Número Total de Espectadores e Média por Jogo
1º Benfica 138.301 46,100/jogo
2º Porto 124.937 41,6/jogo
3º Sporting 96.385 24,09/jogo
4º V.Guimarães 54.650 18,21/jogo
5º Braga 46.612 11,6/jogo
Ou seja, a média de espectadores do Sporting aproxima-se muito mais da do V.Guimarães do que da do Porto.
A este propósito, Miguel Sousa Tavares escreveu, ontem, em A Bola:
"Em minha opinião, o Sporting enfrenta um futuro negro: a prazo não muito distante poderá mesmo vir a extinguir-se como clube de referência no futebol português — tal qual como o PSD poderá vir a extinguir-se como partido de governo. Ambos estão perante problema idêntico: a falta de sustentabilidade. O PSD desprovido de base ideológica, o Sporting de base clubística."
Em 14 de Outubro de 2008, escrevi:
"Soares Franco lamentou a reduzida militância dos sportinguistas se e quando comparados com adeptos de outros clubes.
Reconheceu o fracasso da campanha de angariação de novos sócios (55 mil pagantes e destes só 27 mil são efectivos (com mais de 18 anos), o decréscimo de vendas das gameboxes (de 34 mil há dois anos para 26 mil este ano) e a descida da média de assistências aos jogos (de 30 mil no ano passado para 25 a 26 mil este ano).
Soares Franco fez o diagnóstico, mas não ponderou as causas, nem sequer a sua superação.
O divórcio a que ora se assiste tem as suas raízes profundas no famigerado "projecto Roquete".
Desde o consulado Roquete que o primado da racionalidade imperou sobre o da emotividade (não obstante, o passivo quase que triplicou a sua dimensão).
A criação da SAD, medida emblemática e estruturante, cerceou o poder de intervenção dos sócios na gestão do "core business" do clube.
A subtracção do étimo criador do clube importou uma evidente diminuição dos factores de identificação e de pertença da massa associativa.
Um incremento substancial do ecletismo poderia contrariar esta tendência.
Sucede que o Sporting ensaiou movimento inverso e reduziu o universo de modalidades de alta competição.
Hoje por hoje, não tem pista de atletismo, nem pavilhão!
Desvalorizou a condição de sócio, privando-a de todo e qualquer benefício, para além do orgulho da sua ostentação.
Mais do que adicionar pontos num cartão, os sócios pretendem sentir-se parte integrante e fundamental da vida do clube, contribuindo e influindo no seu processo de construção e evolução.
A ausência de uma política de expansão da rede de núcleos do clube, estimulando a sua criação por forma a sedimentar o "ser sportinguista", através da participação e partilha de experiências, ritos e memórias colectivas.
Por todas estas razões, o afastamento dos adeptos não pode surpreender!"