segunda-feira, dezembro 12, 2005
Presidenciais - Nota
Não farei hoje o habitual comentário ao debate de sexta-feira entre Louçã e Cavaco, dado que ao mesmo não assisti.
Mais um favor do Costa
A próxima jornada preve um FC Porto/Penafiel.
Como em outras situações esta época, por forma a prevenir eventuais "problemas", o Sr. António Costa tratou de acautelar os interesses do FC Porto.
No jogo de ontem entre Penafiel e Vitória, num lance a meio-campo em que N´Doye tenta controlar a bola com o peito acaba por tocá-la com a mão. Vai daí, Costa, expedito, ve no lance a oportunidade ideal de cumprir o serviço - exibe o segundo amarelo e consequente vermelho.
Para quem não viu, faça o favor de ver - é ridículo, quiçá indecoroso.
O desgraçado do N´Doye nem queria acreditar em tamanha injustiça.
Pagou o preço de ser o melhor e mais perigoso jogador do Penafiel.
Lá está a paridade...
Como em outras situações esta época, por forma a prevenir eventuais "problemas", o Sr. António Costa tratou de acautelar os interesses do FC Porto.
No jogo de ontem entre Penafiel e Vitória, num lance a meio-campo em que N´Doye tenta controlar a bola com o peito acaba por tocá-la com a mão. Vai daí, Costa, expedito, ve no lance a oportunidade ideal de cumprir o serviço - exibe o segundo amarelo e consequente vermelho.
Para quem não viu, faça o favor de ver - é ridículo, quiçá indecoroso.
O desgraçado do N´Doye nem queria acreditar em tamanha injustiça.
Pagou o preço de ser o melhor e mais perigoso jogador do Penafiel.
Lá está a paridade...
Singularidades Lusas ou talvez mais...
No ínicio da época, os clubes, reunidos em Assembleia Geral, aprovaram alterações aos regulamentos das competições da Liga, nomeadamente no que se refere á utilização de jogadores emprestados.
Consignou-se que os clubes cedentes não podiam inserir nos contratos de cedencia temporária de futebolistas qualquer cláusula de proibição de utilização dos jogadores a emprestar nas partidas que disputassem com os clubes beneficiários do empréstimo.
Procurou-se maior verdade desportiva e concorrencia mais leal.
Todavia, este fim de semana, Maciel jogador emprestado pelo FC Porto ao Leiria, sem que se achasse lesionado ou castigado, não foi utilizado pelos leirienses.
Seria sempre possível argumentar ter sido por opção técnica.
Contudo, durante a semana, foram mais do que muitas as notícias em torno da utilização de Maciel, dando nota das diligencias encetadas por João Bartolomeu junto de Pinto da Costa no sentido de este permitir a utilização do jogador.
Do que se apurou através dos media, existiria um acordo de cavalheiros entre Leiria e Porto no sentido da proibição da utilização de Maciel.
Parece-me inacreditável e atentatório da verdade da competição.
Este é o nível do dirigismo desportivo em Portugal.
Para que legislar, pergunto eu?!
A paridade regulamentar é realidade desconhecida de J.N.Pinto da Costa ou não fosse disso exemplo o processo apito dourado.
Consignou-se que os clubes cedentes não podiam inserir nos contratos de cedencia temporária de futebolistas qualquer cláusula de proibição de utilização dos jogadores a emprestar nas partidas que disputassem com os clubes beneficiários do empréstimo.
Procurou-se maior verdade desportiva e concorrencia mais leal.
Todavia, este fim de semana, Maciel jogador emprestado pelo FC Porto ao Leiria, sem que se achasse lesionado ou castigado, não foi utilizado pelos leirienses.
Seria sempre possível argumentar ter sido por opção técnica.
Contudo, durante a semana, foram mais do que muitas as notícias em torno da utilização de Maciel, dando nota das diligencias encetadas por João Bartolomeu junto de Pinto da Costa no sentido de este permitir a utilização do jogador.
Do que se apurou através dos media, existiria um acordo de cavalheiros entre Leiria e Porto no sentido da proibição da utilização de Maciel.
Parece-me inacreditável e atentatório da verdade da competição.
Este é o nível do dirigismo desportivo em Portugal.
Para que legislar, pergunto eu?!
A paridade regulamentar é realidade desconhecida de J.N.Pinto da Costa ou não fosse disso exemplo o processo apito dourado.
Análise da Jornada
O SLB com mais uma exibição de raça e querer venceu com inteira justeza o Boavista.
Neste jogo, o SLB acrescentou aos predicados evidenciados anteriormente, uma qualidade de jogo apreciável.
Demonstrando uma saúde física invejável, o SLB dominou todo o jogo, reduzindo o Boavista a papel de mero figurante.
Pressionando a todo o campo, evidenciou uma organização defensiva exemplar que constituiu a mola impulsionadora de uma ataque massivo á área do Boavista.
Com Nuno Gomes no papel de pivot da manobra ofensiva e com Geovanni no papel de ponta de lança, a qualidade do futebol de ataque do SLB merecia números mais expressivos no marcador.
Realço pela negativa os assobios a João Pinto, os quais não subscrevo minimamente, pois foi sempre um jogador que, ao serviço do SLB, deu tudo de si em prol do clube, tendo sido escorraçado de forma vil por Vale e Azevedo.
Em Leiria, o FC Porto acabou por ser feliz.
Ainda que o Leiria tenha sempre demonstrado falta de critério e qualidade no passe, especialmente no último terço do terreno, o FC Porto beneficiou de dois golos de rajada para dar a volta ao marcador e, assim, tranquilizar-se.
Tais golos foram mais consentidos do que mérito de acções ofensivas dos Dragões, sendo o primeiro um auto-golo e o segundo um frango de Costinha (aliás habitual em jogos em que defronta o FCP).
Em Alvalade, assistiu-se a um daqueles jogos em que a equipa da casa podia estar dez anos a tentar marcar que nunca chegaria ao golo.
O Estrela teve a sorte do jogo, certo sendo que neste género de encontros, em que a disparidade de valores entre as equipas é incomensurável, tal constitui a única forma de um pequeno ganhar a um grande.
No duelo de treinadores de risco ao meio, Toni saiu vencedor face a um Paulo Bento que sofreu um duplo revés - a derrota e o penalty desperdiçado por Liedson.
A AAC com um exibição confrangedora, mormente na primeira parte, conseguiu arrancar um empate frente ao Rio Ave.
Quando se pensava que a subida na tabela poderia permitir terminar com a intraquilidade da equipa, emergindo um futebol de outra qualidade, a AAC, uma vez mais, patenteou um futebol sem nexo, sem chama que, apenas, a ingenuidade de Niquinha no Penalty possibilitou evitar a derrota.
É urgente que Nelo Vingada reveja as suas opções do onze inicial ás substituições, tendo permanecido para todos quantos assistiram á partida um mistério a saída de Brum e a manutenção em campo de Zada (uma nulidade ao longo de todo o jogo).
Nos restantes jogo, realce para as vitórias de Nacional e Vitória e para a derrota do Braga.
No que concerne ao Braga espero e desejo que continue na senda dos maus resultados, na meida em que recebe a Briosa no próximo sábado (embora não partilha da opinião que se encontra em queda inexorável na tabela, pois a qualidade do plantel é por demais evidente).
Neste jogo, o SLB acrescentou aos predicados evidenciados anteriormente, uma qualidade de jogo apreciável.
Demonstrando uma saúde física invejável, o SLB dominou todo o jogo, reduzindo o Boavista a papel de mero figurante.
Pressionando a todo o campo, evidenciou uma organização defensiva exemplar que constituiu a mola impulsionadora de uma ataque massivo á área do Boavista.
Com Nuno Gomes no papel de pivot da manobra ofensiva e com Geovanni no papel de ponta de lança, a qualidade do futebol de ataque do SLB merecia números mais expressivos no marcador.
Realço pela negativa os assobios a João Pinto, os quais não subscrevo minimamente, pois foi sempre um jogador que, ao serviço do SLB, deu tudo de si em prol do clube, tendo sido escorraçado de forma vil por Vale e Azevedo.
Em Leiria, o FC Porto acabou por ser feliz.
Ainda que o Leiria tenha sempre demonstrado falta de critério e qualidade no passe, especialmente no último terço do terreno, o FC Porto beneficiou de dois golos de rajada para dar a volta ao marcador e, assim, tranquilizar-se.
Tais golos foram mais consentidos do que mérito de acções ofensivas dos Dragões, sendo o primeiro um auto-golo e o segundo um frango de Costinha (aliás habitual em jogos em que defronta o FCP).
Em Alvalade, assistiu-se a um daqueles jogos em que a equipa da casa podia estar dez anos a tentar marcar que nunca chegaria ao golo.
O Estrela teve a sorte do jogo, certo sendo que neste género de encontros, em que a disparidade de valores entre as equipas é incomensurável, tal constitui a única forma de um pequeno ganhar a um grande.
No duelo de treinadores de risco ao meio, Toni saiu vencedor face a um Paulo Bento que sofreu um duplo revés - a derrota e o penalty desperdiçado por Liedson.
A AAC com um exibição confrangedora, mormente na primeira parte, conseguiu arrancar um empate frente ao Rio Ave.
Quando se pensava que a subida na tabela poderia permitir terminar com a intraquilidade da equipa, emergindo um futebol de outra qualidade, a AAC, uma vez mais, patenteou um futebol sem nexo, sem chama que, apenas, a ingenuidade de Niquinha no Penalty possibilitou evitar a derrota.
É urgente que Nelo Vingada reveja as suas opções do onze inicial ás substituições, tendo permanecido para todos quantos assistiram á partida um mistério a saída de Brum e a manutenção em campo de Zada (uma nulidade ao longo de todo o jogo).
Nos restantes jogo, realce para as vitórias de Nacional e Vitória e para a derrota do Braga.
No que concerne ao Braga espero e desejo que continue na senda dos maus resultados, na meida em que recebe a Briosa no próximo sábado (embora não partilha da opinião que se encontra em queda inexorável na tabela, pois a qualidade do plantel é por demais evidente).
sexta-feira, dezembro 09, 2005
Chicotada
Aí está a sexta «chicotada psicológica» da temporada. Jaime Pacheco deixou de ser treinador do Vitória de Guimarães, após reunião, realizada na passada madrugada, com o presidente do clube.
ASF Os maus resultados averbados pelos vimaranenses no campeonato, onde ocupam a penúltima posição da tabela classificativa, revelaram-se «fatais» para Jaime Pacheco, que também não foi feliz na fase de grupos da Taça UEFA (duas derrotas e um empate).Com Jaime Pacheco saem também os «adjuntos» Vítor Nóvoa e António Natal, cabendo a Basílio Marques, antigo jogador do clube, orientar a equipa no jogo do próximo domingo frente ao Penafiel.Está, assim, consumada a sexta «chicotada psicológica» no campeonato, depois de Rui Rodrigues (Marítimo), José Gomes (U. Leiria), José Peseiro (Sporting), Carlos Carvalhal (Belenenses) e Manuel Cajuda (Naval).
ASF Os maus resultados averbados pelos vimaranenses no campeonato, onde ocupam a penúltima posição da tabela classificativa, revelaram-se «fatais» para Jaime Pacheco, que também não foi feliz na fase de grupos da Taça UEFA (duas derrotas e um empate).Com Jaime Pacheco saem também os «adjuntos» Vítor Nóvoa e António Natal, cabendo a Basílio Marques, antigo jogador do clube, orientar a equipa no jogo do próximo domingo frente ao Penafiel.Está, assim, consumada a sexta «chicotada psicológica» no campeonato, depois de Rui Rodrigues (Marítimo), José Gomes (U. Leiria), José Peseiro (Sporting), Carlos Carvalhal (Belenenses) e Manuel Cajuda (Naval).
O 2º Debate
Ainda que se tenham mostrado inalterados os pecadilhos apontados á organica dos debates, o segundo dos debates televisivos sempre foi mais dialéctico e vivo.
Soares apareceu no seu estilo de sempre, procurando emprestar dinamica e vivacidade ao confronto.
Todavia, os anos não perdoam e Soares não é mais o animal político de outrora.
Na verdade, Soares é, hoje, uma pálida imagem do homo politicus que foi, deixando a nu as mazelas da idade.
As constantes pausas no discurso, os enganos e a necessidade de, no final, recorrer á cabula não correspondem ao Soares de sempre, mas apenas ao da actualidade.
Mantém vivas algumas características que o alcandoraram á categoria de mito em debates televisivos, como a bonomia, a perspicácia, a verbe e a inteligencia.
Contudo, tais características emergem empobercidas pelo passar dos anos e suas inevitáveis consequencias.
Soares revelou-se, acima de tudo, inteligente - piscou, claramente, o olho ao eleitorado comunista para uma, por si, muito desejada segunda volta, ao mesmo tempo que apresentou uma postura de estadista experiente muito do agrado do eleitorado moderado do centro.
Aliás, Soares parece querer inverter o rumo da sua campanha, substituindo o discurso de crítica constante a Cavaco por um discurso empático de garante da estabilidade e de prevenção da conflitualidade social.
Para o homem providencial, responde Soares com o homem estabilidade.
A declaração final de Soares, ainda que pobre, foi reveladora das suas intenções futuras.
Pormenor curioso e sintomático repousou na frase inicial da sua declaração final - "Sou um Presidente (...)".
Jerónimo de Sousa, depois da afonia no debate das legislativas, superou-se.
Apareceu com um discurso coerente, bem estruturado, bem pensado, defendendo o seu modelo social.
Jerónimo mostrou-se um aluno com o trabalho de casa muito bem feito - conhecimento consistente dos dossiers e discurso conforme. A tónica constitucional do seu discurso parece-me virtuosa, pois permite-lhe marcar as suas posições sem ter de atacar, de forma explícita, os restantes candidatos de esquerda.
Jerónimo deixa, deste modo, em aberto um lastro de entendimentos á esquerda que, do ponto de vista dos propósitos da sua candidatura, não são dispiciendos.
Jerónimo é um case study na política portuguesa.
Se há um ano transparecia uma imagem austera, uma linguagem pobre, muito marcada por clichés do PREC (a famosa cassete), hoje irradia simpatia e o seu discurso político evoluiu e muito no sentido do seu aggiornamento.
Jerónimo não dispensa o fato, o cabelo aprumadinho e preocupa-se com a saliva no canto da boca, demonstrando que o PCP fez um notável trabalho de Marketing Político com repercussões eleitorais.
Aliás, o capital de simpatia que Jerónimo cativou no eleitorado a tal muito se deve.
As diferenças para Carvalhas são colossais - se este apenas balbuciava, e mal, algumas palavras sobre as questoes que lhe colocavam, Jerónimo é firme na defesa das suas posições, revelando já um discurso com alguma desenvoltura.
Jerónimo não hostilizou Soares, pouco o criticou, procurando lançar a ponte para um futuro apoio que, assim, surgirá aos olhos do seu eleitorado como menos doloroso.
Não foi um debate por aí além, mas foi, sem sombra de dúvida, muito melhor que o anterior.
Soares apareceu no seu estilo de sempre, procurando emprestar dinamica e vivacidade ao confronto.
Todavia, os anos não perdoam e Soares não é mais o animal político de outrora.
Na verdade, Soares é, hoje, uma pálida imagem do homo politicus que foi, deixando a nu as mazelas da idade.
As constantes pausas no discurso, os enganos e a necessidade de, no final, recorrer á cabula não correspondem ao Soares de sempre, mas apenas ao da actualidade.
Mantém vivas algumas características que o alcandoraram á categoria de mito em debates televisivos, como a bonomia, a perspicácia, a verbe e a inteligencia.
Contudo, tais características emergem empobercidas pelo passar dos anos e suas inevitáveis consequencias.
Soares revelou-se, acima de tudo, inteligente - piscou, claramente, o olho ao eleitorado comunista para uma, por si, muito desejada segunda volta, ao mesmo tempo que apresentou uma postura de estadista experiente muito do agrado do eleitorado moderado do centro.
Aliás, Soares parece querer inverter o rumo da sua campanha, substituindo o discurso de crítica constante a Cavaco por um discurso empático de garante da estabilidade e de prevenção da conflitualidade social.
Para o homem providencial, responde Soares com o homem estabilidade.
A declaração final de Soares, ainda que pobre, foi reveladora das suas intenções futuras.
Pormenor curioso e sintomático repousou na frase inicial da sua declaração final - "Sou um Presidente (...)".
Jerónimo de Sousa, depois da afonia no debate das legislativas, superou-se.
Apareceu com um discurso coerente, bem estruturado, bem pensado, defendendo o seu modelo social.
Jerónimo mostrou-se um aluno com o trabalho de casa muito bem feito - conhecimento consistente dos dossiers e discurso conforme. A tónica constitucional do seu discurso parece-me virtuosa, pois permite-lhe marcar as suas posições sem ter de atacar, de forma explícita, os restantes candidatos de esquerda.
Jerónimo deixa, deste modo, em aberto um lastro de entendimentos á esquerda que, do ponto de vista dos propósitos da sua candidatura, não são dispiciendos.
Jerónimo é um case study na política portuguesa.
Se há um ano transparecia uma imagem austera, uma linguagem pobre, muito marcada por clichés do PREC (a famosa cassete), hoje irradia simpatia e o seu discurso político evoluiu e muito no sentido do seu aggiornamento.
Jerónimo não dispensa o fato, o cabelo aprumadinho e preocupa-se com a saliva no canto da boca, demonstrando que o PCP fez um notável trabalho de Marketing Político com repercussões eleitorais.
Aliás, o capital de simpatia que Jerónimo cativou no eleitorado a tal muito se deve.
As diferenças para Carvalhas são colossais - se este apenas balbuciava, e mal, algumas palavras sobre as questoes que lhe colocavam, Jerónimo é firme na defesa das suas posições, revelando já um discurso com alguma desenvoltura.
Jerónimo não hostilizou Soares, pouco o criticou, procurando lançar a ponte para um futuro apoio que, assim, surgirá aos olhos do seu eleitorado como menos doloroso.
Não foi um debate por aí além, mas foi, sem sombra de dúvida, muito melhor que o anterior.
Sublime
Inolvidável, inesquecível, memorável.
Na última quarta-feira, revivi as emoções das grandes noites europeias do SLB.
Depois da Final da UEFA em 82, das duas Finais da Taça dos Campeões Europeus contra PSV e Milan, o jogo contra o Manchester ficará gravado a letras de oiro na história do SLB.
Como aqui tinha deixado expresso, o sonho era possível e tornou-se realidade.
O SLB demonstrou uma indomável vontade de vencer e de superação, as quais redundaram numa vitória inteiramente justa, merecida e incontestável.
Só uma equipa com forte espírito de corpo seria capaz de remontar um golo sofrido a frio e alcandorar-se a patamares de excelencia como os observado na quarta-feira.
Uma defesa de betao, com Luisão e Anderson em plano de supremo destaque, anulando completamente Rooney e Nistelroy, um meio-campo todo-o-terreno, com Petit e Beto insuperáveis na entrega, no querer e na raça, um ataque inspirado, com Nuno Gomes magnífico a catalisar a manobra ofensiva da equipa, com Nélson virtuoso a assinar assistencias para os companheiros e com Geovanni letal a desbaratar a defesa do Manchester e a facturar.
Como nos filmes, deu-se a redenção dos patinhos feios - Beto e Geovanni -.
Confirmaram-se, em absoluto, os considerandos expostos na antevisão da partida.
Agora, é tempo de não embandeirar em arco e manter os pés no chão.
O jogo de Domingo será o mais difícil da temporada porque será inevitavelmente marcado pela onda de euforia que se vive.
Na última quarta-feira, revivi as emoções das grandes noites europeias do SLB.
Depois da Final da UEFA em 82, das duas Finais da Taça dos Campeões Europeus contra PSV e Milan, o jogo contra o Manchester ficará gravado a letras de oiro na história do SLB.
Como aqui tinha deixado expresso, o sonho era possível e tornou-se realidade.
O SLB demonstrou uma indomável vontade de vencer e de superação, as quais redundaram numa vitória inteiramente justa, merecida e incontestável.
Só uma equipa com forte espírito de corpo seria capaz de remontar um golo sofrido a frio e alcandorar-se a patamares de excelencia como os observado na quarta-feira.
Uma defesa de betao, com Luisão e Anderson em plano de supremo destaque, anulando completamente Rooney e Nistelroy, um meio-campo todo-o-terreno, com Petit e Beto insuperáveis na entrega, no querer e na raça, um ataque inspirado, com Nuno Gomes magnífico a catalisar a manobra ofensiva da equipa, com Nélson virtuoso a assinar assistencias para os companheiros e com Geovanni letal a desbaratar a defesa do Manchester e a facturar.
Como nos filmes, deu-se a redenção dos patinhos feios - Beto e Geovanni -.
Confirmaram-se, em absoluto, os considerandos expostos na antevisão da partida.
Agora, é tempo de não embandeirar em arco e manter os pés no chão.
O jogo de Domingo será o mais difícil da temporada porque será inevitavelmente marcado pela onda de euforia que se vive.
quarta-feira, dezembro 07, 2005
Árbitros para a próxima jornada da Liga
Humor
Dias Ferreira a propósito dos penalties por assinalar no clássico no Dragão proferiu esta verdadeira péola linguística - " isso é vice-versa ao contrário."
Champions - Encontro de Diabos Vermelhos
Espero e desejo que o SLB vença e, assim, se qualifique para a próxima ronda da Champions.
Tenho um feeling secreto que tal acontecerá, porque perguntam voces.
Porque o SLB vai jogar desfalcado das suas principais figuras, respondo eu paradoxalmente.
Embora contraditória a afirmação é justificada - passo a tentar explicar.
Não jogando as principais figuras, as expectativas são diminutas e, como tal, diminiu a pressão.
Não jogando as principais figuras, jogam segundos planos ávidos de reconhecimento.
Não jogando as principais figuras, o favoritismo é todo do Manchester e, como tal, a pressão aumenta.
Não jogando as principais figuras, a ansiedade dos adeptos pelo golo será menor e, como tal, mais pacientes estarão e, logo, mais receptivos a aceitar o erro.
Não jogando as principais figuras, os adeptos reconhecerão ser o seu incondicional e incessante apoio imprescindível.
A isto acrescem as debilidades da defesa do Manchester - lenta e dura de rins - e um meio-campo tenrinho.
Tudo somado, são factores não dispiciendos a considerar e que me fazem acreditar.
Agora, existe o reverso da medalha -
Não jogando as principais figuras, a probabilidade de marcar e, como tal, de ganhar desce consideravelmente.
Não jogando as principais figuras, jogarão atletas menos capazes, menos experientes e, porventura, mais sujeitos á pressão inerente a estes jogos.
Não jogando as principais figuras, a susceptibilidade de errar é maior.
A isto acresce a inegável qualidade ofensiva do Manchester.
Força SLB.
Tenho um feeling secreto que tal acontecerá, porque perguntam voces.
Porque o SLB vai jogar desfalcado das suas principais figuras, respondo eu paradoxalmente.
Embora contraditória a afirmação é justificada - passo a tentar explicar.
Não jogando as principais figuras, as expectativas são diminutas e, como tal, diminiu a pressão.
Não jogando as principais figuras, jogam segundos planos ávidos de reconhecimento.
Não jogando as principais figuras, o favoritismo é todo do Manchester e, como tal, a pressão aumenta.
Não jogando as principais figuras, a ansiedade dos adeptos pelo golo será menor e, como tal, mais pacientes estarão e, logo, mais receptivos a aceitar o erro.
Não jogando as principais figuras, os adeptos reconhecerão ser o seu incondicional e incessante apoio imprescindível.
A isto acrescem as debilidades da defesa do Manchester - lenta e dura de rins - e um meio-campo tenrinho.
Tudo somado, são factores não dispiciendos a considerar e que me fazem acreditar.
Agora, existe o reverso da medalha -
Não jogando as principais figuras, a probabilidade de marcar e, como tal, de ganhar desce consideravelmente.
Não jogando as principais figuras, jogarão atletas menos capazes, menos experientes e, porventura, mais sujeitos á pressão inerente a estes jogos.
Não jogando as principais figuras, a susceptibilidade de errar é maior.
A isto acresce a inegável qualidade ofensiva do Manchester.
Força SLB.
Paulo Pedroso
Paulo Pedroso, segundo notícias na imprensa, prepara-se para accionar judicialmente o Estado Portugues.
Tal pleito judicial reporta-se á situação de prisão preventiva que viveu.
Me parece que não lhe assiste, de todo em todo, razão.
Pedroso foi não pronunciado pela prática de crimes de abuso sexual de crianças internadas na Casa Pia, decisão, entretanto, confirmada pelo Tribunal da Relação de Lisboa.
Quer o despacho de não pronúncia, quer o Acórdão da Relação mostram-se conformes na afirmação da inexistencia de indicios da prática dos aludidos crimes.
Todavia, tal não significa que nao tenha cometido tais crimes, apenas significa que, de um ponto de vista processual, no entender dos Magistrados chamados a decidir em sede de instrução e de recurso não foram recolhidos indícios tidos por suficientes de que o tenha feito.
No sistema processual penal portugues o que torna um facto provado é a convicção do julgador (entendido este na sua acepção mais lata). Claro está que se postula a imprescindibilidade de fundamentação de tal convicção.
A Juiz de Instrução e os Desembargadores entenderam que os depoimentos das alegadas vítimas não mostravam força probatória suficiente para que se afirmasse a existencia de indícios suficientes, quer por apresentarem incongruencias e contradições, quer por o conjunto dos elementos probatórios recolhidos os contrariarem.
Os Magistrados do MP e o Juiz de Instrução Rui Teixeira entenderam que os depoimentos das vítimas apresentavam coerencia e credibilidade suficientes para que Pedroso fosse sujeito a Julgamento.
Por outras palavras, conferiram relevo probatório diferenciado a uma mesma realidade daí decorrendo soluções jurídicas, obviamente, distintas.
Esta será a crua análise da situação perspectivada de um simples paradigma jurído-processual.
Contudo, a questão não é tão singela.
Por que razão se desprezaram os depoimentos das vítimas que, simultaneamente, serviram para sustentar a pronúncia de outros arguidos - os depoimentos e as personalidades de quem os produzem não nos parecem assim tão facilmente cindíveis.
Ou bem que são dotados de credibilidade ou não - dizer-se que este segmento é credível e aquele não é parece-me difícil. Em nome de quem e do que resvalou a credibilidade da vítima - da cabala responderá Pedroso.
Mas qual cabala, pergunto eu.
A teoria da cabala parece-me, ainda mais, fantasiosa que a teoria da bala mágica que perfurou por diversas vezes o corpo de Kenedy.
Quem era Pedroso?! - ex-secretário de Estado e Ministro e número 2 do PS.
Será que seria um personagem de tal modo perigoso para os seus adversários que motivasse a criação de uma maquinação tão vil - julgo que não.
Seria para atingir Ferro e o PS - julgo que não.
A liderança de Ferro nunca foi de molde a causar temor aos seus adversários e, na ocasião, existia uma maioria estável no Governo que o PS não acossava de forma alguma.
Mas admitindo que sim, quem seria a mente pérfida capaz de instrumentalizar um conjunto de jovens, os quais, ainda hoje, talvez em nome da cabala que se não fazia sentido ontem, hoje muito menos fará, continuam a apontar o dedo a Pedroso como abusador.
Chiça que o homem é poderoso - mesmo politicamente morto, ainda é suficientemente incómodo para que a cabala permaneça activa.
Quem se lembraria de ver no processo Casa Pia a oportunidade perfeita para aniquilar esses monstros políticos Ferro e Pedroso? a quem interessaria tal?
Intentar uma acção por prisão ilegal ou manifestamente injustificada quando, ainda hoje, se é referido como abusador pelas vítimas, parece-me, no mínimo, temerário.
É que o Tribunal que será chamado a pronunciar-se sobre tal acção terá, necessariamente, que reanalisar a prova produzida e poderá chegar a conclusões diversas...
Tal pleito judicial reporta-se á situação de prisão preventiva que viveu.
Me parece que não lhe assiste, de todo em todo, razão.
Pedroso foi não pronunciado pela prática de crimes de abuso sexual de crianças internadas na Casa Pia, decisão, entretanto, confirmada pelo Tribunal da Relação de Lisboa.
Quer o despacho de não pronúncia, quer o Acórdão da Relação mostram-se conformes na afirmação da inexistencia de indicios da prática dos aludidos crimes.
Todavia, tal não significa que nao tenha cometido tais crimes, apenas significa que, de um ponto de vista processual, no entender dos Magistrados chamados a decidir em sede de instrução e de recurso não foram recolhidos indícios tidos por suficientes de que o tenha feito.
No sistema processual penal portugues o que torna um facto provado é a convicção do julgador (entendido este na sua acepção mais lata). Claro está que se postula a imprescindibilidade de fundamentação de tal convicção.
A Juiz de Instrução e os Desembargadores entenderam que os depoimentos das alegadas vítimas não mostravam força probatória suficiente para que se afirmasse a existencia de indícios suficientes, quer por apresentarem incongruencias e contradições, quer por o conjunto dos elementos probatórios recolhidos os contrariarem.
Os Magistrados do MP e o Juiz de Instrução Rui Teixeira entenderam que os depoimentos das vítimas apresentavam coerencia e credibilidade suficientes para que Pedroso fosse sujeito a Julgamento.
Por outras palavras, conferiram relevo probatório diferenciado a uma mesma realidade daí decorrendo soluções jurídicas, obviamente, distintas.
Esta será a crua análise da situação perspectivada de um simples paradigma jurído-processual.
Contudo, a questão não é tão singela.
Por que razão se desprezaram os depoimentos das vítimas que, simultaneamente, serviram para sustentar a pronúncia de outros arguidos - os depoimentos e as personalidades de quem os produzem não nos parecem assim tão facilmente cindíveis.
Ou bem que são dotados de credibilidade ou não - dizer-se que este segmento é credível e aquele não é parece-me difícil. Em nome de quem e do que resvalou a credibilidade da vítima - da cabala responderá Pedroso.
Mas qual cabala, pergunto eu.
A teoria da cabala parece-me, ainda mais, fantasiosa que a teoria da bala mágica que perfurou por diversas vezes o corpo de Kenedy.
Quem era Pedroso?! - ex-secretário de Estado e Ministro e número 2 do PS.
Será que seria um personagem de tal modo perigoso para os seus adversários que motivasse a criação de uma maquinação tão vil - julgo que não.
Seria para atingir Ferro e o PS - julgo que não.
A liderança de Ferro nunca foi de molde a causar temor aos seus adversários e, na ocasião, existia uma maioria estável no Governo que o PS não acossava de forma alguma.
Mas admitindo que sim, quem seria a mente pérfida capaz de instrumentalizar um conjunto de jovens, os quais, ainda hoje, talvez em nome da cabala que se não fazia sentido ontem, hoje muito menos fará, continuam a apontar o dedo a Pedroso como abusador.
Chiça que o homem é poderoso - mesmo politicamente morto, ainda é suficientemente incómodo para que a cabala permaneça activa.
Quem se lembraria de ver no processo Casa Pia a oportunidade perfeita para aniquilar esses monstros políticos Ferro e Pedroso? a quem interessaria tal?
Intentar uma acção por prisão ilegal ou manifestamente injustificada quando, ainda hoje, se é referido como abusador pelas vítimas, parece-me, no mínimo, temerário.
É que o Tribunal que será chamado a pronunciar-se sobre tal acção terá, necessariamente, que reanalisar a prova produzida e poderá chegar a conclusões diversas...
terça-feira, dezembro 06, 2005
Convocados para Champions
Os 18 convocados são:
Guarda-redes: Quim e Nereu
Defesas: Anderson, Luisão, Léo, Alcides, Dos Santos, Nelson, João Pereira e Ricardo Rocha
Médios: Petit, Bruno Aguiar, Nuno Assis, Beto, Geovanni, Hélio Roque
Avançados: Nuno Gomes e Mantorras;
Guarda-redes: Quim e Nereu
Defesas: Anderson, Luisão, Léo, Alcides, Dos Santos, Nelson, João Pereira e Ricardo Rocha
Médios: Petit, Bruno Aguiar, Nuno Assis, Beto, Geovanni, Hélio Roque
Avançados: Nuno Gomes e Mantorras;
Auto Europa
Parece-me vergonhoso e acintoso o que a Volkswagen se encontra a fazer aos trabalhadores da Auto-Europa.
Estamos a falar da fábrica com maior produtividade do grupo, mas, ainda assim, numa demonstração despudorada de voracidade capitalista, não pretendem aumentar os salários mais do que 2,5%.
Convém lembrar que, em nome do interesse estratégico de tal investimento para Portugal e procurando garantir a subsistencia do seu posto de trabalho, os trabalhadores abdicaram de qualquer aumento nos últimos 2 anos.
O lucro gerado na Auto-Europa ascende a muitos milhares de Euros. Os incentivos fiscais do Governo Portugues foram mais que muitos. Qual o bolso que alberga todo esse capital?! O dos alemães, claro está.
Espero e desejo que haja um minimo de bom senso e a adminstração acabe de uma vez por todas com a chantagem que tem feito a Portugal e aos trabalhadores.
Será que existe Ministro da Economia? se sim, então que apareça e se empenhe na resolução do problema.
Portugal e os trabalhadores da Auto-Europa merecem respeito.
Estamos a falar da fábrica com maior produtividade do grupo, mas, ainda assim, numa demonstração despudorada de voracidade capitalista, não pretendem aumentar os salários mais do que 2,5%.
Convém lembrar que, em nome do interesse estratégico de tal investimento para Portugal e procurando garantir a subsistencia do seu posto de trabalho, os trabalhadores abdicaram de qualquer aumento nos últimos 2 anos.
O lucro gerado na Auto-Europa ascende a muitos milhares de Euros. Os incentivos fiscais do Governo Portugues foram mais que muitos. Qual o bolso que alberga todo esse capital?! O dos alemães, claro está.
Espero e desejo que haja um minimo de bom senso e a adminstração acabe de uma vez por todas com a chantagem que tem feito a Portugal e aos trabalhadores.
Será que existe Ministro da Economia? se sim, então que apareça e se empenhe na resolução do problema.
Portugal e os trabalhadores da Auto-Europa merecem respeito.
O 1º Debate
Ponto Prévio - Estes debates higienizados que agora inventaram são pão sem sal.
Esta coisa do falas tu, depois falo eu, sem qualquer interrupção, tira-me do sério.
Isto não são debates, mas sim declarações políticas alternadas dos dois pseudo-contendores.
Que saudades do mítico debate Soares/Cunhal do célebre "olhe que não, olhe que não", com o Joaquim Letria e o Mensurado (ao que julgo) a moderar e a fumar (não sou assim tão velho, mas revi na RTP Memória).
As diferenças para esse tempo são colossais - lembro-me do Letria iniciar o debate a proclamar que teria a duração previsível de 2 horas, mas que podia demorar o tempo que os intervenientes quisessem.
Voltando ao impropriamente designado debate, direi que foi mais do mesmo - muito tacticismo, pouca vivacidade e nenhuma novidade.
Cavaco e Alegre lideram os respectivos espectros políticos - Cavaco lidera no global e não tem adversário à direita - e nao estavam dispostos a cometer erros que poderiam revelar-se fatais, fazendo-os perder o capital de simpatia que já alcançaram.
Assim, tudo á defesa, sem rasgos, medindo as palavras e o seu sentido possível.
Cavaco no seu estilo austero que dói só de olhar, afirmou-se, uma vez mais, como Presidente Interventivo, ou seja, no desenvolvimento do seu conceito de cooperação estratégica com o Governo, revelou que pretende comandar o País como bem enfatizou Alegre no seu momento mais positivo do debate.
O grande Timoneiro, o homem do leme, o homem providencial, o D. Sebastião assim será Cavaco.
Aquilo que Cavaco apresenta e diz é um programa de Governo, quiçá procurando corresponder e capitalizar a imagem de homem salvador.
Todavia, tal extravasa e muito os poderes do PR. Cavaco joga com a crise e a necessidade bem lusa do surgimento do tutor providencial que tudo fará e tudo resolverá.
Não o fará, nem o pode, sequer, constitucionalmente fazer.
Alegre continua a ser um poeta de excepção.
O seu discurso é mais sentimental do que político. Aliás, no discurso político Alegre é fraco e titubeante.
Alegre tem, apenas, uma vaga ideia dos dossiers e apregoa generalidades quanto á resolução dos problemas.
Tem um discurso simpático e uma figura de Avo da Heidi que cativa. Depois junta a isto a Marinha Grande que o PS lhe proporcionou (Marinha Grande constituiu para Soares a mola decisiva para passar á segunda volta em 86 - foi agredido) - retirou-lhe o apoio quando antes o havia incentivado a apresentar-se como candidato.
Este parece-me o grande trunfo de Alegre - passar a imagem que corre por fora das máquinas partidárias e do sistema.
O debate não foi ganho por ninguém - ninguém o queria ganhar, ambos, apenas, não o queriam perder. Mas, Cavaco retirou mais dividendos. A forma como os debates estão construídos favorece-o.
Sem confronto directo, Cavaco refugia-se, pouco diz e ganha ou por outra não perde votos.
Alegre não percebeu ou não quis perceber isso - limitou-se a gerir, não afrontou Cavaco e procurou demonstrar sentido de Estado para ganhar votos ao Centro.
A única intervenção de Alegre marcadamente ideológica centrou-se na Guerra do Iraque e por aí se ficou.
Aliás, espelho fiel de tal radicou na circunstancia de as diferenças entre esquerda e direita não terem emergido.
Tudo como dantes, Quartel-General em Abrantes.
Esta coisa do falas tu, depois falo eu, sem qualquer interrupção, tira-me do sério.
Isto não são debates, mas sim declarações políticas alternadas dos dois pseudo-contendores.
Que saudades do mítico debate Soares/Cunhal do célebre "olhe que não, olhe que não", com o Joaquim Letria e o Mensurado (ao que julgo) a moderar e a fumar (não sou assim tão velho, mas revi na RTP Memória).
As diferenças para esse tempo são colossais - lembro-me do Letria iniciar o debate a proclamar que teria a duração previsível de 2 horas, mas que podia demorar o tempo que os intervenientes quisessem.
Voltando ao impropriamente designado debate, direi que foi mais do mesmo - muito tacticismo, pouca vivacidade e nenhuma novidade.
Cavaco e Alegre lideram os respectivos espectros políticos - Cavaco lidera no global e não tem adversário à direita - e nao estavam dispostos a cometer erros que poderiam revelar-se fatais, fazendo-os perder o capital de simpatia que já alcançaram.
Assim, tudo á defesa, sem rasgos, medindo as palavras e o seu sentido possível.
Cavaco no seu estilo austero que dói só de olhar, afirmou-se, uma vez mais, como Presidente Interventivo, ou seja, no desenvolvimento do seu conceito de cooperação estratégica com o Governo, revelou que pretende comandar o País como bem enfatizou Alegre no seu momento mais positivo do debate.
O grande Timoneiro, o homem do leme, o homem providencial, o D. Sebastião assim será Cavaco.
Aquilo que Cavaco apresenta e diz é um programa de Governo, quiçá procurando corresponder e capitalizar a imagem de homem salvador.
Todavia, tal extravasa e muito os poderes do PR. Cavaco joga com a crise e a necessidade bem lusa do surgimento do tutor providencial que tudo fará e tudo resolverá.
Não o fará, nem o pode, sequer, constitucionalmente fazer.
Alegre continua a ser um poeta de excepção.
O seu discurso é mais sentimental do que político. Aliás, no discurso político Alegre é fraco e titubeante.
Alegre tem, apenas, uma vaga ideia dos dossiers e apregoa generalidades quanto á resolução dos problemas.
Tem um discurso simpático e uma figura de Avo da Heidi que cativa. Depois junta a isto a Marinha Grande que o PS lhe proporcionou (Marinha Grande constituiu para Soares a mola decisiva para passar á segunda volta em 86 - foi agredido) - retirou-lhe o apoio quando antes o havia incentivado a apresentar-se como candidato.
Este parece-me o grande trunfo de Alegre - passar a imagem que corre por fora das máquinas partidárias e do sistema.
O debate não foi ganho por ninguém - ninguém o queria ganhar, ambos, apenas, não o queriam perder. Mas, Cavaco retirou mais dividendos. A forma como os debates estão construídos favorece-o.
Sem confronto directo, Cavaco refugia-se, pouco diz e ganha ou por outra não perde votos.
Alegre não percebeu ou não quis perceber isso - limitou-se a gerir, não afrontou Cavaco e procurou demonstrar sentido de Estado para ganhar votos ao Centro.
A única intervenção de Alegre marcadamente ideológica centrou-se na Guerra do Iraque e por aí se ficou.
Aliás, espelho fiel de tal radicou na circunstancia de as diferenças entre esquerda e direita não terem emergido.
Tudo como dantes, Quartel-General em Abrantes.
segunda-feira, dezembro 05, 2005
Árbitro para Champions
Cabe a um grego, de seu nome Kyros Vassaras, árbitro bem conhecido da «alta roda» do futebol europeu, dirigir o decisivo encontro entre o Benfica e Manchester United, esta quarta-feira à noite, para a fase de grupos da Liga dos Campeões.
Chicotada
Manuel Cajuda já não é treinador da Naval 1.º de Maio. A notícia foi-nos confirmada pelo próprio técnico que não tem sido feliz à frente do plantel da Figueira da Foz.
O treino desta manhã já foi dirigido por dois dos adjuntos de Cajuda, José Carlos e Fernando Mira, notando-se a ausência de Manuel Cajuda, Rui Nascimento e Simão Freitas (preparador físico).«O meu trabalho acabou. Já não sou treinador da Naval», foram estas as palavras que, através do telefone, nos foram proferidas pelo ex-técnico do clube da Figueira, o algarvio Manuel Cajuda.Sabemos que Cajuda se encontrava até há pouco no seu gabinete de trabalho, decerto a arrumar os cacifos antes de provavelmente se reunir com dirigentes do clube podendo eventualmente depois falar em conferência de imprensa.Lembre-se a Naval está há seis jornadas sem vencer e é actualmente o 15.º classificado da Liga.
O treino desta manhã já foi dirigido por dois dos adjuntos de Cajuda, José Carlos e Fernando Mira, notando-se a ausência de Manuel Cajuda, Rui Nascimento e Simão Freitas (preparador físico).«O meu trabalho acabou. Já não sou treinador da Naval», foram estas as palavras que, através do telefone, nos foram proferidas pelo ex-técnico do clube da Figueira, o algarvio Manuel Cajuda.Sabemos que Cajuda se encontrava até há pouco no seu gabinete de trabalho, decerto a arrumar os cacifos antes de provavelmente se reunir com dirigentes do clube podendo eventualmente depois falar em conferência de imprensa.Lembre-se a Naval está há seis jornadas sem vencer e é actualmente o 15.º classificado da Liga.
Camarate
Dúvidas não tenho ou poucas terei que o falecimento dos então primeiro-ministro e ministro da defesa em Camarate tenha sido obra de atentado.
Não alcanço é a querela judiciária da matéria.
Mal ou bem os Tribunais pronunciaram-se pela inexistencia de índicios de crime e decorridos que estão 25 anos tal decisão, fruto de regras processuais, mostra-se inalterável.
Sá Fernandes defende a tese do homicídio, mas certo é que , ainda que lograsse vencimento judicial da sua tese, restava um "pequeno" problema por resolver - o agente do crime.
Ao que sei existe um arguido constituído, em relação ao qual parece não existir prova, mas mesmo que existisse o procedimento criminal acha-se extinto, por prescrição.
Deste modo, é estéril discutir seja o que for em sede judicial.
As sucessivas comissões parlamentares de inquérito chegaram a conclusões tão diversas, que o valor das teses aí afirmadas é, no mínimo, duvidoso. Restará para sempre a dúvida.
O aproveitamento político da memória de Sá Carneiro é vergonhoso e, por vezes, mesmo obsceno.
Assim, passados que estão 25 anos paz aos mortos - R.I.P.
Não alcanço é a querela judiciária da matéria.
Mal ou bem os Tribunais pronunciaram-se pela inexistencia de índicios de crime e decorridos que estão 25 anos tal decisão, fruto de regras processuais, mostra-se inalterável.
Sá Fernandes defende a tese do homicídio, mas certo é que , ainda que lograsse vencimento judicial da sua tese, restava um "pequeno" problema por resolver - o agente do crime.
Ao que sei existe um arguido constituído, em relação ao qual parece não existir prova, mas mesmo que existisse o procedimento criminal acha-se extinto, por prescrição.
Deste modo, é estéril discutir seja o que for em sede judicial.
As sucessivas comissões parlamentares de inquérito chegaram a conclusões tão diversas, que o valor das teses aí afirmadas é, no mínimo, duvidoso. Restará para sempre a dúvida.
O aproveitamento político da memória de Sá Carneiro é vergonhoso e, por vezes, mesmo obsceno.
Assim, passados que estão 25 anos paz aos mortos - R.I.P.
Norton de Matos ou o Rehagell Portugues
Tal como Otto Rehagell com a selecção grega, Norton de Matos analisou os jogadores que tinha á sua disposição e traçou um modelo de jogo.
Ciente das limitações do plantel, Norton assumiu um estilo de jogo em tudo identico ao grego.
Solidez defensiva, com centrais altos e laterais contidos, meio-campo muito forte fisicamente, sempre disposto á lutar pela posse da bola e a cortar as linhas de passe do adversário, alas rápidos a possibilitar o desenvolvimento de ataques surpresa e ponta de lança matador com inegável faro de golo.
Norton como Rehagell joga com o erro adversário, única forma de chegar ao golo numa equipa incapaz de construir lances de ataque organizado. A primeira preocupação é fechar os caminhos da baliza ao adversário, depois virá o golo se e quando o oponente o permitir, ou por outra, o consentir.
Por fim, uma palavra muito especial para o meu amigo João de Deus no sentido de lhe endereçar os maiores encómios pelo trabalho desenvolvido, pois os indíces físicos do Vitória não podem ser obra do acaso.
Ciente das limitações do plantel, Norton assumiu um estilo de jogo em tudo identico ao grego.
Solidez defensiva, com centrais altos e laterais contidos, meio-campo muito forte fisicamente, sempre disposto á lutar pela posse da bola e a cortar as linhas de passe do adversário, alas rápidos a possibilitar o desenvolvimento de ataques surpresa e ponta de lança matador com inegável faro de golo.
Norton como Rehagell joga com o erro adversário, única forma de chegar ao golo numa equipa incapaz de construir lances de ataque organizado. A primeira preocupação é fechar os caminhos da baliza ao adversário, depois virá o golo se e quando o oponente o permitir, ou por outra, o consentir.
Por fim, uma palavra muito especial para o meu amigo João de Deus no sentido de lhe endereçar os maiores encómios pelo trabalho desenvolvido, pois os indíces físicos do Vitória não podem ser obra do acaso.
Vitória nos Barreiros ou o Regresso de Trap
Sangue, Suor e Lágrimas... de Felicidade, assim foi a vitória do SLB na Madeira.
O SLB demonstrando enorme espírito de grupo e de conquista, fez das fraquezas forças e ganhou.
Foi uma vitória à Trapattoni, no sentido de ter sido alicerçada numa forte estrutura defensiva, coesão do meio-campo e denodo na frente de ataque.
Finalmente, Koeman percebeu que só apelando á garra e ao espirito de corpo dos jogadores, esta equipa do SLB, desfalcada das suas pedras nucleares, poderá ganhar jogos.
Só Karayaka não entendeu a mensagem, por isso foi sempre peixe fora de água, tendo sido bem substituído por um Mantorras de regresso á fortuna.
Aliás, a substituição de Karayaka adivinhava-se ao quarto de hora da primeira parte de forma tão flagrante como acertar no euromilhões á segunda-feira.
Mantorras merece referencia especial, porque no seu estilo desengonçado representa a alegria ingénua do menino que gosta de jogar á bola.
O árbitro não se equivocou como os seus parceiros em outras jornadas e, assim, o SLB venceu.
O SLB demonstrando enorme espírito de grupo e de conquista, fez das fraquezas forças e ganhou.
Foi uma vitória à Trapattoni, no sentido de ter sido alicerçada numa forte estrutura defensiva, coesão do meio-campo e denodo na frente de ataque.
Finalmente, Koeman percebeu que só apelando á garra e ao espirito de corpo dos jogadores, esta equipa do SLB, desfalcada das suas pedras nucleares, poderá ganhar jogos.
Só Karayaka não entendeu a mensagem, por isso foi sempre peixe fora de água, tendo sido bem substituído por um Mantorras de regresso á fortuna.
Aliás, a substituição de Karayaka adivinhava-se ao quarto de hora da primeira parte de forma tão flagrante como acertar no euromilhões á segunda-feira.
Mantorras merece referencia especial, porque no seu estilo desengonçado representa a alegria ingénua do menino que gosta de jogar á bola.
O árbitro não se equivocou como os seus parceiros em outras jornadas e, assim, o SLB venceu.
Comentário ao Clássico
Jogo globalmente fraco, com duas equipas temerosas uma da outra.
O SCP apresentou-se no Dragao com uma equipa alegadamente ofensiva.
Todavia, Paulo Bento amarrou os criativos - Moutinho e Carlos Martins - ás alas, cerceando-lhes a capacidade ofensiva no que redundou na existencia de grandes espaços entre linhas, nomeadamente entre meio-campo e o ataque.
É para mim incompreensível a opçao por Moutinho na cobertura a Quaresma, vulgarizando um jogador de talento.
Com a saída de Carlos Martins, o SCP perdeu a pouca intencionalidade ofensiva que tinha, tendo Wender revelado um total desconhecimento do que devia fazer em campo.
A opçao de deixar Liedson em Alvalade, faz-me recordar o episódio Baía quando Mourinho chegou ao FCP - em ambas as situações os treinadores procuraram aglutinar o grupo, fazendo de jogadores emblemáticos bandeiras de pseudo-disciplina.
Quanto ao FCP, Adriaanse continua a desperdiçar o plantel rico em opções de que dispõe.
Obstinado com o sistema de jogo que perconiza não rentabiliza os jogadores, antes tenta encaixá-los em esquemas tácticos pré-definidos.
Assim, Jorginho, Lucho e Lisandro surgem em posições que, claramente, nao são as suas, com evidentes prejuízos.
O árbitro substituto cometeu dois erros claros, a saber duas grandes penalidades não assinaladas.
Polga e Peixoto levaram a mão á bola.
No que concerne aos golos anulados, o do SCP parece-me óbvio o fora de jogo assinalado, já em relação ao do FCP fiquei com dúvidas - parece-me que, acima de tudo, o árbitro apitou para se defender. A existir falta ela não é visível.
No lance de Nani com Pepe, ficou-me a ideia de não ter existido falta, sendo certo que o árbitro apita antes do remate o que, desde logo, inviabiliza a formulação de um juízo de golo anulado, uma vez que os jogadores do FCP pararam de imediato, mormente Vítor Baía.
Salvou-se o resultado, na óptica de um Benfiquista.
O SCP apresentou-se no Dragao com uma equipa alegadamente ofensiva.
Todavia, Paulo Bento amarrou os criativos - Moutinho e Carlos Martins - ás alas, cerceando-lhes a capacidade ofensiva no que redundou na existencia de grandes espaços entre linhas, nomeadamente entre meio-campo e o ataque.
É para mim incompreensível a opçao por Moutinho na cobertura a Quaresma, vulgarizando um jogador de talento.
Com a saída de Carlos Martins, o SCP perdeu a pouca intencionalidade ofensiva que tinha, tendo Wender revelado um total desconhecimento do que devia fazer em campo.
A opçao de deixar Liedson em Alvalade, faz-me recordar o episódio Baía quando Mourinho chegou ao FCP - em ambas as situações os treinadores procuraram aglutinar o grupo, fazendo de jogadores emblemáticos bandeiras de pseudo-disciplina.
Quanto ao FCP, Adriaanse continua a desperdiçar o plantel rico em opções de que dispõe.
Obstinado com o sistema de jogo que perconiza não rentabiliza os jogadores, antes tenta encaixá-los em esquemas tácticos pré-definidos.
Assim, Jorginho, Lucho e Lisandro surgem em posições que, claramente, nao são as suas, com evidentes prejuízos.
O árbitro substituto cometeu dois erros claros, a saber duas grandes penalidades não assinaladas.
Polga e Peixoto levaram a mão á bola.
No que concerne aos golos anulados, o do SCP parece-me óbvio o fora de jogo assinalado, já em relação ao do FCP fiquei com dúvidas - parece-me que, acima de tudo, o árbitro apitou para se defender. A existir falta ela não é visível.
No lance de Nani com Pepe, ficou-me a ideia de não ter existido falta, sendo certo que o árbitro apita antes do remate o que, desde logo, inviabiliza a formulação de um juízo de golo anulado, uma vez que os jogadores do FCP pararam de imediato, mormente Vítor Baía.
Salvou-se o resultado, na óptica de um Benfiquista.
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