Considerações Gerais:
Um Clássico é sempre um jogo de prognóstico imprevisível e de elevado grau de dificuldade para ambas as equipas.
Apetece-me citar o grande João Pinto: “Prognósticos só no fim do jogo”.
Uma certeza, porém.
No “pré-jogo”, o Sporting saiu, claramente, vitorioso.
Paulo Bento, na conferência de imprensa de antevisão do jogo, explorou de modo brilhante as vantagens da comunicação.
Como ontem escrevi, Paulo Bento retirou pressão à sua equipa e aumentou os seus níveis de confiança.
Simultaneamente, fez perigar a convicção e a segurança do adversário, coagindo-o.
Adriaanse amordaçado que está a um asnático “black-out” viu-se obrigado a ouvir e calar.
A influência dos “mind games” no resultado final de uma partida é inegável.
A forma como os treinadores conseguem “entrar” na cabeça dos seus discípulos é crucial.
Urge potenciar a auto-estima, elevando-a ao extremo, fazê-los acreditar nas suas capacidades e competências e desmistificar o adversário.
Competência fundamental de um treinador é demostrar conhecimento profundo do adversário e, concomitantemente, conseguir transmitir esse Know-how aos seus pupilos numa linguagem que lhes seja acessível.
Penso que Paulo Bento possui tais qualidades, embora lhe falte uma maior capacidade de leitura de jogo e, acima de tudo, capacidade de rasgo, capacidade de surpreender o adversário.
Aliás, atente-se que, na esteira de Mourinho, Paulo Bento prepara as partidas vindouras com bastante antecedência – veja-se o quarto amarelo exibido, a pedido, a Custódio em Leiria, para que, na previsível exibição de um outro no jogo do Dragão, possa cumprir o respectivo jogo de castigo em casa frente ao Penafiel.
Face aos modelos de jogo e esquemas tácticos que as equipas vêm apresentando, as principais curiosidades da partida repousam na forma como irá o tridente defensivo portista encarar a pressão dos dois pontas de lança leoninos e de que modo irá o quarteto defensivo leonino suportar a igualdade numérica face ao quarteto atacante portista.
Adriaanse não deverá introduzir qualquer alteração no seu esquema táctico, apenas inserindo nuances de dinâmica defensiva.
Tal como na Luz, Paulo Assunção será muito mais central do que trinco, porque embora Pedro Emanuel seja central de raiz não poderá fechar dentro, pois que o ala do seu flanco não possui vocação defensiva suficiente para fechar o corredor.
Paulo Bento irá, certamente, mostrar-se fiel ao seu modelo e sistema de jogo, procurando compensar a igualdade numérica na defesa com o recuo de Custódio para a marcação a um dos pontas de lança quando em situação defensiva.
Se, assim, acontecer o Sporting terá superioridade numérica a meio-campo, o que acarreterá um enorme esforço por banda de Meireles e Lucho face a Moutinho, Martins e Nani.
Mas, ainda aqui, poderá Adriaanse avançar Bosingwa, que perante o losango leonino não terá adversário directo na ala, restabelecendo o equilibrio numérico a meio-campo.
As equipas deverão apresentar alterações de pormenor nas suas formações iniciais, com a entrada de Lisandro para o lugar de Anderson no Porto (não é crível que Adriaanse o lance às feras, optando por um jogador mais experiente e mais habituado a este tipo de ambientes) e de Caneira para o lugar de Tello no Sporting.
Será um confronto de concepções de futebol e de esquemas tácticos - vocação ofensiva alicerçada em 3x3x4 em ataque continuado face a contenção defensiva sustentada em 4x4x2 em losango com ataques rápidos e contra-ataques.
Será um jogo em que as equipas procurarão incessantemente os equilíbrios.
Jogo de muito luta pela posse de bola a meio-campo, muito fechado, com as duas equipas muito receosas uma da outra.
Será quase um jogo de xadrez, muito calculista.
A circunstância de se jogar um outro Sporting/Porto, quiçá decisivo para a conquista do título de campeão nacional, daí a duas semanas e meia, tornará o jogo ainda mais fechado, pois que nenhuma das equipas quererá encarar essa partida emocionalmente fragilizada por uma derrota.
A velocidade e mobilidade dos atacantes portistas, a classe de Lucho e Quaresma, a inspiração de Martins, Moutinho ou Liedson, a qualidade do jogo entre linhas dos médios leoninos, poderão ser os factores desequilibrantes.
A circunstância de Adriaanse não ter ganho qualquer clássico e de, na sua carreira, nunca ter alcançado a final de uma competição (ano passado caiu aos pés do Sporting nas meias-finais da Taça UEFA) constituem factores de peso psicológico não dispiciendo.
Por outro lado, actuando na condição de visitado, o FCPorto terá que se assumir como favorito.
A equipa que conseguir ser mais equilibrada, defensiva e ofensivamente, ficará, inelutavelmente, mais próxima da vitória.
O mínimo erro será fatal.
Quem marcar primeiro deverá triunfar.
Esquemas Tácticos:
O Sporting deverá apresentar-se em 4x1x2x1x2, com uma linha de quatro defesas, um meio-campo em losango e dois avançados móveis na frente.
O Porto alinhará em 3x3x4, com três defesas, um médio de cobertura que actuará como pendulo, ora central quando a defender, ora trinco quando em posse de bola, dois outros médios centrais, quatro avançados, dois centrais e dois alas.
Equipas Prováveis:
Porto - Baía, Bosingwa, Pepe e Pedro Emanuel, Paulo Assunção, Raúl Meireles e Lucho, Quaresma, Adriano, McCarthy e Lisandro.
Sporting - Ricardo, Abel, Polga, Tonel e Caneira, Custódio, Moutinho, Martins e Nani, Sá Pinto e Liedson;
quarta-feira, março 22, 2006
terça-feira, março 21, 2006
Os "mind games" de Paulo Bento
Paulo Bento transformou a desvantagem de jogar em casa do F.C. Porto numa vantagem estatística sobre o adversário.
O treinador do Sporting diz que jogar no Dragão não será determinante. E explicou porquê.
«Vão defrontar-se duas equipas em que uma delas não perdeu nenhum clássico [Sporting] e em que a outra não ganhou nenhum clássico [F.C. Porto]», sustentou.
«Aí, em termos de confiança, poderemos até ter mais alguma. Não em excesso, mas mais alguma confiança. Um empate no Dragão, uma vitória na Luz e uma vitória sobre o Benfica em Alvalade. Daí ser uma equipa que está preparada para este tipo de jogo. E tentaremos que o factor casa não seja determinante», afirmou.
Excelente conferência de imprensa do Paulo "risco ao meio" Bento, à imagem do "special one".
Paulo Bento retirou pressão à sua equipa e aumentou os seus níveis de confiança.
Simultaneamente, fez perigar a convicção e a segurança do adversário, coagindo-o.
Penso que aqui reside um dos seus méritos enquanto treinador.
Embora apresente lacunas sérias de vocabulário e uma forma de falar vagamente castelhana, Paulo Bento exprime-se muito bem em "futeboles".
Conhece as estratégias de comunicação e utiliza-as como nenhum outro treinador, actualmente, em Portugal.
Sabe o que quer e o caminhe que tem de trilhar para atinjir os seus objectivos.
Analisou e constatou as omissões da sua equipa e delineou um modelo de jogo capaz de as superar ou, pelo menos, disfarçar.
Para já, está a ganhar.
É por estas e por outras que não compreendo os "black-out".
O treinador do Sporting diz que jogar no Dragão não será determinante. E explicou porquê.
«Vão defrontar-se duas equipas em que uma delas não perdeu nenhum clássico [Sporting] e em que a outra não ganhou nenhum clássico [F.C. Porto]», sustentou.
«Aí, em termos de confiança, poderemos até ter mais alguma. Não em excesso, mas mais alguma confiança. Um empate no Dragão, uma vitória na Luz e uma vitória sobre o Benfica em Alvalade. Daí ser uma equipa que está preparada para este tipo de jogo. E tentaremos que o factor casa não seja determinante», afirmou.
Excelente conferência de imprensa do Paulo "risco ao meio" Bento, à imagem do "special one".
Paulo Bento retirou pressão à sua equipa e aumentou os seus níveis de confiança.
Simultaneamente, fez perigar a convicção e a segurança do adversário, coagindo-o.
Penso que aqui reside um dos seus méritos enquanto treinador.
Embora apresente lacunas sérias de vocabulário e uma forma de falar vagamente castelhana, Paulo Bento exprime-se muito bem em "futeboles".
Conhece as estratégias de comunicação e utiliza-as como nenhum outro treinador, actualmente, em Portugal.
Sabe o que quer e o caminhe que tem de trilhar para atinjir os seus objectivos.
Analisou e constatou as omissões da sua equipa e delineou um modelo de jogo capaz de as superar ou, pelo menos, disfarçar.
Para já, está a ganhar.
É por estas e por outras que não compreendo os "black-out".
É melhor não importar esta ideia...
Um jogador espanhol de futsal foi condenado em tribunal por ter agredido um colega, durante um jogo.
O jogador Eustáquio V.M. viu um juiz de Jaén confirmar a condenação a ano e meio de prisão, além de uma indemnização de 3.903 euros, por ter agredido um jogador com um murro na face.
O tribunal argumenta que apesar de «não se poder incriminar uma simples lesão ocorrida na prática de um desporto», é importante ajuizar a «intencionalidade da agressão à margem da partida de futsal que decorria». Assim não se pode considerar «um lance normal de jogo», escreve o jornal «As».
O caso remonta a 27 de Julho de 2004, quando durante uma partida de futsal disputada no Pavilhão Municipal em Jaén, Eustáquio agrediu barbaramente um adversário.
Como consequência, a vítima sofreu uma fractura dos ossos próprios do nariz que demorou 50 dias a recuperar e 21 a voltar às suas ocupações normais.
Como sequela da lesão, o agredido sofre de dificuldades respiratórias e teve que recorrer a uma septoplastia.
O jogador Eustáquio V.M. viu um juiz de Jaén confirmar a condenação a ano e meio de prisão, além de uma indemnização de 3.903 euros, por ter agredido um jogador com um murro na face.
O tribunal argumenta que apesar de «não se poder incriminar uma simples lesão ocorrida na prática de um desporto», é importante ajuizar a «intencionalidade da agressão à margem da partida de futsal que decorria». Assim não se pode considerar «um lance normal de jogo», escreve o jornal «As».
O caso remonta a 27 de Julho de 2004, quando durante uma partida de futsal disputada no Pavilhão Municipal em Jaén, Eustáquio agrediu barbaramente um adversário.
Como consequência, a vítima sofreu uma fractura dos ossos próprios do nariz que demorou 50 dias a recuperar e 21 a voltar às suas ocupações normais.
Como sequela da lesão, o agredido sofre de dificuldades respiratórias e teve que recorrer a uma septoplastia.
Onde é que eu já vi isto?...
O MKS Pogon prepara-se para revolucionar o frio futebol polaco depois de ter contratado mais de vinte brasileiros no decorrer do interregno de Inverno.
A modesta equipa da cidade de Szczecin, liderada pelo carismático proprietário Antoni Ptaka, ocupa o nono lugar da liga polaca, a onze pontos do líder, quando estão decorridas 17 jornadas, mas aposta forte numa rápida subida na tabela classificativa com as muitas e sonantes contratações que fez nos últimos meses.
O clube já contava com muitos brasileiros no plantel, mas com a reabertura do mercado e aproveitando um estágio na quente América do Sul, o clube abriu as portas à entrada de mais jogadores made in Brasil, com Amaral, antigo jogador do Benfica, Fiorentina, Palmeiras e Besiktas, como cabeça de cartaz.
«Tenho a certeza que se trata de uma ideia de sucesso e que, após algum tempo, levar-nos-á às competições europeias, provavelmente já na próxima época», referiu o entusiasta Ptaka em declarações reproduzidas no site oficial da UEFA. Falta agora saber como é que os brasileiros se vão adaptar ao frio polaco...
A modesta equipa da cidade de Szczecin, liderada pelo carismático proprietário Antoni Ptaka, ocupa o nono lugar da liga polaca, a onze pontos do líder, quando estão decorridas 17 jornadas, mas aposta forte numa rápida subida na tabela classificativa com as muitas e sonantes contratações que fez nos últimos meses.
O clube já contava com muitos brasileiros no plantel, mas com a reabertura do mercado e aproveitando um estágio na quente América do Sul, o clube abriu as portas à entrada de mais jogadores made in Brasil, com Amaral, antigo jogador do Benfica, Fiorentina, Palmeiras e Besiktas, como cabeça de cartaz.
«Tenho a certeza que se trata de uma ideia de sucesso e que, após algum tempo, levar-nos-á às competições europeias, provavelmente já na próxima época», referiu o entusiasta Ptaka em declarações reproduzidas no site oficial da UEFA. Falta agora saber como é que os brasileiros se vão adaptar ao frio polaco...
O outro também pensava assim...
Léo Lima, médio brasileiro emprestado pelo F.C. Porto ao Santos, tem sido uma das principais figuras da equipa, com quatro golos apontados no Campeonato Paulista.
Ressuscitado, depois de ter sido afastado pelo anterior técnico Nelsinho Baptista, nem assim Léo Lima se livra de algumas críticas, por parte do novo treinador do Santos.
Wanderley Luxemburgo, apesar de elogiar a subida de forma do jogador, não se coibiu de comparar o médio, dispensado por Co Adriaanse durante o estágio na Holanda, a «uma foca».
«Ele faz coisas dentro do campo que estão mais para uma foca. A foca é que faz esse tipo de coisas. Ele tem de rever isso para usar a habilidade e a técnica, que ele tem, em benefício da equipa», referiu, aludindo aos preciosismos técnicos de Léo Lima.
Ressuscitado, depois de ter sido afastado pelo anterior técnico Nelsinho Baptista, nem assim Léo Lima se livra de algumas críticas, por parte do novo treinador do Santos.
Wanderley Luxemburgo, apesar de elogiar a subida de forma do jogador, não se coibiu de comparar o médio, dispensado por Co Adriaanse durante o estágio na Holanda, a «uma foca».
«Ele faz coisas dentro do campo que estão mais para uma foca. A foca é que faz esse tipo de coisas. Ele tem de rever isso para usar a habilidade e a técnica, que ele tem, em benefício da equipa», referiu, aludindo aos preciosismos técnicos de Léo Lima.
Para reflexão
Volvidos que estão quase dois anos sobre a realização do Euro/2004, aqui ficam alguns números sobre as médias de assistência nos estádios de futebol em Portugal.
Benfica - 42.338 - 64%;
Porto - 37.255 - 73%;
Sporting - 30.548 - 60%
Vitória SC - 15.143 - 50%
Braga - 11.344 - 37%
Académica - 7.801 - 26%
Fazendo uma comparação em termos de média de assistência por campeonato, podemos verificar, que a Alemanha lidera a tabela classificativa deste ano, e que Portugal, nem aos 10.000 adeptos consegue chegar. Muito pouco... Criámos verdadeiros elefantes brancos...
Alemanha - 39.706
Inglaterra - 33.801
Espanha - 29.201
Itália - 22.431
França - 21.004
Holanda - 16.612
Portugal - 9.919
Benfica - 42.338 - 64%;
Porto - 37.255 - 73%;
Sporting - 30.548 - 60%
Vitória SC - 15.143 - 50%
Braga - 11.344 - 37%
Académica - 7.801 - 26%
Fazendo uma comparação em termos de média de assistência por campeonato, podemos verificar, que a Alemanha lidera a tabela classificativa deste ano, e que Portugal, nem aos 10.000 adeptos consegue chegar. Muito pouco... Criámos verdadeiros elefantes brancos...
Alemanha - 39.706
Inglaterra - 33.801
Espanha - 29.201
Itália - 22.431
França - 21.004
Holanda - 16.612
Portugal - 9.919
Apontamentos vários sobre a actualidade
Felipe Soares Franco não se demitiu, como se previa, das funções de presidente do Conselho Directivo do Sporting, devido, segundo justificou, ao facto de os estatutos do clube não o permitirem.
Antes de serem ouvidos os órgãos sociais do clube, nomeadamente o Conselho Leonino, tudo irá manter-se como está, até quinta-feira próxima. «A partir daí deixarei a Direcção do clube e haverá eleições, mas não serei candidato», garantiu o ainda líder leonino.
Não duvidando da bondade das intenções do ainda Presidente leonino, parece-me que se irá criar uma vaga de fundo sustentando a recandidatura de Soares Franco e que este, em nome dos superiores interesses do Sporting, acabará por se recandidatar.
É um filme já visto, fazendo jus à máxima que Pimenta Machado imortalizou - "o que hoje é verdade, amanhã é mentira".
Os actuais corpos directivos do Sporting estão de tal maneira comprometidos com as sucessivas gestões pós Roquette que vejo com dificuldade um abdicar tão singelo das cadeiras do poder.
Acaso não surja um outro nome afecto ao círculo do poder, Soares Franco ver-se-á na contingência de se recandidatar.
Os putativos candidatos á presidência do Sporting representam um regresso ao populismo tão ao jeito de Jorge Gonçalves e Sousa Cintra que os mentores, seguidores e apaniguados do projecto Roquette, certamente, não lhes quererão entregar de mão beijada o poder.
Até por tal significar um regresso a um passado que enjeitaram e que não pretendem ver reeditado.
Noutro quadrante, Koeman regressou ao activo e às errantes declarações à imprensa espanhola.
O treinador holândes coloca, uma vez mais, à evidência as suas aspirações de treinar um grande em Espanha, indo ao ponto de afirmar não descartar treinar o Real Madrid.
Sendo um ídolo na Catalunha, parece-me que está a desperdiçar, de forma inglória, aquele capital de simpatia e a possibilidade de se tornar, num futuro próximo, treinador do Barça.
No mais, um chorrilho de encómios ao Barça.
Salvam-se na entrevista os elogios a Simão, Miccoli e Manuel Fernandes e o colocar de pressão acrescida no Barça através da referência à ausência de jogadores no eixo central da defensiva.
Aspecto positivo a realçar radica no destaque conferido a Manuel Fernandes no site da FIFA.
O médio do Benfica surge, esta segunda-feira, em destaque no site da FIFA, sendo apontado como um dos jogadores a observar no Mundial-2006, ainda que ressalve as poucas possibilidades de o jovem ser chamado por Scolari.
Em comentário, diria poucas não, nenhumas...
Por fim, alusão à circunstância de Luz e Dragão figurarem na lista de estádios concorrentes à realização da final da Champions relativa à época de 2007/2008.
Depois de Alvalade o ano passado, esta notícia constitui motivo de regozijo.
Antes de serem ouvidos os órgãos sociais do clube, nomeadamente o Conselho Leonino, tudo irá manter-se como está, até quinta-feira próxima. «A partir daí deixarei a Direcção do clube e haverá eleições, mas não serei candidato», garantiu o ainda líder leonino.
Não duvidando da bondade das intenções do ainda Presidente leonino, parece-me que se irá criar uma vaga de fundo sustentando a recandidatura de Soares Franco e que este, em nome dos superiores interesses do Sporting, acabará por se recandidatar.
É um filme já visto, fazendo jus à máxima que Pimenta Machado imortalizou - "o que hoje é verdade, amanhã é mentira".
Os actuais corpos directivos do Sporting estão de tal maneira comprometidos com as sucessivas gestões pós Roquette que vejo com dificuldade um abdicar tão singelo das cadeiras do poder.
Acaso não surja um outro nome afecto ao círculo do poder, Soares Franco ver-se-á na contingência de se recandidatar.
Os putativos candidatos á presidência do Sporting representam um regresso ao populismo tão ao jeito de Jorge Gonçalves e Sousa Cintra que os mentores, seguidores e apaniguados do projecto Roquette, certamente, não lhes quererão entregar de mão beijada o poder.
Até por tal significar um regresso a um passado que enjeitaram e que não pretendem ver reeditado.
Noutro quadrante, Koeman regressou ao activo e às errantes declarações à imprensa espanhola.
O treinador holândes coloca, uma vez mais, à evidência as suas aspirações de treinar um grande em Espanha, indo ao ponto de afirmar não descartar treinar o Real Madrid.
Sendo um ídolo na Catalunha, parece-me que está a desperdiçar, de forma inglória, aquele capital de simpatia e a possibilidade de se tornar, num futuro próximo, treinador do Barça.
No mais, um chorrilho de encómios ao Barça.
Salvam-se na entrevista os elogios a Simão, Miccoli e Manuel Fernandes e o colocar de pressão acrescida no Barça através da referência à ausência de jogadores no eixo central da defensiva.
Aspecto positivo a realçar radica no destaque conferido a Manuel Fernandes no site da FIFA.
O médio do Benfica surge, esta segunda-feira, em destaque no site da FIFA, sendo apontado como um dos jogadores a observar no Mundial-2006, ainda que ressalve as poucas possibilidades de o jovem ser chamado por Scolari.
Em comentário, diria poucas não, nenhumas...
Por fim, alusão à circunstância de Luz e Dragão figurarem na lista de estádios concorrentes à realização da final da Champions relativa à época de 2007/2008.
Depois de Alvalade o ano passado, esta notícia constitui motivo de regozijo.
Modalidades "Amadoras" - Ecletismo
Nos países do Sul da Europa e na América Latina, as modalidades ditas amadoras encontram albergue no seio dos clubes tradicionais.
É secular a tradição ecléctica dos clubes.
A fundação das agremiações desportivas tinha por escopo principal a prática desportiva indiscriminada das várias modalidades.
Não se formaram clubes de futebol, basquetebol, voleibol ou andebol, mas tão só clubes desportivos destinados ao incentivo e à disseminação social da prática desportiva.
Estavamos longe, muito longe do profissionalismo.
Os fundadores assumiam, simultaneamente, o papel de dirigentes, praticantes e sócios.
A hodierna realidade dos clubes é profundamente distinta.
Os clubes especializaram-se, assumindo como natureza primacial a sua condição de clubes de futebol.
Criaram-se as Sad´s como forma de "legalizar" essa autonomia.
Os aspectos económico-financeiros sobrelevam-se aos demais.
Nesta nova lógica de funcionamento dos clubes desportivos fará sentido a existência de modalidades ditas amadoras?
Penso que sim, embora funcionando sob um modelo diferenciado do actual.
Com o advento das Sad´s os clubes portugueses deixaram de ter existência futebolística (para lá das camadas jovens).
SLBenfica, FCPorto e Sporting não competem mais no campeonato nacional de futebol, substituídos que foram pelas respectivas Sad´s.
As Sad´s assumem natureza jurídica distinta dos clubes que as constituíram e que se assumem, apenas, como seus accionistas de referência.
Assim, as modalidades constituem a principal razão de ser da subsistência dos clubes.
Acaso se excluissem as modalidades ditas amadoras do seio dos clubes portugueses, estes desapareceriam das competições profissionais.
Os clubes tais quais os conhecemos perderiam a sua natureza associativa ou, pelo menos, vê-la-iam substancialmente diminuída.
As Sad´s são dos accionistas.
Os sócios dos clubes apenas participam da sua gestão indirectamente, através da natureza societária do seu accionista de referência.
A consideração da extinção das modalidades nos clubes protugueses emerge, única e exclusivamente, do pesado encargo financeiro que constituem.
Ora, se assim é, a sua sobrevivência passa pela alteração do modelo de gestão.
Haverá que desonerar os clubes dos custos financeiros, sem que se percam as mais valias ao nível da identificação e da massificação social da imagem dos clubes que as modalidades, indiscutivelmente, aportam.
Assim, o futuro das modalidades assenta num sistema de "franchising" ou "naming".
Os clubes limitar-se-ão a "emprestar" o seu nome e instalações, associando-se a patrocinadores que suportaram financeiramente a actividade das modalidades.
As vantagens de tal sistema são óbvias - os clubes cumprem o seu papel fundador e social, continuando a usufruir do estatuto de utilidade pública desportiva e desoneram-se dos encargos financeiros.
Este modelo, aliás, não é novo na Europa.
Mostra-se implantado em Itália vai para vinte anos, com resultados assinaláveis.
Os clubes que competem em Itália nas modalidades ditas amadoras, ano sim ano não, mudam de designação, fruto das parcerias que os clubes vão encontrando.
Em Portugal, ensaiou-se essa solução, nos meados dos anos 90, no Basket.
Surgiram os primeiros clubes cuja denominação se iniciava pela marca patrocinadora.
Esta prática mantém-se, mas mostra-se vazia de conteúdo.
Não significou qualquer alteração do paradigma de gestão, os clubes continuaram a suportar o grosso dos encargos financeiros, surgindo a "sponsorização" como mera adjuvante.
Tudo nos moldes tradicionais - Orçamento elaborado, procura-se patrocinador para ajudar a suportar as despesas.
Copiam-se soluções, mas só na sua aparência.
A essência permanece intocada.
Em Portugal, nos clubes grandes, apenas o Benfica ensaia trilhar esta solução.
A secção de Futsal do Benfica funciona nos termos supra descritos.
É um primeiro passo, embora pequeno.
É secular a tradição ecléctica dos clubes.
A fundação das agremiações desportivas tinha por escopo principal a prática desportiva indiscriminada das várias modalidades.
Não se formaram clubes de futebol, basquetebol, voleibol ou andebol, mas tão só clubes desportivos destinados ao incentivo e à disseminação social da prática desportiva.
Estavamos longe, muito longe do profissionalismo.
Os fundadores assumiam, simultaneamente, o papel de dirigentes, praticantes e sócios.
A hodierna realidade dos clubes é profundamente distinta.
Os clubes especializaram-se, assumindo como natureza primacial a sua condição de clubes de futebol.
Criaram-se as Sad´s como forma de "legalizar" essa autonomia.
Os aspectos económico-financeiros sobrelevam-se aos demais.
Nesta nova lógica de funcionamento dos clubes desportivos fará sentido a existência de modalidades ditas amadoras?
Penso que sim, embora funcionando sob um modelo diferenciado do actual.
Com o advento das Sad´s os clubes portugueses deixaram de ter existência futebolística (para lá das camadas jovens).
SLBenfica, FCPorto e Sporting não competem mais no campeonato nacional de futebol, substituídos que foram pelas respectivas Sad´s.
As Sad´s assumem natureza jurídica distinta dos clubes que as constituíram e que se assumem, apenas, como seus accionistas de referência.
Assim, as modalidades constituem a principal razão de ser da subsistência dos clubes.
Acaso se excluissem as modalidades ditas amadoras do seio dos clubes portugueses, estes desapareceriam das competições profissionais.
Os clubes tais quais os conhecemos perderiam a sua natureza associativa ou, pelo menos, vê-la-iam substancialmente diminuída.
As Sad´s são dos accionistas.
Os sócios dos clubes apenas participam da sua gestão indirectamente, através da natureza societária do seu accionista de referência.
A consideração da extinção das modalidades nos clubes protugueses emerge, única e exclusivamente, do pesado encargo financeiro que constituem.
Ora, se assim é, a sua sobrevivência passa pela alteração do modelo de gestão.
Haverá que desonerar os clubes dos custos financeiros, sem que se percam as mais valias ao nível da identificação e da massificação social da imagem dos clubes que as modalidades, indiscutivelmente, aportam.
Assim, o futuro das modalidades assenta num sistema de "franchising" ou "naming".
Os clubes limitar-se-ão a "emprestar" o seu nome e instalações, associando-se a patrocinadores que suportaram financeiramente a actividade das modalidades.
As vantagens de tal sistema são óbvias - os clubes cumprem o seu papel fundador e social, continuando a usufruir do estatuto de utilidade pública desportiva e desoneram-se dos encargos financeiros.
Este modelo, aliás, não é novo na Europa.
Mostra-se implantado em Itália vai para vinte anos, com resultados assinaláveis.
Os clubes que competem em Itália nas modalidades ditas amadoras, ano sim ano não, mudam de designação, fruto das parcerias que os clubes vão encontrando.
Em Portugal, ensaiou-se essa solução, nos meados dos anos 90, no Basket.
Surgiram os primeiros clubes cuja denominação se iniciava pela marca patrocinadora.
Esta prática mantém-se, mas mostra-se vazia de conteúdo.
Não significou qualquer alteração do paradigma de gestão, os clubes continuaram a suportar o grosso dos encargos financeiros, surgindo a "sponsorização" como mera adjuvante.
Tudo nos moldes tradicionais - Orçamento elaborado, procura-se patrocinador para ajudar a suportar as despesas.
Copiam-se soluções, mas só na sua aparência.
A essência permanece intocada.
Em Portugal, nos clubes grandes, apenas o Benfica ensaia trilhar esta solução.
A secção de Futsal do Benfica funciona nos termos supra descritos.
É um primeiro passo, embora pequeno.
segunda-feira, março 20, 2006
Espaço Prof. Karamba - Meias-Finais da Taça de Portugal
Os jogos a palpitar são os seguintas:
Jogo 1: FCPorto/Sporting;
Jogo 2: V.Setúbal/V.Guimarães;
Os resultados que contam são os verificados no final dos 90 minutos.
Como sempre, aqui deixo o meu palpite:
Jogo 1: 1/1
Jogo 2: 1/1
Jogo 1: FCPorto/Sporting;
Jogo 2: V.Setúbal/V.Guimarães;
Os resultados que contam são os verificados no final dos 90 minutos.
Como sempre, aqui deixo o meu palpite:
Jogo 1: 1/1
Jogo 2: 1/1
Espaço Prof. Karamba - Classificação Geral
1º Lugar: Zex - 59 pontos;
2º Lugar: Cavungi - 53 pontos;
3º Lugar: Holtreman e Qualesma - 50 pontos;
4º Lugar: Carlos e Paco Nassa - 49 pontos;
5º Lugar: Meireles e Bota Abaixo - 47 pontos;
6º Lugar: Vicente Lemos - 44 pontos;
7º Lugar: Conático - 43 pontos;
8º Lugar: Broas - 40 pontos;
9º Lugar: Mário Feliciano - 36 pontos;
10º Lugar: Vermelho Nunca - 34 pontos;
11º Lugar: Sapo - 32 pontos;
12º Lugar: Camachio - 31 pontos;
13º Lugar: Costa - 30 pontos;
14º Lugar: Muceque - 29 pontos;
15º Lugar: Verdete - 27 pontos;
16º Lugar: Jorge Mínimo e Francisco Lázaro - 26 pontos;
17º Lugar: Vermelho - 25 pontos;
18º Lugar: Samsalameh - 24 pontos;
19º Lugar: Prof. Venceslau - 18 pontos;
20º Lugar: Karalhounis - 17 pontos;
21º Lugar: Borbas - 12 pontos;
22º Lugar: Mao 7-1 - 10 pontos;
23º Lugar: Berbigão - 8 pontos;
24º Lugar: Matulona - 5 pontos;
25º Lugar: Astro Mendes - 2 pontos;
2º Lugar: Cavungi - 53 pontos;
3º Lugar: Holtreman e Qualesma - 50 pontos;
4º Lugar: Carlos e Paco Nassa - 49 pontos;
5º Lugar: Meireles e Bota Abaixo - 47 pontos;
6º Lugar: Vicente Lemos - 44 pontos;
7º Lugar: Conático - 43 pontos;
8º Lugar: Broas - 40 pontos;
9º Lugar: Mário Feliciano - 36 pontos;
10º Lugar: Vermelho Nunca - 34 pontos;
11º Lugar: Sapo - 32 pontos;
12º Lugar: Camachio - 31 pontos;
13º Lugar: Costa - 30 pontos;
14º Lugar: Muceque - 29 pontos;
15º Lugar: Verdete - 27 pontos;
16º Lugar: Jorge Mínimo e Francisco Lázaro - 26 pontos;
17º Lugar: Vermelho - 25 pontos;
18º Lugar: Samsalameh - 24 pontos;
19º Lugar: Prof. Venceslau - 18 pontos;
20º Lugar: Karalhounis - 17 pontos;
21º Lugar: Borbas - 12 pontos;
22º Lugar: Mao 7-1 - 10 pontos;
23º Lugar: Berbigão - 8 pontos;
24º Lugar: Matulona - 5 pontos;
25º Lugar: Astro Mendes - 2 pontos;
Espaço Prof. Karamba - Classificação Semanal
1º Lugar: Bota Abaixo e Conático - 15 pontos;
2ª Lugar: Zex, Cavungi, Francisco Lázaro, Mário Feliciano, Meireles e Paco Nassa - 12 pontos;
3º Lugar: Carlos, Vicente Lemos e Vermelho Nunca - 10 pontos;
4º Lugar: Costa, Qualesma e Verdete - 9 pontos;
5º Lugar: Holtreman, Samsalameh e Berbigão- 8 pontos;
6º Lugar: Camachio, Jorge Mínimo e Sapo - 7 pontos;
7º Lugar: Muceque, Vermelho e Broas - 5 pontos
2ª Lugar: Zex, Cavungi, Francisco Lázaro, Mário Feliciano, Meireles e Paco Nassa - 12 pontos;
3º Lugar: Carlos, Vicente Lemos e Vermelho Nunca - 10 pontos;
4º Lugar: Costa, Qualesma e Verdete - 9 pontos;
5º Lugar: Holtreman, Samsalameh e Berbigão- 8 pontos;
6º Lugar: Camachio, Jorge Mínimo e Sapo - 7 pontos;
7º Lugar: Muceque, Vermelho e Broas - 5 pontos
Análise à Jornada
Tudo como dantes no topo da classificação, com os quatro primeiros a vencerem, com maior ou menor dificuldade, as suas partidas.
Em Vila do Conde, mais do mesmo.
Benfica dominou, por completo, o adversário, criou oportunidades de golo em barda e, desta vez, apenas por inépcia dos seus jogadores, sofreu a bom sofrer para atingir as redes de Mora.
O Benfica entrou bem no jogo e ao quarto de hora havia já criado, pelo menos, duas chances de golo.
O Rio Ave naquela que a par dos últimos dez minutos de jogo foi a sua melhor fase na partida, acercou-se com perigo da área de Moretto por duas vezes, ainda que não tenha obrigado o Keeper brasileiro a qualquer intervenção.
Passados que foram os minutos iniciais, o Benfica remeteu o Rio Ave ao seu meio reduto, exercendo forte pressão ofensiva, mas sem que o caudal do seu futebol haja desaguado na baliza de Mora.
Com o passar do tempo, a ansiedade que perpassava pelos jogadores do Benfica acentuou-se, toldado a eficácia finalizadora dos avançados encarnados.
Ao intervalo o nulo mantinha-se e como o Benfica não dava mostras de poder ultrapassar os pecadilhos na finalização que havia revelado e dado que iria actuar contra o vento na segunda parte, as perspectivas não eram nada animadoras.
O Benfica retornou dos balneários com a mesma atitude, mas também persistindo no desperdiçar das ocasiões criadas.
Neste particular, Simão excedeu-se, ao desperdiçar duas oportunidades nas quais o mais difícil era não visar com êxito a baliza de Mora.
O fado dos últimos jogos voltava a trinar nos Arcos.
Koeman mexeu na equipa, tirando as unidades em menor rendimento e fazendo entrar Karagounis e Robert.
O futebol do Benfica ganhou ainda mais critério com a chamada do grego.
O impasse na concretização mantinha-se, sem que se visse lura donde saísse coelho.
Eis senão quando, Moretto decide inventar e surge o grande caso do jogo.
Léo efectua corte defeituoso e Moretto, ainda que em perfeitas condições de chegar à bola, deixa-a passar, cedendo canto.
Do canto resultou a controvérsia.
Danielson toca ou não a bola para lá da linha?
Não sei dizer, embora fique com a sensação de que a bola foi pontapeada ainda dentro das quatro linhas.
Qualquer análise surge prejudicada pela colocação das câmaras de televisão, pois que em nehuma das imagens transmitidas se consegue ver a bola.
O corpo do jogador vilacondense encobre, por completo, a bola, assim, inviabilizando uma leitura mais correcta do lance.
Fica a dúvida, tal como restou num lance ocorrido naquele mesmo estádio no jogo contra o Porto, num cruzamento de Chidi que viria a dar golo.
Antes como agora, impossível se mostra afiançar, para lá de qualquer dúvida, ter a bola ultrapassado ou não a linha final.
Na sequência do lance, Robert falha de forma clamorosa a baliza de Mora, cabeceando por cima quando se encontrava livre de oposição.
Quando a esperança benfiquista já esmorecia, surgiu um "remake" de um filme muito visto na época passada.
Mantorras, entretanto entrado para o lugar de Manduca, nos descontos, fez o golo do contentamento encarnado.
Também aqui se reclama de uma ilegalidade, qual seja jogo perigoso de Mantorras.
Não me parece que assista razão aos vilacondenses.
Mantorras antecipa-se ao central do Rio Ave, sem que o tenha, por qualquer forma, impedido de jogar a bola.
Aliás, nenhum jogador reclamou da legalidade do golo.
Mantorras revelou-se, novamente, decisivo, sendo que os dois golos que apontou na presente edição da Liga significaram seis pontos (ainda que tenha de ser utilizado com a parcimónia que a sua condição física exige).
Referência final para Moretto que, embora não tenha realizado qualquer defesa, deu sempre sinal de insegurança quando chamado a intervir.
Os seus dois erros no lance da polémica impõe a titularidade de Quim ou Moreira.
No Dragão, exibição vistosa do Porto, numa vitória fácil e sem contestação.
Em vésperas de importante partida para a Taça, o Porto não se poupou.
Segurança defensiva, imaginação e criatividade a meio-campo e eficácia na concretização, foram os predicados patenteados pelos azuis e brancos.
Nunca houve qualquer dúvida quanto ao vencedor da partida, tamanha foi a superioridade portista.
Alicerçado em Lucho e Quaresma e a espaços em Anderson, o futebol portista foi um regalo para os olhos.
O Paços limitou-se a defender e mal, nunca se mostrando capaz de importunar, verdadeiramente, Baía.
Adriaanse parece ter vencido a "batalha do sistema".
Realce para a estreia a titular de Anderson no campeonato.
Apresentou pormenores que deixam antever um futuro risonho, assim Adriaanse o não "amarre" às laterais.
Anderson é, claramente, um jogador de miolo, um n.º 10, um jogador para actuar livre, deambulando entre linhas, perdendo o seu futebol fulgor quando obrigado a exibir-se nas alas.
Ainda mostra alguma verdura, necessário sendo que a sua adaptação ao ritmo europeu se consolide.
Assim o consiga, estaremos perante um jogador de eleição.
Em Leiria, o Sporting venceu, embora com felicidade.
Tal como havia previsto, tratou-se de um jogo muito disputado a meio-campo, com escassas ocasiões de perigo.
Na primeira parte, o Leiria entrou melhor na partida, impondo-se.
O Sporting limitou-se a gerir defensivamente.
O Leiria criou duas boas oportunidades, ao passo que o Sporting pouco se viu ofensivamente.
Aliás, o Sporting fez o seu primeiro e único remate à baliza de Costinha já no final dos primeiros quarenta e cinco minutos.
Nulo no marcador ao intervalo e nula produção futebolística leonina.
No dealbar da segunda metade, num lance de enorme felicidade, o Sporting chega ao golo.
Auto-golo de Costinha, após um cruzamento de Nani interceptado por Fábio Felício.
Não fôra o toque de Costinha e a bola não se encaminharia para as suas redes.
Daí até final, crónica de uma morte anunciada - como já escrevi, quando em vantagem no marcador, dificilmente o Sporting se deixa surpreender.
Alcançado que seja o golo, Paulo Bento, de imediato, recua as linhas e dá a inciativa de jogo ao adversário.
A partir do golo, o Leiria, obrigado que foi a assumir as despesas da partida, mostrou-se incapaz de se aproximar da área leonina, revelando-se pouco mais do que inofensivo.
O labor e a competência defensivas dos leões são de enaltecer. Mas, de igual forma, a sua fraca capacidade ofensiva.
Nesta partida, o Sporting fez dois remates com perigo à baliza de Costinha - um, na primeira parte, e outro, na segunda, ambos por intermédio de Carlos Martins.
Foi tudo quanto o Sporting foi capaz de produzir em termos ofensivos. E ambos os remates aconteceram à entrada da área leiriense.
Na única vez em todo o jogo que o Sporting penetrou, com perigo, na área leiriense, numa tentativa de cruzamento, obteve o golo.
Sorte no golo e contenção defensiva conjugaram-se para a oitava vitória consecutiva na Liga.
Nas restantes partidas, destaque para as vitórias de Belenenses, Naval e Estrela e para o empate forasteiro da Briosa em Guimarães.
A Briosa esteve em vantagem, mas um erro de Dani permitiu aos "espanhóis" chegarem ao golo.
Jogo equilibrado, em que a Académica acabou por ser feliz, pois que os vitorianos estiveram mais perto do segundo golo.
Empate importante, mantendo o Guimarães e a linha de água a 4 pontos, tanto mais que permite à Briosa ter vantagem no confronto directo em caso de igualdade pontual no final do campeonato.
Nota para a queda vertiginosa de Nacional e Setúbal.
Rui Alves, se tivesse capacidade para tal, deveria estar envergonhado e arrependido de ter comparado a agremiação a que preside com os leões de Alvalade.
Pela boca morre o peixe...
Em Vila do Conde, mais do mesmo.
Benfica dominou, por completo, o adversário, criou oportunidades de golo em barda e, desta vez, apenas por inépcia dos seus jogadores, sofreu a bom sofrer para atingir as redes de Mora.
O Benfica entrou bem no jogo e ao quarto de hora havia já criado, pelo menos, duas chances de golo.
O Rio Ave naquela que a par dos últimos dez minutos de jogo foi a sua melhor fase na partida, acercou-se com perigo da área de Moretto por duas vezes, ainda que não tenha obrigado o Keeper brasileiro a qualquer intervenção.
Passados que foram os minutos iniciais, o Benfica remeteu o Rio Ave ao seu meio reduto, exercendo forte pressão ofensiva, mas sem que o caudal do seu futebol haja desaguado na baliza de Mora.
Com o passar do tempo, a ansiedade que perpassava pelos jogadores do Benfica acentuou-se, toldado a eficácia finalizadora dos avançados encarnados.
Ao intervalo o nulo mantinha-se e como o Benfica não dava mostras de poder ultrapassar os pecadilhos na finalização que havia revelado e dado que iria actuar contra o vento na segunda parte, as perspectivas não eram nada animadoras.
O Benfica retornou dos balneários com a mesma atitude, mas também persistindo no desperdiçar das ocasiões criadas.
Neste particular, Simão excedeu-se, ao desperdiçar duas oportunidades nas quais o mais difícil era não visar com êxito a baliza de Mora.
O fado dos últimos jogos voltava a trinar nos Arcos.
Koeman mexeu na equipa, tirando as unidades em menor rendimento e fazendo entrar Karagounis e Robert.
O futebol do Benfica ganhou ainda mais critério com a chamada do grego.
O impasse na concretização mantinha-se, sem que se visse lura donde saísse coelho.
Eis senão quando, Moretto decide inventar e surge o grande caso do jogo.
Léo efectua corte defeituoso e Moretto, ainda que em perfeitas condições de chegar à bola, deixa-a passar, cedendo canto.
Do canto resultou a controvérsia.
Danielson toca ou não a bola para lá da linha?
Não sei dizer, embora fique com a sensação de que a bola foi pontapeada ainda dentro das quatro linhas.
Qualquer análise surge prejudicada pela colocação das câmaras de televisão, pois que em nehuma das imagens transmitidas se consegue ver a bola.
O corpo do jogador vilacondense encobre, por completo, a bola, assim, inviabilizando uma leitura mais correcta do lance.
Fica a dúvida, tal como restou num lance ocorrido naquele mesmo estádio no jogo contra o Porto, num cruzamento de Chidi que viria a dar golo.
Antes como agora, impossível se mostra afiançar, para lá de qualquer dúvida, ter a bola ultrapassado ou não a linha final.
Na sequência do lance, Robert falha de forma clamorosa a baliza de Mora, cabeceando por cima quando se encontrava livre de oposição.
Quando a esperança benfiquista já esmorecia, surgiu um "remake" de um filme muito visto na época passada.
Mantorras, entretanto entrado para o lugar de Manduca, nos descontos, fez o golo do contentamento encarnado.
Também aqui se reclama de uma ilegalidade, qual seja jogo perigoso de Mantorras.
Não me parece que assista razão aos vilacondenses.
Mantorras antecipa-se ao central do Rio Ave, sem que o tenha, por qualquer forma, impedido de jogar a bola.
Aliás, nenhum jogador reclamou da legalidade do golo.
Mantorras revelou-se, novamente, decisivo, sendo que os dois golos que apontou na presente edição da Liga significaram seis pontos (ainda que tenha de ser utilizado com a parcimónia que a sua condição física exige).
Referência final para Moretto que, embora não tenha realizado qualquer defesa, deu sempre sinal de insegurança quando chamado a intervir.
Os seus dois erros no lance da polémica impõe a titularidade de Quim ou Moreira.
No Dragão, exibição vistosa do Porto, numa vitória fácil e sem contestação.
Em vésperas de importante partida para a Taça, o Porto não se poupou.
Segurança defensiva, imaginação e criatividade a meio-campo e eficácia na concretização, foram os predicados patenteados pelos azuis e brancos.
Nunca houve qualquer dúvida quanto ao vencedor da partida, tamanha foi a superioridade portista.
Alicerçado em Lucho e Quaresma e a espaços em Anderson, o futebol portista foi um regalo para os olhos.
O Paços limitou-se a defender e mal, nunca se mostrando capaz de importunar, verdadeiramente, Baía.
Adriaanse parece ter vencido a "batalha do sistema".
Realce para a estreia a titular de Anderson no campeonato.
Apresentou pormenores que deixam antever um futuro risonho, assim Adriaanse o não "amarre" às laterais.
Anderson é, claramente, um jogador de miolo, um n.º 10, um jogador para actuar livre, deambulando entre linhas, perdendo o seu futebol fulgor quando obrigado a exibir-se nas alas.
Ainda mostra alguma verdura, necessário sendo que a sua adaptação ao ritmo europeu se consolide.
Assim o consiga, estaremos perante um jogador de eleição.
Em Leiria, o Sporting venceu, embora com felicidade.
Tal como havia previsto, tratou-se de um jogo muito disputado a meio-campo, com escassas ocasiões de perigo.
Na primeira parte, o Leiria entrou melhor na partida, impondo-se.
O Sporting limitou-se a gerir defensivamente.
O Leiria criou duas boas oportunidades, ao passo que o Sporting pouco se viu ofensivamente.
Aliás, o Sporting fez o seu primeiro e único remate à baliza de Costinha já no final dos primeiros quarenta e cinco minutos.
Nulo no marcador ao intervalo e nula produção futebolística leonina.
No dealbar da segunda metade, num lance de enorme felicidade, o Sporting chega ao golo.
Auto-golo de Costinha, após um cruzamento de Nani interceptado por Fábio Felício.
Não fôra o toque de Costinha e a bola não se encaminharia para as suas redes.
Daí até final, crónica de uma morte anunciada - como já escrevi, quando em vantagem no marcador, dificilmente o Sporting se deixa surpreender.
Alcançado que seja o golo, Paulo Bento, de imediato, recua as linhas e dá a inciativa de jogo ao adversário.
A partir do golo, o Leiria, obrigado que foi a assumir as despesas da partida, mostrou-se incapaz de se aproximar da área leonina, revelando-se pouco mais do que inofensivo.
O labor e a competência defensivas dos leões são de enaltecer. Mas, de igual forma, a sua fraca capacidade ofensiva.
Nesta partida, o Sporting fez dois remates com perigo à baliza de Costinha - um, na primeira parte, e outro, na segunda, ambos por intermédio de Carlos Martins.
Foi tudo quanto o Sporting foi capaz de produzir em termos ofensivos. E ambos os remates aconteceram à entrada da área leiriense.
Na única vez em todo o jogo que o Sporting penetrou, com perigo, na área leiriense, numa tentativa de cruzamento, obteve o golo.
Sorte no golo e contenção defensiva conjugaram-se para a oitava vitória consecutiva na Liga.
Nas restantes partidas, destaque para as vitórias de Belenenses, Naval e Estrela e para o empate forasteiro da Briosa em Guimarães.
A Briosa esteve em vantagem, mas um erro de Dani permitiu aos "espanhóis" chegarem ao golo.
Jogo equilibrado, em que a Académica acabou por ser feliz, pois que os vitorianos estiveram mais perto do segundo golo.
Empate importante, mantendo o Guimarães e a linha de água a 4 pontos, tanto mais que permite à Briosa ter vantagem no confronto directo em caso de igualdade pontual no final do campeonato.
Nota para a queda vertiginosa de Nacional e Setúbal.
Rui Alves, se tivesse capacidade para tal, deveria estar envergonhado e arrependido de ter comparado a agremiação a que preside com os leões de Alvalade.
Pela boca morre o peixe...
sexta-feira, março 17, 2006
Parabéns Quaresma
Num País em que impera a hipocrisia, foi com profunda satisfação que tive conhecimento das declarações de Quaresma a um diário desportivo catalão.
Quaresma limitou-se a ser sincero, atitude tão inusitada que logo deu azo às mais diversas reacções.
Quaresma foi formado no Sporting, representou o Barça e representa o Porto.
Nada o liga ao Benfica.
A circunstância de ser português não me parece suficiente.
Não se trata de uma representação nacional, mas sim de uma representação clubista, completamente estranha ao Quaresma.
Isto do patriotismo bacoco que se exprime no futebol irrita-me.
Quando o grande capital espanhol invade a economia portuguesa, tomando a direcção de alguns sectores estratégicos, poucos se manifestam.
Mas futebol é futebol, é a Aljubarrota dos tempos modernos, há que cerrar fileiras contra o inimigo externo.
Isto é ser patrioteiro.
Em Portugal, só actuou em clubes rivais, nos quais, certamente, se terá aculturado.
Penso que o mesmo se terá passado aquando da sua estada inglória na Catalunha.
É normal, o contrário é que seria de estranhar, que sendo "filho" de tais influências, deseje a vitória do Barça.
Não alcanço qualquer problema nas suas declarações, antes pelo contrário. Outras houvesse de similar sinceridade.
Vivemos refens da cultura do politicamente correcto que perpassa pela sociedade portuguesa, entorpecendo as mentes.
Quaresma limitou-se a ser sincero, atitude tão inusitada que logo deu azo às mais diversas reacções.
Quaresma foi formado no Sporting, representou o Barça e representa o Porto.
Nada o liga ao Benfica.
A circunstância de ser português não me parece suficiente.
Não se trata de uma representação nacional, mas sim de uma representação clubista, completamente estranha ao Quaresma.
Isto do patriotismo bacoco que se exprime no futebol irrita-me.
Quando o grande capital espanhol invade a economia portuguesa, tomando a direcção de alguns sectores estratégicos, poucos se manifestam.
Mas futebol é futebol, é a Aljubarrota dos tempos modernos, há que cerrar fileiras contra o inimigo externo.
Isto é ser patrioteiro.
Em Portugal, só actuou em clubes rivais, nos quais, certamente, se terá aculturado.
Penso que o mesmo se terá passado aquando da sua estada inglória na Catalunha.
É normal, o contrário é que seria de estranhar, que sendo "filho" de tais influências, deseje a vitória do Barça.
Não alcanço qualquer problema nas suas declarações, antes pelo contrário. Outras houvesse de similar sinceridade.
Vivemos refens da cultura do politicamente correcto que perpassa pela sociedade portuguesa, entorpecendo as mentes.
Antevisão da Jornada - U. Leiria/Sporting
Considerações Gerais:
Jogo de elevado grau de dificuldade para ambas as equipas.
O Sporting não pode perder pontos até à visita do Porto a Alvalade.
O Leiria vê nesta partida a oportunidade ideal para almejar a permanência.
Esquemas tácticos similares na abordagem ao jogo, assentes em estruturas defensivas fortes e na aposta em ataques rápidos e contra-ataques.
Concentração excessiva de jogadores na zona central do meio-campo poderá implicar um jogo muito lutado, sem grandes ocasiões de perigo.
A velocidade dos atacantes leirienses poderá ser decisiva, assim como a qualidade do jogo entre linhas dos médios leoninos e a inspiração de Liedson.
Jogo equilibrado, em que o mínimo erro poderá ser fatal.
Tal como em relação ao jogo do Benfica, quem marcar primeiro deverá triunfar.
Esquemas Tácticos:
O Sporting deverá apresentar-se em 4x1x2x1x2, com uma linha de quatro defesas, um meio-campo em losango e dois avançados móveis na frente.
O Leiria deverá alinhar em 4x3x3.
Equipas Prováveis:
Sporting - Ricardo, Abel, Polga, Tonel e Caneira (ou Tello), Custódio, Moutinho, Martins e Sá Pinto, Liedson e Deivid;
Leiria - Costinha, Éder, Renato, Gabriel e Tixier, João Paulo, Paulo Gomes e Fábio Felício, Maciel, Paulo César e Lourenço (ou Touré)
Histórico:
Disputaram-se, até agora, um total de 10 jogos entre as duas equipas no Estádio Magalhães Pessoa, tendo o Sporting obtido 5 vitórias, registando-se 2 empates e 3 vitórias do Leiria, num goal-average de 16- 10 favorável aos leões.
Pontos Fortes: (para este jogo)
Motivação própria de um ciclo vitorioso por banda do Sporting, galvanização própria de uma partida contra um grande e desejo de assegurar a permanência por parte do Leiria
Pontos Fracos: (para este jogo)
Pressão de conhecer o resultado do Porto qualquer que seja, conhecimento profundo de Jesus dos jogadores e esquema táctico do Sporting e proximidade do duelo da Taça em relação ao Sporting e público maioritariamente afecto ao Sporting e Costinha no Leiria
a massa associativa fruto das vitórias alcançadas no Sporting
Árbitro e Auxiliares:
Bruno Paixão será auxiliado por Sérgio Serrão e João Tomatas
Jogadores em Perigo de Exclusão:
Luís Loureiro e Polga no Sporting;
Ferreira e Maciel no Leiria
Jogo de elevado grau de dificuldade para ambas as equipas.
O Sporting não pode perder pontos até à visita do Porto a Alvalade.
O Leiria vê nesta partida a oportunidade ideal para almejar a permanência.
Esquemas tácticos similares na abordagem ao jogo, assentes em estruturas defensivas fortes e na aposta em ataques rápidos e contra-ataques.
Concentração excessiva de jogadores na zona central do meio-campo poderá implicar um jogo muito lutado, sem grandes ocasiões de perigo.
A velocidade dos atacantes leirienses poderá ser decisiva, assim como a qualidade do jogo entre linhas dos médios leoninos e a inspiração de Liedson.
Jogo equilibrado, em que o mínimo erro poderá ser fatal.
Tal como em relação ao jogo do Benfica, quem marcar primeiro deverá triunfar.
Esquemas Tácticos:
O Sporting deverá apresentar-se em 4x1x2x1x2, com uma linha de quatro defesas, um meio-campo em losango e dois avançados móveis na frente.
O Leiria deverá alinhar em 4x3x3.
Equipas Prováveis:
Sporting - Ricardo, Abel, Polga, Tonel e Caneira (ou Tello), Custódio, Moutinho, Martins e Sá Pinto, Liedson e Deivid;
Leiria - Costinha, Éder, Renato, Gabriel e Tixier, João Paulo, Paulo Gomes e Fábio Felício, Maciel, Paulo César e Lourenço (ou Touré)
Histórico:
Disputaram-se, até agora, um total de 10 jogos entre as duas equipas no Estádio Magalhães Pessoa, tendo o Sporting obtido 5 vitórias, registando-se 2 empates e 3 vitórias do Leiria, num goal-average de 16- 10 favorável aos leões.
Pontos Fortes: (para este jogo)
Motivação própria de um ciclo vitorioso por banda do Sporting, galvanização própria de uma partida contra um grande e desejo de assegurar a permanência por parte do Leiria
Pontos Fracos: (para este jogo)
Pressão de conhecer o resultado do Porto qualquer que seja, conhecimento profundo de Jesus dos jogadores e esquema táctico do Sporting e proximidade do duelo da Taça em relação ao Sporting e público maioritariamente afecto ao Sporting e Costinha no Leiria
a massa associativa fruto das vitórias alcançadas no Sporting
Árbitro e Auxiliares:
Bruno Paixão será auxiliado por Sérgio Serrão e João Tomatas
Jogadores em Perigo de Exclusão:
Luís Loureiro e Polga no Sporting;
Ferreira e Maciel no Leiria
Antevisão da Jornada - FC Porto/Paços de Ferreira
Considerações Gerais:
Jogo de reduzido grau de dificuldade para o Porto.
Sendo líder e recebendo em sua casa um dos últimos classificados, "exige-se" que triunfe.
A principal dor de cabeça de Adriaanse é a ausência de Pepe, quanto mais não fosse por implicar a utilização de Bruno Alves.
Este será, talvez, o único grão na engrenagem de uma vitória anunciada.
O esquema de Adriaanse tem, em muito, devido o seu êxito à extraordinária época que Pepe tem feito.
Não é que se trate de um jogador de eleição, mas é aquele que no plantel do Porto mais e melhores qualidades possui para o desempenho da tarefa que o sistema postula - técnica razoável para ser o primeiro impulsionador do ataque e velocidade suficiente para jogar sozinho e com 30 metros nas costas.
A sua ausência poder-se-á notar.
O Paços trata-se de uma equipa com relativa desenvoltura técnica, que troca bem a bola.
É agressiva a meio-campo, sendo que a ausência de um "matador" no plantel diminui, substancialmente, as suas hipóteses de sucesso.
Esquemas Tácticos:
O Porto alinhará em 3x3x4, com três defesas, um médio de cobertura que actuará como pendulo, ora central quando a defender, ora trinco quando em posse de bola, dois outros médios centrais, quatro avançados, dois centrais e dois alas.
O Paços apresentar-se-á em 5x3x2
Equipas Prováveis:
Porto - Baía, Bosingwa, Bruno Alves e Pedro Emanuel, Paulo Assunção, Raúl Meireles e Lucho, Quaresma, Adriano, McCarthy e Cech
Paços - Peçanha, Luiz Carlos, Geraldo e Fonte, Primo e Freddy, Paulo Sousa, Pedrinha e Júnior, Didi e Edson
Histórico:
Disputaram-se, até agora, um total de 6 jogos entre as duas equipas no Estádio do Dragão, tendo o Porto vencido por 5 vezes, registando-se 1 empate, num goal-average de 9-2 favorável aos portistas.
Pontos Fortes: (para este jogo)
Liderança por banda do Porto e a tranquilidade gerada pela circunstância de nada ter a perder por parte do Paços
Pontos Fracos: (para este jogo)
O clima gerado em torno de Adriaanse, a proximidade do jogo com o Sporting e o eventual cansaço da partida a meio da semana por parte do Porto, utilização de um esquema táctico pouco trabalhado e a intranquilidade classificativa no Paços
Árbitro e Auxiliares:
Hélio Santos será auxiliado por Ricardo Santos e Venâncio Tomé
Jogadores em Perigo de Exclusão:
Ricardo Costa e Peixoto no Porto
Emerson, Júnior e Peçanha no Paços
Jogo de reduzido grau de dificuldade para o Porto.
Sendo líder e recebendo em sua casa um dos últimos classificados, "exige-se" que triunfe.
A principal dor de cabeça de Adriaanse é a ausência de Pepe, quanto mais não fosse por implicar a utilização de Bruno Alves.
Este será, talvez, o único grão na engrenagem de uma vitória anunciada.
O esquema de Adriaanse tem, em muito, devido o seu êxito à extraordinária época que Pepe tem feito.
Não é que se trate de um jogador de eleição, mas é aquele que no plantel do Porto mais e melhores qualidades possui para o desempenho da tarefa que o sistema postula - técnica razoável para ser o primeiro impulsionador do ataque e velocidade suficiente para jogar sozinho e com 30 metros nas costas.
A sua ausência poder-se-á notar.
O Paços trata-se de uma equipa com relativa desenvoltura técnica, que troca bem a bola.
É agressiva a meio-campo, sendo que a ausência de um "matador" no plantel diminui, substancialmente, as suas hipóteses de sucesso.
Esquemas Tácticos:
O Porto alinhará em 3x3x4, com três defesas, um médio de cobertura que actuará como pendulo, ora central quando a defender, ora trinco quando em posse de bola, dois outros médios centrais, quatro avançados, dois centrais e dois alas.
O Paços apresentar-se-á em 5x3x2
Equipas Prováveis:
Porto - Baía, Bosingwa, Bruno Alves e Pedro Emanuel, Paulo Assunção, Raúl Meireles e Lucho, Quaresma, Adriano, McCarthy e Cech
Paços - Peçanha, Luiz Carlos, Geraldo e Fonte, Primo e Freddy, Paulo Sousa, Pedrinha e Júnior, Didi e Edson
Histórico:
Disputaram-se, até agora, um total de 6 jogos entre as duas equipas no Estádio do Dragão, tendo o Porto vencido por 5 vezes, registando-se 1 empate, num goal-average de 9-2 favorável aos portistas.
Pontos Fortes: (para este jogo)
Liderança por banda do Porto e a tranquilidade gerada pela circunstância de nada ter a perder por parte do Paços
Pontos Fracos: (para este jogo)
O clima gerado em torno de Adriaanse, a proximidade do jogo com o Sporting e o eventual cansaço da partida a meio da semana por parte do Porto, utilização de um esquema táctico pouco trabalhado e a intranquilidade classificativa no Paços
Árbitro e Auxiliares:
Hélio Santos será auxiliado por Ricardo Santos e Venâncio Tomé
Jogadores em Perigo de Exclusão:
Ricardo Costa e Peixoto no Porto
Emerson, Júnior e Peçanha no Paços
Antevisão da Jornada - Rio Ave/SL Benfica
Considerações Gerais:
Jogo de elevado grau de dificuldade para ambas as equipas.
O Benfica na actual vertigem de resultados negativos, terá, forçosamente, de ganhar, sob pena de colocar em risco a presença na próxima edição da Champions.
A depressão que se instalou se não devidamente superada poderá acarretar consequências devastadoras.
Do céu de Liverpool ao Inferno da Luz foi um curto passo, sendo imprescindível ganhar para estabilizar emocionalmente.
O Rio Ave na desesperada luta pela permanência, quererá pontuar, pois que tal lhe poderá permitir o desafogo necessário.
Vila do Conde nunca foi um terreno fácil para o Benfica e na actual conjuntura não o será uma vez mais.
Os regressos de Léo, Simão e Miccoli poderão revelar-se determinantes, até porque aportam qualidade extra e capacidade de definição.
Veremos se o Benfica conseguirá ultrapassar os problemas de finalização que tem revelado.
O Rio Ave apresentar-se-á numa postura agressiva, de luta, de garra, bem própria das gentes das Caxinas.
Procurando defender bem para lançar ataques rápidos e contra-ataques.
Usará e abusará do anti-jogo, principalmente Mora.
Partida de prognóstico reservado, na qual a equipa que marcar primeiro deverá sair vencedora.
Esquemas Tácticos:
O Benfica não deverá abdicar do seu habitual 4x2x2x1x1;
O Rio Ave, por seu turno, deverá optar por jogar em 4x3x3, quando em acção ofensiva, que se transformará num 4x5x1 quando em acção defensiva.
Equipas Prováveis:
Benfica - Moretto, Nélson, Luisão, Anderson e Léo, Petit, Manuel Fernandes, Simão, Robert (ou Manduca), Nuno Gomes e Giovanni;
Rio Ave - Mora, Zé Gomes, Bruno Mendes, Idalécio e Milhazes, André Vilas Boas, Niquinha e Delson, Chidi, Gaúcho e Evandro;
Histórico:
Disputaram-se, até agora, um total de 11 jogos entre as duas equipas no Estádio dos Arcos, tendo o SL Benfica obtido 7 vitórias, registando-se 2 empates e 2 vitórias do Rio Ave, num goal-average de 17- 9 favorável aos da Luz.
Pontos Fortes: (para este jogo)
Vontade de inverter o ciclo negativo e regressos de Léo, Simão e Miccoli por parte do Benfica, motivação extra de procurar aproveitar o mau momento encarnado, recente chicotada psicológica e os resultados obtidos após a mudança de treinador por banda do Rio Ave
Pontos Fracos: (para este jogo)
O pessimismo instalado e as declarações de Koeman dando o título por perdido no Benfica e a intranquilidade gerada pela posição classificativa no Rio Ave.
Árbitro e Auxiliares:
João Vilas Boas será auxiliado por Serafim Nogueira e Nuno Manso
Jogadores em Perigo de Exclusão:
Manuel Fernandes, Beto e Marcel no Benfica;
Zé Gomes no Rio Ave
Jogo de elevado grau de dificuldade para ambas as equipas.
O Benfica na actual vertigem de resultados negativos, terá, forçosamente, de ganhar, sob pena de colocar em risco a presença na próxima edição da Champions.
A depressão que se instalou se não devidamente superada poderá acarretar consequências devastadoras.
Do céu de Liverpool ao Inferno da Luz foi um curto passo, sendo imprescindível ganhar para estabilizar emocionalmente.
O Rio Ave na desesperada luta pela permanência, quererá pontuar, pois que tal lhe poderá permitir o desafogo necessário.
Vila do Conde nunca foi um terreno fácil para o Benfica e na actual conjuntura não o será uma vez mais.
Os regressos de Léo, Simão e Miccoli poderão revelar-se determinantes, até porque aportam qualidade extra e capacidade de definição.
Veremos se o Benfica conseguirá ultrapassar os problemas de finalização que tem revelado.
O Rio Ave apresentar-se-á numa postura agressiva, de luta, de garra, bem própria das gentes das Caxinas.
Procurando defender bem para lançar ataques rápidos e contra-ataques.
Usará e abusará do anti-jogo, principalmente Mora.
Partida de prognóstico reservado, na qual a equipa que marcar primeiro deverá sair vencedora.
Esquemas Tácticos:
O Benfica não deverá abdicar do seu habitual 4x2x2x1x1;
O Rio Ave, por seu turno, deverá optar por jogar em 4x3x3, quando em acção ofensiva, que se transformará num 4x5x1 quando em acção defensiva.
Equipas Prováveis:
Benfica - Moretto, Nélson, Luisão, Anderson e Léo, Petit, Manuel Fernandes, Simão, Robert (ou Manduca), Nuno Gomes e Giovanni;
Rio Ave - Mora, Zé Gomes, Bruno Mendes, Idalécio e Milhazes, André Vilas Boas, Niquinha e Delson, Chidi, Gaúcho e Evandro;
Histórico:
Disputaram-se, até agora, um total de 11 jogos entre as duas equipas no Estádio dos Arcos, tendo o SL Benfica obtido 7 vitórias, registando-se 2 empates e 2 vitórias do Rio Ave, num goal-average de 17- 9 favorável aos da Luz.
Pontos Fortes: (para este jogo)
Vontade de inverter o ciclo negativo e regressos de Léo, Simão e Miccoli por parte do Benfica, motivação extra de procurar aproveitar o mau momento encarnado, recente chicotada psicológica e os resultados obtidos após a mudança de treinador por banda do Rio Ave
Pontos Fracos: (para este jogo)
O pessimismo instalado e as declarações de Koeman dando o título por perdido no Benfica e a intranquilidade gerada pela posição classificativa no Rio Ave.
Árbitro e Auxiliares:
João Vilas Boas será auxiliado por Serafim Nogueira e Nuno Manso
Jogadores em Perigo de Exclusão:
Manuel Fernandes, Beto e Marcel no Benfica;
Zé Gomes no Rio Ave
quinta-feira, março 16, 2006
Sorteio das Meias-finais da Taça
Girou a tômbola e ditou um sempre escaldante FCPorto/Sporting, quarta-feira próxima, às 20h45.
O outro jogo será V.Setúbal/V.Guimarães, quinta-feira próxima, às 20h45.
O outro jogo será V.Setúbal/V.Guimarães, quinta-feira próxima, às 20h45.
Espaço Prof. Karamba - Jornada do Próximo Fim de Semana
Os jogos a palpitar são os seguintes:
Jogo 1: Rio Ave/SLBenfica;
Jogo2: U.Leiria/Sporting CP;
Jogo 3: FCPorto/Paços de Ferreira.
Como sempre, faço, desde já, os meus prognósticos:
Jogo 1: 1-2
Jogo 2: 2-1
Jogo 3: 0-1
Jogo 1: Rio Ave/SLBenfica;
Jogo2: U.Leiria/Sporting CP;
Jogo 3: FCPorto/Paços de Ferreira.
Como sempre, faço, desde já, os meus prognósticos:
Jogo 1: 1-2
Jogo 2: 2-1
Jogo 3: 0-1
Espaço Prof. Karamba - Classificação Geral
1º Lugar: Zex - 47 pontos;
2º Lugar: Holtreman - 42 pontos;
3º Lugar: Cavungi e Qualesma - 41 pontos;
4º Lugar: Carlos - 39 pontos;
5º Lugar: Paco Nassa - 37 pontos;
6º Lugar: Meireles e Broas - 35 pontos;
7º Lugar: Vicente Lemos - 34 pontos;
8º Lugar: Bota Abaixo - 32 pontos;
9º Lugar: Conático - 28 pontos;
10º Lugar: Sapo - 25 pontos;
11º Lugar: Camachio, Mário Feliciano, Muceque e Vermelho Nunca - 24 pontos;
12º Lugar: Costa - 21 pontos;
13º Lugar: Vermelho - 20 pontos;
14º Lugar: Jorge Mínimo - 19 pontos;
15º Lugar: Prof. Venceslau e Verdete - 18 pontos;
16º Lugar: Karalhounis - 17 pontos;
17º Lugar: Samsalameh - 16 pontos;
18º Lugar: Francisco Lázaro - 14 pontos;
19º Lugar: Borbas - 12 pontos;
20º Lugar: Mao 7-1 - 10 pontos;
21º Lugar: Matulona - 5 pontos;
22º Lugar: Astro Mendes - 2 pontos;
2º Lugar: Holtreman - 42 pontos;
3º Lugar: Cavungi e Qualesma - 41 pontos;
4º Lugar: Carlos - 39 pontos;
5º Lugar: Paco Nassa - 37 pontos;
6º Lugar: Meireles e Broas - 35 pontos;
7º Lugar: Vicente Lemos - 34 pontos;
8º Lugar: Bota Abaixo - 32 pontos;
9º Lugar: Conático - 28 pontos;
10º Lugar: Sapo - 25 pontos;
11º Lugar: Camachio, Mário Feliciano, Muceque e Vermelho Nunca - 24 pontos;
12º Lugar: Costa - 21 pontos;
13º Lugar: Vermelho - 20 pontos;
14º Lugar: Jorge Mínimo - 19 pontos;
15º Lugar: Prof. Venceslau e Verdete - 18 pontos;
16º Lugar: Karalhounis - 17 pontos;
17º Lugar: Samsalameh - 16 pontos;
18º Lugar: Francisco Lázaro - 14 pontos;
19º Lugar: Borbas - 12 pontos;
20º Lugar: Mao 7-1 - 10 pontos;
21º Lugar: Matulona - 5 pontos;
22º Lugar: Astro Mendes - 2 pontos;
Espaço Prof. Karamba - Classificação da Eliminatória da Taça
1º Lugar: Holtreman - 17 pontos;
2º Lugar: Broas - 15 pontos;
3ª Lugar: Carlos e Muceque - 14 pontos;
4º Lugar: Paco Nassa, Qualesma, Costa e Mário Feliciano - 12 pontos;
5º Lugar: Verdete - 11 pontos;
6º Lugar: Bota Abaixo e Mao 7-1 - 10 pontos;
7º Lugar: Zex, Vicente Lemos, Vermelho Nunca, Conático e Meireles - 9 pontos;
8º Lugar: Cavungi e Jorge Mínimo - 7 pontos;
9º Lugar: Vermelho, Samsalameh, Sapo - 4 pontos;
10º Lugar: Camachio - 3 pontos;
11º Lugar: Francisco Lázaro - 2 pontos;
2º Lugar: Broas - 15 pontos;
3ª Lugar: Carlos e Muceque - 14 pontos;
4º Lugar: Paco Nassa, Qualesma, Costa e Mário Feliciano - 12 pontos;
5º Lugar: Verdete - 11 pontos;
6º Lugar: Bota Abaixo e Mao 7-1 - 10 pontos;
7º Lugar: Zex, Vicente Lemos, Vermelho Nunca, Conático e Meireles - 9 pontos;
8º Lugar: Cavungi e Jorge Mínimo - 7 pontos;
9º Lugar: Vermelho, Samsalameh, Sapo - 4 pontos;
10º Lugar: Camachio - 3 pontos;
11º Lugar: Francisco Lázaro - 2 pontos;
Análise à Eliminatória da Taça
Os quartos de final da Taça de Portugal podem ser cognominados de "mãozinhas".
Afinal, plúrimos foram os lances em que as mãos dos jogadores entraram em contacto indevido com a bola.
Nenhum jogo foi excepção.
Na Luz, o Benfica, embora tenha produzido caudal ofensivo bastante, saiu eliminado.
Um golo irregular de Dário fez o resultado, num jogo de sentido único, tal foi a dimensão do domínio encarnado.
Se até ao lance do golo que se viria a revelar decisivo, a partida da Luz seguia morna, sem grandes situações de perigo, a partir desse instante, o Benfica assenhoreou-se do jogo.
Daí até final, apenas o Benfica procurou chegar ao golo, tendo o Guimarães se remetido a defesa profiada.
Muitas foram as ocasiões de golo criadas pelo Benfica, mas umas vezes, poucas, a inépcia dos jogadores do Benfica, outras, muitas, o brilhantismo de Nilson, impediram a sua concretização.
Nilson exbiu-se a grande altura, evitando com quatro ou cinco intervenções de alto nível que o Benfica alcançasse o golo que tanto fez por merecer.
O Vitória no seu denodo defensivo abusou da agressividade, incorrendo em múltiplas e sucessivas faltas que passaram sem a devida punição.
Ofensivamente o Vitória, pura e simplesmente, não inexistiu.
Limitou-se a defender e mal diga-se, mas, como supra aludi, o seu guarda-redes e a inépcia vermelha asseguraram o resultado.
O Benfica fez o suficiente para sair vencedor.
Após o golo vitoriano, apresentou futebol de boa qualidade, enleante, pelas alas, chegando com facilidade à área vimaranense.
A malapata na finalização persiste e, assim, é complicado vencer.
Todavia, se os méritos vitorianos, especialmente de Nilson, e os deméritos próprios muito contribuiram para a eliminação, não de menor importância se revelou a prestação do árbitro.
Na verdade, Jorge Sousa fez uma arbitragem miserável, na senda daquilo que têm sido as arbitragens nos jogos do Benfica na Liga.
Erro gravíssimo e sem explicação no lance do golo, de tão evidente que foi a utilização da mão por Meireles para fazer chegar a bola a Dário.
O árbitro encontrava-se em posição privilegiada e tecnicamente correcta, na diagonal do lance, para ajuizar acertadamente. Não o fez, vá lá saber-se porquê...
Os jogadores vimaranenses usaram e abusaram do recurso às faltas, sem que o Sr. Jorge Sousa lhes desse punição adequada.
Na primeira parte, Meireles, quando já se achava admoestado com um cartão amarelo, joga a bola com a mão, impedindo o desenvolvimento de uma jogada de contra-ataque do Benfica.
Árbitro vê o lance, assinala a falta e olvida o amarelo que seria o segundo e acarretaria expulsão.
Paíto fez, pelo menos, 12 faltas durante toda a partida.
Foi-lhe exibido um singelo amarelo numa entrada a matar sobre Manduca.
Desconhece, certamente, o Sr. Sousa que a persistência em jogo faltoso acarreta punição com cartão amarelo.
Diversos foram os lances em que faltas evidentes sobre jogadores do Benfica passaram em claro, sempre que o desenrolar da jogada poderia permitir uma boa possibilidade de contra-ataque ao Vitória.
Inventou livres laterais e centrais nas imediações da área benfiquista.
Um chorrilho de asneiras.
Para dourar a pílula, expulsou, mal, Cléber.
Petit "cavou" a falta e a expulsão. O auxiliar foi na fita e Jorge Sousa, como lhe falta categoria e a equipa da casa estava a perder, expulsou o jogador.
Mal, muito mal, péssimo, sem categoria para apitar jogos entre equipas da 1ª Liga.
Falta-lhe categoria até para gamar.
Em Coimbra, o Sporting ganhou pela oitava vez consecutiva.
Dado que o Benfica jogava à mesma hora e outros valores mais altos se levantaram, não assisti ao jogo.
Pelo que ouvi, vi e li, o jogo terá sido cópia fiel das recentes partidas leoninas - segurança defensiva, jogar com o erro adversário, desferir contra-ataques e, atingido que seja o golo, segurar a vantagem.
Dois belos golos terão sido o melhor que o jogo teve para oferecer.
A Académica, muito embora em largos períodos de tempo, tenha dominado territorialmente o jogo, revelou-se sempre inofensiva.
Actualmente, é extremamente difícil marcar um golo ao Sporting quando em vantagem.
O Sporting alicerça o seu futebol numa segurança defensiva que lhe tem servido de base às vitórias obtidas (toda a equipa defende em bloco).
Também no Cidade de Coimbra, um lance em que um jogador utilizou, indevidamente, a mão para jogar a bola se mostrou decisivo para o resultado final.
Com efeito, no período de compensação de neutralizações, Nani jogou a bola com a mão no interior da área leonina sem que o árbitro haja assinalado penalty.
Para desgraça suprema, desse lance nasceria o segundo golo do Sporting.
Malgre tout, vitória justa do Sporting, embora ensombrada pelo lance supra descrito.
No Funchal, o Porto, denotando enorme espírito de entreajuda e sacrifício, alcançou a vitória.
Quanto mais não fosse pela circunstância de ter actuado com 10 elementos por mais de 60 minutos, justifica-se plenamente o sucesso portista.
O Marítimo terá dominado o jogo, mas nunca se revelou capaz de atingir as redes de Baía com êxito.
Ao invés, o Porto, a partir do momento em que se viu a jogar com 10, terá tido pouca posse de bola, poucas oportunidades terá criado, mas soube sempre gerir as incidências do jogo e num lance fortuito almejou o golo.
Pragmatismo acima de tudo.
Uma vitória à imagem dos tempos de Carlos Alberto Silva.
Igualmente nos Barreiros passou em claro uma mão de Pepe na área portista que merecia penalty.
Caso houvesse sido assinalado, talvez a história da partida fosse outra.
Em Setúbal, surpresa das surpresas (pelo menos para mim).
O Vitória defendendo bem, contra-atacando melhor e beneficiando de um erro grosseiro de Proença, venceu o Boavista.
Aqui o juiz da partida avaliou mal um contacto da bola com a mão de Cadu, assinalando penalty.
Soberbo o golo de João Vieira Pinto.
Satisfação pessoal por, finalmente, ver reconhecido o trabalho que o meu querido amigo João de Deus está a realizar no Vitória, através da sua designação para a conferência de imprensa.
Embora nervoso, soube estar ao seu nível, procurando fugir das banalidades e dos lugares comuns tão utilizados naquelas situações.
Agora que os clubes dos quais sou sócio foram eliminados, estarei a torçer por ti.
Afinal, plúrimos foram os lances em que as mãos dos jogadores entraram em contacto indevido com a bola.
Nenhum jogo foi excepção.
Na Luz, o Benfica, embora tenha produzido caudal ofensivo bastante, saiu eliminado.
Um golo irregular de Dário fez o resultado, num jogo de sentido único, tal foi a dimensão do domínio encarnado.
Se até ao lance do golo que se viria a revelar decisivo, a partida da Luz seguia morna, sem grandes situações de perigo, a partir desse instante, o Benfica assenhoreou-se do jogo.
Daí até final, apenas o Benfica procurou chegar ao golo, tendo o Guimarães se remetido a defesa profiada.
Muitas foram as ocasiões de golo criadas pelo Benfica, mas umas vezes, poucas, a inépcia dos jogadores do Benfica, outras, muitas, o brilhantismo de Nilson, impediram a sua concretização.
Nilson exbiu-se a grande altura, evitando com quatro ou cinco intervenções de alto nível que o Benfica alcançasse o golo que tanto fez por merecer.
O Vitória no seu denodo defensivo abusou da agressividade, incorrendo em múltiplas e sucessivas faltas que passaram sem a devida punição.
Ofensivamente o Vitória, pura e simplesmente, não inexistiu.
Limitou-se a defender e mal diga-se, mas, como supra aludi, o seu guarda-redes e a inépcia vermelha asseguraram o resultado.
O Benfica fez o suficiente para sair vencedor.
Após o golo vitoriano, apresentou futebol de boa qualidade, enleante, pelas alas, chegando com facilidade à área vimaranense.
A malapata na finalização persiste e, assim, é complicado vencer.
Todavia, se os méritos vitorianos, especialmente de Nilson, e os deméritos próprios muito contribuiram para a eliminação, não de menor importância se revelou a prestação do árbitro.
Na verdade, Jorge Sousa fez uma arbitragem miserável, na senda daquilo que têm sido as arbitragens nos jogos do Benfica na Liga.
Erro gravíssimo e sem explicação no lance do golo, de tão evidente que foi a utilização da mão por Meireles para fazer chegar a bola a Dário.
O árbitro encontrava-se em posição privilegiada e tecnicamente correcta, na diagonal do lance, para ajuizar acertadamente. Não o fez, vá lá saber-se porquê...
Os jogadores vimaranenses usaram e abusaram do recurso às faltas, sem que o Sr. Jorge Sousa lhes desse punição adequada.
Na primeira parte, Meireles, quando já se achava admoestado com um cartão amarelo, joga a bola com a mão, impedindo o desenvolvimento de uma jogada de contra-ataque do Benfica.
Árbitro vê o lance, assinala a falta e olvida o amarelo que seria o segundo e acarretaria expulsão.
Paíto fez, pelo menos, 12 faltas durante toda a partida.
Foi-lhe exibido um singelo amarelo numa entrada a matar sobre Manduca.
Desconhece, certamente, o Sr. Sousa que a persistência em jogo faltoso acarreta punição com cartão amarelo.
Diversos foram os lances em que faltas evidentes sobre jogadores do Benfica passaram em claro, sempre que o desenrolar da jogada poderia permitir uma boa possibilidade de contra-ataque ao Vitória.
Inventou livres laterais e centrais nas imediações da área benfiquista.
Um chorrilho de asneiras.
Para dourar a pílula, expulsou, mal, Cléber.
Petit "cavou" a falta e a expulsão. O auxiliar foi na fita e Jorge Sousa, como lhe falta categoria e a equipa da casa estava a perder, expulsou o jogador.
Mal, muito mal, péssimo, sem categoria para apitar jogos entre equipas da 1ª Liga.
Falta-lhe categoria até para gamar.
Em Coimbra, o Sporting ganhou pela oitava vez consecutiva.
Dado que o Benfica jogava à mesma hora e outros valores mais altos se levantaram, não assisti ao jogo.
Pelo que ouvi, vi e li, o jogo terá sido cópia fiel das recentes partidas leoninas - segurança defensiva, jogar com o erro adversário, desferir contra-ataques e, atingido que seja o golo, segurar a vantagem.
Dois belos golos terão sido o melhor que o jogo teve para oferecer.
A Académica, muito embora em largos períodos de tempo, tenha dominado territorialmente o jogo, revelou-se sempre inofensiva.
Actualmente, é extremamente difícil marcar um golo ao Sporting quando em vantagem.
O Sporting alicerça o seu futebol numa segurança defensiva que lhe tem servido de base às vitórias obtidas (toda a equipa defende em bloco).
Também no Cidade de Coimbra, um lance em que um jogador utilizou, indevidamente, a mão para jogar a bola se mostrou decisivo para o resultado final.
Com efeito, no período de compensação de neutralizações, Nani jogou a bola com a mão no interior da área leonina sem que o árbitro haja assinalado penalty.
Para desgraça suprema, desse lance nasceria o segundo golo do Sporting.
Malgre tout, vitória justa do Sporting, embora ensombrada pelo lance supra descrito.
No Funchal, o Porto, denotando enorme espírito de entreajuda e sacrifício, alcançou a vitória.
Quanto mais não fosse pela circunstância de ter actuado com 10 elementos por mais de 60 minutos, justifica-se plenamente o sucesso portista.
O Marítimo terá dominado o jogo, mas nunca se revelou capaz de atingir as redes de Baía com êxito.
Ao invés, o Porto, a partir do momento em que se viu a jogar com 10, terá tido pouca posse de bola, poucas oportunidades terá criado, mas soube sempre gerir as incidências do jogo e num lance fortuito almejou o golo.
Pragmatismo acima de tudo.
Uma vitória à imagem dos tempos de Carlos Alberto Silva.
Igualmente nos Barreiros passou em claro uma mão de Pepe na área portista que merecia penalty.
Caso houvesse sido assinalado, talvez a história da partida fosse outra.
Em Setúbal, surpresa das surpresas (pelo menos para mim).
O Vitória defendendo bem, contra-atacando melhor e beneficiando de um erro grosseiro de Proença, venceu o Boavista.
Aqui o juiz da partida avaliou mal um contacto da bola com a mão de Cadu, assinalando penalty.
Soberbo o golo de João Vieira Pinto.
Satisfação pessoal por, finalmente, ver reconhecido o trabalho que o meu querido amigo João de Deus está a realizar no Vitória, através da sua designação para a conferência de imprensa.
Embora nervoso, soube estar ao seu nível, procurando fugir das banalidades e dos lugares comuns tão utilizados naquelas situações.
Agora que os clubes dos quais sou sócio foram eliminados, estarei a torçer por ti.
quarta-feira, março 15, 2006
A propósito da Taça de Portugal - Alteração dos Quadros Competitivos
Disputa-se hoje mais uma eliminatória da Taça de Portugal.
Actualmente, esta competição, a segunda na hierarquia de importância do futebol português, mostra-se desvalorizada.
Os clubes de primeiro plano do futebol luso muito contribuíram para o actual estado de coisas.
A desconsideração a que votaram as partidas da Taça, ao nível do discurso e da praxis, conduziu à degradação da imagem de tão vetusta competição.
O aproveitamento dos jogos da Taça para dar minutos aos jogadores menos utilizados, para cumprir castigos pré-anunciados e a desvalorização do insucesso são factores que encaminharam a Taça de Portugal para a penumbra competitiva.
A Taça é encarada com enfado, como se de uma mera obrigação se tratasse.
Apenas nas fases mais avançadas da competição e face aos insucessos desportivos noutras disputas, os clubes lhe conferem a devida e merecida relevância.
Bem sei que nunca granejou a mesma relevância da Taça do Rei ou da Taça de Inglaterra, mas o cenário mostra-se, hoje, francamente degradado.
Suscita-me esta questão a abordagem de uma outra mais ampla, qual seja a alteração dos quadros competitivos.
A anunciada redução do número de equipas nas Ligas profissionais foi, sem dúvida, um primeiro passo nesse sentido.
Aliás, acaso não houvesse sido legislativamente ordenada, certamente que o seria economicamente, atento o depauperado estado das finanças da maioria dos clubes portugueses.
Mas, cingirmo-nos a tal medida parece-me redutor.
A redução de equipas fará com que a 1ª Liga venha a ser disputada por 16 equipas na próxima época, ou seja, criar-se-á um vazio competitivo em quatro semanas.
Dir-me-ão que tal empobrecerá, ainda mais, os clubes, privando-os de receitas.
Nada de mais correcto, caso se permaneça no imobilismo.
De há muito que propugno a criação da Taça da Liga, à semelhança do que sucede na generalidade dos países europeus.
O advento de tal competição preenche o assinalado vazio, com vantagens evidentes, quer ao nível da competitividade, quer consequentemente ao nível do interesse suscitado e, como tal, dos proventos a obter.
Julgo, aliás, que se deveria ir mais longe.
A 1ª Liga deveria ser disputada, apenas, por 14 clubes, pois os campeonatos nacionais mostram-se sobredimensionados.
Tal permitiria reforçar a competitividade, aumentar o interesse pela competição, incrementando receitas, abrir espaço para outras competições e para a reformulação das já existentes.
Mais permitiria uma menor sobrecarga competitiva dos clubes envolvidos nas competições europeias, para além da existência de mais datas para a preparação da selecção nacional.
Por outro lado, a Taça de Portugal deveria ser reformulada.
Os clubes da 1ª Liga apurados para a disputa de competições europeias deveriam entrar na competição apenas nos oitavos de final.
Independentemente do resultado do sorteio, o clube de divisão inferior deveria, sempre, jogar na condição de visitado.
Os quartos e meia final deveriam ser disputados a duas mãos.
Os jogos deveriam ser marcados para o fim de semana, o que, actualmente, não sucede, nem pode acontecer face à míngua de datas disponíveis.
A 2ª Liga deveria ser disputada em duas zonas, Norte e Sul, com oito equipas cada.
Existira uma primeira triagem na qual as equipas de cada zona jogariam entre si, a duas voltas.
Apurar-se-iam as quatro primeiras de cada zona para a discussão, a duas voltas, da subida de divisão e as quatro últimas de cada zona para disputarem a permanência.
Decresceriam as despesas e aumentariam as receitas, estou certo.
Espero e desejo que esta questão seja, pelo menos, equacionada na revisão da lei do sistema desportivo.
Actualmente, esta competição, a segunda na hierarquia de importância do futebol português, mostra-se desvalorizada.
Os clubes de primeiro plano do futebol luso muito contribuíram para o actual estado de coisas.
A desconsideração a que votaram as partidas da Taça, ao nível do discurso e da praxis, conduziu à degradação da imagem de tão vetusta competição.
O aproveitamento dos jogos da Taça para dar minutos aos jogadores menos utilizados, para cumprir castigos pré-anunciados e a desvalorização do insucesso são factores que encaminharam a Taça de Portugal para a penumbra competitiva.
A Taça é encarada com enfado, como se de uma mera obrigação se tratasse.
Apenas nas fases mais avançadas da competição e face aos insucessos desportivos noutras disputas, os clubes lhe conferem a devida e merecida relevância.
Bem sei que nunca granejou a mesma relevância da Taça do Rei ou da Taça de Inglaterra, mas o cenário mostra-se, hoje, francamente degradado.
Suscita-me esta questão a abordagem de uma outra mais ampla, qual seja a alteração dos quadros competitivos.
A anunciada redução do número de equipas nas Ligas profissionais foi, sem dúvida, um primeiro passo nesse sentido.
Aliás, acaso não houvesse sido legislativamente ordenada, certamente que o seria economicamente, atento o depauperado estado das finanças da maioria dos clubes portugueses.
Mas, cingirmo-nos a tal medida parece-me redutor.
A redução de equipas fará com que a 1ª Liga venha a ser disputada por 16 equipas na próxima época, ou seja, criar-se-á um vazio competitivo em quatro semanas.
Dir-me-ão que tal empobrecerá, ainda mais, os clubes, privando-os de receitas.
Nada de mais correcto, caso se permaneça no imobilismo.
De há muito que propugno a criação da Taça da Liga, à semelhança do que sucede na generalidade dos países europeus.
O advento de tal competição preenche o assinalado vazio, com vantagens evidentes, quer ao nível da competitividade, quer consequentemente ao nível do interesse suscitado e, como tal, dos proventos a obter.
Julgo, aliás, que se deveria ir mais longe.
A 1ª Liga deveria ser disputada, apenas, por 14 clubes, pois os campeonatos nacionais mostram-se sobredimensionados.
Tal permitiria reforçar a competitividade, aumentar o interesse pela competição, incrementando receitas, abrir espaço para outras competições e para a reformulação das já existentes.
Mais permitiria uma menor sobrecarga competitiva dos clubes envolvidos nas competições europeias, para além da existência de mais datas para a preparação da selecção nacional.
Por outro lado, a Taça de Portugal deveria ser reformulada.
Os clubes da 1ª Liga apurados para a disputa de competições europeias deveriam entrar na competição apenas nos oitavos de final.
Independentemente do resultado do sorteio, o clube de divisão inferior deveria, sempre, jogar na condição de visitado.
Os quartos e meia final deveriam ser disputados a duas mãos.
Os jogos deveriam ser marcados para o fim de semana, o que, actualmente, não sucede, nem pode acontecer face à míngua de datas disponíveis.
A 2ª Liga deveria ser disputada em duas zonas, Norte e Sul, com oito equipas cada.
Existira uma primeira triagem na qual as equipas de cada zona jogariam entre si, a duas voltas.
Apurar-se-iam as quatro primeiras de cada zona para a discussão, a duas voltas, da subida de divisão e as quatro últimas de cada zona para disputarem a permanência.
Decresceriam as despesas e aumentariam as receitas, estou certo.
Espero e desejo que esta questão seja, pelo menos, equacionada na revisão da lei do sistema desportivo.
Antevisão da Eliminatória da Taça de Portugal
Taça é Taça e as surpresas tendem a acontecer.
Os clubes de maiores dimensões apostam na rotação de jogadores e no cumprimento de jogos de castigo, ao que acrescem níveis de motivação reduzidos.
Por seu turno, os pequenos empertigam-se, jogam tudo na glória suprema e efémera de uma vitória sobre um clube tido por favorito e, claro está, os seus indíces de motivação mostram-se extremamente elevados.
Vale isto por dizer que antever uma partida de futebol é já de si tarefa de difícil execução, dados os múltiplos sortilégios que lhe são próprios, mas prever o que irá acontecer numa eliminatória da Taça é puro acto de adivinhação desportiva.
Na Luz, o Benfica enfrentará tarefa complicada frente a um Guimarães que vê na Taça uma réstea de luz para alcançar a Europa.
Certamente que os jogadores do Benfica quererão dar de si uma imagem diferente da de Domingo, apresentando uma atitude competitiva mais consentânea, encarando o jogo com concentração e espírito vencedor.
Em Coimbra, partida de grau de dificuldade elevado para o Sporting, face às expectativas da Briosa na competição, as quais lhe irão aportar mais concentração, agressividade e espírito de conquista, e dada a rotação promovida por Paulo Bento.
O plantel leonino não apresenta profundidade suficiente para que os substitutos possam alcandorar patamares de qualidade semelhantes aos dos habituais titulares.
Quando se trata de substituir um ou dois elementos, a diferença não será tão notória, mas já se se proceder a quatro ou cinco alterações tal será uma evidência.
No Funchal, o Porto regressa a um estádio em que, normalmente, vivência enormes dificuldades, não raras vezes saindo derrotado.
A chicotada psicológica é factor de dificuldade acrescida.
A atitude face ao jogo que as equipas apresentem fará a diferença, fazendo pender a balança para um ou outro lado.
Em Setúbal, a não ser que surja uma imensa surpresa, o Boavista ultrapassará, facilmente, esta eliminatória.
Hoje por hoje, o Setúbal, a par do Penafiel, é a pior equipa do campeonato.
Os clubes de maiores dimensões apostam na rotação de jogadores e no cumprimento de jogos de castigo, ao que acrescem níveis de motivação reduzidos.
Por seu turno, os pequenos empertigam-se, jogam tudo na glória suprema e efémera de uma vitória sobre um clube tido por favorito e, claro está, os seus indíces de motivação mostram-se extremamente elevados.
Vale isto por dizer que antever uma partida de futebol é já de si tarefa de difícil execução, dados os múltiplos sortilégios que lhe são próprios, mas prever o que irá acontecer numa eliminatória da Taça é puro acto de adivinhação desportiva.
Na Luz, o Benfica enfrentará tarefa complicada frente a um Guimarães que vê na Taça uma réstea de luz para alcançar a Europa.
Certamente que os jogadores do Benfica quererão dar de si uma imagem diferente da de Domingo, apresentando uma atitude competitiva mais consentânea, encarando o jogo com concentração e espírito vencedor.
Em Coimbra, partida de grau de dificuldade elevado para o Sporting, face às expectativas da Briosa na competição, as quais lhe irão aportar mais concentração, agressividade e espírito de conquista, e dada a rotação promovida por Paulo Bento.
O plantel leonino não apresenta profundidade suficiente para que os substitutos possam alcandorar patamares de qualidade semelhantes aos dos habituais titulares.
Quando se trata de substituir um ou dois elementos, a diferença não será tão notória, mas já se se proceder a quatro ou cinco alterações tal será uma evidência.
No Funchal, o Porto regressa a um estádio em que, normalmente, vivência enormes dificuldades, não raras vezes saindo derrotado.
A chicotada psicológica é factor de dificuldade acrescida.
A atitude face ao jogo que as equipas apresentem fará a diferença, fazendo pender a balança para um ou outro lado.
Em Setúbal, a não ser que surja uma imensa surpresa, o Boavista ultrapassará, facilmente, esta eliminatória.
Hoje por hoje, o Setúbal, a par do Penafiel, é a pior equipa do campeonato.
terça-feira, março 14, 2006
Selecção do Blog - Pontas de Lança
Contabilizadas as vossas participações, os eleitos foram Pauleta, Nuno Gomes e Postiga.
Neste momento, temos já "convocados" Ricardo, Quim, Paulo Santos, Miguel, Paulo Ferreira, Nuno Valente, Marco Caneira, Ricardo Carvalho, Fernando Meira, Tonel, Petit, Tiago, João Moutinho, Figo, Cristiano Ronaldo, Quaresma, Simão, Deco, Carlos Martins, Pauleta, Nuno Gomes e Postiga.
Para hoje, proponho-vos a escolha do lugar remanescente preenchido em votação livre, sem obediência a qualquer posição previamente determinada.
Aqui fica, desde já, a minha escolha - João Vieira Pinto.
Neste momento, temos já "convocados" Ricardo, Quim, Paulo Santos, Miguel, Paulo Ferreira, Nuno Valente, Marco Caneira, Ricardo Carvalho, Fernando Meira, Tonel, Petit, Tiago, João Moutinho, Figo, Cristiano Ronaldo, Quaresma, Simão, Deco, Carlos Martins, Pauleta, Nuno Gomes e Postiga.
Para hoje, proponho-vos a escolha do lugar remanescente preenchido em votação livre, sem obediência a qualquer posição previamente determinada.
Aqui fica, desde já, a minha escolha - João Vieira Pinto.
Alienação de Património - Inevitabilidade, Necessidade ou mero acto de gestão?
Como se sabe, no final desta semana, realiza-se reunião magna dos sócios leoninos no sentido da apreciação de uma proposta da direcção para a alienção do património recentemente edificado.
Louva-se tal sugestão na necessidade imperiosa de assim proceder por forma a garantir o cumprimento das obrigações bancárias em que o clube se acha incurso.
Notáveis conselheiros leoninos se têm pronunciado publicamente sobre o problema, divergindo na resposta.
O conjunto dos dirigentes do Sporting que encarnaram o denominado Projecto Roquette, com excepção para Dias da Cunha, mostram-se favoráveis à venda do edificado, ancorando-se na inevitabilidade de tal decisão, à míngua de outras fontes de receita.
O conjunto de dirigentes que, de uma forma ou de outra, representam o Sporting pré-Roquette mostram-se unânimes na rejeição da alienação.
Certo é que a ponderação de tal venda não pode deixar de significar a falência do chamado Projecto Roquette.
Aliás, não percebo como é que aqueles que o protagonizaram se apressam a propôr e a sustentar a alienação do património.
Então, a gestão rigorosa não soube prever os encargos que advinham da construção do estádio e estruturas adjacentes? foi aventureira ao ponto de não equacionar, previamente, o montante das obrigações futuras ou, se o fez, de não assegurar os meios necessários à sua satisfação? não partiu para a decisão de edificação baseada em estudos sérios de sustentabilidade do projecto?
O que se passou?!
Por que razão as sucessivas gestões não cumpriram com o "project finance"?
Porque, como os outros, são incompetentes.
Gerem à vista, ao sabor da bola na trave, da contestação dos sócios, gastando o que podem e o que não podem.
A gestão pseudo-rigorosa e diferente, foi igual às outras - quis ganhar e, mais do que isso, viu-se forçada a fazer por isso.
O Sporting, desde que Roquette e seus séquitos assumiram o poder, criou a SAD, cotou-a em bolsa, construiu um estádio e edifícios adjacentes, uma academia de futebol, alcançou sucesso desportivo.
Todavia, a pedra angular do Projecto ficou por cumprir - o tal rigor gestionário, pura e simplesmente, não existiu, nem existe.
O equilíbrio que se procurava não se alcançou, antes se agravou.
Financeiramente o Sporting está pior.
O Sporting vê-se hoje na contingência de ter que vender património para fazer face às suas obrigações.
A SAD está descapitalizada, o deficit de exploração crescente e o passivo monstruoso.
Roquette e seus apaniguados falharam, comprometendo o futuro do Sporting.
Alienar património é uma inevitabilidade, a última das tábuas de salvação.
Louva-se tal sugestão na necessidade imperiosa de assim proceder por forma a garantir o cumprimento das obrigações bancárias em que o clube se acha incurso.
Notáveis conselheiros leoninos se têm pronunciado publicamente sobre o problema, divergindo na resposta.
O conjunto dos dirigentes do Sporting que encarnaram o denominado Projecto Roquette, com excepção para Dias da Cunha, mostram-se favoráveis à venda do edificado, ancorando-se na inevitabilidade de tal decisão, à míngua de outras fontes de receita.
O conjunto de dirigentes que, de uma forma ou de outra, representam o Sporting pré-Roquette mostram-se unânimes na rejeição da alienação.
Certo é que a ponderação de tal venda não pode deixar de significar a falência do chamado Projecto Roquette.
Aliás, não percebo como é que aqueles que o protagonizaram se apressam a propôr e a sustentar a alienação do património.
Então, a gestão rigorosa não soube prever os encargos que advinham da construção do estádio e estruturas adjacentes? foi aventureira ao ponto de não equacionar, previamente, o montante das obrigações futuras ou, se o fez, de não assegurar os meios necessários à sua satisfação? não partiu para a decisão de edificação baseada em estudos sérios de sustentabilidade do projecto?
O que se passou?!
Por que razão as sucessivas gestões não cumpriram com o "project finance"?
Porque, como os outros, são incompetentes.
Gerem à vista, ao sabor da bola na trave, da contestação dos sócios, gastando o que podem e o que não podem.
A gestão pseudo-rigorosa e diferente, foi igual às outras - quis ganhar e, mais do que isso, viu-se forçada a fazer por isso.
O Sporting, desde que Roquette e seus séquitos assumiram o poder, criou a SAD, cotou-a em bolsa, construiu um estádio e edifícios adjacentes, uma academia de futebol, alcançou sucesso desportivo.
Todavia, a pedra angular do Projecto ficou por cumprir - o tal rigor gestionário, pura e simplesmente, não existiu, nem existe.
O equilíbrio que se procurava não se alcançou, antes se agravou.
Financeiramente o Sporting está pior.
O Sporting vê-se hoje na contingência de ter que vender património para fazer face às suas obrigações.
A SAD está descapitalizada, o deficit de exploração crescente e o passivo monstruoso.
Roquette e seus apaniguados falharam, comprometendo o futuro do Sporting.
Alienar património é uma inevitabilidade, a última das tábuas de salvação.
Cuidado!!!
Os três diários desportivos dão, hoje, à estampa declarações de Koeman a um seu congénere catalão, nas quais afirma que uma equipa que não vence a Naval, em sua casa, não pode ser campeã.
Verdade e verdade óbvia, quase de La Palice.
Contudo, se de uma inquestionável verdade falamos, menos acertado não será asseverar que se trata de mais um "tiro no pé" do treinador holandês.
Num momento em que a equipa que dirige se encontra a disputar três competições, em todas com condições, maiores ou menores, de as conquistar, parece-me de uma total ausência de bom senso proferir tais declarações.
Não pode o Sr. Koeman olvidar que, para além da revalidação do título de campeão nacional, a Liga comporta outros objectivos, certamente menores, mas não menos importantes de um ponto de vista económico-financeiro, qual seja o acesso directo à Champions.
Esvaziar as expectativas de conquista do título, numa equipa que, simultâneamente, se acha envolvida em outras competições, afigura-se-me extremamente perigoso, quiçá suicida.
As declarações de Koeman podem acarretar o centrar da concentração dos jogadores na procura da vitória na Taça ou na Champions, descurando, por completo, o campeonato.
Como disse, o campeonato não se esgota, hodiernamente, na obtenção do 1º lugar.
Alcandorar o 2º lugar não é desiderato despiciendo, face à garantia de acesso directo à champions.
Os clubes, de tão estrangulados financeiramente que estão, necessitam como de pão para a boca de receitas extraordinárias para fazer face aos deficit´s de tesouraria de que padecem.
A certeza da captação de cerca de, pelo menos, 5 milhões de Euros não pode ser desprezada.
Estabelecer um objectivo e dá-lo por não adquirido, implica, sempre, desmotivação.
E quando outras portas se acham abertas, implica, necessariamente, um canalizar unívoco de forças para a sua transposição.
Há que adaptar o discurso às circunstâncias, estabelecer novas metas ou afiançar a crença na prossecução dos objectivos inicialmente traçados por mais difícil que tal empreitada se afigure.
Koeman falha, rotundamente, neste aspecto.
É fraco na abordagem pública ao jogo, não raro é vê-lo exaltar as qualidades do adversário e a menorizar as suas hipóteses de sucesso.
Koeman perde nos "mind games" e as suas declarações de ontem são exemplo gritante disso.
Verdade e verdade óbvia, quase de La Palice.
Contudo, se de uma inquestionável verdade falamos, menos acertado não será asseverar que se trata de mais um "tiro no pé" do treinador holandês.
Num momento em que a equipa que dirige se encontra a disputar três competições, em todas com condições, maiores ou menores, de as conquistar, parece-me de uma total ausência de bom senso proferir tais declarações.
Não pode o Sr. Koeman olvidar que, para além da revalidação do título de campeão nacional, a Liga comporta outros objectivos, certamente menores, mas não menos importantes de um ponto de vista económico-financeiro, qual seja o acesso directo à Champions.
Esvaziar as expectativas de conquista do título, numa equipa que, simultâneamente, se acha envolvida em outras competições, afigura-se-me extremamente perigoso, quiçá suicida.
As declarações de Koeman podem acarretar o centrar da concentração dos jogadores na procura da vitória na Taça ou na Champions, descurando, por completo, o campeonato.
Como disse, o campeonato não se esgota, hodiernamente, na obtenção do 1º lugar.
Alcandorar o 2º lugar não é desiderato despiciendo, face à garantia de acesso directo à champions.
Os clubes, de tão estrangulados financeiramente que estão, necessitam como de pão para a boca de receitas extraordinárias para fazer face aos deficit´s de tesouraria de que padecem.
A certeza da captação de cerca de, pelo menos, 5 milhões de Euros não pode ser desprezada.
Estabelecer um objectivo e dá-lo por não adquirido, implica, sempre, desmotivação.
E quando outras portas se acham abertas, implica, necessariamente, um canalizar unívoco de forças para a sua transposição.
Há que adaptar o discurso às circunstâncias, estabelecer novas metas ou afiançar a crença na prossecução dos objectivos inicialmente traçados por mais difícil que tal empreitada se afigure.
Koeman falha, rotundamente, neste aspecto.
É fraco na abordagem pública ao jogo, não raro é vê-lo exaltar as qualidades do adversário e a menorizar as suas hipóteses de sucesso.
Koeman perde nos "mind games" e as suas declarações de ontem são exemplo gritante disso.
segunda-feira, março 13, 2006
Selecção do Blog - N.ºs 10
Contabilizadas as vossas participações, os eleitos foram Deco e Carlos Martins.
Neste momento, temos já "convocados" Ricardo, Quim, Paulo Santos, Miguel, Paulo Ferreira, Nuno Valente, Marco Caneira, Ricardo Carvalho, Fernando Meira, Tonel, Petit, Tiago, João Moutinho, Figo, Cristiano Ronaldo, Quaresma, Simão, Deco e Carlos Martins.
Para hoje, proponho-vos a escolha dos pontas de lança, em número de três.
Aqui fica, desde já, a minha escolha Pauleta, Nuno Gomes e João Tomás.
O lugar remanescente será preenchido em votação livre, sem obediência a qualquer posição previamente determinada.
Neste momento, temos já "convocados" Ricardo, Quim, Paulo Santos, Miguel, Paulo Ferreira, Nuno Valente, Marco Caneira, Ricardo Carvalho, Fernando Meira, Tonel, Petit, Tiago, João Moutinho, Figo, Cristiano Ronaldo, Quaresma, Simão, Deco e Carlos Martins.
Para hoje, proponho-vos a escolha dos pontas de lança, em número de três.
Aqui fica, desde já, a minha escolha Pauleta, Nuno Gomes e João Tomás.
O lugar remanescente será preenchido em votação livre, sem obediência a qualquer posição previamente determinada.
Espaço Prof. Karamba - Taça de Portugal
O Espaço Prof. Karamba também se joga na Taça.
Assim, os jogos a palpitar são:
Jogo 1: SLBenfica/Guimarães;
Jogo 2: AAC/Sporting;
Jogo 3: Marítimo/FCPorto;
Jogo 4: Setúbal/Boavista.
Os resultados que contam são os verificados no final dos 90 minutos.
Como sempre, aqui deixo o meu palpite:
Jogo 1: 2/1
Jogo 2: 1/1
Jogo 3: 2/1
Jogo 4: 0/2
Assim, os jogos a palpitar são:
Jogo 1: SLBenfica/Guimarães;
Jogo 2: AAC/Sporting;
Jogo 3: Marítimo/FCPorto;
Jogo 4: Setúbal/Boavista.
Os resultados que contam são os verificados no final dos 90 minutos.
Como sempre, aqui deixo o meu palpite:
Jogo 1: 2/1
Jogo 2: 1/1
Jogo 3: 2/1
Jogo 4: 0/2
Espaço Prof. Karamba - Classificação Geral
1º Lugar: Zex - 38 pontos;
2º Lugar: Cavungi - 34 pontos;
3ª Lugar: Qualesma - 29 pontos;
4º Lugar: Meireles - 26 pontos;
5º Lugar: Paco Nassa, Carlos, Vicente Lemos e Holtreman - 25 pontos;
6º Lugar: Bota Abaixo - 22 pontos;
7º Lugar: Camachio e Sapo - 21 pontos;
8º Lugar: Broas - 20 pontos;
9º Lugar: Conático - 19 pontos;
10º Lugar: Prof. Venceslau - 18 pontos;
11º Lugar: Karalhounis - 17 pontos;
12º Lugar: Vermelho - 16 pontos;
13º Lugar: Vermelho Nuca - 15 pontos;
14º Lugar: Francisco Lázaro, Jorge Mínimo, Borbas, Mário Feliciano e Samsalameh - 12 pontos;
15º Lugar: Muceque - 10 pontos;
16º Lugar: Costa - 9 pontos;
17º Lugar: Matulona - 5 pontos;
18º Lugar: Astro Mendes - 2 pontos;
2º Lugar: Cavungi - 34 pontos;
3ª Lugar: Qualesma - 29 pontos;
4º Lugar: Meireles - 26 pontos;
5º Lugar: Paco Nassa, Carlos, Vicente Lemos e Holtreman - 25 pontos;
6º Lugar: Bota Abaixo - 22 pontos;
7º Lugar: Camachio e Sapo - 21 pontos;
8º Lugar: Broas - 20 pontos;
9º Lugar: Conático - 19 pontos;
10º Lugar: Prof. Venceslau - 18 pontos;
11º Lugar: Karalhounis - 17 pontos;
12º Lugar: Vermelho - 16 pontos;
13º Lugar: Vermelho Nuca - 15 pontos;
14º Lugar: Francisco Lázaro, Jorge Mínimo, Borbas, Mário Feliciano e Samsalameh - 12 pontos;
15º Lugar: Muceque - 10 pontos;
16º Lugar: Costa - 9 pontos;
17º Lugar: Matulona - 5 pontos;
18º Lugar: Astro Mendes - 2 pontos;
Espaço Prof. Karamba - Classificação Semanal
1º Lugar: Holtreman - 15 pontos;
2º Lugar: Bota Abaixo - 13 pontos;
3ª Lugar: Vicente Lemos, Mário Feliciano, Meireles - 12 pontos;
4º Lugar: Conático - 11 pontos;
5º Lugar: Carlos, Muceque, Zex, Qualesma - 10 pontos;
6º Lugar: Prof. Venceslau, Costa, Broas, Paco Nassa - 9 pontos;
7º Lugar: Vermelho Nunca - 8 pontos;
8º Lugar: Cavungi, Verdete - 7 pontos;
9º Lugar: Sapo, Camachio, Borbas - 4 pontos;
10º Lugar: Vermelho - 2 pontos;
2º Lugar: Bota Abaixo - 13 pontos;
3ª Lugar: Vicente Lemos, Mário Feliciano, Meireles - 12 pontos;
4º Lugar: Conático - 11 pontos;
5º Lugar: Carlos, Muceque, Zex, Qualesma - 10 pontos;
6º Lugar: Prof. Venceslau, Costa, Broas, Paco Nassa - 9 pontos;
7º Lugar: Vermelho Nunca - 8 pontos;
8º Lugar: Cavungi, Verdete - 7 pontos;
9º Lugar: Sapo, Camachio, Borbas - 4 pontos;
10º Lugar: Vermelho - 2 pontos;
Análise à Jornada do Fim de Semana
Jornada aziaga para o SLBenfica, que se atrasou, quase irremediavelmente, na luta pela revalidação do título nacional.
Na Luz, o SLBenfica dominou toda a partida, mas perdulário que se mostrou, não logrou vencer a partida.
Primeira parte marcada pelo efeito Liverpool, com o Benfica a entrar displicente, sem chama e sem agressividade, na presunção de que, minuto mais minuto, alcançaria um golo.
Ainda assim, criou e desperdiçou duas boas ocasiões de golo.
Esperava-se que, face ao estado das coisas, Koeman fizesse entrar Karagounis para o lugar de Beto.
Nada disso aconteceu, mas o balneário fez bem à equipa, apresentando-se, na segunda metade, com uma postura completamente diferenciada.
À nova atitude correspondeu, de imediato, um futebol de superior qualidade ao antes patenteado.
À passagem do primeiro quarto de hora, a expulsão, justa, de Franco, colocava o Benfica perante um cenário ainda mais animador.
Koeman, em superioridade numérica, não procedeu a qualquer alteração estrutural na equipa, antes preferindo retirar Manuel Fernandes (incompreensível manter-se Beto em campo) e Robert, lançando Karagounis e Marcel.
O futebol do Benfica ganhou ainda mais enlevo, surgindo ocasiões de golo em turbilhão.
Todavia, os jogadores benfiquista revelaram um inépcia total na finalização, destacando-se, neste particular, Anderson e Marcel.
Assim, tanto foi o desperdício que o Benfica acabou por empatar com uma Naval que, ainda hoje, deve estar a tentar compreender como foi possível almejar tamanho feito.
A Naval, pura e simplesmente, não existiu ofensivamente e defensivamente teve falhas tão clamorosas, que deveriam ter sido comprometedoras.
Se o Benfica falhou ocasiões soberanas de golo e, como tal, não logrou obter o golo que lhe daria a vitória no encontro, menos verdade não é que o Sr. Xistra também contribuiu para o desfecho verificado.
Não assinalar aquela falta sobre Léo é de bradar aos céus, é um insulto à inteligência de quem viu a partida, tão flagrante que foi o derrube.
Mas uma dúvida não paire - ainda que o Sr. Xistra tenha prejudicado indecentemente o Benfica, isso não invalida que o Benfica pudesse e devesse vencer o jogo.
Não é aceitável que o Benfica não derrote a Naval em sua casa, com ou sem erros de arbitragem.
A sua obrigação é vencer, seja contra 11, 10 ou 14.
O título surge, agora, como uma miragem.
Apenas uma conjugação improvável de resultados poderia guindar o Benfica ao lugar cimeiro da tabela.
Em Setúbal, confirmou-se tudo quanto havia predito na antevisão da partida.
Jogo em que os distintos momentos de forma por que passam as equipas ficaram bem patentes.
O FcPorto apresentou um futebol enleante, agradável, sustentado na superior qualidade técnica de Lucho e Quaresma.
Sem sombra de surpresa ou contestação, venceu com facilidade e inteiro mérito.
Nota para a atitude de Quaresma na primeira parte, cravando os pitons na perna de Adalto, a qual passou sem a devida punição do árbitro.
Em Alvalade, mais do mesmo.
Sem atingir patamar exibicional relevante, o Sporting, graças a uma superior concentração defensiva, venceu um Boavista, cuja qualidade do futebol, na segunda parte, surpreendeu.
O Sporting, apenas e tão só, em lances de bola parada logrou acercar-se da baliza de William.
No mais, em futebol corrido, foi confrangedora a qualidade da exibição leonina.
Um golo obtido na primeira parte da partida, num lance em que William não está isento de culpas, permitiu ao Sporting granjear a vantagem que lhe permitiu controlar as incidências da partida.
Em vantagem, o Sporting é, hoje por hoje, uma equipa muito difícil de bater.
Remete-se ao seu meio-terreno, fecha-se defensivamente, dá iniciativa de jogo ao adversário ( e como isso é penoso em Portugal, pois que são raras as equipas que conseguem assumir o jogo), inviabiliza o lançamento de ataques rápidos e de contra-ataques por parte do adversário e obriga o adversário a jogar num modelo contra-natura - em ataque continuado.
Paulo Bento segue um modelo muito semelhante ao de Trapattoni - contenção defensiva, agressividade a meio-campo, obrigando o adversário a assumir o jogo para, assim, jogar em contra-ataque ou em ataques rápidos.
Em ambas as equipas se encontra um outro ponto de contacto, qual seja um jogador que decide mais do que os outros e que resolve quando tal parece impossível - Simão no Benfica de Trap e Liedson no Sporting de Paulo Bento.
O Boavista teve de assumir o jogo e fê-lo muito bem, apresentando um futebol de elevada qualidade.
Todavia, o seu domínio foi, pouco mais do que, estéril, contando-se pelos dedos de uma só mão os remates que desferiu à baliza de Ricardo.
A estética do futebol boavisteiro não encontrou correspondência na criação e materialização de oportunidades de golo.
Foi o típico futebol português - bonito, mas ineficaz.
Acaso inexistissem balizas, o Boavista teria sido um inegável vencedor, tal como a selecção nacional já teria sido, e mais do que uma vez, campeã do mundo.
Mancha na vitória leonina foi o penalty não assinalado por falta de Tonel sobre Fary.
Não se argumente com uma situação de fora-de-jogo prévia de Fary, pois que o jogador senegâles está em linha no momento do cruzamento de Manuel José.
Nos restantes jogos, destaque para a vitória da minha Briosa, embora a exibição haja sido pouco mais do que paupérrima e para os sucessos forasteiros de Estrela e Leiria.
Na Luz, o SLBenfica dominou toda a partida, mas perdulário que se mostrou, não logrou vencer a partida.
Primeira parte marcada pelo efeito Liverpool, com o Benfica a entrar displicente, sem chama e sem agressividade, na presunção de que, minuto mais minuto, alcançaria um golo.
Ainda assim, criou e desperdiçou duas boas ocasiões de golo.
Esperava-se que, face ao estado das coisas, Koeman fizesse entrar Karagounis para o lugar de Beto.
Nada disso aconteceu, mas o balneário fez bem à equipa, apresentando-se, na segunda metade, com uma postura completamente diferenciada.
À nova atitude correspondeu, de imediato, um futebol de superior qualidade ao antes patenteado.
À passagem do primeiro quarto de hora, a expulsão, justa, de Franco, colocava o Benfica perante um cenário ainda mais animador.
Koeman, em superioridade numérica, não procedeu a qualquer alteração estrutural na equipa, antes preferindo retirar Manuel Fernandes (incompreensível manter-se Beto em campo) e Robert, lançando Karagounis e Marcel.
O futebol do Benfica ganhou ainda mais enlevo, surgindo ocasiões de golo em turbilhão.
Todavia, os jogadores benfiquista revelaram um inépcia total na finalização, destacando-se, neste particular, Anderson e Marcel.
Assim, tanto foi o desperdício que o Benfica acabou por empatar com uma Naval que, ainda hoje, deve estar a tentar compreender como foi possível almejar tamanho feito.
A Naval, pura e simplesmente, não existiu ofensivamente e defensivamente teve falhas tão clamorosas, que deveriam ter sido comprometedoras.
Se o Benfica falhou ocasiões soberanas de golo e, como tal, não logrou obter o golo que lhe daria a vitória no encontro, menos verdade não é que o Sr. Xistra também contribuiu para o desfecho verificado.
Não assinalar aquela falta sobre Léo é de bradar aos céus, é um insulto à inteligência de quem viu a partida, tão flagrante que foi o derrube.
Mas uma dúvida não paire - ainda que o Sr. Xistra tenha prejudicado indecentemente o Benfica, isso não invalida que o Benfica pudesse e devesse vencer o jogo.
Não é aceitável que o Benfica não derrote a Naval em sua casa, com ou sem erros de arbitragem.
A sua obrigação é vencer, seja contra 11, 10 ou 14.
O título surge, agora, como uma miragem.
Apenas uma conjugação improvável de resultados poderia guindar o Benfica ao lugar cimeiro da tabela.
Em Setúbal, confirmou-se tudo quanto havia predito na antevisão da partida.
Jogo em que os distintos momentos de forma por que passam as equipas ficaram bem patentes.
O FcPorto apresentou um futebol enleante, agradável, sustentado na superior qualidade técnica de Lucho e Quaresma.
Sem sombra de surpresa ou contestação, venceu com facilidade e inteiro mérito.
Nota para a atitude de Quaresma na primeira parte, cravando os pitons na perna de Adalto, a qual passou sem a devida punição do árbitro.
Em Alvalade, mais do mesmo.
Sem atingir patamar exibicional relevante, o Sporting, graças a uma superior concentração defensiva, venceu um Boavista, cuja qualidade do futebol, na segunda parte, surpreendeu.
O Sporting, apenas e tão só, em lances de bola parada logrou acercar-se da baliza de William.
No mais, em futebol corrido, foi confrangedora a qualidade da exibição leonina.
Um golo obtido na primeira parte da partida, num lance em que William não está isento de culpas, permitiu ao Sporting granjear a vantagem que lhe permitiu controlar as incidências da partida.
Em vantagem, o Sporting é, hoje por hoje, uma equipa muito difícil de bater.
Remete-se ao seu meio-terreno, fecha-se defensivamente, dá iniciativa de jogo ao adversário ( e como isso é penoso em Portugal, pois que são raras as equipas que conseguem assumir o jogo), inviabiliza o lançamento de ataques rápidos e de contra-ataques por parte do adversário e obriga o adversário a jogar num modelo contra-natura - em ataque continuado.
Paulo Bento segue um modelo muito semelhante ao de Trapattoni - contenção defensiva, agressividade a meio-campo, obrigando o adversário a assumir o jogo para, assim, jogar em contra-ataque ou em ataques rápidos.
Em ambas as equipas se encontra um outro ponto de contacto, qual seja um jogador que decide mais do que os outros e que resolve quando tal parece impossível - Simão no Benfica de Trap e Liedson no Sporting de Paulo Bento.
O Boavista teve de assumir o jogo e fê-lo muito bem, apresentando um futebol de elevada qualidade.
Todavia, o seu domínio foi, pouco mais do que, estéril, contando-se pelos dedos de uma só mão os remates que desferiu à baliza de Ricardo.
A estética do futebol boavisteiro não encontrou correspondência na criação e materialização de oportunidades de golo.
Foi o típico futebol português - bonito, mas ineficaz.
Acaso inexistissem balizas, o Boavista teria sido um inegável vencedor, tal como a selecção nacional já teria sido, e mais do que uma vez, campeã do mundo.
Mancha na vitória leonina foi o penalty não assinalado por falta de Tonel sobre Fary.
Não se argumente com uma situação de fora-de-jogo prévia de Fary, pois que o jogador senegâles está em linha no momento do cruzamento de Manuel José.
Nos restantes jogos, destaque para a vitória da minha Briosa, embora a exibição haja sido pouco mais do que paupérrima e para os sucessos forasteiros de Estrela e Leiria.
sexta-feira, março 10, 2006
Sorteio da Champions
Calhou-nos em sorte, em azar melhor dizendo, o Barcelona (para gáudio de muitos...).
A par da Juventus e do Milan, as equipas que não desejava de todo.
Hoje por hoje, o Barça é só a melhor equipa europeia, como aliás a eliminatória com o Chelsea bem o demonstrou.
Mas, desenganem-se, não estou, nem nunca estarei, derrotado à partida.
É difícil, muito difícil, mas não impossível.
Parece-me imprescindível não sofrer golos em casa, pois que me parece termos capacidade para marcar golos em Camp Nou.
O Barça é uma equipa muito ofensiva que concede espaço para o contra-ataque e se há situação de jogo em que o Benfica se mostra extremamente competente é precisamente essa.
O Barça executará, lá e cá, uma pressão alta muito forte e a forma como o Benfica conseguir contornar essa dificuldade será determinante.
O carrossel ofensivo protagonizado por Deco e Ronaldinho é terrível, anulá-lo será outro dos pontos chave da partida.
Impedir espaços a Eto´o e concentração máxima nas bolas paradas outros factores a não descurar.
Evitar incorrer em faltas nas imediações da área mostra-se, igualmente, essencial.
Não somos, de todo, favoritos, o que poderá, desde logo, funcionar a nosso favor.
Temos jogadores ávidos dos grandes palcos e da projecção que este jogos acarretam.
Temos jogadores com "ganas" de demonstrarem que os dirigentes do Barça se equivocaram quando os dispensaram - Simão e Geovanni.
Temos um treinador que será, talvez, um dos mais respeitados e idolatrados jogadores que passaram pelo Barça e que deseja, ardentemente, um dia alcandorar-se à condição de treinador principal do clube.
Temos, portanto, motivação a rodos.
Se apresentarmos a atitude dos jogos com Manchester e Liverpool, jogando no máximo da concentração e nos limites da entrega, podemos surpreender.
Por outro lado, como Manchester e Liverpool, o Barça não espera outra coisa que não seja a vitória e esse estado de espírito poderá fazê-los descansar em demasia.
O Benfica surge aos olhos do Barça como a melhor equipa que lhes poderia ter saído em sorte.
É, seguramente, uma vantagem para nós.
Messi está lesionado, mas ainda há Ronaldinho, Deco, Eto´o, Giuly, Puyol, Belleti e Larsson.
O Barcelona apresenta, sem sombra de dúvida, um onze "galáctico", mas David, também, derrotou Golias...
A par da Juventus e do Milan, as equipas que não desejava de todo.
Hoje por hoje, o Barça é só a melhor equipa europeia, como aliás a eliminatória com o Chelsea bem o demonstrou.
Mas, desenganem-se, não estou, nem nunca estarei, derrotado à partida.
É difícil, muito difícil, mas não impossível.
Parece-me imprescindível não sofrer golos em casa, pois que me parece termos capacidade para marcar golos em Camp Nou.
O Barça é uma equipa muito ofensiva que concede espaço para o contra-ataque e se há situação de jogo em que o Benfica se mostra extremamente competente é precisamente essa.
O Barça executará, lá e cá, uma pressão alta muito forte e a forma como o Benfica conseguir contornar essa dificuldade será determinante.
O carrossel ofensivo protagonizado por Deco e Ronaldinho é terrível, anulá-lo será outro dos pontos chave da partida.
Impedir espaços a Eto´o e concentração máxima nas bolas paradas outros factores a não descurar.
Evitar incorrer em faltas nas imediações da área mostra-se, igualmente, essencial.
Não somos, de todo, favoritos, o que poderá, desde logo, funcionar a nosso favor.
Temos jogadores ávidos dos grandes palcos e da projecção que este jogos acarretam.
Temos jogadores com "ganas" de demonstrarem que os dirigentes do Barça se equivocaram quando os dispensaram - Simão e Geovanni.
Temos um treinador que será, talvez, um dos mais respeitados e idolatrados jogadores que passaram pelo Barça e que deseja, ardentemente, um dia alcandorar-se à condição de treinador principal do clube.
Temos, portanto, motivação a rodos.
Se apresentarmos a atitude dos jogos com Manchester e Liverpool, jogando no máximo da concentração e nos limites da entrega, podemos surpreender.
Por outro lado, como Manchester e Liverpool, o Barça não espera outra coisa que não seja a vitória e esse estado de espírito poderá fazê-los descansar em demasia.
O Benfica surge aos olhos do Barça como a melhor equipa que lhes poderia ter saído em sorte.
É, seguramente, uma vantagem para nós.
Messi está lesionado, mas ainda há Ronaldinho, Deco, Eto´o, Giuly, Puyol, Belleti e Larsson.
O Barcelona apresenta, sem sombra de dúvida, um onze "galáctico", mas David, também, derrotou Golias...
Antevisão da Jornada - Setúbal/FCPorto
Considerações Gerais:
Jogo em que o Porto, tradicionalmente, não enfrenta grandes dificuldades (não perde há 22 anos na terra do choco frito).
Setúbal em ciclo claramente descendente, com naturais dificuldades em manter o nível das prestações da primeira volta.
Duelo entre treinadores contestados, embora por razões perfeitamente distintas (esquema táctico adoptado num caso e crise de resultados noutro).
Jogo de prognóstico favorável ao Porto.
Esquemas Tácticos:
O Setúbal ir-se-á apresentar em 4x3x2x1, com uma linha de quatro defesas, três trincos, dois alas e um avançado móvel.
O Porto alinhará, no mui contestado, 3x3x4, com três defesas, um médio de cobertura que actuará como pendulo, ora central quando a defender, ora trinco quando em posse de bola, dois outros médios centrais, quatro avançados, dois centrais e dois alas.
Equipas Prováveis:
Setúbal - Rubinho, Janício, Auri, Verissímo e Adalto, Binho, Ricardo Chaves e Sandro, Bruno Ribeiro, Sougou e Varela ou Carlitos
Porto - Baía, Bosingwa, Pepe e Pedro Emanuel, Paulo Assunção, Raúl Meireles e Lucho, Quaresma, Adriano, McCarthy e Cech
Pontos Fortes: (para este jogo)
Tranquilidade classificativa e desejo de projecção dos jogadores por parte do Setúbal, Liderança por banda do Porto
Pontos Fracos: (para este jogo)
O clima gerado em torno dos treinadores
Jogo em que o Porto, tradicionalmente, não enfrenta grandes dificuldades (não perde há 22 anos na terra do choco frito).
Setúbal em ciclo claramente descendente, com naturais dificuldades em manter o nível das prestações da primeira volta.
Duelo entre treinadores contestados, embora por razões perfeitamente distintas (esquema táctico adoptado num caso e crise de resultados noutro).
Jogo de prognóstico favorável ao Porto.
Esquemas Tácticos:
O Setúbal ir-se-á apresentar em 4x3x2x1, com uma linha de quatro defesas, três trincos, dois alas e um avançado móvel.
O Porto alinhará, no mui contestado, 3x3x4, com três defesas, um médio de cobertura que actuará como pendulo, ora central quando a defender, ora trinco quando em posse de bola, dois outros médios centrais, quatro avançados, dois centrais e dois alas.
Equipas Prováveis:
Setúbal - Rubinho, Janício, Auri, Verissímo e Adalto, Binho, Ricardo Chaves e Sandro, Bruno Ribeiro, Sougou e Varela ou Carlitos
Porto - Baía, Bosingwa, Pepe e Pedro Emanuel, Paulo Assunção, Raúl Meireles e Lucho, Quaresma, Adriano, McCarthy e Cech
Pontos Fortes: (para este jogo)
Tranquilidade classificativa e desejo de projecção dos jogadores por parte do Setúbal, Liderança por banda do Porto
Pontos Fracos: (para este jogo)
O clima gerado em torno dos treinadores
Antevisão da Jornada - SportingCP/Boavista
Considerações Gerais:
Jogo entre as equipas com melhor performance nesta segunda volta.
Penso que será uma partida muito jogada a meio-campo, com marcações apertadas, pautada pela expectativa.
O Sporting apostará, uma vez mais, numa estratégia de paciência, procurando o erro adversário.
Pressão alta, preenchimento dos espaços centrais, boa circulação de bola a meio-campo e mobilidade dos avançados deverão ser as principais notas do modelo de jogo de Paulo Bento.
O Boavista, de igual forma, ir-se-á manter na expectativa, fazendo da agressividade a meio-campo a pedra de toque do seu futebol.
Zé Manel e Paulo Jorge serão os trunfos do contra-ataque.
Será, certamente, um jogo de resultado curto, muito disputado, em que será difícil ao Boavista terminá-lo com onze jogadores em campo.
Esquemas Tácticos:
O Sporting deverá apresentar-se em 4x1x2x1x2, com uma linha de quatro defesas, um meio-campo em losango e dois avançados móveis na frente.
O Boavista deverá alinhar em 4x2x1x2x1, com quatro defesas, dois trincos, um médio mais ofensivo, dois alas bem abertos e um ponta de lança.
Equipas Prováveis:
Sporting - Ricardo, Abel, Polga, Tonel e Caneira, Custódio, Moutinho, Nani e Sá Pinto, Liedson e Koke;
Boavista - William, Manuel José, Ricardo Silva, Cissé e Areias, Lucas, Paulo Sousa, Figueiredo, Zé Manel, Paulo Jorge e Fary.
Pontos Fortes: (para este jogo)
Motivação própria de um ciclo vitorioso em ambas as equipas
Pontos Fracos: (para este jogo)
Pressão da massa associativa fruto das vitórias alcançadas no Sporting e as ausências de Cadu, Hélder Rosário, Tiago e João Pinto no Boavista.
Jogo entre as equipas com melhor performance nesta segunda volta.
Penso que será uma partida muito jogada a meio-campo, com marcações apertadas, pautada pela expectativa.
O Sporting apostará, uma vez mais, numa estratégia de paciência, procurando o erro adversário.
Pressão alta, preenchimento dos espaços centrais, boa circulação de bola a meio-campo e mobilidade dos avançados deverão ser as principais notas do modelo de jogo de Paulo Bento.
O Boavista, de igual forma, ir-se-á manter na expectativa, fazendo da agressividade a meio-campo a pedra de toque do seu futebol.
Zé Manel e Paulo Jorge serão os trunfos do contra-ataque.
Será, certamente, um jogo de resultado curto, muito disputado, em que será difícil ao Boavista terminá-lo com onze jogadores em campo.
Esquemas Tácticos:
O Sporting deverá apresentar-se em 4x1x2x1x2, com uma linha de quatro defesas, um meio-campo em losango e dois avançados móveis na frente.
O Boavista deverá alinhar em 4x2x1x2x1, com quatro defesas, dois trincos, um médio mais ofensivo, dois alas bem abertos e um ponta de lança.
Equipas Prováveis:
Sporting - Ricardo, Abel, Polga, Tonel e Caneira, Custódio, Moutinho, Nani e Sá Pinto, Liedson e Koke;
Boavista - William, Manuel José, Ricardo Silva, Cissé e Areias, Lucas, Paulo Sousa, Figueiredo, Zé Manel, Paulo Jorge e Fary.
Pontos Fortes: (para este jogo)
Motivação própria de um ciclo vitorioso em ambas as equipas
Pontos Fracos: (para este jogo)
Pressão da massa associativa fruto das vitórias alcançadas no Sporting e as ausências de Cadu, Hélder Rosário, Tiago e João Pinto no Boavista.
Antevisão da Jornada - SLBenfica/Naval
Considerações Gerais:
O grande problema que o Benfica terá de enfrentar radica na estabilização do quadro emocional dos seus jogadores e da sua massa adepta após a vitória de Liverpool.
Manter os indíces de concentração e motivação elevados é tarefa quase hercúlea, mas imperiosa.
Penso que Koeman irá introduzir algumas alterações no onze, mormente substituindo Alcides por Nélson, Anderson por Ricardo Rocha e Nuno Gomes por Miccoli ou Karagounis.
A Naval apresentar-se-á numa estratégia de contenção, procurando, num lance de contra-ataque, chegar ao golo, através da velocidade de Lito e Fajardo ou da codícia de Fogaça.
Especial atenção deverá merecer, igualmente, Franco, aquando da marcação de cantos ou de livres laterais no último terço.
Esquemas Tácticos:
Quaisquer que sejam os jogadores a compor o onze, o Benfica não deverá abdicar do seu habitual 4x2x2x1x1;
A Naval, por seu turno, deverá optar por jogar em 4x3x3, quando em acção ofensiva, que se transformará num 4x5x1 quando em acção defensiva.
Equipas Prováveis:
Benfica - Moretto, Nélson, Luisão, Ricardo Rocha e Léo, Beto, Manuel Fernandes, Simão, Robert, Miccoli e Giovanni;
Naval - Taborda, Carlitos, Franco, Nélson Veiga e China, Gilmar, Solimar, Tiago Fraga, Fajardo, Fogaça e Lito;
Pontos Fortes: (para este jogo)
Indíces de motivação elevados e apoio do público por parte do Benfica, nada a perder por banda da Naval.
Pontos Fracos: (para este jogo)
O clima de euforia e a ausência de Petit no Benfica e a intranquilidade gerada pela classificação na Naval.
O grande problema que o Benfica terá de enfrentar radica na estabilização do quadro emocional dos seus jogadores e da sua massa adepta após a vitória de Liverpool.
Manter os indíces de concentração e motivação elevados é tarefa quase hercúlea, mas imperiosa.
Penso que Koeman irá introduzir algumas alterações no onze, mormente substituindo Alcides por Nélson, Anderson por Ricardo Rocha e Nuno Gomes por Miccoli ou Karagounis.
A Naval apresentar-se-á numa estratégia de contenção, procurando, num lance de contra-ataque, chegar ao golo, através da velocidade de Lito e Fajardo ou da codícia de Fogaça.
Especial atenção deverá merecer, igualmente, Franco, aquando da marcação de cantos ou de livres laterais no último terço.
Esquemas Tácticos:
Quaisquer que sejam os jogadores a compor o onze, o Benfica não deverá abdicar do seu habitual 4x2x2x1x1;
A Naval, por seu turno, deverá optar por jogar em 4x3x3, quando em acção ofensiva, que se transformará num 4x5x1 quando em acção defensiva.
Equipas Prováveis:
Benfica - Moretto, Nélson, Luisão, Ricardo Rocha e Léo, Beto, Manuel Fernandes, Simão, Robert, Miccoli e Giovanni;
Naval - Taborda, Carlitos, Franco, Nélson Veiga e China, Gilmar, Solimar, Tiago Fraga, Fajardo, Fogaça e Lito;
Pontos Fortes: (para este jogo)
Indíces de motivação elevados e apoio do público por parte do Benfica, nada a perder por banda da Naval.
Pontos Fracos: (para este jogo)
O clima de euforia e a ausência de Petit no Benfica e a intranquilidade gerada pela classificação na Naval.
Selecção do Blog - Desempate
Contabilizadas as vossas participações, verificou-se um empate entre Carlos Martins e João Vieira Pinto na eleição do segundo dos números 10 da nossa selecção (Deco foi eleito por unânimidade).
Assim, peço-vos que desempatem este pleito, optando por Carlos Martins ou João Vieira Pinto.
Assim, peço-vos que desempatem este pleito, optando por Carlos Martins ou João Vieira Pinto.
Breve recomendação
Não vejam no que irei escrever qualquer pretensiosismo ou paternalismo.
Penso que, ontem, neste espaço, se ultrapassou, claramente, a medida do aceitável na postura que deve nortear a convivência social.
Recorrer ao insulto pessoal, a impropérios racistas e a considerações xenófobas não é próprio de pessoas civilizadas e bem formadas como, estou certo, todos quantos participam neste espaço são.
Discutir acaloradamente os diversos temas que coloco à vossa consideração não é, nem pode ser sinónimo de falta de respeito, consideração e educação.
Ser deste ou daquele clube não nos pode "cegar" ao ponto de resvalarmos para a utilização de epítetos injuriosos da honra e consideração que cada um de nós deve merecer dos restantes.
Opinar não é, nem deve ser insultar, achincalhar ou mal tratar.
Nunca foi minha intenção exercer qualquer tipo de controlo ou censura sobre os vossos comentários, nem o farei, mas peço-vos que evitem prosas como as de ontem.
Vamos manter a elevação, a inteligência, o sarcasmo, a fina ironia e a boa disposição que têm pautado, quase sempre, as vossas intervenções neste espaço.
A todos o meu muito obrigado pelos brilhantes, ainda que muitos se destinem a zurzir em mim, comentários.
Muito me têm divertido.
Continuem a participar, pois que sem vós este blog não faz qualquer sentido.
Abraço.
Penso que, ontem, neste espaço, se ultrapassou, claramente, a medida do aceitável na postura que deve nortear a convivência social.
Recorrer ao insulto pessoal, a impropérios racistas e a considerações xenófobas não é próprio de pessoas civilizadas e bem formadas como, estou certo, todos quantos participam neste espaço são.
Discutir acaloradamente os diversos temas que coloco à vossa consideração não é, nem pode ser sinónimo de falta de respeito, consideração e educação.
Ser deste ou daquele clube não nos pode "cegar" ao ponto de resvalarmos para a utilização de epítetos injuriosos da honra e consideração que cada um de nós deve merecer dos restantes.
Opinar não é, nem deve ser insultar, achincalhar ou mal tratar.
Nunca foi minha intenção exercer qualquer tipo de controlo ou censura sobre os vossos comentários, nem o farei, mas peço-vos que evitem prosas como as de ontem.
Vamos manter a elevação, a inteligência, o sarcasmo, a fina ironia e a boa disposição que têm pautado, quase sempre, as vossas intervenções neste espaço.
A todos o meu muito obrigado pelos brilhantes, ainda que muitos se destinem a zurzir em mim, comentários.
Muito me têm divertido.
Continuem a participar, pois que sem vós este blog não faz qualquer sentido.
Abraço.
quinta-feira, março 09, 2006
Espaço prof. Karamba - Jornada do Próximo Fim de Semana
Os jogos a palpitar são os seguintes:
Jogo 1: SLBenfica/Naval;
Jogo2: Sporting CP/Boavista;
Jogo 3: Setúbal/FCPorto
Como sempre, faço, desde já, os meus prognósticos:
Jogo 1: 3-1
Jogo 2: 1-1
Jogo 3: 2-1
Jogo 1: SLBenfica/Naval;
Jogo2: Sporting CP/Boavista;
Jogo 3: Setúbal/FCPorto
Como sempre, faço, desde já, os meus prognósticos:
Jogo 1: 3-1
Jogo 2: 1-1
Jogo 3: 2-1
Espaço Prof. Karamba - Classificação Geral
1º Lugar: Zex - 28 pontos;
2º Lugar: Cavungi - 27 pontos;
3ª Lugar: Qualesma - 19 pontos;
4º Lugar: Karalhounis, Camachio e Sapo - 17 pontos;
5º Lugar: Paco Nassa - 16 pontos;
6º Lugar: Carlos - 15 pontos;
7º Lugar: Vermelho e Meireles - 14 pontos;
8º Lugar: Vicente Lemos - 13 pontos;
9º Lugar: Francisco Lázaro, Jorge Mínimo e Samsalameh - 12 pontos;
10º Lugar: Broas - 11 pontos;
11º Lugar: Holtreman - 10 pontos;
12º Lugar: Bota Abaixo e Prof. Venceslau - 9 pontos;
13º Lugar: Borbas e Conático - 8 pontos;
14º Lugar: Vermelho Nunca - 7 pontos;
15º Lugar: Matulona - 5 pontos;
16º Lugar: Astro Mendes - 2 pontos;
2º Lugar: Cavungi - 27 pontos;
3ª Lugar: Qualesma - 19 pontos;
4º Lugar: Karalhounis, Camachio e Sapo - 17 pontos;
5º Lugar: Paco Nassa - 16 pontos;
6º Lugar: Carlos - 15 pontos;
7º Lugar: Vermelho e Meireles - 14 pontos;
8º Lugar: Vicente Lemos - 13 pontos;
9º Lugar: Francisco Lázaro, Jorge Mínimo e Samsalameh - 12 pontos;
10º Lugar: Broas - 11 pontos;
11º Lugar: Holtreman - 10 pontos;
12º Lugar: Bota Abaixo e Prof. Venceslau - 9 pontos;
13º Lugar: Borbas e Conático - 8 pontos;
14º Lugar: Vermelho Nunca - 7 pontos;
15º Lugar: Matulona - 5 pontos;
16º Lugar: Astro Mendes - 2 pontos;
Espaço Prof. Karamba - Classificação da ronda europeia
1º Lugar: Vicente Lemos, Sapo e Camachio - 5 pontos;
2º Lugar: Paco Nassa - 4 pontos;
3º Lugar: Prof. Venceslau - 3 pontos;
4ª Lugar: Jorge Mínimo, Samsalameh, Karalhounis, Astromendes, Vermelho Nunca, Qualesma, Meireles e
Cavungi - 2 pontos;
5º Lugar: Vermelho, Bota Abaixo, Holtreman, Borbas, Conático, Carlos, Broas, Bota Abaixo, Zex - 0 pontos;
2º Lugar: Paco Nassa - 4 pontos;
3º Lugar: Prof. Venceslau - 3 pontos;
4ª Lugar: Jorge Mínimo, Samsalameh, Karalhounis, Astromendes, Vermelho Nunca, Qualesma, Meireles e
Cavungi - 2 pontos;
5º Lugar: Vermelho, Bota Abaixo, Holtreman, Borbas, Conático, Carlos, Broas, Bota Abaixo, Zex - 0 pontos;
Selecção do Blog - Alas
Contabilizadas as vossas participações, os eleitos foram Figo, Cristiano Ronaldo, Quaresma e Simão.
Neste momento, temos já "convocados" Ricardo, Quim, Paulo Santos, Miguel, Paulo Ferreira, Nuno Valente, Marco Caneira, Ricardo Carvalho, Fernando Meira, Tonel, Petit, Tiago, João Moutinho, Figo, Cristiano Ronaldo, Quaresma e Simão.
Para hoje, proponho-vos a escolha dos números 10, em número de dois.
Aqui fica, desde já, a minha escolha Deco e João Vieira Pinto.
Neste momento, temos já "convocados" Ricardo, Quim, Paulo Santos, Miguel, Paulo Ferreira, Nuno Valente, Marco Caneira, Ricardo Carvalho, Fernando Meira, Tonel, Petit, Tiago, João Moutinho, Figo, Cristiano Ronaldo, Quaresma e Simão.
Para hoje, proponho-vos a escolha dos números 10, em número de dois.
Aqui fica, desde já, a minha escolha Deco e João Vieira Pinto.
Uma noite à Benfica!
Ontem, em Anfield Road, escreveu-se mais uma página brilhante na já de si gloriosa história do SLBenfica.
Exibição personalizada, pletórica de crer, raça e classe.
Koeman deixou-se de peias e temores, apresentando um onze ambicioso.
Prescindiu de um médio construtor como Karagounis, erigindo Nuno Gomes à condição de pivot de toda a manobra ofensiva e de primeiro tampão à construção atacante do Liverpool.
Tal como havia escrito, os primeiros vinte minutos foram de sufoco, com o Liverpool a criar três boas oportunidades de golo - o poste e Moretto evitaram o pior.
Mas, paulatinamente, o Benfica foi-se estabilizando emocionalmente.
A posse de bola foi crescendo, as marcações foram-se sincronizando e o Benfica começou a entrar, verdadeiramente, no jogo.
Estava dobrado o cabo das tormentas e os jogadores começaram a soltar-se.
Quando Giovanni desferiu o remate que a barra devolveu, a tendência do jogo inverteu-se inexoravelmente.
A partir daí, ainda que o Liverpool continuasse a dispor de mais posse de bola, o Benfica assenhorou-se do jogo, tomando as rédeas da partida, controlando as incidências.
Volvidos escassos minutos, numa jogada de contra-ataque, Simão desfere remate sublime, fazendo o primeiro golo da partida.
Invertera-se, definitivamente, o estado de espírito das equipas.
O Benfica assumiu-se, ainda mais, crente nas suas capacidades e o Liverpool entrou em depressão.
Na segunda parte, ainda que os primeiros vinte minutos hajam sido, uma vez mais, difíceis, não o foram em medida semelhante à da primeira metade, o Benfica controlou o jogo a seu bel prazer.
O Liverpool mostrou-se sempre incapaz de criar ocasiões de real perigo, não conseguindo entrar na área benfiquista.
Limitava-se a despejar bolas para a cabeça de Crouch e a procurar remates de longa distância.
O futebol do Liverpool emergiu falho de criatividade, excessivamente estereotipado.
Beto anulou Gerrard e o futebol ofensivo do Liverpool eclipsou-se.
O Benfica, por seu turno, mantinha elevados indíces de concentração, denotando uma organização defensiva exemplar, espreitando, sempre que possível, o contra-ataque.
No terminus da partida, beneficiando do desespero do Liverpool, que na sua ânsia de alcançar um golo desguarneceu a sua defensiva, Miccoli, em mais uma execução técnica perfeita, fez o 0-2.
Jogo intenso, emotivo, decidido pela classe de dois grandes executantes e pelo labor, concentração, suor, garra e crença dos restantes nove.
O Benfica jogou como equipa, elevando o colectivo ao estatuto de estrela maior.
Neste jogo até Koeman fez exibição a roçar a perfeição - escolha correcta do onze, demonstrando vontade de ganhar e confiança na equipa, substituições a preceito, no que toca aos jogadores e ao momento da sua efectivação, sistema táctico e modelo de jogo acertadíssimos.
Exibição enorme de Luisão e Anderson, insuperáveis, de Manuel Fernandes, a ocupar o espaço central, a recuperar bolas e a gerir os ritmos do jogo, de Simão, quanto mais não fosse pelo golo fantástico que marcou e pelos sinais de evidente melhoria na sua condição que deixou (este golo pode catapultá-lo para um final de época em grande).
Os restantes foram, igualmente, grandes, destacando-se a entrega ao jogo, o voluntarismo, o espírito de grupo e a solidariedade que todos patentearam.
Nota menos para Robert, passou, completamente, ao lado do jogo, parecendo, sempre, um corpo estranho na equipa, para Nuno Gomes, que embora tendo dado tudo de si, se encontra em manifesta má forma e incorreu em dois erros crassos (uma perda de bola na sua zona defensiva na 1ª parte que propocionou o remate de Crouch ao poste e uma perda de bola em zona ofensiva quando tinha Léo completamente desmarcado), para Moretto, que não obstante tenha realizado duas defesas de elevado grau de dificuldade, transmitiu uma preocupante ideia de insegurança no jogo aéreo.
O Benfica foi melhor que o Liverpool no conjunto dos dois jogos, mostrou mais e melhor organização, mais vontade de triunfar e mais e melhores individualidades.
Curiosa foi a coincidência no score alcançado pelo Benfica, esta época, no confronto com os dois últimos campeões europeus: 3-0 no conjunto dos dois jogos, com 1-0 em casa e 0-2 fora.
Vitória meritória, sem pinga de contestação.
Referência final para a actuação do árbitro e seus auxiliares que prejudicaram, e muito, o SL Benfica.
Fora de jogo mal assinalado a Geovanni no dealbar da partida, sendo que no desenrolar do lance se impunha a expulsão de Finnan.
Fora de jogo de mal assinalado a Nuno Gomes na segunda parte, quando se encontrava em posição muito favorável para visar a baliza de Reina.
Na dúvida assinalou sempre em favor do Liverpool.
Mas tudo ultrapassamos, vencendo de forma indubitável.
Exibição personalizada, pletórica de crer, raça e classe.
Koeman deixou-se de peias e temores, apresentando um onze ambicioso.
Prescindiu de um médio construtor como Karagounis, erigindo Nuno Gomes à condição de pivot de toda a manobra ofensiva e de primeiro tampão à construção atacante do Liverpool.
Tal como havia escrito, os primeiros vinte minutos foram de sufoco, com o Liverpool a criar três boas oportunidades de golo - o poste e Moretto evitaram o pior.
Mas, paulatinamente, o Benfica foi-se estabilizando emocionalmente.
A posse de bola foi crescendo, as marcações foram-se sincronizando e o Benfica começou a entrar, verdadeiramente, no jogo.
Estava dobrado o cabo das tormentas e os jogadores começaram a soltar-se.
Quando Giovanni desferiu o remate que a barra devolveu, a tendência do jogo inverteu-se inexoravelmente.
A partir daí, ainda que o Liverpool continuasse a dispor de mais posse de bola, o Benfica assenhorou-se do jogo, tomando as rédeas da partida, controlando as incidências.
Volvidos escassos minutos, numa jogada de contra-ataque, Simão desfere remate sublime, fazendo o primeiro golo da partida.
Invertera-se, definitivamente, o estado de espírito das equipas.
O Benfica assumiu-se, ainda mais, crente nas suas capacidades e o Liverpool entrou em depressão.
Na segunda parte, ainda que os primeiros vinte minutos hajam sido, uma vez mais, difíceis, não o foram em medida semelhante à da primeira metade, o Benfica controlou o jogo a seu bel prazer.
O Liverpool mostrou-se sempre incapaz de criar ocasiões de real perigo, não conseguindo entrar na área benfiquista.
Limitava-se a despejar bolas para a cabeça de Crouch e a procurar remates de longa distância.
O futebol do Liverpool emergiu falho de criatividade, excessivamente estereotipado.
Beto anulou Gerrard e o futebol ofensivo do Liverpool eclipsou-se.
O Benfica, por seu turno, mantinha elevados indíces de concentração, denotando uma organização defensiva exemplar, espreitando, sempre que possível, o contra-ataque.
No terminus da partida, beneficiando do desespero do Liverpool, que na sua ânsia de alcançar um golo desguarneceu a sua defensiva, Miccoli, em mais uma execução técnica perfeita, fez o 0-2.
Jogo intenso, emotivo, decidido pela classe de dois grandes executantes e pelo labor, concentração, suor, garra e crença dos restantes nove.
O Benfica jogou como equipa, elevando o colectivo ao estatuto de estrela maior.
Neste jogo até Koeman fez exibição a roçar a perfeição - escolha correcta do onze, demonstrando vontade de ganhar e confiança na equipa, substituições a preceito, no que toca aos jogadores e ao momento da sua efectivação, sistema táctico e modelo de jogo acertadíssimos.
Exibição enorme de Luisão e Anderson, insuperáveis, de Manuel Fernandes, a ocupar o espaço central, a recuperar bolas e a gerir os ritmos do jogo, de Simão, quanto mais não fosse pelo golo fantástico que marcou e pelos sinais de evidente melhoria na sua condição que deixou (este golo pode catapultá-lo para um final de época em grande).
Os restantes foram, igualmente, grandes, destacando-se a entrega ao jogo, o voluntarismo, o espírito de grupo e a solidariedade que todos patentearam.
Nota menos para Robert, passou, completamente, ao lado do jogo, parecendo, sempre, um corpo estranho na equipa, para Nuno Gomes, que embora tendo dado tudo de si, se encontra em manifesta má forma e incorreu em dois erros crassos (uma perda de bola na sua zona defensiva na 1ª parte que propocionou o remate de Crouch ao poste e uma perda de bola em zona ofensiva quando tinha Léo completamente desmarcado), para Moretto, que não obstante tenha realizado duas defesas de elevado grau de dificuldade, transmitiu uma preocupante ideia de insegurança no jogo aéreo.
O Benfica foi melhor que o Liverpool no conjunto dos dois jogos, mostrou mais e melhor organização, mais vontade de triunfar e mais e melhores individualidades.
Curiosa foi a coincidência no score alcançado pelo Benfica, esta época, no confronto com os dois últimos campeões europeus: 3-0 no conjunto dos dois jogos, com 1-0 em casa e 0-2 fora.
Vitória meritória, sem pinga de contestação.
Referência final para a actuação do árbitro e seus auxiliares que prejudicaram, e muito, o SL Benfica.
Fora de jogo mal assinalado a Geovanni no dealbar da partida, sendo que no desenrolar do lance se impunha a expulsão de Finnan.
Fora de jogo de mal assinalado a Nuno Gomes na segunda parte, quando se encontrava em posição muito favorável para visar a baliza de Reina.
Na dúvida assinalou sempre em favor do Liverpool.
Mas tudo ultrapassamos, vencendo de forma indubitável.
quarta-feira, março 08, 2006
Uma frase a propósito da batalha de Anfield
"Agora vamos jogar como homens.
Nunca olhem para as bancadas, pois o jogo realiza-se no relvado.
Eles são onze e nós também.
E para ganharmos esta final temos que ter os colhões na ponta das botas" - Obdulio Varela, capitão da selecção uruguaia, campeã do Mundo em 1950, antes da final diante do Brasil.
Nunca olhem para as bancadas, pois o jogo realiza-se no relvado.
Eles são onze e nós também.
E para ganharmos esta final temos que ter os colhões na ponta das botas" - Obdulio Varela, capitão da selecção uruguaia, campeã do Mundo em 1950, antes da final diante do Brasil.
Antevisão da batalha de Anfield
Joga-se, hoje, um dos mais importantes encontros na história recente do SLBenfica.
O resultado da 1ª mão abre boas perspectivas.
Todavia, importa, desde logo, não embandeirar em arco, não criar expectativas desmesuradas, até porque o ambiente que o Benfica irá encontrar não será dos mais amistosos, antes pelo contrário.
A valia do Liverpool, campeão europeu em título, emerge com outros dos factores a exigir moderação.
Contudo, o modo como Koeman irá encarar a partida mostra-se como a circunstância que mais me atormenta.
A lesão de Petit constitui duro e forte revés não no sistema táctico a apresentar, mas na estruturação da equipa.
A circunstância de Petit se achar lesionado apresenta, pelo menos, a virtualidade de impedir que Koeman incorra num erro craso, qual seria a titularidade simultânea de Petit, Manuel Fernandes e Beto.
A aposta no reforço da zona central por força da busca da conquista das chamadas “segundas bolas” e da procura em anular a capacidade criativa de Gerrard, não me pareceria desajustada, mas em medida exagerada.
A renúncia à aposta naquele tridente com a titularidade de Karagounis equivale por dizer que se troca suor, luta e entrega por capacidade de retenção da bola, de drible e de rompimento pela zona central, para além da possibilidade de “arrancar” faltas à entrada da área.
Por outro lado, aquelas escolhas transmitiriam um sinal claro à equipa – é preciso defender, isso sim é que é importante – levando-a a encolher-se no terreno e a sujeitar-se a intensa pressão dos “reds”.
Aliás, este é um dos aspectos em que Koeman falha claramente, pelo menos, se atentarmos no teor das suas afirmações nas sucessivas conferências de imprensa prévias à realização dos jogos.
Não raras vezes apresenta um discurso de pouca crença nas capacidades da equipa, muito marcado pela exaltação das mais valias do adversário e pelo acentuar das carências da equipa que dirige.
Falha nos "mind games" tão ao gosto de Mourinho.
Se pretende retirar pressão à equipa, não me parece a melhor forma de o conseguir, antes pelo contrário.
Acentua o temor pelo adversário, fazendo, inclusive, com que a equipa duvide das suas reais capacidades de o superar.
A abordagem ao jogo afigura-se-me como factor primordial para a obtenção do resultado desejado.
Por outro lado, a qualidade de Petit é indiscutível e a sua ausência será tanto mais sentida quanto o seu substituto directo seja Beto.
A diferença de valor entre ambos é colossal e o futebol do Benfica ir-se-à ressentir, mormente no capítulo defensivo ao nível da cobertura do espaço central, da conquista das segundas bolas, da capacidade de posse de bola e da qualidade e critério de passe.
A opção por uma defesa composta por Moretto, Alcides, Luisão, Anderson e Léo, não alinhando Ricardo Rocha como lateral esquerdo, projecta-se como solução acertada.
Claro está que o jogo aéreo do adversário surge como um dos seus pontos fortes, em vista, sobretudo, da titularidade de Peter Crouch, mas Alcides, Luisão e Anderson garantem competência suficiente nesse capítulo.
Abdicar de Léo, com as consequências ao nível da fluidez do jogo ofensivo da equipa, seria um erro e um erro crasso.
Cercearia a capacidade ofensiva da equipa, retirando-lhe capacidade de penetração pelas alas.
Outro dos enigmas de Koeman radica na escolha dos elementos mais adiantados.
A imprensa desportiva aponta a titularidade de Simão, Robert e Geovanni ou Nuno Gomes.
Abdicaria de Robert em detrimento de Geovanni, pois que, ainda que perdesse capacidade de decisão ao nível das bolas paradas, penso ser desejável a titularidade de Nuno Gomes, dando "o corpo às balas" no meio dos centrais, por forma a permitir a criação de espaços nas suas costas, aproveitáveis por Giovanni e Simão em diagonais rumo à área.
A opção pela colocação singela de Geovanni no ataque poderá tornar o futebol do Benfica demasiado directo, pela inexistência dos apoios laterais e centrais que Nuno Gomes concede de forma quase perfeita.
Assim, o onze que apresentaria seria composto por Moretto, Alcides, Luisão, Anderson e Léo, Beto, Manuel Fernandes e Karagounis, Simão, Geovanni e Nuno Gomes.
Os primeiros vinte minutos de cada uma das metades do jogo serão decisivos - a pressão do Liverpool, em especial na primeira parte será tremenda e aí necessário será ter capacidade de sofrimento, mas essencialmente de posse e controlo da bola.
Há que "esconder" a bola dos ingleses.
Caso faça um golo, o Benfica ficará com a eliminatória à sua mercê.
O resultado da 1ª mão abre boas perspectivas.
Todavia, importa, desde logo, não embandeirar em arco, não criar expectativas desmesuradas, até porque o ambiente que o Benfica irá encontrar não será dos mais amistosos, antes pelo contrário.
A valia do Liverpool, campeão europeu em título, emerge com outros dos factores a exigir moderação.
Contudo, o modo como Koeman irá encarar a partida mostra-se como a circunstância que mais me atormenta.
A lesão de Petit constitui duro e forte revés não no sistema táctico a apresentar, mas na estruturação da equipa.
A circunstância de Petit se achar lesionado apresenta, pelo menos, a virtualidade de impedir que Koeman incorra num erro craso, qual seria a titularidade simultânea de Petit, Manuel Fernandes e Beto.
A aposta no reforço da zona central por força da busca da conquista das chamadas “segundas bolas” e da procura em anular a capacidade criativa de Gerrard, não me pareceria desajustada, mas em medida exagerada.
A renúncia à aposta naquele tridente com a titularidade de Karagounis equivale por dizer que se troca suor, luta e entrega por capacidade de retenção da bola, de drible e de rompimento pela zona central, para além da possibilidade de “arrancar” faltas à entrada da área.
Por outro lado, aquelas escolhas transmitiriam um sinal claro à equipa – é preciso defender, isso sim é que é importante – levando-a a encolher-se no terreno e a sujeitar-se a intensa pressão dos “reds”.
Aliás, este é um dos aspectos em que Koeman falha claramente, pelo menos, se atentarmos no teor das suas afirmações nas sucessivas conferências de imprensa prévias à realização dos jogos.
Não raras vezes apresenta um discurso de pouca crença nas capacidades da equipa, muito marcado pela exaltação das mais valias do adversário e pelo acentuar das carências da equipa que dirige.
Falha nos "mind games" tão ao gosto de Mourinho.
Se pretende retirar pressão à equipa, não me parece a melhor forma de o conseguir, antes pelo contrário.
Acentua o temor pelo adversário, fazendo, inclusive, com que a equipa duvide das suas reais capacidades de o superar.
A abordagem ao jogo afigura-se-me como factor primordial para a obtenção do resultado desejado.
Por outro lado, a qualidade de Petit é indiscutível e a sua ausência será tanto mais sentida quanto o seu substituto directo seja Beto.
A diferença de valor entre ambos é colossal e o futebol do Benfica ir-se-à ressentir, mormente no capítulo defensivo ao nível da cobertura do espaço central, da conquista das segundas bolas, da capacidade de posse de bola e da qualidade e critério de passe.
A opção por uma defesa composta por Moretto, Alcides, Luisão, Anderson e Léo, não alinhando Ricardo Rocha como lateral esquerdo, projecta-se como solução acertada.
Claro está que o jogo aéreo do adversário surge como um dos seus pontos fortes, em vista, sobretudo, da titularidade de Peter Crouch, mas Alcides, Luisão e Anderson garantem competência suficiente nesse capítulo.
Abdicar de Léo, com as consequências ao nível da fluidez do jogo ofensivo da equipa, seria um erro e um erro crasso.
Cercearia a capacidade ofensiva da equipa, retirando-lhe capacidade de penetração pelas alas.
Outro dos enigmas de Koeman radica na escolha dos elementos mais adiantados.
A imprensa desportiva aponta a titularidade de Simão, Robert e Geovanni ou Nuno Gomes.
Abdicaria de Robert em detrimento de Geovanni, pois que, ainda que perdesse capacidade de decisão ao nível das bolas paradas, penso ser desejável a titularidade de Nuno Gomes, dando "o corpo às balas" no meio dos centrais, por forma a permitir a criação de espaços nas suas costas, aproveitáveis por Giovanni e Simão em diagonais rumo à área.
A opção pela colocação singela de Geovanni no ataque poderá tornar o futebol do Benfica demasiado directo, pela inexistência dos apoios laterais e centrais que Nuno Gomes concede de forma quase perfeita.
Assim, o onze que apresentaria seria composto por Moretto, Alcides, Luisão, Anderson e Léo, Beto, Manuel Fernandes e Karagounis, Simão, Geovanni e Nuno Gomes.
Os primeiros vinte minutos de cada uma das metades do jogo serão decisivos - a pressão do Liverpool, em especial na primeira parte será tremenda e aí necessário será ter capacidade de sofrimento, mas essencialmente de posse e controlo da bola.
Há que "esconder" a bola dos ingleses.
Caso faça um golo, o Benfica ficará com a eliminatória à sua mercê.
Selecção do Blog - Trincos
Contabilizadas as vossas participações, os eleitos foram Petit, Tiago e João Moutinho.
Neste momento, temos já "convocados" Ricardo, Quim, Paulo Santos, Miguel, Paulo Ferreira, Nuno Valente, Marco Caneira, Ricardo Carvalho, Fernando Meira, Tonel, Petit, Tiago e João Moutinho.
Para hoje, proponho-vos a escolha dos alas, em número de quatro.
Aqui fica, desde já, a minha escolha Figo, Cristiano Ronaldo, Simão e Quaresma.
Neste momento, temos já "convocados" Ricardo, Quim, Paulo Santos, Miguel, Paulo Ferreira, Nuno Valente, Marco Caneira, Ricardo Carvalho, Fernando Meira, Tonel, Petit, Tiago e João Moutinho.
Para hoje, proponho-vos a escolha dos alas, em número de quatro.
Aqui fica, desde já, a minha escolha Figo, Cristiano Ronaldo, Simão e Quaresma.
terça-feira, março 07, 2006
Jantar do Blog - Decisão Final
No que concerne ao jantar do blog, decidi que será realizado no final do campeonato, sob a denominação de "Grande Gala Prof. Karamba".
Parece-me que essa será a ocasião ideal para distribuir os prémios relativos ao espaço Prof. Karamba e para que possamos reflectir sobre a actividade do blog na época desportiva em curso.
Espero que esta decisão seja do vosso agrado.
A seu tempo divulgarei o "programa das festas".
Parece-me que essa será a ocasião ideal para distribuir os prémios relativos ao espaço Prof. Karamba e para que possamos reflectir sobre a actividade do blog na época desportiva em curso.
Espero que esta decisão seja do vosso agrado.
A seu tempo divulgarei o "programa das festas".
Competitividade
Conforme asseverou um dos participantes neste blog, a saber Samsalameh, a Liga Betandwin assume-se como o campeonato mais competitivo da Europa.
Senão, vejamos:
Em Portugal, o Porto é líder, tendo dois pontos de avanço sobre o Sporting que lhe sucede na classificação e o quinto classificado dista 9 pontos.
Apenas cinco pontos separam o oitavo e o décimo sétimo classificado, sendo que neste intervalo cinco equipas há que se encontram empatadas em número de pontos alcançados.
Em Espanha, o Barcelona lidera a classificação, encontrando-se o segundo a 10 pontos e o quinto a 16 pontos.
A diferença pontual entre o oitavo e o décimo sétimo classificado cifra-se em quinze pontos , sendo que neste intervalo somente três equipas se encontram em igualdade pontual.
Em Itália, a Juventus apresenta uma vantagem de 10 pontos sobre o segundo e o quinto acha-se a 18 pontos de distância.
Entre o oitavo classificado e o décimo sétimo a diferença pontual é de 15 pontos, sendo que neste intervalo inexistem equipas em igualdade pontual.
Em Inglaterra, a distância entre o primeiro, Chelsea, e o segundo, Manchester, contabiliza-se em 15 pontos (sendo certo que o Manchester tem um jogo em atraso).
A diferença pontual entre oitavo e décimo sétimo classificado monta a 16 pontos, sendo que neste intervalo existem dois pares de equipas em igualdade pontual.
Em França, O Lyon encontra-se na frente do campeonato com 9 pontos de vantagem sobre o Bordeus.
Entre o oitavo classificado e o décimo sétimo a diferença cifra-se em 14 pontos, sendo que neste intervalo existem dois pares de equipas em igualdade pontual.
Na Alemanha, o Bayern está na frente com 8 pontos de vantagem sobre o Werder Bremen.
O oitavo tem uma vantagem de 10 pontos sobre o décimo sétimo classificado, sendo que neste intervalo existem dois pares de equipas empatadas em número de pontos.
Na Holanda, o PSV lidera com 7 pontos de avanço sobre o Feyernoord.
Entre o oitavo e o décimo sétimo classificado existem 17 pontos de diferença, sendo que neste intervalo dois pares de equipas acham-se em igualdade pontual.
Na Escócia, o Celtic é líder com 13 pontos de avanço sobre Hearts, sendo que a distância entre quarto e décimo segundo classificado ascende a 36 pontos (o campeonato cinge-se 12 equipas).
Da singela análise dos dados supra explanados, decorre a afirmação, matemática, da competitividade do futebol nacional.
Não ignoro que nos campeonatos mais endinheirados a qualidade do jogo possa ser superior, até pela superior qualidade dos praticantes, mas certo é que, no capítulo da competitividade, a liga portuguesa não pede meças a nenhuma outra.
Saber se tal radica no crescimento das equipas pequenas ou no definhamento das grandes parece-me redutor.
Os níveis de competitividade alcançados repousam numa e noutra das premissas sobreditas, mas sobretudo na melhoria generalizada das condições de treino e no superior apetrechamento científico dos treinadores (das camadas jovens às equipas principais).
Aliás, os factores supra enunciados mostraram-se potenciadores de uma alteração radical das mentalidades, cuja face mais visível se ancora na abordagem ao jogo, especialmente no que aos confrontos entre equipas pequenas e grandes tange (atente-se na ausência de temor reverencial com que as equipas pequenas encaram as partidas).
Senão, vejamos:
Em Portugal, o Porto é líder, tendo dois pontos de avanço sobre o Sporting que lhe sucede na classificação e o quinto classificado dista 9 pontos.
Apenas cinco pontos separam o oitavo e o décimo sétimo classificado, sendo que neste intervalo cinco equipas há que se encontram empatadas em número de pontos alcançados.
Em Espanha, o Barcelona lidera a classificação, encontrando-se o segundo a 10 pontos e o quinto a 16 pontos.
A diferença pontual entre o oitavo e o décimo sétimo classificado cifra-se em quinze pontos , sendo que neste intervalo somente três equipas se encontram em igualdade pontual.
Em Itália, a Juventus apresenta uma vantagem de 10 pontos sobre o segundo e o quinto acha-se a 18 pontos de distância.
Entre o oitavo classificado e o décimo sétimo a diferença pontual é de 15 pontos, sendo que neste intervalo inexistem equipas em igualdade pontual.
Em Inglaterra, a distância entre o primeiro, Chelsea, e o segundo, Manchester, contabiliza-se em 15 pontos (sendo certo que o Manchester tem um jogo em atraso).
A diferença pontual entre oitavo e décimo sétimo classificado monta a 16 pontos, sendo que neste intervalo existem dois pares de equipas em igualdade pontual.
Em França, O Lyon encontra-se na frente do campeonato com 9 pontos de vantagem sobre o Bordeus.
Entre o oitavo classificado e o décimo sétimo a diferença cifra-se em 14 pontos, sendo que neste intervalo existem dois pares de equipas em igualdade pontual.
Na Alemanha, o Bayern está na frente com 8 pontos de vantagem sobre o Werder Bremen.
O oitavo tem uma vantagem de 10 pontos sobre o décimo sétimo classificado, sendo que neste intervalo existem dois pares de equipas empatadas em número de pontos.
Na Holanda, o PSV lidera com 7 pontos de avanço sobre o Feyernoord.
Entre o oitavo e o décimo sétimo classificado existem 17 pontos de diferença, sendo que neste intervalo dois pares de equipas acham-se em igualdade pontual.
Na Escócia, o Celtic é líder com 13 pontos de avanço sobre Hearts, sendo que a distância entre quarto e décimo segundo classificado ascende a 36 pontos (o campeonato cinge-se 12 equipas).
Da singela análise dos dados supra explanados, decorre a afirmação, matemática, da competitividade do futebol nacional.
Não ignoro que nos campeonatos mais endinheirados a qualidade do jogo possa ser superior, até pela superior qualidade dos praticantes, mas certo é que, no capítulo da competitividade, a liga portuguesa não pede meças a nenhuma outra.
Saber se tal radica no crescimento das equipas pequenas ou no definhamento das grandes parece-me redutor.
Os níveis de competitividade alcançados repousam numa e noutra das premissas sobreditas, mas sobretudo na melhoria generalizada das condições de treino e no superior apetrechamento científico dos treinadores (das camadas jovens às equipas principais).
Aliás, os factores supra enunciados mostraram-se potenciadores de uma alteração radical das mentalidades, cuja face mais visível se ancora na abordagem ao jogo, especialmente no que aos confrontos entre equipas pequenas e grandes tange (atente-se na ausência de temor reverencial com que as equipas pequenas encaram as partidas).
Os piores
No ano passado, ensaiei a construção dos melhores onzes de Benfica, Porto e Sporting, desde de que assisto a jogos de futebol.
Hoje, proponho-vos o exercício contrário - a enumeração daqueles que, na vossa opinião, foram os piores jogadores que representaram os clubes da vossa devoção.
Quanto a mim, procurando formar um onze composto pelos piores jogadores que já representaram o Benfica desde que vejo futebol, direi que alinharia da seguinte forma:
Bossio, Okonowo, Paredão (Emerson Thomé, como lhe chamavam os ingleses), King e Rojas, Michael Thomas, Luiz Gustavo, Leónidas, Pringle, Akwá e Clóvis.
Hoje, proponho-vos o exercício contrário - a enumeração daqueles que, na vossa opinião, foram os piores jogadores que representaram os clubes da vossa devoção.
Quanto a mim, procurando formar um onze composto pelos piores jogadores que já representaram o Benfica desde que vejo futebol, direi que alinharia da seguinte forma:
Bossio, Okonowo, Paredão (Emerson Thomé, como lhe chamavam os ingleses), King e Rojas, Michael Thomas, Luiz Gustavo, Leónidas, Pringle, Akwá e Clóvis.
Selecção do Blog - Centrais
Contabilizadas as vossas participações, os eleitos foram Ricardo Carvalho, Fernando Meira e Tonel.
Decidi seguir a sugestão do sr. Jorge Mínimo, daí a escolha de, apenas, três centrais.
Neste momento, temos já "convocados" Ricardo, Quim, Paulo Santos, Miguel, Paulo Ferreira, Nuno Valente, Marco Caneira, Ricardo Carvalho, Fernando Meira e Tonel.
Para hoje, proponho-vos a escolha dos trincos, em número de três (seguindo o mesmo princípio supra enunciado, dado que Meira faz as posições de central e trinco).
Decidi seguir a sugestão do sr. Jorge Mínimo, daí a escolha de, apenas, três centrais.
Neste momento, temos já "convocados" Ricardo, Quim, Paulo Santos, Miguel, Paulo Ferreira, Nuno Valente, Marco Caneira, Ricardo Carvalho, Fernando Meira e Tonel.
Para hoje, proponho-vos a escolha dos trincos, em número de três (seguindo o mesmo princípio supra enunciado, dado que Meira faz as posições de central e trinco).
segunda-feira, março 06, 2006
Selecção do Blog - Laterais
Contabilizadas as vossas preferências, os laterais que, no entender dos participantes neste blog, deveriam estar no Mundial da Alemanha seriam Miguel, Paulo Ferreira, Nuno Valente e Marco Caneira (não deixa de ser curiosa a coincidência com as escolhas prováveis de Scolari, uma vez mais).
Deste modo, temos já "convocados" Ricardo, Quim, Paulo Santos, Miguel, Paulo Ferreira, Nuno Valente e Marco Caneira.
Para hoje, o desafio será escolher os centrais (em número de quatro). A minha escolha recairia em Ricardo Carvalho, Fernando Meira, Nunes e Zé Castro.
Deste modo, temos já "convocados" Ricardo, Quim, Paulo Santos, Miguel, Paulo Ferreira, Nuno Valente e Marco Caneira.
Para hoje, o desafio será escolher os centrais (em número de quatro). A minha escolha recairia em Ricardo Carvalho, Fernando Meira, Nunes e Zé Castro.
Espaço Prof. Karamba - Europa
O espaço Prof. Karamba ensaia a sua internacionalização.
Deste modo, por ora, serão dois os jogos a palpitar:
Jogo 1: Liverpool/SLBenfica;
Jogo 2: Barcelona/Chelsea;
Desde já, como habitualmente, deixou os meus prognósticos - Jogo 1: 1x1; Jogo 2: 2x3.
Participem!!!
Deste modo, por ora, serão dois os jogos a palpitar:
Jogo 1: Liverpool/SLBenfica;
Jogo 2: Barcelona/Chelsea;
Desde já, como habitualmente, deixou os meus prognósticos - Jogo 1: 1x1; Jogo 2: 2x3.
Participem!!!
Espaço Karamba - Classificação Geral
1º Lugar: Zex - 28 pontos;
2º Lugar: Cavungi - 25 pontos;
3ª Lugar: Qualesma - 17 pontos;
4º Lugar: Karalhounis e Carlos - 15 pontos;
5º Lugar: Vermelho - 14 pontos;
6º Lugar: Francisco Lázaro, Paco Nassa, Camachio, Sapo e Meireles - 12 pontos;
7º Lugar: Broas - 11 pontos;
8º Lugar: Jorge Mínimo, Samsalameh e Holtreman - 10 pontos;
9º Lugar: Bota Abaixo - 9 pontos;
10º Lugar: Vicente Lemos, Borbas e Conático - 8 pontos;
11º Lugar: Prof. Venceslau - 6 pontos;
12º Lugar: Vermelho Nunca e Matulona - 5 pontos;
2º Lugar: Cavungi - 25 pontos;
3ª Lugar: Qualesma - 17 pontos;
4º Lugar: Karalhounis e Carlos - 15 pontos;
5º Lugar: Vermelho - 14 pontos;
6º Lugar: Francisco Lázaro, Paco Nassa, Camachio, Sapo e Meireles - 12 pontos;
7º Lugar: Broas - 11 pontos;
8º Lugar: Jorge Mínimo, Samsalameh e Holtreman - 10 pontos;
9º Lugar: Bota Abaixo - 9 pontos;
10º Lugar: Vicente Lemos, Borbas e Conático - 8 pontos;
11º Lugar: Prof. Venceslau - 6 pontos;
12º Lugar: Vermelho Nunca e Matulona - 5 pontos;
Espaço Prof. Karamba- Classificação Semanal
1º Lugar: Paco Nassa - 12 pontos;
2º Lugar: Zex, Cavungi, Jorge Mínimo, Qualesma e Meireles - 10 pontos;
3º Lugar: Verdete e Broas - 9 pontos;
4ª Lugar: Carlos e Conático - 8 pontos;
5º Lugar: Vermelho, Bota Abaixo, Sapo, Camachio e Karalhounis - 7 pontos;
6º Lugar: Samsalameh, Holtreman, Vermelho Nunca, Francisco Lázaro, Borbas - 5 pontos;
7º Lugar: Prof. Venceslau - 3 pontos;
2º Lugar: Zex, Cavungi, Jorge Mínimo, Qualesma e Meireles - 10 pontos;
3º Lugar: Verdete e Broas - 9 pontos;
4ª Lugar: Carlos e Conático - 8 pontos;
5º Lugar: Vermelho, Bota Abaixo, Sapo, Camachio e Karalhounis - 7 pontos;
6º Lugar: Samsalameh, Holtreman, Vermelho Nunca, Francisco Lázaro, Borbas - 5 pontos;
7º Lugar: Prof. Venceslau - 3 pontos;
Análise à Jornada
Ao contrário do que se poderia supor, os três grandes venceram, sem tibiezas, as partidas deste fim de semana.
Na Reboleira, único jogo que tive oportunidade de ver este fim de semana, fruto de diversas vicissitudes, o Benfica, num jogo fraquinho, venceu, com inteira justiça, o Estrela.
Partida muito jogada a meio-campo, com escassas oportunidades de golo, na qual a luta se sobrepôs, claramente, à qualidade do futebol praticado.
O Benfica apresentou-se, novamente, com um onze distinto do da última jornada.
Desta vez, contudo, por força da ausência de Simão, por castigo, substituído por Geovanni.
Jogo insípido, com o Benfica a mostrar-se incapaz de criar ocasiões de perigo em toda a primeira parte.
O Estrela chegou ao glo num lance de bola parada, com Moretto a ficar, francamente, mal na fotografia.
Um frango, não tão grande como o perú do Baía na Luz, mas um frango.
Construiu mal a barreira, posicionou-se mal na baliza e foi lento a reagir.
Contrariamente ao previsto, o Estrela chegava ao golo na transformação de um livre e não num lance de contra-ataque.
Para a segunda parte, Koeman, inversamente ao expectável, não procedeu a qualquer substituição, antes optando por redistribuir os jogadores em campo.
Assim, Geovanni surgiu a ponta de lança, Robert à direita e Karagounis na meia esquerda.
A equipa melhorou, se bem que não muito, e num lance de bola parada, Robert, com um remate seco, forte e colocado, restabeleceu a igualdade no placard.
Percebendo o erro de casting que constituiu a colocação de Karagounis na meia esquerda do ataque e detectando a incapacidade física de Geovanni, Koeman introduziu Manduca e Miccoli na equipa.
Aí sim, o Benfica subiu de produção e finalmente passou a acercar-se com perigo da área do Estrela.
Miccoli com um pontapé de primeira fez Bruno Vale brilhar e Manduca na recarga atingiu a base do poste da baliza do Estrela.
Estava dado o mote para aquilo que seria o golo do Benfica.
Lançamento longo, Nuno Gomes amorteceu de peito para Miccoli que, de primeira, desferiu forte pontapé, o qual, após embater em Maurício, se anichou nas redes estrelistas.
O Benfica chegava à vitória com "estrelinha".
Destaque para o acerto do quarteto defensivo do Benfica, provando, uma vez mais, a justeza da opção pelo recuo da linha defensiva em 15 metros após Leiria, para Manuel Fernandes, pelas inúmeras bolas que recuperou a meio-campo, para Robert nos lances de bola parada e para o regresso de Miccoli, que, embora ainda longe da forma física ideal, demonstrou, uma vez mais, toda a sua utilidade.
Destaque negativo para Paulo Costa e seus auxiliares, perfeitamente desastrados, perdoando a expulsão a Paulo Machado no dealbar da partida e assinalando mal quatro fora de jogo ao ataque do Benfica.
Com supra aludi, não tive ocasião de assistir à transmissão de qualquer outro dos jogos dos grandes.
Pelo que vi, ouvi e li, parecem-me meritórias as vitórias de Porto e Sporting, merecendo especial referência os dois golos de Koke na sua estreia na Liga.
No mais, como vos disse, desloquei-me a Leiria, na companhia de dois outros companheiros deste blog, para assistir a uma justissíma vitória da Briosa.
Antes da partida se iniciar, tivemos oportunidade de conviver com o inimitável João Pinto, em missão de observação ao serviço do Porto.
Visivelmente mais anafado, foi de uma simpatia a toda a prova.
Quanto ao jogo em si, a Académica dominou, integralmente, a partida, num jogo sem história, tão clara que foi a superioridade da Briosa.
0-2 foi, assim, um resultado curto, pecando, como em outras situações, Vingada por falta de ambição.
Nota negativa para Duarte Gomes e seus auxiliares, que tudo fizeram para complicar a vida à Briosa.
Desde um golo mal invalidado a Zé Castro a um critério disciplinar incompreensível.
Realce negativo, igualmente, para Costinha que deu um grande perú, provando à saciedade que só engata nos jogos contra o Benfica.
Novidade colhida em primeira mão no intervalo do jogo junto do empresário do jogador, foi a certeza de que, infelizmente, Zé Castro irá abandonar a Briosa no final da época e que o seu destino será o estrangeiro.
Numa tarde soalheira de Inverno, vitória sem contestação da Briosa, mantendo-se a tradição.
Ficam a faltar 3 vitórias para assegurar a tão desejada manutenção.
Na Reboleira, único jogo que tive oportunidade de ver este fim de semana, fruto de diversas vicissitudes, o Benfica, num jogo fraquinho, venceu, com inteira justiça, o Estrela.
Partida muito jogada a meio-campo, com escassas oportunidades de golo, na qual a luta se sobrepôs, claramente, à qualidade do futebol praticado.
O Benfica apresentou-se, novamente, com um onze distinto do da última jornada.
Desta vez, contudo, por força da ausência de Simão, por castigo, substituído por Geovanni.
Jogo insípido, com o Benfica a mostrar-se incapaz de criar ocasiões de perigo em toda a primeira parte.
O Estrela chegou ao glo num lance de bola parada, com Moretto a ficar, francamente, mal na fotografia.
Um frango, não tão grande como o perú do Baía na Luz, mas um frango.
Construiu mal a barreira, posicionou-se mal na baliza e foi lento a reagir.
Contrariamente ao previsto, o Estrela chegava ao golo na transformação de um livre e não num lance de contra-ataque.
Para a segunda parte, Koeman, inversamente ao expectável, não procedeu a qualquer substituição, antes optando por redistribuir os jogadores em campo.
Assim, Geovanni surgiu a ponta de lança, Robert à direita e Karagounis na meia esquerda.
A equipa melhorou, se bem que não muito, e num lance de bola parada, Robert, com um remate seco, forte e colocado, restabeleceu a igualdade no placard.
Percebendo o erro de casting que constituiu a colocação de Karagounis na meia esquerda do ataque e detectando a incapacidade física de Geovanni, Koeman introduziu Manduca e Miccoli na equipa.
Aí sim, o Benfica subiu de produção e finalmente passou a acercar-se com perigo da área do Estrela.
Miccoli com um pontapé de primeira fez Bruno Vale brilhar e Manduca na recarga atingiu a base do poste da baliza do Estrela.
Estava dado o mote para aquilo que seria o golo do Benfica.
Lançamento longo, Nuno Gomes amorteceu de peito para Miccoli que, de primeira, desferiu forte pontapé, o qual, após embater em Maurício, se anichou nas redes estrelistas.
O Benfica chegava à vitória com "estrelinha".
Destaque para o acerto do quarteto defensivo do Benfica, provando, uma vez mais, a justeza da opção pelo recuo da linha defensiva em 15 metros após Leiria, para Manuel Fernandes, pelas inúmeras bolas que recuperou a meio-campo, para Robert nos lances de bola parada e para o regresso de Miccoli, que, embora ainda longe da forma física ideal, demonstrou, uma vez mais, toda a sua utilidade.
Destaque negativo para Paulo Costa e seus auxiliares, perfeitamente desastrados, perdoando a expulsão a Paulo Machado no dealbar da partida e assinalando mal quatro fora de jogo ao ataque do Benfica.
Com supra aludi, não tive ocasião de assistir à transmissão de qualquer outro dos jogos dos grandes.
Pelo que vi, ouvi e li, parecem-me meritórias as vitórias de Porto e Sporting, merecendo especial referência os dois golos de Koke na sua estreia na Liga.
No mais, como vos disse, desloquei-me a Leiria, na companhia de dois outros companheiros deste blog, para assistir a uma justissíma vitória da Briosa.
Antes da partida se iniciar, tivemos oportunidade de conviver com o inimitável João Pinto, em missão de observação ao serviço do Porto.
Visivelmente mais anafado, foi de uma simpatia a toda a prova.
Quanto ao jogo em si, a Académica dominou, integralmente, a partida, num jogo sem história, tão clara que foi a superioridade da Briosa.
0-2 foi, assim, um resultado curto, pecando, como em outras situações, Vingada por falta de ambição.
Nota negativa para Duarte Gomes e seus auxiliares, que tudo fizeram para complicar a vida à Briosa.
Desde um golo mal invalidado a Zé Castro a um critério disciplinar incompreensível.
Realce negativo, igualmente, para Costinha que deu um grande perú, provando à saciedade que só engata nos jogos contra o Benfica.
Novidade colhida em primeira mão no intervalo do jogo junto do empresário do jogador, foi a certeza de que, infelizmente, Zé Castro irá abandonar a Briosa no final da época e que o seu destino será o estrangeiro.
Numa tarde soalheira de Inverno, vitória sem contestação da Briosa, mantendo-se a tradição.
Ficam a faltar 3 vitórias para assegurar a tão desejada manutenção.
sexta-feira, março 03, 2006
Palmarés dos 3 Grandes - Sporting CP
Palmarés do Sporting CP:
Campeão da I Liga/I Divisão (18)
2001/02, 1999/00, 1981/82 , 1979/80, 1973/74, 1969/70, 1965/66, 1961/62, 1957/58, 1953/54, 1952/53, 1951/52, 1950/51, 1948/49, 1947/48, 1946/47, 1943/44, 1940/41
Vencedor da Taça de Portugal (12)
1994/95, 1981/82, 1977/78, 1973/74, 1972/73, 1970/71, 1962/63, 1953/54, 1947/48, 1945/46, 1944/45, 1940/41
Vencedor da Supertaça de Portugal (4)
1999/00, 1994/95, 1986/87, 1981/82
Vencedor da Taça das Taças (1)
1963/64
Desde já, peço desculpa aos amigos sportinguistas pela ausência de informação complementar idêntica à publicada em relação ao Benfica e Porto, mas apenas consegui reunir a presente.
Campeão da I Liga/I Divisão (18)
2001/02, 1999/00, 1981/82 , 1979/80, 1973/74, 1969/70, 1965/66, 1961/62, 1957/58, 1953/54, 1952/53, 1951/52, 1950/51, 1948/49, 1947/48, 1946/47, 1943/44, 1940/41
Vencedor da Taça de Portugal (12)
1994/95, 1981/82, 1977/78, 1973/74, 1972/73, 1970/71, 1962/63, 1953/54, 1947/48, 1945/46, 1944/45, 1940/41
Vencedor da Supertaça de Portugal (4)
1999/00, 1994/95, 1986/87, 1981/82
Vencedor da Taça das Taças (1)
1963/64
Desde já, peço desculpa aos amigos sportinguistas pela ausência de informação complementar idêntica à publicada em relação ao Benfica e Porto, mas apenas consegui reunir a presente.
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