quarta-feira, janeiro 25, 2006

Imagens com História IV- cromos avulsos










Imagens com História III - FCP 82/83











Imagens com história II - SCP 82/83











Imagens com história - SLB 82/83











Ora advinhem lá quem é e, mais importante, qual a sua profissão

Nascido em Vilar de Maçada, concelho de Alijó, distrito de Vila Real, em 6 de Setembro de 1957
Engenheiro Civil
Pós-graduado em Engenharia Sanitária, na Escola Nacional de Saúde Pública
Militante do Partido Socialista desde 1981
Presidente da Federação Distrital de Castelo Branco entre 1986 e 1995
Membro do Secretariado Nacional do Partido Socialista desde 1991, e membro da Comissão Política do PS
Porta-voz do PS para a área do Ambiente a partir de 1991
Deputado à Assembleia da República de 1987 a 1995 e desde 2002 (V, VI, VII, VIII e IX Legislaturas), pelo círculo de Castelo Branco, tendo sido, na IX Legislatura, Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PS, membro da Comissão Parlamentar de Defesa Nacional e membro da Comissão Permanente da Assembleia da República
Membro da Assembleia Municipal da Covilhã
Ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território do XIV Governo Constitucional
Ministro Adjunto do Primeiro-Ministro do XIII Governo Constitucional
Secretário de Estado Adjunto do Ministro do Ambiente do XIII Governo Constitucional
Eleito Secretário Geral do Partido Socialista em Setembro de 2004

Obsceno

O Banco Comercial Português comprometeu-se ontem a chegar ao final de 2007 com resultados líquidos recorrentes superiores a 880 milhões de euros.
A nova meta resulta da revisão em alta dos objectivos de ganhos adicionais de rendibilidade a obter no médio prazo e inclui ainda o compromisso de aumentar o lucro por acção do grupo em 20% ao ano até ao final de 2008.

Se calhar é em sistema de Franchising

Potencialmente mais embaraçosos para os EUA, e em especial para a Administração Bush, já para não referir os governos europeus que eventualmente tenham cooperado com Washington, são ainda os dados já recolhidos pela comissão de inquérito, e que apontam para a forte probabilidade de os serviços de informações norte-americanos terem subcontratado serviços congéneres estrangeiros para procederem ao interrogatório dos suspeitos raptados pela CIA.
O que, formalmente, permitiria aos EUA declararem publicamente, como fez recentemente a sua secretária de Estado, que não recorriam à tortura para obter informações, omitindo, provavelmente, que "encomendavam" tal tarefa a terceiros.

A propósito do Paulo Bento

Postei, ontem, um artigo de opinião de um sportinguista sobre Paulo Bento.
Nem sempre o que publico corresponde á minha leitura, mas entendo que devo postar as mais diversas apreciações por forma não só a democratizar o blog como também a estimular a discussão.
Desde o advento Mourinho que o futebol portugues foi invadido por uma onda de técnicos de futebol com formação académica.
Os clubes num afã tresloucado procuram, a todo o custo, descobrir o "novo Mourinho", contratando treinadores, sem experiencia e sem resultados relevantes, mas com uma formação identica ao mago da bola que tudo ganha - "se não fosse para ganhar, não estaria aqui."
Treinador que não fale na verticalização, na basculação, no jogar entre linhas, não vista fato de bom corte, não aprume o visual, é excomungado do mundo do futebol luso.
São exemplos Manuel José, Manuel Cajuda, Vítor Manuel, Toni, Quinito, José Rachão, José Romão, João Alves, Vítor Oliveira, entre tantos outros.
Se será de louvar a busca por novos conhecimentos, novos métodos, novas valias, não me parece que seja de desprezar todo um capital de experiencia adquirido ao longo dos anos quer como praticante quer como treinador.
Serve isto para enaltecer a contratação do Paulo Bento.
Não é que o Paulo Bento esteja a demonstrar ser um treinador de excepção, longe disso, mas a sua entrada para técnico principal do Sporting representou uma inversão do paradigma reinante, podendo servir para restabelecer um equilibrio que julgo desejável.
Para mim, um bom treinador de futebol faz-se da reunião dos seguintes ingredientes - capacidade de liderança, capacidade de decisão, capacidade de leitura de jogo, capacidade de intervir no jogo a partir do banco, conhecimento do fenómeno nas vertentes de conhecimento do meio futebolístico em que se insere e do mercado de jogadores.
Quem melhor que um ex-praticante para fazer a síntese de tais predicados?
A base académica não é de descurar, mas a sua influencia maior reside no treino, não no jogo em si e enquanto tal.
No treino, no desenvolvimento das capacidades dos jogadores, físicas e técnicas, os conhecimentos adquiridos em estudos superiores são imprescindíveis. Mas esses mesmos conhecimentos não me parecem suficientes no que concerne aos restantes aspectos do jogo.
Exemplo vivo de tal é, desde logo, Carlos Queiroz.
Fortíssimo no planeamento e execução do treino, revela lacunas enormíssimas na capacidade de liderança, de decisão (quem não se lembra dos casos de indisciplina nos clubes e selecções por onde passou), de leitura de jogo, de capacidade de intervir no jogo a partir do banco (quem não se recorda da substituição ao intervalo de Paulo Torres por Capucho e da colocação, na sequencia, de Paulo Sousa como falso lateral esquerdo nos famosos 3-6 em Alvalade frente ao SLB, que abriu um autentica auto-estrada no corredor esquerdo, tendo sido por aí que o SLB construiu os seus 3 golos da segunda parte), de conhecimento do fenómeno nas suas vertentes de conhecimento do meio futebolístico em que insere e do mercado de jogadores (quem não se lembra das múltiplas contratações falhadas no SCP, de Ouattara a Vujacic, entre outros, as declarações ao serviço da selecção no final de um famoso Itália/Portugal de apuramento para o Mundial de 94, as declarações e contratações falhadas no Man.United).
Os grandes técnicos mundiais da actualidade, Capello, Lippi, Trappattoni, Ancelotti, Rijkaard, Mancini, Gullit, Van Basten, Klinsman, Matthaus, para não referir Cruyff, foram praticantes de excelencia. A excepção é Eriksson, mas também não há regra sem excepção.
Mourinho, para lá de ser uma personalidade única e de ainda assim ter feito parte do plantel do Rio Ave na primeira divisão, colmatou uma certa falta de formação prática, com o convívio desde pequeno com o mundo do fuebol através de seu pai, Félix Mourinho.
Por tudo isto, a chegada de Paulo Bento ao lugar de treinador principal do Sporting constitui uma saudável lufada de ar fresco, interrompendo uma certa "doutorização" do futebol portugues.
Nada me move contra os treinadores licenciados, mas penso que o seu endeusamento é manifestamente pernicioso para o futebol.
Prática e Teoria devem coabitar.
O equilíbrio entre os diversos saberes é desejável.

terça-feira, janeiro 24, 2006

O que alguns sportinguistas pensam de Paulo Bento por Pedro Boucherie Mendes

Post publicado por Pedro Boucherie Mendes, sportinguista assumido, no seu blog - aos 35.
O Acidental
Será que a vida nos escolhe?
Julgo que foi Montaigne quem constatou que há derrotas mais triunfantes que algumas vitórias, mas não me parece que Paulo Bento, o treinador do Sporting em ano de centenário, esteja interessado em se consolar nestas palavras do pensador francês.
Mais, nem sequer julgo que Paulo Bento as entenda alguma vez. Para ele, ganhar é ganhar e perder é perder.
Imagino que os dirigentes do Sporting, o clube dos viscondes e das elites, tenha dito ao plebeu Paulo Bento (curioso como plebeu é muito parecido com Paulo Bento dito muito depressa…), ‘caro amigo, faça o melhor que conseguir. E naturalmente seja campeão! Estamos cá é para isso. Se precisar de alguma coisa, disponha. Quando sair feche a porta, 'tá bem?’
O clube dos viscondes entregou assim o seu destino a um homem que usa risco ao meio no cabelo, fala como um português estranho e tem uma noção do que é o futebol própria dos anos 80.
Acresce que nem sequer tem qualificações ou preocupações com essa circunstância.
A deformação de anos e anos de convívio com o futebol são, do seu estrito ponto de vista, suficientes porque o futebol, apesar de ser ‘uma caixinha de surpresas’, não tem segredos.
Paulo Bento é um acidental e parecia ter noção disso.
No escuro, sem lanterna, sol ou bússola para se guiar, fechou os olhos e foi em frente, disciplinado os veteranos e cativando os jovens leõzinhos com entradas directas na equipa.
Os resultados são mistos. Nem tão bons que haja alguém que acredite que o SCP será campeão; nem tão maus que haja alguém que acredite que já não temos a menor possibilidade se ganhar o campeonato.
Como em todos os acidentais, Paulo Bento incorreu no pecado da soberba e não demorou muito a pensar que talvez (talvez...) seja um escolhido.
O espectro do super-herói José Mourinho lembra a qualquer treinador português que ele luta para ser ‘o segundo melhor treinador português da actualidade’, uma apreciação tão verdadeira e afiada que deve magoar só de se pensar nisso.
Mourinho não se cansa de Portugal e faz questão de nos lembrar que aqui ele também é o melhor. Quando escreve semanalmente na revista do Record, Mourinho está a dizer a missa, ensinando-nos o Pai Nosso e dando-nos comunhão.
Paulo Bento nem é acólito ainda.
De fato de mau corte e mãos nos bolsos, olha, incrédulo, a bola a rolar, indiferente àquilo que ele disse aos jogadores.
A bola teima em ser redonda e não faz o que ele disse aos jogadores que ia fazer. Que ele prometeu aos jogadores, que ia fazer.
PBM

Á consideração de todos e de cada um

Mão amiga fez-me chegar hoje, via e-mail, este texto. Leiam-no e comentem-no, se quiserem.

Há precisamente dez anos atrás, Aníbal Cavaco Silva não foi querido pelos portugueses. Perdeu na corrida presidencial contra Jorge Sampaio. Foi derrotado.
E por uma boa razão...as pessoas naquela altura tinham Cavaco Silva mais presente na memória do que agora.
Dez anos dá para passar muita água debaixo da ponte e uma manipulação do silêncio, algo que o Aníbal Silva faz bem (quem o conhece sabe bemque nem abre o bico nas reuniões internacionais), apaga muitas memórias. As memórias de há dez anos foram, parece, esquecidas em grande parte e a década que passou elevou Aníbal Silva nas mentes de muitos ao nível do sebastianismo,um fenómeno que ocorre em Portugal de vez em quando nas alturas de crise.
Vamos lembrar aos portugueses e à comunidade internacional a razão porque Aníbal Silva não foi eleito há dez anos.
Depois de uma década como Primeiro-ministro, numa altura em que o dinheiro da Comunidade Europeia jorrava pelas fronteiras dentro, o quê é que fez Aníbal Silva para deixar Portugal numa posição de destaque? Onde foi esse dinheiro, onde foi empregue e quais as estruturas que Aníbal Silva construiu ao longo de dez longos anos para assegurar o futuro crescimento de Portugal na Comunidade?
Foram tão bem empregues, esses biliões, que Portugal depressa deslizou para 12º lugar na Europa dos 12, 15º dos 15 e agora ocupa o 19º dos 25. E está acair a pique.
As reacções acontecem alguns anos depois das acções.
Longe de ser competente como economista, Aníbal Silva provou ser o pior estrategista na história do país.
A segunda razão porque Aníbal Silva não foi eleito há dez anos foi a falta de coerência na promessa de melhorar a vida dos portugueses.
Piorou, e bastante e destruiu o tecido social do país para o próximo futuro, minando o terreno para os anos seguintes, de maneira que Cavaco Silva pudesse ficar nos bastidores, metendo o nariz quando entendesse e dizendo "Eu disse- lhes que isso iria acontecer".
A venda tresloucada de propriedades e firmas do Estado criaram todas as condições para um colapso do mercado do trabalho.
Aníbal Silva representou a geração dos yuppies, arrogantes novos-ricos que aplicavam a política da linha do fundo, sem qualquer respeito pela condição humana.
Daí que António Guterres pudesse vencer as eleições em 1995 com a simples frase: "Os portugueses não são um negócio. São pessoas".
Talvez a jóia na coroa de Aníbal Silva foi a propositada destruição da única firma portuguesa com peso no exterior - o IPE - Investimentos e Participações do Estado, SA, uma holding que agiu como o braço direito do estado, salvando empregos, criando postos de trabalho e criando riqueza.
O que é que fez o Aníbal Silva? Desmembrou-o.
E as pessoas dizem que é competente? Aníbal Silva foi, pois, o pai do desemprego em grande escala em Portugal.
A terceira razão porque Aníbal Silva não foi eleito foi o seu estilo arrogante em lidar com as pessoas - por isso ele sabe que quanto menos fala e aparece, melhor, porque começa a abrir a boca e estraga tudo.
Passou dez anos a carregar contra os portugueses, nas fábricas de Marinha Grande, na Ponte 25 de Abril, em Setúbal, na Praça do Comércio.
Até tivemos um belo espectáculo para os turistas verem em pleno coração de Lisboa, quando dois corpos da polícia efectuaram uma luta feroz, a polícia de intervenção carregando à Cavaco contra a PSP que fazia uma greve pacífica. Uma Cavacada autêntica.
A violência foi tanta que até os transeuntes foram espancados, eu próprio assisti uma senhora de cerca setenta anos que tinha sido violentamente agredida na cabeça com um bastão. Uma senhora de setenta anos. Pelo amor de Deus !
Aníbal Silva foi tão competente, tão capaz, que até teve de fugir do seu próprio partido e deixar Fernando Nogueira na liderança.
Tão popular foi Aníbal Silva que teve de se distanciar daquilo que ele tinha criado.
Tão hábil foi ele em dirigir seu partido, que os parlamentares do PSD foram rotulados na imprensa da altura como Rottweilers. Aníbal Silva deixou o PSD odiado. E é competente?
Nem Aníbal Silva tem o perfil para ser Presidente. Quem o conhece, e quem conhece pessoas que o conhecem, sabe a verdade que ele tenta esconder.
É péssimo nas relações pessoais e nas reuniões internacionais, toda a gente sabe que ele entra mudo e sai calado. Até se comentava isso na altura: "Quem é aquele, que olha para os papéis e nunca diz nada? É Aníbal Silva". "Quem?" E isso é o perfil de um Presidente?
Um Presidente precisa de saber quantos cânticos tem os Lusíadas - e a Maria Silva é tão boa professora de português que nem o marido sabia esse facto elementar da cultura do seu país.
Um Presidente tem de saber estar à mesa. Tem de falar com a boca vazia. Não pode usar o garfo como uma pá e encher a goela até ao ponto de ruptura.
Não pode falar com a boca cheia a cuspir gafanhotos para todos à sua volta, como uma espécie de Jabba, the Hutt.
Votar em Aníbal Silva não vai ser sinónimo de votar por um D. Sebastião.
Não há ninguém menos preparado para ser o Presidente de Portugal.
Aníbal Silva é o único candidato que irá desprestigiar o país, aumentar as tensões sociais e entrar em guerrilha com o governo numa altura em que o país precisa de muito trabalho e estabilidade.
Essa figura ríspida não tem o perfil de um Presidente. Não se deixem enganar.
Lembrem-se das razões porque esse senhor não foi querido em 1995.

Timothy BANCROFT-HINCHEY

A treta dos eco-pontos

Num sentido de pseudo-modernidade, de pseudo-europeísmo tão próprio da sociedade portuguesa, não há portugues que se preze que não faça a recolha selectiva do lixo.
Eu próprio.
Contudo, descobri que, embora me esforce por separar as embalagens, o papel, o cartão, o vidro do restante lixo doméstico e os colocar nos devidos eco-pontos, o camião de transporte é um só e sem divisórias.
Ou seja, o meu trabalho é em vão.
Dizem-me que depois é novamente separado.
Não consigo perceber - separa-se, junta-se e separa-se novamente.
Alguém anda a trabalhar para aquecer. Presumo que sejamos nós.
Será assim tão dificil criar ou adaptar um transporte existente para conduzir o lixo já separado?
Será preciso um choque tecnológico para tarefa tão hercúlea?
Como em quase tudo, vivemos num País de faz de conta.

Outros derrotados ou cobardias políticas

Tenho para mim que outro dos derrotados do pleito eleitoral de Domingo foi António Vitorino.
Em fase pré-eleitoral, o pequeno socialista apressou-se a afirmar não ser candidato a Belém.
Parece-me que o temor de um confronto com Cavaco terá sido o motivo maior de tal recusa.
Analisados os resultados, parece-me que se se tivesse candidatado teria vencido as eleições.
Ancoro esta pressuposição em duas ordens de razões - primeiro, Vitorino conseguiria agregar os votos do "centralão" e, como tal, evitar a vitória de Cavaco á primeira e segundo, pois me parece que, sem grandes dificuldades, seria capaz de promover a convergencia dos votos da esquerda numa segunda volta.
Vitorino avaliou mal o peso político-eleitoral de Cavaco, ao fiar-se nas sondagens que o situavam numa ordem de grandeza acima dos 60%.
Vitorino encolheu-se, acobardou-se e perdeu uma oportunidade, que não única.
Penso que em 2016 os comentadores televisivos da noite eleitoral de Domingo na RTP se irão defrontar enquanto candidatos a PR - António Vitorino e Marcelo Rebelo de Sousa.
Num patamar distinto, embora com alguma identidade de razões, Guterres foi outro dos fugitivos perdedores.
Apenas o curto espaço de tempo ainda decorrido sobre a sua governação, o diminuem relativamente aos predicados eleitorais de Vitorino.
Não existe, ainda, distanciamento suficiente para que a esquerda o pudesse apoiar sem tibiezas.
Todavia, a apresentar-se teria conseguido evitar a vitória de Cavaco á primeira e, depois, com diálogo e perseverança, penso que conseguiria alcandorar o apoio de Jerónimo e Louçã.
Ressalvo, apenas, que, apesar de conseguir reunir tais apoios, duvido que lograsse agregar os respectivos eleitorados, aí residindo o seu calcanhar de aquiles.
O cenário de 2016 que ensaiei poderá ser transformado com a entrada em cena de Guterres.
Nota final, para referir que Vitorino e Guterres são peritos em fugas estratégicas, sendo dos mais cobardes políticos portugueses, mas sempre sob uma capa de serviço aos interesses supremos do País.
Pira-te que vem aí borrasca...

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Análise á Jornada

Em Barcelos, o SLB venceu o Gil Vicente sem grandes dificuldades.
Iniciando a partida a perder, após Nandinho ter convertido penalty bem assinalado por falta de Simão sobre Carlitos, a equipa encarnada remontou ainda na primeira parte.
Simão, na conversão de penalty, igualmente, bem assinalado e Geovanni, na conclusão da mais sublime jogada de futebol da Liga BetandWin até ao momento, fizeram os golos que deram verdade ao marcador.
No dealbar da segunda metade, o momento mais hilariante de sempre em campeonatos nacionais, Jorge Batista, ao procurar pontapear a bola, introduzia nas suas próprias redes. Atenuante foi o súbito ressalto que a bola sofreu no relvado no momento imediatamente anterior ao do pontapé.
Depois, foi controlar e criar oportunidades de golo suficientes para almejar um score tranquilizador mais cedo.
O Gil apenas por uma vez criou perigo num lance em que Carlos Carneiro enviou a bola ao posta esquerdo da baliza de Moretto.
Vitória sem contestação, na qual realço os momentos de bom futebol colectivo produzidos, o golaço de Geovanni e as exibições da defesa, Petit e Nuno Gomes.
No Dragão, o FCP derrotou uma inofensiva Naval, embora a sua exibição tenha roçado a mediocridade.
Um auto-golo de Fernando, na sequencia de um lance pouco mais do que inofensivo, foi bastante para o FCP de Adriaanse alcançar os tres pontos.
Adriaanse está, uma vez mais, a esticar a corda - introduziu alterações tácticas relevantes e alterou o eixo central da equipa.
A manter-se o esquema táctico apresentado frente á Naval, perspectivo a debacle do FCP. Nem todas as equipas da Liga apresentam os sofríveis níveis de qualidade da Naval... ou por outra nem todas as equipas tem a falta de qualidade de Naval e Penafiel.
As alterações na composição da equipa, irão, inevitavelmente, fragilizar a situação de Adriaanse no seio do grupo - procurar culpados nas derrotas, excomungá-los e não assumir culpas próprias, por via de regra, conduz ao abismo do despedimento.
Adriaanse não é um líder como bem provado ficou - substituir Baía por Helton, no jogo em que Baía se aprestava para completar 400 jogos no campeonato nacional, por um simples erro na partida anterior, demonstra a saciedade as dificuldades do técnico holandes.
Em Alvalade, o SCP empatou com o Marítimo.
O SCP voltou a revelar o principal pecadilho que anteriormente lhe apontámos - falta de liderança nos momentos emocionalmente mais delicados.
A vencer por 1-0, estando por cima no jogo, o SCP não logrou, como em situações anteriores, desferir a estocada final e, assim, fazer 0 2-0, matando o jogo.
Ao invés, entrou em ansiedade, falhou algumas situações claras de golo e numa ocasião em que o deficit de qualidade da defesa leonina ficou patente deixou-se empatar.
Na segunda parte, a ansiedade da equipa foi, ainda mais, visível, mostrando-se o SCP incapaz de construir jogadas de golo, com excepção do último quarto de hora em que em desespero e beneficiando do retraimento do Marítimo, conseguiu criar oportunidades de golo. Liedson, no terminus do jogo, fruto de hesitação comprometedora, desperdiçou flagrante ocasião, deixando a nu o estado de espirito do conjunto verde e branco.
A arbitragem foi duramente criticada pelos dirigentes leoninos, sem que se tenha percebido bem porque.
O penalty é bem assinalado, Sá Pinto, estupidamente, diga-se, empurra Kanu dentro da área. A penalidade tem tanto de idiota como de evidente.
No mais, parece-me que o Marítimo, esse sim, terá sido prejudicado - na primeira parte, por mão de Polga, ficou por assinalar um penalty a favor do Marítimo e na segunda metade, num corte de Van der Gagh, o árbitro, sem razão para tal, assinalou livre indirecto, por atraso.
Não vi, mas admito que esteja enganado, qualquer razão para os protestos do Presidente Soares Franco.
No AAC/Nacional, vi duas equipas que são espelho da sua posição classificativa.
A AAC nervosa, hesitante, ansiosa, incapaz de construir lances de futebol com princípio, meio e fim.
O Nacional organizado, confiante, trocando bem a bola entre os seus jogadores e apostando no contra-ataque.
Aliás, não fora a falta de audácia de Manuel Machado e estou convicto que a AAC terminaria o jogo vergada a uma derrota.
Ainda assim, fazendo uso do brio e da raça dos seus atletas, a AAC esteve perto do golo por diversas situações, não o tendo alcançado fruto da completa inépcia dos seus elementos mais avançados, especialmente Gélson.
Vingada, mais uma vez, demonstrou ser um treinador temeroso, tendo desperdiçado a oportunidade de aproveitar o empolgamento da Briosa no início da segunda parte ao retardar excessivamente a entrada de Joeano em jogo.
Por outro lado, cometeu um crime de lesa futebol ao fazer entrar Piloto na segunda parte para o substituir á passagem dos 75 minutos. Piloto estava a jogar bem e não se compreendeu qual a intenção que presidiu á substituição, até porque Danilo e Alcantara continuavam em campo...
Alcantara, diga-se em abono da verdade, voltou a realizar uma exibição paupérrima, tendo tido intervenção directa na criação ou potenciação dos lances mais perigosos do Nacional.
Por fim, referencia para outro erro táctico de Vingada - a colocação de Filipe Teixeira á esquerda, cerceando-lhe influencia no jogo da equipa.
Filipe Teixeira encostado ao lado esquerdo do ataque é desperdiçar a unidade mais criativa e valiosa da Briosa.
Ponta de lança, central e extremo esquerdo precisa-se com urgencia.
Nos restantes jogos, alusão á vitória do Setúbal em Paços de Ferreira, dando continuidade ao milagre que constitui a carreira do Vitória no presente campeonato, atenta a qualidade dos jogadores que compõem o seu plantel, ao empate do Guimarães em casa com o Rio Ave, dando continuidade ao péssimo trajecto da equipa victoriana na Liga, atenta a qualidade dos jogadores que compõem o seu plantel, e á vitória do Boavista sobre o Estrela, dando continuidade á vitória em Setúbal e interrompendo o ciclo vitorioso dos da Amadora.

Comentário aos resultados eleitorais

Antes de mais, devo dizer que falhei, em toda a linha, a minha previsão de resultados.
Com efeito, Cavaco ganhou logo á primeira volta e Alegre ultrapassou, por larga margem, Soares.
Se a vitória de Cavaco á primeira volta, não constitui qualquer surpresa, dado que a generalidade dos estudos de opinião assim o indicavam, já a reduzida margem pela qual a alcançou e o score eleitoral de Alegre assumem-se como notas relevantes.
Todas as sondagens realizadas apontavam para uma vitória folgada de Cavaco, sendo que, mesmo as menos optimistas, a situavam numa ordem de grandeza a rondar os 55% dos votos expressos.
A estratégia delineada por Cavaco, centrada num discurso bem elaborado, bem estruturado, economicista em todos os sentidos, evitando a todo o custo o confronto, apelando a uma ideia sebastianica de esperança, resultou em pleno.
O director de campanha de Cavaco foi, sem sombra de dúvidas, um dos grandes vencedores da noite.
Outro foi Alegre.
Assim se comprova que as motivações dos eleitores são, em larga medida, emocionais.
Alegre foi o candidato com pior prestação televisiva, apresentou um discurso pobre, assente em chavões e sem conteúdo relevante, demonstrando um desconhecimento para lá do superficial dos dossiers e sem lograr resolver as antinomias entre o seu discurso e a sua prática política parlamentar.
Mas a ideia de se assumir porta-voz de um movimento de cidadania, a sua bonomia, a sua figura aristocrata, os erros do PS, permitiram-lhe capitalizar toda uma onda de descontentamento face ao sistema partidário e, em particular, face á acção do governo.
Outro foi Jerónimo de Sousa.
Uma vez mais conseguiu fazer crescer eleitoralmente o seu partido, em relação ás últimas legislativas em cerca de 1%, bem como ganhou o seu mini-campeonato com Louçã.
Outro dos vencedores foi Ribeiro e Castro, pois que a vitória de Cavaco á primeira volta vem provar o ajuste da sua estratégia, acentuando o papel decisivo que a não apresentação de candidato próprio pelo PP teve naquela.
O maior dos derrotados foi Soares, com uma score eleitoral pouco mais do que humilhante.
Morreu o mito Soares muito por culpa do estigma dos seus 81 anos e dos erros de gestão do PS.
Soares sai pela porta pequena da cena política portuguesa, vergado ao peso de uma derrota pesadissíma.
Provou-se que o feitiço se vira sempre contra o feiticeiro - se em 85 foi Soares que capitalizou a seu favor o momento político de então para derrotar o até então seu amigo Salgado Zenha, em 2006 sucedeu precisamente o contrário.
Aliás, as disputas presidenciais de Soares dizem bem da sua voracidade pelo Poder - em ambas não olhou a meios para atingir os fins, olvidando valores e principios dos quais se diz perfilhar, mormente amizades profundas.
Todavia, nem sempre o crime compensa.
Outro dos derrotados foi Louçã.
Pela primeira vez, não se verificou um crescimento eleitoral do BE, quedando-se perto do limite legalmente estabelecido para beneficiar da subvenção estatal.
Louçã perdeu cerca de 1% dos votos que o BE houvera tido nas últimas legislativas, num quadro eleitoral que o favorecia, abrindo a discussão em torno da liderança.
Parece-me que os próximos meses trarão novidades.
Contados os votos, coloca-se a tão propalada discussão em torno da coabitação entre Sócrates e Cavaco.
Não me parece que iremos assistir a qualquer conflito institucional, nem perto disso.
Sempre afirmei que o candidato mais próximo de Sócrates era Cavaco quer ideologicamente quer em termos
de praxis política, pelo que não antevejo qualquer problema de relacionamento entre ambos.
Aliás, o eleitorado que deu a maioria absoluta a Sócrates foi exactamente o mesmo que a deu a Cavaco.
Por outro lado, fazendo jus áquilo que tem sido a prática política dos sucessivos Presidentes da República no exercício do seu primeiro mandato, Cavaco irá pautar a sua conduta pelo mínimo de exposição pública, quedando-se por aparições esporádicas e remetendo-se a declarações curtas, insufladas de esperança, procurando esvaziar qualquer polémica.
Não vislumbro Cavaco a lançar mão da arma do veto político ou a afrontar publicamente o Governo.
A cooperação estratégica ensaiada por Cavaco plasmar-se-á nas conversas de quinta-feira e numa ou outra conferencia em que seja ou faça por ser chamado a intervir.
Referencia final para a deselegancia da noite, demostrando o carácter irrascível e o mau perder do PM, quando Sócrates iniciou a sua conferencia de imprensa sem esperar que Alegre finalizasse a sua.

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Outra coisa é que seria de estranhar

A Casa Branca recusa-se a "negociar com terroristas", em resposta à trégua oferecida pelo líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, aos EUA, numa gravação de voz ontem tornada pública e que já foi considerada como autêntica pelos serviços secretos norte-americanos, CIA.

O estado do Estado

As facturas da água, da luz ou do telefone deste mês já começaram a chegar aos tribunais. Mas não vão ser pagas.
O dinheiro que os secretários judiciais têm disponível não é suficiente para suportar as despesas mais básicas. Isto porque o Instituto de Gestão Financeira e Patrimonial da Justiça (IGFPJ) reduziu-lhes o orçamento. Nalguns casos, em quase 50 por cento relativamente ao ano passado.

Onze Ideal da Liga Betandwin - Primeira Volta

Já agora, cá vai.
Onze Ideal - Moretto, Nélson, Luisão, Andersson e Miguelito, Quaresma, Petit, Lucho e Simão, Nuno Gomes e Liedson.
Onze Alternativo - Diego Benaglio, Luís Filipe, Nunes, Zé Castro e Jorge Luiz, Paulo Assunção, Andrés Madrid, João Moutinho e Benachour, J.V.Pinto e Meyong.

Agora em relação ao Sporting, Porto e AAC

Procurando ensaiar igual exercício em relação a SCP, FCP e AAC, direi que o onze ideal do SCP desde que vejo futebol seria integrado por Vítor Damas, Gabriel, Luisinho, André Cruz e Dimas, Figo, Paulo Sousa, Duscher e Cristiano Ronaldo, Balakov e Liedson.
No que concerne ao FCP, Mlynarckzik, João Pinto, Geraldão, F.Couto e Branco, Jaime Magalhães, André, Deco e Futre, Madjer e Jardel.
No que tange á AAC, Pedro Roma, Bandeirinha, Mounir, Zé Castro e Dimas, V. Paneira, Camilo, Brum e João Pires, Nilson Dias e Eldon.
Deixo estas considerações desejando que outros participantes no blog se disponham a postar a sua perspectiva.

Reviver o passado ou Histórias de Campeões

Respondendo ao repto lançado, decidi postar aquele que, a meu ver (pareço o Carlos Pinto Coelho), é o onze ideal do SLB desde que vejo futebol.
Assim, na baliza Michel Preudhomme.
Na lateral direita, Veloso.
No centro da defesa, Mozer e Ricardo Gomes.
Na lateral esquerda, Schwartz.
No centro do meio-campo, Paulo Sousa e Valdo.
Ala direito, Vítor Paneira.
Ala esquerdo, Fernando Chalana.
N.º 10, Rui Costa.
Ponta de Lança, Rui Águas.
No banco, onze alternativo, Silvino, Nélson, Luisão, Aldair e Álvaro, Thern, Shéu, Simão, Futre, J.V.Pinto e Mats Magnusson.
Regressando aos nossos dias, o meu onze ideal actual seria composto por Moretto, Alcides, Luisão, Andersson e Nélson, Petit e Manuel Fernandes, Simão, Laurent Robert, Nuno Gomes e Miccoli.
No banco, Moreira, Ricardo Rocha, Beto, Karagounis, Manduca, Giovanni e Marcel.

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Ainda podemos descer mais, haja fé!

A República Checa ultrapassou Portugal na listagem do rendimento per capita da União Europeia.
Segundo dados ontem divulgados pelo Eurostat e citados pelo EUObserver, o rendimento bruto per capita dos checos atingiu, em 2005, 73 por cento da média dos Vinte e Cinco; o de Portugal é 71 por cento.