Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães
Hora: 20:45
Árbitro: Olegário Benquerença (Leiria)
V. GUIMARÃES
Nilson (3); Andrezinho (2), Gregory (2), Moreno (2) e Luciano (2); Luís Filipe (3), Wênio (2), João Alves (2) e Fajardo (2); Desmarets (2) e Roberto (2).
Treinador: Manuel Cajuda.
Suplentes: Nuno Santos, Carlitos, Marquinho (1), Nuno Assis (1), Momha, Leonn e Jean Coral (-).
BENFICA
Moretto (3); Maxi Pereira (3), Luisão (4), Miguel Vítor (4) e David Luiz (3); Balboa (2), Katsouranis (4), Yebda (3) e Di María (2); Aimar (3) e Suazo (3).
Treinador: Quique Flores.
Suplentes: Quim; Cardozo, Ruben Amorim (4), Makukula, Carlos Martins (3), Jorge Ribeiro (3) e Sidnei.
Sistemas Tácticos
Benfica

V. Guimarães
Modelos de JogoBenfica
Expectativa; Bloco médio/baixo; Transições Rápidas.
V. Guimarães
Posse e Circulação de Bola; Domínio da Partida; Bloco médio/alto; Assumir Iniciativa de Jogo.
Principais Incidências da Partida (fonte: www.record.pt)
6' - Aimar e Di María desperdiçam duas soberanas ocasiões consecutivas. O lance começa com Suazo a servir Balboa e este, na direita, a cruzar para a entrada de Aimar. O argentino cabeceou para defesa de Nilson e, na recarga, o brasileiro volta a brilhar, então desviando, com o pé, o remate de Di María
9' - GOLO DO BENFICA... KATSOURANIS. Canto de Aimar, na direita, com o internacional grego a entrar de rompante ao primeiro poste, cabeceando para o fundo da baliza.
26' - Bom lance de Luciano, no lado esquerdo, cruzando para a grande área contrária, onde aparece David Luiz a antecipar-se a Roberto.
56' - Cabeceamento de Aimar por cima da trave, depois de iniciativa rápida começada por Ruben Amorim e onde Suazo foi á linha cruzar para a entrada do argentino.
81' - GOLO DO BENFICA... CARLOS MARTINS. Moreno perdeu a bola para Suazo nas imediações da grande área vimaranense, o hondurenho soltou para Ruben Amorim e este cruzou para o remate de primeira do internacional português.
Destaques
Melhores em Campo
Benfica
Miguel Vítor - Simplesmente irrepreensível!
Katsouranis - Coroou um desempenho de excelente qualidade com o primeiro golo do Benfica.
Promoveu o equilíbrio defensivo e emprestou fluidez e clarividência aos movimentos ofensivos.
Essencial na qualidade das transições.
Ruben Amorim - Incansável no seu labor defensivo, aportou ao flanco direito o indispensável equilíbrio.
Recuperou imensas bolas e deu profundidade ao flanco.
Revelou superior leitura e visão de jogo na assistência para o segundo golo.
V. Guimarães
Nilson - Sem hipóteses nos golos, alardeou a habitual segurança.
Luís Filipe - Confirmou o bom momento de forma, conferindo profundidade ao seu flanco.
Piores em Campo
Benfica
Balboa - Um arsenal infindável de equívocos.
Apenas por uma vez conseguiu acertar ao executar um excelente cruzamento para Aimar no lance que antecedeu o primeiro golo do Benfica.
Di Maria - Completamente inconsequente!
V. Guimarães
Gregory - Para além de ter acumulado erros, devia ter sido expulso por acumulação de amarelos antes do final da primeira parte.
Arbitragem
Paupérrima.
Acumulou um conjunto considerável de erros.
Inacreditável o fora de jogo assinalado a Di Maria quando este tinha entre si e a linha de baliza apenas e tão só quatro jogadores vitorianos (o argentino seguia isolado para a baliza).
Perdoou a expulsão a Gregory e a Roberto, o primeiro por acumulação de amarelos e o segundo por agressão a Rúben Amorim.
Não assinalou penalty num derrube de Maxi Pereira a Marquinho.
Assinalou incompreensivelmente falta num lance em que Suazo se isolou após ultrapassar Moreno.
Comentário
Não há duas sem três!
O Benfica regressou, esta noite, às vitórias após ter derrotado o Vitória de Guimarães, por 2-0, com golos de Katsouranis e Carlos Martins. O terceiro triunfo em outros tantos confrontos esta temporada.
Organização e qualidade da transição defensiva.
Segurança e velocidade da transição ofensiva.
Espírito de conquista, brio e agressividade.
Foram estes os predicados que conduziram o Benfica ao êxito.
O triunfo encarnado demonstrou à saciedade que o melhor ataque começa numa boa defesa.
As equipas apresentavam-se imbuídas de estados de alma completamente distintos.
O Guimarães em crescendo e o Benfica em desespero emocional.
Assim não estranhou que Cajuda tenha repetido a receita utilizada frente ao Rio Ave e que Quique Flores tenha operado uma mini-revolução no onze inicial.
A conjuntura impunha cautelas, mas, desta vez, o Benfica não vergou perante as adversidades. Antes, pelo contrário!
Revelou determinação, ambição e desejo de vencer, ou seja, satisfez o código postal das vitórias.
Mudou a atitude da equipa face ao jogo e o conformismo, a falta de iniciativa e as tibiezas deram lugar à confiança, ao desejo veemente de fortuna e de glória, ao espírito de grupo e de conquista.
A vontade de afastar a propalada crise foi visível logo desde o minuto inicial, em evidente contraste com a nefasta apatia que marcou o paupérrimo desempenho na Trofa.
O Benfica entrou bem na partida, pressionando alto e imprimindo intensidade e dinâmica ao seu processo ofensivo.
Ancorados numa perfeita organização defensiva, os encarnados assumiram cedo o controlo da partida.
Com Yebda e Katsouranis impecáveis nas tarefas de recuperação e circulação da bola, jogando sempre a um/dois toques, a qualidade e a segurança das transições surgiu naturalmente.
Capturando a bola em zonas bem adiantadas do terreno e emprestando rapidez à transição ofensiva, o Benfica entrou no jogo praticamente a vencer com um golo de Katsouranis, na sequência de um canto.
A vantagem tranquilizou o Benfica e o seu império sobre o jogo acentuou-se.
É certo que entregou o domínio territorial ao Vitória, mas não é menos correcto que o seu domínio sobre o adversário e as incidências da partida foi, quase sempre, pleno.
Dinamismo, velocidade e repentismo no processo ofensivo e concentração, ordem, disciplina e método no momento defensivo eram as imagens de marca do Benfica.
O Guimarães queria, mas não conseguia e, deste modo, a partida chegou ao intervalo com o Benfica na frente do marcador.
Na segunda metade, houve que sofrer e a equipa fê-lo sem hesitações!
Cerrou fileiras em nome do ideal de vitória.
O Vitória aumentou o seu domínio, mas o seu processo ofensivo revelou-se sempre infecundo, incapaz de ultrapassar a competência benfiquista na defesa do seu extremo reduto.
Alardeando um perfeito controlo emocional das expectativas, o Benfica dominou o curso da partida, não mais permitindo veleidades consistentes ao Vitória, que, na segunda metade, não construiu uma única oportunidade clara de golo.
No terminus do encontro, Suazo serviu Ruben Amorim à direita e este cruzou para um pontapé vistoso de Carlos Martins. 0-2 e ponto final nas aspirações vitorianas.
























