quinta-feira, julho 27, 2006

Boas Férias a todos!!!

Entro, amanhã, de férias, pelo que o nosso blog não será actualizado no decurso do mês de Agosto.
Gostaria de endereçar votos sinceros de boas férias a todos os "condóminos".
p.s. divulguem o blog para que, no início da nova época futebolística, novas participações possam enriquecer, ainda mais, este nosso fórum de discussão diária da actualidade desportiva.

Empréstimo de longa duração ou um excelente negócio

O acordo entre o Sporting e o Valência para a cedência de Caneira está praticamente feito e será hoje selado.
O internacional português pode permanecer em Alvalade até 2011.
Um empréstimo de cinco temporadas é o quadro que nas próximas horas deverá passar ao papel, estando os clubes a limar as últimas arestas desse acordo, que permitirá ainda ao emblema espanhol resgatar o atleta mediante contrapartidas aos leões durante a vigência do actual contrato (até 2011).
"Tudo aponta para que Caneira seja jogador do Sporting, no mínimo nas próximas três épocas", afirmou ontem o agente do atleta, Paulo Barbosa.
As negociações entre as partes envolvidas intensificaram-se nas últimas semanas e um empréstimo de longa duração foi a solução encontrada para satisfazer a vontade de Caneira de permanecer em Alvalade (dado não constar dos planos do técnico espanhol Quique Flores), as exigências financeiras do Valência, que não queria ficar a perder – sobretudo em termos de impostos – com o simples empréstimo, e o desejo do Sporting de contar com um jogador que se revelou influente na ascensão da equipa na segunda volta da Liga passada.
A conclusão do negócio está iminente há dias, mas a complexidade da cedência tem atrasado o desfecho, que, no entanto, deverá ocorrer ainda hoje, de modo a que o jogador continue a representar o Sporting.
Perante a saída do defesa-central Moisés, ontem consumada, a aquisição do polivalente internacional luso ganha ainda maior importância, pois passa a ser mais uma alternativa para o eixo, que conta – por enquanto – com Polga, Tonel e Miguel Veloso.

De lesão em lesão, até à lesão final...

O FC Porto cumpriu o segundo treino do dia, debaixo de um intenso calor.
A paciência dos jogadores já está vaticinada para ultrapassar essa contrariedade, por isso todos os atletas deram o máximo na última sessão do dia.
Neste apronto, o avançado croata Tomo Sokota não esteve presente com os restantes colegas de equipa, treinando à parte e de forma condicionada.
A entorse no tornozelo não permite, para já, que o dragão se apresente nas condições ideais. Amanhã os azuis e brancos treinam pela última vez, da parte da manhã em De Lutte, defrontando às 18:07 (por compromissos publicitários) o Heracles Almelo, equipa regressada à Eredivisie, regressando a Portugal na sexta-feira.

O acordo deve estar por horas

As negociações por Simão Sabrosa terminaram em Lisboa, mas continuam em Genebra.
Amadeo Carboni, director desportivo do Valência e Jorge Mendes, representante do jogador, reuniram-se hoje ao jantar na cidade suíça para continuar a discutir os valores da transferência do extremo encarnado para o Valência.
Juan Soler, presidente do clube espanhol, juntou-se às conversações, aproveitando o facto de estar em Genebra para assistir ao sorteio da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Segundo a Rádio Renascença, tudo indica que Simão possa ser apresentado sábado, dia de apresentação oficial do plantel valenciano.
As duas partes estão bastante perto de chegar a um consenso em relação ao valor do negócio, que deverá situar-se entre os 16 e os 18 milhões de euros - curiosamente o clube de Miguel e Hugo Viana espera receber esta semana 18 milhões de euros, 12 por Aimar (Saragoça), três por Fiore (Charlton) e três por Di Vaio (sem clube definido ainda).
O Valência subiu a parada e o Benfica aceitou baixar ligeiramente a fasquia colocada nos 20 milhões.
Simão irá auferir um salário ao nível dos jogadores mais bem pagos no plantel “che”.
Quique Flores, treinador do clube espanhol, está satisfeito com a possibilidade de poder vir a contar com o internacional português na sua equipa e não poupa elogios a Simão. “Apesar de a transferência ainda não estar concretizada, tenho uma opinião favorável do jogador. Tem excelentes qualidades e o perfil adequado para o jogador que procuramos”, disse o treinador espanhol à Rádio Renascença.

Um desfecho inevitável

Sporting e Moisés chegaram ontem a acordo para a rescisão do contrato que os unia.
A decisão foi de mútuo acordo e não incorre em encargos para nenhuma das partes.
O central brasileiro, acompanhado do empresário Baidek e do seu advogado, Cláudio Baethens, esteve em Alvalade para reunir durante três horas com a SAD leonina, não tendo falado à saída. O jogador tinha como objectivo explicar o caso que levou a FIFA a suspendê-lo por quatro meses, na sequência da queixa dos russos do Krylia Sovetov.
O caso implicava também o seu anterior clube, o Cruzeiro de Belo-Horizonte.
O contrato era de dois anos, mas Moisés abandona Alvalade após ter efectuado apenas alguns treinos com o plantel leonino.
Aqui fica, na íntegra, o comunicado emitido pela Sporting, SAD:
SPORTING, SAD E MOISÉS: REVOGAÇÃO POR MÚTUO ACORDO
A Sporting, SAD e o defesa central Moisés revogaram por mútuo acordo o contrato de trabalho do jogador. Moisés tinha assinado um contrato válido por duas época e a revogação do mesmo não trouxe encargos para nenhuma das partes.
COMUNICADO
1. A Sporting, SAD e o jogador Moisés Moura Pinheiro revogaram hoje por mútuo acordo o contrato de trabalho que haviam celebrado para vigorar nas próximas duas épocas;
2. Da referida revogação não resultou qualquer encargo para qualquer das partes;
3. Independentemente dos motivos que levaram à revogação, a Sporting, SAD louva a atitude do jogador Moisés Moura Pinheiro que permite encerrar este assunto de forma célere e sem outras consequências formais que não seja a da cessação do vínculo laboral;
4. A Sporting,SAD reitera ainda que contratação do jogador respeitou todos os procedimentos normais neste tipo de processos;

Um bom reforço - veremos a sua adaptação ao futebol europeu

José Francisco Fonseca Guzmán – mais conhecido por "Kikin" Fonseca – é o avançado escolhido pelos responsáveis encarnados para reforçar o plantel à disposição de Fernando Santos.
O internacional mexicano, que representava o Cruz Azul, chegará hoje ao início da tarde a Lisboa para ultimar os detalhes da sua transferência para o Benfica, nomeadamente a duração do contrato que variará entre os três ou os quatro anos.
O acordo com o emblema mexicano – com o qual o jogador tinha ainda dois anos de contrato, com mais três de opção – foi alcançado após um raide de José Veiga ao México – o director-geral da Luz partiu no sábado à noite para aquele país.
No encontro entre os representantes dos clubes ficou estipulado que o Benfica seria o destino de "Kikin" Fonseca, recebendo o Cruz Azul uma quantia na entre os 1,5 e os dois milhões de euros.
O interesse do Benfica no internacional mexicano não é de agora.
Há muito que o emblema da águia o tinha referenciado, conforme adiantou Alfredo Alvarez, vice-presidente do Cruz Azul. "É já oficial a venda de 'Kikin' Fonseca ao Benfica. A negociação fez-se entre as direcções dos dois clubes e o jogador viajará ainda hoje [ontem] para Portugal", começou por declarar o dirigente, acrescentando: "Há dois dias que um representante do Benfica se encontra no México e manifestou-nos o interesse no jogador. Segundo soubemos, Benfica e 'Kikin' Fonseca já conversavam desde o Mundial da Alemanha...
Face aos pedidos do atleta, que manifestou o interesse de se transferir para o futebol europeu, a direcção do Cruz Azul anuiu e aceitou a proposta apresentada. Só nos resta desejar-lhe boa sorte, pois o Benfica fica bem servido por se tratar de um bom jogador."
"Kikin" Fonseca não é um desconhecido para os adeptos do futebol portugueses.
O internacional mexicano foi um dos eleitos para o Mundial da Alemanha e curiosamente foi ele o autor do golo na derrota da sua selecção com Portugal, tendo, ainda assim, sido eleito o melhor jogador em campo.
O novo reforço do Benfica é apontado como um dos jogadores mais populares do México desde a retirada do guarda-redes Jorge Campos, muito por culpa dos dez golos marcados em 11 jogos da fase de qualificação para o Mundial'2006 e dois em quatro encontros da Taça das Confederações de 2005.
Com esta contratação, falta ao Benfica apenas um médio-esquerdo para compor o plantel às ordens de Fernando Santos.

quarta-feira, julho 26, 2006

Afinal não irá terminar a carreira no Sporting, mas sim num albergue de pré-reformados na Bélgica

Ricardo Sá Pinto está na Bélgica para discutir uma possível transferência para o Standard Liège. O jogador português equaciona prolongar a carreira por mais uma temporada, tal como tinha dado a entender no final da época.
Depois de terminar a sua ligação ao Sporting e de o clube não ter querido prolongá-la, Sá Pinto equacionou o seu futuro e vê com bons olhos a possibilidade de jogar na Bélgica, tendo assim iniciado negociações com o clube onde jogam vários portugueses - Sérgio Conceição, Moreira, Rogério Matias, Areias e Nuno Coelho.
A hipótese de Sá Pinto ficar ligado ao Sporting, noutro cargo, não chegou a avançar.
O antigo capitão do Sporting vai reunir-se durante o dia com responsáveis do Standard Liège, para ouvir a proposta que estará em cima da mesa e decidir então se dá esse passo e volta a emigrar.

Afinal a montanha pariu um rato

A Corte Federal Italiana reduziu a pena a Juventus, Fiorentina, Lazio e AC Milan, com apenas o primeiro a descer à Séria B – equivalente à Liga de Honra, por acusação no âmbito do processo calciocaos, operação de manipulação de resultados e corrupção no futebol italiano.
A Juventus é o único clube relegado para a Série B e vai arrancar a próxima edição da prova com 17 pontos negativos, segundo decisão do Tribunal da Federação Italiana de futebol.
O clube da vecchia segnora vê reduzido em 13 pontos a pena.
Já a Lázio que tinha como castigo a descida de divisão, menos sete pontos no arranque da época e ainda a perda do lugar na Taça UEFA, mantém-se na Série A com menos 11 pontos.
A Fiorentina vai permanecer na I divisão de Itália, mas é penalizada em 19 pontos, vendo o castigo reduzido, visto que estava condenada ao segundo escalão, a menos 12 pontos e ainda a perder o lugar na pré-eliminatória da Champions.
O AC Milan que tinha como sanção começar o campeonato com menos 15 pontos e ficar fora da Liga dos Campeões, vai começar o calcio com menos oito pontos.

A descaracterização de uma instituição secular

A globalização sente-se cada vez mais na equipa da Académica.
Até ao momento, e quando ainda há vagas para um ou dois jogadores, Manuel Machado já tem uma torre de Babel formada por 11 brasileiros, nove portugueses, um turco, um colombiano e um senegalês.
Só lhe falta um asiático e um australiano, australiano porque o resto da Oceania não tem quem jogue bem à bola.
Se ainda é inevitável ter portugueses e é cada vez mais frequente ter ainda mais brasileiros, a Briosa junta-lhes um turco, um colombiano, um argentino e um senegalês. É a United Colors ou as Nações Unidas, como já se ouviu chamar-lhe.
Nem sempre foi assim, porém.
Perdido pelo átrio da unidade hoteleira que acolhe a equipa de Coimbra, na Praia de Quiaios, anda um anuário, que a Liga lançou antes da época 2001/02.
Nele se vê que a Académica, então treinada por João Alves, que viria a conseguir a subida de divisão, incorporava 20 portugueses, um brasileiro, um francês, um moçambicano e um congolês. Ao único jogador do Brasil que aparece na revista, Demétrios, juntar-se-iam apenas Vital e Germano; o de Moçambique era Dário, ainda menor de idade quando chegou a Coimbra. São os sinais do tempo.
Este surto de imigração, que as leis facilitam e estimulam até, não é exclusivo da Académica, como afirma Manuel Machado, que não se sente nada atrapalhado por ter gente de usos e costumes diferentes nem considera o fenómeno estranho. “É a globalização e a regulamentação também aponta cada vez mais para aí, mas é geral, não é uma particularidade da Académica”, entende o técnico.
No balneário e no relvado, aliás, não se verifica qualquer problema de comunicação: “Há os jogadores que falam castelhano e que entendem bem português, só o Sonkaya tem mais dificuldades por apenas se expressar em inglês, mas já conhece a linguagem técnica da época que fez no FC Porto”, afirma Manuel Machado, que liga a incursão de brasileiros a factores económicos: “Isto acontece porque Portugal exporta os seus melhores jogadores, mesmo os que ficam são caros, e o mercado brasileiro enquadra-se nas limitações financeiras dos clubes.”

Uma forma de fazer baixar o preço?

O presidente do FC Porto considerou necessário vir a público explicar a posição do clube em relação à contratação do avançado holandês Hesselink do PSV Eindhoven.
Apesar da insistência manifestada pelo próprio técnico na importância da contratação do jogador, Pinto da Costa explica que os holandeses se revelaram intransigentes em relação aos valores pedidos pelo avançado, e que, na perspectiva do FC Porto, são incomportáveis.
Como tal, e apesar de confirmar que "o FC Porto manifestou junto do PSV a vontade de garantir os direitos desportivos do atleta Hesselink" o presidente portista esclarece que "as conversações não foram concluídas, uma vez que o clube holandês se manteve intransigente em relação ao valor do passe do atleta" concluíndo que o FC Porto considera "o assunto encerrado".

Será desta?

Caneira está cada vez mais próximo do Sporting, mas o negócio, ao contrário do que se esperava, não ficou ontem fechado… por ter sido feriado em Valência, facto que "impediu" a direcção do clube “Ché” de prosseguir as negociações, que hoje serão retomadas... em princípio para concluir uma "novela" que já tem alguns meses.
Não entrando nos planos do técnico da equipa do Mestalla, Marco Caneira pretende prosseguir a carreira no clube leonino, situação que pressiona os espanhóis a resolver a situação – unicamente – com o Sporting.
A SAD verde e branca, por sua vez, tem feito, ao longo das últimas semanas, um jogo de paciência para garantir a continuidade do polivalente defesa, jogo esse que deverá dar os seus frutos ainda hoje.
Com a (renovada) aquisição de Caneira – por empréstimo –, o Sporting, além de poder emprestar André Marques ao Olivais e Moscavide, preserva um elemento que, na segunda metade da temporada transacta, conferiu consistência defensiva à equipa, actuando como lateral-esquerdo.

O capitão da braçadeira, pois que o capitão do balneário será Rui Costa

Nuno Gomes será o futuro capitão de equipa, assumindo, aliás, um papel que já desempenhou na época passada, com a transição no posto a efectuar-se de forma natural, respeitando a hierarquia há muito estabelecida no Estádio da Luz.
O ponta-de-lança era o primeiro subcapitão do conjunto da Luz, assumindo-se sempre como uma das principais figuras na hora de dialogar com os responsáveis do clube e equipas técnicas, tendo sempre participado com Simão Sabrosa na resolução das questões internas do plantel.
Para além de ser o jogador do actual plantel com mais anos de clube – esta será a oitava época a defender as cores do emblema da Luz –, Nuno Gomes é um dos maiores símbolos do conjunto, respeitado por colegas e idolatrado pela massa associativa.
Apesar de ter estado dois anos em Florença, o seu nome nunca foi esquecido pelos adeptos, bastando, aliás, recordar a apoteose que se verificou no Estádio da Luz no dia em que regressou a "casa".
Apesar de Rui Costa possuir o perfil para assumir o estatuto de capitão, a verdade é que a hierarquia será respeitada, com os responsáveis da SAD, em sintonia com o treinador, Fernando Santos, a reconhecerem em Nuno Gomes o perfil e qualidades inatas para liderar o conjunto dentro do relvado, sendo que a transição está mais do que assegurada.

A verdade da mentira

Face ao "aparato" espoletado com a saída de Simão – e aos nomes veiculados como "moeda de troca" para baixar o valor do passe do camisola 20 –, Luís Filipe Vieira fez ontem questão de levantar um pouco mais o véu sobre os moldes das negociações com o Valência.
O presidente encarnado desmentiu, aliás, o empresário Paulo Barbosa, que ontem ia dando como garantida a vontade do emblema da Luz em contar com o regresso de Marco Caneira. "Reconheço o Caneira como um grande profissional e tenho muita pena que o nome dele seja envolvido numa situação destas, mas posso garantir que o Benfica nunca falou nele – aliás, ele já vestiu esta camisola e, se tivesse muita vontade, tinha continuado. Por isso, não seria nesta altura que poderia voltar ao Benfica", adiantou o líder benfiquista, à partida para mais uma ronda negocial com o emblema do país vizinho.
Luís Filipe Vieira sublinhou ainda que a transferência do avançado benfiquista não irá envolver a cedência de qualquer jogador do clube "ché" para a Luz. "O que existe é uma negociação entre o Benfica e o Valência, que envolve, pura e simplesmente, dinheiro. Não entram jogadores no negócio. O Benfica sabe o que pretende", vincou.

Incluam o Aimar, p.f.

O dia intenso de negociações entre Benfica e Valência não foi conclusivo, estando agendado para hoje o desfecho do processo negocial que trouxe Amedeo Carboni, director-desportivo do emblema "ché" a Lisboa, tendo-se reunido com Luís Filipe Vieira, o "vice" Rui Cunha e o empresário Jorge Mendes.
Logo de manhã, os responsáveis dos dois clubes retomaram as negociações interrompidas durante a madrugada, num encontro que se prolongou pela tarde e acabou à mesa de um restaurante em Lisboa, ainda sem o acordo selado.
Amedeo Carboni apresentou uma proposta de 15 milhões de euros, mais a cedência de dois jogadores, sendo um deles o avançado Di Vaio, tendo ainda sido abordados os nomes de Kluivert, Pablo Aimar e Fiore.
Luís Filipe Vieira, no entanto, recusou a cedência de qualquer atleta, mantendo-se intransigente nos 20 milhões de euros exigidos.
"Nós estamos aqui a falar de um jogador muito bom, que agrada ao Valência. Sabemos que é um jogador muito querido aqui. Quando os jogadores são bons é difícil negociar, mas estamos a tratar de tudo", afirmou o director-desportivo do Valência à hora de almoço para, à noite, afirmar que o "importante é que Simão seja feliz no Valência".
As negociações irão prosseguir durante o dia de hoje, sendo certo que será conhecido o desfecho final do processo.
É, aliás, crível que Simão viaje mesmo para Valência, emblema com o qual chegou ontem a acordo.
À hora do almoço, o jogador reuniu-se com Amedeo Carboni e Jorge Mendes, num restaurante no Guincho, e, de acordo com as notícias vinculadas em Espanha, acertou um contrato válido pelas próximas cinco épocas, com um ordenado de três milhões de euros por ano.

terça-feira, julho 25, 2006

A indesejável miscigenação entre futebol e política

Competitividade. Esta palavra parece resumir na perfeição o principal objectivo que Hermínio Loureiro pretende alcançar nos próximos quatro anos, caso seja eleito presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).
Competitividade nos relvados e fora deles, nomeadamente no que diz aspecto aos aspectos financeiros dos clubes. «O mais recente anuário das finanças do futebol profissional mostra que a principal liga foi capaz de gerar 248 milhões de euros em receitas, que contrastam com 270 milhões de despesas. Quem gasta mais do que tem, só percorre um caminho: o da falência.»
Aos 40 anos, este ex-governante, que também já foi presidente da comissão parlamentar de acompanhamento do Euro 2004, abraça «um dos maiores desafios da sua vida profissional».
A primeira a medida a tomar, se chegar onde pretende, está já definida. «Vou fazer uma profunda avaliação de custos na estrutura que dirige o futebol profissional, visando a sua diminuição. Não busco cortes cegos, mas uma diminuição que seja assente no objectivo permanente de ser mais eficaz com menos recursos.»
No que diz respeito aos apoios a adquirir - recorde-se que é essencial obter a concordância de vinte por cento dos emblemas profissionais para oficializar a candidatura -, Hermínio Loureiro aguarda uma boa resposta. «Desde os três maiores clubes ao mais pequeno, todos os apoios são importantes», ressalvou, confidenciando que também já falou com Valentim Loureiro, o seu antecessor e candidato a próximo presidente da Mesa da Assembleia Geral.
«O major foi muito claro ao dizer que não se imiscuirá no processo eleitoral. Ele recolhe o apoio praticamente unânime de todos os clubes, por isso não apresentarei outro candidato para a liderança da Assembleia Geral.»
Sobre a possibilidade do futuro presidente da Liga ser remunerado, Hermínio Loureiro lembra que, com os estatutos actuais, isso não será possível. «Os estatutos não o permitem e para que os estatutos sejam mudados é necessários que os clubes o permitam.»
Atento ao que se vai passando nos bastidores do futebol português, Hermínio Loureiro teceu também algumas considerações sobre o «caso Mateus». «Tenho seguido isso com enorme preocupação. Existem regulamentos e se tudo funcionar em pleno não existem problemas.»

Será verdade?

O La Opinión, jornal diário generalista de la Coruña e o Sportugal, através de uma investigação conjunta, estão em condições de divulgar que Diego Tristán tem um acordo com o Benfica para vestir de encarnado nas próximas três temporadas.
Mas, se com o jogador e as águias está tudo acertado, continua a faltar o entendimento entre o Benfica e o emblema galego. “O que posso dizer é que falta o acordo com o Deportivo, que, tal como o Sporting, está preso por questões financeiras”, disse Rafael Carparcho, director de comunicação do Depor, que aproveitou ainda para referir que desconhece “qualquer interesse do FC Porto”.
Diego Tristán falará esta terça-feira em Isla Canela (Andaluzia), local de estágio da equipa da Corunha, e não seria de estranhar que o futebolista espanhol anunciasse a sua saída.
Os dirigentes encarnados, nomeadamente José Veiga, já negaram o interesse em Tristán, mas, ao que parece, tudo não terá passado de uma manobra de diversão para desviar as atenções.
É que o Sporting também está na corrida e Filipe Soares Franco, presidente dos leões, já admitiu que o clube estava atento a Tristán. “O sr. José Veiga já disse que o Benfica não está, não esteve nem nunca estará interessado em Tristán. Com que cara é que ficaria o sr. Veiga se agora o jogador assinasse pelo Benfica? Veiga já deu a sua palavra e Tristán não será jogador do Benfica”, disse fonte próxima do clube encarnado no último sábado, confrontada com a possibilidade do matador ser a surpresa da apresentação com o Bordéus.
O jogador já manifestou o seu desejo em jogar em Portugal, algo que hoje foi comprovado pelo seu novo representante Eugénio Botas. “A vontade do jogador é sair o mais rápido possível do Deportivo e Portugal é um bom destino”, disse Botas, que não desmentiu o acordo com o Benfica, escusando-se a tecer comentários sobre o facto.
O La Opinión, que segue passo a passo as movimentações no Depor, e o Sportugal souberam, no entanto, junto de fonte próxima do clube galego, que Tristán já se comprometeu com os encarnados para as próximas três temporadas.
O acordo entre os clubes não será fácil, uma vez que Augusto César Lendoiro já disse que “Tristán está muito enganado se pensa que vai sair de borla”.
O futebolista aufere um elevado salário, trunfo que Lendoiro guarda para atrair somente as atenções de clubes abastados.
Até quinta-feira, data de início do torneio do Guadiana - onde, curiosamente, se defrontam os três pricipais intervenientes desta novela; Benfica, Sporting e... Deportivo -, Tristán deverá ter o seu futuro resolvido. Um futuro que tem tudo para ser tingido em tons de encarnado.

Polémicas estéreis ou muito mais do que isso - reflexo de uma determinada forma de ver e sentir a Briosa

O ex-presidente da Académica, Campos Coroa, salientou, hoje, que a utilização de equipamentos de cores diferentes que não o preto e o branco é uma violação dos estatutos do clube."O equipamento da Académica estatutariamente é preto e em alternativa branco e os números nas camisolas devem seguir a mesma norma. Fora disto é uma violação dos estatutos", afirmou o ex-dirigente.
Fernando Pompeu, vice-presidente da direcção de Campos Coroa, em artigo hoje publicado, afina pelo mesmo diapasão e critica que a colagem da actual direcção a estratégias de marketing não desculpa o atropelo aos estatutos de um clube que ultrapassou os cem anos de história. "Sei que desde que haja a garantia da «bola na rede», muitos dos sócios da Académica encolherão os ombros se a equipa jogar de azul, como o farão se actuar de verde ou de vermelho. Sei finalmente que, com os dirigentes que temos, unicamente virados para a estratégia do negócio e completamente insensíveis aos princípios, ao ideário, à imagem histórica da instituição e aos seus sagrados símbolos, tudo, mas tudo mesmo, é hoje possível", salientou o ex-dirigente.
Fernando Pompeu vai mais longe, ao afirmar que a Briosa está a "prostituir-se", ao "permitir a inserção de números dourados nos equipamentos de jogo". "Com esta medida, fica claro que a Briosa está à venda e que no deliberado conspurcar da sua centenária e prestigiadíssima camisola, está a leilão também a sua «alma» de instituição «sui generis», ora metamorfoseada em banal meretriz, que sobe ou desce a saia, sem pudor ou vergonha, ao sabor das suas conveniências e necessidades financeiras", acrescentou o ex-dirigente.
Em causa está a utilização de equipamentos cinzentos e a cor escolhida para o terceiro equipamento, o azul, com números amarelos.
No seu artigo de opinião, Fernando Pompeu acusa o actual presidente, José Eduardo Simões, de descaracterizar a Briosa, não só nos símbolos históricos, como nas promessas não cumpridas: "os campos do Bolão, o saneamento do passivo, entre outras.

Porquê tanta discussão em torno de uma decisão que será sujeita a recurso?

A estratégia do Gil Vicente de tentar evitar que Pedro Mourão e Frederico Cebola - que votaram pela despromoção dos "galos" à Liga de Honra, na primeira decisão conhecida do "Caso Mateus" - acabou por não resultar dado o Conselho de Justiça da FPF, órgão para onde seguiu o requerimento, se ter considerado incompetente para analisar a notificação, argumentando que cabe ao presidente da Comissão Disciplinar essa decisão, devolvendo-lhe o processo.
Com Pedro Mourão disponível para assumir o cargo interinamente, o cenário que se depara é de um julgamento em causa própria, dito de outro modo, Pedro Mourão, caso seja nomeado por Adriano Afonso, presidente da Mesa da Assembleia Geral para o cargo até às eleições de 10 de Agosto, é que vai decidir sobre a validade do incidente de suspeição que o inclui a... ele.
Tudo somado, a confirmar-se a nomeação de um terceiro comissário por Adriano Afonso e a anulação, mais do que previsível, do requerimento interposto pelo clube minhoto, apresenta-se para breve a resolução do Caso Mateus, correndo os minhotos o sério risco de serem despromovidos à Liga de Honra sabendo-se, de antemão, as posições de Pedro Mourão e Frederico Cebola a favor da argumentação do Belenenses.
Gil Vicente e Belenenses já vieram a público expressar os seus sentimentos (antagónicos) com os nortenhos a falar de uma "conspiração" contra o Gil Vicente, entendendo-se em Belém que a decisão de Adriano Afonso de nomear um terceiro vogal constitui "um bom sinal" para que o futebol português prossiga nos melhores rumos.
No entanto, importa lembrar, a decisão que vier a sair da próxima reunião da Comissão Disciplinar da Liga será sempre objecto de recurso para o Conselho de Justiça.

O senhor que se segue

Hesselink mostrou-se uma vez mais receptivo a ingressar no FC Porto, apesar de ter confidenciado ontem que essa possibilidade não está exclusivamente dependente da sua vontade. “Estou interessado, mas continua a faltar um acordo entre os clubes”, afirmou.
No regresso ao trabalho no PSV Eindhoven, o avançado holandês disse ter conhecimento das negociações entre os dois clubes, mas também afirmou que ainda não existe nada de concreto. “Neste momento, sei que existe interesse do FC Porto. Apesar disso, não me quero alongar muito em comentários, até porque não quero criar falsas expectativas. Neste momento, posso ir para o FC Porto, ficar no PSV ou transferir-me para outro clube. Está tudo em aberto”, revelou o ponta-de-lança, antes de explicar as razões que o levam a considerar os azuis e brancos um clube apetecível: “Toda a gente sabe que gostava de experimentar o estrangeiro e o FC Porto reúne todas as condições que eu considero necessárias: participa na Liga dos Campeões, tem um estádio fantástico, é um clube com estatuto e ainda tem um treinador holandês que aprecia as minhas qualidades, o que também é muito importante”.
Mas conseguirá Hesselink convencer os dirigentes do PSV a baixar o preço de modo a permitir a sua transferência para Portugal? “Não sei se isso será possível, mas talvez consiga… Conversei com Stan Valckx e Ronald Koeman, que me falaram da existência de negociações durante as últimas duas ou três semanas. Mas eles também me disseram que ainda não havia acordo entre os clubes, pelo que me resta aguardar por uma solução”.
Hesselink recordou ainda que existiu a possibilidade de ingressar no FC Porto no passado mês de Dezembro, num negócio que acabou por não se concretizar devido a um problema que atingiu o seu filho. “Não me arrependo de ter recusado esse convite, porque na altura tive de permanecer na Holanda. Mas agora o problema está ultrapassado e não teria qualquer problema em emigrar”.
O avançado holandês mostrou-se sempre muito afável e um bom conversador, mesmo quando lhe foi pedido para falar sobre as suas principais características. “Tenho marcado uns golos e sou internacional holandês, mas não sou nenhum Ronaldinho, nem tão pouco um jogador capaz de fintar três adversários antes de marcar um golo. Sou, sobretudo, um jogador de equipa e um bom finalizador”.
Mas valerá o holandês os oito de milhões de euros que o PSV está a pedir? “É difícil falar nesses termos. Acho que são as outras pessoas que tem de avaliar”. A rematar, Hesselink ainda aceitou o desafio sobre se poderia fazer uma boa dupla com Quaresma. “É aquele que faz os cruzamentos com a parte de fora do pé? Sim, é muito bom. É claro que podíamos fazer uma boa dupla, mas não quero falar muito sobre isso, porque o negócio pode acabar por não se concretizar”.

O negócio possível ou o desejado encontro de vontades

A menos que aconteça algum imprevisto de última hora - o que até não seria muito original - McCarthy deixou ontem de ser jogador do FC Porto, quatro anos e meio depois de ter chegado ao clube portista proveniente do Celta de Vigo.
Depois de algumas tentativas falhadas, o sul-africano vai, finalmente, concretizar o sonho de jogar em Inglaterra, ao serviço do Blackburn que lhe ofereceu um contrato de três temporadas e um salário superior ao que auferia no FC Porto.
Os campeões nacionais encaixam cerca de 2,5 milhões de euros, uma verba interessante para um jogador que estava em final de contrato e que estava na iminência de poder sair a custo zero. Convém, no entanto, recordar que Pinto da Costa chegou a recusar uma proposta do West Ham no valor de nove milhões euros, no final de Agosto passado.
McCarthy despediu-se dos companheiros depois do almoço e teve ainda uma pequena conversa com Co Adriaanse aproveitada por ambos para sarar algumas feridas do passado e também para esclarecer o episódio da véspera, quando o sul-africano, juntamente com Raul Meireles e Quaresma, se perdeu do pelotão no passeio de bicicleta.
O avançado ainda participou no primeiro treino da manhã, que começou aos oito horas e constou de corrida no bosque, mas já não seguiu para o parque desportivo do De Lutte, onde a maior parte do plantel cumpriu mais uma sessão de trabalho, ficando no hotel a aguardar a autorização da SAD para abandonar o local.
As malas já estavam feitas e logo depois do almoço fez os 160 quilómetros até Amesterdão, onde apanhou o avião para o Porto, seguindo depois para Vigo.
O jogador foi a casa buscar roupa "cívil" dado que tinha viajado para estágio apenas com roupa do FC Porto. Hoje viaja para Blackburn via Manchester, onde se deverá encontrar com o seu empresário, Rob Moore, que se desloca a Inglaterra directamente de Barcelona.
Durante o dia de hoje o sul-africano vai realizar os indispensáveis exames médicos e acertar com o clube orientado por Mark Hughes os pormenores do contrato que ainda estão.
Entres os clubes o acordo é total e o jogador também já acertou os traços gerais do acordo com o clube da Premiership, pelo que o negócio é praticamente um dado adquirido.
Aliás, numa declaração muito curta mas mesmo assim emocionada, o jogador já deu a saída como irreversível. «Estou muito feliz, porque vou concretizar o sonho de jogar em Inglaterra. Por outro lado, sinto alguma tristeza porque deixo alguns amigos e muitas memórias aqui». McCarthy deixa o FC Porto com 28 anos e quase todos os títulos possíveis, entre eles uma Liga dos Campeões e uma Taça Intercontinental, falhando a conquista da Taça UEFA por uma época. Também disputou duas Supertaças europeias embora não tenha conseguido reclamar nenhuma delas.
Na época passada, fez 23 jogos no campeonato, mas só marcou três golos. Uma registo pouco abonatório para qualquer ponta-de-lança e ainda mais para quem foi o melhor artilheiro da prova, com vinte remates certeiros, em 2003/04.
Para a história, diga-se que foi contra os amadores do Stevo que usou pela última vez a camisola do FC Porto, num jogo em que até marcou um golo.