domingo, abril 12, 2009

Benfica-AAC 0-1

Constituição das Equipas e Avaliação Quantitativa do Desempenho

Liga Sagres, 24.ª jornada

Estádio do Sport Lisboa e Benfica (Luz), em Lisboa
Árbitro: Marco Ferreira (Madeira)

BENFICA
Quim (3); Maxi Pereira (3), Miguel Vìtor (2), Sidnei (3) e David Luiz (3); Ruben Amorim (3), Carlos Martins (3), Reyes (3) e Aimar (4); Nuno Gomes (2) e Cardozo (3)

Suplentes: Moreira, Jorge Ribeiro, Binya, Katsouranis, Balboa (-), Di María (2) e Mantorras (-)

Treinador: Quique Flores

ACADÉMICA
Peskovic (4); Pedrinho (3), Luiz Nunes (3), Orlando (3) e Hélder Cabral (2); Nuno Piloto (3), Miguel Pedro (3), Cris (3) e Tiero (4), Lito (2) e Saleiro (2)

Suplentes: Pedro Roma, Amoreirinha (-), Berger (2), Licá, André Fontes, Diogo Gomes e Éder (2)

Treinador: Domingos Paciência

Sistemas Tácticos

Benfica


AAC


Modelos de Jogo

Benfica

Posse e Circulação de Bola; Domínio e Controlo da Partida; Bloco médio/alto; Assumir Iniciativa de Jogo.

AAC

Bloco baixo; Expectativa; Transições Rápidas.

Principais Incidências da Partida (fonte: http://www.record.pt/)

6' - Aimar fica isolado frente a Peskovic mas a bandeirola está levantada.

9' - Maxi lança Aimar na esquerda e este cruza para a entrada de Reyes, que apenas consegue chocar com Peskovic. Fica tocado, o guardião eslovaco.

19' - Falha incrível de David Luiz na área. Isolado por Reyes, o brasileiro atira ao lado. A bola passou a milímetros do poste esquerdo de Peskovic

23' - GOLO DA ACADÉMICA. Canto na direita de Miguel Pedro e TIERO, com um colocado golpe de cabeça entre os defesas encarnados, inaugura o marcador na Luz. Quim voou mas não chegou lá.


27' - Peskovic evita o pior para a Briosa. Aimar solicita Cardozo, que atira para grande defesa do eslovaco.

30' - Boa defesa de Quim, a negar novo golo a Tiero, que arrancou um belo remate de pé esquerdo. Canto para a Académica.

44' - Grande jogada do ataque encarnado. Sidnei levanta, Reyes coloca em Aimar e este entra na área e estoira de pé esquerdo, acertando em cheio na barra de Peskovic. Na recarga, Reyes cabeceia por cima. Esteve à vista o empate.

49' - Reyes solicita Ruben Amorim, que atira de primeira de pé direito muito perto do poste da baliza à guarda de Peskovic.

53' - Bola no poste! Maxi Pereira cruza para o segundo poste, onde Carlos Martins, de primeira, remata torto. Cardozo chega à bola e acerta em cheio no poste esquerdo de Peskovic. É a segunda bola no ferro da Académica.

55' - Martins levanta para o segundo poste, onde David Luiz recebe e atira para defesa atenta de Peskovic, a evitar o golo do empate.

57' - Peskovic hesita na saída e Aimar fica com a baliza à mercê, rematando então fraco para o corte de Orlando quase em cima da linha.

58' - Bola dentro da baliza da Académica mas Marco Ferreira já tinha apitado, por hipotética falta de Nuno Gomes sobre Peskovic. O árbitro viu mal, pois é o avançado que é empurrado pelo guarda-redes eslovaco. Aimar cabeceou para o fundo das redes mas não contou.

74' - David Luiz está a cheirar o golo. Remate de pé esquerdo ao segundo poste após o livre da direita de Reyes. Peskovic faz mais uma grande defesa e evitou de novo o empate.

79' - Reyes lança Maxi na direita, que cruza para o cabeceamento de Cardozo, fácil para Peskovic segurar.

82' - David Luiz cai na área, em lance com Miguel Pedro. O árbitro manda jogar e pede ao brasileiro que se levante.

90' - Grande defesa de Peskovic, a negar o golo a Maxi Pereira. Mais uma!

90'+1 - Balboa cruza da direita e Mantorras a cabecear muito perto do poste direito de Peskovic. Esteve muito perto do golo, o angolano.

90'+2 - Balboa cabeceia fraco para a baliza que estava deserta. Peskovic tem tempo para se levantar e agarrar a bola.

Destaques

Melhores em Campo

Benfica

Aimar - Mesmo incompreensivelmente deslocado para a esquerda, assumiu-se como o principal arquitecto dos movimentos ofensivos encarnados.
Em excelente condição física e técnica, alardeou classe, enviou uma bola à trave e fez mesmo um golo, ignobilmente anulado por Marco Ferreira.

AAC

Peskovic - Numa exibição imaculada, uma só falha, mas que Marco Ferreira se encarregou de suprir.

Tiero - Foi protagonista dos dois únicos remates da Briosa à baliza de Quim.
Num fez golo e no outro obrigou Quim a uma excelente defesa.
No mais, lutou e integrou-se nas tarefas de contenção.

Piores em Campo

Benfica

Miguel Vítor - Apenas porque permitiu a antecipação de Tiero no lance do golo academista, mas um "apenas" não só revelador de alguma desconcentracção como também assaz relevante para o desfecho fina.

AAC

Hélder Cabral - o elo mais fraco da defesa academista, sucessivamente ultrapassado pelos adversários que lhe surgiram pela frente.
Acabou expulso.

Arbitragem

Uma eloquente demonstração de incompetência!
Invalidou mal um golo a Aimar (Peskovic não sofre qualquer falta, antes pelo contrário), não assinalou como devia uma grande penalidade sobre David Luiz (Miguel Pedro empurrou o brasileiro), mas o recital de enganos começou bem cedo, logo aos 5 minutos, num fora de jogo mal assinalado a Aimar, que surgiu isolado frente a Peskovic. Um lance de crucial importância, pois que determinante do curso posterior da partida!

Comentário

Alternância no Miserabilismo: Na Reboleira, a exibição; ontem, o resultado

Nota prévia: o Benfica realizou, ontem, no Estádio da Luz, um dos seus melhores desempenhos da temporada!
Sucede que se revelou incapaz de materializar em golos a superioridade que evidenciou.
Mas, mais:
Para além de não ter concretizado nenhuma das inúmeras oportunidades de golo que construiu, engrossou o número de partidas consecutivas a sofrer golos, que se cifra agora em 10.
Mas, mais:
Para além de não ter concretizado nenhuma das inúmeras oportunidades de golo que construiu,consentiu o 7.º golo na sequência de pontapés de canto.
Ontem, foi mais uma daquelas partidas em que a bola jurou não entrar.
Falta de eficácia e de objectividade, acerto defensivo do adversário, em particular de Peskovic, equívocos arbitrais e a ausência daquela pontinha de fortuna foram factores que conjugados entre si redundaram numa derrota cuja equidade refuta por completo.
Face ao paupérrimo desempenho da Reboleira, Quique Flores viu-se forçado a introduzir alterações no onze inicial.
Na defesa, Sidnei substituiu Jorge Ribeiro, derivando David Luiz para a lateral esquerda.
No meio-campo, Carlos Martins e Ruben Amorim assumiram o duplo-pivot no lugar de Yebda e Katsouranis, ao passo que Reyes entrou para a direita.
Na frente, Nuno Gomes e Cardozo permaneceram intocáveis.
E a equipa absorveu bem estas mexidas!
O Benfica entrou bem no jogo e, rapidamente, arquitectou várias chances de golo.
Dealbou ao minuto cinco, quando Aimar se isolou e viu o árbitro assistente assinalar um fora-de-jogo inexistente, e prosseguiu no restante tempo de jogo.
Acontece que, no entretanto, aos 23 minutos,Tiero colocou a Académica a vencer.
Nesse instante e nos que se lhe seguiram, o Benfica perturbou-se, mas depressa retomou os caminhos da baliza de Peskovic.
Em vantagem, a Académica acentuou a sua vocação defensiva e abdicou, por completo, do seu processo ofensivo.
Baixou o bloco, colocou duas linhas à frente da área e esperou pelo assalto benfiquista.
Na primeira parte, David Luiz, por duas vezes, Cardozo e Aimar estiveram perto de marcar, mas sem sucesso.
Na segunda metade, a tendência agravou-se e só deu Benfica.
A Académica, que ficou reduzida a dez unidades por expulsão de Hélder Cabral, aos 73minutos, limitou-se a defender, procurando conservar impoluta a sua vantagem.
E conseguiu-o. Por mérito próprio, por demérito alheio e com a colaboração de dois equívocos do árbitro.
O Benfica desperdiçou várias ocasiões de golo, Peskovic efectuou diversas defesas de excelência e Marco Ferreira anulou mal um golo a Aimar e não assinalou uma grande penalidade de Miguel Pedro sobre David Luiz.
Depois da péssima exibição na Reboleira, uma derrota miserável. A segunda consecutiva em casa!

quarta-feira, abril 08, 2009

Espaço Prof. Karamba

Trofense - Nacional
Sp. Braga - Marítimo
Belenenses - V. Setúbal
Leixões - Rio Ave
Benfica - Académica
Sporting - Naval
FC Porto - E. Amadora
P. Ferreira - V. Guimarães

terça-feira, abril 07, 2009

Champions League - Quartos de Final - 1ª Mão - Manchester-Porto 2-2

Manchester United - Porto 2-2

Com um pé nas Meias!

Extraordinário desempenho do Porto e uma clara vitória de Jesualdo sobre Ferguson!
Um empate que apenas peca por defeito, tal o controlo que os portistas exerceram sobre o jogo.
Ferguson demonstrou ser um mau aluno, olvidou o trabalho de casa, não examinou devidamente o seu adversário em ordem a descortinar as suas mais-valias e aí começou a sua derrota.
Ao invés, Jesualdo preparou, meticulosamente, a partida e, desta vez, priorizou a auto-determinação e aí começou a sua vitória.
Ferguson estruturou a sua equipa num atípico 4x5x1, que, para além de estranho às próprias rotinas e dinâmicas do seu conjunto, não colmatou as suas fragilidades actuais, nem neutralizou ou, pelo menos, atenuou os pontos fortes do Porto.
Expôs a sua defesa (um duplo-pivot teria sido preferível), cerceou profundidades aos seus movimentos ofensivos (exigia-se a titularidade de Tevez que não comprometia o equilíbrio pois que até defende mais do que o estafado Scholes) e subtraiu agressividade e capacidade de luta ao meio-campo (Scholes, Fletcher e Park são demasiado macios para coexistirem no mesmo onze).
Por outro lado, permitiu que o Porto dispusesse sempre de tempo e espaço para elaborar com tranquilidade a sua 1ª fase de construção, não conseguiu contrariar o excelente jogo entre linhas dos elementos mais avançados dos portistas, deu liberdade defensiva aos laterais do Porto assim os catapultando para o apoio aos alas e perdeu a generalidade dos duelos físicos a meio-campo.
Jesualdo conservou inalterado o 4x3x3, não sem que lhe tenha introduzido algumas nuances, a maior das quais a inversão do triângulo do meio-campo.
Colocou Fernando, magnífica exibição, como puro 6, numa cobertura zonal, por forma a não limitar excessivamente a sua acção, desceu Meireles uns metros no terreno, praticamente a par de Fernando, e descomprometeu Lucho de tarefas defensivas (o debilitado estado físico do argentino assim o impõe).
Outras das alterações assentou na colocação de Rodriguez sobre a direita para limitar ofensivamente Evra e explorar as diagonais curtas da ala para o centro do uruguaio (uma das quais resultou em golo).
Mas, mais do que enfatizar os méritos tácticos de Jesualdo, há que louvar o seu plano de jogo!
A entrada de supetão, muito pressionante e de olhos postos na baliza de Van der Sar, foi determinante para o desfecho da contenda.
Atemorizou e perturbou um altivo e sobranceiro Manchester que sem perceber muito bem como já se achava a perder aos 4 minutos.
Em vantagem, o Porto manteve-se fiel ao projectado e até acentuou o seu império sobre a partida e o adversário.
Não fora um erro absurdo de Bruno Alves (que, hoje, fez por merecer a alcunha de Burro Alves tais as suas frequentes más decisões e equívocos) e, estou convicto, que o Manchester teria chegado ao intervalo em desvantagem.
O que, adjuve-se, seria da mais elementar equidade.
Wayne Rooney beneficiou do equívoco do defesa portista e igualou um desafio até então exemplarmente controlado pelo Porto.
Seria legítimo conjecturar um eventual abalo psicológico portista, mas tal não sucedeu.
É verdade que na segunda metade o Manchester equilibrou o encontro, mas também não é menos correcto afirmar que o Porto guardou o domínio das suas incidências.
Quando tudo apontava para que o empate persistisse até final, duas desconcentrações sucessivas dos centrais portistas, que se deixaram antecipar, permitiram a Tevez guindar o Manchester à supremacia no marcador.
Nesse instante, Ferguson, os seus jogadores e demais espectadores, pensaram ter conquistado um triunfo que pouco ou nada haviam feito por merecer.
E se o pensaram, agiram em conformidade.
A tal arrogância e orgulho regressaram e consigo a mansidão própria de quem se julga superior.
Todavia, o seu oponente não se resignou e não prestou a vassalagem que os ingleses suponham.
Fez das fraquezas forças e num assomo de dignidade e espírito de conquista, o mal-amado Mariano repôs a igualdade e emprestou ao resultado um mínimo de rectidão!

segunda-feira, abril 06, 2009

Vedetas&Marretas

Vedetas

Clube

Porto pelo triunfo em Guimarães e consequente manutenção da liderança da Liga Sagres

Jogador

Nuno Piloto pelo golo apontado frente ao Belenenses, que garantiu a vitória e a permanência na Liga Sagres à Académica

Treinador

Jesualdo Ferreira pelo triunfo em Guimarães e consequente manutenção da liderança da Liga Sagres

Árbitro

Paulo Costa pelo seu bom desempenho no Portimonense-Gil Vicente

Modalidades de Alta Competição

Armindo Araújo pela conquista do 1º lugar no agrupamento de produção no Rally de Portugal e consequente liderança do campeonato do Mundo de produção

Emigrante

Ronaldo pelo bis frente ao Aston Villa

Marretas

Clube

Rio Ave por mais uma derrota caseira na Liga Sagres

Jogador

David Luiz pelo seu paupérrimo desempenho no Estrela da Amador-Benfica

Treinador

Carlos Brito por mais uma derrota caseira na Liga Sagres

Árbitro

Jorge Sousa pelo seu péssimo desempenho no Oliveirense-Olhanense

Modalidades de Alta Competição

N.S. Tires pela goleada caseira sofrida frente ao Alpendorada (0-7)

Emigrante


Ricardo e Nelson pelas expulsões no empate caseiro do Bétis frente ao Numancia

Espaço Prof. Karamba

1º Lugar: Jimmy Jump - 680 pontos

2º Lugar: Cavungi - 595 pontos

3º Lugar: JC - 555 pontos

4º Lugar: Lion Heart - 535 pontos

5º Lugar: Salvatrucha jr. - 530 pontos

6º Lugar: Jorge Mínimo, Vermelho e Vermelho Sempre - 520 pontos

7º Lugar: Kaiserlicheagle - 500 pontos

8º Lugar: Sócio - 490 pontos

9º Lugar: Zex - 435 pontos

10º Lugar: Cuto - 430 pontos

11º Lugar: Vermelho Nunca - 405
pontos

12º Lugar: Antes Morto que Vermelho - 385 pontos

13º Lugar: Samsalameh - 300 pontos

14º Lugar: Fura-Redes - 265 pontos

15º Lugar: Delane Vieira - 245 pontos

16º Lugar: Pachulico - 140 pontos

17º Lugar: Pankreas - 55 pontos

domingo, abril 05, 2009

Estrela da Amadora - Benfica 1-2

Constituição das Equipas e Avaliação Quantitativa do Desempenho

Liga Sagres, 23.ª jornada
Estádio José Gomes, na Amadora.
Hora: 20.15
Árbitro: Hugo Miguel

E. AMADORA
Nélson (3), Hugo Gomes (3), Nuno André Coelho (4), Vidigal (2), Ney (2), Fernando Alexandre (3), Goianira (3), Jardel (3), Moreno (3), Silvestre Varela (3) e Anselmo (3).
Suplentes: Filipe Mendes, Vinha, Mustafa, Marco Paulo, Celestino (2), Pedro Pereira (2) e Rui Varela (1).
Treinador: Lázaro Oliveira

BENFICA
Quim (4), Maxi (2), Miguel Vítor (3), David Luiz (2), Jorge Ribeiro (2), Katsouranis (2), Yebda (2), Ruben Amorim (2), Aimar (2), Cardozo (3) e Nuno Gomes (3).
Suplentes: Moreira, Sidnei (-), Carlos Martins (2), Binya, Balboa, Di María (2) e Mantorras.
Treinador: Quique Flores

Sistemas Tácticos

Estrela da Amadora



Benfica

Principais Incidências da Partida (fonte: www.record.pt)

4' - Grande penalidade contra o E. Amadora. Árbitro considera que houve falta de Ney sobre Nuno Gomes.

5' - Golo do Benfica
Cardozo remata forte e rasteiro para o lado esquerdo de Nélson na transformação de uma grande penalidade

14' - Nova grande penalidade contra o Estrela, por mão na bola de Vidigal quando discutia o lance com Nuno Gomes.

16' - Golo do Benfica
CARDOZO volta a marcar de grande penalidade. Desta vez com um remate a meia-altura para o lado direito de Nélson.

26' - Jogadores do Estrela reclamam grande penalidade por mão na bola de David Luiz.

27' - Grande penalidade contra o Benfica. Árbitro considera que Yebda empurrou Nuno André Coelho dentro da grande área na sequência de um canto.

29' - Golo do E. Amadora
SILVESTRE VARELA remata forte ao ângulo superior direito da baliza de Quim na transformaçõa da grande penalidade.

44' - Cardozo entra na área pelo lado direito e dispara forte para defesa complicada de Nélson.

48' - Moreno cruza para cabeceamento de Jardel ao lado. O Estrela reentrou bem no jogo.

70' - Goianira remata rasteiro e colocado à entrada da área. Quim responde com uma excelente defesa para canto.

81' - Di María remata forte à entrada da área, mas bola sai à figura de Nélson, que agarra.

Destaques

Melhores em Campo

Benfica

Quim - Um regresso marcado pela tranquilidade e segurança.
Evitou que o Estrela igualasse ao desviar para canto um excelente remate cruzado de Marcelo Goianira.

Estrela da Amadora

Nuno André Coelho - Segurança, pendularidade e sobriedade.

Varela - Pela agitação que aportou à partida.
Ainda assim, o que lhe sobrou em vontade, faltou-lhe em objectividade.

Piores em Campo

Benfica

David Luiz - Conseguiu exibir-se um bocadinho pior que os demais. E se foi difícil consegui-lo.
Acumulou precipitações e total ausência de critério quer na abordagem aos lances, quer no passe. Por paradoxal que pareça, melhorou ligeiramente quando passou para lateral esquerdo.

Estrela da Amadora

Vidigal - Equívocos e mais equívocos de um veterano que deixou a nú as fragilidades que o tempo cavou.
Intolerável num jogador com a sua experiência a mão que resultou na segunda grande penalidade assinalada a favor do Benfica.

Arbitragem

Esteve bem nas grandes penalidades assinaladas a favor do Benfica(a falta de Ney sobre Nuno Gomes termina dentro da área estrelista), sendo que o mesmo já não se pode afirmar quanto à que beneficiou o Estrela.
Nuno André Coelho chocou com Yebda, não tendo o franco-argelino incorrido em qualquer acção susceptível de ser considerada faltosa.
Sucede que, no lance imediatamente anterior, David Luiz tinha tocado a bola com a mão no interior da grande área, conduta, esta sim, merecedora de castigo máximo.
Á boa maneira tuga, compensou um erro com outro!
No aspecto disciplinar, apenas um reparo maior, qual seja a não expulsão de Vidigal por acumulação de cartões amarelos.

Comentário

Mau demais para ser verdade ou como só a vitória atenua um desempenho paupérrimo!

O Benfica venceu, sem honra, nem glória, o Estrela por 2-1 e manteve a distância de um ponto para o Sporting e de cinco para o Porto.
Face às ausências de Luisão, Reyes e Suazo, Quique fez regressar David Luiz ao centro da defesa, entregou a lateral esquerda a Jorge Ribeiro, Yebda emparceirou com Katsouranis no centro do meio-campo, Amorim derivou para a direita, Aimar para a esquerda e Nuno Gomes juntou-se a Cardozo no duo mais avançado.
Todavia, a novidade das novidades deu pelo nome de Quim, cujo desempenho na final da Taça da Liga, mormente no desempate por grandes penalidades, impôs o seu retorno à titularidade.
Acossado pelos triunfos de Porto e Sporting, o Benfica lidou muito mal com a dimensão emocional da partida.
A pressão de vencer entorpeceu de sobremaneira as capacidades da equipa encarnada.
Incapaz de se libertar do medo de perder, o Benfica foi quase sempre uma equipa intranquila e temerosa.
Mais do que do adversário, o Benfica evidenciou receio de si mesmo, das suas próprias fragilidades.
E nem a própria história da partida - francamente favorável às pretensões encarnadas - propiciou a esperada tranquilidade.
Cedo, muito cedo mesmo, o Benfica construiu uma vantagem de dois golos, que, em condições de normalidade, deveria ter aportado serenidade.
Não trouxe e a equipa expôs-se a um sofrimento que podia e devia ter evitado!
Sem dinâmica ou intensidade, o momento ofensivo encarnado raramente apresentou a fluidez e o discernimento necessários à transposição do bem estruturado bloco defensivo estrelista.
Lento, com poucas ideias e revelando escassa mobilidade, o Benfica não conseguiu ensaiar transições rápidas, nem explorar o jogo entre linhas das suas unidades mais avançadas.
Incapaz de articular um movimento atacante com princípio, meio e fim, não surpreendeu a esterilidade e a inocuidade do processo atacante benfiquista.
A obsessão pelo equilíbrio e pela segurança das transições empurrou o Benfica para um jogo directo, as mais das vezes inconsequente.
Para além das duas grandes penalidades, o Benfica apenas por mais duas vezes alcançou a baliza de Nélson (remates de Cardozo e de Di Maria, cada um em sua metade da contenda).
Pouco, muito pouco!
Mas, mesmo defensivamente, a equipa não demonstrou a necessária solidez.
Fruto de uma inexplicável complacência, o Estrela dispôs sempre de tempo e espaço para arquitectar o seu processo ofensivo.
Ancorado numa escorreita circulação de bola, assumiu, na generalidade do tempo de jogo, o controlo e o domínio da partida.
Não fora a inépcia estrelista no último passe e o desfecho teria sido outro!
Aliás, diga-se em abono da verdade, que quem assistiu ao encontro terá ficado com legítimas dúvidas sobre qual das equipas padece com atrasos no pagamento de salários e não treinou durante a semana!
O Estrela revelou-se mais confiante, mais determinado, mais resoluto e até mesmo fisicamente mais disponível.
E isto já para não falar da qualidade do desempenho estrelista, a anos luz da pobreza franciscana encarnada!
O Benfica triunfou, mas impõe a equidade que se assevere que não fez jus a tal conquista.

sexta-feira, abril 03, 2009

Memorial Zandinga

Villarreal - Arsenal
Man. United - FC Porto
Liverpool - Chelsea
Barcelona - Bayern Munich

quinta-feira, abril 02, 2009

A Propósito de Penalty´s e Simulações



Costin Lazar é o novo super-herói do fair-play.
Joga no Rapid Bucareste e, à imagem de Robbie Fowler, repudiou uma grande penalidade assinalada a seu favor.
Corria o minuto 62 da partida entre o Rapid Bucareste e o Otelul Galati quando Costin Lazat foi, aparentemente, parado em falta, no interior da área, por um adversário.
De pronto, o árbitro assinalou grande penalidade.
Sucede que, para espanto de todos, Lazat, num assomo de hombridade, assumiu não ter sido derrubado e rejeitou o castigo máximo.
O resultado cifrava-se, então, em 2-0 e terminou num expressivo 4-0, favorável ao Rapid.

quarta-feira, abril 01, 2009

Livro de Reclamações - Curiosidades, Empréstimos e Pay-per-View

1 - Ontem, foi, uma vez mais, notícia:
"E. Amadora: Dinheiro não apareceu, plantel não treinou
Na Reboleira, nada de novo. Pela terceira vez esta semana, o plantel do E. Amadora não subiu ao relvado do Estádio José Gomes para preparar a recepção ao Benfica, uma vez que o clube continua sem liquidar parte dos cinco meses de salários em atraso.
Os jogadores exigem, no mínimo, que lhes seja pago um mês de vencimento, para que possam fazer face às situações mais urgentes."
Curioso ou talvez não é que na janela de transferências de Janeiro apareceu dinheiro suficiente para saldar uma parte das dívidas que impediam o Estrela de inscrever novos jogadores.
O Estrela da Amadora tinha diversos impedimentos requeridos por jogadores a quem devia salários de épocas anteriores.
Por ocasião da reabertura de mercado, o Estrela conseguiu que aqueles jogadores concordassem receber parte do valor da dívida naquele momento e o remanescente posteriormente.
Na sequência deste acordo os jogadores requereram a suspensão do impedimento.
Mas, como surgiu dinheiro se a generalidade dos créditos do Estrela estavam e estão penhorados?
Não sei!
Mas, por que razão um clube que está submerso em dívidas presentes e que reclamam resolução imediata canaliza proventos para satisfazer obrigações do passado?
Porque necessitava imperiosamente de inscrever novos jogadores, dir-me-ão vocês!
Ok! todavia, se assim era por que razão o Estrela apenas inscreveu um jogador e para uma posição para a qual já possuía nada menos nada mais do que 4 jogadores - Nuno André Coelho, Mustafá, Hugo Carreira, Luís Vidigal (e mesmo Moreno pode fazer o lugar como se viu no Dragão)?
Não sei?!
O que sei é que o Estrela inscreveu Tengarrinha, defesa-central dos quadros do Porto, que se encontrava a treinar no clube há cerca de 1 mês...

2 - Em 21 de Janeiro de 2009, escrevi:
"É matemático!
Jogadores emprestados pelo Porto têm sempre o supino azar de se lesionarem na semana que antecede o confronto entre o clube ao qual o seu passe está locado e a agremiação azul e branca.
Desde que os clubes decidiram vedar a inserção de cláusulas impeditivas da proibição de utilização de jogadores emprestados nos encontros com o seu clube de origem, que os jogadores emprestados pelo Porto sofrem lesões na semana que antecede aqueles desafios, maleitas estas que, como por magia, são rapidamente debeladas.
Nuno André Coelho e Rentería são apenas os últimos exemplos de um extenso rol."
Na ocasião, muitas foram as vozes que se ergueram clamando por clara precipitação da minha parte ao incluir Rentería no rol.
Tinham razão!
Rentería foi utilizado!
Mas, por paradoxal que pareça, também, me assistia uma parcela de razão!
Rentería foi a excepção que confirmou a regra!
Ainda no recente Porto-Estrela da Amadora para a Taça de Portugal, Nuno André Coelho e Tengarrinha, habituais titulares do conjunto estrelista, não foram utilizados.
Motivo: Lesões.
No ínicio da época 2005-2006, os clubes, reunidos em Assembleia Geral, aprovaram alterações ao Regulamento de Competições da Liga, nomeadamente no que se refere á utilização de jogadores emprestados.
Consignou-se que os clubes cedentes não podiam inserir nos contratos de cedência temporária de futebolistas qualquer cláusula de proibição de utilização dos jogadores a emprestar nas partidas que disputassem com os clubes beneficiários do empréstimo.
Procurou-se maior verdade desportiva e concorrência mais leal.
Pois bem, o princípio era e é correcto, mas a prática portista têm-no corrompido!
Face a estas evidentes fraudes à Lei, uma só solução emerge: a proibição de ceder temporariamente jogadores a clubes da mesma competição!

3 - A semana passada, defendi que se equacionasse o pay-per-view como uma das soluções para a solvabilidade dos clubes portugueses.
Ontem, o Correio da Manhã deu à estampa uma notícia com a qual me regozijo e muito:
"Os direitos de transmissão dos jogos do Benfica pela Sport TV terminam na época 2012/2013. O CM sabe que a SAD benfiquista não está a negociar com Joaquim Oliveira e que o valor pedido pelo Benfica para que se iniciem negociações é de 30 milhões de euros.
Se não negociar os direitos de transmissão com a Sport TV, o clube da Luz deverá transmitir os jogos no canal Benfica TV. O modelo de negócio deverá ser o de manter o canal aberto e negociar cada jogo em ‘pay per view’"

Espaço Prof. Karamba

V. Setúbal - Sp. Braga
Rio Ave - Nacional
Marítimo - Trofense
Académica - Belenenses
E. Amadora - Benfica
V. Guimarães - FC Porto
Naval - P. Ferreira
Leixões - Sporting

terça-feira, março 31, 2009

Portugal - África do Sul 2-0


A África do Sul foi o barbeiro que Queirós tanto necessitava!
Perante uma oposição demasiado frágil para merecer sequer tal epíteto, Portugal fez dois golos.
De pouco mais serviu mais este particular sob o alto patrocínio da Nike.
Ah! Desculpem serviu para, durante 17 minutos, a selecção nacional ser capitaneada por um brasileiro!

segunda-feira, março 30, 2009

Livro de Reclamações - A Selecção Nacional


1 - No fio da navalha, Portugal não soube derrotar a Suécia.
Em 5 jogos, uma vitória, três empates e uma derrota.
Mau?
Paupérrimo!

2 - Mas, se somar 6 pontos em 15 possíveis é preocupante, não menos o será o mar de equívocos em que navega a selecção nacional.
Acima de todos, a ausência de uma ideia de jogo assume-se como o maior dos desassossegos.

3 - Compreendo e aceito que nas selecções o tempo para trabalhar aspectos colectivos é curto.
E é, precisamente, por o ser que entendo a conservação dos princípios de jogo e das rotinas posicionais adquiridas nos clubes como primordial.

4 - Colocar Pepe a 6, Duda a lateral esquerdo, Ricardo Carvalho a lateral direito, Tiago a 10 e Danny a ponta de lança é cercear ab initio dimensão colectiva à equipa.

5 - O grande desafio táctico e estratégico de um seleccionador é encontrar o ponto de equilíbrio entre os diferentes hábitos que os jogadores trazem dos clubes.
Nas selecções, mais do que nos clubes, devem ser os jogadores a "escolher" o sistema táctico e o modelo de jogo.

6 - Colocar jogadores em contra-ciclo com os seus usos e costumes equivale por abdicar do alicerce sobre o qual se deveria erigir a ideia colectiva da equipa.

7 - Para "alimentar a vaca antes que morra", Queirós chamou Edinho, Nélson, Gonçalo Brandão, Beto, Orlando Sá, Eliseu, Rolando, César Peixoto, Djaló, Eduardo e Danny.
Se o princípio se me afigura indiscutível, já a sua aplicação prática me suscita as mais sérias reservas.
Alimentar a vaca é convocar jogadores para treinar?
Alimentar a vaca é convocar jogadores para nem sequer serem utilizados em desafios de carácter particular?
Alimentar a vaca é satisfazer a vox populi convocando ao sabor do clamor popular?
Não me parece!

8 - Alimentar a vaca é imperioso, mas pressupõe não só uma cultura de exigência, como também uma lógica enquadrante!

9 - Em desespero de alternativas, fruto, essencialmente, de uma coerência que não se lhe reconhece noutros aspectos, quiçá mais relevantes, Queirós chamou Edinho.
"Em busca do ponta de lança perdido" poderia ser um dos títulos da garimpa a que sucessivos seleccionadores se têm dedicado.
Todavia, hoje por hoje, Nuno Gomes continua a ser a opção que melhor concilia não só as características dos restantes jogadores da selecção nacional, como também o "jogar à portuguesa" a que aludiu Queirós na conferência de imprensa de antevisão da partida.

10 - Procurar um ponta de lança à imagem de José Torres é uma missão condenada ao fracasso e profundamente contra-natura.
Queirós, como outros antes dele, busca encontrar o tal Torres, o tal ponta de lança clássico, alto, espadaúdo e finalizador por excelência.
Hugo Almeida não o é, nem nunca o será!
É alto, é espadaúdo, mas, para além de "respirar" com dificuldades na área, não é um finalizador nato.
Makukula será, muito provavelmente, aquele que melhor se enquadra neste perfil.
Contudo, como se demonstrou aquando da sua chamada por Scolari, não "casa" com os demais jogadores!
Mesmo que por magia, Queirós descobrisse um jogador com tal biótipo, a equipa rejeitá-lo-ia.
Assumir-se-ia com um corpo estranho!

11 - Queirós é um produto da mediocracia.
É o lado cénico do futebol elevado à condição de pressuposto fundamental!

domingo, março 29, 2009

Portugal-Suécia 0-0

Agora, só nos resta um velho hábito...

quinta-feira, março 26, 2009

Livro de Reclamações - Antevisão do Portugal-Suécia


Este Sábado a selecção nacional defronta a Suécia.
Portugal nunca venceu os nórdicos em partidas disputadas na condição de visitado.
Pode fazê-lo desta vez?
Apesar dos pesares, dos quais Queirós será talvez o mais importante, acredito que sim!
E acredito na medida em que Portugal é melhor que a Suécia!
Ou por outra, os jogadores portugueses são, objectivamente, mais dotados que os suecos.
Assim sendo, e porque ao nível de selecções a dimensão colectiva do jogo desempenha um papel menos decisivo (especialmente, nas fases de qualificação), tenho fé!
Portugal deverá alinhar com Eduardo, Bosingwa, Ricardo Carvalho, Bruno Alves, Duda, Pepe, Tiago, Deco, Cristiano Ronaldo, Hugo Almeida e Simão.
Se a opção pelo 4x3x3 é quase consensual, já os protagonistas não o são.
Na baliza, Eduardo.
Apesar dos pesares, que conheceram materialização no Braga-PSG, é, hoje por hoje, o guarda-redes português, titular no seu clube, que mais e melhores garantias oferece.
Bosingwa é outra escolha indiscutível.
Ricardo Carvalho é já um histórico, mas vem de lesão prolongada e pode acusar falta de ritmo.
Neste contexto, Bruno Alves e Pepe seriam as opções mais óbvias e naturais.
Queirós prefere deslocar Pepe para a posição 6!
Pergunto: Para quê adaptar um dos melhores centrais do mundo a trinco?
As carências na posição são de tal monta que o justificam?
Não!
Então, porquê esbanjar o talento de Pepe numa posição que não é a sua e na qual existem outras alternativas de raiz e mais competentes?
Apenas uma lógica de hetero-determinação explica a solução encontrada por Queirós!
A Suécia é conhecida pelo seu poderio físico.
Portugal antes pelo contrário.
Perante estas premissas, Queirós entendeu que a estatura, o peso e a agressividade de Pepe serviriam melhor a equipa se e quando utilizadas no vértice recuado do triângulo do meio-campo.
Ainda que não concorde nem com o princípio, nem com a decisão, seguindo o mesmo silogismo e tendo em conta as características dos laterais que Queirós irá utilizar não seria preferível optar por uma defesa a 3?
Se levarmos, também, em linha de conta que a Suécia, por via de regra, utiliza 2 pontas de lança, sou forçado a concluir que um 3x4x3 satisfaria melhor o raciocínio de Queirós.
Bosingwa é conhecido pela sua apetência ofensiva e Duda, sendo um médio-ala de origem, será um "carrilero à sul-americana" na esquerda, pelo que o 3x4x3 potenciaria as suas melhores qualidades.
Por outro lado, permitiria a Cristiano Ronaldo e Simão jogarem mais por dentro, num apoio mais próximo de Hugo Almeida.
Conjecturas à parte, regressemos ao onze de Queirós.
Duda no particular frente à Finlândia demonstrou que apenas se mostra apto a satisfazer a dimensão ofensiva da posição.
Com Wilhelmsson no seu corredor temo o pior...
No meio-campo, para além de Pepe, alinharão Tiago e Deco.
Tiago tem navegado entre o banco e a titularidade na vecchia signora e Deco entre lesões no Chelsea.
Ao contrário destes, Meireles e Moutinho tem sido exemplos de regularidade e constância de desempenhos.
Neste particular, a minha margem de divergência é menor, sendo certo que optaria por Meireles e Moutinho.
Acrescento que ao desprezar a opção Pepe a 6, o meio-campo que elegeria seria constituído por Meireles, Moutinho e Danny.
As prestações do luso-venezuelano no Zenit justificam equacionar a sua titularidade.
Nas alas, Ronaldo e Simão não oferecem discussão, conquanto Nani não é titular em Manchester.
O mesmo sucedendo com Hugo Almeida, pois que a concorrência dá pelo nome de Edinho.
Tudo visto e ponderado, termino como comecei - tenho fé!
Não por acaso aludo a uma crença dogmática.
É que como penso ter deixado subentendido no texto, há um manancial imenso de razões que, racionalmente, me deveriam levar a cogitar, exactamente, o contrário!

quarta-feira, março 25, 2009

Os Recalcamentos dão nisto...

Um estudo da Universidade de Liverpool apresenta a fórmula necessária para executar uma grande penalidade de forma perfeita:
- a bola tem de entrar na baliza meio metro abaixo da barra e a meio metro de distância do poste;
- o remate tem de fazer a bola ultrapassar os 105 km/h;
- para atingir tal velocidade, são necessários cinco ou seis passos de balanço;
- para tal é preciso iniciar a corrida na linha de grande área, e com um ângulo de 20 ou 30 graus para a bola.

Não me parece nada fácil combinar todas estas variáveis.
Mas, daí ao modo como Pereirinha e Rui Pedro o decidiram fazer, vai uma enormíssima distância.
Corria o minuto 84 do jogo amigável da Selecção Sub-21 com Cabo Verde, na Madeira, quando Pereirinha e Rui Pedro decidiram imitar Cruyff e Jesper Olsen na goleada do Ajax sobre Helmond Sport (5-0): um pequeno toque para o lado, vem o colega de trás que devolve a bola e o marcador só tem de empurrar para a baliza.
Pois bem, a coisa correu, francamente, mal:
Pereirinha deu um pequeno toque para o lado, mas em vez de surgir Rui Pedro, apareceu um cabo-verdiano a roubar a bola.
Tristemente, hilariante!
Todavia, é justo dizer que Pereirinha e Rui Pedro têm ilustre companhia em matéria de imitações canhestras.
Em Outubro de 2005, Robert Pires e Thierry Henry conseguiram ser ainda mais canastrões na tentativa de reprodução do génio de Cruyff.
A descoordenação foi ainda mais acentuada!
É caso para afirmar como se fez na televisão portuguesa há uns anos:
Cuidado com as imitações...

O Original


A Imitação de Pereirinha e Rui Pedro


A Outra Imitação Canhestra de Robert Pires e Thierry Henry


O Antecedente Histórico do Original de Cruyff e Jesper Olsen protagonizado pelo belga Rik Coppens em 1957

terça-feira, março 24, 2009

Livro de Reclamações - Direitos Televisivos - o Pay-per-View

1 - No Prós e Contras da última segunda-feira, Domingos Soares Oliveira revelou que a Sporttv arrecada, anualmente, cerca de 150 Milhões de Euros em assinaturas.
Mais disse que o custo do conjunto dos direitos de transmissão televisiva das partidas da Liga Sagres ascende a 42 Milhões de Euros.
Ou seja, a Sporttv obtém, desde logo, uma mais-valia imediata de 108 Milhões de Euros!
A título de exemplo e para que se perceba a enorme disparidade entre a realidade portuguesa e a realidade europeia, referir que o Villareal, clube de uma pequena Cidade de 40 mil habitantes, perto de Valência, recebeu a época passada 52 milhões de euros pela venda de direitos televisivos!

2 - Na década de 90 do século passado, a Olivedesportos, vendo na depauperada situação dos clubes um maná a explorar, acentuou a sua política monopolista, adquirindo os direitos de transmissão televisiva das partidas a disputar em épocas vindouras a preços ridículos.
Os clubes sufocados de dívidas e sem receitas para lhes fazer face, viram-se na contingência de antecipar a venda dos direitos televisivos e, como se não achavam em posição negocial de discutir o preço, fizeram-no por valores quase insignificantes.
O Benfica não constituiu excepção e alienou os direitos televisivos relativos aos seus jogos na Liga Portuguesa à Olivedesportos até à época desportiva de 2012/13 (o Sporting, por exemplo, vendeu até à época 2017/1018).
Fê-lo pela "exorbitância" de 7,5 milhões de euros por ano, verba esta à qual acresceu um prémio de assinatura no valor de 500 mil Euros.
Ou seja, os direitos televisivos representam cerca de 10% do total das receitas actualmente geradas pelo Benfica, ao passo que a média europeia se situa nos 50%.

3 - Com o agravar da crise financeira, que ameaça implodir o futebol português tal como o conhecemos, urge, entre outras medidas estruturais, renegociar os direitos de transmissão televisiva das partidas da Liga Sagres.
Dir-me-ão que o detentor dos direitos não tem qualquer interesse em fazê-lo?
Discordo!
Uma visão de futuro, de longo prazo, mas, acima de tudo, de subsistência e mesmo de sobrevivência impõe que a Olivedesportos se sente e discuta com os clubes a valorização dos direitos de transmissão televisiva.

4 - E quando falo em renegociação, penso, sobretudo, no pay-per-view.
O desespero dos clubes portugueses levou-os a nem sequer discutir a introdução de cláusulas relativas a todas as formas conhecidas de transmissão de espectáculos desportivos.
Abdicaram de tudo e mais alguma coisa por um mísero prato de lentilhas (vejo mesmo alguns contratos como leoninos, mas isso é assunto para outras conversas).

5 - A ideia de renegociação do pay-per-view tem por base a alteração do actual paradigma de exibição de eventos desportivos em Portugal, mormente dos jogos da Liga Portuguesa.
Hoje por hoje, a Sporttv transmite, por jornada, um número variável, mas nunca inferior a 3 jogos da Liga Sagres.
A RTP exibe 1 jogo.
Covergem a generalidade dos actores ligados ao fenómeno e a maioria dos "opinion makers" que, a par do preço dos bilhetes, o horário dos jogos e o excesso de transmissões televisivas desertificam os estádios nacionais.

6 - O pay-per-view permitiria compatibilizar os interesses comerciais da Olivedesportos e da Sporttv, os interesses económicos dos clubes e, bem assim, o crescimento da taxa de ocupação dos estádios portugueses.

7 - O pay-per-view, tal qual o idealizo, exigiria uma assembleia-geral da Liga na qual se deliberasse a exclusão da transmissão em directo e em canal aberto ou codificado de partidas da Liga Sagres (nada obstaria a que os jogos fossem transmitidos, em diferido, volvidas que fossem 24 horas sobre a sua realização).
Os desafios seriam transmitidos, unica e exclusivamente, em sistema de pay-per-view, podendo, como tal, decorrer todos ou alguns em simultâneo.

8 - Dir-me-ão com a crise que assola o nosso País, estariam os portugueses dispostos a suportar mais uma despesa?
Dependeria sempre do preço!
A Sporttv tem cerca de 600 mil assinantes, que pagam, mensalmente, cerca de 25,00€.
Se cada jogo fosse colocado em sistema de pay-per-view por valores entre 5,00 e 10,00€, dependendo da sua relevância, os assinantes que apenas pretendem assistir às partidas do seu clube de afeição poderiam conhecer, inclusivamente, uma redução dos seus encargos (conforme o número de jogos disputados e sua relevância).

9 - A audiência média das partidas transmitidas em sinal aberto tem-se situado entre os 11,4 e os 16%. O share entre os 27,8 e os 47.2%.
Uma audiência média de 11,4% corresponde, grosso modo, a 1.100.000 espectadores.
Façamos estimativas por defeito relativas a uma partida entre um dos 3G´s e um outro clube do meio da tabela:
Preço: 5,00€
Compradores: 330 mil - 30% da audiência média em canal aberto
Receita: 1.650.000,00€
Forma de repartição: Equitativa pelos clubes intervenientes e pela operadora de televisão - 550.000,00€.

10 - Aludo a uma repartição equitativa em vista da instituição de um mecanismo de solidariedade que potencie as receitas dos clubes de menor dimensão.
Assim, na prossecução deste desiderato, as receitas apuradas em cada jogo seriam sempre divididas em partes iguais pelos clubes e operador, independentemente da condição em que os clubes fossem intervenientes na partida.
Deste modo, os clubes "pequenos" considerando, apenas, os 6 jogos com os 3G´s arrecadariam 3.300.000,00€ (sem considerar receitas de publicidade).
Por sua vez, os 3G´s nos 30 encontros da Liga Sagres poderiam granjear uma receita nunca inferior a 16.500.000,00€.

11 - O debate sobre a solvabilidade dos clubes portugueses exige que se pondere, devidamente, a solução que ora preconizo.
Assim haja vontade política para o fazer!

segunda-feira, março 23, 2009

Livro de Reclamações - Video de Opinião de Pedro Ribeiro e Ainda a Taça da Liga



2 - Parece que corre por aí uma petição pedindo a repetição da Final da Taça da Liga.
Concordo em absoluto!
Mas, já agora, julgo ser da mais elementar coerência repetir, pelo menos, as duas últimas décadas do futebol português!
Até podem começar pelo Porto-Benfica ou pelo Benfica-Nacional desta época.
Ah! e de caminho repitam, também, o Rio Ave-Sporting.

3 - Compreendo e acompanho a indignação leonina pelo penalty assinalado por Lucílio Baptista.
Apenas, a vejo como tardia e lacunosa.
A minha repulsa estende-se a toda a carreira de Lucílio!

4 - Lucílio equívocou-se ao assinalar o penalty.
Antes, havia errado ao validar o golo do Sporting e ao perdoar a expulsão a Pedro Silva e a Polga.
Demasiada incompetência!


5 - Os sportinguistas exigem, agora, e a propósito de uma grande penalidade indevidamente assinalada, que Lucílio Baptista não apite mais.
Reclamo-o há muito tempo e por razões bem mais substanciais!
Desde logo, porque em todas as outras situações em que Lucílio lesou o Benfica não dispusemos da possibilidade de remição que assistiu ao Sporting no Sábado passado!
O penalty não acabou com a partida.
A decisão aconteceu no desempate por grandes penalidades e aí não consegui vislumbrar de que forma Lucílio inspirou Quim e determinou Rochemback, Polga e Derlei a falharem!

6 - Quando supra aludo a razões substanciais para a imediata, ainda que tardia, "irradiação" de Lucílio penso, sobretudo, no infindável rol de enganos que o elegem como o maior serventuário do sistema das duas últimas décadas!

7 - E, neste particular, o vociferar leonino perde força e sentido.
Em nome da santa aliança, primaram pelo silêncio e pela omissão quando se revelaram práticas corruptivas da verdade desportiva, da transparência e da lealdade da competição a propósito dos denominados "Apito Dourado" e "Apito Final".

8 - Hoje como em Janeiro de 99, são e foram critérios de puro oportunismo que levam e levaram o Sporting a clamar podridão no futebol português!

9 - Paulo Bento não pressiona árbitros!
Há cada um com cada ideia!
O que Paulo Bento fez antes de iniciada a época e na própria conferência de imprensa em que aludiu a eventuais benefícios decorrentes da pressão sobre os árbitros, prática a que ele nunca recorreu, foram apenas petições de isenção...

10 - Mas, parece que resulta!
Lucílio confirmou no "Perdoa-me" que não mencionou no relatório de jogo o gesto de Paulo Bento, nem a peitada de Pedro Silva.
Impõem-se uma conclusão: Lucílio sofre de uma estranha doença ocular que lhe entorpece a visão ao ponto de ver coisas que não aconteceram e cegar perante a realidade.

11 - Palavras para quê?
É um artista português!

12 - Hermínio e Pereira sujeitaram Lucílio a um exercício de humilhação pública ao ordenarem-lhe que se sujeitasse ao "Perdoa-me".
Lucílio é incompetente a apitar, mas talvez ainda o seja mais a falar.
Numa breve entrevista conseguiu acumular tantas ou mais incongruências do que erros a apitar um jogo de futebol.
De todas, destaco a afirmação da certeza, o surgimento da dúvida e o regresso da certeza!

13 - Pior que o equívoco é a falsificação!
Lucílio reconheceu uma e outra no "Perdoa-me"!
Admitiu que ajuízou incorrectamente o lance do penalty, mas também que não mencionou no relatório a agressividade de Pedro Silva por não se ter apercebido da sua gravidade e o gesto de Paulo Bento por não o ter visto.

14 - Pedro Silva depois das cenas deploráveis e indignas de um profissional que protagonizou após a sua expulsão, veio pedir desculpa.
A este propósito, julgo adequado citar João Moutinho: "pedir desculpa às vezes não chega."

domingo, março 22, 2009

Benfica-Sporting 1-1 (3-2 g.p.)

Constituição das Equipas e Avaliação Quantitativa do Desempenho

FINAL DA TAÇA DA LIGA
Estádio do Algarve, em Faro
Hora: 19:45
Árbitro: Lucílio Baptista (Setúbal)

BENFICA
Quim (4), Maxi Pereira (3), Luisão (3), Miguel Vítor (3), David Luiz (3), Katsouranis (3), Ruben Amorim (4), Reyes (3), Aimar (3), Nuno Gomes (2) e Suazo (2).

Suplentes: Moreira, Cardozo (-), Di María (2), Carlos Martins (-), Jorge Ribeiro, Yebda, Sidnei.

Treinador: Quique Flores.

SPORTING
Tiago (4), Pedro Silva (3), Daniel Carriço (3), Polga (2), Caneira (3), Pereirinha (3), Rochemback (3), João Moutinho (3), Vukcevic (3), Derlei (2) e Liedson (3).

Suplentes: Rui Patrício, Adrien, Tonel, Yannick, Postiga (-), Romagnoli (-) e Abel (2).

Treinador: Paulo Bento.

Sistemas Tácticos

Benfica



Sporting


Principais Incidências da Partida (fonte: http://www.record.pt/)

4' - Contra-ataque benfiquista com Aimar a conduzir a bola pelo meio antes de lançar na esquerda para Nuno Gomes. O capitão de equipa, só com Tiago pela frente, remata contra o guarda-redes leonino.

10' - Polga perde a bola de forma comprometedora junto à área e Suazo aproveita para dominar e entrar na área. Tenta o centro e Tiago agarra. Passa o perigo para as redes do Sporting.

12' - Canto para o Sporting. Rochemback vai bater... Corte de David Luiz, com a bola a sobrevoar a área. Quim soca em dificuldades e a bola sobra para Polga rematar de primeira. Por cima do alvo...

15' - Ataque do Benfica, com a bola a sobrar para Aimar na esquerda. O argentino domina e cruza para a área, onde aparece Maxi a cabecear forte. Ao lado da baliza de Tiago.

16' - David Luiz salva a honra do convento encarnado. Ataque leonino com Quim a sair da baliza e a tirar o pão da boca a Liedson. Mas a bola acaba por ficar na posse dos leões e o Levezinho volta a tentar a sorte. Nesse momento é o central brasileiro a salvar em cima da linha de golo

22' - Que bela defesa de Tiago após livre batido por Aimar. Canto para o Benfica!

25' - Grande remate de Reyes, que faz a bola passar bem perto do alvo. O espanhol está com a mira quase calibrada.

36' - João Moutinho avança pelo meio e, como não encontra companheiros livres, remata forte, permitindo uma excelente defesa a Quim. Bom momento do guarda-redes encarnado.

48' - GOLO DO SPORTING, por PEREIRINHA. Ataque de Vukcevic pela esquerda, a deixar a bola com muita classe para Caneira, que cruza para o centro da área, onde Liedson remata ao poste da baliza. A bola sobra depois para o jovem médio Pereirinha, que remata sem oportunidades de defesa para Quim. Está feito o primeiro no Estádio do Algarve.

54' - Canto para o Sporting, com cabeceamento de Polga. Defesa de Quim para novo canto.

67' - Livre para o Benfica. Cabeceamento de Miguel Vítor à trave da baliza de Tiago. Muito perigo para as redes leoninas.

73' - Penálti assinalado por Lucílio Baptista por alegada mão na bola de Pedro Silva. A bola tocou no peito do jogador. Erro de Lucílio Baptista.

74' - CARTÃO AMARELO para PEDRO SILVA e consequente VERMELHO. O brasileiro aproxima-se do árbitro e empurra-o com o peito. Atitude vergonhosa do lateral.

75' - GOLO DO BENFICA, por REYES. O espanhol é chamado à conversão da grande penalidade e não falha. Está feito o empate no Estádio do Algarve.

3-2 - Carlos Martins marca e a festa faz-se em tons de encarnado no Estádio do Algarve. O Benfica conquistou a Taça da Liga! Festa no centro do relvado!

Destaques

Melhores em Campo

Benfica

Quim - Regressou à titularidade e na primeira parte somou equívocos, evidenciando falta de confiança.
Não obstante, seria neste período que efectuaria a sua melhor intervenção de toda a partida, a remate de João Moutinho, de fora da área.
Na segunda parte, sofreu um golo e, com excepção de um livre apontado por Rochemback, não mais foi chamado a intervir.
Mas, os seus melhores momentos estavam reservados para o desempate por grandes penalidades.
Aí, "parou" três remates e ofereceu à sua equipa o triunfo na competição.

Rúben Amorim - Espero e desejo que Quique Flores tenha por fim percebido que Rúben Amorim é mesmo imprescindível na zona central do terreno.
Eficaz nas tarefas de recuperação, alardeou tranquilidade e clarividência na circulação da bola, para além de uma superior leitura de jogo e de ocupação dos espaços.
A sua substituição apenas se alcança por exaustão física fruto da lesão que o apoquentou.

Sporting

Tiago - Imaculado!
Sempre seguro e concentrado, mostrou-se decisivo quando, aos 4 minutos, executou uma mancha perfeita a Nuno Gomes, que surgiu isolado.

Piores em Campo

Benfica

Suazo - Jogou? É uma interrogação legítima face ao apagamento do hondurenho.
Fisicamente diminuído, revelou-se quase sempre desastrado, cercando profundidade ofensiva à sua equipa.

Sporting

Pedro Silva - Lamentáveis as cenas que protagonizou após a expulsão: do "encontrão" a Lucílio Baptista, passando pelos insultos a tudo e todos, e terminando no arremesso da medalha!
Deplorável e indigno de um profissional!

Derlei - Comportou-se como um garoto!
Protestou demasiadas vezes e não raro preocupou-se mais em criar conflitos com os adversários do que em jogar a bola.

Arbitragem

A todos os níveis, paupérrima!
Incompetência a rodos!
Erros atrás de erros, culminando num equívoco maior ao assinalar, mal, grande penalidade contra o Sporting por suposta mão de Pedro Silva no interior da área dos leões.
Mal, também, ao não assinalar falta de Vukcevic sobre Maxi Pereira na jogada da qual resultou o golo leonino - o montenegrino agarra os calções do uruguaio.
Aqui sobra uma atenuante para Lucílio, qual seja a posição dos jogadores que lhe obstaculiza a correcta percepção do lance.
Se tecnicamente esteve mal, disciplinarmente não esteve melhor:
Aos 57 minutos, perdoou a expulsão, por acumulação de amarelos, a Pedro Silva, quando o brasileiro derrubou David Luiz, que entrava na área leonina pela esquerda.
Lucílio nem falta assinalou!
Poupou a expulsão a Polga quando, aos 63 minutos, não assinalou falta do brasileiro sobre Suazo, assim não lhe exibindo como devia o segundo amarelo.
Demasiado complacente, permitiu que a partida tenha resvalado para picardias permanentes, que, numa lógica de rigor, teriam implicado a expulsão de Luisão, Derlei e Rochemback.

Comentário

Ao vencer o Sporting, no desempate por grandes penalidades, o Benfica conquistou a Taça da Liga e, assim, assumiu-se como o primeiro clube a alcançar o pleno no que a troféus oficiais em Portugal respeita.
Pena os sucessivos equívocos que marcaram a quarta prova do calendário nacional - Do "goal average", passando pela definição de jogadores "efectivos" até à exibição do trio de arbitragem chefiado por Lucílio Baptista na final, a Taça da Liga foi um absoluto desastre!
De estretor em estretor, até à agonia terminal!
A lógica de redenção com que a comunicação social enformou esta final determinou e muito o curso da partida.
Muita luta, muito ardor, muita ansiedade, excesso de testosterona, mas escasso discernimento e clarividência.
Abundante contacto físico, igual dose de faltas, de paragens e de quezílias, pouco esclarecimento, ausência de ideias colectivas e um relvado em deficientes condições foram as notas dominantes de um espectáculo pouco mais do que sofrível.
Quique recuperou Quim, Rúben Amorim, Nuno Gomes e Suazo, para além de ter desviado Aimar para a esquerda.
Quando foi anunciado o onze inicial, pensei que, finalmente, o Benfica se apresentaria estruturado no 4x4x2 losango, que tanto reclamo.
Puro engano!
Quique manteve-se fiel ao seu esquema táctico e apenas "inovou" na disposição das peças no terreno - Dois avançados móveis, Aimar e Reyes nos flancos e Ruben Amorim a assumir o segundo momento de contrução ofensiva.
Confesso que, para além de não vislumbrar quaisquer vantagens, entendo a colocação de Aimar na esquerda e Reyes na direita como prejudiciais para as transições, defensiva e ofensiva.
No Sporting, Tiago e Pereirinha assumiram-se como novidades, que não surpresas.
E revelaram-se providenciais.
Tiago refulgiu ao quarto minuto, ao executar uma mancha perfeita a Nuno Gomes, e Pereirinha assinou o tento leonino.
A primeira parte, primou pelo equilíbrio e pela repartição na criação de ocasiões de golo.
Nuno Gomes e Liedson, ambos isolados, desperdiçaram a oportunidade de adiantarem as suas equipas no marcador.
Reyes e Moutinho, ambos em remates de fora da área, seguiram as pisadas dos seus colegas.
Na segunda metade, o Sporting entrou pujante e, aos 48 minutos, inaugurou o marcador.
Como quase sempre sucede quando em vantagem, Paulo Bento desceu as suas linhas, juntou o bloco e entregou a iniciativa ao adversário.
Por seu turno e respondendo ao convite leonino, o Benfica soltou-se e subiu linhas.
Ancorado nas suas individualidades, logrou remeter o Sporting para as imediações da sua grande área.
O Sporting expunha-se à fortuna do jogo e, aos 57 e 62 minutos, duas néscias decisões de Lucílio conservaram Pedro Silva e Polga em campo quando deviam ter recolhido aos balneários.
O Benfica crescia e, aos 67 minutos, Miguel Vítor cabeceou à trave da baliza de Tiago.
Aos 73 surgiria o caso do jogo.
Ou, por outra, o inadmissível erro de Lucílio.
Dí Maria tentou passar por Pedro Silva e o lateral cortou com o peito o lance.
Lucílio viu, não se percebe muito bem como, mão e assinalou um asnático penalty.
Pedro Silva recebeu ordem de expulsão com cerca de 16 minutos de atraso e Reyes converteu, restabelecendo a igualdade.
Até final prevaleceu o medo de perder de ambos os conjuntos, os quais preferiram postergar a decisão da contenda para o desempate por pontapés da marca da grande penalidade.
Aí, emergiu Quim!
Defendeu os remates de Rochemback, Derlei e Hélder Postiga e garantiu a conquista da Taça da Liga.

C´ um Caneco (outro passatempo)

1º Lugar: Cavungi - 305 pontos

2º Lugar: Jimmy Jump - 265 pontos

3º Lugar: JC e Vermelho Sempre - 250 pontos

4º Lugar: Zex - 240 pontos

5º Lugar: Kaiserlicheagle - 235 pontos

6º Lugar: Vermelho - 220 pontos

7º Lugar: Jorge Mínimo - 210 pontos

8º Lugar: Lion Heart, Vermelho Nunca
e Antes Morto que Vermelho - 195 pontos

9º Lugar: Salvatrucha jr. - 185 pontos

10º Lugar: Sócio - 180 pontos

11º Lugar: Pachulico, Fura-Redes,Cuto - 150 pontos

12º Lugar: Delane Vieira - 145 pontos

13º Lugar: Samsalameh - 115 pontos

14º Lugar: Holtreman - 80 pontos

quinta-feira, março 19, 2009

Artigo de Opinião de Santos Neves

Uma final que vale mais do que a Taça...

A Taça da Liga teve a sorte de final Sporting-Benfica. Aliás, fez por tê-la... pois a alteração de modelo competitivo, muito protegendo os três grandes clubes, obviamente, apontou a gala entre dois deles.
A Taça da Liga tem o azar de Sporting e Benfica irem disputar a final exactamente quando ambos acabam de cair na fossa anímica, escalavrados por hecatombe, um na medonha forma de sair da Europa com arrepiantes goleadas frente ao Bayern, o outro no brutal choque, rasgando o sonho do título nacional, com a confrangedora incapacidade para não ser derrotado, em sua casa e perante V. Guimarães até agora nada atrevido ou sequer incómodo.

Neste dilema de haver derby – sempre empolgante, ainda por cima em final! –, mas com ambos em dolorosíssimas ressacas... poderá estar, porém, o maior aliciante; para Sporting e Benfica, uma de duas, sem meio termo: revitalizar ânimos ou iminência de asfixia em terrível deserto até ao final da época.
Ou como a diferença entre conquistar e perder esta Taça (também ela...) muito dificilmente não terá psicológicas repercussões no que falta do campeonato... – isto é, na esperança, ainda que remota, por deslizes do FC Porto quase pentacampeão (!)... e, claro, sobretudo na 4.ª consecutiva edição de duelo verde-encarnado – e vão 3-0 para Alvalade – pelo 2.º lugar do grande desconsolo mitigado por eventual acesso aos importantíssimos milhões de euros da Champions.
Por isso este derby em final não vale só pela Taça da Liga...

C´ um Caneco (outro passatempo)

Sporting vrs Benfica

Porto vrs Estrela da Amadora

quarta-feira, março 18, 2009

Nem por brincadeira...

Comunicado - Sport Grupo Sacavenense

"Pela Verdade desportiva

No passado sábado dia 7 de Março a nossa equipa de Infantis A defrontou o Real
de Massamá, e constatou-se que pelo menos dois atletas desta equipa não tinham
aparência de jogadores deste escalão.
Neste mesmo encontro o Delegado da equipa do Real, não cedeu a constituição da
equipa ao nosso delegado com um argumento pouco convincente.
Durante o encontro as suspeitas transformaram-se em certezas e a indignação
resultante desta "batota" fez-se ouvir pelos diversos pais presentes que
assistiram ao encontro.
Perante estes factos resolvi fazer uma exposição á Associação de Futebol de
Lisboa sobre este caso.
Esperamos francamente que a associação averigúe este facto e possa no mínimo
repor a justiça nos resultados. Fica ainda a cópia dos mails enviados para a
Associação.

"Exmo. Sr. Director da Associação de Futebol de Lisboa

Serve esta minha exposição para denunciar aquilo que me parece ser uma
estratégia para deturpar a verdade desportiva.

No passado dia 7 de Março a equipa do Sacavenense recebeu no seu estádio a
contar para a 4ª jornada da fase final do campeonato da associação de futebol de
Lisboa em Infantis 11 a equipa do Real de Massamá.
E foi evidente a presença entre os jogadores do Real de Massamá de atletas que
não podiam constar no escalão referente ao escalão em causa (nascidos em 1996 ou
1997). A exemplo do que fazemos com todas as equipas solicitámos ao delegado do
Real de Massamá que nos fornecesse a constituição da equipa com os objectivos
de:

1º Anunciar ao microfone do estádio as constituições dos intervenientes na
partida.

2º Publicação no nosso blog destas constituições.

Esta nossa pretensão foi prontamente negada com argumentos pouco claros, o que
nos fez suspeitar da realidade dos jogadores inscritos na ficha de jogo.
Perante estes factos e perante o desagrado de todos os que assistiram ao
encontro nada mais nos restava fazer do que solicitar á Associação de Futebol de
Lisboa que averigúe este caso.
Relembramos que é a verdade desportiva que está em causa, mas mais do que isso é
a própria segurança dos atletas que fica em risco, pois ter atletas com este
porte físico (obviamente de idade muito superior a 14 anos) a competir contra
atletas de 11, 12 e 13 anos é no mínimo arriscado.
O Sport Grupo Sacavenense, solicita ainda que lhe seja enviado uma cópia da
ficha de jogo da equipa do Real Massamá para que possa saber os nomes que nela
constavam.
Estou em querer que os nomes de alguns atletas não correspondem aos mesmos.
Podendo isso ser provado através das fotos que foram tiradas por adeptos da
nossa equipa, quando comparadas com as fotos existentes na Associação.
Aguardamos resposta a esta exposição, e aproveitamos para informar que iremos
dar conhecimento aos órgãos de comunicação social deste facto. Bem como o facto
de irmos publicar o conteúdo deste mail no nosso Blog."





Enquanto praticante assisti a muitas situações similares à aqui denunciada, mas, ingenuamente, pensei ser uma estratégia há muito erradicada.
Afinal, estava completa e redondamente equivocado...

terça-feira, março 17, 2009

Livro de Reclamações - Video de Opinião de Pedro Ribeiro e Gritos de Alma



Acrescento que:

Não admito que se venda a ideia de que a conquista da Taça da Liga pode salvar a época desportiva do Sport Lisboa e Benfica!
Seria o grau zero da exigência!
O código genético do Sport Lisboa e Benfica não consente tamanha transigência!
Roça a ignomínia passível de excomunhão!

Se posso compreender e até mesmo aplaudir a defesa que Quique Flores fez de um colega de profissão, já não ensaio idêntico juízo valorativo quando sacrificou publicamente um dos seus jogadores em nome da preservação da sua imagem!
Liderança rima com responsabilidade, solidariedade e espírito de grupo.
Não diz com egocentrismos e excesso de amor próprio!

Não tolero autismos de conveniência!
Quem conhece a história do Benfica percebe que quando um treinador, no Estádio da Luz, com o desafio empatado, substitui um ponta de lança por outro, os assobios são-lhe, obviamente, dirigidos!

Não aceito que se desista!
Com ou sem reais possibilidades de alcançar o título de campeão nacional, exijo perseverança.
Baixar os braços, nunca!

Não reclamo demissões ou rescisões, nem penso que seja a melhor solução!
Recomeçar é repetir equívocos do passado!

Memorial Zandinga

Braga - PSG

Não há lugar à utilização de Joker

segunda-feira, março 16, 2009

Vedetas&Marretas

Vedetas

Clube
V. Guimarães pelo triunfo na Luz.

Jogador
Ricardo pelo soberbo golo de calcanhar na goleada do Paços ao Leixões

Treinador

Paulo Sérgio pela goleada imposta a José Mota

Árbitro
Carlos Xistra pelo seu bom desempenho no Trofense-V.Setúbal

Modalidades de Alta Competição
Oeiras pelo triunfo em Viana na primeira eliminatória dos play-off de Hóquei em Patins

Emigrante
Simão pela exibição frente ao Villareal, coroada com a assistência para o golo da vitória do Atlético

Marretas

Clube

Benfica pela derrota caseira frente ao V. Guimarães

Jogador

Balboa pela sucessão de equívocos que foi o seu desempenho no Benfica-V.Guimarães

Treinador

Quique Flores pela derrota caseira frente ao V. Guimarães e pelas suas opções no decurso da partida

Árbitro

André Gralha pela asnática grande penalidade que assinalou contra o Desp. Aves no confronto dos avenses com a Oliveirense

Modalidades de Alta Competição

Juventude de Viana pela derrota caseira frente ao Oeiras na primeira eliminatória dos play-off de Hóquei em Patins

Emigrante

Mourinho pela eliminação da Champions e pela expulsão no Inter-Fiorentina

Espaço Prof. Karamba

1º Lugar: Jimmy Jump - 645 pontos

2º Lugar: Cavungi - 565 pontos

3º Lugar: JC - 525 pontos

4º Lugar: Jorge Mínimo - 520 pontos

5º Lugar: Vermelho e Lion Heart - 505 pontos

6º Lugar: Salvatrucha JR. - 500 pontos

7º Lugar: Kaiserlicheagle e Vermelho Sempre - 490 pontos

8º Lugar: Sócio - 465 pontos

9º Lugar: Zex - 435 pontos

10º Lugar: Cuto - 430 pontos

11º Lugar: Vermelho Nunca - 405
pontos

12º Lugar: Antes Morto que Vermelho - 385 pontos

13º Lugar: Samsalameh - 300 pontos

14º Lugar: Fura-Redes - 265 pontos

15º Lugar: Delane Vieira - 245 pontos

16º Lugar: Pachulico - 140 pontos

17º Lugar: Pankreas - 55 pontos