sexta-feira, julho 14, 2006

A surpresa da apresentação leonina

Pedro Barbosa vai ser apresentado dentro de uma hora como novo director do futebol profissional do Sporting.
O antigo capitão dos leões vai fazer a ponte entre a SAD e o plantel do Sporting, posição outrora desempenhada por Manolo Vidal.
O ex-jogador chegou esta manhã a Alcochete acompanhado de Carlos Freitas, administrador da SAD leonina.
A apresentação oficial do novo homem forte do futebol do Sporting deve acontecer por volta das 12:30, hora a que está agendada a primeira conferência de imprensa da nova temporada do Sporting.

Uma imagem vale mais do que mil palavras

A isenção de impostos

Aqui transcrevo um artigo de David Borges com o qual concordo na íntegra:
"Já estava à espera da manhosice dos prémios livres de impostos.
Conhecendo o espírito miudinho que reina no futebol lusitano, e de cima a baixo, ou de baixo a cima, só podia mesmo estar à espera desta reivindicação sustentada na ideia peregrina, e muito alimentada pela patrioteirice de uma comunicação social que à selecção chamou de tudo, heróis, conquistadores de chuteiras, filhos da Nação, dos bons serviços prestados à Pátria…
A ideia do dever cumprido não chega, nem chegará qualquer medalha ou comenda que seja pendurada no peito ou do pescoço da ilustre representação nacional no último Mundial da Alemanha.
Como, está visto, não chega o prémio financeiro atribuído pela Federação Portuguesa de Futebol. Mais do que o dever, a medalha ou a comenda, o que interessa aos ilustres futebolistas é uma isenção fiscal, afinal uma gotinha de água no oceano das suas remunerações, evidentemente ampliadas pelo sucesso mundialista que lhes abre portas para mais proventos.
Não passou por nenhuma das pensadoras cabeças federativas a ideia de que não é esse o caminho para manter afectos e alargar o respeito.
A selecção cumpriu, com mérito, uma tarefa, e não poucos outros portugueses realizam com o mesmo mérito, ou talvez com o mérito superior que resulta do seu envolvimento anónimo em alguns dos poucos sucessos lusitanos que nos fazem esboçar o pequeno sorriso de orgulho que é característico dos raros momentos de felicidade do povo infeliz deste país que resiste à possibilidade de ser feliz.
E estes não reclamam, ao contrário da selecção que quer contornar o que constitui o mais básico e indiscutível dever de cidadania – o pagamento de impostos.
O governo já disse que não, e eu espero que esse não seja para valer.
Mas parece que Gilberto Madail pretende insistir, e se o fizer estará a agredir todos os que, sem qualquer isenção fiscal, se mobilizaram para o apoio à selecção – os emigrantes que viajaram pela Europa em direcção à Alemanha, os adeptos que gastaram centenas de contos para não faltarem nos estádios e a enorme legião de portugueses que, durante um mês, iludiu, com mais ou menos bandeiras, o sentimento de uma triste vida no país onde o principal objectivo daqueles que muito ganham parece ser o de, legal ou ilegalmente, se isentarem de impostos… "

De vilão a herói

O guarda-redes Ricardo e o atleta Francis Obikwelu vão receber o «Leão de Prata», segundo decisão dos sócios em assembleia-geral realizada nesta quinta-feira à noite. Também foi aprovado o orçamento para 2006/07.
Estiveram presentes na sessão apenas 102 associados, com direito a 946 votos, segundo revelou a agência Lusa, que ainda reproduziu declarações do presidente da mesa da AG, Rogério Alves. «O que aconteceu hoje aqui foi como que duas assembleias. Na primeira, procedeu-se à votação do orçamento apresentado pelo Conselho Directivo para a época de 2006/07. Não houve votos contra, registando-se somente 87 abstenções. Depois, num segundo momento, decidiu-se sobre uma solicitação do Conselho Directivo, de 30 de Setembro de 2005, no sentido de agraciar com Leões de Prata os desportistas que tenham tido feitos de relevo».
Além dos «Leões de Prata», outros 13 sócios do Sporting vão ser homenageados com «Leões de Ouro», desde o ex-jornalista Artur Agostinho, a Silva Resende, passando por Pedro Feist, José Manuel Torcato e Isabel Trigo de Mira.

O fim de um sonho, mas afirmação como Chefe de Fila

Uma "maratona" de 206,5 quilómetros entre Tarbes e Valle de Arán, em Espanha, com cinco contagens de montanha – uma de categoria especial (Tourmalet) e outras quatro de primeira categoria – foi a prova de fogo que serviu, disputadas 11 etapas no Tour, para testar as pernas dos favoritos no primeiro embate em alta montanha que, de resto, confirmou o estatuto de favorito do norte-americano Floyd Landis (Phonak), novo camisola amarela.
O triunfo na etapa pertenceu ao russo Denis Menchov (Rabobank) que cumpriu a distância em 6h06m25s (à media de 33, 811 km/h) batendo ao sprint os norte-americanos Levi Leipheimer (Gerolsteiner) e Landis, o trio de luxo que mais se destacou no final, na subida a Pla-de-Beret.
Na mesma ascensão, a respiração compassada e o à-vontade que José Azevedo havia demonstrado nas subidas anteriores deu lugar à quebra, atrasando-se perante as primeiras dificuldades de Pla Béret.
Ainda assim se pode considerar uma jornada positiva para o corredor vila-condense que terminou em 15.º, subindo ao 18.º posto da geral.
Quando ainda restam os Alpes e a terrível terceira semana o posicionamento de Azevedo é ideal para um novo ataque aos “dez” primeiros, o objectivo definido pelo próprio na véspera de arranque do Tour.
Por sua vez, Azevedo confirmou-se definitivamente como o melhor trepador da Discovery Channel – George Hincapie (40.º) ou Yaroslav Popovych (23.º) não estão ao mesmo nível de “Ace” nas montanhas.
A grande jornada pirenaica teve no espanhol David la Fuente (Saunier Duval) um dos seus maiores protagonistas, resistente de uma fuga inicial que o consagrou como novo líder da montanha no Portillon, penúltima subida do dia.
Depois, em Pla-de-Beret, foi o “tandem” Rasmussen-Boogerd, da Rabobank, a seccionar os favoritos lançando Menchov, Landis e Leipheimer (agora 13.º) na discussão da tirada.
Landis, 31 anos, o novo camisola amarela do Tour – anterior “aguadeiro”de Lance Armstrong – detêm agora oito segundos sobre o anterior líder, o francês Cyril Dessel (Ag2R) e 1m01s sobre o russo Menchov.
A Volta a França regressa hoje a terreno menos inclinado, com a despedida dos Pirenéus numa jornada de 211 quilómetros entre Luchon e Carcassone no 14 de Julho Francês que não contará, entre outros, com Iban Mayo (Euskaltel) que já na véspera havia concluído a etapa em dificuldades.

Geral individual

1 Floyd Landis (Eua/Phonak) 49h18m07s
2 Cyril Dessel (Fra/AG2R) a 8s
3 Denis Menchov (Rus/Rabobank) a 1m01s
4 Cadel Evans (Aus/Davitamon-Lotto) a 1m17s
5 Carlos Sastre (Esp/CSC) a 1m52s
6 Andreas Klöden (Ale/T-Mobile) a 2m29s
7 Michael Rogers (Aus/T-Mobile) a3m22s
8 Juan Miguel Mercado (Esp/Agritubel) a 3m33s
9 Christophe Moreau (Fra/AG2R) a 3m44s
10 Marcus Fothen (Ale/Gerolsteiner) a 4m17s
(…)
18º José Azevedo (Por/Discovery Channel) a 7m27s

Um mistério

Pablo Barrientos, médio de 21 anos do San Lorenzo de Almagro, garantiu hoje à imprensa que já chegou a acordo para representar o Benfica, clube que não confirma o negócio.
Aliás, da Luz nunca se ouviu uma única referência ao internacional sub-20 argentino.
Segundo os jornais argentinos, assim como a cadeia televisiva britânica "Sky Sports", Barrientos terá sido comprado por uma verba a rondar os 2,5 milhões de euros, numa transferência que não deixou nada satisfeita a equipa argentina.
É que "Pitu" Barrientos assinou recentemente um novo contrato com o San Lorenzo e os dirigentes do clube estão desapontados com a falta de lealdade do jogador.
No entanto, Barrientos não parece muito afectado com o descontentamento dos responsáveis do San Lorenzo: "Estou contente porque é uma boa oportunidade para a minha carreira. Terei um contrato muito interessante com o Benfica e a transferência foi também muito boa para o San Lorenzo."Também estou contente porque terei a oportunidade de jogar numa das maiores equipas de Portugal", disse ainda Barrientos ao site da "Sky Sports".

Mais uma vez, dois jornais, duas versões

O Jogo:
"O Portsmouth deve fazer chegar ao Estádio da Luz, nos próximos dias, uma nova proposta por Manuel Fernandes, acima dos oito milhões de euros que inicialmente ofereceu ao emblema encarnado pela aquisição do médio de 20 anos.
Ao que O JOGO apurou, os responsáveis do clube inglês estão muito interessados nos serviços de jovem internacional português e, por isso, dispostos a fazer um esforço financeiro para garantir os seus préstimos.
Manuel Fernandes preenche o perfil de atleta procurado pelo treinador Harry Redknapp, com vista a fazer dupla com Pedro Mendes no meio-campo da formação inglesa.
O Benfica não aceitou a proposta de oito milhões de euros inicialmente apresentada pelos dirigentes do Portsmouth e vai permanecer intransigente quanto aos valores que considera aceitáveis para aceder a uma eventual transferência.
De qualquer forma, o negócio poderá concretizar-se nos próximos dias, dado que o emblema inglês está na disposição de abrir os cordões à bolsa para contratar um dos mais jovens promissores jovens do futebol nacional.
De qualquer forma, e conforme O JOGO já noticiou oportunamente, Manuel Fernandes, que está actualmente limitado fisicamente, devido a uma pubalgia, vê com bons olhos uma eventual saída para o estrangeiro para dar continuidade à sua carreira, iniciada nas escolas do Benfica.
Certo é que o médio está cada vez mais próximo de mudar de ares, iniciando uma experiência na liga inglesa, ao serviço de um clube que mantém boas relações com as águias, devido à transferência de Karadas e, na última época, de Robert."

Record:
"Manuel Fernandes vai mesmo abandonar o Benfica nos próximos tempos.
Esta é a vontade do jogador, da qual os dirigentes encarnados já estão a par, mas nada será decidido enquanto a equipa (e o médio) permanecer na Suíça, onde realiza o estágio de pré-temporada, que termina domingo.
Assim sendo, tudo aponta para que Luís Filipe Vieira, José Veiga e Manuel Fernandes se sentem à mesa na próxima semana para resolver a questão, sendo crível que não há volta a dar e a transferência para o estrangeiro será o único caminho.
O Portsmouth é, neste momento, o clube que está melhor colocado para assegurar a aquisição do médio encarnado.
O clube inglês, que mantém excelentes relações com o emblema da Luz, começou por oferecer 8 milhões de euros, mas o Benfica já avisou que não admite vender por menos de 15, um número considerado mais próximo do real valor do atleta.
Em caso de transferência, lembre-se, o Benfica só terá direito a metade da verba, pois só detém 50 por cento do passe do atleta.
A outra metade já tinha sido vendida a um fundo de investimento liderado pelo empresário israelita Pini Zahavi."

Um amigo ou uma mais valia? veremos

O FC Porto tem mais um treinador holandês na equipa técnica.
Chris Kronshorst foi contratado para assessorar Co Adriaanse no plantel principal dos dragões, tendo chegado ontem a Portugal para acertar as bases de um contrato que será válido por duas temporadas.
O técnico holandês aterrou ao princípio da tarde na cidade do Porto, trazendo no seu currículo um trabalho desenvolvido em clubes como o Xerxes/DHC, Holland Sport, NEC e Utrecht.
Mas é na formação que Kronshorst mais se tem destacado e onde lhe são reconhecidos os principais méritos.
Na Holanda, o treinador distinguiu-se, sobretudo, pelo trabalho desenvolvido com jogadores mais jovens, que ensinava nos últimos tempos na academia onde se encontrava a trabalhar – De Voetbal Academie.
Adriaanse conhece-o bem, dado que chegou a jogar com ele no Utrecht, na longínqua temporada de 1974/75, tendo agora feito questão de o trazer para o FC Porto, numa altura em que o Ajax também tinha apresentado uma proposta ao técnico de 62 anos.
Kronshorst é um profundo conhecedor das metodologias de treino, nomeadamente do método de Coerver, destinado, preferencialmente, ao treino individual de jogadores.
E é precisamente com essas funções que o treinador vem para o FC Porto: trabalhar directamente com os jogadores, mas sempre a nível individual e com o objectivo de aperfeiçoar e corrigir qualidades técnicas.
Kronshorst também vai ajudar no sector de formação, dando indicações aos treinadores das equipas mais jovens sobre a forma como deverá ser orientada essa parte do treino.
O holandês vai já integrar os trabalhos do plantel principal agendados para o dia de hoje e estará, a partir de segunda-feira, no estágio da Holanda juntamente com a equipa.
Com esta contratação, o FC Porto passa a dispor de uma equipa técnica composta por cinco elementos: para além de Co Adriaanse, há Rui Barros, Riekerink, Wil Coort e agora Kronshorst.

Veremos o sentido da decisão

Na véspera do dia em que são conhecidas as sentenças jurídicas do escândalo calciocaos, Silvio Berlusconi, dono do AC Milan e ex-primeiro-ministro de Itália, decidiu contra-atacar, pedindo que se castiguem pessoas e não clubes. AC Milan, Juventus, Lazio e Fiorentina podem descer de divisão.
Todo este processo é estranho. Foi tudo muito rápido. A descida de divisão nunca pode ser a sentença final, porque prejudica muito mais os adeptos que a pessoa em causa», afirmou Berlusconi.
Hoje, Juventus, AC Milan, Lazio e Fiorentina ficam a saber se descem ou não de divisão.
Chegou o dia que pode vir a ser um dos mais negros da história do futebol italiano e até mundial. O procurador federal Stefano Palazzi vai anunciar a sentença do escândalo calciocaos, também conhecido como Moggiopoly, e que poderá resultar na descida de divisão de gigantes históricos como Juventus, AC Milan, Lazio e Fiorentina.
Na véspera da grande decisão surgem as vozes de alguns dos principais protagonistas. Uns a criticar, como Silvio Berlusconi, dono do AC Milan; outros, como Luciano Moggi, ex-director da Juventus e principal visado de todo o processo, a elogiar a actuação célere da justiça italiana num dos casos desportivos mais complicados da sua história.
Silvio Berlusconi considera que «os clubes nunca deveriam estar em causa neste processo», mas sim pessoas.
«O AC Milan não aceitará sanções contra os adeptos. Castigar um clube com a descida de divisão é castigar os adeptos que não têm culpa. Deve-se, isso sim, castigar as pessoas que tenham cometido irregularidades», afirmou Berlusconi, em entrevista ao La Gazzetta dello Sport.
A resposta da Federação italiana foi imediata, na voz do comissário extraordinário Guido Rossi: «Berlusconi? Não me interessa o que ele diz. O meu trabalho é outro. E acredito piamente na justiça italiana.»
Já ao início da noite de ontem, o ex-dirigente da Juventus, Luciano Moggi, apontado como o cérebro do escândalo de corrupção e tráfico de influências, elogiou «a velocidade da justiça», adiando para depois de amanhã uma declaração sobre a sentença.

Mais um desenvolvimento da novela Tristán

Está num impasse a cedência de Diego Tristán ao Sporting.
O internacional espanhol recuou na sua intenção de abdicar de um terço do seu vencimento (600 mil euros), demonstrando a intenção de sair para um clube que lhe apresente uma folha salarial idêntica à que aufere na Corunha (1,8 milhões de euros anuais).
Um desejo que deixa o jogador mais longe de Alvalade (os leões não estarão dispostos a entrar em loucuras), ainda que não afastado em definitivo.
A proposta leonina é, até ao momento, a única em posse dos responsáveis galegos (ainda que o jogador seja alvo de abordagens de outros emblemas), que já manifestaram, junto do próprio atleta, a sua anuência à sua saída rumo ao Sporting.
Aliás, Tristán está autorizado a manter-se afastado do trabalho de pré-época do Corunha, e, ontem mesmo, Joaquín Caparrós, técnico da formação galega, confessou que o internacional espanhol "não entra no projecto" do clube - mesmo assim, o número nove pretende apresentar-se hoje ao trabalho.
Aos 30 anos, o jogador está apostado em relançar a carreira e voltar à selecção espanhola, vendo na Liga dos Campeões uma óptima montra para o efeito.
Desportiva e socialmente, o projecto leonino é do seu agrado.
Contudo, nas últimas horas, Tristán tem revelado alguma intransigência no que respeita ao aspecto financeiro – sem que tenha havido, contudo, conversações oficiais com os responsáveis leoninos nesse sentido.
A situação está, porém, a dificultar todo o processo, e, caso o jogador não ceda nas próximas horas (o Sporting não está na disposição de "arrastar" as negociações), poderá mesmo... abortar o negócio.

quinta-feira, julho 13, 2006

Subscrevo inteiramente

Fernando Santos, treinador do Benfica, depois da vitória, por 2-0, sobre o Shakhtar Donetsk, em declarações à TVI:
«É sempre importante vencer. Moraliza, dá confiança aos jogadores. Sabemos que temos oito dias de treino, que ainda há muitas coisas para melhorar, principalmente na transição de jogo. Mas a equipa correspondeu àquilo de que estávamos à espera, na sua evolução gradual, para estarmos prontos no momento certo. E, para esse, ainda falta um mês.»
«Os jogadores demonstraram muita vontade, não só em termos de aplicação de jogo, mas também de compreensão do que é o modelo de jogo. Quando é assim estão de parabéns. Mas temos ainda muito por fazer. Já foi melhor do que contra o Nyon. Este foi um adversário diferente, exige dos jogadores uma concentração maior. Eles corresponderam muito bem nisso, perante uma equipa que tem sete jogos. Há automatismos a criar, coisas a fazer, mas estamos no bom caminho.»

A seguir com atenção

O guarda-redes Ricardo, do Sporting, está referenciado pelo Manchester United, clube dos portugueses Cristiano Ronaldo e Carlos Queirós.
Os leões têm recebido várias abordagens pelo internacional português, que visam conhecer as condições de uma possível transferência.
O valor estabelecido pelo Sporting para início de conversa é de 8 milhões de euros, nunca abaixo desse montante.
O Manchester, segundo informações recolhidas pelo nosso jornal durante o dia, tem o guarda-redes leonino referenciado, e a chegada a Lisboa de Carlos Queirós pode ter que ver mais com a questão do jogador do Sporting do que com a permanência de Cristiano Ronaldo em Old Trafford.
Há várias nuances que podem ajudar a entender se o negócio tem pernas para andar.
O Sporting tem um protocolo de cooperação com o Manchester United.
Logo, os ingleses partem em vantagem sobre qualquer outro emblema britânico que possa estar empenhado em garantir o passe do “inimigo” dos súbditos de Sua Majestade.
Carlos Queirós, adjunto de sir Alex, tem uma velha amizade com Pedro Mil-Homens, responsável pela Academia de Alcochete e vogal do novo Conselho de Administração da Sporting, SAD.
O Manchester, como se sabe, procura desesperadamente contratar um guarda-redes de créditos firmados para preparar a sucessão de Van der Sar, que completa em Outubro 36 anos de idade. Casillas era a primeira opção, mas o Real Madrid não pretende vender o emblemático futebolista.
A finalizar, diga-se, em abono da verdade, que Ricardo tem um cartaz assinalável em Inglaterra. Foi ele a travar as aspirações dos comandados de Sven Goran Eriksson no Euro 2004 e no Mundial 2006.
Com especial atenção à possível saída de Ricardo está o Boavista.
O clube do Bessa tem 30% do passe do guardião, por isso, partindo do princípio que a transferência seria concretizada por 8 milhões de euros, 2,4 milhões rumariam directamente para o Bessa.
Ricardo não desmentiu a possibilidade de rumar a Old Trafford, preferindo esquecer tudo o que se relaciona com o desporto-rei: “Não quero falar disso, estou de férias, não quero saber de futebol.”

A partir de hoje, prometo acompanhar a carreira de Azevedo no Tour

Na primeira etapa de montanha desde o início da Volta a França, o ciclista português José Azevedo terminou em 45º lugar, mas subiu dois lugares na classificação geral.
O percurso desta quarta-feira foi ganho pelo espanhol Juan Miguel Mercado, mas foi o francês Cyril Dessel quem brilhou ao conquistar a camisola amarela e ao subir ao topo da classificação de montanha.
Na 10ª etapa do Tour, o português da equipa Discovery terminou integrado no pelotão a 7.23 minutos do vencedor.
José Azevedo ocupa agora o 30º posto da classificação geral a 7.54 minutos do líder.
Mercado e Dessel percorreram os 190.5 quilómetros entre Cambo-les-Bains e Pau em 4h49m10s, menos 56 segundos do que o terceiro classificado, Inigo Landaluze.
Os três corredores descolaram do pelotão perto do quilómetro 40, antes da primeira subida do dia.
Dessel de 32 anos, mostrou-se satisfeito por ser o primeiro francês, desde Thomas Voeckler em 2004, a conquistar a camisola amarela no Tour: «Tenho a camisola amarela e a camisola de montanha. Posso ficar satisfeito com o meu dia mesmo que não tenha ganho a etapa.»
O ciclista da equipa AG2R começou o dia a 3.50 minutos do anterior camisola amarela, Serhiy Honchar.
O segundo classificado é agora Juan Miguel Mercado à frente do ciclista ucraniano Honchar.

A confirmação

O Sporting garantiu a contratação do médio internacional paraguaio Carlos Paredes e renovou por três anos com o defesa central brasileiro Anderson Polga, adiantou ontem o empresário dos dois futebolistas à saída da sede da SAD leonina. "Já está definido. Acertou hoje e apresenta-se conforme combinar com (o administrador) Carlos Freitas e o treinador (Paulo Bento). São três anos de contrato, com opção de mais um", afirmou o agente, referindo-se a Carlos Paredes. Sobre os custos da contratação de Paredes, Gilmar Veloz disse que essa "é uma situação interna do clube", mas recordou o facto de o internacional paraguaio, que esteve no Mundial Alemanha'2006, estar em final de contrato com a Reggina, da Série B (II Divisão) italiana. "Conheço, porque é um jogador sul-americano contra quem já joguei várias vezes. Já passou pelo FC Porto também e é um óptimo jogador. O Sporting está a contratar bons jogadores", disse Polga a propósito do novo companheiro de equipa.
Carlos Paredes é a terceira contratação do Sporting para a época de 2006/07, depois de os vice-campeões portugueses já terem garantido o defesa brasileiro Moisés e o médio sueco Pontus Farnerud.
Quanto à sua renovação, Anderson Polga garantiu que "só faltava a assinatura" do contrato, pois "já estava tudo certo há 35, 40 dias". "Estou feliz e todo o mundo está contente. São mais três épocas. Sempre disse que a minha vontade era permanecer e foi também a vontade do Sporting", referiu o defesa central brasileiro, campeão do Mundo em 2002.

Dois Jornais, Duas versões

Notícia do Jogo:
"Tristán aguarda com ansiedade o desfecho do processo de cedência ao Sporting.
O jogador já manifestou, junto dos representantes do Corunha, o desejo de rumar a Alvalade, um projecto que lhe agrada particularmente (a localização geográfica e o projecto desportivo são atractivos para o atacante), aguardando o desenrolar de algumas situações pendentes para que possa viajar até Lisboa.
Aliás, o pai do atleta, José António Tristán, voltou a frisar que o emblema leonino é uma hipótese muito "atractiva" para o internacional espanhol.
Apesar de Augusto César Lendoiro, presidente do Corunha, garantir à Imprensa galega que o jogador só sairá a título definitivo, a verdade é que o emblema espanhol procura inverter a tendência (elevada) do tecto salarial do plantel e, nesse sentido, o nome do Tristán está na linha da frente para abandonar o Riazor, uma vez que aufere um dos salários mais elevados da equipa (cerca de 1,8 milhões de euros anuais).
Face a esta conjuntura, o empréstimo do jogador ao Sporting, um negócio que, segundo O JOGO apurou, não implica o pagamento de qualquer verba adicional aos galegos, é um cenário que também agradará a Lendoiro, que assim poupará uma verba considerável no que respeita ao salário do atleta.
Registe-se que o jogador já anuiu a reduzir a sua folha salarial para poder rumar a Alvalade, tendo abdicado, inicialmente, de 600 mil euros, o que, caso se concretize a cedência, deixará Tristán, ainda assim, como um dos elementos mais bem pagos do plantel leonino (1,2 milhões de euros por uma temporada).
Entretanto, Richard Moar, director-desportivo do Corunha, garantiu que ainda não existe qualquer confirmação quanto à situação de Tristán, mas voltou a frisar que os leões estão muito bem colocados para garantir o atleta. "As hipóteses de ele ir para o Sporting são grandes. O clube português está muito bem colocado na corrida pelo atleta."

Notícia do Record:
"Diego Tristán é esperado hoje na Corunha para tomar decisões quanto ao seu futuro.
Deportivo e jogador estão em sintonia quanto a um aspecto – a saída da formação galega será sempre a título definitivo.
De um lado, o clube pretende garantir um encaixe financeiro entre 3 e 4 milhões de euros, com um activo que não entra nos planos do técnico Joaquín Caparrós; do outro, o avançado quer relançar a sua carreira, com um contrato estável para as próximas temporadas.
Em declarações à imprensa espanhola, Tristán fez eco das suas intenções. “Não quero sair por empréstimo. Se nada me disserem em contrário, na sexta-feira (amanhã) estarei em Abegondo para me treinar”, disse o jogador ao Depor Sport, referindo-se ao arranque dos trabalhos do Deportivo.
Tristán, porém, não vai iniciar a temporada integrado no plantel do Corunha, nem tão-pouco realizar os exames médicos.
O presidente Augusto César Lendoiro e o director desportivo Richard Moar querem resolver rapidamente a situação, prevendo-se que tal possa acontecer até ao fim desta semana, dependendo do desenrolar dos contactos com as equipas que apresentaram propostas (Sporting e Celtic) ou manifestaram interesse (Manchester City e Bolton) na aquisição do dianteiro.
Neste momento, o Sporting encontra-se em posição privilegiada nas negociações – o Benfica já negou a alegada oferta de que falou Lendoiro; o Celtic de Glasgow está praticamente descartado, uma vez que Tristán prefere ficar perto da sua família, que reside em Sevilha, a poucas horas de Lisboa."

Neste aspecto, concordo na íntegra

Pinto da Costa considera que seria uma ofensa para os trabalhadores mais desfavorecidos uma eventual isenção fiscal do prémio a atribuir pela FPF aos jogadores presentes no Mundial da Alemanha. Mais, o presidente portista nem acredita que o pedido dê entrada nos serviços governamentais. "Se eu fosse um mineiro, que é de todas as profissões provavelmente a mais dura, que pagasse impostos sentir-me-ia ofendido com essa proposta", referiu não deixando dúvidas quanto à sua posição sobre este assunto.

Então é o quê??

Pinto da Costa aproveitou a apresentação do novo cartão de sócio do FC Porto para fazer algumas críticas a José Veiga e ao Benfica, sobretudo à famosa campanha do kit de associado que o clube encarnado lançou há cerca de um ano.
O presidente portista fez questão de separar as águas. "Isto não é uma campanha de angariação de sócios, aliás fechamos hoje mesmo as inscrições com 99292 sócios. É para compensar, com grandes vantagens, a fidelidade de sócios de muitos anos, que são a verdadeira alma deste clube. É mais fácil estar aqui a enumerar as vantagens que têm do que pedir que comprem kits ou cachecóis", atirou. O FC Porto também retira dividendos deste novo conceito. "Pequenas percentagens serão creditadas na conta do clube".
Voltando a atenção para José Veiga, o líder dos dragões, comentou as declarações do director-geral dos encarnados quando este disse que alguns clubes terão ficado tristes por Miccolli ter sido cedido ao Benfica, numa clara alusão ao FC Porto. "Isso foi tentar valorizar um jogador, que terá o seu valor, mas que nunca nos interessou. Pode ter sido uma maneira habilidosa de tentar disfarçar o facto de não o terem conseguido comprar, mas apenas que fosse emprestado mais um ano. Mas ele [José Veiga] já não é sócio do FC Porto, foi excluído por falta de pagamento, e hoje estamos a falar de sócios. Ainda se fosse o presidente, esse ainda tem as cotas em dia e podia responder-lhe", sublinhou.
O mesmo discurso foi aplicado quando confrontado com o eventual interesse em Tristan. "O Lendoiro [presidente do Corunha] disse hoje que tem propostas do Sporting e do Benfica e não falou do FC Porto. Isso são manobras de diversão", referiu.

Mais uma novela ou como vender jornais

Pinto da Costa admitiu ontem, ao final da manhã, o interesse do FC Porto na contratação de Vennegoor of Hesselink, avançado do PSV de Eindhoven que há algum tempo é apontado como possível reforço dos campeões nacionais - “existem abordagens”, afirmou -, mas ao princípio da noite, em Lisboa, reconheceu que a possibilidade do internacional holandês vestir de azul e branco passou a ser “diminuta”. “Penso que ele não será jogador do FC Porto”, começou por afirmar, antes de revelar que existiu e continua a existir, de facto, interesse no jogador. “Não o conheço pessoalmente, mas isso não é importante, até porque o vi jogar um bocadinho contra Portugal. O treinador gostaria de contar com mais um avançado, que seria o Hesselink, mas neste momento as possibilidades dele poder vir para o FC Porto são diminutas”, revelou.
No entanto, o presidente dos dragões justificou esta nova tomada de posição com o “equilíbrio das contas” do clube, ao mesmo tempo que confirmou a contratação do marroquino Tarik Sektioui. “Foram dois jogadores (Hesselink e Sektioui) que o treinador mostrou vontade de ter no plantel, mas enquanto um foi possível contratar (Sektioui) o outro não, até porque não vamos hipotecar as contas e o equilíbrio financeiro do clube para termos um determinado jogador. Se não quisesse ter os pés no chão ia buscar o Deco ou o Ricardo Carvalho”, afirmou.
Na realidade, este volte-face acaba por apresentar contornos um pouco estranhos, tendo em conta que o FC Porto já colocou Hugo Almeida (foi para o Werder Bremen) e pretende agora fazer o mesmo com Benni McCarthy e Hélder Postiga.
Ou seja, começam a escassear as soluções para a frente de ataque.
Aliado a isso, há ainda o facto do pai e empresário de jogador já ter revelado o interesse de Hesselink em trabalhar com Co Adriaanse no FC Porto, tendo clube e jogador chegado, inclusivamente, a uma plataforma de entendimento para as próximas quatro épocas, segundo noticiou a Imprensa holandesa.
No entanto, e ao que parece, o PSV Eindhoven mantém-se intransigente na negociação do passe do jogador, não se dispondo a baixar da fasquia dos seis milhões de euros, uma verba considerada demasiado avultada para a SAD dos dragões.
Os próximos dias vão, no entanto, esclarecer em definitivo este assunto.

Se for por 15 milhões tenho de me resignar

Manuel Fernandes poderá reforçar o Portsmouth na próxima temporada, mas a proposta apresentada pelo emblema inglês, na ordem dos oito milhões de euros, não agrada aos responsáveis encarnados, que apenas estão na disposição de libertar o médio por uma verba bem superior.
Aliás, decorrem negociações entre os dois emblemas, sendo certo que a equipa onde alinha o português Pedro Mendes já fez questão de comunicar a Luís Filipe Vieira e José Veiga que está na disposição de abrir os cordões à bolsa para contratar um dos mais promissores jovens do futebol nacional.
Peter Storrie, director-executivo do Portsmouth, não levantou a ponta do véu em relação ao desenvolvimento das negociações, mas não escondeu o seu fascínio pelas qualidades do camisola 14 da equipa da Luz. "É um óptimo jogador, mas pertence ao Benfica e, neste momento, não podemos dizer mais do que isto", começou por adiantar, escusando-se a falar sobre os montantes (os tais oito milhões de euros) que estão em cima da mesa para tentar adquirir o passe do jogador português: "Confirmo que estamos no mercado à procura de uma solução para reforçar o meio-campo, mas não vamos apontar nenhum nome."
Peter Storrie não quis revelar os detalhes do negócio, mas não poupa elogios a Manuel Fernandes... "Conhecemos o jogador, aliás como toda a gente, e sabemos que é um jovem com muito futuro. No entanto, volto a repetir que não estamos em negociações para a sua contratação."
Fala-se, agora, que o clube inglês terá feito uma nova proposta na ordem dos 15 milhões de Euros.

quarta-feira, julho 12, 2006

Só agora consegui

Com alguns meses de atraso (motivado por problemas de ordem técnica que só agora consegui resolver), aqui ficam algumas imagens de uma histórica ida à Catedral da Luz por ocasião do Benfica/Liverpool.
Acompanharam-me nesta jornada os condóminos Samsalameh e Sh Cala-te.

Na imagem seguinte podem ficar a conhecer da esquerda para a direita - Sh Cala-te, Samsalameh e Vermelho



Mundial: Fair Play???


Zinedine Zidane foi o vencedor da Bola de Ouro, prémio entregue ao melhor jogador do Mundial'2006, numa eleição dos jornalistas presentes no evento.
Na caricatura apresenta dois dedos que poderão significar vitória ou já lá vão duas... Por exclusão de partes, uma vez que foi derrotado no encontro final, parece-me legítimo pensar que ele quererá afirmar que já ofereceu duas, ou seja, presenteou por duas vezes os seus adversários com duas valentes turras capazes de fazer corar de inveja qualquer animal habituado às lides tauromáquicas...
A sua qualidade futebolística é inegável, o seu talento é de enaltecer e agrada a qualquer fã de bom futebol.
No entanto, fair play é uma das características que não lhe reconheço.
Não consigo entender como é que a FIFA concebe esta eleição para Bola de Ouro, depois do que aconteceu com Cristiano Ronaldo!!!! O nosso "puto maravilha" não conquistou o prémio de melhor jogador jovem, segundo os responsáveis, porque denotou falta de fair play...Fica a questão: será mais grave simular uma falta ou cabecear deliberadamente um colega de profissão????
Esta e outras situações similares levam-nos a concluir apenas e tão só que Portugal é, efectivamente, muito pequeno e periférico.
Lamento este desfecho descabido e completamente surreal.

Disparates atrás de disparates ou reflexo de uma determinada forma de pensar e agir

Rui Alves, presidente do Nacional, atirou-se a Laurentino Dias, secretário de Estado do Desporto. Em causa, uma vez mais, esteve a Lei de Bases do Sistema Desportivo.
Para o líder alvinegro aquilo que o governo PS pretende fazer é "uma verdadeira afronta aos poderes legislativos da Madeira e dos Açores”, considerando mesmo que “há um desrespeito completo pelo princípio da continuidade territorial”, fez questão de afirmar, para depois acusar Laurentino Dias de ser “um mentiroso profissionalizado político”.
Rui Alves não esteve com meias-medidas e afirmou ainda que “daquele senhor há que esperar tudo, só que a sua vontade esbarra nos limites da lei e, em última análise, na própria Constituição”.
Sem moderar o tom das suas palavras, Rui Alves foi muito mais longe, para dizer: “Se fosse candidato à Liga e ganhasse, com certeza que ele teria os dias contados ou, então, parava o futebol em Portugal. Mais, se eu fosse o Cristiano Ronaldo, não jogava na selecção enquanto este secretário não se demitisse.”

Deve ser difícil arranjar colocação

Depois de conhecida a dispensa, Sonkaya planeia reunir-se com o F.C. Porto para dar um novo rumo à carreira.
Nesse sentido, o empresário Janus Kowalik vem a Portugal nos próximos dias para se reunir com os dirigentes azuis e brancos. «Cheguei há cerca de cinco minutos de uma viagem e só nos próximos dias é que vou poder seguir para o Porto», disse. «Vou tentar fazer isso o mais rápido possível. O Sonkaya está à espera de uma resolução». Que pode muito bem passar por um empréstimo.
Pelo menos parece ser essa a vontade do empresário do jogador. «O Sonkaya é antes de mais jogador do F.C. Porto e tem contrato por mais três anos. O jogador tem obrigações para com o clube, mas o clube também tem obrigações para com o jogador» disse Janus Kowalik. «Falei com os dirigentes por telefone e estavam interessados em emprestá-lo. Parece-me uma solução». Faltam as propostas concretas. «Há interesses, apenas. Ficar em Portugal? Sim, é uma hipótese. Ele é profissional e está preparado para tudo».

Finalmente ou uma excelente notícia

Laurent Robert assinou um contrato de duas temporadas com o Levante, anunciou esta terça-feira o site oficial do clube espanhol.
O futebolista francês que na época passada representou o Benfica não estava nos planos de Fernando Santos, técnico dos encarnados, para esta temporada.
O jogador de 31 anos passou pelo Montpellier, PSG, Newcastle e Portsmouth, antes de ingressar na equipa encarnada, onde chegou em Janeiro deste ano. Ao serviço do Benfica disputou 13 jogos, tendo marcado dois golos.

Seria uma boa contratação

"É público que há negociações com o Benfica" – foi esta a resposta do presidente do Nacional, Rui Alves, durante a conferência de Imprensa de apresentação dos seis reforços já garantidos pelos insulares, quando questionado sobre o interesse dos encarnados na contratação do lateral-esquerdo dos alvinegros.
De acordo com o dirigente máximo dos madeirenses, o negócio "está em 'stand-by'", mas pode ficar resolvido nos próximos dias. "Nós apresentámos um valor [para a venda do passe do atleta]. Como o Campeonato do Mundo acabou recentemente, o Benfica poderá estar à espera de fechar algum negócio para depois adquirir o passe do Miguelito", revelou.

Mais um capítulo da novela

Diego Tristán está cada vez mais perto de se tornar no quarto reforço leonino (considerando-se Paredes como facto consumado) para a próxima temporada.
O atacante espanhol, actualmente vinculado ao Corunha, está entusiasmado com a possibilidade de poder jogar na Liga dos Campeões e disposto a reduzir, em cerca de 600 mil euros, o seu vencimento anual para aceitar as condições que lhe são propostas pelo Sporting.
Apesar de existirem convites de outros clubes – Celtic de Glasgow e ainda de uma equipa francesa e outra italiana –, todos envolvidos nas competições europeias, o internacional espanhol vê com bons olhos o ingresso no emblema português, ao qual chegaria cedido por uma temporada, com os leões a garantirem o direito de opção sobre a compra dos direitos desportivos do atleta (em valor nunca superior 3,5 milhões de euros).
Richard Moar, director-desportivo do Corunha, garantiu que, entre o Sporting e o emblema galego, existe um entendimento total, sublinhando que, nas próximas horas, poderão existir novidades relativamente a este processo.
"O entendimento entre os clubes não será problema, estamos em sintonia, mas não existe nada concretizado. Mas esse é um assunto que será tratado dentro em breve. Para já não existe nada, até porque surgiram outros emblemas interessados no jogador, ainda que, na minha opinião o futebol português seria o melhor para o Diego. Afinal, ele quer jogar na 'Champions' e, dos clubes interessados, só o Sporting tem o acesso garantido a essa prova."
Ainda que existam outras possibilidades para reforçar o ataque leonino, Tristán é a prioridade em Alvalade.
Um avançado de renome internacional, cujas características (é um jogador de área, com bom jogo de cabeça e uma capacidade técnica elevada) encaixam no estilo de jogo de Liedson (mais móvel), uma dupla que agradaria sobremaneira aos responsáveis pelo futebol do Sporting.
O processo de transferência está em fase de conclusão, faltando ainda definir alguns pormenores, e o jogador aguarda na Corunha por um acordo definitivo, a fim de viajar para Lisboa.
Aliás, tudo aponta para que, até sexta-feira – dia que marca o regresso do Sporting ao trabalho –, a situação conheça um desfecho, naquele que é um desejo... de todas as partes envolvidas no processo.

Apenas a confirmação

Sektioui já esteve no Centro de Treinos PortoGaia para conhecer os cantos àquela que será a sua segunda casa durante os próximos três anos.
O marroquino, que o FC Porto contratou ao AZ Alkmaar por cerca de um milhão de euros, reencontrou Co Adriaanse, o treinador que o introduziu no futebol holandês e que o orientou no Willem II e no AZ Alkmaar e que agora foi determinante para a sua contratação pelo campeão nacional.
Jogador e treinador conversaram durante algumas horas ao longo da tarde de ontem e terá sido o próprio técnico a servir-lhe de cicerone na visita às instalações do centro de treinos do FC Porto.
Da conversa entre ambos, terão constando as expectativas que Adriaanse deposita no marroquino, que deverá ser utilizado preferencialmente no lado direito do ataque, apesar de também poder jogar à esquerda.
Sektioui, que viajou para o Porto directamente de Casablanca, onde gozou férias, ainda não vestiu as cores do seu novo clube, nem participou em nenhuma das sessões de treino de ontem. A sua integração no plantel deve acontecer apenas amanhã, uma vez que hoje os portistas gozam a sua primeira folga desta pré-temporada.
Contudo, o dia de hoje deverá servir para o jogador cumprir a bateria de exames clínicos a que os restantes companheiros já foram submetidos, apresentando-se pronto para o trabalho amanhã bem cedo.
Esta será a segunda experiência do marroquino no futebol português, depois da curta passagem pelo Marítimo em 1998/99.
Na altura, Sektioui não chegou a defrontar o FC Porto por se encontrar lesionado quando as duas equipas se encontraram. Desde então e até agora, o avançado teve uma passagem fugaz pelo futebol francês e suíço, afirmando-se finalmente na Holanda, e precisamente sob a orientação de Co Adriaanse.
Aos 29 anos, Sektioui é unanimemente considerado um jogador muito rápido e talentoso, forte no drible e nos cruzamentos, capaz de actuar tanto em qualquer dos flancos. A contratação, para além de garantir o quarto reforço portistas da temporada, satisfaz parte dos desejos manifestados por Co Adriaanse logo no final da última temporada, altura em disse pretender reforçar a equipa com um extremo e um avançado.
Hesselink, ponta-de-lança do PSV é o próximo nome na agenda dos portistas.
Entretanto, o AZ Alkmaar já se preveniu em relação à saída do marroquino, contratando o holandês Julian Jenner ao NAC Breda, o que não serve para mais do que confirmar a irreversibilidade do negócio entre o FC Porto, o AZ e o jogador.

Manifestamente pouco ou vender seria uma estúpidez

Manuel Fernandes pode estar a caminho do futebol inglês, pois o Portsmouth continua muito interessado na sua aquisição.
O emblema inglês está na disposição de reforçar o meio-campo e voltou a abordar, nos últimos dias, o Benfica, a fim de avaliar as possibilidades de adquirir o internacional português. Redknapp, treinador do clube inglês, aprecia sobremaneira as características do camisola 14 da Luz e tem insistido com a Direcção do clube para pressionar os encarnados a cedê-lo.
O clube de Pedro Mendes está na disposição de desembolsar oito milhões de euros para contar com o jovem português na equipa.
Manuel Fernandes vive, actualmente, uma situação delicada no Benfica (está no estágio em recuperação), depois de ter efectuado exames médicos a uma pubalgia sem autorização dos responsáveis encarnados, portanto à revelia destes.
Uma situação que causou mal-estar na Luz e que, naturalmente, poderá ajudar a precipitar a sua saída.
De qualquer forma, José Veiga desmentiu ontem, a existência de problemas com o médio encarnado.“O Manuel está a trabalhar com o Rodolfo Moura e com os colegas, estamos extremamente satisfeitos e não há qualquer tipo de problema, nem nunca houve”, rematou.

Aí está Miccoli!

Miccoli vai representar o Benfica por mais uma temporada, depois de o clube encarnado ter acertado, com a Juventus, um novo empréstimo do avançado por uma temporada, garantindo opção de compra no final da época.
O dianteiro transalpino, que renovou, por quatro anos, o contrato que o liga ao emblema de Turim, chegou ontem à noite (às 22h45 locais, menos uma hora em Portugal) ao hotel onde o Benfica se encontra instalado, na localidade suíça de Yverdon.
O jogador viajou acompanhado de José Veiga, director-geral do futebol encarnado, do seu empresário, Francesco Caliandro, e de Gaetano Marotta, responsável da Gamasport, empresa que organiza o estágio.
O namoro entre o jogador e o emblema da águia durava já há algum tempo, e apenas a complicada situação que vive a Juventus – devido ao escândalo de corrupção que abalou o futebol transalpino – atrasou a consumação de um casamento desejado por ambas as partes.
O Benfica tinha tudo acertado com a Juventus desde sexta-feira passada, mas apenas ontem José Veiga se deslocou a Turim para ir buscar o jogador que, desde o final da temporada passada, afirmara diversas vezes querer permanecer de águia ao peito.
À chegada ao hotel, Miccoli foi recebido por cerca de duas dezenas de adeptos encarnados, que, tomando conhecimento da notícia de que o jogador iria chegar, não perderam a oportunidade de ir vê-lo e incentivá-lo.
Já no interior do hall do hotel encontrava-se o técnico Fernando Santos, que trocou cumprimentos e algumas palavras com o seu novo atleta.
Não tendo prestado qualquer declaração à chegada, Miccoli agradeceu apenas o apoio dos adeptos, começando hoje mesmo a trabalhar com o plantel, por forma a recuperar rapidamente do atraso na preparação, uma vez que o Benfica já se encontra em estágio há mais de uma semana.
Horas antes, Miccoli referia ao sítio "Sportal.it" que a ideia de regressar ao Benfica era muito interessante: "Estou bem em Lisboa e ficaria muito agradado com a possibilidade de voltar ao Benfica." Nessa altura, o avançado jogava ainda um pouco à defesa, pois já sabia que o seu futuro passava pela Luz.

terça-feira, julho 11, 2006

Um bom jogador

As negociações entre Sporting e Deportivo da Corunha, tendo em vista o empréstimo do avançado espanhol Diego Tristán aos leões, vão avançar nos próximos dias, com a chegada do atleta à cidade galega.
O Sporting não corre sozinho pela sua cedência, mas o seu pai e actual representante, José Antonio Tristán, revelou que o internacional espanhol veria com bons olhos o ingresso no clube "leonino", aliciado pela presença na Liga dos Campeões... embora preferisse ser transferido em definitivo a vir por empréstimo.
"Se a oferta do Sporting for boa, porque não? No entanto, comigo ou com o Diego [Tristán], o Sporting ainda não falou directamente. O que posso dizer é que o Diego está interessado, sobretudo porque o Sporting joga na Liga dos Campeões. Eu também ficaria encantado com essa possibilidade, mas temos ainda de falar melhor no assunto. A prioridade é uma transferência a título definitivo, é sempre diferente do que ser emprestado, mas vamos ver", disse o pai de Diego Tristán.
Perante a intenção do jogador de abandonar o Depor, os responsáveis do clube procuram a melhor solução para as partes envolvidas, e a possibilidade de se concretizar a mudança para Alvalade é um cenário real e que agrada, apesar de a proposta ser de empréstimo.
Richard Moar, director-desportivo dos galegos, espera desenvolvimentos nos próximos dias: "Ao jogador agrada-lhe a possibilidade de disputar a Liga dos Campeões. Ele é um competidor nato e gosta de lutar por títulos. Nesta altura, há três equipas a puxar forte pelo Diego Tristán, e o Sporting é uma delas. Nos próximos dias, Tristán estará na Corunha, e teremos oportunidade de conversar com mais tranquilidade e, a partir daí, o seu futuro será resolvido..."

Espero que sim

O regresso de Miccoli ao Benfica está por horas ou, no máximo, por alguns dias.
O avançado italiano está muito perto de receber carta verde da Juventus para voltar ao Benfica, dando assim corpo ao seu desejo de continuar a vestir a camisola da Luz, agora com Rui Costa a seu lado.
O emblema de Turim, envolvido no escândalo de corrupção que abalou o futebol italiano, vive uma situação muito delicada – a decisão dos tribunais está agendada para esta semana – e, nessa medida, está disposto a não complicar muito a vida aos seus atletas, deixando-os livres para seguir para outro clube caso tenham propostas em cima da mesa.
Miccoli deseja o Benfica – ainda esta semana o declarou publicamente –, e é desejado pelos dirigentes encarnados, pelo técnico Fernando Santos e pelos próprios adeptos, que, por diversas vezes, nomeadamente durante o estágio em Nyon, manifestaram a vontade de ver o "pequeno" italiano de novo com a camisola encarnada vestida. Aliás, o número 30 continua disponível para o avançado transalpino.
Miccoli é mesmo esperado, durante os próximos dias, em Yverdon, Suíça, a fim de integrar os últimos dias de trabalho do plantel encarnado em terras suíças. A acontecer, será um motivo de alegria acrescida para os muitos emigrantes portugueses que todos os dias se deslocam ao campo onde o Benfica treina diariamente.
No regresso à Luz, Miccoli irá reencontrar Rui Costa, um velho conhecido do "calcio" e um aliado de peso no ataque encarnado, que, ao que tudo indica, será formado pelo internacional italiano e por Nuno Gomes.

Um excelente negócio

O negócio da cedência de Hugo Almeida ao Werder Bremen deverá ficar hoje concluído.
O ponta-de-lança viaja de manhã para a Alemanha na companhia do seu advogado e empresário, Claudino Gomes da Silva, e do responsável pelo futebol profissional do clube alemão, Klaus Allofs, que se deslocou a Portugal para tratar do empréstimo.
Na agenda do avançado estão a realização de exames médicos e acerto dos últimos detalhes do contrato.
O acordo entre os clubes, que prevê o empréstimo do jogador por uma temporada, com opção de compra no final, ficou acertado em Portugal.
Para além de assegurarem o pagamento dos ordenados do jogador, os alemães vão pagar cerca de um milhão de euros pelo empréstimo e, para accionarem a cláusula de opção, terão de gastar outros três e meio, naquilo que se revela com um excelente negócio para os portistas.
Para Hugo Almeida, o ingresso no Werder Bremen e no futebol alemão, poderá representar a oportunidade que o ponta-de-lança reclamava para poder jogar com mais assiduidade ainda que o clube conte com avançados do nível de Miroslav Klose, o melhor marcador do Mundial que terminou no domingo.
De qualquer forma, com a equipa envolvida em várias frentes, nomeadamente na Bundesliga e na Liga dos Campeões, não deverão faltar oportunidades a Hugo Almeida para jogar. De resto, as características do internacional sub-21 português - força, potência de remate e capacidade de choque - parecem encaixar na filosofia de jogo alemã.
Na última temporada, apesar de não se ter conseguido afirmar como primeira opção para o ataque, foi utilizado por Co Adriaanse em 27 jogos, tendo marcado quatro golos.
Dois deles, um frente ao Nacional e outro contra a Académica, foram decisivos mas na memória ficou mesmo o disparo de cerca de 30 metros que colocou o FC Porto em vantagem no jogo com o Inter disputado em Itália mas que não seria suficiente para garantir a vitória.

Já passou pelo Marítimo, mas sinceramente não conheço

O FC Porto assegurou ontem a contratação do marroquino Tarik Sektioui ao AZ Alkmaar por três temporadas.
Os portistas desembolsaram cerca de um milhão de euros pelo extremo, sensivelmente o mesmo valor que receberam do Werder Bremen pelo empréstimo de Hugo Almeida.
O jogador esteve ontem no Estádio do Dragão, na companhia do seu empresário, para limar as arestas do negócio com os responsáveis portistas e deverá apresentar-se ao trabalho - que ontem começou no Centro de Treinos PortoGaia - durante os próximos dias.
Sektioui é um extremo marroquino de 29 anos de idade que joga preferencialmente pelo lado direito, embora possa ser igualmente perigoso na esquerda.
Com quatro internacionalizações por Marrocos, Sektioui não é um completo desconhecido do futebol português, registando uma passagem fugaz pelo Marítimo durante a temporada de 1998/99 na condição de emprestado pelo Auxerre.
Na temporada seguinte seria contratado pelos suíços do Neuchatel Xamax, da Suíça, e foi lá que Co Adriaanse o foi buscar, levando-o para o Willem II.
O técnico holandês voltaria a apostar no marroquino quando assinou pelo AZ Alkmaar onde o utilizou com frequência.
Com a saída de Co Adriaanse para o FC Porto e a entrada de Van Gaal para o AZ, Sektioui perdeu relevância na equipa, sendo utilizado em apenas 18 jogos e muitas vezes na condição de suplente, tendo marcado dois golos.
Aliás, a perda de importância na equipa, bem como o facto de terminar o contrato com o AZ na próxima temporada, terão sido factores determinantes para a concretização do negócio. De resto, as boas relações entre o clube holandês e Co Adriaanse também terão sido levadas em consideração.
Sektioui é o quarto reforço contratado pelos portistas depois de Ezequias, João Paulo e Diogo Valente. Em aberto continua uma vaga para ponta-de-lança que deverá ser ocupada pelo holandês Hesselink, a grande prioridade na agenda de Co Adriaanse e dos dirigentes do FC Porto.

segunda-feira, julho 10, 2006

Um prémio dos adeptos

Portugal ganhou o prémio para a Equipa Mais Empolgante do Mundial 2006.
A eleição decorreu no site oficial da competição e no final a Selecção Nacional levou a melhor sobre as outras cinco finalistas nas preferências dos utilizadores.
O site da FIFA destaca a campanha de Portugal, que precisou apenas de quatro minutos para, após uma grande jogada de Figo e um ponto final de Pauleta, entrar a marcar no Mundial. Seguiu-se um percurso até à meia-final que mereceu à Selecção, acrescenta-se, «admiradores em todo o planeta».
Na votação, Portugal levou a melhor sobre a Itália, a segunda equipa mais votada. A terceira foi a Alemanha.

Não percebo o critério

O internacional francês Zinedine Zidane, que ontem se despediu dos relvados da pior maneira, ao ser expulso por agredir um adversário na final com a Itália, conquistou a Bola de Ouro do Mundial-2006, que distingue o melhor jogador da competição.
O médio francês, autor do tento inaugural da final, na transformação de uma grande penalidade logo nos minutos iniciais, reuniu a preferência dos jornalistas que acompanharam o Mundial, com 2012 votos.
O defesa-central italiano Fabio Canavarro, que ergueu a Taça de Campeão do Mundo, ficou na segunda posição (1977 votos), conquistando assim a Bola de Prata, enquanto o também italiano Andrea Pirlo, com 715 pontos, ficou com a Bola de Bronze.
A lista dos nomeados para o prémio de Melhor Jogador completa-se com os franceses Patrick Vieira e Thierry Henry, os italianos Gianlugi Buffon e Gianluca Zambrotta, os alemães Michael Ballack e Miroslav Klose e o internacional português Maniche.

Espaço Prof. Karamba - Especial Mundial - Classificação Final

1º Lugar: Qualesma;
2º Lugar: Zex;
3º Lugar:Bota Abaixo;
4º Lugar:Sócio;
5º Lugar: Ronaldinho - 252 pontos;
6º Lugar: Conático - 249 pontos;
7º Lugar: Vermelho - 248 pontos;
8º Lugar: Jorge Mínimo – 246 pontos;
9º Lugar: Paco Nassa - 244 pontos;
10º Lugar: Francisco Lázaro - 241 pontos;
11º Lugar: Sh Cala-te - 238 pontos;
12º Lugar: Barão Vermelho e Cubilhas - 235 pontos;
13º Lugar: Kubas e Costa - 226 pontos;
14º Lugar: Meireles e Muceque - 225 pontos;
15º Lugar: Vermelho Nunca - 219 pontos;
16º Lugar: Berbigão - 216 pontos;
17º Lugar: Kaiserlicheagle – 198 pontos;
18º Lugar: Carlos - 196 pontos;
19º Lugar: Cavungi e Samsalameh – 194 pontos;
20º Lugar: Broas - 189 pontos;
21º Lugar: Holtreman - 170 pontos;
22º Lugar: Marreco - 164 pontos;
23º Lugar: Vicente Lemos – 156 pontos;
24º Lugar: Zás – 100 pontos

Espaço Prof. Karamba - Especial Mundial - Final e 3º/4º Lugar

Final:

Qualesma/Zex: 10-8

Terceiro e Quarto Lugar:

Bota Abaixo/Sócio: 3-3 (Bota Abaixo vencedor pela obtenção de mais pontos na 1ª fase)

Balanço da participação portuguesa no Mundial

A participação portuguesa no Mundial deve considerar-se muito, mas muito positiva.
Atingimos as meias-finais 40 anos depois.
Um feito, sem sombra de dúvidas.
Na fase de grupos, cumprimos a nossa obrigação.
Sem brilho exibicional, mas com uma eficácia tremenda.
3 jogos, 3 vitórias, 5 golos marcados e 1 sofrido.
Fizemos a nossa obrigação inseridos que estávamos num grupo assaz acessível.
Nos oitavos de final, defrontámos a Holanda e aí assim emprestámos brilho à nossa prestação.
Perante um árbitro desvairado e um adversário bem organizado, demonstrámos qualidade individual, organização defensiva e ofensiva e, acima de tudo, espírito de grupo e de conquista.
Vencemos e nos quartos de final encontrámos a "habitual" Inglaterra.
Mais uma vez, mandámos os ingleses para casa, num jogo em que nos podíamos ter poupado à lotaria dos penaltys.
Mas, nesta como noutras ocasiões, emergiu a nú um dos maiores pecadilhos do futebol nacional, a ausência de um ponta de lança de classe mundial.
Já o disse e repito-o, Pauleta sofre do complexo Mamede. Nas grandes competições, apaga-se.
A chamada de Nuno Gomes poderia ter servido de paliativo.
Todavia, o que se terá passado no balneário antes ou durante a partida com a Holanda permanece por esclarecer.
Tenho para mim que não terá sido a "azia" de Nuno Gomes no final do jogo com os holandeses a motivar a sua não inclusão no onze ou a sua não chamada a substituir Pauleta, mas sim precisamente as razões da "azia".
O que originou tamanha "azia" desconheço, mas penso que terá sido a razão próxima do ostracismo a que Scolari o votou.
Aliás, diga-se que os últimos minutos do jogo com a Alemanha demonstraram à saciedade a sua utilidade.
Vencida a Inglaterra nos penaltys, após uma soberba exibição de Ricardo, eis que nos surgia pela frente a por nós sempre temida França.
Mais uma vez, a história repetiu-se.
E, novamente, na sequência de um penalty, fomos eliminados.
Naquela que constituiu a nossa melhor exibição na competição, a par do último jogo com os alemães, Portugal mostrou-se incapaz de ultrapassar a teia defensiva francesa.
Perante um adversário que se remeteu aos seus últimos 30 metros, baqueámos.
É o nosso triste fado.
Perante adversários fechados, raras são as ocasiões em que logramos vencer.
No jogo que ninguém queria jogar, se bem que os alemães tudo tenham feito para sair do Mundial com uma vitória, fomos imensamente infelizes.
Exibimo-nos em grande plano, com muita posse de bola, transições rápidas e de qualidade, mas esbarrámos, uma vez mais, na incapacidade de penetrarmos na área germânica.
Neste jogo como no da França, regressámos aos velhos tempos das vitórias morais.
Fomos superiores aos alemães, mas estes foram muito mais eficazes do que nós.
Aliás, este Mundial pode definir-se como o da eficácia.
Não raro foi assistir às equipas que mais posse de bola alcançaram a perderam os seus desafios.
Os jogos de Portugal com França e Alemanha são exemplos fiéis de tal.
Mais ou menos posse de bola é dado irrelevante no futebol moderno, a qualidade da posse de bola esse sim é factor não despiciendo.
A materialização da posse de bola em golos fez toda a diferença.
Quem menos tempo de posse de bola necessitou para fazer golos, mais sucesso alcançou.
As equipas que mais longe chegaram na competição são espelho de tal paradigma.
França e Itália mais do que "resultadistas" foram selecções dotadas de uma eficácia extrema.
Os jogos em que Portugal apresentou indíces de eficácia mais reduzidos, foram aqueles que perdeu.
Numa análise individual, direi que o quarteto defensivo luso exibiu-se a grande altura.
Ricardo demonstrou, uma vez mais, que com confiança é o melhor keeper português.
Concentrado, seguro, ágil, hiper motivado e confiante, Ricardo alcançou a sua consagração Mundial.
Apenas Buffon o superou.
Miguel e Nuno Valente confirmaram o que deles se esperava.
De Miguel disponibilidade física para fazer todo o seu corredor, embora os cruzamentos continuem a ser a maior pecha do seu futebol.
De Nuno Valente cultura táctica e consistência defensiva, mormente a fechar dentro.
Meira e Ricardo Carvalho, após um arranque titubeante, constituíram, provavelmente, a melhor dupla de centrais da competição.
Ás dúvidas iniciais, respondeu Meira com exibições sucessivamente mais conseguidas.
Meira saiu deste Mundial com a sua cotação bem alta, sendo provável que abandone o Estugarda.
Carvalho esteve ao seu nível. Comandou como gosta a defensiva e com excepção do erro fatal no jogo com a França, esteve imaculado.
Paulo Ferreira manteve o seu registo habitual - consistência, mas pouca audácia.
Caneira esteve certinho, mas não foi o mesmo jogador que se exibiu em grande plano no Sporting. Talvez, por lhe ter sido concedido papel de menor relevo.
Ricardo Costa não esteve mal no jogo com a Alemanha, mas não tem a mesma qualidade de Meira e Carvalho.
Costinha não esteve no Mundial.
Sem ritmo de jogo e em condição física precária, foi uma sombra de si mesmo (o episódio da expulsão face aos holandeses foi, no mínimo, caricato).
Petit, ainda que as suas exibições não tenham atingido o fulgor de outras andanças, assumiu-se como um elemento consistente, que permitiu equilibrar o sector intermediário luso.
Tiago, foi o Tiago da selecção. Não o do Lyon.
Na selecção, Tiago inibe-se, não solta o seu futebol.
Excessivamente lento e preso de movimentos, foi muitas vezes opção para Scolari, mas a equipa raramente beneficiou da sua acção.
Maniche foi grande. Talvez, o melhor de todos quantos se exibiram neste Mundial.
Pouco utilizado ao longo da época, surgiu pujante, alcandorando-se à condição de figura maior desta selecção.
Hugo Viana entrou bem contra a Inglaterra, dando geometria ao futebol da selecção.
Vive fase de afirmação. Veremos se é capaz de emprestar maior nervo e velocidade ao seu futebol.
Figo, como muitos disseram, foi a grande revelação.
Não pelo potencial futebolístico demonstrado, que esse há muito é conhecido, mas pela disponibilidade física e mental que apresentou.
Foi um líder e a par de Maniche e Ronaldo, o desequilibrador mor da selecção.
Ronaldo, após uma fase inicial marcada pelo excessivo individualismo, atingiu momentos de grande brilhantismo.
Quando percebeu ser necessário dar dimensão colectiva ao seu futebol, exibiu-se ao nível dos predestinados.
Tivesse este selecção dois Ronaldos e os problemas vividos na frente de ataque não teriam, certamente, surgido.
Deco apresentou-se saturado, em deficit físico notório.
Não foi o Deco do Barcelona.
Tal como Ronaldinho Gaúcho, foi vítima do excesso de jogos a que foi sujeito ao longo da temporada.
Simão, ávido de se mostrar por forma a suscitar o interesse de grandes europeus, cumpriu com brilhantismo o seu papel de 12º jogador.
Emancipou-se finalmente, apagando de vez o fantasma do menor rendimento quando ao serviço da selecção.
Boa Morte, nos escassos minutos de utilização frente ao México, demonstrou o erro da sua convocação, em detrimento de Quaresma.
Diga-se que Quaresma tinha feito muito jeito nos jogos com a Inglaterra e França.
De Pauleta está tudo dito. Soçobrou à pressão.
Postiga foi igual si mesmo. Pouco agressivo, não apresenta características que lhe permitiam assumir sozinho a frente de ataque. A teimosia de Scolari na sua utilização foi um dos maiores erros do seleccionador.
A Nuno Gomes já supra me referi.
Scolari deu de si a imagem já conhecida.
Muito forte na agregação do grupo e nos "mind games", excessivamente rígido em termos tácticos.
Nalguns momentos pedia-se ousadia e Scolari foi muito conservador.
Em suma, atingimos um patamar classificativo inimaginado, que as últimas duas derrotas não podem, nem devem ensombrar.
Provámos a qualidade dos nossos executantes.
Esperemos que, em próximos eventos, possamos alcançar níveis ainda superiores.
Viva Portugal!

sexta-feira, julho 07, 2006

Um mínimo de Justiça

Ricardo, Ricardo Carvalho, Luís Figo e Maniche são os portugueses escolhidos pelo grupo de estudos técnicos da FIFA para a lista dos melhores 23 futebolistas do Mundial Alemanha 2006, que servirá para escolher a equipa ideal.
A Itália, que defronta domingo a França na final do torneio, em Berlim, é a selecção que domina claramente este grupo de 23, "fornecendo" sete candidatos ao melhor "onze" da competição, enquanto os gauleses merecem apenas quatro "nomeações".
Entre o quarteto português, Maniche está também na corrida à eleição de melhor jogador do Mundial 2006 e pode ser igualmente um forte candidato a figurar na equipa ideal do torneio.
Dos 23 escolhidos pelos técnicos da FIFA, apenas três jogadores não pertencem às quatro melhores selecções deste mundial: os argentinos Roberto Ayala e Hérnan Crespo, para além do brasileiro Zé Roberto.
Lista dos melhores 23
Guarda-redes: Jens Lehmann (Alemanha), Ginaluigi Buffon (Itália) e RICARDO (PORTUGAL).
Defesas: Philipp Lahm (Alemanha), Roberto Ayala (Argentina), John Terry (Inglaterra), Lilian Thuram (França), Fabio Cannavaro (Itália), Gianluca Zambrotta (Itália) e RICARDO CARVALHO (PORTUGAL).
Médios: Michael Ballack (Alemanha), Zé Roberto (Brasil), Patrick Vieira (França), Zinedine Zidane (França), Andrea Pirlo (Itália), Gennaro Gattuso (Itália), LUÍS FIGO (PORTUGAL) e MANICHE (PORTUGAL).
Avançados: Miroslav Klose (Alemanha), Hernan Crespo (Argentina), Thierry Henry (França), Francesco Totti (Itália) e Luca Toni (Itália).

Uma má notícia

O avançado alemão Lukas Podolski foi o escolhido pela FIFA para melhor jogador jovem do Mundial-2006, prémio para o qual o português Cristiano Ronaldo também estava nomeado.
Autor de três golos na competição, fazendo dupla de respeito com Miroslav Klose, Podolski, de 21 anos, levou assim a melhor sobre o argentino Lionel Messi, o suíço Tranquillo Barnetta, o espanhol Cesc Fabregas, o equatoriano Luis Valencia e, claro está, o português Cristiano Ronaldo.
Recorde-se que Valencia, Ronaldo e Messi entraram nos nomeados como os mais votados no site oficial da FIFA, enquanto os restantes foram escolhidos pelo Grupo de Estudos Técnicos daquele organismo, que agora decidiu atribuir o prémio ao avançado alemão.

Espaço Prof. Karamba - Especial Mundial

Os jogos sujeitos a aposta são os seguintes (faço já o meu palpite):
Os resultados que contam são os verificados no final dos 90 minutos de jogo

Itália/França: 1-0;
Alemanha/Portugal: 1-1

Boa Sorte!

Espaço Prof. Karamba - Classificação dos não apurados até às Meias-Finais

1º Lugar: Ronaldinho e Vermelho - 242 pontos;
2º Lugar: Jorge Mínimo – 240 pontos;
3º Lugar: Conático - 239 pontos;
4º Lugar: Barão Vermelho e Francisco Lázaro - 235 pontos;
5º Lugar: Paco Nassa – 233 pontos;
6º Lugar: Sh Cala-te - 228 pontos;
7º Lugar: Cubilhas - 227 pontos;
8º Lugar: Kubas -226 pontos;
9º Lugar: Meireles - 219 pontos;
10º Lugar: Costa - 218 pontos;
11º Lugar: Vermelho Nunca - 216 pontos;
12º Lugar: Muceque - 212 pontos;
13º Lugar: Berbigão - 206 pontos;
14º Lugar: Kaiserlicheagle – 192 pontos;
15º Lugar: Cavungi – 191 pontos;
16º Lugar: Samsalameh – 189 pontos;
17º Lugar: Carlos - 185 pontos;
18º Lugar: Broas - 184 pontos;
19º Lugar: Holtreman - 170 pontos;
20º Lugar: Marreco - 161 pontos;
21º Lugar: Vicente Lemos – 156 pontos;
22º Lugar: Zás – 100 pontos

Espaço Prof. Karamba - Especial Mundial - Meias Finais

Meias Finais:

Qualesma/Bota Abaixo: 10-6
Sócio/Zex: 5-5 (Zex apurado por ter obtido mais pontos na 1ª fase)

Apurados para a Final:

Qualesma/Zex

Terceiro e Quarto Lugar:

Bota Abaixo/Sócio

Triste, mas orgulhoso

Ontem, devem ter estranhado a minha ausência.
Todavia, foi premeditada.
Penso que a frio se analisam melhor os insucessos.
Perdemos, fomos eliminados, mas o saldo da nossa participação tem de ser considerado francamente positivo.
Ontem, talvez não fosse capaz de o dizer tão claramente.
No jogo da nossa tristeza fizemos aquela que terá sido a nossa melhor exibição, mormente na primeira metade do desafio.
Entrámos algo nervosos, mas cedo nos recompusemos.
Tomámos as rédeas do jogo e com um futebol enleante produzimos os melhores momentos futebolísticos da nossa participação.
Boa posse de bola, boas trocas de bola, progressão, sentido de baliza, boa organização defensiva e ofensiva.
Dominámos a partida, até que chegou o lance do penalty.
Contra a corrente do jogo, a França viu-se em vantagem.
O penalty deixa algumas dúvidas, mas sejamos francos a esmagadora maioria dos árbitros em lances semelhantes assinala grande penalidade.
Ricardo Carvalho toca em Henry e ainda que se possa considerar que tal toque não é causal da queda, o certo é que existiu.
Quando assim é, os árbitros, por via de regra, assinalam penalty.
Sentimos o golo, mas ainda assim procurámos reagir.
Construímos dois lances em que ficou a dúvida sobre a existência de grande penalidade.
Sinceramente, naquele em que, após cruzamento de Figo, Ronaldo cai, não me parece que tenha existido motivo para penalty. Ronaldo já vai em queda quando Sagnol lhe põe a mão sobre as costas.
Neste lance, aliás, sucede o inverso do lance do penalty assinalado contra nós - a maioria dos árbitros ignora estes contactos no interior da área, não os punindo como penalty.
É quase uma regra não escrita da arbitragem.
Um outro lance, esse sim, me pareceu merecedor de grande penalidade, quando o mesmo Ronaldo é agarrado por Abidal no interior da área francesa.
Aí sim, Abidal abraça Ronaldo não o deixando disputar a bola.
Na segunda parte, os franceses adoptaram a mesma postura que os ingleses quando se viram em inferioridade numérica - contenção e mais contenção, com dez elementos atrás da linha da bola e com os dois trincos imóveis em frente à defesa.
Portugal não encontrou soluções para ultrapassar tão cerrada defesa.
Aliás, este é um problema de sempre do futebol português - perante adversários que se fecham no seu meio-campo, a nossa incapacidade de penetração e de criação de ocasiões de golo é imensa.
Assim, com excepção de um livre de Ronaldo, que Barthez não conseguiu segurar, permitindo a Figo uma cabeçada por cima da trave, Portugal limitou-se a circular a bola entre os seus jogadores e a procurar entrar na área através de sucessivos cruzamentos.
Nem sequer demonstrámos capacidade para alvejar a baliza de Barthez de fora da área, tal a exiguidade dos espaços concedidos pelos franceses na sua zona central.
A França cingiu-se a acções defensivas, procurando controlar os movimentos lusos, sem que tenha sequer espreitado o contra golpe (com excepção de dois lances no dealbar da segunda parte, a França não existiu ofensivamente).
Portugal porfiou, mas não conseguiu materializar o seu domínio em golos.
Mas, quando se tem na frente um jogador como Pauleta tudo se torna ainda mais difícil.
Pauleta sofre do complexo Mamede. Tal como o antigo recordista do Mundo dos 10.000 metros, Pauleta sucumbe à pressão nas grandes competições.
Quando se tem um Deco em clara ruptura física, saturado de tanta competição, as dificuldades ainda se acentuam mais.
Tal como no Euro-2004, Deco não se apresentou em forma física capaz. A qualidade do seu futebol obviamente que se ressente. Nunca vi um jogo tão fraco de Deco.
Por outro lado, a maioria dos jogadores portugueses demonstrou claros problemas físicos na segunda parte do jogo. A lesão de Miguel ocorre, precisamente, devido à exaustão.
Por fim, aquele que se havia cotado como o baluarte da nossa defensiva cometeu um erro, erro esse decisivo no desfecho da partida.
Ricardo Carvalho fez um Mundial extraordinário, mas nesse lance foi infeliz.
Ricardo Carvalho atinge na selecção um nível bem superior ao evidenciado no Chelsea, talvez pela liderança que exerce no comando da linha defensiva.
No Chelsea, é Terry que desempenha esse papel e Ricardo não se dá bem com posições de subalternidade.
A actuação do árbitro pautou-se por uma clara dualidade de critérios. Mas, entendo que não devemos ir por aí. Não foi pelo árbitro que perdemos. Fossemos mais competentes em certos aspectos do jogo, tivéssemos jogadores mais frescos e mais inspirados, e a vitória, certamente, que não nos fugiria.
Até pelo brilhantismo da nossa participação, penso que nos deveríamos ter abstido de recorrer à velha desculpa dos árbitros.
A nossa participação excedeu, claramente, as expectativas mais optimistas.
O saldo é muito, mas muito positivo.
Em 4 presenças em fases finais de Mundiais, temos duas presenças em Meias-Finais, o que não pode deixar de constituir motivo de forte orgulho e regozijo.
Fomos grandes, bem maiores que nós próprios suponhamos poder ser.
Alegremo-nos por isso.
Orgulhemo-nos por isso.
Viva Portugal!

quarta-feira, julho 05, 2006

Antevisão do Portugal/França

Portugal defronta, hoje, a sua besta negra nas meias-finais do Mundial.
Depois da eliminação do Euro-2000, a sede de vingança é imensa.
Os protagonistas nem são muito diferentes, mais do lado francês do que do português, mas ainda assim a matriz essencial das duas equipas mantém-se inalterada.
Do lado francês, para além do modelo e do sistema de jogo, os jogadores são, na sua esmagadora maioria, os mesmos.
Do lado português, o modelo e o sistema de jogo conservou-se imutável, ao passo que os seus interpretes são um pouco diferentes.
Naquele fim de tarde, a fortuna bafejou os franceses, agora esperamos que tudo seja diferente.
Aos olhos do Mundo, será um duelo Figo-Zidane.
Dois jogadores emblemáticos da sua geração.
Mas, a partida de hoje será bem mais do que um mero duelo entre duas figuras ímpares do futebol mundial.
A França apresenta a equipa com a média de idades mais avançada de toda a competição.
Um conjunto que, como tal, alinha junto há vários anos.
Os automatismos, principalmente os ofensivos, estão há muito consolidados.
O fio de jogo acha-se padronizado.
O modelo e o sistema de jogo mostram-se firmemente estabilizados.
Estas são as grandes virtudes colectivas da França.
Por outro lado, alguma veterania, a par de algumas debilidades defensivas emergem como as maiores fragilidades do conjunto gaulês.
Com efeito, a idade avançada de alguns dos jogadores franceses poderá revelar-se decisiva no desfecho da partida.
Se a experiência acumulada, mormente em grandes competições, não deixará de se assumir como importante, menos verdade não será que o desgaste resultante de 5 jogos num curto espaço de tempo poderá fazer mossa.
Aliás, o ritmo lento, pausado imprimido pelos brasileiros no seu duelo com os franceses constituiu uma das causas próximas do insucesso verificado.
Jogar contra a França a baixo ritmo permite aos jogadores franceses expressar o melhor das suas qualidades.
Pressionar alto, de forma intensa, imprimir um ritmo alto à partida não deixará de entropecer a máquina gaulesa.
As dificuldades francesas face a Suiça e Coreia, duas equipas que pressionaram alto, são de tal exemplo fiel.
Portugal para vencer não pode deixar de explorar a menor saúde física francesa.
Depois, Barthez.
Barthez nunca foi um grande guarda-redes, sendo que actualmente com a sua provecta idade está ainda pior.
Coupet é de longe superior.
Fraco no jogo aéreo, falho de elasticidade, lento e com falhas de concentração, por vezes, comprometedoras, assume-se como o elo mais fraco da equipa francesa.
Abidal, muito inexperiente, revela lacunas posicionais que poderão ser exploradas pelos alas portugueses.
Não deixando de ser rápido, Abidal, quando integra a manobra ofensiva da equipa, demora a reposicionar-se, para além de fechar com pouca eficiência as zonas interiores.
Thuram e Gallas, apesar da sua indiscutível qualidade, foram sujeitos, ao longo das suas carreiras, a muitas oscilações posicionais que lhes diminuíram as rotinas posicionais enquanto centrais.
Thuram jogou mais como lateral direito do que como central e Gallas não raras vezes é desviado para os flancos.
Tal acarretou um menor conhecimento das funções que ora são chamados a desempenhar.
Mas, se estes se assumem como os aspectos mais débeis da equipa gaulesa, as diagonais de Henry da esquerda para o centro, a velocidade de Ribery, o jogo entre linhas de Vieira e a magia de Zidane são os seus trunfos maiores.
Na verdade, quando Henry arranca da esquerda para o centro com a bola controlada e em velocidade é demolidor.
Há que impedi-lo de receber a bola nessa zona do campo. Há que o convidar a um jogo mais posicional entre os centrais.
Henry entre os centrais vê o seu potencial reduzido para metade.
Ribery é a nova coqueluche do futebol francês. Rápido e incisivo, é muito perigoso a "rasgar" a sua ala.
Vieira, com a colocação de Makelele à frente dos centrais, tem tido maior liberdade para se incorporar em acções ofensivas. A sua amplitude de movimentos é incomensuravelmente maior.
E tem-na aproveitado muito bem.
O seu jogo entre linhas tem sido letal.
As suas penetrações pela zona central, beneficiando dos movimentos basculantes de Henry para as alas, têm sido mortíferas.
De Zidane já tudo se disse. Dos seus pés tudo se pode esperar, ainda para mais quando aparenta estar a desfrutar e muito do jogo, como se viu frente ao Brasil.
Contra tudo isto Portugal terá que lutar.
Mas, convém não ignorar as mais valias lusas.
O espírito de grupo e de conquista, a magia de Deco, Figo e Ronaldo, o jogo entre linhas de Maniche e Deco, a segurança de Carvalho e Meira, as penetrações de Miguel e a confiança de Ricardo.
Aliás, num aspecto estamos já a vencer, qual seja os "mind games".
Os franceses não aprenderam com os erros ingleses e enveredaram pelo mesmo caminho, oferecendo a Scolari o "inimigo externo" sempre tão desejado para aglutinar o grupo.
O chauvinismo francês falou mais forte.
A pressão sobre o árbitro que perpassou pelo discurso dos jogadores estou certo que não surtirá os efeitos desejados, antes contribuindo para unir ainda mais a nossa selecção.
Desvalorizar, intimidar, condicionar e menorizar foi o que os franceses pretenderam.
Não o conseguirão, pois que se há aspecto em que este grupo de jogadores já provou ser forte é, precisamente, na sua robustez psicológica.
Agora só nos resta depená-los.
Vamos a eles, até os comemos.

terça-feira, julho 04, 2006

Suspensão da Federação Grega

A FIFA suspendeu a Federação Grega de todas as competições.
Na deliberação diz-se que se extende a todos os seus membros, jogadores incluídos.
Será que se aplica a jogadores gregos a jogar no estrangeiro? penso que não, mas veremos.
Aqui fica a notícia publicada no site da FIFA:
"The FIFA Emergency Committee, composed of five presidents and one representative of each of the six confederations, today (3 July 2006) decided to suspend the Hellenic Football Federation (HFF), having determined that the situation of the HFF is not in line with the principles of the FIFA Statutes regarding the independence of member associations and the independence of the decision-making process of the football-governing body in each country.
In September 2005, the FIFA Executive Committee gave the HFF a deadline of 15 July 2006 to obtain from the Greek government an amendment to the national law on sports in order to enable the association to be in conformity with the FIFA Statutes and the relevant UEFA regulations.
In spite of repeated warnings from both FIFA and UEFA, the commitment expressed by Greek government representatives to amend the law on sport to irrevocably recognise that football matters can only be decided by the HFF and its subordinated football structures has not been respected. In fact, the recently-presented draft of a new law on professional leagues constitutes another example of interference from the government in football affairs. Therefore, the FIFA Emergency Committee has determined that the deadline would not be met by the HFF and that the suspension of this federation was necessary.
This decision means that the HFF and all of its members (clubs, players, officials) are suspended with immediate effect and until further notice from all international contact, which also includes participation in international competitions at all levels, the organisation of international matches in Greece and the appointment of officials for international duties."

Parece-me que será tudo uma questão de tempo

Apesar do interesse do FC Porto em Vennegoor of Hesselink ser tema diário em Portugal e na Holanda, o PSV, pela voz do seu director desportivo, garantiu que “para já não há nenhum avanço”.
Mais do que isso, há já três semanas que o clube não tem contactos com o pai e empresário do avançado, pelo que a única certeza é que o internacional holandês se apresenta no próximo dia 24.
Quanto ao avançado que o clube de Eindhoven procura, Valckx reconhece que é real o interesse em alguns jogadores, negando Cuevas. Mas o atleta a contratar não será um substituto nem um concorrente de Hesselink. “Não será um jogador de área, queremos alguém que jogue tanto à direita como à esquerda”, confessou-nos, salientando que Koeman conta com o ponta-de-lança que o FC Porto pretende: “É importante que ele fique. O treinador conta com ele e tem mais dois anos de contrato.” A porta não se fecha, mas o PSV aguarda ainda os números que podem chegar do Dragão.

Imperativos legais mas não deixa de ser preocupante

Quim, Petit, Nuno Gomes e Simão têm liberdade para só se apresentarem na Luz no dia 24 de Julho.
A revelação foi feita esta segunda-feira por Fernando Santos que só contará com os internacionais portugueses duas semanas antes da pré-eliminatória da Liga dos Campeões.
«Só agora pudemos definir e vamos esperar que comecem a trabalhar no dia 24. Faço votos para que Portugal jogue no domingo, e que saia vencedor, por isso esperamos que se apresentem dia 24 porque nessa altura estaremos a 15 dias do primeiro jogo», afirmou o novo treinador das «águias».

Pudera

A grande exibição de Ricardo frente à Inglaterra fez disparar o valor do passe do guardião leonino e, em paralelo, voltou a despertar a atenção de clubes ingleses no internacional.
Após início de temporada conturbado – onde chegou a sair da equipa –, o guarda-redes foi melhorando com o passar dos meses, formando, com Abel, Tonel, Polga e Caneira, um bloco sólido que funcionou como trave-mestra para os leões assegurarem o 2º lugar e correspondente entrada directa na Champions.
No Mundial, Ricardo confirmou o bom momento e pode ter espoletado o início de mais uma novela.

Os novos equipamentos do Sporting



Só o Mantorras para dizer uma coisa destas com o mercado aberto

Pedro Mantorras manifestou hoje, em Luanda, a intenção de sair do Benfica em Dezembro, revelando que está em contactos com um clube da Premiership inglesa, cujo nome não especificou."Em princípio, vou sair do Benfica em Dezembro", afirmou Mantorras, acrescentando que as negociações com o clube britânico já se encontram numa fase final.
O avançado angolano revelou que "vai ser tudo acertado na terça-feira" e acrescentou que as negociações decorrem "há cerca de um ano".
Questionado sobre a possibilidade de o Benfica não aceitar a sua saída, Mantorras admitiu continuar no clube português, com quem ainda tem um contrato válido: "O Benfica é o dono do meu passe, se aceitar a proposta desse clube eu saio, mas, se não aceitar, vou continuar no Benfica", afirmou, sublinhando, no entanto, que "há propostas que não podem ser recusadas".
O avançado angolano falava à Rádio Ecclesia, emissora católica angolana, à margem de uma cerimónia de entrega de material desportivo a uma escola de Viana, nos arredores de Luanda.
Mantorras entregou bolas, chuteiras, caneleiras e luvas de guarda-redes, entre outro material, salientando que pretende com esta iniciativa "ajudar a melhorar as condições da escola e contribuir para o desenvolvimento de novos talentos".
O angolano, que participou no Mundial'2006, goza ainda mais uns dias de férias antes de se juntar aos companheiros no Benfica, que hoje partiram para o estágio de pré-época na Suíça.

Concordo

Antes de embarcar para Genebra, o treinador benfiquista confirmou que espera ainda dois reforços para o ataque, que deverão chegar ainda no decorrer desta semana.
Miccoli é um deles.
PERGUNTA Teve hoje o primeiro contacto com o plantel. Como se encontram, fisicamente, os jogadores, a poucas horas de iniciarem a pré-temporada?
FERNANDO SANTOS Os jogadores são profissionais, sabem que têm de ter cuidados, pois vão ter apenas um mês de trabalho para o primeiro jogo e, portanto, apresentaram-se todos em excelentes condições. Naturalmente, estamos ansiosos por começar a treinar e por ver a bola rolar...
Ao mesmo tempo, queremos que apareçam os primeiros jogos, para começarmos a preparar rapidamente essa importante partida da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões.
Os jogadores estão muito motivados. Naturalmente, ainda faltam aqui alguns, que gostávamos que estivessem cá, mas estamos, ao mesmo tempo, contentes por não estarem aqui, porque Portugal está nas meias-finais do Campeonato do Mundo, o que é um orgulho para todos nós.
Os jogadores que cá estão vão apurar a forma para o primeiro jogo, que é o da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões.
P O que falta ainda ao Benfica, ao "seu" Benfica?
R Ainda falta muita coisa, estamos a começar hoje. Ainda não temos nada, entre aspas [sorrisos].
Toda a gente sabe quais são as nossas necessidades, vocês têm falado disso. Faltam dois avançados ao Benfica.
Estamos a trabalhar nesse assunto, as coisas não são tão fáceis como nós queremos sempre. Queríamos ter hoje esses jogadores, mas infelizmente não temos.
No entanto, as pessoas estão a trabalhar nesse sentido e, esta semana, penso que tudo se irá resolver. As pessoas que estão a trabalhar nesse tema estão a fazer um grande "forcing".
Como se sabe, as coisas não são simples. Não é por nossa vontade que eles não estão aqui, outras condições se levantaram, mas contamos com eles rapidamente.
P Um dos avançados que pretende é Miccoli?
R Toda a gente sabe que sim. É um dos jogadores que nos interessam. Esperamos contar com ele na próxima temporada. José Veiga está a tratar desse assunto e a envidar todos os esforços para que o Miccoli venha para o Benfica.
P Nesta fase, qual é o mercado preferencial do Benfica?
R Não há mercado preferencial para o Benfica. O mercado preferencial para o Benfica são os bons jogadores, aliás como se verifica em todas as grandes equipas.
P Ainda tem esperança em que Simão continue no clube?
R Já falámos sobre isso. O próprio presidente já falou sobre isso. Estamos preparados, eventualmente, para perder um jogador. Se alguém aparecer com uma proposta que seja rentável para o Benfica e também siga os interesses do Simão, teremos de aceitar essa circunstância. Agora, não é nossa vontade que o Simão saia.

Decisão óbvia

Os dirigentes da Sporting, SAD propuseram a Hugo a rescisão do contrato que o liga ao clube por mais uma temporada, ficando assim o jogador livre para assinar um vínculo mais extenso com o Vitória de Setúbal, clube que há muito se mostrou interessado nos seus serviços.
O jogador ainda está a ponderar sobre esta possibilidade, e antes de tomar a decisão final, reunir-se-á com os responsáveis do Sporting e do V. Setúbal, no sentido de saber quais as condições concretas que os dois clubes lhe oferecem.
Por enquanto, o defesa-central mantém-se na sua terra natal, Braga, à espera de um contacto para viajar ao Sul do País e acertar o futuro, algo que, provavelmente, ainda acontecerá esta semana.
A confirmar-se a rescisão de contrato de Hugo com os leões, chega ao fim uma ligação de seis temporadas entre o jogador e o clube de Alvalade.
O defesa-central chegou ao Sporting no início da temporada 2000/01, proveniente dos italianos da Sampdoria.

Que bela forma de começar a época...

Alcides foi vítima de sequestro durante o passado fim-de-semana. Mas o jogador já está em liberdade, segundo a informação dada esta manhã na Suíça, onde o plantel do Benfica realiza estágio de pré-época.
O defesa brasileiro tinha chegada prevista para domingo a Portugal, mas não chegou a embarcar, sabendo-se agora que foi sequestrado em São Paulo.
A situação, que motivou a ausência de Alcides no arranque dos trabalhos do plantel «encarnado», já estará resolvida, pelo que Alcides deverá juntar-se aos seus companheiros nos próximos dias, já na Suíça.

Este vive num mundo só dele...

Confusão, piada de mau gosto ou simplesmente ignorância.
Só mesmo Ribéry saberá porque classificou Luiz Felipe Scolari como "um grande jogador, que jogou em grandes equipas".
Informado em plena conferência de Imprensa sobre o cargo de Felipão, que, enquanto atleta foi um defesa-central de poucos atributos, conforme o próprio já admitiu, o avançado francês manteve a postura. "Perdão, confundi a pessoa...".
Questionado sobre o melhor marcador do campeonato francês, que por acaso é português, o jogador do Marselha mostrou-se novamente confuso. "Pedro Pauleta é um dos melhores jogadores franceses. Perdão, é um dos melhores avançados do campeonato francês".

segunda-feira, julho 03, 2006

E agora para algo completamente diferente...


Ripa na rapaqueca ou alguém de quem me lembrei no Sábado


Eu não quero ver! eu não quero ver!Ricardo vai partir para a bola:

PORTUGAL!PORTUGAL!PORTUGAL!PORTUGAAAL!!!!!

TSF 24 de junho de 2004

Sábado, veio-me à memória este inolvidável relato (um entre muitos).

Aqui fica esta singela homenagem.

Obrigado, Jorge Perestrelo!

Mais duas porque todas não são demais


Grande "Labreca"

Espaço Prof. Karamba - Especial Mundial

Os jogos sujeitos a aposta são os seguintes (faço já o meu palpite):
Os resultados que contam são os verificados no final dos 90 minutos de jogo

Alemanha/Itália: 1-1;
Portugal/França: 1-0

Boa Sorte!

Espaço Prof. Karamba - Classificação dos não apurados até ao Brasil/França

Classificação dos não apurados até ao Brasil/França:

1º Lugar: Ronaldinho - 239 pontos;
2º Lugar: Vermelho – 237 pontos;
3º Lugar: Jorge Mínimo – 235 pontos;
4º Lugar: Barão Vermelho - 232 pontos;
5º Lugar: Francisco Lázaro e Paco Nassa – 230 pontos;
6º Lugar: Conático - 226 pontos;
7º Lugar: Kubas -223 pontos;
8º Lugar: Cubilhas - 222 pontos;
9º Lugar: Vermelho Nunca - 216 pontos;
10º Lugar: Costa e Sh Cala-te - 215 pontos;
11º Lugar: Muceque - 212 pontos;
12º Lugar: Meireles - 206 pontos;
13º Lugar: Berbigão - 200 pontos;
14º Lugar: Kaiserlicheagle – 192 pontos;
15º Lugar: Cavungi – 188 pontos;
16º Lugar: Samsalameh – 186 pontos;
17º Lugar: Broas - 184 pontos;
18º Lugar: Carlos – 180 pontos;
19º Lugar: Holtreman - 170 pontos;
20º Lugar: Vicente Lemos – 156 pontos;
21º Lugar: Marreco – 151 pontos;
22º Lugar: Zás – 100 pontos

Espaço Prof. Karamba - Especial Mundial - Meias Finais

Espaço Prof. Karamba - Especial Mundial - Meias Finais

Meias Finais:

Qualesma/Bota Abaixo;
Sócio/Zex

Espaço Prof. Karamba - Especial Mundial - Quartos de Final

Quartos de Final:

Qualesma/Barão Vermelho: 24 - 17
Vermelho Nunca/Sócio: 17 - 24
Bota Abaixo/Shcala-te: 21- 14
Zex/Ronaldinho: 26 - 21

Análise ao Portugal/Inglaterra

Mais uma vitória épica.
Mais uma vez, mandámos os "bifes" para casa.
Mais uma vez, São Ricardo fez um milagre.
Vencemos bem, mas podíamos ter poupado tanto sofrimento.
Scolari e Eickson optaram pelas hipóteses mais conservadoras, demonstrando recear-se mutuamente.
Scolari escolheu Tiago em detrimento de Simão, construindo um onze que lhe dava mais garantias de equilíbrio.
Equilíbrio da própria equipa e em relação ao meio-campo inglês.
Erickson seguiu a mesma via. Abdicou de Crouch em favor da colocação de Heargreaves como quinta unidade do meio terreno.
Estruturadas assim as equipas, a partida não podia deixar de se pautar pelo equilíbrio.
Jogo de nervos próprio dos quartos de final de um Mundial.
A tensão que perpassou pelo jogo condicionou largamente a qualidade futebolística apresentada por ambas as equipas.
Ainda assim, Portugal demonstrou, sempre, mais vontade de assumir o jogo, ao passo que os ingleses adoptaram uma atitude de maior contenção.
Na primeira metade, nenhuma das equipas se aproximou com verdadeiro perigo da área contrária.
Portugal fez dois ou três remates com relativo perigo, os ingleses pouco mais de um.
Luta, muita luta, suor, muito suor, marcação, muita marcação, rigor, muito rigor, inspiração pouca, muito pouca.
Partida muito concentrada a meio-campo, com as unidades desequilibradoras de ambos os conjuntos a não sobressaírem.
Assim se chegou ao intervalo, com as equipas absolutamente empatadas quer ao nível do resultado quer ao nível da produção futebolística.
Na segunda metade, tudo se desenrolava de acordo com o mesmo guião quando Rooney, numa atitude tão irreflectida quanto censurável, viu o cartão vermelho.
Portugal ficou em superioridade numérica, mas por paradoxal que pareça foram os ingleses que mais beneficiaram.
Na verdade, em vantagem numérica, as debilidades da selecção nacional vieram à tona.
Os ingleses recuaram ainda mais no terreno, colocando duas linhas de quatro elementos junto à sua área, desta forma entregando as despesas da partida integralmente a Portugal.
Aí, as tradicionais dificuldades lusas em actuar em ataque organizado emergiram.
A excessiva concentração de jogadores ingleses na zona central, empurrou o futebol luso para a exploração das alas.
Todavia, a ausência de uma referência na área condenava ao insucesso as tentativas de penetração.
Portugal circulava bem a bola, encontrava espaços de penetração pelos flancos, mas os cruzamentos saíam invariavelmente para a cabeça dos centrais ingleses.
Esta é, provavelmente, a maior das fragilidades da nossa selecção - a inexistência de um ponta de lança de qualidade, que sirva de referência ofensiva.
A posse de bola era esmagadoramente portuguesa, mas o futebol ofensivo luso mostrava-se completamente estéril. Inexistiam espaços de penetração na zona central capazes de permitir as entradas de Maniche ou as diagonais do alas.
Scolari bem tentou encontrar alternativas à desinspiração de Pauleta.
Primeiro, Ronaldo, depois Postiga.
Nem um, nem outro se mostraram capazes de solucionar o problema.
Talvez tenha faltado alguma ousadia a Scolari para optar por um modelo de dois pontas de lança, por forma a aumentar a "presença" portuguesa na zona central da defensiva inglesa para, deste modo, permitir a criação de mais espaços para as entradas dos médios e para as diagonais dos alas.
A Inglaterra há muito que havia abdicado de atacar, procurando com lançamento longos para Crouch dar descanso à sua defesa e, simultaneamente, "arrancar" uma falta nas imediações da área que lhe possibilitasse a obtenção de um golo.
Aliás, diga-se que Crouch fez um trabalho admirável, conseguindo, sozinho, importunar a defesa portuguesa, segurando os dois centrais.
Na segunda parte, a partir da expulsão de Rooney, o modelo de jogo inglês assentou exclusivamente na contenção.
O seu futebol ofensivo, pura e simplesmente, não existiu.
Quando em posse da bola, os ingleses limitavam-se a lançamentos longos a solicitar os centímetros de Crouch, o qual procurava segurar a bola para as penetrações Aaron Lennon.
Lampard e Gerrard confinavam-se a missões defensivas.
Entre Crouch e os médios centros ingleses existia um abismo de 30 metros.
Apenas, as penetrações de Lennon causavam calafrios na defesa portuguesa e mesmo estas eram esporádicas.
Portugal porfiava mas sem sucesso e, assim, foi sem surpresa que o jogo foi para prolongamento.
No prolongamento a fisionomia da partida manteve-se inalterada, pelo que o recurso ao desempate por pontapés da marca de grande penalidade se revelou inevitável.
Aí, Ricardo foi, novamente, grande. Um gigante.
São Ricardo defendeu três penalidades e colocou Portugal nas meias-finais do Mundial.
Ricardo é a demonstração da importância dos níveis de confiança no desempenho.
Tal como disse Mourinho, o Ricardo da selecção é, claramente, superior ao Ricardo do Sporting.
Porquê? simplesmente, pela confiança.
A confiança ilimitada que Scolari nele depositou, dá-lhe a tranquilidade necessária à elevação do nível da sua competência.
O "Labreca" esteve genial, executando três "paradas" magníficas.
Vitória justa, sem contestação da equipa que mais fez para atingir o sucesso.
Destaque para as exibições de Carvalho e Meira, impecáveis durante todo o jogo, mas essencialmente para o colectivo.
O espírito de conquista, a garra e a vontade de vencer demonstradas por todos assumiram-se como a âncora do sucesso.
Aliás, a principal força desta equipa reside, precisamente, na atitude que revela em campo.
Para lá das individualidades, a força do colectivo tem sido a chave das vitórias.
A união do grupo e a sua robustez psicológica têm sido factores determinantes.
E justiça seja feita, estes são aspectos em que o trabalho de Scolari merece os mais rasgados encómios.
Agora só nos resta depenar o "galo" para chegar a Berlim.