quarta-feira, janeiro 25, 2006

Imagens com História V- cromos avulsos









Imagens com História IV- cromos avulsos










Imagens com História III - FCP 82/83











Imagens com história II - SCP 82/83











Imagens com história - SLB 82/83











Ora advinhem lá quem é e, mais importante, qual a sua profissão

Nascido em Vilar de Maçada, concelho de Alijó, distrito de Vila Real, em 6 de Setembro de 1957
Engenheiro Civil
Pós-graduado em Engenharia Sanitária, na Escola Nacional de Saúde Pública
Militante do Partido Socialista desde 1981
Presidente da Federação Distrital de Castelo Branco entre 1986 e 1995
Membro do Secretariado Nacional do Partido Socialista desde 1991, e membro da Comissão Política do PS
Porta-voz do PS para a área do Ambiente a partir de 1991
Deputado à Assembleia da República de 1987 a 1995 e desde 2002 (V, VI, VII, VIII e IX Legislaturas), pelo círculo de Castelo Branco, tendo sido, na IX Legislatura, Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PS, membro da Comissão Parlamentar de Defesa Nacional e membro da Comissão Permanente da Assembleia da República
Membro da Assembleia Municipal da Covilhã
Ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território do XIV Governo Constitucional
Ministro Adjunto do Primeiro-Ministro do XIII Governo Constitucional
Secretário de Estado Adjunto do Ministro do Ambiente do XIII Governo Constitucional
Eleito Secretário Geral do Partido Socialista em Setembro de 2004

Obsceno

O Banco Comercial Português comprometeu-se ontem a chegar ao final de 2007 com resultados líquidos recorrentes superiores a 880 milhões de euros.
A nova meta resulta da revisão em alta dos objectivos de ganhos adicionais de rendibilidade a obter no médio prazo e inclui ainda o compromisso de aumentar o lucro por acção do grupo em 20% ao ano até ao final de 2008.

Se calhar é em sistema de Franchising

Potencialmente mais embaraçosos para os EUA, e em especial para a Administração Bush, já para não referir os governos europeus que eventualmente tenham cooperado com Washington, são ainda os dados já recolhidos pela comissão de inquérito, e que apontam para a forte probabilidade de os serviços de informações norte-americanos terem subcontratado serviços congéneres estrangeiros para procederem ao interrogatório dos suspeitos raptados pela CIA.
O que, formalmente, permitiria aos EUA declararem publicamente, como fez recentemente a sua secretária de Estado, que não recorriam à tortura para obter informações, omitindo, provavelmente, que "encomendavam" tal tarefa a terceiros.

A propósito do Paulo Bento

Postei, ontem, um artigo de opinião de um sportinguista sobre Paulo Bento.
Nem sempre o que publico corresponde á minha leitura, mas entendo que devo postar as mais diversas apreciações por forma não só a democratizar o blog como também a estimular a discussão.
Desde o advento Mourinho que o futebol portugues foi invadido por uma onda de técnicos de futebol com formação académica.
Os clubes num afã tresloucado procuram, a todo o custo, descobrir o "novo Mourinho", contratando treinadores, sem experiencia e sem resultados relevantes, mas com uma formação identica ao mago da bola que tudo ganha - "se não fosse para ganhar, não estaria aqui."
Treinador que não fale na verticalização, na basculação, no jogar entre linhas, não vista fato de bom corte, não aprume o visual, é excomungado do mundo do futebol luso.
São exemplos Manuel José, Manuel Cajuda, Vítor Manuel, Toni, Quinito, José Rachão, José Romão, João Alves, Vítor Oliveira, entre tantos outros.
Se será de louvar a busca por novos conhecimentos, novos métodos, novas valias, não me parece que seja de desprezar todo um capital de experiencia adquirido ao longo dos anos quer como praticante quer como treinador.
Serve isto para enaltecer a contratação do Paulo Bento.
Não é que o Paulo Bento esteja a demonstrar ser um treinador de excepção, longe disso, mas a sua entrada para técnico principal do Sporting representou uma inversão do paradigma reinante, podendo servir para restabelecer um equilibrio que julgo desejável.
Para mim, um bom treinador de futebol faz-se da reunião dos seguintes ingredientes - capacidade de liderança, capacidade de decisão, capacidade de leitura de jogo, capacidade de intervir no jogo a partir do banco, conhecimento do fenómeno nas vertentes de conhecimento do meio futebolístico em que se insere e do mercado de jogadores.
Quem melhor que um ex-praticante para fazer a síntese de tais predicados?
A base académica não é de descurar, mas a sua influencia maior reside no treino, não no jogo em si e enquanto tal.
No treino, no desenvolvimento das capacidades dos jogadores, físicas e técnicas, os conhecimentos adquiridos em estudos superiores são imprescindíveis. Mas esses mesmos conhecimentos não me parecem suficientes no que concerne aos restantes aspectos do jogo.
Exemplo vivo de tal é, desde logo, Carlos Queiroz.
Fortíssimo no planeamento e execução do treino, revela lacunas enormíssimas na capacidade de liderança, de decisão (quem não se lembra dos casos de indisciplina nos clubes e selecções por onde passou), de leitura de jogo, de capacidade de intervir no jogo a partir do banco (quem não se recorda da substituição ao intervalo de Paulo Torres por Capucho e da colocação, na sequencia, de Paulo Sousa como falso lateral esquerdo nos famosos 3-6 em Alvalade frente ao SLB, que abriu um autentica auto-estrada no corredor esquerdo, tendo sido por aí que o SLB construiu os seus 3 golos da segunda parte), de conhecimento do fenómeno nas suas vertentes de conhecimento do meio futebolístico em que insere e do mercado de jogadores (quem não se lembra das múltiplas contratações falhadas no SCP, de Ouattara a Vujacic, entre outros, as declarações ao serviço da selecção no final de um famoso Itália/Portugal de apuramento para o Mundial de 94, as declarações e contratações falhadas no Man.United).
Os grandes técnicos mundiais da actualidade, Capello, Lippi, Trappattoni, Ancelotti, Rijkaard, Mancini, Gullit, Van Basten, Klinsman, Matthaus, para não referir Cruyff, foram praticantes de excelencia. A excepção é Eriksson, mas também não há regra sem excepção.
Mourinho, para lá de ser uma personalidade única e de ainda assim ter feito parte do plantel do Rio Ave na primeira divisão, colmatou uma certa falta de formação prática, com o convívio desde pequeno com o mundo do fuebol através de seu pai, Félix Mourinho.
Por tudo isto, a chegada de Paulo Bento ao lugar de treinador principal do Sporting constitui uma saudável lufada de ar fresco, interrompendo uma certa "doutorização" do futebol portugues.
Nada me move contra os treinadores licenciados, mas penso que o seu endeusamento é manifestamente pernicioso para o futebol.
Prática e Teoria devem coabitar.
O equilíbrio entre os diversos saberes é desejável.

terça-feira, janeiro 24, 2006

O que alguns sportinguistas pensam de Paulo Bento por Pedro Boucherie Mendes

Post publicado por Pedro Boucherie Mendes, sportinguista assumido, no seu blog - aos 35.
O Acidental
Será que a vida nos escolhe?
Julgo que foi Montaigne quem constatou que há derrotas mais triunfantes que algumas vitórias, mas não me parece que Paulo Bento, o treinador do Sporting em ano de centenário, esteja interessado em se consolar nestas palavras do pensador francês.
Mais, nem sequer julgo que Paulo Bento as entenda alguma vez. Para ele, ganhar é ganhar e perder é perder.
Imagino que os dirigentes do Sporting, o clube dos viscondes e das elites, tenha dito ao plebeu Paulo Bento (curioso como plebeu é muito parecido com Paulo Bento dito muito depressa…), ‘caro amigo, faça o melhor que conseguir. E naturalmente seja campeão! Estamos cá é para isso. Se precisar de alguma coisa, disponha. Quando sair feche a porta, 'tá bem?’
O clube dos viscondes entregou assim o seu destino a um homem que usa risco ao meio no cabelo, fala como um português estranho e tem uma noção do que é o futebol própria dos anos 80.
Acresce que nem sequer tem qualificações ou preocupações com essa circunstância.
A deformação de anos e anos de convívio com o futebol são, do seu estrito ponto de vista, suficientes porque o futebol, apesar de ser ‘uma caixinha de surpresas’, não tem segredos.
Paulo Bento é um acidental e parecia ter noção disso.
No escuro, sem lanterna, sol ou bússola para se guiar, fechou os olhos e foi em frente, disciplinado os veteranos e cativando os jovens leõzinhos com entradas directas na equipa.
Os resultados são mistos. Nem tão bons que haja alguém que acredite que o SCP será campeão; nem tão maus que haja alguém que acredite que já não temos a menor possibilidade se ganhar o campeonato.
Como em todos os acidentais, Paulo Bento incorreu no pecado da soberba e não demorou muito a pensar que talvez (talvez...) seja um escolhido.
O espectro do super-herói José Mourinho lembra a qualquer treinador português que ele luta para ser ‘o segundo melhor treinador português da actualidade’, uma apreciação tão verdadeira e afiada que deve magoar só de se pensar nisso.
Mourinho não se cansa de Portugal e faz questão de nos lembrar que aqui ele também é o melhor. Quando escreve semanalmente na revista do Record, Mourinho está a dizer a missa, ensinando-nos o Pai Nosso e dando-nos comunhão.
Paulo Bento nem é acólito ainda.
De fato de mau corte e mãos nos bolsos, olha, incrédulo, a bola a rolar, indiferente àquilo que ele disse aos jogadores.
A bola teima em ser redonda e não faz o que ele disse aos jogadores que ia fazer. Que ele prometeu aos jogadores, que ia fazer.
PBM

Á consideração de todos e de cada um

Mão amiga fez-me chegar hoje, via e-mail, este texto. Leiam-no e comentem-no, se quiserem.

Há precisamente dez anos atrás, Aníbal Cavaco Silva não foi querido pelos portugueses. Perdeu na corrida presidencial contra Jorge Sampaio. Foi derrotado.
E por uma boa razão...as pessoas naquela altura tinham Cavaco Silva mais presente na memória do que agora.
Dez anos dá para passar muita água debaixo da ponte e uma manipulação do silêncio, algo que o Aníbal Silva faz bem (quem o conhece sabe bemque nem abre o bico nas reuniões internacionais), apaga muitas memórias. As memórias de há dez anos foram, parece, esquecidas em grande parte e a década que passou elevou Aníbal Silva nas mentes de muitos ao nível do sebastianismo,um fenómeno que ocorre em Portugal de vez em quando nas alturas de crise.
Vamos lembrar aos portugueses e à comunidade internacional a razão porque Aníbal Silva não foi eleito há dez anos.
Depois de uma década como Primeiro-ministro, numa altura em que o dinheiro da Comunidade Europeia jorrava pelas fronteiras dentro, o quê é que fez Aníbal Silva para deixar Portugal numa posição de destaque? Onde foi esse dinheiro, onde foi empregue e quais as estruturas que Aníbal Silva construiu ao longo de dez longos anos para assegurar o futuro crescimento de Portugal na Comunidade?
Foram tão bem empregues, esses biliões, que Portugal depressa deslizou para 12º lugar na Europa dos 12, 15º dos 15 e agora ocupa o 19º dos 25. E está acair a pique.
As reacções acontecem alguns anos depois das acções.
Longe de ser competente como economista, Aníbal Silva provou ser o pior estrategista na história do país.
A segunda razão porque Aníbal Silva não foi eleito há dez anos foi a falta de coerência na promessa de melhorar a vida dos portugueses.
Piorou, e bastante e destruiu o tecido social do país para o próximo futuro, minando o terreno para os anos seguintes, de maneira que Cavaco Silva pudesse ficar nos bastidores, metendo o nariz quando entendesse e dizendo "Eu disse- lhes que isso iria acontecer".
A venda tresloucada de propriedades e firmas do Estado criaram todas as condições para um colapso do mercado do trabalho.
Aníbal Silva representou a geração dos yuppies, arrogantes novos-ricos que aplicavam a política da linha do fundo, sem qualquer respeito pela condição humana.
Daí que António Guterres pudesse vencer as eleições em 1995 com a simples frase: "Os portugueses não são um negócio. São pessoas".
Talvez a jóia na coroa de Aníbal Silva foi a propositada destruição da única firma portuguesa com peso no exterior - o IPE - Investimentos e Participações do Estado, SA, uma holding que agiu como o braço direito do estado, salvando empregos, criando postos de trabalho e criando riqueza.
O que é que fez o Aníbal Silva? Desmembrou-o.
E as pessoas dizem que é competente? Aníbal Silva foi, pois, o pai do desemprego em grande escala em Portugal.
A terceira razão porque Aníbal Silva não foi eleito foi o seu estilo arrogante em lidar com as pessoas - por isso ele sabe que quanto menos fala e aparece, melhor, porque começa a abrir a boca e estraga tudo.
Passou dez anos a carregar contra os portugueses, nas fábricas de Marinha Grande, na Ponte 25 de Abril, em Setúbal, na Praça do Comércio.
Até tivemos um belo espectáculo para os turistas verem em pleno coração de Lisboa, quando dois corpos da polícia efectuaram uma luta feroz, a polícia de intervenção carregando à Cavaco contra a PSP que fazia uma greve pacífica. Uma Cavacada autêntica.
A violência foi tanta que até os transeuntes foram espancados, eu próprio assisti uma senhora de cerca setenta anos que tinha sido violentamente agredida na cabeça com um bastão. Uma senhora de setenta anos. Pelo amor de Deus !
Aníbal Silva foi tão competente, tão capaz, que até teve de fugir do seu próprio partido e deixar Fernando Nogueira na liderança.
Tão popular foi Aníbal Silva que teve de se distanciar daquilo que ele tinha criado.
Tão hábil foi ele em dirigir seu partido, que os parlamentares do PSD foram rotulados na imprensa da altura como Rottweilers. Aníbal Silva deixou o PSD odiado. E é competente?
Nem Aníbal Silva tem o perfil para ser Presidente. Quem o conhece, e quem conhece pessoas que o conhecem, sabe a verdade que ele tenta esconder.
É péssimo nas relações pessoais e nas reuniões internacionais, toda a gente sabe que ele entra mudo e sai calado. Até se comentava isso na altura: "Quem é aquele, que olha para os papéis e nunca diz nada? É Aníbal Silva". "Quem?" E isso é o perfil de um Presidente?
Um Presidente precisa de saber quantos cânticos tem os Lusíadas - e a Maria Silva é tão boa professora de português que nem o marido sabia esse facto elementar da cultura do seu país.
Um Presidente tem de saber estar à mesa. Tem de falar com a boca vazia. Não pode usar o garfo como uma pá e encher a goela até ao ponto de ruptura.
Não pode falar com a boca cheia a cuspir gafanhotos para todos à sua volta, como uma espécie de Jabba, the Hutt.
Votar em Aníbal Silva não vai ser sinónimo de votar por um D. Sebastião.
Não há ninguém menos preparado para ser o Presidente de Portugal.
Aníbal Silva é o único candidato que irá desprestigiar o país, aumentar as tensões sociais e entrar em guerrilha com o governo numa altura em que o país precisa de muito trabalho e estabilidade.
Essa figura ríspida não tem o perfil de um Presidente. Não se deixem enganar.
Lembrem-se das razões porque esse senhor não foi querido em 1995.

Timothy BANCROFT-HINCHEY

A treta dos eco-pontos

Num sentido de pseudo-modernidade, de pseudo-europeísmo tão próprio da sociedade portuguesa, não há portugues que se preze que não faça a recolha selectiva do lixo.
Eu próprio.
Contudo, descobri que, embora me esforce por separar as embalagens, o papel, o cartão, o vidro do restante lixo doméstico e os colocar nos devidos eco-pontos, o camião de transporte é um só e sem divisórias.
Ou seja, o meu trabalho é em vão.
Dizem-me que depois é novamente separado.
Não consigo perceber - separa-se, junta-se e separa-se novamente.
Alguém anda a trabalhar para aquecer. Presumo que sejamos nós.
Será assim tão dificil criar ou adaptar um transporte existente para conduzir o lixo já separado?
Será preciso um choque tecnológico para tarefa tão hercúlea?
Como em quase tudo, vivemos num País de faz de conta.

Outros derrotados ou cobardias políticas

Tenho para mim que outro dos derrotados do pleito eleitoral de Domingo foi António Vitorino.
Em fase pré-eleitoral, o pequeno socialista apressou-se a afirmar não ser candidato a Belém.
Parece-me que o temor de um confronto com Cavaco terá sido o motivo maior de tal recusa.
Analisados os resultados, parece-me que se se tivesse candidatado teria vencido as eleições.
Ancoro esta pressuposição em duas ordens de razões - primeiro, Vitorino conseguiria agregar os votos do "centralão" e, como tal, evitar a vitória de Cavaco á primeira e segundo, pois me parece que, sem grandes dificuldades, seria capaz de promover a convergencia dos votos da esquerda numa segunda volta.
Vitorino avaliou mal o peso político-eleitoral de Cavaco, ao fiar-se nas sondagens que o situavam numa ordem de grandeza acima dos 60%.
Vitorino encolheu-se, acobardou-se e perdeu uma oportunidade, que não única.
Penso que em 2016 os comentadores televisivos da noite eleitoral de Domingo na RTP se irão defrontar enquanto candidatos a PR - António Vitorino e Marcelo Rebelo de Sousa.
Num patamar distinto, embora com alguma identidade de razões, Guterres foi outro dos fugitivos perdedores.
Apenas o curto espaço de tempo ainda decorrido sobre a sua governação, o diminuem relativamente aos predicados eleitorais de Vitorino.
Não existe, ainda, distanciamento suficiente para que a esquerda o pudesse apoiar sem tibiezas.
Todavia, a apresentar-se teria conseguido evitar a vitória de Cavaco á primeira e, depois, com diálogo e perseverança, penso que conseguiria alcandorar o apoio de Jerónimo e Louçã.
Ressalvo, apenas, que, apesar de conseguir reunir tais apoios, duvido que lograsse agregar os respectivos eleitorados, aí residindo o seu calcanhar de aquiles.
O cenário de 2016 que ensaiei poderá ser transformado com a entrada em cena de Guterres.
Nota final, para referir que Vitorino e Guterres são peritos em fugas estratégicas, sendo dos mais cobardes políticos portugueses, mas sempre sob uma capa de serviço aos interesses supremos do País.
Pira-te que vem aí borrasca...