segunda-feira, março 08, 2010

Espaço Prof. Karamba - Classificação Geral

1º Lugar: Jimmy Jump - 545 pontos

2º Lugar: Vermelho Sempre - 540 pontos

3º Lugar: Kaiserlicheagle - 495 pontos

4º Lugar: JC - 490 pontos

5º Lugar: Vermelho - 485 pontos

6º Lugar: Fura-Redes e J. Lobo - 450 pontos

7º Lugar: Gui - 405 pontos

8º Lugar: Samsalameh e Sócio - 385 pontos

9º Lugar: Cuto - 350 pontos

10º Lugar: Chico - 245 pontos

11º Lugar: Vermelho Nunca - 225 pontos

12º Lugar: Agarredinhos e Filipe - 70 pontos

13º Lugar: Luís Rosário - 55 pontos

14º Lugar: Lion Heart - 50 pontos

15º Lugar: Pachulico - 35 pontos

Ironia mais fina é impossível...

Verdadeira obra de arte colectiva

sábado, março 06, 2010

Artigo de Opinião de Ricardo Araújo Pereira

Os calimeros do túnel

Olhei para o Estádio do Mar, pouco depois do jogo começar: campo pequeno, relvado impróprio para jogar bom futebol e a favorecer quem defende. Público da casa que apenas queria ver a sua equipa bater o pé ao «grande», jogasse como jogasse, equipa disposta a fazer-lhe a vontade, recorrendo a todos os truques do anti-jogo que vêm nos compêndios, árbitro conhecido pela sua paixão benfiquista e pelos danos causados ao FC Porto ao longo dos tempos. Estavam reunidas todas as condições para o F.C.Porto encostar. E encostou

Miguel Sousa Tavares
16 de Fevereiro, 2010

Até prova em contrário, nas últimas duas semanas o campo de Matosinhos não cresceu. O relvado, tendo em conta as condições atmosféricas, estava igual ou pior.
O público, infelizmente, não foi submetido a sessões de reeducação que lhe tirassem aquela vontade malévola e incompreensível de ver a sua equipa ganhar.
A equipa, à medida a que o campeonato se aproxima do fim e ela mesma se aproxima do fim da tabela, estará cada vez mais disposta a fazer a vontade ao público.
O árbitro era, como são todos, conhecido pela sua paixão benfiquista. E foi certamente imbuído do mais profundo benfiquismo que invalidou um golo limpo aos visitantes ainda com o resultado em 0-0.
Estavam reunidas todas as condições para o Benfica encostar. E encostou.
Encostou o Leixões à sua baliza e não saiu de lá enquanto não lhes meteu quatro batatas no bucho.
Mas, claro, para o Benfica é fácil. O Porto tem tudo contra si.
O clima deseja que o Porto perca.
A relva deseja que o Porto perca. O próprio público adepto das equipas adversárias tem a desfaçatez de desejar que o Porto perca. Assim é complicado.

Depois de um pungente comunicado, de uma vigília de protesto e de várias proclamações de união e fervor regionalista, o Porto foi até Lisboa ser goleado. Perder por 3-0 costuma ser doloroso; perder por 3-0 contra este Sporting é especialmente humilhante. O facto mais espantoso da noite, porém, foi outro: José Gomes, adjunto do Porto, foi expulso no intervalo do jogo. Expulso depois do apito, imagine o leitor. Só a custo consegui conter a surpresa. Toda a gente sabe que os elementos da equipa do Porto só reagem mal às derrotas que sofrem em Lisboa se forem fortemente provocados pelos stewards da Luz. Que cabala obscura terá estado na origem da expulsão de mais um anjinho injustiçado? Que agravo ignóbil, que intolerável insulto? Por azar, o caso ocorreu quando ainda se discute o túnel da Luz, e na semana em que se recordou uma agressão antiga, também de um jogador do Porto, e também num estádio da região da Grande Lisboa. Fernando Mendes agrediu, na Amadora, um bombeiro — que a Comissão de Disciplina da Liga e o Conselho de Justiça da Federação consideraram interveniente no jogo. Mas como, se o bombeiro não está sujeito à disciplina desportiva? A questão não se colocou. Mas e se os clubes contratarem bombeiros e os industriarem no sentido de causarem graves danos físicos aos jogadores adversários? Ninguém se lembrou de perguntar. Porquê? Porque o castigo, com a duração dos mesmíssimos três meses aplicados a Hulk, foi decidido 13 meses depois dos acontecimentos, já Fernando Mendes representava o Belenenses. A diferença é que, agora, o castigo foi decidido ao fim de dois meses mas, ao que parece, os portistas vão passar 13 meses a queixar-se.

Receio bem que as constantes referências às toupeiras do túnel remetam para segundo plano os calimeros do túnel, bicharada que merece protagonismo superior. As toupeiras do túnel, pelos vistos, limitaram-se a escavá-lo — o que não constitui grande proeza. Mas a actividade dos calimeros do túnel é bem mais vasta. Os calimeros do túnel carpiram a ausência do Hulk, injustamente castigado só por ter participado num espancamento, fizeram comunicados públicos, e organizaram vigílias que só não foram mais participadas porque manifestantes como Bruno Pidá, por exemplo, tinham outros compromissos. Falta uma greve de fome e uma queixa na ONU, mas acredito que os calimeros do túnel terão o discernimento de diversificar as suas formas de luta pela justa libertação do mártir espancador. Mesmo sendo benfiquista, não posso deixar de apoiar todas estas iniciativas. Eu também não tenho dúvidas de que um dos factores que explicam o terceiro lugar que o Porto ocupa é esse túnel maldito que os privou de dois jogadores: mais precisamente, o túnel do Marselha, por onde costuma entrar em campo Lucho González, e o túnel do Lyon, no qual costuma ser visto Lisandro López. Mais: como benfiquista, eu sei bem o que uma equipa sofre por ficar privada de elementos mais ou menos influentes. Não me esqueço de que, por não poder utilizar Di Maria, Fábio Coentrão e Aimar, o Benfica conseguiu ganhar apenas por magro 1-0 a um Porto na máxima força, com Hulk e tudo. Obter resultados fracos assim custa, bem sei.

quinta-feira, março 04, 2010

Saviola & Cardozo - The unstoppable strikers

Um Grande Golo de Arnautovic

O Brilhante Desempenho de Cardozo no Regresso à Titularidade na Selecção

Artigo de Opinião de Leonor Pinhão

O capítulo do dinheirinho

Tal como os sportinguistas viveram um grande dilema na semana passada — a hipótese de uma vitória sobre o FC Porto afastava, teoricamente, da discussão pelo título um rival do Benfica —, também os benfiquistas vão viver por este mês de Março um dilema, ainda que bastante mais pequeno.

Sabendo-se que o campeonato é a prova que Jorge Jesus quer mesmo e muito ganhar, e está no seu direito, trata-se de saber qual é a mais importante das outras duas competições em que o Benfica está ainda envolvido. A Liga Europa ou a Taça da Liga? Na Liga Europa, o Benfica tem por adversário na próxima eliminatória o Olympique de Marselha, contra quem joga a 11 e a 18 de Março, quanto à Taça da Liga, o Benfica jogará a final desta competição interna a 21 de Março, no Algarve, apenas três dias depois do encontro da segunda-mão, em França.

É exigir demais ao Benfica e a Jorge Jesus uma abordagem altamente qualificada para estes dois compromissos de diferentes dimensões. Eis o dilema. Os dilemas, enfim, nem são coisas más.

Os responsáveis da Liga que elaboraram o calendário da prova também tiveram certamente um dilema. Tendo à vista, como não podiam deixar de ter, o calendário das competições da UEFA, tiveram de escolher entre marcar a final da Taça da Liga em cima de uma eliminatória da Liga Europa, prejudicando o Benfica ou o Sporting, se tivesse eliminado o Benfica na meia-final da Taça da Liga, ou marcar a final da Taça da Liga em cima de uma eliminatória da Liga dos Campeões, prejudicando o FC Porto.

Optaram por beneficiar o FC Porto por motivos puramente patrióticos. É que a Liga dos Campeões rende mais do que a Liga Europa e o importante é fazer entrar divisas no país para dinamizar a economia nacional. O capítulo do dinheirinho é muito importante.

Também os adeptos portistas, segundo consta, vivem actualmente num dilema. Depois de Alvalade, resolveram todos, por unanimidade, desistir da luta pelo título, o que não deixa de ser estranho. E dividem-se agora entre os que preferem ver o Sporting de Braga campeão e o Benfica em segundo lugar, significando isso que o FC Porto perderia o acesso à próxima Liga dos Campeões, do que se dar ao amargo incómodo de apanhar o Braga e roubar-lhe o segundo lugar, significando isso que o campeão seria o Benfica.

São momentos dramáticos na vida dos adeptos e todos, em circunstâncias diferentes, já passámos por menoridades destas.

No entanto, não são os adeptos do FC Porto que gerem o emblema. São os administradores e executivos da SAD. E, neste capítulo, o dinheirinho é o mais importante, pelo que o dilema portista, actualmente, apresenta contornos bem definidos. Do lado dos que querem ver o Braga campeão, não se importando com a ausência na Liga dos Campeões de 2010/2011 estão, exclusivamente, os adeptos do FC Porto. Do lado dos que querem ver o Benfica campeão e que desejam muito ver o Braga perder pontos, de modo a assegurar a entrada na milionária competição de clubes, está a SAD do FC Porto.

Que não brinca em serviço, naturalmente.

Depois de seis anos e meio no Egipto e de uma mais rápida comissão de serviço em Angola, Manuel José regressou a Portugal carregado de títulos e honrarias e prepara-se, segundo ele, para viver os últimos anos da sua carreira abraçando um projecto ainda sem nome mas que lhe permita «continuar a vencer». Na noite de segunda-feira, Manuel José foi o convidado do programa O Dia Seguinte, na SIC Notícias, e foi aquilo que se pode chamar um excelente entrevistado, falando sempre abertamente, sem medo de penalizações, sobre os altos e baixos da sua carreira, sobre as particularidades imortais e o momento presente do futebol português e sobre o seu futuro incerto como treinador.

Falou também sobre os seus colegas de profissão, traçando a divisória entre os que vêm das universidades e os que, como ele, vêm «do terreno» e elogiou dois companheiros «do terreno», Paulo Bento, por ter feito «um trabalho fantástico sem meios no Sporting», e Jorge Jesus, por um conjunto mais amplo de méritos que lhe atribuiu.

Um desses méritos foi o de ter transformado Angel Di María, que no ano passado «mais parecia um maluquinho a jogar à bola», num grande jogador de futebol com mercado entre os poderosos emblemas da Europa.

Di María, por obra da sua exibição em Matosinhos na última jornada do campeonato, foi, naturalmente, a figura do fim-de-semana futebolístico e, de certo modo, o exemplo prático de como o Benfica começa a saber ultrapassar os escolhos dos adversários ultra-motivados e das más arbitragens, respondendo da única maneira desejável e possível às mais flagrantes injustiças. Ou seja, marcando golos e ganhando jogos e deixando-se de lamechices.

Este espírito competitivo e anti-lamecha demora tempo a construir e com este espírito instalado é de crer que o Benfica teria sabido, na primeira volta do campeonato, não soçobrar mentalmente ao golo limpo e invalidado de Luisão, com que atingiria o empate no jogo com o Sporting de Braga, teria sabido esperar um bocadinho no relvado, ainda em Braga, antes de regressar à cabina ao intervalo, evitando a expulsão de Cardozo e teria sabido, em Olhão, não se espantar com o vendaval dos rivais.

Em Matosinhos, o golo incrivelmente anulado a Di María teve o condão de não abrir o marcador, como seria legítimo, mas teve também o condão de lançar o jovem argentino e a equipa para um repor da verdade desportiva que só pecou por exagero. E, este ano, sempre que o Benfica se deixa de lamentações e resolver embalar, não há árbitros, nem fiscais-de-linhas, nem adversários que o parem.

De tal modo que, terminado o jogo, nem Jorge Jesus, nem os jogadores perderam tempo a falar do árbitro que, por acaso, era esse grande benfiquista chamado Lucílio Baptista. E falar para quê? O Benfica ganhou bem e limpo, soube resistir à imediatamente anterior pressão causada pela vitória do Braga sobre o Olhanense, soube resistir à tempestade e a um erro fulcral da arbitragem…

Compreenda-se o silêncio benfiquista. No entanto, Lucílio Baptista, cujo erro não prejudicou a vitória do Benfica sobre o Leixões, acabou por prejudicar seriamente o Benfica noutro capítulo menos importante: o capítulo do dinheirinho.

Muito zangado com o árbitro e com o fiscal-de-linha deve estar o empresário de Di María. É que, em termos de projecção internacional, há toda uma diferença de mercado entre marcar três golos num jogo ou marcar quatro golos num jogo, como realmente sucedeu.

Com arbitragens destas nunca mais atingimos a cláusula dos 40 milhões!

Espaço Prof. Karamba

U. Leiria - Leixões
Rio Ave - Naval
V. Setúbal - Sp. Braga
Belenenses - Sporting
Marítimo - Académica
V. Guimarães - Nacional
FC Porto - Olhanense
Benfica - P. Ferreira

Genial, Presidente! Genial!

Uma fatia maior do dinheiro gerado pela Liga dos Campeões deverá ser atribuído a clubes que não participam na competição. É esta a perspectiva de Fernando Gomes, dirigente do FC Porto presente no encontro da Soccerex, que decorreu hoje em Manchester. "Creio que a forma como as verbas da Champions League são distribuídas tem de ser analisada e alterada, por forma a dar mais dinheiro aos clubes e a equilibrar as competições domésticas", alertou.

"Se os clubes que não estão presentes na Liga dos Campeões receberem mais dinheiro, podem comprar melhores jogadores e aumentar a qualidade da competição. Se não conseguirem fazer isso, a qualidade decresce e o fooso interno aumenta", continua o vice-presidente dos "dragões".

A UEFA distribui cerca de 6,5 por cento das receitas anuais da Champions pelas 53 associações, num pacote que designa por "pagamentos de solidariedade", reservando um mínimo de 413 milhões de euros para as 32 equipas que entram na Liga dos Campeões. No melhor dos cenários, as equipas com mais sucesso na Champions podem encaixar um máximo de 40 milhões de euros por época.

Fernando Gomes entende que este desnível na repartição das verbas prejudica os países mais pequenos. "Por exemplo, o Debrecen, da Hungria, obteve 50 por cento das suas receitas totais pelo simples facto de chegar à fase de grupos. E há exemplos semelhantes no APOEL (Chipre) e no Unirea (Roménia). Este dinheiro desequilibra seriamente os campeonatos", alerta.

No seu primeiro ano de existência, em 1992-93, a Liga dos Campeões gerou 45 milhões de euros de receita. Actualmente, movimenta 1,15 mil milhões de euros. Guillaume Sabran, director de marketing da UEFA, sublinhou no fórum que este valor é susceptível de continuar a subir. "Estamos sempre à procura de formas de maximizar receitas para os clubes dentro e fora da competição, mas cabe aos decisores determinar como esse dinheiro é atribuído".

terça-feira, março 02, 2010

Manuel José - Exemplo de Independência!

Artigo de Opinião de Nuno Farinha

Estranha falha de memória

Ricardo Costa, o presidente da comissão disciplinar(CD) da Liga, tem estado permanentemente debaixo de fogo e pior ficou com o famigerado caso do "Túnel da Luz".
A onda de contestação tem chegado, sobretudo, do Dragão e de fazedores de opinião mais próximos do FC Porto.
Entre outras criticas imputadas a Ricardo Costa no processo de Hulk e Sapunaru por agressões a um Steward(quatro e seis meses de respetivamente), reclama-se do tempo que correu entre os factos e a decisão. Esse Benfica-Porto jogou-se a 20 de Dezembro, o presidente da CD comunicou a 19 de Fevereiro. Passaram praticamente dois meses.
Ora, num Estrela da Amadora-FC Porto realizado a 28 de Fevereiro de 1997, Fernando Mendes agrediu um bombeiro de serviço no Estádio José Gomes.
A agressão do defesa dos dragões ficou provada e a Liga puniu o jogador com três meses de suspensão e 310 mil escudos de multa ao abrigo da mesma norma pela qual este ano foram sancionados Hulk e Sapunaru(art. 115º do Regulamento Disciplinar).
A questão é que, no caso de Fernando Mendes, a CD decidiu a...3 de Abril de 1998: 13 meses depois. A recuperação deste episódio será, por si só, o maior elogio que é possível fazer ao desempenho de Ricardo Costa.
Mais: um processo que demorou 13 meses a concluir resultou, então, num acórdão com sete páginas, contra as cento e vinte e duas no caso mais recente, tratado-relembre-se-em menos de dois meses e com férias natalícias no meio.
Por fim: o bombeiro da Amadora (Joaquim Grilo) foi considerado "interveniente do jogo com direito a acesso e permanência no recinto desportivo" e o tal artigo-115.º-que serviu para castigar Fernando Mendes nasceu num tempo em que o presidente da comissão Executiva da Liga era o José Guilherme de Aguiar.
E como pode agora um Steward (que, por força da lei, passou a ser obrigatório nos estádios) ser visto de forma diferente?

Artigo de Opinião de Nuno Madureira

A noite em que Di María marcou mais golos do que em dois anos e meio de presenças na Liga pode valer por um momento de viragem na carreira do argentino. Desde a sua chegada a Portugal, não foi difícil perceber-lhe o potencial: fantasista, criativo, enérgico, Angelito começou cedo a semear promessas pelos relvados portugueses.

O problema, durante muito tempo, foi que as promessas se traduziam em escassos resultados práticos. De golos, nem era bom falar: apenas um no primeiro ano e quatro no segundo, dos quais somente dois na Liga. Nas assistências, o panorama não era muito melhor: quatro no primeiro ano, apenas duas no segundo.

O talento continuava lá, bem visível em momentos avulsos. E o estatuto de internacional reforçava-se, com chamadas constantes à selecção. Mas por cada instante mágico, quantos dribles em excesso, quantas bolas perdidas para o adversário?

A diferença entre o exibicionista inconsequente do passado e o desequilibrador temível da época em curso está bem vincada nos números. Oito golos em jogos oficiais e seis assistências na Liga tornam o rendimento de Di María digno do jogador de elite que há tanto tempo se espera ver confirmado. Mesmo que a euforia goleadora no Mar seja difícil de repetir, Angelito, que já tinha assinado um dos momentos mais espectaculares da temporada, está cada vez mais perto de deixar de ser apenas um menino bonito das bancadas. Este Di Maria é um valor acrescentado para qualquer equipa.

Filho de Castro "Asterix" Santos à Panenka...

Porradinha aos Molhos...