terça-feira, junho 06, 2006

Mundial - Grupo D

Portugal, México, Irão, Angola

O nosso grupo.
México, Irão e Angola são os adversários de Portugal no Grupo D do Mundial 2006.
Neste cenário, a selecção nacional tem obrigação de atingir os oitavos-de-final, quanto mais não seja pelo prestígio que tem a defender depois da prestação no Euro 2004 - é, para todos os efeitos, a melhor equipa europeia em prova, face à ausência da campeã Grécia.
Comparando com a situação vivida há quatro anos na Coreia, Portugal também chega este ano à Alemanha embalado por uma boa campanha num Campeonato Europeu e com um grupo bem acessível.
No entanto, na última presença o resultado foi o que todos conhecemos, pelo que Luiz Felipe Scolari tentará a todo o custo não cometer os mesmos erros que António Oliveira.
Para isso, o técnico campeão do Mundo em título conta com o núcleo duro da sua confiança, com o seu «clube», sendo que o central Jorge Andrade é a única ausência de vulto do grupo de trabalho.
Ricardo Carvalho, Deco, Figo e Ronaldo são os principais destaques de uma selecção que, após uma fase de apuramento sem qualquer derrota, tem legítimas aspirações a sonhar com uma presença nos quartos-de-final, ou quem sabe repetir algo parecido com o que "Os Magriços" fizeram há 40 anos atrás - desde então note-se que Portugal, nas duas participações que teve, nunca passou da primeira fase.
Assim, o melhor mesmo é pôr um travão na euforia generalizada.
Como adversário mais forte temos o México, que deixou de fora o craque Cuauhtemoc Blanco, por motivos disciplinares, mas que é sempre uma equipa temível.
Apenas quatro jogadores jogam fora do seu país, mas o motivo é simples: os clubes mexicanos pagam o mesmo que os grandes clubes europeus.
A selecção mexicana é a equipa mais experiente do grupo nestas andanças e, como tal, é candidata natural ao apuramento.
Vai para a quarta presença consecutiva em Mundiais e nas últimas três atingiu sempre os oitavos-de-final, sendo eliminada pela Bulgária em 1994, pela Alemanha em 1998 e pelos Estados Unidos em 2002.
Há um ano, deixou boa imagem na Taça das Confederações, terminando em quarto lugar. Ricardo La Volpe orienta um grupo muito homogéneo, de onde se destaca, desde logo, Rafael Marquéz, campeão europeu pelo Barcelona esta temporada.
De resto, de salientar ainda o guarda-redes Oswaldo Sanchez, o central Salcido, os médios Torrado e Zinha e os pontas-de-lança Guille Franco, argentino naturalizado mexicano, e Jared Borgetti.
O Irão é, em teoria, a terceira equipa mais forte deste Grupo D.
Não esteve presente no Coreia/Japão em 2002, mas tem hoje muito mais recursos do que aqueles que apresentou há oito anos, quando conseguiu a célebre vitória sobre os Estados Unidos, rival político.
Os iranianos fazem do colectivo a sua principal arma e, pelas amostras deixadas nos particulares recentes, com a Croácia e Bósnia-Herzegovina, são talvez uma das selecções mais abnegadas em prova.
Nunca viram a cara à luta e isso, aliado à qualidade de Mahdavikia, Ali Karimi e Hashemian, pode representar um grande trunfo para o croata Branko Ivankovic.
Por fim, Angola.
Com oito jogadores a actuar em Portugal (muitos mais ligados a Portugal do que propriamente a Angola), apresenta como cartão de visita a eliminação da Nigéria no grupo de qualificação.
Os Palancas Negras atingiram o Alemanha 2006 depois de deixarem pelo caminho a poderosa Nigéria, mas, pelo que mostraram na recente Taça das Nações Africanas, em terras germânicas dificilmente podem fazer frente a qualquer um dos adversários do grupo.
Luís de Oliveira Gonçalves tem ao seu dispor jogadores bem conhecidos do futebol português, como João Ricardo, Figueiredo, Edson Nobre, Akwá ou o inevitável Pedro Mantorras.
Angola não conta com o esquerdino Gilberto (viu ainda recusada a utilização de Pedro Emanuel, Chaínho e Edgar) e estreia-se frente à selecção portuguesa no dia 11 de Junho, em Colónia.

Ranking FIFA

México (4º), Portugal (7º), Irão (23º), Angola (57º)

Principais Figuras:

Portugal – Cristiano Ronaldo, Luis Figo, Deco e Ricardo Carvalho;
México – Guille Franco, Jared Borgetti e Rafael Márquez;
Irão - Ali Daei, Hashemian, Ali Karimi e Mahdavikia;
Angola – Mantorras, Figueiredo, Akwá e Zé Kalanga

Previsão de Passagem:

Portugal, México

Mundial - Grupo C

Argentina, Costa do Marfim, Sérvia e Montenegro e Holanda

O grupo da morte.
O Grupo C, formado por Argentina, Holanda, Sérvia e Montenegro e Costa do Marfim, actual vice-campeã africana, é seguramente o mais renhido deste Mundial'2006 e é o grupo de onde vai sair, como todos esperamos, o adversário de Portugal nos oitavos-de-final do certame.
As equipas que o compõe, estão todas acima do lugar 50 no ranking da FIFA, e duas delas estão mesmo nos 4 primeiros lugares, Argentina (4º) e Holanda (3º).
A Argentina é uma eterna presença no mundial.
A Argentina é sempre uma das selecções favoritas a chegar longe nas fases finais.
Nem sempre as coisas correm bem, como por exemplo em 2002, quando perdeu os bilhetes dos oitavos para Inglaterra e Suécia e acabou por ficar pelos grupos, mas, olhando à qualidade dos jogadores da alviceleste, há sempre que ter em conta a selecção das Pampas.
A permeabilidade da defesa é uma das principais preocupações de José Pekerman, que procura dar maior sentido colectivo ao futebol argentino, por vezes exagerado nas acções individuais, sem ligar ao que vem na pauta do maestro Juan Román Riquelme.
Há um ano, na Taça das Confederações, deixaram uma boa imagem, quando só perderam com o Brasil. E não tinham, entre outros, Ayala, Lucho González, Mascherano, Leo Messi, Julio Cruz ou Hernán Crespo...
Javier Zanetti, Walter Samuel, Verón e Martin Demichelis são os grandes ausentes do lote de convocados.
A Holanda regressa oito anos depois.
Na fase de qualificação exibiu-se a grande nível.
Marco Van Basten comanda a Holanda neste regresso, oito anos depois, ao grande palco do futebol mundial.
Em relação ao France'98, já não há Overmars, Ronald e Frank de Boer ou Dennis Bergkamp, mas a Laranja continua a dar sumo e a contar com jogadores como Robben, Mathijsen, Van Persie, Van der Vaart ou Van Nistelrooy.
Van der Sar, Phillip Cocu e Giovanni van Bronckhorst são os sobreviventes da última aparição numa fase final, enquanto Stam, Davids, Seedorf, Kluivert e Makaay são as ausências mais notadas e foram os sacrificados pelo processo de rejuvenescimento da selecção operado por Van Basten.
Wesley Sneijder, Hedwiges Maduro e Ryan Babel, três jogadores com grande margem de progressão, são os benjamins do lote de convocados da turma holandesa.
A Sérvia e Montenegro pode partir em desvantagem relativamente a Argentina e Holanda, mas não é por isso que não apresenta credenciais suficientes para atingir os oitavos-de-final.
Ilija Petkovic comanda uma das selecções que mais evoluiu nos últimos anos, e que promete evoluir mais ainda, de acordo com os resultados conseguidos pelos Sub'21 nos dois últimos Europeus da categoria.
Muito fortes na defesa (só sofreram um golo durante o apuramento), os servo-montenegrinos depositam as suas esperanças em Vidic, Ergic, Stankovic, Milosevic e Kezman.
E para o que der e vier há sempre o gigante Nikolas Zigic (2.02 m) no banco...
A Costa do Marfim apresenta uma equipa cheia de talento e entusiamo, a qual certamente irá proporcionar bons momentos nesta primeira fase.
Chega ao Alemanha 2006 embalada pela excelente participação na Taça das Nações Africanas, onde só foi batida na final pelo Egipto e mesmo assim apenas nas grandes penalidades.
Didier Drogba é o grande embaixador dos marfinenses, orientados pelo francês Henry Michel, enquanto Emmanuel Eboué, Kolo Touré, Bonaventure Kalou e Aruna Dindane dispensam apresentações.
Pelo que se pôde ver na CAN, Boka, Didier Zokora, Yaya Touré e Kanga Akalé também são jogadores a ter em conta nesta Costa do Marfim, que deixou pelo caminho a poderosa selecção dos Camarões na fase de qualificação.
Trata-se do grupo de mais difícil prognóstico.

Ranking FIFA

Holanda (3º), Argentina (4º), Costa do Marfim (41º), Sérvia e Montenegro (47º)

Principais Figuras:
Argentina - Riquelme, Sorín, Crespo, Messi e Lucho;
Costa do Marfim - Drogba, Emmanuel Eboué, Kolo Touré, Bonaventure Kalou e Aruna Dindane;
Sérvia e Montenegro - Vidic, Ergic, Stankovic, Milosevic e Kezman;
Holanda - Nistelrooy, Robben, Sneijder,Van Persie e Van der Vaart;

Previsão de Passagem:
Argentina e Holanda

Só mesmo os Ingleses...


Uma cadeia de televisão britânica recriou para uma apresentação do Mundial o famoso quadro de Leonardo da Vinci «A última ceia». Mas neste caso, David Beckham aparece no lugar de Jesus Cristo e Eriksson ao seu lado.
Os restantes jogadores da selecção inglesa aparecem como os apóstolos.
No quadro, o seleccionador inglês figura ao lado direito de Beckham no papel de São João. A mesa tem a bandeira da selecção inglesa.

E parece-me que não fica por aqui...

A Comissão Disciplinar da Liga, ontem reunida, resolveu dar razão ao Belenenses no polémico caso Mateus, o que significa a manutenção do clube do Restelo na Liga e a despromoção do Gil Vicente à Liga de Honra.
Aquele órgão jurisdicional deliberou responsabilizar o Gil Vicente por violação do artigo 63.º do Regulamento Disciplinar da Liga, o qual determina que quem recorrer aos tribunais comuns sem autorização da Liga de Clubes e da Federação Portuguesa de Futebol será punido com «pena de descida de divisão».
Os pormenores da votação são obviamente desconhecidos, mas sabe-se que dos quatro elementos que compõem a Comissão Disciplinar, um deles, Domingos Lopes, advogado de profissão, declarou impedimento e não esteve presente, por ser familiar de um dirigente do clube de Barcelos.
Esta medida, recorde-se, só não assume carácter definitivo na medida em que é passível de recurso para o Conselho de Justiça da FPF.
O caso Mateus, conforme ficou conhecida a polémica transferência do jogador do Lixa para o Gil Vicente, adquiriu forma em consequência do recurso do Gil Vicente aos tribunais comuns para tentar fazer vingar uma posição que lhe fora recusada em face da legislação desportiva.
A primeira acção interposta no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga não teve efeitos, dado o juiz ter considerado que se tratava de uma questão iminentemente desportiva.
Não satisfeito, no entanto, o Gil Vicente recorreu ao Tribunal do Porto, que lhe deu razão e que depois, em face da exposição da FPF, considerou sem efeito a sua primeira decisão.
Entretanto, Mateus fora autorizado a alinhar em quatro jogos.
A questão principal, porém, não se prende com a legalidade ou não da utilização do jogador, mas sim com o comportamento assumido pelo clube de Barcelos, que violou um princípio considerado intocável pela FIFA, ao ponto de ter sido ela própria a questionar a FPF sobre os contornos deste processo, cujo primeiro passo para despromover o Gil Vicente foi dado pela Comissão Disciplinar da Liga.

Empréstimos azuis e brancos

Os empréstimos de Bruno Vale, Paulo Machado e Ivanildo ao Leiria devem ficar oficializados até à próxima sexta-feira. Hélder Barbosa está à espera que os interessados apresentem propostas concretas para decidir onde irá jogar e Areias, que interessa ao Braga, está na mesma situação. Léo Lima tem três clubes interessados.
Se o plantel do FC Porto para a próxima temporada está quase definido, faltando apenas acertar a contratação de um ponta-de-lança e resolver se McCarthy e Hugo Almeida serão transferidos, são vários os casos pendentes no que respeita a jogadores que serão emprestados. Mas ao que tudo indica, esta semana poderá ser decisiva para a resolução de vários assuntos.
Os empréstimos de Ivanildo, Paulo Machado e Bruno Vale poderão ficar acertados até à próxima sexta-feira, bem como as situações de Hélder Barbosa, Areais e Léo Lima.
Pinto da Costa já confirmou que Bruno Vale, Paulo Machado e Ivanildo actuarão no Leiria durante uma época, envolvidos no negócio de João Paulo, mas falta a oficialização do assunto. Também o caso de Hélder Barbosa pode estar próximo do fim.
O Boavista quer o avançado, mas existem outros clubes interessados. O jogador está a espera de saber as condições exactas das ofertas para decidir o clube onde prosseguirá a carreira, visto que Co Adriaanse prefere que seja emprestado para rodar durante uma época, de maneira a ganhar experiência competitiva.
A colocação de Areias é outro dos assuntos pendentes na agenda da SAD portista.
O Braga está disposto a contar com o defesa-esquerdo, só que há mais clubes interessados. O defesa-esquerdo chegou ontem de férias e nos próximos dias vai analisar as propostas que tem, decidindo qual delas prefere. Areias, que tem mais dois anos de contrato com o FC Porto, esteve emprestado ao Boavista na última época.
Sem grandes hipóteses de permanecer no plantel, o turco Sonkaya também está à espera que a SAD e o seu empresário lhe encontrem um clube para jogar. A pouca utilização do defesa-direito na última temporada está a dificultar o processo de empréstimo, pelo menos no campeonato português.
O último caso diz respeito a Léo Lima. O médio brasileiro, ainda com contrato em vigor com os portistas, é pretendido pelo Grémio de Porto Alegre, mas o antigo clube de Anderson tem a concorrência de mais "dois emblemas brasileiros e de um clube da Alemanha". A informação é do empresário Carlos Leite, que conta ter o caso resolvido nos próximos dias.

Uma boa notícia para os sportinguistas e para o futebol português

Sporting, Valência e o empresário do jogador, Paulo Barbosa, aproveitaram o dia de ontem para discutir os pormenores de um novo empréstimo e é certa a continuidade do defesa por mais um ano. O negócio deverá estar concluído pelo início da tarde de hoje.
Marco Caneira vai ser jogador do Sporting em 2006/07.
Depois de ter ficado claro que o treinador Quique Flores permanecia no comando técnico do Valência, as hipóteses de Caneira regressar ao clube a que está contratualmente ligado por mais cinco anos desvaneceram-se e a possibilidade de continuar em Alvalade ganhou peso e forma.
O jogador não faz parte dos planos do comandante do emblema espanhol e, como tal, é natural que prevaleça a vontade de continuar a vestir de verde e branco, pese embora o interesse manifestado por outros clubes europeus.
Agora, para que a conclusão do processo seja possível, a discussão centra-se nas contrapartidas exigidas pelo Valência, tendo sido esse o objecto essencial das conversas ontem mantidas entre o director desportivo dos leões, Carlos Freitas, Paulo Barbosa, e os dirigentes do emblema espanhol.
Em causa está a parcela dos custos salariais que o Sporting terá de suportar durante o período de empréstimo. Com a vontade das partes envolvidas a desempenhar um papel determinante, as negociações decorreram de forma positiva e o acordo está prestes a ser consumado, algo que deverá suceder ainda hoje.

De indecisão em indecisão até à ruptura?

A situação em torno do processo de renovação do contrato de Polga com o Sporting vai ganhando contornos de indefinição.
Com efeito, apesar das constantes manifestações de tranquilidade em relação ao processo, quer por parte dos responsáveis leoninos, quer pelo lado do representante do jogador, as partes continuam separadas no que respeita aos valores do contrato, com o Olympiacos "à espreita", ansioso por garantir o concurso do internacional brasileiro.
Certo é que, independentemente da posição de Anderson Polga, o emblema verde e branco não está disposto a subir a parada e o mote em Alvalade é claro: nem mais um euro.
O emblema grego já fez saber, junto do empresário Gilmar Veloz, do interesse no defesa-central, tendo mesmo apresentado uma proposta cujo os valores são bem superiores aqueles que o Sporting está disposto a despender.
Aliás, há vários dias com uma proposta leonina em mãos, o jogador está consciente que o emblema português não está disposto a entrar em qualquer tipo de leilão com o Olympiacos, pelo que não pretende aumentar os valores da proposta apresentada.
Perante esta indefinição, os gregos, que haviam estabelecido o dia de ontem como a data limite para a resolução do processo, mantêm-se na expectativa, até porque o próprio presidente dos helénicos está optimista em relação ao desfecho do processo, tendo garantido à Imprensa grega que, caso os leões não igualassem a proposta do Olympiacos, o destino de Polga seria Atenas.
Assim, o futuro depende inteiramente do atleta, que terá de decidir entre a estabilidade proporcionada pela continuidade num ambiente que conhece bem e as vantagens financeiras da proposta grega.
O Sporting continua interessado no concurso do jogador, um elemento importante no esquema de Paulo Bento, mas mantém-se firme na sua intenção de não ir além dos valores já apresentados ao defesa-central, sem medo de recorrer ao mercado de transferências para encontrar uma alternativa válida a um dos elementos mais utilizados pelo técnico – só João Moutinho conheceu mais minutos sob o comando do antigo médio leonino.

Espero e desejo que esteja totalmente recuperado

Nélson espera estar apto para a pré-época.
"Correu bem. A cada dia que passa tenho menos dores", declarou ontem Nélson, depois de ter cumprido alguns exames médicos no Centro de Medicina Desportiva.
O defesa foi operado na passada quinta-feira no maior secretismo, a uma hérnia inguinal, na mesma clínica em Munique, na Alemanha, e pela mesma especialista, Ulrike Muschaweck, que operou Simão, Manuel Fernandes e Quim – atletas que sofreram com a mesma lesão.
A decisão de o camisola 22 ser submetido a intervenção cirúrgica já estava tomada antes do final da temporada, mas a vontade do atleta em representar Portugal no Campeonato da Europa de Sub-21 adiou até agora a operação.
Nélson garantiu que não sentiu dores durante a sua participação no Europeu, mas reconheceu a necessidade de debelar definitivamente uma lesão que a qualquer momento podia voltar a ter sintomas: "Não senti dores enquanto estive ao serviço da selecção. Estava a sentir-me bem, mas também sabia que a hérnia podia evoluir e voltar a fazer sentir-se. A decisão sobre a operação já estava tomada há algum tempo", explicou o defesa-direita, que conta estar a 100 por cento quando a pré-temporada começar a 3 de Julho. "Espero estar totalmente recuperado e bem na pré-época", declarou.
O defesa-direito já iniciou o trabalho de recuperação diário, com Rodolfo Moura, no Estádio da Luz e assim irá manter-se pelo menos durante as próximas duas semanas. Se tudo correr de feição, Nélson poderá então gozar alguns dias de descanso, ainda assim tendo de cumprir um programa de trabalho específico durante as férias.
Recorde-se que o camisola 22 cumpriu o derradeiro mês e meio da temporada com a ajuda de tratamento conservador, com trabalho específico de fortalecimento dos músculos em redor da púbis, para controlar os sintomas.
Nélson não deixou de fazer parte da lista de convocados de Ronald Koeman, mas viu a maior parte das partidas sentado no banco de suplentes.

Encontro de vontades - Valência, Simão e Benfica

Quique Flores pretende contar com Simão na próxima época.
Este desejo já o levou mesmo a tentar convencer os responsáveis do emblema espanhol a aproximarem-se das exigências do Benfica, de forma a contratar um jogador que, como afirma, "cumpre o perfil" para jogar no Valência.
O desejo de contar com Simão na próxima temporada está a levar o treinador do Valência, Quique Flores, a pressionar a Direcção do emblema "che" para tentar acertar a contratação do extremo benfiquista.
O capitão do Benfica faz parte de uma restrita lista de alternativas para reforçar o lado direito do ataque valenciano para a próxima temporada, a par de Joaquin, do Bétis, e Jesus Navas, do Sevilha, mas a elevada verba que o Valência teria de despender por um destes jogadores, aliado ao apreço que Quique Flores tem por Simão, faz do internacional português o alvo principal do clube espanhol.
Depois de ter reconhecido a qualidade do capitão encarnado, o técnico voltou a reafirmar a sua admiração pelo jogador português, em entrevista à imprensa espanhola: "Tem boas estatísticas. Chegou a Espanha muito jovem, mas a sua recuperação no futebol português está à vista. Leva uma média de doze golos, assistências, é veloz e ágil e cumpre o perfil."
A missão de garantir a contratação do camisola 20 do Benfica está nas mãos de Amedeo Carboni, director-desportivo do Valência, a quem o presidente Juan Soler entregou todos os assuntos relacionados com a constituição do plantel para a próxima época.
O Valência não parece disposto a pagar mais de 12 milhões de euros por Simão, mas Quique Flores está nesta altura a pressionar a sua Direcção no sentido de o emblema "che" se aproximar dos 20 milhões exigidos pelo Benfica.
O clube espanhol estuda assim a possibilidade de incluir no negócio jogadores dispensados pelo técnico, de forma a satisfazer as pretensões encarnadas.
Da lista de dispensados de Quique Flores fazem parte os avançados Mista e Kluivert, os extremos Regueiro e Rufete, o médio Hugo Viana e o central Marchena.
Como ontem disse, parece-me que a existir proposta incluirá uma verba em dinheiro e o passe de Hugo Viana.

Inevitavelmente é de gregos que se fala

A gozar as férias de verão, Papadopoulos mostra-se paciente sobre as notícias acerca de uma eventual transferência do Panathinaikos para o Benfica.
O internacional grego é um dos nomes em equação para reforçar o plantel encarnado tendo em vista a próxima época, jogando a seu favor o forte conhecimento que Fernando Santos tem do futebol grego e também a circunstância de se encontrar em final de contrato com a actual entidade patronal.
Papadopoulos tem optado por um discurso cauteloso nas conversas mantidas com a Imprensa, embora tenha deixado antever que a possibilidade de alinhar de águia ao peito lhe agradaria. "Benfica? Por que não...", foi a resposta dada quando confrontado com a questão sobre se admitia a possibilidade de uma transferência para o clube português, acrescentando: "Quem não gostava de jogar no Benfica..."
Confrontado com as notícias publicadas acerca da possibilidade de reforçar o plantel encarnado versão 2006/07, o internacional helénico resguardou-se e recorreu novamente às cautelas declarando: "Neste momento não posso alongar-me em comentários porque tudo o que sei sei-o através do que tenho lido na Imprensa ou em outros órgãos de comunicação social."
"Se conheço o Benfica? Claro que conheço, todos conhecem", adiantou, escusando-se a mais "comentários sobre hipóteses" e optando por não abordar a possibilidade de vir a trabalhar sob a orientação de Fernando Santos.

segunda-feira, junho 05, 2006

Espaço Prof. Karamba - Especial Mundial

O Espaço Prof. Karamba, como não podia deixar de ser, estará presente no Mundial.
A configuração deste espaço será, contudo, um pouco diferente.
Assim, os participantes não jogarão num sistema de todos contra todos, mas sim, à imagem do Mundial, agregados em grupos, numa primeira fase, e em eliminatórias num segundo momento.
Os jogos sobre os quais incidirão as apostas são os disputados no Mundial.
O sistema de pontuação, após se terem detectado algumas deficiências no anterior, apresentará, igualmente, modificações.
Assim, se o participante acertar totalmente no resultado, ou seja, na equipa vencedora do encontro e no número de golos obtido por cada um dos intervenientes, ser-lhe-á atribuída a pontuação de 10 pontos.
Caso acerte apenas na equipa vencedora, mas não no número de golos obtido, ser-lhe-á atribuída a pontuação de 5 pontos.
Caso acerte apenas no número de golos obtido por qualquer uma das equipas em confronto, ser-lhe-á atribuída a pontuação de 3 pontos.
Da soma das pontuações alcançadas, obter-se-á a classificação do grupo.
Todavia, a estes pontos acrescerá um bónus de 5 pontos por cada aposta correcta no posicionamento final das equipas integrantes de cada grupo no final da 1ª fase do Mundial.
Apurar-se-ão, em princípio, os 2 primeiros classificados de cada grupo (dependendo do número de inscritos).
Finda que seja esta primeira fase, os intervenientes que logrem apurar-se, disputarão entre si, em sistema de eliminatória, a vitória final do Espaço Prof. Karamba.
Em caso de empate, a vitória na eliminatória será decidida com base nos pontos obtidos na 1ª fase, preferindo o melhor classificado.
Os participantes que não logrem apuramento, serão chamados a disputar entre si, em sistema de todos contra todos, o seu posicionamento final no Espaço Prof. Karamba.
Os pontos acumulados na 1ª fase transitarão para esta 2ª fase, na medida da sua metade (só no que respeita aos eliminados, claro está).
Os participantes que forem sendo eliminados, transitarão, automaticamente, para a série dos eliminados, assumindo, em medida de metade, os pontos acumulados na 1ª fase.
Estou aberto a sugestões caso as entendam fazer.
Trata-se apenas de uma ideia, que os vossos contributos podem enriquecer.
Peço-vos que se inscrevam até Quinta-Feira, por forma a permitir o sorteio e a elaboração dos grupos.

Mundial - Grupo B

Inglaterra, Paraguai, Trinidade e Tobago e Suécia

À primeira vista o grupo B parece acessível à selecção Inglesa.
O conjunto de Eriksson e a selecção sueca partem como favoritos à passagem para os oitavos-de-final, enquanto o Paraguai terá muitas dificuldades para igualar a proeza alcançada em 1998 e 2002.
Os Soca Warriors, por seu turno, participam na sua primeira fase final de um Mundial e querem é desfrutar do momento...
A Inglaterra terminou a fase de qualificação em primeiro lugar, é claramente uma equipa mais experiente, principalmente nestas andanças, no entanto, tirando o Mundial de 66, as grandes prestações em fases finais, há muito que não acontecem.
Dispõe de um lote de grandes jogadores, superiormente orientados por um técnico experiente, mas será sobretudo o estado físico dos principais jogadores que ditará a sorte inglesa neste Mundial.
Será, talvez, a selecção inglesa mais dotada do ponto de vista técnico de sempre.
Beckham, Lampard, Gerrard, Joe Cole, Rooney e Owen não encontram paralelo na história do futebol inglês.
Por outro lado, Gary Neville, Ferdinand, Terry e Ashley Cole são garante de solidez defensiva.
A inexperiência de Robinson na baliza assume-se como o grande ponto de interrogação. Valor tem, se suportará a pressão de defender as redes inglesas no Mundial é a questão.
A recuperação de Rooney emerge como outro dos pontos chave na equação do sucesso da participação inglesa.
A Inglaterra surge no Alemanha'2006 disposta a afastar de vez o grande handicap das últimas grandes competições: as eliminações aos pés de equipas latinas. Argentina em 1998, Portugal em 2000 (na primeira fase), Brasil em 2002 e novamente Portugal em 2004 expuseram as dificuldades inglesas em alinhar frente a este estilo de futebol, mais técnico e rendilhado do que o das formações tipicamente britânicas.
Os jovens Aaron Lennon e Theo Walcott são as grandes surpresas do lote de convocados.
Paraguai e Suécia serão os grandes adversários para a disputa dos dois primeiros lugares com os Ingleses.
O Paraguai pela terceira vez consecutiva presente no Mundial, chegou aos oitavos de final nos dois últimos Mundiais.
Alcançou a 4ª posição na fase de grupos de qualificação da América do Sul, merecendo destaque a vitória sobre a Argentina.
A selecção paraguaia tenta em 2006 passar a fase de grupos pela terceira vez consecutiva. Carlos Gamarra, Roque Santa Cruz, Carlos Paredes e Roberto Acuña são nomes credenciados no futebol sul-americano, aos quais se juntam outros como Riveros, Dos Santos, Manzur, Cuevas e Valdez.
Mesmo assim, é crível que os comandados do uruguaio Aníbal Ruiz façam as malas mais cedo do que aquilo que é habitual.
A Suécia, que tem a particularidade de ser a terra mãe do seleccionador inglês, garantiu com o Alemanha 2006, a sua 11ª presença nesta fase da competição.
Presença assidua em Mundias, apresenta uma equipa experiente com uma dose de juventude, que poderá trazer "frutos".
Medalha de Bronze nos Estados Unidos em 1994, a Suécia chega à fase final em terras germânicas com legítimas aspirações a, pelo menos, sonhar com algo parecido com a façanha de há doze anos.
Isaksson, Kallstrom (novo reforço do Lyon), Ljungberg e os inevitáveis Henrik Larsson e Zlatan Ibrahimovic são um agradável cartão de visita de uma selecção que possui ainda grandes talentos como Edman, Wilhelmsson, Elmander ou Markus Rosenberg.
Com tanta matéria-prima, seria frustrante não passar os grupos e, olhando para as formações do Grupo A, incluindo os anfitriões, os quartos não são uma meta assim tão inatingível.
Já Trinidade e Tobago está pela primeira vez presente no Mundial.
O holandês Leo Beenhakker é o herói da selecção centro-americana, que tem em Shaka Hislop, Russel Latapy, Dwight Yorke, Stern John e Dennis Lawrence, central autor do golo que afastou o Bahrain no play-off, as suas principais figuras.

Ranking FIFA

Inglaterra (9º), Suécia (14º), Paraguai (30º), Trinidade e Tobago (51º)

Principais Figuras:
Inglaterra : Beckham, Rooney, Gerrard, Lampard, T. Walcott
Paraguai: Gamarra, Santa Cruz, Carlos Paredes e Roberto Acuña
Trinidade e Tobago: Dwight Yorke, Stern John, Latapy
Suécia:Ljunberg, Larsson, Ibrahimovic

Previsão de Passagem:
Inglaterra e Suécia

Mundial - Grupo A

Alemanha, Costa Rica, Polónia e Equador

É o grupo da selecção anfitriã.
A 9 de Junho, o Alemanha-Costa Rica dará início ao Mundial de 2006.
A selecção alemã tem a vida claramente facilitada, sendo que o principal foco de interesse deste grupo residirá na definição da selecção que acompanhará os germânicos na passagem à segunda fase.
Aí sim o grupo está em aberto.
Qualquer uma das restantes selecções pode qualificar-se, dado que se mostram niveladas, ainda que por baixo.
Polónia e Equador mostraram qualidades durante a fase de qualificação.
Todavia, quer uma quer outra já nos habituaram a fases de qualificação de bom nível e a participações na fase final a roçar o paupérrimo.
A Polónia chegou a liderar o seu grupo, no entanto, as duas derrotas com a Inglaterra, foram o suficiente para não conseguir o primeiro lugar, ou seja, assim que o nível se elevou um bocadinho, o insucesso aconteceu.
O Equador no sempre complicado grupo de qualificação da América do Sul, apenas conseguiu o apuramento na última jornada, mas sempre foi deixando para trás selecções como Uruguai e Paraguai.
Contudo, está ainda por provar a eficiência e a qualidade do seu futebol ao nível do mar.
O Equador construiu a sua qualificação para este Mundial em casa, jogando em altitude.
Para mais, deixaram uma péssima impressão no Mundial de 2002 na Coreia/Japão.
Quanto à Costa Rica, a boa presença no Mundial de 1990 em Itália, poderia servir como exemplo para uma boa prestação no Mundial na Alemanha.
Se o primeiro jogo é contra a equipa da casa, há pelo uma boa notícias para os costa riquenhos.
É que a única vitória costa-riquenha num Mundial foi contra uma equipa europeia.
Como dois dos seus adversários são europeus...

Ranking Fifa:
Alemanha (16º), Polónia (23º), Costa Rica (25º) e Equador (37º);

Jogos entre si:
Alemanha vs Costa Rica : nunca se defrontaram;
Polónia vs Equador : 1 vitória da Polónia;
Alemanha vs Polónia : 3 vitórias da Alemanha e 1 empate;
Equador vs Costa Rica: 2 vitórias do Equador, 1 vitória da Costa Rica e 5 empates;
Equador vs Alemanha : nunca se defrontaram;
Costa Rica vs Polónia: 2 vitórias da Polónia;

Principais Figuras:

Alemanha: Ballack, Schwinsteiger, Miroslav Klose e Podolski;
Costa Rica: Martinez, Walter Centero Paulo Wanchope;
Polónia: Maciej Zurawski;
Equador: Ulisses de la Cruz, Iva Hurtado, Mendez e Delgado

Previsão de Passagem:
Alemanha e Polónia

Recomendações aos árbitros

Os árbitros receberam oito recomendações disciplinares da FIFA como prioridade para este Mundial e se não as cumprirem podem ter de regressar mais cedo a casa.
Keith Hackett, responsável inglês pela arbitragem, já avisou que «se um árbitro não seguir as instruções da FIFA, as hipóteses de apitar um segundo jogo no Mundial são remotas».
A FIFA ordenou em Março aos árbitros para terem especial atenção a cotoveladas, entradas perigosas, puxões de camisolas, perdas de tempo e os chamados «mergulhos para a piscina».
O organismo máximo do futebol alertou ainda os árbitros para estarem atentos à formação de barreiras nos livres, ao uso de jóias pelos jogadores e ao comportamento dos atletas para com os juízes. Cotoveladas e entradas perigosas darão imediatamente direito a expulsão
Keith Hackett, presidente da Professional Game Match Officials Board, acredita que estas oito directivas da FIFA vão tornar o jogo menos confuso para árbitros, adeptos e jogadores. «Se um árbitro não cumprir, é provável que seja mandado para casa», afirmou à BBC.
O responsável da arbitragem aconselhou ainda os seleccionadores que vão estar no Mundial para «falarem com os jogadores e prepararem-nos.»

Mercado - Simão

Quique Sanchez Flor, o treinador do Valência, elogia Simão, admitindo que o capitão do Benfica é um dos jogadores em que estará interessado para reforçar a equipa.
«Tem boas estatísticas. Chegou a Espanha muito jovem, mas a sua recuperação no futebol português está à vista», afirmou Quique Flores em entrevista à Marca, quando questionado se Simão era o jogador-protótipo para a ala direita do Valência. «Leva uma média de doze golos, assistências, é veloz e ágil e cumpre o perfil, mas dentro de uma lista importante de jogadores que podem jogar nessa posição», completou o treinador.
Na mesma entrevista Quique Flores admite que terá dinheiro para uma contratação de peso, tal como tinha sido anunciado pelo presidente aquando da renovação do técnico.
A Marca acrescenta de resto que Simão é o desejado por Quique Flores e defende que o presidente do Benfica não estará disposto a ceder o jogador por menos de 20 milhões.
A haver proposta penso que incluirá uma verba em dinheiro e o passe de Hugo Viana.
Veremos os próximos desenvolvimentos.

Entrevista a um dos principais responsáveis pelo título

O JOGO Adriaanse disse a OJOGO, entre elogios, que se o Paulo Assunção fosse mais alto já estaria no Chelsea, na Juventus ou no Arsenal. A solução para dar nas vistas passa por jogar em bicos de pés?
PAULO ASSUNÇÃO Não... Fiquei muito feliz por Adriaanse me ter feito tantos elogios e me ter considerado um dos jogadores-base da equipa. Para mim, é uma honra fazer parte de um grupo tão bom. Quanto à altura, sinto-me muito bem assim. Acho até, como me diz a minha esposa, que tenho as pernas compridas [risos], além de uma boa impulsão. E a idade de crescimento já passou há muito tempo...
P Pois é. Mas até que ponto pode a altura ser importante para chamar a atenção de outros clubes?
R A altura é importante, mas há muitos jogadores baixos. Sou baixo, mas, como disse, tenho boa impulsão e, por isso, não é coisa que me atrapalhe em campo.
P A mudança de esquema exigiu-lhe que cobrisse duas zonas em simultâneo. Além do papel no meio-campo, tinha de recuar para o centro da defesa. Sentiu alguma vez, na área, que mais uns centímetros lhe dariam jeito?
R Não, nunca, e a razão é simples de explicar: já estava acostumado, desde o tempo em que passei pelo Palmeiras, onde comecei a jogar, a cumprir tarefas como defesa e médio ao mesmo tempo. Zagueiro e volante, como dizemos no Brasil. Não tive muita dificuldade em habituar-me à mudança de esquema que foi feita.
P Para acabar com o tema da altura e para além da impulsão, que já citou, falta saber que outras características foi preciso afinar para cumprir o papel que Adriaanse lhe destinou?
R O importante é chegar sempre à bola primeiro do que o adversário, antecipando-lhe os movimentos. Se me apercebo das intenções do jogador que vai lançar uma jogada, dou logo um passo em frente nessa direcção. Antecipar é fundamental, estando sempre de olho na bola. Acho que a minha principal arma é essa: adivinhar o que adversário pretende fazer.
"Bolas altas do Pepe, as baixas controlava eu"
P Mas dentro dessas características genéricas, houve diferenças na forma de jogar. Proteger uma linha tradicional de quatro defesas ou fazê-lo só com três não é a mesma coisa...
R A diferença é que, com quatro defesas, não me competia entrar na área. Não tinha de me intrometer entre o Pepe e o Pedro Emanuel, que eram os centrais. Ficava mais à frente, no bico da grande-área. Com três defesas, tinha de ajudar o Pepe, que é muito rápido. As bolas por alto eram dele; as que vinham mais baixas controlava eu, eram minhas. Mas ambos tínhamos de estar atentos para podermos fazer as dobras um do outro depois da primeira intervenção.
P Mas, recuperando as palavras de Adriaanse, só lhe faltou dizer que, no esquema que ele montou, todos podem falhar menos o Paulo Assunção.
R É uma tarefa muito complicada. Se eu falhar um passe ponho em risco os meus companheiros da defesa; o Pepe ficaria sozinho. Não posso errar e é por isso que procuro jogar sempre de uma forma muito simples. Tento fazê-lo nos jogos e nos treinos, sabendo que ainda posso melhorar.
P Sente-se essa responsabilidade em campo, um aperto no estômago?
R Eu sinto. Para falar a verdade, antes do jogo fico ansioso, mas solto-me logo no aquecimento. Depois, como disse, tento jogar simples e as coisas costumam dar certo.
P A primeira grande vitória da época foi ter ficado no plantel?
R Foi, sem dúvida. Quando voltei da Grécia, tinha consciência de que era preciso mostrar-me a um treinador que não me conhecia. Ficar no plantel foi uma vitória.
P Mas, ainda na pré-temporada, chegou a ser experimentado como lateral direito. Não pensou que esse desvio fosse um sinal de que não contavam consigo para o seu lugar de origem?
R Fui de trinco a lateral, é verdade. O treinador disse-me, na altura, que eu marcava muito bem, que tinha bom posicionamento e que podia quebrar esse galho no lado direito. Não estranhei. Acho que tenho noção nas marcações, até pelas minhas características. Isso não acontecerá se, por exemplo, for colocado um avançado a jogar como lateral. Sinceramente, não passou pela minha cabeça que essas mudanças significassem que o treinador ainda procurava uma posição para me encaixar.
P Ainda Adriaanse. Disse ele que o Paulo pensa sempre primeiro na equipa. Há em campo quem pense primeiro em objectivos pessoais?
R No nosso grupo, cada jogador tem a sua função. A minha era defender muito bem e procurar construir jogo de forma simples. Logicamente, se surgir a oportunidade de fazer um golo, também vou tentar, mas concentro-me nas marcações. Quando o Lucho sai, fico na cobertura; se o Quaresma, que é muito habilidoso, leva a bola, tento ficar um pouco atrás para o caso de ele a perder. É difícil tirar-lhe a bola, mas pode acontecer. Nesse caso, tenho de estar lá para fazer uma faltinha; para cortar o lance.
P Ou seja, pensar na equipa não é só jogar como o Paulo Assunção faz. É isso?
R Sim, depende da função. Uma finta do Quaresma que desequilibre o adversário também é jogar para a equipa. Cada um deve utilizar as suas características para o bem de todos.

Uma esperança adiada

João Alves, em entrevista a O JOGO, assume as dificuldades que sentiu para se afirmar na equipa leonina, mas diz sentir-se já preparado psicologicamente para não defraudar as expectativas na próxima época.
Agradece a confiança que Paulo Bento lhe transmitiu e afirma que os jogadores tudo farão para retribuir o esforço que o clube tem feito para elevar a competitividade da equipa de futebol
O JOGO Concluída a temporada, que balanço faz do seu primeiro ano no Sporting?
JOÃO ALVES Em termos colectivos o Sporting não alcançou o seu principal objectivo, que era a conquista do título... No entanto, conseguimos terminar no segundo lugar que nos dá acesso directo à Liga dos Campeões, prova na qual todos saímos valorizados, quer os jogadores, pela presença, quer o clube, pelo prestígio.
P Em termos individuais, no entanto, não se conseguiu impor. Termina a temporada com algum sentimento de frustração ou mesmo desilusão pelo seu rendimento?
R Não! Frustração nunca! Foi um ano em que as coisas de facto não me correram bem. Assumo isso, mas espero que para o ano me corram melhor. O meu rendimento individual não é uma frustração, pois o importante foi a equipa. Acima de tudo senti a confiança do treinador, o que me deixou satisfeito.
P O treinador Paulo Bento disse recentemente que houve factores – nomeadamente transferência para um grande, para outra cidade, pressão e, em alguns momentos, problemas físicos – que limitaram o seu rendimento...
R Concordo com essa análise. O que o treinador disse está correcto e agora tenho é que trabalhar para melhorar. De facto cheguei ao Sporting sem fazer a pré-temporada com a equipa e acusei o processo de adaptação. Também entrei na equipa quando esta não estava bem e quando as coisas começaram a correr mal... Lembro-me perfeitamente da derrota com a Académica... Houve uma série de resultados negativos que me afectaram psicologicamente. Mas depois disso recuperei, ganhei forças e a confiança que o então novo treinador demonstrou ter nas minhas capacidades foi importante.
P Paulo Bento falou em défice de agressividade...
R Sim. Tem razão. Comecei a ganhar mais agressividade na parte final do campeonato. Também por isso creio que me irei apresentar de outra forma na próxima época.
P Espera, então, impor-se na equipa?
R Não vou criar ilusões, o que posso dizer é que irei dar o máximo pelo clube.
P A – falta de – empatia com os adeptos poderá ter sido também aspecto importante na sua afirmação?
R Nós jogadores não nos podemos deixar influenciar por essas questões. O Sá Pinto é um exemplo nesse aspecto. É muito acarinhado por todos e tem mística importante. Mas nós temos de aceitar o que o público pensa. temos de passar ao lado para que o nosso rendimento não seja afectado. É sempre bom sentir carinho. Eu senti-me bem nesta primeira temporada no Sporting, com o apoio de toda a gente e sobretudo do grupo de trabalho.
P Está tudo encaminhado no sentido de o Sporting alienar património não desportivo, cujos dividendos significam, entre outras coisas, uma aposta forte no futebol. Os jogadores sentem responsabilidade acrescida e a necessidade de retribuir com êxitos?
R É lógico que essa decisão seja apoiada pela maioria. Se fizerem esse esforço para nos dar melhores condições temos de retribuir. As condições para o êxito estão reunidas.

Vai mas é embora e depressa

Alheio às notícias que dão como certa a sua saída, Laurent Robert expressa o desejo de cumprir os três anos de contrato que ainda lhe restam com o Benfica.
O JOGO A generalidade da imprensa dá como certa a sua saída do Benfica. Pode revelar qual será o seu futuro?
ROBERT Neste momento encontro-me de férias e ainda ninguém falou comigo sobre o que quer que seja. O que posso adiantar é que ainda tenho contrato com o Benfica e a minha intenção é cumpri-lo.
P Mas tem-se falado muito sobre uma eventual saída e que existem vários clubes interessados em contratá-lo?
R Não fui contactado por nenhum clube, seja directa ou indirectamente, por isso digo que desconheço qualquer interesse na minha contratação. Quando me transferi para o Benfica assinei um contrato válido por três anos e meio e como tal ainda me restam três anos de ligação. E espero cumpri-los.
P Quer com isso dizer que quando o Benfica iniciar a preparação da próxima época será um dos jogadores que se apresentarão no Estádio da Luz?
R No dia marcado para o regresso ao trabalho lá estarei. Sinto-me bem no clube, um dos grandes da Europa, e só lamento que não tenhamos conseguido conquistar o Campeonato. Temos uma boa equipa, com jogadores experientes, mas o FC Porto – que vencemos em duas ocasiões – mostrou-se mais regular.
P Pode então deduzir-se que o título será um dos objectivos que tem em mente para a próxima época?
R Logicamente, sagrar-me campeão é um dos meus desejos e objectivos. O Benfica tudo fará para se sagrar Campeão Nacional e para isso não lhe falta qualidade no plantel...
P E em relação à Liga dos Campeões, quais são as suas expectativas para a próxima temporada, tendo em conta que desta vez o Benfica iniciará a competição na terceira pré-eliminatória?
R No mínimo, espero que consigamos igualar a campanha da última época, na qual só fomos eliminados pelo Barcelona, que acabou por sagrar-se campeão. Se possível, e se a sorte ajudar, certamente o Benfica tentará ir ainda mais longe.
P Rui Costa é um dos reforços do Benfica para a próxima época. Que comentário lhe merece esta contratação?
R Fico muito contente por saber isso, é extraordinário! Rui Costa é um jogador de enorme qualidade com um percurso que fala por si e que representa um acréscimo de experiência ao plantel. É uma das grandes figuras do futebol europeu e fico muito contente por poder jogar com ele.
P E sobre a nomeação de Fernando Santos para o cargo de treinador?
R Não me posso alongar muito porque não o conheço, mas se os responsáveis do Benfica o contrataram é porque, certamente, se trata de um técnico com grande valor.

A pobreza intelectual de Scolari e Madaíl

Scolari produziu declarações a um órgão de comunicação social brasileiro zurzindo naqueles que têm criticado a sua prestação enquanto seleccionador nacional.
Antes já Madaíl o havia feito, em termos em tudo idênticos.
Scolari apenas alargou o leque de visados.
Ambos lançaram epítetos mais ou menos indecorosos e insultuosos aos seus críticos, ao mesmo tempo que afirmaram que quem não se abstem de criticar a selecção, não é bom português.
O lápis azul da censura desapareceu vai para quase trinta anos.
O exercício de um dos mais basilares direitos fundamentais não pode, nem deve ser cerceado em homenagem a uma pseudo-unanimidade que nos tornará campeões mundiais de futebol.
A liberdade de expressão é condição de uma verdadeira cidadania.
Qualquer um dos visados por Scolari e Madaíl centrou a sua apreciação à actuação do seleccionador nacional em razões meramente futebolísticas.
Em nenhum dos textos que li, houve qualquer resvalo para atentados à honra ou à dignidade de Scolari.
Ao invés, Scolari atingiu de forma gratuita a honorabilidade dos seus críticos.
Dizer de Miguel Sousa Tavares que teve um Pai que foi um bom escritor, para além de revelar falta de cultura, pois que se era para nomear um dos seus progenitores, a Mãe foi bem melhor escriba do que o Pai, é claramente insultuoso.
São mais as vezes em que não concordo com MST do que aquelas em que com ele estou em sintonia, mais tal não me impede de lhe reconhecer mérito literário e jornalístico.
Quem leu o "Equador" não pode deixar de concordar.
Á míngua de argumentos e de capacidade dialéctica, Scolari e Madaíl recorreram ao insulto suez e baixo.
Scolari e Madaíl lidam mal com a democracia e com a liberdade de expressão.
É sintoma da sua menoridade.
Tal como os regimes totalitários, intrinsecamente fragilizados por falta de legitimidade democráti ca, Scolari e Madaíl, intrinsecamente fragilizados pela sua menoridade intelectual, refugiam-se em pretensões censórias de forma a que da discussão não possa brotar a evidência da sua incompetência.
A ausência de discussão é a arma dos incapazes e dos fracos de espírito.

Selecção - Conclusões da partida com o Luxemburgo

Portugal venceu por 3-0 o Luxemburgo no seu último jogo de preparação para o Mundial.
Partida sem história tal foi a fragilidade da selecção adversária de Portugal.
Primeira parte negra como a côr do equipamento.
Sem velocidade e sem ideias, Portugal foi previsível e jogou sem chama.
Os desgraçados dos luxemburgueses até conseguiram criar a melhor oportunidade de golo, num cabeceamento à trave da baliza de Ricardo.
Na segunda parte, com as alterações introduzidas por Scolari, Portugal exibiu-se em plano mais aceitável e sem surpresa ou dificuldade construiu uma vitória tranquila.
Do jogo, ressaltam algumas conclusões importantes:
a) Costinha não apresenta ritmo competitivo para jogar um Mundial.
Com Costinha em campo, a equipa ficou curta, sem ligação entre o meio-campo e o ataque.
Face à sua precária condição física, Costinha encostou-se em demasia aos centrais, retirando profundidade ao futebol da selecção.
Ofereceu cobertura central, mas não mais do que isso.
Nem sequer movimentos basculantes laterais Costinha se mostrou em condições de realizar.
Urge repensar a sua titularidade;
b) Deco, também, se encontra em momento físico difícil.
Não foi o jogador rotativo que preenche o espaço entre linhas e que assume a condução do jogo ofensivo.
Mal fisicamente, Deco limitou-se a gerir a sua participação na dinâmica ofensiva da equipa, cingindo-a a apoios laterais e centrais de proximidade.
Um ou outro passe longo e nenhuma penetração com ou sem bola nas linhas atrasadas luxemburguesas.
Face às limitações de Deco e Costinha, as transições rápidas, pura e simplesmente, não existiram.
A ligação entre sectores emergiu prejudicada, revelando-se Portugal incapaz de construir futebol ofensivo.
Espero e desejo que com o Mundial a condição física de Deco cresca e atinja patamares de normalidade.
c) Figo não tem mais 20 anos.
A falta de velocidade de Luís Figo impõe a sua deslocação para zonas mais centrais.
Nas alas, Figo não consegue desequilibrar.
Após o intervalo, com a sua deslocação para o centro do terreno, Figo ressurgiu das cinzas, assumindo-se como a unidade portuguesa em maior destaque.
Assumiu a condução do jogo ofensivo português, realizou movimentos de ruptura com e sem bola na última linha defensiva luxemburguesa e surgiu amiúde em zona de finalização.
A vontade que pôs em campo é de enaltecer.
d) Ronaldo precisa, urgentemente, de repensar a sua atitude em campo.
Uma vez mais, o puto maravilha passou-se.
São já demasiadas as situações de conflito que Ronaldo protagonizou.
A repetirem-se no Mundial, Ronaldo terá prestação para esquecer.
Há que atalhar caminho e rapidamente.
e) Meira não é J.Andrade.
Com Meira a defesa de Portugal perde coesão, velocidade, sentido posicional, serenidade e classe.
A ausência de J.Andrade implicará a descida das linhas portuguesas. O elemento mais recuado do meio-campo terá forçosamente que jogar mais sobre a linha da grande área e o bloco defensivo terá que recuar uns bons 10 a 15 metros.
Nos convocados de Scolari inexiste, contudo, uma alternativa válida a Meira.
Caneira não tem estampa física para o lugar.
Falta-lhe estatura e robustez física.
Ricardo Costa está verde e com falta de ritmo de jogo.
A melhor ou pior prestação de Meira será uma das chaves do sucesso ou insucesso luso no Mundial.
Da partida com os luxemburgueses resultou claro que Scolari terá que introduzir alterações no onze inicial.
Impõe-se a saída de Costinha e a deslocação de Figo para o centro, a qual implicará a saída de Maniche ou de Deco.
Ricardo, Miguel, Ricardo Carvalho, Meira e Nuno Valente, Petit e Deco, Ronaldo, Figo, Simão e Pauleta, seria o onze a apresentar contra Angola.

sexta-feira, junho 02, 2006

O que é que será que eles esperavam?

Mais um.
Agora é Jorge Luiz, o ex-lateral do Sporting de Braga e do Varzim, actualmente a actuar no “aportuguesado” Dinamo de Moscovo, a dizer que gostaria de voltar a Portugal e que não está contente no clube russo.
Mas o que é que eles esperavam?

O LCD

Ao folhear a revista Sábado, fui surpreendido por mais um artigo, interessantíssimo e de reconhecido interesse e utilidade pública, intitulado “Bastidores da Família Scolari”.
Os autores do texto dão dicas e informações inovadoras, senão vejamos, os jogadores da Equipa Nacional ocupam os tempos livres a jogarem às cartas, snooker, PlayStation, a ver filmes (alguns pirateados), a ouvir música, a navegar na Net…
Todas estas informações são desconhecidas dos portugueses.
Para quem não leu a revista, orgulho-me de, neste momento transmitir alguns dos segredos da Selecção do nosso coração.
Deixando-me de banalidades, o melhor da crónica ainda estava para chegar.
“Os responsáveis da Federação Portuguesa de Futebol não se importam de gastar muito dinheiro para satisfazer Luiz Felipe Scolari. O hotel de cinco estrelas tem piscina, dois SPA, ginásio e os quartos um pequeno terraço privado com vista directa para os jardins.” Normalmente, cada quarto deveria valer 240 € mas foi conseguido um preço especial 40 € por jogador. O acordo alcançado parece ser excelente.
Mas … não ficamos por aqui… A conta apresentada para a Suite Royal, onde ficou alojado o Sr. Presidente da Federação custou 383€ por noite. “Mas até a casa de banho está equipada com um ecrã de LCD.” Esta frase abalou-me!!!
Os Senhores jornalistas estarão de acordo com os custos, só porque o WC está equipado com um LCD???? A arte de defecar é, no mínimo, milenar mas caramba … um LCD???
Há quem leia na retrete, quem cante, quem durma, quem faça amor, enfim uma panóplia de actividades… Mas um LCD???
Será para evitar a tentação de pegar num jornal desportivo e constatar que fomos eliminados do Campeonato da Europa de Sub 21 sem honra nem glória?
Será para rever as imagens dos grandes jogos da selecção, será para fazer o acompanhamento de uma bica com cheirinho???
Enfim... quando não há notícias...

Entrevista de Moretto

Que balanço faz de uma época em que, tal como já reconheceram alguns dos seus companheiros de equipa, houve um certo descurar do Campeonato em detrimento da Liga dos Campeões?
MORETTO Em termos pessoais, foi uma época extremamente positiva. Estive no Vitória de Setúbal durante seis meses e consegui logo dar o salto para um grande de Portugal. Só faltaram os títulos, mas na próxima temporada iremos lutar para sermos campeões.
P Sentiu o peso da camisola nos primeiros meses na Luz?
R Sim. No início, foi muito complicado. Os adeptos do Benfica cobram muito dos jogadores e, apesar de já ter noção de que assim era, não esperava que a pressão fosse tão grande. Hoje, já sei como é. Os adeptos têm uma paixão louca pelo clube e sei que, com o passar dos jogos, a cobrança vai ser cada vez maior.
P E receia essa pressão crescente?
R Não. Hoje em dia já estou calejado. Nos primeiros meses, a pressão foi muito grande e aprendi muito, por isso agora já sei lidar perfeitamente com isso. Mas creio que todos nós temos de mostrar o que valemos a cada jogo. Jogar no maior clube de Portugal – e um dos maiores da Europa – é isso mesmo: provar o nosso valor em cada partida.
P Sente que tem algo a provar aos adeptos?
R Tal como já disse, temos de provar em todos os jogos. No meu caso, senti que, no princípio, os adeptos cobraram muito de mim. Reconheço que tive momentos menos bons, mas, feito o balanço, creio que foram mais os momentos positivos. Claro que, ao serviço do Benfica, se chutarmos mal uma bola ou cometermos outro erro qualquer, as repercussões são dez vezes maiores do que na maioria dos outros clubes.
P Disse que os adeptos cobraram muito de si. Espera mais compreensão na próxima época?
R Isso virá com a redenção dos erros. Um pontapé falhado ou um erro numa defesa podem começar logo a minar tudo o que de bom se tenha feito até aí. Espero corrigir esse tipo de erros logo de início e, se eu não falhar, com certeza não existirão críticas à minha volta.
"Desistir? O verdadeiro campeão nunca desiste"
P Em algum momento pensou atirar a toalha ao chão?
R Nunca. Na minha carreira, nada foi fácil. Sempre tive grandes dificuldades e, quando cheguei ao Benfica, já ia preparado para a pressão que encontrei. Nunca pensei regressar a um clube mais pequeno porque o verdadeiro campeão nunca desiste! O meu objectivo é construir uma carreira com títulos no Benfica e, se voltasse atrás, nunca o iria conseguir.
P Quais são os objectivos – a nível pessoal e também da equipa – para a próxima época?
R Em primeiro lugar, queremos garantir novamente a presença na Liga dos Campeões. Depois – e isto a um nível mais pessoal – manter a titularidade e, por último, espero alcançar títulos.
P Na última época, o Benfica chegou aos quartos-de-final da "Champions". A fasquia foi colocada mais alta para a campanha de 2006/07?
R Primeiro, ainda temos de entrar. Mas já sentimos o gostinho e já sabemos o gozo que dá chegar aos quartos-de-final. Agora, queremos sentir o gostinho das meias-finais e, porque não, da final. Com muito trabalho e um pouco de sorte, queremos chegar o mais longe possível na próxima edição da "Champions".
Quim está no mercado. Como encara a eventual saída do internacional português, a quem "roubou" o lugar assim que chegou ao Benfica?
MORETTO Tenho acompanhado as notícias pela Internet. Não tenho de comentar a possível saída dele, pois essa é uma decisão dos responsáveis do clube, mas desejo-lhe toda a sorte do Mundo e espero que ele possa ter uma nova oportunidade. Sei que ele passou momentos muito difíceis nesta última época, pois também passei pelo mesmo. É difícil passar de primeira opção para terceira...
P Por outro lado, já terá a concorrência de Moreira, que se deverá apresentar ao seu melhor nível.
R É verdade. O Moreira é um jogador muito acarinhado pelos adeptos, mas, mesmo que o Quim não saia, no início da época tudo começa do zero. Somos três guarda-redes para um lugar apenas e cada um de nós vai ter de provar ao novo treinador que merece ser titular. Quem estiver melhor, joga.
P Mas não receia perder um estatuto que sempre teve desde que chegou ao Benfica?
R Não. O Moreira vai lutar para jogar e eu farei o possível e o impossível para manter a titularidade que ganhei na época passada. Vou mostrar que tenho condições para manter esse estatuto, mas o Moreira tem sempre a vantagem de ser muito acarinhado pela massa associativa. É um jogador formado nas escolas do clube e as pessoas valorizam sempre isso, mas estou convencido de que também vou ter o carinho dos adeptos.
P Esse carinho dos adeptos é muito importante para si?
R Muito. Dentro do campo, o facto de sentirmos que as pessoas estão connosco dá-nos mais confiança. O Benfica tem adeptos maravilhosos, fanáticos pelo clube, que nos incentivam em todos os jogos e é muito importante sentir que nos apoiam.

Uma saída anunciada

Douala poderá estar na iminência de se transferir para o Middlesbrough.
Desejado pelo emblema inglês desde que em 2004/05 se exibiu em bom plano na eliminatória que opôs o “Boro” ao Sporting durante a caminhada leonina até à final da Taça UEFA, o avançado volta a ser um alvo de mercado.
Segundo noticiou a Sky Sports, o africano estará prestes a assinar pelo clube onde alinha o ex-leão Rochemback, depois de emissários do “Boro” terem estado em Lisboa para negociar e dar andamento ao processo.
Ainda sem sucessor para o técnico Steve McClaren – futuro seleccionador de Inglaterra –, os dirigentes do Middlesbrough asseguraram a continuidade de Boateng por mais três temporadas e reataram o interesse em Douala, por cujo concurso haviam oferecido à SAD do Sporting, no defeso de há um ano, uma tentadora proposta.
Na altura, o jogador preferiu continuar de leão ao peito.
Contudo, o cenário agora é diferente: o camisola 17 quer deixar Alvalade depois de uma época intermitente.

Entrevista de Soares Franco - Mais promessas...

A Direcção do Sporting resolveu levar à assembleia geral (AG) uma proposta para delegar no Conselho Leonino a deliberação sobre venda de património não desportivo. Esta decisão resulta do quê?
FILIPE SOARES FRANCO Perdemos um pouco da oportunidade de venda do património no seu conjunto, com o chumbo da última AG e, depois, com a realização de eleições.
Tudo isto atrasou o processo em qualquer coisa como três meses.
Além disso, vamos entrar num período de férias, durante o qual, provavelmente, será mais difícil negociar o pacote por inteiro.
O que pode acontecer é, em vez de se vender tudo de uma vez, termos de alienar fracção a fracção. No fundo, o que se passa é que poderemos ter de retalhar o "bolo", sendo necessário haver alguém que sancione as condições em se efectuará a respectiva venda.
O que se pede aos sócios é uma autorização para vender – apresentando-lhes o valor global que se perspectiva encaixar com esses negócios (nunca menos de 50 milhões de euros). Além disso, como não é prático fazer uma AG todos os meses para analisar os termos de venda de uma fracção, pretendemos que os sócios concedam poder ao Conselho Leonino para este ajuizar sobre as condições indispensáveis para cada negócio.
P Portanto, a decisão tomada não decorre de qualquer receio de ver a proposta de alienação novamente chumbada em AG, é isso?
R Não, não, antes pelo contrário: esta é uma maneira de os sócios se pronunciarem praticamente duas vezes. Ao autorizarem a venda, delegarão no Conselho Leonino poder para este órgão avaliar as características da oferta para cada negócio e decidir sobre a alienação das fracções. Os próprios estatutos do Sporting contêm uma alínea que prevê que a AG pode delegar estes poderes no Conselho Leonino. Estamos a fazer tudo para que haja maior fiscalização sobre uma decisão do Conselho Directivo. A decisão de vender passa, claramente, pelos sócios – e mais do que uma vez, porque depois ainda será filtrada pelo Conselho Leonino, onde dois terços dos conselheiros terão de estar de acordo com as condições de venda.
P Com a venda de património, o clube poderá, enfim, renegociar o montante de mais-valias (5,5 milhões de euros) que a SAD tem sido obrigada a realizar nos defesos?
R O encaixe do dinheiro da alienação permite uma redução substancial dos encargos financeiros e isso, dentro de seis meses a um ano, terá repercussão no valor do financiamento bancário, fundamentalmente naquilo que custa o project finance, ao qual está associado o estádio. E como é que se paga esta infra-estrutura? Através de uma renda que a SAD paga à empresa veículo – que nesta altura se chama Sporting, Património e Marketing (SPM) –, para ela poder liquidar os empréstimos. Diminuindo os encargos financeiros, também a renda a pagar pela SAD será menor. Assim, não será necessário fazer tanto dinheiro em mais-valias de jogadores para equilibrar a exploração anual da empresa. Logo aí, haverá um impacto positivo. Para aumentar a consistência das receitas anuais, o Sporting tem de ter uma equipa competitiva no futebol profissional.
P Neste defeso, a SAD ainda sentirá o peso de tal constrangimento económico? Ou já não será forçada a fazer 5,5 milhões de euros através da venda de jogadores?...
R Espero que seja substancialmente reduzido. Talvez o valor dessa obrigação se possa cifrar em menos de metade.
P Significa que terá de realizar dois milhões de euros e, depois, tudo o que conseguir acima disso, poderá canalizar para investimento em reforços?...
R A política do Sporting não passa por fortalecer o seu plantel através da aquisição de passes muito onerosos. Hoje em dia, há outras formas de se conseguir boas operações no mercado com outro tipo de jogadores, que também dão boas garantias. Mas, em primeiro lugar, preocupamo-nos em reforçar a equipa com a manutenção dos nossos talentos. Quanto mais tempo cá estiverem, melhor será o entrosamento, o espírito de equipa e o entendimento com o treinador – e, com tudo isto, melhores serão os automatismos.
P Sendo o futebol a grande mola do seu projecto, já está definido o orçamento para a nova temporada? Na ordem dos 17 milhões de euros ou um pouco mais?... R Mais coisa menos coisa. É um dossier que ainda não está fechado. De qualquer maneira, o orçamento da SAD obedece a duas grandes linhas de força: a antevisão possível das receitas nas competições europeias – neste caso na Liga dos Campeões – e o projecto de que temos de vender todos os anos as gameboxes, assegurando, no início da época, as receitas de bilheteira.
P O que é que poderá ser a equipa do Sporting na próxima época?
R A melhor equipa portuguesa!
P Isso quer dizer o quê?
R Quer dizer que vai ser a melhor equipa portuguesa!
Paulo Bento tem reafirmado o desejo de continuar a contar com João Moutinho e Nani no plantel...
R Essa parte está garantida. Não vendo nem o Moutinho nem o Nani!
P Tem propostas para eles?
R Não tenho, nem quero ter! Quando não se quer vender, não se está disposto a ouvir qualquer proposta.
P Quanto é que o Sporting pode investir no reforço da equipa?
R Só posso responder a isso quando o orçamento estiver fechado. Talvez dentro de dez dias, antes de meados do mês...
P O treinador quer um defesa-central, dois médios e um ponta-de-lança...
R É natural que já haja alguns jogadores referenciados.
P Schmeichel e Jardel foram jogadores que ajudaram a vender muitas camisolas. A política comercial do Sporting, no futebol, pode incidir na aquisição de jogadores com nome?
R Isso está completamente fora de causa. Não compramos jogadores só para vender camisolas. Não sei quantas é que o Real Madrid vende por ano, mas, pelo que temos visto, a qualidade do balneário, do ambiente de trabalho, da pontualidade e do seu futebol tem deixado muito a desejar.
P Que se passa com a renovação de Polga? Nunca mais tem fim...
R Estamos numa fase de limar pormenores. Existem todas as condições para se fechar contrato com o Polga, desde que ambas as partes saibam ceder uma pequena quota-parte na recta final das negociações.
P Há alguma data estimada para a conclusão do negócio?
R É um processo que quero encerrar o mais depressa possível. Até podia ser ontem, não havia problema. Até porque estes dossiers não acabam bem quando ficam muito tempo em aberto. A SAD e o empresário do jogador, o sr. Gilmar Veloz, têm estado em contacto e devem encontrar-se brevemente.
P Crê que pode acontecer com Figo o que se passou com Rui Costa, que acaba de regressar ao clube que o projectou?
R Não faço ideia.
P Gostava que acontecesse?
R Só gostava se existissem três condições: que Paulo Bento achasse que era útil para o seu projecto; que o Figo se sentisse altamente motivado para vir "dar o litro" no Sporting; e que houvesse total receptividade da parte dele para ter um tratamento idêntico ao que é dispensado aos outros colegas. Temos tido o cuidado de criar um bom espírito de grupo, onde todos têm os mesmos direitos e obrigações.

quinta-feira, junho 01, 2006

Euro Sub-21, A Visão de Custódio

Custódio já analisou a eliminação de Portugal no Euro sub-21 e só espera que todos consigam aprender com a má experiência.
Em entrevista ao Maisfutebol o médio analisa o que se passou.
Maisfutebol: Este foi o segundo Europeu sub-21 onde esteve presente e em ambos teve de fazer contas, mas neste não passou às meias-finais...
Custódio: Sim, sem dúvida. Ainda ontem comentava com uns colegas que nós neste Europeu tínhamos tudo para triunfar. Até o próprio grupo era fenomenal. Nunca vi um grupo a dar-se tão bem. O pessoal comunicava, ria, brincava... Tínhamos todos um bom relacionamento. Eu estive no outro Europeu (2004) em que ficámos em terceiro lugar e o grupo era um pouco mais problemático do que este. Até por aí não se compreende o nosso insucesso.
Sente que este lote de jogadores que esteve na selecção sub-21 sai derrotado deste Europeu?
Sem dúvida. Saímos com uma enorme tristeza e decepção. Todos temos que assumir essas responsabilidades. Temos de agradecer a todo o público que nos apoiou de uma forma exemplar e não mereciam isto. Mas, a vida continua e temos que continuar a trabalhar para trazer êxitos para Portugal no futuro.
Esta eliminação pode ajudar alguns dos jogadores a crescer?
É uma grande lição. Quem conseguir compreender o que pode haver de positivo no que houve de negativo consegue uma grande lição para o futuro. Espero que a maioria consiga entender isso e que guarde esta lição para sempre.
O que é que mais guarda na memória da noite da desilusão?
Guardo a tristeza do grupo. Penso que foi isso que marcou o final do jogo com a Alemanha, ainda para mais sendo aplaudidos por toda a gente. Quando vi os adeptos a apoiarem-nos e a baterem-nos palmas no final do jogo senti que não merecíamos aquelas palmas ou aquela ovação, pois durante o Europeu não fizemos nada para merecer. Mas, mais uma vez os portugueses demonstraram o amor que têm pelo futebol, demonstraram fair-play e isso é bonito.
O que é que se passou neste Europeu sub-21 ? Houve a suspeita, antes do arranque da competição, que o Custódio poderia não estar lesionado como se pensava, antes do primeiro jogo. Estava ou não lesionado?
Eu penso que no primeiro jogo não iria jogar, mas não me passaria pela cabeça inventar uma lesão. Isso é ridículo. A verdade é que os médicos da selecção sabem que eu nem conseguia andar, pois levei uma pancada na canela, tinha uma inflamação. Consegui recuperar para o segundo jogo, onde fiquei de fora, não por lesão mas por opção.
Mas houve dois dias em que não treinou e depois, nas vésperas do jogo com a França, treinou com muitas limitações. O seleccionador quis colocá-lo no decorrer desse jogo, mas disse-lhe que não estava em condições.
O mister mandou-me aquecer e eu confrontei-o.
Eu penso que na selecção há uma coisa que para mim é impensável haver num clube.
Penso que não há o melhor elo de ligação entre o staff médico e os treinadores. Pareceu-me isso. Às vezes parece que têm medo de falar das coisas, enquanto nos clubes é tudo claro como a água. Penso que foi isso que me aconteceu. Quando o mister me disse para aquecer disse-lhe como me sentia, mas também lhe disse que se fosse mesmo preciso entraria e suportaria as dores.
Por que é que acha que não há esse elo de ligação?
Não sei. Parece que as pessoas têm medo do diálogo e do que os outros pensam.
Na minha opinião, para tudo funcionar as pessoas têm que ser mais abertas ao diálogo, têm que ser mais esclarecidas nas explicações das coisas e é uma enorme mentira pensarem que inventei qualquer lesão e que estive em risco de ser dispensado. Isso nunca aconteceu.
Os médicos sabiam o que você tinha. Agostinho Oliveira é que poderia não saber? Para haver essa dúvida toda só se foi isso. Os médicos sabiam.
No terceiro jogo, frente à Alemanha, sentiu-se bem?
Sim.
Como é que viu os outros dois jogos do banco de suplentes?
Penso que, pelo talento, nós somos uma equipa que sabe atacar. Mas como equipa não tivemos equilíbrio defensivo nos dois primeiros jogos como existiu no terceiro.
Não quer dizer que tenhamos melhorado do 8 para o 80, mas fomos muito melhores no terceiro jogo, a nível de equipa e em termos defensivos, do que nos anteriores. Contra a França fomos mais dominados, mas com a Sérvia e Montenegro tivemos bastantes oportunidades para marcar mas não conseguimos. Vi depois o vídeo desse jogo e fiquei com a sensação que dominámos, mas não o controlámos em certos momentos e isso foi-nos fatal.
O que lhe passou pela cabeça quando viu o segundo golo da Sérvia e Montenegro? Pensei: Lá estamos nós a fazer contas e a precisar de um milagre para passar. Foi isso que pensei [Risos].
Pensa que se tivesse jogado nos outros dois jogos a campanha de Portugal poderia ter sido outra?
Não. Nunca ponho as coisas dessa forma. Penso que quem entrou nesses jogos tinha qualidade suficiente para resolver as coisas a nosso favor. São opções do treinador e respeito sempre as opções. Penso que perdemos o lugar nas meias-finais frente à Sérvia. Depois do jogo com a França tínhamos dois jogos para vencer e passar. Depois do jogo com a Sérvia e Montenegro só um milagre nos poderia fazer passar. Não dependíamos só de nós.
Durante a recta final da época falou-se muito dos jogadores que poderiam ou não ir ao Mundial. Alguma vez se englobou nesse lote de possíveis convocados?
Não. Tínhamos o Europeu de sub-21 e apenas por uma vez tinha sido chamado à selecção A. Não fazia lógica pois tínhamos o Costinha e o Petit que são grandes jogadores e jogam como trincos, por isso nunca me passou pela cabeça. Ainda para mais tínhamos o Europeu sub-21 e eu estava concentradíssimo nessa competição. Na minha forma de ver as coisas, era ser realista e não valia a pena inventar.
Pensou que Tonel ou Moutinho pudessem ser chamados para o Mundial?
Sem dúvida que como adepto, pois não alimento polémicas, sempre pensei que o Moutinho iria ao Mundial, pela grande época que fez.
Não foi por decisão do mister e temos que respeitar isso, pois ele tem feito um excelente trabalho na selecção e não pode ser criticado por isso.
Em relação ao Tonel, penso que também fez uma grande época, toda a gente diz que também merecia ter ido mas foi mais uma decisão no seleccionador. Ele é que manda e é que sabe o que é melhor para o grupo. Decidiu o que decidiu e temos que apoiar a selecção e desejar que façam uma grande campanha na Alemanha.

Jogos de Preparação para o Mundial

A selecção do Irão goleou a Bósnia-Herzegovina, por 5-2, em encontro de preparação realizado em Teerão.
Os iranianos estiveram a perder, 2-0, mas conseguiram dar a volta ao marcador ainda na primeira parte, com golos de Mehrzad Madanchi (26), Rahman Rezaei (44) e Vahid Hashemian (45).
Na segunda parte, Reza Enayati fez o 4-2, aos 89 minutos, e Rasoul Khatibi fixou o resultado, aos 91.
Trindade & Tobago, que se estreia na Alemanha em fases finais do Mundial de futebol, foi derrotada pela sua congénere da Eslovénia, 3-1.
Novakovic foi o autor dos três golos da formação eslovena.
O único golo da equipa de Trindade & Tobago foi apontado por Birchall, aos 26 minutos.
A Turquia bateu a Arábia Saudita, por 1-0.
Necati marcou o único golo do jogo, disputado na localidade alemã de Offenbach.
O Paraguai venceu a Geórgia, com um golo de Nelson Valdez, aos 41 minutos.
Após empatar a dois golos com a Noruega e a um golo com a Dinamarca, os paraguaios encerraram os seus compromissos pré-Mundial com um triunfo.
A selecção italiana empatou com a Suíça (1-1), em Genéve, em mais um jogo de preparação para o Mundial da Alemanha.
Gilardino inaugurou o marcador aos 11 minutos para os italianos, enquanto Gygax restabeleceu a igualdade aos 32 para os suíços.
Zidane e companhia superaram o segundo teste tendo em vista o Mundial-2006.
Depois de não ter convencido ante o México, apesar da vitória por 1-0, os bleus levaram de vencida a Dinamarca, por dois golos sem resposta.
Thierry Henry e Wiltord, de grande penalidade, apontaram os golos gauleses, que têm novo jogo de preparação no próximo dia 7, ante a China.

Os números e as versões da polémica Zé Castro

Desde a última Assembleia Geral, na sexta-feira, que o assunto na Académica é Zé Castro, o seu falhado processo de renovação e a transferência, sem custos, para o Atlético de Madrid.
Ontem trocaram-se comunicados em sites, primeiro com José Viterbo, ex-treinador das camadas jovens e da equipa B da Académica e amigo de Zé Castro, a expor uma versão ligada ao jogador, depois com o clube, no seu sítio oficial, a reafirmar por escrito o que dissera o presidente, José Eduardo Simões, na tal reunião de associados.
Duas versões bem diferentes.
De tudo o que se escreveu, retêm-se logo duas discrepâncias: o valor da proposta feita, em Julho de 2005, numa reunião entre o vice-presidente Luís Neves e o agente FIFA Nuno Rolo, que representa Zé Castro, e a existência, na altura, de hipóteses de transferência.
Nos números, José Viterbo garante que, na única abordagem concreta que os dirigentes fizeram, nesse encontro em Julho, a proposta era de 11 mil euros mensais, tendo Nuno Rolo contraproposto 25 mil/mês, negociáveis até 22500;
a Briosa, porém, fala em 900 mil por três anos, alegando que o empresário do jogador pediu então 1,25 milhões, significando isso que "ficaria a ser o mais bem pago de toda a equipa”.
Essa proposta da Académica, segundo os representantes de Zé Castro, só nasceu há uma semana, chegando em carta datada de 26 de Maio.
Seriam três épocas, com salário de 300 mil euros/ano, uma cláusula de rescisão de três milhões de euros e 30% do passe para o jogador, em caso de transferência.
Quanto a propostas, José Viterbo assegura que o Wigan enviou um fax, apresentado por Nuno Rolo a Luís Neves, no qual o clube inglês se mostrava disposto a pagar 750 mil euros, no máximo um milhão, pelo passe do jogador, e revela que o West Ham também fez uma oferta, por telefone;
a Briosa diz, contudo, que não lhe chegou uma única proposta.
No comunicado, dirigido aos sócios, os responsáveis da Académica insinuam ainda que o Atlético de Madrid é só uma ponte, uma forma de facilitar a transferência para outro clube português, o que explica a carta registada da semana passada. “(…) o envio da comunicação de renovação (…) tem uma razão simples, que é a defesa dos interesses da instituição no caso do jogador, em vez de Madrid, ser contratado por um qualquer clube português. É que o futuro é imprevisível.”

Diminuição do Passivo - Uma notícia que se saúda

Há boas e más notícias nas contas do terceiro trimestre do exercício de 2005/06 divulgadas ontem pelo FC Porto em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.
As más podem resumir-se num número: 17,49 milhões de euros de prejuízo.
Ainda assim, um valor que regista uma ligeira melhoria em relação aos 17,75 milhões de prejuízo registados no período homólogo da última temporada.
Uma melhoria tanto mais significativa quanto a eliminação prematura do FC Porto na Liga dos Campeões afastou a equipa dos oitavos-de-final da prova, o que resultou numa diminuição de cerca de 2,5 milhões de euros (cerca de oito por cento) em relação ao mesmo período do último exercício.
Para a ligeira melhoria registada nos números, relativamente ao exercício anterior, contribuíram de uma forma decisiva os cortes feitos ao nível das despesas correntes.
Os custos com pessoal, nomeadamente os custos salariais, sofreram um corte de 7,9 milhões (26 por cento) em relação ao mesmo período do exercício anterior.
Os empréstimos de alguns jogadores, como Hélder Postiga, Léo Lima, Leandro e Leandro do Bonfim, permitiu aliviar a carga salarial libertando a tesouraria para outras prioridades.
Por outro lado, as despesas com fornecedores baixaram cerca de dois milhões de euros (15 por cento), o que permitiu ao clube poupar cerca de 10 milhões de euros nas despesas correntes, compensando parcialmente a perda de receitas provocada pela eliminação prematura na Liga dos Campeões.
Entretanto, o passivo do clube ascende actualmente a 115,7 milhões de euros, mas também aqui há boas notícias, uma vez que em relação às contas apresentadas em Junho de 2005 se regista uma diminuição de 17,8 milhões de euros.
De resto, considerando que estas são contas intercalares, nas quais não se inclui, por exemplo, a venda de Diego a título definitivo ao Werder Bremen por seis milhões de euros, é de admitir uma melhoria nas contas a apresentar a 30 Junho.
Aliás, por essa altura, é natural que existam outras mais valias decorrentes das transferências de jogadores.
Na história da SAD portista, nunca se deixou de realizar mais valias com transferências nesta altura do ano e as notícias mais recentes permitem adivinhar que esta temporada não será excepção.
De resto, o triunfo do FC Porto na Taça de Portugal mas especialmente a conquista do campeonato permitem antecipar as receitas resultantes da participação na Liga dos Campeões, um factor considerado essencial para o equilíbrio financeiro dos clubes nacionais e estrangeiros.

Aceitem, aceitem...

Perspectiva-se mais um regresso de um jogador do Benfica à casa mãe.
Depois de Geovanni ter voltado ao Cruzeiro, é agora a vez de Azar Karadas estar muito perto de poder retornar ao clube que o lançou no futebol nórdico.
O Brann está disposto a oferecer uma quantia na ordem dos 1,5 milhões de euros, disponibilizada pelos novos investidores do clube norueguês, líder do campeonato local.
Contudo, o valor ainda não atinge o exigido pelo Benfica, cifrado em 2 milhões de euros.
Mas Karadas já comunicou aos dirigentes encarnados que pretende regressar ao seu clube de infância, havendo já alcançado acordo com o Brann, faltando agora o entendimento com o Benfica.
Antes de ingressar no Portsmouth, Karadas havia manifestado a intenção de ser emprestado ao Brann, mas o clube inglês ganhou a corrida.
Agora parecem estar reunidas as condições para que haja um acordo, uma vez que o norueguês não entra nos planos do Benfica.

Candidatos ao Prémio Camões...

Vítor Baía aceitou o desafio e convidou dez amigos: Deco, Ricardo Costa, Bosingwa, Quaresma, Cristiano Ronaldo, Nani, João Moutinho, Manuel Fernandes, Moreira e Hugo Almeida disseram que sim.
Estava feita a convocatória de uma selecção de luxo, mas ainda faltava a táctica.
Baía pediu-lhes que trocassem os pés pelas mãos e exigiu-lhes simplicidade nas linhas.
Nada de grandes dribles nas histórias e muito menos no português.
Queria que jogassem, unidos, por um bom resultado final: a edição de um livro para os mais novos.
Os outros dez puseram-se em campo, cada qual em seu canto, e responderam à proposta com toques de letra.
Misturaram vogais e consoantes, ordenaram as ideias e atacaram o papel.
Rematadas pelo inevitável ponto final, assim nasceram onze histórias de embalar; onze Contos Redondos.
Hoje é dia de os apresentar publicamente, por um motivo nobre: as receitas revertem a favor de causas solidárias abraçadas pela Fundação Vítor Baía, numa iniciativa promovida pela GaiLivro. O guarda-redes do FC Porto dá a cara no lançamento oficial, que, como no futebol, terá duas partes. A primeira no centro comercial Cidade do Porto, ao meio dia, e a segunda, três horas depois, no Mercado Ferreira Borges.
A data escolhida para a apresentação é duplamente simbólica.
Hoje assinala-se o Dia Mundial da Criança, comemorando-se também mais um aniversário da Fundação Vítor Baía.
Sobre este projecto editorial, o guarda-redes portista vincou o carácter "solidário", no seguimento de outras iniciativas que já mereceram atenção.
Satisfeito com a resposta dada pelos jogadores convidados, Baía está preparado para ser avaliado pelos críticos literários de palmo e meio. "Sem qualquer tipo de pretensão, escreveremos histórias simples, mas que nos tocam. O resultado não é uma obra-prima, mas os objectivos que nos propomos atingir, ajudar os mais novos, justificam algumas lacunas", disse. Melhor: escreveu, na nota de apresentação do livro, que custa 4,90 euros.
Além da ilustração de António Salvador, a capa tem ainda uma foto de Baía com a Taça dos Campeões Europeus à cabeça, ou não fossem estas histórias de sonho.

Tanto mercado para tão pouco valor... Incongruências

A verba pedida pelo FC Porto ao Bayer Leverkusen para a transferência de Hugo Almeida é um começo de conversa, mas um começo de conversa que já tem uma certeza: esta época, o internacional sub-21 só abandona o clube se for transferido em definitivo. Emprestado, não.
Tem sido essa a resposta dos dragões a todas as abordagens relativas ao ponta-de-lança.
Está apenas claro que, se a intenção for negociá-lo, o FC Porto tem com quem: o Hamburgo e agora o Bayer, que enviou aos dragões um intermediário devidamente mandatado para solicitar as condições do negócio.
O número que os alemães receberam como resposta estará acima dos seis milhões de que há uma semana se falava. A questão seguinte, ainda por esclarecer, é se os portistas põem ou não a hipótese de o discutir.
Liquidez é o problema dos clubes interessados em Hugo Almeida.
No caso do Roma, foi mesmo o factor decisivo, já que os italianos vinculavam a negociação com o FC Porto à venda do egípcio Mido ao Tottenham.
Como a transferência falhou, ficou o pretendente em banho-maria, mas o mesmo acontecimento que afastou o Roma aproximou o Hamburgo, neste momento o candidato mais endinheirado, porque, para o lugar de Mido, os londrinos contrataram o bósnio Barbarez, por 16 milhões de euros, quantia agora estacionada nos cofres do clube alemão, à espera de ser gasta num novo lote de avançados.
As próximas semanas dirão se a escolha recai sobre Hugo Almeida e se o Bayer Leverkusen, agora conhecedor da base de negociação, decide intrometer-se.
Entretanto, não há novidades do mercado inglês, onde o jogador mantém alguns admiradores e que desde sempre é apontado como o destino mais provável para as suas características.
Outro detalhe importante ainda por esclarecer é o ponto de vista do FC Porto a respeito do jogador.
Oficialmente, Hugo Almeida não foi dado como dispensável, o que até seria contraproducente se a intenção for de facto transferi-lo, mas a contratação de um ponta-de-lança alto e a permanência de Adriano no plantel indicam que terá pouco espaço de manobra na próxima época.
A decisão de circunscrever as hipóteses à saída em definitivo é outro sinal de que a transferência seria bem acolhida.

Derlei e mais alguns...

O Sporting pode vir a beneficiar da crise que grassa no Dínamo de Moscovo para conseguir o concurso de Derlei e outros jogadores que estão actualmente ligados àquele clube russo, casos de Jorge Luiz, Maniche e... Enakarhire.
O dinheiro do magnata Alexei Fedoritchev não trouxe ao clube moscovita o sucesso esperado. Neste momento, muitos dos jogadores do plantel têm três meses de salários em atraso, a equipa ocupa uma posição modesta na classificação e, de acordo com a Imprensa russa, há conversações adiantadas para a venda do clube a Suleiman Kerimov, outro magnata, presidente da companhia petrolífera Nafta-Maskva.

Entrevista de Fernando Santos ao "Jogo" - Lugares Comuns e pouco mais

Benfiquista assumido, Fernando Santos chega finalmente ao comando técnico do clube da Luz depois de já ter orientado o FC Porto e o Sporting.
O treinador tem plena consciência que o que se lhe pede são vitórias, mas assegura que se assim não fosse "não tinha aceite o convite".
Fernando Santos tem a ambição de "acordar o monstro" e reafirma o desejo de ver o Benfica sagrar-se campeão europeu num futuro próximo.
Para isso, conta ter um plantel equilibrado e capaz de discutir a vitória em todas as provas, aliás, a única coisa que "promete" aos adeptos.
O JOGO Sabendo-se da sua paixão pelo Benfica, este é o momento mais feliz da sua carreira?
FERNANDO SANTOS Não podemos colocar as coisas nesse patamar. Quando se é jogador temos o desejo ou ambição de chegar a um clube grande. Quando se é miúdo, o sonho é chegar ao clube do nosso coração. Se me perguntassem isso há 50 anos, diria claramente que o meu sonho era ser jogador do Benfica. Posso então dizer que concretizei um sonho de infância. No entanto, um treinador tem o desejo, a ambição, o sonho de chegar ao topo e o topo são os três grandes e a Selecção Nacional. Para explicar este tema, poderei dizer que chegar ao FC Porto, naquele momento, também foi a realização desse tal desejo. Quando se treinam clubes grandes estamos a falar sempre de grandes desafios. Chegar ao FC Porto, no momento em que cheguei, foi algo muito importante na minha carreira, treinar o Sporting também foi um marco importante na minha carreira, assim como comandar o AEK ou o Panathinaikos. Não posso dizer que foi tudo igual, mas em termos profissionais foram sempre grandes desafios e encarados como isso. Ao chegar ao Benfica, temos a vertente profissional e também o regresso ao passado.
P Passou pelo FC Porto e Sporting. Agora, está no Benfica. Depois de ter assinado o contrato, ficou com a sensação de que atingiu o pleno, que é difícil fazer melhor?
R Nunca coloquei a questão nesses termos. Quando se é profissional nunca se vence tudo o que se quer. Há qualquer coisa mais que queremos atingir. Quando nunca se foi campeão, queremos ser campeões, quando nunca se ganhou uma taça, queremos ganhar uma taça. Queremos sempre mais qualquer coisa.
P Mas concorda que o momento que está a viver, é quase uma situação isolada no futebol português?
R É um marco... uma responsabilidade, talvez. Nada mais do que isso. Não direi que por isso a minha responsabilidade seja maior no Benfica, mas sim diferente. Aqui, há uma responsabilidade acrescida que tem a ver com a parte profissional e, para os benfiquistas, com alguém que também é do Benfica. Agora, garanto que em termos profissionais, serei o mesmo de sempre. A entrega, o trabalho e a aplicação serão as mesmas.
P A sua chegada aos três principais clubes do futebol português surgem em momentos muito diferentes. Chegou ao FC Porto numa altura em que estes dominavam completamente no panorama nacional...
R [... interrompe]. Talvez tenha sido a aposta mais arriscada de todas. Porque saí do Estrela da Amadora para o FC Porto que era campeão há quatro anos. Tive a oportunidade de concretizar um feito histórico, o que, para quem sai de um clube como o Estrela da Amadora é sempre muito difícil. Se não me assustei dessa vez, de certeza absoluta que este desafio não me assusta, não tenho medo.
P Que tipo de exigências lhe fizeram quando assinou contrato?
R Nenhumas. Seria anormal fazerem exigências, pois num clube com a dimensão do Benfica essas situação são claras. O Benfica só tem um caminho: ganhar. Quando se entra neste clube sabemos o que ele quer. O Benfica quer acordar e se fui escolhido para treinador é porque o presidente entende que tenho condições para acordar o clube. Nas duas últimas temporadas, o Benfica esteve bem: foi campeão e fez coisas interessantes na Liga dos Campeões. Se eu achasse que não tinha condições para acordar o monstro adormecido não tinha vindo para aqui. Quem me conhece sabe que se eu duvidasse minimamente que tinha condições para corresponder aos anseios da Direcção e dos benfiquistas, não teria aceite. Tenho a plena convicção de que sou capaz.
P Rui Costa vai ser o organizador do jogo atacante do Benfica, com liberdade para pisar todas as zonas do terreno?
R Eu tenho um modelo de jogo, uma filosofia, e é o Rui Costa que tem de se encaixar nela.
P Pretende implementar o 4-3-3 no Benfica?
R Depende, não fugirá do 4-3-3 ou do 4-4-2 em losango. Vai depender um pouco da construção do plantel, de algumas características que encontrar, dos jogadores que possamos contratar. Mas podemos muito bem ter como sistema base o 4-4-2. Mas o que importa é a filosofia que eu quero incutir nos jogadores do Benfica. Isso é que interessa. Quero é uma equipa que assuma o jogo, que não espere para ver o que vai dar, mas que entre em todos os desafios para comandar a partida e vencer. Para isso temos de ser uma equipa que quando tem a posse de bola vai com objectividade à procura do golo e que quando a perde tem de ser muito rápida na transição, de maneira a ganhá-la. Se quiserem chamar a isso pressing alto podem fazê-lo. Não vamos nunca determinar a nossa forma de jogar por aquilo que o adversário faça ou não faça.
P Deco e Zahovic disseram que foi consigo que realizaram as suas melhores épocas. Percebe-se que tem uma atenção especial com os organizadores do jogo. Isso deixa antever que Rui Costa também terá um papel especial?
R Não. Esses dois jogadores de que falam entenderam muito bem o que eu pretendia. Fizeram aquilo que é fundamental nos jogadores do meio-campo, que é colocar a sua criatividade ao serviço do colectivo. Não tenho dúvidas nenhumas de que o Rui Costa o irá fazer. Mas nem sempre o Deco e o Zahovic foram sempre titulares na minha equipa. O Benfica vai ter 25 jogadores... Naturalmente que, quando chegarmos ao fim da época vocês vão dizer que 15 ou 16 jogaram mais vezes. Isso é normal, as equipas não estão sempre a rodar e a mudar jogadores de jogo para jogo. Em relação ao Rui Costa, o que digo é que não é o Rui Costa e mais dez... Não é ele nem outro jogador qualquer. Isso não quer dizer que o Rui Costa não possa ser dos jogadores mais utilizados. São duas questões completamente diferentes, mas isso depende também do Rui não depende só do treinador. Eu não vou privilegiar ninguém. Tenho um modelo e vou tomar decisões... Sou eu quem decide quem joga, portanto a responsabilidade é minha. Aqueles que eu entender que estão melhores para jogar são os que vão jogar.
P Mas vai haver jogadores nucleares, que fazem parte da espinha dorsal da equipa, que irão jogar quase sempre...
R Isso é o que acontece ao longo da época, isso não é determinado assim. Essas questões são determinadas pela própria sequência natural das coisas. Já vi jogadores que em determinada altura eram considerados imprescindíveis e depois deixaram de ser... O Benfica, com o plantel e os jogadores que tem, e com aquilo que nós queremos construir, seria anormal que pudéssemos estar a dizer jogam estes dez... E os outros? Vão-se embora? Não é assim...
P Com o regresso de Rui Costa levantou-se a possibilidade de ele ser capitão de equipa...
R Isso é um "fait-divers". É uma questão que se pôs por toda a emoção de o Rui Costa regressar ao Benfica. Surgiram imediatamente várias questões; o número, a braçadeira de capitão... Todos falam muito nisso, mas as coisas resolvem-se facilmente.
P Na época passada, quando Karagounis foi para o Benfica, fez-lhe rasgados elogios. Contudo, a época não lhe correu particularmente bem. Acredita que pode tirar outro rendimento do médio, que já foi seu jogador no Panathinaikos?
R Espero que sim, espero que o Karagounis possa fazer melhor do que fez eventualmente na época passada. Com certeza que o jogador estará motivado para o fazer. Agora, o Benfica vai ter um plantel grande e bom e é como eu digo: terá de mostrar valor para jogar.
P O Nuno Gomes vai ser a referência no ataque do Benfica, como tem acontecido nos últimos anos?
R Essas questões não posso nem sei responder nesta altura. Imaginem que vou jogar em 4x4x2, aí passamos a ter duas referências no ataque em vez de uma... São questões que só daqui a algumas semanas poderei responder. Depende muito da forma como os jogadores se adaptam ao meu modelo e à minha filosofia de jogo. Põem-me as questões sobre jogadores como o Nuno Gomes ou o Simão e toda a gente sabe que são bons jogadores, são internacionais e a sua qualidade é mais que sobejamente bem conhecida. O Nuno Gomes foi o melhor marcador da equipa...
P E quanto ao Mantorras, conta com ele a 100 por cento?
R As informações que temos é que ele está fisicamente disponível a 100 por cento. Essas são as informações que tenho e ele é um jogador que faz parte do plantel. E conto com todos os jogadores que fazem parte de plantel, só não conto com os que não vão integrar o plantel. Todos serão importantes comigo e vão ser tratados de igual modo, quer no treino, quer nos jogos.
P Uma das lacunas apontadas à equipa na época passada teve que ver com as dificuldades de finalização da equipa e Ronald Koeman, inclusive, referiu-se diversas vezes as muitas oportunidades de golo desperdiçadas. O que pretende fazer em relação a isso?
R Vamos trabalhar, porque isso só se pode melhorar com treino, não basta dizer agora passa a ser assim e o problema resolve-se. O jogo é sempre reflexo do treino e vamos procurar ao nível do treino melhorar alguns aspectos, introduzindo os nossos conceitos.
P Olhando para o actual plantel já sabe exactamente de quantos jogadores mais precisa?
R Sabemos que o Benfica vai fazer tudo – e vai concretizar com certeza – a aquisição de quatro ou cinco elementos.
P O Benfica já contratou os jogadores que deseja?
R [...] Há um aspecto que é importante: o Benfica não vai ter, não quer ter arranjos. Arranjos no sentido de que quando um jogador, por qualquer motivo, tem problemas temos de encontrar um remendo. Temos de procurar evitar isso. O Benfica vai procurar contratar jogadores para o meio-campo e ataque. Não se pode inferir do que eu estou a dizer que o Benfica não tem bons jogadores... Estamos a falar de um plantel que disputa três provas e que quer ter a ambição de entrar nos jogos para os vencer. Ao longo de uma época há abaixamentos de forma, lesões, castigos e o Benfica deve ter um plantel equilibrado. Se já tem bons jogadores é juntar mais alguns iguais a esses...
P Vai perder os extremos. Geovanni já saiu, Robert está a caminho e Simão também deve abandonar o Benfica. Já pensou nas alternativas para estes jogadores?
R O Geovanni já não estava quando eu cheguei. Em relação ao Simão, estamos a falar de uma possibilidade, não é um dado concreto. Não é nossa vontade – o presidente já explicou isso muito bem – vender, desfazermo-nos de jogadores importantes para a equipa. Não temos interesse nisso. Agora, obviamente, pelo encaixe financeiro proporcionado, isso pode acontecer. E o Simão é uma hipótese.
P Quem é o substituto de Simão?
R Para já tem de se concretizar essa situação. Se isso vier a acontecer, naturalmente que estamos a preparar tudo no sentido de termos uma alternativa. Mas não vamos colocar cenários, não vamos pensar na substituição de Simão, quando este está no plantel. Agora, é certo que teremos de contratar um extremo.
P Portanto, gostava muito que Simão ficasse no plantel?
R Claro, obviamente. O Benfica quer ter no seu plantel os melhores. Quando um treinador quer ter os melhores e não pensa no Simão, é no mínimo ridículo.
P Conhecendo o mercado grego como conhece, está a pensar em algum jogador que actue neste país para reforçar a equipa?
R Não tenho nenhuma preferência em relação a nenhum mercado, como quando fui para a Grécia não tinha nenhuma preferência em relação ao mercado português. É um mercado como os outros. Dentro daquilo que são as características dos jogadores que pretendemos e se houver na Grécia jogadores que correspondam a essas características e que nós possamos contratar por que não!
P Fala-se muito no Katsouranis...
R Fala-se muito em muita coisa. Não se fala só no Katsouranis fala-se em muitos jogadores. Todos os dias vem um diferente em que o Benfica está interessado. É normal, quando estava na Grécia toda a gente falava em jogadores portugueses.
P O que representam para si Luís Filipe Vieira e José Veiga?
R São pessoas em quem confio, com quem trabalho, numa ligação muito estreita e muito forte. São duas pessoas que querem que o Benfica ganhe e tudo fazem para que o Benfica construa uma equipa ganhadora. Portanto, estamos os três em consonância total e, neste momento, vamos continuar.