quarta-feira, dezembro 07, 2005
Humor
Dias Ferreira a propósito dos penalties por assinalar no clássico no Dragão proferiu esta verdadeira péola linguística - " isso é vice-versa ao contrário."
Champions - Encontro de Diabos Vermelhos
Espero e desejo que o SLB vença e, assim, se qualifique para a próxima ronda da Champions.
Tenho um feeling secreto que tal acontecerá, porque perguntam voces.
Porque o SLB vai jogar desfalcado das suas principais figuras, respondo eu paradoxalmente.
Embora contraditória a afirmação é justificada - passo a tentar explicar.
Não jogando as principais figuras, as expectativas são diminutas e, como tal, diminiu a pressão.
Não jogando as principais figuras, jogam segundos planos ávidos de reconhecimento.
Não jogando as principais figuras, o favoritismo é todo do Manchester e, como tal, a pressão aumenta.
Não jogando as principais figuras, a ansiedade dos adeptos pelo golo será menor e, como tal, mais pacientes estarão e, logo, mais receptivos a aceitar o erro.
Não jogando as principais figuras, os adeptos reconhecerão ser o seu incondicional e incessante apoio imprescindível.
A isto acrescem as debilidades da defesa do Manchester - lenta e dura de rins - e um meio-campo tenrinho.
Tudo somado, são factores não dispiciendos a considerar e que me fazem acreditar.
Agora, existe o reverso da medalha -
Não jogando as principais figuras, a probabilidade de marcar e, como tal, de ganhar desce consideravelmente.
Não jogando as principais figuras, jogarão atletas menos capazes, menos experientes e, porventura, mais sujeitos á pressão inerente a estes jogos.
Não jogando as principais figuras, a susceptibilidade de errar é maior.
A isto acresce a inegável qualidade ofensiva do Manchester.
Força SLB.
Tenho um feeling secreto que tal acontecerá, porque perguntam voces.
Porque o SLB vai jogar desfalcado das suas principais figuras, respondo eu paradoxalmente.
Embora contraditória a afirmação é justificada - passo a tentar explicar.
Não jogando as principais figuras, as expectativas são diminutas e, como tal, diminiu a pressão.
Não jogando as principais figuras, jogam segundos planos ávidos de reconhecimento.
Não jogando as principais figuras, o favoritismo é todo do Manchester e, como tal, a pressão aumenta.
Não jogando as principais figuras, a ansiedade dos adeptos pelo golo será menor e, como tal, mais pacientes estarão e, logo, mais receptivos a aceitar o erro.
Não jogando as principais figuras, os adeptos reconhecerão ser o seu incondicional e incessante apoio imprescindível.
A isto acrescem as debilidades da defesa do Manchester - lenta e dura de rins - e um meio-campo tenrinho.
Tudo somado, são factores não dispiciendos a considerar e que me fazem acreditar.
Agora, existe o reverso da medalha -
Não jogando as principais figuras, a probabilidade de marcar e, como tal, de ganhar desce consideravelmente.
Não jogando as principais figuras, jogarão atletas menos capazes, menos experientes e, porventura, mais sujeitos á pressão inerente a estes jogos.
Não jogando as principais figuras, a susceptibilidade de errar é maior.
A isto acresce a inegável qualidade ofensiva do Manchester.
Força SLB.
Paulo Pedroso
Paulo Pedroso, segundo notícias na imprensa, prepara-se para accionar judicialmente o Estado Portugues.
Tal pleito judicial reporta-se á situação de prisão preventiva que viveu.
Me parece que não lhe assiste, de todo em todo, razão.
Pedroso foi não pronunciado pela prática de crimes de abuso sexual de crianças internadas na Casa Pia, decisão, entretanto, confirmada pelo Tribunal da Relação de Lisboa.
Quer o despacho de não pronúncia, quer o Acórdão da Relação mostram-se conformes na afirmação da inexistencia de indicios da prática dos aludidos crimes.
Todavia, tal não significa que nao tenha cometido tais crimes, apenas significa que, de um ponto de vista processual, no entender dos Magistrados chamados a decidir em sede de instrução e de recurso não foram recolhidos indícios tidos por suficientes de que o tenha feito.
No sistema processual penal portugues o que torna um facto provado é a convicção do julgador (entendido este na sua acepção mais lata). Claro está que se postula a imprescindibilidade de fundamentação de tal convicção.
A Juiz de Instrução e os Desembargadores entenderam que os depoimentos das alegadas vítimas não mostravam força probatória suficiente para que se afirmasse a existencia de indícios suficientes, quer por apresentarem incongruencias e contradições, quer por o conjunto dos elementos probatórios recolhidos os contrariarem.
Os Magistrados do MP e o Juiz de Instrução Rui Teixeira entenderam que os depoimentos das vítimas apresentavam coerencia e credibilidade suficientes para que Pedroso fosse sujeito a Julgamento.
Por outras palavras, conferiram relevo probatório diferenciado a uma mesma realidade daí decorrendo soluções jurídicas, obviamente, distintas.
Esta será a crua análise da situação perspectivada de um simples paradigma jurído-processual.
Contudo, a questão não é tão singela.
Por que razão se desprezaram os depoimentos das vítimas que, simultaneamente, serviram para sustentar a pronúncia de outros arguidos - os depoimentos e as personalidades de quem os produzem não nos parecem assim tão facilmente cindíveis.
Ou bem que são dotados de credibilidade ou não - dizer-se que este segmento é credível e aquele não é parece-me difícil. Em nome de quem e do que resvalou a credibilidade da vítima - da cabala responderá Pedroso.
Mas qual cabala, pergunto eu.
A teoria da cabala parece-me, ainda mais, fantasiosa que a teoria da bala mágica que perfurou por diversas vezes o corpo de Kenedy.
Quem era Pedroso?! - ex-secretário de Estado e Ministro e número 2 do PS.
Será que seria um personagem de tal modo perigoso para os seus adversários que motivasse a criação de uma maquinação tão vil - julgo que não.
Seria para atingir Ferro e o PS - julgo que não.
A liderança de Ferro nunca foi de molde a causar temor aos seus adversários e, na ocasião, existia uma maioria estável no Governo que o PS não acossava de forma alguma.
Mas admitindo que sim, quem seria a mente pérfida capaz de instrumentalizar um conjunto de jovens, os quais, ainda hoje, talvez em nome da cabala que se não fazia sentido ontem, hoje muito menos fará, continuam a apontar o dedo a Pedroso como abusador.
Chiça que o homem é poderoso - mesmo politicamente morto, ainda é suficientemente incómodo para que a cabala permaneça activa.
Quem se lembraria de ver no processo Casa Pia a oportunidade perfeita para aniquilar esses monstros políticos Ferro e Pedroso? a quem interessaria tal?
Intentar uma acção por prisão ilegal ou manifestamente injustificada quando, ainda hoje, se é referido como abusador pelas vítimas, parece-me, no mínimo, temerário.
É que o Tribunal que será chamado a pronunciar-se sobre tal acção terá, necessariamente, que reanalisar a prova produzida e poderá chegar a conclusões diversas...
Tal pleito judicial reporta-se á situação de prisão preventiva que viveu.
Me parece que não lhe assiste, de todo em todo, razão.
Pedroso foi não pronunciado pela prática de crimes de abuso sexual de crianças internadas na Casa Pia, decisão, entretanto, confirmada pelo Tribunal da Relação de Lisboa.
Quer o despacho de não pronúncia, quer o Acórdão da Relação mostram-se conformes na afirmação da inexistencia de indicios da prática dos aludidos crimes.
Todavia, tal não significa que nao tenha cometido tais crimes, apenas significa que, de um ponto de vista processual, no entender dos Magistrados chamados a decidir em sede de instrução e de recurso não foram recolhidos indícios tidos por suficientes de que o tenha feito.
No sistema processual penal portugues o que torna um facto provado é a convicção do julgador (entendido este na sua acepção mais lata). Claro está que se postula a imprescindibilidade de fundamentação de tal convicção.
A Juiz de Instrução e os Desembargadores entenderam que os depoimentos das alegadas vítimas não mostravam força probatória suficiente para que se afirmasse a existencia de indícios suficientes, quer por apresentarem incongruencias e contradições, quer por o conjunto dos elementos probatórios recolhidos os contrariarem.
Os Magistrados do MP e o Juiz de Instrução Rui Teixeira entenderam que os depoimentos das vítimas apresentavam coerencia e credibilidade suficientes para que Pedroso fosse sujeito a Julgamento.
Por outras palavras, conferiram relevo probatório diferenciado a uma mesma realidade daí decorrendo soluções jurídicas, obviamente, distintas.
Esta será a crua análise da situação perspectivada de um simples paradigma jurído-processual.
Contudo, a questão não é tão singela.
Por que razão se desprezaram os depoimentos das vítimas que, simultaneamente, serviram para sustentar a pronúncia de outros arguidos - os depoimentos e as personalidades de quem os produzem não nos parecem assim tão facilmente cindíveis.
Ou bem que são dotados de credibilidade ou não - dizer-se que este segmento é credível e aquele não é parece-me difícil. Em nome de quem e do que resvalou a credibilidade da vítima - da cabala responderá Pedroso.
Mas qual cabala, pergunto eu.
A teoria da cabala parece-me, ainda mais, fantasiosa que a teoria da bala mágica que perfurou por diversas vezes o corpo de Kenedy.
Quem era Pedroso?! - ex-secretário de Estado e Ministro e número 2 do PS.
Será que seria um personagem de tal modo perigoso para os seus adversários que motivasse a criação de uma maquinação tão vil - julgo que não.
Seria para atingir Ferro e o PS - julgo que não.
A liderança de Ferro nunca foi de molde a causar temor aos seus adversários e, na ocasião, existia uma maioria estável no Governo que o PS não acossava de forma alguma.
Mas admitindo que sim, quem seria a mente pérfida capaz de instrumentalizar um conjunto de jovens, os quais, ainda hoje, talvez em nome da cabala que se não fazia sentido ontem, hoje muito menos fará, continuam a apontar o dedo a Pedroso como abusador.
Chiça que o homem é poderoso - mesmo politicamente morto, ainda é suficientemente incómodo para que a cabala permaneça activa.
Quem se lembraria de ver no processo Casa Pia a oportunidade perfeita para aniquilar esses monstros políticos Ferro e Pedroso? a quem interessaria tal?
Intentar uma acção por prisão ilegal ou manifestamente injustificada quando, ainda hoje, se é referido como abusador pelas vítimas, parece-me, no mínimo, temerário.
É que o Tribunal que será chamado a pronunciar-se sobre tal acção terá, necessariamente, que reanalisar a prova produzida e poderá chegar a conclusões diversas...
terça-feira, dezembro 06, 2005
Convocados para Champions
Os 18 convocados são:
Guarda-redes: Quim e Nereu
Defesas: Anderson, Luisão, Léo, Alcides, Dos Santos, Nelson, João Pereira e Ricardo Rocha
Médios: Petit, Bruno Aguiar, Nuno Assis, Beto, Geovanni, Hélio Roque
Avançados: Nuno Gomes e Mantorras;
Guarda-redes: Quim e Nereu
Defesas: Anderson, Luisão, Léo, Alcides, Dos Santos, Nelson, João Pereira e Ricardo Rocha
Médios: Petit, Bruno Aguiar, Nuno Assis, Beto, Geovanni, Hélio Roque
Avançados: Nuno Gomes e Mantorras;
Auto Europa
Parece-me vergonhoso e acintoso o que a Volkswagen se encontra a fazer aos trabalhadores da Auto-Europa.
Estamos a falar da fábrica com maior produtividade do grupo, mas, ainda assim, numa demonstração despudorada de voracidade capitalista, não pretendem aumentar os salários mais do que 2,5%.
Convém lembrar que, em nome do interesse estratégico de tal investimento para Portugal e procurando garantir a subsistencia do seu posto de trabalho, os trabalhadores abdicaram de qualquer aumento nos últimos 2 anos.
O lucro gerado na Auto-Europa ascende a muitos milhares de Euros. Os incentivos fiscais do Governo Portugues foram mais que muitos. Qual o bolso que alberga todo esse capital?! O dos alemães, claro está.
Espero e desejo que haja um minimo de bom senso e a adminstração acabe de uma vez por todas com a chantagem que tem feito a Portugal e aos trabalhadores.
Será que existe Ministro da Economia? se sim, então que apareça e se empenhe na resolução do problema.
Portugal e os trabalhadores da Auto-Europa merecem respeito.
Estamos a falar da fábrica com maior produtividade do grupo, mas, ainda assim, numa demonstração despudorada de voracidade capitalista, não pretendem aumentar os salários mais do que 2,5%.
Convém lembrar que, em nome do interesse estratégico de tal investimento para Portugal e procurando garantir a subsistencia do seu posto de trabalho, os trabalhadores abdicaram de qualquer aumento nos últimos 2 anos.
O lucro gerado na Auto-Europa ascende a muitos milhares de Euros. Os incentivos fiscais do Governo Portugues foram mais que muitos. Qual o bolso que alberga todo esse capital?! O dos alemães, claro está.
Espero e desejo que haja um minimo de bom senso e a adminstração acabe de uma vez por todas com a chantagem que tem feito a Portugal e aos trabalhadores.
Será que existe Ministro da Economia? se sim, então que apareça e se empenhe na resolução do problema.
Portugal e os trabalhadores da Auto-Europa merecem respeito.
O 1º Debate
Ponto Prévio - Estes debates higienizados que agora inventaram são pão sem sal.
Esta coisa do falas tu, depois falo eu, sem qualquer interrupção, tira-me do sério.
Isto não são debates, mas sim declarações políticas alternadas dos dois pseudo-contendores.
Que saudades do mítico debate Soares/Cunhal do célebre "olhe que não, olhe que não", com o Joaquim Letria e o Mensurado (ao que julgo) a moderar e a fumar (não sou assim tão velho, mas revi na RTP Memória).
As diferenças para esse tempo são colossais - lembro-me do Letria iniciar o debate a proclamar que teria a duração previsível de 2 horas, mas que podia demorar o tempo que os intervenientes quisessem.
Voltando ao impropriamente designado debate, direi que foi mais do mesmo - muito tacticismo, pouca vivacidade e nenhuma novidade.
Cavaco e Alegre lideram os respectivos espectros políticos - Cavaco lidera no global e não tem adversário à direita - e nao estavam dispostos a cometer erros que poderiam revelar-se fatais, fazendo-os perder o capital de simpatia que já alcançaram.
Assim, tudo á defesa, sem rasgos, medindo as palavras e o seu sentido possível.
Cavaco no seu estilo austero que dói só de olhar, afirmou-se, uma vez mais, como Presidente Interventivo, ou seja, no desenvolvimento do seu conceito de cooperação estratégica com o Governo, revelou que pretende comandar o País como bem enfatizou Alegre no seu momento mais positivo do debate.
O grande Timoneiro, o homem do leme, o homem providencial, o D. Sebastião assim será Cavaco.
Aquilo que Cavaco apresenta e diz é um programa de Governo, quiçá procurando corresponder e capitalizar a imagem de homem salvador.
Todavia, tal extravasa e muito os poderes do PR. Cavaco joga com a crise e a necessidade bem lusa do surgimento do tutor providencial que tudo fará e tudo resolverá.
Não o fará, nem o pode, sequer, constitucionalmente fazer.
Alegre continua a ser um poeta de excepção.
O seu discurso é mais sentimental do que político. Aliás, no discurso político Alegre é fraco e titubeante.
Alegre tem, apenas, uma vaga ideia dos dossiers e apregoa generalidades quanto á resolução dos problemas.
Tem um discurso simpático e uma figura de Avo da Heidi que cativa. Depois junta a isto a Marinha Grande que o PS lhe proporcionou (Marinha Grande constituiu para Soares a mola decisiva para passar á segunda volta em 86 - foi agredido) - retirou-lhe o apoio quando antes o havia incentivado a apresentar-se como candidato.
Este parece-me o grande trunfo de Alegre - passar a imagem que corre por fora das máquinas partidárias e do sistema.
O debate não foi ganho por ninguém - ninguém o queria ganhar, ambos, apenas, não o queriam perder. Mas, Cavaco retirou mais dividendos. A forma como os debates estão construídos favorece-o.
Sem confronto directo, Cavaco refugia-se, pouco diz e ganha ou por outra não perde votos.
Alegre não percebeu ou não quis perceber isso - limitou-se a gerir, não afrontou Cavaco e procurou demonstrar sentido de Estado para ganhar votos ao Centro.
A única intervenção de Alegre marcadamente ideológica centrou-se na Guerra do Iraque e por aí se ficou.
Aliás, espelho fiel de tal radicou na circunstancia de as diferenças entre esquerda e direita não terem emergido.
Tudo como dantes, Quartel-General em Abrantes.
Esta coisa do falas tu, depois falo eu, sem qualquer interrupção, tira-me do sério.
Isto não são debates, mas sim declarações políticas alternadas dos dois pseudo-contendores.
Que saudades do mítico debate Soares/Cunhal do célebre "olhe que não, olhe que não", com o Joaquim Letria e o Mensurado (ao que julgo) a moderar e a fumar (não sou assim tão velho, mas revi na RTP Memória).
As diferenças para esse tempo são colossais - lembro-me do Letria iniciar o debate a proclamar que teria a duração previsível de 2 horas, mas que podia demorar o tempo que os intervenientes quisessem.
Voltando ao impropriamente designado debate, direi que foi mais do mesmo - muito tacticismo, pouca vivacidade e nenhuma novidade.
Cavaco e Alegre lideram os respectivos espectros políticos - Cavaco lidera no global e não tem adversário à direita - e nao estavam dispostos a cometer erros que poderiam revelar-se fatais, fazendo-os perder o capital de simpatia que já alcançaram.
Assim, tudo á defesa, sem rasgos, medindo as palavras e o seu sentido possível.
Cavaco no seu estilo austero que dói só de olhar, afirmou-se, uma vez mais, como Presidente Interventivo, ou seja, no desenvolvimento do seu conceito de cooperação estratégica com o Governo, revelou que pretende comandar o País como bem enfatizou Alegre no seu momento mais positivo do debate.
O grande Timoneiro, o homem do leme, o homem providencial, o D. Sebastião assim será Cavaco.
Aquilo que Cavaco apresenta e diz é um programa de Governo, quiçá procurando corresponder e capitalizar a imagem de homem salvador.
Todavia, tal extravasa e muito os poderes do PR. Cavaco joga com a crise e a necessidade bem lusa do surgimento do tutor providencial que tudo fará e tudo resolverá.
Não o fará, nem o pode, sequer, constitucionalmente fazer.
Alegre continua a ser um poeta de excepção.
O seu discurso é mais sentimental do que político. Aliás, no discurso político Alegre é fraco e titubeante.
Alegre tem, apenas, uma vaga ideia dos dossiers e apregoa generalidades quanto á resolução dos problemas.
Tem um discurso simpático e uma figura de Avo da Heidi que cativa. Depois junta a isto a Marinha Grande que o PS lhe proporcionou (Marinha Grande constituiu para Soares a mola decisiva para passar á segunda volta em 86 - foi agredido) - retirou-lhe o apoio quando antes o havia incentivado a apresentar-se como candidato.
Este parece-me o grande trunfo de Alegre - passar a imagem que corre por fora das máquinas partidárias e do sistema.
O debate não foi ganho por ninguém - ninguém o queria ganhar, ambos, apenas, não o queriam perder. Mas, Cavaco retirou mais dividendos. A forma como os debates estão construídos favorece-o.
Sem confronto directo, Cavaco refugia-se, pouco diz e ganha ou por outra não perde votos.
Alegre não percebeu ou não quis perceber isso - limitou-se a gerir, não afrontou Cavaco e procurou demonstrar sentido de Estado para ganhar votos ao Centro.
A única intervenção de Alegre marcadamente ideológica centrou-se na Guerra do Iraque e por aí se ficou.
Aliás, espelho fiel de tal radicou na circunstancia de as diferenças entre esquerda e direita não terem emergido.
Tudo como dantes, Quartel-General em Abrantes.
segunda-feira, dezembro 05, 2005
Árbitro para Champions
Cabe a um grego, de seu nome Kyros Vassaras, árbitro bem conhecido da «alta roda» do futebol europeu, dirigir o decisivo encontro entre o Benfica e Manchester United, esta quarta-feira à noite, para a fase de grupos da Liga dos Campeões.
Chicotada
Manuel Cajuda já não é treinador da Naval 1.º de Maio. A notícia foi-nos confirmada pelo próprio técnico que não tem sido feliz à frente do plantel da Figueira da Foz.
O treino desta manhã já foi dirigido por dois dos adjuntos de Cajuda, José Carlos e Fernando Mira, notando-se a ausência de Manuel Cajuda, Rui Nascimento e Simão Freitas (preparador físico).«O meu trabalho acabou. Já não sou treinador da Naval», foram estas as palavras que, através do telefone, nos foram proferidas pelo ex-técnico do clube da Figueira, o algarvio Manuel Cajuda.Sabemos que Cajuda se encontrava até há pouco no seu gabinete de trabalho, decerto a arrumar os cacifos antes de provavelmente se reunir com dirigentes do clube podendo eventualmente depois falar em conferência de imprensa.Lembre-se a Naval está há seis jornadas sem vencer e é actualmente o 15.º classificado da Liga.
O treino desta manhã já foi dirigido por dois dos adjuntos de Cajuda, José Carlos e Fernando Mira, notando-se a ausência de Manuel Cajuda, Rui Nascimento e Simão Freitas (preparador físico).«O meu trabalho acabou. Já não sou treinador da Naval», foram estas as palavras que, através do telefone, nos foram proferidas pelo ex-técnico do clube da Figueira, o algarvio Manuel Cajuda.Sabemos que Cajuda se encontrava até há pouco no seu gabinete de trabalho, decerto a arrumar os cacifos antes de provavelmente se reunir com dirigentes do clube podendo eventualmente depois falar em conferência de imprensa.Lembre-se a Naval está há seis jornadas sem vencer e é actualmente o 15.º classificado da Liga.
Camarate
Dúvidas não tenho ou poucas terei que o falecimento dos então primeiro-ministro e ministro da defesa em Camarate tenha sido obra de atentado.
Não alcanço é a querela judiciária da matéria.
Mal ou bem os Tribunais pronunciaram-se pela inexistencia de índicios de crime e decorridos que estão 25 anos tal decisão, fruto de regras processuais, mostra-se inalterável.
Sá Fernandes defende a tese do homicídio, mas certo é que , ainda que lograsse vencimento judicial da sua tese, restava um "pequeno" problema por resolver - o agente do crime.
Ao que sei existe um arguido constituído, em relação ao qual parece não existir prova, mas mesmo que existisse o procedimento criminal acha-se extinto, por prescrição.
Deste modo, é estéril discutir seja o que for em sede judicial.
As sucessivas comissões parlamentares de inquérito chegaram a conclusões tão diversas, que o valor das teses aí afirmadas é, no mínimo, duvidoso. Restará para sempre a dúvida.
O aproveitamento político da memória de Sá Carneiro é vergonhoso e, por vezes, mesmo obsceno.
Assim, passados que estão 25 anos paz aos mortos - R.I.P.
Não alcanço é a querela judiciária da matéria.
Mal ou bem os Tribunais pronunciaram-se pela inexistencia de índicios de crime e decorridos que estão 25 anos tal decisão, fruto de regras processuais, mostra-se inalterável.
Sá Fernandes defende a tese do homicídio, mas certo é que , ainda que lograsse vencimento judicial da sua tese, restava um "pequeno" problema por resolver - o agente do crime.
Ao que sei existe um arguido constituído, em relação ao qual parece não existir prova, mas mesmo que existisse o procedimento criminal acha-se extinto, por prescrição.
Deste modo, é estéril discutir seja o que for em sede judicial.
As sucessivas comissões parlamentares de inquérito chegaram a conclusões tão diversas, que o valor das teses aí afirmadas é, no mínimo, duvidoso. Restará para sempre a dúvida.
O aproveitamento político da memória de Sá Carneiro é vergonhoso e, por vezes, mesmo obsceno.
Assim, passados que estão 25 anos paz aos mortos - R.I.P.
Norton de Matos ou o Rehagell Portugues
Tal como Otto Rehagell com a selecção grega, Norton de Matos analisou os jogadores que tinha á sua disposição e traçou um modelo de jogo.
Ciente das limitações do plantel, Norton assumiu um estilo de jogo em tudo identico ao grego.
Solidez defensiva, com centrais altos e laterais contidos, meio-campo muito forte fisicamente, sempre disposto á lutar pela posse da bola e a cortar as linhas de passe do adversário, alas rápidos a possibilitar o desenvolvimento de ataques surpresa e ponta de lança matador com inegável faro de golo.
Norton como Rehagell joga com o erro adversário, única forma de chegar ao golo numa equipa incapaz de construir lances de ataque organizado. A primeira preocupação é fechar os caminhos da baliza ao adversário, depois virá o golo se e quando o oponente o permitir, ou por outra, o consentir.
Por fim, uma palavra muito especial para o meu amigo João de Deus no sentido de lhe endereçar os maiores encómios pelo trabalho desenvolvido, pois os indíces físicos do Vitória não podem ser obra do acaso.
Ciente das limitações do plantel, Norton assumiu um estilo de jogo em tudo identico ao grego.
Solidez defensiva, com centrais altos e laterais contidos, meio-campo muito forte fisicamente, sempre disposto á lutar pela posse da bola e a cortar as linhas de passe do adversário, alas rápidos a possibilitar o desenvolvimento de ataques surpresa e ponta de lança matador com inegável faro de golo.
Norton como Rehagell joga com o erro adversário, única forma de chegar ao golo numa equipa incapaz de construir lances de ataque organizado. A primeira preocupação é fechar os caminhos da baliza ao adversário, depois virá o golo se e quando o oponente o permitir, ou por outra, o consentir.
Por fim, uma palavra muito especial para o meu amigo João de Deus no sentido de lhe endereçar os maiores encómios pelo trabalho desenvolvido, pois os indíces físicos do Vitória não podem ser obra do acaso.
Vitória nos Barreiros ou o Regresso de Trap
Sangue, Suor e Lágrimas... de Felicidade, assim foi a vitória do SLB na Madeira.
O SLB demonstrando enorme espírito de grupo e de conquista, fez das fraquezas forças e ganhou.
Foi uma vitória à Trapattoni, no sentido de ter sido alicerçada numa forte estrutura defensiva, coesão do meio-campo e denodo na frente de ataque.
Finalmente, Koeman percebeu que só apelando á garra e ao espirito de corpo dos jogadores, esta equipa do SLB, desfalcada das suas pedras nucleares, poderá ganhar jogos.
Só Karayaka não entendeu a mensagem, por isso foi sempre peixe fora de água, tendo sido bem substituído por um Mantorras de regresso á fortuna.
Aliás, a substituição de Karayaka adivinhava-se ao quarto de hora da primeira parte de forma tão flagrante como acertar no euromilhões á segunda-feira.
Mantorras merece referencia especial, porque no seu estilo desengonçado representa a alegria ingénua do menino que gosta de jogar á bola.
O árbitro não se equivocou como os seus parceiros em outras jornadas e, assim, o SLB venceu.
O SLB demonstrando enorme espírito de grupo e de conquista, fez das fraquezas forças e ganhou.
Foi uma vitória à Trapattoni, no sentido de ter sido alicerçada numa forte estrutura defensiva, coesão do meio-campo e denodo na frente de ataque.
Finalmente, Koeman percebeu que só apelando á garra e ao espirito de corpo dos jogadores, esta equipa do SLB, desfalcada das suas pedras nucleares, poderá ganhar jogos.
Só Karayaka não entendeu a mensagem, por isso foi sempre peixe fora de água, tendo sido bem substituído por um Mantorras de regresso á fortuna.
Aliás, a substituição de Karayaka adivinhava-se ao quarto de hora da primeira parte de forma tão flagrante como acertar no euromilhões á segunda-feira.
Mantorras merece referencia especial, porque no seu estilo desengonçado representa a alegria ingénua do menino que gosta de jogar á bola.
O árbitro não se equivocou como os seus parceiros em outras jornadas e, assim, o SLB venceu.
Comentário ao Clássico
Jogo globalmente fraco, com duas equipas temerosas uma da outra.
O SCP apresentou-se no Dragao com uma equipa alegadamente ofensiva.
Todavia, Paulo Bento amarrou os criativos - Moutinho e Carlos Martins - ás alas, cerceando-lhes a capacidade ofensiva no que redundou na existencia de grandes espaços entre linhas, nomeadamente entre meio-campo e o ataque.
É para mim incompreensível a opçao por Moutinho na cobertura a Quaresma, vulgarizando um jogador de talento.
Com a saída de Carlos Martins, o SCP perdeu a pouca intencionalidade ofensiva que tinha, tendo Wender revelado um total desconhecimento do que devia fazer em campo.
A opçao de deixar Liedson em Alvalade, faz-me recordar o episódio Baía quando Mourinho chegou ao FCP - em ambas as situações os treinadores procuraram aglutinar o grupo, fazendo de jogadores emblemáticos bandeiras de pseudo-disciplina.
Quanto ao FCP, Adriaanse continua a desperdiçar o plantel rico em opções de que dispõe.
Obstinado com o sistema de jogo que perconiza não rentabiliza os jogadores, antes tenta encaixá-los em esquemas tácticos pré-definidos.
Assim, Jorginho, Lucho e Lisandro surgem em posições que, claramente, nao são as suas, com evidentes prejuízos.
O árbitro substituto cometeu dois erros claros, a saber duas grandes penalidades não assinaladas.
Polga e Peixoto levaram a mão á bola.
No que concerne aos golos anulados, o do SCP parece-me óbvio o fora de jogo assinalado, já em relação ao do FCP fiquei com dúvidas - parece-me que, acima de tudo, o árbitro apitou para se defender. A existir falta ela não é visível.
No lance de Nani com Pepe, ficou-me a ideia de não ter existido falta, sendo certo que o árbitro apita antes do remate o que, desde logo, inviabiliza a formulação de um juízo de golo anulado, uma vez que os jogadores do FCP pararam de imediato, mormente Vítor Baía.
Salvou-se o resultado, na óptica de um Benfiquista.
O SCP apresentou-se no Dragao com uma equipa alegadamente ofensiva.
Todavia, Paulo Bento amarrou os criativos - Moutinho e Carlos Martins - ás alas, cerceando-lhes a capacidade ofensiva no que redundou na existencia de grandes espaços entre linhas, nomeadamente entre meio-campo e o ataque.
É para mim incompreensível a opçao por Moutinho na cobertura a Quaresma, vulgarizando um jogador de talento.
Com a saída de Carlos Martins, o SCP perdeu a pouca intencionalidade ofensiva que tinha, tendo Wender revelado um total desconhecimento do que devia fazer em campo.
A opçao de deixar Liedson em Alvalade, faz-me recordar o episódio Baía quando Mourinho chegou ao FCP - em ambas as situações os treinadores procuraram aglutinar o grupo, fazendo de jogadores emblemáticos bandeiras de pseudo-disciplina.
Quanto ao FCP, Adriaanse continua a desperdiçar o plantel rico em opções de que dispõe.
Obstinado com o sistema de jogo que perconiza não rentabiliza os jogadores, antes tenta encaixá-los em esquemas tácticos pré-definidos.
Assim, Jorginho, Lucho e Lisandro surgem em posições que, claramente, nao são as suas, com evidentes prejuízos.
O árbitro substituto cometeu dois erros claros, a saber duas grandes penalidades não assinaladas.
Polga e Peixoto levaram a mão á bola.
No que concerne aos golos anulados, o do SCP parece-me óbvio o fora de jogo assinalado, já em relação ao do FCP fiquei com dúvidas - parece-me que, acima de tudo, o árbitro apitou para se defender. A existir falta ela não é visível.
No lance de Nani com Pepe, ficou-me a ideia de não ter existido falta, sendo certo que o árbitro apita antes do remate o que, desde logo, inviabiliza a formulação de um juízo de golo anulado, uma vez que os jogadores do FCP pararam de imediato, mormente Vítor Baía.
Salvou-se o resultado, na óptica de um Benfiquista.
quarta-feira, novembro 30, 2005
Programa Parlamento
Assisti ontem a mais uma edição de tao vestusto programa.
O programa já conheceu melhores dias, embora ainda mantenha quase intactas as qualidades que dele fizeram uma referencia no panorama televisivo portugues.
A mudança de apresentador revelou-se catastrófica. A senhora jornalista que, ora, o apresenta demonstra uma total impreparaçao para moderar debates e, mais do que isso, uma gritante ausencia de estudo dos temas em discussão.
O horário tardio em nada beneficia o serviço público de televisão e os desideratos que presidiram á criação do dito programa.
Ainda assim, o programa sobrevive.
Ontem, discutiu-se a Justiça.
Todos de acordo na necessidade de empreender reformas e, espantoso, nos caminhos a trilhar.
Contudo, o representante do PS demonstrou quao pobre está a democracia portuguesa - limitou-se a ser a voz do dono, a defender o indefensável, a procurar explicar a justeza das medidas governamentais.
O desenho constitucional do papel que cabe ao Partido que a cada momento sustenta o Governo não é, claramente, esse. Deveria aquele e os restantes membros da bancada parlamentar do PS constituir-se como a consciencia crítica do Executivo, antecipando e propondo soluções e reformas.
Não nego que a sustentaçao parlamentar da acçao do Governo se contenha no assinalado desenho constitucional, agora cingir a prática política do partido do Governo a tal parece-me limitativo e empobrecedor da democracia.
Apoiar o que seja de apoiar, criticar o que seja de criticar, propor caminhos e novos desafios, marcar a agenda política, surgem-me como o quadro constitucionalmente desejado.
São estas confusões, entre o que é o Partido e o Governo, onde acaba um e outro começa, que transformaram o Estado e o Funcionalismo Público num albergue de acólitos do Partido que Governa.
A prestaçao dos restantes intervenientes ficou, invariavelmente, marcada pela crítica á acção governativa.
Todavia, num ponto divergiram claramente - no apoio aos protestos dos Magistrados.
Neste particular, destacou-se a deputada Ana Drago com posições de um conservadorismo estranho.
Destaco a prestaçao da deputada Odete Santos, no seu melhor estilo, demonstrando um conhecimento profundo das debilidades do sistema judicial ou não fosse advogada em exercício de funções.
Suportou, em larga medida, as posições expressas pelos Magistrados e as formas de luta por estes encetadas, consolidando-as no sentido de as despir de qualquer corporativismo.
Por fim, um breve comentário á posiçao do Sr. Presidente do Supremo Tribunal Administrativo, citada no debate.
Não me parece que o nível salarial dos Magistrados seja condição da sua independencia.
Parece-me, aliás, uma ideia absurda.
Quem definiria o quantum salarial capaz de garantir a independencia do poder judicial. Certamente que teria de ser uma tarefa casuística - cada Magistrado seria chamado a mensurar o montante salarial necessario á salvaguarda da sua independencia.
Questão diversa seria afirmar que o estatuto dos Magistrados, pelo qual perpassam diversas compressões aos direitos, liberdades e garantias constitucionalmente consagrados ao conjunto dos cidadãos, impoe um nível salarial condizente.
A discussao em torno do nível salarial dos Magistrados terá que se ancorar no desejável equilibrio entre o acervo de deveres e obrigações que o seu estatuto contempla e os correspondentes direitos, mormente salariais.
Consignarem-se deveres de exclusividade e de reserva e não plasmar direitos de igual jaez constitui uma limitação aos direitos fundamentais dos Magistrados que roça a inconstitucionalidade (ou talves mais).
Por outro lado, a opção pela degradação do estatuto sócio-remuneratório dos Magistrados trata-se de uma escolha política que revela muito do que se quer para a Justiça - uma justiça ainda mais fraca, menos preparada, com menor bagagem técnica, enfim, mais á merce do poder político.
Caso a Magistratura do Ministério Público, no exercício das funções que lhe são constitucional e legalmente acometidas, não tivesse ousado mexer nos poderes instalados, estou certo que nada disto teria acontecido.
O programa já conheceu melhores dias, embora ainda mantenha quase intactas as qualidades que dele fizeram uma referencia no panorama televisivo portugues.
A mudança de apresentador revelou-se catastrófica. A senhora jornalista que, ora, o apresenta demonstra uma total impreparaçao para moderar debates e, mais do que isso, uma gritante ausencia de estudo dos temas em discussão.
O horário tardio em nada beneficia o serviço público de televisão e os desideratos que presidiram á criação do dito programa.
Ainda assim, o programa sobrevive.
Ontem, discutiu-se a Justiça.
Todos de acordo na necessidade de empreender reformas e, espantoso, nos caminhos a trilhar.
Contudo, o representante do PS demonstrou quao pobre está a democracia portuguesa - limitou-se a ser a voz do dono, a defender o indefensável, a procurar explicar a justeza das medidas governamentais.
O desenho constitucional do papel que cabe ao Partido que a cada momento sustenta o Governo não é, claramente, esse. Deveria aquele e os restantes membros da bancada parlamentar do PS constituir-se como a consciencia crítica do Executivo, antecipando e propondo soluções e reformas.
Não nego que a sustentaçao parlamentar da acçao do Governo se contenha no assinalado desenho constitucional, agora cingir a prática política do partido do Governo a tal parece-me limitativo e empobrecedor da democracia.
Apoiar o que seja de apoiar, criticar o que seja de criticar, propor caminhos e novos desafios, marcar a agenda política, surgem-me como o quadro constitucionalmente desejado.
São estas confusões, entre o que é o Partido e o Governo, onde acaba um e outro começa, que transformaram o Estado e o Funcionalismo Público num albergue de acólitos do Partido que Governa.
A prestaçao dos restantes intervenientes ficou, invariavelmente, marcada pela crítica á acção governativa.
Todavia, num ponto divergiram claramente - no apoio aos protestos dos Magistrados.
Neste particular, destacou-se a deputada Ana Drago com posições de um conservadorismo estranho.
Destaco a prestaçao da deputada Odete Santos, no seu melhor estilo, demonstrando um conhecimento profundo das debilidades do sistema judicial ou não fosse advogada em exercício de funções.
Suportou, em larga medida, as posições expressas pelos Magistrados e as formas de luta por estes encetadas, consolidando-as no sentido de as despir de qualquer corporativismo.
Por fim, um breve comentário á posiçao do Sr. Presidente do Supremo Tribunal Administrativo, citada no debate.
Não me parece que o nível salarial dos Magistrados seja condição da sua independencia.
Parece-me, aliás, uma ideia absurda.
Quem definiria o quantum salarial capaz de garantir a independencia do poder judicial. Certamente que teria de ser uma tarefa casuística - cada Magistrado seria chamado a mensurar o montante salarial necessario á salvaguarda da sua independencia.
Questão diversa seria afirmar que o estatuto dos Magistrados, pelo qual perpassam diversas compressões aos direitos, liberdades e garantias constitucionalmente consagrados ao conjunto dos cidadãos, impoe um nível salarial condizente.
A discussao em torno do nível salarial dos Magistrados terá que se ancorar no desejável equilibrio entre o acervo de deveres e obrigações que o seu estatuto contempla e os correspondentes direitos, mormente salariais.
Consignarem-se deveres de exclusividade e de reserva e não plasmar direitos de igual jaez constitui uma limitação aos direitos fundamentais dos Magistrados que roça a inconstitucionalidade (ou talves mais).
Por outro lado, a opção pela degradação do estatuto sócio-remuneratório dos Magistrados trata-se de uma escolha política que revela muito do que se quer para a Justiça - uma justiça ainda mais fraca, menos preparada, com menor bagagem técnica, enfim, mais á merce do poder político.
Caso a Magistratura do Ministério Público, no exercício das funções que lhe são constitucional e legalmente acometidas, não tivesse ousado mexer nos poderes instalados, estou certo que nada disto teria acontecido.
Bola Branca - Essa Instituição
Notícia sobre possível transferencia de Simão para o Liverpool -
Os ingleses querem ficar-se pelos 12 milhões de euros em dinheiro, juntando pelo menos mais um jogador ao negócio.
Segundo o jornal "Record", Dudek, Cissé, Sinama-Pongolle e Mellor são quatro atletas que não têm merecido a confiança do espanhol e que, por isso mesmo, podem vir a ser cartas colocadas em cima da mesa para Ronald Koeman escolher lá mais para o final do ano, de forma a baixar o valor a pagar por uma eventual transferência.
E Koeman confirmou, na televisão holandesa, que o polaco Dudek e o romeno Lobont estão na lista de possíveis reforços para a baliza do Benfica, já em Janeiro.
O primeiro está no Liverpool e pode entrar na Luz no âmbito do interesse da equipa inglesa em Simão. O segundo está insatisfeito no Ajax, joga pouco, e o seu passe está avaliado em um milhão e 200 mil euros.
Dos citados jogadores do Liverpool apenas suspiro por um - Dijibrill Cissé - Ponta de Lança rápido, forte, com sentido de baliza e bom jogo de cabeça, ao nível de Henry em 2/3 anos.
Todavia, nao acredito que o SLB tenha orçamento para o Cissé.
Proposta de 12 milhões e Cissé, o SLB devia aceitar sem pestanejar (cumpridos que se mostrem os requisitos orçamentais).
Quanto ao Guarda-Redes - Espen Johsen do Rosenborg seria uma melhor opção.
Os ingleses querem ficar-se pelos 12 milhões de euros em dinheiro, juntando pelo menos mais um jogador ao negócio.
Segundo o jornal "Record", Dudek, Cissé, Sinama-Pongolle e Mellor são quatro atletas que não têm merecido a confiança do espanhol e que, por isso mesmo, podem vir a ser cartas colocadas em cima da mesa para Ronald Koeman escolher lá mais para o final do ano, de forma a baixar o valor a pagar por uma eventual transferência.
E Koeman confirmou, na televisão holandesa, que o polaco Dudek e o romeno Lobont estão na lista de possíveis reforços para a baliza do Benfica, já em Janeiro.
O primeiro está no Liverpool e pode entrar na Luz no âmbito do interesse da equipa inglesa em Simão. O segundo está insatisfeito no Ajax, joga pouco, e o seu passe está avaliado em um milhão e 200 mil euros.
Dos citados jogadores do Liverpool apenas suspiro por um - Dijibrill Cissé - Ponta de Lança rápido, forte, com sentido de baliza e bom jogo de cabeça, ao nível de Henry em 2/3 anos.
Todavia, nao acredito que o SLB tenha orçamento para o Cissé.
Proposta de 12 milhões e Cissé, o SLB devia aceitar sem pestanejar (cumpridos que se mostrem os requisitos orçamentais).
Quanto ao Guarda-Redes - Espen Johsen do Rosenborg seria uma melhor opção.
Árbitros para a Jornada do Próximo Fim de Semana
Sexta-feira:FC Porto-Sporting, Olegário Benquerença (Leiria).
Sábado:Belenenses-Nacional, Paulo Costa (Porto), Marítimo-Benfica, Paulo Paraty (Porto).
Domingo:Rio Ave-Paços de Ferreira, Augusto Duarte (Braga), Naval-Académica, Pedro Henriques (Lisboa), Estrela da Amadora-Gil Vicente, Carlos Xistra (Castelo Branco), Boavista-Penafiel, Paulo Baptista (Portalegre),Braga-Setúbal, Paulo Pereira (Viana do Castelo).
Segunda-feira:Guimarães-Leiria, Jorge Sousa (Porto).
Acentuam-se os receios referidos ontem no que concerne ao clássico do Dragão - Ninguém se esquece do GOLO do Petit não validado na Luz o ano passado.
Sábado:Belenenses-Nacional, Paulo Costa (Porto), Marítimo-Benfica, Paulo Paraty (Porto).
Domingo:Rio Ave-Paços de Ferreira, Augusto Duarte (Braga), Naval-Académica, Pedro Henriques (Lisboa), Estrela da Amadora-Gil Vicente, Carlos Xistra (Castelo Branco), Boavista-Penafiel, Paulo Baptista (Portalegre),Braga-Setúbal, Paulo Pereira (Viana do Castelo).
Segunda-feira:Guimarães-Leiria, Jorge Sousa (Porto).
Acentuam-se os receios referidos ontem no que concerne ao clássico do Dragão - Ninguém se esquece do GOLO do Petit não validado na Luz o ano passado.
Mercado
Jornal Marca
El Chelsea ofrece 37 millones de euros al Atlético por Fernando Torres
El Chelsea inglés estaría dispuesto a ofrecer al Atlético de Madrid unos 37 millones de euros por Fernando Torres. El pasado mes de junio el club londinense ya ofreció 24 millones de euros.
El Chelsea ofrece 37 millones de euros al Atlético por Fernando Torres
El Chelsea inglés estaría dispuesto a ofrecer al Atlético de Madrid unos 37 millones de euros por Fernando Torres. El pasado mes de junio el club londinense ya ofreció 24 millones de euros.
Mercado
Anderson reforça desejo de seguir no Grêmio no ano que vem
Atacante, negociado junto ao Porto, de Portugal, poderá permanecer até a metade de 2006 no estádio Olímpico
Da Agência PlacarPORTO ALEGRE -
O jovem atacante Anderson revelou o seu desejo de permanecer no estádio Olímpico nos primeiros seis meses da temporada de 2006. O jogador já foi negociado com o Porto, de Portugal, mas poderá continuar defendendo o Grêmio até completar os seus 18 anos.“O Grêmio é o meu clube, é claro que eu gostaria de ficar. Se acharem que eu devo permanecer, continuarei fazendo o meu trabalho da melhor maneira possível“, destacou Anderson, em entrevista a uma emissora de rádio da Capital gaúcha.“Mas vamos deixar essa questão para depois. O que eu quero agora é aproveitar esse período de folga para descansar ao lado da minha família e dos meus amigos“, acrescentou o “prata da casa“ tricolor, deixando claro que não queria dar seqüência ao assunto.Tão logo assegurou a sua vaga para a Série A do Campeonato Brasileiro, o Grêmio anunciou o seu desejo de continuar contando com o jovem atacante. O jogador, de apenas 17 anos, foi o principal destaque do clube gaúcho na Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro - foi tido como a principal revelação tricolor desde Ronaldinho Gaúcho.Como Anderson é menor de ida, a Federação Portuguesa pode adiar a inscrição dele para o meio do ano, quando já terá 18 anos. Até lá, ele continuar a vestir a camisa do Grêmio.
Atacante, negociado junto ao Porto, de Portugal, poderá permanecer até a metade de 2006 no estádio Olímpico
Da Agência PlacarPORTO ALEGRE -
O jovem atacante Anderson revelou o seu desejo de permanecer no estádio Olímpico nos primeiros seis meses da temporada de 2006. O jogador já foi negociado com o Porto, de Portugal, mas poderá continuar defendendo o Grêmio até completar os seus 18 anos.“O Grêmio é o meu clube, é claro que eu gostaria de ficar. Se acharem que eu devo permanecer, continuarei fazendo o meu trabalho da melhor maneira possível“, destacou Anderson, em entrevista a uma emissora de rádio da Capital gaúcha.“Mas vamos deixar essa questão para depois. O que eu quero agora é aproveitar esse período de folga para descansar ao lado da minha família e dos meus amigos“, acrescentou o “prata da casa“ tricolor, deixando claro que não queria dar seqüência ao assunto.Tão logo assegurou a sua vaga para a Série A do Campeonato Brasileiro, o Grêmio anunciou o seu desejo de continuar contando com o jovem atacante. O jogador, de apenas 17 anos, foi o principal destaque do clube gaúcho na Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro - foi tido como a principal revelação tricolor desde Ronaldinho Gaúcho.Como Anderson é menor de ida, a Federação Portuguesa pode adiar a inscrição dele para o meio do ano, quando já terá 18 anos. Até lá, ele continuar a vestir a camisa do Grêmio.
Humor Político I - Gato Fedorento
VOTA NO NOSSO PAINEL: Ainda não tinham passado 48 horas sobre a divulgação dos resultados eleitorais, e já a imprensa começava a apontar caminhos para José Sócrates.
Deve ser muito irritante conseguir a incrível meta de dois milhões e meio de votos e, ainda assim, ter que ouvir dicas de gente que nem sequer conseguiu ser eleita chefe de turma na secundária.Por isso, é que o sistema eleitoral português deixa muito a desejar.
Não se devia votar em partidos. Devíamos votar em painéis de personalidades. Os benefícios são por demais evidentes. Se observarmos com atenção, há indivíduos que, quando faziam parte de painéis de personalidades, eram referências nas suas áreas. A partir do momento em que foram para ministros, de repente percebemos que não passam de patetas sem uma única ideia.
Há ainda outra vantagem de peso: se as coisas correrem mal, não é obrigatório apresentar-se a demissão. Nunca ouvi um elemento de um painel dizer: “Aqui há uns tempos, previ a subida da inflação e isso não se verificou. Por isso, queria aqui pedir a minha demissão do cargo de personalidade”.
Destaco em particular o esmero do DN, que decidiu puxar para a capa vinte personalidades da sociedade civil (mas que querem deixar de ser, nomedamente através de um convite para ser ministro), cada uma delas com ideias bastante definidas sobre as medidas que o novo governo deverá tomar.
Olhando para as suas fotografias, constata-se que, das vinte personalidades, treze usam óculos e sete exibem algum tipo de pilosidade no rosto - dois bigodes simples, dois bigodes com pêra, e três barbas.
Isto é bom para que se perceba, de uma vez por todas, que pessoas imberbes e com boa vista nunca hão-de ser especialistas em nada.
Se os óculos comprovam as milhares de páginas lidas e relidas, a pilosidade atesta a seriedade do carácter.
Contudo, fica aqui o alerta para os mais ambiciosos. A convivência destes dois elementos – óculos e pilosidade - é desaconselhável, uma vez que pode provocar aquilo a que os neurologistas chamam “overdose de prestígio”.
Aconteceu poucas vezes, mas posso dizer-vos que não é uma coisa agradável de assistir (sobretudo, para pessoas que não podem ver sangue).
Deve ser muito irritante conseguir a incrível meta de dois milhões e meio de votos e, ainda assim, ter que ouvir dicas de gente que nem sequer conseguiu ser eleita chefe de turma na secundária.Por isso, é que o sistema eleitoral português deixa muito a desejar.
Não se devia votar em partidos. Devíamos votar em painéis de personalidades. Os benefícios são por demais evidentes. Se observarmos com atenção, há indivíduos que, quando faziam parte de painéis de personalidades, eram referências nas suas áreas. A partir do momento em que foram para ministros, de repente percebemos que não passam de patetas sem uma única ideia.
Há ainda outra vantagem de peso: se as coisas correrem mal, não é obrigatório apresentar-se a demissão. Nunca ouvi um elemento de um painel dizer: “Aqui há uns tempos, previ a subida da inflação e isso não se verificou. Por isso, queria aqui pedir a minha demissão do cargo de personalidade”.
Destaco em particular o esmero do DN, que decidiu puxar para a capa vinte personalidades da sociedade civil (mas que querem deixar de ser, nomedamente através de um convite para ser ministro), cada uma delas com ideias bastante definidas sobre as medidas que o novo governo deverá tomar.
Olhando para as suas fotografias, constata-se que, das vinte personalidades, treze usam óculos e sete exibem algum tipo de pilosidade no rosto - dois bigodes simples, dois bigodes com pêra, e três barbas.
Isto é bom para que se perceba, de uma vez por todas, que pessoas imberbes e com boa vista nunca hão-de ser especialistas em nada.
Se os óculos comprovam as milhares de páginas lidas e relidas, a pilosidade atesta a seriedade do carácter.
Contudo, fica aqui o alerta para os mais ambiciosos. A convivência destes dois elementos – óculos e pilosidade - é desaconselhável, uma vez que pode provocar aquilo a que os neurologistas chamam “overdose de prestígio”.
Aconteceu poucas vezes, mas posso dizer-vos que não é uma coisa agradável de assistir (sobretudo, para pessoas que não podem ver sangue).
Humor Desportivo II - Gato Fedorento
COITADO: Parece-me desigual esta guerra entre José Mourinho e o resto do mundo (árbitros, imprensa inglesa, UEFA, etc.) Claramente, o mundo precisa de ajuda.
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