segunda-feira, janeiro 18, 2010

Mais um Flato de Coerência...

"O FC Porto não vai reforçar-se em Janeiro. Quem o diz é o presidente do clube, Pinto da Costa, que ontem elogiou a boa gestão do emblema azul e branco, dizendo que ela "deixa descansado o FC Porto, que não precisa de ir ao mercado para reforçar a equipa, que foi pensada para toda a época desportiva".

“A Futebol Clube do Porto, SAD vem comunicar, nos termos e para os efeitos do art. 248º nº1 do Código dos Valores Mobiliários, ter chegado a acordo com o C.D. Nacional, para a aquisição dos direitos de inscrição desportiva do jogador Rúben Micael.Esta aquisição foi realizada pelo montante de 3.000.000 € (três milhões de euros) sendo que a Futebol Clube do Porto ¿ Futebol, SAD adquiriu 60% dos direitos económicos do jogador. Informa-se ainda que o jogador acordou com a sociedade um contrato válido até 30 de Junho de 2014. A cláusula de rescisão prevista é de 30.000.000 € (trinta milhões de euros).”

Se dúvidas houvesse - Parte II

Se dúvidas houvesse...





domingo, janeiro 17, 2010

Marítimo - SLBenfica 0-5 Bailinho na Madeira!

Espaço Prof. Karamba - Classificação Geral

1º Lugar: Jimmy Jump - 390 pontos

2º Lugar: Vermelho Sempre - 375 pontos

3º Lugar: Kaiserlicheagle - 350 pontos

4º Lugar: Vermelho - 330 pontos

5º Lugar: J. Lobo - 325 pontos

6º Lugar: JC - 320 pontos

7º Lugar: Gui - 300 pontos

8º Lugar: Samsalameh - 290 pontos

9º Lugar: Sócio - 280 pontos

10º Lugar: Fura-Redes - 265 pontos

11º Lugar: Chico - 245 pontos

12º Lugar: Vermelho Nunca - 225 pontos

13º Lugar: Cuto - 210 pontos

14º Lugar: Agarredinhos e Filipe - 70 pontos

15º Lugar: Lion Heart - 50 pontos

16º Lugar: Pachulico - 35 pontos

sábado, janeiro 16, 2010

Artigo de Opinião de Ricardo Araújo Pereira

AINDA ninguém sabe o que mostram as imagens do túnel da Luz, mas os portistas já decretaram que as provocações são «indiscutíveis». Pronto, está decidido. A Liga que tome nota e as imagens que se arranjem lá como quiserem: é bom que mostrem provocações, caso contrário estarão a alinhar no centralismo. Todos sabemos que as imagens de vídeo, quando querem, conseguem ser muito centralistas. Enfim, só quem não se lembra das escutas, das nunca desmentidas escutas, pode estranhar esta insistência portista nas provocações. Como o leitor decerto saberá, esta não é a primeira vez que a equipa do Porto causa tumulto num túnel de Lisboa. Em Junho de 2004, por exemplo, a Comissão Disciplinar da Liga de Clubes deu como provado que, no final de certo Sporting-Porto, que acabou empatado, o treinador do Porto rasgou uma camisola do Sporting e desejou que Rui Jorge tivesse morrido em campo. A história é conhecida: no fim do jogo, Paulinho, roupeiro do Sporting, foi ao balneário do Porto tentar trocar uma camisola do Rui Jorge pela do Vítor Baía. O treinador portista, sem ser provocado por qualquer steward, esfarrapou a camisola e formulou o ternurento desejo. Foi justamente no dia seguinte que a PJ captou esta conversa telefónica entre Pinto da Costa e um administrador da SAD:

Antero Luís (A) - F******! Não dormi um c******! Estou com uma enxaqueca, pá.

Pinto da Costa (PC) - F***** da p****.... [...] Tínhamos morto esta m**** ontem [...]

A - Embora eu ache que o Mourinho, no final, também se exaltou muito!

PC - É, um bocado.

A - É! Aquela história de dizer que o Rui Jorge morreu em campo e...

PC - Ele disse aonde?

A - Ele diz que disse cá em baixo, disse cá em baixo, junto a... quando estava a malta toda ali! Mas eu liguei para a Bola e para o Jogo a desmentir! A dizer que ele estava a dizer que era mentira!

PC - Não, não! Não... não é desmentir! A gente tem é de processar o gajo que diz! [...]

A - É... e em relação à camisola, também tem de se arranjar ali uma tanga, presidente!

PC - Arranjar que ele foi provocar para a porta do balneário!

A - É. E que o Mourinho disse que: 'Esta camisola é indigna de ser trocada. Porque se a tivesse rasgado não a mandava outra vez para o balneário do Sporting.' [...] É! Temos de arranjar aí uma tanga, senão saímos por baixo desta m**** toda.

Como penso ser óbvio, a escuta tem tanto valor literário como substrato informativo. Lá está a estratégia de desmentir factos reais, a intenção de processar quem diz a verdade e a ideia de «arranjar uma tanga» — tanga essa que, pouco surpreendentemente, consiste em alegar a existência de uma provocação. Seis anos depois, mudam os túneis mas a tanga é a mesma. É interessante constatar que o Porto produz mais tangas do que a Triumph. É bem verdade: tocou a reunir no Porto. E a reunião faz-se, uma vez mais, ao redor da tanga.

Segundo a opinião insuspeita e prestigiada de Cruz dos Santos, no Porto-Leiria o guarda-redes dos visitantes foi expulso injustamente, uma vez que, como toda a gente viu, a bola lhe bateu na cabeça, e não na mão. Além disso, segundo o mesmo insuspeito e prestigiado especialista, o penalty falhado por Ronny deveria ter sido repetido, uma vez que Helton se adiantou antes de a bola partir. Helton cometeu, portanto, uma ilegalidade. Como é evidente, foi o herói na noite no Dragão. Tendo em conta que, ao que me dizem, está tudo feito para que o Benfica seja campeão, calculo que as equipas que vão jogar ao Dragão tenham o topete de, à cautela, passar a apresentar-se com guarda-redes desprovidos de cabeça, para ver se aguentam mais tempo em campo. Vale tudo para beneficiar o Glorioso.

No início da época, Domingos Paciência disse que, no ano anterior, o Braga tinha obrigação de ter feito melhor no campeonato, Taça e Taça da Liga. Na UEFA, competição em que o Braga tinha vencido a Taça Intertoto, Domingos não conseguiu passar da pré-eliminatória, frente ao poderoso Elfsborg. Na Taça da Liga, acaba de ser eliminado exactamente na mesma fase em que havia sido eliminado na época anterior. Falta o campeonato e a Taça. Mas, reduzido a duas competições, de facto tem mesmo obrigação de fazer melhor.

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Artigo de Opinião de Leonor Pinhão

Da Lei da Tripa à Lei Cantona

NO domingo, o guarda-redes da União de Leiria foi injustamente expulso mas o treinador do Porto continua a lamentar-se da perseguição dos árbitros à sua equipa. Mas há mais lamentos. Até hoje continuam sem resolução os procedimentos disciplinares a aplicar aos jogadores do Porto que agrediram dois stewards no túnel do Estádio da Luz mas o Porto, através de quem tem autoridade para falar, continua a negar a evidência e a lamentar-se da legislação em vigor sendo que a dita legislação é da autoria de um legislador da sua própria casa.As duas situações não são sequer absurdas. São apenas ridículas, sendo que o absurdo é a serôdia indulgência com que estas conversas continuam a ser escutadas. Por comodidade, preguiça e receio, poucos são os que lhe fazem frente de forma superior e livre de inclinações.
Um aparentemente insignificante episódio paralelo é a grande aposta para a resolução do caso do túnel da Luz de forma a que a Lei da Tripa vingue uma vez mais para eterno brilho do postulado «manda quem pode, obedece quem tem juízo» que, embora público e transcrito, não tem validade jurídica dadas as «tecnicalidades» dos processos.
O Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol ralhou com a Comissão Disciplinar da Liga por causa da pena de três meses de suspensão aplicada a Rui Cerqueira, director de comunicação do FC Porto, na sequência dos insultos dirigidos por Cerqueira a um jornalista da RTP em serviço no Estádio do Mar, em Matosinhos, na ocasião da visita do Porto ao reduto leixonense.
Não é que os insultos não tenham existido e não tenham sido escutados. Simplesmente não são… tecnicamente válidos. Para o Conselho de Justiça da FPF, um jornalista, de acordo com o artigo 107.º do regulamento, não faz parte do jogo, não é nem árbitro, nem jogador, nem dirigente, nem massagista, nem público pagante. Enfim, um jornalista de serviço não é «agente desportivo» mesmo que esteja num recinto desportivo a trabalhar.
Vai daí, o Conselho de Justiça da FPF desautorizou a Comissão de Disciplina da Liga por se atrever a considerar um jornalista como alguém a quem não se pode tocar, insultar, ameaçar. É a esta noticiazinha, que parece não ter grande importância, que se vão agarrar os legisladores da Lei da Tripa. Não é que a preocupação do momento sejam os jornalistas. A preocupação do momento são os malditos stewards…
Estão a perceber, não estão? Estão a perceber onde é que isto vai chegar?
É que, vão concluir, para o CJ da FPF, um jornalista é tecnicamente igual a um steward, praticamente não existe e não está ali a fazer nada, ainda que os jornalistas recebam as suas creditações profissionais dos organismos que superintendem as organizações das provas e ainda que os stewards recebam instruções e estejam directamente dependentes dos delegados da Liga na organização dos jogos.
Há uma coisa um bocadinho patética neste novelo. São aqueles lamentáveis opinantes, civis e militares, que atribuem ao «país» todas as culpas como se o «país» fosse uma entidade abstracta, uma espécie de invólucro sem responsabilidades para o recheio. Como se a culpa fosse do país, o nosso, e logo por azar cheio de portugueses, naturalmente. Ah! E como eles gostam de dizer: «Só em Portugal é que isto acontece. Se isto acontecesse na velha Inglaterra…» E babam-se.
Ora na velha Inglaterra, em 1995, o melhor jogador do mundo, Eric Cantona, do mais sonante clube do mundo, o Manchester United, foi expulso pelo árbitro no decorrer de um jogo com o Crystal Palace. Cantona, muito a custo, aceitou a decisão do árbitro, e quando se encaminhava para a cabina foi provocado por um adepto — ou seja, um não-agente desportivo — do Crystal Palace e respondeu a soco e a pontapé, num momento de kung-fu que ficou globalmente célebre e fotografado.
O Manchester United nem hesitou. O provocador não era nem jornalista nem steward, era um anónimo pagante, sentado na bancada, no segundo errado, momento errado. Mas o Manchester United, sem esperar pelas decisões disciplinares oficiais, suspendeu o seu próprio e mais caro jogador, Cantona, God, com 4-meses-4 de castigo.
E quando chegou a penalidade da F.A. — isto é da Federação Inglesa de Futebol — que estendeu para 9 meses a suspensão, o Manchester United limitou-se a concordar, a pedir desculpa e a concluir, publicamente, que Eric, estando «profundamente arrependido», nunca lhe passou pela cabeça «justificar o seu lamentável acto com culpas alheias».
Toda a argumentação dos defensores públicos de Hulk, Sapunaru e companhia, que pretendem ver os agressores como vítimas de provocações por não-agentes desportivos, é, sem querer ofender o chamado Terceiro Mundo, um exemplo de terceiro-mundismo mental e, pior ainda, querendo fazer dos outros estúpidos.
Se os dirigentes do Porto tivessem a dimensão social e a classe inata e secular dos dirigentes ingleses, teriam sido eles os primeiros a suspender os seus jogadores e a aguardar, com pedidos de desculpa, as decisões das instâncias disciplinares do futebol.
Mas para isto acontecer era preciso que tivessem bebido muito chá em pequeninos.
OS próximos adversários europeus do Porto e do Sporting jogaram um contra o outro e empataram. Ficou num 2-2 o resultado e pode-se dizer que foi bem melhor para o Everton, equipa visitante e que vem de um início de época medíocre, do que para o anfitrião Arsenal, candidato ao título em Inglaterra e com sólidos argumentos para a grande discussão com o Chelsea e com o Manchester United.
Sorte, portanto, do Benfica em ter apanhado o Everton quando a equipa parecia não se entender no jogo colectivo e quando as suas melhores individualidades se apresentavam perras e pouco ou nada inspiradas.
Sorte do Porto se, no próximo mês, para a Liga dos Campeões, encontrar um Arsenal tão fácil de manietar como aquele que o mediano Everton foi seriamente incomodar a Londres.
Sorte para o Sporting, no seu processo de reafirmação nacional e internacional, em apanhar um Everton mais compacto e decidido porque só assim saboreará convenientemente o triunfo na eliminatória da Liga Europa.
É que, no ano passado, nos dois jogos com o Benfica, o Everton foi tão fraquinho e tão facilmente goleado que, praticamente, nem deu gozo nenhum ao pessoal.
FEZ bem Jorge Jesus em poupar Saviola no terreno pesado de Guimarães. E em poupá-lo a ter de fazer o seu sétimo golo em sete jogos consecutivos. Era demais. Também fez bem Jorge Jesus em lançar Éder Luís naquele temporal. A partir de agora, para o brasileiro não haverá jogo nem piso pior do que o de ontem. Serão só facilidades.
É incrível como ainda haja quem defenda que as raparigas que trabalham em bares não têm «credibilidade» nenhuma, ao contrário dos homens pios, e a abarrotar de «credibilidade», que frequentam alegremente os mesmos bares. No século XX muito ouvimos falar sobre estas coisinhas dos machos latinos. No século XXI, é mais uma coisinha de machos cretinos.
P.S. — Tal como Valentim Loureiro, num jantar de festa, apelou ao presidente do Supremo Tribunal Administrativo (que, corrija-se, estava ausente) para trazer a justiça do Estado para o Apito Dourado, também Pinto da Costa, noutro jantar de festa, apelou ao Secretário de Estado dos Desportos «ou a alguém do Governo» (que estava todo ausente) para «fazer um apito encarnado» contra a corrupção no futebol.
Valentim Loureiro usou da palavra na hora do café.
Pinto da Costa terá usado da palavra na hora da fruta.

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Bloopers ou Outro dos Talentos de Rui Costa

Espaço Prof. Karamba

FC Porto - P. Ferreira
Sporting - Nacional
V. Guimarães - V. Setúbal
Académica - Sp. Braga
Marítimo - Benfica
Rio Ave - U. Leiria
Belenenses - Leixões
Olhanense - Naval

V.Guimarães - SLBenfica 1-1 Na Batalha Naval, Salvou-se o Golo de Coentrão


Artigo de Opinião de Manuel Queiroz

Há vários jogadores que superaram claramente as expectativas que eu tinha quando os vi chegar ao futebol português ou a grandes clubes. Mas de todos confesso que Saviola, nesta primeira volta, ficou muito à frente de todos os outros: 9 golos no campeonato, mais um na Taça da Liga, mais seis na Liga Europa (contando com o play-off) é uma grande ajuda para a equipa.

Creio que nem Jorge Jesus acreditava que Saviola era capaz de tanto nesta fase da sua carreira. Mas por um lado, Saviola é favorecido pelo esquema francamente atacante do Benfica, que exalta os jogadores de ataque e tecnicamente mais evoluídos. Dá-lhes o conforto de terem muita bola, muito tempo perto da baliza adversária e, assim, sempre próximos do golo. Não é coisa pouca para quem vinha do Real Madrid sem honra nem glória. Por outro lado, Saviola reencontrou o prazer de jogar e, aos 28 anos, é capaz de anda estar a tempo de ter outra carreira, ele que chegou bem cedo (cedo de mais, se calhar) ao Barcelona por uma grande quantidade de dinheiro.

Ou seja, Saviola encontrou no Benfica um treinador que lhe deu confiança, equipa e jogo. E assim o seu talento natural para marcar golos e para ter peso na equipa voltou a sentir-se e a ver-se.

Se apesar de tudo me parece que Luisão continua a ser o jogador mais importante da equipa - só com ele na boa forma em que está é que o Benfica pode correr os riscos que corre - Saviola faz muito bem a ligação entre o meio e o ataque, jogando entre linhas com a sua velocidade breve e o seu remate certeiro.

Em Vila do Conde deu um bom sinal (com o golo) e dois maus, ao procurar faltas na área ou próximo com simulações evidentes que lhe podiam ter custado caro e que mesmo em nota artística ficam próximas da nulidade. Mas isso não tira tudo o resto, como o facto de ter resolvido os três últimos jogos do Benfica. E não foram jogos quaisquer, foram quase três finais. E isso é a melhor prova do seu compromisso com a equipa, o treinador e o clube. E ter um Saviola assim focado no que é importante é uma bênção para Jorge Jesus.

Golos da Semana

Caricato...

terça-feira, janeiro 12, 2010

Singularidades do nosso futebol...

"O Sporting de Braga e o avançado Wason Rentería chegaram a acordo para o ingresso do colombiano por empréstimo até ao final da temporada.
Os arsenalistas e o FC Porto, clube detentor dos direitos desportivos do jogador sul-americano, já tinham tudo acordo, faltando apenas o “sim” do atleta, que foi conseguido durante esta terça-feira."

Arrisco dizer que só em Portugal é que o terceiro classificado empresta um jogador ao primeiro classificado!

Sergio Canales e Micah Richards - Grandes Golos!


segunda-feira, janeiro 11, 2010

Video de Opinião de Pedro Ribeiro

Espaço Prof. Karamba - Classificação Geral

1º Lugar: Jimmy Jump - 380 pontos

2º Lugar: Vermelho Sempre - 355 pontos

3º Lugar: Kaiserlicheagle - 330 pontos

4º Lugar: Vermelho - 320 pontos

5º Lugar: J. Lobo - 315 pontos

6º Lugar: JC - 310 pontos

7º Lugar: Samsalameh - 290 pontos

8º Lugar: Gui - 270 pontos

9º Lugar: Fura-Redes - 260 pontos

10º Lugar: Sócio - 255 pontos

11º Lugar: Chico - 245 pontos

12º Lugar: Vermelho Nunca - 210 pontos

13º Lugar: Cuto - 180 pontos

14º Lugar: Agarredinhos e Filipe - 70 pontos

15º Lugar: Lion Heart - 50 pontos

16º Lugar: Pachulico - 35 pontos

Artigo de Opinião de José Diogo Quintela

Uma verdade, lá por ser repetida muitas vezes, não se transforma em mentira
Por Zé Diogo Quintela (A Bola)

NA terça-feira, Miguel Sousa Tavares escreveu: «Desde que esta época se iniciou, eu tinha feito a mim mesmo uma promessa: aguentar-me até ao limite para não dar alento nestas crónicas ao clima habitual de facciosismo cego que alimenta ódios e suspeições sem fim e impede de ver e reconhecer o mérito alheio onde ele existe. Já lá vai decorrido meio campeonato e nunca, uma só vez que fosse, me pronunciei sobre arbitragens: quer as do meu clube, quer as dos outros; elogiei, mais do que uma vez, os progressos evidentes do futebol do Benfica, escrevendo que era a equipa que mais e melhor estava a jogar, e não tive uma dúvida em reconhecer como mais do que justa a sua vitória recente sobre o FC Porto. Fiz o que pude para a sanidade do ambiente. E aguentei-me até onde consegui. Mas, às tantas, as coisas começam a ficar difíceis de encaixar sem reagir. Anteontem, por exemplo, ao ler o texto, pretensamente engraçadinho, do Diogo Quintela, achei que a direcção do FC Porto deveria abandonar a sua tradicional passividade litigante e colocar-lhe um processo-crime por difamação, como o seu texto amplamente merece. Talvez ele prefira a justiça popular à justiça democrática, talvez prefira a verdade popular à verdade apurada como tal; talvez as sentenças da justiça comum (e não a da populaça futebolística) lhe não mereçam respeito algum, talvez mesmo nem sequer se dê ao trabalho de as conhecer. Mas certamente sabe que insistir em mentiras desmascaradas pela justiça é uma calúnia e sabe que ofende, não apenas o presidente do FC Porto, mas todos os portistas, quando se diverte a escrever pretensos diálogos em que Pinto da Costa compra um árbitro por 2.500 euros. Goebells [sic] dizia que uma mentira repetidamente dita transforma-se em verdade. Mas Goebells [sic] perdeu e as democracias triunfaram. Talvez Diogo Quintela não goste, mas é assim: há regras no jogo.»

O leitor deve estar a perguntar-se qual a diferença entre a verdade popular e a verdade apurada como tal. Eu sei que estou. Existirão várias verdades para o mesmo facto? Por exemplo, MST diz: «Já lá vai decorrido meio campeonato e nunca, uma só vez que fosse, me pronunciei sobre arbitragens». Mas na sua crónica de 15/12/09, já tinha escrito «o que valeu ao Benfica em Olhão foi, como é habitual também, os últimos minutos do jogo, um fiscal de linha desatento à posição de Nuno Gomes no golo do empate e um árbitro atento ao facto de domingo haver um Benfica-Porto, quando se encaminhou para Cardozo, depois de expulsar Djalmir, e pelo caminho mudou o vermelho a Cardozo para amarelo». (Entretanto, peço ao leitor que memorize o facto de MST achar que, ao não expulsar Cardozo, o árbitro beneficiou o Benfica. Vai-nos ser útil mais à frente).

Esta afirmação em que MST se vangloria de «nunca, uma vez que fosse» ter falado de arbitragens, nem repetida muitas vezes passava a verdadeira. Mesmo pelo tal Goebells. Ou pelo próprio Goebbels. A não ser que eu e MST tenhamos um entendimento diferente do que é: nunca, uma vez que fosse. Ou, se calhar, temos um conceito diferente de verdade. MST acha que é verdade que esta época não se tinha ainda pronunciado sobre arbitragens. Já eu acho que é mentira. Os factos, curiosamente, também acham que é mentira. E o que dizem os factos da noite que deu origem ao Caso do Envelope, no qual me baseei para imaginar o tal diálogo pelo qual MST quer que eu responda em tribunal?

Dias antes do Beira-Mar – Porto, Pinto da Costa recebeu em casa Augusto Duarte, o árbitro desse jogo. Este é verdade. Pinto da Costa disse ter sido surpreendido, mas há escutas em que combina a visita com António Araújo, o intermediário do encontro, e outras em que lhe dá indicações sobre o caminho para sua casa. A mesma casa onde não esperava receber a visita que tinha acabado de lhe dizer que estava a chegar. Este também é verdade. Pinto da Costa disse que Carolina Salgado estava doente e não se cruzou com as visitas. As visitas e a própria Carolina dizem que é falso. Até agora, uma das pessoas que habitava naquela casa da Madalena está a mentir. Uma pista: não é a Carolina Salgado. Bom, isto está provado.

O que não está provado é outra coisa. Digo: não está provado, que é muito diferente de: está provado que não aconteceu. E a coisa são duas versões contraditórias. MST prefere acreditar na de Pinto da Costa, quando este diz que serviu de conselheiro matrimonial ao pai de um árbitro, do que acreditar na de Carolina Salgado. Entre essas duas pessoas, eu prefiro acreditar na que não é presidente de um clube que, por exemplo, pagou uma viagem ao Brasil a um árbitro.

O que também está provado é que, aos 15 minutos desse jogo, Augusto Duarte perdoou a expulsão a um jogador do Porto. A juíza achou que uma expulsão perdoada não é suficiente para uma equipa ser beneficiada? Eu não concordo. E, pelos vistos, MST também não. (Agora é a altura em que peço ao leitor que se recorde que MST considera que o Benfica foi beneficiado por o árbitro não ter expulso Cardozo. Valeu ou não valeu a pena guardar a informação?)

Na mesma crónica de 15-12-09, MST tinha-se referido ao tal Beira-Mar – Porto como «um jogo que já não contava para nada». Uma peta que MST e outros portistas gostam de repetir e que, lamento, não se vai tornar verdade.

Antes desse jogo, o Sporting estava em 2.º lugar, a 5 pontos do Porto. Havia 12 pontos em disputa. O Porto alinhou em Aveiro sem muitos titulares, pois 3 dias depois ia jogar a 1.ª mão da meia-final da Liga dos Campeões. Na mesma jornada o Sporting foi prejudicado no Bessa, quando Bruno Paixão expulsou Rui Jorge e assinalou fora-de-jogo antes do meio-campo a um Liedson isolado. O Sporting (que estava a ganhar) ficou injustamente reduzido a dez e perdeu. O Porto permaneceu injustamente com 11 e não perdeu.

Se o Sporting tivesse ganho e o Porto tivesse perdido, o Sporting ficava a 2 pontos e o Mourinho já não podia descansar outra vez a equipa, na 33.ª jornada, antes da 2.ª mão da Champions, na Corunha. Como fez, já campeão, perdendo com o Rio Ave. Alinhou nesse jogo com Pedro Ribeiro, Pedro Emanuel, Mário Silva e Ricardo Costa na defesa, em vez dos habituais titulares Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Jorge Costa e Paulo Ferreira.

Eu cuido que este Beira-Mar – Porto ainda contava para alguma coisa. Por mais que o MST, pensando no Goebbels, repita que não.

Recapitulemos, então. O presidente do FC do Porto recebe em casa o árbitro que vai apitar o próximo jogo do seu clube. Mente sobre estar à espera dele e sobre a presença de Carolina Salgado. Carolina Salgado diz que foi passado um envelope com 2500 euros, Pinto da Costa e o árbitro dizem que não foi. No entanto, contra o Beira-Mar, o Porto é beneficiado ao não ser expulso um seu jogador logo aos 15 minutos, num jogo que era importante para o campeonato e para a Liga dos Campeões. A justiça desportiva castiga o Porto por corrupção, o Porto não recorre. A justiça comum não desmascarou nada disto.

É isto que Miguel Sousa Tavares quer que eu vá dizer a tribunal? Por mim, tudo bem.

Artigo de Opinião de Nuno Madureira

Seis jogos seguidos a marcar, com pausa para descanso no jogo com o AEK, para o qual não foi convocado. Depois de F.C. Porto e Nacional, Saviola tirou o Benfica de apuros pela terceira vez consecutiva, vincando a sua importância na equipa.

Se a qualidade técnica do argentino tinha ficado bem expressa desde os primeiros jogos, a sua influência esteve, até certa altura, encoberta pela exuberância dos números de Cardozo. Claro que houve sempre muito mérito de Saviola na eficácia do seu parceiro de ataque, mas para quem se habitua a avaliar o impacto através dos números, quatro golos nas primeiras 11 jornadas transformavam a sua primeira temporada na Luz numa sinfonia incompleta.

Agora invertem-se os papéis: Cardozo até joga bem, mas anda divorciado dos golos. E é o baixinho a resolver, conciliando talento e eficácia com uma facilidade que não se lhe via há largos anos. A manter este rendimento até à Primavera, nem o sonho do Mundial parece excessivo para a antiga coqueluche do futebol argentino. E quem gosta de futebol, independentemente das simpatias clubistas, não pode deixar de aplaudir o renascimento de um grande jogador nos relvados portugueses.

Devoção à Camisola



Simplesmente, Fantástico

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Com Serenidade...


Ao que revelou, ontem, o Presidente do Valladolid Sereno será jogador do Porto na próxima época.
Segundo os regulamentos em vigor, um jogador só pode ser contactado directamente por um clube a seis meses do terminus do seu contrato de trabalho desportivo.
Ou o Porto foi excepcionalmente rápido a celebrar contrato com o jogador ou impõe-se que a CD da Liga instaure, de imediato, um processo de averiguações.

Artigo de Opinião de Leonor Pinhão

- BNR.Blogspot.com

ENTRE rivais é normal que estas coisas aconteçam. Sofre-se com as vitórias dos outros e nenhum mal vem ao mundo. Tem a ver, simplesmente, com o espírito da competição. Seja qual for a competição. Mesmo em competições menores, como a Taça da Liga, coisas destas acontecem.
O presidente do FC Porto, por exemplo, é um bom exemplo.

Pinto da Costa manifestou-se sofrido nos dias que se seguiram à difícil vitória do Benfica sobre o Nacional. Sem se referir directamente ao trabalho do árbitro Olegário Benquerença no final da tarde de domingo, na Luz, e a propósito da efeméride do 25.º aniversário da morte de José Maria Pedroto, Pinto da Costa relembrou o mestre e os tempos em que, segundo Pedroto, o FC Porto era vítima de «roubos de igreja» sempre que vinha jogar a Lisboa, para concluir que «infelizmente, ainda hoje há roubos de igreja».

Restará saber se Pinto da Costa sofreu mais com a vitória do Benfica se com a má arbitragem de Olegário Benquerença.

Tendo em conta que a Taça da Liga não tem, de modo algum, o peso das grandes competições importantes e tendo em conta que o Benfica ainda se pode perder nas duas difíceis deslocações — a Guimarães e a Vila do Conde — que tem de cumprir de acordo com o calendário do seu grupo, é de admitir que o que mais fez sofrer o presidente do FC Porto foi, precisamente, a actuação notavelmente caseira de Olegário Benquerença.

Compreende-se que assim seja. Sempre que um árbitro apita e erra a favor do Benfica, o presidente do FC Porto sente-se muito desautorizado. E tem razão.

Sempre foram 25 anos de luta contra o centralismo e em favor da verdade desportiva que fizeram de Pinto da Costa uma autoridade única, sem par, quando se fala de árbitros e de arbitragem. E se um erro de um árbitro fá-lo sofrer pelo muito que batalhou pela independência dos apitos nacionais, dois erros de Olegário Benquerença deixam-no em estado de choque. E com razão.

No tempo, que já lá vai, dos «roubos de igreja», Olegário Benquerença teria certamente validado como golo aquele tiro de Petit que, para os benfiquistas, Vítor Baía só conseguiu travar para lá da linha de golo num inesquecível Benfica-FC Porto, na Luz. Mas não, Benquerença foi valente e não foi golo coisa nenhuma.

E, imagine-se, vem agora o mesmo Benquerença, armado em carapau de corrida, desautorizar o elegante regime de verdade desportiva e do fair play instaurado ao fim de tantos anos de guerra contra o centralismo…

Isto do futebol quando mete «igrejas», de facto, é um problema. É que já nem vale a pena querer ensinar o Padre Nosso ao Vigário.

Ofutebol inglês reclama Nuno Gomes. E há mais. Luiz Felipe Scolari é o treinador do FC Bunyodkor e quer levar Nuno Gomes para o mirabolante Usbequistão. É o que se lê nos jornais. O jogador já não é um jovenzinho, está, objectivamente, em final de carreira e poderá ser tentado pelo desafio. Nuno Gomes está triste no Benfica por não ser opção válida para Jorge Jesus. Compreende-se a sua tristeza.

No entanto, muito, mas mesmo muito, válidas têm sido as presenças fugazes do avançado na equipa da Luz.

Em Olhão, quando já ninguém acreditava que tal pudesse acontecer — não acreditavam os benfiquistas e, muito menos, não queriam acreditar os seus adversários directos —, Nuno Gomes marcou o tal golo que valeu o empate e um precioso ponto ao Benfica na sua épica saída ao Algarve.

No último domingo, na Luz, para a Taça da Liga, quando os jogadores do Nacional viam o tempo passar a seu favor e se interrogavam sobre a explicação para que, desta vez, não tivessem sofrido já seis golos como lhes aconteceu da última vez, lá voltou Nuno Gomes a brilhar ao seu jeito. Viram? Com um toque de primeira, isolou Saviola que haveria de culminar a jogada com o bonito golo que garantiu a vitória ao Benfica.

Compreende-se, pois, a melancolia do jogador mais antigo da casa e, por essa mesma razão, sem lugar garantido no onze de Jorge Jesus.

Há coisas muito estranhas nesta vida. Está triste Nuno Gomes. E logo agora que os benfiquistas estão tão contentes com ele…

NO futebol há de tudo, felizmente.Há treinadores que não gostam da paragem de Inverno. Jorge Jesus é um deles e explicou recente porquê: as folgas no treino e na competição fazem com que o calendário fique muito «apertado» até final da época. «Agora, é tudo em cima, quase jogamos dia sim, dia não», afirmou temendo pelo esgotamento dos seus jogadores.

Há dirigentes que não gostam da reabertura do mercado em Janeiro. Pinto da Costa, este ano, parece ser um deles e explicou porquê: no Porto, ao contrário do que acontece em Lisboa, não há «poços de petróleo».

Lá está, no futebol, havendo de tudo, é sempre uma questão de mais esgotados ou menos esgotados. Até os poços de petróleo.

O juiz-conselheiro Lúcio Barbosa, é o novo presidente do Supremo Tribunal Administrativo desde o princípio de Dezembro. É um órgão do Estado português. Surpreendentemente, o juiz passou um mau bocado no jantar de Natal dos funcionários e colaboradores da Liga de clubes, segundo relatava A BOLA no sábado passado.

Lúcio Barbosa, que ocupou cargos jurisdicionais da FPF e que foi vice-presidente do FC Porto, teve de ouvir de Valentim Loureiro, perante uma extensa plateia, referir-se aos processos do Apito Dourado com contagiante optimismo. Valentim Loureiro, dirigindo-se ao actual presidente do Supremo Tribunal Administrativo do Estado português manifestou-se «confiante na vitória da Justiça agora que Lúcio Barbosa preside ao Supremo Tribunal Administrativo».

Perante este desplante não faltará quem acuse Valentim Loureiro de falta de bom senso (… ou de muito bom senso), de falta de maneiras (…ou de muitas maneiras) e de abuso das circunstâncias. Não devemos alinhar nesse coro. A situação não foi criada pelo major. O major foi simplesmente igual a si próprio.

A situação foi criada pelo juiz-conselheiro Lúcio Barbosa, com a sua incauta presença na festa da Liga. É verdade que o juiz-conselheiro já foi um homem do futebol. Mas a que propósito é que o presidente do Supremo Tribunal Administrativo do país se presta a desempenhar o papel de figurante na mesa do repasto natalício da Liga de Clubes? É mesmo estar a pedi-las…

Artigo de Opinião de Luís Avelãs

O esforço financeiro que Benfica e Sporting realizaram nos últimos dias - consta que não ficam por aqui - permite, em teoria, tornar as respectivas equipas mais fortes. Tanto que, de repente, aquilo que já era normal nestes dois clubes (jogar para ganhar em todas as frentes) passou a ser uma obrigação.

O Sporting, que está afundado na Liga - a uma distância impensável dos rivais e ainda de um surpreendente Sporting de Braga -, passa a ter como objectivo mínimo garantir o quarto posto na mais importante prova, dando de barato que, após 14 jornadas, só muito dificilmente será capaz de entrar, a sério, na luta pelo título. Mais do que "varrer" praticamente todos os jogos que faltam, os leões teriam de contar com inúmeros deslizes dos opositores para, em 16 jogos, recuperar tanto atraso. Por outras palavras, a questão do Campeonato não pode, objectivamente, colocar-se.

Mas, a temporada leonina não se resume ao Nacional. A Taça de Portugal - onde já não está o Benfica - tem de ser um objectivo bem claro para os leões. Assim como a Taça da Liga. E na Liga Europa, pelo menos, há que eliminar um Everton que, não sendo tão fraco como mostrou diante das águias, também não pode constituir um adversário intransponível.

O Sporting, com João Pereira e Pongolle (acredito que entrará mais alguém com capacidade reconhecida), passa a ter mais soluções, outra profundidade. E se serão os resultados a definir, por exemplo, a eventual continuidade de Carvalhal no clube - assumo dificuldades em perceber que os dirigentes se recusassem a rubricar um vínculo mais extenso com o treinador, mas tenham assinado uma ligação de três temporadas com um avançado que, este ano, só marcou um golo -, convém não desprezar que os adeptos exigem também futebol com qualidade. Pior que os resultados, a época 2009/10 tem sido marcada por exibições paupérrimas, ao ponto de ser visível um certo divórcio por parte dos adeptos.

Carvalhal vai ter mais "material" para poder desenhar o seu Sporting. Mas, no final da época, terá de mostrar resultados para merecer a continuidade em Alvalade. E ele, melhor do que ninguém, sabe que esta é uma oportunidade de ouro, talvez única. Falhar nos próximos 5 meses significará, em traços gerais, o fecho de uma porta que se abriu contra todas as previsões.

Mas se o técnico leonino vai estar no centro das atenções, na Luz, Jorge Jesus fica numa posição ainda mais pressionada. A um plantel forte, Vieira e Rui Costa conseguiram, a pedido do treinador, juntar, pelo menos, mais três peças de valor. Estamos a falar de gente jovem, sem experiência a nível europeu, mas com talento. Com este significativo reforço, os encarnados estão, no mínimo, obrigados a vencer a Liga.

Jesus logrou, como prometera, colocar o Benfica a jogar muito melhor que na época passada. Mas, pese essa nítida evolução, assim como o vendaval ofensivo em muitos duelos, a verdade é que, nesta altura, as águias não lideram a Liga e já saltaram fora da Taça de Portugal. E se é verdade que Liga Europa e Taça da Liga ainda podem proporcionar alegrias, todos os esforços estão concentrados na conquista do Campeonato.

Vieira já assumiu, em diversas ocasiões, que gostaria de contar com Jesus durante vários anos. Acredito que seja assim. No entanto, não tenho dúvidas que o "casamento" será improvável se o título - e os milhões da "Champions" - voltar a escapar.

Na Luz, como em Alvalade, terminou a margem de erro. Desculpas para justificar desaires não serão, com toda a certeza, aceites pelos adeptos. Nem pelos dirigentes.

Espaço Prof. Karamba

FC Porto - U. Leiria
Sporting - Leixões
Sp. Braga - Nacional
Académica - Naval
Marítimo - V. Guimarães
Rio Ave - Benfica
Belenenses - V. Setúbal
Olhanense - P. Ferreira

Delicioso

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Artigo de Opinião de João Gobern

Unitários e otários

Desde o golo não averbado a Petit, num célebre jogo com o FC Porto, que o árbitro Olegário Benquerença é - no mínimo - figura incómoda nas partidas em que participa o Benfica. No domingo, no encontro dos lisboetas com o Nacional, Benquerença terá alegadamente (insisto: "alegadamente", uma vez que, de todos os lances, só um constitui erro grosseiro, aquele em que Luisão deveria ter sido expulso) favorecido os da Luz. Tal chega para que até este juiz já tenha sido incorporado naquilo que se desenha como um vasto exército de conspiradores para levar o Benfica "ao colo".

Pouco importam os pecados cometidos noutras frentes (o penálti transparente de Rodríguez no jogo do FC Porto na Luz, o salto de Miguel Veloso a pés juntos sobre um jogador do Braga, seguido de cotovelada). Já não contam os anos em que o "ascendente" sobre os juízes - tão óbvio que revoltava qualquer adepto decente do futebol - tinha cores e geografias bem definidas, sem esforço para dissimular a preferência. Agora, uma estranha e antinatural "santa aliança" entre comentadores e analistas afetos a outros candidatos ao título (mais uns do que outros...) vem denunciar essa manobra subterrânea que há-de, "obrigatoriamente", entregar o título ao Benfica. Uns esquecem-se rapidamente do mal que fizeram, outros passam em branco o conivente silêncio que mantiveram - o decisivo, o urgente é provocar e alimentar marés de suspeita, tentando desestabilizar, visando minimizar aquilo que de bom se passa nos relvados. Ou seja, não interessa que o Benfica tenha sido, até agora, a equipa que melhores espetáculos proporcionou, que maior consistência revelou (com o Braga por perto), que voltou a trazer a maré ao seu estádio e a encher os estádios alheios. O que conta é que Aimar é simulador, que David Luiz é violento, que Di María é maldoso, que Javi é um tanque de guerra. O que jogam é coisa de somenos.

Para quem faz da memória um ativo, recordo que este discurso não é novo. Ouviu-se, com igual intensidade, na época de 2004/2005. Ou seja, no mais recente título de campeão do Benfica. Sabendo-se que não há coincidências, sempre se deixa o aviso: ainda que, de um mesmo lado, se alinhem todos os "unitários" de ocasião, do outro, não se fixam os "otários".

Resta desejar que o Conselho Disciplinar da Liga não perca tempo a decidir aquilo a que as leis o obrigam. E resta sugerir que, na próxima visita do mundo do futebol (nem todo, por razões que não vale a pena esmiuçar) à Assembleia da República, a petição não diga apenas respeito às - indispensáveis - novas tecnologias. Convinha pedir uma nova atitude. Esta, a das azias, das insinuações mais torpes e das brejeirices palitadas, já deu o que tinha a dar, quero crer.

terça-feira, janeiro 05, 2010

Video de Opinião de Pedro Ribeiro

O Projecto Roquette, por Benfiquismo.com

Projecto Roquette

Este projecto começou a ser abordado em Conselho Leonino em 1997 e desde logo os dirigentes do Sporting tinham consciência da sua pequena dimensão para atacar “verdadeiramente” o Benfica. Assim, estabeleceram contactos com o FC Porto para começar a delinear o projecto de maneira a afastar o Benfica do panorama desportivo nacional. O Porto, presidido por Pinto da Costa, vê neste ponto uma oportunidade única: eliminaria o seu maior rival e tornar-se-ia no maior clube nacional. Pinto da Costa há muito que tinha um pensamento que se encaixava na filosofia do Projecto Roquete: “No Norte só há um clube com força e na capital há dois, por isso só há uma forma de os poder dividir e lutarmos contra eles. Temos de estar sempre bem com um e abrir guerra ao outro.” Para além disso, há muito que Pinto da Costa estava a espandir a sua influência nos principais orgãos da Liga de Futebol e noutros “parceiros” desportivos como árbitros, treinadores, presidentes de pequenos clubes…

Os “planos” do projecto nunca foram bem conhecidos, até porque o Sporting, nesta fase, fechou-se aos media e tentou blindar “as políticas” do clube. O que desde logo se notou foi o modo como os media começaram a tratar o Benfica, principalmente os desportivos, e como as decisões da liga e arbitragem começaram a prejudicar o clube. Por esta altura também se notou o afastamento dos lugares de direcção das várias associações e federações de gente ligada ao Benfica.

O que os projectistas do projecto não contavam era a oposição de João Rocha, antigo presidente do Sporting e membro do conselho leonino, que o denunciou: foi a fuga de informação! Mas esta fuga foi rapidamente abafada, até pelo próprio João Rocha, que percebeu a gravidade do acordo com o FC Porto e as consequências futuras se a opinião pública conhecesse o projecto. Esfreou então o entusiasmo entre os dirigentes leoninos e para além disso tinha-se instalado uma crise financeira do Sporting, Asfixiado economicamente, o Sporting já não tinha dinheiro para comprar influência necessária para “mandar abaixo” um clube com a dimensão do Benfica e o projecto foi “arquivado”.

Em 15 Fevereiro de 2006, João Rocha quebra o silêncio e dá uma entrevista ao jornal Record. Ficam aqui alguns excertos, com a respectiva ordem lógica. Algumas partes foram omitidas, porque claramente não fazem parte do objectivo do artigo.

RECORD – Um projecto que encheu de esperança todos os sportinguistas…
JOÃO ROCHA – O Projecto Roquette liquidou o Sporting. Ninguém soube o que era o projecto, porque ele não dizia. Sabia-se, apenas, que era uma dezena de sociedades, dirigentes e funcionários superiores a ganhar centenas de milhares de contos. O projecto foi reduzir os sócios de mais de 100 mil para pouco mais de 30 mil, foi acabar com as modalidades amadoras, foi vender património, foram dezenas e dezenas de milhões de contos de prejuízo que não aparecem nos resultados, porque parte deles foram executados pelo Sporting. No caso da SAD deram-se informações falsas aos associado e à própria CMVM para a entrada na bolsa.

RECORD – Muito objectivamente, na sua opinião, José Roquette é o responsável pelo actual passivo do Sporting?
JOÃO ROCHA – O Projecto Roquette liquidou o Sporting. Disso já não restam dúvidas. Queria gerir o clube ditatorialmente e a primeira coisa que fez foi fechar as portas aos jornalistas nas assembleias gerais. No meu tempo, havia uma bancada só para os jornalistas. Não tínhamos receio de nada.

RECORD – Lembro-me que durante o mandato de José Roquette,você se revoltou com acordos que nunca ficaram esclarecidos, nomeadamente entre o Sporting e o FC Porto. Quer revelar pormenores em relação a isso?
JOÃO ROCHA – Havia um projecto com o FC Porto que era muito prejudicial para o Sporting. Era mesmo inqualificável. Insurgi-me num Conselho Leonino e numa assembleia geral. Era um projecto gravíssimo que só podia sair da cabeça de um indivíduo sem responsabilidades. José Roquette dizia que era um projecto válido, porque era a única maneira de Sporting e FC Porto estarem sempre representados na Liga dos Campeões.

RECORD – Vai concretizar ou continuar a guardar trunfos?
JOÃO ROCHA – Não digo mais nada sobre isso. Foi falado no Conselho Leonino e eu disse ao líder da AG para mandar calar sobre essa informação, que foi longe demais. Disse-lhe ainda que o resumo do acordo com o FC Porto devia ser gravado de tão grave que era, porque talvez fosse necessário que essa gravação viesse a ser pública na defesa dos interesses do Sporting e dos seus sócios. Não vejo o desporto assim.


O Projecto Roquete numa das suas recomendações dizia: “Em Portugal dada a dimensão do país não há lugar para três grandes forças desportivas. Lisboa não comporta dois grandes clubes, pois as receitas de sobrevivência (televisões,afluência aos Estádios, etc) não chegam para todos.” O lema e base seria qualquer coisa como: “numa cidade como Lisboa nao podem existir 2 clubes da grandeza do Benfica e Sporting”. Logo o Benfica teria de ser afastado. Em 1996 o Sporting Clube de Portugal iniciou um novo ciclo de vida, por acção do presidente José Roquette e outros dirigentes como Miguel Galvão Teles, Dias da Cunha e Ernesto Ferreira da Silva. As acções integradas neste novo ciclo ficaram conhecidas como “Projecto Roquette”, entendido globalmente como uma dinâmica de modernização do Clube em três frentes: a desportiva, a patrimonial e a organizacional. Esta era a face visível do projecto. A outra face só foi conhecida devido às fugas de informação vindas de dentro do próprio Sporting e de outros dirigentes desportivos, dos meios de comunicação, federativos…

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Os Melhores Golos da Semana

Algumas das Melhores Defesas de 2009

A Próxima Revelação do Futebol Europeu - Romelu Lukaku (16 anos!)

A Beleza do Futebol Mexicano....

No mínimo, Caricato...

"Aos 22 anos, Fábio Costa tem a carreira de futebolista profissional em risco. O avançado do CRB Alagoas, do Brasil , sofreu um acidente incomum na festa da passagem de ano e encontra-se hospitalizado.
O jovem atacante celebrava a entrada em 2010 com a família e amigos, mas a despedida do ano velho não podia ter corrido pior. O copo de vidro que Fábio Costa tinha no bolso dos calções, sem se saber ainda bem porquê, partiu e os estilhaços atingiram a artéria aorta, a mais importante do corpo humano.
Fábio perdeu muito sangue e foi operado já por duas vezes.
O jogador encontra-se clinicamente estável, mas pode não voltar a jogar futebol , segundo indicam os médicos que o acompanham.
«Quando passar a fase de maior risco vamos avaliá-lo novamente. Mas posso adiantar que ele pode não voltar a jogar», explicou Fernando Barros, responsável clínico do CRB."

Um Completo Exagero ou a Satisfação de Muitos Empresários

Profissionais nos quadros do Benfica:

Plantel do Benfica (27 jogadores): Moreira, Quim, Júlio César; Maxi Pereira, Luís Filipe, Luisão, Roderick, David Luiz, Sidnei, Miguel Vítor, Shaffer e César Peixoto; Ruben Amorim, Javi Garcia, Ramires, Urreta, Fábio Coentrão, Di María, Aimar, Carlos Martins e Felipe Menezes; Cardozo, Mantorras, Keirrison, Weldon, Nuno Gomes e Saviola;

Reforços de Janeiro (3 jogadores): Airton (ex-Flamengo), Alan Kardec (ex-Vasco da Gama) e Éder Luís (ex-At. Mineiro);

Profissionais não integrados no plantel (5 jogadores): Sepsi, Jorge Ribeiro, Fellipe Bastos, Balboa e Freddy Adu;

Profissionais cedidos em Portugal (17 jogadores): Halliche (Nacional), José Alves «Coelho» (P. Ferreira), Leandro Silva (V. Guimarães), Marc Zoro e Rúben Lima (V. Setúbal); Romeu Ribeiro (Trofense), Yartey e Leandro Pimenta (Beira Mar), Ivan Santos, Miguel Rosa, André Soares e Adriano Silva (Carregado), João Pereira, André Carvalhas e David Simão (Fátima); Abel Pereira e Ivanir Rodrigues (Mafra)

Profissionais cedidos no estrangeiro (8 jogadores): Walter Moraes (12 Octubre, Paraguai), Edcarlos (Cruz Azul, México), Andrés Diaz (Barcelona, Equador), Marcel (Santos, Brasil), Binya (Neuchatel Xamax, Suiça), Patric (Avaí, Brasil), Yebda (Portsmouth, Inglaterra) e Makukula (Kayserispor, Turquia).

Os 3 Clones

O jogo-treino com o Fátima permitiu perceber que Airton, Éder Luís e Alan Kardec são clones de Javi Garcia, Saviola e Cardozo.
Airton e Éder Luís são os que apresentam maior maturidade futebolística para constituírem opção imediata.
Alan Kardec necessitará de um período suplementar de adaptação e de crescimento, designadamente posicional e ao nível do ritmo de jogo.
Assim se confirmem as promessas hoje reveladas e, estou certo, que se assumirão como alternativas de qualidade.

sábado, janeiro 02, 2010

Artigo de Opinião de Ricardo Araujo Pereira

NA véspera do Benfica-Porto, Ricardo Costa, antigo defesa do Porto, deu uma interessante entrevista ao Correio da Manhã.
Serei talvez suspeito, porque me divirto sempre que as conversas de alguém ligado ao Porto são relatadas pelo Correio da Manhã, mas a entrevista era, de facto, curiosa. Entre outras revelações, o actual jogador do Wolfsburgo afirmou que, para o Porto, o clássico da Luz é mais do que um jogo de futebol.
É uma luta do Norte contra o Sul, luta essa que o Porto quer ganhar porque — e cito Ricardo Costa — o Porto detesta o Benfica.
Ricardo Costa passou sete anos no Porto, e portanto deve saber do que fala. Foi tendo tudo isto em consideração que me pus a pensar nos incidentes do túnel da Luz, no fim do clássico de 20 de Dezembro.
A equipa do Porto tinha sido derrotada por uma equipa que detesta. Tinha perdido três pontos contra um adversário muito desfalcado. E, além disso, tinha perdido mais do que um jogo.
Tinha acabado de perder uma guerra entre o Norte e o Sul. É uma guerra que só eles sabem que existe, mas ainda assim é uma guerra.
Deve ser desagradável perder guerras, mesmo que sejam imaginárias. Seria possível, por isso, que os jogadores portistas tivessem saído do campo irritados e, perto do balneário, agredissem alguém?
A resposta é: obviamente, não.
Os jogadores portistas, não sendo santos, estão muito perto da santidade.
Não passa pela cabeça de ninguém que, mesmo num momento daqueles, possam ser capazes de uma agressão. A não ser, claro, que tenham sido infamemente provocados.
Esta é, curiosamente, a única certeza que temos sobre o que se passou no túnel. As imagens ainda não são conhecidas, os testemunhos são escassos, mas uma coisa é certa: os portistas foram provocados.
E as provocações terão começado, aliás, antes do jogo: o balneário do Porto não tresandava a enxofre, o que fez com que os visitantes não tivessem de se equipar no acesso ao relvado.
Foi, talvez, a primeira provocação. Os portistas sabem que isto não é maneira de receber adversários. A segunda provocação foi o facto de o Benfica não ter dado hipóteses ao tetra-campeão, mesmo fazendo alinhar elementos que ainda não tinham jogado um minuto neste campeonato.
Não admira que os jogadores portistas tenham, ao que parece, respondido a estas ignóbeis provocações espancando um ou dois seguranças.
Ninguém é de ferro, que diabo.
Quando os jogadores do Benfica respondem a provocações em Braga ou em Olhão, são imaturos e pouco profissionais; quando os portistas respondem a hipotéticas provocações na Luz, são gente boa que perdeu justa e humanamente a cabeça.
Em Braga, não sei se o leitor está recordado, também houve problemas no túnel.
A comissão disciplinar da Liga analisou o vídeo e, tendo as imagens demonstrado que Cardozo não fez rigorosamente nada, aplicou ao melhor marcador do campeonato a correspondente suspensão de dois jogos.
Desta vez, não havia um único jogador, técnico ou dirigente do Benfica no túnel (facto que, inevitavelmente, terá de ser contabilizado como mais uma provocação). Temo, portanto, que toda a equipa do Benfica seja suspensa por dois jogos.
Quanto ao Porto, segundo consta, as imagens mostram que jogadores como um Sapunaru ou um Givanildo agrediram um segurança.
Ambos estão, aliás, preventivamente suspensos, para obedecer a uma nova lei proposta pelo próprio Porto, que foi aprovada sem o voto favorável do Benfica.
Os juristas da Liga, já se sabe, aprovam legislação proposta pelo Porto com a intenção clara de prejudicar o Porto. Bandidos.
Mas o que sucederá, então, se se confirmar a existência de imagens em que jogadores do Porto agridem uma ou mais pessoas? Em princípio, nada.
É importante não esquecer que estamos a falar do futebol português.
O arquivo que contém as escutas dos rebuçadinhos, da fruta, dos quinhentinhos e a factura da viagem de Calheiros ao Brasil terá de arranjar espaço para mais uma cassete.
Para a história ficará apenas o balanço do ano desportivo do Porto, em 2009: um fotógrafo atropelado, um futebolista agredido e um segurança espancado. Que orgulho.

terça-feira, dezembro 22, 2009

Ser Benfiquista, no ESPN Classic



Feliz Natal e Próspero Ano Novo!

Regresso a 3 de Janeiro.

Espaço Prof. Karamba - Classificação Geral

1º Lugar: Jimmy Jump - 345 pontos

2º Lugar: Vermelho Sempre - 325 pontos

3º Lugar: J. Lobo - 285 pontos

4º Lugar: Vermelho e Kaiserlicheagle - 280 pontos

5º Lugar: Gui - 265 pontos

6º Lugar: JC - 260 pontos

7º Lugar: Samsalameh - 255 pontos

8º Lugar: Chico - 245 pontos

9º Lugar: Sócio e Fura-Redes - 225 pontos

10º Lugar: Vermelho Nunca - 190 pontos

11º Lugar: Cuto - 145 pontos

12º Lugar: Agarredinhos e Filipe - 70 pontos

13º Lugar: Lion Heart - 50 pontos

14º Lugar: Pachulico - 35 pontos

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Artigos de Opinião de José Manuel Delgado e Santos Neves

Os 'mind games' do 'clássico'

Por josé manuel delgado


NUMA época em que o Benfica tem vivido praticamente em regime de euforia generalizada — boas exibições e goleadas suplantaram os percalços e nunca retiraram ânimo à afición — quis o destino que o clássico de ontem apanhasse os encarnados fragilizados por uma má prestação em Olhão e ainda por castigos e lesões, circunstâncias que levaram a uma radical inversão do ónus do favoritismo. Quando, se a normalidade reinasse (triunfo no Algarve, disponibilidade durante a semana de Ramires e David Luiz e possibilidade de utilização de Aimar, Di María e Fábio Coentrão), o factor casa catapultaria a equipa de Jorge Jesus para uma vantagem teórica prévia, acabou por verificar-se que a exigência passou a estar focada no labor dos portistas, que nos últimos dois meses mostraram um constante crescendo de forma. Foi esta situação que o Benfica manejou, ao longo da semana, melhor do que o FC Porto, passando para o exterior a ideia de que só através de muita abnegação podia chegar a um resultado positivo, frente a um opositor na plenitude dos recursos.
A apenas um ponto dos encarnados, foi curioso verificar como uma equipa com o traquejo do FC Porto acusou a responsabilidade de ser favorita, entrando de pernas pesadas e até algum conformismo, sendo este sentido especialmente na recta final quando os pupilos de Jorge Jesus jogaram com o relógio, impondo um ritmo tão lento quanto possível e os tetracampeões nacionais não tiveram, então, alma até Almeida.
Ao longo da semana Jesus disse que não contava com Ramires e Aimar; do Dragão vieram respostas sintomaticamente curiosas, que aludiam a um bluff . Afinal, Ramires jogou preso por arames (que rebentaram) e Aimar nem isso. Noutras épocas, nunca o FC Porto se mostraria preocupado com quem jogava ou deixava de jogar pelo adversário. E foi aí que o Benfica começou a ganhar o jogo.

Benfica passou o maior teste

Por santos neves


NA raça! E não só... Desta vez, o Benfica passou o teste. Depois das derrotas em Atenas e Braga, e do empate consentido ao Olhanense, último classificado – mais o KO na Taça de Portugal sofrido na Luz –, o Benfica, numa hora H, passou, convincentemente, teste de superior grau de dificuldade. Aliás, o máximo grau neste momento. Porque perante o FC Porto tetracampeão. Mas também, muitíssimo!, por o Benfica se apresentar fragilizado: à global quebra de rendimento desde o início de Novembro somava as ausências de Di María e Pablo Aimar, de Fábio Coentrão e de Ruben Amorim, mais as dúvidas sobre o estado de Ramires só uma semana após aparatosa lesão. Quiçá acima de tudo – e em condições assim bem adversas –, foi grande teste ao que muito tem falhado no Benfica desde há largos anos e vinha dando sinais de ressurgir: então a capacidade mental, o carácter competitivo nos momentos M? Exactamente aí onde o FC Porto nos habituou a ser... fortíssimo (não ontem). O Benfica teve raça e... qualidade, sendo a melhor equipa em toda a 1.ª parte – e soube manter coesa concentração na meia hora em que o FC Porto quis reagir a sério. Ah!, Jesus apostou, enfim!, no menino Urreta...

SLBenfica - Porto 1-0 Talento e Suor!



A serenidade de Quim, a raça de Maxi, a liderança de Luisão, a classe de David Luiz (deu uma enorme bofetada de luva branca em todos os seus detractores quando sob a pressão de um amarelo absurdo resolveu sem recurso à falta todos os problemas que se lhe depararam), o rigor do "patinho feio" Peixoto, a pendularidade de Javi Garcia, a alma, o querer e a ominipresença de Ramires, a centelha de Martins, a "vontade" e a velocidade de Urreta, a classe e a codícia de Saviola, a generosidade de Cardozo e a facilidade de integração de Luís Filipe, Felipe Menezes e Weldon conjugaram-se para uma exibição brilhante na primeira parte e de controlo na segunda.
Um triunfo de indiscutível equidade!

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Artigo de Opinião de Nuno Madureira

Em condições normais, o Benfica-AEK seria daqueles jogos destinados a cair rapidamente no esquecimento. Pelo que (não) estava em causa, pelo ritmo logicamente pausado que as equipas assumiram, e pela indisfarçável expectativa em relação ao clássico de domingo, este seria um bom argumento para quem defende que a fórmula da Liga Europa está muito longe de resolver os problemas herdados daquela aberração em que estava transformada a extinta Taça UEFA.

Só que tudo isso passa para segundo plano com o golo de Di María. Não foi muito importante para a história da temporada? Claro que não. Não foi conseguido diante de uma equipa de topo? Também não. Mas pela audácia, pelo inesperado e pelo instante de criação que documenta, o remate de letra do argentino é um óptimo exemplo do que é suposto levar-nos aos estádios. Quem, por paixão clubista ou embirração pessoal, não é capaz de apreciar um golo daqueles pelo puro prazer do gesto, simplesmente não gosta de futebol.

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Equipas apuradas para os 16 avos-de-final da Liga Europa

Vencedores do grupo: Anderlecht (Bélgica), Valencia (Espanha), Hapoel Telavive (Israel), SPORTING (PORTUGAL), AS Roma (Itália), Galatasaray (Turquia), Red Bull Salzburgo (Áustria), Fenerbahçe (Turquia), BENFICA (PORTUGAL), Shakhtar Donetsk (Ucrânia), PSV Eindhoven (Holanda) e Werder Bremen (Alemanha).

Segundos classificados: Ajax (Holanda), Lille (França), Hamburgo (Alemanha), Hertha Berlim (Alemanha), Fulham (Inglaterra), Panathinaikos (Grécia), Villarreal (Espanha), Twente Enschede (Holanda), Everton (Inglaterra), FC Brugge (Bélgica), FC Copenhaga (Dinamarca) e Athletic Bilbao (Espanha).

Despromovidos da Liga dos Campeões (3.º lugar): Juventus (Itália), Unirea Urziceni (Roménia), Wolfsburgo (Alemanha), Marselha (França), Liverpool (Inglaterra), Atlético de Madrid (Espanha), Rubin Kazan (Rússia) e Standard Liège (Bélgica).

Composição dos Potes para o Sorteio:

Pote 1 - Anderlecht (Bélgica), Valencia (Espanha), Hapoel Telavive (Israel), SPORTING (PORTUGAL), AS Roma (Itália), Galatasaray (Turquia), Red Bull Salzburgo (Áustria), Fenerbahçe (Turquia), BENFICA (PORTUGAL), Shakhtar Donetsk (Ucrânia), PSV Eindhoven (Holanda), Werder Bremen (Alemanha), Juventus (Itália), Unirea Urziceni (Roménia), Wolfsburgo (Alemanha) e Marselha (França).

Pote 2 - Ajax (Holanda), Lille (França), Hamburgo (Alemanha), Hertha Berlim (Alemanha), Fulham (Inglaterra), Panathinaikos (Grécia), Villarreal (Espanha), Twente Enschede (Holanda), Everton (Inglaterra), FC Brugge (Bélgica), FC Copenhaga (Dinamarca), Athletic Bilbao (Espanha), Liverpool (Inglaterra), Atlético de Madrid (Espanha), Rubin Kazan (Rússia) e Standard Liège (Bélgica).

SLBenfica - AEK 2-1 Missão Cumprida, com momentos de inegável brilhantismo de Di Maria, mas também de evidente desconcentração!

Memorial Zandinga - Classificação Geral

1º Lugar: Vermelho - 380 pontos

2º Lugar: Fura-Redes, JC - 375 pontos

3º Lugar: Samsalameh e Vermelho Sempre - 365 pontos

4º Lugar: Jimmy Jump - 355 pontos

5º Lugar: J. Lobo - 350 pontos

6º Lugar: Sócio - 340 pontos

7º Lugar: Gui - 325 pontos

8º Lugar: Kaiserlicheagle - 315 pontos

9º Lugar: Vermelho Nunca - 295 pontos

10º Lugar: Chico - 250 pontos

11º Lugar: Cuto - 155 pontos

12º Lugar: Lion Heart - 145 pontos

13º Lugar: Pachulico - 70 pontos

A propósito de Lucílio Baptista...

A 23 de Março de 2009, escrevi:

"3 - Compreendo e acompanho a indignação leonina pelo penalty assinalado por Lucílio Baptista.
Apenas, a vejo como tardia e lacunosa.
A minha repulsa estende-se a toda a carreira de Lucílio!

4 - Lucílio equívocou-se ao assinalar o penalty.
Antes, havia errado ao validar o golo do Sporting e ao perdoar a expulsão a Pedro Silva e a Polga.
Demasiada incompetência!

5 - Os sportinguistas exigem, agora, e a propósito de uma grande penalidade indevidamente assinalada, que Lucílio Baptista não apite mais.
Reclamo-o há muito tempo e por razões bem mais substanciais!
Desde logo, porque em todas as outras situações em que Lucílio lesou o Benfica não dispusemos da possibilidade de remição que assistiu ao Sporting no Sábado passado!
O penalty não acabou com a partida.
A decisão aconteceu no desempate por grandes penalidades e aí não consegui vislumbrar de que forma Lucílio inspirou Quim e determinou Rochemback, Polga e Derlei a falharem!

6 - Quando supra aludo a razões substanciais para a imediata, ainda que tardia, "irradiação" de Lucílio penso, sobretudo, no infindável rol de enganos que o elegem como o maior serventuário do sistema das duas últimas décadas!

7 - E, neste particular, o vociferar leonino perde força e sentido.
Em nome da santa aliança, primaram pelo silêncio e pela omissão quando se revelaram práticas corruptivas da verdade desportiva, da transparência e da lealdade da competição a propósito dos denominados "Apito Dourado" e "Apito Final"."

10 - Mas, parece que resulta!
Lucílio confirmou no "Perdoa-me" que não mencionou no relatório de jogo o gesto de Paulo Bento, nem a peitada de Pedro Silva.
Impõem-se uma conclusão: Lucílio sofre de uma estranha doença ocular que lhe entorpece a visão ao ponto de ver coisas que não aconteceram e cegar perante a realidade.

11 - Palavras para quê?
É um artista português!

12 - Hermínio e Pereira sujeitaram Lucílio a um exercício de humilhação pública ao ordenarem-lhe que se sujeitasse ao "Perdoa-me".
Lucílio é incompetente a apitar, mas talvez ainda o seja mais a falar.
Numa breve entrevista conseguiu acumular tantas ou mais incongruências do que erros a apitar um jogo de futebol.
De todas, destaco a afirmação da certeza, o surgimento da dúvida e o regresso da certeza!

13 - Pior que o equívoco é a falsificação!
Lucílio reconheceu uma e outra no "Perdoa-me"!
Admitiu que ajuízou incorrectamente o lance do penalty, mas também que não mencionou no relatório a agressividade de Pedro Silva por não se ter apercebido da sua gravidade e o gesto de Paulo Bento por não o ter visto."

A 26 de Fevereiro de 2009:

"Coincidência ou talvez não, o Benfica não ganhou nenhum dos últimos 7 jogos arbitrados por Lucílio Baptista:
06/04/2008 Boavista 0-0 Benfica bwin LIGA 07/08
25/08/2007 Benfica 0-0 V. Guimarães bwin LIGA 07/08
09/04/2007 Beira-Mar 2-2 Benfica bwin LIGA 06/07
28/10/2006 FC Porto 3-2 Benfica bwin LIGA 06/07
22/09/2006 P. Ferreira 1-1 Benfica bwin LIGA 06/07
07/05/2006 P. Ferreira 3-1 Benfica Liga betandwin.com 05/06
18/02/2006 Guimarães 2-0 Benfica Liga betandwin.com 05/06.
Mas, mais: nos 37 jogos do Benfica arbitrados por Lucílio, os encarnados somaram 16 vitórias, 10 empates e 11 derrotas. Um registo negativo deveras singular!
Adjuve-se que Lucílio ostenta o record de árbitro que mais penaltys contra o Benfica assinalou - 6 - e a última vitória encarnada em partidas por si dirigidas aconteceu em Dezembro de 2005, num Benfica-Boavista."

Parece que o árbitro de Domingo é este artista...

Espaço Prof. Karamba

Benfica - FC Porto
Nacional - Académica
Leixões - Olhanense
V. Guimarães - Rio Ave
P. Ferreira - Sp. Braga
Naval - Sporting
V. Setúbal - Marítimo
U. Leiria - Belenenses

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Video de Opinião de Pedro Ribeiro

Artigo de Opinião de Luís Avelãs

A inacreditável expulsão de Di María em Olhão, deixando-o automaticamente de fora do próximo duelo com o FC Porto e retirando ao Benfica uma superioridade numérica que podia e devia ter sido decisiva para a conquista de 3 importantes pontos, fez com que, mais uma vez, reforçasse a ideia de que, no futebol ou outra modalidade qualquer, o talento, por si só, não chega para transformar ninguém em estrela.

Nunca duvidei da qualidade futebolística do argentino. E sempre tive em conta que, tratando-se de um jovem, exitem etapas que precisam ser percorridas com tranquilidade, algo que, acrescente-se, não abunda na Luz, onde dirigentes e adeptos - face à escassez de títulos nos últimos anos - exigem resultados ontem e não amanhã. Mas, se em relação a questões técnicas não há nada a dizer, assumo que nunca "vi" Di María como uma potencial figura de proa do futebol mundial.

Por desconfiar imenso da forma individualista, imatura e - em determinadas situações - pouco inteligente como o extremo encarnado actua, assumi aqui, no arranque da temporada, a admiração por ver um Di María diferente. Mais participativo, dinâmico e eficiente, o argentino foi uma das pedras essencais para as várias boas exibições que a equipa protagonizou. De tal forma que, nessa altura, dei comigo a pensar que, de facto, o rapaz tinha condições para subir "explodir". Não sei se valia 20, 30 ou 40 milhões de euros, mas era óbvio que aquele Di María só podia interessar a vários emblemas de nomedada no futebol europeu e à selecção argentina.

Mas, com a mesma velocidade com que ameaçou tornar-se um caso sério esta época, o argentino voltou ao registo anterior, aquele em que, na maioria das vezes, parece perdido, sem saber o que fazer em campo e, pior que isso, sem revelar capacidade para ajudar a equipa. A quebra foi notória. Tão óbvia que, dificilmente, terá escapado ao entendimento do próprio. Aliás, só por manifesta perturbação emocional é que se pode entender a expulsão de sábado. Não vi o adversário ter qualquer intervenção que pudesse desestabilizar o benfiquista. E mesmo que isso tivesse acontecido, o sul-americano só tinha de manter o sangue frio e pensar no essencial: o jogo desse momento e o seguinte.

Não sei se foram as constantes notícias do interesse de inúmeras equipas que provocaram este último ofuscamento de Di María ou se o problema foram os elogios que choveram de todos os lados. Sei é que um jogador assim será sempre apenas um bom futebolista e nunca uma estrela. E sei também que, perante estes constantes altos e baixos, o Benfica devia pensar seriamente em negociar o seu passe. É que se existe risco de o ver valorizar de um dia para o outro, o contrário também é verdade. A semana passada, seguramente, valia mais dinheiro!

PS - Jorge Jesus voltou a não estar bem a gerir o plantel à sua disposição. Optar por Di María (em vez de Felipe Menezes) como substituto de Aimar raramente será uma boa opção. E continuar a relegar Nuno Gomes para um papel terciário é bastante discutível. Bom, pelo menos já parece ter ganho espaço em relação a Keirisson...

PS 1 - O FC Porto continua a sua nítida subida de forma. Vai chegar à Luz no melhor momento da temporada e, em caso de vitória, embora ainda com uma volta de Liga para realizar, terá tudo para "embalar".

PS 2 - Pouco há a dizer sobre o Sporting. Independentemente do nome dos treinadores ou do modelo de jogo, é cada vez mais óbvio que falta é qualidade e profundidade ao plantel. Não entendo é como os responsáveis demoraram tanto tempo a perceber isso...

PS 3 - A lesão de Pepe é uma péssima notícia para a Selecção. Portugal corre sérios de não ter um elemento fulcral no Mundial da África do Sul.

A Propósito do SLBenfica-Porto - Duelos do Passado - Óscar Cardozo vrs. Bellushi

terça-feira, dezembro 15, 2009

A propósito do SLBenfica-Porto - Um Retrato muito curioso de José Veiga por Carlos Severino

Vem aí mais um Benfica-Porto, numa época em que os encarnados sonham com o título que lhes foge desde 2005. Há 4 épocas que é o Dragão a dominar. A última conquista do Benfica foi no ano em que José Veiga era o director para o futebol. A sua influência foi decisiva para o êxito benfiquista. De resto, como foi nas conquistas dos campeonatos ganhos pelo Sporting (2) e pelo Boavista.

Curiosamente, no jogo da época 2004/05 o Benfica até perdeu por 1-0, com Benny Mcharty a gelar a Luz.Veiga, nessa época, só não conseguiu trocar as voltas a Pinto da Costa naquele jogo.

Conheci José Veiga quando em 1995 andava ele por Alvalade a tentar "desviar" Figo dos Leões, num tempo em que o Sporting ameaçava o Porto na liderança do campeonato, muito por influência do antigo nº 7 leonino. Sousa Cintra, então Presidente, nem queria ouvir falar "nesse Vêga"! O caso tornou-se de tal maneira intrincado, que os adeptos leoninos chegaram a querer bater em Figo. Eu fui um dos que se colocou à frente para evitar o pior, conforme retrata a foto de 1ª página da edição de Record daquele tempo. Figo assinou contrato com Inter e Parma, mas acabou por ir parar ao Barcelona, depois de uma "caldeirada" que meteu a UEFA pelo meio. O Sporting não só perdeu o campeonato para o Porto, como recebeu uma quantia ridícula pela transferência de Figo.

Em 99/2000, a trabalhar em pleno com o Sporting, José Veiga trouxe uma série de jogadores como Shemaichel, uns quantos sul-americanos e, também, o italiano Matterazi para treinar a equipa. O investimento foi grande mas os resultados não eram nada satisfatórios. O Presidente José Roquete fez então uma revolução. Despediu o treinador, mudou SAD onde estavam Paulo Abreu e Dias Ferreira, e chamou Luís Duque. Por via de tudo o que aconteceu, Veiga era "persona non grata" em Alvalade.

Após muitas insistências, Veiga conseguiu chegar à fala com Duque. E foi tão convincente com as propostas que fez, não para trazer jogadores mas para "ajudar" na tão almejada conquista do título, que o então Presidente da SAD leonina lhe abriu a porta.

Pelos resultados, a estratégia, toda aplicada na sombra, resultou em cheio. Veiga, qual bom aluno, usou as mesmas armas para combater o seu "professor", que quando deu por ela já era tarde demais. Foi até ao fim para não correr riscos e nem faltou um "incentivo" ao Gil-Vicente para vencer o FC Porto na última jornada, que foi cumprido parcialmente.

O "receptor da mensagem" acabou por satisfazer a pretensão, mas nem foi preciso porque o Sporting ganhou ao Salgueiros. Talvez por isso acabou por ser o único dos Gilistas, que só tiveram o seu "prémio" no ano seguinte após terem recebido e perdido com o Sporting por 2-0, a não ver rigorosamente nada, apesar de ter a fama de até ter bisado no recebimento da compensação. Mas essa é uma "estória" para contar noutra altura com o nome da personagem.

Na época seguinte José Veiga negociou uma "camioneta" de jogadores para o Sporting como J. Pinto; Paulo Bento; Dimas; Bruno Caires entre muitos outros, e depois, por causa dos resultados menos bons dos Leões, virou-se para o Boavista "ajudando", sempre nos bastidores, o Major e seu filho na conquista histórica do campeonato.

No ano seguinte voltou a sua colaboração, de novo, para o Sporting estando na transferência de Jardel para Alvalade e ajudando, de novo na sombra, na conquista de mais um título nacional.

Na temporada de 2002/03 José Veiga vira-se para o Benfica. Começa por retirar força ao Sporting acenando a Jardel com expectativas de uma mudança que deu no que deu. Continuou a trabalhar na Luz e já na época 2004/2005, como Director do Futebol encarnado, consegue levar o Benfica à conquista do título que já lhe fugia há 11 anos, jogando tudo por tudo com os diversos agentes para conseguir o desiderato.

As "estórias" que se contam podem ser realidade ou ficção, mas José Veiga tem o mérito de ter conseguido ser o verdadeiro e único adversário à altura de Pinto da Costa, após ter aprendido como se faz com o Presidente dos Dragões.

Veiga "roubou" 4 títulos ao Porto com 3 clubes diferentes! Mas por onde anda agora? No entanto quem continua na mó de cima, mesmo contra ventos e marés, é Pinto da Costa e, como quase sempre, sem adversário o que acentua, ainda mais, o mérito que tem nos êxitos do FCP.

O Benfica-Porto do próximo domingo vai definir muito do futuro do campeonato.

Se o Benfica pode viver sem Veiga, pode. Mas não é a mesma coisa.

Memorial Zandinga

Herta Berlin vrs. Sporting

Nacional vrs. Austria Viena

SLBenfica vrs. AEK

Perante as Adversidades há que reagir como um grande e não chorar como um pequeno!

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Onzes para AEK e Porto

SLBenfica vrs. AEK

Júlio César

L.Filipe M.Vítor Sidnei Shaffer

F.Coentrão C.Martins F.Menezes Di Maria

Weldon Nuno Gomes

SLBenfica vrs. Porto

Quim

Maxi Luisão Sidnei David Luiz

Javi Garcia

F.Menezes Aimar César Peixoto

Saviola Cardozo

Estórias de um Talento e de um Mau Profissional...

Finalmente o Paços de Ferreira livrou-se do irascível Cristiano, que conseguiu enganar Fernando Santos e assinou pelo PAOK de Salónica. O brasileiro vai ganhar uma pipa de massa, como tanto desejava, mas não é só no clube que o esquerdino não deixa saudades.
O jogador, que esteve na iminência de ser agredido por adeptos pacenses, teve o desplante de meter gasolina numa bomba da Capital do Móvel e arrancar sem pagar. Mais: comprou um carro a prestações e pagou as primeiras... Resultado: anda meio mundo na Capital do Móvel atrás do brasileiro para saldar dívidas.
O jogador, nada preocupado, procura passar a imagem de um homem rico, com mulheres vistosas, algumas delas já ligadas a casas de alterne.
Feliz da vida deve estar a Direcção do Paços de Ferreira por se livrar de um mau profissional, que um dia foi descoberto num longínquo relvado de Manaus.
Na Grécia, meu caro Cristiano, os adeptos não são tão benevolentes.
Fica o aviso.

In Forcanascanetas.blogspot.com

Golos e Mais Golos - Os melhores da 2ª Semana de Dezembro

Espaço Prof. Karamba - Classificação Geral

1º Lugar: Jimmy Jump - 295 pontos

2º Lugar: Vermelho Sempre - 280 pontos

3º Lugar: J. Lobo - 270 pontos

4º Lugar: Vermelho - 255 pontos

5º Lugar: Kaiserlicheagle - 250 pontos

6º Lugar: Chico - 245 pontos

7º Lugar: JC e Gui - 235 pontos

8º Lugar: Samsalameh - 220 pontos

9º Lugar: Sócio - 200 pontos

10º Lugar: Fura-Redes - 195 pontos

11º Lugar: Vermelho Nunca - 160 pontos

12º Lugar: Cuto - 145 pontos

13º Lugar: Agarredinhos e Filipe - 70 pontos

14º Lugar: Lion Heart - 50 pontos

15º Lugar: Pachulico - 35 pontos

sábado, dezembro 12, 2009

Artigo de Opinião de Ricardo Araújo Pereira

Da precariedade de um 4-0

AS goleadas são como o Natal: goleada também é quando um homem quiser. O futebol acaba de ganhar um novo interesse.
Já podíamos discutir se certo jogador era melhor do que outro, ou se determinada equipa jogava um futebol mais bonito que as demais. Mas, quanto aos números, não costumava haver dúvidas.
Aquele aborrecimento de serem exactos prejudicava uma boa conversa. Quatro golos, não sei se se lembram, eram quatro golos. E um 4-0, antigamente, era uma goleada. Mas agora, se o treinador da Académica não quiser, não é. Esta é, creio, a grande diferença entre Mourinho e este novo Mourinho (se não me falham as contas, Vilas-Boas é o 17º novo Mourinho): Mourinho dificilmente leva goleadas; o novo Mourinho leva, mas não admite que foi goleado. É quase igual.
Na verdade, era previsível.
Quando o Benfica goleava, era evidente que não continuaria a golear.
Como continuou a golear, as goleadas deixaram de ser goleadas. O que interessa acima de tudo é que o Benfica não goleie, mesmo quando goleia. Com este resultado escasso, o Benfica acabou por ganhar por um tangencial 4-0.
Se o Cardozo não tivesse marcado o último golo, suponho que teríamos empatado por 3-0. Ainda tivemos sorte.
Foi pena, porque estava tudo a compor-se. Houve um ou dois jogos em que o Benfica não esmagou.
Era o momento pelo qual há tanto se esperava. A máquina de golos tinha emperrado. O ataque demolidor já não demolia. O rolo compressor estava avariado. E os benfiquistas tinham falado antes do tempo. Eu, confesso, fui um deles.
Disse: o Benfica dá muitas goleadas. E porquê? Só porque o Benfica dava muitas goleadas. Fanatismos, já se sabe. Quando um benfiquista constata que o Benfica goleia, fala antes do tempo. Quando os outros prevêem o fim das goleadas e elas continuam a ocorrer, são gente sensata. Aproveito esta oportunidade para admitir que falei antes do tempo. Antes do tempo em que os 4-0 deixaram de ser goleadas, claro.
NA semana em que o antigo treinador do Sporting foi castigado por críticas à arbitragem, o actual treinador do Sporting só teve motivos para a elogiar. A Liga sabe fazer pedagogia. Há mais irregularidades naquele segundo golo marcado ao Setúbal do que no resto da jornada toda. Por outro lado, se é verdade que a bola esteve fora do terreno, convém não esquecer o tipo de relvado em que os jogadores do Sporting estão acostumados a jogar. Temos de compreender que, para eles, jogar fora do campo seja mais atraente.
Não é batota, são saudades da relva.

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Que vos sirva de Inspiração

Golos e Mais Golos - Os melhores da 1ª Semana de Dezembro

Artigo de Opinião de André Viana

A 13.ª jornada ainda nem começou e o clássico da ronda seguinte já domina todas as conversas. Por mais que treinadores e jogadores tentem chamar os adeptos à terra, é impossível contornar o assunto. Mérito de Benfica e FC Porto, que têm alimentado a perspetiva do duelo com mais qualidade dos últimos anos. É claro que Hermínio Loureiro não vai à Luz entregar a taça ao campeão no final do jogo, mas há muito que não tínhamos um confronto de forças tão potentes e que tanto têm contribuído para elevar a fasquia.

Os dragões subiram muitos pontos nas últimas semanas. Talvez lhes falte a exuberância deste Benfica, mas o equilíbrio, a experiência e a matreirice estão lá todos. É impressionante a forma como os portistas se reconstroem época após época e é precisamente esse ADN que mais ameaça uma águia pujante, mas que pede testes mais árduos para se solidificar. Para já, Jesus superou o fantasma da pré-temporada: este Benfica não é fogo de vista, mas Quique também andava pelo topo da tabela há precisamente um ano.

A diferença é que o nível subiu. E o esticão que os dragões estão a dar e o patamar que os encarnados têm conseguido manter vão acabar, creio, por asfixiar um Sp. Braga que já tem dado sinais de abrandamento. Tudo normal. O que se estranha é que o Sporting não entre nestas contas e pouco esteja a fazer para promover a colagem. O leão poupa no investimento sem retorno na saúde financeira. O leão tem um relvado do qual os próprios jogadores se queixam e adia uma decisão sobre o assunto. O leão tem de saber se quer apanhar a carruagem ou se fica para trás. À luz dos nomes que circulam, é a segunda via que prevalece. E isso é preocupante para o Sporting e para o futebol português.

Uma Enorme Surpresa, Uma Enorme Azia!

Um Enorme Golo, perdão Auto-Golo

Xixizinho para aliviar...

Espaço Prof. Karamba

FC Porto - V. Setúbal
Sporting - U. Leiria
Sp. Braga - Naval
Académica - Leixões
Marítimo - Rio Ave
P. Ferreira - Nacional
Belenenses - V. Guimarães
Olhanense - Benfica