sexta-feira, outubro 13, 2006

O Estado do Estádio José Gomes ontem



Aqui ficam duas imagens do estado do Estádio José Gomes ontem ao final da tarde.

Para reflexão...

Antevisão da Jornada

O Benfica desloca-se a Leiria, o Sporting à Reboleira (se o jogo se realizar) e o Porto recebe o Marítimo.
Em Leiria, o Benfica defronta um adversário que lhe tem sido aziago na última década.
Ainda que pouco valor dê às questões da tradição, o certo é que o Benfica tem sofrido, sistemáticos, amargos de boca nas deslocações ao Lis.
No actual estado de forma da equipa encarnada, as dificuldades acentuam-se de sobremaneira.
Para agravar ainda mais o cenário, o elemento do plantel em melhor forma lesionou-se.
Num cenário de incompetência da equipa técnica e do departamento médico, nada pior do que uma lesão sofrida ao seviço da selecção.
Quando Karagounis se achava no melhor da sua forma desportiva desde que assinou pelo Benfica, eis que surge uma lesão que o afastará, por tempo ainda indeterminado, da equipa.
Não bastava já a ausência de Rui Costa, o afastamento de Karagounis vem criar dificuldades acrescidas no preenchimento de uma posição vital na equipa do Benfica.
Duas alternativas se colocam a Fernando Santos: Nuno Assis ou Miccoli.
Manter o esquema ou alterá-lo com a introdução de um segundo ponta de lança.
Penso que o seu conservadorismo o levará a optar pela manutenção do sistema de triângulo invertido em que tem apostado.
Em todo o caso, penso que, face às características dos jogadores que compõem a defesa do Leiria, lentos e duros de rins, a titularidade de Miccoli deveria ser uma realidade.
Para mais, o momento de forma de Nuno Gomes não oferece quaisquer garantias de rentabilidade.
Todavia, para Fernando Santos jogadores há que são imprescindíveis e um deles é, precisamente, Nuno Gomes.
Assim, penso que o Benfica deverá apresentar Quim, Nélson, Luisão, Ricardo Rocha, Léo, Petit, Katsouranis e Nuno Assis, Simão, Paulo Jorge e Nuno Gomes.
O Leiria não deixará de ser fiel ao seu modelo habitual, procurando explorar a velocidade dos seus elementos mais adiantados para desferir ataques rápidos e contra-ataques.
Já aqui o disse e reafirmo, que esta equipa do Leiria me parece padecer de debilidades defensivas de alguma monta.
Os centrais são lentos, duros de rins e apresentam dificuldades posicionais.
Por outro lado, os laterais concedem algum espaço nas suas costas.
A principal arma deste Leiria reside na velocidade e codícia de Sougou, cujos movimentos de ruptura necessitam de acompanhamento próximo e atento.
No actual estado de coisas, jogo de prognóstico reservado.
O Sporting desloca-se à Reboleira, ou melhor, previsivelmente deslocar-se-á à Reboleira.
Neste momento, desconhece-se, ainda, se a partida se realizará.
A Liga fará, esta tarde, uma vistoria para aquilatar da viabilidade da realização do jogo.
Existe sempre a possibilidade da partida se realizar noutro estádio, à semelhança do que sucedeu nos pretérios jogos em que o Estrela actuou na condição de visitado.
Caso o jogo se realize na Reboleira, a possibilidade de surgirem lesões é elevada.
O relvado foi colocado ontem à noite, pelo que o seu estado de maturação e de aderência se mostra propício à ocorrência de lesões.
A melhor solução passaria pelo adiamento da partida, podendo ser realizada na data já definida para a realização do Benfica/Belenenses.
Uma nota para verberar a actuação da Liga. A 72 horas da partida exigia-se que uma decisão, fosse qual fosse, tivesse sido já tomada.
Começa mal a novel direcção da Liga.
Seja como fôr, o prognóstico de vitória pende, claramente, para o Sporting.
A par do Aves, o Estrela é, actualmente, a pior formação da Liga Bwin.
Contudo, se jogar na Reboleira ou na Amoreira (como o fez frente ao Braga), as suas hipóteses sobem exponencialmente.
Paulo Bento deverá proceder à rotatividade tão do seu agrado.
Em véspera de jogo decisivo para a Champions, Paulo Bento deverá fazer descansar os elementos sujeitos a maior desgaste ao serviço da selecção.
Assim, não será de estranhar que Veloso e Moutinho sejam relegados para o banco por troca com
Paredes e Romagnoli.
Apenas uma noite de profunda desinspiração ou um relvado impróprio poderão entropecer a perspectiva de vitória leonina.
No Dragão, O Porto procurará a redenção junto dos seus adeptos.
Confesso que, ainda, não vi jogar o Marítimo este ano, pelo que desconheço a valia da sua equipa.
Contudo, jogando em casa, o Porto assume-se como favorito incontestado.
Não obstante tal prognóstico, caso o Porto não logre adiantar-se no marcador na 1ª parte ou se veja mesmo em desvantagem, tudo se poderá complicar.
Na actual conjuntura, o mínimo revés poderá assumir proporções catastróficas.
Dentro de um quadro de normalidade, o Porto vencerá com relativa facilidade o Marítimo.

quinta-feira, outubro 12, 2006

Artigo de Opinião do Condómino Cavungi

Porque não sofro com a Selecção.

Esta derrota da Selecção, para mim sem surpresa e inteiramente merecida, fez-me pensar no porquê da minha habitual indiferênça em relação aos jogos da Seleção.
Qualquer empate do Benfica, doi-me muito mais, do que uma derrota da Selecção.
Porque ao contrário do meu clube, a Selecção nunca me deu grandes alegrias.
Vejo as fases finais dos Mundias e Europeus desde o Agentina-78, e habituei-me a torcer pela Argentina nos Mundiais e pela Holanda ou a Itália nos Europeus.
Portugal nunca se apurava.E quando por milagre por lá aparecia, era não só baptizada com nomes ridiculos como “Os Infantes” ou “Os Patricios”, como ainda nos faziam passar por vergonhas como o “caso Saltilho” no Mexico-86 ou a miserável prestação do Correia-02.
No França-84 conseguimos a proeza, penso que inédita, de termos quatro! treinadores.
Nos ultimos tempos, e principalmente pelo facto do numero de Países nas fases finais ter aumentado para o dobro, temos participado mais assiduamente.
Com prestações razoaveis mas conquistas verdadeiramente importantes; ZERO.
Nem com a geração-de-ouro-que-nunca-ganhou-nada conseguimos mais do que o Bronze.
Da Prata de 2004 é melhor nem falar.
Hoje com a geração-Scolari o lema do “quem pouco quer, pouco alcança” irá certamente perdurar.
Sem me alongar muito no jogo de ontem, penso que o melhor foi Maniche, porque foi o que esteve menos tempo em campo.
Ricardo, que pela primeira vez sofreu dois golos sem responsabilidade em nenhum deles, também não esteve mal.
De resto uma só palavra:Miséria.
Três dúvidas finais:
Porque se coloca a titular 4 jogadores do Benfica, quando se sabe que a condição fisica, e sobretudo psicológica destes, está abaixo do nivel do mar?
Até quando Costinha e Nuno Valente, dois velhos caducos, vão ser titulares?
Estará Scolari a ser aculturado por Fernando Santos?
Sem ambição e sempre de trombas?

Casquinada da Semana: “A presença do Sporting na direcção da Liga não é estar lá para o bem e para o mal, é estar lá para verificar o que está mal.”
Vermelhonunca in redvermelho.blogspot.com

quarta-feira, outubro 11, 2006

Liga dos Astros

Fica disponível, a partir de hoje, este espaço para que possam introduzir as alterações que pretendam no vosso plantel, em número máximo de 3, e para apresentar o onze para a próxima jornada.

Espaço Prof. Karamba

Os jogos desta semana sujeitos a palpite no Espaço Prof. Karamba são os seguintes:


Nacional-Belenenses;

U. Leiria-Benfica;

E. Amadora-Sporting;

F.C. Porto-Marítimo;

Beira-Mar-Sp. Braga;

Como tradicionalmente, aqui deixo o meu palpite:


Nacional-Belenenses: 2-0;

U. Leiria-Benfica: 0-2;

E. Amadora-Sporting: 1-1;

F.C. Porto-Marítimo: 2-0;

Beira-Mar-Sp. Braga: 1-1

Análise ao Polónia/Portugal

Após 8 anos de invencibilidade em jogos a contar para as fases de qualificação de europeus e/ou mundiais, a derrota surgiu.
E surgiu de forma clara e indiscutível, infelizmente.
Portugal nunca se encontrou ao longo do jogo.
Foi sempre uma equipa sem dinâmica, sem chama, sem agressividade, sem fio de jogo e sem ligação entre os sectores.
Para além de ter incorrido em erros defensivos crassos e infantis.
Tal como havia sucedido frente à Finlândia, o discurso pouco ambicioso ou realista, conforme se queira encarar a questão, de Scolari determinou de sobremaneira a postura da equipa nacional.
Portugal apresentou uma alteração no onze em relação ao jogo com o Azerbaijão, a saber Petit no lugar de Maniche.
E não se pode dizer que a equipa tenha ganho alguma coisa com a troca. Antes pelo contrário, perdeu e não foi pouco.
Desde logo, acentuou o carácter defensivo da equipa, cerceando-lhe a capacidade de empreender transições ofensivas rápidas.
O processo defensivo embora haja sido numericamente reforçado, emergiu, na prática, enfraquecido pela confusão que a colocação de dois pivots à frente da defesa criou na equipa.
A coexistência em zonas demasiado próximas dos centrais e dos trincos conduziu a uma confusão de papéis, que levou a que, na maior parte das situações, nenhum daqueles ocupasse a posição que lhe estava destinada.
Foi, assim, que surgiu o primeiro golo polaco.
Alinhando com dois pivots defensivos não é admissível que possa aparecer um jogador solto na zona frontal sem qualquer tipo de marcação.
Costinha e Petit estavam tão recuados que os Ricardos se posicionavam na zona da pequena área, criando-se, deste modo, uma imensa terra de ninguém à entrada da grande área portuguesa.
Começava mal Portugal, ainda para mais dado que o golo polaco importava uma consequente alteração da estratégia pensada para o jogo.
Quando uma equipa é chamada a repensar o seu modelo de jogo tão cedo, por via de regra, não o consegue.
Assim aconteceu com Portugal.
É muito difícil alterar a mentalidade, a predisposição de uma equipa com o jogo a decorrer.
Volvidos 8 minutos, novo balde de água fria.
Uma incompreensível e a roçar o ridículo falha de Ricardo Rocha a meio-campo, permitiu à Polónia lograr o 2-0.
Estava traçado o fado da partida.
Se a equipa já se mostrava intranquila e destituída de confiança, ainda mais se agravou tal estado de espírito.
Desprovido de qualquer inspiração individual e sem capacidade para actuar colectivamente, Portugal pouco ou nada conseguiu reagir aos golos polacos.
Não que a Polónia se achasse a realizar exibição de monta, mas o simples aproveitamento dos erros lusos permitia-lhe controlar, por inteiro, o jogo.
Aliás, o modelo de jogo polaco assentava numa forte consistência defensiva, procurando explorar eventuais erros portugueses.
Expectativa e transições ofensivas rápidas, eis a chave do jogo polaco.
Portugal deixava-se enlear no jogo físico polaco, o que lhes facilitava e muito a tarefa. Portugal nunca soube ou conseguiu imprimir a velocidade necessária para se furtar ao contacto físico com os jogadores polacos.
Por outro lado, era inacreditável a facilidade com que os polacos rompiam entre linhas, penetrando a seu bel-prazer na área portuguesa.
Simples mudanças de velocidade bastavam para ultrapassar irremediavelmente os defensores lusos.
Ao longo de toda a partida, foi confrangedor observar a falta de velocidade e de rins dos defesas portugueses, sucessiva e facilmente ultrapassados pelos avançados polacos, mormente por Smolarek.
A partir do 2-0 exigia-se que Scolari fizesse algo para alterar o rumo dos acontecimentos.
Uma qualquer intervenção fosse por substituição, fosse pela alteração do sistema táctico, urgia realizar.
Ao invés, Scolari permaneceu impávido e sereno, observando placidamente o naufrágio colectivo da selecção nacional.
Limitou-se a trocar os alas, numa operação tão comum, quanto inócua.
Por esta altura, Portugal navegava num mar de equívocos.
E, assim, continuou até ao final da partida.
Ao intervalo, Scolari mexeu na equipa, mas mal.
Tirou Costinha e fez entrar Tiago.
Introduzir um jogador que nunca se impôs na selecção num contexto de desvantagem só se for para o queimar de vez.
Numa equipa à beira de um ataque de nervos, deficitária de confiança, introduzir um jogador também ele falho de confiança não se percebe.
Impunha-se a entrada de Nani ou quanto muito de Maniche (nunca deviam ter ido para o banco sequer – Nani deveria ter alinhado no lugar de Simão e Maniche no de Costinha).
Depois, fez entrar Nani e retirou Petit.
Bem, mas tarde, muito tarde.
Nani deveria ter entrado ainda na primeira parte, mas o conservadorismo de Scolari, certamente, nunca tal equacionaria, quanto mais o permitiria.
Por fim, já nos minutos finais da partida, fez entrar Maniche e sair Deco.
Mal no timing, muito tarde, e mal no jogador a substituir.
Cumpria ter arriscado minimamente, pelo que se impunha a saída de Nuno Valente para a entrada de Maniche.
Se é indesmentível que Portugal fez um péssimo jogo, não menos verdade é que ainda assim podia ter empatado a partida.
Portugal só dispôs de três verdadeiras oportunidades de golo.
Uma de Simão, uma de Ronaldo e aquela que redundou no golo de Nuno Gomes.
Acaso Ronaldo tivesse concretizado a flagrante oportunidade de que beneficiou e Portugal, sem ter feito nada para isso e, como tal, sem o merecer, lograria empatar a partida.
Nada está perdido, muito pelo contrário, mas a manter-se a postura evidenciada neste jogo tudo se complicará.

Artigo de Opinião do Condómino Fura-Redes

Sou portista, sócio pagante e praticante, há mais de 30 anos.
Quando miúdo ia até, frequentemente, ver os treinos do clube, que na altura funcionava mais tipo uma agremiação. Gostava do ambiente (e do lanche que se seguia).
Recordo-me, ainda, de ver o Cubilhas e o Seninho, os meus primeiros ídolos da bola, e de conhecer o Mestre José Maria.
Lembro-me, também, de ter de esperar muito tempo para festejar, com alguma regularidade, a conquista de troféus por parte do Futebol Clube do Porto; de tal modo que fui detestando diversos treinadores que iam passando pelo banco.
Nessas alturas, os meus ancestrais diziam-me para ter calma e vinham com aquele discurso de que nem todos podem ganhar e que um dia chegaria a nossa vez.
Detestava esse discurso.
Queria era grandes jogadores, uma grande equipa, um treinador a sério (e não um que se destacasse só por ter grandes bigodes) e um estádio grandioso.
Mas o certo é que os grandes dias foram chegando e os títulos começaram a aparecer, inicialmente de forma um pouco fugaz e depois de modo mais sistemático.
Quando não gostava de algum treinador ou de alguma equipa diziam-me que não tinha legitimidade para reclamar, devia estar era ali para apoiar o clube, pois tinham esperado mais tempo do que eu para comemorar uma conquista e não tinham abandonado o clube.
Percebi, então, que, de facto, teria de apoiar a equipa fosse em que situação fosse e nisso sempre tive boas referências, não só os meus ancestrais mas também o grande Comandante da agremiação que nunca chegou a instituição.
Com efeito, diga-se o que se disser é aqui que reside a força do Futebol Clube do Porto (clube de bairro de província, chamem-lhe o que quiserem, pois tais epítetos redutores só lhe conferem maior destaque e reconhecimento).
É a capacidade de sem ter seis milhões de simpatizantes não praticantes e pagantes; sem ter a máquina dos media a sustentá-lo e de não ter qualquer governante a promove-lo, conseguir atingir a projecção que conseguiu, acompanhada de vários títulos, internos e externos.
E, tudo isto porquê?
Porque sempre teve a sustentar aquele clube o grande Jorge Nuno.
Confesso que nem sempre simpatizei com as ideias, posições e estratégias do Presidente, principalmente nos últimos anos, mas reconheço de que se não fosse ele, continuaria a ser sócio, provavelmente não praticante e não pagante, de uma agremiação com sede na cidade do Porto.
Alcandorado no seu escudo da guerra Norte/Sul, conseguiu mobilizar as poucas tropas de que poderia dispor na província, criou um exército fiel e aguerrido e partiu para a conquista, o que logrou, passando a estar à frente de uma armada ganhadora.
É certo que uma equipa que é pentacampeã; que ganha dois títulos europeus e intercontinentais em poucos anos e que conquista dois troféus europeus em anos seguidos, adquiriria outro estatuto, pelo menos no plano nacional, mas com o Futebol Clube do Porto, tal não sucedeu, provavelmente porque não é de Lisboa ou não tem esta palavra na sua designação.
Mas não é isso que nos abala. Porquê?
Porque as tropas continuam unidas e continuam a saber que a batalha continuará sempre e que as conquistas terão de ser efectuadas no campo.
É certo que com a saída de Rui Jorge do Futebol Clube do Porto, o clube ficou mais forte, talvez por isso este jogador se tenha apercebido de alguma diferença de tratamento nas arbitragens.
Os árbitros passaram a dar mais descontos de tempo nos jogos do Futebol Clube do Porto e a apontar mais vezes para o centro do terreno, pois aquele clube marcava mais golos e continuava a ganhar os seus jogos, ao passo que o clube onde o Rui Jorge passou a militar, que, à excepção do Schmeichel, sempre contou com guarda-redes que pautavam pela mediocridade (Costinha, Lemajic; De Wilde, Nelson e Ricardo) lá iam ganhando alguns joguitos.
É claro que as diferenças nas arbitragens se sentiam mais aquando dos jogos internacionais, onde o Futebol Clube do Porto ia brilhando (recorde-se que o primeiro jogo de Rui Jorge pelo Futebol Clube do Porto foi contra o Milão), ao passo que o Rui Jorge quando jogou pelo clube onde as camisolas eram pouco resistentes e anteriormente publicitadas pela SIC fazia um ou outro jogo e quando apanhava uma equipa Vicking ou um clube que tivesse mais de 15 jogadores disponíveis lá era eliminada.
Por isso é natural que Rui Jorge tenha sentido diferenças, aliás até na própria resistência das camisolas dos clubes porque passou.
Estrear-se positivamente pelo Futebol Clube do Porto contra o Milão e despedir-se por outro clube num jogo de aflitos não é realmente a mesma coisa.
Mas isso, essas tricas, apenas ajudam o Futebol Clube do Porto a manter a sua essência de clube de província, que desde a redefinição política do nosso burgo mais títulos conquistou e maior projecção internacional legitimamente adquiriu.
Até à próxima conquista.

E o Milagre Aconteceu

Pois é, quando poucos acreditavam, o milagre aconteceu.
Fruto do imenso talento dos nossos jogadores, mas também e muito graças à postura dos russos.
Os russos foram vítimas da sua própria estratégia.
Excessiva contenção, preocupando-se, única e exclusivamente, em defender, sem qualquer perspectiva ofensiva.
O processo ofensivo russo, pura e simplesmente, não existiu.
Remeteram-se à sua grande-área, alicerçando o seu modelo de jogo em duas linhas defensivas.
5 jogadores no limite da sua grande-área e 5 numa linha intermediária, mas que nunca se estendeu para além do grande círculo do seu meio campo defensivo.
Quando assim é, quando se entra em campo com o intuito exclusivo de não perder, normalmente as derrotas acontecem e foi, precisamente, isso que ontem aconteceu.
Portugal nem necessitou de realizar exibição de monta. Bastou aproveitar os erros que a voracidade defensiva russa naturalmente criou.
Couceiro havia dito que poderia perder o jogo, tal o volume ofensivo que pretendia impôr na partida.
Todavia, tal perspectiva esteve sempre arredada do jogo, tal a inoperância ofensiva russa.
Assim, Portugal pode concentrar os seus esforços no desenvolvimento do processo ofensivo, cativando um número elevado de unidades, o que empurrou, ainda mais, os russos para o seu extremo reduto.
Contudo, na primeira parte, o domínio português pouco mais foi do que estéril.
Carradas de iniciativas atacantes, mas poucas oportunidades criadas.
Quando a partida parecia caminhar para um beco sem saída, eis senão quando uma infantilidade de um jogador russo, certamente toldado pela ânsia de defender as suas redes, permitiu o surgimento do 1º golo português.
Penalty tão evidente quanto desnecessário, que aportou aos jovens lusos um "upgrade" de confiança na concretização do sonho da presença na fase final do Euro/2007.
Minutos volvidos, outra infantilidade russa, potenciada por um árbitro caseirinho, colocou Portugal em vantagem numérica.
Mais um factor de motivação acrescida, muito embora, face à estratégia russa, a expulsão não representasse mais valia de relevo.
Os russos abdicaram do seu elemento mais avançado e recompuseram a estrutura defensiva.
Como já não atacavam, a diferença pouco ou nada se notou. Apenas importou o efeito psicológico decorrente do alcançar de mais uma vantagem no jogo.
Ao intervalo, o jogo estava no ponto perspectivado por Couceiro.
Mais um acréscimo no capital de confiança.
No dealbar da segunda parte, Portugal dispôs de excelente oportunidade, ingloriamente desperdiçada por Vaz Tê.
Pensei que o sonho havia morrido nesse instante.
Puro engano.
Escassos minutos volvidos e Djálo, na sequência de um soberbo trabalho de João Moreira na direita, fez o 2-0.
Agora sim, as portas da glória escancaravam-se.
Foi o mais belo momento de futebol de toda a partida.
Desde a excelência do drible, passando pela perfeição do cruzamento e terminando na plasticidade do cabeceamento.
A torrente ofensiva lusa intensificava-se como nunca e os russos remetiam-se, ainda mais, ao seu "casulo" defensivo.
Os russos postavam-se quase no interior da pequena área, tal era o volume ofensivo luso.
Sem surpresa, num lance de pura infelicidade russa, Portugal fez o 3-0.
A postura excessivamente defensiva dos russos provocava, de novo, o erro.
Daí até final, Portugal limitou-se a gerir a partida, sem passar por grandes sobressaltos, excepção feita a uma incursão pela direita de um jogador russo que terminou num cabeceamento defeituoso no interior da área portuguesa.
Qualificados que estamos, espero e desejo que se prepare a fase final com o profissionalismo e o rigor que faltaram no último Europeu.
As nossas chances de vitória são elevadas, até porque na fase final podemos contar com dois reforços importantíssimos, Nani e Cristiano Ronaldo, tão só os dois talentos mais emergentes do futebol português e quiçá mundial.

terça-feira, outubro 10, 2006

Opção Consciente, diz ele...

A SAD do FC Porto terminou o exercício de 2005/2006 com perdas de 30,1 milhões de euros, muito acima dos 1,1 milhões do exercício anterior, de acordo com os dados comunicados à CMVM.
Os proveitos operacionais foram de 46,2 milhões de euros, estando em linha com o verificado no exercício anterior. A grande diferença estará na diminuição das mais valias de transferências de jogadores, em 26 milhões de euros.
A SAD informa ainda que constituiu uma provisão «que prejudica o resultado do exercício em 5,35 milhões de euros, obedecendo ao princípio da prudência, pelo incumprimento dos prazos de recebimento de créditos sobre o Dínamo de Moscovo».
O clube defende ainda que fez uma opção estratégica de manutenção dos principais valores do plantel, o que teve um impacto no resultado líquido do exercício.

Artigo de Opinião do Condómino Vermelho Nunca

Não faço ideia qual a preferência clubística de Rui Jorge.
Sei que ao longo da sua carreira, sempre pautou as suas exibições pelo rigor, pelo profissionalismo e pelo fervor com que defendeu as camisolas que envergou.
Neste fim de semana, numa entrevista a um diário desportivo, faz um balanço da sua carreira. No final da época passada colocou um ponto final na mesma, em parte vítima do Caso Mateus, uma fez que a indefinição se o Belenenses jogaria na 1ª Liga ou na divisão abaixo, levaram-no a arrumar as botas.
Actualmente treina os juniores do Restelo, até ao momento com resultados positivos, uma vez que divide a liderança da sua série com o Sporting.
Foi o lateral esquerdo mais internacional do futebol português, assim como o jogador do Sporting que mais vezes representou a selecção nacional.
Na sua exposição levanta questões interessantes: a sua relação com Peseiro, que segundo ele, sempre se pautou pelo máximo respeito e pelo diálogo, até ao jogo da final da taça UEFA, em que se viu afastado, sem o mínimo de justificação pela parte do treinador.
Não está em causa , segundo Rui, o afastamento da equipa, mas sim a ausência de diálogo da parte de treinador.
Acho que as equipas se fortalecem com os laços entre a equipa técnica e os jogadores a serem fortalecidos pela via do diálogo, respeito e frontalidade.
“ As relações constroem-se no dia a dia, porque o futebol acaba e a vida continua” são palavras sábias de Rui Jorge.
Após seis anos no FCPorto, esteve sete anos de leão ao peito.
Segundo Rui Jorge, a sua expectativa em relação ao Apito Dourado, está intimamente ligada a este mudança; as diferenças de actuação dos juízes enquanto vestiu de azul e branco e equipou de verde são enormes.
Defende Rui Jorge a colocação de um microfone nos árbitros, uma vez que, segundo ele, as agressões verbais da parte dos mesmos são mais que muitas.
Se um jogador insulta um árbitro é expulso e bem; e quando acontece o contrário?
Fala Rui Jorge de uma expulsão em Braga pelo árbitro auxiliar Devesa Neto- “fui punido e recorri…esse processo acabou por afastar-me do jogo da festa do título…mais tarde deram-me razão”, assim como de uma polémica expulsão no Bessa, por Lucílio Baptista o ter acusado de se envolver em agressões no túnel de acesso aos balneários, o que mais tarde se provou que era falso.
O curioso da situação é que Rui Jorge refere que nunca mudou o seu comportamento, o que mudou foi de clube.
Dirão alguns condóminos, em especial um, que Rui Jorge está a lançar alguma necedade ou bernardice.
Não me parece.
As coisas funcionam assim, o facto de vestir de azul ou de xadrez altera imediatamente a reacção dos juízes do apito.
Mas como dizia José Mourinho após impedir um jogador da equipa adversária do FCPorto de efectuar um lançamento lateral, para ganhar vale tudo…

Um olhar sobre a Briosa

Ao olhar a classificação actual da Briosa, não pude deixar de reflectir sobre a política desportiva que tem sido seguida nos últimos anos.
Designadamente na (des)orientação estratégica (leia-se directiva) para a área do futebol, que vem sendo seguida, desde que o actual presidente da Direcção, Eng.º José Eduardo Simões tem responsabilidades directivas no OAF da AAC, primeiro como Director Financeiro da Comissão de Gestão e do primeiro elenco eleito no «período pós-Campos Coroa», depois como Presidente interino dada a indisponibilidade de João Moreno por motivos de saúde, e, finalmente, como presidente da Direcção, de Direito e de facto, eleito pelos associados da Briosa.
Janeiro de 2003 (Época 2002-2003)
De facto, se há coisa que não pode negar-se é a ocorrência constante de revoluções quer no plantel, quer no corpo técnico desde que Simões chegou à Direcção da Briosa, a começar na já recuada época de 2002-2003, na qual a Briosa contratou, na reabertura de mercado em Janeiro, 7 atletas (Hilário, Vítor Vieira, Esquerdinha, Marcos António Manuel José, Carlos Martins, Pedro Oliveira), recorrendo à ajuda do FC Porto, cuja influência foi decisiva para que o trio técnico que então também seguiu para Coimbra (Artur Jorge, Raul Águas e Luís Matos, depois ainda reforçado com a contratação de João Carlos Pereira), aceitasse o desafio de rumar à Cidade de Mondego.
Recordo que apesar destas dez entradas em Janeiro, não logrou a Académica fazer melhor do que fugir à despromoção na derradeira jornada, com Paulo Adriano a tranquilizar os adeptos com um golaço, frente ao Braga, obtido quando o «Sérgio Conceição», cheiinho que nem um ovo, já sustinha a respiração.
Época 2003-2004
Na época seguinte foi ainda Artur Jorge que construiu o plantel e começou o campeonato, mas, volvidas três jornadas, deu lugar a Vítor Oliveira, a pretexto da vontade que tinha de voltar a ter tempo para ler e ir ao cinema.
Antes da sua saída justificada com tais actividades lúdicas, o poeta da bola dera o seu aval a 15 contratações (Fouhammi, Pedro Henriques, Paulo Costa, José António, Filipe Alvim, Rodolfo, Dionattan, Wilton, Akos Buszakis, Cédric Fiston, Pedro Fontes, Fábio Felício, Chano, Delmer e Ricardo «El Gato» Perez), às quais se juntaram mais cinco na reabertura de mercado em Janeiro (Paulo Sérgio, Alexandre Fávaro, Joeano, Flávio Dias e Káká), pouco antes da qual saíra Vítor Oliveira, devido a desinteligências com o presidente da Direcção, substituído pelo então seu adjunto, João Carlos Pereira que se fizera por sua vez acompanhar de novo adjunto, Francisco Simões.
No entanto, apesar dos três treinadores, três adjuntos e dos 20 novos jogadores de campo, voltou a Briosa a garantir a manutenção apenas na última jornada, depois de na antepenúltima ronda ter operado o milagre de, a cerca de dez minutos do final de uma contenda que poderia ter sido fatídica para os estudantes, virar um resultado adverso em casa, frente ao Paços de Ferreira.
O avançado da casa Marcelo apontara então o golo decisivo, passando de dispensado por Artur Jorge a verdadeiro herói e fazendo esquecer o reforço Káká, que apesar de rotulado de craque e dono de um contrato principesco (no qual, ao que se diz, vencia cerca de 4 mil contos mensais na moeda antiga, tendo ainda um bónus de 500 contos, também em escudos, por cada golo que apontasse), em cinco meses de estadia em Coimbra, não apontou qualquer golo!
Época 2004-2005
Na época seguinte (2004-2005), o Técnico João Carlos Pereira manteve-se e a Briosa fez nove contratações no início da época (Dani, Bruno Leite, Danilo, Vasco Faísca, William Soares, Ricardo Fernandes, Luciano, Rafael Gaúcho e Kenny Cooper).
Em Dezembro, o técnico já era contudo Nelo Vingada, que manteve a equipa técnica até final do campeonato, reforçando o quadro de jogadores na reabertura de mercado com mais cinco caras novas, (a saber Roberto Brum, Andrade, Kennedy, Hugo Leal e Marcel).
Depois de uma excelente recuperação, a Briosa assegurou a manutenção a duas jornadas do final do campeonato, com um empate a 0-0 em casa do Beira-Mar, formação que nesse ano viria a descer à honra.
Época 2005-2006
Em 2005-2006, Vingada manteve-se ao leme da equipa técnica (que entretanto se compôs com a entrada de Orlando Costa, ex-preparador físico da equipa de Hóquei do Riba d’Ave, para o lugar do experimentado Mário Monteiro, então há seis temporadas consecutivas no clube), tornando-se no único técnico que começou e acabou uma época desde que José Eduardo Simões tem responsabilidades directivas no clube.
Na pretérita temporada foram contratados inicialmente 9 atletas (Eduardo, Lira, Ezequias, Hugo Alcântara, Filipe Teixeira, Fernando, Zada, Rui Miguel e Gélson), para em Dezembro serem acrescentados ao grupo mais dois atletas (Serjão e N’Doye).
Fazendo juz a uma espécie de praxe académica que se vinha consolidando e que só fora quebrada na temporada anterior, a Briosa alcançaria a manutenção pelo pé de Joeano, que com a despromoção à vista salvava a Briosa do inferno, nos derradeiros minutos do último jogo, frente ao Marítimo, convertendo um penalty providencial para os de negro, quando já se chorava a possível descida.
Presente temporada
Finalmente, a presente época, com nova revolução:Um novo treinador (Manuel Machado), dois novos adjuntos (José Augusto e José Nando), um novo técnico de guarda-redes (Zivanovic) e, para já, 15 novos atletas (Douglas, Sonkaya, Lino, Litos, Medeiros, Kaká, Paulo Sérgio, Pavlovic, Alexandre, Hélder Barbosa, Miguel Pedro, Raul Estevez, Dame N’Doye, Nestor Alvarez e Gyano).
Actualmente a Briosa está na 14.ª posição da tabela classificativa, num total de 16 equipas, somando 3 pontos em quinze possíveis.
Por mais que queira rebater-se a frieza dos números apresentados, a realidade global é a que se segue, desde que José Eduardo Simões chegou à Briosa e num (curto) período de 4 épocas e meia:
- 68 Novos jogadores contratados, a uma média de 15 novos jogadores por ano.
- 12 Novos técnicos contratados (13, se contarmos com a promoção de João Carlos Pereira), entre treinadores principais, adjuntos, preparadores físicos e técnicos de guarda-redes, a uma média de quase 3 técnicos por cada nova época desportiva.
- 43 Novos atletas estrangeiros, a uma média de 10 novos estrangeiros por temporada, 30 dos quais de nacionalidade brasileira, a uma média de cerca de 7 novos jogadores oriundos do Brasil em cada época.
Pois é…A frieza dos números dispensa mesmo qualquer comentário extra, explicando com clareza, quer as razões da ausência de bons resultados desportivos, (principalmente em comparação com clubes de dimensão e recursos bem inferiores, como por exemplo a Naval), quer ainda os motivos do significativo agravamento do passivo que se vem verificando, desde que José Eduardo Simões assumiu responsabilidades no elenco directivo da Briosa…

Os melhores e piores de Setembro

Os eleitos pelos caros condóminos como os melhores e piores de Setembro foram os seguintes:

Melhor Jogador: Nani;

Pior Jogador: Litos, Ezequias, Carlos Bueno, Andersson (Benfica) e Ricardo Costa;

Melhor Treinador: Paulo Bento;

Pior Treinador: Fernando Santos;

Melhor Árbitro: Carlos Xistra;

Pior Árbitro: João Ferreira

O Milagre segundo José Couceiro

José Couceiro, depois de ter sujeito os seus jogadores a um espectáculo pouco edificante na conferência de imprensa de Domingo, quase ao jeito de "Perdoa-me", veio, ontem, solicitar à Comunicação Social que se abstenha de criticar a selecção que dirige.
Confesso que nunca percebi muito bem esta psicose dos treinadores lusos com a crítica.
Parece-me sempre um exercício de menoridade em relação aos jogadores, quais peças de porcelana chinesa.
Bem sei que muitos dos nossos jogadores têm cabeças muitas pequeninas, que ao mínimo juízo depreciativo entram em sobressalto.
Mas, não será, a crítica uma circunstância potenciadora da superação?
Não caberá ao treinador trabalhar, também, esse aspecto?
Não será ao treinador que competirá criar o caldo de confiança necessário à superação do estado depressivo em ordem à transposição do desafio?
Parece-me que sim.
Couceiro opta pela via mais fácil e tão portuguesa.
Problema que não se fala, não existe.
Esconde-se a realidade em ordem à sua mistificação.
Sossegam-se as consciências, pois que a sua responsabilização é fardo insuportável.
Chegou a hora do tudo ou nada.
A Selecção Nacional de Sub-21 tem esta noite pela frente uma tarefa mais do que complicada, muito difícil de superar.
Há que ganhar por três golos de diferença.
É tremendamente complicado, já se sabe, mas impossível nunca.
A história do futebol está recheada de surpresas, de resultados impensáveis e de reviravoltas fantásticas.
Acreditar e arriscar.
Estes são os verbos mais conjugados.
Pelo que se viu em Moscovo, Portugal tem potencial para derrotar a Rússia e mesmo por três golos de diferença.
Como Couceiro confessou que em termos tácticos vai mudar alguma coisa, não será de excluir que Portugal apareça com um esquema diferente e muito mais arrojado.
É bem possível que aposte em três defesas (Amoreirinha, Manuel da Costa e Miguel Veloso), na velocidade e capacidade de desequilibrar dos alas (Filipe Oliveira de certeza na direita, Diogo Valente talvez na esquerda) e, do meio-campo para a frente, tendo Organista e Moutinho a lançar um trio de quem se espera produtividade: Varela, Ricardo Vaz Té e Yannick Djaló.
Veremos do que serão capazes.
Talento não lhes falta.
Assim a "estrelinha" da sorte os ilumine.

Interrogações a antecipar o Mercado de Janeiro

A propósito da notícia da "passagem" para a carteira de clientes de Jorge Mendes de João Moutinho, outras considerações mais profundas sobre transferências de jogadores no mercado de Janeiro me assaltam.
Moutinho e/ou Nani saiem?
Lucho e/ou Anderson serão transferidos?
Simão abandonará o SLBenfica?
O FCPorto adquirirá Roland Linz?
Luís Filipe e Madrid serão aquisições do SLBenfica?
Irá o FCPorto adquirir um central e um lateral esquerdo?
O Sporting adquirirá um lateral direito?
Beto e Marco Ferreira serão, finalmente, dispensados?
Mantorras será emprestado?
Tello renovará ou sairá?
Gostaria de saber a vossa opinião sobre estas e outras questões.

segunda-feira, outubro 09, 2006

Aqui está! Isidoro no seu melhor


De árbitro a cantor.
Gravou em 2003 um CD nos Estúdios Produsom Viseu com 12 temas - título “MEMÓRIAS” e “MIX MEMÓRIAS”, em 2004 edita novo trabalho “LAÇOS DE AMOR”.
Actualmente está a gravar o seu terceiro álbum.
A notícia, se calhar não tão bombástica assim mas de qualquer modo significativa: Isidoro Rodrigues é cantor!
Depois de Neno, O Guarda-Redes cantor, o Júlio Iglésias Português (e protagonista de um dos mais macabros incidentes que o futebol português já viu, quando numa defesa mais efusiva abocanhou as redes, ficando pendurado e deslocando o maxilar), é o homem de preto que se lança nas lides.
Parece que a sua "música" oscila entre o pimba (no refrão) e o canto gregoriano (nos versos) e que as suas actuações se caracterizam pelo agitar do braço direito estalando os dedos.

Colunas de Opinião

Inicia-se, amanhã, o ciclo de artigos de opinião editados pelos nossos caros condóminos.
Sem prejuízo da edição de post´s sobre a actualidade, o condómino Vermelho Nunca iniciará a redacção de textos de opinião em representação do Sporting, seguindo-se, na Quarta-Feira, o condómino Fura-Redes em representação do FCPorto e o condómino Cavungi, na Quinta-Feira, em representação do SLBenfica.
Peço-vos que enviem os vossos textos para o meu e-mail para posterior publicação (no dia anterior ou no próprio dia até às 11h00).
Renovo o meu apelo a uma participação mais alargada, mormente dos condóminos que ainda não manifestaram a sua disponibilidade para tal.

Liga dos Astros

Inicia-se, hoje, o 1º período de "transferências".
A partir deste momento poderão proceder a 3 alterações no plantel.
Os critérios a observar mantêm-se inalterados, pelo que a limitação de jogadores por clube permanece válida, bem como as restrições ao número de jogadores por posição.
Terão que indicar os jogadores a substituir, posição e clube a que pertencem, realizando idêntico exercício no respeitante ao jogador a entrar no plantel.

Eleição dos melhores de Setembro

Proponho-vos a eleição do melhor jogador, treinador e árbitro de cada mês.
No final da época, apurar-se-á o melhor do ano em cada uma daquelas categorias, através da soma das distinções mensais atribuídas.
Em relação ao mês de Setembro, os meus eleitos são os seguintes:

Melhor Jogador: Nani;

Melhor Treinador: Carlos Carvalhal;

Melhor Árbitro: Carlos Xistra;

Aguardo as vossas opiniões.

Entrevista de PC ao Jogo

Para serenar os ânimos, Pinto da Costa deu uma entrevista ao órgão oficial do clube.
Aqui ficam alguns excertos:
"Mas foram duas derrotas claras e isso certamente não pode ser considerado normal...
A derrota no Arsenal tem que ser considerada, não normal, porque uma derrota nunca é normal, mas compreensível, na medida em que o Arsenal foi finalista vencido da Liga dos Campeões, é uma equipa poderosíssima e fez um grande jogo, o que elimina qualquer hipótese de falar em escândalo. Agora, em Braga, perder até pode não ser muito anormal, mas houve uma forma de encarar a partida por parte de alguns jogadores que levou a que, no final do encontro, tenhamos que reconhecer que o Braga venceu bem, porque todos os que estiveram em campo deram o máximo e quando assim acontece, se não houver o mesmo empenho do outro lado, ganha-se. Já reflectimos todos, técnicos e equipa incluídos, sobre o que se passou e tenho a certeza absoluta que não se vai voltar a repetir.
Essa derrota em Braga aconteceu no início de um ciclo particularmente complicado para o FC Porto, com dois clássicos na agenda.
Isso é motivo para preocupações especiais?
Não. O campeonato é uma prova de regularidade na qual temos que jogar contra todos os adversários. Se os clássicos acontecem em Março ou em Janeiro é indiferente, porque no final é que se fazem as contas e não vejo aí nenhum motivos especial de preocupação. A equipa tem que reagir a estas duas derrotas e estou certo que já no próximo jogo, com o Marítimo, a atitude vai ser totalmente diferente daquela que vimos em Braga.
Já disse que a mudança de treinador influenciou a preparação da temporada. A saída de Adriaanse apanhou de surpresa meio Mundo. E a si?
Acho que a saída dele apanhou toda a gente de surpresa, sem excepções. Tinha ido ao estágio, no dia do seu aniversário, para o poder festejar com ele. Confraternizamos amigavelmente e tudo se estava a processar normalmente, nada fazendo prever que isto pudesse suceder. A verdade é que fomos surpreendidos com esse facto e houve que encará-lo. O treinador abandonou o trabalho, considerou-se afastado e temos o problema para resolução na FIFA, o que me parece ser a única via possível. Se quando um clube não cumpre o contrato com o seu treinador até ao final tem que lhe pagar, é óbvio que, quando um treinador, sem qualquer justificação, sem falar com ninguém, sai porta fora e abandona a equipa no estágio em vésperas de um jogo importante como era o que tinhamos em Inglaterra, é óbvio, dizia, que também temos que ser ressarcidos por isso. Até porque o seu abandono levou a que, para garantirmos a contratação de Jesualdo Ferreira, tivessemos que pagar uma indemnização ao Boavista.
Depois da forma como aconteceu a saída de Adriaanse, Jesualdo Ferreira foi a escolha possível?
Não, foi claramente a primeira escolha. Com a condição de se chegar a um entendimento com o Boavista, foi a primeira escolha. O professor sabe-o bem; o Boavista também, mas tínhamos alternativas para o caso de não ser possível esse acordo.
O facto ter assinado apenas um ano de contrato, pelo menos para já, foi uma forma de precaução depois da experiência com Adriaanse?
Não, quem conhece o professor Jesualdo Ferreira - e eu conheço-o há muitos anos - sabe que ele seria incapaz de tomar uma atitude dessas. Para mim, o professor Jesualdo até podia nem ter contrato que eu continuaria descansado. Estou seguro de que vai ficar não só este ano, nem dois; estou convencido de que vai ficar muitos mais.
Vai propor-lhe isso?
Sim, sim. Ele sabe. Temos conversado sobre o que pretendo para o futuro, e também sei o que ele pensa. Estou tranquilo a esse respeito.
E sobre Anderson, os adeptos do FC Porto podem ou não estar tranquilos depois das notícias sobre um eventual negócio com o Barcelona?
Olhe, o doutor Miguel Sousa Tavares, por exemplo, escreveu que constava que Pinto da Costa tinha vendido dez por cento do Anderson. Curiosamente, nesse mesmo dia, não só não vendi como comprei mais 15. O FC Porto tinha só 65 por cento e passou a ter 80. Mas, dito e escrito por ele, as pessoas são levadas a acreditar no contrário. Optámos por comprar, sacrificando os resultados imediatos em termos de exercício financeiro, dando preferência a um património desportivo mais valioso com um activo que nos possa tranquilizar em relação aos resultados negativos que, por opção, apresentaremos nas contas.
O acesso aos oitavos-de-final é o objectivo mínimo?
O objectivo mínimo seria o que não conseguimos na última temporada, que foi o apuramento para a UEFA. A UEFA também pode ser muito rentável, como foi há poucos anos para o FC Porto, aliás, mais rentável que muitas participações na Liga dos Campeões. Esse é o objectivo mínimo. O objectivo que traçámos é de facto o acesso aos oitavos-de-final, com a consciência que a partir daí tudo pode acontecer, mas que é uma prova muito difícil.
O FC Porto vai apresentar contas negativas nos próximos dias. Há razões para preocupações?
As contas são negativas mas por opção consciente. Se quisessemos apresentar contas positivas, bastava vender talvez um jogador e dois chegava de certeza absoluta. Foi uma opção não o fazer e ter esse resultado negativo e não estar demasiado preocupado com isso, na medida que é um património que se está a valorizar aquele que mantivemos em desfavor dos resultados.
Entretanto, têm-se registado algumas evoluções no processo Apito Dourado...
Não posso falar sobre o processo, mas posso dizer que foram emitidas onze certidões em meu nome e nove já foram arquivadas e nem sequer fui ouvido. Há só duas coisas que quero referir a propósito desse assunto. A primeira, para sublinhar a isenção da Justiça, que está a funcionar. Desde a primeira hora, em que vi em alguns jornais as coisas mais absurdas. Segundo um jornal, um dos processo dever-se-ia ao facto de eu ter falsificado a assinatura de um jogador. Nunca apareceu nenhum processo, porque isso simplesmente não era verdade. Foi dito que eu falava com árbitros. Nunca telefonei a nenhum árbitro, nenhum pode dizer que alguma vez lhe liguei, nem que fosse para dar os parabéns no aniversário. O que alguns jornais fizeram, foi uma pressão enorme e miserável sobre a própria justiça, publicando falsidades. Só que, felizmente, a Justiça tem sabido decidir pelos factos e não pelas mentiras publicadas em alguma comunicação social.
A comunicação social também deu conta de novas escutas, envolvendo outros dirigentes. Ficou surpreendido?
Não, não me surpreendo nada que apareçam registos de escutas a telefonemas do presidente do Benfica. Aliás, o que me surpreende é que não apareçam mais coisas, como por exemplo os telefonemas feitos pelo senhor Veiga ao senhor Pinto de Sousa a pedir que determinado árbitro favoreça o Estoril. Não foi a dizer que tudo lhe corra bem, foi a pedir declaradamente que favoreça o Estoril. Curiosamente, sobre isso não foi tirada nenhuma certidão.
Hermínio Loureiro tomou recentemente posse como presidente da Liga. Como viu críticas que lhe foram dirigidas, ainda antes de tomar posse?
Quando foi da última eleição do Major Valentim Loureiro e do Doutor Cunha Leal para direcção da Liga, eu estive, como é público, na oposição. Tínhamos um candidato, que era o Doutor José Guilherme Aguiar, que não conseguiu sequer ir a votos por não ter as assinaturas necessarias, que eram 20 por cento dos votos. Disse na altura que, a partir desse momento, não teria nenhum relacionamento com a Liga. Limitei-me ao longo dos últimos anos, a pagar as multas com que era periodicamente brindado, e não tive nenhum relacionamento com a Liga. Em contrapartida, ficou célebre a frase do presidente do Benfica na altura quando, a propósito da nossa contratação do Jankauskas, afirmou que não estava preocupado com jogadores mas em ganhar lugares na Liga. Foi ele que impôs, segundo me contou o Major Valentim Loureiro, o nome de Cunha Leal para Director Executivo. Fê-lo como condição para manter o apoio ao Major que tinha já convidado o Eng. Paulo Carvalho, presidente do Rio Ave, para o cargo. O que acho interessante é que, quem escolheu o Director Executivo, quem apoiou o presidente, quem nomeou os detentores dos mais diversos cargos, quem disse que seria a APAF a indicar o presidente do Conselho de Arbitragem - sabendo-se exactamente quem a APAF indicaria - foi precisamente o presidente do Benfica. E também foi ele que, no final de uma mandato particularmente nocivo para o futebol português, veio dizer que era preciso renegenerar a Liga que ele próprio tinha feito e patrocionado.
E quer continuar?
Ainda falta muito. Estamos em Outubro e ainda faltam mais de seis meses para tomar essa decisão. Não posso dizer uma coisa concreta, porque não sou pessoa de gerir êxitos do passado. Quero sempre mais. Se vir que podemos fazer mais e coisas que gostava de deixar no FC Porto, é óbvio que, se tiver saúde, recandidato-me. Vamos ver se é possível levar a cabo o projecto com o qual gostaria de terminar a minha careira de presidente do FC Porto, concretamente o pavilhão gimnodesportivo, em frente ao Dragão. Esse é o meu objectivo prioritário, porque é uma necessidade premente para as modalidades. Se vir que há condições para avançar, é possível que me recandidate; de contrário, pode ser que não me recandidate. "

sexta-feira, outubro 06, 2006

Selecção Nacional

José António, chamado pela primeira vez por Luiz Felipe Scolari, é o candidato principal a ocupar o lugar deixado em aberto por Fernando Meira, dispensado por lesão.
O defesa-central do Borússia de Moenchangladbach alinhou ontem pela formação titular, ao lado de Ricardo Carvalho, sinal de que será ele o eleito do seleccionador para o jogo com o Azerbaijão, amanhã, no Estádio do Bessa.
Trata-se de uma aposta com a qual me congratulo.
José António é, sem sombra de dúvida, um dos melhores centrais portugueses da actualidade.
É daqueles jogadores de quem se pode dizer ter passado ao lado de uma grande carreira.
Contratado pelo FCPorto ainda jovem, foi sendo, sucessivamente, emprestado até à desvinculação definitiva.
Sucessivas adaptações às laterais foram atrasando a sua afirmação plena e o reconhecimento do seu valor.
Fez três épocas de grande nível na Briosa, formando com Zé Castro uma dupla quase perfeita.
Excelente sentido posicional, bom jogo aéreo, bom tempo de entrada aos lance, velocidade e capacidade de sair com a bola jogável q.b., fazem deste central um dos bons valores do futebol nacional.
Pena foi que tivesse que emigrar para ver reconhecido todo o seu potencial.
Jogar com Ricardo Carvalho nem será para si uma descoberta, dado que já o fez quando ambos coexistiram no Alverca.
O concorrente ao lugar, Ricardo Rocha, alinhou ontem pela equipa dos não titulares, ao lado do jovem Manuel da Costa, e, apesar de ter realizado um treino satisfatório, deverá sentar-se amanhã no banco de suplentes.
No entanto, a meio do apronto, o defesa-central benfiquista ainda teve ocasião de trocar de colete, precisamente com José António, passando a actuar pela equipa titular.
Luiz Felipe Scolari não deverá, contudo, facilitar diante do Azerbaijão, voltando a apostar nos mesmos elementos que têm constituído a espinha dorsal da selecção portuguesa.
Assim, pelo que foi dado a observar durante a sessão de treino da tarde, no Estádio Nacional, Ricardo deverá manter-se-à na baliza, embora, refira-se, não seja de estranhar que o técnico prepare uma surpresa, entregando a titularidade a Quim.
Ao fim e ao cabo, seria uma prova de confiança do seleccionador nas capacidades do guarda-redes do Benfica, após o golo infeliz que sofreu ante o Paços de Ferreira.
Depois, à frente dele ou de Ricardo, posicionar-se-ão Miguel, sobre o lado direito, Ricardo Carvalho e José António ao centro e Nuno Valente na ala esquerda.
O meio-campo, ao que tudo indica, será composto por Costinha, Maniche e Deco e a linha avançada formada por Simão à esquerda, Cristiano Ronaldo à direita e Nuno Gomes como elemento mais avançado.
É imperioso vencer Azerbeijão e Polónia.