domingo, abril 26, 2009

Benfica - Marítimo 3-2

Constituição das Equipas e Avaliação Quantitativa do Desempenho

Estádio do Sport Lisboa e Benfica, em Lisboa

Árbitro: Rui Costa (AF Porto)

Benfica – Quim (3); Maxi Pereira (3), Sidnei (3), Miguel Vítor (4) e David Luiz (4); Reyes (4) (Yebda, 85 m (-), Carlos Martins (3) (Katsouranis, 61 m (2), Ruben Amorim (3) e Pablo Aimar (2) (Di Maria, 46 m (0); Nuno Gomes (4) e Óscar Cardozo (4).
Suplentes: Moreira, Jorge Ribeiro, Yebda, Katsouranis, Balboa, Di Maria e Mantorras.

Marítimo – Marcos (2); Briguel (2) (João Luiz, 74 m (-), Van der Linden (3), João Guilherme (3) e Luis Olim (2) (Taka, 83 m (-); Paulo Jorge (3), Bruno (4) e Olberdam (3); Manu (2) (Djalma, 46 m (2), Babá (2) e Marcinho (3).
Suplentes: Marcelo, Taka, Fernando Cardozo, João Luiz, Vítor Júnior, Aquino e Djalma.

Disciplina: cartão amarelo a Miguel Vítor (42 m), Ruben Amorim (66 m), Di Maria (76 m), Marcinho (90+1 m), Quim (90+3 m).

Marcador: 1-0 por David Luiz (28 m); 2-0 por Óscar Cardozo (34 m); 3-0 por Óscar Cardozo (37 m); 3-1 por Marcinho (44 m); 3-2 por Bruno (60 m, gp).

Sistemas Tácticos

Benfica


Marítimo


Modelos de Jogo

Benfica

Posse e Circulação de Bola; Domínio e Controlo da Partida; Bloco médio/alto; Assumir Iniciativa de Jogo.

Marítimo

Bloco baixo; Expectativa; Transições Rápidas.

Principais Incidências da Partida (fonte: http://www.record.pt/)

29'
David Luiz
Remate/cruzamento de David Luiz, do lado esquerdo, que apanha Marcos distraído. A bola acaba por entrar ao segundo poste, perante o olhar incrédulo do guardião

34'
Cardozo
Jogada do lado direito, com Maxi Pereira a cruzar para a boca da baliza, onde o dianteiro paraguaio limitou-se a encostar o pé para aumentar a vantagem.

38'
Cardozo
Livre de Reyes, com a bola a sobrevoar a defesa maritimista antes de ir ter com o paraguaio que, sem qualquer vigilância, atirou sem hipóteses para Marcos.

44'
Marcinho
Livre para Bruno, com o brasileiro a saltar mais alto e a cabecear para a baliza.

60'
Bruno de grande penalidade

Destaques

Melhores em Campo

Benfica

Nuno Gomes - Disponibilidade física e mental, num desempenho de superior qualidade e equilíbrio.
Jogando simples e ao primeiro toque, assumiu-se como o "pivot" dos movimentos atacantes encarnados.
O lance do 2º golo encarnado ilustra na perfeição a simplicidade e a eficácia que pautou a sua exibição.

Miguel Vítor - Irrepreensível!

David Luiz - Foi feliz na forma como obteve o seu segundo golo na Liga, mas este tento elucida a sua contribuição ofensiva.
Deu profunidade vertical ao seu corredor sem nunca descurar a cobertura defensiva.
Alardeou um equilíbrio raramente visto nas suas prestações como lateral esquerdo.

Marítimo

Bruno - Velhos são os trapos!
Nos jogos com os grandes parece ganhar uma segunda vida.
Esclarecido e clarividente, foi o principal artífice das transições insulares.

Piores em Campo

Benfica

Aimar - Completamente ausente do encontro!

Di Maria - Tudo o que fez, fez mal!
Perfeitamente inconsequente e disparatado!

Marítimo

Briguel e Luís Olim - o sobrinho do Presidente e o lateral esquerdo foram os elos mais fracos de um quarteto defensivo pouco coordenado.

Arbitragem

Um desempenho ao nível da sua incompetência!
Se na primeira parte fez por passar despercebido, na segunda metade fez por passar percebido!
Inventou um penalty a favor do Marítimo e daí em diante acumulou um conjunto de equívocos sempre em prejuízo do Benfica!

Comentário

E tudo o Snr. Costa fez por complicar!

O Benfica venceu o Marítimo por 3-2, mas o resultado não reflecte a dimensão da sua superioridade.
Num bom desempenho, na linha, aliás, do que estes mesmos onze jogadores haviam apresentado frente à Académica e Setúbal, apenas o árbitro Rui Costa fez perigar o êxito encarnado.
Com 10 minutos de muito bom nível, o Benfica construiu uma vantagem de 3 golos, que parecia ser suficiente para um final de tarde tranquilo na Luz.
Puro engano! O Snr. Costa encarregar-se-ia de a tal obstar!
Face aos hábeis desempenhos frente à Académica e Setúbal, Quique Flores conservou inalterado o onze inicial. Tal como havia acontecido naqueles dois encontros, o Benfica entrou bem no jogo e, rapidamente, arquitectou algumas chances de golo.
Com Reyes na condução dos movimentos ofensivos (desta feita, Aimar primou pela ausência), superiormente acolitado por Ruben Amorim, Carlos Martins e Nuno Gomes, o Benfica empurrou o Marítimo para as imediações da sua área, forçando ao seu acantonamento e constrangendo os seus jogadores ao erro.
Como corolário lógico quer da supremacia, quer da qualidade do futebol desenvolvido pelos encarnados, o Benfica chegou ao golo aos 29 minutos.
David Luiz num remate/cruzamento da esquerda fez a bola entrar ao segundo poste, perante a passividade de Marcos.
Estava franqueado o caminho para a baliza de Marcos e o Benfica incrementou o ritmo e a intensidade e, sem surpresa, aos 34 e 38 minutos, Cardozo ampliou a supremacia encarnada no marcador.
Com 3-0 poucos seriam aqueles que cogitariam o que se seguiria, até porque o Benfica manteve perene o seu domínio sobre o adversário.
Aos 44 minutos, Bruno executou um livre na direita e Marcinho antecipou-se à defesa encarnada e de cabeça reduziu para 3-1.
A segunda metade, dealbou da mesma forma que a primeira se encerrara, ou seja, sob o império encarnado.
Acontece que, aos 60 minutos, Rui Costa decidiu inventar um penalty a favor do Marítimo.
Bruno encurtou distâncias e o Benfica abanou um pouco.
Oscilou, mas não caiu.
Intranquilizou-se nos momentos imediatamente subsequentes ao golo de Bruno, mas logrou recuperar o equilíbrio emocional e não permitiu veleidades consistentes aos madeirenses.
Aliás, diga-se em abono da verdade, que o Marítimo não conseguiu arquitectar uma única ocasião de golo em lances de bola corrida - fez um golo de bola parada e Rui Costa ofereceu-lhe um outro de penalty.
Quim não realizou uma única defesa em todo o jogo, o que ilustra o acerto defensivo encarnado e a esterilidade do processo ofensivo maritimista.
Um triunfo de indiscutível equidade perante um adversário dócil, que apenas Rui Costa conseguiu projectar como ameaça!

5 comentários:

Mestrecavungi disse...

Palhaço!Palhaço!Palhaço!!!!
Gosto quando 33.000 pessoas (nada mau para o eterno terceiro classificado do futebol português), mimam os arbitros com este grito.
Eu estive lá e pude testemunhar a veradadeira roubalgheira de que fomos alvos.
Até pareciamos o Sporting!
Incompetente é pouco para adjectivar este ser abjecto de nome Rui Costa.O arbitro.
Não o Rui Costa ex-Grande Jogador e actual grande falhado-Director Desportivo/Administrador da SAD.
Temos que aguentar!

pachulico disse...

Joelho do maxi pereira na coxa do djalma... será possivel alguém negar isto? É claro e objectivo...

Vermelho disse...

Amigo Pachulico:
Como?
Eu percebo a tua bitola, mas não posso concordar com a tua apreciação.
Aquele abraço.

Mestrecavungi disse...

Arbitro Ladrão!
Não conseguiu levar-nos o Pão!

Joao Pedro disse...

45' | Após uma disputa de bola acesa, considera que Reyes agride Briguel?
JC | Reyes utilizou o cotovelo de forma objectiva e clara para atingir o adversário. A exibição do cartão vermelho impunha-se.

RS | Existe, sim, uma cotovelada de Reyes a Briguel. O árbitro deveria ter, no mínimo, chamado Reyes à atenção pela atitude irreflectida.

AR | Manu, estando no chão, tenta agredir o adversário, e Reyes acaba por dar uma cotovelada em Briguel. Devia o árbitro expulsar Manu e Reyes.