Rogério de Brito afastou liminarmente a possibilidade de ser concretizado em transferência o interesse de diversos emblemas europeus em Ricardo. "Não é uma questão para ser abordada. É guarda-redes do Sporting e queremos que continue a ser", assegurou o administrador-executivo da SAD leonina, em Aveiro na apresentação de uma exposição fotográfica comemorativa do centenário do Sporting.
Penso que a principal razão subjacente a esta recusa liminar se prende, exactamente, com a questão suscitada no post anterior.
Não é que Ricardo tenha muitos anos de Sporting, mas ainda assim será dos integrantes do próximo plantel com mais tempo ao serviço do clube e com maior experiência internacional.
Ricardo é, hoje por hoje, o jogador em melhores condições para se tornar uma referência do Sporting. Talvez mesmo o único jogador.
Moutinho e Nani, mais tarde ou mais cedo, irão abandonar o clube, rumando ao estrangeiro.
Custódio é demasiado introvertido para assumir tal estatuto.
Carlos Martins está de saída e a sua personalidade demasiado impulsiva a tal, desde logo, obsta.
Liedson e Polga são brasileiros e o carácter quase bi-polar de um e discreto do outro inviabilizam o alcandorar de tal condição.
Resta Ricardo.
Sobreviveu às ferozes críticas de que foi alvo numa demonstração de carácter e personalidade vincadas e de elevada auto-estima.
É internacional.
Não tem concorrência interna no seu posto.
Tem estatuto e experiência internacional.
É disciplinado.
Ou seja, reúne as qualidades necessárias para se elevar à condição de referência vindoura do Sporting.
sexta-feira, maio 19, 2006
Uma tendência preocupante ou como se apagam as referências
Tal como sucedeu no ano transacto – e em Janeiro, com a saída de Beto – o Sporting diz adeus ao capitão de equipa após o final da temporada.
Se 2004/05 chegou ao fim com a algo tumultuosa partida de Pedro Barbosa, "dono" da braçadeira durante vários anos, em 2005/06 é a vez de Ricardo Sá Pinto ver, por decisão superior, a carreira de atleta profissional terminar, pelo menos no que à equipa profissional do Sporting diz respeito.
Uma equipa de futebol tem de ser uma mescla entre juventude e experiência.
Há que assegurar a continuidade de jogadores que possam enquadrar a chegada de novos elementos, por forma a transmitir-lhes os princípios, os valores e a identidade do clube.
Constituir um plantel, apenas e tão só, com base em jogadores jovens, em início de carreira, pode ser um verdadeiro "Harakiri".
Na próxima época desportiva, o Sporting não terá (por aquilo que se perspectiva) no seu plantel principal nenhuma referência capaz de satisfazer os desideratos sobreditos.
A melhor ilustração deste axioma resulta da interrogação sobre a identidade do novo capitão leonino.
Ricardo? Moutinho? Custódio?
Não vislumbro quem possa assumir-se como referência e as consequências podem ser nefastas.
Se 2004/05 chegou ao fim com a algo tumultuosa partida de Pedro Barbosa, "dono" da braçadeira durante vários anos, em 2005/06 é a vez de Ricardo Sá Pinto ver, por decisão superior, a carreira de atleta profissional terminar, pelo menos no que à equipa profissional do Sporting diz respeito.
Uma equipa de futebol tem de ser uma mescla entre juventude e experiência.
Há que assegurar a continuidade de jogadores que possam enquadrar a chegada de novos elementos, por forma a transmitir-lhes os princípios, os valores e a identidade do clube.
Constituir um plantel, apenas e tão só, com base em jogadores jovens, em início de carreira, pode ser um verdadeiro "Harakiri".
Na próxima época desportiva, o Sporting não terá (por aquilo que se perspectiva) no seu plantel principal nenhuma referência capaz de satisfazer os desideratos sobreditos.
A melhor ilustração deste axioma resulta da interrogação sobre a identidade do novo capitão leonino.
Ricardo? Moutinho? Custódio?
Não vislumbro quem possa assumir-se como referência e as consequências podem ser nefastas.
Partilho desta análise
Artigo de opinião assinado por António Pires e publicado no Jogo:
"Geovanni é um dos jogadores do actual plantel do Benfica que não faz parte dos planos da equipa encarnada para a próxima temporada, isto apesar de o novo treinador não ter sido ainda contratado.
Ontem, o jogador brasileiro fez declarações em que ainda colocava a hipótese de continuar na Luz, embora tenha ficado claro nas suas palavras que já percebeu que o clube não conta consigo.
Contratado a meio da época de 2002/03, proveniente do Barcelona por empréstimo, Geovanni acabou por ser depois contratado em definitivo pelo Benfica, dado que nunca conseguiu impor-se no emblema catalão, que o deixou sair de borla, apesar de ter pago uma elevada soma na sua aquisição ao Cruzeiro.
Jogador de inegável talento, o camisola 11 do Benfica é um daqueles casos que promete muito mas nunca chega a cumprir.
Em alguns jogos, ao longo destes três anos e meio na Luz, Geovanni provou que tinha futebol para ser um dos melhores jogadores do Campeonato nacional e decidiu várias partidas a favor dos encarnados.
Contudo, na maior parte dos jogos parecia que estava alheado do que se passava dentro das quatro linhas, desesperando os vários treinadores que o orientaram.
Esta época, se excluirmos alguns jogos "grandes" - em particular os encontros com o Manchester United (em casa) e com o Liverpool (fora) -, Geovanni foi quase sempre um jogador sem alegria em campo e incapaz de fazer a diferença.
Aliás, os três golos marcados em 25 jogos são uma consequência disso mesmo.
Cada vez mais inoperante quando chamado a jogar, o avançado acabou mesmo por ser excluído da lista de convocados nas duas últimas jornadas, um sinal da insatisfação de Koeman com o seu fraco rendimento.
E apesar de Geovanni ter ontem reclamado que saiu da equipa "quando jogava na sua posição", como avançado, a verdade é que isso não justifica tudo.
O jogador brasileiro pode não ser um verdadeiro extremo - posição em que diz "não querer voltar a jogar" -, mas também nunca foi capaz de provar que era a melhor opção do Benfica para jogar na frente de ataque, como reclama.
Talento não falta a Geovanni, mas o facto de rapidamente ter ficado conhecido entre os adeptos do emblema da águia como "soneca", diz bem da forma de estar deste em campo."
"Geovanni é um dos jogadores do actual plantel do Benfica que não faz parte dos planos da equipa encarnada para a próxima temporada, isto apesar de o novo treinador não ter sido ainda contratado.
Ontem, o jogador brasileiro fez declarações em que ainda colocava a hipótese de continuar na Luz, embora tenha ficado claro nas suas palavras que já percebeu que o clube não conta consigo.
Contratado a meio da época de 2002/03, proveniente do Barcelona por empréstimo, Geovanni acabou por ser depois contratado em definitivo pelo Benfica, dado que nunca conseguiu impor-se no emblema catalão, que o deixou sair de borla, apesar de ter pago uma elevada soma na sua aquisição ao Cruzeiro.
Jogador de inegável talento, o camisola 11 do Benfica é um daqueles casos que promete muito mas nunca chega a cumprir.
Em alguns jogos, ao longo destes três anos e meio na Luz, Geovanni provou que tinha futebol para ser um dos melhores jogadores do Campeonato nacional e decidiu várias partidas a favor dos encarnados.
Contudo, na maior parte dos jogos parecia que estava alheado do que se passava dentro das quatro linhas, desesperando os vários treinadores que o orientaram.
Esta época, se excluirmos alguns jogos "grandes" - em particular os encontros com o Manchester United (em casa) e com o Liverpool (fora) -, Geovanni foi quase sempre um jogador sem alegria em campo e incapaz de fazer a diferença.
Aliás, os três golos marcados em 25 jogos são uma consequência disso mesmo.
Cada vez mais inoperante quando chamado a jogar, o avançado acabou mesmo por ser excluído da lista de convocados nas duas últimas jornadas, um sinal da insatisfação de Koeman com o seu fraco rendimento.
E apesar de Geovanni ter ontem reclamado que saiu da equipa "quando jogava na sua posição", como avançado, a verdade é que isso não justifica tudo.
O jogador brasileiro pode não ser um verdadeiro extremo - posição em que diz "não querer voltar a jogar" -, mas também nunca foi capaz de provar que era a melhor opção do Benfica para jogar na frente de ataque, como reclama.
Talento não falta a Geovanni, mas o facto de rapidamente ter ficado conhecido entre os adeptos do emblema da águia como "soneca", diz bem da forma de estar deste em campo."
Concordo em absoluto com o velho capitão
Entrevista a Mário Wilson acerca da sucessão de Koeman
Eriksson, Carlos Queiroz e Zaccheroni são alternativas para substituir Koeman no comando técnico do Benfica. Algum destes nomes recolhe o seu apoio?
R Todos esses nomes têm um elevado nível, mas penso que o mais talhado para treinar o Benfica é, sem dúvida, Eriksson, formando dupla com Toni, que tem um grande domínio do futebol em termos nacionais e internacionais. Julgo que esta dupla seria a opção mais acertada para a situação actual do Benfica, ainda que não seja discutível a competência dos restantes treinadores.
Acredita na possibilidade de Eriksson voltar ao Benfica?
R Acredito. Eriksson confessou que gostaria de regressar, referindo ainda que o Benfica é um dos grandes clubes do Mundo. Pela forma como se expressou, penso que não haverá grandes entraves, exceptuando talvez as questões financeiras. O técnico sueco teve uma atitude marcante no Benfica, contribuindo para uma evolução dentro do clube, sendo actualmente o treinador de uma importante selecção como a Inglaterra.
A substituição de Koeman é uma questão urgente ou deve ser tratada com tranquilidade?
R Por mim, a situação teria já sido resolvida. Penso que neste caso não se deve perder muito tempo na substituição do treinador, mas temos de compreender que por vezes há certos atrasos devido a algumas prioridades.
Eriksson, Carlos Queiroz e Zaccheroni são alternativas para substituir Koeman no comando técnico do Benfica. Algum destes nomes recolhe o seu apoio?
R Todos esses nomes têm um elevado nível, mas penso que o mais talhado para treinar o Benfica é, sem dúvida, Eriksson, formando dupla com Toni, que tem um grande domínio do futebol em termos nacionais e internacionais. Julgo que esta dupla seria a opção mais acertada para a situação actual do Benfica, ainda que não seja discutível a competência dos restantes treinadores.
Acredita na possibilidade de Eriksson voltar ao Benfica?
R Acredito. Eriksson confessou que gostaria de regressar, referindo ainda que o Benfica é um dos grandes clubes do Mundo. Pela forma como se expressou, penso que não haverá grandes entraves, exceptuando talvez as questões financeiras. O técnico sueco teve uma atitude marcante no Benfica, contribuindo para uma evolução dentro do clube, sendo actualmente o treinador de uma importante selecção como a Inglaterra.
A substituição de Koeman é uma questão urgente ou deve ser tratada com tranquilidade?
R Por mim, a situação teria já sido resolvida. Penso que neste caso não se deve perder muito tempo na substituição do treinador, mas temos de compreender que por vezes há certos atrasos devido a algumas prioridades.
Treinador do SLB - a "Silly Season"
A contratação de um novo treinador pelo Benfica tem assumido, pelo menos, nos últimos três anos contornos de folhetim.
Primeiro foi a renovação com Camacho.
Sim, não, talvez.
Acabou por ficar, não sem que antes se tenha especulado imenso sobre a continuidade.
Depois com a saída do espanhol, foi a vez de se romancear a sua sucessão.
Muitos foram os nomes apontados, mas curiosamente o escolhido foi um dos poucos que ficou de fora do vasto rol de putativos sucessores.
Trap chegou para espanto de todos.
Não obstante ter conquistado o título de campeão nacional, Trap nunca reuniu consenso.
O italiano, profundo conhecedor dos meandros futebolísticos, cedo percebeu que a sua missão estava terminada.
Vieira e Veiga também.
Havia que terminar a relação de forma airosa e um pouco à imagem de Pinto da Costa lá se arranjou um problema familiar que exigia a presença da "velha raposa" em Itália.
Saiu Trap e necessário se tornou assegurar a contratação de um novo treinador.
Após mais uma novela de trama intrincada, contratou-se Koeman.
O holândes não alcançou o sucesso desejado e, uma vez mais, colocou-se o problema da aquisição de um treinador.
Já surgiram os nomes de Eriksson, Carlos Queirós, Zaccheronni e Fernando Santos.
Todos óbvios.
Eriksson por terminar contrato e por ter uma ligação sentimental forte com o Benfica.
Carlos Queirós por ser a eterna possibilidade para qualquer um dos grandes.
Zaccheroni por Trap ter sido campeão.
Fernando Santos por terminar contrato e ser benfiquista.
Mas, ou muito me engano ou o próximo treinador do Benfica não sairá deste lote.
As sucessivas notícias trazidas à estampa pelos jornais desportivos diários decorrem da necessidade de encontrar fontes de atracção no público nesta que pode ser considerada a "silly season" futebolística.
Em ano de Mundial, a definição dos plantéis das equipas ocorre em momento posterior ao imediato termo da época desportiva.
Por norma, algumas contratações verificam-se antes do evento (poucas e geralmente relativas a jogadores não presentes na competição), mas a esmagadora maioria acontece após a realização da competição.
Deste modo, torna-se necessário descobrir outros pontos de interesse susceptíveis de encaminharem os leitores para a compra dos periódicos.
E nada melhor que o rosto do alquimista que guindará o clube mais popular de novo aos êxitos.
Assim se faz jornalismo desportivo em Portugal.
Primeiro foi a renovação com Camacho.
Sim, não, talvez.
Acabou por ficar, não sem que antes se tenha especulado imenso sobre a continuidade.
Depois com a saída do espanhol, foi a vez de se romancear a sua sucessão.
Muitos foram os nomes apontados, mas curiosamente o escolhido foi um dos poucos que ficou de fora do vasto rol de putativos sucessores.
Trap chegou para espanto de todos.
Não obstante ter conquistado o título de campeão nacional, Trap nunca reuniu consenso.
O italiano, profundo conhecedor dos meandros futebolísticos, cedo percebeu que a sua missão estava terminada.
Vieira e Veiga também.
Havia que terminar a relação de forma airosa e um pouco à imagem de Pinto da Costa lá se arranjou um problema familiar que exigia a presença da "velha raposa" em Itália.
Saiu Trap e necessário se tornou assegurar a contratação de um novo treinador.
Após mais uma novela de trama intrincada, contratou-se Koeman.
O holândes não alcançou o sucesso desejado e, uma vez mais, colocou-se o problema da aquisição de um treinador.
Já surgiram os nomes de Eriksson, Carlos Queirós, Zaccheronni e Fernando Santos.
Todos óbvios.
Eriksson por terminar contrato e por ter uma ligação sentimental forte com o Benfica.
Carlos Queirós por ser a eterna possibilidade para qualquer um dos grandes.
Zaccheroni por Trap ter sido campeão.
Fernando Santos por terminar contrato e ser benfiquista.
Mas, ou muito me engano ou o próximo treinador do Benfica não sairá deste lote.
As sucessivas notícias trazidas à estampa pelos jornais desportivos diários decorrem da necessidade de encontrar fontes de atracção no público nesta que pode ser considerada a "silly season" futebolística.
Em ano de Mundial, a definição dos plantéis das equipas ocorre em momento posterior ao imediato termo da época desportiva.
Por norma, algumas contratações verificam-se antes do evento (poucas e geralmente relativas a jogadores não presentes na competição), mas a esmagadora maioria acontece após a realização da competição.
Deste modo, torna-se necessário descobrir outros pontos de interesse susceptíveis de encaminharem os leitores para a compra dos periódicos.
E nada melhor que o rosto do alquimista que guindará o clube mais popular de novo aos êxitos.
Assim se faz jornalismo desportivo em Portugal.
quinta-feira, maio 18, 2006
Numeração das camisolas da Selecção Nacional
Foi hoje anunciada a numeração oficial das camisolas de todos os internacionais portugueses que vão marcar presença na fase final da Mundial2006.
Não existiram grandes mudanças nas escolhas dos números, devido aos jogadores que marcaram presença no Euro2004 terem ficado com o mesmo número.
Numeração das camisolas da Selecção Nacional:
1 - Ricardo
2 - Paulo Ferreira
3 - Marco Caneira
4 - Ricardo Costa
5 - Fernando Meira
6 - Costinha
7 - Luís Figo
8 - Petit
9 - Pauleta
10 - Hugo Viana
11 - Simão Sabrosa
12 - Quim
13 - Miguel
14 - Nuno Valente
15 - Luís Boa Morte
16 - Ricardo Carvalho
17 - Cristiano Ronaldo
18 - Maniche
19 - Tiago
20 - Deco
21 - Nuno Gomes
22 - Bruno Vale
23 - Hélder Postiga
Não existiram grandes mudanças nas escolhas dos números, devido aos jogadores que marcaram presença no Euro2004 terem ficado com o mesmo número.
Numeração das camisolas da Selecção Nacional:
1 - Ricardo
2 - Paulo Ferreira
3 - Marco Caneira
4 - Ricardo Costa
5 - Fernando Meira
6 - Costinha
7 - Luís Figo
8 - Petit
9 - Pauleta
10 - Hugo Viana
11 - Simão Sabrosa
12 - Quim
13 - Miguel
14 - Nuno Valente
15 - Luís Boa Morte
16 - Ricardo Carvalho
17 - Cristiano Ronaldo
18 - Maniche
19 - Tiago
20 - Deco
21 - Nuno Gomes
22 - Bruno Vale
23 - Hélder Postiga
Parabéns e vamos lá marcar o jantar!
Gostaria de agradecer a todos quantos participaram no espaço Prof. Karamba.
Foi uma iniciativa que começou titubeante, mas que se veio a afirmar neste nosso blog.
Gostaria, igualmente, de endereçar os meus sinceros parabéns ao amigo Zex pela sua brilhante vitória.
Aliás, o amigo Zex liderou este espaço do princípio ao fim.
Por outro lado, destacar, também, as prestações dos condóminos que alcançaram a segunda e terceira posições, Qualesma e Carlos, respectivamente.
Findo o espaço Prof. Karamba, urge, como havia sido acordado, diligenciar pela marcação do repasto de entrega dos prémios.
Desde já, na qualidade de administrador do blog, anuncio a todos que o mesmo se realizará em Coimbra, no Restaurante Telheiro.
A data será determinada por consenso entre os participantes neste blog ou, pelo menos, por maioria simples.
Abraço e mais uma vez reitero o meu agradecimento a todos vós.
Foi uma iniciativa que começou titubeante, mas que se veio a afirmar neste nosso blog.
Gostaria, igualmente, de endereçar os meus sinceros parabéns ao amigo Zex pela sua brilhante vitória.
Aliás, o amigo Zex liderou este espaço do princípio ao fim.
Por outro lado, destacar, também, as prestações dos condóminos que alcançaram a segunda e terceira posições, Qualesma e Carlos, respectivamente.
Findo o espaço Prof. Karamba, urge, como havia sido acordado, diligenciar pela marcação do repasto de entrega dos prémios.
Desde já, na qualidade de administrador do blog, anuncio a todos que o mesmo se realizará em Coimbra, no Restaurante Telheiro.
A data será determinada por consenso entre os participantes neste blog ou, pelo menos, por maioria simples.
Abraço e mais uma vez reitero o meu agradecimento a todos vós.
Espaço Prof. Karamba - Classificação Final
1º Lugar: Zex - 145 pontos;
2º Lugar: Qualesma - 131 pontos;
3º Lugar: Carlos - 128 pontos;
4º Lugar: Paco Nassa- 127 pontos;
5º Lugar: Holtreman - 119 pontos;
6º Lugar: Meireles e Costa - 114 pontos;
7º Lugar: Broas - 112 pontos;
8º Lugar: Conático - 109 pontos;
9º Lugar: Cavungi - 102 pontos;
10º Lugar: Vermelho Nunca - 100 pontos;
11º Lugar: Bota Abaixo e Jorge Mínimo - 96 pontos;
12º Lugar: Muceque - 94 pontos;
13º Lugar: Francisco Lázaro - 87 pontos;
14º Lugar: Samsalameh - 86 pontos;
15º Lugar: Vermelho - 85 pontos;
16º Lugar: Vicente Lemos - 79 pontos;
17º Lugar: Mário Feliciano e Verdete - 75 pontos;
18º Lugar: Ronaldinho - 58 pontos;
19º Lugar: Camachio - 56 pontos;
20º Lugar: Zás - 54 pontos;
21º Lugar: Sócio - 51 pontos;
22º Lugar: Sapo - 48 pontos;
23º Lugar: Berbigão - 30 pontos;
24º Lugar: Prof. Venceslau - 18 pontos;
25º Lugar: Karalhounis e Mao 7-1 - 17 pontos;
26º Lugar: Borbas - 12 pontos;
27º Lugar: Matulona e Petit - 5 pontos;
28º Lugar: Astro Mendes e Soares Franco - 2 pontos;
2º Lugar: Qualesma - 131 pontos;
3º Lugar: Carlos - 128 pontos;
4º Lugar: Paco Nassa- 127 pontos;
5º Lugar: Holtreman - 119 pontos;
6º Lugar: Meireles e Costa - 114 pontos;
7º Lugar: Broas - 112 pontos;
8º Lugar: Conático - 109 pontos;
9º Lugar: Cavungi - 102 pontos;
10º Lugar: Vermelho Nunca - 100 pontos;
11º Lugar: Bota Abaixo e Jorge Mínimo - 96 pontos;
12º Lugar: Muceque - 94 pontos;
13º Lugar: Francisco Lázaro - 87 pontos;
14º Lugar: Samsalameh - 86 pontos;
15º Lugar: Vermelho - 85 pontos;
16º Lugar: Vicente Lemos - 79 pontos;
17º Lugar: Mário Feliciano e Verdete - 75 pontos;
18º Lugar: Ronaldinho - 58 pontos;
19º Lugar: Camachio - 56 pontos;
20º Lugar: Zás - 54 pontos;
21º Lugar: Sócio - 51 pontos;
22º Lugar: Sapo - 48 pontos;
23º Lugar: Berbigão - 30 pontos;
24º Lugar: Prof. Venceslau - 18 pontos;
25º Lugar: Karalhounis e Mao 7-1 - 17 pontos;
26º Lugar: Borbas - 12 pontos;
27º Lugar: Matulona e Petit - 5 pontos;
28º Lugar: Astro Mendes e Soares Franco - 2 pontos;
Espaço Prof. Karamba - Classificação Semanal
1º Lugar: Zás - 15 pontos;
2º Lugar: Ronaldinho e Paco Nassa - 13 pontos;
3º Lugar: Costa - 12 pontos;
4º Lugar: Samsalameh, Zex, Qualesma e Broas - 10 pontos;
5º Lugar: Meireles - 9 pontos;
6º Lugar: Jorge Mínimo e Carlos - 8 pontos;
7º Lugar: Holtreman e Vermelho - 7 pontos;
8º Lugar: Vicente Lemos, Francisco Lázaro e Vermelho Nunca - 5 pontos;
9º Lugar: Sócio, Verdete e Muceque - 4 pontos;
10º Lugar: Conático - 2 pontos;
2º Lugar: Ronaldinho e Paco Nassa - 13 pontos;
3º Lugar: Costa - 12 pontos;
4º Lugar: Samsalameh, Zex, Qualesma e Broas - 10 pontos;
5º Lugar: Meireles - 9 pontos;
6º Lugar: Jorge Mínimo e Carlos - 8 pontos;
7º Lugar: Holtreman e Vermelho - 7 pontos;
8º Lugar: Vicente Lemos, Francisco Lázaro e Vermelho Nunca - 5 pontos;
9º Lugar: Sócio, Verdete e Muceque - 4 pontos;
10º Lugar: Conático - 2 pontos;
Pedra basilar - a confirmar-se seria uma excelente notícia para os sportinguistas
O futuro de Caneira conhecerá desenvolvimentos nos próximos dias, prazo estabelecido pelo agente do atleta, Paulo Barbosa, para contactar o clube detentor do passe – o Valência –, a fim de auscultar as intenções e a sensibilidade deste para o regresso do jogador... ou para nova cedência, cenário que agrada aos leões. "Tudo está ainda em aberto", disse, sucintamente, o agente de Caneira, jogador que o Sporting pretende manter outra temporada em Alvalade por empréstimo.
O Valência, na próxima temporada, não vai contar com os laterais-esquerdos Carboni (terminou a carreira) e Fábio Aurélio (vai para o Liverpool), mas nem assim as portas se devem abrir para o polivalente internacional português, pois, em Valência, Caneira era utilizado como defesa-direito ou central, ao contrário do que se verificou no Sporting.
Apesar de ter ainda em vigor um contrato de longa duração com o Valência, as posições nas quais pode ser utilizado na equipa "ché" estão com as respectivas vagas preenchidas, pelo que o seu futuro no clube valenciano, pelo menos na próxima temporada, está em dúvida.
A continuidade do treinador Quique Sánchez Flores no Valência (mais um ano de contrato está assegurado, por ter cumprido os objectivos traçados para a temporada, e um segundo ano está em negociação) é um óbice ao regresso de Caneira ao Valência.
A reunião decisiva e respectivo anúncio de acordo deveria ter lugar por estes dias, mas negócios no ramo imobiliário do presidente Juan Soler adiaram o encontro para a próxima semana.
O técnico não conta com o português, facto que levou, inclusivamente, à sua saída a meio da temporada finda, e o próprio jogador tem noção de que não entra nos planos de Quique Flores para a titularidade, pelo que não gostaria de voltar para ser suplente.
O Valência está, neste momento, a sofrer uma reestruturação no departamento de futebol, sendo que Eduardo Maciá e Carboni vão assumir a pasta, num triunvirato completo com as opiniões e decisões do técnico no que toca a entradas e saídas do plantel.
Perante este cenário, o futuro de Caneira em Valência fica comprometido, situação que favorece o Sporting, que aguarda por novidades neste caso, no sentido de manter o jogador mais um ano, outra vez por empréstimo.
O Valência, na próxima temporada, não vai contar com os laterais-esquerdos Carboni (terminou a carreira) e Fábio Aurélio (vai para o Liverpool), mas nem assim as portas se devem abrir para o polivalente internacional português, pois, em Valência, Caneira era utilizado como defesa-direito ou central, ao contrário do que se verificou no Sporting.
Apesar de ter ainda em vigor um contrato de longa duração com o Valência, as posições nas quais pode ser utilizado na equipa "ché" estão com as respectivas vagas preenchidas, pelo que o seu futuro no clube valenciano, pelo menos na próxima temporada, está em dúvida.
A continuidade do treinador Quique Sánchez Flores no Valência (mais um ano de contrato está assegurado, por ter cumprido os objectivos traçados para a temporada, e um segundo ano está em negociação) é um óbice ao regresso de Caneira ao Valência.
A reunião decisiva e respectivo anúncio de acordo deveria ter lugar por estes dias, mas negócios no ramo imobiliário do presidente Juan Soler adiaram o encontro para a próxima semana.
O técnico não conta com o português, facto que levou, inclusivamente, à sua saída a meio da temporada finda, e o próprio jogador tem noção de que não entra nos planos de Quique Flores para a titularidade, pelo que não gostaria de voltar para ser suplente.
O Valência está, neste momento, a sofrer uma reestruturação no departamento de futebol, sendo que Eduardo Maciá e Carboni vão assumir a pasta, num triunvirato completo com as opiniões e decisões do técnico no que toca a entradas e saídas do plantel.
Perante este cenário, o futuro de Caneira em Valência fica comprometido, situação que favorece o Sporting, que aguarda por novidades neste caso, no sentido de manter o jogador mais um ano, outra vez por empréstimo.
Um bom negócio relativo a um jogador que nunca se afirmou completamente
Diego vai jogar no Werder Bremen a partir da próxima temporada e o FC Porto recebe sete milhões de euros pelo negócio.
O negócio vai render "sete milhões de euros" aos dragões, anunciou ainda o pai do médio-ofensivo, ou seja, a verba que a SAD azul e branca teve de pagar há dois anos ao Santos para contratar o internacional brasileiro. No entanto, a primeira proposta dos alemães encontrava-se apenas nos seis milhões de euros. "Felizmente eles subiram a parada e o negócio foi feito. Estamos felizes", afirmou Djair Ribas da Cunha.
Neste momento, falta apenas passar para o papel o acordo verbal existente entre Diego e o Werder Bremen, uma vez que entre os dois clubes está tudo tratado, conforme reconheceu o empresário do jogador. "Vamos assinar amanhã [hoje] um pré-contrato com o Werder Bremen, que se encontra representado na cidade do Porto. Depois, ficam a faltar apenas os habituais exames médico para que a transferência seja definitivamente consumada. No entanto, na prática, já está tudo fechado", afirmou.
O negócio vai render "sete milhões de euros" aos dragões, anunciou ainda o pai do médio-ofensivo, ou seja, a verba que a SAD azul e branca teve de pagar há dois anos ao Santos para contratar o internacional brasileiro. No entanto, a primeira proposta dos alemães encontrava-se apenas nos seis milhões de euros. "Felizmente eles subiram a parada e o negócio foi feito. Estamos felizes", afirmou Djair Ribas da Cunha.
Neste momento, falta apenas passar para o papel o acordo verbal existente entre Diego e o Werder Bremen, uma vez que entre os dois clubes está tudo tratado, conforme reconheceu o empresário do jogador. "Vamos assinar amanhã [hoje] um pré-contrato com o Werder Bremen, que se encontra representado na cidade do Porto. Depois, ficam a faltar apenas os habituais exames médico para que a transferência seja definitivamente consumada. No entanto, na prática, já está tudo fechado", afirmou.
Dos 3 só Eriksson me satisfaz
A sucessão de Ronald Koeman poderá estar resolvida até ao final da semana, sendo três os nomes de peso discutidos entre Luís Filipe Vieira e José Veiga.
O italiano Alberto Zaccheroni e o sueco Sven-Goran Eriksson estão na primeira linha das escolhas da dupla responsável pelo futebol encarnado, mas o nome de Carlos Queiroz também se junta a esta lista de potenciais sucessores de Koeman.
Numa primeira fase, as preferências de Vieira e Veiga recaíam sobre um treinador estrangeiro, no caso de Eriksson em alguém dono de um capital de prestígio ímpar no futebol mundial.
Em Portugal, especificamente, o sueco ganhou "só" três Campeonatos (1982/83, 1983/84 e 1990/91), uma Taça de Portugal (1982/83) e uma Supertaça Cândido de Oliveira (1989/90), em cinco anos no comando técnico do Benfica.
Recentemente, porém, as declarações dos dirigentes – principalmente de José Veiga – abriram a porta ao mercado nacional.
É nesse sentido que surge o nome de Carlos Queirós, profundo conhecedor do futebol português e com uma carreira marcada pela sua passagem por dois dos maiores emblemas europeus – Manchester United e Real Madrid.
Com contrato com os "red devils" – onde desempenha as funções de treinador de campo, já que Alex Ferguson é o "manager" – até ao final da próxima temporada, as qualidades de Queiroz reúnem consenso na Luz.
A possibilidade de contratar Alberto Zaccheroni também está em cima da mesa.
O técnico italiano, que já foi campeão nacional no seu país, ao serviço do AC Milan, traria (ou trará) para o Estádio da Luz o rigor táctico que há dois anos Giovanni Trapattoni impôs com sucesso e que esteve na base do título nacional.
Queirós é um teórico, que nunca ganhou nada.
Zaccheroni é ainda mais defensivo que Trap.
Eriksson, embora pense que o montante do seu salário inviabilizará a sua contratação, agradava-me profundamente.
A ver vamos.
O italiano Alberto Zaccheroni e o sueco Sven-Goran Eriksson estão na primeira linha das escolhas da dupla responsável pelo futebol encarnado, mas o nome de Carlos Queiroz também se junta a esta lista de potenciais sucessores de Koeman.
Numa primeira fase, as preferências de Vieira e Veiga recaíam sobre um treinador estrangeiro, no caso de Eriksson em alguém dono de um capital de prestígio ímpar no futebol mundial.
Em Portugal, especificamente, o sueco ganhou "só" três Campeonatos (1982/83, 1983/84 e 1990/91), uma Taça de Portugal (1982/83) e uma Supertaça Cândido de Oliveira (1989/90), em cinco anos no comando técnico do Benfica.
Recentemente, porém, as declarações dos dirigentes – principalmente de José Veiga – abriram a porta ao mercado nacional.
É nesse sentido que surge o nome de Carlos Queirós, profundo conhecedor do futebol português e com uma carreira marcada pela sua passagem por dois dos maiores emblemas europeus – Manchester United e Real Madrid.
Com contrato com os "red devils" – onde desempenha as funções de treinador de campo, já que Alex Ferguson é o "manager" – até ao final da próxima temporada, as qualidades de Queiroz reúnem consenso na Luz.
A possibilidade de contratar Alberto Zaccheroni também está em cima da mesa.
O técnico italiano, que já foi campeão nacional no seu país, ao serviço do AC Milan, traria (ou trará) para o Estádio da Luz o rigor táctico que há dois anos Giovanni Trapattoni impôs com sucesso e que esteve na base do título nacional.
Queirós é um teórico, que nunca ganhou nada.
Zaccheroni é ainda mais defensivo que Trap.
Eriksson, embora pense que o montante do seu salário inviabilizará a sua contratação, agradava-me profundamente.
A ver vamos.
Análise à final da Champions
O Barcelona venceu a final da Champions.
Um certo travo a injustiça perpassa pela vitória catalã.
Não fôra a fraca qualidade de Almunia e certamente que hoje meio mundo estaria surpreso com a forma como o Arsenal, reduzido a 10 homens a partir dos 18 minutos da primeira parte, teria vencido a partida.
O Arsenal demonstrou, na maior parte do tempo de jogo (com excepção dos últimos 15 minutos), mais equilíbrio entre sectores, mais organização e individualidades mais inspiradas.
A segurança do quarteto defensivo, o controlo da posse da bola e dos espaços por parte do meio-campo, a capacidade de penetração e de condução de jogo dos alas e a capacidade de improvisação de Henry emergiram face a um Barcelona claramente desgastado e surpreendido com a qualidade de jogo inglesa.
O Arsenal dominava as incidências da partida, até que aos 18 minutos um lance genial de Ronaldinho e Eto´o conduziu à expulsão de Lehman.
Decisão incompreensível do árbitro, que beneficiou claramente o infractor.
O árbitro deveria ter expulso Lehamn, como efectivamente fez, mas deveria, simultaneamente, ter validado o golo de Giuly.
A partir daí, o Barcelona convenceu-se que o jogo mais tarde ou mais cedo estaria resolvido.
Puro Engano!
O Arsenal fez das fraquezas forças e com Fabregas e Henry a valerem por quatro, bem acolitados por Ljungberg e Hleb, a diferença numérica não se fez notar.
Tanto assim foi que, num lance de bola parada, Sol Campbell elevou-se de forma magistral entre a defesa catalã, fazendo o 1-0.
A partir de então, o Arsenal baixou as suas linhas e apostou tudo nas transições rápidas protagonizadas por Henry, Ljungberg e Hleb.
O Barça lançou-se numa ofensiva desenfreada, mas sem que tivesse logrado criar situações de real perigo para as redes arsenalistas (com excepção de um remate de Eto´o que embateu na base do poste da baliza de Almunia).
Até ao minuto 75, o Arsenal transmitiu a ideia de controlar o jogo, ainda que o Barça apresentasse maior posse de bola e dominasse territorialmente.
O minuto 75 foi fatal para as aspirações inglesas.
Eto´o rasga pela esquerda e à saída de Almunia faz golo.
Golo alcançado fruto do deficiente posicionamento do guardião espanhol.
Nunca por nunca a bola pode entrar na baliza pelo "seu" lado.
O ângulo mais próximo do guarda-redes tem de ser obrigatoriamente por este coberto.
O Arsenal tremeu e o Barça acreditou nas suas possibilidades.
Volvidos 5 minutos e eis senão quando uma incursão de Belleti pela direita resulta em novo golo.
Novo golo e novo frango.
Este ainda mais evidente que o anterior.
Aliás, o golo só o foi graças à infeliz intervenção de Almunia que com o seu pé introduziu a bola na baliza.
Estava feito o resultado, ainda que não a justiça no marcador.
O Arsenal merecia, pelo menos, o prolongamento.
O Barça pouco jogou, deu nota de ser uma equipa fatigada e ansiosa.
A circunstância de Deco ser o único jogador do plantel do Barça que havia já conquistado a Champions pesou no rendimento evidenciado pelos jogadores do Barça.
Com excepção de Iniesta (que grande jogo), os restantes jogadores do Barça exibiram-se a um nível inferior ao do seu potencial futebolístico.
Ronaldinho mostrou-se claramente desinspirado, tendo o seu génio apenas reluzido por duas ocasiões e ambas na primeira metade da partida em dois passes a desmarcar companheiros.
Eto´o só apareceu a espaços e o golo que obteve, a par de um remate ao poste, foram os pontos altos de uma exibição intermitente.
Deco procurou pautar o ritmo do jogo, mas foi ofuscado por Fabregas. É urgente recuperá-lo fisicamente para o Mundial.
Iniesta sobressaiu no papel que deveria caber a Deco, organizando, penetrando e gerindo os ritmos.
Van Bommel demonstrou que tem vontade, mas a sua qualidade técnica não lhe permite atingir a dimensão dos seus colegas de equipa.
A defesa oscilou perante a velocidade de Henry e dos alas e do jogo entre linhas de Fabregas.
Ainda assim, Puyol conseguiu segurar e evitar males maiores.
No Arsenal, Almunia errou quando não o podia fazer e cavou a sepultura inglesa.
Não tem qualidade, nem estofo para ser guarda-redes de uma equipa como o Arsenal.
A defesa esteve quase perfeita e ontem percebeu-se a razão pela qual o Arsenal só havia sofrido golos na fase de grupos.
As adaptações de Eboué e Touré foram apostas ganhas por Wenger, que conseguiu aportar consistência a um sector que era tido pelo calcanhar de aquiles dos londrinos.
Fabregas foi imenso. Que grande jogador!!!
Gilberto Silva auxiliou bem o seu colega, mas sem atingir o seu nível de brilhantismo.
Hleb e Ljungberg foram cavalos à solta, verdadeiros instigadores das oscilações da defesa catalã.
Henry foi Henry. O melhor de si emergiu neste jogo.
Vitória Catalã, num belíssimo jogo de futebol.
Um certo travo a injustiça perpassa pela vitória catalã.
Não fôra a fraca qualidade de Almunia e certamente que hoje meio mundo estaria surpreso com a forma como o Arsenal, reduzido a 10 homens a partir dos 18 minutos da primeira parte, teria vencido a partida.
O Arsenal demonstrou, na maior parte do tempo de jogo (com excepção dos últimos 15 minutos), mais equilíbrio entre sectores, mais organização e individualidades mais inspiradas.
A segurança do quarteto defensivo, o controlo da posse da bola e dos espaços por parte do meio-campo, a capacidade de penetração e de condução de jogo dos alas e a capacidade de improvisação de Henry emergiram face a um Barcelona claramente desgastado e surpreendido com a qualidade de jogo inglesa.
O Arsenal dominava as incidências da partida, até que aos 18 minutos um lance genial de Ronaldinho e Eto´o conduziu à expulsão de Lehman.
Decisão incompreensível do árbitro, que beneficiou claramente o infractor.
O árbitro deveria ter expulso Lehamn, como efectivamente fez, mas deveria, simultaneamente, ter validado o golo de Giuly.
A partir daí, o Barcelona convenceu-se que o jogo mais tarde ou mais cedo estaria resolvido.
Puro Engano!
O Arsenal fez das fraquezas forças e com Fabregas e Henry a valerem por quatro, bem acolitados por Ljungberg e Hleb, a diferença numérica não se fez notar.
Tanto assim foi que, num lance de bola parada, Sol Campbell elevou-se de forma magistral entre a defesa catalã, fazendo o 1-0.
A partir de então, o Arsenal baixou as suas linhas e apostou tudo nas transições rápidas protagonizadas por Henry, Ljungberg e Hleb.
O Barça lançou-se numa ofensiva desenfreada, mas sem que tivesse logrado criar situações de real perigo para as redes arsenalistas (com excepção de um remate de Eto´o que embateu na base do poste da baliza de Almunia).
Até ao minuto 75, o Arsenal transmitiu a ideia de controlar o jogo, ainda que o Barça apresentasse maior posse de bola e dominasse territorialmente.
O minuto 75 foi fatal para as aspirações inglesas.
Eto´o rasga pela esquerda e à saída de Almunia faz golo.
Golo alcançado fruto do deficiente posicionamento do guardião espanhol.
Nunca por nunca a bola pode entrar na baliza pelo "seu" lado.
O ângulo mais próximo do guarda-redes tem de ser obrigatoriamente por este coberto.
O Arsenal tremeu e o Barça acreditou nas suas possibilidades.
Volvidos 5 minutos e eis senão quando uma incursão de Belleti pela direita resulta em novo golo.
Novo golo e novo frango.
Este ainda mais evidente que o anterior.
Aliás, o golo só o foi graças à infeliz intervenção de Almunia que com o seu pé introduziu a bola na baliza.
Estava feito o resultado, ainda que não a justiça no marcador.
O Arsenal merecia, pelo menos, o prolongamento.
O Barça pouco jogou, deu nota de ser uma equipa fatigada e ansiosa.
A circunstância de Deco ser o único jogador do plantel do Barça que havia já conquistado a Champions pesou no rendimento evidenciado pelos jogadores do Barça.
Com excepção de Iniesta (que grande jogo), os restantes jogadores do Barça exibiram-se a um nível inferior ao do seu potencial futebolístico.
Ronaldinho mostrou-se claramente desinspirado, tendo o seu génio apenas reluzido por duas ocasiões e ambas na primeira metade da partida em dois passes a desmarcar companheiros.
Eto´o só apareceu a espaços e o golo que obteve, a par de um remate ao poste, foram os pontos altos de uma exibição intermitente.
Deco procurou pautar o ritmo do jogo, mas foi ofuscado por Fabregas. É urgente recuperá-lo fisicamente para o Mundial.
Iniesta sobressaiu no papel que deveria caber a Deco, organizando, penetrando e gerindo os ritmos.
Van Bommel demonstrou que tem vontade, mas a sua qualidade técnica não lhe permite atingir a dimensão dos seus colegas de equipa.
A defesa oscilou perante a velocidade de Henry e dos alas e do jogo entre linhas de Fabregas.
Ainda assim, Puyol conseguiu segurar e evitar males maiores.
No Arsenal, Almunia errou quando não o podia fazer e cavou a sepultura inglesa.
Não tem qualidade, nem estofo para ser guarda-redes de uma equipa como o Arsenal.
A defesa esteve quase perfeita e ontem percebeu-se a razão pela qual o Arsenal só havia sofrido golos na fase de grupos.
As adaptações de Eboué e Touré foram apostas ganhas por Wenger, que conseguiu aportar consistência a um sector que era tido pelo calcanhar de aquiles dos londrinos.
Fabregas foi imenso. Que grande jogador!!!
Gilberto Silva auxiliou bem o seu colega, mas sem atingir o seu nível de brilhantismo.
Hleb e Ljungberg foram cavalos à solta, verdadeiros instigadores das oscilações da defesa catalã.
Henry foi Henry. O melhor de si emergiu neste jogo.
Vitória Catalã, num belíssimo jogo de futebol.
quarta-feira, maio 17, 2006
Por falar em assistências...
A partida de futebol em que se registou uma menor afluência de público ocorreu em 1980, durante o jogo Taguatinga 2 x Desportiva Bandeirante 0, em Brasília, na qual não havia nenhum adepto nas bancadas.
Dez anos antes, também no Brasil, o jogo Gama x Jaguar teve apenas um pagante.
Dez anos antes, também no Brasil, o jogo Gama x Jaguar teve apenas um pagante.
Assistências - a triste realidade do futebol português
Quando estavam decorridos dois terços do campeonato, as assistências nos estádios portugueses foram analisadas.
Na ocasião, a alteração mais profunda que tinha acontecido, era a chegada do Benfica ao primeiro lugar das assistências médias.
Com o final do campeonato, as posições principais mantiveram-se, e nos seis primeiros lugares, a alteração mais interessante foi o aumento em quase 2.000 adeptos no estádio da Académica, ainda assim abaixo dos 10.000.
Benfica terminou a época como o estádio com melhor assistência, seguido de Porto e Sporting.
Nos lugares seguintes aos 3 grandes, aparecem os dois principais clubes do Minho seguidos da Briosa.
Uma nota final, nos 7 primeiros lugares em termos de assistências, estão os dois históricos que este ano desceram de divisão: Guimarães e Belenenses.
Ranking-Clube-Média-%Lotação
1.Benfica-41926- 64 %
2.FC Porto-38679- 74 %
3.Sporting-31667- 65 %
4.V. Guimarães-15979- 53 %
5.Sp. Braga-11479- 38 %
6.Académica-9394- 33 %
Comparando os campeonatos internacionais, em termos de assistência média, as posições em relação à última análise mantêm-se exactamente iguais.
No entanto há 3 factos a realçar:
1. A Alemanha, que é o país com a melhor assistência média na Europa, foi o único campeonato a registar uma média superior a 40.000 adeptos;
2. A França ficou a escasso 300 adeptos de ultrapassar a Itália, onde se nota uma clara crise em termos de assistência no futebol;
3. Portugal conseguiu ficar acima dos 10.000 adeptos, sendo que a principal causa que elevou este número, radica nas borlas das últimas jornadas;
4. A Escócia, com o modelo de Liga conhecido por ter apenas 12 equipas, consegue registar médias de assistência acima dos 16.000 adeptos;
Campeonato - Média de Assitência
1. Alemanha - 40,747
2. Inglaterra - 33.887
3. Espanha - 29.136
4. Itália - 21.818
5. França - 21.527
Holanda - 16.840
Escócia - 16.258
Portugal - 10.472
Na ocasião, a alteração mais profunda que tinha acontecido, era a chegada do Benfica ao primeiro lugar das assistências médias.
Com o final do campeonato, as posições principais mantiveram-se, e nos seis primeiros lugares, a alteração mais interessante foi o aumento em quase 2.000 adeptos no estádio da Académica, ainda assim abaixo dos 10.000.
Benfica terminou a época como o estádio com melhor assistência, seguido de Porto e Sporting.
Nos lugares seguintes aos 3 grandes, aparecem os dois principais clubes do Minho seguidos da Briosa.
Uma nota final, nos 7 primeiros lugares em termos de assistências, estão os dois históricos que este ano desceram de divisão: Guimarães e Belenenses.
Ranking-Clube-Média-%Lotação
1.Benfica-41926- 64 %
2.FC Porto-38679- 74 %
3.Sporting-31667- 65 %
4.V. Guimarães-15979- 53 %
5.Sp. Braga-11479- 38 %
6.Académica-9394- 33 %
Comparando os campeonatos internacionais, em termos de assistência média, as posições em relação à última análise mantêm-se exactamente iguais.
No entanto há 3 factos a realçar:
1. A Alemanha, que é o país com a melhor assistência média na Europa, foi o único campeonato a registar uma média superior a 40.000 adeptos;
2. A França ficou a escasso 300 adeptos de ultrapassar a Itália, onde se nota uma clara crise em termos de assistência no futebol;
3. Portugal conseguiu ficar acima dos 10.000 adeptos, sendo que a principal causa que elevou este número, radica nas borlas das últimas jornadas;
4. A Escócia, com o modelo de Liga conhecido por ter apenas 12 equipas, consegue registar médias de assistência acima dos 16.000 adeptos;
Campeonato - Média de Assitência
1. Alemanha - 40,747
2. Inglaterra - 33.887
3. Espanha - 29.136
4. Itália - 21.818
5. França - 21.527
Holanda - 16.840
Escócia - 16.258
Portugal - 10.472
Académica - um retrato fiel da realidade
Aqui fica um post de um artigo do JN sobre a realidade da Académica:
"Briosa, Académica e a publicidade enganosa.
Maio é o mês do coração e por isso o mês ideal para falar da Académica.
Falar do que ela é hoje, ou parece ser, e não da Académica da Academia, daquela equipa de futebol inteligente, irreverente, com personalidade, estilo próprio de jogo e que vestida de negro fazia um futebol sem tropeções, sedoso, estético e vivo de cor.
Também não merece a pena falar da Académica comprometida com valores e utopias, que garantia haver futuro e que, para além do futebol, defendia e praticava a formação humana, cívica e académica.
Hoje esta Académica não existe.
O romantismo no futebol acabou restando a saudade, a memória e o mito que a transformou na Briosa.
A ambição de compatibilizar futuro, presente e passado e sobretudo a angústia de ver perder a sua mística já levaram à realização de congressos e a intensos e criativos debates, contudo não se conhece um desenho e uma vontade consequente que responda aos seus problemas e lhe dê futuro salvando o essencial do seu passado.
Na verdade, nos últimos anos, temos assistido a uma degradação galopante das suas especificidades e singularidades e mais dia, menos dia, a continuar assim, assistiremos ao enterro da sua alma.
Desportivamente, vimo-la desfigurada, sem fio de jogo, igual a qualquer outra equipa do fundo da tabela. Aliás, nos últimos anos vimo-la transformada numa placa giratória de jogadores, especialmente brasileiros, a modos que trazidos em voos low cost.
Não consta que sejam estudantes, nem que tenham vindo pelo Programa Erasmus.
Vieram como profissionais, para mostrar o seu futebol, como dizem, e passaram a ser classificados como "activos".
Claro que depois vimos uma equipa entrar em campo com oito ou nove destes jogadores, formados numa escola totalmente diferente, aos quais nem há tempo para explicar o que foi a Académica e que jogam e se comportam aqui como o fariam em qualquer outra equipa.
É verdade que esta é a realidade do nosso futebol e não apenas da Académica, mas o que tornou a Académica especial foi ter sabido ser diferente e não assumir o futebol como fim em sim mesmo, como as outras equipas, mas protagonizar uma atitude interventiva na vida cultural, cívica e até política da cidade e do País e com este modelo isso não é possível.
Hoje a Académica está desligada da Academia, perdendo por isso, a cada dia que passa, parte da sua futura base nacional de apoio e mostra-se incapaz de encontrar uma solução desportiva e de gestão adequada à preservação da sua história e do seu passado.
Protagonizando um processo de contentamento geral através do método de inclusão politico-partidária, onde estão todos de todos os lados, como se a concertação partidária fosse uma necessidade académica à sua subsistência, acomodou-se ao poder económico e passou a integrar os círculos de negócio daquilo que é chamado como a indústria do futebol, normalizando-se e transformando-se num clube e numa equipa do sistema.
Neste momento a ideia é de que a Académica não passa de uma marca comercial que o marketing utiliza para vender uns jogos e valorizar uns jogadores que alguém, depois, se entretém a comercializar.Acabado o campeonato e na preparação para um próximo ano de sofrimento, seria bom, porque ainda há espírito académico, veteranos, alguns jogadores referência que transportam o ADN da Académica e adeptos entusiastas, poder ver surgir um projecto global para a Académica, em que se inclui o projecto desportivo, e ter a convicção de que chamar Briosa à Académica não é publicidade enganosa."
"Briosa, Académica e a publicidade enganosa.
Maio é o mês do coração e por isso o mês ideal para falar da Académica.
Falar do que ela é hoje, ou parece ser, e não da Académica da Academia, daquela equipa de futebol inteligente, irreverente, com personalidade, estilo próprio de jogo e que vestida de negro fazia um futebol sem tropeções, sedoso, estético e vivo de cor.
Também não merece a pena falar da Académica comprometida com valores e utopias, que garantia haver futuro e que, para além do futebol, defendia e praticava a formação humana, cívica e académica.
Hoje esta Académica não existe.
O romantismo no futebol acabou restando a saudade, a memória e o mito que a transformou na Briosa.
A ambição de compatibilizar futuro, presente e passado e sobretudo a angústia de ver perder a sua mística já levaram à realização de congressos e a intensos e criativos debates, contudo não se conhece um desenho e uma vontade consequente que responda aos seus problemas e lhe dê futuro salvando o essencial do seu passado.
Na verdade, nos últimos anos, temos assistido a uma degradação galopante das suas especificidades e singularidades e mais dia, menos dia, a continuar assim, assistiremos ao enterro da sua alma.
Desportivamente, vimo-la desfigurada, sem fio de jogo, igual a qualquer outra equipa do fundo da tabela. Aliás, nos últimos anos vimo-la transformada numa placa giratória de jogadores, especialmente brasileiros, a modos que trazidos em voos low cost.
Não consta que sejam estudantes, nem que tenham vindo pelo Programa Erasmus.
Vieram como profissionais, para mostrar o seu futebol, como dizem, e passaram a ser classificados como "activos".
Claro que depois vimos uma equipa entrar em campo com oito ou nove destes jogadores, formados numa escola totalmente diferente, aos quais nem há tempo para explicar o que foi a Académica e que jogam e se comportam aqui como o fariam em qualquer outra equipa.
É verdade que esta é a realidade do nosso futebol e não apenas da Académica, mas o que tornou a Académica especial foi ter sabido ser diferente e não assumir o futebol como fim em sim mesmo, como as outras equipas, mas protagonizar uma atitude interventiva na vida cultural, cívica e até política da cidade e do País e com este modelo isso não é possível.
Hoje a Académica está desligada da Academia, perdendo por isso, a cada dia que passa, parte da sua futura base nacional de apoio e mostra-se incapaz de encontrar uma solução desportiva e de gestão adequada à preservação da sua história e do seu passado.
Protagonizando um processo de contentamento geral através do método de inclusão politico-partidária, onde estão todos de todos os lados, como se a concertação partidária fosse uma necessidade académica à sua subsistência, acomodou-se ao poder económico e passou a integrar os círculos de negócio daquilo que é chamado como a indústria do futebol, normalizando-se e transformando-se num clube e numa equipa do sistema.
Neste momento a ideia é de que a Académica não passa de uma marca comercial que o marketing utiliza para vender uns jogos e valorizar uns jogadores que alguém, depois, se entretém a comercializar.Acabado o campeonato e na preparação para um próximo ano de sofrimento, seria bom, porque ainda há espírito académico, veteranos, alguns jogadores referência que transportam o ADN da Académica e adeptos entusiastas, poder ver surgir um projecto global para a Académica, em que se inclui o projecto desportivo, e ter a convicção de que chamar Briosa à Académica não é publicidade enganosa."
A sorte grande de um guarda-redes apenas razoável
José Mourinho assumiu anteontem que o Chelsea vai contratar um guarda-redes... português.
Ficou subentendido pela maioria da Imprensa que o nome em cima da mesa seria o de Quim, do Benfica.
Mas não! As pistas eram falsas.
O guarda-redes que o campeão inglês vai de facto contratar é... Hilário, em final de contrato com o Nacional da Madeira.
Os contactos foram já estabelecidos e está praticamente tudo certo para que nos próximos dias o guarda-redes assine um contrato que, em princípio, será válido por duas temporadas.
Ficou subentendido pela maioria da Imprensa que o nome em cima da mesa seria o de Quim, do Benfica.
Mas não! As pistas eram falsas.
O guarda-redes que o campeão inglês vai de facto contratar é... Hilário, em final de contrato com o Nacional da Madeira.
Os contactos foram já estabelecidos e está praticamente tudo certo para que nos próximos dias o guarda-redes assine um contrato que, em princípio, será válido por duas temporadas.
Formação e Competição - Políticas Desportivas
Da convocatória de Scolari, como muito bem ontem enfatizou o condómino Carlos, constam 8 jogadores formados no Sporting, a saber Miguel (a parte inicial da formação, tendo sido posteriormente dispensado), Nuno Valente, Caneira, Hugo Viana, Luís Boa Morte, Simão, Luís Figo e Cristiano Ronaldo.
Daqui resulta a constatação de um trabalho inegávelmente meritório ao nível da formação encetado há mais de duas décadas pelo clube leonino.
Se analisarmos a proveniência formativa dos restantes jogadores, deflui que 4 jogadores iniciaram a sua carreira no FCPorto, 2 no Boavista e Braga, 1 no Benfica, 1 no Guimarães, 1 no Setúbal, 1 do Montijo e 3 cujo percurso nas camadas jovens se espraiou por vários clubes.
A convocatória de Scolari reflecte a qualidade do trabalho de formação que os clubes grandes têm desenvolvido nas últimas décadas em Portugal.
O Sporting surge, naturalmente, à cabeça, acolitado pelo Porto e seguido a longa distância pelo Benfica.
Uma rede integrada de "olheiros" "caça-talentos" com dimensão nacional e um quadro de técnicos de reconhecida capacidade conjugados com meios materiais e logísticos capazes, fazem dos sectores de formação leonino e portista casos ímpares no panorama do futebol nacional.
A diferença entre ambos tem residido, apenas, no maior ou menor número de jovens talentos descobertos.
E se nos detivermos no número de títulos conquistados, então a equivalência emerge reforçada.
A formação do SLBenfica sofreu um duro golpe durante o consulado de Vale e Azevedo, que, pura e simplesmente, destruiu a rede de olheiros que existia, extinguiu as equipas B de cada um dos escalões e destituiu de condições logísticas as camadas jovens.
Destarte, o Benfica cavou um fosso enorme para os seus rivais, o qual se evidencia, agora, na lista de convocados de Scolari.
Avisadamente, Filipe Vieira procurou inverter esta tendência e recuperar o tempo perdido ao imprimir uma nova dinâmica na formação, a qual será, certamente, potenciada com a entrada em funcionamento do Centro de Estágio e Formação do Seixal.
Todavia, se este é o retrato da formação em Portugal, constatamos que à qualidade no processo formativo não corresponde o seu aproveitamento e capitalização nas equipas seniores.
Na verdade, principalmente o Sporting não tem vindo a rentabilizar o excelente trabalho realizado ao nível das camadas jovens.
E isto de um ponto de vista desportivo, mas também financeiro.
Com excepção de Hugo Viana, os restantes jogadores convocados por Scolari cujo processo de formação ocorreu no Sporting nunca foram campeões nacionais seniores pelo clube.
Tais jogadores não alinharam mais do que duas a três épocas na principal equipa leonina.
Saíram do clube quando o seu processo formativo ainda se encontrava em fase de maturação e, como tal, o aproveitamento desportivo das suas capacidades surgiu diminuido.
O Sporting, fruto do crónico deficit orçamental em que vivem os clubes portugueses e graças a algumas asnáticas opções de gestão, cedo, muito cedo procurou transaccionar os jovens talentos emergentes, cerceando-lhes a possibilidade de concluírem o seu processo formativo no clube e, assim, retirando ao clube a capacidade de os rentabilizar desportivamente.
Por outro lado, também de um ponto de vista financeiro, a formação leonina tem sido mal potenciada.
Como tem, sistematicamente, alienado logo à nascença os activos provenientes da formação, a sua valorização mercantil resulta enfraquecida.
Um jogador que tenha concluído o seu processo de formação e que tenha participado numa grande competição internacional seja ela ao nível dos clubes, seja ao nível de selecções, apresenta um valor de mercado incomensuravelmente superior a um outro que ainda esteja a dar os primeiros passos na alta roda do futebol profissional.
Imagine-se o valor da transferência de Ronaldo caso o Sporting o tivesse mantido nas suas fileiras até ao Euro 2004 - 50 milhões? mais?
Vender cedo implica custos desportivos e financeiros que deveriam ser ponderados.
Voltarei a este tema da formação numa próxima oportunidade, por forma a abordar outros aspectos, mormente relacionados com os quadros competitivos e a precoce profissionalização dos praticantes de futebol em Portugal.
Daqui resulta a constatação de um trabalho inegávelmente meritório ao nível da formação encetado há mais de duas décadas pelo clube leonino.
Se analisarmos a proveniência formativa dos restantes jogadores, deflui que 4 jogadores iniciaram a sua carreira no FCPorto, 2 no Boavista e Braga, 1 no Benfica, 1 no Guimarães, 1 no Setúbal, 1 do Montijo e 3 cujo percurso nas camadas jovens se espraiou por vários clubes.
A convocatória de Scolari reflecte a qualidade do trabalho de formação que os clubes grandes têm desenvolvido nas últimas décadas em Portugal.
O Sporting surge, naturalmente, à cabeça, acolitado pelo Porto e seguido a longa distância pelo Benfica.
Uma rede integrada de "olheiros" "caça-talentos" com dimensão nacional e um quadro de técnicos de reconhecida capacidade conjugados com meios materiais e logísticos capazes, fazem dos sectores de formação leonino e portista casos ímpares no panorama do futebol nacional.
A diferença entre ambos tem residido, apenas, no maior ou menor número de jovens talentos descobertos.
E se nos detivermos no número de títulos conquistados, então a equivalência emerge reforçada.
A formação do SLBenfica sofreu um duro golpe durante o consulado de Vale e Azevedo, que, pura e simplesmente, destruiu a rede de olheiros que existia, extinguiu as equipas B de cada um dos escalões e destituiu de condições logísticas as camadas jovens.
Destarte, o Benfica cavou um fosso enorme para os seus rivais, o qual se evidencia, agora, na lista de convocados de Scolari.
Avisadamente, Filipe Vieira procurou inverter esta tendência e recuperar o tempo perdido ao imprimir uma nova dinâmica na formação, a qual será, certamente, potenciada com a entrada em funcionamento do Centro de Estágio e Formação do Seixal.
Todavia, se este é o retrato da formação em Portugal, constatamos que à qualidade no processo formativo não corresponde o seu aproveitamento e capitalização nas equipas seniores.
Na verdade, principalmente o Sporting não tem vindo a rentabilizar o excelente trabalho realizado ao nível das camadas jovens.
E isto de um ponto de vista desportivo, mas também financeiro.
Com excepção de Hugo Viana, os restantes jogadores convocados por Scolari cujo processo de formação ocorreu no Sporting nunca foram campeões nacionais seniores pelo clube.
Tais jogadores não alinharam mais do que duas a três épocas na principal equipa leonina.
Saíram do clube quando o seu processo formativo ainda se encontrava em fase de maturação e, como tal, o aproveitamento desportivo das suas capacidades surgiu diminuido.
O Sporting, fruto do crónico deficit orçamental em que vivem os clubes portugueses e graças a algumas asnáticas opções de gestão, cedo, muito cedo procurou transaccionar os jovens talentos emergentes, cerceando-lhes a possibilidade de concluírem o seu processo formativo no clube e, assim, retirando ao clube a capacidade de os rentabilizar desportivamente.
Por outro lado, também de um ponto de vista financeiro, a formação leonina tem sido mal potenciada.
Como tem, sistematicamente, alienado logo à nascença os activos provenientes da formação, a sua valorização mercantil resulta enfraquecida.
Um jogador que tenha concluído o seu processo de formação e que tenha participado numa grande competição internacional seja ela ao nível dos clubes, seja ao nível de selecções, apresenta um valor de mercado incomensuravelmente superior a um outro que ainda esteja a dar os primeiros passos na alta roda do futebol profissional.
Imagine-se o valor da transferência de Ronaldo caso o Sporting o tivesse mantido nas suas fileiras até ao Euro 2004 - 50 milhões? mais?
Vender cedo implica custos desportivos e financeiros que deveriam ser ponderados.
Voltarei a este tema da formação numa próxima oportunidade, por forma a abordar outros aspectos, mormente relacionados com os quadros competitivos e a precoce profissionalização dos praticantes de futebol em Portugal.
terça-feira, maio 16, 2006
Mundo da bola - estória surreal
Hoje estou numa de consultar o blog do António Boronha.
Aqui fica mais uma estória em discurso directo:
"como presidente do farense tenho imensas estórias com o meu conterrâneo - e amigo - sousa cintra quando ele presidia ao sporting.
uma delas, no final da época de 1990/91, a última em que a vitória valia dois pontos, a quatro jornadas do fim, estávamos - como de costume - de 'calças na mão'.
fomos jogar a alvalade.
ao almoço o tema de conversa foi o facto de o sporting estar arredado da luta pelo título por ter perdido com o porto, em casa, por 2 a 0, quinze dias antes. 'roubadíssimo' pelo árbitro como sousa cintra tinha repetido à exaustão, nos últimos dias, em tudo o que era rádio, jornal ou televisão.
depois, simpaticamente, o presidente do sporting manifestou solidariedade ao único representante do seu algarve na primeira divisão e, além disso, filial número dois do clube de alvalade (ele dizia sempre filial número um e eu tinha que lhe recordar que essa...era o sporting de tomar) fazendo votos que o farense se aguentasse na primeira divisão.
nessa tarde..."ele até nem se importaria de ser prejudicado pelo árbitro !!!..."peguei na deixa, de imediato.
agradeci-lhe os votos e lamentei que a equipa de arbitragem não tivesse ouvido tais palavras.
aproveitei para acrescentar que a mesma iria, de certeza, apitar condicionada pelas afirmações do presidente do sporting nos últimos quinze dias.
foi o suficiente para que sousa cintra me dissesse :" venha daí comigo à cabine do árbitro... "era o soares dias do porto.
do alto do seu metro e noventa e muitos lembro a expressão de surpresa ao ver a entrada dos dois presidentes de braço dado.
seguiu-se o - por mim - esperado discurso de sousa cintra dizendo, entre o costumeiro, engasgado, gargalhear, que confiava numa boa arbitragem, que era muito amigo do farense, que o soares dias se sentisse à vontade, blá blá blá, etc, etc.
desejámos-lhe boa sorte e fomos ver o jogo.
a meio da segunda parte, o pitico, a fazer mais um jogo memorável, foi por ali fora, pela direita, e centrou para o nosso 1 a 0, de cabeça, pelo curcic.
a partir daí foi sofrer até ao fim.
porque a mais uma escapadela do pitico, isolado na área, o oceano, com um derrube por trás, evitou o golo.
e o soares dias evitou a grande penalidade.deve ter pensado com os seus botões : "para continuem bons amigos a vitória tangencial chega".
e chegou."
Aqui fica mais uma estória em discurso directo:
"como presidente do farense tenho imensas estórias com o meu conterrâneo - e amigo - sousa cintra quando ele presidia ao sporting.
uma delas, no final da época de 1990/91, a última em que a vitória valia dois pontos, a quatro jornadas do fim, estávamos - como de costume - de 'calças na mão'.
fomos jogar a alvalade.
ao almoço o tema de conversa foi o facto de o sporting estar arredado da luta pelo título por ter perdido com o porto, em casa, por 2 a 0, quinze dias antes. 'roubadíssimo' pelo árbitro como sousa cintra tinha repetido à exaustão, nos últimos dias, em tudo o que era rádio, jornal ou televisão.
depois, simpaticamente, o presidente do sporting manifestou solidariedade ao único representante do seu algarve na primeira divisão e, além disso, filial número dois do clube de alvalade (ele dizia sempre filial número um e eu tinha que lhe recordar que essa...era o sporting de tomar) fazendo votos que o farense se aguentasse na primeira divisão.
nessa tarde..."ele até nem se importaria de ser prejudicado pelo árbitro !!!..."peguei na deixa, de imediato.
agradeci-lhe os votos e lamentei que a equipa de arbitragem não tivesse ouvido tais palavras.
aproveitei para acrescentar que a mesma iria, de certeza, apitar condicionada pelas afirmações do presidente do sporting nos últimos quinze dias.
foi o suficiente para que sousa cintra me dissesse :" venha daí comigo à cabine do árbitro... "era o soares dias do porto.
do alto do seu metro e noventa e muitos lembro a expressão de surpresa ao ver a entrada dos dois presidentes de braço dado.
seguiu-se o - por mim - esperado discurso de sousa cintra dizendo, entre o costumeiro, engasgado, gargalhear, que confiava numa boa arbitragem, que era muito amigo do farense, que o soares dias se sentisse à vontade, blá blá blá, etc, etc.
desejámos-lhe boa sorte e fomos ver o jogo.
a meio da segunda parte, o pitico, a fazer mais um jogo memorável, foi por ali fora, pela direita, e centrou para o nosso 1 a 0, de cabeça, pelo curcic.
a partir daí foi sofrer até ao fim.
porque a mais uma escapadela do pitico, isolado na área, o oceano, com um derrube por trás, evitou o golo.
e o soares dias evitou a grande penalidade.deve ter pensado com os seus botões : "para continuem bons amigos a vitória tangencial chega".
e chegou."
Estórias da bola
Aqui fica uma estória relacionada com convocatórias para Mundiais contada por um dos protagonistas no seu blog (António Boronha):
"faz neste momento, precisamente quatro anos, primeiros minutos da madrugada de 13 de maio de 2002, que recebi um telefonema, do meu departamento, na federação, onde me diziam, mais ou menos, isto :" senhor boronha, desde as sete da tarde que estou no departamento, no estádio nacional, à espera, conforme combinado, que o senhor selecionador me dê a lista dos 23 jogadores convocados para o mundial afim de preparar o dossier de imprensa a ser entregue aos jornalistas, à uma da tarde, no hotel altis.não o consigo contactar. não me atende o telefone. estou farto desta merda e vou-me deitar."
disse-lhe que tivesse calma.iria para lisboa no avião das oito da manhã e resolveríamos, então, a situação.na altura, a minha mulher, que ouviu a conversa, deixou-me o seguinte recado:"tu, o madaíl e o oliveira podem continuar 'à cabeçada' uns com os outros mas não têm o direito de frustrar a expectativa de oito milhões de parvalhões e parvalhonas, como eu, que andamos a comprar bandeiras e camisolas porque acreditamos que vocês tudo estão a fazer para que tenhamos uma presença condigna no mundial."
cheguei a lisboa às nove horas.informei o presidente da federação do que se estava a passar e dirigi-me para o estádio nacional onde funcionava o departamento desportivo.
continuámos sem contacto com o selecionador nacional até que - por volta do meio dia e um quarto - nos encontrámos no hotel altis.
deu-me, então, uma folha de papel, rascunhada à pressa, com...24 (?) nomes.
esse rascunho foi passado a limpo para uma folha de caderno com o símbolo da fpf, no escritório do hotel, e entregue à comunicação social, quarenta minutos depois, como se tivesse sido impresso de véspera.
ps.é óbvio que que a convocatória manuscrita foi reduzida para os 'regulamentares' 23 jogadores."
"faz neste momento, precisamente quatro anos, primeiros minutos da madrugada de 13 de maio de 2002, que recebi um telefonema, do meu departamento, na federação, onde me diziam, mais ou menos, isto :" senhor boronha, desde as sete da tarde que estou no departamento, no estádio nacional, à espera, conforme combinado, que o senhor selecionador me dê a lista dos 23 jogadores convocados para o mundial afim de preparar o dossier de imprensa a ser entregue aos jornalistas, à uma da tarde, no hotel altis.não o consigo contactar. não me atende o telefone. estou farto desta merda e vou-me deitar."
disse-lhe que tivesse calma.iria para lisboa no avião das oito da manhã e resolveríamos, então, a situação.na altura, a minha mulher, que ouviu a conversa, deixou-me o seguinte recado:"tu, o madaíl e o oliveira podem continuar 'à cabeçada' uns com os outros mas não têm o direito de frustrar a expectativa de oito milhões de parvalhões e parvalhonas, como eu, que andamos a comprar bandeiras e camisolas porque acreditamos que vocês tudo estão a fazer para que tenhamos uma presença condigna no mundial."
cheguei a lisboa às nove horas.informei o presidente da federação do que se estava a passar e dirigi-me para o estádio nacional onde funcionava o departamento desportivo.
continuámos sem contacto com o selecionador nacional até que - por volta do meio dia e um quarto - nos encontrámos no hotel altis.
deu-me, então, uma folha de papel, rascunhada à pressa, com...24 (?) nomes.
esse rascunho foi passado a limpo para uma folha de caderno com o símbolo da fpf, no escritório do hotel, e entregue à comunicação social, quarenta minutos depois, como se tivesse sido impresso de véspera.
ps.é óbvio que que a convocatória manuscrita foi reduzida para os 'regulamentares' 23 jogadores."
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