por Bruno Moraes, mais um da nossa extensa lista de lesionados.
Ou, estaria Veiga a fazer um qualquer gesto para um agente da Administração Tributária, referindo que carecia de mais 1 mês, 1 ano para liquidar as suas dívidas fiscais????
Ano passado o facto de uma qualquer candidata a princesa que se encontrava no meio da assistência portista ter feito uns gestos de cariz semelhante num jogo entre as mesmas duas equipas deu origem ao mais variado tipo de comentários durante semanas a fim.
Desta vez, e face a comportamentos levados a cabo por um dirigente que se encontrava no relvado já a voz se cala e o teclado não mexe. Nem sequer o Cristiano Romero beneficiou de tal ind(S)ulto, tendo, também, sido brindado com o devido castigo.
Veremos se Veiga vai mexer algum dos seus outros dedinhos para escapar à esperada sanção.
Culminou essa quinzena com uma vitória em terras (sim, confesso, e elas gostam) do Sado, perante um cada vez mais Setúbal e menos vitória, completamente espremido, principalmente após a venda de um “Keeper” Marcelo, que “Keep” a não jogar para pena de todos aqueles que gostam de soltar umas boas gargalhadas.
Seguirá este Setúbal o caminho do Alverca ou do Estoril, já que os predadores foram os mesmos?
A ver vamos.
Vitória por 3-0.
Tivesse sido perante uma equipa que tivesse ganho recentemente um troféu, por exemplo o título da Liga de Honra, e que tivesse seis pontos nesta edição da Liga Bwin, certamente que tal vitória seria titulada de goleada e de um excelente resultado.
Porém, tal vitória foi obtida no reduto do adversário, que conta como conquista mais recente (há 2 anos) da Taça de Portugal perante um clube das redondezas, além de que não conta com 6 pontos nesta Liga, por isso o resultado foi considerado mediano.
De qualquer modo, relembre-se que o Futebol Clube do Porto jogou a 60% e sem um dos seus melhores perónios; de qualquer modo, e para que conste, foi a primeira vez, que o Professor escalonou a equipa da melhor forma, segundo a minha opinião.
Anteriormente o Futebol Clube do Porto havia ganho ao Hamburgo por 3-1.
Um resultado sofrível.
Tivesse o jogo sido realizado no Dragão e os três golos sido obtidos com a ajuda preciosa de jogadores da equipa alemã, nomeadamente um auto-golo e uma assistência fatal e seria tal resultado alvo das mais distintas parangonas.
Não é, assim, de estranhar que logo após esse jogo e outro que decorria a Sul de Condeixa, a Sportv1 e a Sportv2 difundiram, em simultâneo, as opiniões deste último jogo.
Tivesse o golo marcado por Lucho Gonzalez sido marcado por um qualquer Lulu Fonseca ou Lucho Karioka e seria o mesmo alvo de aplicações “powerpoint”; fluxogramas e até de edição especial em filigrama.
Diga-se, também, em abono da verdade que quando sofre o 2-1, o Futebol Clube do Porto tremeu, inexplicavelmente, fazendo perigar a vantagem que tinha alcançado, todavia há lesionados que vêm por bem.
Antecedendo tudo isto jogou o Futebol Clube do Porto no Dragão com a equipa orientada (?) por Fernando Santos, mais conhecido por Engenheiro do Tenta.
Mais uma vez a tradição manteve-se.
Foi mais um jogo em que o Futebol Clube do Porto foi dominado pelo S.L.B; em que este não deu grandes margens de manobras, impondo sempre o seu querer.
É já sabido que é raro o Futebol Clube do Porto lograr bons resultados quando se depara com o S.L.B.
É também sabido que sempre que o Futebol Clube do Porto encontra o S.L.B tem razões de queixa, fundadas.
Falo-vos, é claro, e para que não restem dúvidas, do Senhor Lucílio Baptista (S.L.B.).
Todavia, desta vez, não obstante os adventismos da irmandade Baptista, o certo é que o Futebol Clube do Porto logrou levar de vencido um encontro em que jogou contra um dos candidatos ao título e em que o S.L.B jogou contra o Futebol Clube do Porto.
Mais uma vez, um Futebol Clube do Porto – Benfica, terminava com cinco golos sendo que, mais uma vez (a tradição ainda é o que era), a vitória sorriu ao Futebol Clube do Porto.
Entrou bastante bem o Futebol Clube do Porto que aos 20 minutos já tinha obtido uma, aparente, confortável vantagem de 2-0.
O jogo prometia espectáculo, mas este foi trucidado aos 23 minutos.
De facto, a partir dos 23 minutos, a única certeza que existia era de que não haveria mais espectáculo naquele jogo, sendo certo que nos dias seguintes se percebeu que tal situação se prolongaria por, pelo menos, mais 4 meses.
Mais uma vez a tradição manteve-se.
Na época anterior, o plano já tinha sido posto em prática, se bem que 3 minutos mais tarde.
Autor, também um grego, que no início desta época pretendia sair do plantel da equipa visitante, embora não tenha feito qualquer queixume a um qualquer jornal russo, e como tal não foi recentemente elevado ao estatuto de estrela.
Visado, Lisando Lopez.
Consequência: lesão grave e consequente abandono imediato do jogo e paragem de 2 meses, caso a memória não me falha.
Árbitro: S.L.B.
Sanção disciplinar: Nenhuma.
Num dos outros dois confrontos anteriores a este último, qual foi a vítima?
Não se recordam?
É fácil. Claro que foi um sul-americano e claro jogava no meio campo.
Pois bem, foi Diego.
Consequência: lesão grave, abandono de imediato do encontro e paragem por uns mesinhos.
Sanção disciplinar: Nenhuma, claro.
Este ano a SORTE tocou a Anderson, também ele sul-americano, jogador do meio campo, e as consequências são as que se sabem.
Depois de na semana que antecedeu este jogo se exigir à exaustão que o Paulo Assunção devia ter sido expulso no jogo de Alvalade, na semana seguinte, e face ao abalroamento de Anderson, discutia-se se não terá sido este a lesionar-se por si.
Confesso que desconheço se o organismo de Anderson é capaz de produzir certas e determinadas substâncias indevidas, como sucede com Nuno Assis, nomeadamente auto-destruição de perónios e afins.
Poderá até tal situação ter a ver com falta de cálcio, todavia, penso que mais cedo ou mais tarde tal problema se resolverá, pois não me admira que Anderson seja brevemente transferido para a Liga Italiana.
O certo é que analisado o lance, admito que “El Greco” apenas atinge a meia de Anderson, não se podendo afiançar, com segurança, que tenha atingido a perna, o pé, o perónio ou o que quer que seja de Anderson.
Além disso, Anderson é um miúdo de 18 anos e na altura estava quase a piscar o risco, pelo que merecia que não o continuasse a fazer.
Deste modo, não percebo como é que se pode reclamar sanção disciplinar relativamente a “El Greco”, sendo certo que depois de ter visto a expulsão de Buba, já não sei muito bem que situações é que podem conduzir à expulsão, o mesmo se diga do lance de Djaló com Paulo Santos, pois este foi atingido, não o tendo sido a sua meia.
Longe vão os tempos em que os sumaríssimos saiam da bitola do Conselho de Disciplina para castigar severamente e exclusivamente os jogadores do FCP (Quem não se lembra daquele castigo de 2 jogos aplicado ao Seitaridis por ter saltado no ar ao mesmo tempo com um jogador do Estoril?!?!?)
Não deixa de ser sintomático como é que o Benfica sendo uma das cinco maiores equipas portuguesas que apresenta, pelo menos este ano, um dos piores registos em sede de comportamento disciplinar, tenha conseguido sair do Dragão sem que tenha sido exibido a qualquer um dos seus jogadores um singelo cartão amarelo.
Longe vão os tempos em que o clube da Luz apregoava deixem jogar este e aquele. Aliás, nem o próprio beneficiário dessa máxima tem jogado naquele clube.
De qualquer modo, esta lesão permite ao Futebol Clube do Porto, não dispender vencimentos com um dos seus principais activos, os quais serão, seguramente, garantidos pelo respectivo seguro, bem como permitirá garantir a permanência de tal activo depois da reabertura (e fecho) do mercado em Dezembro próximo, o que é favorável em termos de bolsa, algo que o adversário não domina.
De referir, ainda, que sempre considerei, até pelos motivos que referi, que o lance em que Anderson, estupidamente, por si só ou por força conjunta da relva, do sistema de rega, das toupeiras, das obras na VCI e da indústria de calçado desportivo, aliadas a graves problemas de locomoção acaba por se lesionar em nada tivesse haver com “El Greco”, que por acaso, na altura, também transitava naquele espaço, se bem que deslizando transversalmente e animado de grande velocidade; todavia, porque razão, NO INTERVALO, Veiga se abraçou efusivamente a Katsouranis?
Saberia já que este iria marcar o 1º golo do Benfica?
Confesso que fiquei desconfiado, mas se calhar era uma reprimenda, mas em grego, pois dizem que estes…. Bem, adiante.
O certo é que, enquanto mais de meio Mundo rejubila com a lesão de Anderson, o que compreendo, pois permitirá um nivelamento do campeonato, mas por baixo, como é claro.
Não vejo, em tal lesão, motivos de preocupação.
Primeiro porque tal lesão impedirá a saída, para já, de Anderson, permitindo que este recupere a tempo de nos ajudar, quem sabe, numa conquista europeia, à semelhança do que sucedeu com Derlei, o qual também quando se lesionou se disse que seria o fim do Futebol Clube do Porto.
Mais tarde viria a demonstrar-se o contrário.
O Futebol Clube do Porto aquando da conquista da sua primeira (sim, é verdade, possui mais do que uma) taça dos campeões europeus não pôde contar, na altura, com o seu avançado de raiz, Fernando Gomes, o mesmo sucedendo, mais tarde, quando conquistou a Taça Uefa, em que não contou com Postiga, e os resultados foram positivos.
Ano passado o Futebol Clube do Porto poucas vezes alinhou com Anderson e o resultado é conhecido.
Nos jogos recentes que se sucederam à auto-mutilação de Anderson o Futebol Clube do Porto não fraquejou, por isso mesmo não vejo qualquer razão para alarme.
Preocupava-me era se fosse um qualquer P do Futebol Clube do Porto a lesionar-se, um Pepe, um Pastilha ou o Papa, o resto não me incomoda, e então se for um dos B, ainda melhor (Bruno Alves ou Bosingwa).
Facto também a merecer destaque neste encontro foi a celeuma causada por um gesto efectuado por Veiga. No estádio não me apercebi do mesmo.
Nas imagens televisivas vi que aquele esticou o dedo do meio de uma das suas mãos, encolhendo os demais, quando estava no banco de suplentes do Benfica, sentando-se, de imediato, neste, com um ar de satisfação.
Ter-se-á satisfeito Veiga de se sentar nele?
Gostou assim tanto Veiga de após ter esticado o dedo no banco se sentar nele?
Desconheço.
Entendo que Veiga como simpatizante conhecido do Futebol Clube do Porto quis tranquilizar os simpatizantes portistas, aconselhando-lhes calma, pois estava convicto de que ainda faltava 1, fazendo o respectivo sinal.
Mais uma vez, tal como sucederá no intervalo com Katsouranis, Veiga acertaria nas suas premonições e mercê de um lançamento longo de fóssil, o Futebol Clube do Porto atingirá o golo da vitória por Bruno Moraes, mais um da nossa extensa lista de lesionados.
Ou, estaria Veiga a fazer um qualquer gesto para um agente da Administração Tributária, referindo que carecia de mais 1 mês, 1 ano para liquidar as suas dívidas fiscais????
Ano passado o facto de uma qualquer candidata a princesa que se encontrava no meio da assistência portista ter feito uns gestos de cariz semelhante num jogo entre as mesmas duas equipas deu origem ao mais variado tipo de comentários durante semanas a fim.
Desta vez, e face a comportamentos levados a cabo por um dirigente que se encontrava no relvado já a voz se cala e o teclado não mexe. Nem sequer o Cristiano Romero beneficiou de tal ind(S)ulto, tendo, também, sido brindado com o devido castigo.
Veremos se Veiga vai mexer algum dos seus outros dedinhos para escapar à esperada sanção.
terça-feira, novembro 07, 2006
Artigo de Opinião do Condómino Vermelho Nunca
À volta do Benfica
Após a vitória sobre o Beira-Mar, a imprensa desportiva em geral vem destacar o facto do Benfica ser uma máquina de marcar golos. Fez 19 golos nos últimos 6 jogos. Claro está que escamoteiam a questão de pelo meio ter encaixado 3 batatas do Celtic na Escócia, equipa que é vulgar, como se comprovou na Luz. E de terem levado com 3 no Dragão, embora contabilizem os 2 golos que lá marcaram.
A generalidade dos colunistas anda desvairado com tal produção.
Numa análise pessoal , que compartilho com os caros condóminos, analisei os jogos do Benfica até agora, atribuindo-lhes um grau de dificuldade, consoante o adversário e competição, e ainda o momento de forma da cada oponente à altura do confronto.
Atribuí uma escala de 1 a 5.
Para a Liga interna o Benfica realizou 8 jogos, a saber: Boavista( fora)-grau 4; Nacional (casa)- grau 2; Paços de Ferreira( fora)-grau 3; Aves ( casa)- grau 1; União de Leiria( fora)- grau 3; Estrela da Amadora (casa)-grau 1; Porto (fora)-grau 5; Beira-Mar (casa)-grau 2.
Analisando estes números verificamos que em jogos realizados fora, de dificuldade alta ou muito alta, o Benfica encaixou 6 golos, marcou 2 e fez 0 pontos.
Nos jogos realizados fora, de dificuldade média, o Benfica sofreu 1 golo e marcou 5, conseguindo 4 pontos.
Nos jogos em casa, todos de dificuldade baixa ou muito baixa, o Benfica marcou 11 golos, sofreu 2 e conquistou 12 pontos.
Os próximos confrontos do Benfica fora de casa são: Braga( grau 4); Sporting( grau 5); Naval( grau 3); Académica( grau 2).
Em casa terá o desafio em atraso com o Belenenses( grau 3), com o Marítimo( grau 3) e com o Setúbal( grau 2).
Veremos qual o comportamento dos lampiões nos jogos de maior dificuldade, uma vez que pelas provas dadas até ao momento, em jogos de maior grau de dificuldade , claudicaram.
Na Europa o cenário é o mesmo.
Ao visitarem a Escócia e a Dinamarca, jogos , quanto a mim, de dificuldade 3, falharam.
Em casa, ganharam num jogo de dificuldade baixa e perderam em jogo de elevada dificuldade.
Quanto a mim, aquele grupo de bons rapazes, na hora da verdade, falha.
Pelo menos é este o cenário até agora.
Claro que a maioria dos media anda embevecido, tal a veia goleadora encarnada.
Elogios partem em todos os sentidos: o regresso do russo, outrora “proibido” de ser inscrito, tal como o Emplastro grego.
Ainda ontem o comentador elegeu todos os jogadores do Benfica, como elementos de qualidade. As performances do plantel encarnado dão direito a capas do género: “De volta ao topo”; “ Em grande”; “3 de cada vez” e por aí adiante.
Às vezes sinto-me num qualquer regime de leste, onde as lavagens ao cérebro eram frequentes. Aqui, a frequência do disparate editorial da maior parte dos pasquins desportivos, atinge proporções ao nível do apoio dado ao Dínamo de Bucareste em tempos idos.
Como digo frequentemente e, felizmente, sou seguido por alguns condóminos: FORCA BENFICA!
Após a vitória sobre o Beira-Mar, a imprensa desportiva em geral vem destacar o facto do Benfica ser uma máquina de marcar golos. Fez 19 golos nos últimos 6 jogos. Claro está que escamoteiam a questão de pelo meio ter encaixado 3 batatas do Celtic na Escócia, equipa que é vulgar, como se comprovou na Luz. E de terem levado com 3 no Dragão, embora contabilizem os 2 golos que lá marcaram.
A generalidade dos colunistas anda desvairado com tal produção.
Numa análise pessoal , que compartilho com os caros condóminos, analisei os jogos do Benfica até agora, atribuindo-lhes um grau de dificuldade, consoante o adversário e competição, e ainda o momento de forma da cada oponente à altura do confronto.
Atribuí uma escala de 1 a 5.
Para a Liga interna o Benfica realizou 8 jogos, a saber: Boavista( fora)-grau 4; Nacional (casa)- grau 2; Paços de Ferreira( fora)-grau 3; Aves ( casa)- grau 1; União de Leiria( fora)- grau 3; Estrela da Amadora (casa)-grau 1; Porto (fora)-grau 5; Beira-Mar (casa)-grau 2.
Analisando estes números verificamos que em jogos realizados fora, de dificuldade alta ou muito alta, o Benfica encaixou 6 golos, marcou 2 e fez 0 pontos.
Nos jogos realizados fora, de dificuldade média, o Benfica sofreu 1 golo e marcou 5, conseguindo 4 pontos.
Nos jogos em casa, todos de dificuldade baixa ou muito baixa, o Benfica marcou 11 golos, sofreu 2 e conquistou 12 pontos.
Os próximos confrontos do Benfica fora de casa são: Braga( grau 4); Sporting( grau 5); Naval( grau 3); Académica( grau 2).
Em casa terá o desafio em atraso com o Belenenses( grau 3), com o Marítimo( grau 3) e com o Setúbal( grau 2).
Veremos qual o comportamento dos lampiões nos jogos de maior dificuldade, uma vez que pelas provas dadas até ao momento, em jogos de maior grau de dificuldade , claudicaram.
Na Europa o cenário é o mesmo.
Ao visitarem a Escócia e a Dinamarca, jogos , quanto a mim, de dificuldade 3, falharam.
Em casa, ganharam num jogo de dificuldade baixa e perderam em jogo de elevada dificuldade.
Quanto a mim, aquele grupo de bons rapazes, na hora da verdade, falha.
Pelo menos é este o cenário até agora.
Claro que a maioria dos media anda embevecido, tal a veia goleadora encarnada.
Elogios partem em todos os sentidos: o regresso do russo, outrora “proibido” de ser inscrito, tal como o Emplastro grego.
Ainda ontem o comentador elegeu todos os jogadores do Benfica, como elementos de qualidade. As performances do plantel encarnado dão direito a capas do género: “De volta ao topo”; “ Em grande”; “3 de cada vez” e por aí adiante.
Às vezes sinto-me num qualquer regime de leste, onde as lavagens ao cérebro eram frequentes. Aqui, a frequência do disparate editorial da maior parte dos pasquins desportivos, atinge proporções ao nível do apoio dado ao Dínamo de Bucareste em tempos idos.
Como digo frequentemente e, felizmente, sou seguido por alguns condóminos: FORCA BENFICA!
Liga dos Astros
A classificação geral da Liga dos Astros é a seguinte:
1º Lugar: Joker alho - 416 pontos;
2º Lugar: Caça-Lagartos/Suçuarana - 405 pontos;
3º Lugar: Kubas4EverTeam - 396 pontos;
4º Lugar: Cruzados - 385 pontos;
5º Lugar: Nª Sr.ª do Caravagio - 381 pontos;
6º Lugar: Afinal estou Vivo - 374 pontos;
7º Lugar: Eagles - 369 pontos;
8º Lugar: Caixa Campus - 367 pontos;
9º Lugar: Santy Thunder Team - 293 pontos;
10º Lugar: Caixa Blogus - 212 pontos;
1º Lugar: Joker alho - 416 pontos;
2º Lugar: Caça-Lagartos/Suçuarana - 405 pontos;
3º Lugar: Kubas4EverTeam - 396 pontos;
4º Lugar: Cruzados - 385 pontos;
5º Lugar: Nª Sr.ª do Caravagio - 381 pontos;
6º Lugar: Afinal estou Vivo - 374 pontos;
7º Lugar: Eagles - 369 pontos;
8º Lugar: Caixa Campus - 367 pontos;
9º Lugar: Santy Thunder Team - 293 pontos;
10º Lugar: Caixa Blogus - 212 pontos;
Espaço Prof. Karamba
A classificação geral do Espaço Prof. Karamba é a seguinte:
1º Lugar: Cavungi - 195 pontos;
2º Lugar: Carlos - 185 pontos;
3º Lugar: Zex - 180 pontos;
4º Lugar: Vermelho Nunca - 175 pontos;
5º Lugar: Costa, Jorge Mínimo e Kubas - 165 pontos;
6º Lugar: Fura-Redes - 160 pontos;
7º Lugar: Holtreman e Vermelho Sempre - 145 pontos;
8º Lugar: Vermelho e Estar Vivo é o Contrário de Estar Morto - 130 pontos;
9º Lugar: Samsalameh e Francisco Lázaro - 125 pontos;
10º Lugar: Sócio - 100 pontos;
11º Lugar: Petit - 95 pontos;
12º Lugar: Braguilha - 55 pontos;
13º Lugar: Jimmy Jump Reloaded - 20 pontos;
14º Lugar: Sh Cala-te - 5 pontos;
1º Lugar: Cavungi - 195 pontos;
2º Lugar: Carlos - 185 pontos;
3º Lugar: Zex - 180 pontos;
4º Lugar: Vermelho Nunca - 175 pontos;
5º Lugar: Costa, Jorge Mínimo e Kubas - 165 pontos;
6º Lugar: Fura-Redes - 160 pontos;
7º Lugar: Holtreman e Vermelho Sempre - 145 pontos;
8º Lugar: Vermelho e Estar Vivo é o Contrário de Estar Morto - 130 pontos;
9º Lugar: Samsalameh e Francisco Lázaro - 125 pontos;
10º Lugar: Sócio - 100 pontos;
11º Lugar: Petit - 95 pontos;
12º Lugar: Braguilha - 55 pontos;
13º Lugar: Jimmy Jump Reloaded - 20 pontos;
14º Lugar: Sh Cala-te - 5 pontos;
Tributo ao Condómino Carlos no dia do seu aniversário
Artigo redigido pelo Condómino Fura-Redes e subscrito na íntegra pelo Vermelho e pelo Samsalameh:
"Hoje o nosso zelador cumpre mais uns anos.
E segundo sei, se há coisa em que ele tem cumprido é, entre outros, nos anos que se lhe vão aparecendo.
Este post, feito em parceria com o amigo Vermelho, destina-se a prestar um tributo a este nosso sempre Zelador que hoje está, uma vez mais, de Parabéns.
Foi já há cinco anos que acedi ao Clã do Relógio no Braço Direito.
Na altura, confesso, não sabia o que me aguardava.
Recordo que antes de chegar à fala com o Mestre Carlos, contactei com o Sr. Vermelho, o qual já fazia parte daquela organização e aprestava-se para alargar o campo de acção para outras latitudes.
Na ocasião, fui bem acolhido mas de pronto fui alertado para a necessidade de me fazer Homem à imagem do nosso líder, o Grande Carlos, conhecido por J.C., “ Jus Caralhaius”, El Duro.
Assim, passei a definir a minha existência em dois momentos AJC e DJC.
Lembro-me, também, que à entrada da organização, existia uma escultura de uma mulher com os olhos vendados e completamente amordaçada, agarrada a um enorme mastro, trazendo aquela no rosto uma expressão que revelava, simultaneamente, prazer e dor.
Por baixo dessa representação existia a inscrição “Si est durex est de codex”.
Só, mais tarde, percebi tal inscrição, todavia as regras da organização não me permitem divulgar o seu significado, mas será claro para aqueles que já sentiram na pele a pressão do nosso Mestre, experiência, à qual, felizmente, nunca fomos submetidos.
Quando pela 1ª vez cheguei à fala com o Grande Carlos, este desde logo me avisou “Atenção que isto aqui é duro”.
Não me permitiu qualquer veleidade, nem eu a desejava perante tal demonstração de firmeza, que sei, por aquilo que me foi transmitindo e aquilo que fui observando, ainda que à distância, que sempre foi assim.
Firme, muito firme.
A pouco e pouco fui percebendo como funcionava a organização e como ela estava escalonada; na altura já desacompanhado de Vermelho, que já tinha sido promovido de molde a prosseguir a dita dura que Carlos tão bem manuseava noutras paragens, fazendo-o, também, com enorme sucesso.
Aliás, eram conhecidas as preces para que Vermelho não fosse mais além.
E, assim lá continuei eu, na sede da organização a tentar solidificar os meus conhecimentos, a tentar enrijecer o meu (don`t) Know How.
Foi sob orientação do Grande Carlos que vi e percebi como se dava uma; foi, também, sob orientação dele que dei a minha primeira, a segunda and so on. Se bem que nunca percebi muito bem o ritual de as contar.
Achava isso doentio.
Mas o certo é que todos os meses Ele andava numa fona para saber quantas é que tinha dado.
Acabei por adquirir tal vício que por vezes se torna obsessivo.
Mas verdade se diga que se o Grande Carlos foi quem nos iniciou em tal prática, que seja Ele aquele que já deu o maior número, não deixa de ser verdade que o Vermelho é o que dá mais em menos tempo.
Eu por mim neste momento tento acabar com as mais velhas, pois as outras normalmente já têm dono.
Pois foi com o Grande Carlos que aprendi a meter aqui e ali, sendo certo que não consigo fazer como Ele. De facto, nunca me senti regalado, se calhar é por causa da técnica que utilizo que não é tão firme, tendo, até, já sido alvo de rejeição.
Também com o Grande Carlos aprendi a pôr a nossa protecção, a utilizá-la e a levantá-la quando se impõe, bem como a não me opôr a algo que me pode ser satisfatório.
Prezo muito que o Grande Carlos tenha colocado o meu amigo Vermelho em águas serenas e a mim num lugar tão elevado.
De facto, sem a sua intervenção não teria chegado onde cheguei, por isso mesmo o meu Muito Obrigado, os meus sinceros Parabéns, que continues sem fazer nenhum, e a zelar por este espaço tão bem como tens zelado por nós, e lanço o repto de ser alterada a regra referente às proibições que vigoram durante as tardes, pois ficaríamos mais livres.
Parabéns “Jus Caralhaius”."
Termino dizendo Bem-Haja por seres quem e como és.
Obrigado por tudo.
Parabéns, Grande Mestre.
"Hoje o nosso zelador cumpre mais uns anos.
E segundo sei, se há coisa em que ele tem cumprido é, entre outros, nos anos que se lhe vão aparecendo.
Este post, feito em parceria com o amigo Vermelho, destina-se a prestar um tributo a este nosso sempre Zelador que hoje está, uma vez mais, de Parabéns.
Foi já há cinco anos que acedi ao Clã do Relógio no Braço Direito.
Na altura, confesso, não sabia o que me aguardava.
Recordo que antes de chegar à fala com o Mestre Carlos, contactei com o Sr. Vermelho, o qual já fazia parte daquela organização e aprestava-se para alargar o campo de acção para outras latitudes.
Na ocasião, fui bem acolhido mas de pronto fui alertado para a necessidade de me fazer Homem à imagem do nosso líder, o Grande Carlos, conhecido por J.C., “ Jus Caralhaius”, El Duro.
Assim, passei a definir a minha existência em dois momentos AJC e DJC.
Lembro-me, também, que à entrada da organização, existia uma escultura de uma mulher com os olhos vendados e completamente amordaçada, agarrada a um enorme mastro, trazendo aquela no rosto uma expressão que revelava, simultaneamente, prazer e dor.
Por baixo dessa representação existia a inscrição “Si est durex est de codex”.
Só, mais tarde, percebi tal inscrição, todavia as regras da organização não me permitem divulgar o seu significado, mas será claro para aqueles que já sentiram na pele a pressão do nosso Mestre, experiência, à qual, felizmente, nunca fomos submetidos.
Quando pela 1ª vez cheguei à fala com o Grande Carlos, este desde logo me avisou “Atenção que isto aqui é duro”.
Não me permitiu qualquer veleidade, nem eu a desejava perante tal demonstração de firmeza, que sei, por aquilo que me foi transmitindo e aquilo que fui observando, ainda que à distância, que sempre foi assim.
Firme, muito firme.
A pouco e pouco fui percebendo como funcionava a organização e como ela estava escalonada; na altura já desacompanhado de Vermelho, que já tinha sido promovido de molde a prosseguir a dita dura que Carlos tão bem manuseava noutras paragens, fazendo-o, também, com enorme sucesso.
Aliás, eram conhecidas as preces para que Vermelho não fosse mais além.
E, assim lá continuei eu, na sede da organização a tentar solidificar os meus conhecimentos, a tentar enrijecer o meu (don`t) Know How.
Foi sob orientação do Grande Carlos que vi e percebi como se dava uma; foi, também, sob orientação dele que dei a minha primeira, a segunda and so on. Se bem que nunca percebi muito bem o ritual de as contar.
Achava isso doentio.
Mas o certo é que todos os meses Ele andava numa fona para saber quantas é que tinha dado.
Acabei por adquirir tal vício que por vezes se torna obsessivo.
Mas verdade se diga que se o Grande Carlos foi quem nos iniciou em tal prática, que seja Ele aquele que já deu o maior número, não deixa de ser verdade que o Vermelho é o que dá mais em menos tempo.
Eu por mim neste momento tento acabar com as mais velhas, pois as outras normalmente já têm dono.
Pois foi com o Grande Carlos que aprendi a meter aqui e ali, sendo certo que não consigo fazer como Ele. De facto, nunca me senti regalado, se calhar é por causa da técnica que utilizo que não é tão firme, tendo, até, já sido alvo de rejeição.
Também com o Grande Carlos aprendi a pôr a nossa protecção, a utilizá-la e a levantá-la quando se impõe, bem como a não me opôr a algo que me pode ser satisfatório.
Prezo muito que o Grande Carlos tenha colocado o meu amigo Vermelho em águas serenas e a mim num lugar tão elevado.
De facto, sem a sua intervenção não teria chegado onde cheguei, por isso mesmo o meu Muito Obrigado, os meus sinceros Parabéns, que continues sem fazer nenhum, e a zelar por este espaço tão bem como tens zelado por nós, e lanço o repto de ser alterada a regra referente às proibições que vigoram durante as tardes, pois ficaríamos mais livres.
Parabéns “Jus Caralhaius”."
Termino dizendo Bem-Haja por seres quem e como és.
Obrigado por tudo.
Parabéns, Grande Mestre.
Análise aos Jogos de Sporting e Porto
Vitórias gordas e fáceis de Sporting e Porto.
Em Alvalade, assistiu-se a uma partida de fraco nível.
O Sporting nem precisou de jogar.
Venceu por 3-0 e nem um golo foi apontado por jogadores leoninos.
O Braga facilitou e muito a tarefa leonina.
O Braga foi uma sombra da equipa que venceu o Liberec.
Muito embora seja indiscutível que dois auto-golos destroem qualquer equipa, ainda para mais quando o estado físico dos seus jogadores é paupérrimo, o certo é que em nenhum momento da partida o Braga se revelou capaz de discutir o jogo.
Para o Sporting salvou-se o resultado, pois que a exibição deixou muito a desejar.
Na 1ª parte, o Sporting apenas criou uma oportunidade de golo, num cabeceamento de Tonel à barra da baliza de Paulo Santos na sequência de um canto.
Um auto-golo inacreditável de Luís Filipe, a bola entrou nas redes depois de embater nas suas costas, e um outro de Nem deram vantagem ao Sporting.
O Sporting chegou, assim, ao intervalo a vencer por 2-0 sem ter feito nada que o justificasse.
Na 2ª parte, a incapacidade de reacção do Braga manteve-se e o Sporting limitou-se a gerir a partida.
Lograria a equipa leonina um terceiro golo, num lance em que a bola não transpôs por completo a linha de baliza bracarense.
As imagens televisivas são suficientemente esclarecedores, pois que a bola nunca desaparece da imagem, ou seja, nunca ultrapassa a linha do poste da baliza de Paulo Santos.
Um outro lance marcou a segunda metade da partida, qual seja a entrada de Djálo sobre Paulo Santos.
Lance para cartão vermelho directo.
O jogador leonino crivou os pitons da sua bota no joelho direito de Paulo Santos.
Se noutros lances de outros jogos se alvitrou o propósito de molestar fisicamente o adversário por parte de jogadores que disputaram e jogaram a bola, o que dizer desta entrada em que o jogador leonino estica a perna na direcção do seu oponente num momento em que lhe é impossível entrar em contacto com a bola!
Entrada violenta e ao homem, que passou impune.
Em Setúbal, o Porto venceu com extrema facilidade o Vitória.
O jogo durou, apenas, 6 minutos, tempo suficiente para o Porto fazer dois golos e resolver a partida.
No mais, domínio e controlo absolutos do jogo por parte do Porto.
Realce para a soberba execução de Postiga no segundo golo portista e para a excelência da execução de Quaresma no livre que originou o terceiro tento.
Tal como em Alvalade, o critério disciplinar de Duarte Gomes foi, no mínimo, incompreensível.
Não se alcança qual o critério que presidiu à não expulsão de Bruno Ribeiro e Bruno Alves.
Quer um quer outro tiveram entradas violentas e ao homem, que Duarte Gomes, pura e simplesmente, ignorou.
Em Alvalade, assistiu-se a uma partida de fraco nível.
O Sporting nem precisou de jogar.
Venceu por 3-0 e nem um golo foi apontado por jogadores leoninos.
O Braga facilitou e muito a tarefa leonina.
O Braga foi uma sombra da equipa que venceu o Liberec.
Muito embora seja indiscutível que dois auto-golos destroem qualquer equipa, ainda para mais quando o estado físico dos seus jogadores é paupérrimo, o certo é que em nenhum momento da partida o Braga se revelou capaz de discutir o jogo.
Para o Sporting salvou-se o resultado, pois que a exibição deixou muito a desejar.
Na 1ª parte, o Sporting apenas criou uma oportunidade de golo, num cabeceamento de Tonel à barra da baliza de Paulo Santos na sequência de um canto.
Um auto-golo inacreditável de Luís Filipe, a bola entrou nas redes depois de embater nas suas costas, e um outro de Nem deram vantagem ao Sporting.
O Sporting chegou, assim, ao intervalo a vencer por 2-0 sem ter feito nada que o justificasse.
Na 2ª parte, a incapacidade de reacção do Braga manteve-se e o Sporting limitou-se a gerir a partida.
Lograria a equipa leonina um terceiro golo, num lance em que a bola não transpôs por completo a linha de baliza bracarense.
As imagens televisivas são suficientemente esclarecedores, pois que a bola nunca desaparece da imagem, ou seja, nunca ultrapassa a linha do poste da baliza de Paulo Santos.
Um outro lance marcou a segunda metade da partida, qual seja a entrada de Djálo sobre Paulo Santos.
Lance para cartão vermelho directo.
O jogador leonino crivou os pitons da sua bota no joelho direito de Paulo Santos.
Se noutros lances de outros jogos se alvitrou o propósito de molestar fisicamente o adversário por parte de jogadores que disputaram e jogaram a bola, o que dizer desta entrada em que o jogador leonino estica a perna na direcção do seu oponente num momento em que lhe é impossível entrar em contacto com a bola!
Entrada violenta e ao homem, que passou impune.
Em Setúbal, o Porto venceu com extrema facilidade o Vitória.
O jogo durou, apenas, 6 minutos, tempo suficiente para o Porto fazer dois golos e resolver a partida.
No mais, domínio e controlo absolutos do jogo por parte do Porto.
Realce para a soberba execução de Postiga no segundo golo portista e para a excelência da execução de Quaresma no livre que originou o terceiro tento.
Tal como em Alvalade, o critério disciplinar de Duarte Gomes foi, no mínimo, incompreensível.
Não se alcança qual o critério que presidiu à não expulsão de Bruno Ribeiro e Bruno Alves.
Quer um quer outro tiveram entradas violentas e ao homem, que Duarte Gomes, pura e simplesmente, ignorou.
segunda-feira, novembro 06, 2006
Análise à Jornada
O Benfica venceu tranquilamente o Beira-Mar.
Fernando Santos apresentou aquele que pode já ser considerado o seu onze tipo, estruturado no também já habitual losango.
Pressionando alto e em bloco, o Benfica dominou a partida desde o início.
Na 1ª parte, construiu uma boa mão cheia de oportunidades de golo, sem que, contudo, haja concretizado qualquer uma delas.
O Beira-Mar, incapaz de se libertar do espartilho defensivo montado por Inácio e sufocado pela pressão benfiquista, raramente conseguiu sair do seu meio-campo.
Apenas num lance de bola parada, mal resolvido por Quim, e no seu único contra-ataque ao longo de toda a 1ª metade, já no período de descontos, conseguiu criar algum perigo. E, mesmo assim, relativo.
Adivinhava-se o golo do Benfica, mas até ao intervalo tal não viria a acontecer.
Na 2ª parte, o Benfica entrou ainda mais determinado.
Sem surpresa, após um excelente trabalho de Nélson na direita, Katsouranis, de cabeça, fez o 1-0.
Poucos minutos volvidos e Petit fazia o 2-0, concretizando excelente movimento colectivo.
Estava resolvida a partida.
Daí até final, o Benfica dispôs de várias oportunidades para ampliar a vantagem, das quais apenas concretizou uma, através de um auto-golo de Ricardo.
Destaque para Nélson, em clara subida de rendimento, aproximando-se dos patamares exibicionais do início da época transacta, para Luisão, pela segurança evidenciada, para Simão, pela dinâmica que imprimiu ao processo ofensivo, e para Miccoli, sempre muito activo na busca do golo e pelo sublime movimento com que presenteou os espectadores na segunda parte.
Destaque negativo para o árbitro da partida e seus auxiliares.
Um chorrilho de erros.
Perdoou a expulsão a Torrão na 1ª parte, não exibindo o 2º cartão amarelo numa entrada violenta sobre Miguelito, expulsou mal Buba, exibindo-lhe o 2º cartão amarelo num lance que não o justificava, assinalou mal, pelo menos, 3 foras de jogo ao ataque do Benfica e, por fim, validou mal o 3º golo do Benfica, pois que Miccoli, com interferência directa no lance, se encontrava adiantado em relação ao penúltimo defesa do Beira-Mar no momento do passe de Luisão.
Nos restantes jogos, destaque para a 3ª vitória consecutiva do Marítimo, sendo que as duas últimas ocorreram na condição de visitante e em terrenos difíceis como o são Braga e a Figueira.
Realce para o gordo truinfo nacionalista sobre o Paços e para o sucesso forasteiro do Leiria.
Em Coimbra, no melhor jogo da época, a Briosa venceu meritoriamente o Estrela.
Na 1ª parte, pese embora melhorias evidentes na circulação da bola, o losango da Académica não funcionou ofensivamente. Muita posse de bola, mas escassa produção ofensiva, bem espelhada na circunstância da equipa apenas ter alvejado a baliza de Paulo Lopes por uma única vez.
Ao invés, o Estrela apostando em ataques rápidos e contra-ataques protagonizados por Dário e Paulo Sérgio acercou-se com perigo da baliza de Roma por duas vezes, sendo que numa delas fez mesmo a bola embater na barra.
Ao intervalo 0-0.
Na 2ª parte, Manuel Machado fez entrar Hélder Barbosa, assim desfazendo o losango e estruturando a equipa num claro 4x3x3 com evidentes ganhos de eficácia e eficiência.
Beneficiando da subida de rendimento de Filipe Teixeira e da entrada de Hélder Barbosa, o processo ofensivo da Briosa surgiu muito mais fluido e incisivo.
As oportunidades de golo começaram a aparecer e após um magnífico cruzamento de Barbosa, Dame num não menos excelente cabeceamento fez o 1-0.
Logo após, na sequência de uma incursão de Teixeira pela esquerda, Barbosa livre de marcação na área, rematou cruzado para o 2-0.
A Académica jogava como ainda não o havia feito esta época, dominando e controlando a seu bel-prazer a partida.
Inexplicavelmente, Manuel Machado decide substituir Filipe Teixeira por Medeiros, passando a actuar com 3 centrais.
Ao retirar o condutor do processo ofensivo da Briosa, a equipa ressentiu-se e não mais se mostrou capaz de assumir o controlo do jogo.
Ainda para mais, com a introdução de Medeiros, a equipa, naturalmente, recuou no terreno, expondo-se à pressão do Estrela.
Aí, a Briosa tremeu e não fôra a inépcia atacante estrelista e o resultado poderia ter sido outro.
Felizmente, tal não aconteceu e a Académica acabou por segurar um importante triunfo.
Fernando Santos apresentou aquele que pode já ser considerado o seu onze tipo, estruturado no também já habitual losango.
Pressionando alto e em bloco, o Benfica dominou a partida desde o início.
Na 1ª parte, construiu uma boa mão cheia de oportunidades de golo, sem que, contudo, haja concretizado qualquer uma delas.
O Beira-Mar, incapaz de se libertar do espartilho defensivo montado por Inácio e sufocado pela pressão benfiquista, raramente conseguiu sair do seu meio-campo.
Apenas num lance de bola parada, mal resolvido por Quim, e no seu único contra-ataque ao longo de toda a 1ª metade, já no período de descontos, conseguiu criar algum perigo. E, mesmo assim, relativo.
Adivinhava-se o golo do Benfica, mas até ao intervalo tal não viria a acontecer.
Na 2ª parte, o Benfica entrou ainda mais determinado.
Sem surpresa, após um excelente trabalho de Nélson na direita, Katsouranis, de cabeça, fez o 1-0.
Poucos minutos volvidos e Petit fazia o 2-0, concretizando excelente movimento colectivo.
Estava resolvida a partida.
Daí até final, o Benfica dispôs de várias oportunidades para ampliar a vantagem, das quais apenas concretizou uma, através de um auto-golo de Ricardo.
Destaque para Nélson, em clara subida de rendimento, aproximando-se dos patamares exibicionais do início da época transacta, para Luisão, pela segurança evidenciada, para Simão, pela dinâmica que imprimiu ao processo ofensivo, e para Miccoli, sempre muito activo na busca do golo e pelo sublime movimento com que presenteou os espectadores na segunda parte.
Destaque negativo para o árbitro da partida e seus auxiliares.
Um chorrilho de erros.
Perdoou a expulsão a Torrão na 1ª parte, não exibindo o 2º cartão amarelo numa entrada violenta sobre Miguelito, expulsou mal Buba, exibindo-lhe o 2º cartão amarelo num lance que não o justificava, assinalou mal, pelo menos, 3 foras de jogo ao ataque do Benfica e, por fim, validou mal o 3º golo do Benfica, pois que Miccoli, com interferência directa no lance, se encontrava adiantado em relação ao penúltimo defesa do Beira-Mar no momento do passe de Luisão.
Nos restantes jogos, destaque para a 3ª vitória consecutiva do Marítimo, sendo que as duas últimas ocorreram na condição de visitante e em terrenos difíceis como o são Braga e a Figueira.
Realce para o gordo truinfo nacionalista sobre o Paços e para o sucesso forasteiro do Leiria.
Em Coimbra, no melhor jogo da época, a Briosa venceu meritoriamente o Estrela.
Na 1ª parte, pese embora melhorias evidentes na circulação da bola, o losango da Académica não funcionou ofensivamente. Muita posse de bola, mas escassa produção ofensiva, bem espelhada na circunstância da equipa apenas ter alvejado a baliza de Paulo Lopes por uma única vez.
Ao invés, o Estrela apostando em ataques rápidos e contra-ataques protagonizados por Dário e Paulo Sérgio acercou-se com perigo da baliza de Roma por duas vezes, sendo que numa delas fez mesmo a bola embater na barra.
Ao intervalo 0-0.
Na 2ª parte, Manuel Machado fez entrar Hélder Barbosa, assim desfazendo o losango e estruturando a equipa num claro 4x3x3 com evidentes ganhos de eficácia e eficiência.
Beneficiando da subida de rendimento de Filipe Teixeira e da entrada de Hélder Barbosa, o processo ofensivo da Briosa surgiu muito mais fluido e incisivo.
As oportunidades de golo começaram a aparecer e após um magnífico cruzamento de Barbosa, Dame num não menos excelente cabeceamento fez o 1-0.
Logo após, na sequência de uma incursão de Teixeira pela esquerda, Barbosa livre de marcação na área, rematou cruzado para o 2-0.
A Académica jogava como ainda não o havia feito esta época, dominando e controlando a seu bel-prazer a partida.
Inexplicavelmente, Manuel Machado decide substituir Filipe Teixeira por Medeiros, passando a actuar com 3 centrais.
Ao retirar o condutor do processo ofensivo da Briosa, a equipa ressentiu-se e não mais se mostrou capaz de assumir o controlo do jogo.
Ainda para mais, com a introdução de Medeiros, a equipa, naturalmente, recuou no terreno, expondo-se à pressão do Estrela.
Aí, a Briosa tremeu e não fôra a inépcia atacante estrelista e o resultado poderia ter sido outro.
Felizmente, tal não aconteceu e a Académica acabou por segurar um importante triunfo.
sexta-feira, novembro 03, 2006
Espaço Prof. Karamba
A classificação geral do Espaço Prof. Karamba é a seguinte:
1º Lugar: Cavungi - 180 pontos;
2º Lugar: Carlos - 170 pontos;
3º Lugar: Costa e Zex - 160 pontos;
4º Lugar: Vermelho Nunca e Jorge Mínimo - 155 pontos;
5º Lugar: Fura-Redes - 145 pontos;
6º Lugar: Holtreman e Kubas - 135 pontos;
7º Lugar: Vermelho Sempre - 120 pontos;
8º Lugar: Vermelho e Estar Vivo é o Contrário de Estar Morto - 115 pontos;
9º Lugar: Samsalameh - 110 pontos;
10º Lugar: Francisco Lázaro - 100 pontos;
11º Lugar: Sócio - 95 pontos;
12º Lugar: Petit - 90 pontos;
13º Lugar: Braguilha - 35 pontos;
14º Lugar: Jimmy Jump Reloaded - 20 pontos;
15º Lugar: Sh Cala-te - 5 pontos;
1º Lugar: Cavungi - 180 pontos;
2º Lugar: Carlos - 170 pontos;
3º Lugar: Costa e Zex - 160 pontos;
4º Lugar: Vermelho Nunca e Jorge Mínimo - 155 pontos;
5º Lugar: Fura-Redes - 145 pontos;
6º Lugar: Holtreman e Kubas - 135 pontos;
7º Lugar: Vermelho Sempre - 120 pontos;
8º Lugar: Vermelho e Estar Vivo é o Contrário de Estar Morto - 115 pontos;
9º Lugar: Samsalameh - 110 pontos;
10º Lugar: Francisco Lázaro - 100 pontos;
11º Lugar: Sócio - 95 pontos;
12º Lugar: Petit - 90 pontos;
13º Lugar: Braguilha - 35 pontos;
14º Lugar: Jimmy Jump Reloaded - 20 pontos;
15º Lugar: Sh Cala-te - 5 pontos;
Antevisão da Próxima Jornada
O Benfica recebe o Beira-Mar na Luz.
Jogo de prognóstico claramente favorável ao Benfica.
Outro resultado que não a vitória constituirá duro revés na consolidação da equipa.
O Benfica deverá apresentar a mesma equipa que derrotou o Celtic, não sendo expectável, pelo menos, por ora, que Karagounis seja chamado ao onze inicial.
Fernando Santos deverá introduzir o grego apenas na 2ª parte da partida, por forma a que recupere o ritmo de jogo.
Fernando Santos estruturará a sua equipa no já habitual 4x4x2 em losango, alinhando com Quim, Nélson, Luisão, Ricardo Rocha e Léo, Petit, Katsouranis, Nuno Assis, Simão, Nuno Gomes e Miccoli.
O Beira-Mar chega à Luz fortemente moralizado pelo empate obtido frente ao Sporting.
Inácio deverá manter inalterados o modelo e o onze que apresentou no jogo contra o Sporting, prescindindo, uma vez mais, de Jardel.
A falta de mobilidade de Jardel assim o obriga, numa equipa que apostará deliberadamente no contra-ataque como matriz essencial do seu processo ofensivo.
No mais, forte contenção defensiva com os onze jogadores atrás da linha da bola.
O Porto desloca-se a Setúbal para defrontar um Vitória submerso em problemas.
Toni tem sido alvo de forte contestação por parte dos jogadores.
Quarta-feira o treino teve, apenas, a duração de 20 minutos, face à letargia evidenciada pelo plantel.
Quinta-feira, os capitães Sandro e Nandinho, ao que tudo indica, foram despromovidos à equipa B, num sinal claro de reforço da autoridade do treinador.
Fala-se, novamente, em salários em atraso.
Uma conjugação de factores que não deixarão de influenciar negativamente o rendimento desportivo da equipa.
Perante este cenário, o favoritismo do Porto emerge claramente reforçado.
A convulsão interna vivida no Vitória potencia a já de si gritante diferença de valores entre as equipas.
Ainda assim, este jogo encerra a curiosidade de rever Nélson ao mais alto nível após diversas épocas no obscurantismo do banco de suplentes.
Amuneke, Varela e Lourenço assumem-se como jogadores capazes de causar problemas à defensiva azul e branca, assim disponham de espaços para explorar a sua velocidade.
Janício, Auri, Hugo e Adalto deverão formar o quarteto defensivo, à frente do qual devrão alinhar Binho, Julien e Bruno Ribeiro.
O Porto deverá manter-se fiel à estrutura pós-Anderson, com Assunção, Lucho e Meireles no triângulo do meio-campo, não sendo, contudo, despiciendo pensar na titularidade de Jorginho em detrimento de Assunção.
Quanto ao mais, tudo como dantes - Hélton deve conservar a titularidade, tendo à sua frente Bosingwa, Pepe, Bruno Alves e Fucile.
Por outro lado, a frente de ataque deverá ser composta por Quaresma, Postiga e Lisandro.
Jogo de claro favoritismo azul e branco.
Em Alvalade, o jogo grande da jornada.
O Sporting recebe um Braga muito moralizado pela vitória frente ao Liberec.
A série de 4 jogos sem vencer por que passa o Sporting poderá intranquilizar os seus jogadores, assim o 1º golo leonino tarde em surgir.
Paulo Bento deverá ser bastante mais comedido na rotatividade que tem imprimido, em vista da importância do jogo e da valia do adversário.
Assim, as alterações deverão cingir-se a uma na linha defensiva - Abel por Tello - e a uma na linha intermediária - Paredes por Farnerud - isto partindo do princípio que a "reeducação sócio-desportiva" de Nani continuará.
A troca de Djállo por Alecsandro não deixa de ser uma possibilidade dotada de alguma consistência.
No mais, o 4x4x2 em losango é para manter, até porque inexistem alternativas suficientemente sólidas.
O Braga apresenta-se em Alvalade com os níveis de confiança em alta, mas dizimado por uma onda de lesões.
Para além dos impedimentos pré-existentes à partida contra o Liberec, Marcel engrossou a lista de clientes do departamento médico.
Se a tais maleitas juntarmos o castigo de Maurício, verificamos que Carvalhal pouco mais de onze jogadores terá à sua disposição.
Caso Marcel recupere, o onze do Braga deve ser o mesmo apresentado frente ao Liberec, alinhando com Paulo Santos, Luís Filipe, Irineu, Nem e Pedro Costa, Madrid, Ricardo Chaves e Vandinho, Maciel, Marcel e Cesinha.
Caso não recupere, deverá ser substituído por Matheus, repetindo, deste modo, o onze da segunda parte do jogo com os Checos.
Seja como fôr, a qualidade e a profundidade do plantel do Braga são sinónimo de um onze competitivo, que se deslocará a Alvalade para discutir o resultado.
Jogo em que o favoritismo não pode deixar de ser atribuído ao Sporting.
A Briosa faz, hoje, 119 anos.
Recebe, Domingo, o Estrela numa partida de crucial importância.
Uma derrota ou mesmo um empate podem ser o fim da linha para Manuel Machado.
Jogo de prognóstico claramente favorável ao Benfica.
Outro resultado que não a vitória constituirá duro revés na consolidação da equipa.
O Benfica deverá apresentar a mesma equipa que derrotou o Celtic, não sendo expectável, pelo menos, por ora, que Karagounis seja chamado ao onze inicial.
Fernando Santos deverá introduzir o grego apenas na 2ª parte da partida, por forma a que recupere o ritmo de jogo.
Fernando Santos estruturará a sua equipa no já habitual 4x4x2 em losango, alinhando com Quim, Nélson, Luisão, Ricardo Rocha e Léo, Petit, Katsouranis, Nuno Assis, Simão, Nuno Gomes e Miccoli.
O Beira-Mar chega à Luz fortemente moralizado pelo empate obtido frente ao Sporting.
Inácio deverá manter inalterados o modelo e o onze que apresentou no jogo contra o Sporting, prescindindo, uma vez mais, de Jardel.
A falta de mobilidade de Jardel assim o obriga, numa equipa que apostará deliberadamente no contra-ataque como matriz essencial do seu processo ofensivo.
No mais, forte contenção defensiva com os onze jogadores atrás da linha da bola.
O Porto desloca-se a Setúbal para defrontar um Vitória submerso em problemas.
Toni tem sido alvo de forte contestação por parte dos jogadores.
Quarta-feira o treino teve, apenas, a duração de 20 minutos, face à letargia evidenciada pelo plantel.
Quinta-feira, os capitães Sandro e Nandinho, ao que tudo indica, foram despromovidos à equipa B, num sinal claro de reforço da autoridade do treinador.
Fala-se, novamente, em salários em atraso.
Uma conjugação de factores que não deixarão de influenciar negativamente o rendimento desportivo da equipa.
Perante este cenário, o favoritismo do Porto emerge claramente reforçado.
A convulsão interna vivida no Vitória potencia a já de si gritante diferença de valores entre as equipas.
Ainda assim, este jogo encerra a curiosidade de rever Nélson ao mais alto nível após diversas épocas no obscurantismo do banco de suplentes.
Amuneke, Varela e Lourenço assumem-se como jogadores capazes de causar problemas à defensiva azul e branca, assim disponham de espaços para explorar a sua velocidade.
Janício, Auri, Hugo e Adalto deverão formar o quarteto defensivo, à frente do qual devrão alinhar Binho, Julien e Bruno Ribeiro.
O Porto deverá manter-se fiel à estrutura pós-Anderson, com Assunção, Lucho e Meireles no triângulo do meio-campo, não sendo, contudo, despiciendo pensar na titularidade de Jorginho em detrimento de Assunção.
Quanto ao mais, tudo como dantes - Hélton deve conservar a titularidade, tendo à sua frente Bosingwa, Pepe, Bruno Alves e Fucile.
Por outro lado, a frente de ataque deverá ser composta por Quaresma, Postiga e Lisandro.
Jogo de claro favoritismo azul e branco.
Em Alvalade, o jogo grande da jornada.
O Sporting recebe um Braga muito moralizado pela vitória frente ao Liberec.
A série de 4 jogos sem vencer por que passa o Sporting poderá intranquilizar os seus jogadores, assim o 1º golo leonino tarde em surgir.
Paulo Bento deverá ser bastante mais comedido na rotatividade que tem imprimido, em vista da importância do jogo e da valia do adversário.
Assim, as alterações deverão cingir-se a uma na linha defensiva - Abel por Tello - e a uma na linha intermediária - Paredes por Farnerud - isto partindo do princípio que a "reeducação sócio-desportiva" de Nani continuará.
A troca de Djállo por Alecsandro não deixa de ser uma possibilidade dotada de alguma consistência.
No mais, o 4x4x2 em losango é para manter, até porque inexistem alternativas suficientemente sólidas.
O Braga apresenta-se em Alvalade com os níveis de confiança em alta, mas dizimado por uma onda de lesões.
Para além dos impedimentos pré-existentes à partida contra o Liberec, Marcel engrossou a lista de clientes do departamento médico.
Se a tais maleitas juntarmos o castigo de Maurício, verificamos que Carvalhal pouco mais de onze jogadores terá à sua disposição.
Caso Marcel recupere, o onze do Braga deve ser o mesmo apresentado frente ao Liberec, alinhando com Paulo Santos, Luís Filipe, Irineu, Nem e Pedro Costa, Madrid, Ricardo Chaves e Vandinho, Maciel, Marcel e Cesinha.
Caso não recupere, deverá ser substituído por Matheus, repetindo, deste modo, o onze da segunda parte do jogo com os Checos.
Seja como fôr, a qualidade e a profundidade do plantel do Braga são sinónimo de um onze competitivo, que se deslocará a Alvalade para discutir o resultado.
Jogo em que o favoritismo não pode deixar de ser atribuído ao Sporting.
A Briosa faz, hoje, 119 anos.
Recebe, Domingo, o Estrela numa partida de crucial importância.
Uma derrota ou mesmo um empate podem ser o fim da linha para Manuel Machado.
quinta-feira, novembro 02, 2006
Liga dos Astros
Fica disponível este espaço para que apresentem os vossos onzes para a próxima jornada.
Espaço Prof. Karamba
Os jogos sujeitos a palpite são os seguintes:
Belenenses-U. Leiria
Naval-Marítimo
Benfica-Beira-Mar
Sporting-Sp. Braga
V. Setúbal-F.C. Porto
Como sempre, aqui deixo, desde já, o meu palpite:
Belenenses-U. Leiria: 1-2;
Naval-Marítimo: 2-0;
Benfica-Beira-Mar: 2-0;
Sporting-Sp. Braga: 1-1;
V. Setúbal-F.C. Porto: 0-2;
Belenenses-U. Leiria
Naval-Marítimo
Benfica-Beira-Mar
Sporting-Sp. Braga
V. Setúbal-F.C. Porto
Como sempre, aqui deixo, desde já, o meu palpite:
Belenenses-U. Leiria: 1-2;
Naval-Marítimo: 2-0;
Benfica-Beira-Mar: 2-0;
Sporting-Sp. Braga: 1-1;
V. Setúbal-F.C. Porto: 0-2;
Rescaldo dos Jogos da Champions
Na Luz, o Benfica vingou a derrota de Glasgow.
Ontem, o Benfica teve o que lhe faltou na Escócia - sorte.
Entrou a ganhar o que faz toda a diferença.
No primeiro lance de ataque, após um excelente cruzamento de Nélson, Caldwell, pressionado pela presença de Nuno Gomes nas suas costas, introduziu a bola na sua própria baliza.
Poucos minutos volvidos, numa reposição de bola em jogo de Quim, Nuno Gomes fez o 2-0.
Caldwell foi, de novo infeliz, já que a bola lhe embateu na face e sobrou para Nuno Gomes, que isolado não teve dificuldade em concretizar.
O Benfica não podia desejar melhor início de partida.
Até ao intervalo, o Benfica limitou-se a gerir a partida, dominando e controlando o jogo por completo.
O Celtic apenas em lances de bola parada conseguia chegar à área benfiquista e, ainda assim, sem grande perigo.
Na segunda parte, o sentido do jogo manteve-se inalterado.
Com excepção dos 10 minutos iniciais, período em que o Celtic dispôs da sua melhor ocasião de golo, superiormente defendida por Quim, o Benfica nunca perdeu o domínio e o controlo do jogo.
Com naturalidade, o Benfica fez 0 3-0 num lance colectivo de excelência.
Vitória sem contestação, no jogo mais equilibrado do Benfica esta temporada.
Sem realizar uma grande exibição, o Benfica apresentou um equilíbrio entre o processo defensivo e o ofensivo não antes demonstrado.
Manteve-se a tradição dos jogos entre Benfica e Celtic terminarem com o resultado de 3-0.
A primeira de três finais foi superada com sucesso.
Destaque para Nélson, Katsouranis, Simão e Nuno Gomes.
Em Hamburgo, o Porto venceu de forma justa.
Como calculam, não vi o jogo, mas, pelo resumo, parece-me que a vitória do Porto não oferece contestação.
Destaque para o soberbo golo de Lucho e para o segundo golo em quatro dias de Bruno Moraes, deixando antever uma época de grande fulgor (provável substituto de Anderson).
Em Munique, o Sporting conquistou um empate com travo a injustiça.
Podia e devia ter ambicionado mais a equipa leonina.
No cômputo dos 90 minutos, o Sporting foi sempre mais equipa do que o Bayern.
Todavia, não foi capaz de materializar em golos a sua produção futebolística.
Faltaram 30 metros ao Sporting.
A qualidade de jogo leonina foi muito superior à do Bayern, ainda que os alemães tenham beneficiado de mais oportunidades flagrantes de golo.
Tivesse o Sporting uma dupla de avançados mais inspirada e, estou certo, que o resultado teria sido outro.
O jogo com o Inter assume-se como crucial para o apuramento para os oitavos de final.
Ontem, o Benfica teve o que lhe faltou na Escócia - sorte.
Entrou a ganhar o que faz toda a diferença.
No primeiro lance de ataque, após um excelente cruzamento de Nélson, Caldwell, pressionado pela presença de Nuno Gomes nas suas costas, introduziu a bola na sua própria baliza.
Poucos minutos volvidos, numa reposição de bola em jogo de Quim, Nuno Gomes fez o 2-0.
Caldwell foi, de novo infeliz, já que a bola lhe embateu na face e sobrou para Nuno Gomes, que isolado não teve dificuldade em concretizar.
O Benfica não podia desejar melhor início de partida.
Até ao intervalo, o Benfica limitou-se a gerir a partida, dominando e controlando o jogo por completo.
O Celtic apenas em lances de bola parada conseguia chegar à área benfiquista e, ainda assim, sem grande perigo.
Na segunda parte, o sentido do jogo manteve-se inalterado.
Com excepção dos 10 minutos iniciais, período em que o Celtic dispôs da sua melhor ocasião de golo, superiormente defendida por Quim, o Benfica nunca perdeu o domínio e o controlo do jogo.
Com naturalidade, o Benfica fez 0 3-0 num lance colectivo de excelência.
Vitória sem contestação, no jogo mais equilibrado do Benfica esta temporada.
Sem realizar uma grande exibição, o Benfica apresentou um equilíbrio entre o processo defensivo e o ofensivo não antes demonstrado.
Manteve-se a tradição dos jogos entre Benfica e Celtic terminarem com o resultado de 3-0.
A primeira de três finais foi superada com sucesso.
Destaque para Nélson, Katsouranis, Simão e Nuno Gomes.
Em Hamburgo, o Porto venceu de forma justa.
Como calculam, não vi o jogo, mas, pelo resumo, parece-me que a vitória do Porto não oferece contestação.
Destaque para o soberbo golo de Lucho e para o segundo golo em quatro dias de Bruno Moraes, deixando antever uma época de grande fulgor (provável substituto de Anderson).
Em Munique, o Sporting conquistou um empate com travo a injustiça.
Podia e devia ter ambicionado mais a equipa leonina.
No cômputo dos 90 minutos, o Sporting foi sempre mais equipa do que o Bayern.
Todavia, não foi capaz de materializar em golos a sua produção futebolística.
Faltaram 30 metros ao Sporting.
A qualidade de jogo leonina foi muito superior à do Bayern, ainda que os alemães tenham beneficiado de mais oportunidades flagrantes de golo.
Tivesse o Sporting uma dupla de avançados mais inspirada e, estou certo, que o resultado teria sido outro.
O jogo com o Inter assume-se como crucial para o apuramento para os oitavos de final.
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