domingo, março 15, 2009

Benfica-Guimarães 0-1

Constituição das Equipas e Avaliação Quantitativa do Desempenho

Liga Sagres, 22.ª jornada
Estádio da Luz, em Lisboa
Hora: 18.45
Árbitro: Jorge Sousa (Porto)

BENFICA - Moreira (3), Maxi Pereira (3), Luisão (3), Miguel Vitor (3), David Luiz (3), Di Maria (3), Katsouranis (3), Yebda (3), Reyes (3), Aimar (2) e Cardozo (2).

Suplentes: Quim, Balboa (0), Urreta (3), Binya, Nuno Gomes (2), Jorge Ribeiro e Sidnei.

Treinador: Quique Flores.

V. GUIMARÃES - Nilson (4), Lionn (3), Gregory (3), Moreno (3), Milhazes (3), Flávio (3), João Alves (4), Marquinho (3), Nuno Assis (3), Desmarets (3) e Roberto (3).

Suplentes: Nuno Santos, Luciano, Custódio, Wenio (-), Danilo, Fajardo (-) e Cícero (0).

Treinador: Manuel Cajuda.

Sistemas Tácticos

Benfica


V. Guimarães
Modelos de Jogo

Benfica

Posse e Circulação de Bola; Domínio da Partida; Bloco médio/alto; Assumir Iniciativa de Jogo.

V. Guimarães

Expectativa; Bloco médio/baixo.

Principais Incidências da Partida (fonte: www.record.pt)

5' - O possante Desmarets avança sem medos rumo à entrada da área do Benfica e desfere um forte remate. Defesa apertada de Moreira. Bom momento no Estádio da Luz.

13' - Di Maria lança com classe para Reyes, que recebe na direita, descai para o meio e desfere um forte remate de peé esquerdo, testando a atenção de Nilson. O guardião do Vitória Guimarães defende com segurança.

16' - Boa jogada do Benfica, com Aimar, Reyes, Yebda, Katsouranis e Di Maria como protagonistas. Moreno consegue afastar o perigo para longe da sua área.

22' - Reyes lança para Aimar, que remata de forma acrobática. Excelente momento do médio aregtino do Benfica.

38' - Miguel Vítor e Yebda atrapalham-se na área adversária, perdendo uma boa ocasião para facturar. Depois é Di Mariaa rematar ao lado.

43' - Mais um bom momento do ataque encarnado, com Aimar a rematar sob "pressão" de David Luiz, que atrapalhou o colega argentino.

65' - Aimar cruza da direita para o coração da área, onde aparece Katsouranis, em boa posição, a desviar ligeiramente ao lado do alvo. O grego não conseguiu o remate nas melhores condições.

67' - GOLO DO V. GUIMARÃES, por ROBERTO.
Está feito o primeiro da noite no Estádio da Luz. Marquinho avança veloz pelo meio, com dois adversários em sua perseguição. Bem perto da área lança para a direita e encontra Roberto, que domina, desfere um bom remate e marca o tento dos vimaranenses.

68' - Nuno Gomes fica à beira do golo, após boa jogada do Benfica, culminada com o centro de David Luiz. Valeu a atenção e qualidade de Nilson, que afastou o perigo.

85' - Miguel Vítor cabeceia com muito perigo mas Nilson defende por instinto. Canto para o Benfica...

86' - Reyes esteve bem perto de facturar para o Benfica. Lançamento de Nuno Gomes na esquerda e remata forte do espanhol. Passou perto...

87' - Mais uma iniciativa individual de Reyes. Agarra Nilson!

90' - Grande oportunidade para Balboa, após boa jogada do ataque benfiquista, mas a bola sai longe do alvo.

90'+1 - CARTÃO VERMELHO DIRECTO para CÍCERO, que nem discute a decisão. Foi depois de uma indicação do árbitro auxiliar.

Destaques

Melhores em Campo

Benfica

Katsouranis - Lucidez e critério foram notas maiores de um desempenho bastante razoável se e quando comparado com o dos seus colegas de equipa.

Urreta - Um regresso muito positivo após longa ausência.
Rápido, ladino e agressivo, coroou a sua exibição com um excelente passe de calcanhar a isolar Balboa, que desbaratou disparatadamente soberana ocasião para igualar a contenda.

V. Guimarães

João Alves - O metrónomo da equipa.
Incansável no seu labor defensivo, assumiu-se como o principal responsável pelo bloqueio vimaranense às iniciativas encarnadas.

Nilson - Irrepreensível!

Piores em Campo

Benfica

Cardozo - Completamente ausente na esmagadora maioria do tempo em que esteve em jogo, foi presa fácil para os centrais vimaranenses.

Balboa - Conseguiu a proeza de acumular disparates sucessivos nas raras ocasiões em que tocou na bola.
Não me recordo de uma acção positiva do espanhol!
O golo que isolado desperdiçou é espelho fiel do quão desastrado foi o seu desempenho.

V. Guimarães

Numa equipa coesa e solidária, nenhum jogador merece destaque pela negativa.

Arbitragem

Transformou um penalty sobre Luisão numa falta contra o Benfica e Roberto estava adiantado no momento em que Marquinho lhe passou a bola.
Todavia, trata-se de um "fora de jogo televisivo", pelo que o equívoco se assume como compreensível.
Compreensível já não o foi a complacência para com Meireles, a qual, curiosamente, terminou no último minuto da partida, ocasião em que foi admoestado com um cartão amarelo que o afasta da partida com o Porto...

Comentário

Adeus Título!

A obsessão pelo equilíbrio consubstanciada na mautenção ad nauseaum do duplo pivot defensivo é a face visível da aversão que Quique Flores demonstra face ao risco.
Animosidade esta que se reflectiu na derrota sofrida pelo Benfica e que afasta os encarnados da disputa pelo título nacional.
Quique pecou e muito ao preferir as soluções continuidade em favor das de ruptura que se impunham.
Ao insistir nas trocas directas (Nuno Gomes por Cardozo e Urreta por Di María), conservou perene o perfil táctico da equipa e, assim, condicionou e muito as suas hipóteses de êxito.
A partida dealbou a bom ritmo e com o primeiro sinal de perigo a ser protagonizado por Desmarets.
Não obstante, alardeando uma dinâmica apreciável, circulando a bola com relativa velocidade e procurando explorar os flancos através de Di Maria e Reyes, o Benfica cedo assumiu o domínio e o controlo da partida.
Sucede que os seus movimentos ofensivos esbarraram, quase sempre, na impecável organização defensiva vimaranense.
Raramente, Nilson viu a sua baliza ameaçada.
Cajuda trouxe o "autocarro" de Guimarães e os seus jogadores cumpriram fielmente a estratégia idealizada, que passava por impedir o Benfica de se aproximar da baliza de Nilson, nem que para isso tenham renunciado, por completo, ao seu processo ofensivo.
Com Aimar demasiado colado a Cardozo e com Di María e Reyes a emergirem apenas a espaços, o Benfica revelava uma esterilidade confrangedora na criação de oportunidades de golo.
Quique preferiu, uma vez mais, o 4x4x2 clássico em detrimento do 4x2x3x1 que vinha ensaiando e, assim, cerceou a sua equipa da criatividade de Aimar.
Ao abdicar de uma estrutura que contempla a existência de um pensador de jogo, Quique determinou a equipa a priveligiar as acções individuais, as quais, as mais das vezes, desaguaram em puro egoísmo infecundo.
Aliás, um dos aspectos em que o Benfica mais delinquiu foi no sentido colectivo do jogo.
Deste modo, foi, sem surpresa, que o nulo persistiu até ao intervalo.
Com 0-0 e perante a incapacidade de ultrapassar o bloqueio táctico vimaranense, a ansiedade começou a imperar na Luz.
O Benfica perdia fluidez e clarividência e o seu processo ofensivo tornava-se muito previsível.
Urgia mexer e Quique fê-lo.
Mas, mal!
Denotando um incompreensível conservadorismo e excesso de receio, limitou-se a trocar Cardozo por Nuno Gomes.
Exigia-se a saída de Yebda, o recuo de Aimar e a junção de Nuno Gomes a Cardozo na frente de ataque.
Estavam os adeptos e simpatizantes benfiquistas mergulhados na discussão em torno de tão medrosa substituição, quando, aos 66 minutos, na sua única transição rápida em todo o jogo, o Vitória fez o 0-1.
Em desvantagem, o Benfica apelou ao orgulho e o certo é que arquitectou oportunidades de golo suficientes para reverter o resultado.
Todavia, Nilson e a inépcia de Nuno Gomes e Balboa inviabilizaram quaisquer veleidades encarnadas de chegar ao golo.
O Guimarães ainda acabou reduzido a dez unidades, por expulsão de Cícero, mas o resultado não conheceu alteração.

quinta-feira, março 12, 2009

Livro de Reclamações - Sumaríssimos, Alianças, Candidaturas e Apito Dourado

1 - Na sequência do Sporting-Paços de Ferreira, os leões requereram, junto da Liga, a instauração de processo sumaríssimo contra Pedrinha.
A Comissão Disciplinar da Liga analisou a pretensão leonina e propôs a pena de dois jogos de suspensão e multa de mil euros ao jogador.
Tudo normal, tudo transparente e claro como água.
Uma só interrogação me assalta: Qual a razão do silêncio sportinguista relativamente ao pisão de Lucho a Derlei?

2 - Podia tratar-se de uma questão de princípio!
Podiam os impolutos dirigentes leoninos refutar vestir a pele de delatores.
Contestável ou não, o certo é que seria um postulado inderrogável e, como tal, respeitável.
Sucede que, esta semana, percebeu-se que não era!

3 - Podia relacionar-se com a dimensão da violência ou da brutalidade do comportamento.
Não!
Também esta hipótese me parece de excluir, pois que a conduta de Lucho se revelou, objectivamente, mais violenta, mais brutal e mais susceptível de fazer perigar a integridade física.

4 - Afastadas estas possibilidades, não consigo descortinar outras que expliquem a passividade leonina, até porque o Porto é um concorrente directo do Sporting e o Paços nem de perto, nem de longe assume tal estatuto!
Depois admiram-se e ficam muito enxofrados quando são confrontados com acusações de servilismo em relação ao Porto!

5 - Ontem, Bruna Polga deu a conhecer mais um bom motivo para que a convergência de interesses com o Porto persista e seja mesmo incentivada (já para não falar da sodomização aquando da antecipação da partida da Liga Sagres envolvendo os dois clubes):
"O FC Porto ligou [a Anderson Polga] até ao último instante [antes de renovar
com o Sporting até 2012]. E ofereciam-lhe mais. Só que o Anderson Polga não é
daqueles que só pensam em dinheiro, senão agora estava no FC Porto a ganhar
títulos."

6 - "Os adeptos que foram chegando à academia ao longo da tarde não tiveram oportunidade de ver o sorriso de Miguel Veloso quando entrou no relvado para treinar, ao lado de Yannick. Os motivos podem ser variados, mas contrastou claramente com o silêncio sepulcral e pouco habitual que se viveu nos primeiros momentos da primeira sessão após o descalabro de Munique."
O Miguel disse que não o defendiam.
Até pode ser verdade, mas quem primeiro não defende o Miguel, é ele próprio!
Inadmissível!

7 - Bruno Carvalho assumiu a sua candidatura à presidência do Benfica.
Independentemente de quaisquer considerações sobre o mérito da sua proposição, louvo-lhe a coerência!
Quem tanto zurziu publica e reiteradamente nesta direcção, tinha que ser consequente.
Neste particular e pela singularidade do comportamento, o meu aplauso!

8 - Duas notas finais a propósito da Audiência de Discussão e Julgamento do denominado processo do envelope:

a) - A primeira relativa às declarações do Juiz Conselheiro Jubilado e ex-Presidente do CJ da FPF, António Mortágua.
Placida e tranquilamente, esclareceu o Tribunal e a opinião pública sobre a impossibilidade da ocorrência de uma peita no valor de 2500 euros por uma singela razão: se «é claro que todas as pessoas têm um preço» também é claro que 2500 euros são «uma maquia ridícula» e tendo em conta «a bitola da época» tal valor «só se fosse para o aquecimento».
Conclui-se não só que quando o Juiz Conselheiro Jubilado António Mortágua exercia funções de Presidente do CJ da FPF sabia existir corrupção no futebol português, sabia, inclusivamente, os montantes praticados, mas também que, não obstante tal conhecimento, nada fez!
Ou seja, foi conivente com tais comportamentos!

b) - A segunda relativa às declarações de Augusto Duarte.
Bem sei que a estrutura acusatória do processo penal português não só consente, como até certo ponto estimula a concertação de depoimentos, mas num processo tão mediatizado sempre pensei que imperasse um mínimo de decoro.
A desfaçatez com que publicamente se brinca com a verdade e se manipulam os factos é assustadoramente assombrosa!
Quando sujeito a 1º interrogatório judicial de arguido detido e confrontado com as razões pelas quais se tinha deslocado a casa de Pinto da Costa na véspera de arbitrar um Beira-Mar-Porto, Augusto Duarte afirmou que o fez a convite de António Araújo e para tomar um cafezinho.
Em audiência de discussão e julgamento, Augusto Duarte asseverou, sem o menor rebuço ou rebate de consciência, que se havia deslocado a casa de Pinto da Costa para tratar de um problema familiar.
Haja decência!

quarta-feira, março 11, 2009

Champions League - Oitavos de Final - 2ª Mão - Parte II

Porto-Atlético Madrid 0-0

Controlo total!
Em vantagem na eliminatória, o Porto geriu o desafio a seu bel-prazer, revelando uma maturidade competitiva assinalável.
O Atlético Madrid nunca deu sinal de poder, sequer, discutir a passagem aos quartos-de-final!
Conhecedor das debilidades defensivas da sua equipa, Abel retraiu-se.
Baixou linhas, juntou o bloco e garantiu segurança.
Contudo, esterilizou o seu processo ofensivo.
É a velha história da manta curta!
Num desempenho pautado pelo equilíbrio, o Porto até se pode lamentar do nulo final.
A superioridade portista merecia ter conhecido reflexo no resultado final.
Hulk e Lisandro, com remates aos ferros da baliza de Léo Franco, ficaram perto de materializar o ascendente azul e branco.

Porto Atlético
0 Golos marcados 0
9 Remates à baliza 2
5 Remates para fora 3
3 Remates interceptados 4
2 Cartões amarelos 2
0 Cartões vermelhos 0
14 Faltas cometidas 19
8 Cantos 7
0 Foras-de-jogo 0
23' 33'' P. bola (tempo) 27' 21''
46% P. bola (%) 54%

Man. United - Inter 2-0

A ilustração perfeita da antinomia!
Cada uma das equipas vestiu o fato que, tradicionalmente, serve o adversário.
O Manchester portou-se como uma verdadeira equipa italiana: frieza, calculismo, cinismo, equilíbrio, excelente organização defensiva, posse e circulação de bola, aproveitamento do erro adversário e eficácia na finalização.
O Inter mostrou-se fiel à velha escola inglesa: jogo directo e audácia ofensiva.
Uma vez mais, triunfou o primado da eficiência e do pragmatismo!
Ferguson derrotou Mourinho lançando mão dos atributos que, geralmente, são reconhecidos às equipas do português!
No duelo táctico, o escocês venceu em toda a linha o português.
O feitiço virou-se contra o feiticeiro!
Claro que o golo de Vidic aos 4 minutos determinou muito do que foi a partida.
A vantagem permitiu ao Manchester especular e obrigar o Inter a assumir a iniciativa.
Mas, a verdade é que os ingleses souberam interpretar na perfeição as condicionantes da contenda e potenciá-las a seu favor!
Pelo contrário, o Inter chamado que foi a desempenhar um papel para o qual não está, minimamente, vocacionado, soçobrou.
Priveligiando a segurança nas transições e, assim, usando e abusando do jogo directo, sem a inspiração de Ibrahimovic, o Inter denotou extremas dificuldades na construção de movimentos ofensivos com qualidade.
É certo que arquitectou duas ou três boas ocasiões de golo, mas não foram mais do que meros oásis no deserto da sua incapacidade.
A superioridade britânica foi demasiado evidente para que se possa questionar a equidade da sua qualificação.
Mourinho cai como tombou Mancini e a repulsa que já granjeou em Itália pode vir a ser-lhe fatal.

Man. United Internazionale
2 Golos marcados 0
8 Remates à baliza 5
7 Remates para fora 9
2 Remates interceptados 0
1 Cartões amarelos 2
0 Cartões vermelhos 0
13 Faltas cometidas 16
3 Cantos 3
3 Foras-de-jogo 1
37' 58'' P. bola (tempo) 29' 15''
56% P. bola (%) 44%

Barcelona - Lyon 5-2

A supremacia catalã conheceu materialização plena no resultado final.
Quatro golos no espaço de 18 minutos, todos na primeira parte, e uma esplendorosa exibição de Henry conduziram o Barça aos quartos-de-final.

Barcelona Lyon
5 Golos marcados 2
9 Remates à baliza 2
5 Remates para fora 4
6 Remates interceptados 1
1 Cartões amarelos 7
0 Cartões vermelhos 1
9 Faltas cometidas 26
7 Cantos 1
0 Foras-de-jogo 4
35' 45'' P. bola (tempo) 20' 43''
63% P. bola (%) 37%

Roma - Arsenal 1-0 (6 - 7 nos penaltys)

Spalletti e Totti deram asas ao sonho romano de apuramento para os quartos-de-final.
Todavia, na roleta dos penaltys, a sorte sorriu aos ingleses.

Roma Arsenal
7 Golos marcados 7
13 Remates à baliza 13
7 Remates para fora 6
3 Remates interceptados 1
2 Cartões amarelos 1
0 Cartões vermelhos 0
22 Faltas cometidas 20
8 Cantos 14
3 Foras-de-jogo 1
34' 27'' P. bola (tempo) 39' 30''
46% P. bola (%) 54%

Espaço Prof. Karamba

Nacional - Marítimo
Trofense - V. Setúbal
Sp. Braga - Académica
Belenenses - E. Amadora
Benfica - V. Guimarães
Sporting - Rio Ave
FC Porto - Naval
P. Ferreira - Leixões

terça-feira, março 10, 2009

Champions League - Oitavos de Final - 2ª Mão - Parte I

Bayern - Sporting 7-1

O Sporting foi vergado ao peso de uma derrota humilhante.
Os leões foram completamente trucidados pela máquina alemã, numa inequívoca demonstração de superioridade.
Contas feitas, a eliminatória mudou aos cinco e acabou aos doze.
Supremacia física, mental e técnica que redundou na mais pesada derrota do Sporting nas competições europeias (1-6 frente ao Hibernian, em 1972, para a Taça das Taças era o registo anterior).
Á imagem do que já tinha acontecido na 1ª mão e frente a Barcelona e Real Madrid, o Sporting não conseguiu resolver a equação emocional colocada pelo jogo e soçobrou.

Bayern Sporting
7 Golos marcados 1
12 Remates à baliza 6
7 Remates para fora 6
2 Remates interceptados 2
0 Cartões amarelos 2
0 Cartões vermelhos 0
11 Faltas cometidas 13
5 Cantos 3
0 Foras-de-jogo 1
36' 24'' P. bola (tempo) 30' 16''
54% P. bola (%) 46%

Juventus - Chelsea 2-2

O golo de Essien no ocaso da primeira metade destroçou uma Juve, que até então havia dado mostras de, pelo menos, poder discutir a eliminatória.
A expulsão de Chiellini aos 70 minutos aniquilou a réstia de esperança que sobejava na mente dos italianos.
Drogba com dois golos no conjunto da eliminatória assumiu-se como elemento maior de uma equipa sempre solidária e pragmática.

Juventus Chelsea
2 Golos marcados 2
6 Remates à baliza 6
3 Remates para fora 4
5 Remates interceptados 2
4 Cartões amarelos 4
1 Cartões vermelhos 0
22 Faltas cometidas 25
5 Cantos 1
1 Foras-de-jogo 3
26' 58'' P. bola (tempo) 31' 10''
46% P. bola (%) 54%

Liverpool - Real Madrid 4-0

Demasiados equívocos para este nível de exigência competitiva comprometeram as aspirações espanholas à "remontada".
Gerard, com dois golos, foi a face da já tradicional eficácia dos "reds" na Champions.

Liverpool Real Madrid
4 Golos marcados 0
12 Remates à baliza 3
3 Remates para fora 12
1 Remates interceptados 0
3 Cartões amarelos 3
0 Cartões vermelhos 0
26 Faltas cometidas 15
10 Cantos 4
5 Foras-de-jogo 2
24' 59'' P. bola (tempo) 31' 8''
44% P. bola (%) 56%

Panathinaikos - Villareal 1-2

A surpreendente saga grega conheceu o seu fim!
O submarino amarelo subiu mais um patamar na sua afirmação europeia.

Panathinaikos Villarreal
1 Golos marcados 2
4 Remates à baliza 5
5 Remates para fora 4
2 Remates interceptados 2
0 Cartões amarelos 1
0 Cartões vermelhos 0
18 Faltas cometidas 20
6 Cantos 3
3 Foras-de-jogo 1
27' 28'' P. bola (tempo) 28' 13''
49% P. bola (%) 51%

segunda-feira, março 09, 2009

Vedetas&Marretas

Vedetas

Clube

Porto pela goleada imposta ao Leixões, que lhe permitiu conservar a liderança da Liga Sagres

Jogador

Jardel pela obtenção, frente ao Braga, do seu 4º golo nos últimos 3 jogos

Treinador

João Eusébio pela estreia com vitória ao serviço do Gil Vicente

Árbitro
Vasco Santos pelo seu bom desempenho no AAC-Trofense

Modalidades de Alta Competição


Rui Silva e Sara Moreira pela conquista das medalhas de ouro e prata, respectivamente, nos Europeus de Pista Coberta em Atletismo

Emigrante

Mourinho pela redentora vitória em Génova

Marretas

Clube

Estrela da Amadora, Leixões, Vitória de Setúbal e Belenenses pelos salários em atraso

Jogador

Hugo Morais pela despropositada colocação da mão na bola que resultou no penalty que garantiu o primeiro golo portista frente ao Leixões

Treinador

Jaime Pacheco por mais uma derrota

Árbitro

Bruno Paixão pelas inexplicáveis expulsões de Lázaro e Celsinho

Modalidades de Alta Competição

Águas Santas pela eliminação, na condição de visitado, nos oitavos de final da Taça de Portugal em Andebol frente ao Sporting da Horta

Emigrante
Paulo Sousa pelo empate caseiro frente ao Sheffield Utd, que deixa o QPR cada vez mais longe dos Play-off´s de acesso à Premier League

Espaço Prof. Karamba

1º Lugar: Jimmy Jump - 610 pontos

2º Lugar: Cavungi - 535 pontos

3º Lugar: Jorge Mínimo - 520 pontos

4º Lugar:Kaiserlicheagle e JC - 490 pontos

5º Lugar: Salvatrucha JR. e Vermelho - 485 pontos

6º Lugar: Vermelho Sempre - 475 pontos

7º Lugar: Lion Heart - 465 pontos

8º Lugar: Zex - 435 pontos

9º Lugar: Sócio - 420 pontos

10º Lugar: Vermelho Nunca e Cuto - 390 pontos

11º Lugar: Antes Morto que Vermelho - 385 pontos

12º Lugar: Samsalameh - 300 pontos

13º Lugar: Fura-Redes - 265 pontos

14º Lugar: Delane Vieira - 245 pontos

15º Lugar: Pachulico - 140 pontos

16º Lugar: Pankreas - 55 pontos

Memorial Zandinga

Bayern - Sporting

Juventus - Chelsea

Liverpool - Real Madrid

Panathinaikos - Villarreal

Barcelona - Lyon

Man. United - Internazionale

Porto - Atlético

Roma - Arsenal

PSG - Braga

domingo, março 08, 2009

Naval - Benfica 1-2

Constituição das Equipas e Avaliação Quantitativa do Desempenho

Liga Sagres, 21.ª jornada

Estádio José Bento Pessoa, na Figueira da Foz
Árbitro: João Ferreira (Setúbal)

NAVAL

Peiser (3); Carlitos (3), Paulão (3), Diego (3), Daniel Cruz (3); Godemèche (3), Lazaroni (3), Baradji (3); Davide (4), Simplício (2) e Marinho (2)

Suplentes: Jorge Baptista, Alex Hauw, Fabrício Lopes, Gilmar, Bolívia (2), Dudu (-) e Marcelinho (3)

Treinador: Ulisses Morais

BENFICA
Moreira (3); Maxi Pereira (3), Luisão (3), Miguel Vítor (4) e David Luiz (2); Yebda (4), Di Maria (3), Katsouranis (4) e Reyes (4); Aimar (3) e Cardozo (2)

Suplentes: Quim, Sidnei, Jorge Ribeiro (-), Binya, Balboa, Urreta (-) e Nuno Gomes (2)

Treinador: Quique Flores

Sistemas Tácticos

Naval
Benfica
Principais Incidências da Partida (fonte: www.record.pt)


3' - Golo do Benfica, por Aimar.
A defesa da Naval, após um cruzamento longo de Reyes, afasta a bola de forma deficiente e o jogador argentino, com um remate sem preparação com a perna direita em zona central, ainda fora da área, acerta o canto direito de Peiser, que saltou em vão.


53' - Golo da Naval, por Marcelinho.
Daniel Cruz, no arremesso de um lateral, coloca a bola na área encarnada, Godemèche desvia de cabeça, Luisão bate na bola de forma defeituosa e o recém-entrado Marcelinho, com um remate cruzado de primeira, iguala o marcador na Figueira da Foz.


57' - Grande oportunidade para o Benfica voltar a ficar na frente do marcador: Di María foge à marcação na área da Naval e remata forte com a perna esquerda, com a bola a bater na barra de Peiser.

63' - Cardozo entra bem pela esquerda, após erros de vários jogadores, e remata em jeito na saída de Peiser, com a bola a passar muito perto do poste esquerdo da baliza da Naval.

74' - Golo do Benfica, por Katsouranis.
Na marcação de um livre, Reyes coloca a bola na área da Naval, Miguel Vítor, no primeiro poste, desvia de cabeça para o lado contrário, onde o médio grego, sem marcação, aponta, também de cabeça, o segundo golo encarnado.


Destaques

Melhores em Campo

Naval

Davide - O "fantasista" não deixou créditos por mãos alheias e arrancou uma exibição maior.
Uma dor de cabeça para David Luiz do primeiro ao último minuto, a quem ganhou a generalidade dos duelos.
Apenas lhe faltou um "nadinha" mais de objectividade.

Marcelinho - Fez jus à sua condição de "matador" e facturou o golo do empate.
Sempre solto e disponível, assumiu-se como o farol ofensivo da equipa.

Benfica

Katsouranis - Coroou um desempenho de excelente qualidade com mais um golo.
Promoveu o equilíbrio defensivo e emprestou fluidez e clarividência aos movimentos ofensivos.
Essencial na qualidade das transições.

Yebda - O parceiro operário de Katsouranis, revelou-se inexcedível na tarefa de oferecer cobertura à sua linha defensiva.
Crucial a sua intervenção no golo de Aimar.

Miguel Vítor - Mais um desempenho de qualidade.
Seguro e concentrado a defender, revelou-se fundamental no triunfo alcançado ao assistir Katsouranis para o segundo golo do Benfica.

Reyes - Duas assistências para golo e uma excelente segunda parte, na qual assumiu a condução dos movimentos ofensivos do Benfica.
Essencial na reviravolta operada pela equipa.

Piores em Campo

Naval

Marinho - Esperava-se muito mais daquele que se tem cotado como o melhor elemento dos navalistas.
Entregou-se ao jogo, mas foi sempre inconsequente.

Benfica

David Luiz - Sucessiva e inapelavelmente batido por Davide, acumulou equívocos que podiam ter comprometido as aspirações da sua equipa à vitória.

Cardozo - Com excepção de um chapéu a Peiser já na segunda parte, foi facilmente anulado pelos centrais figueirenses.
Revelou-se incapaz de oferecer a necessária profundidade ofensiva à equipa.
Lento e sem chama, esteve quase sempre ausente do jogo.

Arbitragem

Num jogo fácil de dirigir, João Ferreira incorreu em três pecados maiores: na primeira parte, não assinalou uma falta de Maxi sobre Davide à entrada da área benfiquista e, na segunda,assinalou mal mão de Davide (tocou a bola com a face) no lance que precedeu o 2º golo encarnado e perdoou a expulsão, por acumulação de amarelos, a Daniel Cruz.

Comentário

Não havia necessidade!

Um triunfo desnecessariamente padecido.
Sobejou o mais importante: três pontos.
Logo aos dois minutos, na sequência de um livre executado por Reyes, Diego Ângelo "aliviou" mal, Yebda ganhou de cabeça e Aimar, de primeira, atirou para golo.
Melhor era impossível!
Todavia, aquilo que se afigurava como uma clara vantagem para o Benfica, acabou por redundar no seu desaparecimento da partida.
Como habitualmente quando em vantagem, o Benfica baixou o bloco, juntou as linhas e entregou a iniciativa de jogo ao adversário.
O plano contemplava, também, a exploração da subida das linhas da Naval através de transições rápidas.
Sucede que uma estranha letargia tomou conta dos jogadores encarnados, que se revelaram incapazes de arquitectar movimentos ofensivos com um mínimo de qualidade.
Sem arte, nem engenho, sem capacidade de posse e circulação de bola, o Benfica limitava-se a gerir as iniciativas atacantes figueirenses.
Com competência, é certo, mas ao Benfica exige-se mais do que simples aptidão defensiva.
E, assim, como o Benfica não queria e a Naval não conseguia, a primeira parte transformou-se num longo bocejo que se arrastou penosamente até ao intervalo.
Na segunda metade, o Benfica persistiu na mansidão e na morbidez.
Foi-se desconcentrando cada vez mais, relaxando em idêntica proporção, recuando e expondo-se à sorte do jogo.
A Naval reforçou a sua convicção na igualdade, subiu no terreno e fortaleceu as suas linhas mais avançadas.
Sem surpresa, impeliu o Benfica para as imediações da sua área e foi transmitindo a ideia que o golo do empate não tardava.
E aos 53 minutos surgiu mesmo, por intermédio de Marcelinho.
Daniel Cruz colocou a bola na área encarnada, Godemèche desviou de cabeça, Luisão tentou afastar a bola, mas fê-lo de forma defeituosa e Marcelinho, com um remate cruzado de primeira, igualou o marcador.
O fantasma de insucessos recentes assombrou os encarnados, mas, desta vez, num assomo de dignidade, a equipa reagiu de pronto.
Daí até final, o Benfica conheceu a sua melhor fase na partida.
Aumentou a intensidade, subiu as suas linhas, pressionou mais alto e as ocasiões de golo começaram, finalmente, a surgir.
Quase sempre pelas alas e quase sempre com Reyes e Di Maria como protagonistas.
Um remate de Di Maria à trave e um chapéu de Cardozo que saiu a centímetros do poste assumiram-se como prelúdio do tento do triunfo encarnado.
Reyes cobrou um livre ao "segundo" poste, Miguel Vítor tocou de cabeça para o "primeiro", no qual surgiu Katsouranis a cabecear com êxito para a baliza.
O Benfica dizia presente quando mais precisava e se exigia.
Após a inexplicável e quase comprometedora apatia evidenciada no preâmbulo da partida, a superior qualidade individual dos jogadores encarnados valeu um triunfo sofrido, mas indiscutível.

quinta-feira, março 05, 2009

Com a devida vénia a Miguel Góis e à Tertúlia Benfiquista

"Imaginando que é árbitro (sem ofensa), e tem problemas familiares; a quem é que vai pedir ajuda? A um ancião? A um psicólogo? A um padre? Ou a um dirigente de um dos Clubes de futebol cujo jogo vai apitar no dia seguinte?
A resposta certa é, sabemo-lo agora, esta última. E nem sequer é particularmente surpreendente.
Há muito que sabemos que essa é uma prática normal um pouco por esse mundo fora – por exemplo, em certas províncias italianas as pessoas, quendo têm problemas familiares vão falar com o chefe da família. E por certo não custará imaginar, em abstrato, problemas que um dirigente desportivo poderia resolver a um árbitro de futebol – “a minha mulher diz que vai morar para casa da irmã se eu este fim-de-semana não a levar numa viagem a Cancún, no valor de 2500 euros”, “Preciso de comprar ao meu filho uma mota no valor 2500 euros."

quarta-feira, março 04, 2009

Livro de Reclamações - Salários em Atraso e Inovações na Arbitragem

1 - "O presidente do Sindicato prognostica que Estrela da Amadora, Vitória de Setúbal e Boavista, vão acabar no final da presente temporada." - in Rádio Renascença.
Esta será, talvez, a primeira sentença de morte do futebol português proferida com desassombro, mas com uma elevada dose de realismo.
Infelizmente, dirão alguns.
Felizmente, direi eu.
O actual estado de coisas é, absolutamente, insustentável.
Urge expurgar das competições profissionais aqueles clubes que, sucessiva e reiteradamente, se revelam incapazes de cumprir as suas obrigações salariais e/ou fiscais.
É a chamada "ventilação assistida".
Quem não apresenta viabilidade financeira não pode sobreviver à conta de expedientes regulamentares, melhor ou pior urdidos.

2 - Os incumprimentos salariais ofendem a verdade desportiva e fazem perigar a sã e leal concorrência entre os diferentes competidores.
Esta temporada a profusão de clubes incumpridores impõe, mais do que nunca, a tomada de medidas.
No ano passado, de uma forma completamente oportunista, vozes houve que se ergueram clamando que os clubes relapsos relativamente às remunerações dos seus profissionais de futebol, deviam ser punidos com a despromoção!

3 - Mas, alguém, para lá destes gritos mudos de ocasião, se preocupou em tipificar tal comportamento como infracção disciplinar?
Ninguém!
Perante o pretenso caldo de insatisfação popular artificialmente criado no ano passado, mais rápido do que a própria sombra, Hermínio Loureiro prometeu elaborar uma proposta de alteração aos regulamentos contemplando a punição dos clubes que não cumpram com as suas obrigações salariais.
Fê-lo?
Obviamente, que não!

4 - E porquê?
Porque os regulamentos da Liga se assumem como um sistema de auto-regulação e, como diz o povo e com razão, quem tem cú, tem medo!
O Regulamento Disciplinar da Liga sistematiza um conjunto de salvaguardas para os clubes, das quais estes não cogitam sequer abdicar.

5 - Hermínio Loureiro, como homem de consensos que é, leia-se político na mais abjecta acepção do termo, anunciou que o incumprimento seria aferido no início de cada época desportiva, numa solução que se aproximava do licenciamento, e que a sanção prevista para os prevaricadores seria a despromoção.
Sucede, porém, que acossado por uma larga franja dos seus apoiantes, recuou nos seus propósitos e abdicou da despromoção em favor da perda de pontos.
Mas, mesmo esta solução conheceu letra de lei?
Não!

6 - A criação de um tipo disciplinar punindo as situações de incumprimento salarial com despromoção parecia-me uma solução adequada à gravidade do problema e às suas implicações na lisura da competição.
Não um mero incumprimento, mas um incumprimento reiterado e sindicado ao longo da temporada.
Verificado que fosse o incumprimento por 2 ou mais meses ou 3 incumprimentos por período inferior, o clube faltoso seria, automaticamente, despromovido.
Esta arquitectura típica pressuporia uma monitorização trimestral da fiscalização dos cumprimentos salariais e não uma avaliação "post-morten" como sustentava o Presidente da Liga.
A averiguação no início de cada época desportiva premeia os incumpridores e não responde às exigências de verdade desportiva e de sã e leal concorrência entre os diferentes competidores que um tipo disciplinar punindo as situações de incumprimento salarial visa acautelar.
Na verdade, ao optar-se por uma solução desta natureza permitir-se-ia aos clubes incorrerem em situações de incumprimento das obrigações salariais durante a temporada sem daí decorrerem quaisquer sanções.
Bastar-lhes-ia satisfazer as suas obrigações até ao dealbar da época seguinte para que fossem licenciados para a competição.

7 - Mas, mais do que remediar, há que prevenir!
A par da adopção de um tipo disciplinar punindo as situações de incumprimento salarial com despromoção, há que evitar a sua ocorrência.
Para tal, necessário se torna consignar mecanismos de controlo orçamental, que garantam a existência dos proventos suficientes para assegurar o pagamento dos encargos assumidos.
Aqui sim, se compreende e estimula a implementação de soluções de licenciamento.
No início de cada época desportiva, os clubes que pretendessem participar nas competições profissionais teriam que apresentar na Liga os respectivos orçamentos acompanhados dos documentos comprovativos das receitas e despesas aí previstos, em ordem à sua habilitação.
Assim se caucionaria a inexistência futura de situações de incumprimento salarial, com a evidente e natural ressalva dos casos excepcionais e imprevistos.
E para estes funcionaria o tipo disciplinar que, assim, assumiria a feição de extrema ratio punitiva.
Não me parece é que os clubes estejam dispostos a avocar tamanho risco!

8 - A partir de 2010, entrará em fase de testes a introdução de dois árbitros de área, para além dos três elementos tradicionais da equipa de arbitragem.
Não posso deixar de concordar com o princípio, mas penso que os custos desta medida não cobrem os seus benefícios.
Se, por um lado, se limitam os erros de julgamento nas zonas onde verdadeiramente se decidem os jogos, por outro, o financiamento e o recrutamento afiguram-se-me de difícil satisfação.
Não há nem dinheiro para pagar a tantos árbitros, nem tão pouco árbitros em número suficiente.

9 - Pelo contrário, a utilização das novas tecnologias redundaria numa solução mais eficaz e mais barata.
Os equívocos decresceriam ainda mais, não seriam necessários mais árbitros (bastariam alargar o âmbito de competências do 4º árbitro) e a médio-longo prazo os custos seriam bem menores.

10 - A reunião do International Board defraudou as expectativas não tanto neste aspecto (penso que poucos esperavam que se avançasse mais), mas ao desprezar a possibilidade de criar sanções disciplinares intermédias.
As exclusões temporárias são uma inevitabilidade como forma de combate sério e eficiente ao jogo faltoso e como meio de salvaguarda da integridade física dos jogadores.
Actualmente, os árbitros não dispõem do expediente disciplinar adequado para punir as situações que designaria de "alaranjadas", isto é, aquelas para as quais um amarelo é quase um prémio, mas que um vermelho é um castigo demasiado severo.

Espaço Prof. Karamba

V. Setúbal - Nacional
Rio Ave - Marítimo
Académica - Trofense
E. Amadora - Sp. Braga
V. Guimarães - Belenenses
Naval - Benfica
Leixões - FC Porto
Sporting - P. Ferreira

terça-feira, março 03, 2009

Livro de Reclamações - Relatório e Contas das SAD´s dos 3G

1 - Resultados:
Benfica: 9,3 de euros de prejuízo
Sporting: 2,3 de euros de prejuízo
FC do Porto: 1,4 milhões de euros prejuízo

Receitas:
FC do Porto: 31,1 milhões de euros
Sporting: 29,9 milhões de euros
Benfica: 26,0 milhões de euros

Despesas:
FC do Porto: 35,8 milhões de euros
Benfica: 27,6 milhões de euros
Sporting: 23,7 milhões de euros

Resultados Operacionais das SAD´s:
FC do Porto: 2,8 milhões de euros positivos
Sporting:0,4 milhões de euros negativos
Benfica: 6,9 milhões de euros negativos

Passivos:

Sporting: 141,9 milhões de euros negativos
FC do Porto: 143,5 milhões de euros negativos
Benfica: 147,4 milhões de euros negativos

Activos:

Benfica: 161,1 milhões de euros
FC do Porto: 156,9 milhões de euros
Sporting: 137 milhões de euros

2 - Benfica, Porto e Sporting apresentaram, no primeiro semestre da época 2008/09, um decréscimo sensível nos resultados operacionais se e quando comparados com período homólogo da temporada transacta.
Benfica e Sporting fecharam mesmo com resultados operacionais negativos.

3 - Os capitais próprios das três sociedades estão muito abaixo do que exige o artigo 35º do Código das Sociedades Comerciais - A SAD portista é a que apresenta capitais próprios mais elevados, num total de 16,4 milhões, enquanto que a Benfica SAD se fica pelos 13,6 milhões e a Sporting SAD pelos 4,9 milhões.

4 - Apresentando capitais próprios negativos (13,7 milhões para um capital social de 75 milhões), a SAD do Benfica está obrigada a realizar um aumento de capital.
A integração da Benfica Estádio na SAD é uma inevitabilidade, até porque regista capitais próprios superiores a 70 milhões de euros.

5 - A Benfica SAD registou resultados operacionais negativos de 9,35 milhões de Euros.
Investimento no reforço da equipa de futebol, decréscimo dos proveitos decorrentes da alienação de direitos desportivos de jogadores e a ausência de receitas provenientes da Champions emergem como as razões fundamentantes do prejuízo verificado.
A ausência da Champions representou um impacto negativo na ordem dos 5,5 milhões de Euros, o investimento no reforço do plantel conheceu reflexos no aumento de custos em cerca de 5,1 milhões de Euros, ao passo que a redução do montante arrecadado com a alienação de direitos desportivos significou uma quebra de 7 milhões de Euros nas receitas.
Ainda assim, a diferença para as receitas obtidas por Porto e Sporting cifra-se apenas em 5,1 e 3,9 milhões de Euros, respectivamente.
No segundo trimestre da época 2008/2009, o Benfica registou, mesmo sem Champions, proveitos operacionais de 12,9 milhões de Euros, o Sporting 15,9 e o Porto 22,5.

6 - O passivo consolidado cresceu, situando-se, agora, em 147 milhões de euros resultantes, sobretudo, do agravamento dos encargos com empréstimos obtidos e fornecedores correntes, a que correspondem, respectivamente, 32,7 e 21,8 milhões de Euros.

7 - Contudo, assistiu-se a um concomitante crescimento dos activos correntes em cerca de 13 milhões de euros.
O activo cifra-se em 161,1 milhões de Euros.


8 - No segundo trimestre da época 2008/2009, o Benfica registou um aumento dos resultados operacionais negativos, que passaram de 1,1 no primeiro trimestre para 6,9 milhões de Euros.
O Sporting acompanhou o Benfica neste movimento descendente e os 3,8 milhões de Euros positivos do primeiro trimestre "transformaram-se" em 0,4 milhões de Euros negativos.
Ao invés, o Porto inverteu a tendência do primeiro trimestre e de 5 milhões de Euros negativos passou para resultados operacionais de 2,8 milhões de Euros positivos.
A presença na Champions e os 18 milhões de Euros realizados com a venda de passes de jogadores explicam a reviravolta.

9 - Fruto da alteração do paradigma de gestão, após a apresentação de sucessivos resultados positivos, a Sporting SAD registou 2,332 milhões de Euros de prejuízo.
Na verdade, a não alienação de direitos desportivos de jogadores e o aumento de custos com pessoal (cerca de 15% no que concerne à massa salarial), opções não antes vistas pelas bandas de Alvalade, conjugados com o investimento realizado no plantel e o agravamento dos encargos financeiros, justificam a quebra do ciclo positivo.
Cumpre destacar o crescimento dos proveitos em 22,7%, num total de 5,5 milhões de Euros, comparativamente com o período homólogo do exercício anterior, o que se explica pelo aumento das receitas obtidas com a Champions, as quais ascenderam a 12,3 milhões de Euros.
No lado dos custos, há-que enfatizar o seu acréscimo em cerca de 33% por referência ao período homólogo do exercício anterior.
Este crescimento repousa, essencialmente, no aumento da massa salarial em 15%, dos prémios de desempenho em cerca de 54%, do investimento com o reforço do plantel e o agravamento dos encargos financeiros
Por fim, adjuve-se que no que se reporta à transacção de direitos desportivos se verificou um resultado negativo de 504 mil Euros, resultado da não alienação de qualquer activo desportivo por contraponto às rescisões contratuais promovidas com Farnerud, Labarthe, Alison, Yannick Pupo e Varela.

10 - Persiste um problema que impõe resolução célere, qual seja o capital próprio que permanece negativo.
A emissão do empréstimo obrigacionista de 60 milhões de euros obrigatoriamente convertível em capital visa solucionar esta questão, mas, como já aqui afirmei abundantemente, poderá significar a perda pelo Sporting do controlo maioritário da SAD.

11 - A Porto SAD registou prejuízos de 1,4 milhões de Euros no primeiro semestre da época 2008/2009 em claro contra-ciclo com os 7,3 milhões de Euros de lucro apresentados no período homólogo do exercício anterior.
De realçar o aumento de 9% dos proveitos operacionais, que se situaram nos 31,1 milhões de Euros.
Assim, os resultados operacionais revelaram-se positivos, na ordem dos 2,8 milhões de Euros, sendo certo que muito abaixo dos 8,8 milhões obtidos no período homólogo do exercício anterior.
Por outro lado, os custos operacionais cresceram para 35,8 milhões de Euros devido, essencialmente, ao crescimento da massa salarial, a qual representa já 44% do rátio salários/proveitos operacionais (era de 37%).
Não obstante os resultados operacionais negativos, o Porto conseguiu apresentar resultados líquidos positivos no valor de 6,8 milhões de Euros (mesmo assim inferior aos 10,8 milhões declarados no ano passado).
Uma vez mais, as receitas extraordinárias resultantes da transacção de passes de jogadores permitiram ao Porto equilibrar as suas contas, demonstrando o quão dependente está da venda de jogadores.

12 - O aspecto mais preocupante do relatório e contas da Porto SAD radica nos 61,2 milhões de Euros de dívida bancária de muito curto prazo.
Num quadro de crise financeira e económica, este problema pode assumir-se como de muito difícil resolução através de novo endividamento.
A venda de direitos desportivos afigura-se-me incontornável.

C´ um Caneco (outro passatempo)

1º Lugar: Cavungi - 295 pontos

2º Lugar: Jimmy Jump - 245 pontos

3º Lugar: Zex e Vermelho Sempre - 240 pontos

4º Lugar: Kaiserlicheagle e JC - 230 pontos

5º Lugar: Vermelho - 215 pontos

6º Lugar: Jorge Mínimo - 210 pontos

7º Lugar: Lion Heart
e Antes Morto que Vermelho - 195 pontos

8º Lugar: Vermelho Nunca e Salvatrucha jr.
- 185 pontos

9º Lugar: Sócio - 180 pontos

10º Lugar: Pachulico, Fura-Redes,Cuto - 150 pontos

11º Lugar: Delane Vieira - 145 pontos

12º Lugar: Samsalameh - 115 pontos

13º Lugar: Holtreman - 80 pontos

segunda-feira, março 02, 2009

Vedetas&Marretas

Vedetas

Clube

Naval pelo triunfo no Restelo

Jogador

Baba pelo "hat-trick" obtido frente ao V. Setúbal

Treinador

Carlos Carvalhal pela estreia com goleada sobre o V.Setúbal

Árbitro

Hugo Miguel pelo seu desempenho no Marítimo-V.Setúbal

Modalidades de Alta Competição

Basquete Clube de Barcelos pelo triunfo sobre a Física de Torres Vedras em jogo a contar para mais uma jornada cruzada da LPB, o único de equipas da Proliga.

Emigrante

Cristiano Ronaldo e Nani pela conquista da Taça da Liga Inglesa

Marretas

Clube

Belenenses pela derrota caseira frente à Naval

Jogador

Élvis pelo auto-golo com que presenteou o Benfica

Treinador

Domingos por mais um insucesso averbado na condição de visitante e pela derrota no duelo táctico com Manuel Machado

Árbitro

João Ferreira pela sinfonia de apito em que transformou o Porto-Sporting ao assinalar um inusitado número de faltas

Modalidades de Alta Competição

Benfica pela derrota frente ao Juventude em Viana

Emigrante

Paulo Sousa por mais uma derrota no Championship, desta feita frente ao Barnsley, que implicou a queda do QPR para o 11º lugar.

Espaço Prof. Karamba

1º Lugar: Jimmy Jump - 565 pontos

2º Lugar: Jorge Mínimo - 520 pontos

3º Lugar: Cavungi - 490 pontos

4º Lugar: Salvatrucha JR. e Vermelho - 455 pontos

5º Lugar: Lion Heart e Kaiserlicheagle - 450 pontos

6º Lugar: JC - 445 pontos


7º Lugar: Zex - 435 pontos

8º Lugar: Vermelho Sempre - 430 pontos


9º Lugar: Sócio - 390 pontos

10º Lugar: Antes Morto que Vermelho - 385 pontos

11º Lugar: Vermelho Nunca - 370 pontos

12º Lugar: Cuto - 365 pontos

13º Lugar: Samsalameh - 300 pontos

14º Lugar: Fura-Redes - 265 pontos

15º Lugar: Delane Vieira - 245 pontos

16º Lugar: Pachulico - 140 pontos

17º Lugar: Pankreas - 55 pontos

domingo, março 01, 2009

C´ um Caneco (outro passatempo)

P. Ferreira - Nacional

O Joker pode ser utilizado neste jogo ou no Porto-Estrela da Amadora

sábado, fevereiro 28, 2009

Benfica-Leixões 2-1

Constituição das Equipas e Avaliação Quantitativa do Desempenho

Liga Sagres 20.ª jornada

Estádio da Luz, em Lisboa
Árbitro: Lucílio Baptista (Setúbal)

BENFICA - Moreira (3); Maxi Pereira (3), Luisão (4), Miguel Vítor (4) e David Luiz (3); Di María (3), Ruben Amorim (-), Katsouranis (3), Reyes (3); Aimar (4) e Cardozo (3).

Suplentes: Quim, Jorge Ribeiro, Binya, Carlos Martins (2), Balboa (2), Nuno Gomes (4) e Mantorras.

Treinador: Quique Flores.

LEIXÕES - Beto (3); Laranjeiro (3), Nuno Silva (3), Elvis (1) e Angulo (2); Bruno China (3), Roberto Sousa (3) e Hugo Morais (3); Zé Manuel (3), Braga (-) e Diogo Valente (2).

Suplentes: Berger, Ruben, Joel, Castanheira, Chumbinho (2), Sony (2) e Rodrigo Silva (3).

Treinador: José Mota.

Sistemas Tácticos

Benfica


Leixões


Modelos de Jogo

Benfica

Posse e Circulação de Bola; Domínio da Partida; Bloco médio/alto; Assumir Iniciativa de Jogo.

Leixões

Bloco baixo; Expectativa; Transições Rápidas.

Principais Incidências da Partida (fonte: www.record.pt)

1' - Reyes, aberto pelo flanco esquerdo, fez o cruzamento e Aimar, no coração da área, assustou a defesa leixonense em dois lances distintos. O médio argentino, especialmente na segunda situação, não conseguiu dominar a bola corretamente e acabou por não conseguir rematar à baliza de Beto.

16' - Golo do Benfica, por Elvis, na própria baliza.
Após um lançamento lateral marcado por David Luiz ainda em terreno encarnado, Laranjeiro permitiu que Reyes entrasse sozinho pelo lado esquerdo, com o extremo espanhol a aproveitas os espaços e a colocar a bola junto da pequena área, onde Elvis, com Cardozo às costas, acusou a pressão e rematou de forma desastrada para o interior da sua própria baliza.

22' - Após um canto da esquerda, a defesa do Leixões não consegue retirar a bola da sua área e Luisão,. com um acrobático pontapé de bicicleta, quase marca um golaço. A bola passou muito perto do poste esquerdo de Beto.

23' - Zé Manuel, após um lançamento longo, escapa aos centrais encarnados, mas não consegue dominar a bola, que para nas mãos de Moreira.

45'+2 - Di María conduziu um rápido contra-ataque pelo lado direito e assistiu Cardozo, já dentro da área leixonense, mas o avançado paraguaio, ao tentar rematar a baliza, permitiu que Roberto Souza conseguisse colocar a bola para canto.

47' - Reyes, completamente sem marcação no interior da área do Leixões, remata cruzado e Beto defende com as pernas. Na sequência do lance, Carlos Martins remata de forma disparatada de fora da área.

57' - Após um rápido contra-ataque leixonense, Diogo Valente recebe em ótima posição na área encarnada, mas remata muito mal, com a bola a sair muito longe da baliza encarnada.

65' - Cardozo, completamente sem marcação, domina a bola com a canela, após mais um bom passe de Di María, e o esférico termina nas mãos de Beto.

67' - Golo do Benfica, por Nuno Gomes.
Após um centro perfeito com a perna direita do canhoto Cardozo, Nuno Gomes, apesar de ter um defesa do Leixões por perto, desvia de cabeça para o fundo da baliza de Beto. É o quinto golo de Nuno Gomes no campeonato.

74' - Carlos Martins sente uma lesão muscular e não pode continuar no jogo. O Benfica, por Quique Flores já ter feito três substituições, terá de jogar com 10 elementos.

74' - Golo do Leixões, por Rodrigo.
David Luiz, primeiro, e Balboa, depois, não conseguem retirar a bola da área encarnada e o avançado do Leixões aproveita o lance confuso para rematar de bico no canto esquerdo de Moreira.

Destaques

Melhores em Campo

Benfica

Luisão - Completou o seu 200.º jogo com a camisola do Benfica e exibiu-se de forma irrepreensível.

Miguel Vítor - Maturidade, disponibilidade física e sentido posicional foram atributos que alardeou num desempenho imaculado.

Aimar - Evidenciando uma melhoria assaz considerável da sua condição física, regressou às exibições cativantes, polvilhada que foi com pormenores de classe.
Fruto da alteração que Quique empreendeu no sistema táctico da equipa, surgiu numa linha ligeiramente mais recuada o que favoreceu e muito o reforço da sua influência na construção dos movimentos ofensivos do Benfica.
Quando Carlos Martins se lesionou e a equipa se viu reduzida a 10 unidades, sacrificou-se em prol do colectivo, assumindo o lugar do português e empenhando-se defensivamente até à última gota de suor.

Leixões

Bruno China - O metrónomo do Leixões.
Procurou gerir os ritmos, as transições e dar coerência à estratégia de José Mota.

Piores em Campo

Benfica

Balboa - Teve azar! Mas, também, pouco fez para o contrariar!
Entrou numa conjuntura idílica que rapidamente se transformou num cenário de sofrimento.
Pedia-se empenho defensivo e capacidade para estender os movimentos atacantes até à área adversária.
Se na primeira tarefa ainda revelou algum acerto, já na segunda repetiu o desastre de outras ocasiões.

Leixões

Elvis - Dois erros, dois golos.
Ofereceu vantagem ao Benfica com um auto-golo e deixou fugir Cardozo para o paraguaio executar o cruzamento do qual resultou o golo de Nuno Gomes.

Arbitragem

Num encontro sem casos, pecou apenas no capítulo disciplinar.
Elvis e Luisão deviam ter sido admoestados com cartões amarelos por entradas sobre Di María e Rodrigo Silva.

Comentário

Missão cumprida!

Triunfo de indiscutível equidade de um Benfica a um tempo solto, alegre e eficaz e a outro solidário e disponível.
Num jogo intenso, disputado em bom ritmo, o Benfica cedo se assenhoreou do domínio e controlo das incidências.
E assim prosseguiu até ao último quarto de hora, período em que reduzido a 10 unidades, entregou o domínio da partida, ainda que sem perder o seu controlo.
Havia afirmado a exaustão do 4x4x2 clássico e pedido a sua revogação.
Pois bem, Quique fez-me, parcialmente, a vontade!
Não se tratou de uma substituição, mas sim de uma reformulação.
Ao invés do por mim peticionado 4x4x2 losango, que implicaria uma verdadeira revolução sistémica, Quique apresentou a equipa num 4x2x2x1x1.
Aos habituais 4 defesas e duplo-pivot, juntaram-se dois extremos clássicos, bem abertos nas alas, um verdadeiro e também clássico 10 e, por fim, um ponta de lança.
A equipa beneficiou e muito!
Principalmente, na qualidade da sua transição ofensiva.
Com Aimar, finalmente, restituído à sua posição natural, o ataque posicional do Benfica conheceu uma fluidez e clarividência inusitadas nesta temporada, mormente pela sua continuidade.
Pressionando alto, com Katsouranis e Rúben Amorim a assegurarem a ligação entre sectores, alardeando uma excelente atitude colectiva e com a linha defensiva subida, bem perto da linha de meio-campo, o Benfica empurrou o Leixões para as imediações da sua grande área.
Estas benfeitorias não tardaram a dar frutos, ainda que com um protagonista, de todo em todo, improvável.
Aos 16 minutos, num lançamento de linha lateral, David Luiz desmarcou Reyes e o espanhol cruzou rasteiro procurando servir Cardozo, mas Élvis antecipou-se e marcou na própria baliza.
Em vantagem, o Benfica acentuou o seu império sobre a partida e não permitiu ao Leixões esboçar, sequer, uma reacção.
A segunda metade dealbou como terminara a primeira, ou seja, com o Benfica por cima e perto de alargar a sua vantagem, mas Reyes, após passe soberbo de Aimar, rematou de forma a permitir a defesa de Beto.
A superioridade no marcador e sobre o adversário, foi, paulatinamente, impelindo o Benfica para uma indesejável mansidão.
Percebendo o decréscimo de intensidade, aos 60 minutos, Quique tirou Reyes e fez entrar Nuno Gomes.
Sete minutos volvidos, Nuno Gomes aproveitou um exemplar cruzamento de Cardozo (de pé direito!), e de cabeça fez 2-0.
O encontro parecia sentenciado, mas não o estava!
Com as três substituições já realizadas, Carlos Martins lesiona-se e o Benfica vê-se subitamente em desvantagem numérica.
Acto contínuo, Rodrigo Silva reduz para 2-1
Do ceú ao inferno, com uma curta passagem pelo purgatório, em 7 escassos minutos!
Receava-se a repetição de desfechos similares acontecidos em partidas precedentes.
Contudo, o Benfica deu nota de um crescimento competitivo assinalável e não incorreu nos pecadilhos do passado.
Baixou o bloco, juntou as linhas e fechou a porta!
A equipa demonstrou confiança, coesão e solidez defensiva, para além de um fortíssimo espírito de grupo e de conquista.
Houve que sofrer e a equipa fê-lo sem hesitações!
Cerrou fileiras em nome do ideal de vitória.
O Leixões aumentou o seu domínio, mas o seu processo ofensivo revelou-se sempre infecundo, incapaz de ultrapassar a competência benfiquista na defesa do seu extremo reduto.
Alardeando um perfeito controlo emocional das expectativas, o Benfica controlou o curso da partida, não mais permitindo veleidades consistentes ao Leixões e, assim, conservou a supremacia no resultado.

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Antevisão da Jornada - Benfica-Leixões e Porto-Sporting

1 - O Benfica enfrenta, esta noite, o Leixões.
Uma partida determinante para as aspirações encarnadas na Liga Sagres. Joga-se boa parte do futuro do Benfica esta época.
Da euforia à resignação, passando pela ressurreição da esperança, assim foi o carrossel de emoções encarnado esta temporada (um pouco à imagem do sucedido na última década).
Ás naturais dificuldades que o Leixões não deixará de colocar, acrescem as resultantes do apitador nomeado e, acima de tudo, da nula margem de erro.
O Leixões, para além de assumir a quarta posição no campeonato, já triunfou no Dragão, em Alvalade e em Braga.
"Se estivesse de fora, não teria dúvidas em dizer: que grande campeonato está a fazer o Leixões!" As palavras são de José Mota, mas podiam ser minhas.
Coincidência ou talvez não, o Benfica não ganhou nenhum dos últimos 7 jogos arbitrados por Lucílio Baptista:
06/04/2008 Boavista 0-0 Benfica bwin LIGA 07/08
25/08/2007 Benfica 0-0 V. Guimarães bwin LIGA 07/08
09/04/2007 Beira-Mar 2-2 Benfica bwin LIGA 06/07
28/10/2006 FC Porto 3-2 Benfica bwin LIGA 06/07
22/09/2006 P. Ferreira 1-1 Benfica bwin LIGA 06/07
07/05/2006 P. Ferreira 3-1 Benfica Liga betandwin.com 05/06
18/02/2006 Guimarães 2-0 Benfica Liga betandwin.com 05/06.
Mas, mais: nos 37 jogos do Benfica arbitrados por Lucílio, os encarnados somaram 16 vitórias, 10 empates e 11 derrotas. Um registo negativo deveras singular!
Adjuve-se que Lucílio ostenta o record de árbitro que mais penaltys contra o Benfica assinalou - 6 - e a última vitória encarnada em partidas por si dirigidas aconteceu em Dezembro de 2005, num Benfica-Boavista.
A desilusão de Alvalade conferiu uma importância desmesurada à contenda com os de Matosinhos.
Mais do que tudo, mostra-se emocionalmente crucial vencer.
Caso contrário, da depressão ao delíquio será um pequeno passo.
Tudo será posto em causa e a gestão das expectativas resultará empreitada de difícil resolução.
Não partilho da ideia de que o reforço dos mecanismos de vinculação grupal, da confiança e da auto-estima supõe o conservadorismo táctico.
Neste quadro e perante a exaustão do 4x4x2 clássico que Quique teimosamente persiste em eleger como sistema táctico, urge encetar mudanças.
Transformações estas ancoradas na identidade táctica da equipa,por forma a induzir alterações comportamentais, designadamente ao nível da abordagem ao jogo.
Rememorando os desempenhos e as características dos jogadores que compõem o plantel encarnado, o 4x4x2 losango emerge como o sistema táctico mais apto a potenciar as virtudes e a minorar os defeitos.
É imperativo fazer coexistir Reyes, Aimar, Cardozo e Suazo (ou Nuno Gomes), o que apenas se consegue através do 4x4x2 losango.
Quique gosta de pressionar em largura e de conferir profundidade ofensiva pelos corredores.
Ora, o 4x4x2 losango com Maxi Pereira a assumir o corredor direito e Reyes a abrir na ala esquerda satisfaz plenamente as pretensões do espanhol.
Assim, Moreira, Maxi Pereira, Luisão, Miguel Vítor e David Luiz, Katsouranis, Amorim, Reyes e Aimar, Cardozo e Nuno Gomes seria o onze que apresentaria, esta noite, frente ao Leixões.
Nota final para a exclusão de Sidney dos convocados.
Ou o brasileiro teve um paupérrimo desempenho nos treinos ou então não alcanço a razão de ser de mais esta crucificação.
Acaso radique no equívoco que resultou no 2º golo do Sporting, não me resta mais do que me surpreender pela inclusão de David Luiz...

2 - Quanto ao clássico do Dragão, breves notas:

a) - A nomeação de João Ferreira apenas se alcança à luz de critérios tacticistas que ultrapassam em muito a competência.
João Ferreira ainda não apitou um único jogo da Liga Sagres esta temporada!

b) - A extensão dos danos resultantes da goleada sofrida frente ao Bayern depende e muito do primeiro quarto de hora da partida.
Caso o Sporting consiga ultrapassar este período incólume, leia-se sem sofrer golos, o que se passou em Alvalade, fica em Alvalade.
Se, pelo contrário, o Porto amealhar vantagem, a débacle emocional da equipa pode ser uma realidade e transformar o encontro num pesadelo de consequências incalculáveis.

c) - Coincidência ou talvez não, às duas últimas vitórias do Sporting sobre o Benfica,ambas marcadas por desempenhos fulgurantes dos leões na segunda metade das partidas, sucederam goleadas!
No ano passado, após o 5-3 para a Taça de Portugal, seguiu-se o 4-1 em Leiria.
Esta época, após o 3-2, aconteceu o 0-5 frente ao Bayern.

d) - Sem laterais direitos disponíveis, a Jesualdo colocam-se quatro soluções:
Pedro Emanuel, Fernando, Mariano ou Tomás Costa.
Em vista do sistema táctico leonino, que não contempla a utilização de alas, e da maior preservação possível das rotinas, julgo que optará por Pedro Emanuel.
Qualquer uma das outras, implicaria alterações estruturais importantes que não casam com a importância do desafio.

e) - Paulo Bento regressará ao onze que apresentou frente ao Benfica ou ao do Bayern ou ainda a uma terceira via, mesclando um e outro?
A coerência manda que repita, no essencial, o onze que venceu o Benfica.
Talvez, mantenha Tonel, mas estou em crer que tudo o mais permanecerá intocado.

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Memorial Zandinga

1º Lugar: JC - 460 pontos

2º Lugar: Vermelho - 425 pontos

3º Lugar: Jimmy Jump - 395 pontos

4º Lugar: Salvatrucha jr. - 390 pontos

5º Lugar: Delane Vieira, Holtreman e Zex - 385 pontos

6º Lugar: Cavungi e Vermelho Nunca - 375 pontos

7º Lugar: Pachulico - 370 pontos

8º Lugar: Antes Morto que Vermelho e Vermelho Sempre - 365 pontos

9º Lugar: Lion Heart - 355 pontos


10º Lugar: Kaiserlicheagle e Jorge Mínimo - 345 pontos

11º Lugar: Fura-Redes - 325 pontos

12º Lugar: Cuto e Sócio - 310 pontos

13º Lugar: Samsalameh- 300 pontos

14º Lugar: Pankreas - 105 pontos

Champions League - Oitavos de Final - Parte II

Sporting-Bayern 0-5

O Sporting foi vergado ao peso de uma derrota humilhante.
Os leões foram completamente trucidados pela máquina alemã, numa inequívoca demonstração de superioridade.
Supremacia física, mental e técnica que redundou na mais pesada derrota do Sporting, em casa, nas competições europeias.
Se os jogadores alemães são já de si mais altos e mais fortes, o facto do Sporting vir de uma partida de superação agravou e muito o seu handicap físico.
No Sábado, o circunstancialismo emocional e classificativo exigiu do Sporting um esforço acima do normal e a equipa ressentiu-se e muito esta noite.
Paulo Bento procurou ultrapassar esta condicionante através da introdução de elementos mais robustos e menos fatigados.
Assim, fez entrar Abel, Tonel, Caneira, Romagnoli e Derlei para os lugares de Pedro Silva, Carriço, Grimi, Vukcevic e do lesionado Postiga.
Sucede que a maior disponibilidade física dos neófitos titulares resultou de ausências relativamente prolongadas da competição, o que, por si só, devia ter desaconselhado a sua utilização.
A falta de ritmo competitivo de Abel, Tonel, Caneira e Romagnoli notou-se e os desequilíbrios defensivos e ofensivos daí decorrentes foram por demais evidentes.
Paulo Bento optou pela hetero-determinação e, como habitualmente sucede, perdeu!
Um dos postulados sagrados do futebol é de que em equipa que ganha não se mexe.
Bento quebrou-o e não se alcança em nome de que ideia o fez.
Quem entrou não apresenta mais-valias suficientes que possam justificar a preterição de elementos mais "rodados", confiantes e seguros.
Aliás, diga-se que se Bento abordou de modo deficiente a partida, as suas intervenções no seu decurso em nada lhe ficaram atrás.
Substituir Abel por Pereirinha quando se sabe que a principal força ofensiva do Bayern reside no seu corredor esquerdo, particularmente nas triangulações Lahm, Zé Roberto, Ribery, é estultice! Um autêntico hara-kiri!
Os três últimos golos do Bayern nasceram, precisamente, no seu flanco esquerdo!
Manter Romagnoli 90 minutos em campo é cegueira!
Por outro lado, a maior experiência europeia do Bayern contribuiu para a serenidade evidenciada pelos seus jogadores, ao passo que a virgindade leonina nesta fase da competição induziu doses elevadas de ansiedade nos seus jogadores que lhes entorpeceu as competências.
Á imagem do que já tinha acontecido frente a Barcelona e Real Madrid, o Sporting não conseguiu resolver a equação emocional colocada pelo jogo e soçobrou.
Por fim, dizer que o Bayern é melhor e que a diferença qualitativa entre as equipas emergiu com naturalidade.

Sporting Bayern
0 Golos marcados 5
1 Remates à baliza 7
8 Remates para fora 6
4 Remates interceptados 1
2 Cartões amarelos 1
0 Cartões vermelhos 0
19 Faltas cometidas 21
5 Cantos 6
1 Foras-de-jogo 2
26' 58'' P. bola (tempo) 26' 22''
50% P. bola (%) 50%

Chelsea-Juventus 1-0

Com uma exibição convincente na primeira parte e com Didier Drogba inspirado, os ingleses justificaram a curta vantagem, que terão de salvaguardar na visita a Turim.

Chelsea Juventus
1 Golos marcados 0
3 Remates à baliza 4
6 Remates para fora 8
5 Remates interceptados 5
1 Cartões amarelos 3
0 Cartões vermelhos 0
18 Faltas cometidas 13
5 Cantos 9
4 Foras-de-jogo 1
29' 16'' P. bola (tempo) 28' 43''
50% P. bola (%) 50%

Real Madrid-Liverpool 0-1

Com um plano de jogo muito "italiano", o Liverpool soube sofrer e desferir a estocada fatal a 7 minutos do final, garantindo uma preciosa vantagem para o confronto da segunda mão.

Real Madrid Liverpool
0 Golos marcados 1
5 Remates à baliza 4
8 Remates para fora 3
0 Remates interceptados 2
2 Cartões amarelos 3
0 Cartões vermelhos 0
13 Faltas cometidas 19
7 Cantos 1
2 Foras-de-jogo 3
31' 55'' P. bola (tempo) 24' 18''
56% P. bola (%) 44%

Villareal-Panathinaikos 1-1

A surpreendente saga grega continua!
Um golo de Karagounis conferiu uma supremacia ao Panathinaikos, que apenas um penalty de Rossi logrou contrariar.

Espaço Prof. Karamba

Marítimo - V. Setúbal
Nacional - Académica
Trofense - E. Amadora
Sp. Braga - V. Guimarães
Belenenses - Naval
Benfica - Leixões
FC Porto - Sporting
P. Ferreira - Rio Ave

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Champions League - Oitavos de Final - Parte I

Atlético Madrid-Porto 2-2

O Porto empatou a dois golos e assegurou uma importante vantagem para o confronto da 2º mão.
Jesualdo estruturou a sua equipa no habitual 4x3x3, mas não pode contar com Fucile, substituído por Sapunaru.
Por seu turno, Abel manteve-se fiel ao 4x4x2 clássico de Aguirre, apenas com a semi-surpresa de Raúl Garcia no lugar de Maniche.
Logo aos dois minutos, o Porto beneficiou de uma flagrante oportunidade de golo, que Cristian Rodriguez infamemente desbaratou.
No movimento ofensivo subsequente, o Atlético inaugurou o marcador.
O meio-campo portista concedeu tempo e espaço para Aguero descobrir Maxi Rodriguez na direita e o argentino aproveitou a falha de marcação de Cissokho para bater Helton.
Em vantagem, o Atlético baixou as suas linhas e procurou especular com a partida.
Sucede que os espanhóis não são propriamente um primor em termos defensivos e um equívoco clamoroso de Pablo Ibañez permitiria a Lisandro empatar a contenda, aos 22 minutos.
Daí até ao intervalo, paridade no marcador e equivalência no domínio do jogo.
Porém, no ocaso da primeira metade, Hélton repetiu delitos passados e ofereceu o 2-1 ao Atlético.
Forlán rematou fraco e à figura de Hélton, que num instante a fazer lembrar Londres, deixou fugir a bola por entre as mãos.
A segunda parte dealbou com o Porto a construir duas excelentes ocasiões de golo, mas Leo Franco por um lado e alguma inépcia de Lisandro por outro, obstaram ao regresso à igualdade.
Mas, parecia escrito que o argentino bisaria e assim aconteceu, aos 72 minutos, ao empurrar para o fundo das redes um cruzamento de Cissokho.
Até final, o Porto controlou e geriu o desafio e, assim, granjeou um empate com sabor a vitória.

Atlético Porto
2 Golos marcados 2
4 Remates à baliza 7
5 Remates para fora 4
4 Remates interceptados 1
2 Cartões amarelos 2
0 Cartões vermelhos 0
25 Faltas cometidas 18
2 Cantos 6
0 Foras-de-jogo 1
28' 45'' P. bola (tempo) 25' 3''
53% P. bola (%) 47%

Inter - Man. United 0-0

O nulo reflecte não só o equilíbrio e a equivalência de valores entre as equipas, mas também e muito o receio de ambas em perderem.
No duelo táctico, Mourinho preferiu a auto-determinação e Ferguson a hetero-determinação.
Na verdade, o Inter conservou intocado o seu 4x4x2 losango, ao passo que o Manchester optou por um calculista 4x5x1, com Ji-Sung Park na esquerda visando cercear a profundidade de Maicon e com Giggs atrás de Berbatov por forma a condicionar o primeiro momento da transição ofensiva "interista" protagonizado por Cambiasso.
E, diga-se, que na primeira metade a estratégia inglesa prevaleceu.
Beneficiando da obsessão do Inter pelos equilíbrios, o Manchester United assumiu com relativa facilidade o controlo e o domínio do encontro.
A rigidez posicional dos jogadores do Inter fruto da sua aversão ao risco retirou-lhes dinâmica e intensidade, para além de ter criado autênticos fossos entre linhas.
Assim, o Manchester foi dono e senhor do jogo e construiu ocasiões de golo em número suficiente para atingir o intervalo em vantagem.
Pese embora este ascendente inglês, a igualdade não se desfez.
Na segunda parte, tudo se alterou e foi o Inter a assenhorear-se dos comandos do encontro.
Bastou para tanto modificar a atitude da equipa, libertando-a das grilhetas posicionais.
Emocionalmente não comprometida, a equipa do Inter soltou-se em busca do triunfo e empurrou o Manchester para a sua área.
E só não venceu porque lhe faltou a inspiração de Ibrahimovic ou um erro do Manchester.
Hoje por hoje, face à carência de capacidade de desequilibrar no último terço de que o Inter padece, ou o sueco resolve ou os adversários falham.
Adriano, não obstante os recentes golos, está pesado e privado de mobilidade, Muntari ainda não se aproximou do nível evidenciado na Premier League e Stankovic, Zanneti e Cambiasso são de uma regularidade assinalável, mas não têm capacidade de improvisação e explosão.
Uma palavra final para Ronaldo, que foi muito justamente considerado o MVP da partida.
Revelando uma enorme disponibilidade física e uma robustez mental ao nível dos predestinados, Ronaldo assumiu-se como o farol atacante da equipa e arquitectou duas magníficas oportunidades de golo, que apenas por manifesta infelicidade não materializou em golo.
Na lógica pragmática de Mourinho, este empate acaba por ser um resultado bastante razoável, pois que não sofreu golos em casa, para além de abrir caminho à tão quista "coacção psicológica" sobre os ingleses.

Internazionale Man. United
0 Golos marcados 0
2 Remates à baliza 5
6 Remates para fora 7
4 Remates interceptados 3
4 Cartões amarelos 2
0 Cartões vermelhos 0
20 Faltas cometidas 18
3 Cantos 6
2 Foras-de-jogo 2
26' 22'' P. bola (tempo) 25' 23''
50% P. bola (%) 50%

Lyon-Barcelona 1-1

A supremacia catalã não conheceu reflexo no resultado final.
Juninho deu vantagem aos franceses, mas Henry anulou-a já na segunda parte.

Lyon Barcelona
1 Golos marcados 1
4 Remates à baliza 5
6 Remates para fora 5
3 Remates interceptados 2
3 Cartões amarelos 3
0 Cartões vermelhos 0
19 Faltas cometidas 16
4 Cantos 8
6 Foras-de-jogo 2
22' 7'' P. bola (tempo) 33' 3''
40% P. bola (%) 60%

Arsenal-Roma 1-0

No confronto entre duas equipas "sem campeonato nacional" que abordam a Champions como hipótese de redenção, o Arsenal impôs-se com relativo desembaraço de uma Roma demasiado dócil.

Arsenal Roma
1 Golos marcados 0
3 Remates à baliza 1
10 Remates para fora 4
2 Remates interceptados 1
2 Cartões amarelos 3
0 Cartões vermelhos 0
16 Faltas cometidas 12
1 Cantos 2
5 Foras-de-jogo 4
35' 23'' P. bola (tempo) 29' 32''
54% P. bola (%) 46%

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Espaço Prof. Karamba

1º Lugar: Jimmy Jump - 530 pontos

2º Lugar: Jorge Mínimo - 480 pontos

3º Lugar: Salvatrucha JR. - 450 pontos

4º Lugar: Cavungi - 445 pontos

5º Lugar: Zex - 435 pontos

6º Lugar: Lion Heart - 430 pontos

7º Lugar: Vermelho - 420 pontos

8º Lugar: JC e Kaiserlicheagle - 405 pontos

9º Lugar: Vermelho Sempre - 395 pontos

10º Lugar: Antes Morto que Vermelho - 385 pontos

11º Lugar: Sócio - 365 pontos

12º Lugar: Vermelho Nunca - 345 pontos

13º Lugar: Cuto - 335 pontos

14º Lugar: Samsalameh - 300 pontos

15º Lugar: Fura-Redes - 265 pontos

16º Lugar: Delane Vieira - 245 pontos

17º Lugar: Pachulico - 140 pontos

18º Lugar: Pankreas - 55 pontos

Memorial Zandinga

Atlético Madrid - FC Porto
Chelsea - Juventus
Sporting - Bayern Munich
Real Madrid - Liverpool
Internazionale - Man. United
Villarreal - Panathinaikos
Lyon - Barcelona
Arsenal - Roma
Standard Liège - Sp. Braga