segunda-feira, setembro 06, 2010

O Tupolev nacional - Marta Rebelo

Confesso que já estou absolutamente farta desta querela interminável em redor da figura de Carlos Queiroz. Mas a prestação da Seleção das quinas contra uns modestos cipriotas torna inevitável o regresso ao tema. A Seleção de todos nós não apareceu em “piloto automático”, antes foi um verdadeiro Tupolev, avião conhecido pelos acidentes e embargos a rotas. E um Tupolev dos modelos não tripulados. Porque lá do alto do camarote de 1.000 euros, não houve chamada de telemóvel ou sms para Agostinho Oliveira que salvasse a Seleção do despiste total.

O comportamento dos intervenientes nesta telenovela venezuelana é deplorável, mas para mim a contratação do Professor já por si tinha sido um tremendo erro. Para treinador de campo, com Sir Ferguson a pensar na estratégia e a desenvolver esquemas táticos, está bem. Para fazer as novas gerações ganharem músculo, fez um bom trabalho nos noventa. E pronto. Coleciona saídas polémicas ou despedidas sem honra nem glória. Tal e qual o jogo de sexta-feira.

Não deixa de ser curioso que Quaresma, no lugar de Cristiano Ronaldo, tenha sido o melhor lutador português em campo. Aquele que o Professor rejeitou para o Mundial. Hugo Almeida, eternamente substituído fora do tempo, quis brilhar mas borrou a pintura. E qualquer benfiquista que andasse a chorar-se por uma hipotética não contratação de Eduardo para as gloriosas malhas, face às desgraçadas defesas e frangos depenados de Roberto, tirou dúvidas: sem defesa, não há Eduardo, não há nada. Há 0-1 aos 3’. E 4 sofridos no final. Quanto aos demais, só mesmo penar pela lesão de Fabito, que nos pode tirar o miúdo de campo contra o Vitória de Guimarães.

Não me venham falar da basculação ofensiva da segunda metade, das oportunidades perdidas e dos remates bonitos. Para a história ficam os que entram e os pontos perdidos na qualificação para o Euro. Uma Seleção sem Rei nem Roque, sem tática que não fosse a de todos para a frente que aqui Del’Rei, mostrou que nem com remoto controlo este Tupolev chegava à pista. E para a Noruega, onde chegámos de Airbus, a tragédia pode bem repetir-se.

Adeusinho, Professor.

Ser Seguidista - Pragal Colaço (com o qual discordo em absoluto)

"Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem"

Hodiernamente, um burro vai seis meses á escola e sai de lá um Doutor!

Hodiernamente, os padeiros escrevem sobre física e os físicos sobre pão!

Hodiernamente, só existem direitos, nunca deveres!

Hodiernamente, todos se julgam donos da verdade e do conhecimento!
Os inimigos do Benfica não estão do lado de fora, mas do lado de dentro!
Pinto da Costa falou novamente sobre a minha pessoa e sinceramente, além do trabalho que os seus "capangas" me estão a dar com queixas que fizeram anonimamente à Ordem dos Advogados, à Defesa do Consumidor e à Associação da Panificação, através de simples emails, o que me sugere tal invectiva é apenas e somente um gingar de dedos para afastar a varíola!

O campeonato não começou bem! Pois não! E agora? Saltam os sites da oposição - serseguidista.com (isto está com o nome verdadeiro mas depois de postado dá fnim.com não sei porquê) a disparar em todas as direcções, quão Rambo zangado!

Saltam os membros da antiga lista - adivinhem quais -, que num email inédito chamam tudo ao Rui Costa, enxovalhando-o, que além de dedicar a sua vida inteira ao Benfica, ainda comete o pecado de existir!

Meus senhores! Democracia significa "Governo do Povo", não é enxovalhamento dos dirigentes!
"Gostava de vos ver aqui" dizia Paulo de Carvalho!

São umas sanguessugas, abutres, sempre à espera da presa, quão figuras frustradas e irracionais à beira de um ataque de nervos!

Leonor Pinhão, no seu último artigo, foi lapidar:"O seu avô, seu inspirador, dizia que - dizer mal de um jogador do Benfica é a mesma coisa que cuspir na sopa!

Benfiquistas! Mal ou bem, não deixem de apoiar o vosso clube! Eu sei, porque vejo, que todos trabalham dia e noite em prol do Benfica! Sim, do Benfica!

O lugar adequado para os abutres se lançarem sobre as suas presas, são as Assembleias e as eleições - o direito de voto é a arma mais sagrada nesta Terra dos Homens!

Os abutres, até dizem mal da Benfica TV, um canal que trabalhando 24 horas por dia, vive do esforço, suor e lágrimas de muitos que lá trabalham e que grandes satisfações têm dado aos Benfiquistas, com um orçamento ínfimo! São rosas, Senhor! São rosas Senhor!

Como é possível? Ter tanta qualidade e funcionar da forma que funciona...e os abutres ainda criticam, lançando postas de pescada como se fossem os donos da verdade, tipo replicantes. Oxalá venha um Blade Runner!

Benfiquistas...não parem de apoiar a equipa e toda a estrutura benfiquista...temos muitos desafios pela frente...basta ver o Schalke 04 e os jogadores com que se apetrechou...com o apoio de Angela Merkel!

Gritem, como eu grito, alto e bom som e de viva voz!

VIVA O BENFICA - sempre!

Postscriptum - O ódio é tão grande e flamejante nessas pessoas, que até inventaram uma empresa nova ao presidente...
Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.»

domingo, setembro 05, 2010

Juvenis: Benfica 2-1 Marrazes (Resumo)

Eterna Pequenez

Antes do desafio entre Sporting e Belenenses fez-se um minuto de silêncio em memória de José Torres, falecido sexta-feira. Todavia, o momento de homenagem ao "Bom Gigante" não foi respeitado por todos os presentes no pavilhão. Ainda foram ouvidos alguns aplausos, mas os insultos ao Benfica, por parte dos adeptos leoninos, sobrepuseram-se.

O Polvo - Miguel Góis

Decididamente, algo não vai bem na organização do futebol português. Ontem, em pleno jogo contra o Chipre, em que – aí, sim – fazia mesmo falta alguém para acordar os jogadores da nossa Seleção, onde estavam os médicos do controlo antidoping? Seja qual for a explicação, notou-se que a Seleção estava em piloto automático. À semelhança do que já tinha acontecido contra a Espanha, depois de se substituir Hugo Almeida, sofre-se um golo – é automático.

Admito que uma das explicações para o desaire de ontem seja os abandonos de Deco, Simão e Paulo Ferreira. Se bem que, pelo aspeto das bancadas, desconfio que a população portuguesa também está prestes a renunciar à Seleção. No meu entender, seria uma injustiça uma vez que não há país no Mundo que se esforce mais por encontrar novos caminhos para o futebol. Por exemplo, em 86, Portugal tinha quatro selecionadores no banco. Ontem, não tínhamos nenhum. Como estava a cumprir castigo, Carlos Queiroz estava só a assistir, sem qualquer capacidade de decisão nos vários momentos da partida. Nessa medida, não houve muitas diferenças em relação aos jogos do Mundial.

Mas nem tudo é negativo no futebol português. Depois do polvo alemão que adivinhava o resultado das partidas do mundial, podemos estar perante um polvo português que, adivinhando os fracos resultados que Carlos Queiroz iria obter nesta qualificação, decidiu encetar o afastamento do selecionador. É possível que o polvo Amândio não fique atrás do polvo Paul no que diz respeito a perspicácia futebolística.

Apesar do empate, não se pode dizer que ontem tenha sido um dia completamente negativo para o selecionador nacional. Ao pé do juiz que ontem leu o acórdão da Casa Pia, o Carlos Queiroz parece um menino de coro.

Piloto automático - Eduardo Dâmaso

Depois das lamentáveis manobras de bastidores chegou o momento do desastre nas manobras de campo.
O resultado do Portugal-Chipre não podia ser mais sintomático da leviandade de governantes, dirigentes federativos e equipa técnica no tratamento do ‘caso Queiroz’. Como se previa, os resultados começaram a concretizar a tragédia anunciada.

Este arranque para o Europeu prova que chegou a hora da vassourada em todas as instâncias dirigentes do futebol. Será criminoso um Governo que consinta a degradação da imagem do País no plano desportivo, única alavanca de alguma auto--estima no rectângulo indígena. Não somos bons na economia, falhamos na política.

Temo-nos safado com o futebol, atletismo e em mais uma ou outra modalidade. Não podemos consentir que a ambição mesquinha de poder jogue tudo para o lixo. Chegou a hora de varrer todo aquele naipe de cartas envenenadas que manda no futebol português.

São apenas vampiros do esforço de atletas de eleição e nada fizeram para modernizar o futebol e as selecções. Andam para aí a falar de pilotos automáticos e a pavonear-se com uma deplorável gestão de silêncios ou de processos que apenas representam a mais ignóbil das pantominas. A eles, sim, deveria ser aplicado um piloto automático que mantivesse tudo a rolar enquanto eram despachados para bem longe de qualquer cargo relevante.

Os caranguejos - Domingos Amaral

From: Domingos Amaral

To: Carlos Queiroz

Caro Carlos Queiroz

Ao contrário do que o senhor disse, na Federação não há um polvo, mas sim um caranguejo. As seleções nacionais, desde que saiu Scolari, andaram para trás, como os caranguejos. Como se viu ontem, não há em Portugal nem grandes jogadores, como houve em 2004, quando jogavam em simultâneo Figo, Rui Costa, Deco e Cristiano Ronaldo; nem um grande treinador, nem grandes dirigentes. Houve uma regressão geral no futebol das seleções.

Os jogadores foram abandonando ou envelhecendo, e com a exceção de Ronaldo, não surgiram génios como os de antigamente. Ao mesmo tempo, os dirigentes também foram envelhecendo. Madaíl, Amândio de Carvalho e mais uns quantos, continuaram por lá, como nos tempos dos sovietes continuava a malta do Politburo.

Quanto ao senhor, apesar de principescamente pago, não mostrou nem o talento, nem os serviços mínimos de boa educação, para comandar uma Seleção Nacional. E portanto vamos todos, infelizes e zangados, assistindo a esta lenta e penosa decadência. Depois do inenarrável espetáculo que o senhor e Madaíl e toda a Federação deram nos últimos tempos, e depois do patético descalabro de ontem, Portugal agradecia que todos os caranguejos saíssem do palco. Tal como depois de Saltillo, é preciso uma revolução na Federação, que limpe a porcaria, que desta vez o inclui também a si

Éder Luís e Fellipe Bastos

quinta-feira, setembro 02, 2010

Polvo-automático volta a atacar - Leonor Pinhão

André Villas Boas poderia ter visto a sua neófita carreira posta em causa à nascença se o Benfica tivesse, como lhe competia, ganho a final da Supertaça no dia 7 de Agosto em Aveiro. Como o Benfica não só não ganhou como também perdeu bem, o treinador do FC Porto está prenhe de orgulho e dispara foguetes como uma girândola de arraial.
Despediu-se de Raul Meireles como uma manifestação ingrata de prosápia - «…temos entre nós quem ofereça melhor» - e, no final do jogo com o Rio Ave, despediu os jornalistas que o questionaram sobre a influência dos erros desse grande árbitro que dá pelo nome de Jorge Sousa com uma manifestação de pedantismo que não admite réplica: «Era o que mais faltava!», ripostou para acabar com a conversa. E aqui temos o FC Porto com o piloto-automático!

Roberto Jiménez defendeu uma grande penalidade no jogo com o Vitória de Setúbal e o Benfica, ao contrário do que vinha sendo profusamente anunciado, não contratou nenhum guarda-redes até ao fecho do mercado. Admitindo que uma coisa possa estar relacionada com a outra, admita-se também que muito gostaríamos nós, os benfiquistas, de, na reabertura do mercado, em Dezembro, não termos de sofrer as angústias do reavivar da conversa sobre o guarda-redes.

É brasileiro, começou por ser lateral-direito e chamava-se Marcelo Maringá, porque foi na cidade de Maringá que nasceu.
Depois saiu de Maringá e passou a ser conhecido por Marcelo Mineiro, que é o nome do Estado em que nasceu. Mas não ficou por aqui. Em 2006 meteu-se num avião e aterrou em Israel para jogar no Ahi Nazareth onde descobriu a sua vocação para marcar golos e onde se descobriu com uma nova identidade, a de Marcelo Toscano e foi como Marcelo Toscano que desembarcou na Suíça e jogou pelo Lausanne.
Chegou, finalmente, a Portugal na semana passada e na condição de simplesmente Toscano. Estreou-se com a camisola do Vitória de Guimarães no sábado e não pediu tempo de adaptação ao novo emblema nem, muito menos, discursou sobre a necessidade de entrosamento com os colegas.

O seu discurso foi bem mais original. Marcou os três golos do Vitória na Madeira e estão feitas as apresentações. Disse, depois que vinha para lutar com Falcão e com Cardoso pelo título dos goleadores. Se continuar a facturar a este ritmo, Maringá-Mineiro-Toscano arrisca-se não só a ganhar a Bola de Prata como também a ver-se, rapidamente, naturalizado português e a jogar pela Selecção Nacional. Isto, evidentemente, se o seleccionador for a favor dos naturalizados em detrimento do épico trabalho da formação nativa. E o nosso jovem de Maringá com mais do que legítima curiosidade, visto que acabou de chegar e conhece pouco do futebol português, perguntará:
- E quem é o seleccionador?
Alguém que lhe explique, se faz favor.

É cada vez mais difícil para o cidadão comum tomar partido nesta guerrilha entre a Federação Portuguesa de Futebol, o treinador Carlos Queiroz e a Autoridade Antidopagem de Portugal. Curiosamente, os presidentes dos dois grandes nem hesitaram e colocaram-se do lado do seleccionador a ponto de se deslocarem à sede da FPF para depor em defesa do sucessor de Luiz Felipe Scolari. Bom, só este facto justifica plenamente o incómodo a que se deu Pinto da Costa porque, para ele, qualquer sucessor de Scolari é uma pessoa maravilhosa e mais do que competente. O apoio expresso de Luís Filipe Vieira também se explica de uma penada. O presidente do Benfica jamais esquecerá as agruras que sofreu com o secretário de Estado Laurentino Dias e com Luís Horta, presidente da referida Autoridade, nas circunstâncias do caso de doping que envolveu Nuno Assis quando era jogador do Benfica.

Mas o cidadão comum, independente das tiranias das afeições clubistas, para que lado se há-de virar neste chorrilho de originalidades disciplinares e processuais? O que é que mais desinquietante? Ouvir Gilberto Madaíl garantir a tranquilidade da Selecção em início de campanha rumo ao Euro 2012 porque «a equipa sabe jogar com piloto-automático» ou ouvir o seleccionador afirmar que reúne «todas as condições» para se «manter no cargo»? Mas qual cargo, caramba, se até um piloto-automático dá conta do recado?

Nestes casos intrincados, nebulosos, no entanto, há sempre um momento de clarividência, um raio de luz que dissipa todas as dúvidas e que nos faz, sem hesitar, ter finalmente uma opinião fundada. Na sua última entrevista, à SIC, Carlos Queiroz contribuiu com um poderoso dado esclarecedor quando lhe foi pedido que explicasse o sentido da acusação que fez a Amândio de Carvalho, o perigosíssimo dirigente da FPF que «decidiu pôr a cara na cabeça do polvo», conforme afirmou ao Expresso.
- Desconhecia que polvo era uma expressão associada à máfia porque estive 16 anos no estrangeiro - disse o seleccionador.

Ora isto justifica amplamente um despedimento com justa causa. Há limites para a ignorância! Não sabe sequer o nosso seleccionador o que é o polvo-automático porque viveu 16 anos fora do país!
A única safa que Queiroz tem agora é dar mais uma entrevista - a 45.ª das últimas três semanas - , voltar a jogar ao ataque como tanto gosta e explicar ao povo português que nunca viu a série italiana O Polvo porque nunca teve televisão visto que é uma pessoa mais do género intelectual e dado à leitura de obras de teor metefísico.

Depois de encerrar época de transferências clubes fazem contas à vida

Ataque de ansiedade em estreia na Liga Espanhola

Juniores: Benfica 2-0 E. Amadora

Onde é que eu já vi algo muito parecido com isto?!

quarta-feira, setembro 01, 2010

De cara lavada - Luís Seara Cardoso

O Benfica entrou, finalmente, na Liga. O triunfo sobre o Vitória de Setúbal teve o sabor a dia bom, igual a tantos que coloriram de entusiasmo o calendário vermelho da temporada passada. Foi uma vitória categórica, expressão da clara superioridade do conjunto de Jorge Jesus, incapaz de se demitir do comando das operações mesmo em inferioridade numérica.

A questão da defesa das redes pode continuar no centro do debate, mas o desempenho de Roberto sossegou o universo benfiquista e machucou os seus detratores. Eles viam na baliza encarnada um problema de honra mal resolvido? Eles queriam era ver um foco permanente de instabilidade, um motivo para troçar das gentes do Benfica. Por agora, pelo menos, foram obrigados a baixar a bola e preocuparem-se com as suas fragilidades... ou benefícios.

O que é que se viu nesta última ronda? Desempenhos arbitrais que favoreceram, sem discussão, TODOS os rivais benfiquistas à conquista do cetro nacional. O que é que se viu nas duas jornadas antecedentes? Outras proteções demasiado evidentes, outros episódios com clara influência no desfecho dos jogos. E proteção a quem? Aos opositores do Benfica. Figueira da Foz, já em versão dupla, e Vila do Conde são dois exemplos paradigmáticos. Terras de grande projeção balnear, apetece dizer que viram as suas brisas soprar atentados à verdade desportiva.

Uma Liga inquinada não serve o futebol. Os primeiros jogos fizeram reforçar a preocupação. Se um Benfica campeão assusta muita gente, um Benfica bicampeão assusta muito mais. Ainda assim, desenganem-se aqueles que, à moda antiga, conseguiam que o Benfica renunciasse aos seus propósitos logo ao amanhecer dos campeonatos.

Rui Tovar analisa a terceira jornada da Liga

Os senhores da sombra - João Gobern

O Sporting de Braga, na meritória deslocação a Sevilha, fez o “impossível”. O Sporting, na Dinamarca, fez o improvável. O FC Porto fez o que se esperava. Num momento em que a afirmação do futebol português, com quatro clubes nas fases de grupos da Liga dos Campeões e da Liga Europa, poderia ser linear, os senhores dos gabinetes, todos resguardados atrás de órgãos colegiais e siglas até aqui obscuras, fazem o costume: parecem indiferentes à possibilidade de sacrificar uma campanha de qualificação com a importância daquela que arranca na sexta-feira. Percebe-se: se o desvario e a hipocrisia derem lugar a um falhanço, a história há de registar os nomes dos jogadores e dos técnicos envolvidos no desaire. Nunca os dos que usam a camuflagem do anonimato.

À primeira vista, custa a entender que campeões como Simão Sabrosa e Paulo Ferreira, que nunca esconderam o prazer de jogar e o orgulho de o fazer com a camisola da Seleção, tenham renunciado a novas convocatórias. Mas, tudo pesado, é uma atitude que se aceita da parte de quem, pela experiência acumulada, sente que a Seleção se tornou terreno minado, sobretudo com a vergonhosa campanha contra o selecionador Carlos Queiroz.

O resultado prático está à vista: pelo menos nos dois primeiros jogos, a Seleção nacional está privada da presença do seu comandante natural. Mais: se o Tribunal Arbitral do Desporto não conferir efeitos suspensivos ao recurso de Carlos Queiroz, suspendendo a suspensão (!) decidida pela Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP), este estará afastado seis meses e ainda será sujeito a novo processo por parte da direção federativa, em consequência da entrevista ao “Expresso”. E já houve uma fonte da Federação que fez saber que aquela entidade quer um selecionador em pleno em outubro, seja Queiroz ou outro. Basta fazer as contas e apreciar os ruidosos silêncios de Luís Horta, presidente da ADoP, e, sobretudo, de Gilberto Madaíl, presidente da FPF. A mesma entidade que, em julho, emitiu um comunicado regozijando-se com o “cumprimento dos objetivos” de Portugal no Mundial da África do Sul. Desconheceria, nessa altura, os “graves” atos de Queiroz a 16 de maio? Ou terá ignorado conscientemente a “perturbação” que o selecionador impôs no controlo antidoping para depois ruminar um processo que pode vir a dispensá-la de pagar qualquer indemnização?

Não é preciso ser adepto da teoria da conspiração para ter a noção de quando ela existe. A mim, vejam lá, tem-me assaltado a ideia de que, se calhar, fomos demasiado lestos a condenar os “sindicalismos” dos jogadores que representaram a Seleção em 1986. Em Saltillo, sim. Porque nos esquecemos dos senhores das sombras que (já) se moviam do outro lado.

terça-feira, agosto 31, 2010

114!!!

1 - Ronaldinho
2 - Victor
3 - Nenê
4 - Quaresma
5 - Gaitan - CONFIRMADO
6 - Dentinho
7 - Eduardo
8 - Diego Buonanotte
9 - Rosales
10 - Romero
11 - Anderson Lessa
12 - Bernardo
13 - Marcos
14 - Wendel
15 - Tiago
16 - Sivok
17 - Diego Cavalieri
18 - Monzón
19 - Marco Amelia
20 - De Gea
21 - Job
22 - Anderson
23 - Tiago Targino
24 - Doni
25 - Zezinho
26 - Giovani dos Santos
27 - Drenthe
28 - Garay
29 - Van der Vaart
30 - Huntelaar
31 - Simão
32 - Codina
33 - Adan
34 - Giovanni Moreno
35 - Diego
36 - Akinfeev
37 - Leto
38 - Jan Oblak - CONFIRMADO
39 - Marcos Alonso
40 - Diego Tardelli
41 - Roberto Jimenez - CONFIRMADO
42 - Rodrigo - CONFIRMADO
43 - Geromel
44 - Karvonen
45 - José Callejón
46 - Mc Gregor
47 - Alípio - CONFIRMADO
48 - Sebastian Blanco
49 - James Rrodriguez
50 - Pablo Sarabia
51 - Adriano
52 - Sosa
53 - Muriqui
54 - Jô
55 - Durval
56 - Mano
57 - Diego Ângelo
58 - Bordachov
59 - Elton
60 - Jermaine Beckford
61 - Desmarets
62 - Jara - CONFIRMADO
63 - Tinga (Ponta Preta)
64 - Jean-Armel Kana-Biyik
65 - Dino Drpic
66 - Adilson
67 - Diego Estrada
68 - Nikica Jelavic
69 - Belhadj
70 - Dario Conca
71 - Ochoa
72 - Mamadou Diarra
73 - Ádám Szalai
74 - Amauri
75 - Felipe Melo
76 - Mohamed Sissoko
77 - Raul Fernández
78 - Obraniak
79 - Michalis Sifakis
80 - Carrizo
81 - Andrés Guardado
82 - Fábio Faria - CONFIRMADO
83 - Gastón Ramírez
84 - Hugo Almeida
85 - Pedro
86 - Riera
87 - Adrián Colunga
88 - Damien Plessis
89 - Tiene Siaka
90 - Ben Arfa
91 - Elias
92 - Wesley
93 - Daniel Pacheco
94 - Hernanes
95 - Robinho
96 - Maylson
97 - Fernandinho
98 - Diogo
99 - Izmailov
100 - Sebastián Coates
101 - Salvio - CONFIRMADO
102 - Carlinhos Paraíba
103 - Armand traoré
104 - Willians
105 - Nilson
106 - Bracalli
107 - Dida
108 - Stojkovic
109 - Hleb
110 - Kingson
111 - Hildebrand
112 - Rensing
113 - Dudek
114 - Yannick Djaló

Liga (3ª J): Defesa e Falhanço da jornada


Liga (3ª J): Melhores Momentos da Jornada