terça-feira, junho 20, 2006
Entrevista de Nani a "O Jogo"
NANI Sempre acreditei nas minhas capacidades, mas devo confessar que nunca esperei jogar com tanta frequência. Contudo, depois da entrada do mister Paulo Bento para o comando da equipa, as coisas mudaram, passei a ser mais utilizado, e a minha confiança também aumentou.
P E foi dos mais utilizados do plantel, tendo participado em 29 jogos, num total de 1767 minutos. Isso é mais um motivo de satisfação?
R Fico muito orgulhoso. É uma felicidade enorme isso ter acontecido. No início da época, tinha um objectivo, que passava por jogar na equipa principal, mas agora penso de outra maneira. Quero ganhar títulos e evoluir ao máximo enquanto jogador.
P A transição do futebol juvenil para o patamar profissional foi muito complicada?
R Eu tinha a noção de que seria um processo difícil, mas garanto que, quando surgiram as oportunidades, não tive medo. Eu via os jogos dos seniores na televisão e pensava: “Eu posso jogar ali.” Por isso, quando me foram dadas hipóteses de jogar, nunca tive medo do desafio.
P Paulo Bento foi seu técnico nos juniores, mas o facto de também existirem no plantel colegas que conhecia bem, casos do João Moutinho e do André Marques, facilitou a sua integração?
R Também ajudou, mas a minha integração foi fácil, pois todos os colegas me ajudaram muito. Falavam comigo, diziam-me para estar à vontade, e o facto de eu começar a jogar com regularidade também me deu outro à-vontade e maior tranquilidade – e os próprios colegas sentiram isso.
P Passou do anonimato para a ribalta, e agora toda a gente fala de si. Isso modificou a sua maneira de ser?
R Tenho a noção de que falam muito sobre mim, mas não ligo. Às vezes, as pessoas é que falam comigo na rua, abordam-me, mas é tudo normal. No trabalho é que é importante eu mostrar a minha evolução, e é nisso que procuro concentrar-me.
P Nesta sua primeira época como sénior, Paulo Bento utilizou-o mais como interior esquerdo. É nessas funções que se sente bem?
R Quando comecei a jogar, foi como apoio aos atacantes, mas sinto-me bem a actuar como extremo, ou na posição em que joguei mais esta temporada. Aquilo que eu quero é ter a bola em meu poder e progredir com ela. O resto não me faz qualquer diferença.
P Um dos seus principais atributos é o remate, o que lhe rendeu cinco golos na última época. É, de facto, uma das armas mais fortes do seu futebol?
R [sorriso confiante] Penso que, na próxima temporada, vou marcar mais golos. A minha confiança será outra e isso poderá render-me mais golos. Vou marcar de pé direito e de pé esquerdo. Eu não faço distinção. Vou treinar muito esse aspecto, pois sei que posso ser ainda melhor.
P O que é que aprendeu na sua primeira experiência enquanto profissional de futebol?
R Estou mais maduro e, por consequência, entendo melhor o jogo. Já tenho a noção de quando é que devo acelerar ou pausar o ritmo da partida. Nesse sentido, foi muito importante o apoio que os meus colegas me deram, pois ensinaram-me bastante. Esse era um dos meus grandes problemas, não sabia controlar os impulsos, era muito precipitado.
P Existe a ideia de que, por vezes, abusa das iniciativas individuais. Concorda com esta leitura, ou tem uma ideia diferente?
R Eu não ligo ao que as pessoas possam pensar, até porque cada um tem as suas ideias. Se, por vezes, parto para os lances individuais é porque penso que isso é o melhor para mim e para a equipa. Admito que, às vezes, posso exagerar, mas, quando o faço, tenho a ideia de que estou à procura do melhor para a equipa. Os próprios colegas incentivam-me a fazê-lo, para ir para cima dos adversários, pois reconhecem as minhas qualidades.
P Muito se disse que a juventude reinante no plantel do Sporting poderá ter condicionado a equipa em determinados momentos. Concorda?
R Houve uma altura em que as coisas não estavam a correr-nos bem, em termos colectivos, e falou-se de vários factores. A nossa equipa podia ter muitos jogadores novos, mas mostrámos que não era esse o problema e demos a volta à situação. Afinal, fomos o conjunto com maior número de triunfos consecutivos na Liga.
P Ainda assim, a derrota no jogo com o FC Porto, em Alvalade, impossibilitou que chegassem ao título...
R Estávamos muito confiantes em conseguir algo mais do que o segundo lugar, e isso implicava vencer a Liga ou a Taça de Portugal. Ficámos tristes por perder com o FC Porto, mas não baixámos a cabeça, pois sabíamos que ainda havia objectivos por alcançar. E conseguimos o apuramento directo para a Liga dos Campeões, o que é muito importante para o clube. Agora quero ser campeão no Sporting, é um sonho que persigo e gostava de o concretizar já na próxima época. Uma fez que cumpri o sonho de jogar na equipa principal, agora falta-me este.
P Paulo Bento já o conhecia dos juniores. Isso facilitou o seu progresso na equipa principal do Sporting?
R Foi muito importante, pois passei a trabalhar com um treinador que já sabia perfeitamente aquilo que eu lhe podia dar e, quando me pedia o que quer que fosse, sabia que eu faria tudo para corresponder.
P Quais são as principais virtudes de Paulo Bento?
R Como treinador e pessoa, é cinco estrelas. O facto de ter sido jogador permite-lhe entender melhor os atletas, e isso é muito importante para nós. Sabe aquilo que nos deve dizer, sabe ouvir-nos, dá-nos conselhos. Gosto muito dele.
P Como é o Nani fora dos relvados?
R Sou sobretudo uma pessoa divertida. Gosto de me divertir com os meus amigos, eles até me costumam dizer que nem pareço um jogador de futebol profissional, pois estou sempre na brincadeira. Já no Sporting sou assim, estou sempre na palhaçada com os meus colegas. Gosto de me rir.
P E é viciado em jogos da Playstation...
R Pois sou, sobretudo no “Pro Evolution Soccer 4”, um jogo de futebol. Costumamos jogar bastante nos estágios, fazemos mesmo alguns torneios, que normalmente são ganhos pelo Miguel Garcia. Ele é craque. Depois há uns duelos interessantes entre mim e o João Moutinho. Costumo jogar sempre com o Barcelona, mas os nossos confrontos são equilibrados.
P Ainda estuda ou deixou a escola para segundo plano?
R Na verdade, parei no 8.º ano, pois as exigências competitivas começaram a ser muitas e tudo se complicou, mas tenho o objectivo de voltar a estudar, para completar, no mínimo, o 12.º ano.
O JOGO Tem muitas saudades dos tempos em que jogava no Real Sport Clube, em Massamá?
NANI Muitas, mesmo. No meu último ano, como juvenil, tínhamos uma grande equipa, com um grande treinador. Acabámos por subir ao campeonato nacional e eu fui o melhor marcador da prova.
P Nesses tempos, dava os primeiros pontapés na bola com o Manuel Fernandes [Benfica] e o Vaz Tê [Bolton]. Eram as "feras" lá do bairro?
R Tínhamos uma equipa onde jogávamos eu, o Manuel Fernandes e o Sabino, que também jogou no Sporting. “Limpávamos” tudo, mesmo contra os jogadores mais velhos. Uma vez, disputámos um torneio, e o Vaz Tê juntou-se a nós. Só perdemos na final e frente a uma equipa que já tínhamos goleado. Perdemos 6-5, eu marquei os cinco golos, mas, mesmo assim, disseram que eu tinha enterrado a malta. Grande lata [risos]… Bons tempos. Hoje, lembro-me muito desse período, mas ficou a nossa relação, com eles e com o Tuga, que há pouco tempo assinou pelo Guimarães. É um grande jogador.
Vendam, vendam e depressa antes que eles se arrependam
O experiente Molina viajou para Inglaterra e, além de não contarem com Gustavo Munua, os responsáveis do clube não sabem se poderão colocar Dani Mallo à disposição do técnico Joaquin Caparrós.
Face a este cenário, a Imprensa espanhola adianta o nome do jovem guardião encarnado como estando à cabeça de uma lista de possíveis reforços para a baliza do clube espanhol, para onde chegará ainda um elemento mais experiente.
O guarda-redes encarnado seria, desta forma, uma aposta para o futuro.
Recorde-se que Rui Nereu ainda disputou dois encontros na última edição da Liga dos Campeões, tendo alinhado, precisamente, nos dois jogos contra os espanhóis do Villarreal.
No Estádio El Madrigal, o camisola 43 acabou mesmo por realizar uma boa exibição, depois de ter substituído Quim, ainda no decorrer da primeira parte.
Eu não vendia
O presidente do clube inglês admite estar interessado em contratar o avançado do Benfica, mas reconhece que tem concorrência na luta pelo internacional português.
O West Ham é um dos emblemas que também sonham com Nuno Gomes, e o seu treinador, Alan Pardew, deslocou-se mesmo à Alemanha para observar ao vivo, no Mundial, as qualidades do avançado.
O Portsmouth pretende construir uma equipa com ambições para a próxima temporada, procurando assim evitar a aflição vivida na última época, na qual conseguiu a manutenção na Premier League apenas na etapa final da prova. Para conseguir atingir os seus intentos com maior tranquilidade, o clube orientado por Harry Redknapp definiu como objectivo prioritário a contratação de Nuno Gomes, que se sagrou segundo melhor marcador no Campeonato na época que terminou, com 15 golos, apenas atrás de Meyong.
Depois de ter falhado a permanência no plantel de um nome sonante como o argentino D'Alessandro, que reforçou o Saragoça – tendo estado, também, nas cogitações do Benfica –, o emblema britânico pretende agora contratar o camisola 21 dos encarnados, juntando o avançado ao também internacional português Pedro Mendes.
O presidente e co-proprietário do Portsmouth, Milan Mandaric, admitiu o desejo em contar com o contributo de Nuno Gomes na próxima temporada, apesar de admitir que o seu clube não está só na corrida pelo avançado do Benfica. "Por agora, posso apenas dizer que temos interesse no Nuno Gomes. É um jogador de qualidade, e sabemos que há mais gente interessada", referiu, em declarações à Rádio Renascença.
No entanto, o West Ham é um dos clubes que poderá complicar as pretensões do emblema de Pedro Mendes.
O seu treinador, Alan Pardew, deslocou-se até à Alemanha para observar algumas partidas do Mundial, tendo como principal intenção ver "in loco" as qualidades do lateral-direito Luke Young, do Charlton, e de... Nuno Gomes.
O futebolista luso ainda não actuou neste Campeonato do Mundo, mas poderá ter uma oportunidade para demonstrar o seu valor na partida com o México, caso Luiz Felipe Scolari opte por rodar alguns jogadores no onze titular.
Um dos principais avançados do West Ham, Dean Ashton, é pretendido pelo Newcastle para substituir o retirado Alan Shearer e, caso o conjunto londrino opte por vender o ponta-de-lança, as portas podem ficar definitivamente abertas para o ingresso de Nuno Gomes.
A vontade dos clubes britânicos esbarra, porém, no desejo por parte dos responsáveis encarnados de manter Nuno Gomes no Benfica.
O avançado é uma das principais referências da equipa, pelo que os dirigentes benfiquistas tudo farão para fazer com que Nuno Gomes continue a vestir de águia ao peito.
Concordo, há que preservar os "amarelados"
O jogador do FC Porto foi sujeito a trabalho específico com o próprio Felipão e tudo aponta para que avance para o onze.
Nuno Valente/Caneira - A saída de Nuno Valente deverá implicar a entrada de Caneira, que passou meia época no Sporting a jogar como lateral-esquerdo, por ter percebido que era nessa posição que tinha verdadeiras hipóteses de fazer parte dos planos de Scolari.
Costinha/Petit - A ausência do Ministro implica uma substituição directa e previsível. De raiz só existem estes dois jogadores para a posição 1 do meio-campo.
Cristiano Ronaldo/Simão - Jogam ambos à direita e à esquerda. É mais uma troca lógica, mas poderá haver uma cambiante, caso Scolari decida poupar Figo, o que não parece muito lógico. Nesse caso, Simão seria o substituto do capitão e Boa Morte alinharia na esquerda.
Outra razão para que Figo jogue é não fazer sentido estarem os três capitães de fora em simultâneo e tanto Costinha como Pauleta têm amarelo.
Deco/Tiago - A escolha inicial do grupo apresentaria Hugo Viana como principal candidato ao lugar de Deco, mas no último jogo foi Tiago quem entrou para o lugar do Mágico. E jogou bem.
Nuno Gomes ou Postiga
Se nos quatro casos anteriores os raciocínios parecem lógicos e as escolhas naturais, no que diz respeito ao ponta-de-lança a situação é diferente, porque têm sido dois os avançados que têm estado no banco.
O histórico desta equipa apontaria Nuno Gomes como primeira opção para substituir Pauleta sem mexidas tácticas.
Basta lembrar que no Euro’2004, frente à Espanha, o açoriano não estava disponível e o escolhido para jogar sozinho entre os centrais foi Nuno Gomes, ao passo que no jogo seguinte, com a Inglaterra, quando decidiu manter Pauleta e meter um segundo ponta-de-lança optou por Postiga (que marcou).
Nesta altura, porém, é difícil apostarmos num deles. Apesar de já estar apto, Nuno Gomes chegou ao grupo saído de uma lesão, enquanto Postiga se apresentou a cem por cento.
Estará em vantagem?
Ricardo Carvalho ou Fernando Meira
Dando como certa a entrada na equipa de Ricardo Costa, há mais uma questão a equacionar.
Se o primeiro pensamento lógico apontava para que o portista entrasse para formar dupla com Ricardo Carvalho, até porque já em tempos jogaram juntos e foi Meira quem esteve mal diante do Irão, a protecção montada pelos responsáveis em torno do jogador do Estugarda pode significar que Scolari não está disposto a deixá-lo de fora.
Ricardo Carvalho e Jorge Andrade (anteontem) e Ricardo (ontem) desfizeram-se em elogios a Meira.
E se for ele a alinhar ao lado de Ricardo Costa frente ao México? Mesmo que pareça uma hipótese menos lógica do que a utilização da dupla de Ricardos, há que equacioná-la.
Ricardo, Miguel, Maniche e Figo deverão ser os resistentes.
segunda-feira, junho 19, 2006
Espaço Prof. Karamba - Especial Mundial
Os jogos sujeitos a aposta são os seguintes (faço já o meu palpite):
Portugal/México: 1-0;
Irão/Angola: 0-1;
Holanda/Argentina: 0-1;
Costa do Marfim/Sérvia e Montenegro: 1-0;
Rep. Checa/Itália: 1-1;
Gana/USA: 2-1;
Japão/Brasil: 0-2;
Croácia/Austrália: 1-2;
Arábia Saudita/Espanha: 0-2;
Ucrânia/Tunísia: 2-0;
Togo/França: 0-2;
Suiça/Coreia do Sul: 1-1;
Boa Sorte!
Espaço Prof. Karamba - Especial Mundial - Classificação Provisória até ao França/Coreia do Sul
1º Lugar: Vermelho Nunca - 143 pontos;
2º Lugar: Vermelho - 133 pontos;
3º Lugar: Cubilhas - 125 pontos;
4º Lugar: Zás: - 88 pontos;
Grupo B
1º Lugar: Qualesma - 152 pontos;
2º Lugar: Paco Nassa - 147 pontos;
3º Lugar: Muceque - 138 pontos;
4º Lugar: Kubas - 110 pontos;
Grupo C
1º Lugar: Meireles - 148 pontos;
2º Lugar: Sócio - 147 pontos;
3º Lugar: Berbigão - 136 pontos;
4º Lugar: Carlos - 127 pontos;
Grupo D
1º Lugar: Barão Vermelho - 147 pontos;
2º Lugar: Jorge Mínimo - 145 pontos;
3º Lugar: Samsalameh - 134 pontos;
4º Lugar: Broas - 124 pontos;
Grupo E
1º Lugar: Bota Abaixo - 146 pontos;
2º Lugar: Cavungi - 109 pontos;
3º Lugar: Marreco - 104 pontos;
Grupo F
1º Lugar: Conático - 156 pontos;
2º Lugar: Zex - 153 pontos;
3º Lugar: Kaizerlicheagle - 138 pontos;
Grupo G
1º Lugar: Ronaldinho - 143 pontos;
2º Lugar: Holtreman - 140 pontos;
3º Lugar: Francisco Lázaro - 134 pontos;
Grupo H
1º Lugar: Sh Cala-te - 161 pontos;
2º Lugar: Costa - 158 pontos;
3º Lugar: Vicente Lemos - 147 pontos
Análise ao Portugal/Irão
Scolari regressou à casa de partida, o que equivale por dizer que apresentou o seu onze mais fiável.
Na verdade, com excepção da inevitável troca de J.Andrade por Meira, Portugal alinhou com os mesmos jogadores da partida com a Grécia a contar para a final do Euro-2004.
Contudo, a idade dos jogadores não é a mesma e, essencialmente, o momento de forma de alguns que constituíram peças chave da estrutura da equipa é bem distinto.
Para derrotar uns iranianos pouco mais do que inofensivos e estranhamente abúlicos chegou e sobrou. Para mais, veremos.
A equipa apresentou-se mais compacta, mais fresca, com maior fluidez nas transições, mas a debilidade da oposição não permite, ainda, formular ideias seguras sobre a actual valia do conjunto luso.
As entradas de Costinha, Maniche e, principalmente, de Deco aportaram equilíbrio ao onze.
O regresso ao 4x1x1x3x1 em detrimento do 4x2x3x1 do primeiro jogo permitiu que as transições defensivas e ofensivas acontecessem de forma mais escorreita.
A colocação de Costinha à frente da defesa, de Maniche uns passos mais adiante e de Deco numa linha de três com os dois alas, trouxe inegáveis mais valias.
Portugal foi sempre superior ao Irão, pressionou mais alto, recuperou mais bolas no último terço do campo, o que, naturalmente, possibilitou a criação de mais e melhores ocasiões de golo.
Na primeira parte, Portugal geriu o jogo, estudou os iranianos, criando as condições necessárias para no segundo tempo desferir a estocada fatal.
Foi sem surpresa que Deco, no dealbar da segunda metade, com um remate soberbo à entrada da área, fez o primeiro golo.
Se Portugal já dominava a partida e as suas incidências, com o advento do golo, tal superioridade ainda se acentuou de forma mais gritante.
Face à incapacidade iraniana de se acercar com perigo das redes de Ricardo, Portugal foi controlando o jogo e, igualmente, de modo natural, chegou ao segundo golo através de um penalty a castigar falta tão flagrante quanto estúpida sobre Figo.
Portugal jogou melhor, é indubitável, mas a fragilidade iraniana não permite dissipar algumas dúvidas que permanecem.
Será Costinha, perante um ritmo de jogo mais elevado e face a adversários de maior valia técnica, capaz de se assumir como tampão primeiro às investidas contrárias?
Costinha lê bem o jogo, apresenta um sentido posicional irrepreensível, mas não demonstra saúde física bastante.
Perante Robben e Van Persie ou Saviola e Maxi Rodriguez ou Messi e Tevez, não me parece que Costinha disponha de condição física e ritmo de jogo para os travar.
Os movimentos basculantes que ensaiou foram, ainda, tímidos e pouco abrangentes, limitando a sua acção à zona central da defesa.
Será suficiente perante adversários mais valiosos? duvido.
Será Meira capaz de se elevar a outro nível competitivo, ultrapassando as hesitações em que tem incorrido?
Meira não apresenta as rotinas posicionais de central suficientemente consolidadas para que se possa assumir como central de marcação.
Me parece que seria mais vantajoso entregar a Ricardo Carvalho as funções de marcação e destinar a Meira funções de sobra.
Certamente que a equipa ganharia agressividade, tempo de entrada aos lances e sentido posicional no eixo central.
Por outro lado, a colocação de Meira sobre a direita agrava os problemas defensivos de tal flanco.
É consabido que Miguel, apesar de rápido, apresenta debilidades defensivas, que a sua formação como ala permite explicar.
Meira não supre tais debilidades, não conseguindo aportar o justo equilíbrio ao sector mais recuado da nossa selecção. A colocação de Carvalho à direita atenuaria, por certo, tais problemas.
Será Maniche capaz de demonstrar o fulgor físico patenteado no Euro/2004?
No jogo com o Irão, o raio de acção de Maniche foi muito menos extenso do que aquele que ao serviço do Porto e da Selecção Nacional já apresentou.
Maniche limitou-se a gerir a sua condição, empregando-se mais em tarefas ofensivas do que defensivas.
O adversário foi tão débil que não permitiu esclarecer se o fez de forma deliberada ou se a sua condição não dá para mais.
Será Figo capaz de manter a bitola exibicional demonstrada?
As prestações de Figo estão muito condicionadas pelo seu estado físico. Na segunda parte, apesar do penalty arrancado, o decréscimo da sua condição física foi evidente e, claro está, que a sua influência no jogo da equipa diminui em proporção idêntica.
Exige-se que descanse contra o México, por forma a que se apresente com folga física suficiente nos oitavos de final.
A sua colocação na ala desgasta-o ainda mais, pois que lhe exige uma maior amplitude de movimentos, quer em diagonais para o centro, quer em trocas de flanco com Ronaldo. Depois a sua velocidade já não é a mesma de outrora.
Será Ronaldo capaz de perceber que necessita de dar dimensão colectiva ao seu futebol?
No jogo contra o Irão, Ronaldo voltou a insistir nos mesmos pecadilhos de outras partidas, mormente abusando dos adornos e dos lances individuais.
Sendo um ala, não vi qualquer cruzamento executado com êxito pelo madeirense.
Apresentou vários truques, mostrou disponibilidade para o jogo, mas persistiu em jogar sózinho.
Pode ser que o golo lhe traga a tranquilidade necessária para perceber que se evidenciará tanto mais quanto mais eficiente for o seu futebol.
Dribles e afins desprovidos de eficácia colectiva podem constituir belos momentos hedonísticos, mas futebolisticamente nada acrescentam.
Será Pauleta capaz de concretizar contra equipas de maior valia?
Pauleta fez um golo contra Angola, mas contra o Irão nunca demonstrou capacidade para alcançar semelhante desiderato.
No Euro/2004 não marcou qualquer golo e no Mundial parece trilhar o mesmo caminho.
Falho de agressividade, de velocidade e de sentido posicional, pareceu sempre andar longe da bola e em contra-mão com os companheiros.
Tal como Meira, o problema reside na inexistência, por ora, de uma alternativa credível.
Em suma, direi que a Selecção apresentou uma melhoria significativa da sua qualidade exibicional. Foi, acima de tudo, uma equipa mais equilibrada.
Todavia, o nível da oposição foi tão fraco que conclusões seguras sobre a sua valia actual não serão mais do que meros tiros no escuro.
Veremos o que nos reservam os próximos jogos.
sexta-feira, junho 16, 2006
Antevisão do Portugal/Irão
Uma novidade que o nosso amigo Samsalameh, hoje embarcado para a Alemanha, não deixará de apreciar e nos relatar numa próxima oportunidade.
Jogo de prognóstico difícil atento o carácter de final que assume para os iranianos.
Pese embora se mostrem desfalcados das suas maiores estrelas - Ali Daei, Karimi e Madavikhia têm reduzidas chances de alinhar - tudo farão para vencer por forma a alimentar o sonho de uma presença nos oitavos de final.
O carácter lutador dos iranianos será, certamente, o trunfo maior que apresentarão.
Cabe-nos igualá-los em vontade, em raça e em capacidade de luta, pois que a nossa superior qualidade técnica fará com certeza a diferença.
Na selecção portuguesa a principal dúvida reside na composição do duplo-pivot do meio-campo e na possibilidade de utilização de Cristiano Ronaldo.
Se em relação à primeira das interrogações o enigma parece ser de fácil resolução com a mais do que previsível chamada de Costinha e Petit ao onze titular, já em relação à condição de Ronaldo a dúvida adensa-se.
Ronaldo tem vindo a dar mostras de conviver mal com a pressão de sobressair no Mundial.
O seu nervosismo tem sido bem patente e tem condicionado de forma assaz relevante o seu rendimento desportivo.
Ronaldo não desconhece que uma presença pejada de fulgor no Mundial constituirá o trampolim que a sua carreira parece necessitar para uma afirmação plena no contexto do futebol à escala planetária.
Ronaldo não olvida que os holofotes dos media, nacionais e internacionais, incidem sobre si.
Ronaldo não esquece que toda uma nação espera de si os passes de mágica que transportarão Portugal para uma dimensão superior.
Ronaldo sabe que exibições de alto quilate o farão apetecível para a generalidade dos grandes clubes europeus, possibilitando-lhe arrecadar os muitos e muitos euros que uma transferência não deixará, por certo, de render.
Tudo isto tem sido demasiado para o "puto-maravilha".
Os alicerces da forteleza psicológica de Ronaldo têm dado sinais de ruptura, dos quais as exibições menos conseguidas nos jogos de preparação e na partida inaugural do Mundial são sintoma evidente.
A instabilidade emocional que tem demonstrado, o excessivo individualismo, o recurso a "truques" vários, circenses, mas inócuos do ponto de vista colectivo, são reflexo do estado de espírito do jogador madeirense.
Será Ronaldo, perante as supra enunciadas premissas, capaz de conferir dimensão competitiva e sentido colectivo ao seu futebol?
Parece-me que sim.
Mas para que tal desiderato seja alcandorado me parece fundamental que no próximo jogo seja remetido ao banco de suplentes.
Há que transmitir a Ronaldo que, actuando como o tem vindo a fazer, é pernicioso à equipa, constituindo um problema ao invés de participar na solução.
Há que baixar os níveis de ansiedade do jovem prodígio, retirar-lhe pressão e fazê-lo ver que apenas dando um sentido colectivo às suas prestações é útil.
E depois, nada melhor que um momento de pausa para reflectir sobre o seu comportamento recente. Um "banho" de humildade constituirá tónico para elevação dos seus níveis exibicionais.
Em momento de afirmação, urge atalhar caminho.
Ronaldo é um sobredotado, mas caso não inverta a lógica que tem presidido às suas exibições, o máximo a que pode aspirar é ser contratado pelo Victor Hugo Cardinali ou pelo Chen.
Em conclusão, direi que Portugal terá pela frente uma equipa que encarará o jogo como uma questão de vida ou de morte.
O Irão empenhar-se-á a fundo e os seus jogadores darão a vida se necessário for pelo sucesso.
Com limitações técnicas e tácticas evidentes, os iranianos farão da fé a sua pedra de toque.
Correrão como loucos, irão até ao limite das suas forças pela vitória.
Portugal terá que contrariar toda essa abnegação, equiparando-se em entrega e aportando ao jogo a sua superior valia técnica e a sua superior organização táctica.
Que será complicado não duvidemos, mas que temos argumentos mais do que suficientes para ultrapassar com êxito esta dura batalha não duvidemos igualmente.
quarta-feira, junho 14, 2006
Espaço Prof. Karamba - Especial Mundial - Classificação Provisória até ao Brasil/Croácia
1º Lugar: Vermelho Nunca - 71 pontos;
2º Lugar: Vermelho - 68 pontos;
3º Lugar: Cubilhas - 57 pontos;
4º Lugar: Zás: - 0 pontos;
Grupo B
1º Lugar: Paco Nassa - 87 pontos;
2º Lugar: Qualesma - 68 pontos;
3º Lugar: Muceque - 66 pontos;
3º Lugar: Kubas - 49 pontos;
Grupo C
1º Lugar: Sócio e Berbigão - 74 pontos;
2º Lugar: Meireles - 73 pontos;
3º Lugar: Carlos - 69 pontos;
Grupo D
1º Lugar: Jorge Mínimo - 80 pontos;
2º Lugar: Barão Vermelho - 74 pontos;
3º Lugar: Samsalameh - 68 pontos;
4º Lugar: Broas - 62 pontos;
Grupo E
1º Lugar: Bota Abaixo - 74 pontos;
2º Lugar: Cavungi - 54 pontos;
3º Lugar: Marreco - 39 pontos;
Grupo F
1º Lugar: Conático - 84 pontos;
2º Lugar: Kaizerlicheagle e Zex - 77 pontos;
Grupo G
1º Lugar: Francisco Lázaro - 79 pontos;
2º Lugar:Ronaldinho - 76 pontos;
3º Lugar: Holtreman - 66 pontos
Grupo H
1º Lugar: Costa - 80 pontos;
2º Lugar: ShCala-te - 72 pontos;
3º Lugar: Vicente Lemos - 70 pontos
Finalmente!
LINHAS GERAIS:
O presente Protocolo, outorgado nesta data, entre ambas as partes, pretende regular o relacionamento entre a Associação Académica de Coimbra (A.A.C.) e a Associação Académica de Coimbra/Organismo Autónomo de Futebol (O.A.F), destinando-se a substituir todos os protocolos anteriormente outorgados entre ambas as entidades.
Dos princípios e do espírito académico
Sem prejuízo da prossecução do seu escopo estatutário e da vontade dos seus Associados, o Organismo Autónomo de Futebol e aqui Segunda Outorgante procurará manter o espírito académico de sempre nos princípios emanados da Assembleia Magna e da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra.
Da participação do O.A.F. no Projecto do “Estatuto de Estudante Atleta”
Através do presente Protocolo, fica, desde já, consignado que o Organismo Autónomo de Futebol integra, em igualdade de circunstâncias, o Projecto de “Estatuto de Estudante Atleta”, logo que este seja aprovado pelo Senado da Universidade de Coimbra.
Dos símbolos da Academia
1) A designação “ASSOCIAÇÃO ACADÉMICA DE COIMBRA”, bem como o seu emblema são pertença, única e exclusivamente, da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra, enquanto símbolos da Academia.
2) As partes concordam na utilização por ambas do emblema, o qual fica a fazer parte integrante do presente Protocolo.
Instalações Desportivas
As instalações desportivas pertencentes, afectas ou concedidas à Associação Académica de Coimbra ou ao Organismo Autónomo de Futebol, poderão ser utilizadas por ambos, em termos a acordar no início de cada ano desportivo, à luz de um princípio de reciprocidade.
Dos benefícios do “Sócio Desportivo Único”
As Partes Outorgantes acordarão na criação de benefícios comuns em todas as actividades desportivas, sociais e culturais da Academia em prol do denominado “Sócio Desportivo Único” da Associação Académica de Coimbra.
Da exploração do jogo do Bingo
Na hipótese da manutenção da concessão existente da exploração do jogo do bingo ao Organismo Autónomo de Futebol, dos lucros daí resultantes reverterá uma percentagem para o Conselho Desportivo da Associação Académica de Coimbra, destinada ao apoio e fomento do desporto amador na Associação Académica de Coimbra.
Da exploração comercial dos símbolos da Academia
A partir da data da assinatura do presente protocolo, qualquer contrato a celebrar com entidade, instituição ou empresa com vista à comercialização do símbolo ou da designação da “Associação Académica de Coimbra” ou da “Associação Académica de Coimbra – O.A.F.”, deverá, obrigatoriamente, ser concretizado com o acordo de ambas as entidades aqui Outorgantes.
Da entrada em competições desportivas
Os atletas das Secções da Associação Académica de Coimbra e os do Organismo Autónomo de Futebol têm, em igualdade de condições, entrada em todos os jogos disputados pelas diferentes entidades desportivas da Associação Académica.
Um bom negócio
O actual vínculo celebrado com a marca alemã que só estará em vigor a partir do próximo dia 1 de Julho – data em que o Sporting comemora o centenário – com a apresentação dos novos equipamentos, é diferente dos contratos anteriormente celebrados, visto não contemplar apenas o fornecimento de equipamentos desportivos.
Mundial
"O dia 5 foi o mais fraco até agora.
À hora do almoço o Togo foi tão frágil como se esperava, enquanto a Coreia do Sul demonstrou o sangue frio dos consagrados, mas não teve futebol que suportasse a atitude. Acabou por ser empurrada para a vitória pela ingenuidade do adversário.
À tarde a França adormeceu até os mais interessados, com a cumplicidade de uma Suíça a quem o empate acabou por servir. Zidane pareceu o mais empenhado, numa equipa onde os nomes não encontram tradução no terreno. O eclipse francês sobrevive, quatro anos depois.
À noite o Brasil foi Kaká, o que não é mau, mas fica longe do esperado. Ronaldo pode não estar gordo, mas fora de forma está de certeza. Ronaldinho Gaúcho andou sempre à procura de espaço para o movimento certo, enquanto Adriano se limitou a chocar com os defesas. Restou ao escrete o empenho do meio-campo, a boa actuação dos laterais Cafu e Roberto Carlos e alguma sorte. Afinal, também é disso que se fazem os campeões e por esta hora os brasileiros festejam e os croatas choram. Como se esperava."
Movimentações de Empresários
Segundo informações veiculadas em Inglaterra, as negociações com os portistas estavam a decorrer bem, mas Van der Meyde, que se encontra de férias, terá encerrado o assunto dizendo, alegadamente, que não quer sair para Portugal.
A Juventus e o Milan já terão contactado a empresa que gere a carreira do jogador, a SFX Sports, para saber quais as condições necessárias para contratar o atleta, que há um ano custou cerca de 7,5 milhões de euros ao Everton.
Ambos os clubes poderão pagar ao jogador o mesmo (elevado) salário que aufere em Inglaterra. O que não acontece com o FC Porto, pelo que só a boa vontade do jogador poderia fazer com que baixasse as exigências. "Hoje, Van der Meyde está mais longe do FC Porto do que estava ontem", explicou uma fonte não identificada do clube britânico.
Já o jogador, em declarações ao jornal "Sunday Mirror" mostrou-se "arrependido por ter abandonado o futebol italiano e o Inter na época passada", sobretudo por ter tido um ano azarado em Inglaterra, que teve como consequência directa o afastamento do Campeonato do Mundo. "Queria ter conquistado um lugar nos 23 eleitos, mas só fiz dez jogos por causa das lesões", referiu. Apostado em relançar a carreira, Van der Meyde prefere, aparentemente, o futebol italiano ao português.
Tudo o que é demais é erro ou mais 4 anos é muito
Luís Filipe Vieira e José Veiga apresentaram essa possibilidade ao lateral-esquerdo há alguns meses e este não se fez rogado, aceitando o desafio: "A iniciativa partiu do Benfica, e estou à espera de concretizar esse desejo, pois foi uma grande prova de confiança. Julgo que vai ser fácil chegar a acordo, pois sinto-me muito bem no clube e tenho uma óptima relação com toda a gente. Além disso, há uma grande empatia entre mim e os adeptos, o que me faz pensar que tenho todas as condições para continuar, por mais alguns anos, a vestir a camisola do Benfica", sublinhou o defesa brasileiro, manifestando igualmente toda a sua satisfação pela abordagem. "Fiquei muito satisfeito quando vieram ter comigo, foi um sinal muito importante. Quero ficar no clube por muito mais anos. Adaptei-me muito bem ao Benfica, tenho uma boa relação com o meus colegas e um carinho muito grande pelo presidente e por José Veiga. Não ficou agendada nenhuma data para uma nova reunião com os dirigentes do Benfica, mas certamente voltaremos [a falar] daqui por algum tempo", referiu o camisola 5.
Mesmo de férias, Léo não descura a sua condição física e, diariamente, desloca-se a um ginásio para entrar na nova temporada em boa forma: "É verdade, tento manter a forma mesmo de férias, pois isso é muito importante para um profissional."
Mais um episódio da novela...
Os responsáveis encarnados oferecem um milhão de euros pelo empréstimo do atleta, mas a proposta também contempla a aquisição em definitivo do internacional argentino.
Luís Filipe Vieira e José Veiga propuseram para a contratação do atleta o pagamento de quatro milhões de euros ao longo de três anos.
Klaus Fuchs, director-geral do Wolfsburgo, assumiu publicamente a existência da proposta dos encarnados, mas também acusou a recepção oficial do interesse dos espanhóis do Saragoça, tendo frisado que a decisão apenas seria tomada ao longo do dia de hoje, uma vez que a reunião mantida durante quase todo o dia de ontem não foi conclusiva.
O jogador, por sua vez, aguarda com enorme expectativa o desenrolar deste processo.
De férias na Argentina, D'Alessandro conversou telefonicamente com os responsáveis do emblema alemão, tendo afirmado o que já dissera nas páginas deste jornal: "Gostava de jogar no Benfica."
Um desejo, aliás, que poderá ser determinante para o desfecho do processo, uma vez que as propostas de Benfica e Saragoça são muito equivalentes do ponto de vista financeiro, tanto para o atleta como para o Wolfsburgo.
terça-feira, junho 13, 2006
Espaço Prof. Karamba - Especial Mundial - Classificação Provisória até ao Itália/Gana
1º Lugar: Vermelho - 60 pontos;
2º Lugar: Vermelho Nunca - 55 pontos;
3º Lugar: Cubilhas - 49 pontos;
4º Lugar: Zás: - 0 pontos;
Grupo B
1º Lugar: Paco Nassa - 69 pontos;
2º Lugar: Muceque e Qualesma - 50 pontos;
3º Lugar: Kubas - 34 pontos;
Grupo C
1º Lugar: Sócio - 63 pontos;
2º Lugar: Berbigão - 58 pontos;
3º Lugar: Meireles - 55 pontos;
4º Lugar: Carlos - 50 pontos;
Grupo D
1º Lugar: Jorge Mínimo - 65 pontos;
2º Lugar: Barão Vermelho - 59 pontos;
3º Lugar: Samsalameh - 52 pontos;
4º Lugar: Broas - 44 pontos;
Grupo E
1º Lugar: Bota Abaixo - 58 pontos;
2º Lugar: Cavungi - 46 pontos;
3º Lugar: Marreco - 34 pontos;
Grupo F
1º Lugar: Conático - 68 pontos;
2º Lugar: Kaizerlicheagle - 66 pontos;
3º Lugar: Zex - 61 pontos
Grupo G
1º Lugar: Francisco Lázaro - 69 pontos;
2º Lugar:Ronaldinho - 60 pontos;
3º Lugar: Holtreman - 50 pontos
Grupo H
1º Lugar: Vicente Lemos - 62 pontos;
2º Lugar: Costa - 59 pontos;
3º Lugar: ShCala-te - 56 pontos;
Os "Man of the Match"
Lista dos «Homens do jogo» do Mundial-2006:
Alemanha-Costa Rica, 4-2: Miroslav Klose
Polónia-Equador, 0-2: Augustin Delgado
Inglaterra-Paraguai, 1-0: Frank Lampard
Trindade e Tobago-Suécia, 0-0: Dwight Yorke
Argentina-Costa do Marfim, 2-1: Javier Saviola
Servia e Montenegro-Holanda, 0-1: Arjen Robben
México-Irão, 3-1: Omar Bravo
Angola-Portugal, 0-1: Figo
Austrália-Japão, 3-1: Tim Cahill
Estados Unidos-Rep. Checa, 0-3: Tomas Rosicky
Itália-Gana, 0-2: Andrea Pirlo
O habitual estímulo
A prestação colectiva e individual foi analisada por Scolari junto com os seus adjuntos, Flávio Teixeira e Darlan Schneider, e o balanço feito pelo seleccionador é positivo.
O teor da breve conversa de 15 minutos que Scolari teve com os jogadores antes do treino de ontem foi inequívoco: "Gostei, rapazes, mas vamos fazer melhor", foi a mensagem do técnico.
A preocupação maior de Scolari era saber até que ponto alguns jogadores iriam corresponder à pressão da estreia num Mundial e em dois ou três casos a resposta ficou aquém do esperado mas sem que isso constitua um drama.
O médio Tiago, como o próprio reconheceu, foi dos mais nervosos em campo e por isso o seu rendimento também ficou abaixo do esperado.
Scolari pensa que o jogador pode dar bem mais e tudo indica que voltará a ter uma oportunidade para o fazer.
Aí está o novo capitão leonino
Capitanear a equipa é uma responsabilidade que Ricardo não enjeita e que "aceitaria com prazer".
"Não é a melhor altura para falar sobre isso agora", começou por defender Ricardo, instantes depois de ter assegurado o zero a Angola na estreia triunfante no Mundial – pessoal e de Portugal.
A braçadeira de capitão do Sporting parece estar-lhe destinada, mas o titular indiscutível da baliza leonina e um dos mais experientes jogadores às ordens de Paulo Bento em 2006/07 encara a responsabilidade com... naturalidade. "Não tenho essa obsessão. A única que tenho, no futebol, é o prazer de jogar e, pela influência que tenho, por ser um dos mais velhos no balneário, fazer com que os mais jovens estejam mais próximos de nós. A minha experiência também vai dando mais alguma coisa", concedeu, contudo, Ricardo, ao deixar o RheinEnergieStadion, em Colónia.
O desafio, porém, será bem-vindo, e em nada modificará o comportamento do guardião dos leões, conforme o próprio fez questão de frisar. "Agora, se quem de direito entender entregar-me essa responsabilidade, aceitarei com prazer. Se for esse o meu próximo passo, só me cabe continuar a ser o mesmo, envergando a braçadeira ou não. É óbvio que é uma responsabilidade, mas essa já eu tenho ao jogar, quer na selecção, quer no Sporting."
Um processo que, estranhamente, se arrasta
Apesar de já existir acordo entre os leões e Caneira para que o internacional português possa representar o Sporting por mais uma temporada, o Valência está a protelar uma decisão final sobre este processo, numa atitude assente no desejo de receber contrapartidas mais significativas, esperando que, entretanto, a presença do defesa no Mundial contribua para a sua valorização no mercado internacional.
Tendo em conta que a vontade do polivalente atleta passa por regressar a Alvalade, numa negociação que gostaria de ver concluída o quanto antes, Paulo Barbosa deverá optar por pressionar a Direcção do Valência para que esta acabe por ceder às suas pretensões, que coincidem, obviamente, com as do emblema verde e branco.
Assim, o final da corrente semana deverá trazer novidades, embora seja pouco provável que o processo fique definitivamente "arquivado".
Bons exemplos
A data do regresso a Portugal ainda não está definida, mas, de acordo com o que ficou alinhavado com o FC Porto, o avançado deverá apresentar-se com uma semana de antecedência em relação à data estipulada para os restantes. "A ideia é avaliá-lo e fazer algum trabalho de fortalecimento muscular antes de seguir para a pré-temporada", disse Aloísio Moraes. "A indicação que temos é a de que ficará no plantel", acrescentou. O estado de espírito é o melhor. "Se Deus quiser, é desta", resume o pai.
Em princípio, o brasileiro não será o único a apresentar-se mais cedo no Olival.
Sokota partiu de férias as mesmas indicações, estando previsto que volte também uma semana antes do dia marcado para a apresentação oficial, a 10 de Julho. Em comum, Moraes e Sokota têm uma época recheada de contrariedades físicas que ditaram um afastamento prolongado dos relvados. Os dois têm a garantia de que seguirão para a Holanda, onde os portistas efectuam a pré-época, mas serão previamente sujeitos a observações clínicas e a exercícios capazes de atenuar as longas paragens.
Também ontem, Ibson passou pela Gávea, onde treina o Flamengo, para iniciar a preparação da nova temporada.
O médio já avisou que aposta forte no próximo ano e quer chegar em forma.
Aproveitando os conhecimentos que tem no Flamengo, clube que o formou, Ibson passou a manhã com Marcelo Sales, preparador-físico dos cariocas. O primeiro dia foi exclusivamente físico; a bola fica para mais tarde.
Tens é direito a sair e depressa...
De férias no Norte de Espanha, perto de Barcelona, o camisola 34 relembra mesmo a pequena "novela" desenrolada aquando da sua estadia na Turquia e garante que, desde que foi de férias, não recebeu qualquer convite. "Estive de férias em Istambul e os jornais turcos começaram logo a especular, dizendo que eu ia assinar pelo Galatasaray. Agora o Marselha? [risos] Não sei de absolutamente nada sobre isso. Claro que sei que o actual presidente é o Pape Diouf, que já foi meu empresário, mas estou de férias com a minha família, a tentar descansar, e não fui contactado por ninguém. Todos os dias se fala, na Imprensa, de novos clubes interessados em mim, a dizer que vou para aqui ou para ali e, até agora, ninguém falou comigo", adianta o avançado.
Robert chegou à Luz na reabertura do mercado da última época, mas Ronald Koeman ofereceu-lhe uma utilização algo intermitente.
Chegou a ser aplaudido de pé – em momentos como o do tento marcado ao FC Porto, por exemplo –, apesar de ter igualmente ouvido os assobios dos adeptos encarnados.
Contas feitas, o ex-jogador do Portsmouth está convicto de que merece, no mínimo, uma oportunidade de Fernando Santos. "Tenho mais três anos de contrato e creio que, pelo menos, tenho o direito de fazer a pré-época. Vou voltar a Portugal e apresentar-me no Benfica em Julho para começar a trabalhar", esclarece.
As exibições arrancadas de águia ao peito e a fraca utilização na Luz retiraram ao internacional francês o moral necessário para brilhar, mas Robert já pensa na próxima época, onde terá de dar mostras da sua real capacidade a Fernando Santos e... não só. "Neste momento, estou de férias em Espanha, a relaxar, porque a próxima época vai ser cansativa. Preciso de dar provas e tenho de ganhar confiança. Não tanto provar ao treinador, mas sim a mim mesmo. Não desaprendi de jogar futebol e estou muito feliz em Portugal. Gosto do clube, do clima, do estilo do futebol, das pessoas... Enfim, de tudo. Estou muito bem aí", remata o médio-ala-esquerdo encarnado.
Espero que sim!
O médio ofensivo está na Argentina, mas tem recebido várias indicações do seu empresário, que o colocam a um pequeno passo do clube da Luz. "Tenho a possibilidade de jogar no Benfica", começou por adiantar o jogador do Wolfsburgo, cedido, a título de empréstimo, ao Portsmouth na última temporada.
Recorde-se que já há um entendimento total entre o Benfica e o jogador, faltando, nesta altura, o acordo com o emblema alemão. "Falei com o meu representante, talvez hoje saiba mais qualquer coisa. Por agora, não posso falar mais."
D'Alessandro aceitou ceder em termos financeiros para abraçar um novo desafio na sua carreira, tendo mesmo reduzido num milhão de euros o seu rendimento anual para se transferir para o Benfica.
Apesar de Harry Redknapp, treinador do Portsmouth, continuar a alimentar a esperança no regresso do jogador, a verdade é que D'Alessandro quer um clube com outras ambições em termos desportivos e está a exercer pressão para se mudar para a Luz – aliás, já tem um compromisso com as águias no sentido de dar sequência à sua carreira no Benfica. "Gostava de jogar no Benfica, é um clube grande da Europa", referiu, em declarações à Rádio Renascença. Refira-se que o Saragoça também se envolveu na luta pela aquisição do internacional argentino, mas D'Alessandro já definiu a sua preferência, e essa chama-se... Benfica.
Eugénio López revelou que o dia de "hoje será decisivo para se saber onde jogará D'Alessandro". Segundo o representante do internacional argentino, "a decisão final será tomada hoje e de pronto comunicada pelo Wolfsburgo", clube ao qual o atleta ainda se encontra vinculado. Recusou-se, no entanto, a adiantar mais pormenores sobre qual o clube que acolherá o jogador. Certo é que o mesmo responsável adiantou que Benfica e jogador já tinham tudo acordado, faltando apenas o entendimento entre o emblema português e o alemão.
Apesar do interesse demonstrado por outros clubes – principalmente espanhóis, com o Saragoça à cabeça –, a vontade de D'Alessandro é participar na Liga dos Campeões, algo que o Benfica lhe poderá proporcionar.
segunda-feira, junho 12, 2006
Uma boa notícia para o Casino da Figueira e outros estabelecimentos de diversão nocturna...
Esta informação carece de confirmação, mas dado o inusitado número de vozes coincidentes, sou forçado a admitir esta possibilidade como real.
Prometo voltar ao assunto assim que disponha de informações mais consistentes.
Espaço Prof. Karamba - Especial Mundial - Classificação Provisória até ao Portugal/Angola
1º Lugar: Vermelho - 44 pontos;
2º Lugar: Vermelho Nunca - 42 pontos;
3º Lugar: Cubilhas - 31 pontos;
4º Lugar: Zás: - 0 pontos;
Grupo B
1º Lugar: Paco Nassa - 45 pontos;
2º Lugar: Muceque - 40 pontos;
3º Lugar: Qualesma - 32 pontos;
4º Lugar:Kubas - 21 pontos;
Grupo C
1º Lugar: Sócio - 45 pontos;
2º Lugar: Berbigão - 42 pontos;
3º Lugar: Meireles - 39 pontos;
4º Lugar: Carlos - 37 pontos;
Grupo D
1º Lugar: Jorge Mínimo - 49 pontos;
2º Lugar: Samsalameh - 42 pontos;
3º Lugar: Barão Vermelho - 38 pontos;
4º Lugar: Broas - 26 pontos;
Grupo E
1º Lugar: Cavungi - 41 pontos;
2º Lugar: Bota Abaixo - 40 pontos;
3º Lugar: Marreco - 23 pontos;
Grupo F
1º Lugar: Conático - 47 pontos;
2º Lugar:Zex e Kaizerlicheagle - 40 pontos;
Grupo G
1º Lugar: Holtreman - 47 pontos;
2º Lugar: Francisco Lázaro - 45 pontos;
3º Lugar:Ronaldinho - 42 pontos;
Grupo H
1º Lugar: Costa - 44 pontos;
2º Lugar:ShCala-te - 40 pontos;
3º Lugar: Vicente Lemos - 39 pontos
Espaço Prof. Karamba - Especial Mundial
Os jogos sujeitos a aposta são os seguintes (faço já o meu palpite):
Espanha/Ucrânia: 1-1;
Tunísia/Arábia Saudita: 2-0;
Alemanha/Polónia: 2-0;
Equador/Costa Rica: 2-2;
Inglaterra/Trinidad e Tobago: 2-0;
Suécia/Paraguai: 2-1;
Argentina/Sérvia e Montenegro: 2-1;
Holanda/Costa do Marfim: 2-1;
México/Angola: 2-0;
Portugal/Irão: 2-1;
Rep. Checa/ Gana: 2-1;
Itália/USA: 2-0;
Japão/Croácia: 0-1;
Brasil/Austrália: 2-0;
França/Coreia do Sul: 2-0;
Togo/Suiça: 0-2;
Arábia Saudita/Ucrânia: 0-3;
Espanha/Tunísia: 2-1;
Equador/Alemanha: 1-2;
Costa Rica/Polónia: 1-2;
Suécia/Inglaterra: 1-1;
Paraguai/Trinidad e Tobago: 2-1.
Análise ao Portugal/Angola
Com uma exibição confrangedora, Portugal venceu uma Angola muito tenrinha.
Jogo muito similar ao Inglaterra/Paraguai.
Alinhando no seu esquema habitual, Scolari optou por Petit em detrimento de Costinha, Tiago em vez de Maniche e Figo no lugar do lesionado Deco. Simão, por força da deslocação de Figo para o centro, jogou na ala esquerda.
Portugal começou bem, com Simão a colocar Pauleta em posição privilegiada logo aos 30 segundos.
Aos 4 minutos, Figo passou com extrema facilidade por Jamba e assistiu Pauleta para o 1-0.
A partir daqui, Portugal deixou de jogar.
Um deserto de ideias, que uma inexperiente e ingénua Angola não soube explorar.
A deficiente condição física lusa aliada a uma excessiva distância entre sectores conduziu Portugal para um futebol desgarrado, sem chama e sem objectividade.
Portugal nunca ligou uma jogada com princípio, meio e fim. Viveu em exclusivo da inspiração de Figo, que se assumiu como o pólo aglutinador de todo o jogo ofensivo português.
As transições, pura e simplesmente, não existiram.
Portugal exibiu um futebol de repelões em que as individualidades procuraram disfarçar as debilidades colectivas.
Angola apenas apareceu em três lances entre os minutos 25 e 28 da 1ª parte.
E mesmo aí com perigo apenas relativo. Sómente um remate de André criou real perigo, forçando Ricardo a estirada vistosa.
Portugal deu mostras de ainda não estar no melhor da sua forma física. Foi uma equipa "pesada", perra, sem capacidade para imprimir mudanças de velocidade.
Até ao intervalo, apenas um cabeceamento de Ronaldo à barra e um remate forte do mesmo jogador a culminar a melhor jogada portuguesa de todo o encontro constituíram lances de relevância.
Na 2ª parte, o que até aí havia sido mau, tornou-se bem pior.
Portugal continuou na sua saga de mau futebol, ao passo que Angola ainda se exibiu em plano mais pobre, sendo incapaz de construir lances ofensivos com um minímo de intencionalidade e objectividade.
A partida seguiu o rumo morno pelo qual enveredou desde os 5 minutos de jogo, sem que factos dignos de nota hajam sucedido.
No cômputo geral, Portugal fez exibição paupérrima.
Sem ligação entre sectores, com os médios de cobertura excessivamente junto dos centrais e com os laterais muito presos a tarefas defensivas.
Sem condição física para alterações no ritmo de jogo, Portugal emprestou à partida uma toada constantemente lenta, que invariavelmente emperrou a construção ofensiva lusa.
Petit e Tiago, para além de se terem encostado em demasia aos centrais, nunca deram profundidade ao futebol português, incapazes que se mostraram de estender a progressão ofensiva até junto da área contrária.
Simão vive uma ansiedade inexplicável ao serviço da selecção, que lhe tolda a movimentação.
Ontem, começou bem, mas depressa caiu na mediocridade que tem pautado as suas exibições de quinas ao peito.
Mostrou vontade, mas não mais do que isso.
Figo assumiu a condução do jogo ofensivo da equipa. Nunca se escondeu do jogo, procurando sempre a bola.
Jogou bem entre linhas, "deu-se" ao jogo, demonstrando uma dinâmica singular no contexto da equipa.
Foi Figo a mais para equipa a menos.
Ronaldo revelou que não vive um bom momento emocional.
Demasiado individualista, teve momentos de grande fulgor, mas na maior parte do tempo mostrou-se ausente da partida.
Um jogo de demasiadas intermitências, com duas aparições em grande esplendor.
Pauleta cumpriu a sua obrigação ao fazer o golo do triunfo.
Excessivamente longe dos seus companheiros, foi sempre mal servido. E isto quando o foi.
Na maior parte do tempo de jogo, não foi sequer solicitado pelos seus colegas. A bola raramente lhe chegou.
Na 2ª metade conduziu mal um lance de contra-ataque, ao preferir o remate ao passe para Simão à direita que surgia em posição privilegiada.
Portugal falhou sempre no último passe, sintoma claro e evidente de deficit de condição física.
A defesa revelou uma intranquilidade preocupante e que condiciona o desenvolvimento do futebol ofensivo português.
Meira e Carvalho tardam em acertar o passo e quando assim é as oscilações dos centrais obrigam ao recuo da equipa no sentido da protecção do seu extremo reduto.
Ao posicionamento demasiado recuado de Petit e Tiago não foram alheias as hesitações do eixo central, mormente as protagonizadas por Meira.
Aliás, Meira de há muito que demonstrou não ter as rotinas posicionais de central suficientemente consolidadas.
Perante adversário de superior valia, temo que Portugal vacile.
As substituições de Scolari visaram, essencialmente, dar tempo de jogo a Costinha e Maniche.
Foram a ante-câmara da sua titularidade.
Scolari prepara-se para os guindar à condição de titulares, pelo que urgia dar-lhes minutos de competição.
Espero e desejo que o arranque titubeante da selecção portuguesa não seja mais do que isso e que no próximo Sábado possamos ver uma equipa transfigurada para melhor.
sexta-feira, junho 09, 2006
Antevisão do Portugal - Angola
Jogo de prognóstico evidente dadas as abissais diferenças existentes entre as duas equipas.
Portugal, para além de ser vice-campeão europeu, possui um lote de jogadores de boa craveira técnica, com boa cultura táctica, com bons conhecimentos dos princípios básicos de jogo, com experiência internacional, com um modelo de jogo definido e estabilizado, com rotinas de jogo consolidadas e com fantasistas capazes de decidir por si o resultado de um jogo.
Angola possui um reduzido número de jogadores de boa craveira técnica (Figueiredo, Mendonça e pouco mais), a maioria dos jogadores não tem uma cultura táctica muito desenvolvida (com excepção de alguns que alinham em Portugal, todos os outros não têm), a maioria dos jogadores não domina os princípios básicos de jogo (com excepção de alguns que alinham em Portugal, todos os outros não dominam), a totalidade dos jogadores não dispõe de experiência internacional (com excepção dos 3 jogos realizados no CAN, os jogadores de Angola enfrentam a sua primeira grande competição internacional), a equipa foi sujeita a tantas alterações nos últimos anos, com a entrada a conta-gotas de jogadores “naturalizados”, que Angola não possui um modelo de jogo sequer estabilizado, nem muito menos rotinas de jogo consolidadas e não dispõe nos convocados de jogadores com capacidade bastante para por si só resolverem um jogo.
Por aqui se vê o Mundo que separa Portugal de Angola.
Portugal é uma selecção do 1º Mundo futebolístico, Angola do 3º Mundo.
Não há comparação possível entre o nível futebolístico dos jogadores portugueses e dos jogadores angolanos.
A maioria dos jogadores portugueses actua nas principais ligas europeias e nos mais proeminentes clubes do velho continente, ao passo que os angolanos ou actuam no seu País (v.g. Zé Kalanga e Lôco) ou na liga secundária portuguesa (v.g. Figueiredo e Mendonça) ou em ligas periféricas, como as asiáticas (v.g. André Macanga) ou nem sequer têm clube (v.g. João Ricardo).
O único jogador da selecção angolana que actua ao mais alto nível, Mantorras, sofreu uma lesão que lhe amputou a carreira. A sua utilização cingir-se-á aos “obrigatórios” 15/20 minutos.
Portugal apenas enfrentará problemas face a Angola se entrar em campo imbuído da convicção da vitória antecipada. Se pensar que o jogo já está ganho, então passará um mau bocado.
A selecção angolana é fraca, mas se Portugal facilitar, a superação acontecerá.
Se Portugal permitir a Angola pensar que pode ganhar o jogo, o que é muito fácil tornar-se-á, inevitavelmente, muito difícil.
Portugal terá, antes de mais, de lutar contra si próprio.
Penso que Portugal se apresentará no seu esquema habitual, independentemente dos jogadores que compuserem o onze – 4x2x1x3.
As dúvidas residem na possibilidade de utilização de Deco e na opção entre Costinha, Maniche e Petit.
De acordo com as mais recentes notícias, a utilização de Deco será uma realidade e a opção do meio-campo residirá em Costinha e Petit.
Penso que a equipa perderá dinâmica e ficará com excessiva tracção atrás.
Temo que o fosso criado entre o meio-campo e o ataque seja enorme, abissal mesmo.
A utilização de Ronaldo e Figo nas alas não merece discussão para Scolari, mas continuo crente que Figo deveria ser deslocado para o meio.
Estruturaria a equipa num meio-campo composto por Petit mais recuado, Deco numa segunda linha e Figo mais adiantado nas costas do ponta de lança.
Simão e Ronaldo fariam as alas e Pauleta seria o ponta de lança.
Angola jogará em 4x3x3 quando em posse de bola e 4x5x1 quando em acção defensiva, com os alas a recolherem ao seu meio-campo.
Transições rápidas e contra-ataques a explorar a velocidade de Mendonça e Zé Kalanga será, certamente, o plano de jogo angolano.
Concentração e solidez defensiva serão os restantes ingredientes da mistura que Oliveira Gonçalves pretende ganhadora ou, pelo menos, susceptível de garantir um precioso empate.
Se não entrarmos convencidos de que são favas contadas, pensando ter a partida ganha antes de a jogar, venceremos com facilidade.
Caso contrário, tudo se complicará.
quinta-feira, junho 08, 2006
Penso que se devia ir mais longe
Para além das instruções dadas aos árbitros, no sentido de punir esse tipo de lances, o organismo decidiu ainda que quem os cometer terá de pagar uma multa de cerca de três mil euros.
Em relação às suspensões não há qualquer alteração, com os jogadores a cumprirem um jogo de castigo como resultado de expulsão (directa ou por acumulação) ou depois de terem visto dois cartões amarelos na prova.
No entanto, caso um jogador tenha visto apenas um cartão amarelo na fase de grupos, o «cadastro» limpa com a passagem aos oitavos de final.
Mundial - Grupo H
Analisando friamente este grupo, Espanha e Ucrânia são claramente as selecções favoritas à passagem à fase seguinte.
Não há dúvida que as selecções do continente europeu são mais experientes e praticam melhor futebol. Mesmo sabendo que a Ucrânia fará a sua estreia neste tipo de competições.
No entanto, do lado africano, a Tunísia, campeã da Taça de Africa em 2004, e com uma boa prestação na Taça das Confederações de este ano, terá sempre uma palavra a dizer e quem sabe intrometer-se na luta pelos dois lugares de acesso à fase seguinte.
Quanto à Arábia Saudita, a imagem que normalmente associa aos seus jogos, é de facilidade para os adversários.
Para que nos lembremos de uma boa prestação desta selecção num mundial, temos de recuar ao ano de 1994, quando passou à segunda fase, sendo então eliminada pela Suécia.
Ranking FIFA
Espanha (5º), Tunísia (21º), Arábia Saudita (34º), Ucrânia (45º)
Principais Figuras:
Espanha - Raul Gonzalez, Fernando Torres, Iniesta, Reyes, Joaquín e Puyol;
Tunísia - Ziad Jaziri, Santos, Adel Chadli, Hatem Trabelsi, Haykel Guemamdia
Arábia Saudita - Sami Al Jaber, Yaser Al Kahtani
Ucrânia - Andriy Shevchenko, Andriy Vorobey, Andrey Voronin
Previsão de Passagem:
Espanha e Ucrânia
Mundial - Grupo G
Os franceses, campeões em 1998, são naturalmente a equipa mais forte do grupo e é previsível que deixem a discussão do apuramento entregue a suíços e coreanos, já que a selecção africana é uma das mais fracas de entre as presentes no Alemanha'2006.
O Grupo F é o grupo do ex-campeão mundial em 1998, a França, que se quererá redimir do mau desempenho do Mundial da Coreia/Japão, onde foi eliminada na primeira fase, perdendo o primeiro jogo frente a uma equipa formada por jogadores criados em França, Senegal... o pior é que com o Togo acontece a mesma coisa, muitos jogadores são praticamente mais franceses que togoleses, e terão motivação extra... um pouco à imagem de Portugal e Angola.
Os comandados de Raymond Domenech procuram limpar a má imagem deixada em 2002, quando defenderam o título da pior forma possível, terminando a prova sem qualquer golo marcado.
Henry e Zinedine Zidane, que se despede dos relvados após o Mundial, são as figuras de proa desta selecção, que tem ainda nos seus quadros jogadores como Thuram, Makelele, Vieira, Trezeguet ou Franck Ribéry, nova coqueluche do futebol francês, tido por muitos como o sucessor de 'Zizou'.
A qualificação para os oitavos-de-final não está em causa, mas a partir daí os gauleses terão de fazer muito mais do que o que fizeram na fase de apuramento.
Curiosamente, a Suíça foi um dos adversários com quem se bateram para garantir o passaporte para a Alemanha.
Orientados por Köbi Kuhn, os helvéticos ultrapassaram a Turquia (3ª classificada em 2002) num play-off dramático e são talvez a selecção melhor colocada para garantir a outra vaga nos oitavos.
Senderos, Philipp Degen, Vogel, Behrami, Tranquillo Barnetta e Alexander Frei são alguns dos elementos mais importantes do conjunto suíço, que conta ainda como uma cara bem conhecida do nosso campeonato: Diego Benaglio, guarda-redes titular dos Sub'21 que na última temporada alinhou no Nacional da Madeira.
De salientar que a Suíça regressa a uma fase final doze anos depois de ter superado Portugal na caminhada para o Estados Unidos 94, onde atingiu os oitavos-de-final.
De resto, Coreia do Sul e Togo são, a meu ver, as duas equipas que deverão fazer as malas mais cedo.
A Coreia, que depois do grande quarto posto no “seu” mundial, se bem que ajudada tanto pelo público como por alguns erros de arbitragem, vai tentar provar que aquele classificação não foi um “oásis” no meio das más classificações que normalmente obtem.
Contudo, o craque Ahn já não é o mesmo, Hiddink saiu e afigura-se difícil a passagem aos oitavos de final.
A selecção coreana, agora dirigida por Advocaat, continua especialista a actuar em contra-ataque, fazendo uso da rapidez de Pyo Young Lee, Ji Sung Park e Ahn Jung-Hwan, por exemplo, mas é praticamente irrepetível o quarto lugar alcançado em 2002.
O Togo, por seu turno, só com uma espécie de milagre conseguirá algo mais que o último lugar do grupo.
Em Janeiro foi uma das piores equipas presentes na Taça das Nações Africanas, onde contou por derrotas os jogos disputados.
Adebayor é a estrela da companhia, a ponto de há uns tempos ter entrado em ruptura com a federação do seu país, o que prejudicou a prestação dos Falcões do Pardal na prova africana e levou à exclusão do treinador Stephen Keshi.
Ranking FIFA
França (8º), Coreia (29º), Suiça (35º), Togo (61º)
Principais Figuras:
França- Zidane, Thierry Henry, David Trezeguet, Patrick Vieira, Claude Makélélé, Frank Ribery
Suiça – Senderos, Philipp Degen, Vogel, Behrami, Tranquillo Barnetta e Alexander Frei
Coreia – Pyo Young Lee, Ji Sung Park e Ahn Jung-Hwan
Togo –Emmanuel Adebayor, Adekanmi Olufade, Assimiou Touré, Ludovic Assemoassa
Previsão de Passagem:
França e Suiça
A ver vamos qual a vontade do Sporting
Em declarações à imprensa brasileira, Deivid reconheceu que tentou mudar-se para o Santos no início do ano: "A última vez que falei com o Wanderley foi em Janeiro. Mas a negociação não seguiu em frente. O Sporting não me quis negociar e agora não há nenhuma possibilidade."
Questionado sobre a vontade de voltar ao Santos, Deivid deixou-se querer: "Se dependesse de mim, já estaria aqui há muito tempo. Nem é o salário o empecilho. Mas tenho contrato por três anos e não há intenção de negociarem o meu passe. Só se houver um negócio muito bom para o clube."
Solução salomónica
Ontem, depois de ter chegado do Rio de Janeiro, onde participou numa palestra sobre a moderna gestão dos clubes europeus, a convite da câmara portuguesa de comércio e indústria da cidade carioca, o presidente do Sporting colocou a hipótese de se reunir com o ex-camisola 10 do clube
“Vamos ter que falar com o Sá Pinto. Vamos tentar enquadrá-lo na estrutura do Sporting”, disse o líder leonino, em resposta à disponibilidade demonstrada pelo antigo jogador em ficar no clube, mesmo fora da equipa de futebol.
Por esclarecer continua o regresso de Pedro Barbosa ao clube. Soares Franco volta a garantir que não falou com o antigo jogador. “Nunca falei com o Pedro Barbosa, portanto não sei responder a isso”, referiu.
Espero que fique
A SAD encarnada pedirá a qualquer clube interessado no central uma verba a rondar os 12 milhões de euros, além de que dificilmente haverá negociações a este propósito antes do final do Mundial, no qual Luisão participa em representação da selecção brasileira.
O Benfica fez um grande investimento ao comprar, na totalidade, o passe do defesa-central, pelo que não o libertará com facilidade. Sobretudo porque Luisão é um jogador muito importante no plantel da Luz, do ponto de vista desportivo e, também, no que diz respeito à importância que tem no grupo encarnado.
Luisão é um dos jogadores mais cobiçados do Benfica. O piscar de olhos do Olympiakos surge depois de o PSV Eindhoven, treinado por Ronald Koeman, ter incluído o central na lista de potenciais reforços para a nova época.
Vamos, façam um esforço...
O Benfica não exerceu o direito de opção de compra do jogador na data limite estabelecida com a Juventus (expirou na última semana), detentora do passe, mas manifestou sempre a intenção de contar com o avançado desde que este chegasse à Luz a custo zero.
Aliás, já há mesmo um acordo entre o internacional italiano e o clube da Luz com vista à sua continuidade. Os encarnados pretendem adquirir o jogador sem custos adicionais, ou seja, sem pagar o valor da transferência cifrado em cinco milhões de euros pela Juventus.
Essa eventual poupança permitiu negociar com o jogador de uma forma mais aberta, leia-se com outros argumentos financeiros, a sua possível continuidade no Benfica.
Face ao momento conturbado que envolve a Juventus, alegado envolvimentos de alguns dos seus dirigentes em crimes de corrupção, o Benfica aguarda tranquilamente que Miccoli consiga a desvinculação do clube para assinar contrato e, assim, completar o lote de avançados que Fernando Santos terá ao seu dispor em 2006/07, do qual já fazem parte Nuno Gomes, Marcel e Mantorras.
Miccoli tem mercado, está muito bem referenciado em vários países da Europa, com natural incidência para Itália, mas pretende dar continuidade à sua carreira em Portugal.
O camisola 30 nunca escondeu a simpatia que sente pelo clube e adeptos, tendo manifestado inúmeras vezes que gostaria de ficar na Luz para retribuir todo o carinho que lhe foi dado no decorrer da última temporada, mesmo nos momentos em que esteve afastado da equipa devido a lesão.
Embora não tenha sido utilizado com a regularidade que certamente pretendia, a verdade é que Miccoli adaptou-se facilmente ao nosso país e ao Benfica, sendo um dos jogadores do plantel mais populares entre os adeptos e até mesmo na própria equipa.
"Papai" deu ralhete
Scolari prestava mais atenção à outra metade do campo, onde evoluíam os "mais" titulares, mas não gostou do que estava a acontecer.
Gritou, praguejou, ameaçou mandar embora do treino quem atirasse a bola para longe - "a bola é para pôr aqui [círculo central], o primeiro que der um chutão mando-o embora [do treino]" - e levou a questão mais longe. Possesso, dirigindo-se aos que atacavam, gritou: "Eu, o Darlan e o Murtosa íamos lá e fazíamos golo".
O treino prosseguiu, mas Scolari não voltou a exibir o sorriso habitual.
Logo a seguir a um choque fortuito entre Pauleta e Ricardo, Figo foi tocado por Ricardo Carvalho ao mesmo tempo que Cristiano Ronaldo gritava "marca Postiga" (acabara de cabecear por cima da barra). Felipão voltou a encrespar-se: "O jogo é só no domingo, hoje é para treinar".
Para acabar, durante a marcação de cantos, em que sempre há empurrões, atropelos e algum riso, o último recado: "Se quiserem continuar a palhaçada, eu saio". Nem mais um pio até ao fim.
Espaço Prof. Karamba - Especial Mundial
Os jogos sujeitos a aposta são os seguintes:
Alemanha/Costa Rica;
Polónia/Equador;
Inglaterra/Paraguai;
Trinidad e Tobago/ Suécia;
Argentina/Costa do Marfim;
Sérvia e Montenegro/Holanda;
México/Irão;
Portugal/Angola;
Austrália/Japão;
USA/Rep. Checa;
Itália/Gana;
Coreia/Togo;
França/Suiça;
Brasil/Croácia;
Como sempre, aqui deixo, desde já, o meu palpite:
Alemanha/Costa Rica: 2-0
Polónia/Equador: 2-0
Inglaterra/Paraguai: 1-0
Trinidad e Tobago/Suécia: 0-3
Argentina/Costa do Marfim: 2-1
Sérvia e Montenegro/Holanda: 1-2
México/Irão: 1-1
Portugal/Angola: 2-0
Australia/Japão: 1-1
USA/Rep. Checa: 1-2
Itália/Gana: 1-0
Coreia/Togo: 1-1
França/Suiça: 2-1
Brasil/Croácia: 2-1.
Em relação ao posicionamento final das equipas em cada grupo, aqui fica, igualmente, o meu palpite:
Grupo A
Alemanha, Polónia, Costa Rica e Equador;
Grupo B
Inglaterra, Suécia, Paraguai e Trinidad e Tobago;
Grupo C
Argentina, Holanda, Costa do Marfim e Sérvia e Montenegro
Grupo D
Portugal, México, Irão e Angola
Grupo E
Itália, Rep. Checa, USA e Gana
Grupo F
Brasil, Austrália, Croácia e Japão
Grupo G
França, Suiça, Coreia e Togo
Grupo H
Espanha, Ucrania, Tunísia e Arabia Saudita
Boa Sorte!
Espaço Prof. Karamba - Especial Mundial
Dado o número de inscrições, houve necessidade de criar três grupos com 4 participantes.
Todos os restantes serão compostos por 3 participantes cada.
Os dois primeiros de cada grupo qualificar-se-ão para os oitavos de final.
Em caso de igualdade pontual, os critérios de desempate serão os seguintes:
1º - maior número de resultados totalmente certos;
2ª - maior número de posições finais certas;
3ª - maior número de vitórias certas;
Assim:
Grupo A
Vermelho, Cubilhas, Zás e Vermelho Nunca;
Grupo B
Qualesma, Muceque, Kubas e Paco Nassa;
Grupo C
Carlos, Meireles, Berbigão e Sócio;
Grupo D
Samsalameh, Broas, Barão Vermelho e Jorge Mínimo;
Grupo E
Cavungi, Marreco e Botaabaixo;
Grupo F
Zex, Conático e Kaizerlicheagle;
Grupo G
Holtreman, Francisco Lázaro e Ronaldinho;
Grupo H
Costa, Vicente Lemos e ShCala-te
quarta-feira, junho 07, 2006
Um pequeno grande jogador - o melhor que vi na Briosa
O treinador-jogador dos escoceses do Falkirk assume que fuma em privado, mas não vê isso como prejudicial à sua performance.
«É algo que escolho fazer e nunca afectou o meu rendimento», assumiu o jogador que já representou clubes portugueses, como a Académica, o F.C. Porto e o Boavista. «Não fumo muito e nunca em locais públicos ou à frente da equipa nos treinos», garantiu.
Latapy fuma 10 cigarros por dia. A idade já pesa, mas é aos 37 anos que consegue o ponto máximo na carreira. «Jogar um Campeonato do Mundo é o ponto alto para qualquer jogador e, para mim, com a minha idade, ainda sabe melhor», confessou.
Latapy tinha deixado a selecção em 2001, e recusou dois convites para regressar antes do derradeiro convite do também veterano Dwight Yorke. «Tudo o que posso fazer é dar o meu melhor para provar que sou capaz. Depois é com o treinador. Há uma grande competição na equipa», assumiu.
Latapy é considerado o «pequeno mágico». Marcou 28 golos em 66 jogos internacionais. Tem presença assegurada no Grupo B do Mundial, onde Trindade e Tobago vai disputar os lugares de qualificação com Inglaterra, Suécia e Paraguai.
Recordo de Latapy aquelas tardes no velhinho Calhabé em que produziu momentos de pura magia, com os seus dribles desconcertantes e a sua visão de jogo apurada.
Estava de férias com os meus pais no Algarve quando encontrámos um dirigente da Académica, Avidago. Palavra puxa palavra e eis senão quando nos transmite que a Briosa havia adquirido dois jogadores internacionais tobaguenhos - Russel Nigel Latapy e Leonson Lewis.
Confesso que duvidei da mais valia que poderiam constituir.
Por essa altura, a Briosa navegava, já há demasiados anos, na 2ª divisão e a cada época que passava renovavam-se as esperanças na subida.
Em cada época um misto de esperança e de cepticismo invadia-me a alma.
Aquela temporada não era diferente.
"Mas que raio vêm dois gajos do Caribe fazer para a Académica? devem ser bons, devem?" disse para o meu Pai que, de imediato, partilhando da desconfiança, anuiu.
Iniciada a época desportiva, bastou o primeiro jogo para perceber que os rapazes eram mesmo bons de bola. Lewis até começou por impressionar mais, mas com o decorrer da época Latapy foi ganhando cada vez maior influência.
O meio-campo da Briosa era, de facto, muito bom.
Para além de Latapy e Lewis, ainda contava com Zé do Carmo, um brasileiro também de elevado nível.
Poucas equipas se podiam gabar de possuir nas suas fileiras jogadores de tão alta estirpe futebolística. Equipas da 1ª Liga incluídas.
O pequeno mágico, acolitado por Lewis e Zé do Carmo, cintilava.
A cada jogo um novo truque, um novo pedaço de fantasia.
Faltava à Briosa consistência nos restantes sectores.
Ainda assim, lá fomos mantendo a esperança.
Na penúltima jornada recebíamos o Aves e se ganhassemos subíamos.
Municipal de Coimbra cheio. Um calor de sufocar. O grito "Académica, Académica" ecoava pelas bancadas. A fé na vitória e consequente subida parecia inabalável.
A Académica lutou até à exaustão. Chegou a ter em campo mais de 6 avançados.
Mas a bola não quis entrar na baliza (recordo um falhanço inacreditável, a meio metro da linha de golo, do búlgaro Hristo Marashliev).
Não era, ainda, o nosso dia. Os deuses da fortuna nada quiseram connosco.
Saí do Estádio cabisbaixo, triste, angustiado, mas com a esperança que para o ano é que haveria de ser.
Não foi.
A concretização do sonho aconteceu um bom par de anos depois.
Já não havia Latapy, nem Lewis, nem Zé do Carmo.
Já não havia tamanhos artistas.
Mas havia mais raça, mais vontade, mais sentir académico, mais organização e um treinador que jamais esquecerei, Vítor Oliveira.
Pegou num conjunto de bons rapazes e fez deles uma grande equipa.
Uma equipa competitiva, que nunca virava a cara à luta.
Não tinha grandes nomes, mas corria o jogo todo.
Uma equipa baseada numa fortissíma consistência defensiva, como o são todas as equipas do Vítor.
Todos remavam para o mesmo lado.
João Pires era o "artista". Lembro os nós cegos que dava aos adversários. Era um regalo para a vista. Um jogador que passou ao lado de uma grande carreira. Teve azar, nunca esteve no sítio certo à hora certa.
Mounir e Jorge Silva foram enormes no centro da defesa ao longo de todo o campeonato.
Dois centrais carregados de classe.
Uma dupla perfeita. A melhor que vi ao serviço da Briosa.
Mas havia um jogador que era o espelho da equipa.
Febras.
Fui seu colega no juvenis da Académica.
Ponta de Lança nunca revelou muita aptidão para tratar a bola, mas era de uma vontade inacreditável.
Corria até morrer se preciso fosse.
A sua melhor qualidade era a velocidade.
Uns metros atrás de si, aparecia Miguel Bruno.
Um jogador que havia percorrido vários clubes, após ter feito a sua formação no Porto.
Uma eterna esperança adiada.
Senhor de bons pés, jogava de cabeça levantada e complementava muito bem a entrega do Febras.
Fez uma época extraordinária. Nunca mais a repetiu.
Havia, ainda, o Mickey. Jogador formado nas camadas jovens da Briosa, tinha tanto de bom jogador, como de boa pessoa.
Possuía um drible curto, que o tornava distinto dos demais.
Aliava à boa técnica uma capacidade física que o seu corpo franzino não deixava adivinhar.
Sentia a camisola da Académica como poucos.
Na última jornada, recebíamos o Estoril e ganhando subíamos.
Veio-me à memória o jogo com o Aves.
Temi o pior.
"Mas que diabo nem sempre pode correr mal", pensei para me animar.
E, assim, foi.
Gánhamos por 3-o.
Até o "Capitão da moeda" fez um golo, como apelidávamos o Rocha (assim o chamávamos porque a sua acção enquanto capitão se cingia à escolha de campo).
Uma alegria imensa invadiu o meu ser. Até invadi o campo no final do jogo.
A Briosa, depois de penar mais de 10 anos na 2ª divisão, fazia, finalmente, juz à sua história.
Desculpem este exercício de saudosismo, mas recordar Latapy fez-me reviver estas memórias.
Mundial - Grupo F
O Grupo F é o grupo do actual campeão mundial, o Brasil de Carlos Alberto Parreira.
Os canarinhos dispensam apresentações e vencerão a sua série com maior ou menor dificuldade. Assim, prevê-se uma luta interessante pelo segundo lugar, tendo em conta que Croácia, Austrália e Japão se apresentam no Alemanha'2006 a atravessar momentos de forma semelhantes e com naturais aspirações a um lugar nos oitavos.
Com Adriano, Ronaldinho, Ronaldo ou Káká, esta equipa é uma clara favorita ao título.
Convocou todas as suas estrelas ( de todos os que ficaram de fora o mais surpreendente pode ter sido Júlio Baptista).
O Brasil tenta em solo germânico o sexto título mundial, que curiosamente só por uma vez conseguiu em território europeu, em 1958, na Suécia - ano da estreia de Pelé.
48 anos depois, a turma de Carlos Alberto Parreira apresenta-se no Mundial como o mais forte candidato e tem todo o seu poder de fogo na frente de ataque, composta por alguns dos melhores executantes do planeta.
O ponto fraco? A dupla de centrais, vulnerável especialmente em lances de futebol aéreo, como ficou patente na última edição da Taça das Confederações, prova que, mesmo assim, o Escrete "limpou" com a maior das facilidades.
Na luta teórica pelo segundo lugar a Croácia é o candidato mais forte.
Os croatas estão longe do fulgor da era de Boban, Prosinecki e Davor Suker - Euro 96 e França 98 -, mas continuam a contar com bons valores como os irmãos Niko e Robert Kovac, Niko Kranjcar (filho do seleccionador) ou Ivan Klasnic e são os favoritos a acompanhar o Brasil para a segunda fase.
O grande problema nesta concentração pré-mundialista tem sido a convocatória do técnico Zlatko Kranjkar, ao ter seleccionado o seu filho Niko.
A Austrália, que chega a este Mundial depois de deixar pelo caminho num playoff a equipa do Uruguai, apresenta um grande número de jogadores a actuar na Europa e espera dar luta aos croatas pelo segundo posto...
Os Socceroos reeditam na Alemanha a primeira (e única) presença num Campeonato do Mundo da FIFA - foi há 32 anos.
Têm jogadores como Cahill, Emerton, Kewell ou Viduka, mas a sua principal arma é mesmo o treinador Guus Hiddink, técnico holandês que há quatro anos levou a Coreia do Sul ao quarto lugar, depois de ter feito o mesmo ao serviço da sua Holanda em 1998.
Quanto ao Japão, o representante asiático deste grupo, já sem o mitico Kazu Miura, espera muito dos vários jogadores a actuar na Europa, nomeadamente da “vedeta” Nakata ( que parece ser mais famoso pelo que “vende” do que pelo que joga...).
Desta feita os nipónicos não jogam em casa, como na última edição, mas têm evoluído bastante sob o comando do brasileiro Zico.
Mostraram alguma qualidade na Taça das Confederações e depositam as suas esperanças em Alex Santos, Hidetoshi Nakata, Shinji Ono, Nakamura e Takahara.
Ranking FIFA
Brasil (1º), Croácia (23º), Japão (18º), Austrália (42º)
Principais Figuras
Brasil– Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo, Adriano e Káká
Croácia – Niko e Robert Kovac, Niko Kranjcar e Ivan Klasnic
Austrália – Cahill, Emerton, Kewell, Viduka e Marco Bresciano
Japão –Alex Santos, Hidetoshi Nakata, Shinji Ono, Nakamura e Takahara
Previsão de Passagem:
Brasil, Croácia
Mundial - Grupo E
Itália e Rep.Checa são os favoritos do Grupo E, que conta ainda com as selecções do Gana e dos Estados Unidos da América, que prometem complicar as contas às duas formações teoricamente mais fortes.
Já aqui tínhamos considerado o Grupo C como o da morte. Mas este grupo E, não lhe fica muito atrás.
A Squadra Azzurra pertence sempre ao restrito lote de candidatos ao título mundial e apresenta em 2006 melhores argumentos do que por exemplo há quatro anos, quando caiu perante a Coreia do Sul.
Buffon, Cannavarro, Nesta, Zambrotta, Pirlo, Totti, Del Piero e Luca Toni, entre outros, representam a nata da Serie A italiana e garantem que a turma de Lippi está na Alemanha para discutir um lugar no pódio. Se a estes nomes se juntarem outros como os de Zaccardo, Gattuso, Camoranesi ou Gilardino, dá para perceber o porquê da Itália ser apontada por muitos como um dos mais fortes candidatos a festejar em Berlim no dia 9 de Julho.
Em princípio, às outras três selecções - Rep.Checa, Estados Unidos e Gana, por esta ordem - restará a luta pelo segundo lugar do grupo.
Quem não teve muita sorte foi a selecção do Gana. Estreante nestas andanças, vai ter pela frente 3 selecções que estão colocadas acima do 12º lugar no ranking FIFA.
A selecção ganesa, pelo que fez na Taça das Nações Africanas, não deverá ter capacidade para ambicionar o apuramento para os oitavos, apesar de contar com estrelas como Essien, Muntari, Stephen Appiah e Kuffour, pelo que a luta pelo apuramento se deve resumir às outras duas formações - Rep.Checa e EUA.
Depois aparecem os Estados Unidos, que estão pela quinta vez consecutiva no Mundial e na sequência de terem atingido os quartos-de-final em 2002, após terem deixado Portugal pelo caminho.
Bruce Arena tem feito um grande trabalho à frente da selecção norte-americana, uma selecção que hoje em dia tem mais de metade dos seus seleccionáveis a alinhar na Europa. DaMarcus Beasley, Bocanegra, Claudio Reyna, Landon Donovan e Brian McBride apresentam-se como os jogadores dos Estados Unidos a ter em conta..
Para finalizar o grupo, a selecção da República Checa, que apesar de vir da fase de repescagem na qualificação da zona europeia, apresenta um conjunto de jogadores muito competitivos, experientes e de excelente relacionamento, sendo que é provavelmente a última oportunidade para este grupo conquistar algo.
Os checos regressam, 16 anos depois, a uma fase final de um Mundial, depois de terem marcado presença no Itália'90 ainda como Checoslováquia.
Petr Cech, Pavel Nedved, Milan Baros e Jan Koller são as grandes figuras de uma das melhores selecções que passou pelo «nosso» Euro 2004 e que continua a contar com um jogador que passeou a sua classe nos relvados portugueses: Karel Poborsky, que aos 34 anos actua no Ceske Budejovice, da segunda divisão checa.
Ranking FIFA
Itália (12º), Gana (50º), Estados Unidos (8º), República Checa (2º)
Principais Figuras:
Itália - Luca Toni, Del Piero, Totti, Nesta, Zambrotta e Pirlo
Gana - Appiah, Michael Essien, Muntari, Stephen Appiah e Kuffour
Estados Unidos - DaMarcus Beasley, Bocanegra, Claudio Reyna, Landon Donovan e Brian McBride
Rep. Checa - Koller, Nedved, Karel Poborsky, Milan Baros, Tomas Rosicky, Petr Cech
Previsão de Passagem:
Itália e Rep. Checa
Espaço Prof. Karamba - Especial Mundial
Relembro que quem ainda não se tenha inscrito e o deseje fazer dispõe do dia de hoje para tal.
Amanhã postarei os grupos e os jogos sujeitos a aposta.
A partir de amanhã, os inscritos serão chamados a apostar nos jogos do Mundial que se realizarão de sexta a terça-feira e na classificação final dos 8 grupos.
Na segunda-feira da próxima semana serão postados os jogos do Mundial que se realizarão de quarta a terça-feira para que formulem as vossas apostas. E assim sucessivamente.
Serão sempre prevenidos com a devida antecedência dos dias a partir dos quais poderão começar a fazer os vossos prognósticos.
Peço-vos que façam as vossas apostas de forma unitária em forma de comentário ao post criado para tal.
Veja lá se não se chateia de novo com o "Papa"...
Após lançar “suspeições” sobre a forma como a equipa nortenha obteve vários títulos nos últimos 20 anos, Franco revelou a sua interpretação sobre as façanhas portistas. “O que posso dizer é que, há quatro anos, o FC Porto teve sorte, pois contratou no momento certo José Mourinho e fez contratações no mercado nacional. Antes desse período não posso pronunciar-me, mas tenho algumas suspeições. Como não tenho certezas, tenho de guardar as dúvidas comigo”, declarou o líder leonino, que acrescentou: “Quando Mourinho saiu, tudo caiu por terra; as contratações começaram a ser mal feitas e, por isso, o FC Porto tem hoje uma dívida de 30 milhões de euros. É por causa disso que as pressões foram grandes por parte de Pinto da Costa para que o seleccionador convocasse o Quaresma e também o Lucho, ou seja, para que fossem negociados posteriormente.”
O percurso do "grande" Zé Kalanga
Zé Kalanga, o Palanca do momento, pode surpreender nos palcos mundialistas.
O craque é um extremo que joga nas duas alas e que corre quase tão depressa com a bola como sem ela. O BI regista 21 anos mas há quem garanta que tem, no máximo, mais 2 ou 3. Uma situação normal em África…
Pois bem, este mesmo Zé Kalanga, de seu nome Nsimba Baptista, esteve com um pé no FC Porto há três anos.
Por coincidência, o antigo internacional portista Carlos Duarte estava em Lunda e foi vê-lo jogar na companhia de Arlindo Leitão, também ele um antigo jogador dos dragões. Ficou logo convencido com o jogador, então do Vitória de Sambizanga e recomendou-o, mas o FC Porto queria emprestá-lo ao Valencia. E a coisa ficou por ali…
Hoje, Zé Kalanga parece estar de contrato assinado com o Bayer Leverkusen mas o jogador esconde o jogo. Aliás, nos últimos dois dias até começou a evitar os contactos com os jornalistas. Como ontem, mais uma vez aconteceu.
Pode haver mais "tubarões" na costa no rasto do palanca.
Arlindo Leitão, um treinador conhecido em Angola, não tem dúvidas de que Zé Kalanga vai ser a estrela de Angola neste Mundial, ele que o detectou como talento depois de ter recebido uma dica de um guarda-redes chamado Chinelo. "O Zé tem tudo para mostrar o seu enorme potencial e para assinar contrato por um grande clube europeu", garante quem conhece bem o rápido extremo angolano.
Afinal sempre ficou
Para trás ficou uma proposta tentadora do Olympiacos, da Grécia, que era consideravelmente superior em termos financeiros.
A vontade do atleta de permanecer no Sporting e em Lisboa foi decisiva para o entendimento final, num processo em que a SAD leonina deixou logo claro até onde poderia ir em termos económicos.
Concluída a negociação, Polga poderá deslocar-se ainda este mês a Lisboa para rubricar contrato ou então aguardar pelo regresso das férias, em Julho, para pôr o preto no branco.
Seria uma grande contratação...
Os portistas quiseram saber da disponibilidade do Lyon para emprestar o jogador, mas a hipótese foi prontamente rejeitada.
Os franceses mostraram-se apenas interessados em ouvir propostas para uma cedência definitiva, preferencialmente sem perder muito dos sete milhões e meio de euros investidos no último defeso, altura em que Carew foi resgatado ao Besiktas.
A preferência do FC Porto pelo empréstimo explica-se não só pelas verbas avultadas exigidas num negócio em definitivo, mas, sobretudo, porque esses moldes serviriam de caução às dúvidas que o currículo do avançado norueguês levanta.
É, no mínimo, estranho que John Carew não tenha conseguido fixar-se em nenhum dos quatro clubes europeus por onde passou - Valência, Roma, Besiktas e Lyon.
Conscientes de que a próxima escolha para o ataque terá de ser certeira, os portistas preferiam apostar num negócio muito semelhante ao que foi feito com Adriano: garantir a cedência, experimentar e decidir depois.
O Lyon não se mostrou nada entusiasmado com a ideia, apesar de Carew não entrar nos planos do treinador, Gerard Houlier, para a próxima temporada.
Os 12 golos marcados em 36 jogos não o convenceram.
Depois do vimaranense Saganowski, nome que o FC Porto negou sempre, e do holandês Hesselink, que não mereceu qualquer comentário, foi a vez de John Carew entrar na lista.
O reforço do ataque segue dentro de momentos, sendo certo que, tal como o Lyon com o norueguês, os portistas também estão interessados em vender McCarthy, Hugo Almeida e, certamente, Hélder Postiga.
Só vontade não chega ou a improvável afirmação do "sucata" como eles lhe chamavam
O croata quer esquecer rapidamente a época passada, na qual passou cerca de oito meses sem poder competir devido a uma grave lesão no joelho, e agora aposta num regresso à actividade cheio de golos.
Em declarações à Rádio Renascença, Sokota falou do carinho que os adeptos portistas lhe dispensaram desde o primeiro dia, querendo mostrar as mesmas qualidades que evidenciou no Benfica, e que levaram o campeão nacional a contratá-lo. "Quis mostrar o meu valor desde o primeiro dia, mas não tive sorte. Sofri uma lesão e parei durante muito tempo. É a vida de futebolista", disse Sokota.
A próxima época já está no horizonte do jogador, que garante estar nas melhores condições. "Agora não penso muito nisso [na lesão]. Quero preparar bem a próxima temporada e marcar golos. Passei momentos difíceis, mas agora estou bem, sem dores, e quero voltar ao FC Porto a 120 por cento. É normal que os adeptos esperem muito de mim", explicou. E para marcar golos o ponta-de-lança croata refere que apenas precisa de jogar com regularidade. "Se houver continuidade, os golos irão aparecer. Também preciso de sorte".
Uma boa troca
O extremo encarnado é um dos jogadores que o Benfica pretende ceder ao emblema grego ao abrigo do acordo tendo em vista a transferência de Katsouranis para os ex-campeões nacionais. Além da cedência de um jogador, os ex-campeões nacionais mostram-se dispostos a desembolsar 1,5 milhões de euros.
Desde que chegou ao Estádio da Luz no início da época 2004/05, Carlitos não conseguiu demonstrar as qualidades que levaram à sua transferência do Estoril. À pouca utilização com Giovanni Trapattoni seguiu-se uma quase nula com Ronald Koeman, motivo pelo qual foi emprestado ao Vitória de Setúbal na segunda metade da época.
Depois de Rui Costa, Katsouranis poderá ser o segundo reforço do Benfica versão 2006/07. Internacional grego de 26 anos, o médio foi um dos pilares do AEK de Atenas orientado por Fernando Santos.
O profundo conhecimento que o actual treinador dos encarnados tem do futebol grego, aliado à boa relação entre ambos, é um dos trunfos que jogam a favor de uma transferência para o Benfica.
Os contactos iniciais já foram estabelecidos, encontrando-se Katsouranis a aguardar o desfecho do negócio. "Não vou falar mais sobre isso. Não é o momento indicado para falar do Benfica", declarou Katsouranis.
Só lamento que sejas "soneca" - tens talento, mas queres pouco
Na companhia do seu empresário, Roberto Assunção, o avançado confirmou que já tem tudo acertado com o Cruzeiro – assinou um pré-acordo válido para as próximas três épocas – e espera agora relançar a carreira no mesmo emblema que o "trouxe" para a Europa.
O regresso ao Velho Continente, esse, continua em aberto.
Já rescindiu com o Benfica?
Sim, cheguei a acordo com o Benfica e aproveito, desde já, para agradecer tudo o que o clube fez por mim. Foram sempre correctos comigo. Quero agradecer também aos adeptos, a Portugal e, mais particularmente, a Lisboa, por me ter acolhido nestes três anos e meio, mas chegou o momento de voltar a casa e regressar ao clube onde me projectei. Espero ser tão feliz lá como fui em Portugal.
Ao fim de três anos e meio no clube, com que sentimento deixa o Estádio da Luz? Por um lado, saio triste, porque construi uma família no Benfica. Não só ao nível dos jogadores, como também da equipa técnica, os roupeiros... todos! Fico um pouco triste por isso, mas feliz por saber que vou voltar à minha terra natal, e isso reconforta-me um pouco.
Fica, inevitavelmente, ligado a Portugal...
Claro, Portugal marcou-me muito. O Benfica deu-me a oportunidade de fazer uma carreira e ficará, tal como Lisboa, sempre marcado e, sempre que tiver uma folga no Brasil, venho cá. Agora, vou torcer pelos meus companheiros do Benfica para que possam melhorar e conquistar tudo na próxima época.
O que se passou nesta última época? Compreendeu as opções de Ronald Koeman? O meu objectivo era ficar mais tempo, mas a Direcção não falou comigo para renovar o contrato. E fico triste, porque a minha filha já estava muito adaptada ao País. Por isso, conversei com a minha esposa e reflecti. Tinha mais um ano de contrato e, como não falaram comigo para renovar, depois poderia ficar aqui sem clube. Isso seria muito difícil.
E já tem mesmo tudo acertado com o Cruzeiro?
Sim, assinei um pré-acordo válido para os próximos três anos. Volto ao Brasil na próxima quinta-feira para começar a treinar e, quem sabe, já poderei estrear-me no próximo dia 12 de Julho.
Deixa o Benfica sentido por não ter tido grandes oportunidades de jogar no meio, como tanto gosta?
A culpa é minha, porque saí do Cruzeiro muito valorizado, era muito jovem e não me soube impor para dizer que gostava de jogar na minha posição, mas agora vou jogar no meio e, se tiver oportunidade de sair novamente, já terei mais experiência e vou marcar, desde o início, a minha posição.
Já o fez agora, quando assinou pelo Cruzeiro?
Sim, já lhes disse isso, que tenho de jogar na minha posição, mas no Brasil também é mais fácil para mim, porque se joga em 4-4-2.
