terça-feira, outubro 24, 2006

Espaço Prof. Karamba

A classificação geral do Espaço Prof. Karamba é a seguinte:

1º Lugar: Cavungi - 175 pontos;

2º Lugar: Carlos - 160 pontos;

3º Lugar: Vermelho Nunca - 145 pontos;

4º Lugar: Zex - 140 pontos;

5º Lugar: Costa e Jorge Mínimo - 135 pontos;

6º Lugar:Holtreman - 130 pontos;

7º Lugar: Kubas - 125 pontos;

8º Lugar: Fura-Redes - 110 pontos;

9º Lugar: Samsalameh e Vermelho - 105 pontos;

10º Lugar: Vermelho Sempre e Estar Vivo é o Contrário de Estar Morto - 100 pontos;

11º Lugar: Francisco Lázaro - 90 pontos;

12º Lugar: Sócio - 80 pontos;

13º Lugar: Petit - 75 pontos;

14º Lugar: Braguilha - 35 pontos;

15º Lugar: Jimmy Jump Reloaded - 20 pontos;

16º Lugar: Sh Cala-te - 5 pontos;

Artigo de Opinião do Condómino Vermelho Nunca

O rebanho dos seis

No passado mês de Setembro, em aniversário de um amigo, reencontrei-me com vários colegas e amigos da Coimbra estudantil.
Gentes do Norte, essencialmente de Braga, do Centro e Sul do País.
Convívio agradável, a que se juntaram as respectivas famílias, mulheres e filhos.
A maioria da malta do Norte torce pelo Benfica, os do Centro e Sul dividem-se pelo Sporting e pelo Benfica. Adeptos do FCPorto também existem, mas em menor número.
Alguns dos meus amigos não conheciam ainda os meus 2 filhos e, em conversa de circunstância, movida pelos dois jogos que se disputavam nesse dia - Nacional/ Sporting e Boavista/ Benfica - questionaram-me acerca da preferência clubística deles. Ao responder que eram do Sporting, alguns acharam natural, uma vez que o pai também o é, outros acharam estranho, pois naturalmente teriam de ser do Benfica, porque é o maior clube, porque é o Glorioso, por isto ou por aquilo.
Aqui reside , na minha opinião, um problema próprio de muitos adeptos encarnados: acham que eles são o centro de tudo, que só se pode ser do Benfica, e que, quem não tem os filhos benfiquistas, fazendo jus ao ditado, não é bom chefe de família.
No final do século passado, uma direcção do Benfica presidida por Manuel Damásio Prieto, que tinha como relações públicas, Carlos Castro, o cronista social - sim esse mesmo que estão a pensar - teve uma ideia genial. Talvez inspirada na figura do seu antigo jogador Álvaro, chegaram a um número mítico-6.
Conta-se que Margarida , mulher do presidente, junto à capela que mandou construir, disse para o marido: Nel, 6, é esse o número que vais lançar para a opinião pública, 6 milhões de benfiquistas. E assim , desde então, passaram a existir 6 milhões de benfiquistas em Portugal. Vários estudos foram feitos, mas o mítico número manteve-se inalterável.
Num desses estudos, encomendado pelo Benfica, chegou-se à conclusão que são 4.751.320 em Portugal, mas o número 6 mantém-se.
O estudo aponta para 6 milhões de adeptos, em Angola e Moçambique, ganhando aí o rebanho encarnado forma de manada.
O cúmulo do número 6 criado por Manuel Damásio Prieto vai ao ponto deste se manter imune a qualquer alteração populacional, considerando que, por cada benfiquista que morre, outro benfiquista nasce.
Mais tarde, com a subida de Luís Filipe Vieira a presidente, acompanhado na hora da vitória por Cristina Caras Lindas, que tentou, sem êxito, seguir as pegadas de Carlos Castro, este mítico número foi levado, e bem, na minha opinião, ao extremo.
Luís Filipe potencializou o número 6, transformando a instituição, como ele gosta de chamar, numa verdadeira máquina de produzir “negócio”.
É minha convicção que o rebanho dos 6 vai perdurar por muitos e bons anos.
Em nota final, é desde já meu desejo, que no Dragão, os encarnados, tenham 6 lesionados, que aos 6 minutos levem o primeiro golo e que a 6 minutos do fim levem o 6º golo.

segunda-feira, outubro 23, 2006

Análise à Jornada do Fim de Semana

O Benfica cumpriu a sua missão e venceu o último classificado.
Fernando Santos insistiu, uma vez mais, no losango a meio-campo, colocando Simão na posição de organizador do processo ofensivo benfiquista.
O Benfica entrou em campo a um ritmo frenético, partindo para o assalto à baliza de Paulo Lopes, mas o guarda-redes do Estrela da Amadora, aliado ao desacerto dos encarnados, foi adiando o golo.
Na primeira ocasião em que o Estrela logrou chegar à baliza do Benfica, Dário fez o 0-1 aos 13 minutos.
Sem nada que o justificasse a não ser a vontade de Dário e um bom canto de Edu Silva.
Um golo absurdo, em que os encarnados permitiram facilidades incríveis ao último classificado da Liga. Falha de marcação de Petit, absolutamente inadmissível.
Dário saltou tranquilamente na área e abriu o marcador, colocando os encarnados sobre brasas.
Antes do golo de Dário, o Benfica já tinha desperdiçado uns quantos lances de perigo, com os homens de ataque a apostar em triangulações e em bolas para as costas dos altos e lentos defesas tricolores.
Após o golo, o Benfica acentuou a pressão.
Assim, ao minuto 32, foi sem surpresa que o Benfica logrou a igualdade, através de Miccoli, que se limitou a encostar um bom cruzamento de Katsouranis.
O Estrela era pouco mais que zero.
Ao intervalo, permanecia o empate, num festival de oportunidades desperdiçadas pelos jogadores encarnados.
No dealbar da segunda parte, aos 53 minutos, uma arrancada de Nelson redundou num penalty cometido por Pedro Simões, que foi expulso.
Simão converteu e jogo ficava decidido.
Reduzido a dez, reagir não foi mais do que uma miragem para o Estrela.
Todavia, o Benfica adormeceu e complicou o que era fácil.
Não que o Estrela haja criado situações de perigo, longe disso, mas pairou sempre um sentimento de insegurança que o adversário e a vantagem não justificavam.
Até final, o Benfica ainda chegaria ao 3-1 por Karyaka.
Vitória sem contestação, mas que o Benfica soube dificultar.
Destaque para Miccoli e para o regresso de Karyaka.
Referência final para o árbitro da partida.
Carlos Xistra, desde cedo, deu nota de estar na Luz imbuído de uma tarefa – afastar algum dos mais influentes jogadores benfiquistas do clássico do próximo Sábado.
Só assim se compreendem os cartões amarelos exibidos a Luisão e Simão na primeira parte, por faltas ocorridas no meio-campo estrelista, sem gravidade e quando aqueles jogadores não tinham incorrido anteriormente em qualquer falta.
A expulsão de Miccoli foi o culminar de uma acção premeditada.
O primeiro amarelo não se percebe.
Miccoli seguiu com a bola, mas apenas por que o árbitro auxiliar não assinalou o pseudo fora de jogo tempestivamente. Miccoli olhou para o auxiliar e como viu a bandeira em baixo, continuou a jogada.
O motivo do segundo amarelo, também, não se alcança.
Miccoli foi puxado e agarrado por Rui Duarte e, claro está, tentou libertar-se.
O seu esbracejar não pode ser razão para amarelo, sob pena de o crime compensar.
Miccoli teve uma reacção natural de um jogador que é agarrado, não se justificando a exibição de amarelo.
Xistra foi para a Luz com uma missão e cumpriu-a. Mal, mas cumpriu.
Em Alvalade, Paulo Bento surpreendeu ao devolver a titularidade a Custódio e ao dar a Paredes o lado direito do meio-campo, numa opção pela solidez em detrimento da criatividade de Carlos Martins ou Romagnoli.
Apenas meia-surpresa a entrada inicial de Yannick Djaló, cuja mobilidade prometia estragos.
No F.C. Porto, a ausência de Anderson teve a solução mais previsível, com Paulo Assunção de volta ao onze e Lucho e Raul Meireles a tentarem disfarçar a falta de um verdadeiro dez jogando um pouco mais à frente.
Optou, assim, Jesualdo por um jogo de maior contenção, mais musculado e de ritmo mais baixo.
Foi o Sporting quem começou por se sair melhor deste jogo de encaixes.
Com Moutinho a assumir o comando das operações muito cedo, arrastando a marcação de Lucho para a lateral, o Sporting mandou no jogo nos primeiros quinze minutos.
Os leões dominavam e controlavam a partida, pressionando alto e conquistando a posse de bola em zonas subidas do terreno.
A supremacia do conjunto de Paulo Bento era incontestada, embora não se traduzisse propriamente numa avalancha de oportunidades de golo.
O Sporting vivenciava algumas dificuldades na organização das suas iniciativas de ataque.
Nani voltou a sentir dificuldades no jogo de apoio directo aos pontas-de-lança e todo o processo ofensivo leonino se ressentiu.
A sua exposição mediática, a par da sobrecarga de jogos a que tem sido sujeito, têm influenciado de sobremaneira o rendimento do jovem leão.
O FC Porto partia com poucos homens para a frente, tendo-se assistido ao regresso à dependência dos repentismos de Quaresma, tão distante estava Postiga dos seus companheiros.
A partir do quarto de hora, o F.C. Porto começou a explorar uma fase de erros dos leões na transição da defesa para o ataque.
É verdade que, aos 18 minutos, Liedson não conseguiu aproveitar um desentendimento entre Helton e Bruno Alves, rematando na pequena área contra as pernas do central.
Contudo, o labor de Lucho e Quaresma conduziram o jogo para o equilíbrio absoluto.
Uma arrancada de Djaló, concluída com um remate que passou perto do poste (34 m) foi o tiro de partida para novo período de domínio do Sporting.
Paulo Bento já tinha posto Carlos Martins a aquecer, resignado que estava com a noite desinspirada de Nani.
Todavia, os grandes jogadores mesmo em noites de pouca inspiração, são capazes de desequilibrar. E, assim, foi.
A dois minutos do intervalo, Nani fez um cruzamento perfeito que sobrevoou Liedson e encontrou Yannick solto de marcação (Bruno Alves estava com Liedson, Pepe na sobra, faltou um terceiro homem).
A cabeçada foi perfeita e o golo fez justiça ao melhor período dos leões.
Obrigado a mexer, Jesualdo tirou o amarelado Assunção e lançou Jorginho, tentando dar mais ideias a uma equipa arrumada, mas, órfã de Anderson, pouco ágil nos desdobramentos para o ataque.
Se cedo mexeu, mais depressa ainda colheu os frutos de tal decisão.
Dois minutos após o recomeço, Quaresma obrigou Ricardo a defesa difícil para canto.
Na sequência, a defesa do Sporting demorou a afastar a bola da sua área, Ricardo saiu a soco e meteu a bola no pé direito de Quaresma, que fez o golo.
Com muito tempo para jogar, Paulo Bento lançou Carlos Martins e, pouco depois, Alecsandro, tentando recuperar a dinâmica do final da primeira parte.
Paulo Bento apostava, agora, num futebol mais objectivo e directo, porventura mais consentâneo com o precário estado do relvado.
A partir daí tornou-se claro que havia uma equipa apostada em vencer e outra satisfeita com o empate.
O F.C. Porto, tão sólido quanto contido, não voltou a estar perto do golo, mas o volume de jogo do Sporting engasgava-se nas imediações da área, onde Pepe e Bruno Alves mandavam no jogo aéreo.
A última meia-hora foi o período em que o FC Porto, sem nunca ser uma equipa dominadora, conseguiu controlar melhor o jogo e os movimentos de ruptura do meio-campo leonino.
Só no último quarto de hora voltou a haver emoção, sempre com o Sporting mais perto do golo, mas sempre com Helton no sítio certo.
A clarividência de João Moutinho não tinha complemento, mas a melhor oportunidade deste período caberia ao Sporting, com Liedson a cabecear à trave após cruzamento de Carlos Martins.
Foi o canto do cisne.
Nos restantes jogos, destaque para a vitória do Nacional no Bessa, que importou o despedimento de Petrovic, para a vitória do Leiria em Setúbal e para a 1ª vitória da Briosa.
Num jogo demasiadamente mau para ser verdade, a Académica venceu, sem brilho, um Aves que se assume como a pior equipa do campeonato.
Um golo em cada uma das partes, chegou e sobrou para levar de vencida o Aves.

sexta-feira, outubro 20, 2006

Liga dos Astros

Após auscultação dos demais condóminos e face às posições expressas, decidi manter a minha inscrição nesta Liga e anular a jornada da semana passada.
Assim, as alterações a introduzir nas equipas deverão ser apresentadas juntamente com os onzes e respectivos suplentes para esta semana.
Para simplificar, peço-vos que apresentem, simultaneamente, as alterações a efectuar, em número de 3, o plantel assim alterado e o onze para a próxima jornada com a indicação do capitão e do Joker.

Espaço Prof. Karamba

Os jogos sujeitos a palpite este fim de semana são os seguintes:

Boavista-Nacional;

V. Setúbal-U. Leiria;

Benfica-E. Amadora;

Sporting-F.C. Porto;

Naval-Sp. Braga;

Como tradicionalmente, faço, desde já, o meu palpite:

Boavista-Nacional: 2-1;

V. Setúbal-U. Leiria: 1-2;

Benfica-E. Amadora: 3-0;

Sporting-F.C. Porto: 1-1;

Naval-Sp. Braga: 2-1;

Espaço Prof. Karamba

A classificação geral do Espaço Prof. Karamba é a seguinte:

1º Lugar: Cavungi - 160 pontos;

2º Lugar: Carlos - 135 pontos;

3º Lugar: Vermelho Nunca - 130 pontos;

4º Lugar: Zex - 125 pontos;

5º Lugar: Costa, Jorge Mínimo e Holtreman - 120 pontos;

6º Lugar: Kubas - 110 pontos;

7º Lugar: Fura-Redes e Vermelho Sempre - 95 pontos;

8º Lugar: Samsalameh e Francisco Lázaro - 90 pontos;

9º Lugar: Estar Vivo é o Contrário de Estar Morto - 85 pontos;

10º Lugar: Sócio e Vermelho - 80 pontos;

11º Lugar: Petit - 55 pontos;

12º Lugar: Jimmy Jump Reloaded e Braguilha - 20 pontos;

13º Lugar: Sh Cala-te - 5 pontos;

Antevisão da Jornada do Próximo Fim de Semana

Antes de mais e como introito, gostaria de lhes chamar a atenção para o regresso do mítico Prof. Venceslau, comentando o artigo do Condómino Carlos.
Exorto o Sr. Prof. a visitar-nos mais vezes.
Regressando ao tema deste post, direi que se joga, este fim de semana, o primeiro dos Clássicos da presente época.
O Porto visita Alvalade na liderança do campeonato.
As equipas poucas alterações deverão apresentar em relação aos onzes que apresentaram nos confrontos da Champions.
Assim, no Porto apenas Anderson, lesionado, deverá dar o seu lugar a Paulo Assunção.
Outra alternativa passa pela utilização de Jorginho, se bem que pense que Jesualdo em nome do equilíbrio opte por Assunção.
Procurará Jesualdo povoar o meio-campo com mais um elemento, por forma a equilibrar o jogo de forças com o meio-campo em losango do Sporting.
Paulo Assunção deverá surgir no vértice mais recuado de um triângulo que contará com Lucho e Meireles nos seus vértices mais adiantados.
Outra alteração possível passa pela titularidade de Ricardo Costa em detrimento de Fucile.
Hipótese, ainda assim, remota, mas que poderá verificar-se em vista da maior experiência do defesa luso e do tempo de inactividade de Fucile, limitativo da realização de dois jogos em tão curto espaço de tempo.
Quanto ao resto, tudo na mesma, devendo o Porto alinhar com Hélton, Fucile, Pepe, Bruno Alves e Cech, Paulo Assunção, Lucho e Meireles, Quaresma, Postiga e Lisandro.
O Sporting deverá mexer em obediência aos princípios de rotatividade imposto por Paulo Bento.
Deste modo, a titularidade de Abel, Paredes e Bueno deverá ser uma realidade por troca com Tello, Veloso e Alecsandro.
Caso Bento opte por uma estrutura mais ofensiva, a entrada de Djálo para o vértice mais adiantado do losango de meio-campo pode acontecer.
O Sporting deverá alinhar com Ricardo, Abel, Tonel, Polga e Caneira, Paredes, Moutinho, Nani e Carlos Martins, Liedson e Bueno.
Seja como for, será um jogo que se decidirá na supremacia do meio-campo.
Quem ganhar a batalha do meio-campo terá percorrido meio caminho para a vitória.
A eficácia na concretização, como sempre nestas partidas, será factor de importância maior, sendo certo que quem marcar primeiro obterá vantagem de relevo.
Na Luz, o Benfica recebe o Estrela na ressaca da débacle europeia.
Jogo que a equipa encarnada tem obrigatoriamente de vencer, por todas as razões e mais uma, qual seja a recuperação de pontos face a um ou aos dois eternos rivais.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Casquinada da Semana

O condómino Cavungi lançou, no seu artigo de opinião, uma iniciativa, que designou de "casquinada da semana", destinada a premiar o post que mais gargalhadas lhe fez soltar durante a semana.
Esta semana, o condómino Cavungi não foi chamada a editar qualquer texto, pelo que esta iniciativa poderia correr o risco de se perder na penumbra da blogosfera.
Assim, sem querer usurpar a ideia do condómino Cavungi, entendo ser de preservar tal conceito, dando-lhe foros de permanência.
Todas as semanas, os caros condóminos serão chamados a pronunciar-se sobre o post ou post´s que mais garagalhadas lhes suscitaram durante a semana.
Boas casquinadas!

Artigo de Opinião do Condómino Samsalameh

Scheweinsteger e Ricardo, Uma Dupla para a História, tal como Maradona e Ivkovic mas ao contrário!

Nem com a ajuda do Sr. Árbitro o Sporting Clube de Portugal conseguiu ganhar ou sequer empatar um jogo que esteve claramente ao seu alcance.
Pois é meus amigos, se ocorresse em Portugal um lance igual ao que se passou no interior da pequena área do Sporting, logo aos cinco minutos de jogo, em que o Caneira nitidamente agarra, puxa e derruba o adversário, seria um assunto que provavelmente era relembrado ad eternum neste blog. Mas como foi na Champions...
Como também se estaria aqui a discutir até ao termo do Processo Casa Pia os cartões amarelos injustificados ao grande e poderoso Scheweinsteger, que acabaram na expulsão deste jogador.
Porém, reconheço que em relação ao segundo cartão tenho algumas dúvidas, o que já não acontece no primeiro caso, em que o rapazinho nitidamente joga a bola e nem sequer acerta no jogador verde e branco...Os treinos à Liedson, que são efectuados nos últimos 75 minutos no Campo D’Acocheta (os primeiros 30 minutos do treino é a ver o Carlos Bueno a tentar dominar uma bola!) pelos vistos, estão a resultar!!!
Julgo que toda a gente concorda que, pelo menos neste ponto, o Sporting foi dominador, os miúdos (a média de idades rondava os 22 anos) mostraram que têm um conjunto muito forte e que se podem bater perante as melhores equipas da Europa e lutar pela vitória do resultado, mas não chega.
O Risco ao Meio não estudou, como devia, a equipa adversária, que é matreira e joga quase sempre em contra-ataque.
Pena foi que o Miguel Veloso (infelizmente perdido pelo Benfica!) tenha deixado o Scheweinsteger um pouco à solta e não se lembrasse que basta um pontapé deste jovem para o Ricardo tremer e não saber o que fazer...Se já no Mundial, marcou aqueles dois (pitos) golos, deveria ter o Sporting tido mais atenção naquele tipo de lances!
E tal como no Mundial, o Ricardo não soube fazer-se a tempo ao lance e penso até que a dado momento terá pensado “Esta bola vai fora” e só mais tarde para que não o criticassem voou para as câmaras fotográficas poderem ter uma boa primeira página... para ele cortar e colar no(s) seu(s) álbum(ns) já vasto(s) de fotofrango guardado(s) e retirado(s) quase todos as semanas da(s) estante(s) da cozinha.

Quanto ao demais da partida, pouco ou nada há a dizer. Oportunidades de golo não faltaram para o Sporting (Polga, Djaló, Bueno, Tello), e na parte final do jogo para o Bayern, mas não houve aquela pontinha de sorte, tal como ocorreu no jogo de terça-feira, que prefiro nem comentar.
Mais uma vez o Bueno mostrou porque, tal como o Alcides, não sabem o que é a táctica e o posicionamento dentro do campo.

E para terminar:
Enquanto o Ivkovic foi o único guarda-redes do Mundo a defender penaltis ao Maradona e logo dois, o Ricardo, por seu turno, foi e é o único “goal-keeper” que não defende os remates do Scheweinsteger, que por acaso, dão em golo, e já vão três!!! Como será na Alemanha...!? É que o homem nem com a ponta dos dedos consegue chegar às bolas do Scheweinsteger...Por que será!?

quarta-feira, outubro 18, 2006

Está explicado: o Homem é treinador apenas em Part-Time

Artigo de Opinião do Condómino Carlos

PORQUE SOU DO SCP

Em dois artigos de opinião já publicados, o Condómino Cavungi explicou porque não era da selecção e o Condómino Fura-Redes relatou o seu percurso como adepto do FCP.
Fazendo a síntese dos dois artigos, inspirei-me para escrever a minha crónica, que subordino ao tema “Porque sou do SCP”.

Sendo eu nortenho, natural de uma localidade situada a 30 Kms do Porto, a primeira questão que se colocaria era “porque não sou do FCP?”.
Devo confessar que, quando muito pequeno, cheguei a ser adepto do FCP.
O que orientou, na ocasião, essa minha preferência foi a simples razão de o meu pai fumar cigarros “PORTO” – uns maços de tabaco azuis claros com a imagem da Ponte da Arrábida estampada no invólucro.
Recordo-me, contudo, que o FCP era uma pequena equipa de província que me desiludia constantemente com os resultados e era por isso imperioso mudar de clube se queria ter alegrias.
Para além disso, o meu pai tinha mudado de marca de tabaco, para os inenarráveis “Negritos”, tendo mesmo acabado por deixar de fumar.
Já sei que vão dizer: “Se és do Norte, devias apoiar uma equipa nortenha, e, ainda assim, o FCP é a maior equipa do Norte!”
Certo, mas também sou natural de uma terra que ao contrário se lê RAVO e nem por isso sou “gay”.
Que clube, então, deveria escolher?
O Benfica tinha, já na ocasião, 6 milhões de adeptos, razão mais do que suficiente para não querer ser também “mais um”.
Sempre gostei de ser diferente e achei que ser adepto de uma equipa que não fosse o Benfica, usar o relógio no braço direito e – mais tarde - não pôr açúcar no café seria suficiente para vincar a minha originalidade.
Jogava, nessa época, no SCP o grande Yazalde, que, para quem não é desse tempo, era uma espécie de Jardel do anos 70, para melhor.
E na baliza havia o Damas, que saltava de um lado ao outro da baliza como se tivesse molas nos pés.
A tudo isto acrescia a explicação racional: “É o verdadeiro clube de Portugal, pois que é Sporting Club de PORTUGAL!”
Foi o suficiente para fazer a minha opção clubística.

Passado pouco tempo, vi que tinha feito asneira.
O SCP, ainda ganhou um ou dois campeonatos, mas depressa entrou na crise dos 19 anos, ao passo que o FCP começava a ganhar campeonatos atrás de campeonatos.
Como quem espera a sua vez para pagar num hipermercado, muda de fila porque a fila onde está não anda e depois verifica que a fila para onde mudou ficou encravada, assim me sentia eu – com a agravante de, na ocasião, nem sequer haver hipermercados no nosso País.
Mas já era tarde para mudar.
Nestas coisas da preferência clubística manda, como se sabe, o coração, e o meu - contra-natura - estava já verde.
Tinha já entrado também na mística sportinguista, uma mística diferente da dos lampiões e dos andrades, que dificilmente a conseguirão compreender.
Os lampiões porque se afundam todos nessa voracidade dos 6 milhões e na mania de que ser maior é ser melhor, os andrades porque se confinam ao seu bairrismo.
Ser sportinguista é ser diferente, é, como dizia o Luís, “nunca contentar-se de contente; é um cuidar que ganha em se perder”…
É ter Futre, Figo, Ronaldo, Quaresma, Moutinho e Nani e deixá-los partir…
É saber ser grande na derrota e pequeno na vitória.
É cor, juventude e originalidade…
É ter as mais bonitas mulheres de Portugal…

Por isso fiquei sporténgue e sporténgue me mantenho com muito orgulho.

Análise aos jogos da Champions de Benfica e Porto

Ontem, o Benfica hipotecou as suas hipóteses de apuramento para os oitavos de final da Champions.
Resultado desastroso em Glasgow.
Quatro factores concorreram para desfecho tão catastrófico:
Primeiro, a alteração do sistema táctico que Fernando Santos, inexplicavelmente, promoveu;
Segundo, a distância entre linhas na equipa encarnada, com os médios a actuarem muito junto dos centrais criando, assim, um fosso enorme entre a linha média e a linha avançada;
Terceiro, os distintos níveis de eficácia na concretização das oportunidades de golo criadas;
Quatro, manifesta falta de sorte em momentos cruciais do jogo.
Fernando Santos estruturou a sua equipa num 4x4x2 em losango.
Sempre que o fez, perdeu e, ontem, não foi excepção.
Afunilou o processo ofensivo e aniquilou Simão.
Houve mais Simão no último quarto de hora, quando este já alinhava na ala, do que no restante tempo de jogo.
Incompreensível opção, tanto mais que se sabe que Simão rende zero quando colocado no centro.
A equipa do Benfica nunca conseguiu alinhar de forma harmónica, sendo a distância entre linhas enorme e cerceadora da construção de transições ofensivas rápidas.
Petit e Katsouranis actuaram excessivamente perto dos centrais e, como tal, demasiado longe de Simão, Miccoli e Nuno Gomes.
Tal actuação inviabilizou a execução da pressão alta que se exigia.
O Benfica foi mais uma equipa de expectativa, de reacção do que de acção.
Entrou melhor o Celtic, que na primeira jogada da partida dispôs de boa oportunidade de golo, superiormente negada por Quim.
O domínio escocês manteve-se até aos 20 minutos, mas a partir daí o Benfica tomou conta da partida.
Esse foi, sem dúvida, o melhor período do Benfica no jogo.
Consistência defensiva, linhas mais juntas, posse e circulação da bola e desenho de algumas boas iniciativas ofensivas.
Numa delas, a melhor do Benfica em todo o jogo, Katsouranis desperdiçou, ingloriamente, com um cabeceamento por cima da barra.
Quando falava em sorte do jogo, referia-me precisamente a este momento.
Tivesse o Benfica marcado e a história seria, certamente, outra.
Ao intervalo, o empate ajustava-se, mas a perspectiva para a segunda parte não podia deixar de ser animadora face à produção do Benfica nos últimos 25 minutos da primeira parte.
Veio a segunda parte e com ela a débacle.
Começou bem o Benfica, com Simão a desperdiçar soberana oportunidade na execução de um livre à entrada da área escocesa.
Logo depois, o golo escocês.
Um golo às três tabelas, em que a infelicidade foi, mais uma vez, a nota dominante.
Nakamura falha o remate, mas executa brilhante assistência para golo...
A equipa até não reagiu mal, tanto mais que, escassos minutos volvidos, Nuno Assis num portentoso remate de fora da área enviou a bola à trave da baliza do Celtic. Foi o canto do cisne.
Quando falava em sorte do jogo, referia-me, também, a este momento.
A equipa sentiu demasiado a falta de fortuna.
A partir daqui, entrou em colapso competitivo.
A ânsia de recuperar da desvantagem, retirou qualquer pingo de discernimento aos jogadores encarnados.
A equipa tornou-se ansiosa e desorganizou-se.
Fernando Santos assistiu, impávido e sereno, ao desmoronar da equipa.
Mexeu tarde e sem efeitos práticos na manobra global da equipa.
Tirou Katsouranis e meteu Nélson como ala direito, numa susbtituição tão incompreensível quanto prejudicial.
Depois, tirou Nuno Gomes e meteu Kikin, numa troca directa, quando era óbvia a necessidade de alargar a frente de ataque, até para transmitir uma mensagem de confiança à equipa.
Na realidade, o Engenheiro voltou a falhar em toda a linha.
Fruto de tal desorganização, surgiu o segundo golo do Celtic.
Na sequência de um canto favorável ao Benfica, o Celtic, em contra-ataque, ampliou a vantagem.
Dizer que apenas Nuno Assis se encontrava em acção defensiva no momento do desenvolvimento do contra-ataque.
Quando assim é, não é de estranhar que golos possam acontecer.
Nesse instante, o jogo decidiu-se.
Embora ainda tenha criado duas boas ocasiões, num remate de Léo e numa incursão de Simão culminada com um remate torto de Miccoli, o certo é que a equipa não mais se ergueu.
O Celtic ainda lograria o terceiro golo, noutro lance em que a sorte bafejou, claramente, os escoceses, pois que o remate final embateu no solo, fazendo a bola descrever a única trajectória possível de redundar em golo.
Resultado manifestamente exagerado, numa noite infeliz.
Infelicidade para a qual contribuiu e muito a estratégia e a inacção de Fernando Santos.
Agora, há que lutar pela Uefa e pelo arrecadar da maior maquia possível.
No Dragão, o Porto venceu, com facilidade, o Hamburgo.
Como calculam, não vi o jogo, pois, ainda, não possuo o dom da ubiquidade.
Deste modo, apenas dizer que o Porto alcançou uma vitória, que lhe permite acalentar legítimas aspirações de apuramento.
Todavia, a vitória do CSKA sobre o Arsenal não se revelou nada favorável às pretensões portistas.
Hoje por hoje, desenha-se um cenário em tudo semelhante ao vivido pelo Benfica na época passada.
A partida final com o Arsenal, em casa, pode vir a revelar-se tão decisiva como o foi o jogo do Benfica frente ao Manchester.

terça-feira, outubro 17, 2006

Liga dos Astros

Como sabem, a jornada do passado fim de semana da Liga dos Astros foi envolta em polémica.
Face à situação criada, decidi retirar a minha inscrição.
Os condóminos Carlos e Cavungi decidiram suspender a sua participação, apagando os post´s com as respectivas equipas para aquela jornada.
Urge resolver, definitivamente, o problema surgido.
Assim, duas alternativas se colocam.
A primeira, passa pela desconsideração, pura e simples, da jornada do passado fim de semana.
A segunda, passa pela consideração da jornada do passado fim de semana, circunstância que prejudicará os condóminos Carlos e Cavungi.
Peço-vos que se pronunciem para que de uma forma democrática se decida o imbróglio.

Estará encontrado o sucessor de Pinto da Costa? pelo menos este é seu homónimo

Jorge Costa explicou, na segunda-feira, as motivações para o ponto final na sua carreira como jogador.
Em conferência de imprensa, o antigo capitão do F.C. Porto e internacional português projectou ainda o futuro, com objectivos a curto, médio e longo prazo.
A família, especialmente os dois filhos (o terceiro já vem a caminho), vão merecer a sua atenção imediata, tal como o curso de treinador de II nível que começará a frequentar na próxima semana.
Apesar da opção, Jorge Costa continua a acreditar que teria melhores condições para se assumir como dirigente.
Com uma carreira intimamente ligada ao F.C. Porto, o ex-defesa-central não descarta a possibilidade de ocupar o cargo mais alto na hierarquia do clube.
«Suceder a Pinto da Costa? A breve prazo, não, mas no futuro nunca se sabe. Não sei o dia de amanhã, mas se achar que tenho condições para isso, porque não?», admitiu Jorge Costa, abrindo a porta para uma possível parceira com Vítor Baía, de fato e gravata: «Vítor Baía ao lado? Por exemplo. É um amigo, um símbolo do clube e uma pessoa muito respeitada pelos adeptos do F.C. Porto».
Com 35 anos completados no passado sábado, o ex-capitão do F.C. Porto pendurou as chuteiras para proporcionar à família a estabilidade necessária, depois de uma experiência no Stantard de Liége que terminou de forma abrupta. «Agora, tenho a ocupação mais nobre, que é ser pai. Finalmente, tenho tempo para levar os meus filhos à escola, para acompanhá-lo de forma frequente. Para além disso, para a semana como começar a tirar o curso de treinadores de II nível. Quero aprender, enquanto espero para decidir o que será melhor para mim. Tenho a certeza que vou voltar ao futebol e o F.C. Porto, obviamente, terá sempre a minha prioridade», explicou.
Apesar de não descartar a possibilidade de se sentar no banco e envergar a braçadeira de treinador, Jorge Costa reconhece que estará mais talhado para passar o seu tempo nos gabinetes.
Para já, vai matando saudades do futebol nas bancadas, como adepto dos dragões. «Continuo a pensar que será mais benéfico para a minha carreira tornar-me dirigente, mas amanhã tudo pode mudar», começou por dizer. «Tenho prazer em ir aos estádios, continuo a gostar de futebol e do F.C. Porto, será sempre o clube do meu coração», concluiu.

Pensei não ser possível descer tão baixo...

O U.S. Créteil-Lusitanos, formação parisiense que se encontra na última posição da Ligue 2, anunciou a celebração de um acordo de três anos com Artur Jorge, treinador português que saiu no final de Agosto do Al Nasr (Arábia Saudita).
Artur Jorge viajou na segunda-feira para Paris, para negociar com os dirigentes do clube com fortes ligações a Portugal.
O anúncio viria a surgir a meio da tarde. «O objectivo para a primeira época é conseguir a manutenção na Ligue 2. Na segunda, queremos colocar a equipa entre os seis primeiros e, na terceira, nos três primeiros lugar», explicou o presidente do Créteil, Armand Lopes, à Rádio Alfa. Antes de seguir para França, o técnico luso reconheceu à Agência Lusa que havia «boas perspectivas» para a celebração de um acordo, mas ressalvando sempre que havia questões por limar: «Vou hoje para Paris para falar com os dirigentes do segundo clube da capital. Vamos ver se chegamos a acordo. Há boas perspectivas».
Artur Jorge, que tem boa reputação em Paris depois de ter treinado o Matra Racing e o PSG, terá a oportunidade de orientar vários conterrâneos, como Mário Loja, Nuno Mendes ou Rui Dolores.
Raul Águas, a exemplo do que vem sucedendo, será o treinador-adjunto.
O próximo jogo do Créteil-Lusitanos, que somou apenas uma vitória nos jogos disputados até ao momento, está marcado para sexta-feira.
No Stade Duvauchelle, o «lanterna vermelha» recebe o Libourne.
Aos 60 anos, Artur Jorge abraça um novo desafio numa extensa carreira, que teve como um dos pontos mais altos a conquista, em 1987, do título de campeão europeu no comando técnico do F.C. Porto.

Antevisão dos jogos de Benfica e Porto na Champions

Jogos decisivos para Benfica e Porto.
Quer águias, quer dragões necessitam de vencer para acalentarem esperanças de apuramento.
Uma derrota significará o fim das aspirações de ambos os emblemas, pese embora a margem de manobra do Benfica seja maior.
Um empate pode chegar para o Benfica manter em lume brando as suas chances de apuramento, mas para o Porto equivalerá a uma derrota.
O Benfica dispõe, ainda, de dois jogos em casa, sendo um deles frente ao adversário directo na luta pelo apuramento, ao passo que o Porto apenas terá mais um jogo em casa e frente ao Arsenal.
Por aqui se vê da premência da vitória portista.
Em Glasgow, o Benfica irá defrontar um adversário tributário da velha escola do futebol inglês – Kick anda rush é a matriz essencial do futebol doCeltic.
Futebol directo, lançamentos longos, cruzamentos e mais cruzamentos, luta,muita luta, suor, muito suor, fora, muita força, serão, certamente, os predicados que os escoceses apresentarão.
E não esquecer o apoio de um público fanático.
Nakamura e Hesselink são as principais figuras individuais de uma equipa que faz da consistência do seu colectivo a sua força maior.
“Alma até Almeida” assim se pode definir a equipa escocesa.
Doses maciças de circulação e posse de bola, velocidade nas transições,pressão alta, dinâmica, mobilidade e concentração, muita concentração são as chaves do êxito encarnado.
Fernando Santos apenas deverá introduzir uma alteração na equipa que derrotou o Leiria, qual seja a chamada à titularidade de Alcides em detrimento de Nelson, por forma a resguardar-se do futebol aéreo escocês.
No mais, espera-se que a dinâmica e a mobilidade evidenciadas em Leiria sejam para manter.
Assim aconteça e a tarefa do Benfica emergirá muito facilitada.
No Dragão, o Porto enfrentará um Hamburgo em crise.
Longe vão os tempos de Keegan e das conquistas na Taça dos Campeões Europeus.
Hoje por hoje, o clube alemão vive um dos piores períodos da sua história desportiva.
Arredado das vitórias internas há bastante tempo e a vegetar nos últimoslugares da Bundesliga, o Hamburgo vê na Champions a sua hipótese de reabilitação.
Desfalcado da sua estrela maior, Rafael Van der Vaart, será o colectivo a ditar leis.
A vitória sobre o Marítimo não constituiu tónico suficiente para afastar,definitivamente, a desconfiança dos adeptos em relação a JesualdoFerreira.
Até porque o primeiro caso de indisciplina aconteceu.
A circunstância da lotação do Dragão não se achar esgotada diz bem da relação pouco afectuosa dos adeptos para com Jesualdo e de algum descrédito entre os apaniguados azuis e brancos.
Um resultado que não a vitória poderá abrir uma ferida incurável na relaçãotreinador/adeptos (recorde-se a significativa degradação da relação deAdriaanse com os adeptos portistas após a eliminação prematura na edição da época passada da Champions).
Jesualdo Ferreira, também, deverá introduzir, apenas, uma alteração no onze a apresentar, a saber a saída de Bosingwa para a entrada de Ricardo Costa.
Estranha-se, contudo, a não chamada à titularidade de Fucile.
Lateral direito de raiz foi contratado para ser a sombra de Bosingwa, mas até à data nem sequer um minuto jogou.
Estará a concluir o seu processo de adaptação ao futebol europeu ou outras razões desconhecidas determinam o ostracismo a que tem sido votado.
Se se exibir num patamar mediano, assente numa boa consistência defensiva e no imenso talento de Anderson, o Porto, por certo, vencerá.
Se se deixar surpreender pelo contra-ataque germânico e cair na teia do jogo físico, então as dificuldades serão maiores.
O sucesso, apenas, depende daquilo que o Porto for capaz de apresentar esta noite no Dragão.

segunda-feira, outubro 16, 2006

Artigos de Opinião

A experiência de colocar os caros condóminos a redigir artigos de opinião tem decorrido de uma forma amplamente satisfatória.
Todavia, no que concerne ao Sporting e ao Porto, o leque de condóminos que manifestaram a sua disponibilidade para colaborarem na redacção de artigos de opinião, mostra-se esgotado.
Assim, lanço o desafio àqueles que ainda não se mostraram disponíveis para editarem tais artigos para que o façam, sob pena da representatividade dos clubes de que são apaniguados resultar, irremediavelmente, empobrecida.
Deste modo, convoco os condóminos Carlos, Mínimo, Costa e Holtreman, no caso do Sporting, e os condóminos Zex e Braguilha, no caso do Porto, a aceitarem o repto que ora lhes lanço.
Quinta-feira, teremos um artigo de opinião redigido pelo condómino Samsalameh em representação do Benfica.
Digam de vossa justiça.

Espaço Prof. Karamba - Competições Europeias

Os jogos desta semana das Competições Europeias sujeitos a palpite no Espaço Prof. Karamba são os seguintes:

Celtic-Benfica;

Sporting-Bayern;

F.C. Porto-Hamburgo;

AZ-Sp. Braga;

Como tradicionalmente, aqui deixo o meu palpite:

Celtic-Benfica: 1-2;

Sporting-Bayern: 1-1;

F.C. Porto-Hamburgo: 2-0;

AZ-Sp. Braga: 1-1

Espaço Prof. Karamba

A classificação geral do Espaço Prof. Karamba é a seguinte:

1º Lugar: Cavungi - 145 pontos;

2º Lugar: Carlos - 125 pontos;

3º Lugar: Vermelho Nunca - 120 pontos;

4º Lugar: Costa - 115 pontos;

5º Lugar: Zex - 110 pontos;

6º Lugar: Jorge Mínimo e Holtreman - 105 pontos;

7º Lugar: Kubas - 100 pontos;

8º Lugar: Fura-Redes e Francisco Lázaro - 90 pontos;

9º Lugar: Vermelho Sempre - 85 pontos

10º Lugar: Samsalameh e Estar Vivo é o Contrário de Estar Morto - 80 pontos;

11º Lugar: Sócio e Vermelho - 75 pontos;

12º Lugar: Petit - 45 pontos;

13º Lugar: Jimmy Jump Reloaded e Braguilha - 20 pontos;

14º Lugar: Sh Cala-te - 5 pontos;

Análise à Jornada

Empolgante, arrasadora, dinâmica – eis alguns dos adjectivos que podem ser usados para qualificar a primeira vitória do Benfica fora de portas esta temporada.
O Benfica conseguiu quebrar o «enguiço» e goleou no «novo» Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, por 4-0.
O Benfica dominou do princípio ao fim, apresentando uma dinâmica, uma alegria e uma vivacidade nunca vistas esta época.
A mobilidade do tridente ofensivo fez a diferença no Lis.
Miccoli, Simão e Nuno Gomes nunca se deram à marcação, desempenhando, rotativamente, as diferentes posições no ataque, assim desbravando o caminho para as redes leirienses.
Domingos Paciência apostou num 4-3-3 para tentar surpreender a equipa de Fernando Santos, mas caiu na teia do seu antigo treinador, que deu liberdade total a Simão e promoveu constantes mudanças de posição entre o trio atacante.
Esta dinâmica ofensiva das águias confundiu, e de que maneira, a defesa contrária.
A estratégia do Benfica surtiu o efeito desejado e a equipa do Lis tornou-se praticamente inofensiva.
Face à lentidão, dureza de rins e dificuldades posicionais da defesa leiriense, a aposta de Fernando Santos foi, sem dúvida, a mais acertada.
Por outro lado, a consistência e a agressividade do triângulo da intermediária permitiram ao Benfica executar uma pressão alta que "sufocou" o Leiria.
O U. Leiria preencheu muito o meio-campo, mas mostrou-se confundido com a organização apresentada pelo Benfica, não conseguindo acertar nas marcações.
Com Petit no vértice mais recuado do meio-campo e com Assis e Katsouranis nos vértices mais avançados, o Benfica recuperou imensas bolas no meio-campo adversário, construindo uma torrente contínua de futebol ofensivo.
O processo ofensivo benfiquista assemelhava-se a um carrossel incessante, no qual as oportunidades de golo se sucediam a um ritmo vertiginoso.
Aos 31 minutos, momento sublime de futebol.
Obra de arte de Miccoli a finalizar uma jogada colectiva de excelência.
Ainda antes do intervalo, o atleta transalpino voltou a comemorar, depois de assistência de Nuno Gomes.
Com o resultado em 0-2, existia o perigo da equipa começar a pensar no jogo com o Celtic.
E, assim, foi.
Nos primeiros dez minutos da segunda parte, o Benfica vacilou.
Todavia, um ou dois sustos volvidos, o Benfica acordou da letargia em que parecia imerso.
Aos 61 minutos, o 0-3.
Um tento que desnorteou o U. Leiria, que voltou a mostrar-se uma equipa desorganizada e sem objectividade a atacar.
Aos 66 minutos surgiu o golo de Simão, através da marcação de uma grande penalidade, a castigar braço indiscutível de Faria.
O jogo estava sentenciado.
A partir daí, os encarnados souberam gerir, com muito à-vontade, diga-se, o resultado.
Vitória incontestável.
Contudo, a debilidade do opositor não permite afiançar das melhorias evidenciadas, necessário se mostrando sindicá-las em contexto competitivo superior.
Glasgow será palco para tal.
No Dragão, vitória justa do Porto.
O F.C. Porto soube dar a volta por cima às duas derrotas consecutivas (Arsenal e Sp. Braga), segurando firmemente a liderança do campeonato numa altura absolutamente crucial, uma vez que na próxima jornada visita Alvalade.
O Marítimo foi, no mínimo, um adversário incómodo, principalmente na segunda parte, não merecendo sair derrotado por uma margem de golos tão grande.
A vitória, em todo o caso, é inquestionável, numa noite de inspiração de Hélder Postiga, que apontou dois dos golos e ainda contribuiu para um terceiro, sofrendo a grande penalidade convertida por Lucho.
O Marítimo apresentou-se no Dragão demasiado retraído, com dois médios defensivos à frente do sector mais recuado e apenas Lipatin na frente de ataque.
Com uma postura destas, esperava-se o inevitável golo do Porto, que acabaria por surgir aos 34 minutos, após uma incursão desequilibradora de Pepe.
A estratégia montada por Ulisses Morais caía por terra e o Porto libertava-se, tirando partido da criatividade de Anderson, que esteve praticamente insuperável no um-contra-um e muito forte nas transições do meio-campo para o ataque.
Antes do intervalo esteve perto de fazer o 2-0 por duas ocasiões.
Algo mudaria ao intervalo, principalmente do lado do Marítimo, com duas alterações importantes e uma mudança automática de atitude, que empurrou os dragões para o seu meio-campo.
Com Kanu e Wénio os insulares cresceram e adquiriram confiança, obrigando o adversário a cometer erros.
Com o meio-campo conquistado, foi mais fácil chegar com perigo à baliza de Helton, que passou alguns sufocos, sempre de bola parada, sempre com cruzamentos para a área.
Até ao minuto 60, muito sofrimento para os da casa, com Lucho a evitar o empate quase em cima da linha de baliza, mas no minuto seguinte Hélder Postiga cai na área.
Lance polémico, embora me pareça grande penalidade.
Lucho converteu em golo o penalty, sossegando os espíritos portistas.
Só após o 2-0 Ulisses Morais decidiu lançar Filipe Oliveira, que acabou por ser a unidade mais operante do ataque.
Já na parte final, Hélder Postiga teria espaço para bisar, aproveitando mais uma excelente assistência de Anderson, que o descobriu solto no lado esquerdo da área.
Notas finais para Anderson e Lucho.
Jesualdo deverá ter percebido, de uma vez por todas, que a colocação de Anderson na ala é um crime de lesa futebol. Cerceia-lhe a participação no jogo e amarra-o à tirania da linha lateral.
O Lucho que encantou desapareceu.
Mal fisicamente, o argentino tarda em expressar as suas imensas qualidades.
Na Amoreira, vitória sofrida do Sporting.
Sofrida por culpa própria.
O E. Amadora dispôs muito bem a equipa defensivamente, preenchendo os espaços e retirando margem de manobra ao Sporting.
Jogar pelos flancos era difícil e então pelo meio mesmo impossível.
A única preocupação da equipa da casa era defender e nem a mobilidade de Liedson ou Bueno conseguia baralhar ou, se quer, fazer os defesas do Estrela perderem a sua posição em campo. Mas, não obstante esta preocupação defensiva, o guarda-redes obrigado à intervenção mais difícil na primeira parte até foi Ricardo, para deter um livre de Jaime.
O Estrela controlou bem o adversário, até aos últimos dois minutos do primeiro tempo.
Nessa altura, decidiu-se o jogo.
Canto para o Sporting com Paulo Lopes a fazer a defesa da noite e a evitar o golo de Bueno.
Novo canto e Tonel a fazer o golo que iria decidir a partida.
Muito embora, se achasse em vantagem, o Sporting não conseguia armar o seu processo ofensivo, "forçando" Paulo Bento a mexer ao intervalo.
Carlos Martins regressou um mês e meio depois e passou a dividir a organização do jogo com Moutinho.
A produção ofensiva leonina melhorou.
O Sporting podia ter marcado em várias ocasiões, mas as sucessivas oportunidades desperdiçadas acalentaram esperanças ao Estrela.
O Estrela passou a jogar com Dário ao lado de Jones e, se Paulo Lopes nunca deixou de ter trabalho, Ricardo começou a ter mais preocupações.
A par de alguns rasgos de Martins e Abel, a pressão foi sendo do Estrela e o Sporting passou a ter de correr muito e fazer um jogo de sacrifício (físico) para guardar os três pontos.
Paulo Bento não hesitou em meter Custódio e Caneira.
O Estrela atacou como pode e sabe, ou seja, com pouco perigo e, assim, o Sporting segurou a vitória.
Destaques finais para a vitória indiscutível do Braga em Aveiro e para o empate da Briosa em Paços de Ferreira.
Podia e devia ter vencido a Académica, não fôra uma expulsão injusta e um penalty, no mínimo, muito discutível, que a penalizaram fortemente.