terça-feira, janeiro 26, 2010

Os "José Carlos Soares" do Inter e do Milan

Video de Opinião de Pedro Ribeiro

Artigo de Opinião de Luís Avelãs

Depois do país ter sido varrido por uma onda de escutas - em torno do futebol, mas também noutros quadrantes - agora parece que estamos na era dos vídeos. Se tudo isto não fosse demasiado absurdo, se calhar até dava vontade de rir. Bom, pelo menos dá para o Youtube ganhar mais uns clientes!
Confesso não ter a mínima paciência para perder tempo com sons ou imagens que, independentemente do conteúdo, acabam invariavelmente por não fazer prova de nada. Eu sei que existem leis e que estas, num estado de direito, devem ser respeitadas mas, assumo sem rodeios, não concordo com regulamentações que, de forma resumida, parecem talhadas para proteger quem erra. Sempre pensei que a justiça existia para punir os prevaricadores e/ou ressarcir quem é prejudicado. Hoje, não tenho tanta certeza.

Para mim, a lei mais justa que existe em todo o mundo é a do bom-senso. Essa, aqui ou em qualquer parte do planeta, é a que mais nos ajuda a enquadrar tudo o que se passa à nossa volta. E nestes casos de "Apitos" e cenas "hardcore" nos trajectos relvado-balneário, só por clubite exacerbada é que alguém pode considerar que, por causa da lei X ou Y, o material existente deve ser ignorado. Como se fosse possível "apagar" algo que é real...

Deixemos o futebol de lado. Imagine que as autoridades, andando a investigar um sujeito sobre quem recaem suspeitas de algo, acaba por apanhar uma conversa dessa pessoa com alguém que confessa ter cometido um crime. Será normal ignorar essa informação só porque o objecto da investigação era outro? Ou porque a lei diz que sons ou imagens, recolhidos de determinada forma, não podem ser aceites? É óbvio que não! O bom-senso exige que, sem prejuízo da investigação inicial, as autoridades não se esqueçam daquilo que apuraram. É isso que todos nós, cidadãos de um país dito normal, desejamos. "Caça às bruxas" é um disparate, mas fingir que as coisas não acontecem e assobiar para o lado... é mais do que errado, é deprimente!

Voltando ao futebol. Para mim, sons ou imagens que confirmem práticas irregulares por parte de dirigentes, técnicos, jogadores ou árbitros devem ser utilizadas para castigar quem errou. E isso deveria ser válido quando em causa estão FC Porto e Benfica ou o último classificado de um qualquer campeonato regional. A justiça tem de ser apenas uma e aplicada a todos da mesma forma.

Um Guarda-redes Muito Especial

Assistências da Semana

segunda-feira, janeiro 25, 2010

O jogo contra a pobreza teria sido o Momento Ideal...

para pacificar a relação do SLBenfica com João Vieira Pinto.
Lastimo, profundamente, que Miguel e Manuel Fernandes tenham sido convidados e se tenham "esquecido" daquele que foi uma das maiores vítimas do genocida Azevedo.
Azevedo escorraçou-o ignobilmente e já é tempo de o resgatar!
Já é tempo do "Menino de Ouro" regressar a casa!

Afinal quem é Ricardo Sá Pinto?!

"O Ricardo Sá Pinto reagiu em defesa própria, após ameaças à sua integridade física e à sua imagem. Houve falta de consideração pelo clube, falta de solidariedade pela equipa e desrespeito à minha pessoa."

Puro Hedonismo!

Artigo de Opinião de António Magalhães

Ficou a saber-se que Helton, Fucile e Rodríguez vão escapar (para já) a um eventual castigo porque as imagens do túnel não podem ser usadas para o efeito caso não sejam sustentadas por um relatório oficial. Antigamente não era assim, agora é e tudo fica a dever-se à nova lei geral do combate à violência. A notícia cria uma onda de indignação por motivos naturalmente compreensíveis. Espera-se que desta vez a ré não seja a Comissão Disciplinar que, obviamente, não é responsável pela elaboração de uma lei geral. Mas neste país nunca se sabe até onde vai a ignorância e a maldade.

É uma vergonha o que se passa nos túneis dos estádios, mas é muito próprio do português malandro e cobardolas que faz tudo pela calada, protegido pelas sombras do poder e pela influência de quem serve.

A cegueira do clubismo e os ódios de estimação alimentam esta gente e estas cenas com a agravante de se virar, posteriormente, contra quem tem a responsabilidade de apurar os factos, ajuizar com rigor, decidir com imparcialidade e julgar com fundamento. Ora perante o jogo sujo que se (não) vê, é preciso ter prova segura para que não haja dúvidas na decisão. É por isso natural que o processo do túnel da Luz demore o tempo que tem de demorar, estando, aliás, ainda dentro do prazo de mês e meio inicialmente previsto.

A pressa é sempre inimiga de uma boa decisão e sabe-se como no campo de uma batalha jurídica muitas vezes ganha-se à custa de erros processuais. Num país que paga 7,5 milhões de euros por leis mal feitas - como o "Expresso" titulava em manchete na última edição -, tenho para mim que a justiça desportiva, nos dias que correm, até é exemplar.

Enorme Mats!


Parabéns, King!

Outro Golo Fabuloso!

Diatribes...

Um Pontapé do Outro Mundo...

sábado, janeiro 23, 2010

Artigo de Opinião de Ricardo Araújo Pereira

Subtilezas do futebol português


Há antijogo bom e antijogo mau. Pela segunda jornada consecutiva, um adversário do Porto é expulso por mão na bola sem ter tocado com a mão na bola. Julgo que se trata de uma estratégia para prejudicar o Porto. O tempo que se perde a assinalar uma falta que não existe, a expulsar um jogador que não merece ser expulso e a esperar que ele saia de campo enquanto tenta fazer ver a toda a gente que o que acaba de acontecer é uma vergonha, são minutos preciosos que o Porto não pode aplicar a marcar golos com a mão. É certo que, na primeira parte, o Porto marcou um golo que foi mal invalidado. Falcao, que ironicamente dessa vez até optou por marcar com o pé, estava em jogo. Mas, ainda assim, não tão em jogo como estava o jogador do Paços no último minuto do Paços de Ferreira-Porto da primeira jornada, quando se isolou à frente do guarda-redes.

Há ilegalidades boas e ilegalidades más. As escutas, as nunca desmentidas escutas, foram agora colocadas no YouTube — facto que, como é evidente, vai levantar muitas e importantes questões. A quem interessa que tenham aparecido? Que leis viola a sua publicação? Quem as publicou? Porquê agora? Porquê no YouTube? Porquê cerca das dez da noite? Porquê com legendas brancas sobre fundo negro? Enfim, vai discutir-se tudo sobre as escutas. Tudo menos o que lá é dito, bem entendido. Há sempre quem tenha a caridade de nos explicar que isso é um pormenor que não interessa nada. Pela minha parte, tenho a certeza de que se trata de mais uma urdidura centralista e critico sobretudo o YouTube: um sítio que proíbe a divulgação de pornografia mas não coloca objecções à difusão de obscenidade moral não merece respeito. A outra obscenidade vale muito mais a pena. Se o incidente tiver alguma consequência, que seja nas escolhas literárias de Pinto da Costa. O presidente do Porto declama José Régio sempre que pode. Mas os diálogos que interpreta nas escutas também são muito ricos. Podia passar a declamá-los nas festas, em substituição do Régio. Em vez do Cântico Negro, passa a declamar o Cântico ao Homem Que Veste de Negro. Em vez do verso «Não vou por aí!», o também bonito «Não vá por aí, que a minha casa fica na segunda à direita, depois da rotunda». É tudo tão subtil, tão cheio de subentendidos... Que faz um árbitro que quer ir a casa de um dirigente desportivo pedir-lhe que preste aconselhamento matrimonial ao pai? Primeiro, não pede para ir lá a casa, nunca fala no pai, não diz uma palavra sobre aconselhamento matrimonial, e jamais refere o nome do dirigente. É contactado por um empresário e combinam um encontro com um engenheiro máximo que é gerente de caixa. Que faz um dirigente que é surpreendido pela visita de um árbitro? Combina a visita com um intermediário, com alguns dias de antecedência, e fornece indicações sobre o melhor caminho para chegar a sua casa — a mesma em que vai ser surpreendido. Depois da publicação em jornal e na Internet, aguardo a edição destes diálogos em livro. O tribunal não liga nenhuma às escutas, mas o público interessa-se muito por elas.

Há milhões suspeitos e milhões insuspeitos. Quando Benfica e Sporting começaram a fazer contratações de Inverno, Pinto da Costa disse que o seu clube não contrataria ninguém porque no Porto não havia petróleo. Duas semanas depois, o Porto contratou Rúben Micael. Antigamente, era preciso perfurar o solo para encontrar petróleo. Agora, basta empatar em casa com o Paços de Ferreira. Deve ser uma tecnologia nova. Se o Paços quiser fazer o favor de vir empatar ao meu quintal, eu agradeço.

Há violência boa e violência má. Os elementos da equipa do Porto vão para o balneário e agridem seguranças. Os elementos da equipa do Sporting vão para o balneário e agridem-se uns aos outros. Trata-se do tipo de agressão que prefiro. É o lado bonito da violência — e Sá Pinto sempre foi o melhor a mostrá-lo. É um homem que, antes de ser director desportivo do Sporting, fez um curso de direcção desportiva. Chegou dez minutos atrasado à primeira aula, e perdeu aquela parte em que o professor explica: «Bom, isto nem é preciso dizer, mas evitem agredir o melhor jogador da vossa equipa. É a regra básica de um dirigente. Pronto, vamos então começar a dar matéria mais complicada…» Enfim, o destino prega partidas destas. Liedson recuperou de uma lesão em tempo recorde e, nos primeiros 20 minutos que jogou, marcou dois golos. Sá Pinto decidiu premiá-lo com dois bananos nas ventas. Hélder Postiga deve ter suspirado de alívio por não marcar golos desde o Paleolítico Inferior. Apesar de tudo, não concordo que a escolha de Sá Pinto para aquele lugar tenha sido disparatada. Sá Pinto tem perfil para dirigente. Infelizmente, é para dirigente do Porto.

O Cronista Indelicado

Pinto da Costa:"Por qué no te callas?"

O que Pinto da Costa parece ainda não ter percebido, tal como alguns políticos não perceberam, é que existe uma diferença substancial entre ser-se inocentado por um tribunal e estar completamente inocente.
Um tribunal só condena alguém quando está certíssimo de que um crime foi cometido, de que todas as provas foram correctamente recolhidas, de que todos os direitos do acusado foram assegurados. ‘In dubio pro reo’, mandam os tribunais dos Estados de direito, e mandam muito bem. Só que há inocentes e inocentes. Há inocentes que são absolvidos porque houve um engano enorme ou uma manifesta injustiça, e há inocentes que escapam por erros processuais ou porque as provas, sendo abundantes, não eram suficientemente seguras.
Quer isto dizer que da presunção da inocência à virgem imaculada vai um passo de gigante, e convém ter algum cuidado quando se alça a perna. Ora, é esse cuidado que Pinto da Costa não tem tido, e que sobretudo não teve no já famoso discurso de homenagem a José Maria Pedroto. Puxando os galões da moral, da absolvição em toda a linha na Justiça e atirando uma série de farpas à 'verdade desportiva', o presidente do Futebol Clube do Porto pôs-se a jeito. Não se pode simultaneamente pregar os mais elevados valores e receber telefonemas de um presidente do Conselho de Arbitragem a saber se acha bem a escolha do árbitro A ou do árbitro B.
Com certeza que não é mera coincidência que as escutas do processo ‘Apito Dourado’ tenham ido parar à internet nesta altura. Pode discutir-se a legalidade dessa divulgação e o seu interesse público, já que nada daquilo é realmente novo. Só que a hipocrisia custa a digerir e é o pasto ideal para alimentar todos os demónios. Pinto da Costa foi absolvido? Foi. Mas gritá-lo em cima de um palanque não é a melhor opção.

quinta-feira, janeiro 21, 2010

Artigo de Opinião de Leonor de Pinhão

Da importância dos episódios colaterais

NO futebol ganhar não é tudo. É a única coisa. Normalmente, há sempre uns que ganham mais vezes do que os outros. E é mesmo normalmente. Acontece por todos os cantos do nosso planeta redondo onde se joga futebol. E sem que nada de anormal se possa apontar ao fenómeno. Estamos a falar de títulos nacionais, entenda-se bem.

Por exemplo, em Itália, pátria dos campeões do mundo, Milan, Inter e Juventus são os históricos que entre si mais títulos dividem deixando para os demais apenas as sobras, muito poucas, da glória máxima.

Em Inglaterra, pátria dos inventores do futebol, Manchester United e Chelsea são os grandes vencedores da última década e para os outros pouca coisa boa restou.

Em Espanha, pátria de Javi García e de Juan Barnabé, treinador da águia Vitória, são os grandes Real Madrid e Barcelona os que, desde sempre, melhor têm dado conta do recado e raramente deixaram brilhar os restantes candidatos.

É por isto que nos países onde o futebol é levado muito a sério acabam sempre por nascer grandes desamores entre os clubes que, historicamente, disputam entre si os ceptros, as taças, as honrarias e, finalmente, o poder. Concluindo, não se podem ver nem pintados.

E porquê?

Porque no final de cada temporada, não há nada de mais deprimente para os adeptos de um grande emblema do que observar de longe os adeptos do grande emblema rival a comemorar rijamente um triunfo que, indecentemente, se lhes escapou.

E, a meio de cada temporada, não há nada mais angustiante para os dirigentes de um grande emblema do que olhar para a tabela classificativa e ver o grande emblema rival bem lançado lá no topo e com mais uma meia dúzia de pontos somados.

Quando isto acontece — e acontece sempre ou a uns ou a outros, porque só um pode ganhar — entram os responsáveis naquela fase de procurar responsabilidades em episódios colaterais e de menor importância que entretenham e satisfaçam as massas de adeptos descontentes a quem são apontados culpados, normalmente sem culpa rigorosamente nenhuma.

É, precisamente, o que se está a passar neste momento com os responsáveis do Real Madrid.

Segundo a imprensa espanhola, os dirigentes do Real Madrid e os responsáveis pelo departamento de marketing do gigante de Chamartín «não vêm com bons olhos» a fulgurante participação de Cristiano Ronaldo na última campanha publicitária de roupa interior masculina para a Armani.

Ora aqui está um belo exemplo de episódio colateral!

Protestam os dirigentes contra Cristiano Ronaldo porque o clube que o contratou por uma grande fortuna, investiu também, no Verão passado, uma pequena fortuna para lançar no mercado uma linha de roupa interior masculina e feminina exclusiva para os sócios e adeptos do Real Madrid. E, agora, com Cristiano Ronaldo, em todo o seu esplendor, a vender pelo mundo inteiro cuecas assinadas por Giorgio Armani torna-se evidente, para os incautos, que o português está a prejudicar o negócio do seu patrão, ou seja, o merchandising da casa que lhe paga o salário.

Grande logro, não concordam?

Porque o que está a prejudicar o negócio do patrão Florentino Pérez e os lucros do merchandising da casa blanca não são as cuecas Armani de Cristiano Ronaldo. São os 5 pontos de atraso que o Real Madrid leva, nesta altura do campeonato, do seu grande rival Barcelona, bem lançado no topo da tabela e, uma vez mais, a jogar o mais entusiasmante futebol.

Depois de, na temporada passada, ter visto o Barcelona ganhar literalmente tudo o que havia para ganhar, o presidente do Real Madrid fez aquilo que a sua bolsa mais o seu crédito na banca lhe permitiram fazer. Gastou milhões, milhões e milhões e, de uma assentada, levou para a capital espanhola o português Cristiano Ronaldo, comprado ao Manchester United, e o brasileiro Kaká, comprado ao Milan, que provavelmente são dois dos melhores jogadores do mundo. Chegada a época a Janeiro, e olhando para a classificação do campeonato espanhol, parece que o investimento não resultou da forma aritmeticamente simples em que Florentino Pérez confiava: dinheiro mais dinheiro, igual a vitórias.

Para os adeptos de futebol de todo o mundo, as contratações de Ronaldo e de Kaká pelo Real Madrid não são contratações falhadas porque, mesmo quando o Real Madrid perde ou empata, é sempre um gosto enorme vê-los jogar. No entanto, para os adeptos do Real Madrid (e é neles que pensa o presidente Pérez), apesar de Ronaldo e de Kaká, a intolerável distância para o Barcelona (e é em Camp Nou que os adeptos de Chamartín pensam) não só não diminuiu como parece estar a aumentar.

Foram, portanto, contratações falhadas. Ou estão a ser. Daí a necessidade de fornecer aos adeptos do Real, com carácter de urgência, o episódio colateral da roupa interior Armani. É normal.

EM Portugal também há grandes emblemas que, desde os primórdios, discutem entre si os títulos. Quando um se adianta logo significa que os outros se atrasam. E a depressão dos adeptos e a angústia dos dirigentes de quem ficou para trás é também facilmente compreensível. É uma grande normalidade, pelo menos para muita gente.

Mas não é normal para toda a gente.

Raul Meireles, o excelente centrocampista do FC Porto, foi o primeiro a assinalar os desvarios da corrente época. Depois da derrota com o Benfica, na Luz, Meireles, o autor do golo que, na Bósnia, selou a qualificação portuguesa para o Mundial deste ano, disse com toda a razão: «Não é normal o FC Porto estar em terceiro lugar.» Já Jesualdo Ferreira confessou que «não é normal» a sua equipa sofrer golos como os que sofreu frente ao União de Leiria.

São, como se depreende, os 6 pontos de avanço que o Benfica e o Sporting (de Braga, note-se) levam sobre o FC Porto, ainda que recuperáveis, que explicam todas estas não-normalidades acrescidas da anormal inconsistência do lote de contratações latino-americanas que o FC Porto bancou: Bollatti, Guarín, Belluschi, Valeri e Prediger.

Para os adeptos do FC Porto serão, pragmaticamente, contratações falhadas.

E, por isso, há que inventar rapidamente um Armani qualquer! Mas como, se o Armani não conhece ninguém do pessoal daqui?

Bonito o chapéu de aba larga com que o esquerdino Lima desfeiteou Beto e abriu o marcador, no Restelo, para o Belenenses. Foi mesmo bonito embora não se compare ao chapéu que vimos todos Saviola fazer a Rui Nereu, na goleada do Benfica sobre a Académica. O toque de Saviola, na verdade, nem produziu um chapéu, produziu um arco-íris, tal a perfeição da curva desenhada.

O FC Porto e o Sporting começaram quase de forma idêntica a sua jornada de ontem na Taça. Aos 20 minutos de jogo estavam ambos empatados 1-1 com os respectivos adversários. Mas, depois, os rapazes do Mafra foram bem mais simpáticos do que os do Restelo que deram algum trabalho aos campeões nacionais.

No fim, enfim, tudo normal. Ou talvez não, dependendo do ponto de vista.

C´ um Caneco (outro passatempo)

Face ao reduzido número de condóminos que apresentaram os seus palpites, a pretérita jornada do passatempo C´ um Caneco (outro passatempo)não será considerada para a classificação final.

Escutas





Um Protagonista Surpreendente ou talvez não...



via Zé Bitaite

quarta-feira, janeiro 20, 2010

Video de Opinião de Pedro Ribeiro

Lembram-se o que se disse de Ronny? Há Silêncios Muito Reveladores!

"Com uma falta idêntica neste fim-de-semana, o portista Falcão conseguiu iludir o justicialismo mediático, devido à parcimónia da realização televisiva no Estádio Dragão, bem menos exaustiva e escrutinadora do que noutros recintos, e tudo indica que vai deixar a nódoa por lavar, preferindo manter a dúvida do que admitir a trapaça e apostando no esquecimento e na sobreposição quotidiana por novas pequenas e médias batotas, em vez de se sujeitar voluntariamente à alçada de instâncias suspeitas de não quererem decidir em tempo útil." João Querido Manha

Entrevista de Luisão ao Expresso da Bola

C´ um Caneco (outro passatempo)

Aliados Lordelo vs Naval
Nacional vs P. Ferreira
Rio Ave vs V. Guimarães
Freamunde vs Sp. Braga
Belenenses vs FC Porto
Sporting vs Mafra

segunda-feira, janeiro 18, 2010

A Inveja de Ricardo Araújo Pereira....

Mais um Flato de Coerência...

"O FC Porto não vai reforçar-se em Janeiro. Quem o diz é o presidente do clube, Pinto da Costa, que ontem elogiou a boa gestão do emblema azul e branco, dizendo que ela "deixa descansado o FC Porto, que não precisa de ir ao mercado para reforçar a equipa, que foi pensada para toda a época desportiva".

“A Futebol Clube do Porto, SAD vem comunicar, nos termos e para os efeitos do art. 248º nº1 do Código dos Valores Mobiliários, ter chegado a acordo com o C.D. Nacional, para a aquisição dos direitos de inscrição desportiva do jogador Rúben Micael.Esta aquisição foi realizada pelo montante de 3.000.000 € (três milhões de euros) sendo que a Futebol Clube do Porto ¿ Futebol, SAD adquiriu 60% dos direitos económicos do jogador. Informa-se ainda que o jogador acordou com a sociedade um contrato válido até 30 de Junho de 2014. A cláusula de rescisão prevista é de 30.000.000 € (trinta milhões de euros).”

Se dúvidas houvesse - Parte II

Se dúvidas houvesse...





domingo, janeiro 17, 2010

Marítimo - SLBenfica 0-5 Bailinho na Madeira!

Espaço Prof. Karamba - Classificação Geral

1º Lugar: Jimmy Jump - 390 pontos

2º Lugar: Vermelho Sempre - 375 pontos

3º Lugar: Kaiserlicheagle - 350 pontos

4º Lugar: Vermelho - 330 pontos

5º Lugar: J. Lobo - 325 pontos

6º Lugar: JC - 320 pontos

7º Lugar: Gui - 300 pontos

8º Lugar: Samsalameh - 290 pontos

9º Lugar: Sócio - 280 pontos

10º Lugar: Fura-Redes - 265 pontos

11º Lugar: Chico - 245 pontos

12º Lugar: Vermelho Nunca - 225 pontos

13º Lugar: Cuto - 210 pontos

14º Lugar: Agarredinhos e Filipe - 70 pontos

15º Lugar: Lion Heart - 50 pontos

16º Lugar: Pachulico - 35 pontos

sábado, janeiro 16, 2010

Artigo de Opinião de Ricardo Araújo Pereira

AINDA ninguém sabe o que mostram as imagens do túnel da Luz, mas os portistas já decretaram que as provocações são «indiscutíveis». Pronto, está decidido. A Liga que tome nota e as imagens que se arranjem lá como quiserem: é bom que mostrem provocações, caso contrário estarão a alinhar no centralismo. Todos sabemos que as imagens de vídeo, quando querem, conseguem ser muito centralistas. Enfim, só quem não se lembra das escutas, das nunca desmentidas escutas, pode estranhar esta insistência portista nas provocações. Como o leitor decerto saberá, esta não é a primeira vez que a equipa do Porto causa tumulto num túnel de Lisboa. Em Junho de 2004, por exemplo, a Comissão Disciplinar da Liga de Clubes deu como provado que, no final de certo Sporting-Porto, que acabou empatado, o treinador do Porto rasgou uma camisola do Sporting e desejou que Rui Jorge tivesse morrido em campo. A história é conhecida: no fim do jogo, Paulinho, roupeiro do Sporting, foi ao balneário do Porto tentar trocar uma camisola do Rui Jorge pela do Vítor Baía. O treinador portista, sem ser provocado por qualquer steward, esfarrapou a camisola e formulou o ternurento desejo. Foi justamente no dia seguinte que a PJ captou esta conversa telefónica entre Pinto da Costa e um administrador da SAD:

Antero Luís (A) - F******! Não dormi um c******! Estou com uma enxaqueca, pá.

Pinto da Costa (PC) - F***** da p****.... [...] Tínhamos morto esta m**** ontem [...]

A - Embora eu ache que o Mourinho, no final, também se exaltou muito!

PC - É, um bocado.

A - É! Aquela história de dizer que o Rui Jorge morreu em campo e...

PC - Ele disse aonde?

A - Ele diz que disse cá em baixo, disse cá em baixo, junto a... quando estava a malta toda ali! Mas eu liguei para a Bola e para o Jogo a desmentir! A dizer que ele estava a dizer que era mentira!

PC - Não, não! Não... não é desmentir! A gente tem é de processar o gajo que diz! [...]

A - É... e em relação à camisola, também tem de se arranjar ali uma tanga, presidente!

PC - Arranjar que ele foi provocar para a porta do balneário!

A - É. E que o Mourinho disse que: 'Esta camisola é indigna de ser trocada. Porque se a tivesse rasgado não a mandava outra vez para o balneário do Sporting.' [...] É! Temos de arranjar aí uma tanga, senão saímos por baixo desta m**** toda.

Como penso ser óbvio, a escuta tem tanto valor literário como substrato informativo. Lá está a estratégia de desmentir factos reais, a intenção de processar quem diz a verdade e a ideia de «arranjar uma tanga» — tanga essa que, pouco surpreendentemente, consiste em alegar a existência de uma provocação. Seis anos depois, mudam os túneis mas a tanga é a mesma. É interessante constatar que o Porto produz mais tangas do que a Triumph. É bem verdade: tocou a reunir no Porto. E a reunião faz-se, uma vez mais, ao redor da tanga.

Segundo a opinião insuspeita e prestigiada de Cruz dos Santos, no Porto-Leiria o guarda-redes dos visitantes foi expulso injustamente, uma vez que, como toda a gente viu, a bola lhe bateu na cabeça, e não na mão. Além disso, segundo o mesmo insuspeito e prestigiado especialista, o penalty falhado por Ronny deveria ter sido repetido, uma vez que Helton se adiantou antes de a bola partir. Helton cometeu, portanto, uma ilegalidade. Como é evidente, foi o herói na noite no Dragão. Tendo em conta que, ao que me dizem, está tudo feito para que o Benfica seja campeão, calculo que as equipas que vão jogar ao Dragão tenham o topete de, à cautela, passar a apresentar-se com guarda-redes desprovidos de cabeça, para ver se aguentam mais tempo em campo. Vale tudo para beneficiar o Glorioso.

No início da época, Domingos Paciência disse que, no ano anterior, o Braga tinha obrigação de ter feito melhor no campeonato, Taça e Taça da Liga. Na UEFA, competição em que o Braga tinha vencido a Taça Intertoto, Domingos não conseguiu passar da pré-eliminatória, frente ao poderoso Elfsborg. Na Taça da Liga, acaba de ser eliminado exactamente na mesma fase em que havia sido eliminado na época anterior. Falta o campeonato e a Taça. Mas, reduzido a duas competições, de facto tem mesmo obrigação de fazer melhor.

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Artigo de Opinião de Leonor Pinhão

Da Lei da Tripa à Lei Cantona

NO domingo, o guarda-redes da União de Leiria foi injustamente expulso mas o treinador do Porto continua a lamentar-se da perseguição dos árbitros à sua equipa. Mas há mais lamentos. Até hoje continuam sem resolução os procedimentos disciplinares a aplicar aos jogadores do Porto que agrediram dois stewards no túnel do Estádio da Luz mas o Porto, através de quem tem autoridade para falar, continua a negar a evidência e a lamentar-se da legislação em vigor sendo que a dita legislação é da autoria de um legislador da sua própria casa.As duas situações não são sequer absurdas. São apenas ridículas, sendo que o absurdo é a serôdia indulgência com que estas conversas continuam a ser escutadas. Por comodidade, preguiça e receio, poucos são os que lhe fazem frente de forma superior e livre de inclinações.
Um aparentemente insignificante episódio paralelo é a grande aposta para a resolução do caso do túnel da Luz de forma a que a Lei da Tripa vingue uma vez mais para eterno brilho do postulado «manda quem pode, obedece quem tem juízo» que, embora público e transcrito, não tem validade jurídica dadas as «tecnicalidades» dos processos.
O Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol ralhou com a Comissão Disciplinar da Liga por causa da pena de três meses de suspensão aplicada a Rui Cerqueira, director de comunicação do FC Porto, na sequência dos insultos dirigidos por Cerqueira a um jornalista da RTP em serviço no Estádio do Mar, em Matosinhos, na ocasião da visita do Porto ao reduto leixonense.
Não é que os insultos não tenham existido e não tenham sido escutados. Simplesmente não são… tecnicamente válidos. Para o Conselho de Justiça da FPF, um jornalista, de acordo com o artigo 107.º do regulamento, não faz parte do jogo, não é nem árbitro, nem jogador, nem dirigente, nem massagista, nem público pagante. Enfim, um jornalista de serviço não é «agente desportivo» mesmo que esteja num recinto desportivo a trabalhar.
Vai daí, o Conselho de Justiça da FPF desautorizou a Comissão de Disciplina da Liga por se atrever a considerar um jornalista como alguém a quem não se pode tocar, insultar, ameaçar. É a esta noticiazinha, que parece não ter grande importância, que se vão agarrar os legisladores da Lei da Tripa. Não é que a preocupação do momento sejam os jornalistas. A preocupação do momento são os malditos stewards…
Estão a perceber, não estão? Estão a perceber onde é que isto vai chegar?
É que, vão concluir, para o CJ da FPF, um jornalista é tecnicamente igual a um steward, praticamente não existe e não está ali a fazer nada, ainda que os jornalistas recebam as suas creditações profissionais dos organismos que superintendem as organizações das provas e ainda que os stewards recebam instruções e estejam directamente dependentes dos delegados da Liga na organização dos jogos.
Há uma coisa um bocadinho patética neste novelo. São aqueles lamentáveis opinantes, civis e militares, que atribuem ao «país» todas as culpas como se o «país» fosse uma entidade abstracta, uma espécie de invólucro sem responsabilidades para o recheio. Como se a culpa fosse do país, o nosso, e logo por azar cheio de portugueses, naturalmente. Ah! E como eles gostam de dizer: «Só em Portugal é que isto acontece. Se isto acontecesse na velha Inglaterra…» E babam-se.
Ora na velha Inglaterra, em 1995, o melhor jogador do mundo, Eric Cantona, do mais sonante clube do mundo, o Manchester United, foi expulso pelo árbitro no decorrer de um jogo com o Crystal Palace. Cantona, muito a custo, aceitou a decisão do árbitro, e quando se encaminhava para a cabina foi provocado por um adepto — ou seja, um não-agente desportivo — do Crystal Palace e respondeu a soco e a pontapé, num momento de kung-fu que ficou globalmente célebre e fotografado.
O Manchester United nem hesitou. O provocador não era nem jornalista nem steward, era um anónimo pagante, sentado na bancada, no segundo errado, momento errado. Mas o Manchester United, sem esperar pelas decisões disciplinares oficiais, suspendeu o seu próprio e mais caro jogador, Cantona, God, com 4-meses-4 de castigo.
E quando chegou a penalidade da F.A. — isto é da Federação Inglesa de Futebol — que estendeu para 9 meses a suspensão, o Manchester United limitou-se a concordar, a pedir desculpa e a concluir, publicamente, que Eric, estando «profundamente arrependido», nunca lhe passou pela cabeça «justificar o seu lamentável acto com culpas alheias».
Toda a argumentação dos defensores públicos de Hulk, Sapunaru e companhia, que pretendem ver os agressores como vítimas de provocações por não-agentes desportivos, é, sem querer ofender o chamado Terceiro Mundo, um exemplo de terceiro-mundismo mental e, pior ainda, querendo fazer dos outros estúpidos.
Se os dirigentes do Porto tivessem a dimensão social e a classe inata e secular dos dirigentes ingleses, teriam sido eles os primeiros a suspender os seus jogadores e a aguardar, com pedidos de desculpa, as decisões das instâncias disciplinares do futebol.
Mas para isto acontecer era preciso que tivessem bebido muito chá em pequeninos.
OS próximos adversários europeus do Porto e do Sporting jogaram um contra o outro e empataram. Ficou num 2-2 o resultado e pode-se dizer que foi bem melhor para o Everton, equipa visitante e que vem de um início de época medíocre, do que para o anfitrião Arsenal, candidato ao título em Inglaterra e com sólidos argumentos para a grande discussão com o Chelsea e com o Manchester United.
Sorte, portanto, do Benfica em ter apanhado o Everton quando a equipa parecia não se entender no jogo colectivo e quando as suas melhores individualidades se apresentavam perras e pouco ou nada inspiradas.
Sorte do Porto se, no próximo mês, para a Liga dos Campeões, encontrar um Arsenal tão fácil de manietar como aquele que o mediano Everton foi seriamente incomodar a Londres.
Sorte para o Sporting, no seu processo de reafirmação nacional e internacional, em apanhar um Everton mais compacto e decidido porque só assim saboreará convenientemente o triunfo na eliminatória da Liga Europa.
É que, no ano passado, nos dois jogos com o Benfica, o Everton foi tão fraquinho e tão facilmente goleado que, praticamente, nem deu gozo nenhum ao pessoal.
FEZ bem Jorge Jesus em poupar Saviola no terreno pesado de Guimarães. E em poupá-lo a ter de fazer o seu sétimo golo em sete jogos consecutivos. Era demais. Também fez bem Jorge Jesus em lançar Éder Luís naquele temporal. A partir de agora, para o brasileiro não haverá jogo nem piso pior do que o de ontem. Serão só facilidades.
É incrível como ainda haja quem defenda que as raparigas que trabalham em bares não têm «credibilidade» nenhuma, ao contrário dos homens pios, e a abarrotar de «credibilidade», que frequentam alegremente os mesmos bares. No século XX muito ouvimos falar sobre estas coisinhas dos machos latinos. No século XXI, é mais uma coisinha de machos cretinos.
P.S. — Tal como Valentim Loureiro, num jantar de festa, apelou ao presidente do Supremo Tribunal Administrativo (que, corrija-se, estava ausente) para trazer a justiça do Estado para o Apito Dourado, também Pinto da Costa, noutro jantar de festa, apelou ao Secretário de Estado dos Desportos «ou a alguém do Governo» (que estava todo ausente) para «fazer um apito encarnado» contra a corrupção no futebol.
Valentim Loureiro usou da palavra na hora do café.
Pinto da Costa terá usado da palavra na hora da fruta.

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Bloopers ou Outro dos Talentos de Rui Costa

Espaço Prof. Karamba

FC Porto - P. Ferreira
Sporting - Nacional
V. Guimarães - V. Setúbal
Académica - Sp. Braga
Marítimo - Benfica
Rio Ave - U. Leiria
Belenenses - Leixões
Olhanense - Naval

V.Guimarães - SLBenfica 1-1 Na Batalha Naval, Salvou-se o Golo de Coentrão


Artigo de Opinião de Manuel Queiroz

Há vários jogadores que superaram claramente as expectativas que eu tinha quando os vi chegar ao futebol português ou a grandes clubes. Mas de todos confesso que Saviola, nesta primeira volta, ficou muito à frente de todos os outros: 9 golos no campeonato, mais um na Taça da Liga, mais seis na Liga Europa (contando com o play-off) é uma grande ajuda para a equipa.

Creio que nem Jorge Jesus acreditava que Saviola era capaz de tanto nesta fase da sua carreira. Mas por um lado, Saviola é favorecido pelo esquema francamente atacante do Benfica, que exalta os jogadores de ataque e tecnicamente mais evoluídos. Dá-lhes o conforto de terem muita bola, muito tempo perto da baliza adversária e, assim, sempre próximos do golo. Não é coisa pouca para quem vinha do Real Madrid sem honra nem glória. Por outro lado, Saviola reencontrou o prazer de jogar e, aos 28 anos, é capaz de anda estar a tempo de ter outra carreira, ele que chegou bem cedo (cedo de mais, se calhar) ao Barcelona por uma grande quantidade de dinheiro.

Ou seja, Saviola encontrou no Benfica um treinador que lhe deu confiança, equipa e jogo. E assim o seu talento natural para marcar golos e para ter peso na equipa voltou a sentir-se e a ver-se.

Se apesar de tudo me parece que Luisão continua a ser o jogador mais importante da equipa - só com ele na boa forma em que está é que o Benfica pode correr os riscos que corre - Saviola faz muito bem a ligação entre o meio e o ataque, jogando entre linhas com a sua velocidade breve e o seu remate certeiro.

Em Vila do Conde deu um bom sinal (com o golo) e dois maus, ao procurar faltas na área ou próximo com simulações evidentes que lhe podiam ter custado caro e que mesmo em nota artística ficam próximas da nulidade. Mas isso não tira tudo o resto, como o facto de ter resolvido os três últimos jogos do Benfica. E não foram jogos quaisquer, foram quase três finais. E isso é a melhor prova do seu compromisso com a equipa, o treinador e o clube. E ter um Saviola assim focado no que é importante é uma bênção para Jorge Jesus.

Golos da Semana

Caricato...

terça-feira, janeiro 12, 2010

Singularidades do nosso futebol...

"O Sporting de Braga e o avançado Wason Rentería chegaram a acordo para o ingresso do colombiano por empréstimo até ao final da temporada.
Os arsenalistas e o FC Porto, clube detentor dos direitos desportivos do jogador sul-americano, já tinham tudo acordo, faltando apenas o “sim” do atleta, que foi conseguido durante esta terça-feira."

Arrisco dizer que só em Portugal é que o terceiro classificado empresta um jogador ao primeiro classificado!

Sergio Canales e Micah Richards - Grandes Golos!


segunda-feira, janeiro 11, 2010

Video de Opinião de Pedro Ribeiro

Espaço Prof. Karamba - Classificação Geral

1º Lugar: Jimmy Jump - 380 pontos

2º Lugar: Vermelho Sempre - 355 pontos

3º Lugar: Kaiserlicheagle - 330 pontos

4º Lugar: Vermelho - 320 pontos

5º Lugar: J. Lobo - 315 pontos

6º Lugar: JC - 310 pontos

7º Lugar: Samsalameh - 290 pontos

8º Lugar: Gui - 270 pontos

9º Lugar: Fura-Redes - 260 pontos

10º Lugar: Sócio - 255 pontos

11º Lugar: Chico - 245 pontos

12º Lugar: Vermelho Nunca - 210 pontos

13º Lugar: Cuto - 180 pontos

14º Lugar: Agarredinhos e Filipe - 70 pontos

15º Lugar: Lion Heart - 50 pontos

16º Lugar: Pachulico - 35 pontos

Artigo de Opinião de José Diogo Quintela

Uma verdade, lá por ser repetida muitas vezes, não se transforma em mentira
Por Zé Diogo Quintela (A Bola)

NA terça-feira, Miguel Sousa Tavares escreveu: «Desde que esta época se iniciou, eu tinha feito a mim mesmo uma promessa: aguentar-me até ao limite para não dar alento nestas crónicas ao clima habitual de facciosismo cego que alimenta ódios e suspeições sem fim e impede de ver e reconhecer o mérito alheio onde ele existe. Já lá vai decorrido meio campeonato e nunca, uma só vez que fosse, me pronunciei sobre arbitragens: quer as do meu clube, quer as dos outros; elogiei, mais do que uma vez, os progressos evidentes do futebol do Benfica, escrevendo que era a equipa que mais e melhor estava a jogar, e não tive uma dúvida em reconhecer como mais do que justa a sua vitória recente sobre o FC Porto. Fiz o que pude para a sanidade do ambiente. E aguentei-me até onde consegui. Mas, às tantas, as coisas começam a ficar difíceis de encaixar sem reagir. Anteontem, por exemplo, ao ler o texto, pretensamente engraçadinho, do Diogo Quintela, achei que a direcção do FC Porto deveria abandonar a sua tradicional passividade litigante e colocar-lhe um processo-crime por difamação, como o seu texto amplamente merece. Talvez ele prefira a justiça popular à justiça democrática, talvez prefira a verdade popular à verdade apurada como tal; talvez as sentenças da justiça comum (e não a da populaça futebolística) lhe não mereçam respeito algum, talvez mesmo nem sequer se dê ao trabalho de as conhecer. Mas certamente sabe que insistir em mentiras desmascaradas pela justiça é uma calúnia e sabe que ofende, não apenas o presidente do FC Porto, mas todos os portistas, quando se diverte a escrever pretensos diálogos em que Pinto da Costa compra um árbitro por 2.500 euros. Goebells [sic] dizia que uma mentira repetidamente dita transforma-se em verdade. Mas Goebells [sic] perdeu e as democracias triunfaram. Talvez Diogo Quintela não goste, mas é assim: há regras no jogo.»

O leitor deve estar a perguntar-se qual a diferença entre a verdade popular e a verdade apurada como tal. Eu sei que estou. Existirão várias verdades para o mesmo facto? Por exemplo, MST diz: «Já lá vai decorrido meio campeonato e nunca, uma só vez que fosse, me pronunciei sobre arbitragens». Mas na sua crónica de 15/12/09, já tinha escrito «o que valeu ao Benfica em Olhão foi, como é habitual também, os últimos minutos do jogo, um fiscal de linha desatento à posição de Nuno Gomes no golo do empate e um árbitro atento ao facto de domingo haver um Benfica-Porto, quando se encaminhou para Cardozo, depois de expulsar Djalmir, e pelo caminho mudou o vermelho a Cardozo para amarelo». (Entretanto, peço ao leitor que memorize o facto de MST achar que, ao não expulsar Cardozo, o árbitro beneficiou o Benfica. Vai-nos ser útil mais à frente).

Esta afirmação em que MST se vangloria de «nunca, uma vez que fosse» ter falado de arbitragens, nem repetida muitas vezes passava a verdadeira. Mesmo pelo tal Goebells. Ou pelo próprio Goebbels. A não ser que eu e MST tenhamos um entendimento diferente do que é: nunca, uma vez que fosse. Ou, se calhar, temos um conceito diferente de verdade. MST acha que é verdade que esta época não se tinha ainda pronunciado sobre arbitragens. Já eu acho que é mentira. Os factos, curiosamente, também acham que é mentira. E o que dizem os factos da noite que deu origem ao Caso do Envelope, no qual me baseei para imaginar o tal diálogo pelo qual MST quer que eu responda em tribunal?

Dias antes do Beira-Mar – Porto, Pinto da Costa recebeu em casa Augusto Duarte, o árbitro desse jogo. Este é verdade. Pinto da Costa disse ter sido surpreendido, mas há escutas em que combina a visita com António Araújo, o intermediário do encontro, e outras em que lhe dá indicações sobre o caminho para sua casa. A mesma casa onde não esperava receber a visita que tinha acabado de lhe dizer que estava a chegar. Este também é verdade. Pinto da Costa disse que Carolina Salgado estava doente e não se cruzou com as visitas. As visitas e a própria Carolina dizem que é falso. Até agora, uma das pessoas que habitava naquela casa da Madalena está a mentir. Uma pista: não é a Carolina Salgado. Bom, isto está provado.

O que não está provado é outra coisa. Digo: não está provado, que é muito diferente de: está provado que não aconteceu. E a coisa são duas versões contraditórias. MST prefere acreditar na de Pinto da Costa, quando este diz que serviu de conselheiro matrimonial ao pai de um árbitro, do que acreditar na de Carolina Salgado. Entre essas duas pessoas, eu prefiro acreditar na que não é presidente de um clube que, por exemplo, pagou uma viagem ao Brasil a um árbitro.

O que também está provado é que, aos 15 minutos desse jogo, Augusto Duarte perdoou a expulsão a um jogador do Porto. A juíza achou que uma expulsão perdoada não é suficiente para uma equipa ser beneficiada? Eu não concordo. E, pelos vistos, MST também não. (Agora é a altura em que peço ao leitor que se recorde que MST considera que o Benfica foi beneficiado por o árbitro não ter expulso Cardozo. Valeu ou não valeu a pena guardar a informação?)

Na mesma crónica de 15-12-09, MST tinha-se referido ao tal Beira-Mar – Porto como «um jogo que já não contava para nada». Uma peta que MST e outros portistas gostam de repetir e que, lamento, não se vai tornar verdade.

Antes desse jogo, o Sporting estava em 2.º lugar, a 5 pontos do Porto. Havia 12 pontos em disputa. O Porto alinhou em Aveiro sem muitos titulares, pois 3 dias depois ia jogar a 1.ª mão da meia-final da Liga dos Campeões. Na mesma jornada o Sporting foi prejudicado no Bessa, quando Bruno Paixão expulsou Rui Jorge e assinalou fora-de-jogo antes do meio-campo a um Liedson isolado. O Sporting (que estava a ganhar) ficou injustamente reduzido a dez e perdeu. O Porto permaneceu injustamente com 11 e não perdeu.

Se o Sporting tivesse ganho e o Porto tivesse perdido, o Sporting ficava a 2 pontos e o Mourinho já não podia descansar outra vez a equipa, na 33.ª jornada, antes da 2.ª mão da Champions, na Corunha. Como fez, já campeão, perdendo com o Rio Ave. Alinhou nesse jogo com Pedro Ribeiro, Pedro Emanuel, Mário Silva e Ricardo Costa na defesa, em vez dos habituais titulares Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Jorge Costa e Paulo Ferreira.

Eu cuido que este Beira-Mar – Porto ainda contava para alguma coisa. Por mais que o MST, pensando no Goebbels, repita que não.

Recapitulemos, então. O presidente do FC do Porto recebe em casa o árbitro que vai apitar o próximo jogo do seu clube. Mente sobre estar à espera dele e sobre a presença de Carolina Salgado. Carolina Salgado diz que foi passado um envelope com 2500 euros, Pinto da Costa e o árbitro dizem que não foi. No entanto, contra o Beira-Mar, o Porto é beneficiado ao não ser expulso um seu jogador logo aos 15 minutos, num jogo que era importante para o campeonato e para a Liga dos Campeões. A justiça desportiva castiga o Porto por corrupção, o Porto não recorre. A justiça comum não desmascarou nada disto.

É isto que Miguel Sousa Tavares quer que eu vá dizer a tribunal? Por mim, tudo bem.

Artigo de Opinião de Nuno Madureira

Seis jogos seguidos a marcar, com pausa para descanso no jogo com o AEK, para o qual não foi convocado. Depois de F.C. Porto e Nacional, Saviola tirou o Benfica de apuros pela terceira vez consecutiva, vincando a sua importância na equipa.

Se a qualidade técnica do argentino tinha ficado bem expressa desde os primeiros jogos, a sua influência esteve, até certa altura, encoberta pela exuberância dos números de Cardozo. Claro que houve sempre muito mérito de Saviola na eficácia do seu parceiro de ataque, mas para quem se habitua a avaliar o impacto através dos números, quatro golos nas primeiras 11 jornadas transformavam a sua primeira temporada na Luz numa sinfonia incompleta.

Agora invertem-se os papéis: Cardozo até joga bem, mas anda divorciado dos golos. E é o baixinho a resolver, conciliando talento e eficácia com uma facilidade que não se lhe via há largos anos. A manter este rendimento até à Primavera, nem o sonho do Mundial parece excessivo para a antiga coqueluche do futebol argentino. E quem gosta de futebol, independentemente das simpatias clubistas, não pode deixar de aplaudir o renascimento de um grande jogador nos relvados portugueses.

Devoção à Camisola



Simplesmente, Fantástico

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Com Serenidade...


Ao que revelou, ontem, o Presidente do Valladolid Sereno será jogador do Porto na próxima época.
Segundo os regulamentos em vigor, um jogador só pode ser contactado directamente por um clube a seis meses do terminus do seu contrato de trabalho desportivo.
Ou o Porto foi excepcionalmente rápido a celebrar contrato com o jogador ou impõe-se que a CD da Liga instaure, de imediato, um processo de averiguações.

Artigo de Opinião de Leonor Pinhão

- BNR.Blogspot.com

ENTRE rivais é normal que estas coisas aconteçam. Sofre-se com as vitórias dos outros e nenhum mal vem ao mundo. Tem a ver, simplesmente, com o espírito da competição. Seja qual for a competição. Mesmo em competições menores, como a Taça da Liga, coisas destas acontecem.
O presidente do FC Porto, por exemplo, é um bom exemplo.

Pinto da Costa manifestou-se sofrido nos dias que se seguiram à difícil vitória do Benfica sobre o Nacional. Sem se referir directamente ao trabalho do árbitro Olegário Benquerença no final da tarde de domingo, na Luz, e a propósito da efeméride do 25.º aniversário da morte de José Maria Pedroto, Pinto da Costa relembrou o mestre e os tempos em que, segundo Pedroto, o FC Porto era vítima de «roubos de igreja» sempre que vinha jogar a Lisboa, para concluir que «infelizmente, ainda hoje há roubos de igreja».

Restará saber se Pinto da Costa sofreu mais com a vitória do Benfica se com a má arbitragem de Olegário Benquerença.

Tendo em conta que a Taça da Liga não tem, de modo algum, o peso das grandes competições importantes e tendo em conta que o Benfica ainda se pode perder nas duas difíceis deslocações — a Guimarães e a Vila do Conde — que tem de cumprir de acordo com o calendário do seu grupo, é de admitir que o que mais fez sofrer o presidente do FC Porto foi, precisamente, a actuação notavelmente caseira de Olegário Benquerença.

Compreende-se que assim seja. Sempre que um árbitro apita e erra a favor do Benfica, o presidente do FC Porto sente-se muito desautorizado. E tem razão.

Sempre foram 25 anos de luta contra o centralismo e em favor da verdade desportiva que fizeram de Pinto da Costa uma autoridade única, sem par, quando se fala de árbitros e de arbitragem. E se um erro de um árbitro fá-lo sofrer pelo muito que batalhou pela independência dos apitos nacionais, dois erros de Olegário Benquerença deixam-no em estado de choque. E com razão.

No tempo, que já lá vai, dos «roubos de igreja», Olegário Benquerença teria certamente validado como golo aquele tiro de Petit que, para os benfiquistas, Vítor Baía só conseguiu travar para lá da linha de golo num inesquecível Benfica-FC Porto, na Luz. Mas não, Benquerença foi valente e não foi golo coisa nenhuma.

E, imagine-se, vem agora o mesmo Benquerença, armado em carapau de corrida, desautorizar o elegante regime de verdade desportiva e do fair play instaurado ao fim de tantos anos de guerra contra o centralismo…

Isto do futebol quando mete «igrejas», de facto, é um problema. É que já nem vale a pena querer ensinar o Padre Nosso ao Vigário.

Ofutebol inglês reclama Nuno Gomes. E há mais. Luiz Felipe Scolari é o treinador do FC Bunyodkor e quer levar Nuno Gomes para o mirabolante Usbequistão. É o que se lê nos jornais. O jogador já não é um jovenzinho, está, objectivamente, em final de carreira e poderá ser tentado pelo desafio. Nuno Gomes está triste no Benfica por não ser opção válida para Jorge Jesus. Compreende-se a sua tristeza.

No entanto, muito, mas mesmo muito, válidas têm sido as presenças fugazes do avançado na equipa da Luz.

Em Olhão, quando já ninguém acreditava que tal pudesse acontecer — não acreditavam os benfiquistas e, muito menos, não queriam acreditar os seus adversários directos —, Nuno Gomes marcou o tal golo que valeu o empate e um precioso ponto ao Benfica na sua épica saída ao Algarve.

No último domingo, na Luz, para a Taça da Liga, quando os jogadores do Nacional viam o tempo passar a seu favor e se interrogavam sobre a explicação para que, desta vez, não tivessem sofrido já seis golos como lhes aconteceu da última vez, lá voltou Nuno Gomes a brilhar ao seu jeito. Viram? Com um toque de primeira, isolou Saviola que haveria de culminar a jogada com o bonito golo que garantiu a vitória ao Benfica.

Compreende-se, pois, a melancolia do jogador mais antigo da casa e, por essa mesma razão, sem lugar garantido no onze de Jorge Jesus.

Há coisas muito estranhas nesta vida. Está triste Nuno Gomes. E logo agora que os benfiquistas estão tão contentes com ele…

NO futebol há de tudo, felizmente.Há treinadores que não gostam da paragem de Inverno. Jorge Jesus é um deles e explicou recente porquê: as folgas no treino e na competição fazem com que o calendário fique muito «apertado» até final da época. «Agora, é tudo em cima, quase jogamos dia sim, dia não», afirmou temendo pelo esgotamento dos seus jogadores.

Há dirigentes que não gostam da reabertura do mercado em Janeiro. Pinto da Costa, este ano, parece ser um deles e explicou porquê: no Porto, ao contrário do que acontece em Lisboa, não há «poços de petróleo».

Lá está, no futebol, havendo de tudo, é sempre uma questão de mais esgotados ou menos esgotados. Até os poços de petróleo.

O juiz-conselheiro Lúcio Barbosa, é o novo presidente do Supremo Tribunal Administrativo desde o princípio de Dezembro. É um órgão do Estado português. Surpreendentemente, o juiz passou um mau bocado no jantar de Natal dos funcionários e colaboradores da Liga de clubes, segundo relatava A BOLA no sábado passado.

Lúcio Barbosa, que ocupou cargos jurisdicionais da FPF e que foi vice-presidente do FC Porto, teve de ouvir de Valentim Loureiro, perante uma extensa plateia, referir-se aos processos do Apito Dourado com contagiante optimismo. Valentim Loureiro, dirigindo-se ao actual presidente do Supremo Tribunal Administrativo do Estado português manifestou-se «confiante na vitória da Justiça agora que Lúcio Barbosa preside ao Supremo Tribunal Administrativo».

Perante este desplante não faltará quem acuse Valentim Loureiro de falta de bom senso (… ou de muito bom senso), de falta de maneiras (…ou de muitas maneiras) e de abuso das circunstâncias. Não devemos alinhar nesse coro. A situação não foi criada pelo major. O major foi simplesmente igual a si próprio.

A situação foi criada pelo juiz-conselheiro Lúcio Barbosa, com a sua incauta presença na festa da Liga. É verdade que o juiz-conselheiro já foi um homem do futebol. Mas a que propósito é que o presidente do Supremo Tribunal Administrativo do país se presta a desempenhar o papel de figurante na mesa do repasto natalício da Liga de Clubes? É mesmo estar a pedi-las…

Artigo de Opinião de Luís Avelãs

O esforço financeiro que Benfica e Sporting realizaram nos últimos dias - consta que não ficam por aqui - permite, em teoria, tornar as respectivas equipas mais fortes. Tanto que, de repente, aquilo que já era normal nestes dois clubes (jogar para ganhar em todas as frentes) passou a ser uma obrigação.

O Sporting, que está afundado na Liga - a uma distância impensável dos rivais e ainda de um surpreendente Sporting de Braga -, passa a ter como objectivo mínimo garantir o quarto posto na mais importante prova, dando de barato que, após 14 jornadas, só muito dificilmente será capaz de entrar, a sério, na luta pelo título. Mais do que "varrer" praticamente todos os jogos que faltam, os leões teriam de contar com inúmeros deslizes dos opositores para, em 16 jogos, recuperar tanto atraso. Por outras palavras, a questão do Campeonato não pode, objectivamente, colocar-se.

Mas, a temporada leonina não se resume ao Nacional. A Taça de Portugal - onde já não está o Benfica - tem de ser um objectivo bem claro para os leões. Assim como a Taça da Liga. E na Liga Europa, pelo menos, há que eliminar um Everton que, não sendo tão fraco como mostrou diante das águias, também não pode constituir um adversário intransponível.

O Sporting, com João Pereira e Pongolle (acredito que entrará mais alguém com capacidade reconhecida), passa a ter mais soluções, outra profundidade. E se serão os resultados a definir, por exemplo, a eventual continuidade de Carvalhal no clube - assumo dificuldades em perceber que os dirigentes se recusassem a rubricar um vínculo mais extenso com o treinador, mas tenham assinado uma ligação de três temporadas com um avançado que, este ano, só marcou um golo -, convém não desprezar que os adeptos exigem também futebol com qualidade. Pior que os resultados, a época 2009/10 tem sido marcada por exibições paupérrimas, ao ponto de ser visível um certo divórcio por parte dos adeptos.

Carvalhal vai ter mais "material" para poder desenhar o seu Sporting. Mas, no final da época, terá de mostrar resultados para merecer a continuidade em Alvalade. E ele, melhor do que ninguém, sabe que esta é uma oportunidade de ouro, talvez única. Falhar nos próximos 5 meses significará, em traços gerais, o fecho de uma porta que se abriu contra todas as previsões.

Mas se o técnico leonino vai estar no centro das atenções, na Luz, Jorge Jesus fica numa posição ainda mais pressionada. A um plantel forte, Vieira e Rui Costa conseguiram, a pedido do treinador, juntar, pelo menos, mais três peças de valor. Estamos a falar de gente jovem, sem experiência a nível europeu, mas com talento. Com este significativo reforço, os encarnados estão, no mínimo, obrigados a vencer a Liga.

Jesus logrou, como prometera, colocar o Benfica a jogar muito melhor que na época passada. Mas, pese essa nítida evolução, assim como o vendaval ofensivo em muitos duelos, a verdade é que, nesta altura, as águias não lideram a Liga e já saltaram fora da Taça de Portugal. E se é verdade que Liga Europa e Taça da Liga ainda podem proporcionar alegrias, todos os esforços estão concentrados na conquista do Campeonato.

Vieira já assumiu, em diversas ocasiões, que gostaria de contar com Jesus durante vários anos. Acredito que seja assim. No entanto, não tenho dúvidas que o "casamento" será improvável se o título - e os milhões da "Champions" - voltar a escapar.

Na Luz, como em Alvalade, terminou a margem de erro. Desculpas para justificar desaires não serão, com toda a certeza, aceites pelos adeptos. Nem pelos dirigentes.

Espaço Prof. Karamba

FC Porto - U. Leiria
Sporting - Leixões
Sp. Braga - Nacional
Académica - Naval
Marítimo - V. Guimarães
Rio Ave - Benfica
Belenenses - V. Setúbal
Olhanense - P. Ferreira

Delicioso

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Artigo de Opinião de João Gobern

Unitários e otários

Desde o golo não averbado a Petit, num célebre jogo com o FC Porto, que o árbitro Olegário Benquerença é - no mínimo - figura incómoda nas partidas em que participa o Benfica. No domingo, no encontro dos lisboetas com o Nacional, Benquerença terá alegadamente (insisto: "alegadamente", uma vez que, de todos os lances, só um constitui erro grosseiro, aquele em que Luisão deveria ter sido expulso) favorecido os da Luz. Tal chega para que até este juiz já tenha sido incorporado naquilo que se desenha como um vasto exército de conspiradores para levar o Benfica "ao colo".

Pouco importam os pecados cometidos noutras frentes (o penálti transparente de Rodríguez no jogo do FC Porto na Luz, o salto de Miguel Veloso a pés juntos sobre um jogador do Braga, seguido de cotovelada). Já não contam os anos em que o "ascendente" sobre os juízes - tão óbvio que revoltava qualquer adepto decente do futebol - tinha cores e geografias bem definidas, sem esforço para dissimular a preferência. Agora, uma estranha e antinatural "santa aliança" entre comentadores e analistas afetos a outros candidatos ao título (mais uns do que outros...) vem denunciar essa manobra subterrânea que há-de, "obrigatoriamente", entregar o título ao Benfica. Uns esquecem-se rapidamente do mal que fizeram, outros passam em branco o conivente silêncio que mantiveram - o decisivo, o urgente é provocar e alimentar marés de suspeita, tentando desestabilizar, visando minimizar aquilo que de bom se passa nos relvados. Ou seja, não interessa que o Benfica tenha sido, até agora, a equipa que melhores espetáculos proporcionou, que maior consistência revelou (com o Braga por perto), que voltou a trazer a maré ao seu estádio e a encher os estádios alheios. O que conta é que Aimar é simulador, que David Luiz é violento, que Di María é maldoso, que Javi é um tanque de guerra. O que jogam é coisa de somenos.

Para quem faz da memória um ativo, recordo que este discurso não é novo. Ouviu-se, com igual intensidade, na época de 2004/2005. Ou seja, no mais recente título de campeão do Benfica. Sabendo-se que não há coincidências, sempre se deixa o aviso: ainda que, de um mesmo lado, se alinhem todos os "unitários" de ocasião, do outro, não se fixam os "otários".

Resta desejar que o Conselho Disciplinar da Liga não perca tempo a decidir aquilo a que as leis o obrigam. E resta sugerir que, na próxima visita do mundo do futebol (nem todo, por razões que não vale a pena esmiuçar) à Assembleia da República, a petição não diga apenas respeito às - indispensáveis - novas tecnologias. Convinha pedir uma nova atitude. Esta, a das azias, das insinuações mais torpes e das brejeirices palitadas, já deu o que tinha a dar, quero crer.

terça-feira, janeiro 05, 2010

Video de Opinião de Pedro Ribeiro

O Projecto Roquette, por Benfiquismo.com

Projecto Roquette

Este projecto começou a ser abordado em Conselho Leonino em 1997 e desde logo os dirigentes do Sporting tinham consciência da sua pequena dimensão para atacar “verdadeiramente” o Benfica. Assim, estabeleceram contactos com o FC Porto para começar a delinear o projecto de maneira a afastar o Benfica do panorama desportivo nacional. O Porto, presidido por Pinto da Costa, vê neste ponto uma oportunidade única: eliminaria o seu maior rival e tornar-se-ia no maior clube nacional. Pinto da Costa há muito que tinha um pensamento que se encaixava na filosofia do Projecto Roquete: “No Norte só há um clube com força e na capital há dois, por isso só há uma forma de os poder dividir e lutarmos contra eles. Temos de estar sempre bem com um e abrir guerra ao outro.” Para além disso, há muito que Pinto da Costa estava a espandir a sua influência nos principais orgãos da Liga de Futebol e noutros “parceiros” desportivos como árbitros, treinadores, presidentes de pequenos clubes…

Os “planos” do projecto nunca foram bem conhecidos, até porque o Sporting, nesta fase, fechou-se aos media e tentou blindar “as políticas” do clube. O que desde logo se notou foi o modo como os media começaram a tratar o Benfica, principalmente os desportivos, e como as decisões da liga e arbitragem começaram a prejudicar o clube. Por esta altura também se notou o afastamento dos lugares de direcção das várias associações e federações de gente ligada ao Benfica.

O que os projectistas do projecto não contavam era a oposição de João Rocha, antigo presidente do Sporting e membro do conselho leonino, que o denunciou: foi a fuga de informação! Mas esta fuga foi rapidamente abafada, até pelo próprio João Rocha, que percebeu a gravidade do acordo com o FC Porto e as consequências futuras se a opinião pública conhecesse o projecto. Esfreou então o entusiasmo entre os dirigentes leoninos e para além disso tinha-se instalado uma crise financeira do Sporting, Asfixiado economicamente, o Sporting já não tinha dinheiro para comprar influência necessária para “mandar abaixo” um clube com a dimensão do Benfica e o projecto foi “arquivado”.

Em 15 Fevereiro de 2006, João Rocha quebra o silêncio e dá uma entrevista ao jornal Record. Ficam aqui alguns excertos, com a respectiva ordem lógica. Algumas partes foram omitidas, porque claramente não fazem parte do objectivo do artigo.

RECORD – Um projecto que encheu de esperança todos os sportinguistas…
JOÃO ROCHA – O Projecto Roquette liquidou o Sporting. Ninguém soube o que era o projecto, porque ele não dizia. Sabia-se, apenas, que era uma dezena de sociedades, dirigentes e funcionários superiores a ganhar centenas de milhares de contos. O projecto foi reduzir os sócios de mais de 100 mil para pouco mais de 30 mil, foi acabar com as modalidades amadoras, foi vender património, foram dezenas e dezenas de milhões de contos de prejuízo que não aparecem nos resultados, porque parte deles foram executados pelo Sporting. No caso da SAD deram-se informações falsas aos associado e à própria CMVM para a entrada na bolsa.

RECORD – Muito objectivamente, na sua opinião, José Roquette é o responsável pelo actual passivo do Sporting?
JOÃO ROCHA – O Projecto Roquette liquidou o Sporting. Disso já não restam dúvidas. Queria gerir o clube ditatorialmente e a primeira coisa que fez foi fechar as portas aos jornalistas nas assembleias gerais. No meu tempo, havia uma bancada só para os jornalistas. Não tínhamos receio de nada.

RECORD – Lembro-me que durante o mandato de José Roquette,você se revoltou com acordos que nunca ficaram esclarecidos, nomeadamente entre o Sporting e o FC Porto. Quer revelar pormenores em relação a isso?
JOÃO ROCHA – Havia um projecto com o FC Porto que era muito prejudicial para o Sporting. Era mesmo inqualificável. Insurgi-me num Conselho Leonino e numa assembleia geral. Era um projecto gravíssimo que só podia sair da cabeça de um indivíduo sem responsabilidades. José Roquette dizia que era um projecto válido, porque era a única maneira de Sporting e FC Porto estarem sempre representados na Liga dos Campeões.

RECORD – Vai concretizar ou continuar a guardar trunfos?
JOÃO ROCHA – Não digo mais nada sobre isso. Foi falado no Conselho Leonino e eu disse ao líder da AG para mandar calar sobre essa informação, que foi longe demais. Disse-lhe ainda que o resumo do acordo com o FC Porto devia ser gravado de tão grave que era, porque talvez fosse necessário que essa gravação viesse a ser pública na defesa dos interesses do Sporting e dos seus sócios. Não vejo o desporto assim.


O Projecto Roquete numa das suas recomendações dizia: “Em Portugal dada a dimensão do país não há lugar para três grandes forças desportivas. Lisboa não comporta dois grandes clubes, pois as receitas de sobrevivência (televisões,afluência aos Estádios, etc) não chegam para todos.” O lema e base seria qualquer coisa como: “numa cidade como Lisboa nao podem existir 2 clubes da grandeza do Benfica e Sporting”. Logo o Benfica teria de ser afastado. Em 1996 o Sporting Clube de Portugal iniciou um novo ciclo de vida, por acção do presidente José Roquette e outros dirigentes como Miguel Galvão Teles, Dias da Cunha e Ernesto Ferreira da Silva. As acções integradas neste novo ciclo ficaram conhecidas como “Projecto Roquette”, entendido globalmente como uma dinâmica de modernização do Clube em três frentes: a desportiva, a patrimonial e a organizacional. Esta era a face visível do projecto. A outra face só foi conhecida devido às fugas de informação vindas de dentro do próprio Sporting e de outros dirigentes desportivos, dos meios de comunicação, federativos…

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Os Melhores Golos da Semana

Algumas das Melhores Defesas de 2009

A Próxima Revelação do Futebol Europeu - Romelu Lukaku (16 anos!)

A Beleza do Futebol Mexicano....

No mínimo, Caricato...

"Aos 22 anos, Fábio Costa tem a carreira de futebolista profissional em risco. O avançado do CRB Alagoas, do Brasil , sofreu um acidente incomum na festa da passagem de ano e encontra-se hospitalizado.
O jovem atacante celebrava a entrada em 2010 com a família e amigos, mas a despedida do ano velho não podia ter corrido pior. O copo de vidro que Fábio Costa tinha no bolso dos calções, sem se saber ainda bem porquê, partiu e os estilhaços atingiram a artéria aorta, a mais importante do corpo humano.
Fábio perdeu muito sangue e foi operado já por duas vezes.
O jogador encontra-se clinicamente estável, mas pode não voltar a jogar futebol , segundo indicam os médicos que o acompanham.
«Quando passar a fase de maior risco vamos avaliá-lo novamente. Mas posso adiantar que ele pode não voltar a jogar», explicou Fernando Barros, responsável clínico do CRB."

Um Completo Exagero ou a Satisfação de Muitos Empresários

Profissionais nos quadros do Benfica:

Plantel do Benfica (27 jogadores): Moreira, Quim, Júlio César; Maxi Pereira, Luís Filipe, Luisão, Roderick, David Luiz, Sidnei, Miguel Vítor, Shaffer e César Peixoto; Ruben Amorim, Javi Garcia, Ramires, Urreta, Fábio Coentrão, Di María, Aimar, Carlos Martins e Felipe Menezes; Cardozo, Mantorras, Keirrison, Weldon, Nuno Gomes e Saviola;

Reforços de Janeiro (3 jogadores): Airton (ex-Flamengo), Alan Kardec (ex-Vasco da Gama) e Éder Luís (ex-At. Mineiro);

Profissionais não integrados no plantel (5 jogadores): Sepsi, Jorge Ribeiro, Fellipe Bastos, Balboa e Freddy Adu;

Profissionais cedidos em Portugal (17 jogadores): Halliche (Nacional), José Alves «Coelho» (P. Ferreira), Leandro Silva (V. Guimarães), Marc Zoro e Rúben Lima (V. Setúbal); Romeu Ribeiro (Trofense), Yartey e Leandro Pimenta (Beira Mar), Ivan Santos, Miguel Rosa, André Soares e Adriano Silva (Carregado), João Pereira, André Carvalhas e David Simão (Fátima); Abel Pereira e Ivanir Rodrigues (Mafra)

Profissionais cedidos no estrangeiro (8 jogadores): Walter Moraes (12 Octubre, Paraguai), Edcarlos (Cruz Azul, México), Andrés Diaz (Barcelona, Equador), Marcel (Santos, Brasil), Binya (Neuchatel Xamax, Suiça), Patric (Avaí, Brasil), Yebda (Portsmouth, Inglaterra) e Makukula (Kayserispor, Turquia).

Os 3 Clones

O jogo-treino com o Fátima permitiu perceber que Airton, Éder Luís e Alan Kardec são clones de Javi Garcia, Saviola e Cardozo.
Airton e Éder Luís são os que apresentam maior maturidade futebolística para constituírem opção imediata.
Alan Kardec necessitará de um período suplementar de adaptação e de crescimento, designadamente posicional e ao nível do ritmo de jogo.
Assim se confirmem as promessas hoje reveladas e, estou certo, que se assumirão como alternativas de qualidade.

sábado, janeiro 02, 2010

Artigo de Opinião de Ricardo Araujo Pereira

NA véspera do Benfica-Porto, Ricardo Costa, antigo defesa do Porto, deu uma interessante entrevista ao Correio da Manhã.
Serei talvez suspeito, porque me divirto sempre que as conversas de alguém ligado ao Porto são relatadas pelo Correio da Manhã, mas a entrevista era, de facto, curiosa. Entre outras revelações, o actual jogador do Wolfsburgo afirmou que, para o Porto, o clássico da Luz é mais do que um jogo de futebol.
É uma luta do Norte contra o Sul, luta essa que o Porto quer ganhar porque — e cito Ricardo Costa — o Porto detesta o Benfica.
Ricardo Costa passou sete anos no Porto, e portanto deve saber do que fala. Foi tendo tudo isto em consideração que me pus a pensar nos incidentes do túnel da Luz, no fim do clássico de 20 de Dezembro.
A equipa do Porto tinha sido derrotada por uma equipa que detesta. Tinha perdido três pontos contra um adversário muito desfalcado. E, além disso, tinha perdido mais do que um jogo.
Tinha acabado de perder uma guerra entre o Norte e o Sul. É uma guerra que só eles sabem que existe, mas ainda assim é uma guerra.
Deve ser desagradável perder guerras, mesmo que sejam imaginárias. Seria possível, por isso, que os jogadores portistas tivessem saído do campo irritados e, perto do balneário, agredissem alguém?
A resposta é: obviamente, não.
Os jogadores portistas, não sendo santos, estão muito perto da santidade.
Não passa pela cabeça de ninguém que, mesmo num momento daqueles, possam ser capazes de uma agressão. A não ser, claro, que tenham sido infamemente provocados.
Esta é, curiosamente, a única certeza que temos sobre o que se passou no túnel. As imagens ainda não são conhecidas, os testemunhos são escassos, mas uma coisa é certa: os portistas foram provocados.
E as provocações terão começado, aliás, antes do jogo: o balneário do Porto não tresandava a enxofre, o que fez com que os visitantes não tivessem de se equipar no acesso ao relvado.
Foi, talvez, a primeira provocação. Os portistas sabem que isto não é maneira de receber adversários. A segunda provocação foi o facto de o Benfica não ter dado hipóteses ao tetra-campeão, mesmo fazendo alinhar elementos que ainda não tinham jogado um minuto neste campeonato.
Não admira que os jogadores portistas tenham, ao que parece, respondido a estas ignóbeis provocações espancando um ou dois seguranças.
Ninguém é de ferro, que diabo.
Quando os jogadores do Benfica respondem a provocações em Braga ou em Olhão, são imaturos e pouco profissionais; quando os portistas respondem a hipotéticas provocações na Luz, são gente boa que perdeu justa e humanamente a cabeça.
Em Braga, não sei se o leitor está recordado, também houve problemas no túnel.
A comissão disciplinar da Liga analisou o vídeo e, tendo as imagens demonstrado que Cardozo não fez rigorosamente nada, aplicou ao melhor marcador do campeonato a correspondente suspensão de dois jogos.
Desta vez, não havia um único jogador, técnico ou dirigente do Benfica no túnel (facto que, inevitavelmente, terá de ser contabilizado como mais uma provocação). Temo, portanto, que toda a equipa do Benfica seja suspensa por dois jogos.
Quanto ao Porto, segundo consta, as imagens mostram que jogadores como um Sapunaru ou um Givanildo agrediram um segurança.
Ambos estão, aliás, preventivamente suspensos, para obedecer a uma nova lei proposta pelo próprio Porto, que foi aprovada sem o voto favorável do Benfica.
Os juristas da Liga, já se sabe, aprovam legislação proposta pelo Porto com a intenção clara de prejudicar o Porto. Bandidos.
Mas o que sucederá, então, se se confirmar a existência de imagens em que jogadores do Porto agridem uma ou mais pessoas? Em princípio, nada.
É importante não esquecer que estamos a falar do futebol português.
O arquivo que contém as escutas dos rebuçadinhos, da fruta, dos quinhentinhos e a factura da viagem de Calheiros ao Brasil terá de arranjar espaço para mais uma cassete.
Para a história ficará apenas o balanço do ano desportivo do Porto, em 2009: um fotógrafo atropelado, um futebolista agredido e um segurança espancado. Que orgulho.