sexta-feira, novembro 30, 2007

Memorial Zandinga

Os jogos sujeitos a palpite, esta semana, são os seguintes:

Milan - Celtic
Shakhtar - Benfica
Aris - Sp. Braga

Dado que se trata da penúltima jornada e de forma a salvaguardar a integridade da competição, os palpites devem ser enviados para o mail do blog até às 16h00 da próxima 3ª feira.
Claro está que quem entender desnecessário seguir este procedimento, pode publicar os seus palpites do modo tradicional.

quinta-feira, novembro 29, 2007

Tribuna do Bitaite

Como não recebi qualquer contributo da parte dos condóminos, publico, em seguida, as declarações de jogadores de Benfica e Porto em antevisão ao clássico do próximo Sábado:

Rui Costa:

"Rui Costa considera que o Benfica recebeu «energia positiva» no embate de quarta-feira com o Milan e que se está a tornar numa equipa cada vez mais forte. Já a olhar para o clássico com o F.C. Porto, o «maestro» defende que a equipa da Luz está preparada para vencer qualquer adversário e que o objectivo é equilibrar as contas do campeonato já este sábado.
«Acho que o Benfica a jogar, sobretudo como na segunda parte do jogo de ontem, fica com uma equipa muito forte para o resto da época. Sabemos que nem todos os jogos correm da mesma maneira e nós não estamos contentes por termos empatado com o Milan porque isso fez com que hoje estejamos fora da Liga dos Campeões, mas certamente na cabeça de todos nós entrou muita energia positiva porque mostrámos a nós mesmos que somos uma equipa forte», começou por destacar no decorrer do lançamento de um livro da autoria de João Malheiro, antigo assessor de imprensa do clube.
Apesar do empate que de pouco serviu ao clube, Rui Costa defende que a equipa adquiriu muita confiança para o futuro. «Mostrámos a nós mesmos e a quem tínhamos de mostrar que somos uma equipa forte. Estamos a tornar-nos numa equipa muito forte e isso pode dar-nos a confiança necessária par encararmos um jogo muito difícil como o que vamos ter frente ao F.C. Porto. Jogámos a Liga dos Campeões ontem e vamos jogar parte deste campeonato no sábado. O Benfica de ontem pode vencer qualquer equipa. Jogámos muito bem frente aos campeões da Europa e contra a equipa que continuo a considerar a melhor equipa do Mundo. Quem viu o jogo testemunhou que o Benfica não foi inferior ao Milan», acrescentou.
Uma semana muito importante para o Benfica que, logo a seguir ao clássico, na segunda-feira, ruma à Ucrânia para jogar com o Shakhtar a continuidade nas competições europeias. «Esta semana é muito importante para a época. Foi importante para Liga dos Campeões, vai ser importante para o campeonato, pois estamos a quatro pontos do F.C. Porto, depois vai continuar a ser importante porque jogamos a Taça UEFA na Ucrânia. É uma semana de grandes decisões», referiu.
Uma semana em que o F.C. Porto caiu em Anfield com uma pesada derrota diante do Liverpool. A derrota do F.C. Porto foi má para o F.C. Porto. Só sábado é que poderemos ver o que é que essa derrota significa para o clássico. Uma equipa madura como é o F.C. Porto e que joga para ganhar em todas as frentes, normalmente, sabe superar um resultado negativo. Ninguém gosta de perder por 1-4, isso não é bom para nenhuma equipa, mas o F.C. Porto tem feito uma época extraordinária. A nós compete equilibrar o campeonato e mostrar que estamos aqui para fazer frente a todos», comentou."

David Luiz:

"David Luiz acha que não há favoritos para o clássico deste sábado, mas lembrou que o F.C. Porto está em vantagem na Liga e que o Benfica é que tem que ir atrás da vitória: «Somos nós que temos de correr atrás. O F.C. Porto tem quatro pontos de vantagem, está em primeiro lugar. Temos de fazer uma grande exibição e entrar determinados a lutar pela vitória.»
Só os três pontos interessam ao Benfica, considera o brasileiro. No entanto, David Luiz recusa classificar o encontro como decisivo: «Temos de pensar nos três pontos, porque é isso que nos interessa, para encurtarmos a distância. Todos os jogos são importantes, porque temos de somar pontos em todos eles. Se ganharmos o jogo de sábado e perdermos os outros não conseguiremos ser campeões. Agora o jogo mais importante será o de sábado, porque é o próximo.»
O central elogiou Lisandro Lopez, jogador em destaque nos «dragões», mas estendeu a ideia a toda o conjunto: «Está em excelente forma, mas não é apenas ele. Toda a equipa está em boa forma e temos de ter todo o cuidado e tomar todas as precauções para travar não só o ataque mas toda a equipa. Conversámos e conhecemos as qualidades de Lisandro e de todos os outros. É um conjunto muito forte. Temos de pensar no Benfica. Ontem [frente ao AC Milan] fizemos um grande jogo mas, infelizmente, não conseguimos atingir o nosso objectivo. Temos de colocar a cabeça no nosso trabalho e o F.C. Porto no dele."

Nuno Gomes:

"Estamos confiantes e a subir de forma de jogo para jogo, portanto no sábado estaremos todos em condições de dar uma alegria aos benfiquistas, esperamos nós.»
O capitão da equipa às ordens de Camacho deixou um apelo para que os adeptos marquem presença em massa na Luz para assistirem a um bom jogo: «Se o Benfica jogar como ontem acho que consegue ganhar. Estamos já empenhados e concentrados nesse jogo porque é o próximo e vamos tentar vencer."

Pedro Emanuel:

"Pedro Emanuel, capitão do F.C. Porto, considera que a derrota em Liverpool (1-4) foi «demasiado pesada» e, já a olhar para o clássico da Luz, marcado para o próximo sábado, diz que a equipa «tem consciência que pode fazer melhor».
«Temos a noção de que podemos fazer melhor. O Benfica é forte, esperamos um grande jogo e desejamos que seja um bom espectáculo. Estamos em primeiro e seremos primeiros, aconteça o que acontecer», destacou o defesa em alusão à vantagem de quatro pontos que o líder mantém sobre os encarnados.
Ainda assim, o central recorda que os jogos contra os adversários directo são «sempre importantes» e admite que uma vitória na Luz poderá deixar o F.C. Porto numa posição «mais confortável na liderança». «Temos um trajecto muito consistente e não será por esta derrota que perdemos a moral. Com vontade e determinação, como é habitual no F.C: Porto, vamos à Luz com vontade de conquistar os três pontos», acrescentou.
Pedro Emanuel deve recuperar a titularidade no clássico, ao lado de Bruno Alves, até porque Stepanov voltou a comprometer a equipa em Liverpool. No entanto, o defesa fez questão de destacar a qualidade do companheiro sérvio. «A minha função, como capitão, é dar apoio a todos os jogadores. O futuro vai provar que Stepanov é bom jogador», referiu."

Bosingwa:

"O balneário está triste, custa sempre perder assim, mas vamos levantar a cabeça e preparar o próximo jogo, que vai ser complicado. Esta derrota não vai afectar-nos em nada, são competições diferentes e hoje foi um jogo da Liga dos Campeões. No sábado, é um jogo do campeonato e vamos estar fortes como sempre»."

Publico, igualmente, um artigo do site "Mais Futebol" relativo aos resultados verificados entre Benfica e Porto:

"Os setenta e três confrontos entre Benfica e F.C. Porto em casa dos «encarnados» contam uma história de supremacia do clube da Luz, com tendência de equilíbrio nos anos mais recentes.

Década de 2000
Benfica, 2 vitórias; F.C. Porto, 2 vitórias; 3 empates, 5-5 em golos)

2006/07 - 1-1
2005/06 - 1-0
2004/05 - 0-1
2003/04 - 1-1
2002/03 - 0-1
2001/02 - 0-0
2000/01 - 2-1

Totais:
Benfica, 40 vitórias; F.C. Porto, 11 vitórias; 21 empates; 154-69 em golos."

Relativamente ao Sporting-Leiria, uma vez que não encontrei nenhuma declaração de jogadores ou treinadores de qualquer dos contendores, digo apenas que se perspectiva uma vitória fácil dos leões.

Memorial Zandinga

Classificação Geral após a 5ª Jornada:

Grupo A

1º Lugar: Cavungi - 360 pontos;

2º Lugar: Holtreman - 265 pontos;

3º Lugar: Fura-Redes - 250 pontos;

Grupo B

1º Lugar: Lion Heart - 320 pontos;

2º Lugar: JC - 295 pontos;

3º Lugar: Vermelho - 290 pontos;

Grupo C

1º Lugar: Zex - 345 pontos;

2º Lugar: Salvatrucha - 305 pontos;

3º Lugar: Vermelho Nunca - 245 pontos;

Grupo D

1º Lugar: Jorge Mínimo - 290 pontos;

2º Lugar: Braguilha - 220 pontos;

3º Lugar: Sócio - 205 pontos;

Grupo E

1º Lugar: Jimmy Jump - 285 pontos;

2º Lugar: Vermelho Sempre - 255 pontos;

3º Lugar: Samsalameh - 240 pontos;

Grupo F

1º Lugar: Pachulico - 325 pontos;

2º Lugar: Kaiserlicheagle - 295 pontos;

3º Lugar: Cuto - 260 pontos;

Grupo G

1º Lugar: Antes Morto que Vermelho - 290 pontos;

2º Lugar: Biely - 285 pontos;

3º Lugar: Pankreas - 270 pontos;

Liga dos Astros

Os participantes dispõem até às 18 horas da próxima sexta-feira para apresentarem o onze inicial, os substitutos e o capitão das respectivas equipas para a próxima jornada.
Recordo que podem efectuar duas transferências no vosso plantel, as quais têm que obedecer ao regulamento.

Espaço Prof. Karamba

Os jogos sujeitos a aposta, esta semana, são os seguintes:

E. Amadora - Leixões
V. Setúbal - Belenenses
Benfica - F.C. Porto
V. Guimarães - Académica
Nacional - Boavista
Naval - P. Ferreira
Sp. Braga - Marítimo
Sporting - U. Leiria

quarta-feira, novembro 28, 2007

Análise ao Benfica-Milan

Estádio da Luz, Lisboa

Árbitro: Herbert Fandel

Benfica: Quim, Luizão, David Luiz (Freddy Adu, 87 min.), Luís Filipe (Dí Maria, 74 min.), Léo, Petit e Katsouranis, Maxi Pereira, Cristian Rodriguez, Rui Costa e Nuno Gomes (Cardozo, 74 min.).

Suplentes: Butt, Edcarlos, Nelson e Nuno Assis.

AC Milan: Dida, Nesta, Kaladze, Bonera, Serginho (Maldini, 45 min.), Pirlo, Gattuso, Brocchi (Gourcuff, 50 min.), Seedorf (72 min.), Oddo, Kaká e Gilardino.

Suplentes: Kalac, Cafu, Favalli e Ronaldo.

Disciplina: Kaladze (36 min.), Serginho (40 min.), Petit (67 min.), Maldini (79 min.).

Golos: Pirlo (14 min.), Maxi Pereira (19 min.).



O Benfica desperdiçou soberana ocasião de vencer pela primeira vez o Milan em jogos a contar para as competições europeias.
Terá sido, muito provavelmente, a melhor exibição da temporada!
O Benfica foi, como nunca o havia sido antes, uma equipa na verdadeira acepção da palavra - organização, equilíbrio, solidariedade, espírito de grupo e de conquista foram os predicados maiores.
Pena foi que tivesse sido necessário sofrer um golo para alcançar tamanho patamar exibicional.
Na verdade, o Benfica iniciou muito mal a partida - abúlico, letárgico, apático e sem reacção, ou seja, sob a influência de um fortíssimo medo cénico!
O Benfica sentiu e muito a responsabilidade do jogo e a grandeza do adversário.
O primeiro quarto de hora, foi um autêntico passeio para o Milan tal o temor reverencial do Benfica.
Tempo e espaço para executar houve de sobra e, naturalmente, que a superior classe dos milaneses não desbaratou tal condescendência.
Pirlo gozou de liberdades impossíveis que aproveitou para se tornar na placa giratória do processo ofensivo do Milan.
Adivinhava-se o inexorável golo e aos 15 minutos ei-lo que surge - Pirlo recebeu a bola em zona frontal livre de oposição e colocou-a na direita da baliza fora do alcance de Quim.
Todavia, se se podia pensar numa catástrofe, a reacção imediata do Benfica desmentiu-a de pronto.
O golo milânes acabou por ser a panaceia para os males que apoquentavam o Benfica.
Serviu, simultaneamente, de ansiolítico e de estimulante - serenou, desinibiu e avivou o brio dos jogadores encarnados.
Se até aí reinava a miséria, a partir daquele momento a abundância ditou leis!
O golo tranfigurou a equipa do Benfica, que ganhou organização, uma maior e melhor ocupação dos espaços e uma maior e melhor cobertura zonal.
A acompanhar estas benfeitorias, o Benfica aumentou a velocidade e a intensidade de jogo, alargou o seu processo ofensivo e começou a granjear superioridade no último terço.
Beneficiando da conjugação das vontades e do talento do tridente da intermediária, que se apoderava do controlo das incidências da partida e secava a fonte criativa do momento atacante italiano (leia-se Pirlo), o Benfica lograva acercar-se com perigo da área milanesa e criar oportunidades de golo.
A acolitar Petit, Katsouranis e Rui Costa, emergia o tandem do flanco direito - Maxi Pereira e Luís Filipe, que, para além de apresentarem uma inusitada coordenação, se exibiam num desconhecido plano de excelência.
Pela primeira vez na época, o Benfica conseguia conduzir o seu processo ofensivo alternadamente por cada um dos flancos com idêntica eficiência (podendo mesmo dizer-se com maior eficácia pela direita).
Aos 18 minutos, a primeira ocasião de golo para o Benfica - Nuno Gomes ganhou uma bola a meio-campo, correu pela direita e cruzou para o meio da área onde Rodríguez só conseguiu rematar fraco para as mãos de Dida (diga-se que o uruguaio, pese embora todo o suor que deixou em campo, não revelou a habitual inspiração).
Estava dado o mote para aquilo que seriam os restantes 25 minutos da primeira metade.
E, anunciado o golo do empate!
Aos 20 minutos, um soberbo golo de Maxi Pereira recolocou a igualdade na partida.
O uruguaio tirou um adversário do caminho na direita da área e rematou ao ângulo oposto, fazendo um golo de bandeira.
Se o Benfica se havia já libertado da timidez, este golo ainda empolgou mais os seus jogadores, que partiram para um final de primeira parte de completa superação.
Dominando por completo o jogo e vulgarizando o Milan, o Benfica construiu diversas oportunidades para se guindar à vantagem no marcador.
Contudo, confirmou os pecadilhos de encontros anteriores na Champions - muitos remates e nula materialização!
Na Champions e contra o Milan, esbanjar chances de golo tem repercussões calamitosas.
É praticamente impossível vencer um "grande" europeu dissipando tantas e tão flagrantes ocasiões de golo.
Ao intervalo, o empate penalizava a ineficácia concretizadora do Benfica.
Na segunda parte e como consequência da primazia evidenciada pelo Benfica na etapa inicial, Ancelotti baixou e juntou as suas linhas e ordenou aos seus jogadores que diminuissem a intensidade do jogo.
O Milan procurou "congelar" o jogo e conseguiu-o.
Não na totalidade do tempo de jogo, mas na sua esmagadora maioria.
Perante a retracção do Milan, o Benfica encontrou muitas dificuldades para penetrar e alcançar a área dos italianos.
A qualidade do futebol exibido ressentiu-se e não mais se viu a excelência da primeira parte.
Ou por outra, viu-se mas apenas de forma esporádica.
O Milan conseguiu chamar a si o controlo da partida, ainda que o Benfica tenha beneficiado de mais algumas oportunidades de golo.
Não tão claras ou flagrantes, mas ainda assim suficentemente consistentes.
Quase todas resultantes de remates de média e longa distância, pois que o tal recuo do Milan tornou praticamente inviáveis as penetrações na área.
Rui Costa, Nuno Gomes, por duas vezes, e Petit estiveram perto de marcar, mas não o conseguiram e, assim, a igualdade manteve-se inalterada até final.
O Benfica despediu-se de forma inglória, mas digna da Champions!
O Benfica encostou o Milan às cordas, mas faltou o K.O!

terça-feira, novembro 27, 2007

Análise ao Manchester-Sporting

Estádio: Old Trafford, em Manchester

Árbitro: Claus Bo larsen (Dinamarca)

Manchester United – Kuszczak; OShea, Ferdinand, Vidic e Evra; Fletcher (Tevez, 46 m), Carrick e Anderson; Cristiano Ronaldo, Saha (Hargreaves, 79 m) e Nani (Giggs, 46 m).

Suplentes não utilizados: Van der Sar, Brown, Pique, e Simpson.

Sporting – Rui Patrício; Abel, Tonel, Polga e Had; João Moutinho, Miguel Veloso, Romagnoli (Vukcevic, 67 m) e Izmailov (Pereirinha, 81 m); Purovic (Farnerud, 81 m) e Liedson.

Suplentes não utilizados: Tiago, Gladstone, Adrien, Paez.

Disciplina: cartão amarelo a Had (46 m), Cristiano Ronaldo (80 m), Evra (82 m) e Polga (87 m).

Marcador: 0-1 por Abel (21 m); 1-1 por Tevez (61 m); 2-1 por Cristiano Ronaldo (90+2 m).



O Sporting tinha de vencer e esperar que a Roma não ganhasse em Kiev para ainda ter hipóteses de apuramento para os oitavos-de-final na sexta e última jornada da fase de grupos da Champions.
Um cenário à antiga portuguesa - contas e mais contas!
Um final à antiga portuguesa - as melhores perspectivas leoninas não se confirmaram, perderam em Manchester e a Roma "cilindrou" o Dínamo.
O Manchester é um dos "grandes" europeus e hoje demonstrou-o.
Entrou altivo, exibindo os seus galões e exalando confiança na convicção de que mais tarde ou mais cedo a vitória surgiria.
Qual burguês capitalista pensou que o seu poderio seria suficiente para triunfar.
Puro engano!
Hoje por hoje, "no pain, no gain"!
E a primeira parte da partida evidenciou-o!
O Sporting como que ao estilo do proletário inglês da segunda metade do século XVIII empertigou-se, lutou, empenhou-se e colocou-se em vantagem.
Num lance fortuito, mas que traduz fielmente a postura de uma equipa que trabalhou para ser feliz.
Aos 21 minutos, Abel procurou cruzar da direita, mas acabou por conseguir introduzir a bola entre o poste direito e Kuszczak.
Nem a inferioridade despertou o Senhor Manchester!
Abúlico, permaneceu impávido e sereno!
O Sporting agradeceu e sem dificuldade controlou o jogo até ao intervalo.
Ferguson, como bom escocês que é, não tolerou a indulgência dos seus jogadores e fez entrar Giggs e Tevez.
A palestra ao intervalo, ou mais propriamente o ralhete, deve ter assumido uma dimensão considerável, pois que, na 2ª parte, a atitude dos jogadores do Manchester transfigurou-se.
O Manchester deixou a soberba de lado e passou a jogar futebol.
E, quando assim é, tudo se torna mais difícil.
Subiu a intensidade para patamares da Premier League e encostou o Sporting às cordas.
Incapaz de acompanhar o ritmo e a velocidade dos ingleses, o Sporting recuou as suas linhas até ao limite da sua grande área, expondo-se à pressão ofensiva do Manchester.
O Manchester passou a acercar-se de forma quase ininterrupta da baliza de Patrício e
naturalmente logrou o empate.
Com a igualdade, regressou a letargia e a partida regressou ao equilíbrio da etapa inicial.
Quando ambas as equipas pareciam resignadas com a paridade, eis senão quando refulgiu o génio de Ronaldo.
Na execução perfeita de um livre, Ronaldo "traiu" de novo o clube que o projectou.
Falar de justiça ou injustiça parece-me desadequado.
Apropriado será falar de "direito natural" à vitória.
O Manchester é melhor, muito melhor que o Sporting e essa foi a causa do seu êxito!
Imperou a normalidade a partir do momento em que o Manchester desceu do pedestal.
Aí a sua qualidade emergiu e o Sporting nada mais pôde fazer!

segunda-feira, novembro 26, 2007

Vedetas&Marretas

Vedetas

Benfica pela 5ª vitória consecutiva;

Naval pela vitória na Madeira frente ao Marítimo;

Boavista pela estreia a vencer na presente edição da Liga Bwin;

Paços de Ferreira e Weslei pelo triunfo e pelo golo frente ao Nacional;

Rio Ave pela vitória no Estoril, que lhe permitiu ascender à liderança da Liga Vitalis;

Gondomar pelo triunfo em Olhão;

Penafiel pela 1ª vitória na Liga Vitalis;

Rui Costa pelo regresso aos golos e Adu por mais uma vez ter marcado após ter saído do banco;

Lisandro por mais um golo na Liga Bwin;

Quaresma pela magnífica exibição e pelo excelente golo frente ao Setúbal;

Purovic pelo golo em Matosinhos;

Paulo Santos pelo penalty defendido frente ao Leiria;

Portugal pelo 4º lugar no Europeu de Futsal;

Arsenal pelo triunfo frente ao Wigan, que lhe permitiu manter a liderança da Premier League;

Bolton pelo triunfo frente ao Manchester;

Inter pelo triunfo frente à Atalanta, que lhe permitiu manter a liderança da Liga Italiana;

Lyon pela vitória no terreno do Rennes, que lhe permitiu manter a liderança da Liga Francesa;

Roma pela vitória em Génova;

Maniche pelo golo obtido frente ao Valladolid;

Krkic pelo golo frente ao Huelva;

Juventus pela goleada imposta ao Palermo;

Bayern pelo triunfo frente ao Wolfsburgo, que lhe permitiu assegurar a liderança da Bundesliga;

Espanha pela revalidação do título europeu de Futsal;

Bruno Magalhães pelo triunfo no Rally Casinos do Algarve;

Marretas

Camacho pela colocação de Rui Costa sobre a direita e pela demora em equilibrar a equipa;

Paulo Bento por mais um empate na Liga Bwin, que representa o 5º jogo sem vencer em 6 partidas disputadas na condição de visitante;

Domingos pela aposta em Ricardo;

Ricardo pelos dois "frangos" que protagonizou frente ao Benfica;

João Paulo pelo penalty desperdiçado frente ao Braga;

Marítimo pela derrota caseira frente à Naval;

Vítor Oliveira e Leiria por permanecerem sem vencer na Bwin Liga;

Vítor Pontes e Portimonense por permanecerem sem vencer na Liga Vitalis;

Manchester pela derrota averbada frente ao Bolton;

Real Madrid pelo empate averbado frente ao Múrcia na Liga Espanhola;

Bordéus pela goleada sofrida diante do Caen (5-0);

Juventude pela descida à Serie B do Brasileirão;

Benfica pela derrota em Espinho frente à Académica local em jogo a contar para o Nacional de Voleibol;

Memorial Zandinga

Os jogos sujeitos a palpite, esta jornada, são os seguintes:

Stuttgart - Rangers

Lyon - Barcelona

Dynamo Kyiv - Roma

Man.United - Sporting

CSKA Moskva - PSV

Internazionale - Fenerbahçe

Sevilla - Arsenal

Steaua - Slavia Praha

Besiktas - Marseille

Liverpool - FC Porto

Rosenborg - Chelsea

Valencia - Schalke

Bremen - Real Madrid

Lazio - Olympiakos

Benfica - Milan

Celtic - Shakhtar

Braga - Bayern

domingo, novembro 25, 2007

Liga dos Astros

Liga dos Astros - Classificação Geral

1º Lugar: Dragonheart - 638 pontos;

2º Lugar: Golpista FC - 628 pontos;

3º Lugar: CFForróbódó - 626 pontos;

4º Lugar: Pisa Lampião - 617 pontos;

5º Lugar: CRUZADOS - 610 pontos;

6º Lugar: Eagles - 603 pontos;

7º Lugar: emplASTROS - 589 pontos;

8º Lugar: Kubas4Ever - 571 pontos;

9º Lugar: Caça-Lagartos/Suçuarana - 449 pontos;

10º Lugar: Tacuara - 440 pontos;

11º Lugar: Os Barões da Pelota - 439 pontos;

12º Lugar: KLTD - 334 pontos;

Espaço Prof. Karamba

Espaço Prof. Karamba - Classificação Geral

1º Lugar: Fura-Redes - 270 pontos;

2º Lugar: JC e Lion Heart - 260 pontos;

3º Lugar: Jorge Mínimo - 255 pontos;

4º Lugar: Vermelho - 250 pontos;

5º Lugar: Pachulico - 245 pontos;

6º Lugar: Cavungi, Kaiserlicheagle e Vermelho Sempre - 240 pontos;

7º Lugar: Zex - 235 pontos;

8º Lugar: Salvatrucha e Jimmy Jump - 215 pontos;

9º Lugar: Vermelho Nunca - 205 pontos;

10º Lugar: Sócio e Pankreas - 200 pontos;

11º Lugar: Antes Morto que Vermelho - 195 pontos;

12º Lugar: Cuto - 170 pontos;

13º Lugar: Biely e Samsalameh- 155 pontos;

14º Lugar: Braguilha - 145 pontos;

15º Lugar: Holtreman - 65 pontos;

sábado, novembro 24, 2007

Análise ao Académica-Benfica

Estádio Cidade de Coimbra

Árbitro: Olegário Benquerença (Leiria)

ACADÉMICA – Ricardo; Nuno Piloto, Litos, Kaká e Pedro Costa; Paulo Sérgio e Pavlovic (Hélder Barbosa, 88 m); Lito, N´Doye e Ivanildo (Miguel Pedro, 46 m); Vouho (Joeano, 59 m).

BENFICA – Quim; Luís Filipe, Luisão, David Luiz e Léo; Katsouranis (Petit, 60 m) e Binya; Nuno Assis (Cardozo, 10 m), Rui Costa e Di Maria; Nuno Gomes (Freddy Adu, 62 m).

Ao intervalo: 1-1

Golos: 1-0, Lito (24 m); 1-1, Rui Costa (33 m); 1-2, Luisão (85 m); 1-3, Freddy Adu (90 m).

Resultado final: 1-3

Cartão amarelo a Katsouranis, Vouho, Luisão, Paulo Sérgio, N´Doye e Ricardo.



Salvou-se o resultado!
Um resultado profundamente enganador!
Nem a Académica merecia perder, nem o Benfica merecia vencer!
Um triunfo abençoado pela comummente designada "estrelinha"!
Quinta vitória consecutiva do Benfica e terceira partida da Briosa a sofrer 3 golos!
Péssima exibição do Benfica!
Privado de Nuno Assis aos 5 minutos, Camacho não soube equilibrar a equipa.
Introduziu Cardozo, passou a jogar com dois homens na frente e colocou Rui Costa sobre a direita.
Se Rui Costa nunca foi um jogador de linha, muito menos o é com 35 anos.
Sem um organizador de jogo, o processo ofensivo do Benfica foi de uma esterilidade atroz.
Sem profundidade pela ala direita, fruto da indolência de Luís Filipe, e sem clarividência ou criatividade pela zona central, o momento atacante dos encarnados vivia em exclusivo dos repentismos de Di Maria na esquerda.
E como este só apareceu a espaços...
Domingos apresentou o modelo esperado, mas com duas enormes surpresas no onze - Ricardo no lugar de Pedro Roma e Vouho em substituição de Joeano.
Fazer alinhar um guarda-redes que nunca jogou na presente época apenas porque rubricou uma excelente exibição numa partida contra o Benfica na temporada passada, é uma estultice!
Domingos procurou potenciar a vertente emocional, olvidando a pressão que colocava sobre Ricardo.
A ansiedade do ex-varzinista viria a emergir na fase final do encontro e com consequências catastróficas para a Briosa.
Desprezar a experiência de Pedro Roma num encontro em que a serenidade desempenha um papel decisivo é quase imbecil!
Percebo a aposta em Vouho como uma tentativa de lançar um jogador desconhecido, carente de oportunidades, com a motivação em alta e que quanto mais não fosse seria sempre protagonista de uma tarefa de desgaste de forma a propiciar a entrada subsequente de Joeano.
Já a escolha de Ricardo só se compreende com base na premissa que supra enunciei e que é evidentemente falaciosa (e foi-o com custos elevadíssimos).
O jogo foi quase sempre equilibrado,sem que ninguém tenha feito muito para marcar.
Aliás, os golos nasceram de lances tudo menos ortodoxos e fora do contexto e da lógica da partida.
Primeiro, a Académica adiantou-se no marcador.
Se o tento academista se pode entender como prémio à sua atitude ousada, não é menos verdade que surgiu num momento em que a produção da Briosa não o justificava.
Na execução de um livre à entrada da área, NDoye rematou contra a barreira e no ressalto a bola sobrou para os pés de Luís Filipe que ao "aliviá-la" de forma defeituosa, colocou-a à disposição de Lito que, num remate cruzado, bateu Quim.
O Benfica demorou a responder e quanto mais o relógio avançava mais se acentuava o equívoco de Camacho.
No meio, Binya e Katsouranis eram de menos para organizar e manter Rui Costa na ala era um crime de lesa-futebol.
Sem zona central e sem ala direita, a solução chegou de uma rápida transição protagonizada por Di Maria.
O argentino, que minutos antes tinha rematado à barra, explorou a fragilidade de Nuno Piloto e à entrada da área foi travado em falta.
No livre, Rui Costa restabeleceu a igualdade.
Ao intervalo, o marcador cifrava-se em 1-1 e percebia-se a obrigatoriedade de Camacho mexer na equipa, procurando dotá-la do equilíbrio que a saída de Nuno Assis lhe havia cerceado.
Todavia, Camacho manteve-se impávido e sereno.
E o Benfica reiniciou o encontro tal qual o havia terminado - sem rematar.
Até que aos 61 e 63 minutos, Camacho decidiu colocar Petit e, mais do que tudo, trocar Nuno Gomes por Adu.
Finalmente a equipa voltava a ter um extremo sobre a direita e um meio-campo organizado.
O Benfica melhorou de imediato, mas sem criar oportunidades.
A partida encaminhava-se pastosamente para o seu final e parecia que nada poderia mudar o seu curso.
Puro engano!
Num lançamento de linha lateral de Binya, Ricardo falhou a intercepção e Luisão finalizou de calcanhar. Ricardo ainda chegou à bola antes da linha de golo, mas interveio de uma forma que só conseguiu empurrá-la mais depressa para o fundo das suas redes.
Estavam decorridos 87 minutos de jogo e a Académica entregou-se.
A Académica rendeu-se e o Benfica aproveitou para marcar uma vez mais.
Na sequência de um contra-ataque, Adu (ou novo Mantorras), também com responsabilidades para Ricardo, fez o 1-3.
O Benfica chegava definitivamente à vitória e construía um resultado que não reflecte o equilíbrio registado ao longo da partida e que apenas premeia a sua tardia vontade de triunfar.
A Académica não merecia "castigo" tão pesado, mas dois "frangos" de Ricardo, nos últimos minutos, deitaram tudo a perder.
Como disse Domingos no final: "Quando se comentem erros individuais isso acaba por decidir o jogo".

Como não tive ocasião de assistir de forma integral aos jogos de Sporting e Porto, não me pronunciarei nesta sede sobre os mesmos.

quinta-feira, novembro 22, 2007

Tribuna do Bitaite

Bitaite do Condómino JC:

"No meu último T’raque, a equipa do SCP perdeu um jogo fácil com a equipa do Fátima, pelo que espero que não se repita de novo com o Leixões.
Se não vejo-me forçado a concluir que sempre que apresento um T’raque o SCP perde!

Penso que se trata de um jogo muito importante que o SCP tem pela frente, pois que se segue ao melhor jogo que fez (com a Roma) e ao pior (com o Braga).
Por isso, nada de descansar jogadores, até porque não jogam há 15 dias!

Assim, na baliza:
Stoickovic (é assim que se escreve?) ou Tiago, caso o sérvio ainda se mantenha ao serviço da selecção.
Abel, Tonel, Polga e Ronny.
Veloso;
Izmailov, Romagnoli e Moutinho;
Liedson e Yanick.
4-4-2 (em losango, como sempre)

Paulo Bento podia, contudo, tentar neste jogo uma outra combinação de jogadores no meio campo.
Como o Amigo Vermelho referia ontem, Izmailov a titular obriga Moutinho a descair para a esquerda, onde rende incomparavelmente menos.
Por outro lado, Vucevic (ou lá como é que se escreve) merece ser titular, perante as capacidades técnicas que apresenta, pelo que seria interessante ver a jogar, em conjunto, o russo, o montenegrino (Vucevic é montenegrino, não é?) e Romagnoli, três tecnicistas que poderiam aportar grande qualidade à equipa.
Assim, o falado 4-2-3-1 poderá ser, de facto, uma solução para o SCP.
Embora não acredite que Paulo Bento opte por tal esquema táctico, seria interessante ver jogar Veloso e Moutinho no meio campo, atrás de uma linha constituída por Vucevic à esquerda, Romagnoli ao meio e Izmailov à direita, no apoio a Liedson.
Ou isso ou todos ao monte e fé em Deus, que é como quem diz em Liedson!

Bitaite do Administrador

Esta é a jornada em que se realiza o jogo a que faço questão de não assistir ao vivo.
Sempre que me desloquei ao velhinho Calhabé para ver um Académica-Benfica fui invadido por uma amalgama de sentimentos que me desagradou profundamente.
Há uns anos, após mais um Académica-Benfica, havia feito uma promessa de nunca mais o fazer, mas aquando da inauguração do Estádio Cidade de Coimbra quebrei-a.
A ocasião faz o ladrão, diz o povo!
Arrependi-me amargamente de o ter feito e, por isso, renovei os meus votos.
Este ano, não será diferente.
A Académica representa muito para mim.
Senti sempre um enorme orgulho em vestir a camisola da "preta".
Recordo com uma emoção muito particular o dia em que no velhinho Santa Cruz me foi concedida a graça de envergar a braçadeira de capitão.
Na Briosa construí a minha cidadania desportiva.
O Benfica é uma paixão de ontem, de hoje e de sempre.
Não é fácil lidar com este carrossel de emoções.
E mais difícil seria se as tivesse que expor publicamente.
Daí a minha opção pela recolha a penates.

Será um jogo de grau de dificuldade elevado para o Benfica.
A Académica enfrenta um ciclo de jogos sem vencer e, como acentuou Domingos, "o objectivo para sábado é ganhar, em casa, porque necessitamos de pontos e se perdermos ficamos numa situação muito incómoda".
Os indíces de motivação estarão por certo em alta, ao passo que o reduzido nível de responsabilidade que a partida encerra para a Académica fará diminuir a pressão sobre a equipa.
Acresce que o terreno molhado favorece e muito as características dos jogadores mais avançados da Briosa, particularmente Hélder Barbosa e Lito.
Por seu turno, o Benfica poderá ver-se forçado a "poupar" o recentemente recuperado Cardozo, bem como os internacionais e habituais titulares Maxi Pereira e Cristian Rodriguez.
Por outro lado, a partida surge como antecâmara das partidas com o Milan e o Porto, pelo que a dimensão emocional desempenhará um papel assaz relavante.
Não será uma equação de acessível resolução para Camacho.

Soube agora que o sorteio da Taça de Portugal ditou um Benfica-Académica.
Porca miséria!

Liga dos Astros

Os participantes dispõem até às 18 horas da próxima sexta-feira para apresentarem o onze inicial, os substitutos e o capitão das respectivas equipas para a próxima jornada.
Recordo que podem efectuar duas transferências no vosso plantel, as quais têm que obedecer ao regulamento.

Espaço Prof. Karamba

Os jogos sujeitos a aposta, esta semana, são os seguintes:

Belenenses - E. Amadora
F.C. Porto - V. Setúbal
Académica - Benfica
Boavista - V. Guimarães
P. Ferreira - Nacional
Marítimo - Naval
U. Leiria - Sp. Braga
Leixões - Sporting

quarta-feira, novembro 21, 2007

Análise ao Portugal-Finlândia

Estádio do Dragão, no Porto

Árbitro: Lubos Michel (Eslováquia)

PORTUGAL – Ricardo; Bosingwa, Pepe, Bruno Alves e Caneira; Fernando Meira, Maniche (Raul Meireles, 72 m) e Miguel Veloso; Ricardo Quaresma (Nani, 84 m), Nuno Gomes (Makukula, 76 m) e Cristiano Ronaldo.

FINLÂNDIA – Jasaslelainen; Pasanen, Hyypia, Tihinen e Kallio; Kolkka (Johansson, 74 m), Tainio (Yeremenko, 68 m) Heikkinen e Sjolund; Forssell e Litmanen (Vavrynen, 67 m).

Resultado final: 0-0

Cartão amarelo a Sjolund, Hyypia, Forssell, Caneira, Pasanen e Makukula.



Salvou-se o apuramento!
Apuramento este que nem sequer conquistámos, foi-nos oferecido!
Hoje, pela Finlândia, demasiado pragmática e nada ambiciosa!
Ontem, pela Sérvia, demasiado indulgente nos confrontos com as selecções menos cotadas!
Portugal qualificou-se para a fase final do Euro-2008 sem ter averbado uma única vitória nos embates com Polónia, Sérvia e Finlândia!
Tal como em Leiria e na generalidade da fase de apuramento, excepção feita às partida com a Bélgica, Portugal exibiu-se de forma paupérrima.
Como disse JC a propósito da partida com a Arménia: "Jogo muito fraco da nossa selecção, com um futebol desgarrado e sem colectivo. Por vezes, nestas ocasiões, salvam-se as jogadas individuais, mas desta vez nem isso."
Sem colectivo e com as individualidades "ausentes", Portugal não existiu enquanto equipa.
Ofensivamente, de bola corrida, apenas logrou construir um lance de verdadeiro perigo, numa iniciativa individual de Ronaldo mal concluída por Maniche já na segunda metade do encontro, o que espelha bem a aridez do processo atacante português.
Defensivamente, a insipiência técnica dos finlandeses revelou-se um precioso auxiliar na manutenção da inviolabilidade das redes de Ricardo.
A Finlândia raramente ultrapassou o meio-campo luso e nem sequer na dimensão física do jogo conseguiu criar problemas à defensiva portuguesa.
A Finlândia assumiu as suas debilidades e apenas procurou jogar com o erro português.
Nada fez para se qualificar, rectius pouco fez - limitou-se a ser competente defensivamente.
A Finlândia esperou que um acaso lhe trouxesse a felicidade, mas fez muito pouco para ser abençoada com tamanha oblata.
A Finlândia interiorizou a sua incapacidade técnica para discutir o resultado e adoptou um modelo de jogo hiper realista - contenção, expectativa e procura do erro adversário.
Mas, mesmo esta indagação do equívoco português apenas em lances de bola parada de forma a não comprometer o equilíbrio da equipa.
A Finlândia procurou nunca se desposicionar por forma a controlar os movimentos ofensivos lusos, promovendo um jogo de encaixes.
O receio finlândes foi de tal ordem que nem sequer o jogo directo constituiu uma opção.
Hodgson revelou tal temor reverencial dos portugueses que apenas se afoitou no último quarto de hora.
Aí, apelou aos lançamentos longos para a área lusa, mas a inépcia dos seus jogadores condenou tais diligências ao insucesso.
Scolari apresentou um onze inesperado.
Impulsionou a estreia de Pepe, a subida de Meira para a posição 6, o adiantamento de Veloso para interior esquerdo e o regresso de Nuno Gomes ao lugar de ponta de lança.
Estruturou a equipa num 4x3x3 muito posicional e com clara tracção traseira.
Ao abdicar de Simão e ao colocar Veloso a par de Maniche, Scolari prescindiu de uma maior amplitude ofensiva em favor de uma maior segurança defensiva.
Garantiu agressividade e centímetros, em sacrifício da arte.
Uma opção que claramente não resultou e que não se ajustava ao carácter decisivo da partida.
Estrear uma equipa numa "final" é sempre uma opção de extremo risco.
Faltam mecanismos e sobram sempre inconsistências tácticas.
Vá lá que a Finlândia não soube explorar as naturais fraquezas que a selecção nacional apresentou.
Portugal pareceu sempre esperar o despertar de Ronaldo e Quaresma para resolver o jogo.
E como estes se mantiveram nos braços de Morfeu, sobejou letargia.
Conseguimos cumprir os serviços mínimos e conservar um precioso empate que nos guindou à fase final do Euro-2008.


O melhor do jogo, para além do apuramento e do comportamento do público, inexcedível no apoio à selecção nacional, foram as declarações de Mestre Alves à Sporttv.
Imperdíveis.
Estou em crer que quem não viu terá, em breve, oportunidade para o fazer via YouTube.

segunda-feira, novembro 19, 2007

Livro de Reclamações

Como hoje me apetece falar de futebol puro e duro, aqui vai:

a) - Segundo a generalidade dos órgãos de comunicação social, parece que Paulo Bento se apresta para abdicar do seu sacro-santo 4x4x2 em losango em detrimento do 4x2x3x1.
Terá jogadores para interpretar o novo sistema táctico?
Não tenho dúvidas que sim!
Não terá profundidade, mas tem no plantel jogadores que podem alinhar nas alas -Izmailov à direita e Vukcevic à esquerda.
O principal problema que Paulo Bento enfrenta na consolidação deste sistema táctico repousa na ausência de alternativas credíveis ao russo e ao montenegrino.
Para além de Pereirinha, pura e simplesmente, não há!
Paulo Bento construiu o plantel sob a matriz 4x4x2 em losango e do 3x5x2 como sistema alternativo, ou seja, duas ideias que não contemplam a existência de extremos!
Quer num caso, quer noutro a profundidade pelas alas decorre das penetrações verticais dos laterais.
Já o 4x2x3x1 não só pressupõe a existência de extremos como os elege à condição de principais interprétes do processo ofensivo.
Esta alteração do paradigma táctico assume-se como uma verdadeira revolução, tantas e tão grandes são as diferenças entre o presente e o eventual futuro.
Assim, não creio que, em semana de selecções, Paulo Bento arrisque a estreia em Matosinhos da nova roupagem táctica.
A suceder, o mais provável será que aconteça nos jogos caseiros frente a Leiria e Dínamo de Kiev.
Veremos se Paulo Bento irá mesmo enveredar por este caminho.
Eu desconfio que não!

b) - O médio Darren Fletcher admitiu, na semana passada, que todos no Manchester United estão impressionados não só com a inegável capacidade técnica de Anderson, ex-FC Porto, mas também com a capacidade de adaptação do jovem internacional brasileiro.
«Estou bastante impressionado pelo modo rápido como Anderson se adaptou a uma nova cultura e estilo diferente de jogar», realçou Fletcher, em declarações à imprensa inglesa.
Em termos de capacidade técnica e física o médio escocês também elogia Anderson: «ele joga quase sempre ao primeiro toque e também é forte fisicamente.»
Eu também!
Quando se concretizou a sua transferência para o Manchester United, múltiplas dúvidas quanto ao seu triunfo me assaltaram.
Não pelas suas qualidades futebolísticas, que são inegavelmente muitas, mas pelo sistema táctico de Ferguson.
Olhando o 4x5x1 de Ferguson, não descortinei onde poderia caber o futebol repentista de Anderson.
Num sistema que não prevê lugar para o clássico 10, aquilo que Anderson sempre foi em Portugal, onde poderia Ferguson encaixar o brasileiro?
A resposta mais óbvia e imediata seria como quinto homem do meio-campo, no espaço entre-linhas atrás do ponta de lança.
Sim, está bem, mas a matriz biométrica e futebolística dos seus antecessores desmente rapidamente essa possibilidade.
Quais as semelhanças entre Anderson e McClair, Cantona, Scholes ou, agora, Tevez?
Nenhumas!
Anderson não é jogador para aparecer em zona de finalização, apoiando o ponta de lança.
Anderson é ou era, essencialmente, um jogador explosivo em direcção à área contrária.
Partindo do meio do meio-campo adversário e nunca das imediações da área, sob pena de lhe faltar tempo e espaço.
No seu primeiro jogo no Manchester, Ferguson foi, ainda, mais longe, ao colocá-lo na frente, ao lado de Tevez.
Claro está que Anderson não podia responder satisfatoriamente.
Demasiado perto da baliza e da marcação do central adversário, Anderson não foi mais do que uma fotocópia mal tirada do talentoso futebolista que a todos havia encantado no Mundial de Sub-17.
Adensaram-se os temores do falhanço, ergueram-se as vozes clamando embuste, mas Ferguson não esmoreceu.
Lançando mão de artes de prestidigitador, Ferguson "inventou" um lugar para Anderson.
Anderson nunca precisou que à sua volta se criasse um deserto para brilhar.
Pelo contrário, nunca fugiu dos confrontos físicos e Ferguson viu aí a sua centelha.
Senhor de uma compleição física invulgar em jogadores da sua nacionalidade, da sua idade e das suas caracteríticas, Ferguson conseguiu ver nele um potencial médio de transição.
Nunca antes se havia visto Anderson organizando o processo ofensivo a partir do 2º momento de construção, mas Ferguson acreditou na viabilidade da solução e ganhou claramente a aposta.
Anderson assume agora funções muito mais exigentes em termos tácticos e posicionais, mas a todo este acréscimo de responsabilidade tem respondido de forma plenamente satisfatória, com uma entrega fantástica.
Ferguson criou um novo jogador, mais completo e igualmente talentoso.
O futuro promete!

Vedetas&Marretas

Vedetas

Flávio Teixeira pelo registo 100% vitorioso nos 3 jogos em que foi chamado a substituir Scolari;

Hugo Almeida pelo golo que permitiu vencer a Arménia;

Polónia, Itália, França, Espanha, Holanda pelo apuramento para a fase final do Euro-2008;

Argentina por permanecer invicta na liderança da fase de qualificação sul-amaricana para o Mundial-2010;

Paraguai pela goleada imposta ao Equador;

Macedónia pelo triunfo frente à Croácia;

Penafiel pela eliminação do Varzim da Taça de Portugal;

Panucci pelo golo decisivo que marcou frente à Escócia e que permitiu à Itália qualificar-se para a fase final do Euro-2008;

Smolarek pelo bis frente à Bélgica;

Riquelme pelo bis frente à Bolívia;

Káká pelo espantoso golo que obteve frente ao Perú;

Javier Zanetti pela 116º internacionalização, que o torna no jogador mais internacional de sempre da Argentina;

Roger Federer pelo triunfo no Masters;

Sebastien Loeb pelo triunfo no Rally da Irlanda;

Ovarense por permanecer na liderança invicta na Liga de Basquetebol;

Belenenses pela vitória frente ao Porto na Liga de Basquetebol;

São Bernardo pelo triunfo frente ao Sporting na Liga de Andebol;

Marretas

Portugal pela paupérrima exibição protagonizada frente à Arménia;

Brasil pelo empate e pela sofrível exibição frente ao Perú;

Escócia pela derrota caseira frente à Itália, que a afastou da fase final do Euro-2008;

Russia pela derrota em Israel, que praticamente lhe coarctou as hipóteses de apuramento para a fase final do Euro-2008;

Noruega pela derrota em casa frente à Turquia, que praticamente lhe coarctou as hipóteses de apuramento para a fase final do Euro-2008;

Ullrich pelo doping no Tour de 1997;

Gronholm pelo despiste e, consequente, desistência no Rally da Irlanda;

Sporting pela derrota frente ao São Bernardo na Liga de Andebol;

domingo, novembro 18, 2007

Análise ao Portugal-Arménia

QUALIFICAÇÃO PARA O EURO'2008

GRUPO A

PORTUGAL-ARMÉNIA
Estádio Magalhães Pessoa, em Leiria
Hora: 21 horas
Árbitro: Mike Riley (Inglaterra)

PORTUGAL
Ricardo; Bosingwa, Fernando Meira, Bruno Alves e Caneira; Miguel Veloso e Maniche; Ronaldo, Simão e Quaresma; Hugo Almeida.

Suplentes: Quim, Jorge Ribeiro, Pepe, Manuel Fernandes, Nuno Gomes, Nani e Makukula.

Treinador: Luiz Felipe Scolari

ARMÉNIA
Berezovksi; Hovsepian, Arzumanyan, Tadevosyan e Dokhoyan; Khachatryan, Voskanyan, Karamyan e Arakelyan; Pachajyan e Melkonyan.

Suplentes: Kasparov, Mkhitaryan, Ghazaryan, Mkrtchyan, Aleksanyan, Manuchanyan e Vahagn Minasyan.

Treinador: Vardan Minasyan




Salvou-se a vitória!
Portugal exibiu-se de forma sofrível, mas alcançou uma vitória, que lhe permite encarar a partida com a Finlândia podendo especular com o empate.
Lastimável a atacar e desconcentrada a defender, a selecção nacional deu de si uma imagem muito, mas mesmo muito pálida.
Sem ponta de sentido colectivo, o processo ofensivo português viveu em exclusivo das individualidades.
Como inspiração houve pouca, Portugal arrastou-se em inócuas e estéreis iniciativas atacantes.
Aliás, seriam mesmo os menos fantasistas a entregarem a chave da vitória aos companheiros.
Aos 42 minutos, Bosingwa ganhou o corredor direito e tirou finalmente um bom cruzamento para Hugo Almeida cabecear cruzado para o poste contrário.
A objectividade tinha-se superiorizado às movimentações irregulares de Ronaldo, Simão e Quaresma, que andaram 45 minutos desencontrados com o posicionamento de Hugo Almeida e com a sua natural apetência para finalizar.
Longe de ter feito muito para o conseguir, Portugal pôde sair para o intervalo a vencer.
Os arménios, sempre descomplexados e arrojados, conseguiram alguns períodos de superioridade e viram mesmo o árbitro da partida negar-lhes um penalty evidente por falta de Ricardo.
Logrando quase sempre agregar vantagem no sector intermediário, pois que o triângulo formado por Simão, Maniche e Veloso esteve longe de segurar o meio-campo, os arménios discutiram de modo absolutamente surpreendente a partida, controlando os desordenados movimentos atacantes lusos e assumindo um atrevimento ofensivo que a permissividade portuguesa nunca cerceou devidamente.
Estimulados pelo equilíbrio que conseguiram emprestar ao encontro, os arménios entusiasmaram-se ao ponto de ensaiarem rápidas transições ofensivas com unidades a preencherem todos os corredores.
Esperava que na segunda parte Portugal subisse a qualidade do seu jogo, mas tal não veio a suceder.
É certo que a entrada de Manuel Fernandes para o lugar de Quaresma restabeleceu o equilíbrio da equipa e os arménios cessaram de causar problemas no ataque, mas ofensivamente os pecados da primeira metade permaneceram intocados.
A escassa inspiração manteve-se, o que redundou numa segunda parte ainda mais miserável.
Frente à Finlândia, Portugal precisa de melhorar muito. Ou arrisca-se a não ir ao Europeu. Por este jogo não o merece certamente.

quinta-feira, novembro 15, 2007

Tribuna do Bitaite

Bitaite do Condómino Antes Morto que Vermelho:

BALIZA: Ricardo, é o “fetiche” do Socolari, ele que fique a titular. E quando enterrar Portugal que volte a ser num jogo que toda a gente esteja a ver, como a final do Euro2004. E nessa altura que faça as palhaçadas de sempre depois de sofrer o(s) golos.
DEFESA DIREITO: Bosingwa, mesmo não estando no seu melhor, é o melhor que há.
DEFESA CENTRAL: Bruno Alves é o melhor que há cá.
4º DEFESA: Pepe. Agora que não está lesionado deve ter a sua oportunidade, nem que seja para nunca mais voltar à selecção.
DEFESA ESQUERDO: Nesta posição é que é complicado jogar alguém. Não há um defesa esquerdo que dê garantias, o Paulo Ferreira não está. O Caneira é central, o Abel não sei se sabe jogar com o pé esquerdo. Resta o Jorge Ribeiro.
TRINCO: Miguel Veloso, na ausência do Armando (Petit) e do saudoso Costinha, então que entre este miúdo, mas por favor, com “pica”.
MÉDIO 1: Maniche. É inquestionável, tem fúria, remata e acima de tudo tem coragem para fazer coisas e, muitas vezes, falhar.
MÉDIO 2: Raul Meireles, porque é o menos medíocre dos médios que restam.
PONTA 1: Cristiano Ronaldo “The one and only”
PONTA 2: Ricardo Quaresma, mesmo na forma actual é muito melhor que o Simulão que não tem sido titular no Atlético de Madrid.
AVANÇADO DE CENTRO: Hugo Almeida. Deixem este miúdo ganhar mais maturidade e temos aqui um valor seguro na selecção e não teremos que estar dependentes das nulidades do nulo.

Bitaite do Condómino Vermelho Nunca

Mais um jogo da nossa selecção, com vista ao apuramento para o próximo Europeu. Jogo de dificuldade mínima.
Scolari deve continuar a aposta em não colocar jogadores do clube de Luz a jogar, ainda mais agora com a crise dos pombos a pairar naquelas zonas.
Reconheço, no entanto, que Quim é o menos batido guarda-redes de sempre, uma vez que nunca joga, um pouco ao jeito do Taculargo na Liga dos Campeões, que é só o pior avançado da prova, como demonstra o rácio remates/golos marcados.
O ex- esposo da Isméria continua a ser convocado, o que me desagrada profundamente.
Aproveitando o momento menos bom do revoltado Bosingwa, apostaria na estreia de Abel na selecção, jogador que está em boa forma.

Ricardo,

Abel, Bruno Alves, Pepe e Caneira.

Miguel Veloso, Nani, Ricardo Quaresma.

Cristiano Ronaldo, Simão e Makukula

Onze de ataque, que atingirá facilmente o objectivo da vitória.

Banco com Quim, Bosingwa, Jorge Ribeiro, Maniche, Manuel Fernandes e Hugo Almeida.

Nuno Gomes excluído da convocatória.

Bitaite do Condómino Cavungi

Para derrotar sem apelo nem agravo a frágil selecção da Arménia, faço alinhar o seguinte Onze:

Baliza : Quim (GR Português em melhor forma);
Defesa: Bosingwa; Pepe; B.Alves e Caneira.
Meio campo: Veloso; Maniche e Simão
Ataque: C.Ronaldo;Quaresma e Makukula.

Na defesa, penso que Pepe e B.Alves já se conhecem bem do ano passado e podem dar melhor consistência ao sector. Nas laterais, Caneira e Bosigwa de estaca.
No “miolo”, Veloso e Maniche com Simão no lugar de Deco, a n.º 10.
No ataque, Cristiano e Quaresma nas alas, com a possibilidade de substituir Quaresma por Nani.
Makukula no ataque.

Assim teremos Portugal 4 – Arménia 0