sexta-feira, outubro 16, 2009

Agenda Benfiquista para o Fim de Semana

16/10 Sex 21:30 Basquetebol Atlético - Benfica Camp. Nanional CNB1 Tapadinha -
17/10 Sab 10:00 Ténis de Mesa Torneio de Faro Juniores/Sub 21 Pav. Farense -
17/10 Sab 10:00 Ténis de Mesa Torneio de Faro Juniores - Sub 21 Pav. Farense -
17/10 Sab 15:30 Voleibol Benfica - Fonte Bastardo Campeonato Nacional A1 Pavilhão Luz BenficaTV
17/10 Sab 15:35 Futsal Belenenses - Benfica 1ª Divisão (6ª jornada) Pavilhão Acácio Rosa, Restelo RTP2
17/10 Sab 18:15 Futebol Monsanto - Benfica Taça de Portugal (3ª elim.) Torres Novas TVI
17/10 Sab 19:30 Andebol Benfica - RC Tbilisi Taça EHF Pavilhão nrº2 -
17/10 Sab 21:30 Hoquei em Patins Benfica - Juventude Viana 1ª Divisão Pavilhão da Luz BenficaTV
18/10 Dom 09:00 Ténis de Mesa Torneio de Faro Seniores Pav. Farense -
18/10 Dom 09:00 Ténis de Mesa Torneio de Faro Seniores Pav. Farense -
18/10 Dom 10:30 Triatlo Campeonato Nacional Finalíssima Estoril -
18/10 Dom 15:00 Voleibol Benfica - Machico Campeonato Nacional A1 Pavilhão nrº2 BenficaTV
18/10 Dom 17:30 Basquetebol Benfica - Seixal Troféu António Pratas Pav. Império Bonança BenficaTV
18/10 Dom 19:00 Andebol Benfica - RC Tbilisi Taça EHF Pavilhão nrº2 BenficaTV
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quinta-feira, outubro 15, 2009

Façam o favor de serem Felizes!



Antevisão do Monsanto vrs. SLBenfica

Artigo de Opinião de Leonor Pinhão

Pedro Mendes devia ter sido 'naturalizado' muito mais cedo

Liedson, o mais recente naturalizado do futebol português, foi ontem substituído a um quarto de hora do fim do jogo de Guimarães e o público que enchia a casa tributou-lhe uma afectuosa salva de palmas. Já tinha acontecido o mesmo no sábado no jogo com a Hungria, tendo Liedson experimentado, pela primeira vez em toda a sua carreira, a sensação de ter o Estádio da Luz a render-lhe homenagem. E parece que gostou.
A naturalização de Liedson, que tanto deu que falar, provou a sua utilidade nestes últimos quatro jogos da Selecção. O brasileiro-português marcou dois golos e, em momentos de aperto, todos os golos são importantes.
Para evitar tanto sofrimento e tantas contas, outro jogador houve que devia ter sido naturalizado mais cedo. Muito mais cedo. Trata-se de Pedro Mendes, um escocês nascido e criado em Guimarães e que joga no Glasgow Rangers, campeonato que não desperta grande atenção em Portugal, o que só por si explica a ignorância lusa no que diz respeito às capacidades deste escocês que tanto jeito nos deu nos dois únicos jogos que fez, precisamente os dois últimos.
Pedro Mendes foi naturalizado à pressa, em coisa de meia hora, quando foi preciso ir repescar um jogador para substituir Pepe, impedido de jogar contra a Hungria. Foi uma grande surpresa para a generalidade do público e da crítica o valioso nível de empenho e de talento sem arrebiques que o escocês emprestou à Selecção Nacional. Ontem, contra Malta, só conseguiu errar um primeiro passe aos 71 minutos do jogo.
A naturalização-relâmpago de Pedro Mendes foi uma decisão brilhante. Mérito para quem a tomou.

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De um modo peculiar e mal compreendido, provocando um efeito cuja visibilidade não é de imediata apreensão para os sofredores nacionais, o Real Madrid deu um muito precioso contributo para o bom nome da Selecção Nacional ao impedir que Cristiano Ronaldo se prestasse ao papel de Santa Mascote e que o sentassem, porventura, nalgum nicho de flores improvisado no estádio de Guimarães para que do seu lugar benzido por tanto fervor patriótico pudesse ele benzer, só com os olhos, as exibições dos companheiros que tinham de levar de vencida os pobres malteses.
O jogo era importante, era. Decisivo, sim. No intuito de mobilizar os adeptos em nome de uma supostamente indispensável belicosidade que há-de atemorizar a outra equipa, ao ponto de não a deixar dormir, é uma tradição do futebol-baixeza , inventar guerras extra-bola com os adversários nas vésperas de jogos importantes e decisivos. Mas ontem o adversário era Malta. Que espécie de guerra poderíamos ter com os malteses? Nenhuma.
Resolveu-se, então, que o melhor era declarar guerra ao Real Madrid.
Muito amavelmente, o Real Madrid consentiu que Cristiano Ronaldo, lesionado no tornozelo direito, se juntasse aos seus compatriotas na preparação para o jogo com a Hungria. E se foi com espanto e preocupação que os espanhóis viram o seu investimento de 94 milhões de euros entrar em campo, na Luz, foi com indescritível horror que o viram sair de campo, aos 27 minutos do jogo, a coxear.
O resto é óbvio. O Real Madrid quer Cristiano Ronaldo em Madrid entregue aos médicos sabendo-se já, em Chamartin, que o seu camisa n.º 9 vai falhar os dois jogos com AC Milan, para a Liga dos Campeões, mais outros quatro jogos na Liga espanhola e dois na Taça do Rei. Se o Real Madrid não deixou, felizmente, Cristiano Ronaldo estar em Guimarães é porque não brinca com coisas sérias.

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Na temporada passada, o Benfica de Quique Flores produziu um jogo de grande categoria contra o Nápoles, no Estádio da Luz. E fez também um belíssimo jogo contra o Sporting, no Estádio da Luz. Foram prometedores esses fogachos que, ainda que muito precocemente, alumiaram a esperança benfiquista.
Era, portanto, muito cedo.
Corria o mês de Setembro de 2008 quando Nápoles e Sporting se vergaram ao bonito e eficaz futebol benfiquista e, depois disso, o que se viu foi um Benfica igual ao Benfica dos últimos anos no campeonato nacional, perdendo em casa todos os pontos que não podia perder, um Benfica medíocre na Taça de Portugal, não sabendo nem podendo fazer melhor do que o Leixões no Estádio do Mar e, finalmente, um Benfica francamente lamentável na extinta Taça UEFA.
E tão lamentável foi esse percurso europeu de 2008/2009 que, fanatismos à parte, há quem, entre nós, considere que a própria Taça UEFA exigiu mudar de nome por causa do mau aspecto que lhe foi outorgado pela incrível série de exibições e de resultados da equipa de Quique Flores.
No entanto, o treinador espanhol não voltou ao seu país de mãos a abanar. Poderá sempre dizer e pôr no currículo que venceu uma competição interna, a Taça da Liga, o que não deixa de ser verdade.
Dirão os nossos adversários vencidos nessa final que quem ganhou a Taça da Liga não foi nada Quique Flores mas sim Lucílio Baptista, por ter assinalado uma grande penalidade de origem duvidosa e que permitiu ao Benfica disputar a decisão no desempate por grandes penalidades.
Ripostarão os pragmáticos, mais ou menos benfiquistas, garantindo que quem ganhou a Taça da Liga para o Benfica foi o seu guarda-redes, Quim, que defendeu quatro chutos de onze metros pelo que Quique Flores, o treinador, nada teve a ver com aquele brilhantíssimo sucesso.
Posto isto, nas últimas semanas da época passada foi sendo óbvio que Quique Flores não era mais o treinador pretendido pelos responsáveis da Luz e que os seus dias, em Lisboa, estavam contados. Não foi Quique o primeiro treinador a sair do Benfica antes de terminar o contrato mas, pelo menos, conseguiu cumprir até ao fim o seu primeiro e único ano, e, coisa rara de se ver, sempre com o apoio dos adeptos, que o estimavam, e que lhe proporcionaram uma emotiva despedida no último jogo em que se sentou no banco no Estádio da Luz.
Em Maio, Quique, sabendo já que era pela derradeira vez que ocupava o assento, primou em dar uma volta ao campo e em receber palmadinhas nas costas, abraços e outros cumprimentos afectuosos da afición que se mostrava contrária à sua partida. Conhecendo o grau de exigência — frequentemente absurda — da massa adepta do Benfica, a situação foi, no mínimo, misteriosa. Difícil de explicar.
Tivemos de esperar cinco meses pela explicação devida. E foi o próprio Quique Flores a dá-la. Esta semana, numa entrevista ao jornal desportivo espanhol Superdeporte, o treinador fez, em curtas palavras, o seu balanço pessoal da passagem pela Luz. «No Benfica, centrei-me no meu trabalho e em fazer com que os adeptos gostassem do treinador», disse. E conseguiu, sim senhor. À campeão.

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Campeão, mas campeão a sério, de futebol, é Giovanni Trapattoni, como sabemos por experiência própria. Trapattoni é o treinador da selecção da República da Irlanda que poderá ser nossa adversária nos play-offs de qualificação para o Mundial. De um modo geral, convencionou-se que a Ucrânia seria o adversário mais difícil para Portugal. Há quem discorde. Eu, por exemplo. E já que Portugal tem a sorte de escapar à França e à Grécia, que tenha mais um bocadinho de sorte e que consiga fugir ao temível sortilégio de Trapattoni, sempre a velha raposa, com irlandeses e tudo…

De novo Díos...

C´ um Caneco (outro passatempo)

Valenciano vs Olhanense
Sp. Covilhã vs Sp. Braga
Varzim vs Nacional
Monsanto vs Benfica
FC Porto vs Sertanense
Atlético vs V. Setúbal
Académica vs Portimonense
P. Ferreira vs Aljustrelense
Leixões vs Casa Pia
Merelinense vs U. Leiria
Santa Clara vs Marítimo
Belenenses vs Oriental
Naval vs Padroense
V. Guimarães vs Feirense
Rio Ave vs Esmoriz
Sporting vs Penafiel

quarta-feira, outubro 14, 2009

Tributo Passado que se Reforça no Presente

Da Serie "Uma Excepção porque se impõe"


A equipa da Federação Portuguesa de Futebol conseguiu qualificar-se para os play-off de acesso ao Mundial da África do Sul.
Uma pífia conquista festejada com uma dimensão que permite perceber o quão minguada é a actual exigência!

Artigo de Opinião de Fernando Guerra

É o Sporting de Braga o dono do primeiro lugar da classificação, dois pontos acima do Benfica e cinco do FC Porto. Há um ano, também com sete jornadas cumpridas, o panorama apresentava duas diferenças: era o Leixões quem liderava, com o Benfica a um ponto e o FC Porto a cinco. Portanto, além de outro comandante provisório, a única variação prende-se com o encurtamento em um ponto na desvantagem da equipa de Jesualdo Ferreira em relação à de Jorge Jesus.

Não será possível, por isso, através deste breve exercício, descortinar explicação razoável para a inesperada alteração comportamental do presidente portista.
Do ano passado, em situação ligeiramente mais problemática (quatro pontos de atraso), não há sinal de comentários com direito a registo nas nossas memórias, mas agora, por motivos que escapam, parece ter tido um despertar agitado vai para duas semanas.

Misteriosa reacção esta, por certo causada por medonho pesadelo, ainda por cima vermelho, que desde então tem subordinado o sentido das suas intervenções, como a que protagonizou no último fim-de-semana em que, num quadro de absoluto despropósito, e quando pretendia assinalar uma data de referência para o emblema do dragão, precisou de se pendurar nas asas da águia, adversário de estimação, para descarregar a inconveniência do discurso, no estilo e no conteúdo, gasto de tanto repetido, onde a ironia se disfarçou de piada fácil, apenas para consumo em inaugurações, festas e jantares.

Resquícios da pequenez que sempre caracterizou a sua política de conflitualidade, avessa à serenidade, à sensatez e à clareza, que tanto se reclamam para o futebol português, e ao mesmo tempo castradora do reforço da expansão portista. É notável o sucesso desportivo durante o seu magistério, mas tudo começa e acaba. Ora, como se adivinha a iminência de transição de ciclos a dúvida é saber como será quando abrandar a chama aglutinadora dos títulos. Quem vier a seguir que se amanhe...

Pinto da Costa deu muitas vitórias ao FC Porto mas não autorizou que ele crescesse quanto podia ou não considerou suficientemente relevante essa evolução; isto é, a de transformar um grande clube de implantação regional num outro de dimensão verdadeiramente nacional. Este salto teve condições favoráveis para ser dado, ou tentado, pelo menos, imediatamente a seguir à vaga de simpatia azul e branca que alastrou um pouco por todo o País em 2003, quando da conquista da Taça UEFA, em Sevilha. A ordem foi para travar, contudo, em obediência ao canhestro pensamento de «todos contra nós»...

Aliás, o FC Porto deve ser o único clube que ganha uma Liga dos Campeões e, em vez de festejar com a exuberância que o feito justifica, opta por destapar desavenças internas com o objectivo de desvalorizar o trabalho do treinador José Mourinho, o qual, recordam-se?, no regresso da Alemanha, abandonou o aeroporto pela porta do lado por forma a evitar encontros indesejáveis com a facção mais descontrolada de obediente claque. E quando se privilegia o choque de protagonismos e se diminui o significado do triunfo na mais destacada prova do continente europeu, chega-se à conclusão que o problema reside nas mentalidades, luminosas mas curtas. Engolidas pela eficácia da máquina futebolística por elas gerada...

Continua por decifrar o enigma que envolve esta súbita obcecação de Pinto da Costa pelo que se passa trezentos quilómetros a sul. Será por o Benfica estar mais forte e a jogar bem? Será por Jorge se chamar Jesus e não Flores? Provavelmente, mas não é só. Às preocupações de fora acrescentam-se as de dentro trazidas pelo advento do processo de sucessão.

Talvez ele sinta a necessidade de fazer ou dizer qualquer coisa para fixar a confiança dos que ainda o seguem até de olhos fechados. Cada vez em menor número, porém, de que o resultado da eleição autárquica no concelho do Porto constitui a prova mais recente...

terça-feira, outubro 13, 2009

Sempre que o Campeonato Pára, Regressa a Silly Season




Aimar na Lázio, Ramires no Man. City e a contratação de um guarda-redes pelo SLBenfica em Janeiro é jornalismo muito criativo à míngua de assunto!

Yo no credo en brujas, pero que las hay, las hay!

segunda-feira, outubro 12, 2009

Loureiros ou como Hermínio imita Valentim ou Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades ou Coerência precisa-se...

Hermínio Loureiro foi eleito presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis e reafirmou a intenção de permanecer na presidência da Liga de clubes até final do mandato, em Maio de 2010.
Há uns anos, umas quantas vozes martirizaram, e bem, acrescente-se, Valentim Loureiro por acumular os cargos de presidente do Município de Gondomar e da presidência da Liga.
Sucede que aqueles que crucificaram no passado Valentim, patrocinam agora a continuidade de Hermínio.
É por estas e por outras (semelhantes) que o futebol português caminha lenta, mas firmemente para o abismo da total ausência de ética, credibilidade e transparência.

A Coerência ou a Falta dela...

“Uma semana depois dizer que o Fundo de Investimento do Benfica "era um vergonha", onde, "se avaliavam jogadores como Javi García a 17 milhões de euros e júniores que ninguém conhece por cinco milhões", o presidente do Sportingt admite fazer o mesmo no Sporting.
No núcleo do Tramagal, Bettencourt disse que essa "é uma medida sempre possível".

domingo, outubro 11, 2009

Depois disto, Exigem-se Eleições na Liga

Oliveira de Azeméis

PPD/PSD
44,83%
Presidente da câmara eleito: Hermínio José Sobral de Loureiro Gonçalves
PS
40,56%
CDS-PP
7,46%
B.E.
2,39%
PCP-PEV
1,79%

O Mergulho que também eu dei...

Parabéns, Cardozo! Constância Concretizadora!

Parabéns, Aimar! Que Grande Exibição!!!

Artigo de Opinião de Luís Avelãs

Bettencourt e a conversa da treta

O presidente leonino já tinha avisado - depois de ter elogiado o Benfica durante a pré-temporada, o que não caiu bem em muitos associados e adeptos do Sporting - que iria continuar a dizer o que pensava, pouco ou nada preocupado com a interpretação dada às suas palavras. Cumpriu. Em Vendas Novas, no fim-de-semana, resolveu atirar-se com tudo ao rival da Segunda Circular, criticando o recente Fundo de Investimentos, os valores atribuídos aos passes de alguns futebolistas encarnados, etc, etc.

Por outras palavras, José Eduardo Bettencourt fez aquilo que é típico em Portugal: entreteve-se a falar da casa alheia, esquecendo-se que a sua principal preocupação devia ser tratar dos (muitos) problemas do clube que dirige. Mas, já se sabe, falar (e opinar) sobre a vida dos outros é, em qualquer situação, sempre mais fácil e apetecível.

Não interessa para o caso se o que Luís Filipe Vieira faz na Luz está certo ou errado. Isso é algo que, em princípio, não deveria ser questão importante para Bettencourt. Se o líder leonino considera que o tal Fundo de Investimento "é uma vergonha" tem bom remédio: não o subscreve, nem decide imitar o modelo no seu clube.

Bettencourt parecia ser um dirigente diferente. Chegou a Alvalade cheio de energia e desejoso de restituir aos leões um passado mais popular. O "show" dado no momento da eleição - ladeado de outros membros dos órgão sociais que mais pareciam a cúpula da Juventude Leonina - prometia, de facto, um Sporting mais próximo das bases. No entanto, ao optar por este tipo de declarações e postura, perfeitamente fora do contexto, parece ser igual a tantos outros. Com a agravante de que, desportivamente, o clube tarda em acertar o passo.

Quem tem como desígnio (e actualmente como profissão, pois convém recordar que é pago para exercer estas funções) comandar os destinos do Sporting, não devia perder tanto tempo a olhar para o que se passa na Luz ou no Dragão. Em Alvalade (e na Academia), pelo que todos sabemos e temos visto, há assuntos de sobra para o preocupar.

A conversa de que os rivais possuem orçamentos mais elevados está gasta, assim como a da aposta na juventude (que Paulo Bento já justificou com a falta de recursos financeiros). É evidente que quem tem maior desafogo pode contratar melhores futebolistas. Mas, historicamente, isso sempre foi assim. Em Portugal e lá fora. Será que Bettencourt só repara que dragões e águias gastam mais dinheiro? Será que ainda não descobriu que, por exemplo, Nacional, Sp. Braga ou Belenenses gastam menos que o Sporting e nem por isso foram derrotados pelos leões nos recentes duelos?

Os sócios e adeptos do clube de Alvalade não querem saber o que se passa na gestão dos rivais. Gostavam era de perceber a razão porque o futebol da sua equipa parece uma manta de retalhos, inclusive nos (poucos) jogos em que até conseguem vencer. E se num passado recente, o conjunto já rendeu mais, porque razão exibe uma confrangedora apatia nos últimos tempos. Mas sobre isso, o presidente parece não ter nada a dizer. Nem sobre isso, nem sobre os constantes assobios que se escutam em Alvalade, nem tão-pouco sobre as críticas a Paulo Bento que não param de aumentar.

Bettencourt tem de olhar mais para dentro e menos para fora. Por muito que se esforce a tentar esconder o óbvio, não são os adversários, nem os árbitros, os culpados das contínuas más prestações leoninas.

E já agora deixo aqui um conselho: em momentos de crise, o clube precisa de unir esforços e não de criar clivagens. Criticar de forma tão dura aqueles que, sendo sportinguistas, não pensam como ele não é a melhor estratégia. E, se como diz, "salvadores são aqueles que de forma silenciosa e invisível dão o apoio ao clube", talvez fosse boa ideia pensar duas vezes antes... de falar! É que assim está a ser exactamente igual a outros dirigentes que também pensam ser os únicos donos da verdade e da razão. E não há ninguém assim!

PS - Tinha algumas dúvidas em relação à capacidade do Benfica reagir, em Paços de Ferreira, à derrota averbada em Atenas. Fiquei esclarecido. Mesmo abdicando de jogar na segunda parte, a verdade é que as águias nem deixaram os locais acreditar num bom resultado. E ninguém se lembrou das ausências de Maxi Pereira, Aimar ou Di Maria.

sábado, outubro 10, 2009

Artigo de Opinião de Ricardo Araújo Pereira

Desta vez Pinto da Costa tem razão

É muito raro, e portanto trata-se de um facto que merece ser celebrado: Pinto da Costa tem razão.
Nos intervalos de receber árbitros em casa para fornecer aconselhamento matrimonial aos seus paizinhos e de atropelar fotógrafos do JN, Pinto da Costa consegue além disso tirar algum tempo a esta vida preenchida para enriquecer o País com declarações.
As declarações costumam ser de dois tipos: ou são declarações de José Régio que chegam ao domínio público em segunda mão, habitualmente em cerimónias especiais, através daquilo que Pinto da Costa julga ser declamar (um castigo que nem os versos de Nel Monteiro mereciam, quanto mais os do pobre Régio), ou são declarações da lavra do próprio Pinto da Costa — que são frequentemente mais poéticas. As últimas, pelo menos, soaram-me a poesia.

No aniversário do Futebol Clube de Infesta, o presidente do Porto tomou a palavra para falar, evidentemente, do Benfica.
É o tema que vem mais a propósito, até porque, para dizer a verdade, o Benfica vem sempre a propósito.
E foi nessa altura que Pinto da Costa proferiu as palavras a que qualquer pessoa de bom senso, não sendo sectária, deve dar razão: «Ao contrário do que alguns dão a entender, o grande adversário do Porto no campeonato é o Braga, e não o Benfica».
Há muito tempo que venho dizendo o mesmo: é com o Braga que o Porto vai ter de discutir o segundo lugar do campeonato.
Com cuidado, porque o Nacional (e até, quem sabe, o Sporting) pode intrometer-se nesse interessante combate, mas sobretudo será uma luta a dois entre o Braga e o Porto. Que isto seja óbvio apenas para mim e para Pinto da Costa é que eu acho estranho. Em abono da verdade, devo dizer que Pinto da Costa percebeu tudo isto primeiro do que eu.
Quando, por exemplo, agradeceu Falcao ao Benfica, estava já a planear esta estratégia de confronto com o Braga: recrutar um reforço que estaria bem no banco do Benfica (marca quase tantos golos como o Cardozo!) é o modo ideal de atacar o Braga. Para se superiorizar ao Benfica, teria de contratar um ponta-de-lança que marcasse mais do que o titular do Glorioso, claro.
A aposta de Pinto da Costa no segundo lugar é, portanto, correctíssima, e comprova-se a toda a hora: a notícia segundo a qual o presidente do Porto vendeu mais de 15.000 acções da SAD do Porto indica justamente que o futuro não é tão risonho como nos anos anteriores.
É melhor vender tudo enquanto ainda vale alguma coisa e, quem sabe, investir em títulos que valham mais que os do Sporting e Porto juntos.
Eu sei de uns que correspondem à descrição, e até tenho alguns. Mas não estou vendedor.

sexta-feira, outubro 09, 2009

Entrevista de David Luiz



— É o melhor momento do Benfica desde que chegou ao clube, em Janeiro de 2007, para trabalhar com Fernando Santos?

— Pode dizer-se que sim, estamos muito coesos e concentrados, noutras épocas não estivemos tão bem... Bom, e sabemos como é que acabaram essas épocas, esta não sabemos. Mas esperamos que seja da melhor forma possível. Acredito que este é o melhor momento desde que aqui cheguei.

— E este final será diferente?

— É o que esperamos, que o fim dê para sorrir e não para chorar. Sentimos isso, mesmo quando andamos na rua, sentimos que o nosso arranque está a contagiar muita gente e a trazer os adeptos para perto de nós e isso é bonito. Dá prazer e é muito gostoso. Mas estamos tranquilos, pois nada ganhámos, falta muita coisa e temos de manter-nos humildes e trabalhadores, pois importante é chegar ao fim com o objectivo cumprido.

— Que mudou, realmente, de Quique Flores para Jorge Jesus?

— Sempre que há uma mudança sente-se uma mudança. São excelentes treinadores, mas as coisas estão a acontecer de uma maneira melhor para o mister Jesus, pois está a conseguir passar a mensagem e nós a conseguir absorvê-la rapidamente. E vamos tendo confiança uns nos outros. O futebol vive de resultados e estamos a conseguir bons resultados.

— Dentro do que mudou o que é mais visível? A parte psicológica ou a vertente táctica?

— A mudança tem a ver com tudo, o mister Jesus tem uma linguagem muito ganhadora, é uma pessoa que todos os dias trabalha sério. Quique também, mas Jesus está sempre a cobrar... Posso falar por mim, é uma pessoa que me olha nos olhos e diz-me os defeitos e isso há muito tempo que não acontecia comigo. Muitos passavam a mão na minha cabeça, mas ele não, ele fala o que eu devo ouvir e não o que eu quero ouvir.

— É importante para um jogador sofrer uma crítica, em vez de receber apenas aprovação?

— Cabe a cada jogador saber lidar com isso e eu gosto de ouvir quando estou errado. Podemos ficar amuados um dia, mas quando vou para casa tento reflectir e perceber qual é a ideia e se aquele conselho é mesmo produtivo.

— Jesus é o grande reforço do Benfica para esta temporada?

— Tudo é importante, o grupo que se está a criar... todos estão dando a sua contribuição. E estamos com a cabeça diferente. Quando a maré está para um lado e remamos nesse sentido as coisas acontecem da melhor forma.

— Que ideias trocam os jogadores no segredo do balneário?

— Estamos felizes. Sentimos alegria nos olhos uns dos outros, sentimos a vontade de chegar rapidamente ao final de semana. Andamos ansiosos por chegar ao dia do jogo, com vontade de jogar e mostrar a toda a gente o nosso trabalho. Há muita solidariedade e companheirismo. Indo assim para o campo é difícil vencerem-nos.

— O Sp. Braga incomoda?

— Temos de dar os parabéns ao Sp. Braga, pelo grande momento, porque é uma grande equipa. Estamos em segundo e temos de ir atrás. É uma equipa qualificada e muito forte, logo vamos atrás dela, pegar no calcanhar até que tropece e possamos passar à frente.

— Ainda assim, o Benfica está à frente de FC Porto e Sporting...

— Não é o lugar ideal, porque ideal é ser primeiro, não segundo, terceiro ou quarto. Queremos chegar em primeiro.

— Acreditam que o Sp. Braga será candidato ao título até ao fim?

— Sem dúvida, vai lutar pelo título, pois é grande equipa, com excelentes jogadores. Vai lutar pelo título da mesma forma que nós.

— Esperava enchente benfiquista em P. Ferreira. Gostou?

— O suficiente para nos empurrar para a vitória. Quando entro no Estádio da Luz ou em qualquer outro fico arrepiado quando vejo aquela massa vermelha.

— Isso conta de facto?

— Conta bastante. Lembro-me quando era pequeno e ia ao estádio... No final da semana se calhar o pai deixa de comprar um brinquedo ao filho para poder levá-lo ao estádio. São essas coisas que também nos empurram. Por vezes podemos querer reclamar de alguma coisa, mas quando nos lembramos disso esquecemos tudo. Lembro-me sempre das pessoas humildes que tiram do pouco que têm uma parcela para verem a sua outra paixão, o Benfica.

— Começa a passar-lhe pela cabeça como será festejar um título?

— Desde que cheguei que sonho com isso, é o sonho de qualquer jogador. Sonho ver Portugal pintado de vermelho, mas para isso temos de trabalhar bastante e fazer com que essa conquista seja possível. Temos de fazer com que as coisas aconteçam. As coisas não acontecem se dormirmos ou descansarmos. Temos de plantar coisas boas para colher coisas boas.

— Envolveu-se em lances que custaram golos ao Benfica...

— Chateia um pouco, porque sou uma pessoa que se cobra bastante. Mas só quem está ali é que se sujeita a isso. Quando fazemos as coisas tentando acertar, temos de estar tranquilos. Infelizmente, não posso fugir a isso.

— Sente-se em dívida para com Jorge Jesus, que não quer sofrer mais de sete golos na Liga?

— Não, passa-me tranquilidade, assim como todo o grupo. Temos os nossos objectivos e estamos juntos nisso. Aconteceu comigo e podia acontecer a outros. Sou defesa e quando o Benfica sofrer golos vou estar sempre por perto...

— Como vê o facto de ter à sua frente um ataque tão poderoso?

— Feliz, vemos que o nosso trabalho está sendo reconhecido e isso só nos dá mais força.

— Já imaginou acabar o campeonato sem derrotas?

— Com ou sem derrotas, passa-me pela cabeça conquistar o título, queremos é ser campeões.

— Não passa pela cabeça dos jogadores do Benfica que Falcao não marcaria pelo FC Porto se tivesse sido contratado?

— Deus sabe o que faz e cada um tem o seu caminho. O caminho do Falcao era o FC Porto e não o Benfica.

— Na Liga Europa o nível não tem sido o mesmo. Qual a razão?

— Não fizemos um jogo tão bom com o AEK, mas fizemos o suficiente para ganhar. Só que o guarda-redes fez quatro defesas incríveis. Lidamos com os jogos da mesma forma, mas os resultados têm sido melhores na Liga.

— Os jogos com o Everton serão decisivos para a Liga Europa?

— Sem dúvida!

— Considera, pois, obrigatório um Benfica mais forte do que em Atenas na recepção ao Everton?

— Sem dúvida alguma, é a nossa marca, a nossa identidade, não pode ser de outra forma.

— É bom ou mau jogar com um guarda-redes para o campeonato e outro para a Liga Europa?

— O Benfica é um grupo, não somente 11 jogadores, toda a gente tem qualidade, quer jogar e dará conta do recado. Seja Júlio César, Quim ou Moreira, temos confiança em todos eles.

David Luiz está nas nuvens, joga, joga habitualmente onde mais gosta, no eixo da defesa, e anda sempre com um sorriso. «Estou feliz por tudo, por poder dar o meu contributo, jogar, que é o que mais amo, por não ter lesões... Sinto-me feliz pelo grupo, pelo nosso ambiente, vamos para os treinos e vamos felizes, há um ambiente saudável. No final de um treino já estamos à espera do treino seguinte, pensando nas nossas brincadeiras, mas também no trabalho sério. Está muito gostoso...», explica, sem esquecer a sua veia goleadora, revelada agora em P. Ferreira: «As coisas acontecem com o trabalho. Marquei eu, mas podia ter sido outro. O David Luiz não pega na bola, mete debaixo do braço e vai lá fazer o golo sozinho. É trabalho da equipa.»

E já vai à área contrária com o golo na mira: «Tem de ser, quem pensa em coisas negativas atrai coisas negativas.»

Brasileiro sublinha que interrupção da Liga vem em bom momento, pois é preciso descansar.

Depois de ter ganho em Paços de Ferreira, o que lhe permitiu alargar a diferença para o Sporting (agora de oito pontos) e manter as distâncias para FC Porto (mais três pontos) e Sp. Braga (menos dois), o Benfica é obrigado a parar, por causa da interrupção do campeonato, em virtude dos compromissos das selecções. David Luiz não a considera, no entanto, prejudicial para a equipa encarnada.

«Não, acho que é o melhor momento, porque precisamos de descansar. Tivemos um ciclo de três jogos numa semana e era difícil continuar. Sabíamos que o jogo de Paços de Ferreira era muito importante para nós, um campo onde é difícil jogar, mais a mais porque o Paços é muito forte em casa. Graças a Deus ganhámos e esta paragem agora é boa pelo descanso, para respirar um pouco e conversarmos sobre alguns aspectos que não correram tão bem. Corrigir coisas e procurar o melhor, aperfeiçoar. O descanso só fará bem, vamos colocar as perninhas para o ar para podermos voltar mais levezinhos...», explicou o defesa-central, que saboreia o momento, mas não como mais desejaria, uma vez que o Sporting de Braga mantém a liderança e o segundo lugar não é a posição preferida dos encarnados: «Esta paragem ainda saberia melhor se estivéssemos em primeiro lugar.... Sabemos, no entanto, que estamos num momento positivo.»