domingo, abril 05, 2009

Estrela da Amadora - Benfica 1-2

Constituição das Equipas e Avaliação Quantitativa do Desempenho

Liga Sagres, 23.ª jornada
Estádio José Gomes, na Amadora.
Hora: 20.15
Árbitro: Hugo Miguel

E. AMADORA
Nélson (3), Hugo Gomes (3), Nuno André Coelho (4), Vidigal (2), Ney (2), Fernando Alexandre (3), Goianira (3), Jardel (3), Moreno (3), Silvestre Varela (3) e Anselmo (3).
Suplentes: Filipe Mendes, Vinha, Mustafa, Marco Paulo, Celestino (2), Pedro Pereira (2) e Rui Varela (1).
Treinador: Lázaro Oliveira

BENFICA
Quim (4), Maxi (2), Miguel Vítor (3), David Luiz (2), Jorge Ribeiro (2), Katsouranis (2), Yebda (2), Ruben Amorim (2), Aimar (2), Cardozo (3) e Nuno Gomes (3).
Suplentes: Moreira, Sidnei (-), Carlos Martins (2), Binya, Balboa, Di María (2) e Mantorras.
Treinador: Quique Flores

Sistemas Tácticos

Estrela da Amadora



Benfica

Principais Incidências da Partida (fonte: www.record.pt)

4' - Grande penalidade contra o E. Amadora. Árbitro considera que houve falta de Ney sobre Nuno Gomes.

5' - Golo do Benfica
Cardozo remata forte e rasteiro para o lado esquerdo de Nélson na transformação de uma grande penalidade

14' - Nova grande penalidade contra o Estrela, por mão na bola de Vidigal quando discutia o lance com Nuno Gomes.

16' - Golo do Benfica
CARDOZO volta a marcar de grande penalidade. Desta vez com um remate a meia-altura para o lado direito de Nélson.

26' - Jogadores do Estrela reclamam grande penalidade por mão na bola de David Luiz.

27' - Grande penalidade contra o Benfica. Árbitro considera que Yebda empurrou Nuno André Coelho dentro da grande área na sequência de um canto.

29' - Golo do E. Amadora
SILVESTRE VARELA remata forte ao ângulo superior direito da baliza de Quim na transformaçõa da grande penalidade.

44' - Cardozo entra na área pelo lado direito e dispara forte para defesa complicada de Nélson.

48' - Moreno cruza para cabeceamento de Jardel ao lado. O Estrela reentrou bem no jogo.

70' - Goianira remata rasteiro e colocado à entrada da área. Quim responde com uma excelente defesa para canto.

81' - Di María remata forte à entrada da área, mas bola sai à figura de Nélson, que agarra.

Destaques

Melhores em Campo

Benfica

Quim - Um regresso marcado pela tranquilidade e segurança.
Evitou que o Estrela igualasse ao desviar para canto um excelente remate cruzado de Marcelo Goianira.

Estrela da Amadora

Nuno André Coelho - Segurança, pendularidade e sobriedade.

Varela - Pela agitação que aportou à partida.
Ainda assim, o que lhe sobrou em vontade, faltou-lhe em objectividade.

Piores em Campo

Benfica

David Luiz - Conseguiu exibir-se um bocadinho pior que os demais. E se foi difícil consegui-lo.
Acumulou precipitações e total ausência de critério quer na abordagem aos lances, quer no passe. Por paradoxal que pareça, melhorou ligeiramente quando passou para lateral esquerdo.

Estrela da Amadora

Vidigal - Equívocos e mais equívocos de um veterano que deixou a nú as fragilidades que o tempo cavou.
Intolerável num jogador com a sua experiência a mão que resultou na segunda grande penalidade assinalada a favor do Benfica.

Arbitragem

Esteve bem nas grandes penalidades assinaladas a favor do Benfica(a falta de Ney sobre Nuno Gomes termina dentro da área estrelista), sendo que o mesmo já não se pode afirmar quanto à que beneficiou o Estrela.
Nuno André Coelho chocou com Yebda, não tendo o franco-argelino incorrido em qualquer acção susceptível de ser considerada faltosa.
Sucede que, no lance imediatamente anterior, David Luiz tinha tocado a bola com a mão no interior da grande área, conduta, esta sim, merecedora de castigo máximo.
Á boa maneira tuga, compensou um erro com outro!
No aspecto disciplinar, apenas um reparo maior, qual seja a não expulsão de Vidigal por acumulação de cartões amarelos.

Comentário

Mau demais para ser verdade ou como só a vitória atenua um desempenho paupérrimo!

O Benfica venceu, sem honra, nem glória, o Estrela por 2-1 e manteve a distância de um ponto para o Sporting e de cinco para o Porto.
Face às ausências de Luisão, Reyes e Suazo, Quique fez regressar David Luiz ao centro da defesa, entregou a lateral esquerda a Jorge Ribeiro, Yebda emparceirou com Katsouranis no centro do meio-campo, Amorim derivou para a direita, Aimar para a esquerda e Nuno Gomes juntou-se a Cardozo no duo mais avançado.
Todavia, a novidade das novidades deu pelo nome de Quim, cujo desempenho na final da Taça da Liga, mormente no desempate por grandes penalidades, impôs o seu retorno à titularidade.
Acossado pelos triunfos de Porto e Sporting, o Benfica lidou muito mal com a dimensão emocional da partida.
A pressão de vencer entorpeceu de sobremaneira as capacidades da equipa encarnada.
Incapaz de se libertar do medo de perder, o Benfica foi quase sempre uma equipa intranquila e temerosa.
Mais do que do adversário, o Benfica evidenciou receio de si mesmo, das suas próprias fragilidades.
E nem a própria história da partida - francamente favorável às pretensões encarnadas - propiciou a esperada tranquilidade.
Cedo, muito cedo mesmo, o Benfica construiu uma vantagem de dois golos, que, em condições de normalidade, deveria ter aportado serenidade.
Não trouxe e a equipa expôs-se a um sofrimento que podia e devia ter evitado!
Sem dinâmica ou intensidade, o momento ofensivo encarnado raramente apresentou a fluidez e o discernimento necessários à transposição do bem estruturado bloco defensivo estrelista.
Lento, com poucas ideias e revelando escassa mobilidade, o Benfica não conseguiu ensaiar transições rápidas, nem explorar o jogo entre linhas das suas unidades mais avançadas.
Incapaz de articular um movimento atacante com princípio, meio e fim, não surpreendeu a esterilidade e a inocuidade do processo atacante benfiquista.
A obsessão pelo equilíbrio e pela segurança das transições empurrou o Benfica para um jogo directo, as mais das vezes inconsequente.
Para além das duas grandes penalidades, o Benfica apenas por mais duas vezes alcançou a baliza de Nélson (remates de Cardozo e de Di Maria, cada um em sua metade da contenda).
Pouco, muito pouco!
Mas, mesmo defensivamente, a equipa não demonstrou a necessária solidez.
Fruto de uma inexplicável complacência, o Estrela dispôs sempre de tempo e espaço para arquitectar o seu processo ofensivo.
Ancorado numa escorreita circulação de bola, assumiu, na generalidade do tempo de jogo, o controlo e o domínio da partida.
Não fora a inépcia estrelista no último passe e o desfecho teria sido outro!
Aliás, diga-se em abono da verdade, que quem assistiu ao encontro terá ficado com legítimas dúvidas sobre qual das equipas padece com atrasos no pagamento de salários e não treinou durante a semana!
O Estrela revelou-se mais confiante, mais determinado, mais resoluto e até mesmo fisicamente mais disponível.
E isto já para não falar da qualidade do desempenho estrelista, a anos luz da pobreza franciscana encarnada!
O Benfica triunfou, mas impõe a equidade que se assevere que não fez jus a tal conquista.

7 comentários:

LionHeart disse...

Poderia o sr. comentador explicar-me como é que a falta sobre a Amelinha termina dentro da grande área, sendo a falta um toque por trás iniciado E LOGO CONCLUÍDO FORA DA ÁREA?

Vermelho disse...

Amigo Lion:
A falta não se resumiu ao toque no pé.
Houve uma pluralidade de contactos, o último dos quais aconteceu já no interior da área.
Aquele abraço.

Jimmy Jump disse...

Mais do mesmo. Jogo pobrezinho numa
época pobrezinha que só com um milagre poderia ser algo mais.
Quanto a mim não acredito em milagres.
Quanto aos três famigerados penalties: o primeiro mal assinalado sobre Nuno Gomes. A falta é cometida fora da área.
O segundo é bem assinalado.
O penaltie a favor do Estrela é mais um penaltie fantasma cometido por Yebda.

Sublinho aqui a presença de A. Salvador junto com a comitiva portista na operação Manchester.

holtreman disse...

Arbitragem

Jorge Coroado
-

Grande penalidade mal assinalada. Nuno Gomes, com o pé direito, tocou no pé do adversário, tropeçando ainda fora da área. Nunca seria grande penalidade.

Rosa Santos
-

Se existisse falta seria fora da área. Mas não fico convencido da falta, na minha opinião, foi uma simulação.




António Rola
-

O árbitro teve uma errada interpretação neste lance. Pois caso tenha havido um toque em Nuno Gomes, ele aconteceu fora da área.


Melho (Especialista de arbitragem da FIFA e UEFA)

"Esteve bem nas grandes penalidades assinaladas a favor do Benfica(a falta de Ney sobre Nuno Gomes termina dentro da área estrelista)."
"Houve uma pluralidade de contactos, o último dos quais aconteceu já no interior da área."

pachulico disse...

Amigo vermelho, desta vez exageraste.
Termina dentro da área? O contacto resume-se a um pequeno toque no pé direito do Nuno Gomes bem fora da grande área. Um único contacto! É óbvio que, com a inércia, o Nuno Gomes cai dentro da área mas falta é claramente fora da área.

Vermelho disse...

Amigo Pachulico:
Olha que não...
Aquele abraço.

Mestrecavungi disse...

Eu até já tenho vergonha desta equipa (?) do Sr Quique.
Miserável exibição que só a nossa grandeza junto dos arbitros conseguiu os 3 pts.
Obrigado Hugo!