domingo, agosto 24, 2008

Rio Ave - 1 Benfica - 1

Constituição das Equipas e Avaliação Quantitativa do Desempenho

Estádio do Rio Ave, em Vila do Conde

Árbitro: Carlos Xistra (2)

Rio Ave: Paiva (4); Miguel Lopes (4), Gaspar (4), Bruno Mendes (4) e Sílvio (4); André Vilas Boas (4), Livramento (3) (André Carvalhas,90+2), Evandro (3) e Delson (4); Semedo (4) (Ronaldo, 72m) e Tarantini (3) (Niquinha, 82m)

Suplentes não utilizados: Mora, Henrique Jorge Humberto e Wires

Benfica: Quim (4); Maxi (3), Luisão (3), Katsouranis (3) e Léo (4); Ruben Amorim (2) (Nuno Gomes, 46m (4)), Carlos Martins (3) (Fellipe Bastos, 28m (2)), Yebda (4) e Urreta (3) (Balboa, 70m (3)); Aimar (3) e Cardozo (2)

Suplentes não utilizados: Moreira, Sidnei, Binya e Makukula

Marcadores: 1-0, Semedo (56m); 1-1, Nuno Gomes (57m)

Ao intervalo: 0-0

Resultado final: 1-1.

Sistemas Tácticos

Rio Ave


Benfica


Modelos de Jogo

Rio Ave

Contenção; Expectativa; Transições Rápidas assentes no Jogo Directo.

Benfica

Posse e Circulação de Bola; Domínio e Controlo da Partida; Assumir Iniciativa de Jogo.

Principais Incidências da Partida (fonte: www.record.pt)

10' - Aimar coloca a bola à mercê de Carlos Martins, que à entrada da área arranca uma "bomba", bem ao seu estilo. Grande defesa de Paiva.

16' - Carlos Martins está com a moral em alta. Ganha espaço no meio e arranca um remate muito forte e cheio de intenção. Ao lado da baliza de Paiva.

23' - Na sequência de um canto a bola sobra para o capitão Luisão, que arranca um remate forte. Por cima da baliza do Rio ave. Muito perigo nesta jogada.

28' - SUBSTITUIÇÃO no BENFICA. Sai Carlos Martins, lesionado, e entra para o seu lugar FELLIPE BASTOS.

29' - Mais uma boa jogada, desta feita pelo Rio Ave. Miguel Lopes avança bem pela direita, coloca certeiro no colega Semedo, que remata para defesa de Quim. Depois é Luisão que aparece para limpar a casa na área encarnada.

32' - Delson bate um livre frontal após falta de Katsouranis. A bola ainda toca em Tarantini, beijando depois as malhas laterais da baliza de Quim.

37' - Canto para o Benfica. Batido em jeito para o coração da área, onde aparece Yebda, que cabeceia muito forte e certeiro. Tão certeiro que a bola vai à barra da baliza de Paiva.

56' - GOLO DO BENFICA, por NUNO GOMES.
Resposta imediata das águias. Urreta cruza com muita qualidade da direita, fazendo a bola sobrevoar a área vilacondense. Paiva ainda desviou, fazendo a bola chegar a Nuno Gomes, que facturou sem mácula.

55' - GOLO DO RIO AVE, por SEMEDO.
Na sequência de mais um canto, Evandro eleva-se bem e cabeceia para defesa incompleta de Quim. A bola fica à mercê de Semedo, que se limita a encostar para o fundo das redes.

46' - SUBSTITUIÇÃO no BENFICA. Sai Ruben Amorim e entra NUNO GOMES.

54' - O Rio Ave aperta e beneficia de dois cantos seguidos. No segundo é BrunoMendes a bater para defesa apertada de Quim.

55' - GOLO DO RIO AVE, por SEMEDO.
Na sequência de mais um canto, Evandro eleva-se bem e cabeceia para defesa incompleta de Quim. A bola fica à mercê de Semedo, que se limita a encostar para o fundo das redes.

56' - GOLO DO BENFICA, por NUNO GOMES.
Urreta cruza com muita qualidade da direita, fazendo a bola sobrevoar a área vilacondense. Paiva ainda desviou, fazendo a bola chegar a Nuno Gomes, que facturou sem mácula.

64' - Léo cruza da esquerda, fazendo a bola chegar a Urreta. Remate forte mas sem a direcção pretendida. Boa oportunidade para os encarnados, que aceleram o ritmo em busca da reviravolta.

70' - SUBSTITUIÇÃO no BENFICA. Sai Urreta e entra BALBOA.

90' - Aimar combina bem com Nuno Gomes, que devolve em estilo ao argentino, que erra o alvo por muito pouco.

90' + 2 - Balboa remata à entrada da área. A bola toca num adversário antes de sair pela linha de fundo.

Destaques:

Melhores em Campo

Rio Ave

Miguel Lopes - Um defesa que foi mais ala do que lateral.
Rápido, senhor de boa técnica, revelou uma condição física invejável, que lhe permitiu fazer todo o corredor com idêntica eficácia.
Defendeu e atacou sempre a alta rotação, com equilíbrio e a bom nível.

Semedo - Pela estreia na 1ª Liga com golo.

Benfica

Léo - Começou titubeante, mas na segunda metade assumiu-se como o principal dínamo da transição ofensiva encarnada.
Beneficiando da estruturação táctica do Rio Ave, que lhe aliviou as exigências defensivas e lhe permitiu granjear um imenso corredor para explorar, cotou-se como o melhor jogador do Benfica.

Yebda - Dealbou como trinco, mas com a saída forçada de Martins assumiu-se como médio de transição.
Quer numa quer noutra função, o mesmo equilíbrio.
Eficaz na recuperação e na circulação da bola, conferiu fluidez ao processo ofensivo.
Aproveitou a sua envergadura física para ganhar a generalidade dos duelos a meio-campo e enviar uma bola à trave.

Nuno Gomes - Para além de ter marcado, a sua entrada permitu libertar Aimar e Cardozo.
Actuando nas costas de Cardozo, demonstrou uma mobilidade assinalável, criando espaços para que Aimar e Cardozo pudessem, finalmente, aparecer no jogo.
Contribuiu de sobremaneira para o despertar da equipa.

Piores em Campo

Rio Ave

Tarantini - Não que não tenha cumprido o que se lhe pedia. Longe disso.
Mas, no quadro de uma equipa globalmente competente, terá sido aquele que se revelou menos influente.

Benfica

Ruben Amorim - Não ignoro que actuou numa posição pouco condizente com as suas características.
Todavia, nos encontros de pré-época em que foi chamado a intervir, actuando como ala direito, exibiu predicados que hoje lhe foram estranhos: inteligência, superior leitura de jogo, qualidade de passe e posicionamento irrepreensível.
Amorfo, passou praticamente ao lado do jogo.

Fellipe Bastos - Sentiu a estreia e não se revelou capaz de emprestar a necessária qualidade à primeira fase de construção.
Se defensivamente nem esteve mal, ofensivamente deixou muito a desejar.

Cardozo - Apático e sem iniciativa, entregou-se à marcação de Gaspar.
Melhorou com a entrada de Nuno Gomes, mas já era tarde.

Arbitragem

Se disciplinarmente se apresentou em plano aceitável, já no capítulo técnico não assinalou uma falta de Vilas Boas sobre Aimar no interior da área vilacondense.

Comentário

Quem permanece pouco mais do que letárgico durante 55 minutos e oferece um golo de bola parada arrisca-se a não ganhar...
Foram estas as premissas do empate do Benfica em Vila do Conde.
Numa partida viva, intensa e emotiva, o Benfica voltou a revelar uma certa tendência para o masoquismo.
Enquanto não se viu confrontado com uma situação de desvantagem, não conseguiu libertar-se da ansiedade decorrente da obrigação de vencer.
Toldado por esta grilheta emocional, o Benfica, na primeira metade, exibiu-se em plano inferior ao alardeado nos últimos encontros da pré-época.
Demasiado lento e previsível, nunca encontrou o equilíbrio necessário para desposicionar a defensiva vilacondense.
Assim, apenas na sequência de remates de longa distância protagonizados por Martins e de lances de bola parada, logrou acercar-se com perigo da baliza à guarda de Paiva.
Acontece que para além destas fragilidades e de um Rio Ave surpreendentemente coeso, o Benfica viu-se cedo confrontado com a lesão de Carlos Martins.
O médio de transição estava "apenas" a ser o melhor da equipa, o primus impulsionador dos movimentos atacantes encarnados, e a sua substituição castigou demasiado a equipa (até porque Fellipe Bastos não revelou idêntica inspiração).
A equipa perdeu a escassa fluência que patenteara e afastou-se da área dos de Vila do Conde.
Até ao intervalo, registo apenas para um cabeceamento à trave de Yebda.
Dez minutos volvidos do descanso, surgiu o golo do Rio Ave, numa inadmissível falha de marcação na área benfiquista na sequência de um canto.
O atrevimento e a agressividade dos comandados de João Eusébio rendia proveitos no marcador e colocava o Benfica perante o seu primeiro grande desafio da época.
Seria capaz de reverter a situação?
Foi-o parcialmente e logo no minuto seguinte, por intermédio de Nuno Gomes.
Nesse momento, o Benfica acordou e partiu para o seu melhor período no jogo.
Aproveitando, por fim, o espaço concedido pelo Rio Ave nos corredores, o Benfica cavalgou a área vilacondense e assumiu o domínio integral das incidências da partida.
Embora tenha ameaçado o golo em diferentes ocasiões, o certo é que não logrou ultrapassar Paiva e materializar o seu ascendente.
O despertar tardio revelou-se fatal!

sábado, agosto 23, 2008

Parabéns Di Maria

Ao sagrar-se campeão olímpico, Di Maria assumiu-se como o terceiro atleta do Benfica a conquistar uma medalha em Pequim, depois das arrebatadas pelos atletas portugueses Nelson Évora (ouro no triplo salto) e Vanessa Fernandes (prata no triatlo).

quinta-feira, agosto 21, 2008

Obrigado, Nélson!



Após ter conquistado o título de Campeão Mundial do Triplo Salto, Nélson Évora sagrou-se hoje Campeão olímpico, oferecendo assim a primeira medalha de Ouro a Portugal nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008.
Nélson Évora tornou-se assim no quarto medalhado a ouro do atletismo português, seguindo as pisadas de Carlos Lopes, Rosa Mota e Fernanda Ribeiro.
Nélson Évora assumiu-se como o primeiro atleta do Sport Lisboa e Benfica a conquistar uma medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos, depois da Prata de Vanessa Fernandes e do Bronze de António Leitão.
Independentemente do que venha a suceder no futuro, Nélson Évora garantiu, em Pequim, a entrada para o panteão dos imortais heróis do desporto nacional.
Parabéns Nélson!

segunda-feira, agosto 18, 2008

Parabéns Vanessa



Após o 8º lugar conquistado em Atenas, Vanessa Fernandes sagrou-se hoje vice-campeã olímpica, oferecendo assim a primeira medalha a Portugal nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008.
Parabéns Vanessa!

quinta-feira, julho 24, 2008

Férias



Regresso em Setembro, sendo certo, todavia, que não excluo, de todo, a possibilidade de durante o mês de Agosto postar de forma esporádica algum artigo.
Claro está que, durante as férias do blog, podem sempre expressar a vossa opinião no presente post.
Votos de Boas Férias para todos!

quarta-feira, julho 23, 2008

Análises aos Plantéis dos 3 Grandes - SL Benfica

Prosseguindo o ciclo de artigos dedicados à análise dos plantéis dos 3 grandes, o de, hoje, incidirá sobre o SL Benfica.
Do plantel da temporada transacta saíram:
Rui Costa (abandonou), Butt (Bayern Munich), Cristian Rodríguez (FC Porto), Fábio Coentrão (Zaragoza) (emp), Romeu Ribeiro (Desp. Aves) (emp), Freddy Adu (Monaco) (emp).
Foram contratados:
Ruben Amorim (Belenenses), Hassan Yebda (Le Mans), Jorge Ribeiro (Boavista), Carlos Martins (Recreativo de Huelva), Javier Balboa (Real Madrid), Urretaviscaya (River Plate de Montevideo), Pablo Aimar (Zaragoza)
Isto é, abandonaram o clube 6 jogadores e entraram 7.
Um acréscimo quantitativo que ainda se desconhece se encontra correspondência em termos qualitativos.
Na verdade, sobram dúvidas e interrogações no que concerne aos jogadores que irão integrar o grupo final de 25 às ordens de Quique Flores.

Numa perspectiva sectorial, iniciemos pela baliza, posição na qual saiu Butt e se mantiveram Quim e Moreira.
Pode vir a ser contratado um outro guarda-redes ou, simplesmente, ser promovido o regresso de Bruno Costa.
Como escrevi, em 18 de Dezembro de 2007, "Quim é, hoje por hoje, o melhor guarda-redes a actuar em Portugal."
Moreira está sem competir, assiduamente, desde 2004-2005, tendo sofrido duas graves lesões neste período de tempo.
Na Amoreira, deu nota de total recuperação, o que a confirmar-se representará a ausência de motivos de preocupação quanto ao preenchimento do lugar de guarda-redes.

Na defesa, para já, "tudo como dantes".
O quadro de jogadores permaneceu intocado.
Abundam indefinições, que se espraiam das permanências às dispensas, passando pelas transacções.
Certos parecem estar os laterais Nelson, Maxi Pereira e Léo.
Manifesto as minhas mais profundas reservas em relação a qualquer um deles.
Nelson e Maxi terão a sua derradeira oportunidade.
Ou se afirmam ou desaparecem definitivamente.
Ao que tudo indica, Maxi Pereira terá, por fim, ocasião de alinhar na sua posição de origem e na qual se afirmou como titular da selecção uruguaia.
Ao contrário da época passada, gozou férias e pôde realizar a pré-época junto da equipa. A sua margem de erro cessou!
Na zona central, apenas David Luiz parece seguro (a sua plena recuperação será uma das mais importantes mais-valias da próxima temporada).
Deste modo, no limbo persistem Luís Filipe, Zoro e Spesi (cuja continuidade se afigura pouco provável).
Luisão e Edcarlos podem ser transferidos se e quando surjam propostas e relativamente a Miguel Vítor mostra-se equacionável novo empréstimo.
Ideia firme parece ser a da contratação de um central, independentemente dos negócios a realizar.

No meio-campo, sector profundamente deficitário na temporada passada, operou-se uma "pequena revolução".
Petit, Katsouranis e Fellipe Bastos viram arribar Ruben Amorim, Hassan Yebda, Jorge Ribeiro, Carlos Martins e Pablo Aimar.
Binya e Assis devem ser dispensados.
Um inegável insuflar de qualidade!
A título de exemplo, aqui transcrevo a opinião de um dos mais reputados comentadores deste espaço sobre Carlos Martins: "E, debelados que sejam os problemas físicos do Carlos Martins, ele será indiscutivelmente um grande jogador.
Tecnicamente perfeito, exímio executante de lances de bola parada, senhor de grande pontapé, parece-me que poderá vir a tornar-se o patrão do sporting e, quiçá, da selecção."

Nas alas, com as saídas de Cristian Rodríguez e Freddy Adu e a devolução de Maxi Pereira à sua posição natural, sobejam, apenas, Di Maria e Balboa.
Com Di Maria ao serviço da sua selecção até finais de Agosto, urge adquirir, pelo menos, mais um jogador para as posições 7 e 11.

Na frente, Cardozo e Nuno Gomes são certezas, mas Makukula, Mantorras e Urreta podem abandonar o clube, seja por venda ou por empréstimo.
A entrada de um avançado móvel afigura-se muito provável.

Plantel Actual:

Guarda-Redes

Quim
Moreira
Bruno Costa

Defesa Direito

Nelson
Maxi Pereira
Luís Filipe

Defesa Esquerdo

Léo
Sepsi

Defesa Central

Luisão
David Luiz
Edcarlos
Zoro
Miguel Vítor

Médio Centro Defensivo

Petit
Binya
Yebda
Fellipe Bastos

Médio Centro Transição

Carlos Martins
Ruben Amorim
Katsouranis
Jorge Ribeiro
Aimar
Nuno Assis

Médio Ala

Balboa
Di Maria

Avançados

Cardozo
Nuno Gomes
Makukula
Mantorras
Urreta

Jogadores 30
Média Idade 25,22
Média Altura 180 cm
Média Peso 74 Kg

terça-feira, julho 22, 2008

Análises aos Plantéis dos 3 Grandes - Sporting

Prosseguindo o ciclo de artigos dedicados à análise dos plantéis dos 3 grandes, o de, hoje, incidirá sobre o Sporting.

Do plantel da temporada transacta saíram:
Stojkovic, Paulo Renato (Olhanense) (emp), Gladstone (Cruzeiro), Celsinho (Estrela da Amadora) (emp), Farnerud e Purovic.
Foram contratados:
Ricardo Baptista (Fulham), Daniel Carriço (AEL), Marco Caneira (Valência), Rochemback (Middlesbrough) e Hélder Postiga (FC Porto)
Isto é, abandonaram o clube 6 jogadores e entraram 5.
Um decréscimo quantitativo que não encontra correspondência em termos qualitativos.
Neste particular, acaso Miguel Veloso e João Moutinho permaneçam, serei tentado a asseverar a equivalência de valia entre o actual e o plantel da temporada transacta.
Todavia, a verificarem-se as saídas de Miguel Veloso e/ou João Moutinho, a avaliação dependerá sempre e muito dos seus substitutos.

Numa perspectiva sectorial, comecemos pela baliza, lugar para o qual foi adquirido Ricardo Baptista e dispensado Stojkovic.
Posição consensualmente reconhecida como a mais débil do grupo, não viu serem colmatadas as identificadas fragilidades.
Antes pelo contrário!
Esperava-se que na lógica de complementaridade que deve presidir à construção equilibrada de um plantel, tivesse sido contratado um guarda-redes de créditos firmados, por forma a aportar serenidade e tranquilidade a um sector tão delas carecido.
Ao invés, foi adquirido um jovem guarda-redes que nos últimos anos, com excepção de algumas aparições ao nível da selecção nacional de sub-21, pouco ou nada competiu.
Em 2007-2008, "vegetou" nas reservas do Fulham.
Acrescentar dúvida ao cepticismo não me parece, no mínimo, avisado.

Na defesa, quase que poderíamos dizer que "a Oeste nada de novo".
Quase, pois que Caneira foi resgatado ao Valência.
Pela sua polivalência, sobriedade, competitividade e capacidade de liderança, sem dúvida, que se tratou de uma boa aquisição.
Contudo, se no centro da defesa Polga, Tonel e Caneira fazem descansar Paulo Bento (pelo menos, no que tange às competições nacionais), o mesmo não sucede nas laterais.
Mais do que equacionar a capacidade de Abel e Grimi, avulta a ausência de alternativas consistentes ao português e ao argentino.
Pedro Silva e Ronny não são, definitivamente, jogadores com faculdades suficientes para representar o Sporting.
Claro está que Caneira pode alinhar em qualquer um dos flancos, mas não possui o dom da ubiquidade.
É a tal questão da manta curta.

No meio-campo, se Miguel Veloso e João Moutinho permanecerem no clube, a entrada de Rochemback significará o fortalecimento de um sector já de si pujante.
Ainda assim, na eventualidade de Veloso e Rochemback virem a coexistir, necessário será equacionar a sua compatibilidade.
No 4x4x2 losango tão do agrado de Paulo Bento, não me parecem conciliáveis.
Ambos ocupam o mesmo espaço, posição 6, e não se revelam aptos a desempenhar qualquer outro papel naquele esquema táctico.
Excluindo o 4x3x3 por não harmonizável com as caracteríticas dos avançados leoninos, resta o 4x4x2 clássico que Paulo Bento experimentou frente ao Sunderland.
Contudo, se Moutinho também ficar, a coabitação entre os três torna-se intrincada de discernir.
Posicionar Moutinho numa das alas seria uma solução dificilmente rentável.
Deste modo, em vista da resolução do descrito enigma e da saúde financeira da SAD leonina, a saída de Miguel Veloso assumir-se-ia com a panaceia pacificadora de quaisquer incovenientes futuros.
Mais do que a transferência de Veloso (já colmatada com a aquisição de Rochemback), a saída de Moutinho poderá importar um significativo desfalque na estabilidade da intermediária leonina.
A criatividade, versatilidade e espírito competitivo do pequeno algarvio dificilmente conhecerão substituição equivalente.
Por fim, afirmar o absentismo de alas no plantel, o que aprisionará a equipa a um de dois esquemas tácticos - 4x4x2 losango ou 3x5x2.

No ataque, chegou Postiga e saiu Purovic.
Paulo Bento prescindiu de um homem de área em favor de mais um avançado móvel.
Aliás, essa será a matriz comum ao conjunto dos avançados que integram o grupo.
Depois de mais uma experiência frustrante no estrangeiro, Postiga procura no Sporting resgatar os gloriosos momentos vividos com Mourinho.
Trocar Purovic por Postiga será sempre uma opção acertada, restando, apenas, por saber até que ponto.
Mesmo privado de Liedson, previsivelmente, até Novembro, a profundidade quantitativa é indesmentível.
Uma nota final, para Vukcevic ou melhor para a sua colocação no meio-campo.
O ano passado no início da época, Paulo Bento fê-lo alinhar como interior e a estrela do montenegrino pouco ou nada luziu.
Ao invés, quando Paulo Bento o colocou no eixo do ataque, Vukcevic refulgiu, pautando as suas exibições por uma qualidade até então ignota.
Incompreensivelmente, já na fase derradeira da temporada, Paulo Bento impôs o seu regresso ao meio-campo e o montenegrino desapareceu.
As indicações da pré-época parecem confluir na demonstração da teimosia de Paulo Bento em colocar Vukcevic no sector intermediário.
Sinceramente, não consigo alcançar as razões de semelhante opção.

Plantel Actual:

Guarda-Redes

Rui Patrício
Tiago
Ricardo Baptista

Defesa Direito

Abel
Pedro Silva

Defesa Esquerdo

Leandro Grimi
Ronny

Defesa Central

Polga
Tonel
Caneira
Daniel Carriço

Médio Centro Defensivo

Adrien Silva
Miguel Veloso
Rochemback

Médio Transição

Marat Izmailov
Simon Vukcevic
Bruno Pereirinha
João Moutinho
Romagnoli

Avançados

Derlei
Yannick Djaló
Rodrigo Tiuí
Hélder Postiga
Liedson

Jogadores 24
Média Idade 24,71
Média Altura 178 cm
Média Peso 73 Kg

segunda-feira, julho 21, 2008

Análises aos Plantéis dos 3 Grandes - FC Porto

Inicio, hoje, um ciclo de artigos dedicados à análise dos plantéis dos 3 grandes, o primeiro dos quais versará sobre o FC Porto.

O FC Porto, campeão em título, procura assegurar,esta época, o tetra campeonato.
Do plantel da temporada transacta saíram:
Bosingwa (Chelsea), Hélder Postiga (Sporting), Marek Cech (West Bromwich Albion), Castro (Olhanense) (emp), Paulo Assunção (Atlético Madrid), Rui Pedro (Portimonense) (emp), João Paulo (Rapid Bucarest) (emp), Adriano (Belenenses) (emp), Leandro Lima (V. Setúbal) (emp), Kazmierczak (Derby County).
Foram contratados:
Tomás Costa (Rosario Central), Rolando (Belenenses), Nelson Benítez (Lanús), Candeias (Varzim), Cristian Rodríguez (Benfica), Tengarrinha (FC Porto), Alan (V. Guimarães), Fernando (Est. Amadora), Guarín (Saint-Étienne), Cristian Săpunaru (Rapid Bucarest).
Ou seja, abandonaram o clube 10 jogadores e entraram outros tantos.
Paridade absoluta!
Mas, será que qualitativamente o juízo assume idêntica valência?
Acaso Quaresma e Lucho permaneçam, serei tentado a asseverar o superior poderio do lote de jogadores que integram a equipa principal do FC Porto esta época.
Todavia, a verificarem-se as saídas de Quaresma e/ou Lucho, a avaliação dependerá sempre e muito dos seus substitutos.

Numa perspectiva sectorial, dealbemos pela baliza, lugar para o qual o quadro de jogadores permaneceu intocado.
Para consumo interno, Helton e Nuno mostram-se perfeitamente aptos a responder às exigências.
Já ao nível europeu, manifesto as minhas mais profundas reservas, documentadas nas últimas prestações internacionais de Helton.

Na defesa, a mudança primordial residiu na saída de Bosingwa e na entrada de Cristian Săpunaru.
Desconheço o valor do romeno, sendo certo, contudo, que a circunstância de Tony, ex-Estrela da Amadora, o ter superado na eleição para o melhor lateral direito do campeonato do seu país não se assume como o melhor cartão de visita.
Seja como for, a tarefa do romeno não se afigura nada simples ou não se tenha Bosingwa afirmado como uma das pedras angulares do Porto na época passada.
Sucede, porém, que, em face da presença de Fucile no plantel, Jesualdo poderá optar por reconduzir o uruguaio à sua posição de origem e entregar a lateral esquerda a Nelson Benítez.
Ainda a procurar adaptar-se ao ritmo e às exigências do futebol europeu, o argentino pouco ou nada revelou nas suas aparições de pré-temporada.
Sobra Lino, que à conta das suas performances neste defeso, pode refulgir como titular.
No centro, Bruno Alves e Pedro Emanuel devem conservar a titularidade, até porque Rolando e Stepanov não serão mais do que razoáveis alternativas.

No meio-campo, a inesperada rescisão de Paulo Assunção constituiu um importante rombo na estabilidade e consistência do sector.
Serão Fernando, Guarín, Tomás Costa ou Mario Bolatti capazes de emprestar análoga qualidade à intermediária azul e branca?
Para já, tem sido o colombiano a exibir maior competência para o desempenho da função, mas, ainda assim, sem alardear o brilhantismo do brasileiro novel reforço do Atlético de Madrid.
Caso Lucho abandone o clube, o problema poderá atingir proporções desmedidas, as quais, apenas, um reforço de semelhante qualidade, leia-se jogador de topo, de classe mundial, poderá solucionar.

Nas alas, a chave da equação repousa em Quaresma.
Se continuar, partilhará com Rodriguez o espaço junto às linhas e a qualidade será indesmentível. Se sair, ou entra alguém ou os problemas físicos de Tarik, a volubilidade exibicional de Mariano e a debilidade competitiva de Alan acrescentarão um problema ao já existente no preenchimento da posição 6.

Na frente, Lisandro López e Ernesto Farías garantem golos, mas carecem de uma alternativa sólida para as suas ausências.

Plantel Actual:

Guarda-Redes

Helton
Ventura
Nuno

Defesa Direito

Cristian Săpunaru
Jorge Fucile

Defesa Esquerdo

Nelson Benítez
Lino

Defesa Central

Rolando
Tengarrinha
Bruno Alves
Pedro Emanuel
Milan Stepanov

Médio Centro Defensivo

Fernando
Guarín
Mario Bolatti

Médio Centro Transição

Lucho González
Raúl Meireles
Tomás Costa

Médio Ala

Candeias
Alan
Ricardo Quaresma
Cristian Rodríguez
Tarik Sektioui
Mariano Gonzalez

Avançado

Lisandro López
Ernesto Farías
Rabiola

Jogadores 27
Média Idade 24,96
Média Altura 182 cm
Média Peso 76 Kg

domingo, julho 20, 2008

Artigo de Opinião de Luís Sobral

Valentim: digam tudo, menos que não possui condições para se manter

Ponto prévio: até que as sentenças do «apito dourado» transitem em julgado (e ainda falta tanto...), todos os que hoje foram declarados culpados têm direito à presunção de inocência.

Dito isto, é evidente que a sentença do tribunal de Gondomar resulta numa dura punição para Valentim Loureiro, cidadão que é presidente de uma câmara municipal, teve cargo de relevo na empresa responsável pelo Metro do Porto e desempenha diversos cargos no futebol português há décadas, sempre ao mais alto nível.
Além de Valentim Loureiro, foram condenados a penas de prisão, suspensas, os dirigentes Pinto de Sousa, Francisco Tavares Costa, José Luís Oliveira, e alguns árbitros.
Depois de cinco anos de investigação e julgamento, o tribunal concluiu, em primeira instância, que existia um esquema para beneficiar o Gondomar. E puniu quem entendeu que devia punir. Para muita gente, as penas serão pequenas. Para envolvidos e adeptos do clube será sempre uma injustiça.
Para mim, o mais relevante de tudo isto é que um presidente de câmara, também presidente da Assembleia Geral da Liga, acaba de ser condenado a três anos e dois meses de prisão com pena suspensa, pelo crime de prevaricação e 25 crimes de abuso de poder, como cúmplice.

É um dia triste para o futebol.

Mais triste ainda porque as chamadas «pessoas do futebol» continuam a não saber o significado da palavra respeito. Passadas diversas horas sobre a leitura da sentença em Gondomar, é notável que os clubes profissionais de futebol ainda não tenham sentido necessidade de convocar uma assembleia geral para, pelo menos, discutir o assunto.
Do meu ponto de vista, e escrevo-o há anos, Valentim Loureiro é um dos grandes problemas do futebol português. Infelizmente, os dirigentes dos clubes profissionais acham que não. E estão profundamente enganados, claro.
Até pode ser que Valentim Loureiro um dia destes acabe por conseguir provar que não é assim tão culpado. Mas há muito que deixou de ter condições para se manter no futebol. Se é que algum dia as possuiu, coisa sobre a qual sempre tive muitas dúvidas.

PS: Muito se tem falado no Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol. É o único órgão na justiça desportiva com poderes para actuar sobre Valentim Loureiro, presidente da Assembleia Geral da Liga. Na prática, isto significa que um vereador eleito pelo PSD em Gondomar teria de agir sobre o presidente da câmara, num caso em que, diz o tribunal, Valentim utilizou o seu poder para ajudar o clube da terra a subir de divisão. Tudo isto a uns meses das eleições autárquicas. Apetece emigrar, não é?

quinta-feira, julho 17, 2008

Quando se pensava que pior que a arbitragem portuguesa era impossível...

surge Sergej Shmlik, árbitro bielorusso, completamente embriagado a dirigir uma partida do principal campeonato daquela ex-república soviética.
E pensar que Sergej Shmlik foi "só" considerado o melhor árbitro da Bielorússia...

quarta-feira, julho 16, 2008

Pablo Aimar

Pablo Aimar já é jogador do Benfica.
O médio argentino assinou por quatro temporadas pelos encarnados.
O Benfica paga 6,5 milhões de euros pelo internacional argentino.
Aos 28 anos (completa 29 a 3 de Novembro), Pablo Aimar encontra no Benfica a oportunidade de relançar uma carreira já bem recheada de sucessos mas que, nos últimos anos, tem ficado aquém das expectativas.
Estreando-se na primeira categoria do River Plate em 1996, ainda antes de completar 17 anos, Aimar estreou-se a marcar com a camisola dos «gallinas» em Fevereiro de 1998.
Mas nessa altura já tinha no currículo um título mundial e um sul-americano de sub-20.
Jogando como médio ofensivo (o clássico «mediapunta» de que tanto gostam os argentinos) ou segundo avançado, deu nas vistas pela técnica refinada e pela elegância, por contraste com uma planta física pouco imponente.
A transferência para o Valência, em 2000/01 consumou a esperada passagem para o futebol europeu.
Com uma adaptação complicada, nas primeiras épocas não jogou com a assiduidade que seguramente esperava, mas ainda foi a tempo de tornar-se uma das referências da equipa, ao cabo de seis temporadas, coroadas com a conquista de duas Ligas, em 2002 e 2004 e uma Taça UEFA e Supertaça Europeia, em 2004.
Em 2006, já depois de ter participado no seu segundo Campeonato do Mundo, assinou pelo Saragoça, a troco de 12 milhões de euros para os cofres da equipa ché, numa altura em que já acusava problemas físicos por conta de uma lesão no joelho, que antecedeu uma pubalgia demorada.
Nesse mesmo ano foi consagrado pela agência EFE como o melhor jogador iberoamericano da Liga.
Mas os problemas físicos falaram mais alto a partir daí e a segunda temporada no Saragoça revelou-se um pesadelo, tanto no plano pessoal como no desportivo.
A despromoção à segunda divisão marcou o fim da etapa espanhola da sua carreira. Para «el Payaso», tudo recomeça em Portugal.

Clubes:
River Plate (1996-2000); Valência (2000-06) e Saragoça (2006-08)

Currículo:
Selecção (51 jogos): campeão mundial de sub-20; duas vezes campeão sul-americano de sub-20; duas presenças em fases finais de Mundiais (2002 e 2006)
Com o River Plate: 2 títulos Apertura e 1 Clausura; 1 Supertaça sul-americana
Com o Valência: 2 Ligas de Espanha; 1 Taça UEFA; 1 Supertaça Europeia

Fonte: Maisfutebol.iol.pt

Para mim, que sempre admirei a sua qualidade técnica e a sua visão de jogo, é com desmedida satisfação que o vejo envergar a camisola do Benfica.
Não ignoro os problemas físicos que o têm apoquentado, nem que a sua prestação competitiva tem vindo a decrescer nas últimas temporadas, mas espero e desejo que possa regressar ao esplendor e à fulgência de outros tempos ao serviço do Benfica.



terça-feira, julho 15, 2008

Ora bola(s) não Marina, mas sim Hermínio Loureiro!



Esta é a nova bola desenhada, em exclusivo, pela Adidas para as competições profissionais de futebol em Portugal.
Desconheço as motivações que presidiram à selecção desta bola ou melhor do seu design.
Não duvido que no Burkina Faso, em Cabo Verde ou na Tanzânia seria um estrondoso sucesso.
Em Portugal, já não me atrevo a empreender idêntico juízo de valor.
Bem sei que o Covilhã subiu à Liga Vitalis e que beneficiará e muito das sua cores garridas quando a neve cobrir o relvado do Estádio Municipal José Santos Pinto.
Bem sei que a generalidade dos adeptos em Portugal vê e sente o futebol português como algo muito próximo do futebol africano.
Todavia, me parece que não havia necessidade de tão intensa opção cromática.

segunda-feira, julho 14, 2008

Artigo de Opinião de José Manuel Delgado

Como Valentim perdeu o norte

O major Valentim Loureiro revelou a causa dos males que apoquentam o futebol português: «Isto é uma guerra Norte-Sul.»

Desta feita, o antigo líder axadrezado acertou na mouche.
Senão vejamos: ou fica o Boavista na Liga Sagres, ou fica o Paços de Ferreira. Na visão do major, e sabendo-se que todas as forças em presença pertencem ao Hemisfério Norte, tratar-se-á de um confronto entre as forças nortistas (o Paços de Ferreira, situado a 41º 19' de latitude) e as hostes sulistas (neste caso o Boavista, que mora a 41º 08'). Mas, levando por diante a tese de Valentim e transportando-a para a entrada directa na Liga dos Campeões, outra das situações em querela, verifica-se que os homens do Norte (o V. Guimarães, situado a 41º 26') estão frente a frente com as forças do Sul (o FC Porto, situado a apenas 41º08').

Ainda no campo das competições internacionais, como será possível aplicar a «Fórmula Loureiro» ao caso português? Invocando as respectivas latitudes: os nortistas do Tribunal Arbitral do Desporto (Lausana fica a 46º32') vão apreciar um recurso sobre uma decisão tomada pelos sulistas da UEFA (Nyon situa-se a 46º 24').

Fazendo fé no major, nortista mesmo, só o Pai Natal, que como toda a gente sabe, tem residência profissional, no Pólo Norte, a 90º de latitude. Conclusão? Para levar a sério Valentim Loureiro é condição sine qua non acreditar no Pai Natal...

PS: É em momentos como este, em que o polvo é obrigado a expor-se, que se tem uma percepção absolutamente cristalina da necessidade de tornar irreversível a mudança em marcha no futebol português.

domingo, julho 13, 2008

Crónica Semanal de Ricardo Araújo Pereira publicada em "A BOLA"

A cabana do pai Cristiano

Uma característica engraçada das palavras é o facto de possuírem um significado mais ou menos exacto. Por exemplo, ninguém dirá: "O Cristiano Ronaldo é um alguidar", porque não há nada que permita identificar o Cristiano Ronaldo com um alguidar.
No entanto, é possível dizer: "O Cristiano Ronaldo é um escravo", porque aparentemente, e a fazer fé no presidente da FIFA, existem motivos para considerar que a situação que Ronaldo vive no Manchester é semelhante a escravatura. Vejamos: há menos de um ano e meio, Cristiano Ronaldo assinou, de livre vontade, um contrato com o Manchester United.
O clube ficou obrigado a pagar-lhe, nos cinco anos seguintes, cerca de 600 mil euros por mês. De facto, esta história é tão parecida com a do livro "A Cabana do Pai Tomás" que eu até fico com pele de galinha.

A verdade é que os sinais da vida de escravatura de Cristiano Ronaldo estavam à vista de todos. Sepp Blatter limitou-se a verbalizar o que todos devíamos ter percebido. Repare o leitor: o jogador passou parte das suas curtas férias (a generalidade dos escravos tinha férias bastante mais extensas) num iate.
Enquanto a mãe e a namorada apanhavam banhos de sol no convés, o miúdo estava, evidentemente, no porão, a remar. Cristiano deu uma volta pelo Mediterrâneo? Deu. Mas saiu-lhe do pêlo.
É assim que o rapaz ganha aquele cabedal. Fica tão robusto que, quando tira a camisola, mal se notam as marcas das chicotadas que lhe dão em Old Trafford.

Miguel Sousa Tavares escreveu esta semana que está farto de rir com o sucedido no Conselho de Justiça da Federação.
Disse ele que aquilo que mais o diverte é o facto de aqueles que desprezavam o CJ lhe darem agora toda a credibilidade. Vejam como o sentido de humor das pessoas varia.
Para mim, o mais engraçado é o facto de aqueles que davam toda a credibilidade ao CJ agora o desprezarem. São feitios.
Eu vi com muito prazer a entrevista de Pinto da Costa à SIC (para mim, é sempre tranquilizador ver Pinto da Costa na televisão, na medida em que fico com a certeza de que, pelo menos naqueles minutos, ele não está em casa a receber árbitros) e ainda me lembro dos elogios ao CJ, que tinha rectificado de forma irrepreensível a acção do dr. João Leal, e que certamente iria considerar as opiniões de dez ou vinte juristas cujo currículo indicava que tinham estudado direito mesmo muito afincadamente.
Como o CJ decidiu de outra maneira, passou de grupo de sábios a coio de bandidos. Não me digam que não tem graça.

No entanto, não me custa reconhecer que é possível que eu ache piada à situação por simples ignorância.
Talvez seja justo confessar que eu não percebo nada de direito. É, aliás, um dos muitos assuntos dos quais eu não percebo nada. E por isso é óbvio que me faltam conhecimentos para compreender as decisões do departamento jurídico da SAD do Porto. Por um lado, não recorrem de decisões que os prejudicam e desonram; por outro, dizem que as escutas não provam nada, e por isso não os prejudicam nem desonram, mas ainda assim desejam a todo o custo anulá-las. Escuso de dizer que também acho graça a isto.

Outro grande cultor da língua portuguesa é Almiro Ferreira.
Se o leitor não conhece o nome deste émulo de Camilo, terei todo o gosto em corrigir essa injustiça.
Almiro Ferreira é o autor da notícia mais interessante do Jornal de Notícias da passada sexta-feira, merecidamente chamada para a primeira página com o título "Benfica e Guimarães em conluio na UEFA contra o FC Porto".
Cá estamos de novo confrontados com o significado das palavras, em mais um encontro feliz do futebol com a semântica.
Não precisamos da ajuda do velho Morais para saber que um conluio é uma maquinação, uma trama, uma conjura, uma conspiração. Um acordo para praticar um mau feito. Uma combinação para fraudar um terceiro.
Em que consiste este conluio? Almiro Ferreira informa: "Advogados diferentes, separados por milhares de quilómetros (…) conseguiram esse feito de telepatia que foi transmitir ao TAS, em documentos diferentes, textos, redigidos em inglês, iguaizinhos do princípio ao fim."
O texto em causa é a tradução das deliberações do CJ. Ao que Almiro Ferreira apurou, Benfica e Guimarães conluiaram-se contra o Porto. Como? Apresentando uma tradução errónea das deliberações do CJ? Incluindo na tradução duas ou três deliberações dos julgamentos de Nuremberga, atribuindo a responsabilidade dos factos a Pinto da Costa? Acrescentando à tradução supostas considerações de Pinto da Costa sobre as progenitoras dos juízes do TAS? Não, muito pior do que isso: apresentaram a mesma tradução.
Facto que, evidentemente, prejudica o Porto. Como, não sei. Mas prejudica. Provavelmente porque, de acordo com o rigoroso relato jornalístico de Almiro Ferreira, isento de opiniões ou ironias, e estritamente factual, o fizeram por telepatia.

É, portanto, mais um verbete para o cada vez mais volumoso e interessante Dicionário do Futebol Português: receber árbitros em casa nas vésperas dos jogos é convívio; apresentar nas instâncias próprias a mesma tradução do mesmo documento é conluio.

sexta-feira, julho 11, 2008

Liga dos Últimos - Prémio Capitão Moura

Imperdível este verdadeiro fresco da realidade sociológica do Portugal profundo.

quinta-feira, julho 10, 2008

O Novo Seleccionador Nacional visto por João Severino

Carlos Queiroz foi a pessoa que no mundo do futebol melhor soube criar um lobby a seu favor. Com o decorrer dos anos conseguiu alienar um leque de jornalistas que o promovem constante, deliberada e intencionalmente.
Sempre que se fala em seleccionador para o conjunto nacional aí temos Carlos Queiroz em bicos de pés, a "dar" entrevistas, a manifestar-se "importante" e o tal lobby a funcionar em pleno tentando influenciar os decisores da Federação Portuguesa de Futebol.
O ambiente é criado, seguem-se os artigos vários e os comentários na TV, tudo a influenciar as mentes de que está ali um salvador do nosso futebol, um supra-sumo do treinamento e um soberbo analista das tácticas e estratégicas futebolísticas. Um bluff, é o que é. E a verdade deve ser dita.
Com Carlos Queiroz a selecção de Portugal nunca mais ganhará qualquer competição, aliás, à semelhança do que tem vindo a acontecer ao longo da carreira do dito cujo. Ainda há por aí alguns que atiram a areia para os olhos dos mais distraídos indicando as conquistas dos campeonatos mundiais das camadas jovens. Há que respeitar a verdade e assinalar que essas vitórias se ficaram a dever a um homem que entende de futebol para dar e vender - Nelo Vingada.
Ele é que assistiu Carlos Queiroz transmitindo-lhe um conhecimento que jamais o adjunto do Manchester United alguma vez consiguiria apreender. E se não, vejamos a carreira de Carlos Queiroz, ao longo da qual não ganhou absolutamente título algum.Quando a Federação Portuguesa o promoveu a seleccionador principal foi uma desgraça. Nada correu bem e Portugal não se conseguiu apurar para a Copa do Mundo de 1994, que teve lugar nos EUA. Queiroz abandonou a selecção e a Federação tendo nesse ano tentado uma experiência diferente como treinador.
Pela primeira vez, treinou um clube, no caso o Sporting, mas a falta de títulos acabou por levar à sua dispensa em 1996.
Com Queiroz ao comando o Sporting apenas venceu a Taça de Portugal correspondente à temporada 1994/1995, tendo batido na final, no Estádio do Jamor, uma equipa de segundo plano como o Marítimo.
Treinou então a equipa norte-americana do MetroStars e a japonesa do Nagoya Grampus Eight, até que em Julho de 1998 regressou ao comando de uma selecção, no caso a dos Emiratos Árabes Unidos, onde esteve cerca de um ano não tendo conseguido qualquer título mesmo nesses campeonatos de meia-tijela. No caso do MetroStars e do Nagoya os resultados foram vergonhosos.
Em Agosto de 2000, foi orientar a selecção da África do Sul, de onde haveria de ser corrido logo após o apuramento dos africanos para a Copa do Mundo. Em 2002, assumiu o cargo de treinador-adjunto de Alex Ferguson no Manchester United. Em Junho de 2003 foi contratado pelo Real Madrid para treinador principal da equipa espanhola, substituindo Vicente Del Bosque.
Numa época bastante agitada, acaba por não conseguir impor a sua filosofia de trabalho e foi corrido. Não tendo para onde ir pediu a Alex Ferguson que o recebesse de volta ao Manchester United onde se tem mantido como aguadeiro do mestre Ferguson.
Com o realismo exposto e sem facciosismos embriagados, pergunta-se: "O que é que este Carlos Queiroz já conquistou para ser escolhido para seleccionador nacional?".
Quem quiser continuar a festejar derrotas que o aceite e aplauda..."

terça-feira, julho 08, 2008

Livro de Reclamações

1 - Em 19 de Fevereiro de 2008 escrevi:"As ondas de choque espoletadas pela publicação no jornal "A Bola" do voto de vencido do ex-Presidente do Conselho de Justiça da FPF, Herculano Lima, no recurso interposto por Valentim Loureiro do castigo que a Comissão Disciplinar da Liga lhe havia imposto por ter atentado contra a honra e consideração dos juízes Pedro Mourão e Francisco Cebola, findaram na mera constatação do óbvio - ausência de credibilidade do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol!
Todavia, a riqueza da retórica argumentativa daquele voto de vencido exigia que se alcançasse o seu desiderato último - condenar o tráfico de influências!
A comunicação social não o fez ou não o quis fazer!
Inclino-me para a segunda das hipóteses tanto mais que com a demissão de Herculano Lima o seu lugar foi ocupado por António Gonçalves Pereira e nenhum órgão de comunicação social se predispôs a denunciar o curricullum deste personagem.
E quem é António Gonçalves Pereira, perguntam vocês?
É vereador da Câmara Municipal de Gondomar e foi presidente da Assembeia-Geral do Gondomar Sport Clube!
Qual a instância que a final se pronunciará sobre o famoso "Apito Dourado"?
O Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol!
Há cada coincidência..."

2 - Por falar em tráfico de influências e comportamentos ética e moralmente abjectos.
O que dizer da tentativa de golpe de Estado palaciano perpetrada por Gonçalves Pereira?!
O que dizer do facto de, em momento anterior à reunião do Conselho de Justiça, ter sido perscrutado o sentido de voto dos diferentes conselheiros em ordem à subversão da lógica democrática que deveria presidir à deliberação?!

3 - O que dizer de um indivíduo que julga verificado o impedimento de um vogal e que, simultaneamente, obsta a que seja apreciado pelo Conselho de Justiça, enquanto órgão colegial, idêntico incidente contra si deduzido?! (dispõe o n.º 4 do art.º 45 do CPA que "- Tratando-se do impedimento do presidente do órgão colegial, a decisão do incidente compete ao próprio órgão, sem intervenção do presidente")

4 - Incumbe ao Presidente do Conselho de Justiça, entre outras competências, dirigir e orientar os trabalhos das reuniões.
Atenta a natureza de poder/dever desta prerrogativa legal, me parece que ao Presidente do CJ se achava coarctada a possibilidade de pôr termo à reunião antes de debatida e apreciada a ordem do dia, na medida em que, fazendo fé nos relatos da imprensa, inexistiram quaisquer circunstâncias excepcionais que o justificassem.

5 - Que idoneidade terá Madaíl descortinado num indivíduo que não hesita em fazer soçobrar os mais elementares princípios e valores em ordem à satisfação de interesses esconsos e oblíquos?!

6 - Sábado como há 10 anos, Gonçalves Pereira desprezou a justiça, a equidade e o Direito em favor da subserviência, do compadrio e da mercantilização do poder público em que se achava investido.

7 - Sábado como há 10 anos, Gonçalves Pereira agiu como um bonifrate que se limitou a satisfazer as pretensões da "longa manus" que o manobrava.

8 - Em "A Riqueza das Nações", Adam Smith introduziu o conceito de "mão invisível" como forma de descrever como numa economia de mercado, apesar da inexistência de uma entidade coordenadora do interesse comunal, a interação dos indivíduos parece resultar numa determinada ordem.
Sem o saber, Adam Smith deu a melhor definição de "sistema" que conheço.
Apenas, cumprirá introduzir uma correcção, qual seja no futebol português, apesar da aparente inexistência de uma entidade coordenadora do interesse comunal, a interação dos indivíduos parece resultar numa determinada ordem.

9 - No futebol português grassa a desfaçatez que cauciona a impunidade.

10 - Lembram-se do famigerado "Caso Mateus"?
Pois bem, veremos se a FPF fará prevalecer o princípio da igualdade, homolgando o campeonato da época transacta e declarando o interesse público quando as providências cautelares forem interpostas.

Sorteio da Liga Sagres - Época 2008/2009 - Opiniões

Realizou-se, ontem, o sorteio da Liga Sagres - Época 2008/2009 -.
O sorteio do campeonato principal do futebol português, realizado ontem na Alfândega do Porto, ditou um escaldante Benfica-FC Porto logo à segunda jornada da competição.
Aliás, todo o início do campeonato se afigura incandescente, pois quando se disputar a sexta jornada já os três «grandes» se defrontaram entre si.
A saber: Benfica-FC Porto na segunda, na quarta haverá Benfica-Sporting, enquanto o Sporting-FC Porto fica agendado para a quinta jornada.
O campeão FC Porto começa a defesa do título recebendo o Belenenses, enquanto que Benfica e Sporting defrontarão os recém-promovidos Rio Ave e Trofense, respectivamente.

Calendário da 1ª Jornada:

Naval-Marítimo
E. Amadora-Académica
Boavista-Sp. Braga
V. Guimarães-V. Setúbal
F.C. Porto-Belenenses
Rio Ave-Benfica
Leixões-Nacional
Sporting-Trofense


Clássicos na Liga Sagres - Época 2008/2009:

2ª jornada (31 de Agosto)
Benfica-F.C. Porto

4ª jornada (28 de Setembro)
Benfica-Sporting

5ª jornada (5 de Outubro)
Sporting-F.C. Porto

17ª jornada (8 de Fevereiro)
F.C. Porto-Benfica

19ª jornada (22 de Fevereiro)
Sporting-Benfica

20ª jornada (1 de Março)
F.C. Porto-Sporting

domingo, julho 06, 2008

Crónica Semanal de Ricardo Araújo Pereira publicada em "A BOLA"

Chamem a polícia (de trânsito)

A única alternativa que resta a quem gosta de futebol, em Portugal, é ir estudar direito. E, mesmo assim, não há garantias de virmos a perceber o que se passa, uma vez que nem todos os juristas atingem certas subtilezas da lei desportiva. Não admira. Há clubes que são condenados, não recorrem da pena, admitindo a culpa e aceitando a sentença, mas a decisão, inexplicavelmente, não transita. Depois, certos dirigentes recorrem, perdem o recurso, e continua a haver quem defenda que a decisão não transitou. Parece claro, então, que se transita menos no futebol português do que no IC 19 às 8.30 da manhã de segunda-feira. Não é difícil concluir que o nosso futebol não precisa de jogadores, nem de dirigentes, nem de juízes, nem do secretário de Estado do Desporto. O futebol português precisa é de um polícia sinaleiro. A ver se isto começa a transitar como deve ser.

Eu, que só esta semana comprei o livro de introdução ao estudo do direito, ainda não percebi o que é preciso para que uma decisão transite em julgado. Pensava, calculem, que bastava que um organismo apto para decidir decidisse, e que o réu aceitasse a decisão não recorrendo. Além disso, estava convencido de que, quando um recurso é indeferido, a decisão transitava finalmente em julgado. Mas não. Por mais voltas que o processo leve, não há maneira de transitar, o desgraçado. Comparado com o futebol português, o bloqueio dos camionistas foi uma brincadeira de crianças.

Neste momento, porém, o Porto já nem é tanto culpado de tentativa de corrupção (ainda que tenha admitido a culpa e aceitado a punição, tendo mesmo, em determinado momento, subtraído os seis pontos correspondentes ao castigo na tabela classificativa publicada no seu sítio oficial) como de falta de educação. É preciso ser muito malcriado para continuar a querer entrar na Liga dos Campeões da UEFA quando o presidente da UEFA já disse que não os queria lá. Parecem aqueles vendedores ambulantes que metem o pé na porta de quem não deseja comprar-lhes as enciclopédias. Infelizmente, as palavras do presidente da UEFA não são passíveis de recurso (embora o Porto não tenha por hábito recorrer de sentenças desonrosas), e por uma vez acabaram por transitar, e a grande velocidade, pelas páginas dos jornais dessa Europa. Haja alguma coisa que transite em todo este processo.

É claro que, ao contrário do que se diz, eu não sou totalmente faccioso. Reconheço que os adeptos do Porto têm razão quando dizem que Platini não tem moral para falar, na medida em que Porto e Juventus deviam ter penas iguais. Concordo em absoluto. O Porto, tal como aconteceu com a Juventus, também devia descer de divisão. Não pensem que deixo o meu clubismo toldar-me o sentido de justiça.

quinta-feira, julho 03, 2008

Crónica Semanal de Ricardo Araújo Pereira publicada em "A BOLA"

«Canal Benfica 1-0 SportTV»

Há coincidências engraçadas. O leitor que siga, se puder, esta extraordinária sequência de acontecimentos:

1 A direcção do Benfica convocou uma assembleia geral para pedir aos sócios que aprovassem a criação do Canal Benfica.

2 O Canal Benfica pretenderá, naturalmente, transmitir os jogos do Benfica.

2 e meio Como é do conhecimento comum, os jogos do Benfica são a única coisa que realmente interessa ver na televisão.

3 O principal prejudicado com a criação do Canal Benfica será a Sport TV, que perde a única coisa que realmente interessa ver na televisão (ver ponto 2 e meio).

4 No dia da assembleia geral, três jornais (Diário de Notícias, O Jogo e Jornal de Notícias) publicaram, em manchete, uma notícia segundo a qual o Benfica iria perder 6 pontos por ordem da FIFA, e arriscaria descer de divisão porque a direcção (a mesma que queria criar o Canal Benfica) teria tido a incompetência de não recorrer de um castigo — e todos sabemos, desde há uns meses, que não recorrer de castigos é sinal de incompetência.

5 Por uma daquelas coincidências incríveis, todos os jornais (Diário de Notícias, O Jogo e Jornal de Notícias) que publicaram a notícia pertencem ao mesmo grupo empresarial que detém a Sport TV (ver, com redobrado interesse, o ponto 3).

6 A notícia, por uma daquelas coincidências incríveis, era falsa.

7 Dos três jornais que deram a notícia (Diário de Notícias, O Jogo e Jornal de Notícias), só um contactou (Diário de Notícias) o Benfica para fazer aquilo a que se chama, em jornalismo, trabalho decente.

8 Tendo o Benfica desmentido, com documentos, a notícia, o jornal em causa (Diário de Notícias) ficou com uma não-notícia em mãos, o que não impediu o jornal de fazer manchete.

9 Por uma daquelas coincidências incríveis, os jornais que não contactaram o Benfica são do Porto.

10 No Jornal de Notícias, os jornalistas (digamos assim) Nuno Amaral e Vítor Santos escreveram: «O Benfica vai perder seis dos 52 pontos conquistados na edição de 2007/08 da Liga portuguesa. O castigo aplicado pela FIFA ao clube da Luz (…) é irreversível.» Não é «poderá perder» ou «está em risco de perder». O que se diz é que a decisão está tomada e é irreversível. Talvez seja bom voltarmos a ver o ponto 6.

Pessoalmente, não ligo muito a televisão. Desprezo qualquer meio de comunicação que permita que uma pessoa como eu faça carreira lá. E por isso não estava particularmente entusiasmado com o Canal Benfica. Confesso que só percebi a importância do Canal Benfica quando vi o trabalho a que o grupo que detém a Sport TV se deu para impedir que ele fosse criado. Onde é que eu preencho os papéis para ser assinante?

quarta-feira, julho 02, 2008

Para que não restem dúvidas!!!

Publico, em seguida, um Video no qual John Cleese explica a lei do fora-de-jogo.
Depois desta detalhada lição, não me parece que possam sobejar quaisquer hesitações ou dificuldades na sua interpretação...

terça-feira, julho 01, 2008

Artigo de Opinião do Condómino Salvatrucha

Crónica de uma Morte Anúnciada e Inevitável.

Eu sou Ernesto Miranda, membro fundador da “Mara Salvatrucha”.
Criado em Los Angeles, na década de 80, o meu gang é considerado um dos mais violentos e activos dos Estados Unidos, com ramificações em toda a América Central.
E sou obra do meu criador, Cavungi “O Mago”.
Eu sou Salvatrucha.
Fui criado em Fevereiro de 2007, para libertar o Benfiquista que o meu criador gostava de ser: Fundamentalista.
Depois com o passar dos tempos e aproveitando algumas ajudas, ainda que involuntárias do Mestre JC, que me tomou por Professor V. e do Vermelho, que me apelidava de “Grande Mestre Guru Citius”, que sinceramente nunca percebi o significado, fui consolidando a personagem Salvatrucha.
Acreditem que escrever a cobro do anonimato, é delicioso, ainda que possa ser considerado infame!
Espero sinceramente não ter melindrado, nem ofendido ninguém. De todo. Foi apenas e só uma simples brincadeira.
Mas tive os meus momentos.
Como quando assenti em ir a um jantar que houve em Coimbra com alguns condóminos, o qual desmarquei à ultima hora, como não podia deixar de ser.
Ou quando chamei á colação os três estarolas, Sr.Cócó (Jorge Mínimo), Sr. Ranheta (Vermelhonunca) e Sr. Facada (Mestre JC), a propósito da não comparência na pós-derrota com o Glasgow Rangers, o que provocou o amuo e, consequente, abandono de Mínimo do blogue, ainda que temporariamente.
E a morte do meu cão!
Até as lágrimas me vieram aos olhos de tanto rir. Perdoem-me!
Ou quando disputei as meias-finais do “Espaço Nossa Senhora do Caravaggio” com o meu criador Cavungi “O Mago”. E quase ganhei!
Quem mais perto esteve de me desmascarar foi Macaco, que da primeiríssima vez que se me dirigiu, me tratou por Salvamerda! Macaco no seu melhor!
Uma tarde estava eu entretido à “conversa” com Cavungi, num puro exercício de esquizofrenia, quando me distraí e postei os comentários com o mesmo Nick.
Macaco viu e acusou, mas como mais ninguém viu, o assunto morreu.
Ainda bem, porque me permitiu continuar com a personagem Salvatrucha, ou Salvatrouxa como muitos gostavam de apelidar, por mais alguns meses. 18 ao todo.
Fui também “posto na ordem” por Zex, num dos seus característicos acessos de fúria.
Tratou-me por Sr.Trouxa.
Mas chegou a altura de acabar com todas as suspeitas que recaem sobre Cavungi ”O inocente”!
E assim, hoje, aqui e perante vós, morre Salvatrucha.
O trabalho do Sherlock Holmes de pacotilha (Vermelho) deu os seus frutos. Apanhou-me!

Salvatrucha Morreu! Viva Salvatrucha.

E o Trouxa sou eu?
Bem hajam.

O fraco jamais perdoa: o perdão é uma das características do forte (Gandhi)

Este é o meu último “Magheste Maghiste”!

Futebol Fantástico McDonald’s - Liga REDVERMELHO - Classificação Final

Classificação Final

1º Lugar: Special Word Mister 304 pontos;
2º Lugar: Comissão Técnica 84 289 pontos;
3º Lugar: EmBuscaDaGloria 286 pontos;
4º Lugar: Eagles 283 pontos;
5º Lugar: Pacostars EURO 2008 279 pontos;
6º Lugar: Kubas_Manel&Tete 277 pontos;
7º Lugar: Kazo Saltilho Boys 270 pontos;
8º Lugar: Nagoya Grampus 256 pontos;
9º Lugar: Jimmy Jump 254 pontos;
10º Lugar: Lavra European Team 250 pontos;
11º Lugar: RebentacomEles 249 pontos;
12º Lugar: QuemNãoChoraNãoMama 235 pontos;
13º Lugar: MS-13 Salvatrucha 232 pontos;
14º Lugar: Champion 208 pontos;
15º Lugar: TJMS 208 pontos;
16º Lugar: Dream Team 200 pontos;
17º Lugar: Kaiserlicheagle 192 pontos;
18º Lugar: papakus 162 pontos;
19º Lugar: Cruzados 142 pontos;
20º Lugar: Dragon Forever FC 101 pontos;

segunda-feira, junho 30, 2008

Melhor Jogador e Onze Ideal do Euro-2008

Xavi Hernández revelou-se decisivo no triunfo da Espanha no EURO 2008 e conquistou o prémio de Melhor Jogador da prova.

O Grupo de Estudos Técnicos da UEFA nomeou já aquele que é, no seu entender, o melhor grupo de jogadores do EURO 2008:

Guarda-redes: Gianluigi Buffon (Itália), Iker Casillas (Espanha), Edwin van der Sar (Holanda).

Defesas: Bosingwa (Portugal), Philipp Lahm (Alemanha), Carlos Marchena (Espanha), Pepe (Portugal), Carles Puyol (Espanha), Yuri Zhirkov (Rússia).

Médios: Hamit Altıntop (Turquia), Luka Modrić (Croácia), Marcos Senna (Espanha), Xavi Hernández (Espanha), Konstantin Zyryanov (Rússia), Michael Ballack (Alemanha), Cesc Fàbregas (Espanha), Andrés Iniesta (Espanha), Lukas Podolski (Alemanha), Wesley Sneijder (Holanda).

Avançados: Andrei Arshavin (Rússia), Roman Pavlyuchenko (Rússia), Fernando Torres (Espanha), David Villa (Espanha).

Proponho-vos o exercício de nomearem o melhor jogador e apresentarem o vosso onze ideal da competição.
Aqui, fica a minha opinião:

Melhor Jogador:

Xavi

Onze Ideal:

Casillas (Espanha), Sérgio Ramos (Espanha), Puyol (Espanha), Pepe (Portugal, Zhirkov (Rússia), Marcos Senna (Espanha), Xavi (Espanha),Arshavin (Rússia), David Silva (Espanha), David Villa (Espanha) e Podolski (Alemanha).

domingo, junho 29, 2008

Diário do Euro-2008

1 – Não raras vezes, as grandes competições não retribuem as melhores equipas.
Desta feita, tal não sucedeu!

2 – O registo impoluto na fase de grupos e a inviolabilidade das suas redes na fase eliminatória ilustram devidamente a superioridade espanhola ao longo do Euro-2008.

3 – Tal como já acontecera no encontro das meias-finais, a ausência de Villa acabou por reverter a favor dos espanhóis, porquanto lhes permitiu agregar a vantagem numérica no meio-campo que se revelou essencial para o êxito.

4 – David derrotou Golias ou como tamanho não é documento ou como a inteligência supera a força.

5 – Diz-se que os jogos se vencem a meio-campo. Esta final demonstrou-o!
A mobilidade, a versatilidade e a capacidade de posse e circulação de bola dos “liliputianos” espanhóis assumiu-se como o busílis do triunfo.

6 – Para além do mais, uma grande equipa constrói-se a partir de uma coluna vertebral de excepção, ou seja, um infalível guarda-redes, um central dominador e liderante, um médio “cerebral” capaz de promover os equilíbrios e um ponta de lança “matador”.
A Espanha teve tudo isso na pessoa de Casillas, Puyol, Xavi e Villa e Torres, cada um no seu momento.

7 – Se a estes juntarmos, dois laterais com competência para fecharem dentro e emprestarem profundidade pela ala, um central pleno de testosterona, um médio de contenção perfeito gestor dos tempos e dos espaços e dois desequilibradores entre linhas como Iniesta e Silva, obtemos um conjunto que roça a perfeição.

8 – Os grandes jogadores emergem nos grandes jogos ou como Torres passou ao lado do Euro-2008 para ressurgir fulgurantemente decisivo na Final.

9 – Com derrotas nas finais que disputou – Taça da Liga, Champions e Euro-2008 – Ballack assume-se como o principal derrotado da temporada.

10 – Nota final para a revalidação do título de campeão nacional de Futsal pelo Benfica.

Espaço Nossa Senhora de Caravaggio

Final:

Zex Cavungi: 0 – 0 (Zex vencedor pelo maior número de pontos alcançados na competição)

3º/4º Lugar:

Vermelho NuncaSalvatrucha: 0 - 10

Classificação Final

1º Lugar: Zex (Parabéns!)

2º Lugar: Cavungi

3º Lugar: Salvatrucha

4º Lugar: Vermelho Nunca

5º Lugar: JC, Vermelho, Jorge Mínimo - 68 pontos;

6º Lugar: Vermelho Sempre - 65 pontos;

7º Lugar: Barão Vermelho - 63 pontos;

8º Lugar: Jimmy Jump e Sócio – 55 pontos;

9º Lugar: Kaiserlicheagle - 50 pontos;

10º Lugar: Pachulico e Holtreman – 40 pontos;

11º Lugar: Antes Morto que Vermelho - 35 pontos;

12º Lugar: Fura-Redes – 28 pontos;

13º Lugar: Lion Heart – 25 pontos;

14º Lugar: Cuto – 20 pontos;

15º Lugar: PanKreas – 18 pontos;

quinta-feira, junho 26, 2008

Espaço Nossa Senhora de Caravaggio

Jogo sujeito a aposta:

Alemanha - Espanha

Diário do Euro-2008

1 - A Fúria Espanhol devastou a Frieza russa.

2 – Aragonés, a velha raposa, contra ventos e marés, entre insucessos e contestações, logrou qualificar a Espanha para a Final de um Europeu 24 anos depois.
3 - Ou como os projectos de longo prazo se revelam, quase sempre, frutuosos.

4 – Não há vencedores sem sorte e a partida de hoje demonstrou-o à saciedade ou como um aparente infortúnio se transformou na fortuna que se assumiu como a chave do triunfo espanhol.

5 – A saída de Villa e sua substituição por Fabregas permitiu à Espanha agregar a vantagem numérica no meio-campo que se revelou essencial para o êxito.

6 – Quem, no tempo regulamentar, vence 4 dos 5 jogos que disputou merece e muito marcar presença na Final.

7 – A Espanha apresenta um modelo de jogo consolidado, virado para a competitividade e no qual as individualidades emergem naturalmente do colectivo.

8 – Mais do que a uma Rússia menos, assistimos a uma Espanha mais, que aniquilou as transições ofensivas russas através do recuo das suas linhas defensiva e intermediária para zonas muito próximas, formando um bloco uno e inviabilizando o jogo entre linhas russo.

9 – Mais do que a acção de Senna, foi a dinâmica colectiva, o tal bloco uno, que ostracizou Arshavin.

10 – A exposição mediática obnubila as mentes e entorpece o talento ou como emocionalmente a Rússia não conseguiu lidar com a importância da partida.

Espaço Nossa Senhora de Caravaggio

Jogos das Meias-Finais:

Zex - Vermelho Nunca: 10-10 (Zex apurado pelo maior número de pontos alcançados na competição)

Salvatrucha Cavungi: 5-10

Final:

ZexCavungi;

3º/4º Lugar:

Vermelho NuncaSalvatrucha;

Classificação Actual

5º Lugar: JC - 68 pontos;

6º Lugar: Barão Vermelho - 63 pontos;

7º Lugar: Vermelho – 58 pontos;

8º Lugar: Vermelho Sempre - 55 pontos;

9º Lugar: Kaiserlicheagle - 50 pontos;

10º Lugar: Jorge Mínimo – 48 pontos;

11º Lugar: Jimmy Jump e Sócio – 45 pontos;
´
12º Lugar: Pachulico e Holtreman – 40 pontos;

13º Lugar: Antes Morto que Vermelho - 35 pontos;

14º Lugar: Fura-Redes – 28 pontos;

15º Lugar: Lion Heart – 25 pontos;

16º Lugar: Cuto – 20 pontos;

17º Lugar: PanKreas – 18 pontos;

quarta-feira, junho 25, 2008

Diário do Euro-2008

1 – A razão germânica derrotou a paixão turca.

2 – Três remates, três golos ou a suprema eficácia alemã.

3 – A Alemanha demonstrou que mais do que dominar, o importante é controlar.

4 – Sempre que perdeu o controlo da partida (leia-se quando se viu em desvantagem e quando consentiu a igualdade), a Alemanha despertou da aparente letargia em que se achava envolta e resoluta reclamou de pronto as rédeas da contenda.

5 – Mais vale sê-lo do que parecê-lo ou como a supremacia territorial, estética e emocional turca soçobrou perante o “iluminismo” germânico.

6 – O mimetismo “labreca” de Rustu e a superioridade física dos alemães destroçaram as legítimas aspirações turcas ao prolongamento.

7 – Desta feita, o “milagre” turco foi apenas fogo-fátuo ou como quem com ferros mata, com ferros morre.

8 – Para além da Alemanha, um outro inusitado “vencedor” emergiu – Arsène Wenger ou como os dois “frangos” de Lehman demonstraram o quão acertada se revelou a decisão de promover Almunia à titularidade.

9 – Para além da Turquia, um outro improvável “derrotado” emergiu – Ottmar Hitzfeld ou como o talento de Podolski e Schweinsteiger reclama a sua indiscutível titularidade.

10 – Todos diferentes, todos iguais, Hiddink vrs. Aragonés ou como distintos caminhos podem servir os mesmo propósitos.

terça-feira, junho 24, 2008

Livro de Reclamações

1 – Nos quartos-de-final do Euro-2008, três dos quatro jogos terminaram com vitórias dos segundos classificados da fase de grupos.
Portugal, Croácia e Holanda acreditaram que poderiam retirar mais-valias significativas da rotação de jogadores.
Alemanha, Turquia e Rússia, dependentes que estavam do último jogo da fase de grupos para assegurar o apuramento, viram-se forçadas a utilizar os habituais titulares.
Visavam os já apurados Portugal, Croácia e Holanda salvaguardar os índices físicos e psicológicos dos seus jogadores nucleares para os decisivos confrontos que se avizinhavam.
Todavia, as partidas dos quartos de final evidenciaram não os putativos benefícios mas sim verdadeiros malefícios, que se revelaram fatais para as aspirações daquelas selecções.
Ao invés de apresentarem frescura física e mental, os jogadores de Portugal, Croácia e Holanda exibiram apatia, falta de ritmo competitivo e níveis de concentração e de agressividade baixos.
Ou seja, o descanso não incrementou a condição física nem os níveis de atenção. Nem sequer os conservou.
Terá sido o fim do mito da rotatividade?

2 – Ainda não se conhece a identidade do neófito seleccionador nacional, mas foi já desvendado o seu primeiro adversário – Cabo Verde.
A 20 de Agosto, Portugal defrontará Cabo Verde, num jogo particular.
Estarei, inevitavelmente, dividido.
Entre a pátria e um amigo, a escolha não será fácil.
O carácter amigável da partida pode fazer pender a balança para a afectividade fraternal.

3 – A carreira de João de Deus como seleccionador nacional de Cabo Verde tem sido, a todos os títulos, merecedora dos mais rasgados encómios.
Se os resultados desportivos têm roçado o brilhantismo (três vitórias consecutivas na fase de qualificação para o Mundial da África do Sul, feito de incomensurável dimensão atento o seu ineditismo) o seu trabalho de planificação e organização não o têm sido menos.
A tarefa mostra-se hercúlea, mas a sua superação afigura-se viável.

4 – Parece que na Praça da Alegria duas tendências se digladiam – uma que propugna um seleccionador com poderes sobre o conjunto das selecções nacionais, desde os escalões de formação aos AA, ao jeito de Queiroz, e outra que postula um seleccionador apenas dedicado à selecção principal.

5 – Desconheço quem prevalecerá ou mesmo se será a NIKE a impor a sua vontade, mas não enfileiro qualquer das facções.
Preferiria o modelo francês, com um director técnico nacional suficientemente distante dos resultados para se assumir como a eminência pensante do futebol português.

6 – No Mundial de 1954, disputado em solo helvético, a selecção da Hungria goleou a sua congénere alemã na fase de grupos.
Quis o fado da competição que se reencontrassem na final.
Aí, o resultado inverteu-se e a “Mannschaft” triunfou por 3-2.
Serão os russos capazes de repetir a história?
Acredito que sim!

7 – Devastados por lesões e castigos, será a inquebrantável vontade de vencer dos jogadores turcos capaz de os guindar à Final?
Não creio. A frieza germânica extinguirá o ardor turco.

8 – Na sua última aparição pública, Cristian Rodriguez desmentiu qualquer assédio portista pelos seus préstimos.
Ensaiou, inclusivamente, uma jura de amor e fidelidade ao Benfica.
Há cerca de um mês, Pinto da Costa deu, publicamente, a sua palavra de honra como Cristian Rodriguez jamais representaria o Clube.
Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és!

9 – Ou como o aforismo de Pimenta Machado conserva integral validade no futebol luso – o que hoje é verdade, amanhã pode ser mentira e vice-versa!

10 – Paulo Assunção assumiu-se como o farol que guiou o Porto ao tri.
Em final de contrato, Paulo Assunção rogou um aumento salarial condizente com a sua importância na equipa.
Não, respondeu a administração portista, argumentando que os valores peticionados se mostravam excessivos e incomportáveis para a massa salarial orçamentada para a presente época desportiva.
Após um início de defeso profundamente conturbado, Pinto da Costa viu em Cristian Rodriguez a oportunidade ideal para reabilitar o seu estatuto de “primus inter pares”.
Simultaneamente, permitia-lhe dealbar uma estratégia de descredibilização de Rui Costa.
Vai daí, nem pestanejou e adquiriu o uruguaio tornando-o no mais bem pago elemento do plantel portista, vencendo, anualmente, na ordem dos 2,3 milhões de Euros brutos.
O investimento realizado e a realizar com Cristian Rodriguez assume uma ordem de grandeza cerca de oito vezes superior ao que o que custaria a renovação com Assunção.
Opções de gestão incompreensíveis à luz de critérios de racionalidade, mas perceptíveis sob um juízo político.

segunda-feira, junho 23, 2008

Ser Benfiquista

Publico, em seguida, um excerto de uma entrevista de António Lobo Antunes à Visão na qual o escritor revela de forma desabrida a sua alma benfiquista.

V: Ainda sonha com a guerra?
ALA: (...) Apesar de tudo, penso que guardávamos uma parte sã que nos permitia continuar a funcionar. Os que não conseguiam são aqueles que, agora, aparecem nas consultas. Ao mesmo tempo havia coisas extraordinárias.Quando o Benfica jogava, púnhamos os altifalantes virados para a mata e, assim, não havia ataques.
V: Parava a guerra?
ALA: Parava a guerra. Até o MPLA era do Benfica. Era uma sensação ainda mais estranha porque não faz sentido estarmos zangados com pessoas que são do mesmo clube que nós. O Benfica foi, de facto, o melhor protector da guerra.E nada disto acontecia com os jogos do Porto e do Sporting, coisa que aborrecia o capitão e alguns alferes mais bem nascidos. Eu até percebo que se dispare contra um sócio do Porto, mas agora contra um do Benfica?
V: Não vou pôr isso na entrevista...
ALA: Pode pôr. Pode pôr. Faz algum sentido dar um tiro num sócio do Benfica?

Espaço Nossa Senhora de Caravaggio

Os jogos sujeitos a aposta são os seguintes:

Alemanha - Turquia

Espanha - Rússia

Recordo que os participantes que não lograram apuramento para as Meias Finais disputam entre si, em sistema de todos contra todos, o seu posicionamento final no Espaço Nossa Senhora de Caravaggio.

domingo, junho 22, 2008

Espaço Nossa Senhora de Caravaggio - Quartos de Final

Jogos dos Quartos de Final:

Zex - Jimmy Jump: 10 - 5;

JC - Salvatrucha: 5 - 15;

Barão Vermelho - Vermelho Sempre (0 pontos)/Vermelho Nunca (5 pontos): 0 - 5;

Cavungi - Kaiserlicheagle: 5 - 0

Jogos das Meias-Finais:

Zex - Vermelho Nunca;

Salvatrucha - Cavungi

Classificação Actual

5º Lugar: JC - 58 pontos;

6º Lugar: Barão Vermelho - 53 pontos;

7º Lugar:Kaiserlicheagle - 50 pontos;

8º Lugar: Vermelho – 48 pontos;

9º Lugar: Vermelho Sempre - 45 pontos;

10º Lugar: Pachulico e Holtreman – 40 pontos;

11º Lugar: Jimmy Jump, Sócio e Antes Morto que Vermelho - 35 pontos;

12º Lugar: Jorge Mínimo – 33 pontos;

13º Lugar: Fura-Redes – 28 pontos;

14º Lugar: Lion Heart – 25 pontos;

15º Lugar: PanKreas – 18 pontos;

16º Lugar: Cuto – 10 pontos;

17º Lugar: Samsalameh – 0 pontos;

Diário do Euro-2008

1 – O Euro-2008 demonstrou, uma vez mais, que quem inicia a competição pujante cai cedo!
2 – A Espanha foi o único dos primeiros classificados da fase de grupos a lograr apuramento para as meias-finais.
3 – A Turquia prossegue na sua senda de constante superação, tendo averbado frente à Croácia a sua terceira “remontada” nos instantes finais da partida – Suíça, Rep. Checa e, agora, Croácia.
4 – A juventude e a falta de experiência em grandes competições internacionais minaram emocionalmente uma Croácia que não conseguiu vencer a ansiedade na decisão por grandes penalidades.
5 – A mestria táctica de Hiddink que aprisionou os talentos holandeses e o génio de Arshavin conjugaram-se para uma exibição a roçar a perfeição da selecção russa.
6 – A selecção russa é a demonstração da importância do treinador e da consolidação de uma ideia colectiva no sucesso de uma equipa.
7 – Com a eliminação da Holanda, Arshavin perfila-se como o principal candidato a MVP do Euro-2008.
8 – O temor mútuo de espanhóis e italianos entorpeceu as individualidades e conduziu a partida para a paridade total.
9 – Toni e Torres duas faces da convicção de um treinador.
10 – A vitória espanhola nos penalty´s não só constituiu a morte de um borrego de mais de 80 anos, como também um passar de testemunho de Buffon para Casillas como melhor guarda-redes do mundo.

quinta-feira, junho 19, 2008

Análise ao Portugal - Alemanha

Portugal despediu-se, esta quinta-feira, do EURO 2008, ao perder por 3-2 nos quartos-de-final, frente à Alemanha.
Como um dia afirmou Gary Lineker “o futebol são 11 jogadores de cada lado e no final ganham os alemães”.
Hoje, foi uma vez mais assim!
E, muito por culpa de Portugal.
Em antevisão à partida, havia escrito que temia a robustez e o poderio físico do meio-campo alemão, que podiam sufocar e fazer submergir o nosso "liliputiano" sector intermédio, a costumeira concentração, agressividade e eficácia dos germânicos, que podiam desempenhar papel decisivo no desfecho da partida e o jogo aéreo alemão, mormente nas bolas paradas, se e quando confrontado com os problemas que a selecção nacional tem patenteado nesse particular (com especial destaque para Ricardo).
Pois bem, os meus receios confirmaram-se e assumiram-se como a principal razão de ser do triunfo alemão.
Acresce que uma das expectativas que enunciei e que entendia como fulcral num eventual êxito luso não se concretizou e a Alemanha beneficiou e muito com a alteração táctica introduzida por Joachim Löw.
Nos três jogos da fase de grupos, a Alemanha apresentou-se estruturada sob um 4x4x2 clássico, muito clássico mesmo, com Ballack ao lado de Torsten Frings e, como tal, suficientemente longe da baliza para não desequilibrar ofensivamente.
Hoje, Joachim Löw preferiu o 4x2x3x1 e a equipa evidenciou outra consistência nas transições ofensivas e defensivas.
Aliás, esta foi outra das chaves da partida – enquanto o técnico germânico estudou, ao pormenor, a selecção nacional e soube aproveitar as suas lacunas ou, se preferirem, os seus elos mais fracos, Scolari demonstrou um conservadorismo facilmente manietado pelos alemães.
Para Scolari defrontar a Alemanha ou a Turquia é indiferente – o sistema é sempre para conservar inalterado!
Joachim Löw identificou o corredor esquerdo da defensiva lusa e o jogo aéreo, mormente nas bolas paradas, como as principais debilidades portuguesas e delineou um sistema táctico e um modelo de jogo capazes de as explorar.
O 4x2x3x1 permitiu-lhe agregar supremacia no meio-campo, a colocação de Schweinsteiger na direita rendeu um golo e a criação de uma fonte quase inesgotável de problemas para Paulo Ferreira e os cruzamentos na execução de bolas paradas laterais, a solicitar o magnífico jogo de cabeça dos seus jogadores, dois golos.
Ao invés, o primarismo táctico de Scolari contribuiu, de sobremaneira, para o insucesso português.
Na conferência de imprensa de antevisão do jogo, Scolari aludiu à superior estatura dos alemães.
Acertou no diagnóstico, mas nada fez para debelar o padecimento.
Com diferenças de estatura assinaláveis, não é concebível que a equipa em inferioridade defenda homem a homem!
Impunha-se uma defesa zonal!
Os dois golos germânicos encontraram a sua génese, precisamente, nesse “pormaior”!
Ronaldo e Paulo Ferreira viram-se ultrapassados pelos adversários de cuja marcação estavam encarregues e estes não conheceram dificuldades em finalizar (não obstante a falta que precede o golo de Ballack).
Com a República Checa havia sucedido o mesmo!
Errar é humano, não aprender com os erros é estupidez!
Por outro lado, Scolari não soube aproveitar o deficit de velocidade e mobilidade de Per Mertesacker e Christoph Metzelder.
Raramente, a selecção nacional conseguiu explorar o jogo entre linhas no momento ofensivo, por forma a que o tridente Ronaldo, Deco e Simão pudesse surgir no espaço entre o trinco alemão e os seus centrais, com a bola controlada, em velocidade e de frente para Per Mertesacker e Christoph Metzelder, aproveitando a sua “falta de rins” e a sua lentidão.
Numa das escassas vezes em que tal sucedeu, aconteceu o primeiro golo de Portugal.
Portugal dispôs de 8 dias entre o 2º jogo da fase de grupos e o encontro dos quartos de final. A Alemanha de apenas 3.
Era expectável que Portugal procurasse potenciar a sua maior frescura física, apostando na rapidez das transições ofensivas e na velocidade dos seus alas.
Nada disso aconteceu, antes pelo contrário.
O processo ofensivo português, com contadas excepções, revelou-se sempre mais pausado e afunilado que o germânico.
As dificuldades físicas alemãs emergiram na fase final da partida, acentuando o quão avisado teria sido imprimir outra intensidade à partida.
No dealbar da segunda metade, os laterais alemães foram admoestados com cartões amarelos.
Portugal fez alguma coisa para potenciar essa fraqueza?
Não, muito pelo contrário.
Scolari decidiu retirar Ronaldo da ala e colocá-lo, num primeiro momento, ao lado de Nuno Gomes, num segundo momento, sozinho, emparedado entre os centrais e, num terceiro momento, ao lado de Postiga.
Consabida que é a rigidez do lateral direito alemão (patente no lance em que viu o amarelo) afigura-se-me claro que Ronaldo teria que se manter na linha de modo a “instigar” a sua expulsão.
Por esta e por todas as outras razões que desaconselham a colocação de Ronaldo como ponta de lança!
Perdeu-se, definitivamente, a capacidade desequilibradora de Ronaldo e nada se ganhou em troca. Apenas se acentuou a tendência de centralização do momento ofensivo da selecção nacional.
Centralização que a par da falta de intensidade facilitou imenso a tarefa defensiva alemã.
Mas, mais.
Portugal revelou, como antes, a ausência de uma ideia colectiva, minimamente, solidificada.
Neste Europeu não se descortinou sequer um esboço de fio de jogo e este pecadilho, em partidas como a de hoje, assume uma importância basilar.
Portugal apenas individualmente logrou criar desequilíbrios, ao passo que os germânicos o fizeram, bastas vezes, colectivamente (vide a excelente jogada que resultou no primeiro golo).
Por fim, que esta crónica já vai longa, como qualificar as substituições promovidas por Scolari?
Incompreensíveis!
Substituir Nuno Gomes, um ponta de lança móvel, capaz de atrair os centrais alemães para zonas mais adiantadas, aumentando a sua vulnerabilidade, e potenciando o tal jogo entre linhas do tridente Ronaldo, Deco e Simão, fazendo entrar Nani, para além de ter retirado, definitivamente, Ronaldo do jogo, acentuou a tendência de centralização do processo ofensivo luso.
A confusão imperou a partir de então!
Nani e Simão, não raras vezes, ocuparam os mesmos espaços, Ronaldo, desconhecedor que é das rotinas próprias de ponta de lança, entregou-se à marcação dos centrais alemães e o processo ofensivo português perdeu a pouca clarividência e fluidez que Deco, a espaços, lhe emprestou.
Mas, pior ficou quando Scolari substituiu Petit por Postiga.
Perdeu capacidade de recuperação de bola no meio-campo adversário, implicou o recuo de Deco, com a consequente perda de influência, e conduziu Portugal para uma espécie de “alemanhização” do seu jogo – jogo directo e remates de meia-distância (sem jogadores capazes de o interpretar).
Scolari agiu como o mais básico dos adeptos – estamos a perder, então temos que aumentar o número de jogadores junto à área alemã para recuperarmos!
Scolari ao invés de ter sido parte da solução, assumiu-se como parte do problema.
Infelizmente, regressamos precocemente a casa, com uma performance não condizente com a qualidade individual dos nossos jogadores.

Espaço Nossa Senhora de Caravaggio

Os jogos sujeitos a aposta são os seguintes:

Holanda - Rússia

Espanha - Itália

Ainda que tenham sido publicados dois post´s relativos aos Quartos de Final do Euro-2008, apenas poderá ser utilizado um Joker.
Recordo que os participantes que não lograram apuramento para os Quartos de Final disputam entre si, em sistema de todos contra todos, o seu posicionamento final no Espaço Nossa Senhora de Caravaggio.
Os pontos acumulados na 1ª fase transitam para a 2ª fase, na medida da sua metade.

quarta-feira, junho 18, 2008

Diário do Euro-2008

Finda que se mostra a Fase de Grupos do Euro-2008, proponho-vos o exercício de apresentarem o vosso onze ideal desta fase da competição.
Aqui, deixo o meu:

Van der Sar, Sérgio Ramos, Pepe, Oiijer, Zhirkov, Wesley Sneider, Deco, João Moutinho, David Villa, Van Nistelroy e Podolski.

Espaço Nossa Senhora de Caravaggio - Classificação Final da Fase de Grupos

Grupo A

1º Lugar: JC - 105 pontos;

2º Lugar: Vermelho Nunca - 90 pontos;

3º Lugar: Pachulico - 80 pontos;

4º Lugar: Holtreman - 70 pontos;

Grupo B

1º Lugar: Barão Vermelho - 105 pontos;

2º Lugar: Vermelho Sempre - 90 pontos;

3º Lugar: Antes Morto que Vermelho - 70 pontos;

4º Lugar: Jorge Mínimo - 65 pontos;

Grupo C

1º Lugar: Zex - 110 pontos;

2º Lugar: Vermelho - 85 pontos;

3º Lugar: Cuto - 10 pontos;

Grupo D

1º Lugar: Jimmy Jump - 60 pontos;

2º Lugar: Fura-Redes - 55 pontos;

3º Lugar: Sócio - 50 pontos;

Grupo E

1º Lugar: Salvatrucha - 85 pontos;

2º Lugar: Lion Heart - 50 pontos;

3º Lugar: Samsalameh - 0 pontos;

Grupo F

1º Lugar: Cavungi e Kaiserlicheagle - 100 pontos;

3º Lugar: Pankreas - 35 pontos;

Jogos dos Quartos de Final:

Zex - Jimmy Jump;

JC - Salvatrucha;

Barão Vermelho - Vermelho Sempre/Vermelho Nunca;

Cavungi - Kaiserlicheagle;

Recordo que os participantes que não lograram apuramento disputam entre si, em sistema de todos contra todos, o seu posicionamento final no Espaço Nossa Senhora de Caravaggio.
Os pontos acumulados na 1ª fase transitam para esta 2ª fase, na medida da sua metade.

Classificação Actual

9º Lugar: Vermelho – 43 pontos;

10º Lugar: Pachulico – 40 pontos;

11º Lugar: Antes Morto que Vermelho e Holtreman – 35 pontos;

12º Lugar: Jorge Mínimo – 33 pontos;

13º Lugar: Fura-Redes – 28 pontos;

14º Lugar: Sócio e Lion Heart – 25 pontos;

15º Lugar: PanKreas – 18 pontos;

16º Lugar: Cuto – 5 pontos;

17º Lugar: Samsalameh – 0 pontos;

terça-feira, junho 17, 2008

Diário do Euro-2008

1 – Na conferência de imprensa de hoje da selecção nacional repetiu-se a bajulação habitual dos alienados adeptos portugueses e o profissionalismo dos jornalistas estrangeiros.
2 – Ronaldo conseguiu surpreender pela positiva ao dar nota de uma invulgar sagacidade na resposta às questões dos jornalistas estrangeiros.
3 – Os alemães, talvez sapientes da sua inferioridade, apostam forte nos “mind games”.
4 - Lothar Matthäus deu o pontapé de saída ao apontar baterias para Ricardo, afirmando-o como o elo mais fraco da selecção nacional.
Sabendo-se como Ricardo absorve mal as críticas que lhe são dirigidas e da sua propensão para o “síndrome Mamede”, sou tentado a crer que Lothar Matthäus se inspirou em Josef Goebbels.
5 – Logo depois, surgiu Jens Lehmann a secundá-lo, mas, essencialmente, a “atacar” Ronaldo, asseverando conhecer o antídoto para “travar” o craque luso.
Ainda que Ronaldo tenha vindo a dar sinais de uma preocupante ansiedade, o certo é que, em ocasiões semelhantes, idênticas afirmações apenas serviram para potenciar o seu talento, pelo que sou tentado a crer que o guarda-redes alemão se inspirou em Mohamed Said Al-Sahhaf.
6 – Em sentido oposto, mas visando os mesmos propósitos, Beckenbauer atribuiu favoritismo à selecção nacional.
Uma atitude bem mais sensata se tivermos por referência uma certa tendência lusa para o deslumbramento fácil.
7 - No “grupo da morte”, a Itália fez valer, uma vez mais, o seu cinismo para se qualificar.
Bastou um imperdoável erro de posicionamento de Abidal e um ressalto em Henry para derrotar uma França apenas esforçada.
8 – A eliminação da França assumiu-se como uma justa recompensa para o primarismo táctico revelado por Raymond Domenech e, bem assim, para a sua arrogância.
9 – A Roménia que frente a franceses e italianos se havia exibido em excelente plano, mormente ao nível defensivo, soçobrou emocionalmente perante a possibilidade de se qualificar para os quartos de final.
10- A 2ª equipa holandesa demonstrou quão equilibrado é o plantel de 23 à disposição de Marco Van Basten.

Espaço Nossa Senhora de Caravaggio

Os jogos sujeitos a aposta são os seguintes:

Portugal - Alemanha;

Croácia - Turquia;

O post relativo aos restantes dois jogos será publicado na próxima quinta-feira, pois que apenas nessa ocasião será conhecido o alinhamento completo dos Quartos de Final.
Ainda que sejam publicados dois post´s, apenas poderá ser utilizado um Joker.
Recordo que os participantes que não lograrem apuramento para os Quartos de Final disputam entre si, em sistema de todos contra todos, o seu posicionamento final no Espaço Nossa Senhora de Caravaggio.
Os pontos acumulados na 1ª fase transitam para a 2ª fase, na medida da sua metade.

segunda-feira, junho 16, 2008

Diário do Euro-2008

1 - Após a partida com a Suiça, uma certeza - É imperativo conservar o onze apresentado por Scolari nos dois primeiros jogos da Fase de Grupos!

2 - As nossa reservas demonstraram o quão parcimoniosa deve ser a sua utilização.

3 - Depois de assistir à paupérrima exibição de Miguel no encontro frente aos helvéticos, sobra uma questão: Qual ou quais os critérios que presidiram à sua convocação?

4 - Acompanho Lothar Matthäus quando assevera que "em nenhum outro Campeonato as diferenças entre as equipas são menores."

5 - Concordo inteiramente com Mourinho quando afirma "Realmente, a imprensa desportiva do defeso está recheada de intermináveis histórias de tretas e recados! Menos mal que, enquanto há Euro, temos algumas páginas com factos reais e, claro está, entre tantos... algum nomezinho estará correcto."

6 - Quinta-feira defrontamos a Alemanha.

Três temores:
a) A robustez e o poderio físico do seu meio-campo, que podem sufocar e fazer submergir o nosso "liliputiano" sector intermédio
b) A sua costumeira concentração, agressividade e eficácia, que podem desempenhar papel decisivo no desfecho da partida;
c) O jogo aéreo alemão, mormente nas bolas paradas, se e quando confrontado com os problemas que a selecção nacional tem patenteado nesse particular (com especial destaque para Ricardo).

Duas esperanças:
a) A manutenção da titularidade de Per Mertesacker e Christoph Metzelder, dois centrais muito posicionais, com evidentes problemas de velocidade e mobilidade;
b) Joachim Löw estruture a sua equipa no 4x4x2 clássico, muito clássico mesmo, que apresentou nos três jogos da fase de grupos, com Ballack ao lado de Torsten Frings e, como tal, suficientemente longe da baliza para não desequilibrar ofensivamente.

7 - O segundo golo turco confirmou o que disse aqui na pretérita Quinta-Feira "Cech (...) um dos melhores, mesmo sendo certo que depois da lesão não mais alcançou um nível similar ao anteriormente alardeado."

8 - A grande figura deste Euro-2008 tem sido Wesley Sneider já apelidado de " Pitbull com paciência".

9 - Uma eliminação que prestigia o futebol ou um severo e bem merecido zero para os ultra-defensivos gregos.

10 - De superação em superação até à superação final ou como Nihat materializou a vontade de vencer turca.

domingo, junho 15, 2008

Análise ao Suíça - Portugal

EURO'2008 - GRUPO A (3.ª JORNADA)
SUÍÇA-PORTUGAL
Estádio: St. Jakob-Park, Basileia
Hora: 19:15
Árbitro: Konrad Plautz (Áustria)

Suíça: Zuberbuhler, Magnin, Senderos, Lichtsteiner (83´ Grichting), Inler, Muller, Fernandes, Behrami, Vonlanthen (61´ Barnetta), Hakan Yakin (86´ Cabanas) e Eran Derdiyok

GOLO: Hakan Yakin (71´ e 83´ de penálti);

+ Portugal: Ricardo, Miguel, Pepe, Bruno Alves, Paulo Ferreira (41´ Jorge Ribeiro), Fernando Meira, Miguel Veloso (71´ João Moutinho), Raúl Meireles, Ricardo Quaresma, Nani e Hélder Postiga (74´ Hugo Almeida)




E ao terceiro jogo, Portugal perdeu.
E perdeu por culpa própria.
Com a qualificação e o 1º lugar no Grupo garantidos, Scolari promoveu, e bem, uma verdadeira revolução no onze inicial.
Oito alterações às quais apenas Ricardo, Pepe e Paulo Ferreira sobreviveram.
Seria expectável que os neo titulares procurassem demonstrar ao treinador que a sua exclusão das opções iniciais dos precedentes desafios havia sido um erro.
Todavia, sucedeu, precisamente, o contrário – comprovaram a justeza das escolhas de Scolari!
Se na primeira parte ainda se pode, legitimamente, falar de uma exibição mediana, na segunda metade roçou a mediocridade.
Com excepção de Bruno Alves e Nani, os demais jogadores hoje promovidos à condição de titular pouco ou nada fizeram por merecer a chamada.
Desprovidos de concentração, ambição ou espírito de conquista apenas “os nomes” subiram ao relvado.
A capacidade futebolística ficou no balneário.
Nem sequer revelaram o imprescindível profissionalismo e a suposta vontade de representar a selecção nacional.
Apatia, letargia e abulia qualificativos maiores de uma exibição menor!
Assim, bastou à Suiça ser organizada, esforçada e empreendedora para derrotar Portugal por uns esclarecedores 2-0.
Aliás, a Suíça confirmou as suas debilidades e as suas virtudes – evidentes dificuldades na transição ofensiva, escasso talento, mas muita agressividade, espírito de grupo e vontade de triunfar.
Inler, Gelson e Hakan Yakin assumiram a nota de talento dissonante do deserto de ideias reinante na selecção Suíça.
Na primeira parte e como os jogadores portugueses ainda demonstraram algum empenho, o equilíbrio foi a nota dominante.
Na segunda metade e como com o passar dos minutos os níveis de concentração e de interesse dos jogadores portugueses foram decrescendo, os suíços assumiram, na mesma cadência, o domínio e o controlo da partida.
Deste modo, os golos nos quais se alicerçou a superioridade suíça aconteceram de uma forma natural, perfeitamente enquadrados na lógica do encontro.
Uma vitória suiça que constituiu um paliativo importante para o decepcionante percurso da selecção co-anfitriã deste Euro-2008.
Uma derrota é sempre sinónimo de inêxito, mas no contexto de um “jogo a feijões” os seus efeitos esgotam-se na própria partida.
O Europeu recomeça Quinta-feira.

quinta-feira, junho 12, 2008

Espaço Nossa Senhora de Caravaggio - Classificação após a 2ª Jornada

Grupo A

1º Lugar: JC - 65 pontos;

2º Lugar: Vermelho Nunca - 55 pontos;

3º Lugar: Pachulico - 45 pontos;

4º Lugar: Holtreman - 30 pontos;

Grupo B

1º Lugar: Barão Vermelho - 80 pontos;

2º Lugar: Vermelho Sempre - 70 pontos;

3º Lugar: Jorge Mínimo - 45 pontos;

4º Lugar: Antes Morto que Vermelho - 30 pontos;

Grupo C

1º Lugar: Vermelho - 75 pontos;

2º Lugar: Zex - 70 pontos;

3º Lugar: Cuto - 10 pontos;

Grupo D

1º Lugar: Jimmy Jump - 50 pontos;

2º Lugar: Fura-Redes e Sócio - 30 pontos;

Grupo E

1º Lugar: Salvatrucha - 55 pontos;

2º Lugar: Lion Heart - 40 pontos;

3º Lugar: Samsalameh - 0 pontos;

Grupo F

1º Lugar: Cavungi - 65 pontos;

2º Lugar: Kaiserlicheagle - 60 pontos;

3º Lugar: Pankreas - 35 pontos;

Notas Soltas sobre o Euro-2008

1 – Ontem, ficámos a saber o valor da coerência de Scolari – 7,5 milhões de Euros!

2 – Ontem, ficámos a saber o valor da selecção nacional para Scolari – Zero!

3 – Ontem, ficámos a saber que para Scolari o dinheiro prevalece sobre a carreira.

4 – Ontem, ficámos a saber que Madail padece de esquizofrenia ou então desconhece, em absoluto, o que possam ser “os superiores interesses da Selecção Nacional”.

5 – Hoje, ficámos a saber que mesmo o Special One não possui dotes de adivinhação:
“Mas até lá pode ser que nos quartos nos toque a Croácia e, se assim for, acredito numa meia-final com a Alemanha, para mim a equipa favorita para vencer o Europeu."(José Mourinho in DN).

6 - Hoje, ficámos a saber que a Croácia, à imagem e semelhança de Portugal, alcançou a qualificação para os quartos de final e o primeiro lugar no Grupo B.

7 – Hoje, ficámos a saber que, afinal, a “mannschaft” não é assim tão imbatível.

8 - Hoje, ficámos a saber que, afinal, o nosso adversário nos quartos de final não será a Croácia.

9 – Ontem e hoje, ficámos a saber que Suíça e Áustria serão, muito provavelmente, os primeiros organizadores de um Europeu a serem eliminados, simultaneamente, na fase de grupos.

10 – Há uns dias, ficámos a saber que Platini adora “Omo” ou não tivesse a explicação da UEFA sobre a validação do primeiro golo holandês o propósito de branquear um evidente e grosseiro erro de arbitragem.

Espaço Nossa Senhora de Caravaggio

Os jogos sujeitos a aposta são os seguintes:

3ª Jornada

Suíça - Portugal

Turquia - Rep. Checa

Áustria - Alemanha

Polónia - Croácia

França - Itália

Holanda - Roménia

Grécia - Espanha

Rússia - Suécia