Tal como sucedeu na época passada, o FC Porto não teve uma entrada muito convincente na corrente temporada. E como é usual nestes casos, alguns sócios e adeptos - anónimos e não só - aproveitaram a ocasião para criticar. Questionaram a entrada de alguns elementos, a saída de outros, o modelo de jogo, as substituições operadas pelo treinador, etc, etc.
Agora, em escassos dias, os azuis e brancos resolveram mostrar que, afinal, não estão assim tão mal quanto determinados apaniguados queriam fazer crer. É verdade que no Campeonato Nacional os dragões seguem num inusitado terceiro posto mas, quem olhar para a tabela classificativa, rapidamente constata que a diferença para Sporting de Braga e Benfica é apenas residual, facilmente recuperável quando a prova ainda nem a meio chegou.
A forma esclarecedora como a equipa de Jesualdo Ferreira ganhou em Guimarães e Madrid, praticando bom futebol e revelando uma eficiência ofensiva notável, confirmou que o FC Porto subiu de forma precisamente na fase em que mais importava: quando se decidia o apuramento para os oitavos-de-final da "Champions" (a qualificação até acabou por ser selada com antecedência, beneficiando da paupérrima prestação do Atlético e da já esperada debilidade dos cipriotas do Apoel) e em vésperas da deslocação à Luz.
Sendo justo dizer que o Sporting de Braga tem mostrado qualidade suficiente para sonhar com o título, continuo a pensar que, no final, os minhotos não terão "embalagem" para alcançar algo que só duas vezes caiu para "estranhos": uma para o Belenenses e outra para o Boavista. Considero que Benfica e FC Porto são mesmo os reais candidatos a vencer o Campeonato. E por isso mesmo o clássico agendado para o próximo dia 20 na Luz será uma cartada importante para ambos os emblemas.
As águias, pese um ou outro percalço pelo caminho, têm estado fortes desde a pré-temporada. Ainda recentemente ganharam na Bielorrússia e pouco depois já estavam a "despachar" com 4 golos a Académica. Com Cardozo endiabrado na hora do remate e uma série de jogadores a confirmar o que Jesus tinha prometido - jogar, no mínimo, o dobro da época passada -, o Benfica versão 2009/10 parece não ser conjunto só de promessas.
No entanto, depois de perder em Braga e de não conseguir melhor que o nulo em Alvalade, o Benfica precisa de mostrar credenciais no duelo caseiro com o FC Porto. Se ganhar, a confiança da equipa (e dos adeptos) irá crescer de forma significativa, facto de poderá funcionar como um trunfo adicional. Contudo, se no seu reduto voltar a claudicar - como se verificou na Taça de Portugal perante o Vitória de Guimarães -, será o FC Porto a ficar na mó de cima.
É evidente que resta sempre o empate. Um desfecho mais simpático para os visitantes, mas que não terá grande impacto em nenhuma das equipas. Bom, bom, apenas para o Sporting de Braga que, cumprindo a sua parte, pode ser ajudado, indirectamente, pelos dois clubes a quem quer "passar a perna". Muito remotamente também poderá ser um resultado interessante para o Sporting. Os leões podem nunca reentrar na discussão do título, mas quanto mais próximos estiveram dos rivais maior ânimo ganham para as outras competições em que estão inseridos.
Por tudo isto, com as competições europeias "de férias" e com a Selecção já garantida na África do Sul, resta-nos esperar que o tempo voe até ao dia 20. Venha o clássico!
quarta-feira, dezembro 09, 2009
Agora só falta uma verdadeira aposta na formação...
Convocados para a selecção de sub-20 (7 jogadores do SLBenfica):
Beira-Mar: Leandro Pimenta;
Belenenses: André Almeida, André Pires e Fredy;
Benfica: Nelson Oliveira e Roderick Miranda;
Desp. Aves: João Silva;
Estrela da Amadora: Dani;
Fátima: David Simão e João Pereira;
Feirense: Ludovic;
Mafra: Abel Pereira e Ivanir Rodrigues;
Marítimo: Ruca;
Vizela: Pedro Velho;
Real SC: Amado, André Martins, Diogo Rosado, Pedro Mendes e Wilson;
Sp. Braga: Cristiano Figueiredo;
Sporting: Nuno Reis;
V. Setúbal: Rui Fonte;
V. Guimarães: Dinis.
Beira-Mar: Leandro Pimenta;
Belenenses: André Almeida, André Pires e Fredy;
Benfica: Nelson Oliveira e Roderick Miranda;
Desp. Aves: João Silva;
Estrela da Amadora: Dani;
Fátima: David Simão e João Pereira;
Feirense: Ludovic;
Mafra: Abel Pereira e Ivanir Rodrigues;
Marítimo: Ruca;
Vizela: Pedro Velho;
Real SC: Amado, André Martins, Diogo Rosado, Pedro Mendes e Wilson;
Sp. Braga: Cristiano Figueiredo;
Sporting: Nuno Reis;
V. Setúbal: Rui Fonte;
V. Guimarães: Dinis.
Assim (também) se vê a força do SLB!
El pasado martes 1 de diciembre Google hizo públicos los términos más populares en su buscador durante el mes de noviembre en España y MARCA.com, gracias a los lectores, se situó en el quinto puesto general y el primero entre los medios de comunicación. Entonces, además de daros las gracias a todos por vuestro apoyo, se nos ocurrió que los términos más buscados en nuestro web también podrían ser interesantes ¿Qué buscaron los lectores de MARCA.com en noviembre? Hay más de una sorpresa.
Lejos de los contenidos puramente editoriales, son otros los que dominan la lista de 'los más buscados de MARCA.com'. La Liga Fantástica arrasa situando cuatro términos identificativos del juego entre los ocho primeros, muy por encima de los Marcatoons y laQuiniela, los dos espacios más solicitados tras nuestro mánager de fútbol.
Después de todos ellos, y sorprendentemente, aparece el equipo portugués del Benfica, que ha ganado notoriedad entre los internautas con los traspasos de Saviola y, sobre todo, de Javi García, que está causando sensación en el equipo de Lisboa. El equipo luso cuenta con más búsquedas en noviembre que los Ángeles Lakers y el Alcorcón, el resto de instituciones deportivas que aparecen en la lista. El conjunto del sur de Madrid se ha convertido en un referente en las búsquedas después de la victoria en la eliminatoria ante el Real Madrid en la Copa del Rey.
TOP 15 DE LOS TÉRMINOS MÁS BUSCADOS EN MARCA.com
1. Liga Fantástica: 21.289 búsquedas
2. MARCATOONS: 9.751 búsquedas
3. Quiniela: 7.852 búsquedas
4. LFM: 7.743 búsquedas
5. Liga Fantástica MARCA: 7.553 búsquedas
6. Benfica: 4.152 Búsquedas
7. Cristiano Ronaldo: 3.323 búsquedas
8. Liga MARCA: 3.035 búsquedas
9. Enke: 2.245 búsquedas
10. Pau Gasol: 1.926 búsquedas
11. Clasificación: 1.867 búsquedas
12. Los Ángeles Lakers: 1.787 búsquedas
13. Alcorcón: 1.719 búsquedas
14. Boxeo: 1.610 búsquedas
15. Ronaldo: 1.599 búsquedas
Lejos de los contenidos puramente editoriales, son otros los que dominan la lista de 'los más buscados de MARCA.com'. La Liga Fantástica arrasa situando cuatro términos identificativos del juego entre los ocho primeros, muy por encima de los Marcatoons y laQuiniela, los dos espacios más solicitados tras nuestro mánager de fútbol.
Después de todos ellos, y sorprendentemente, aparece el equipo portugués del Benfica, que ha ganado notoriedad entre los internautas con los traspasos de Saviola y, sobre todo, de Javi García, que está causando sensación en el equipo de Lisboa. El equipo luso cuenta con más búsquedas en noviembre que los Ángeles Lakers y el Alcorcón, el resto de instituciones deportivas que aparecen en la lista. El conjunto del sur de Madrid se ha convertido en un referente en las búsquedas después de la victoria en la eliminatoria ante el Real Madrid en la Copa del Rey.
TOP 15 DE LOS TÉRMINOS MÁS BUSCADOS EN MARCA.com
1. Liga Fantástica: 21.289 búsquedas
2. MARCATOONS: 9.751 búsquedas
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10. Pau Gasol: 1.926 búsquedas
11. Clasificación: 1.867 búsquedas
12. Los Ángeles Lakers: 1.787 búsquedas
13. Alcorcón: 1.719 búsquedas
14. Boxeo: 1.610 búsquedas
15. Ronaldo: 1.599 búsquedas
Memorial Zandinga - Classificação Geral
1º Lugar: Vermelho - 370 pontos
2º Lugar: Fura-Redes, JC e Samsalameh - 365 pontos
3º Lugar: Vermelho Sempre - 360 pontos
4º Lugar: Jimmy Jump e J. Lobo - 335 pontos
5º Lugar: Sócio e Gui - 325 pontos
6º Lugar: Kaiserlicheagle - 300 pontos
7º Lugar: Vermelho Nunca - 290 pontos
8º Lugar: Chico - 240 pontos
9º Lugar: Cuto - 155 pontos
10º Lugar: Lion Heart - 145 pontos
11º Lugar: Pachulico - 70 pontos
2º Lugar: Fura-Redes, JC e Samsalameh - 365 pontos
3º Lugar: Vermelho Sempre - 360 pontos
4º Lugar: Jimmy Jump e J. Lobo - 335 pontos
5º Lugar: Sócio e Gui - 325 pontos
6º Lugar: Kaiserlicheagle - 300 pontos
7º Lugar: Vermelho Nunca - 290 pontos
8º Lugar: Chico - 240 pontos
9º Lugar: Cuto - 155 pontos
10º Lugar: Lion Heart - 145 pontos
11º Lugar: Pachulico - 70 pontos
terça-feira, dezembro 08, 2009
Ao que dizem será jogador do SLBenfica na reabertura do mercado - Airton
Nome Airton Ribeiro Santos
Nacionalidade Brasil
Nascimento 1990-02-21 (19 anos)
Naturalidade Rio De Janeiro (RJ) - Brasil
Posição Médio
Altura 180 cm
Peso 77 kg
Artigo de Opinião de Fernando Guerra
VILLAS BOAS, que insondáveis propósitos transformaram em treinador maravilhoso, procura imitar o antigo chefe.
Se não na riqueza do trabalho, por total impossibilidade de avaliação em três-quatro jogos, único registo conhecido no seu currículo, pelo menos no folclore do discurso. Diz ele, sem ponta de despudor, que sofrer quatro golos à chuva, diante de um adversário em gestão de energias, que ora enfrentava a molha para mais um golito, ora se recolhia e arranjava coragem para outro, em consequência de tão desagradável noite, diz, recordo, que já viu equipas serem goleadas na Luz, mas a Académica, não. Pelo contrário, tratou-se, em seu entender, de uma derrota pedagógica, para através dela medir a qualidade da sua equipa.
Enfim, divagações de circunstância, não mais do que isso, de quem, sem nada ter provado ainda em matéria de treino e de resultados, um dia destes deparou-se-nos vestido de fada, com uma varinha mágica para acorrer a problemas ao domicílio. Sofrer quatro golos, ou perder por quatro, é vulgar num jogo de futebol? Pois é, basta olhar para os principais campeonatos europeus... Quatro golos marcaram o Dortmund, na Alemanha, o Santander, o Maiorca e o Real Madrid, em Espanha, e o Manchester United, em Inglaterra, e destes nem todos podem gabar-se de nenhum ter sofrido.
Mas Villas Boas é capaz de estar correcto, estivesse o piso em melhores condições e outro galo cantaria.
Foi ousado ao atacar o facto: não é só o relvado de Alvalade que está mau, o do Benfica, também. Presumo, por raciocínio primário, que bom esteja apenas o do FC Porto, onde conseguiu marcar por duas vezes...
A propósito, jura quem sabe, ou julga saber, que Villas Boas recusou o convite do Sporting por estar na lista do dragão, e em posição privilegiada para suceder a Jesualdo Ferreira, o treinador no mundo com mais pseudo-convencidos candidatos a ocuparem-lhe o lugar.
Tenho dúvidas acerca deste cenário, talvez até mais do que o próprio treinador maravilhoso da Académica, o qual, como medida cautelar, já começou a agradar ao eventual futuro patrão, criticando o mauzão do árbitro por ter beneficiado o Benfica ao não assinalar uma grande penalidade provocada por David Luiz. «Podia ser o 3-1», recorda. Pois podia, e depois?... As faltas são para ser marcadas, como é óbvio, mas será que admitiu a hipótese de virar o resultado? Claro que não, foi só para ter graça...
Deste Benfica-Académica extrai-se, no entanto, conclusão a suscitar inquietação e reflexão.
Tem a ver com a tendência cada vez mais forte de atribuir a David Luiz o papel de mau da fita na Liga. O brasileiro joga sempre nos limites, seja qual for o opositor, fruto da sua irreverência e da sua inexcedível vontade de ganhar. É um campeão que transborda talento.
Para ele, o máximo é o ponto de partida, não de chegada. Carrega os defeitos e os excessos de um jovem de 22 anos que trata o sucesso por tu. Precisa de ser aperfeiçoado, somente isso.
Vai no quarto cartão amarelo, e merecidos, por certo. O que se questiona são os critérios.
No ano passado, por exemplo, o central benfiquista, depois de prolongada ausência, em 19 jogos da Liga, viu os mesmos quatro amarelos, mas, comparativamente, Bruno Alves, em 30 jogos, com as características que se lhe conhecem, só por três vezes foi admoestado.
Coisas práticas, a quinze dias do Benfica-FC Porto sabe-se que David Luiz está em risco e Bruno Alves não.
O que significa que, na próxima jornada, em Olhão, aquele grupo que Jorge Costa acusou de alguma falta de qualidade, por acaso numa altura em que a maioria dos jogadores emprestados pelo dragão estava na Selecção, e que depois de ter feito a vida negra ao Sporting em Alvalade recebeu o FC Porto e... foi o que se viu, no campo e fora dele, com Pinto da Costa a falar do orgulho em estar «intrinsecamente ligado aos últimos êxitos do Olhanense», nada de bom se augura aos benfiquistas.
Aposto que tudo vai melhorar entre os algarvios, até a gripe.
Jesus que se acautele; a percentagem de David Luiz ver o quinto amarelo e ser excluído do jogo com o FC Porto é elevada.
Mesmo que sejam mil os avisos, do outro lado há sempre alguém com jeito em provocar... até à reacção fatal...
Se não na riqueza do trabalho, por total impossibilidade de avaliação em três-quatro jogos, único registo conhecido no seu currículo, pelo menos no folclore do discurso. Diz ele, sem ponta de despudor, que sofrer quatro golos à chuva, diante de um adversário em gestão de energias, que ora enfrentava a molha para mais um golito, ora se recolhia e arranjava coragem para outro, em consequência de tão desagradável noite, diz, recordo, que já viu equipas serem goleadas na Luz, mas a Académica, não. Pelo contrário, tratou-se, em seu entender, de uma derrota pedagógica, para através dela medir a qualidade da sua equipa.
Enfim, divagações de circunstância, não mais do que isso, de quem, sem nada ter provado ainda em matéria de treino e de resultados, um dia destes deparou-se-nos vestido de fada, com uma varinha mágica para acorrer a problemas ao domicílio. Sofrer quatro golos, ou perder por quatro, é vulgar num jogo de futebol? Pois é, basta olhar para os principais campeonatos europeus... Quatro golos marcaram o Dortmund, na Alemanha, o Santander, o Maiorca e o Real Madrid, em Espanha, e o Manchester United, em Inglaterra, e destes nem todos podem gabar-se de nenhum ter sofrido.
Mas Villas Boas é capaz de estar correcto, estivesse o piso em melhores condições e outro galo cantaria.
Foi ousado ao atacar o facto: não é só o relvado de Alvalade que está mau, o do Benfica, também. Presumo, por raciocínio primário, que bom esteja apenas o do FC Porto, onde conseguiu marcar por duas vezes...
A propósito, jura quem sabe, ou julga saber, que Villas Boas recusou o convite do Sporting por estar na lista do dragão, e em posição privilegiada para suceder a Jesualdo Ferreira, o treinador no mundo com mais pseudo-convencidos candidatos a ocuparem-lhe o lugar.
Tenho dúvidas acerca deste cenário, talvez até mais do que o próprio treinador maravilhoso da Académica, o qual, como medida cautelar, já começou a agradar ao eventual futuro patrão, criticando o mauzão do árbitro por ter beneficiado o Benfica ao não assinalar uma grande penalidade provocada por David Luiz. «Podia ser o 3-1», recorda. Pois podia, e depois?... As faltas são para ser marcadas, como é óbvio, mas será que admitiu a hipótese de virar o resultado? Claro que não, foi só para ter graça...
Deste Benfica-Académica extrai-se, no entanto, conclusão a suscitar inquietação e reflexão.
Tem a ver com a tendência cada vez mais forte de atribuir a David Luiz o papel de mau da fita na Liga. O brasileiro joga sempre nos limites, seja qual for o opositor, fruto da sua irreverência e da sua inexcedível vontade de ganhar. É um campeão que transborda talento.
Para ele, o máximo é o ponto de partida, não de chegada. Carrega os defeitos e os excessos de um jovem de 22 anos que trata o sucesso por tu. Precisa de ser aperfeiçoado, somente isso.
Vai no quarto cartão amarelo, e merecidos, por certo. O que se questiona são os critérios.
No ano passado, por exemplo, o central benfiquista, depois de prolongada ausência, em 19 jogos da Liga, viu os mesmos quatro amarelos, mas, comparativamente, Bruno Alves, em 30 jogos, com as características que se lhe conhecem, só por três vezes foi admoestado.
Coisas práticas, a quinze dias do Benfica-FC Porto sabe-se que David Luiz está em risco e Bruno Alves não.
O que significa que, na próxima jornada, em Olhão, aquele grupo que Jorge Costa acusou de alguma falta de qualidade, por acaso numa altura em que a maioria dos jogadores emprestados pelo dragão estava na Selecção, e que depois de ter feito a vida negra ao Sporting em Alvalade recebeu o FC Porto e... foi o que se viu, no campo e fora dele, com Pinto da Costa a falar do orgulho em estar «intrinsecamente ligado aos últimos êxitos do Olhanense», nada de bom se augura aos benfiquistas.
Aposto que tudo vai melhorar entre os algarvios, até a gripe.
Jesus que se acautele; a percentagem de David Luiz ver o quinto amarelo e ser excluído do jogo com o FC Porto é elevada.
Mesmo que sejam mil os avisos, do outro lado há sempre alguém com jeito em provocar... até à reacção fatal...
Mais Uma...
O Benfica conquistou esta tarde, a Supertaça masculina, ao vencer a Ovarense, por 69-61, em jogo disputado no novo pavilhão de Olhos d'Água, em Albufeira.
Os encarnados, que ao intervalo já ganhavam por 46-38, voltam a ganhar um troféu que já não erguiam desde 1998/99.
O Benfica iguala também o adversário de hoje como clube com maior número de triunfos na competição: 8.
O norte-americano Will Frisby, com 21 pontos e 4 ressaltos e 8 em 9 em lançamentos de 2 pontos, foi o MVP da partida.
Os encarnados, que ao intervalo já ganhavam por 46-38, voltam a ganhar um troféu que já não erguiam desde 1998/99.
O Benfica iguala também o adversário de hoje como clube com maior número de triunfos na competição: 8.
O norte-americano Will Frisby, com 21 pontos e 4 ressaltos e 8 em 9 em lançamentos de 2 pontos, foi o MVP da partida.
Mais Uma Anormalidade de Elmano Santos
Das duas uma:
Ou assinalava fora de jogo ou pontapé de baliza!
Espaço Prof. Karamba - Classificação Geral
1º Lugar: Vermelho Sempre e Jimmy Jump - 270 pontos
2º Lugar: J. Lobo - 240 pontos
3º Lugar: Kaiserlicheagle - 235 pontos
4º Lugar: Vermelho e JC - 225 pontos
5º Lugar: Chico - 220 pontos
6º Lugar: Gui - 215 ponts
7º Lugar: Samsalameh - 205 pontos
8º Lugar: Fura-Redes - 190 pontos
9º Lugar: Sócio - 175 pontos
10º Lugar: Vermelho Nunca - 155 pontos
11º Lugar: Cuto - 135 pontos
12º Lugar: Agarredinhos e Filipe - 70 pontos
13º Lugar: Lion Heart - 50 pontos
14º Lugar: Pachulico - 35 pontos
2º Lugar: J. Lobo - 240 pontos
3º Lugar: Kaiserlicheagle - 235 pontos
4º Lugar: Vermelho e JC - 225 pontos
5º Lugar: Chico - 220 pontos
6º Lugar: Gui - 215 ponts
7º Lugar: Samsalameh - 205 pontos
8º Lugar: Fura-Redes - 190 pontos
9º Lugar: Sócio - 175 pontos
10º Lugar: Vermelho Nunca - 155 pontos
11º Lugar: Cuto - 135 pontos
12º Lugar: Agarredinhos e Filipe - 70 pontos
13º Lugar: Lion Heart - 50 pontos
14º Lugar: Pachulico - 35 pontos
domingo, dezembro 06, 2009
Mais dois... São já 12!
Makukula voltou a bisar na vitória do Kayserispor por 3-0 frente ao Bursaspor.
São já 12 os golos por si apontados nos 12 jogos em que participou esta temporada.
São já 12 os golos por si apontados nos 12 jogos em que participou esta temporada.
SLBenfica - AAC 4-0
Podia falar do regresso do SLBenfica às goleadas e ao bom futebol, podia enfatizar o "hat-trick" de Cardozo, o enorme equívoco táctico de Villas Boas, que estruturou a sua equipa sob um bloco subido que ou foi fruto de uma qualquer incapacidade acidental ou diz da sua impreparação para assumir o comando técnico de uma equipa da primeira liga, mas não!
Só me apetece repetir ad nauseaum - Magistral!
Saviola assinou uma exibição, simplesmente, assombrosa!
A execução técnica no golo que apontou apenas está ao alcance dos predestinados!
Obrigado, Javier Pedro!
Só me apetece repetir ad nauseaum - Magistral!
Saviola assinou uma exibição, simplesmente, assombrosa!
A execução técnica no golo que apontou apenas está ao alcance dos predestinados!
Obrigado, Javier Pedro!
Memorial Zandinga
Juventus - FC Bayern München
Maccabi Haifa - FC Girondins de Bordeaux
Beşiktaş JK - PFC CSKA Moskva
VfL Wolfsburg - Manchester United FC
FC Zürich - AC Milan
Olympique de Marseille - Real Madrid CF
Chelsea FC - APOEL FC
Club Atlético de Madrid - FC Porto
Liverpool FC - ACF Fiorentina
Olympique Lyonnais - Debreceni VSC
FC Internazionale Milano - FC Rubin Kazan
FC Dynamo Kyiv - FC Barcelona
VfB Stuttgart - FC Unirea Urziceni
Sevilla FC - Rangers FC
Olympiacos FC - Arsenal FC
Standard de Liège - AZ Alkmaar
Maccabi Haifa - FC Girondins de Bordeaux
Beşiktaş JK - PFC CSKA Moskva
VfL Wolfsburg - Manchester United FC
FC Zürich - AC Milan
Olympique de Marseille - Real Madrid CF
Chelsea FC - APOEL FC
Club Atlético de Madrid - FC Porto
Liverpool FC - ACF Fiorentina
Olympique Lyonnais - Debreceni VSC
FC Internazionale Milano - FC Rubin Kazan
FC Dynamo Kyiv - FC Barcelona
VfB Stuttgart - FC Unirea Urziceni
Sevilla FC - Rangers FC
Olympiacos FC - Arsenal FC
Standard de Liège - AZ Alkmaar
sábado, dezembro 05, 2009
Artigo de Opinião de Ricardo Araújo Pereira
NO sábado passado, o Sporting fez o sexto jogo consecutivo sem ganhar para o campeonato, empatou em casa com um concorrente directo, manteve os 13 pontos de desvantagem para o primeiro dos candidatos ao título e acabou a jornada em sexto, ex aequo com o sétimo, o Rio Ave.
Sob que ponto de vista é que o empate com o Benfica pode ser considerado um bom resultado? Só um: se a equipa da casa não for candidata ao título.
Para quem luta pela manutenção ou pela Europa, um pontinho em casa contra o Benfica é excelente.
O leitor, sempre maldoso, poderá observar: como podem os adeptos do Sporting, que ainda há pouco assinalavam, com superioridade gozona, que os benfiquistas andavam eufóricos por causa de meia dúzia de goleadas, ficar agora ainda mais eufóricos com um empate? Bom, cada um esbanja euforia no que pode.
E gostos não se discutem: quem gosta de goleadas, vibra com goleadas; quem gosta de empates, deleita-se com empates. Como sabemos todos, desde os encontros do ano passado com Barcelona e Bayern de Munique os sportinguistas ficaram com a capacidade de apreciar goleadas ligeiramente abalada.
Mas os empates mantiveram, para eles, o encanto que indiscutivelmente têm.
Ainda no início desta época os vimos celebrar um empate contra o Twente.
É importante não esquecer que a última grande vitória histórica do Sporting foi uma derrota em casa do AZ Alkmaar.
Recordemos, por fim, que estamos a falar de um clube que chama herói ao lateral direito do Olhanense.
À luz destes factos, creio que a alegria sportinguista é mais fácil de compreender.
Trata-se de uma alegria que é, aliás, tocante. Quem dera ao resto dos portugueses a inclinação que os sportinguistas têm para a felicidade.
Eles, tal como o país, também estão em crise.
Também não têm dinheiro. Têm um treinador que é mais um dos milhares de portugueses que enfrentam o flagelo do trabalho precário e dos contratos a termo certo, e sabe que, dentro de seis meses, estará no desemprego.
No meio de tudo isto, no entanto, riem-se. Só eles sabem de quê.
Estou, claro, a exagerar.
Há motivos de esperança.
Desde o dia 21 de Setembro que o Sporting evidencia dificuldades para ganhar a equipas compostas por futebolistas.
Mas, contra pescadores, normalmente não dão hipóteses.
No campeonato da Docapesca, o Sporting seria um dos mais sérios candidatos ao título.
E, no meio da tormenta, os jogadores mantêm o espírito de equipa: ainda esta semana Liedson disse que tinha dificuldades em jogar neste modelo e estava disposto a sair do onze para dar lugar a colegas que façam melhor do que ele.
Estava a referir-se a Saleiro, Caicedo e Postiga.
Além de ser uma magnífica piada, é dos mais belos actos de companheirismo que já vi. Mostra aos outros avançados que confia neles, e revela a todos os cépticos que Carvalhal é um treinador que consegue, num mês, o que Paulo Bento levou anos a fazer: incompatibilizar os jogadores com a sua táctica.
Sob que ponto de vista é que o empate com o Benfica pode ser considerado um bom resultado? Só um: se a equipa da casa não for candidata ao título.
Para quem luta pela manutenção ou pela Europa, um pontinho em casa contra o Benfica é excelente.
O leitor, sempre maldoso, poderá observar: como podem os adeptos do Sporting, que ainda há pouco assinalavam, com superioridade gozona, que os benfiquistas andavam eufóricos por causa de meia dúzia de goleadas, ficar agora ainda mais eufóricos com um empate? Bom, cada um esbanja euforia no que pode.
E gostos não se discutem: quem gosta de goleadas, vibra com goleadas; quem gosta de empates, deleita-se com empates. Como sabemos todos, desde os encontros do ano passado com Barcelona e Bayern de Munique os sportinguistas ficaram com a capacidade de apreciar goleadas ligeiramente abalada.
Mas os empates mantiveram, para eles, o encanto que indiscutivelmente têm.
Ainda no início desta época os vimos celebrar um empate contra o Twente.
É importante não esquecer que a última grande vitória histórica do Sporting foi uma derrota em casa do AZ Alkmaar.
Recordemos, por fim, que estamos a falar de um clube que chama herói ao lateral direito do Olhanense.
À luz destes factos, creio que a alegria sportinguista é mais fácil de compreender.
Trata-se de uma alegria que é, aliás, tocante. Quem dera ao resto dos portugueses a inclinação que os sportinguistas têm para a felicidade.
Eles, tal como o país, também estão em crise.
Também não têm dinheiro. Têm um treinador que é mais um dos milhares de portugueses que enfrentam o flagelo do trabalho precário e dos contratos a termo certo, e sabe que, dentro de seis meses, estará no desemprego.
No meio de tudo isto, no entanto, riem-se. Só eles sabem de quê.
Estou, claro, a exagerar.
Há motivos de esperança.
Desde o dia 21 de Setembro que o Sporting evidencia dificuldades para ganhar a equipas compostas por futebolistas.
Mas, contra pescadores, normalmente não dão hipóteses.
No campeonato da Docapesca, o Sporting seria um dos mais sérios candidatos ao título.
E, no meio da tormenta, os jogadores mantêm o espírito de equipa: ainda esta semana Liedson disse que tinha dificuldades em jogar neste modelo e estava disposto a sair do onze para dar lugar a colegas que façam melhor do que ele.
Estava a referir-se a Saleiro, Caicedo e Postiga.
Além de ser uma magnífica piada, é dos mais belos actos de companheirismo que já vi. Mostra aos outros avançados que confia neles, e revela a todos os cépticos que Carvalhal é um treinador que consegue, num mês, o que Paulo Bento levou anos a fazer: incompatibilizar os jogadores com a sua táctica.
quinta-feira, dezembro 03, 2009
Artigo de Opinião de Leonor Pinhão
Sporting, 11 pontos
Javi García, 12 pontos
O empate cedido pelo Benfica em Alvalade atenuou a onda depressiva do Sporting mas incendiou Braga de optimismo e de espírito guerreiro.
O Sporting de Braga, líder isolado, fugiu do Benfica depois de ganhar à União de Leiria e, trabalhando para si e para terceiros, declarou uma vez mais guerra aos da Luz exigindo agora que o Conselho de Justiça da FPF faça aquilo que a Comissão de Disciplina da Liga não fez.
Ou seja: «sumaríssimos» a Saviola e a Javi García que punam exemplarmente o argentino e o espanhol do Benfica, de preferência com a irradiação, por terem praticado jogo violento, respectivamente, sobre Meyong e Paulo César no encontro em que os dois emblemas se encontraram e se desencontraram, ao intervalo, com tanto aparato.
Curiosamente, Saviola e Javi García foram as duas maiores vítimas benfiquistas no jogo de sábado passado, em Alvalade.
Saviola sofre, por trás, uma carga de Adrien capaz de cortar uma árvore pela raiz. E Javi García levou uma cabeçada do chileno Matías que o fez jogar de cabeça ligada e, mesmo assim, sangrar o jogo todo, o que nunca o impediu de disputar cada lance como se estivesse com a cabeça novinha em folha.
Num dos últimos lances da partida, havendo lugar à marcação de um pontapé de canto contra o Sporting, lá avançou Javi García todo entrapado até à área adversária e entre a afición benfiquista não houve quem não se lembrasse do golo do espanhol contra a Naval 1.º de Maio, já em tempo de descontos.
Do mesmo se deve ter lembrado Pedro Proença.
Mas um árbitro é, em primeiro lugar, um ser humano e em segundo lugar deve ser um humanista.
Por isso mesmo, Proença não deixou que Javi Garcia se fizesse ao cabeceamento que, por certo seria vitorioso, e mandou-o para a linha lateral receber assistência. E foi assim que o jogo acabou empatada, pudera.
O Benfica saiu de Alvalade como entrou, com mais 11 pontos do que o seu velho rival. Javi García foi o grande vencedor da noite. Saiu com mais 12 pontos do que como entrou.
Assim, não vale. Percebe-se que o Sporting de Braga o queira suspender imediatamente.
A troca de insultos pode ser uma arte.
O que é preciso é haver artistas. No futebol português não há artistas, lamentavelmente.
Um insulto é um insulto, banal, directo, sempre vulgar e sempre sem graça nenhuma.
Este ano, Manuel Machado, treinador do Nacional da Madeira, já chamou «cretino» a Jorge Jesus, treinador do Benfica, José Eduardo Bettencourt, presidente do Sporting, já chamou «anormais», «energúmenos» e outras coisas menos publicáveis, aos adeptos do Sporting com quem se incompatibilizou no pico da crise Paulo Bento, Pinto da Costa, presidente do FC Porto, chamou «paranóicos» aos jornalistas que noticiaram a sua intervenção no caso Villas Boas e Eduardo, guarda-redes do Sporting de Braga e da Selecção Nacional, chamou «abutres» aos seus críticos no momento de festa em que a Selecção Nacional se qualificou para o Mundial da África do Sul.
Convenhamos que são insultos básicos, pouco artísticos por falta de artistas, naturalmente. E o futebol também tem o seus artistas.
Eric Daniel Pierre Cantona, por exemplo, foi e é um deles.
Não que tivesse alguma coisa de artístico aquele voo de pé em riste para a bancada na já distante tarde inglesa em que, ouvindo um insulto de um espectador, se resolveu a, ali mesmo, por fim à questão.
Sem procurar atenuantes para o momento de kung-fu que o tornou tristemente célebre, é de crer que foi a baixa qualidade do insulto que fez Cantona comportar-se à altura da vulgaridade do que ouviu. E por isso até voou.
Sim, porque Cantona, o futebolista do século para os adeptos do Manchester United, foi um artista a jogar à bola e é um artista do insulto que desdenha banalidades primárias quando se trata de destratar alguém.
E, neste campo, continua em forma.
Cantona, que actualmente desempenha o cargo de seleccionador francês de futebol de praia, é um dos milhões de franceses que embirram profundamente com Raymond Domenech, o seleccionador francês de futebol a sério.
Mas enquanto uns chamam nomes feios a Domenech e outros duvidam em público da sua competência em termos corriqueiros — «É inexistente e nunca ganhou nada», disse recentemente o ex-internacional Bixente Lizarazu —, Eric Cantona escolheu um arremedo histórico e humorístico para expressar a falta de consideração pelo seleccionador seu compatriota que, muito a custo, lá conseguiu levar a França à África do Sul:
— Raymond Domenech é a maior nulidade do futebol francês desde Luís XVI! — proferiu King Eric, como ainda hoje é chamado em Manchester.
É que, não duvidem, de futebol e de reis percebe ele.
Hermínio Loureiro sucedeu a Valentim Loureiro na presidência da Liga de Clubes, o que não deve ter sido fácil.
Anunciou recentemente que abandonará a Liga de Clubes no final do seu mandato. Não tenciona recandidatar-se e tornou-o público.
Hermínio Loureiro foi um presidente bem menos presente e exuberante do que o seu antecessor, o que deve ter sido fácil.
E, tal como o seu antecessor, em tempo de mandato, deixou-se seduzir pelo poder autárquico, candidatou-se a uma câmara, venceu as eleições e desde Outubro que acumula a função de presidente da Liga com a função de presidente da câmara de Oliveira de Azeméis.
O mandato de Hermínio Loureiro a frente da Liga será julgado pelas pessoas do futebol e o seu mandato como presidente da câmara será julgado pelos cidadãos de Oliveira de Azeméis. Até aqui nada de novo.
A novidade — e boa — é a de vermos um autarca que se desliga das futebolices quando chega ao poder. Não só é boa a novidade como é uma raridade que tem mérito.
Em Olhão, o Vitória de Guimarães ganhou à equipa de Jorge Costa e provou que, enfim, não é nenhum Alcorcón.
Ainda dói um bocadinho aos benfiquistas a eliminação da Taça de Portugal mas o nosso rasteiro consolo é saber que o pessoal do Real Madrid também foi chutado fora da Copa e por um adversário sem nome nem pergaminhos.
Por isso mesmo gostámos tanto de ver o Vitória de Guimarães a impor-se no Algarve contra as nossas simpatias regionalistas e respectivas teses sobre a importância de haver mais clubes do Sul a disputar a primeira Liga.
O próximo adversário do Vitória de Guimarães é o FC Porto, uma equipa mais a Sul do que o Guimarães, o que nesta altura do campeonato não interessa nada.
Javi García, 12 pontos
O empate cedido pelo Benfica em Alvalade atenuou a onda depressiva do Sporting mas incendiou Braga de optimismo e de espírito guerreiro.
O Sporting de Braga, líder isolado, fugiu do Benfica depois de ganhar à União de Leiria e, trabalhando para si e para terceiros, declarou uma vez mais guerra aos da Luz exigindo agora que o Conselho de Justiça da FPF faça aquilo que a Comissão de Disciplina da Liga não fez.
Ou seja: «sumaríssimos» a Saviola e a Javi García que punam exemplarmente o argentino e o espanhol do Benfica, de preferência com a irradiação, por terem praticado jogo violento, respectivamente, sobre Meyong e Paulo César no encontro em que os dois emblemas se encontraram e se desencontraram, ao intervalo, com tanto aparato.
Curiosamente, Saviola e Javi García foram as duas maiores vítimas benfiquistas no jogo de sábado passado, em Alvalade.
Saviola sofre, por trás, uma carga de Adrien capaz de cortar uma árvore pela raiz. E Javi García levou uma cabeçada do chileno Matías que o fez jogar de cabeça ligada e, mesmo assim, sangrar o jogo todo, o que nunca o impediu de disputar cada lance como se estivesse com a cabeça novinha em folha.
Num dos últimos lances da partida, havendo lugar à marcação de um pontapé de canto contra o Sporting, lá avançou Javi García todo entrapado até à área adversária e entre a afición benfiquista não houve quem não se lembrasse do golo do espanhol contra a Naval 1.º de Maio, já em tempo de descontos.
Do mesmo se deve ter lembrado Pedro Proença.
Mas um árbitro é, em primeiro lugar, um ser humano e em segundo lugar deve ser um humanista.
Por isso mesmo, Proença não deixou que Javi Garcia se fizesse ao cabeceamento que, por certo seria vitorioso, e mandou-o para a linha lateral receber assistência. E foi assim que o jogo acabou empatada, pudera.
O Benfica saiu de Alvalade como entrou, com mais 11 pontos do que o seu velho rival. Javi García foi o grande vencedor da noite. Saiu com mais 12 pontos do que como entrou.
Assim, não vale. Percebe-se que o Sporting de Braga o queira suspender imediatamente.
A troca de insultos pode ser uma arte.
O que é preciso é haver artistas. No futebol português não há artistas, lamentavelmente.
Um insulto é um insulto, banal, directo, sempre vulgar e sempre sem graça nenhuma.
Este ano, Manuel Machado, treinador do Nacional da Madeira, já chamou «cretino» a Jorge Jesus, treinador do Benfica, José Eduardo Bettencourt, presidente do Sporting, já chamou «anormais», «energúmenos» e outras coisas menos publicáveis, aos adeptos do Sporting com quem se incompatibilizou no pico da crise Paulo Bento, Pinto da Costa, presidente do FC Porto, chamou «paranóicos» aos jornalistas que noticiaram a sua intervenção no caso Villas Boas e Eduardo, guarda-redes do Sporting de Braga e da Selecção Nacional, chamou «abutres» aos seus críticos no momento de festa em que a Selecção Nacional se qualificou para o Mundial da África do Sul.
Convenhamos que são insultos básicos, pouco artísticos por falta de artistas, naturalmente. E o futebol também tem o seus artistas.
Eric Daniel Pierre Cantona, por exemplo, foi e é um deles.
Não que tivesse alguma coisa de artístico aquele voo de pé em riste para a bancada na já distante tarde inglesa em que, ouvindo um insulto de um espectador, se resolveu a, ali mesmo, por fim à questão.
Sem procurar atenuantes para o momento de kung-fu que o tornou tristemente célebre, é de crer que foi a baixa qualidade do insulto que fez Cantona comportar-se à altura da vulgaridade do que ouviu. E por isso até voou.
Sim, porque Cantona, o futebolista do século para os adeptos do Manchester United, foi um artista a jogar à bola e é um artista do insulto que desdenha banalidades primárias quando se trata de destratar alguém.
E, neste campo, continua em forma.
Cantona, que actualmente desempenha o cargo de seleccionador francês de futebol de praia, é um dos milhões de franceses que embirram profundamente com Raymond Domenech, o seleccionador francês de futebol a sério.
Mas enquanto uns chamam nomes feios a Domenech e outros duvidam em público da sua competência em termos corriqueiros — «É inexistente e nunca ganhou nada», disse recentemente o ex-internacional Bixente Lizarazu —, Eric Cantona escolheu um arremedo histórico e humorístico para expressar a falta de consideração pelo seleccionador seu compatriota que, muito a custo, lá conseguiu levar a França à África do Sul:
— Raymond Domenech é a maior nulidade do futebol francês desde Luís XVI! — proferiu King Eric, como ainda hoje é chamado em Manchester.
É que, não duvidem, de futebol e de reis percebe ele.
Hermínio Loureiro sucedeu a Valentim Loureiro na presidência da Liga de Clubes, o que não deve ter sido fácil.
Anunciou recentemente que abandonará a Liga de Clubes no final do seu mandato. Não tenciona recandidatar-se e tornou-o público.
Hermínio Loureiro foi um presidente bem menos presente e exuberante do que o seu antecessor, o que deve ter sido fácil.
E, tal como o seu antecessor, em tempo de mandato, deixou-se seduzir pelo poder autárquico, candidatou-se a uma câmara, venceu as eleições e desde Outubro que acumula a função de presidente da Liga com a função de presidente da câmara de Oliveira de Azeméis.
O mandato de Hermínio Loureiro a frente da Liga será julgado pelas pessoas do futebol e o seu mandato como presidente da câmara será julgado pelos cidadãos de Oliveira de Azeméis. Até aqui nada de novo.
A novidade — e boa — é a de vermos um autarca que se desliga das futebolices quando chega ao poder. Não só é boa a novidade como é uma raridade que tem mérito.
Em Olhão, o Vitória de Guimarães ganhou à equipa de Jorge Costa e provou que, enfim, não é nenhum Alcorcón.
Ainda dói um bocadinho aos benfiquistas a eliminação da Taça de Portugal mas o nosso rasteiro consolo é saber que o pessoal do Real Madrid também foi chutado fora da Copa e por um adversário sem nome nem pergaminhos.
Por isso mesmo gostámos tanto de ver o Vitória de Guimarães a impor-se no Algarve contra as nossas simpatias regionalistas e respectivas teses sobre a importância de haver mais clubes do Sul a disputar a primeira Liga.
O próximo adversário do Vitória de Guimarães é o FC Porto, uma equipa mais a Sul do que o Guimarães, o que nesta altura do campeonato não interessa nada.
Artigo de Opinião de Luís Avelãs
Com uma vitória na longínqua e gélida Bielorrússia, o Benfica assegurou, a tempo e horas, a qualificação para os 16 avos-de-final da Liga Europa. Tão ou mais importante, as águias aproveitaram o duelo europeu para recuperar o ânimo que, nos últimos tempos, tinha diminuído com o súbito aparecimento de uma até então improvável - face às goleadas no arranque da época - sequência de resultados (e prestações) menos felizes.
Depois de uma primeira parte que pouco ou nada diferiu das exibições anteriores, os pupilos de Jorge Jesus lá resolveram jogar mais a sério e mesmo sem o brilhantismo de outras jornadas fizeram o suficiente para merecer o triunfo. Dessa forma, e mesmo antes da recepção final ao AEK, a qualificação (e o primeiro lugar da série) está confirmada. E sendo cabeça-de-série no próximo sorteio, o Benfica pode, pelo menos teoricamente, emparelhar com um opositor mais acessível.
Mas, enquanto não sabem com quem discutirão a passagem aos "oitavos", os encarnados vão ter um "jogo-treino" a fechar as contas do Grupo I. A escassos dias do duro embate com o FC Porto, Jesus pode (e vai) aproveitar a partida com os gregos para "rodar" os habituais suplentes, deixando a descansar as pedras essenciais. Uma oportunidade soberana, talvez, para Shaffer (misteriosamente "desaparecido" quando a equipa vai inventando soluções para o posto de lateral esquerdo) ou Nuno Gomes convencerem o treinador a conferir-lhes um papel mais activo no conjunto.
A vitória diante do simpático Borisov permitiu também ver a equipa encarnada voltar a festejar golos. Sim, no plural. É que a "máquina ofensiva" que encantara a Europa nas primeiras semanas da temporada parecia estar "encravada", conforme se comprova pelo facto de, até Minsk, as águias somente terem somado um tento nos três últimos compromissos. Por causa disso, a vitória com a Naval foi arrancada a ferros, a Taça de Portugal passou de objectivo a competição perdida e o dérbi com o Sporting deixou outro Sporting, o de Braga, isolado no comando da Liga.
Depois de uma primeira parte que pouco ou nada diferiu das exibições anteriores, os pupilos de Jorge Jesus lá resolveram jogar mais a sério e mesmo sem o brilhantismo de outras jornadas fizeram o suficiente para merecer o triunfo. Dessa forma, e mesmo antes da recepção final ao AEK, a qualificação (e o primeiro lugar da série) está confirmada. E sendo cabeça-de-série no próximo sorteio, o Benfica pode, pelo menos teoricamente, emparelhar com um opositor mais acessível.
Mas, enquanto não sabem com quem discutirão a passagem aos "oitavos", os encarnados vão ter um "jogo-treino" a fechar as contas do Grupo I. A escassos dias do duro embate com o FC Porto, Jesus pode (e vai) aproveitar a partida com os gregos para "rodar" os habituais suplentes, deixando a descansar as pedras essenciais. Uma oportunidade soberana, talvez, para Shaffer (misteriosamente "desaparecido" quando a equipa vai inventando soluções para o posto de lateral esquerdo) ou Nuno Gomes convencerem o treinador a conferir-lhes um papel mais activo no conjunto.
A vitória diante do simpático Borisov permitiu também ver a equipa encarnada voltar a festejar golos. Sim, no plural. É que a "máquina ofensiva" que encantara a Europa nas primeiras semanas da temporada parecia estar "encravada", conforme se comprova pelo facto de, até Minsk, as águias somente terem somado um tento nos três últimos compromissos. Por causa disso, a vitória com a Naval foi arrancada a ferros, a Taça de Portugal passou de objectivo a competição perdida e o dérbi com o Sporting deixou outro Sporting, o de Braga, isolado no comando da Liga.
Memorial Zandinga - Classificação Geral
1º Lugar: JC e Vermelho - 330 pontos
2º Lugar: Sócio e Fura-Redes - 325 pontos
3º Lugar: Samsalameh - 320 pontos
4º Lugar: Jimmy Jump - 305 pontos
5º Lugar: Vermelho Sempre e Kaiserlicheagle - 300 pontos
6º Lugar: J. Lobo - 285 pontos
7º Lugar: Gui - 275 pontos
8º Lugar: Vermelho Nunca - 260 pontos
9º Lugar: Chico - 200 pontos
10º Lugar: Cuto - 155 pontos
11º Lugar: Lion Heart - 145 pontos
12º Lugar: Pachulico - 70 pontos
2º Lugar: Sócio e Fura-Redes - 325 pontos
3º Lugar: Samsalameh - 320 pontos
4º Lugar: Jimmy Jump - 305 pontos
5º Lugar: Vermelho Sempre e Kaiserlicheagle - 300 pontos
6º Lugar: J. Lobo - 285 pontos
7º Lugar: Gui - 275 pontos
8º Lugar: Vermelho Nunca - 260 pontos
9º Lugar: Chico - 200 pontos
10º Lugar: Cuto - 155 pontos
11º Lugar: Lion Heart - 145 pontos
12º Lugar: Pachulico - 70 pontos
Espaço Prof. Karamba
Benfica - Académica
Leixões - Sp. Braga
V. Guimarães - FC Porto
Marítimo - Olhanense
Rio Ave - Belenenses
Naval - P. Ferreira
V. Setúbal - Sporting
U. Leiria - Nacional
Leixões - Sp. Braga
V. Guimarães - FC Porto
Marítimo - Olhanense
Rio Ave - Belenenses
Naval - P. Ferreira
V. Setúbal - Sporting
U. Leiria - Nacional
quarta-feira, dezembro 02, 2009
Bate Borisov - SLBenfica 1-2 Qualificação Assegurada!
Tal como em Liverpool, 1ª parte de controlo, 2ª de resolução.
Perfeita leitura das exigências colocadas pela partida
Coesão defensiva como base para um progressivo espraiar no terreno
Com excepção de alguns pequenos sustos resultantes da execução de bolas paradas, esterilização dos movimentos atacantes do Bate Borisov
Preenchimento dos espaços, sentido posicional e agressividade como forma de conservar perene a organização defensiva
Intensidade, velocidade, dinâmica, mobilidade, fluidez e clarividência das transições ofensivas na segunda parte
Absoluto domínio do adversário no segundo tempo
Segurança imaculada do quarteto defensivo, rigor e certeza de Javi Garcia e Ramires, inconformismo e imaginação de Felipe Menezes e Fábio Coentrão e a classe de Saviola.
terça-feira, dezembro 01, 2009
Artigo de Opinião de Sérgio Krithinas
Jorge Jesus chegou ao Benfica com as ideias claras em relação à forma como queria que a equipa jogasse. Dois avançados, um princípio de que nunca abdicou, e Aimar a alimentá-los, apoiado por uma espécie de losango de alas bastante esticadas. O esquema tem dado frutos - e muitos -, mas tem havido um claro abrandamento nos últimos tempos. E até já houve quem o anulasse, conseguindo-o tirando oxigénio ao cérebro Aimar. Foram os casos de Guimarães, Braga e Sporting.
Estes factos deviam fazer Jorge Jesus estudar um plano B para a sua equipa. Uma alternativa que não deixe o Benfica tão dependente do que sai dos pés e cabeça de Aimar, um jogador cuja utilização tem de ser doseada com cuidado devido aos problemas físicos de um passado bem recente.
O 4x3x3, ou mesmo o 4x2x3x1, com Ramires ao lado de Javi García e Saviola encostado ao flanco direito, podia ser uma boa solução. Mas nesta fase, com tanta coisa em jogo, não há tempo para pensar em testes.
Estes factos deviam fazer Jorge Jesus estudar um plano B para a sua equipa. Uma alternativa que não deixe o Benfica tão dependente do que sai dos pés e cabeça de Aimar, um jogador cuja utilização tem de ser doseada com cuidado devido aos problemas físicos de um passado bem recente.
O 4x3x3, ou mesmo o 4x2x3x1, com Ramires ao lado de Javi García e Saviola encostado ao flanco direito, podia ser uma boa solução. Mas nesta fase, com tanta coisa em jogo, não há tempo para pensar em testes.
Espaço Prof. Karamba - Classificação Geral
1º Lugar: Vermelho Sempre - 240 pontos
2º Lugar: Kaiserlicheagle - 235 pontos
3º Lugar: Jimmy Jump - 225 pontos
4º Lugar: J. Lobo - 215 pontos
5º Lugar: Vermelho - 200 pontos
6º Lugar: Samsalameh - 190 pontos
7º Lugar: Chico - 195 pontos
8º Lugar: JC e Gui - 180 pontos
9º Lugar: Sócio e Fura-Redes - 175 pontos
10º Lugar: Vermelho Nunca - 130 pontos
11º Lugar: Cuto - 105 pontos
12º Lugar: Agarredinhos e Filipe - 70 pontos
13º Lugar: Lion Heart - 50 pontos
14º Lugar: Pachulico - 35 pontos
2º Lugar: Kaiserlicheagle - 235 pontos
3º Lugar: Jimmy Jump - 225 pontos
4º Lugar: J. Lobo - 215 pontos
5º Lugar: Vermelho - 200 pontos
6º Lugar: Samsalameh - 190 pontos
7º Lugar: Chico - 195 pontos
8º Lugar: JC e Gui - 180 pontos
9º Lugar: Sócio e Fura-Redes - 175 pontos
10º Lugar: Vermelho Nunca - 130 pontos
11º Lugar: Cuto - 105 pontos
12º Lugar: Agarredinhos e Filipe - 70 pontos
13º Lugar: Lion Heart - 50 pontos
14º Lugar: Pachulico - 35 pontos
domingo, novembro 29, 2009
Mais um Rombo na Credibilidade dos Agentes Desportivos em Portugal - As Imagens que Evidenciam a Mentira de Jorge Sousa!
Depois disto, apenas resta à CD da Liga punir severamente Jorge Sousa!
Bem sei que a irradiação não consta mais no elenco punitivo, mas exige-se qualquer coisa entre a despromoção de categoria e a perda da condição de internacional!
Espero para ver a reacção daqueles que imolaram e imolam Calabote!
Sporting-SLBenfica 0-0 Faltou o último passe...
Fomos melhores!
Fomos mais equipa!
Mas, falhámos quase sempre no último e decisivo passe.
Fomos mais equipa!
Mas, falhámos quase sempre no último e decisivo passe.
sexta-feira, novembro 27, 2009
Conferências de Imprensa de Antevisão
Jorge Jesus
"Para o Sporting é um jogo decisivo, para o Benfica não. O Sporting está a 11 pontos e caso não ganhe fica completamente arredado do título. Estamos à frente do campeonato. No 1.º terço da prova ganhámos 11 ao Sporting e cinco ao FC Porto. Isso dá-nos cada vez mais confiança e deixa-nos mais convictos das nossas possibilidades. A equipa está muito bem."
Carvalhal
"Queremos a nossa equipa focalizada não na classificação, mas fundamentalmente naquilo que nos pode fazer reduzir o atraso que são as vitórias. Estamos muito focalizados nos jogos, principalmente no próximo. O Benfica é uma equipa difícil de contrariar, mas contamos com o apoio dos adeptos e esperamos fazer uma noite boa, uma noite à Sporting."
"Para o Sporting é um jogo decisivo, para o Benfica não. O Sporting está a 11 pontos e caso não ganhe fica completamente arredado do título. Estamos à frente do campeonato. No 1.º terço da prova ganhámos 11 ao Sporting e cinco ao FC Porto. Isso dá-nos cada vez mais confiança e deixa-nos mais convictos das nossas possibilidades. A equipa está muito bem."
Carvalhal
"Queremos a nossa equipa focalizada não na classificação, mas fundamentalmente naquilo que nos pode fazer reduzir o atraso que são as vitórias. Estamos muito focalizados nos jogos, principalmente no próximo. O Benfica é uma equipa difícil de contrariar, mas contamos com o apoio dos adeptos e esperamos fazer uma noite boa, uma noite à Sporting."
Convocados
Guarda-redes: Quim e Júlio César;
Defesas: Maxi Pereira, Sidnei, David Luiz, Miguel Vítor e César Peixoto;
Médios: Javi Garcia, Ramires, Ruben Amorim, Pablo Aimar, Fábio Coentrão, Di María e Felipe Menezes;
Avançados: Saviola, Cardozo, Nuno Gomes, Weldon e Keirrison.
Defesas: Maxi Pereira, Sidnei, David Luiz, Miguel Vítor e César Peixoto;
Médios: Javi Garcia, Ramires, Ruben Amorim, Pablo Aimar, Fábio Coentrão, Di María e Felipe Menezes;
Avançados: Saviola, Cardozo, Nuno Gomes, Weldon e Keirrison.
quinta-feira, novembro 26, 2009
quarta-feira, novembro 25, 2009
Artigo de Opinião de Fernando Guerra
Aviso à navegação
Escreveu ontem Santos Neves, no seu Editorial, que há já quem tenha percebido como se trava a avalancha ofensiva do Benfica.
Afinal, o Vitória de Guimarães apenas confirmou o que ficara em suspenso há uma semana, no jogo com a Naval.
Para mim, a verdade é incontornável: os adversários, com treinadores minimamente hábeis para o desempenho da função e com dose suficiente de argúcia, tiveram tempo de sobra para esmiuçar, como é moda dizer-se, as concepções tácticas de Jesus na primeira dezena de jornadas, o que significa um acréscimo de dificuldades para quem se sente obrigado a ganhar e, ao invés, um maior conforto para quem, sem essa exigência a pesar-lhe, se limita a investir no desgaste do opositor e... sonhar com um golpe de sorte.
Foi isso o que Paulo Sérgio fez.
Estudou as movimentações das peças mais influentes da estrutura benfiquista e, aproveitando com subtileza a qualidade humana disponível, tratou de colocar os jogadores certos nos lugares devidos, todos com a lição estudada.
Revelou perspicácia ao curto-circuitar as principais linhas de comunicação adversária e firmeza, embora com elevada dose de felicidade à mistura, no esquema como conseguiu sobreviver ao massacre vermelho.
HÁ um ano, mais ou menos por esta altura, o Benfica sofreu humilhante derrota na Grécia, com Olympiakos (1-5), e em vez de se promover reflexão ampla e despretensiosa para descortinar as causas de inqualificável desempenho e medir as suas consequências no futuro imediato, optou-se pela decisão mais cómoda, que foi a de passar uma esponja sobre o assunto, colando-lhe imprudentemente, como a realidade veio a demonstrar, o rótulo de ocasional.
Então, a 27 de Novembro de 2008, com nove jornadas cumpridas, o Benfica estava no segundo lugar, com 21 pontos, menos um que o líder, Leixões, e mais quatro que o FC Porto. Repare o leitor nas semelhanças...
Perder com o V. Guimarães correspondeu ao afastamento da Taça de Portugal, troféu que o Benfica não ergue desde 2004.
Vai ter de esperar, portanto, mas por aquilo que foi sendo dito, antes e depois, não me parece que se tratasse de uma prioridade.
Senão ter-se-ia assumido claramente a candidatura, sem meias palavras, e evitava-se aquele discurso envergonhado, de concorrente do meio da tabela, em que o objectivo supremo se esgota na aquisição do bilhete para a festa no mítico palco do Jamor. O Benfica, pela sua grandeza, pelo seu prestígio internacional, pela sua história, não pode ficar contente por desembarcar no apeadeiro. Deve ir até ao fim da linha. Ao título!
Foi no jogo de Braga que tudo começou.
A primeira derrota na Liga e a prova do que seria possível, nas circunstâncias actuais, interferir no sistema de jogo normalmente utilizado por Jorge Jesus, um treinador merecedor da confiança da nação benfiquista mas, como todos os treinadores que se prezam, prisioneiro dos seus caprichos, ideia de que gosto e que roubei a Medeiros Ferreira, quando ele se esforçava por descodificar as invenções de Quique Flores. Caprichos esses que nem sempre resultam e costumam sair caro aos clubes, nos percursos desportivos ou nos investimentos financeiros.
Foi Domingos Paciência o primeiro a fazer riscos nos desenhos tácticos de Jorge Jesus. Augusto Inácio imitou-o. Paulo Sérgio fez o mesmo e voltou a experimentar a eficácia da medida. Resultado? Duas derrotas e uma eliminação no espaço de três semanas. Acontece, mas a prudência reclama muita humildade na descoberta do que não está bem e igual disponibilidade na invenção de outras soluções. E de outras mais se necessário for. É este o fascínio do diálogo competitivo entre dois treinadores: um quer vencer, o outro não quer perder.
Aqui fica, pois, este singelo aviso à navegação, apenas isso: que não se repita o erro de há um ano e que de cada tropeção saiba Jesus extrair ensinamentos que permitam à equipa erguer-se e prosseguir na sua caminhada, mais forte e mais determinada.
Escreveu ontem Santos Neves, no seu Editorial, que há já quem tenha percebido como se trava a avalancha ofensiva do Benfica.
Afinal, o Vitória de Guimarães apenas confirmou o que ficara em suspenso há uma semana, no jogo com a Naval.
Para mim, a verdade é incontornável: os adversários, com treinadores minimamente hábeis para o desempenho da função e com dose suficiente de argúcia, tiveram tempo de sobra para esmiuçar, como é moda dizer-se, as concepções tácticas de Jesus na primeira dezena de jornadas, o que significa um acréscimo de dificuldades para quem se sente obrigado a ganhar e, ao invés, um maior conforto para quem, sem essa exigência a pesar-lhe, se limita a investir no desgaste do opositor e... sonhar com um golpe de sorte.
Foi isso o que Paulo Sérgio fez.
Estudou as movimentações das peças mais influentes da estrutura benfiquista e, aproveitando com subtileza a qualidade humana disponível, tratou de colocar os jogadores certos nos lugares devidos, todos com a lição estudada.
Revelou perspicácia ao curto-circuitar as principais linhas de comunicação adversária e firmeza, embora com elevada dose de felicidade à mistura, no esquema como conseguiu sobreviver ao massacre vermelho.
HÁ um ano, mais ou menos por esta altura, o Benfica sofreu humilhante derrota na Grécia, com Olympiakos (1-5), e em vez de se promover reflexão ampla e despretensiosa para descortinar as causas de inqualificável desempenho e medir as suas consequências no futuro imediato, optou-se pela decisão mais cómoda, que foi a de passar uma esponja sobre o assunto, colando-lhe imprudentemente, como a realidade veio a demonstrar, o rótulo de ocasional.
Então, a 27 de Novembro de 2008, com nove jornadas cumpridas, o Benfica estava no segundo lugar, com 21 pontos, menos um que o líder, Leixões, e mais quatro que o FC Porto. Repare o leitor nas semelhanças...
Perder com o V. Guimarães correspondeu ao afastamento da Taça de Portugal, troféu que o Benfica não ergue desde 2004.
Vai ter de esperar, portanto, mas por aquilo que foi sendo dito, antes e depois, não me parece que se tratasse de uma prioridade.
Senão ter-se-ia assumido claramente a candidatura, sem meias palavras, e evitava-se aquele discurso envergonhado, de concorrente do meio da tabela, em que o objectivo supremo se esgota na aquisição do bilhete para a festa no mítico palco do Jamor. O Benfica, pela sua grandeza, pelo seu prestígio internacional, pela sua história, não pode ficar contente por desembarcar no apeadeiro. Deve ir até ao fim da linha. Ao título!
Foi no jogo de Braga que tudo começou.
A primeira derrota na Liga e a prova do que seria possível, nas circunstâncias actuais, interferir no sistema de jogo normalmente utilizado por Jorge Jesus, um treinador merecedor da confiança da nação benfiquista mas, como todos os treinadores que se prezam, prisioneiro dos seus caprichos, ideia de que gosto e que roubei a Medeiros Ferreira, quando ele se esforçava por descodificar as invenções de Quique Flores. Caprichos esses que nem sempre resultam e costumam sair caro aos clubes, nos percursos desportivos ou nos investimentos financeiros.
Foi Domingos Paciência o primeiro a fazer riscos nos desenhos tácticos de Jorge Jesus. Augusto Inácio imitou-o. Paulo Sérgio fez o mesmo e voltou a experimentar a eficácia da medida. Resultado? Duas derrotas e uma eliminação no espaço de três semanas. Acontece, mas a prudência reclama muita humildade na descoberta do que não está bem e igual disponibilidade na invenção de outras soluções. E de outras mais se necessário for. É este o fascínio do diálogo competitivo entre dois treinadores: um quer vencer, o outro não quer perder.
Aqui fica, pois, este singelo aviso à navegação, apenas isso: que não se repita o erro de há um ano e que de cada tropeção saiba Jesus extrair ensinamentos que permitam à equipa erguer-se e prosseguir na sua caminhada, mais forte e mais determinada.
Espaço Prof. Karamba
FC Porto - Rio Ave
Sporting - Benfica
Nacional - Naval
Sp. Braga - U. Leiria
Académica - V. Setúbal
P. Ferreira - Leixões
Belenenses - Marítimo
Olhanense - V. Guimarães
Sporting - Benfica
Nacional - Naval
Sp. Braga - U. Leiria
Académica - V. Setúbal
P. Ferreira - Leixões
Belenenses - Marítimo
Olhanense - V. Guimarães
Memorial Zandinga - Classificação Geral
1º Lugar: JC e Sócio - 325 pontos
2º Lugar: Vermelho e Samsalameh - 320 pontos
3º Lugar: Fura-Redes - 315 pontos
4º Lugar: Vermelho Sempre - 300 pontos
5º Lugar: Jimmy Jump - 295 pontos
6º Lugar: J. Lobo - 280 pontos
7º Lugar: Gui e Kaiserlicheagle - 275 pontos
8º Lugar: Vermelho Nunca - 255 pontos
9º Lugar: Chico - 190 pontos
10º Lugar: Lion Heart - 145 pontos
11º Lugar: Cuto - 135 pontos
12º Lugar: Pachulico - 70 pontos
2º Lugar: Vermelho e Samsalameh - 320 pontos
3º Lugar: Fura-Redes - 315 pontos
4º Lugar: Vermelho Sempre - 300 pontos
5º Lugar: Jimmy Jump - 295 pontos
6º Lugar: J. Lobo - 280 pontos
7º Lugar: Gui e Kaiserlicheagle - 275 pontos
8º Lugar: Vermelho Nunca - 255 pontos
9º Lugar: Chico - 190 pontos
10º Lugar: Lion Heart - 145 pontos
11º Lugar: Cuto - 135 pontos
12º Lugar: Pachulico - 70 pontos
terça-feira, novembro 24, 2009
Não podia estar mais de acordo
"Há jogadores com capacidade para fazer parte do plantel principal", afirma Diamantino Miranda.
Nelson Oliveira, Roderick Miranda, Ruben Pinto e Lassana Camará são os juniores que, neste momento, mais perto estão de integrar num futuro próximo o plantel principal do SLBenfica.
Ruben Lima, Miguel Rosa, Yartey e David Simão são os ex-juniores que já na próxima temporada poderão integrar o plantel principal do SLBenfica.
Nelson Oliveira, Roderick Miranda, Ruben Pinto e Lassana Camará são os juniores que, neste momento, mais perto estão de integrar num futuro próximo o plantel principal do SLBenfica.
Ruben Lima, Miguel Rosa, Yartey e David Simão são os ex-juniores que já na próxima temporada poderão integrar o plantel principal do SLBenfica.
segunda-feira, novembro 23, 2009
Janeiro - É Urgente, É Necessário!
Do jogo de ontem uma realidade emergiu incontornável:
Hoje por hoje, Cardozo não tem substituto!
É urgente, é necessário colmatar esta lacuna.
Mais do que adquirir parece-me ser de equacionar o aproveitamento dos recursos existentes - Makukula, seria a minha solução!
Hoje por hoje, Cardozo não tem substituto!
É urgente, é necessário colmatar esta lacuna.
Mais do que adquirir parece-me ser de equacionar o aproveitamento dos recursos existentes - Makukula, seria a minha solução!
Memorial Zandinga
Rubin - Dynamo
Arsenal - Standard
AZ - Olympiacos
Barcelona - Internazionale
Debrecen - Liverpool
Fiorentina - Lyon
Rangers - Stuttgart
Unirea Urziceni - Sevilla
CSKA Moskva - Wolfsburg
APOEL - Atlético
Bayern - Maccabi Haifa
Bordeaux - Juventus
Man. United - Beşiktaş
Milan - Marseille
Porto - Chelsea
Real Madrid - Zürich
Arsenal - Standard
AZ - Olympiacos
Barcelona - Internazionale
Debrecen - Liverpool
Fiorentina - Lyon
Rangers - Stuttgart
Unirea Urziceni - Sevilla
CSKA Moskva - Wolfsburg
APOEL - Atlético
Bayern - Maccabi Haifa
Bordeaux - Juventus
Man. United - Beşiktaş
Milan - Marseille
Porto - Chelsea
Real Madrid - Zürich
Mais Dois...
E são já 10!
Makulula é o melhor marcador da competição (10 golos em 11 jogos com 949 minutos jogados) e bisou nas duas últimas jornadas.
Neste domingo marcou os dois únicos golos do encontro frente ao Diyarbakirspor, aos minutos 48 e 73.
domingo, novembro 22, 2009
C´ um Caneco (outro passatempo) - Classificação Geral
1º Lugar: Chico - 115 pontos
2º Lugar: Jimmy Jump, Kaiserlicheagle e JC - 110 pontos
3º Lugar: Vermelho Sempre, Vermelho, Fura-Redes e Vermelho Nunca - 105 pontos
4º Lugar: Samsalameh - 100 pontos
5º Lugar: Sócio e Gui - 95 pontos
6º Lugar: J.Lobo - 90 pontos
7º Lugar: Lion Heart - 85 pontos
8º Lugar: Cuto - 75 pontos
9º Lugar: Pachulico - 70 pontos
2º Lugar: Jimmy Jump, Kaiserlicheagle e JC - 110 pontos
3º Lugar: Vermelho Sempre, Vermelho, Fura-Redes e Vermelho Nunca - 105 pontos
4º Lugar: Samsalameh - 100 pontos
5º Lugar: Sócio e Gui - 95 pontos
6º Lugar: J.Lobo - 90 pontos
7º Lugar: Lion Heart - 85 pontos
8º Lugar: Cuto - 75 pontos
9º Lugar: Pachulico - 70 pontos
sábado, novembro 21, 2009
Artigo de Opinião de Ricardo Araújo Pereira
A Selecção de quem Carlos Queiroz quiser
DE que falamos quando falamos da Selecção Nacional? Curiosamente, falamos de Scolari. Os apreciadores de Scolari gostam de recordá-lo e os seus críticos não conseguem esquecê-lo. Pessoalmente, tenho acerca de Scolari uma opinião muito particular que é não ter opinião nenhuma. Nunca soube nem me interessei por saber se era bom ou mau treinador. Não dou assim tanta atenção à Selecção Nacional. De Scolari, sei apenas o que os números fazem a gentileza de indicar: que é o treinador mais bem sucedido de sempre da selecção portuguesa. Além de ter sido campeão nacional e sul-americano de clubes e campeão mundial de selecções. De Carlos Queiroz, sei que, como treinador principal de seniores, nunca foi campeão de coisa nenhuma. E, na minha opinião, nota-se. No entanto, os apoiantes de Queiroz falam como se ele tivesse o currículo de Scolari e Scolari tivesse os resultados de Queiroz. O próprio Queiroz fala como se, tendo conquistado o direito a ir ao Campeonato do Mundo, tivesse conquistado o Campeonato do Mundo. Apesar de tudo, há diferenças. Em princípio, a final do Campeonato do Mundo não será contra a Bósnia. Isso não impede Queiroz de se comportar como dono da Selecção. Esta já não é a Selecção de todos nós, é a Selecção de quem Carlos Queiroz quiser. A ida ao Campeonato do Mundo é para celebrar apenas com aqueles que sempre acreditaram. Os hereges que tiveram a desfaçatez de não acreditar que uma Selecção incapaz de ganhar a dez albaneses conseguiria ir ao Mundial, estão excluídos dos festejos. É bem feita. Quem ousa criticar a Selecção por bagatelas como um empate em casa contra uma Albânia desfalcada tem o que merece.
Os apoiantes de Queiroz, os únicos devidamente autorizados a festejar o apuramento da Selecção, estão, infelizmente, incapacitados de celebrar. A Selecção joga mal, pelo menos tão mal como eles diziam que jogava a de Scolari. A Selecção tem sorte, pelo menos tanta sorte como eles diziam que a de Scolari tinha. A vitória da Dinamarca sobre a Suécia e as três bolas no ferro contra a Bósnia parecem obra da Senhora do Caravaggio. A única diferença em relação à Selecção de Scolari é que, antigamente, conseguíamos a qualificação directa, e agora temos de ir ao play-off. Mas isso não chega para fazer com que os apoiantes de Queiroz deixem de sentir que estão, de facto, a festejar uma vitória à Scolari. Um deles disse que esta Selecção é tão mais fraca do que a de Scolari, que o apuramento foi um milagre. Juro: um milagre. Que conjugação de astros foi necessária então para que a Dinamarca, que não tem o melhor do mundo, nem jogadores do Real Madrid, Chelsea e Manchester United, se tivesse qualificado à nossa frente? Como se chama um milagre que é maior do que os milagres?
DE que falamos quando falamos da Selecção Nacional? Curiosamente, falamos de Scolari. Os apreciadores de Scolari gostam de recordá-lo e os seus críticos não conseguem esquecê-lo. Pessoalmente, tenho acerca de Scolari uma opinião muito particular que é não ter opinião nenhuma. Nunca soube nem me interessei por saber se era bom ou mau treinador. Não dou assim tanta atenção à Selecção Nacional. De Scolari, sei apenas o que os números fazem a gentileza de indicar: que é o treinador mais bem sucedido de sempre da selecção portuguesa. Além de ter sido campeão nacional e sul-americano de clubes e campeão mundial de selecções. De Carlos Queiroz, sei que, como treinador principal de seniores, nunca foi campeão de coisa nenhuma. E, na minha opinião, nota-se. No entanto, os apoiantes de Queiroz falam como se ele tivesse o currículo de Scolari e Scolari tivesse os resultados de Queiroz. O próprio Queiroz fala como se, tendo conquistado o direito a ir ao Campeonato do Mundo, tivesse conquistado o Campeonato do Mundo. Apesar de tudo, há diferenças. Em princípio, a final do Campeonato do Mundo não será contra a Bósnia. Isso não impede Queiroz de se comportar como dono da Selecção. Esta já não é a Selecção de todos nós, é a Selecção de quem Carlos Queiroz quiser. A ida ao Campeonato do Mundo é para celebrar apenas com aqueles que sempre acreditaram. Os hereges que tiveram a desfaçatez de não acreditar que uma Selecção incapaz de ganhar a dez albaneses conseguiria ir ao Mundial, estão excluídos dos festejos. É bem feita. Quem ousa criticar a Selecção por bagatelas como um empate em casa contra uma Albânia desfalcada tem o que merece.
Os apoiantes de Queiroz, os únicos devidamente autorizados a festejar o apuramento da Selecção, estão, infelizmente, incapacitados de celebrar. A Selecção joga mal, pelo menos tão mal como eles diziam que jogava a de Scolari. A Selecção tem sorte, pelo menos tanta sorte como eles diziam que a de Scolari tinha. A vitória da Dinamarca sobre a Suécia e as três bolas no ferro contra a Bósnia parecem obra da Senhora do Caravaggio. A única diferença em relação à Selecção de Scolari é que, antigamente, conseguíamos a qualificação directa, e agora temos de ir ao play-off. Mas isso não chega para fazer com que os apoiantes de Queiroz deixem de sentir que estão, de facto, a festejar uma vitória à Scolari. Um deles disse que esta Selecção é tão mais fraca do que a de Scolari, que o apuramento foi um milagre. Juro: um milagre. Que conjugação de astros foi necessária então para que a Dinamarca, que não tem o melhor do mundo, nem jogadores do Real Madrid, Chelsea e Manchester United, se tivesse qualificado à nossa frente? Como se chama um milagre que é maior do que os milagres?
sexta-feira, novembro 20, 2009
Agenda Benfiquista para o Fim de Semana
20/11 Sex 10:30 Futebol Treino Porta fechada Caixa F. Campus -
20/11 Sex 12:30 Futebol Entrevista Exclusiva com Fábio Coentrão Antevisão do jogo com V. Guimarães Estádio da Luz Benfica TV
20/11 Sex 16:00 Futsal Marlène - Ekaterinburg UEFA Cup (Ronda de Elite 2ªJ) Pavilhão nº 2 BenficaTV
20/11 Sex 20:30 Futsal Benfica - Potpican UEFA Cup (Ronda de Elite 2ªJ) Pavilhão nº 2 BenficaTV
21/11 Sab - Clube Inauguração da Casa do Benfica - Albergaria-a-Velha -
21/11 Sab 11:00 Futebol Formação Benfica - Sporting Camp. Nac. Iniciados Caixa F. Campus BenficaTV
21/11 Sab 15:00 Ténis de Mesa Academia 3 de Junho – Benfica B Campeonato Nacional Casal Cambra -
21/11 Sab 15:00 Ténis de Mesa Benfica - Machico Campeonato Nacional Estádio da Luz -
21/11 Sab 16:00 Basquetebol Benfica - CAB Madeira Liga LPB Pavilhão Império Bonança BenficaTV
21/11 Sab 18:30 Andebol Benfica - SKIF Krasnodar Taça EHF (3ª eliminatória - 2ª mão) Pavilhão Luz BenficaTV
21/11 Sab 20:00 Hóquei em Patins Benfica - Grimsby Taça CERS Pavilhão Império Bonança BenficaTV
21/11 Sab 21:30 Voleibol Benfica - Caldas - Pavilhão Nº2 -
22/11 Dom 09:00 Hóquei em Patins Benfica - Sporting Camp. Distrital Juvenis Pavilhão Império Bonança -
22/11 Dom 10:00 Futsal Benfica - Maristas Juvenis Pavilhão Luz BenficaTV
22/11 Dom 11:00 Futebol Formação Sporting - Benfica Camp. Nac. Juvenis (11ªJ) Academia Alcochete -
22/11 Dom 11:30 Futsal Benfica - Falagueira Juniores Pavilhão Luz BenficaTV
22/11 Dom 14:30 Futsal Potpican - Marlène UEFA Cup (Ronda de Elite 3ªJ) Pavilhão nº 2 BenficaTV
22/11 Dom 17:00 Futsal Benfica - Ekaterinburg UEFA Cup (Ronda de Elite 3ªJ) Pavilhão nº 2 BenficaTV
22/11 Dom 19:00 Futsal Nova Morada - Benfica Seniores Femininos Nova Morada -
22/11 Dom 19:45 Futebol Benfica - V. Guimarães Taça de Portugal (4ª elim.) Estádio da Luz TVI
22/11 Dom 20:00 Andebol V. Setúbal - Benfica Taça de Portugal (3ª Elim.) Setúbal -
24/11 Ter 12:00 Futebol Sorteio da 3.ª fase Taça da Liga Sede da Liga, Porto -
25/11 Qua 21:00 Futsal Vila Verde - Benfica 1ª Divisão (10ª jornada) Vila Verde, Sintra -
25/11 Qua 21:00 Hóquei em Patins Sporting - Benfica Camp. Distrital Juniores Casa do Gaiato -
20/11 Sex 12:30 Futebol Entrevista Exclusiva com Fábio Coentrão Antevisão do jogo com V. Guimarães Estádio da Luz Benfica TV
20/11 Sex 16:00 Futsal Marlène - Ekaterinburg UEFA Cup (Ronda de Elite 2ªJ) Pavilhão nº 2 BenficaTV
20/11 Sex 20:30 Futsal Benfica - Potpican UEFA Cup (Ronda de Elite 2ªJ) Pavilhão nº 2 BenficaTV
21/11 Sab - Clube Inauguração da Casa do Benfica - Albergaria-a-Velha -
21/11 Sab 11:00 Futebol Formação Benfica - Sporting Camp. Nac. Iniciados Caixa F. Campus BenficaTV
21/11 Sab 15:00 Ténis de Mesa Academia 3 de Junho – Benfica B Campeonato Nacional Casal Cambra -
21/11 Sab 15:00 Ténis de Mesa Benfica - Machico Campeonato Nacional Estádio da Luz -
21/11 Sab 16:00 Basquetebol Benfica - CAB Madeira Liga LPB Pavilhão Império Bonança BenficaTV
21/11 Sab 18:30 Andebol Benfica - SKIF Krasnodar Taça EHF (3ª eliminatória - 2ª mão) Pavilhão Luz BenficaTV
21/11 Sab 20:00 Hóquei em Patins Benfica - Grimsby Taça CERS Pavilhão Império Bonança BenficaTV
21/11 Sab 21:30 Voleibol Benfica - Caldas - Pavilhão Nº2 -
22/11 Dom 09:00 Hóquei em Patins Benfica - Sporting Camp. Distrital Juvenis Pavilhão Império Bonança -
22/11 Dom 10:00 Futsal Benfica - Maristas Juvenis Pavilhão Luz BenficaTV
22/11 Dom 11:00 Futebol Formação Sporting - Benfica Camp. Nac. Juvenis (11ªJ) Academia Alcochete -
22/11 Dom 11:30 Futsal Benfica - Falagueira Juniores Pavilhão Luz BenficaTV
22/11 Dom 14:30 Futsal Potpican - Marlène UEFA Cup (Ronda de Elite 3ªJ) Pavilhão nº 2 BenficaTV
22/11 Dom 17:00 Futsal Benfica - Ekaterinburg UEFA Cup (Ronda de Elite 3ªJ) Pavilhão nº 2 BenficaTV
22/11 Dom 19:00 Futsal Nova Morada - Benfica Seniores Femininos Nova Morada -
22/11 Dom 19:45 Futebol Benfica - V. Guimarães Taça de Portugal (4ª elim.) Estádio da Luz TVI
22/11 Dom 20:00 Andebol V. Setúbal - Benfica Taça de Portugal (3ª Elim.) Setúbal -
24/11 Ter 12:00 Futebol Sorteio da 3.ª fase Taça da Liga Sede da Liga, Porto -
25/11 Qua 21:00 Futsal Vila Verde - Benfica 1ª Divisão (10ª jornada) Vila Verde, Sintra -
25/11 Qua 21:00 Hóquei em Patins Sporting - Benfica Camp. Distrital Juniores Casa do Gaiato -
quinta-feira, novembro 19, 2009
Artigo de Opinião de Leonor Pinhão
Pernoitar não é dormir
Sábado, 14 de Novembro
Excelente a escolha do Estádio da Luz para o Portugal-Bósnia. A nossa Federação pensa em tudo e pensa bem. A relva é apenas relva e o betão das estruturas é o mesmo betão corrente de outras estruturas. Ah, mas os postes e as traves do Estádio da Luz estão, ao que parece, mais do que abençoados!
1-0. Perfeito. Foi melhor o resultado do que a exibição. Não ter sofrido golos pode ter sido importante. Estiveram absolutamente impecáveis os postes e as traves quer na primeira quer na segunda parte. Na quarta-feira vai ser um duelo e peras. Ainda não podemos levar até à Bósnia o Cristiano Ronaldo na comitiva mas talvez não fosse má ideia levar o madeirame do estádio do Benfica. Abençoado!
Domingo, 15 de Novembro
Domingo sem futebol é um sossego para todos. Para todos? Não. Hoje, apesar de não ter jogo, o treinador do FC Porto esteve longe, com certeza, de desfrutar uma manhã sossegada. Isto se alguém lhe mostrou a primeira página do Correio da Manhã. É mais do que compreensível. Como terá reagido Jesualdo Ferreira à notícia de que as negociações entre André Villas Boas e o Sporting foram interrompidas após uma intervenção do FC Porto, supostamente interessado em assegurar os serviços do jovem técnico para a próxima temporada «ou já em Janeiro se as más exibições dos dragões continuarem»?
Um domingo sem futebol, afinal, também pode ser um desassossego.
Pelo meio da tarde a notícia sobre a intervenção do FC Porto, no caso Villas Boas, mereceu uma intervenção do presidente do FC Porto que aproveitou a presença de jornalistas na II Gala Anual dos Dragões de Leiria para pôr tudo em pratos limpos. Presume-se que a ideia de Pinto da Costa era muito acertada no sentido de devolver a Jesualdo Ferreira o sossego merecido com a paragem do campeonato e de garantir aos jogadores a plena confiança nas suas capacidades de recuperação do pequeno número de pontos já perdidos.
Mas, para dizer o que disse, não valeria mais ao presidente do FC Porto não ter dito nada? Por força de circunstâncias passadas e amplamente glosadas, em verso e em prosa, nos mais díspares elogios a Pinto da Costa e à sua grande escola de dirigismo desportivo, acabou por se tornar contraproducente a ironia do costume com que o presidente tentou travar os efeitos da notícia.
«Então o FC Porto desvia um indivíduo que está em Coimbra e vai para Lisboa?» — foi o que disse o presidente do FC Porto aos jornalistas.
Ora aqui está o problema. E o problema aqui não é a ironia. O problema é, precisamente, o do «costume». Foi, quase de certeza, por respeito ao sossego devido a Jesualdo Ferreira que nenhum jornalista se atreveu a interpelar Pinto da Costa. Assim:
- Então, sendo esse o caso presente, há alguns anos atrás quando José Mourinho estava em Leiria e ia para Lisboa, quem é que o desviou para o Porto?
Lembram-se? Em finais de 2001, o Benfica procurava desastradamente recuperar José Mourinho para a Luz e Octávio Machado era o periclitante treinador do FC Porto. Passou o Natal, passou o Ano Novo e todos os dias os jornais noticiavam como estava tremida a posição de Octávio Machado nas Antas. O próprio Octávio recorda o episódio no seu livro Vocês Sabem do que Estou a Falar, cujas páginas 252 e 253 passamos a transcrever, com a devida vénia:
«Fui então ter com o presidente a Espinho e ficou decidido que eu continuava a treinar o FC Porto. A caminho do parque de estacionamento, disse-me: 'Caso você se fosse embora não era o Mourinho que o vinha substituir (…).» O relato de Octávio Machado prossegue com a descrição de uma jura feita, incidindo tal jura presidencial sobre a saúde de terceiros, pelo que passemos adiante:
«(…) É importante referir que esta conversa decorreu em Janeiro. Porque tanto no livro do José Mourinho como no do próprio Pinto da Costa, ambos confessam que o contrato foi celebrado no dia do aniversário do presidente do FC Porto, que é a 28 ou a 29 de Dezembro. Basta consultar os livros. Ora como é que teve cara para me dizer, em Janeiro, que o Mourinho jamais me iria substituir? Ainda por cima jurando pela saúde (…)?» Adiante…
…Para o lamento final de Octávio: «Tive de suportar tudo isto. Foi um período de terrorismo psicológico que eu vivi nesse início de ano. Eu nunca fiz isto a ninguém.»
Octávio Machado, nem ironia, nem costume. Pudera…
Segunda-feira, 16 de Novembro
Falhada a operação Villas Boas, José Eduardo Bettencourt não perdeu tempo e Carlos Carvalhal é o novo treinador do Sporting. O treinador português não se alongou em discursos. Fez bem. Limitou-se a dar uma entrevista ao site oficial do Sporting. «Vou viver o Sporting 24 horas por dia», disse. E deixou um apelo aos sócios e adeptos do clube de Alvalade: «Não deixem adormecer o Sporting!» Ou seja, que façam como ele, Carlos Carvalhal, um treinador que vai estar desperto e actuante 24 horas por dia para se fazer merecer da justa oportunidade que lhe foi concedida: treinar um grande. Nada de dormir, nem um minuto de sono!
Terça-feira, 17 de Novembro
Então? Em que é que ficamos? Não dorme ou dorme? Lá estão os jornais a desestabilizar o Sporting?
«Carlos Carvalhal e adjuntos pernoitaram na Academia», lê-se hoje em A Bola. Chamei a atenção de um amigo sportinguista para este facto e obtive a seguinte resposta:
— Pernoitar não é dormir!
Sem dúvida, uma belíssima resposta.
Quarta-feira, 18 de Novembro
trigo Limpo, Farinha Amparo. 1-0, fora, como mandam as regras nestas coisas. Os disparates nacionalistas bósnios quase nos transformaram em pessoas normais. Celebremos esse facto e o golinho de Raul Meireles. Já está!
Quinta-feira, 19 de Novembro
Hoje, portanto. A Selecção regressa a casa esta madrugada sem dormir. Também Carlos Carvalhal não dorme. Há 120 horas.
Sábado, 14 de Novembro
Excelente a escolha do Estádio da Luz para o Portugal-Bósnia. A nossa Federação pensa em tudo e pensa bem. A relva é apenas relva e o betão das estruturas é o mesmo betão corrente de outras estruturas. Ah, mas os postes e as traves do Estádio da Luz estão, ao que parece, mais do que abençoados!
1-0. Perfeito. Foi melhor o resultado do que a exibição. Não ter sofrido golos pode ter sido importante. Estiveram absolutamente impecáveis os postes e as traves quer na primeira quer na segunda parte. Na quarta-feira vai ser um duelo e peras. Ainda não podemos levar até à Bósnia o Cristiano Ronaldo na comitiva mas talvez não fosse má ideia levar o madeirame do estádio do Benfica. Abençoado!
Domingo, 15 de Novembro
Domingo sem futebol é um sossego para todos. Para todos? Não. Hoje, apesar de não ter jogo, o treinador do FC Porto esteve longe, com certeza, de desfrutar uma manhã sossegada. Isto se alguém lhe mostrou a primeira página do Correio da Manhã. É mais do que compreensível. Como terá reagido Jesualdo Ferreira à notícia de que as negociações entre André Villas Boas e o Sporting foram interrompidas após uma intervenção do FC Porto, supostamente interessado em assegurar os serviços do jovem técnico para a próxima temporada «ou já em Janeiro se as más exibições dos dragões continuarem»?
Um domingo sem futebol, afinal, também pode ser um desassossego.
Pelo meio da tarde a notícia sobre a intervenção do FC Porto, no caso Villas Boas, mereceu uma intervenção do presidente do FC Porto que aproveitou a presença de jornalistas na II Gala Anual dos Dragões de Leiria para pôr tudo em pratos limpos. Presume-se que a ideia de Pinto da Costa era muito acertada no sentido de devolver a Jesualdo Ferreira o sossego merecido com a paragem do campeonato e de garantir aos jogadores a plena confiança nas suas capacidades de recuperação do pequeno número de pontos já perdidos.
Mas, para dizer o que disse, não valeria mais ao presidente do FC Porto não ter dito nada? Por força de circunstâncias passadas e amplamente glosadas, em verso e em prosa, nos mais díspares elogios a Pinto da Costa e à sua grande escola de dirigismo desportivo, acabou por se tornar contraproducente a ironia do costume com que o presidente tentou travar os efeitos da notícia.
«Então o FC Porto desvia um indivíduo que está em Coimbra e vai para Lisboa?» — foi o que disse o presidente do FC Porto aos jornalistas.
Ora aqui está o problema. E o problema aqui não é a ironia. O problema é, precisamente, o do «costume». Foi, quase de certeza, por respeito ao sossego devido a Jesualdo Ferreira que nenhum jornalista se atreveu a interpelar Pinto da Costa. Assim:
- Então, sendo esse o caso presente, há alguns anos atrás quando José Mourinho estava em Leiria e ia para Lisboa, quem é que o desviou para o Porto?
Lembram-se? Em finais de 2001, o Benfica procurava desastradamente recuperar José Mourinho para a Luz e Octávio Machado era o periclitante treinador do FC Porto. Passou o Natal, passou o Ano Novo e todos os dias os jornais noticiavam como estava tremida a posição de Octávio Machado nas Antas. O próprio Octávio recorda o episódio no seu livro Vocês Sabem do que Estou a Falar, cujas páginas 252 e 253 passamos a transcrever, com a devida vénia:
«Fui então ter com o presidente a Espinho e ficou decidido que eu continuava a treinar o FC Porto. A caminho do parque de estacionamento, disse-me: 'Caso você se fosse embora não era o Mourinho que o vinha substituir (…).» O relato de Octávio Machado prossegue com a descrição de uma jura feita, incidindo tal jura presidencial sobre a saúde de terceiros, pelo que passemos adiante:
«(…) É importante referir que esta conversa decorreu em Janeiro. Porque tanto no livro do José Mourinho como no do próprio Pinto da Costa, ambos confessam que o contrato foi celebrado no dia do aniversário do presidente do FC Porto, que é a 28 ou a 29 de Dezembro. Basta consultar os livros. Ora como é que teve cara para me dizer, em Janeiro, que o Mourinho jamais me iria substituir? Ainda por cima jurando pela saúde (…)?» Adiante…
…Para o lamento final de Octávio: «Tive de suportar tudo isto. Foi um período de terrorismo psicológico que eu vivi nesse início de ano. Eu nunca fiz isto a ninguém.»
Octávio Machado, nem ironia, nem costume. Pudera…
Segunda-feira, 16 de Novembro
Falhada a operação Villas Boas, José Eduardo Bettencourt não perdeu tempo e Carlos Carvalhal é o novo treinador do Sporting. O treinador português não se alongou em discursos. Fez bem. Limitou-se a dar uma entrevista ao site oficial do Sporting. «Vou viver o Sporting 24 horas por dia», disse. E deixou um apelo aos sócios e adeptos do clube de Alvalade: «Não deixem adormecer o Sporting!» Ou seja, que façam como ele, Carlos Carvalhal, um treinador que vai estar desperto e actuante 24 horas por dia para se fazer merecer da justa oportunidade que lhe foi concedida: treinar um grande. Nada de dormir, nem um minuto de sono!
Terça-feira, 17 de Novembro
Então? Em que é que ficamos? Não dorme ou dorme? Lá estão os jornais a desestabilizar o Sporting?
«Carlos Carvalhal e adjuntos pernoitaram na Academia», lê-se hoje em A Bola. Chamei a atenção de um amigo sportinguista para este facto e obtive a seguinte resposta:
— Pernoitar não é dormir!
Sem dúvida, uma belíssima resposta.
Quarta-feira, 18 de Novembro
trigo Limpo, Farinha Amparo. 1-0, fora, como mandam as regras nestas coisas. Os disparates nacionalistas bósnios quase nos transformaram em pessoas normais. Celebremos esse facto e o golinho de Raul Meireles. Já está!
Quinta-feira, 19 de Novembro
Hoje, portanto. A Selecção regressa a casa esta madrugada sem dormir. Também Carlos Carvalhal não dorme. Há 120 horas.
quarta-feira, novembro 18, 2009
C´ um Caneco (outro passatempo)
Oliveirense vs FC Porto
Valenciano vs Belenenses
Rio Ave vs Santa Clara
Tirsense vs P. Ferreira
Académica vs Beira-Mar
Aliados Lordelo vs Leixões
Freamunde vs U. Leiria
Naval vs Gil Vicente
Nacional vs Fátima
Pesc. Caparica vs Sporting
Sp. Braga vs V. Setúbal
Benfica vs V. Guimarães
Valenciano vs Belenenses
Rio Ave vs Santa Clara
Tirsense vs P. Ferreira
Académica vs Beira-Mar
Aliados Lordelo vs Leixões
Freamunde vs U. Leiria
Naval vs Gil Vicente
Nacional vs Fátima
Pesc. Caparica vs Sporting
Sp. Braga vs V. Setúbal
Benfica vs V. Guimarães
segunda-feira, novembro 16, 2009
domingo, novembro 15, 2009
Jean Silva
Jean Marinho da Silva assinou o penalty decisivo com que o SLBenfica conquistou o Troféu Pedro Pauleta.
Nasceu a 20 de Novembro de 1992, mede 1,80 mts e pesa 73 kgs.
Proveniente do Tiradentes Esporte Clube de Santa Catarina, esteve em Braga na temporada passada à experiência.
Apesar da aprovação de Jorge Jesus, acabou por não obter a necessária desvinculação com os brasileiros para, naquele ano, assinar pelo Sporting de Braga.
Assinou agora pelo Benfica.
Veremos se confirma as expectativas nele depositadas.
sábado, novembro 14, 2009
Artigo de Opinião de Ricardo Araújo Pereira
NO momento em que escrevo, o Sporting continua sem treinador por não ter tido capacidade para contratar o técnico da Académica de Coimbra. Quem sonha alto arrisca-se a desilusões, e o homem que orienta o último classificado da Liga Sagres e iniciou a carreira no mês passado veio a revelar-se uma fantasia impossível para o clube leonino. Ainda assim, na comunicação social, André Villas Boas foi treinador do Sporting durante cerca de 10 minutos. Apesar da curta carreira, já vai tendo currículo: bateu o recorde do saudoso Vicente Cantatore. Além disso, há que reconhecer que teria sido uma escolha inteligente: a contratação de Villas Boas contribuiria para desestabilizar a Académica, um adversário directo do Sporting na luta pela manutenção. Trata-se de um homem cujo apelido tem dupla consoante, tal como o de Bettencourt, o que é especialmente apropriado para um clube como o Sporting. É um técnico que teria certamente muito para ensinar a jovens como André Marques e Pereirinha, mas também poderia aprender com jogadores mais velhos do que ele, como Tiago e Angulo. Perdeu-se um intercâmbio de conhecimentos que poderia ter sido muito interessante. Mais: sabendo que Sá Pinto é o novo director do futebol profissional do Sporting, é conveniente contratar um treinador jovem, que não tenha memória do que Sá Pinto costumava fazer aos treinadores, com destaque para Artur Jorge.Enfim, foi pena. Segundo os jornais, José Eduardo Bettencourt pretendia um treinador português e experiente, e André Villas Boas já tem quatro ou cinco jogos oficiais debaixo do cinto, um dos quais conseguiu mesmo vencer. Não será fácil descobrir candidatos mais experimentados. Por outro lado, numa conferência de imprensa que é já histórica, Bettencourt disse que o próximo treinador seria caucasiano. Ao mesmo tempo que excluía, por exemplo, Oceano, a declaração do presidente do Sporting parecia apontar claramente para Villas Boas, cujo cabelo arruivado é uma garantia inequívoca de pertença ao tipo racial que Bettencourt procura.
Ontem, no entanto, tudo parece ter terminado. A meio da manhã, o Sporting comunicou à CMVM que se encontrava a efectuar, e cito, «contactos (…) com o representante do treinador André Villas Boas». Mas, à tarde, a Académica publicava uma nota segundo a qual, volto a citar, «a Académica e o Sporting não chegaram a acordo para a transferência do técnico para Alvalade». E, às 19h10, a página de A BOLA na internet noticiava que José Eduardo Bettencourt, instado a revelar o que teria falhado nas negociações com a Académica para contratar André Villas Boas, tinha dito que, e cito novamente, «não falhou nada, houve por parte da comunicação social muita especulação acerca do tema. Nunca houve contactos directos com quer que seja, mas mesmo assim a comunicação social deu-o como certo no Sporting». Já se sabe como é esta comunicação social. Só porque o Sporting comunica à CMVM que está a efectuar contactos com o representante de André Villas Boas, a comunicação social especula imediatamente que o Sporting está a efectuar contactos com o representante de André Villas Boas. Pelo simples facto de a Académica tornar público que as negociações falharam, entretém-se inventar que houve negociações, e que - imagine-se! - falharam. A saída de Paulo Bento pode ter sido um pouco conturbada, mas felizmente o futuro está a ser preparado de uma forma muito organizada e segura. As bases do novo ciclo são, sem dúvida, muito sólidas, o que deve tranquilizar os sportinguistas.
Ontem, no entanto, tudo parece ter terminado. A meio da manhã, o Sporting comunicou à CMVM que se encontrava a efectuar, e cito, «contactos (…) com o representante do treinador André Villas Boas». Mas, à tarde, a Académica publicava uma nota segundo a qual, volto a citar, «a Académica e o Sporting não chegaram a acordo para a transferência do técnico para Alvalade». E, às 19h10, a página de A BOLA na internet noticiava que José Eduardo Bettencourt, instado a revelar o que teria falhado nas negociações com a Académica para contratar André Villas Boas, tinha dito que, e cito novamente, «não falhou nada, houve por parte da comunicação social muita especulação acerca do tema. Nunca houve contactos directos com quer que seja, mas mesmo assim a comunicação social deu-o como certo no Sporting». Já se sabe como é esta comunicação social. Só porque o Sporting comunica à CMVM que está a efectuar contactos com o representante de André Villas Boas, a comunicação social especula imediatamente que o Sporting está a efectuar contactos com o representante de André Villas Boas. Pelo simples facto de a Académica tornar público que as negociações falharam, entretém-se inventar que houve negociações, e que - imagine-se! - falharam. A saída de Paulo Bento pode ter sido um pouco conturbada, mas felizmente o futuro está a ser preparado de uma forma muito organizada e segura. As bases do novo ciclo são, sem dúvida, muito sólidas, o que deve tranquilizar os sportinguistas.
quinta-feira, novembro 12, 2009
Elucidativo!
1º Benfica-Marítimo, 54 103
2º Benfica-Nacional, 47 011
3º F.C. Porto-Sporting, 46 511
4º Benfica-Leixões, 43 283
5º Benfica-Naval, 41 981
6º Benfica-V.Setúbal, 40 915
7º F.C. Porto-Nacional, 40 309
8º F.C. Porto-Leixões, 38 117
9º F.C. Porto-Belenenses, 31 819
10º F.C. Porto-Académica, 29 209
2º Benfica-Nacional, 47 011
3º F.C. Porto-Sporting, 46 511
4º Benfica-Leixões, 43 283
5º Benfica-Naval, 41 981
6º Benfica-V.Setúbal, 40 915
7º F.C. Porto-Nacional, 40 309
8º F.C. Porto-Leixões, 38 117
9º F.C. Porto-Belenenses, 31 819
10º F.C. Porto-Académica, 29 209
Artigo de Opinião de Miguel Góis
Cada vez que os meus filhos se recusam a comer uma banana no final de uma refeição, lá começo eu a contar a história verdadeira de um guarda-redes do Benfica que, não há muito tempo, durante um jogo na Luz, aproveitou a bola estar no meio-campo adversário e, sentindo uma súbita quebra de energia, retirou da sua mochila, colocada atrás da baliza, uma banana, que engoliu ali à frente de toda a gente, em poucos segundos. A moral da história é: até um jogador do Benfica, às vezes, precisa de se alimentar. A partir daí, nunca mais se lhes ouviu quer um protesto, quer um queixume, em relação à banana. Pelo contrário, passaram a comê-la em silêncio, como se de um ato solene se tratasse. Esse guarda-redes, o homem da banana, era Robert Enke.
Não só lhe devo, portanto, o facto de ter evitado que Carlos Bossio tenha representado mais vezes o Benfica em jogos oficiais, como também a surreal preponderância que conquistou nos hábitos nutricionais da minha prole. (Ainda que, por vezes, sinta algum ressentimento por ele não ter também optado por ingerir uma sopa de legumes aos 57' do Benfica-Desportivo das Aves da época 2000/2001. Não lhe tinha custado nada, e a mim facilitar-me-ia bastante a vida doméstica.)
Anteontem, a tragédia abateu-se. E a minha história - que, admitamos, já não era espetacular - passou a ser ridícula. O homem que comia bananas a meio dos jogos para ganhar energia foi incapaz de tomar antidepressivos para reconquistar o ânimo.
Não só lhe devo, portanto, o facto de ter evitado que Carlos Bossio tenha representado mais vezes o Benfica em jogos oficiais, como também a surreal preponderância que conquistou nos hábitos nutricionais da minha prole. (Ainda que, por vezes, sinta algum ressentimento por ele não ter também optado por ingerir uma sopa de legumes aos 57' do Benfica-Desportivo das Aves da época 2000/2001. Não lhe tinha custado nada, e a mim facilitar-me-ia bastante a vida doméstica.)
Anteontem, a tragédia abateu-se. E a minha história - que, admitamos, já não era espetacular - passou a ser ridícula. O homem que comia bananas a meio dos jogos para ganhar energia foi incapaz de tomar antidepressivos para reconquistar o ânimo.
Artigo de Opinião de Leonor Pinhão
Não é Ronaldo, é Javi García quem faz muita falta ao Real
Não é pecado mudar de opinião. Não só não é pecado mudar de opinião como é uma alegria, uma prova de apurada sensibilidade e de inteligência prática. O mundo muda e nós também. De outra forma seria uma sensaboria.
Neste capítulo, o que o futebol tem de maravilhoso é que havendo jogos todas as semanas, todas as semanas mudamos de opinião face à avalanche de novos factos produzidos em noventa minutos, mais o tempo de compensação. Por todo o mundo onde se joga à bola, cada jornada atira com os adeptos para um caldeirão de realidade diferente do caldeirão da realidade anterior.
Tomemos por exemplos dois dos maiores clubes do mundo: o Real Madrid e o Benfica. Oficialmente não se cruzam em disputas no relvado há mais de quarenta anos, mas os dois gigantes ibéricos têm mantido ao longo das respectivas histórias alguns pontos em comum que implicam, pois com certeza, fabulosas mudanças de opinião num campo e no outro.
Recuemos até ao último Verão. E como fazia calor.
Em Madrid era recebido com honras faraónicas o português Cristiano Ronaldo. O estádio Santiago Bernabéu albergou uma multidão delirante só pelo prazer de ver Cristiano Ronaldo, equipado de branco, subir a um palanquim e pronunciar umas palavras num portunhol que a ocasião plenamente justificava.
Naquele momento nenhum adepto do Real Madrid duvidou, por um instante que fosse, da temporada de glória que tinha pela frente. As opiniões nem se dividiam: não haveria equipa no mundo que conseguisse, sequer, empatar um jogo com los blancos. Nas imediações de Chamartín, os que não conseguiram lugar no estádio torciam as mãos em desespero e corriam para os botequins mais próximos para assistir pela televisão à entronização do apolo madeirense.
Em Lisboa, o ambiente era diferente, muito diferente.
Ao Estádio da Luz acabara de chegar um espanhol de Chamartín. E se não esteve no estádio Santiago Bernabéu, com os seus, a deleitar-se com a apresentação de Cristiano Ronaldo, não foi porque tivesse chegado tarde à cerimónia. Foi porque não tinha, objectivamente, lugar. Não tendo lugar, não viu nada e foi mandado para Lisboa, depois de vendido ao Benfica.
As opiniões dos benfiquistas, naquele momento, não foram nada simpáticas. Estávamos no Verão, como se recordam, e pelas praias, de toldo para toldo, lamentavam-se em voz alta entre o irónico e o céptico:
— Isto é incrível, demos 7 milhões de euros por um suplente do Real Madrid!
— Isto é que é deitar dinheiro à rua!
— Mas quem é este Javi García?
— É um nabo qualquer que eles para lá tinham… 7 milhões de euros, francamente!
— Fez só três jogos na época passada…
— Nesse caso deve vir descansadinho… — e esta foi, ainda assim, a opinião mais positiva com que a notícia da contratação do «nabo» espanhol foi encarada em Portugal no mês de Julho.
Agora que Novembro já vai quase a meio, as opiniões mudaram. Mudaram em Madrid e mudaram em Lisboa. E neste início de semana, sem exagero ou com exagero, como preferirem, as opiniões radicalizaram-se nas duas capitais.
Em Madrid, encheu-se outra vez o estádio Santiago Bernabéu mas, desta vez, não foi para ver Cristiano Ronaldo. Foi para garantir à equipa do Alcorcón, da II Divisão B espanhola, uma prolongada ovação assim que terminou o jogo da segunda mão dos 16-avos-final da Taça do Rei. Os alcorcónenses, que tinham goleado, em casa, com grande exagero por 4-0, aguentaram-se com grande valentia no campo mítico do adversário e afastaram, sem exagero, o Real Madrid da famosa competição.
— No entiendo cómo ocurrió…
— Que falta nos hace Ronaldo… — queixavam-se os adeptos do Real na noite de terça-feira.
Estão, contudo, profundamente enganados.
Na noite de véspera, no Estádio da Luz, o diagnóstico da doença do Real Madrid já tinha sido traçado, com precisão científica por Rui Costa. Assim que o jogo com a Naval acabou, o jovem director desportivo do Benfica entrou em campo e correndo para Javi García abraçou-o, beijou-o e puxou-lhe as orelhas num gesto de grande carinho. Compreende-se a reacção de Rui Costa. Imagine-se só o que terá ouvido quando em Julho gastou 7 milhões de euros com um «nabo» espanhol, suplente do Real Madrid…
Nas bancadas, o público não se cansava também de aplaudir o autor do golo que, a um minuto do fim, garantiu a vitória ao Benfica. Que bem que ele afinal joga. E que bem que fala.
— Foi uma honra para mim ter marcado este golo — disse escolhendo tão bem as palavras que até dá vontade de lhe puxar as orelhas, com carinho.
E, satisfeitos, os benfiquistas regressaram a casa já entretidos a conversar sobre o próximo compromisso da Selecção Nacional.
— Não sei se o Cristiano Ronaldo faz mais falta à Selecção se ao Real Madrid… — lançou o mote um intelectual dos nossos.
— Quem faz falta ao Real Madrid é o Javi García não é o Cristiano Ronaldo! — logo o interrompeu um outro, ainda mais intelectual.
E com muita razão. Pelo menos foi essa a opinião de toda aquela gente.
***********************
Por falar em fazer falta… José Eduardo Bettencourt, quando Paulo Bento se despediu, disse que 90 por cento dos sportinguistas já sentiam saudades do treinador e que, num curto espaço de tempo, seriam 100 por cento dos sportinguistas a ter saudades de Bento. Missão cumprida, já são 100 por cento! Ao assumir penosamente sozinho o discurso oficial do Sporting, Paulo Bento desgastou-se de um modo absurdo mas, honra lhe seja feita, protegeu os sportinguistas dos discursos do seu presidente. Sem Paulo Bento, Bettencourt tem sido o orador de serviço. Já nos informou que o perfil do próximo treinador será «do sexo masculino, caucasiano», que a agitação que se vive em Alvalade «tem a ver com a cultura visigótica», infelizmente mais radicada «a norte do Tejo», porque «entre os visigodos, o pai puxava as orelhas a quem se portava mal e tudo ficava em ordem», terminando por lamentar que não se possa «mudar a sede social de Lisboa para o norte…»
A falta que faz Paulo Bento.
PS: Robert Enke esteve três temporadas no Benfica e quando o seu contrato estava a chegar ao fim foi muito claro com o clube e com os adeptos que sempre o estimaram. Não quis renovar e não se quis entregar nas mãos de nenhum empresário. Considerava-se, e bem, o dono da sua vida, jogava com a carta na mão e era livre de ir para onde quisesse sem dar troco a terceiros. No final da temporada de 2001/2002, quando o árbitro apitou para o fim do último jogo que faria no Estádio da Luz, Robert Enke antes de recolher à cabina resolveu despedir-se dos adeptos do Benfica e, sozinho, deu uma volta ao estádio aplaudindo e sendo aplaudido. Foi um momento bonito e raro de um jogador que, sendo dono da sua vida, se despediu com carinho de quem tanto gostou dele. Contente ele, contentes ficaram todos. Anteontem à noite, numa passagem de nível em Eilvese, nos subúrbios de Hannover, Robert Enke, o dono da sua vida, foi-se embora de vez. Triste, tão triste ele e todos tão tristes.
Não é pecado mudar de opinião. Não só não é pecado mudar de opinião como é uma alegria, uma prova de apurada sensibilidade e de inteligência prática. O mundo muda e nós também. De outra forma seria uma sensaboria.
Neste capítulo, o que o futebol tem de maravilhoso é que havendo jogos todas as semanas, todas as semanas mudamos de opinião face à avalanche de novos factos produzidos em noventa minutos, mais o tempo de compensação. Por todo o mundo onde se joga à bola, cada jornada atira com os adeptos para um caldeirão de realidade diferente do caldeirão da realidade anterior.
Tomemos por exemplos dois dos maiores clubes do mundo: o Real Madrid e o Benfica. Oficialmente não se cruzam em disputas no relvado há mais de quarenta anos, mas os dois gigantes ibéricos têm mantido ao longo das respectivas histórias alguns pontos em comum que implicam, pois com certeza, fabulosas mudanças de opinião num campo e no outro.
Recuemos até ao último Verão. E como fazia calor.
Em Madrid era recebido com honras faraónicas o português Cristiano Ronaldo. O estádio Santiago Bernabéu albergou uma multidão delirante só pelo prazer de ver Cristiano Ronaldo, equipado de branco, subir a um palanquim e pronunciar umas palavras num portunhol que a ocasião plenamente justificava.
Naquele momento nenhum adepto do Real Madrid duvidou, por um instante que fosse, da temporada de glória que tinha pela frente. As opiniões nem se dividiam: não haveria equipa no mundo que conseguisse, sequer, empatar um jogo com los blancos. Nas imediações de Chamartín, os que não conseguiram lugar no estádio torciam as mãos em desespero e corriam para os botequins mais próximos para assistir pela televisão à entronização do apolo madeirense.
Em Lisboa, o ambiente era diferente, muito diferente.
Ao Estádio da Luz acabara de chegar um espanhol de Chamartín. E se não esteve no estádio Santiago Bernabéu, com os seus, a deleitar-se com a apresentação de Cristiano Ronaldo, não foi porque tivesse chegado tarde à cerimónia. Foi porque não tinha, objectivamente, lugar. Não tendo lugar, não viu nada e foi mandado para Lisboa, depois de vendido ao Benfica.
As opiniões dos benfiquistas, naquele momento, não foram nada simpáticas. Estávamos no Verão, como se recordam, e pelas praias, de toldo para toldo, lamentavam-se em voz alta entre o irónico e o céptico:
— Isto é incrível, demos 7 milhões de euros por um suplente do Real Madrid!
— Isto é que é deitar dinheiro à rua!
— Mas quem é este Javi García?
— É um nabo qualquer que eles para lá tinham… 7 milhões de euros, francamente!
— Fez só três jogos na época passada…
— Nesse caso deve vir descansadinho… — e esta foi, ainda assim, a opinião mais positiva com que a notícia da contratação do «nabo» espanhol foi encarada em Portugal no mês de Julho.
Agora que Novembro já vai quase a meio, as opiniões mudaram. Mudaram em Madrid e mudaram em Lisboa. E neste início de semana, sem exagero ou com exagero, como preferirem, as opiniões radicalizaram-se nas duas capitais.
Em Madrid, encheu-se outra vez o estádio Santiago Bernabéu mas, desta vez, não foi para ver Cristiano Ronaldo. Foi para garantir à equipa do Alcorcón, da II Divisão B espanhola, uma prolongada ovação assim que terminou o jogo da segunda mão dos 16-avos-final da Taça do Rei. Os alcorcónenses, que tinham goleado, em casa, com grande exagero por 4-0, aguentaram-se com grande valentia no campo mítico do adversário e afastaram, sem exagero, o Real Madrid da famosa competição.
— No entiendo cómo ocurrió…
— Que falta nos hace Ronaldo… — queixavam-se os adeptos do Real na noite de terça-feira.
Estão, contudo, profundamente enganados.
Na noite de véspera, no Estádio da Luz, o diagnóstico da doença do Real Madrid já tinha sido traçado, com precisão científica por Rui Costa. Assim que o jogo com a Naval acabou, o jovem director desportivo do Benfica entrou em campo e correndo para Javi García abraçou-o, beijou-o e puxou-lhe as orelhas num gesto de grande carinho. Compreende-se a reacção de Rui Costa. Imagine-se só o que terá ouvido quando em Julho gastou 7 milhões de euros com um «nabo» espanhol, suplente do Real Madrid…
Nas bancadas, o público não se cansava também de aplaudir o autor do golo que, a um minuto do fim, garantiu a vitória ao Benfica. Que bem que ele afinal joga. E que bem que fala.
— Foi uma honra para mim ter marcado este golo — disse escolhendo tão bem as palavras que até dá vontade de lhe puxar as orelhas, com carinho.
E, satisfeitos, os benfiquistas regressaram a casa já entretidos a conversar sobre o próximo compromisso da Selecção Nacional.
— Não sei se o Cristiano Ronaldo faz mais falta à Selecção se ao Real Madrid… — lançou o mote um intelectual dos nossos.
— Quem faz falta ao Real Madrid é o Javi García não é o Cristiano Ronaldo! — logo o interrompeu um outro, ainda mais intelectual.
E com muita razão. Pelo menos foi essa a opinião de toda aquela gente.
***********************
Por falar em fazer falta… José Eduardo Bettencourt, quando Paulo Bento se despediu, disse que 90 por cento dos sportinguistas já sentiam saudades do treinador e que, num curto espaço de tempo, seriam 100 por cento dos sportinguistas a ter saudades de Bento. Missão cumprida, já são 100 por cento! Ao assumir penosamente sozinho o discurso oficial do Sporting, Paulo Bento desgastou-se de um modo absurdo mas, honra lhe seja feita, protegeu os sportinguistas dos discursos do seu presidente. Sem Paulo Bento, Bettencourt tem sido o orador de serviço. Já nos informou que o perfil do próximo treinador será «do sexo masculino, caucasiano», que a agitação que se vive em Alvalade «tem a ver com a cultura visigótica», infelizmente mais radicada «a norte do Tejo», porque «entre os visigodos, o pai puxava as orelhas a quem se portava mal e tudo ficava em ordem», terminando por lamentar que não se possa «mudar a sede social de Lisboa para o norte…»
A falta que faz Paulo Bento.
PS: Robert Enke esteve três temporadas no Benfica e quando o seu contrato estava a chegar ao fim foi muito claro com o clube e com os adeptos que sempre o estimaram. Não quis renovar e não se quis entregar nas mãos de nenhum empresário. Considerava-se, e bem, o dono da sua vida, jogava com a carta na mão e era livre de ir para onde quisesse sem dar troco a terceiros. No final da temporada de 2001/2002, quando o árbitro apitou para o fim do último jogo que faria no Estádio da Luz, Robert Enke antes de recolher à cabina resolveu despedir-se dos adeptos do Benfica e, sozinho, deu uma volta ao estádio aplaudindo e sendo aplaudido. Foi um momento bonito e raro de um jogador que, sendo dono da sua vida, se despediu com carinho de quem tanto gostou dele. Contente ele, contentes ficaram todos. Anteontem à noite, numa passagem de nível em Eilvese, nos subúrbios de Hannover, Robert Enke, o dono da sua vida, foi-se embora de vez. Triste, tão triste ele e todos tão tristes.
quarta-feira, novembro 11, 2009
terça-feira, novembro 10, 2009
Espaço Prof. Karamba - Classificação Geral
1º Lugar: Kaiserlicheagle - 215 pontos
2º Lugar: Vermelho Sempre - 200 pontos
3º Lugar: Jimmy Jump - 195 pontos
4º Lugar: Samsalameh - 190 pontos
5º Lugar: Vermelho, J. Lobo e Gui - 180 pontos
6º Lugar: Chico - 170 pontos
7º Lugar: Fura-Redes e JC - 150 pontos
8º Lugar: Sócio - 125 pontos
9º Lugar: Vermelho Nunca - 120 pontos
10º Lugar: Cuto - 100 pontos
11º Lugar: Agarredinhos e Filipe - 70 pontos
12º Lugar: Lion Heart - 50 pontos
13º Lugar: Pachulico - 35 pontos
2º Lugar: Vermelho Sempre - 200 pontos
3º Lugar: Jimmy Jump - 195 pontos
4º Lugar: Samsalameh - 190 pontos
5º Lugar: Vermelho, J. Lobo e Gui - 180 pontos
6º Lugar: Chico - 170 pontos
7º Lugar: Fura-Redes e JC - 150 pontos
8º Lugar: Sócio - 125 pontos
9º Lugar: Vermelho Nunca - 120 pontos
10º Lugar: Cuto - 100 pontos
11º Lugar: Agarredinhos e Filipe - 70 pontos
12º Lugar: Lion Heart - 50 pontos
13º Lugar: Pachulico - 35 pontos
segunda-feira, novembro 09, 2009
SLBenfica - Naval 1-0
Em 36 anos de vida, este foi um dos poucos jogos do SLBenfica a que não tive oportunidade de assistir.
Fica a suprema consolação de uma vitória muito sofrida, mas inteiramente justa nas palavras dos protagonistas de ambas as equipas.
domingo, novembro 08, 2009
Verdades Inconvenientes, mas Irrefutáveis!
Paulo Bento fica grato ao Sporting pelas oportunidades que lhe deu, mas fiel a si mesmo, não deixa de assumir algumas críticas à mentalidade encontrada no clube, em determinados aspectos.
O técnico entende que os adeptos «devem deixar de ter um complexo de inferioridade» relativo ao Benfica, identificando uma «depressão» motivada pelos resultados de pré-época do rival.
O ex-treinador leonino lembrou que o Sporting «desde 1960, só ganhou oito campeonatos», sustentando assim a opinião de que «o clube não tem cultura vencedora».
O técnico entende que os adeptos «devem deixar de ter um complexo de inferioridade» relativo ao Benfica, identificando uma «depressão» motivada pelos resultados de pré-época do rival.
O ex-treinador leonino lembrou que o Sporting «desde 1960, só ganhou oito campeonatos», sustentando assim a opinião de que «o clube não tem cultura vencedora».
sábado, novembro 07, 2009
Artigo de Opinião de Ricardo Araújo Pereira
Esta vida são dois dias e 'forever' são 171
O treinador do sétimo classificado do campeonato nacional demitiu-se e, surpreendentemente, os jornais não falam de outra coisa. Para um clube que se queixa de falta de atenção da imprensa, estes só podem ser dias muito felizes. Adeptos e dirigentes do Sporting protestam muitas vezes por terem menos espaço nas primeiras páginas dos jornais do que os principais adversários. Talvez seja verdade: dos três grandes, o Sporting será o que tem menos visibilidade na imprensa. Mas, dos clubes do meio da tabela, é o que tem mais. Eis o lado positivo da questão — no qual os sportinguistas, pessimistas como só eles, nunca reparam.
Três ou quatro meses depois de terem dado um esmagador voto de confiança a um presidente que lhes tinha prometido «Paulo Bento forever», os sportinguistas exigiram, através de lenços brancos, faixas insultuosas e desacatos, que o treinador fosse despedido. O presidente não lhes fez a vontade: Paulo Bento não foi despedido, demitiu-se. Não foi o Sporting que disse a Paulo Bento que não estava mais interessado no seu trabalho. Foi Paulo Bento que comunicou ao Sporting que o clube não era suficientemente ambicioso, competitivo e decente para ele. E ainda diziam que o homem não tinha visão nem percebia de futebol. Afinal, era das pessoas mais perspicazes que o Sporting tinha.
No entanto, na hora da saída, Paulo Bento fez algumas declarações que contrariam um pouco a ideia de que faz análises sensatas do momento que o Sporting atravessa. Disse, por exemplo, que os sportinguistas deveriam deixar de ter o actual complexo de inferioridade em relação ao Benfica. Qualquer observador isento sabe que não se chama complexo de inferioridade àquilo que os sportinguistas sentem. Chama-se simplesmente realismo. Enquanto o Benfica despachava facilmente a equipa que, no ano passado, ficou em quinto lugar no campeonato inglês, o Sporting esforçava-se por empatar em casa com uns desconhecidos. Pedir a esta gente que não tenha complexos de inferioridade em relação ao Benfica é como dizer ao Zé Cabra que não deve sentir-se inferior ao Pavarotti.
Neste momento, o Sporting precisa de calma. Há que contratar um Manuel Cajuda qualquer e começar a lutar seriamente pela manutenção, quem sabe até pela Europa. E, para o ano, esperar por adversários um pouco menos poderosos do que o Ventspils, e tentar fazer um brilharete.
O treinador do sétimo classificado do campeonato nacional demitiu-se e, surpreendentemente, os jornais não falam de outra coisa. Para um clube que se queixa de falta de atenção da imprensa, estes só podem ser dias muito felizes. Adeptos e dirigentes do Sporting protestam muitas vezes por terem menos espaço nas primeiras páginas dos jornais do que os principais adversários. Talvez seja verdade: dos três grandes, o Sporting será o que tem menos visibilidade na imprensa. Mas, dos clubes do meio da tabela, é o que tem mais. Eis o lado positivo da questão — no qual os sportinguistas, pessimistas como só eles, nunca reparam.
Três ou quatro meses depois de terem dado um esmagador voto de confiança a um presidente que lhes tinha prometido «Paulo Bento forever», os sportinguistas exigiram, através de lenços brancos, faixas insultuosas e desacatos, que o treinador fosse despedido. O presidente não lhes fez a vontade: Paulo Bento não foi despedido, demitiu-se. Não foi o Sporting que disse a Paulo Bento que não estava mais interessado no seu trabalho. Foi Paulo Bento que comunicou ao Sporting que o clube não era suficientemente ambicioso, competitivo e decente para ele. E ainda diziam que o homem não tinha visão nem percebia de futebol. Afinal, era das pessoas mais perspicazes que o Sporting tinha.
No entanto, na hora da saída, Paulo Bento fez algumas declarações que contrariam um pouco a ideia de que faz análises sensatas do momento que o Sporting atravessa. Disse, por exemplo, que os sportinguistas deveriam deixar de ter o actual complexo de inferioridade em relação ao Benfica. Qualquer observador isento sabe que não se chama complexo de inferioridade àquilo que os sportinguistas sentem. Chama-se simplesmente realismo. Enquanto o Benfica despachava facilmente a equipa que, no ano passado, ficou em quinto lugar no campeonato inglês, o Sporting esforçava-se por empatar em casa com uns desconhecidos. Pedir a esta gente que não tenha complexos de inferioridade em relação ao Benfica é como dizer ao Zé Cabra que não deve sentir-se inferior ao Pavarotti.
Neste momento, o Sporting precisa de calma. Há que contratar um Manuel Cajuda qualquer e começar a lutar seriamente pela manutenção, quem sabe até pela Europa. E, para o ano, esperar por adversários um pouco menos poderosos do que o Ventspils, e tentar fazer um brilharete.
quinta-feira, novembro 05, 2009
Everton - SLBenfica 0-2
Perfeita leitura das exigências colocadas pela partida
Coesão defensiva como base para um progressivo espraiar no terreno
Com excepção de alguns pequenos sustos na primeira metade, esterilização dos movimentos atacantes do Everton
Preenchimento dos espaços, sentido posicional e agressividade como forma de conservar perene a organização defensiva
Intensidade, velocidade, dinâmica, mobilidade, fluidez e clarividência das transições ofensivas na segunda parte
A entrada de Aimar orquestrando o processo ofensivo e aportando serenidade e capacidade de posse e circulação da bola
Absoluto domínio do adversário no segundo tempo
Segurança imaculada do quarteto defensivo, rigor de Javi Garcia, inconformismo e imaginação de Di Maria, classe de Saviola e Aimar e codícia de Cardozo
Demonstração de inequívoca superação psicológica da derrota em Braga
7-0 no conjunto dos dois jogos, revelando a superioridade avassaladora do Benfica sobre o Everton
Memorial Zandinga - Classificação Geral
1º Lugar: Fura-Redes - 270 pontos
2º Lugar: Vermelho Sempre, Vermelho, Samsalameh e JC - 260 pontos
3º Lugar: Sócio - 255 pontos
4º Lugar: Jimmy Jump - 250 pontos
5º Lugar: Gui - 240 pontos
6º Lugar: J. Lobo - 230 pontos
7º Lugar: Kaiserlicheagle - 220 pontos
8º Lugar: Vermelho Nunca - 215 pontos
9º Lugar: Chico - 190 pontos
10º Lugar: Lion Heart - 145 pontos
11º Lugar: Cuto - 90 pontos
12º Lugar: Pachulico - 70 pontos
2º Lugar: Vermelho Sempre, Vermelho, Samsalameh e JC - 260 pontos
3º Lugar: Sócio - 255 pontos
4º Lugar: Jimmy Jump - 250 pontos
5º Lugar: Gui - 240 pontos
6º Lugar: J. Lobo - 230 pontos
7º Lugar: Kaiserlicheagle - 220 pontos
8º Lugar: Vermelho Nunca - 215 pontos
9º Lugar: Chico - 190 pontos
10º Lugar: Lion Heart - 145 pontos
11º Lugar: Cuto - 90 pontos
12º Lugar: Pachulico - 70 pontos
Espaço Prof. Karamba
Benfica - Naval
Leixões - Nacional
V. Guimarães - Sp. Braga
Marítimo - FC Porto
Rio Ave - Sporting
V. Setúbal - Olhanense
Belenenses - P. Ferreira
U. Leiria - Académica
Leixões - Nacional
V. Guimarães - Sp. Braga
Marítimo - FC Porto
Rio Ave - Sporting
V. Setúbal - Olhanense
Belenenses - P. Ferreira
U. Leiria - Académica
A Verdade da Mentira...
“It was unbelievable. For what reason would a player six yards out even think about that? I couldn’t believe it. I watched it again on the camera by the side of the dug-out. It’s one of the worst I have seen in my lifetime. The problem is, you can’t appeal a yellow card. In European football it is crucial because, later in the tournament, to miss a really important game because of that is unfair. Uefa should look at that. They won’t, but they should.” - Alex Ferguson sobre Olegário Benquerença
quarta-feira, novembro 04, 2009
terça-feira, novembro 03, 2009
Artigo de Opinião de Fernando Guerra
Na opinião de José Eduardo Bettencourt, que classifico de verdadeiramente arrasadora, as pessoas que não fazem parte da 'corte do Sporting' já perceberam que o desinvestimento se tem agravado nos últimos anos, travando o reforço do futebol e alimentando o aparecimento de 'minorias pseudo-revolucionárias' que actuam muitas vezes pelo próprio negócio e que não têm qualquer representação no universo do clube, sobre quem têm sido cometidos 'actos terroristas todos os dias'.
Violentas declarações para vários destinatários, produzidas um dia antes da tentativa de invasão que rancho de bandalhos tentou levar por diante em nome de nada, a não ser o insulto e a agressão. Quer-me parecer que o presidente leonino, embora ignorando os contornos da arruaça, suspeitava que algo de muito feio estaria em preparação, convidando a ignorar uma 'minoria ruidosa e desestabilizadora' que não se esgota, obviamente, no desatino da chusma de claqueiros. O que se observou em Alvalade não foi obra do acaso, muito menos reacção espontânea sobre o resultado do jogo com o Marítimo. Nota-se ali a influência de dedo maroto, o que mais uma vez acentua a suspeita de residirem lá dentro os mais intensos focos de discórdia, perturbadores do normal funcionamento de um grupo directivo sem tempo para reflectir nem condições para trabalhar.
Qual então a tragédia que ajude a explicar tão estúpida atitude por parte de franja malcriada de adeptos? Maus resultados? Só acredita nisso quem quiser... Diz Bettencourt que quanto mais conhece o clube mais vontade tem que Paulo Bento fique. Com esta sentença, não só absolve o treinador como se coloca ao lado dele para o que der e vier...
Já por mais de uma vez o presidente sportinguista se serviu do Benfica como muleta para divulgar as suas teses, ora com ironia, ora com sinceridade. Agora, apesar da quase sempre pouco saudável rivalidade entre os vizinhos da Segunda Circular, ousou, porque de uma ousadia se tratou no meu entendimento, endereçar elogios que julgo sinceros a Luís Filipe Vieira, e à Direcção por ele encabeçada, por ter sido capaz de mobilizar um conjunto de investidores para ajudar a salvar o emblema da águia.
Isso é unanimemente reconhecido, mas não caiu do céu. Gestões irresponsáveis deixaram o Benfica à beira da ruína. Roubaram-lhe a honra, despedaçaram-lhe a imagem e hipotecaram-lhe o futuro.
Luís Filipe Vieira chegou à Luz e descobriu uma instituição espezinhada e debilitada, ferida de morte por sucessivos atropelos. Desde então perdeu-se a contagem das batalhas que teve de travar em longo e desgastante combate que se arrasta há pelo menos oito anos. Objectivos? Recuperar a credibilidade, reactivar o processo de crescimento, preparar o futuro com a projecção e construção de infra-estruturas funcionais e modernas e, agora, a última e porventura mais importante fase do projecto: reconquistar o sucesso desportivo através de sério reforço da equipa de futebol.
O quadro que hoje se depara a Bettencourt deve ser um mar de rosas se comparado com o cenário de desolação que Vieira encontrou quando, para o bem e para o mal, aceitou a presidência do Benfica. Nem tudo lhe terá corrido de feição e nem tudo o que fez foi bem feito. Teve avanços e recuos, inimigos ferozes, adivinhou armadilhas e resistiu a traições. Como? Uma questão de liderança! Eis a diferença. Vieira sempre foi um dirigente de convicções. Desde o primeiro dia do seu magistério ficou claro o nome de quem mandava. A Bettencourt falta-lhe reclamar o respeito que lhe é devido, impor a sua autoridade e... preparar-se para ventos e marés... O que se passou em Alvalade na noite de anteontem deve ser visto como um desafio ao seu poder de comando.
Violentas declarações para vários destinatários, produzidas um dia antes da tentativa de invasão que rancho de bandalhos tentou levar por diante em nome de nada, a não ser o insulto e a agressão. Quer-me parecer que o presidente leonino, embora ignorando os contornos da arruaça, suspeitava que algo de muito feio estaria em preparação, convidando a ignorar uma 'minoria ruidosa e desestabilizadora' que não se esgota, obviamente, no desatino da chusma de claqueiros. O que se observou em Alvalade não foi obra do acaso, muito menos reacção espontânea sobre o resultado do jogo com o Marítimo. Nota-se ali a influência de dedo maroto, o que mais uma vez acentua a suspeita de residirem lá dentro os mais intensos focos de discórdia, perturbadores do normal funcionamento de um grupo directivo sem tempo para reflectir nem condições para trabalhar.
Qual então a tragédia que ajude a explicar tão estúpida atitude por parte de franja malcriada de adeptos? Maus resultados? Só acredita nisso quem quiser... Diz Bettencourt que quanto mais conhece o clube mais vontade tem que Paulo Bento fique. Com esta sentença, não só absolve o treinador como se coloca ao lado dele para o que der e vier...
Já por mais de uma vez o presidente sportinguista se serviu do Benfica como muleta para divulgar as suas teses, ora com ironia, ora com sinceridade. Agora, apesar da quase sempre pouco saudável rivalidade entre os vizinhos da Segunda Circular, ousou, porque de uma ousadia se tratou no meu entendimento, endereçar elogios que julgo sinceros a Luís Filipe Vieira, e à Direcção por ele encabeçada, por ter sido capaz de mobilizar um conjunto de investidores para ajudar a salvar o emblema da águia.
Isso é unanimemente reconhecido, mas não caiu do céu. Gestões irresponsáveis deixaram o Benfica à beira da ruína. Roubaram-lhe a honra, despedaçaram-lhe a imagem e hipotecaram-lhe o futuro.
Luís Filipe Vieira chegou à Luz e descobriu uma instituição espezinhada e debilitada, ferida de morte por sucessivos atropelos. Desde então perdeu-se a contagem das batalhas que teve de travar em longo e desgastante combate que se arrasta há pelo menos oito anos. Objectivos? Recuperar a credibilidade, reactivar o processo de crescimento, preparar o futuro com a projecção e construção de infra-estruturas funcionais e modernas e, agora, a última e porventura mais importante fase do projecto: reconquistar o sucesso desportivo através de sério reforço da equipa de futebol.
O quadro que hoje se depara a Bettencourt deve ser um mar de rosas se comparado com o cenário de desolação que Vieira encontrou quando, para o bem e para o mal, aceitou a presidência do Benfica. Nem tudo lhe terá corrido de feição e nem tudo o que fez foi bem feito. Teve avanços e recuos, inimigos ferozes, adivinhou armadilhas e resistiu a traições. Como? Uma questão de liderança! Eis a diferença. Vieira sempre foi um dirigente de convicções. Desde o primeiro dia do seu magistério ficou claro o nome de quem mandava. A Bettencourt falta-lhe reclamar o respeito que lhe é devido, impor a sua autoridade e... preparar-se para ventos e marés... O que se passou em Alvalade na noite de anteontem deve ser visto como um desafio ao seu poder de comando.
segunda-feira, novembro 02, 2009
Um novo Postulado - Quanto maior a distância e a confusão e menor a luminosidade, melhor vêem os árbitros portugueses!
Vejam onde está o árbitro auxiliar quando Ney e Mossoró mimoseiam Cardozo com duas valentes bofetadas.
Houve alguma punição para qualquer um dos jogadores?
Nada, zero, niente!!!
Escreveu-se no Record:
"...Antes de entrar para o túnel a equipa de arbitragem afastou-se da confusão para ter uma visão privilegiada de tudo o que aconteceu, e quando observou os dois jogadores a agredirem-se deu, imediatamente, ordem de expulsão..."
Agora sim, fez-se luz!
Quanto maior a distância e a confusão e menor a luminosidade, melhor vêem os árbitros portugueses!
Espaço Prof. Karamba - Classificação Geral
1º Lugar: Kaiserlicheagle - 180 pontos
2º Lugar: Vermelho Sempre, J. Lobo e Jimmy Jump - 175 pontos
3º Lugar: Samsalameh e Gui - 170 pontos
4º Lugar: Chico - 150 pontos
5º Lugar: Vermelho - 145 pontos
6º Lugar: Fura-Redes - 135 pontos
7º Lugar: JC - 130 pontos
8º Lugar: Vermelho Nunca e Sócio - 110 pontos
9º Lugar: Cuto - 100 pontos
10º Lugar: Agarredinhos e Filipe - 70 pontos
11º Lugar: Lion Heart - 50 pontos
12º Lugar: Pachulico - 35 pontos
2º Lugar: Vermelho Sempre, J. Lobo e Jimmy Jump - 175 pontos
3º Lugar: Samsalameh e Gui - 170 pontos
4º Lugar: Chico - 150 pontos
5º Lugar: Vermelho - 145 pontos
6º Lugar: Fura-Redes - 135 pontos
7º Lugar: JC - 130 pontos
8º Lugar: Vermelho Nunca e Sócio - 110 pontos
9º Lugar: Cuto - 100 pontos
10º Lugar: Agarredinhos e Filipe - 70 pontos
11º Lugar: Lion Heart - 50 pontos
12º Lugar: Pachulico - 35 pontos
Memorial Zandinga
APOEL - Porto
Atlético - Chelsea
Bayern - Bordeaux
Beşiktaş - Wolfsburg
Maccabi Haifa - Juventus
Man. United - CSKA Moskva
Marseille - Zürich
Milan - Real Madrid
Rubin - Barcelona
Arsenal - AZ
Dynamo - Internazionale
Fiorentina - Debrecen
Lyon - Liverpool
Sevilla - Stuttgart
Standard - Olympiacos
Unirea Urziceni - Rangers
Everton - SLBenfica
Sporting - Ventsplis
Nacional - Atl. Bilbao
Atlético - Chelsea
Bayern - Bordeaux
Beşiktaş - Wolfsburg
Maccabi Haifa - Juventus
Man. United - CSKA Moskva
Marseille - Zürich
Milan - Real Madrid
Rubin - Barcelona
Arsenal - AZ
Dynamo - Internazionale
Fiorentina - Debrecen
Lyon - Liverpool
Sevilla - Stuttgart
Standard - Olympiacos
Unirea Urziceni - Rangers
Everton - SLBenfica
Sporting - Ventsplis
Nacional - Atl. Bilbao
domingo, novembro 01, 2009
Recomeço!
Não posso, nem devo ficar insensível aos múltiplos e repetidos apelos que recebi esta tarde para reconsiderar a decisão de pôr termo à minha aventura pelos blog´s.
Não me comprometo com actualizações diárias, nem sequer com reflexões mais ou menos profundas.
Escreverei se e quando tiver disponibilidade para tal.
Um enorme bem-haja a todos!
Não me comprometo com actualizações diárias, nem sequer com reflexões mais ou menos profundas.
Escreverei se e quando tiver disponibilidade para tal.
Um enorme bem-haja a todos!
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