José Mourinho dá a cara pelas rolhas portuguesas.
Popularidade de Mourinho sempre em crescendo: o treinador é hoje uma figura global.
Já todos viram, certamente, José Mourinho a promover telemóveis, equipamentos desportivos e instituições bancárias... mas poucos imaginariam o técnico português a dar a cara por rolhas de cortiça.
Mas o que é certo é que isso vai ser uma realidade, já que a Campanha Internacional da Cortiça vai arrancar no próximo mês de Março, usando a imagem do actual treinador do Chelsea.
Esta iniciativa visa promover as rolhas de cortiça, sector que Portugal domina a nível mundial, na Grã-Bretanha, Estados Unidos e Austrália e partiu da parte do Governo luso e da APCOR – Associação Portuguesa de Cortiças – que, deste modo, usam a imagem do treinador para conquistar e reforçar mercados.
quinta-feira, janeiro 12, 2006
Preso por se ter cão e por não ter ou um exemplo de jornalismo tabelóide
Criança de 6 anos arrancada ao pai
Catarina foi com a roupa que tinha no corpo: um fato de treino. Deixou todos os bonecos.
Ana Catarina, de seis anos, lançou os braços ao pescoço do pai, Serafim, e perguntou-lhe ao ouvido: “Eu volto e tu esperas por mim, não esperas?”
Os dois despediram-se anteontem na esquadra da PSP de Almada, para onde a menina foi levada, em estado de grande agitação, antes de a entregarem à mãe, cumprindo a sentença do Tribunal de Família e Menores do Seixal.
Catarina foi com a roupa que tinha no corpo: um fato de treino. Deixou todos os bonecos.
Ana Catarina, de seis anos, lançou os braços ao pescoço do pai, Serafim, e perguntou-lhe ao ouvido: “Eu volto e tu esperas por mim, não esperas?”
Os dois despediram-se anteontem na esquadra da PSP de Almada, para onde a menina foi levada, em estado de grande agitação, antes de a entregarem à mãe, cumprindo a sentença do Tribunal de Família e Menores do Seixal.
Não há como negar
Vasco Gouveia, reformado, avança outro argumento para desvalorizar as mensagens dos oudoors "Já os conhecemos a todos há muito tempo..."
Da inconstitucionalidade ao alargamento das violações do segredo de justiça
Deputados apoiam conselho de fiscalização para as escutas
A ideia foi defendida, ontem, mais fervorosamente pelo deputado do Bloco de Esquerda (BE) Fernando Rosas. Mas também os deputados Osvaldo de Castro, do PS, e Nuno Magalhães, do CDS/PP, não descartaram a hipótese de criação de um conselho de fiscalização das escutas telefónicas feitas pela Polícia Judiciária.
A ideia foi defendida, ontem, mais fervorosamente pelo deputado do Bloco de Esquerda (BE) Fernando Rosas. Mas também os deputados Osvaldo de Castro, do PS, e Nuno Magalhães, do CDS/PP, não descartaram a hipótese de criação de um conselho de fiscalização das escutas telefónicas feitas pela Polícia Judiciária.
Olhe que sim, olhe que sim ou de como PSL e PP queriam outro candidato - eles próprios
Mário Soares considerou hoje que as advertências de Pedro Santana Lopes sobre o risco de instabilidade com a eleição de Cavaco Silva são "uma prova" da falsa unanimidade da direita em torno do seu adversário.
Olhe que não, Olhe que não ou não será o PS?
Manuel Alegre acusou hoje o PSD de querer eleger Cavaco Silva Presidente da República para chegar ao Governo, mas acrescentou que isso não acontecerá porque será ele a vencer as eleições presidenciais.
A verdade da mentira
A CGTP acusou hoje os patrões das empresas portuguesas de subdeclararem os salários, desviando "milhões de euros" da Segurança Social, com "pesadas consequências" sobre o financiamento do sistema.
Em conferência de imprensa, o secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, afirmou que - comparando as remunerações declaradas pelos trabalhadores por conta de outrem com os salários de base e os ganhos - verifica-se que "há um elevado volume de subdeclaração de salários".
Sublinhando que esta situação é admitida no relatório sobre a sustentabilidade da Segurança Social (anexo ao Orçamento de Estado para 2006), o responsável da CGTP afirmou que "o valor médio dos salários de base excede em um terço a remuneração declarada e o ganho médio mensal em 50 por cento", quando a remuneração declarada "deveria estar próxima do ganho".
"As remunerações que entram na Segurança Social correspondem a 66 por cento das que deviam entrar", afirmou Carvalho da Silva - in Público.
Em conferência de imprensa, o secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, afirmou que - comparando as remunerações declaradas pelos trabalhadores por conta de outrem com os salários de base e os ganhos - verifica-se que "há um elevado volume de subdeclaração de salários".
Sublinhando que esta situação é admitida no relatório sobre a sustentabilidade da Segurança Social (anexo ao Orçamento de Estado para 2006), o responsável da CGTP afirmou que "o valor médio dos salários de base excede em um terço a remuneração declarada e o ganho médio mensal em 50 por cento", quando a remuneração declarada "deveria estar próxima do ganho".
"As remunerações que entram na Segurança Social correspondem a 66 por cento das que deviam entrar", afirmou Carvalho da Silva - in Público.
quarta-feira, janeiro 11, 2006
É outro gajo não é
Em entrevista ao Diário Econonómico, o candidato presidencial Cavaco Silva considera que «foi mau passo partidarizar as nomeações no Estado».
Depois admiram-se II ou como fazer crescer o deficit
Os quatro maiores bancos privados têm mais pensionistas do que trabalhadores no activo.
No final de 2004, Banco Comercial Português, Banco Espírito Santo, Banco Santander Totta e Banco BPI tinham quase mais quatro mil reformados e beneficiários de pensões de sobrevivência do que trabalhadores activos - in DN.
No final de 2004, Banco Comercial Português, Banco Espírito Santo, Banco Santander Totta e Banco BPI tinham quase mais quatro mil reformados e beneficiários de pensões de sobrevivência do que trabalhadores activos - in DN.
Depois admiram-se
O Metro de Lisboa, presidido por Mineiro Aires, atribuiu uma obra sem concurso público a uma empresa, a Ferconsult, que por sua vez subcontratou uma sociedade da qual foi sócio, tendo cedido a sua quota em 2000, ou seja, dois anos antes de assumir a presidência da empresa pública.
Parece-me verdade
"A imagem que Cavaco tem vindo a compor com infinitos cuidados cirúrgicos estilhaçou-se no espelho da Madeira. O primeiro vencedor das presidenciais não é nenhum dos actuais concorrentes. Chama-se Alberto João Jardim."
Vicente Jorge Silva, "Diário de Notícias", 11-01-2006
Vicente Jorge Silva, "Diário de Notícias", 11-01-2006
Vem mesmo na sequencia
O presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC), Carlos Anjos, alertou hoje que a Polícia Judiciária (PJ) corre o risco de parar em termos operacionais por falta de verbas.
"As remunerações dos funcionários da PJ estão garantidas até ao final do ano, mas as verbas para o funcionamento da instituição é que só chegam até Julho e estamos a ser muito optimistas quando falamos em Julho", disse o sindicalista.
De acordo com Carlos Anjos, são necessárias verbas "para coisas básicas como gasolina para os carros, comprar papel, pedir perícias, entre outras".
O presidente da ASFIC sublinhou ainda que, para as verbas chegarem até Julho, "não há margem para nenhum pequeno deslize ou para uma operação mais dispendiosa".
O sindicalista considera que cabe ao Governo encontrar meios para garantir o normal funcionamento da Polícia Judiciária."Se o Governo estiver interessado em que a PJ continue a funcionar, terá de encontrar uma fórmula para fazer chegar verbas à instituição", defendeu - in Público.
"As remunerações dos funcionários da PJ estão garantidas até ao final do ano, mas as verbas para o funcionamento da instituição é que só chegam até Julho e estamos a ser muito optimistas quando falamos em Julho", disse o sindicalista.
De acordo com Carlos Anjos, são necessárias verbas "para coisas básicas como gasolina para os carros, comprar papel, pedir perícias, entre outras".
O presidente da ASFIC sublinhou ainda que, para as verbas chegarem até Julho, "não há margem para nenhum pequeno deslize ou para uma operação mais dispendiosa".
O sindicalista considera que cabe ao Governo encontrar meios para garantir o normal funcionamento da Polícia Judiciária."Se o Governo estiver interessado em que a PJ continue a funcionar, terá de encontrar uma fórmula para fazer chegar verbas à instituição", defendeu - in Público.
Pudera o contrário é que seria de estranhar - II ou amor com amor se paga
O ex-líder do PSD Pedro Santana Lopes admitiu ontem à noite um cenário de instabilidade e conflito com o Governo caso Cavaco Silva seja eleito Presidente da República no dia 22 de Janeiro - in Público.
Pudera o contrário é que seria de estranhar
Mário Soares defende o aumento da idade de reforma para além dos 65 anos com o objectivo de manter o actual modelo de protecção social e apoia o esforço do Governo de convergir os regimes de apoio social - in Público.
Uma vaga ideia ou talvez nem isso
O Ministro da Justiça Alberto Costa, anunciou que irá introduzir alterações legislativas em matéria penal por forma a evitar que situações como a verificada com a bébé de Viseu não voltem a suceder.
A este propóstio disse - “Vamos dar claros poderes ao Ministério Público para desencadear a acção penal”, esclarecendo que o crime de maus tratos deixará de depender de queixa, podendo o Ministério Público exercer, mal tenha conhecimento, a acção penal. “Esse foi um problema que temos vindo a detectar como sendo um bloqueio. E que pretendemos que seja claramente ultrapassado”.
Das duas uma - Ou o Código Penal foi, entretanto, alterado e eu ando distraído ou o Sr. Ministro ignora a natureza pública do crime de maus tratos.
Aliás, o crime de maus tratos a crianças assumia já carácter público antes da alteração legislativa introduzida pela Lei n.º 7/2000 de 27-5.
Mais um tiro no pé.
Não será de exigir a quem exerce responsabilidades governativas na área da justiça que conheça as matérias sobre as quais se pronuncia. Para que servem as dezenas, para não dizer centenas, de assessores e afins que inundam os nossos Ministérios.
Isto de manifestar intenções legiferantes na ressaca de acontecimentos de forte carga emocional nunca se revelou boa opção, redundando, na mais das vezes, na adopção de soluções ou contraditórias com outras normas ou com o sistema visto na sua globalidade ou incompletas ou imperfeitas ou insuscpetíveis de concretização prática.
Dias depois, o Sr. Ministro lançou mais uma pérola - a introdução das pulseiras electrónicas no cumprimento de penas de prisão.
Justificou o Sr. Ministro a medida com critérios de racionalidade económica e ressocialização.
Mas pergunto eu - os fins das penas terão, ainda, alguma, importancia? Deve a justiça reger-se por critérios economicistas? Que vantagens ressocializadoras podem advir de manter alguém em casa? Não seria tal medida estigmatizante, por relembrar á comunidade familiar e vicinal, de forma constante, o mal que lhe foi infligido? Serão os direitos das vítimas de ignorar e sacrificar? Serão de conceder prestações sociais aos condenados, mormente o rendimento social de inserção, para que possam sobreviver (assim se contribuindo para o agravamento do deficit da segurança social)? Entenderá a comunidade com um castigo adequado e proporcional a sujeição do condenado a pulseira electrónica?
Para quando uma ideia global e reformista da nossa justiça penal, que desbloqueie, efectivamente, o sistema e lhe confira mais e melhor celeridade?
Espero e desejo que seja para breve. Mas permitam-me que duvide seriamente.
A este propóstio disse - “Vamos dar claros poderes ao Ministério Público para desencadear a acção penal”, esclarecendo que o crime de maus tratos deixará de depender de queixa, podendo o Ministério Público exercer, mal tenha conhecimento, a acção penal. “Esse foi um problema que temos vindo a detectar como sendo um bloqueio. E que pretendemos que seja claramente ultrapassado”.
Das duas uma - Ou o Código Penal foi, entretanto, alterado e eu ando distraído ou o Sr. Ministro ignora a natureza pública do crime de maus tratos.
Aliás, o crime de maus tratos a crianças assumia já carácter público antes da alteração legislativa introduzida pela Lei n.º 7/2000 de 27-5.
Mais um tiro no pé.
Não será de exigir a quem exerce responsabilidades governativas na área da justiça que conheça as matérias sobre as quais se pronuncia. Para que servem as dezenas, para não dizer centenas, de assessores e afins que inundam os nossos Ministérios.
Isto de manifestar intenções legiferantes na ressaca de acontecimentos de forte carga emocional nunca se revelou boa opção, redundando, na mais das vezes, na adopção de soluções ou contraditórias com outras normas ou com o sistema visto na sua globalidade ou incompletas ou imperfeitas ou insuscpetíveis de concretização prática.
Dias depois, o Sr. Ministro lançou mais uma pérola - a introdução das pulseiras electrónicas no cumprimento de penas de prisão.
Justificou o Sr. Ministro a medida com critérios de racionalidade económica e ressocialização.
Mas pergunto eu - os fins das penas terão, ainda, alguma, importancia? Deve a justiça reger-se por critérios economicistas? Que vantagens ressocializadoras podem advir de manter alguém em casa? Não seria tal medida estigmatizante, por relembrar á comunidade familiar e vicinal, de forma constante, o mal que lhe foi infligido? Serão os direitos das vítimas de ignorar e sacrificar? Serão de conceder prestações sociais aos condenados, mormente o rendimento social de inserção, para que possam sobreviver (assim se contribuindo para o agravamento do deficit da segurança social)? Entenderá a comunidade com um castigo adequado e proporcional a sujeição do condenado a pulseira electrónica?
Para quando uma ideia global e reformista da nossa justiça penal, que desbloqueie, efectivamente, o sistema e lhe confira mais e melhor celeridade?
Espero e desejo que seja para breve. Mas permitam-me que duvide seriamente.
terça-feira, janeiro 10, 2006
Crise Financeira do Futebol Profissional Portugues
As constantes notícias sobre salários em atraso e consequentes rescisoes dos contratos de trabalho desportivo, fizeram o País desportivo despertar para a dura realidade financeira dos clubes lusos.
Com efeito, nunca como na presente época desportiva se assistiu á denúncia de tantas situações de incumprimento contratual dos clubes portugueses - Setúbal, Maia, Marco, Estoril, entre tantos outros que permanecem na penumbra do anominato.
Este quadro se não era uma evidencia, era, pelo menos, previsível.
Quando em meados dos anos 90, uma crise semelhante se começou a desenhar, o Poder Político, através da Lei de Bases do Sistema Desportivo, institucionalizou as Sad´s por forma a propiciar aos clubes um fluxo de dinheiro capaz de os capitalizar.
As Sad´s ao "legalizarem" a entrada dos donativos camarários nos cofres dos clubes, através da participação das Camaras Municipais no capital social, permitiram que a saúde financeira dos clubes fosse mascarada, mas não constitui mais do que um paleativo.
Consumidos que foram os capitais assim entrados, regressou a crise num estado ainda mais agudo.
Aliás, muitos foram os que se entregaram nas mãos de investidores portugueses e estrangeiros, quais mecenas, e morreram - vide Farense e Académico de Viseu.
Então, as agremiações desportivas procuraram na antecipação de receitas a cura dos males financeiros de que padeciam, mormente através da alienação dos direitos televisivos.
Novo erro, pois apenas se adiou o inevitável e, concomitantemente, conferiu-se á inevitabilidade um sentido mais próximo e doloroso.
Depois, buscou-se o milagre do merchandising.
Se em Inglaterra, Itália e Espanha tal poderá constituir uma importante fonte de receita, quer pela dimensão do mercado, quer pelo nível de vida dos adeptos e simpatizantes, em Portugal, com excepção dos tres grandes, nenhum outro clube logrou obter receitas visíveis.
Com os clubes assim hipotecados, em finais de 90, a Liga alcandorou-se á condição de mecenas, realizando empréstimos aos clubes em situações mais gravosas.
A par da Liga, a Olivedesportos, vendo na depauperada situação dos clubes um maná a explorar, prosseguiu na sua política monopolista, adquirindo os direitos de transmissão televisiva das partidas a disputar em épocas vindouras a preços ridiculos.
Os clubes sufocados de dividas e sem receitas para lhes fazer face, viram-se na contingencia de antecipar a venda dos direitos televisivos e, como se não achavam em posição negocial de discutir o preço, fizeram-no por valores muito inferiores aos praticados no dealbar da década de 90.
Chegados ao inicio do século, a crise era uma realidade nua e crua, mas apenas discutida em surdina.
O advento do Euro-2004 surgiu, então, como mais uma tábua de salvação - modernizava-se o parque desportivo, garantiam-se mais e melhores condições de conforto para os espectadores, alienavam-se os terrenos nos quais se achavam edificados os antigos estádios, urbanizavam-se as parcelas remanescentes, edificavam-se superficies comerciais, criavam-se novas formas de receitas, a renumeração de sócios, os cativos, os lugares anuais, enfim, toda uma panóplia de novas formas de financiamento das tesourarias.
Todavia, ainda que tais receitas tenham sido reforços substanciais para os clubes "participantes" no Euro, certo é que todo o restante País desportivo permaneceu intocado, imóvel.
Por outro lado, continuou sem existir uma visão estratégica para o futebol portugues, que a Liga devia dinamizar.
A mediocridade dos nossos dirigentes desportivos mostra-se incapaz de pensar o futebol como negócio, conservando modelos de gestão herdados do passado, os quais redundaram na situação actual.
Veja-se o exemplo dos bilhetes - cada vez o seu preço é mais elevado e o número de vendas mais reduzido.
Não seria de pensar em campanhas promocionais que atraissem mais pessoas ao futebol, novos nichos de mercado. Por que não pensar em bilhetes família, a Pack´s de conjunto de jogos (um grande juntamente com dois ou tres pequenos). O investimento de hoje seria a rentabilidade de amanhã. Pensa-se curto e pequeno.
Aliás, esta é a imagem do empresariado portugues.
Discute-se muito o horário dos jogos como sendo, a par do preço dos bilhetes, uma das razões para a desertificação dos estádios nacionais.
Contudo, tal revela-se uma discussão estéril. Com os direitos televisivos já vendidos há muito, quem determina os horários dos jogos são os detentores de tais direitos. É virtualmente impossível impor outros horários. A ditadura das televisões condiciona os dias e horas das partidas. É a face mais mercantil do futebol.
Com as receitas dos direitos televisivos há muito utilizadas, com as receitas de bilheteira a serem cada vez mais insignificantes, com as receitas provenientes das quotizações a serem cada vez mais escassas, com a recessão económica do País, com o decrescimo das receitas dos bingos e das apostas mútuas, com os subsídios autárquicos a serem cada vez menores, o volume global dos proventos desceu consideravelmente.
Por outro lado, as despesas essas mantém-se ao nível de anos anteriores e em alguns casos situam-se mesmo num patamar superior.
Assim, tudo conflui para o agravar da crise financeira.
É urgente criar um sistema de licenciamento para participação nas Ligas profissionais, dotando-se a Liga de mecanismo rigorosos de sindicancia da verdade orçamental.
Obrigar os clubes a demonstrarem as receitas que suportam cada rubrica orçamental e exigir-lhes a prestação de uma garantia bancária no valor de 20 a 30% do orçamento, accionável em caso de incumprimento.
Quando no inicio da época se determinou o encurtamento das Ligas profissionais, que de tal só tem o nome, muitas foram as vozes que se ergueram repudiando tal medida.
Todavia, face ao panorama actual do futebol portugues o encurtamento será natural - decorrerá da extinção de um conjunto alargado de clubes. Quem demonstrar saúde financeira permanece, quem não o provar cingir-se-á ás competições não profissionais ou ás camadas jovens.
Assim será o destino Darwiniano do futebol portugues.
Com efeito, nunca como na presente época desportiva se assistiu á denúncia de tantas situações de incumprimento contratual dos clubes portugueses - Setúbal, Maia, Marco, Estoril, entre tantos outros que permanecem na penumbra do anominato.
Este quadro se não era uma evidencia, era, pelo menos, previsível.
Quando em meados dos anos 90, uma crise semelhante se começou a desenhar, o Poder Político, através da Lei de Bases do Sistema Desportivo, institucionalizou as Sad´s por forma a propiciar aos clubes um fluxo de dinheiro capaz de os capitalizar.
As Sad´s ao "legalizarem" a entrada dos donativos camarários nos cofres dos clubes, através da participação das Camaras Municipais no capital social, permitiram que a saúde financeira dos clubes fosse mascarada, mas não constitui mais do que um paleativo.
Consumidos que foram os capitais assim entrados, regressou a crise num estado ainda mais agudo.
Aliás, muitos foram os que se entregaram nas mãos de investidores portugueses e estrangeiros, quais mecenas, e morreram - vide Farense e Académico de Viseu.
Então, as agremiações desportivas procuraram na antecipação de receitas a cura dos males financeiros de que padeciam, mormente através da alienação dos direitos televisivos.
Novo erro, pois apenas se adiou o inevitável e, concomitantemente, conferiu-se á inevitabilidade um sentido mais próximo e doloroso.
Depois, buscou-se o milagre do merchandising.
Se em Inglaterra, Itália e Espanha tal poderá constituir uma importante fonte de receita, quer pela dimensão do mercado, quer pelo nível de vida dos adeptos e simpatizantes, em Portugal, com excepção dos tres grandes, nenhum outro clube logrou obter receitas visíveis.
Com os clubes assim hipotecados, em finais de 90, a Liga alcandorou-se á condição de mecenas, realizando empréstimos aos clubes em situações mais gravosas.
A par da Liga, a Olivedesportos, vendo na depauperada situação dos clubes um maná a explorar, prosseguiu na sua política monopolista, adquirindo os direitos de transmissão televisiva das partidas a disputar em épocas vindouras a preços ridiculos.
Os clubes sufocados de dividas e sem receitas para lhes fazer face, viram-se na contingencia de antecipar a venda dos direitos televisivos e, como se não achavam em posição negocial de discutir o preço, fizeram-no por valores muito inferiores aos praticados no dealbar da década de 90.
Chegados ao inicio do século, a crise era uma realidade nua e crua, mas apenas discutida em surdina.
O advento do Euro-2004 surgiu, então, como mais uma tábua de salvação - modernizava-se o parque desportivo, garantiam-se mais e melhores condições de conforto para os espectadores, alienavam-se os terrenos nos quais se achavam edificados os antigos estádios, urbanizavam-se as parcelas remanescentes, edificavam-se superficies comerciais, criavam-se novas formas de receitas, a renumeração de sócios, os cativos, os lugares anuais, enfim, toda uma panóplia de novas formas de financiamento das tesourarias.
Todavia, ainda que tais receitas tenham sido reforços substanciais para os clubes "participantes" no Euro, certo é que todo o restante País desportivo permaneceu intocado, imóvel.
Por outro lado, continuou sem existir uma visão estratégica para o futebol portugues, que a Liga devia dinamizar.
A mediocridade dos nossos dirigentes desportivos mostra-se incapaz de pensar o futebol como negócio, conservando modelos de gestão herdados do passado, os quais redundaram na situação actual.
Veja-se o exemplo dos bilhetes - cada vez o seu preço é mais elevado e o número de vendas mais reduzido.
Não seria de pensar em campanhas promocionais que atraissem mais pessoas ao futebol, novos nichos de mercado. Por que não pensar em bilhetes família, a Pack´s de conjunto de jogos (um grande juntamente com dois ou tres pequenos). O investimento de hoje seria a rentabilidade de amanhã. Pensa-se curto e pequeno.
Aliás, esta é a imagem do empresariado portugues.
Discute-se muito o horário dos jogos como sendo, a par do preço dos bilhetes, uma das razões para a desertificação dos estádios nacionais.
Contudo, tal revela-se uma discussão estéril. Com os direitos televisivos já vendidos há muito, quem determina os horários dos jogos são os detentores de tais direitos. É virtualmente impossível impor outros horários. A ditadura das televisões condiciona os dias e horas das partidas. É a face mais mercantil do futebol.
Com as receitas dos direitos televisivos há muito utilizadas, com as receitas de bilheteira a serem cada vez mais insignificantes, com as receitas provenientes das quotizações a serem cada vez mais escassas, com a recessão económica do País, com o decrescimo das receitas dos bingos e das apostas mútuas, com os subsídios autárquicos a serem cada vez menores, o volume global dos proventos desceu consideravelmente.
Por outro lado, as despesas essas mantém-se ao nível de anos anteriores e em alguns casos situam-se mesmo num patamar superior.
Assim, tudo conflui para o agravar da crise financeira.
É urgente criar um sistema de licenciamento para participação nas Ligas profissionais, dotando-se a Liga de mecanismo rigorosos de sindicancia da verdade orçamental.
Obrigar os clubes a demonstrarem as receitas que suportam cada rubrica orçamental e exigir-lhes a prestação de uma garantia bancária no valor de 20 a 30% do orçamento, accionável em caso de incumprimento.
Quando no inicio da época se determinou o encurtamento das Ligas profissionais, que de tal só tem o nome, muitas foram as vozes que se ergueram repudiando tal medida.
Todavia, face ao panorama actual do futebol portugues o encurtamento será natural - decorrerá da extinção de um conjunto alargado de clubes. Quem demonstrar saúde financeira permanece, quem não o provar cingir-se-á ás competições não profissionais ou ás camadas jovens.
Assim será o destino Darwiniano do futebol portugues.
segunda-feira, janeiro 09, 2006
Análise da Jornada
Esta jornada ficou marcada pela derrota do SCP em Braga.
Na verdade, se as restantes equipas grandes venceram, sem muita dificuldade, o SCP perdeu e parece caminhar a passos largos para um precoce adeus ao título.
Em Braga, o SCP apresentou uma equipa sem chama, abúlica e que apenas em 20/25 minutos da segunda parte se revelou capaz de vencer a partida. Claramente insuficiente para quem aspira ao título.
Na primeira parte, um vendaval de futebol ofensivo varreu, por completo, um Sporting atónito e sem capacidade de resposta (veja-se que o SCP apenas fez um remate á baliza de Paulo Santos em toda a primeira parte).
Na segunda metade, o Braga acreditou ter o jogo ganho, baixou a pressao e os indices de concentração, emergindo, então, o SCP com nova atitude em busca da vitória.
Com o golo alcançado, o SCP acreditou, o Braga tremeu e a face do jogo transfigurou-se.
Todavia, uma vez mais, o SCP não foi capaz de desferir a estocada final no seu adversário e, quando o rumo da partida indiciava a obtenção de mais um golo pelo SCP, o Braga marcou e matou o jogo.
Aqui como antes os problemas no futebol aéreo da defesa leonina foram postos a nu.
Mais do que questões de qualidade ou falta dela, parece-me que o SCP necessita, essencialmente, de uma voz de comando suficientemente forte para aglutinar a equipa em seu torno nos momentos emocionalmente mais delicados de cada jogo.
A imprescindivel mescla de juventude e experiencia que cimenta as equipas campeãs, inexiste em Alvalade.
Falta um patrão do grupo, que Sá Pinto, pelo seu temperamento irrascivel, nunca será.
Peseiro, como lhe faltavam argumentos de liderança, excluiu do plantel os elementos mais experientes e carismáticos - Barbosa, Rui Jorge e Rochemback - procurando, assim, dividir para reinar.
Contudo, desta forma tornou o grupo orfão de um líder.
Na Luz, o SLB venceu facilmente um Paços que apenas incomodou nos primeiros minutos de jogo.
Koeman apostou em Moretto, dissipando, de uma vez por todas, qualquer tabu futuro.
Esta atitude profiláctica parece-me acertada, ainda que implique o indicar da porta de saída a Quim na próxima época (com a recuperação de Moreira e face ao que se viu esta época - Quim foi sempre suplente quer de Moreira, quer de Moretto - a posição de Quim será de terceiro guarda-redes o que não se mostra compatível com o seu estatuto).
O SLB não fez um grande jogo, mas jogou o quanto baste para ganhar de forma tranquila. Foi sempre senhor do jogo e nos primeiros vinte minutos da segunda parte apresentou um futebol de bom nível.
Com a chegada dos reforços e a recuperação de Simão, o plantel do SLB apresenta soluções plúrimas de qualidade para todas as posições - quantas equipas se podem dar ao luxo de remeter ao banco de suplentes seis internacionais pelos respectivos países (Quim, internacional portugues, Leo, internacional brasileiro, Manuel Fernandes, internacional portugues, Karagounis, internacional grego e campeão europeu em título, Laurent Robert, internacional frances, e Mantorras, internacional angolano).
Aliás, as individualidades desequilibradoras são mais do que muitas o que aliado a uma defesa de excepção fazem do Benfica uma equipa de nível europeu.
Analisando os reforços, direi que Moretto pouco mais fez do que recolher dois ou tres cruzamentos, sendo certo que, nos instantes finais do jogo, efectuou defesa vistosa. Robert demonstrou não estar, ainda, minimamente, adaptado á equipa e ao futebol praticado em Portugal e, por fim, Manduca revelou pormenores de boa qualidade.
No Dragão, o FCP venceu facilmente um Boavista pouco mais do que inofensivo, não sendo por acaso que é a única equipa, juntamente com o Penafiel, que ainda não venceu fora do seu reduto qualquer jogo.
O FCP não realizou um grande jogo, especialmente na segunda parte, mas o génio do ciganito resolveu o jogo.
Só na cabeça de Scolari, Quaresma não é um indiscutível da selecção, ainda para mais avizinhando-se uma competição como o Mundial, de curta duração e de grande exposição mediática, tão ao jeito de jogadores como Quaresma.
Destaque para a minha Briosa que na Madeira arrancou um precioso empate - tão mais precioso quanto o calendário traz Benfica e Nacional como adversários seguintes.
Destaque, ainda, para o empate do Setúbal na Madeira ante o Nacional, num jogo em que, embora a qualidade do seu futebol tenha deixado claramente a desejar, dispos das melhores oportunidades de golo.
Por fim, destaque negativo para o Guimarães que tarda em assumir uma posição na tabela condizente com o valor dos seus jogadores.
Na verdade, se as restantes equipas grandes venceram, sem muita dificuldade, o SCP perdeu e parece caminhar a passos largos para um precoce adeus ao título.
Em Braga, o SCP apresentou uma equipa sem chama, abúlica e que apenas em 20/25 minutos da segunda parte se revelou capaz de vencer a partida. Claramente insuficiente para quem aspira ao título.
Na primeira parte, um vendaval de futebol ofensivo varreu, por completo, um Sporting atónito e sem capacidade de resposta (veja-se que o SCP apenas fez um remate á baliza de Paulo Santos em toda a primeira parte).
Na segunda metade, o Braga acreditou ter o jogo ganho, baixou a pressao e os indices de concentração, emergindo, então, o SCP com nova atitude em busca da vitória.
Com o golo alcançado, o SCP acreditou, o Braga tremeu e a face do jogo transfigurou-se.
Todavia, uma vez mais, o SCP não foi capaz de desferir a estocada final no seu adversário e, quando o rumo da partida indiciava a obtenção de mais um golo pelo SCP, o Braga marcou e matou o jogo.
Aqui como antes os problemas no futebol aéreo da defesa leonina foram postos a nu.
Mais do que questões de qualidade ou falta dela, parece-me que o SCP necessita, essencialmente, de uma voz de comando suficientemente forte para aglutinar a equipa em seu torno nos momentos emocionalmente mais delicados de cada jogo.
A imprescindivel mescla de juventude e experiencia que cimenta as equipas campeãs, inexiste em Alvalade.
Falta um patrão do grupo, que Sá Pinto, pelo seu temperamento irrascivel, nunca será.
Peseiro, como lhe faltavam argumentos de liderança, excluiu do plantel os elementos mais experientes e carismáticos - Barbosa, Rui Jorge e Rochemback - procurando, assim, dividir para reinar.
Contudo, desta forma tornou o grupo orfão de um líder.
Na Luz, o SLB venceu facilmente um Paços que apenas incomodou nos primeiros minutos de jogo.
Koeman apostou em Moretto, dissipando, de uma vez por todas, qualquer tabu futuro.
Esta atitude profiláctica parece-me acertada, ainda que implique o indicar da porta de saída a Quim na próxima época (com a recuperação de Moreira e face ao que se viu esta época - Quim foi sempre suplente quer de Moreira, quer de Moretto - a posição de Quim será de terceiro guarda-redes o que não se mostra compatível com o seu estatuto).
O SLB não fez um grande jogo, mas jogou o quanto baste para ganhar de forma tranquila. Foi sempre senhor do jogo e nos primeiros vinte minutos da segunda parte apresentou um futebol de bom nível.
Com a chegada dos reforços e a recuperação de Simão, o plantel do SLB apresenta soluções plúrimas de qualidade para todas as posições - quantas equipas se podem dar ao luxo de remeter ao banco de suplentes seis internacionais pelos respectivos países (Quim, internacional portugues, Leo, internacional brasileiro, Manuel Fernandes, internacional portugues, Karagounis, internacional grego e campeão europeu em título, Laurent Robert, internacional frances, e Mantorras, internacional angolano).
Aliás, as individualidades desequilibradoras são mais do que muitas o que aliado a uma defesa de excepção fazem do Benfica uma equipa de nível europeu.
Analisando os reforços, direi que Moretto pouco mais fez do que recolher dois ou tres cruzamentos, sendo certo que, nos instantes finais do jogo, efectuou defesa vistosa. Robert demonstrou não estar, ainda, minimamente, adaptado á equipa e ao futebol praticado em Portugal e, por fim, Manduca revelou pormenores de boa qualidade.
No Dragão, o FCP venceu facilmente um Boavista pouco mais do que inofensivo, não sendo por acaso que é a única equipa, juntamente com o Penafiel, que ainda não venceu fora do seu reduto qualquer jogo.
O FCP não realizou um grande jogo, especialmente na segunda parte, mas o génio do ciganito resolveu o jogo.
Só na cabeça de Scolari, Quaresma não é um indiscutível da selecção, ainda para mais avizinhando-se uma competição como o Mundial, de curta duração e de grande exposição mediática, tão ao jeito de jogadores como Quaresma.
Destaque para a minha Briosa que na Madeira arrancou um precioso empate - tão mais precioso quanto o calendário traz Benfica e Nacional como adversários seguintes.
Destaque, ainda, para o empate do Setúbal na Madeira ante o Nacional, num jogo em que, embora a qualidade do seu futebol tenha deixado claramente a desejar, dispos das melhores oportunidades de golo.
Por fim, destaque negativo para o Guimarães que tarda em assumir uma posição na tabela condizente com o valor dos seus jogadores.
quinta-feira, janeiro 05, 2006
Análise ao Mercado - SLB e SCP
Findas as férias, o regresso.
No plano futebolístico, estamos em pleno mercado.
O SLB foi o clube que, até ao momento, mais aquisições realizou.
Primeiro foi Manduca, uma aposta segura, dados os valores envolvidos e o potencial do jogador.
Um reforço para a ala esquerda que muito deficitária estava, vivendo em orfandade nas ausencias de Simão.
Depois, Fonte - uma clara oportunidade de negócio e um valor a confirmar no futuro.
De seguida, chegou Moretto.
Envolto numa novela a roçar o mexicano, para a qual não há parrocha e em que o futebol portugues dos anos 80 e 90 foi fértil.
Embora a génese da situação criada radique noutras paragens, mais a norte, certo é que as cenas de quase pugilato e insulto no aeroporto não dignificam em nada o SLB e os seus dirigentes.
O estilo Farwest empregue desgosta-me. As causas não justificam, neste caso, as consequencias.
Descer ao nível do personagem Vítor Dinis não dignifica ninguém.
Excluindo as peripécias, parece-me uma boa contratação de um guarda-redes que apresenta argumentos físicos ímpares - estatura e agilidade assinaláveis.
Penso que poderá evoluir tecnicamente, já que não tem escola.
Marco Ferreira é o espelho de uma política desportiva que pensava já, definitavamente, erradicada do SLB.
Adquirir jogadores com outras perspectivas que não exclusivamente futebolísticas não me parece a melhor via. Veja-se o exemplo do FCP que tem desbaratado rios de dinheiro em aquisições de revanche.
Por fim, para já, Laurent Robert.
Jogador dotado de um pé esquerdo fabuloso, resta por saber da sua condição física e da sua constancia de rendimento.
Neste quadro parece-me que a saída de Simao irá ocorrer no decurso do presente período de transferencias.
O SCP também interveio no mercado - adquiriu Abel, Caneira e Romagnoli.
Abel é um bom lateral direito, com pulmão para fazer o corredor, mas que, estranhamente, chega a um grande na sua pior época desportiva. Revela, também, lacunas na execução de cruzamentos.
Caneira é, sem sombra de dúvidas, um belissimo jogador.
Todavia, não pode, a meu ver, jogar no centro da defesa, pois a sua baixa estatura não o permite.
Sempre defendi que um central terá que ter, pelo menos, 1,80 - Caneira fica-se pelo 1,78.
Aliás, estou curioso para ver como se comportará a defesa leonina que alinhará em Braga. Um quarteto formado por jogadores de reduzida estatura - Miguel Garcia, Tonel, Caneira e Tello - ao qual se junta um Ricardo com claros problemas no dominio do jogo aéreo, não augura nada de bom para os sportinguistas.
Se João Tomás jogar e o Braga explorar o seu bom jogo de cabeça, as perspectivas leoninas não são animadoras.
Romagnoli é um puro 10 argentino. O futebol argentino revela uma facilidade desconcertante na produção de jogadores com caracteristicas de organizador de jogo. E todos muito similares.
Romagnoli foi uma esperança, internacional nas camadas jovens, o seu percurso antecipava um futuro risonho.
Contudo, a sua estrela tem vindo a empalidecer, sendo a sua transferencia para o futebol mexicano exemplo vivo de tal.
Condições tem, se as conseguirá demonstrar não sei.
No plano futebolístico, estamos em pleno mercado.
O SLB foi o clube que, até ao momento, mais aquisições realizou.
Primeiro foi Manduca, uma aposta segura, dados os valores envolvidos e o potencial do jogador.
Um reforço para a ala esquerda que muito deficitária estava, vivendo em orfandade nas ausencias de Simão.
Depois, Fonte - uma clara oportunidade de negócio e um valor a confirmar no futuro.
De seguida, chegou Moretto.
Envolto numa novela a roçar o mexicano, para a qual não há parrocha e em que o futebol portugues dos anos 80 e 90 foi fértil.
Embora a génese da situação criada radique noutras paragens, mais a norte, certo é que as cenas de quase pugilato e insulto no aeroporto não dignificam em nada o SLB e os seus dirigentes.
O estilo Farwest empregue desgosta-me. As causas não justificam, neste caso, as consequencias.
Descer ao nível do personagem Vítor Dinis não dignifica ninguém.
Excluindo as peripécias, parece-me uma boa contratação de um guarda-redes que apresenta argumentos físicos ímpares - estatura e agilidade assinaláveis.
Penso que poderá evoluir tecnicamente, já que não tem escola.
Marco Ferreira é o espelho de uma política desportiva que pensava já, definitavamente, erradicada do SLB.
Adquirir jogadores com outras perspectivas que não exclusivamente futebolísticas não me parece a melhor via. Veja-se o exemplo do FCP que tem desbaratado rios de dinheiro em aquisições de revanche.
Por fim, para já, Laurent Robert.
Jogador dotado de um pé esquerdo fabuloso, resta por saber da sua condição física e da sua constancia de rendimento.
Neste quadro parece-me que a saída de Simao irá ocorrer no decurso do presente período de transferencias.
O SCP também interveio no mercado - adquiriu Abel, Caneira e Romagnoli.
Abel é um bom lateral direito, com pulmão para fazer o corredor, mas que, estranhamente, chega a um grande na sua pior época desportiva. Revela, também, lacunas na execução de cruzamentos.
Caneira é, sem sombra de dúvidas, um belissimo jogador.
Todavia, não pode, a meu ver, jogar no centro da defesa, pois a sua baixa estatura não o permite.
Sempre defendi que um central terá que ter, pelo menos, 1,80 - Caneira fica-se pelo 1,78.
Aliás, estou curioso para ver como se comportará a defesa leonina que alinhará em Braga. Um quarteto formado por jogadores de reduzida estatura - Miguel Garcia, Tonel, Caneira e Tello - ao qual se junta um Ricardo com claros problemas no dominio do jogo aéreo, não augura nada de bom para os sportinguistas.
Se João Tomás jogar e o Braga explorar o seu bom jogo de cabeça, as perspectivas leoninas não são animadoras.
Romagnoli é um puro 10 argentino. O futebol argentino revela uma facilidade desconcertante na produção de jogadores com caracteristicas de organizador de jogo. E todos muito similares.
Romagnoli foi uma esperança, internacional nas camadas jovens, o seu percurso antecipava um futuro risonho.
Contudo, a sua estrela tem vindo a empalidecer, sendo a sua transferencia para o futebol mexicano exemplo vivo de tal.
Condições tem, se as conseguirá demonstrar não sei.
quarta-feira, dezembro 21, 2005
Férias
Entro amanhã de férias, pelo que só voltarei a postar em 2006.
Assim, desejo a todos quantos fazem o favor de ler aquilo que escrevo, um feliz Natal e boas entradas...
Assim, desejo a todos quantos fazem o favor de ler aquilo que escrevo, um feliz Natal e boas entradas...
Soares e Scolari
É inadmissível aquilo que Soares e Scolari, em planos distintos, disseram sobre Cavaco, João Pinto e Baía.
Soares disse, no debate de ontem, que muitos chefes de Governo seus amigos lhe haviam falado das intervenções de Cavaco nos Conselhos Europeus. Depois, quando chamado a revelar o que lhe tinham dito, disse, simplesmente, que nunca o faria.
Scolari disse, em entrevista, que não convocava João Pinto e Baía por razões técnicas e de balneário que nunca revelaria.
Um e outro caso situam-se ao nível da cobardia, da insinuação, da calúnia e da insídia.
É intolerável o que Soares e Scolari procuraram fazer numa e noutra situação - criar a convicção na opinião pública da verificação de factos perniciosos e desfavoráveis para aqueles que visaram, sem que, por falta de concretização, disponham aqueles de possibilidade de ripostarem.
Soares pos em causa a capacidade política de Cavaco, coarctando-lhe, simultaneamente, a possibilidade de contrapor o que quer que fosse, pois Soares não se dignou a concretizar a acusação.
Soares resvalou para a baixa política, revelando baixeza de carácter.
Scolari pos em causa a dignidade, o profissionalismo e o carácter de JVP e Baía, procurando alijar as suas responsabilidades.
Scolari, como em outras ocasiões, revelou o seu carácter cobarde e a sua personalidade mal formada.
Soares disse, no debate de ontem, que muitos chefes de Governo seus amigos lhe haviam falado das intervenções de Cavaco nos Conselhos Europeus. Depois, quando chamado a revelar o que lhe tinham dito, disse, simplesmente, que nunca o faria.
Scolari disse, em entrevista, que não convocava João Pinto e Baía por razões técnicas e de balneário que nunca revelaria.
Um e outro caso situam-se ao nível da cobardia, da insinuação, da calúnia e da insídia.
É intolerável o que Soares e Scolari procuraram fazer numa e noutra situação - criar a convicção na opinião pública da verificação de factos perniciosos e desfavoráveis para aqueles que visaram, sem que, por falta de concretização, disponham aqueles de possibilidade de ripostarem.
Soares pos em causa a capacidade política de Cavaco, coarctando-lhe, simultaneamente, a possibilidade de contrapor o que quer que fosse, pois Soares não se dignou a concretizar a acusação.
Soares resvalou para a baixa política, revelando baixeza de carácter.
Scolari pos em causa a dignidade, o profissionalismo e o carácter de JVP e Baía, procurando alijar as suas responsabilidades.
Scolari, como em outras ocasiões, revelou o seu carácter cobarde e a sua personalidade mal formada.
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