quarta-feira, abril 29, 2009

Meias-Finais da Champions - Manchester United vrs. Arsenal 1-0

Liga dos Campeões
Primeira mão da meia-final
Estádio: Old Trafford, em Manchester
Árbitro: Claus Bo Larsen (Dinamarca)

MAN UTD: Van der Sar; OShea, Ferdinand (Evans, 88m), Vidic, Evra; Carrick, Fletcher, Anderson (Giggs, 67m); Ronaldo, Rooney e Tevez (Berbatov, 67m)

Suplentes: Foster, Park, Scholes, Rafael da Silva

ARSENAL: Almunia; Sagna, Touré, Silvestre, Gibbs; Song e Diaby; Walcott (Bendtner, 71m), Fabregas e Nasri; Adebayor (Eduardo, 83m)

Suplentes: Fabianski, Denilson, Ramsey, Djourou, Eboué

Golos:
1-0 por OShea (17m)

Esmagador!
Assim foi o Manchester, pese embora o resultado não reflicta, nem de perto, nem de longe, a dimensão da sua supremacia.
E nem necessitou de um desempenho de superior capacidade, tal a diferença qualitativa entre as equipas.
Numa partida infinitamente mais interessante do que a disputada ontem em Barcelona, o Manchester foi a única equipa a arquitectar movimentos ofensivos com perigo, tendo chegado ao golo aos 16 minutos, através de John O’Shea.
Wenger procurou imitar Hiddink, mas viu os seus propósitos frustrados.
Essencialmente, porque o nível de competência dos seus jogadores e do adversário não se assemelhou ao evidenciado, ontem, por Barça e Chelsea.
Nem o Arsenal apresentou os mesmos atributos defensivos do seu rival londrino, nem o Manchester se quedou pelo patamar de aptidões dos catalães.
Da conjugação do deficit londrino com o acréscimo do United resultou a derrota do Arsenal.
Apenas na esterilidade do processo ofensivo Arsenal e Chelsea se equivaleram!
Um revés cuja grandeza mínima não afasta o Arsenal da final, mas que oferece ao Manchester uma vantagem relevante. Principalmente, porque conservou a sua baliza intacta.

Man. United Arsenal
1 Golos marcados 0
8 Remates à baliza 1
6 Remates para fora 4
0 Remates interceptados 0
1 Cartões amarelos 0
0 Cartões vermelhos 0
11 Faltas cometidas 9
4 Cantos 0
4 Foras-de-jogo 2
38' 56'' P. bola (tempo) 31' 46''
55% P. bola (%) 45%

Espaço Prof. Karamba

V. Setúbal - P. Ferreira
Rio Ave - Sp. Braga
Marítimo - FC Porto
Académica - Sporting
Nacional - Benfica
E. Amadora - Leixões
Trofense - Belenenses
V. Guimarães - Naval

terça-feira, abril 28, 2009

Meias-Finais da Champions - Barcelona vrs. Chelsea 0-0

Sob arbitragem de Wolfgang Stark (Alemanha), as equipas alinharam:

BARCELONA: Valdés; Alves, Marquez (Puyol, 52), Piqué,Abidal; Touré, Xavi, Iniesta; Henry (Hleb, 87), Messi e Etoo (Bojan, 81)
Suplentes: Jorquera, Gudjohnsen, Keita e Sylvinho
Treinador: Pep Guardiola

CHELSEA: Cech; Ivanovic, Alex, Terry, Bosingwa; Essien, Obi Mikel, Ballack (Anelka, , Lampard (Beletti, 71), Malouda; y Drogba
Suplentes: Hilario, Di Santo, Kalou, Anelka, Mancienne e Stoch Treinador: Guus Hiddink
Disciplina: cartão amarelo para Alex (26), Ballack (29),Touré (37), Pyuol (75)

Barcelona e Chelsea empataram a zero na primeira mão das meias-finais da Champions.
Para lá dos duelos individuais entre jogadores, sobressaiu a contenda entre treinadores.
Ambos foram fiéis às suas convicções.
Guardiola incitou a sua equipa a assumir a iniciativa do jogo, sem temores ou reverências, dando asas à imaginação e criatividade dos seus jogadores.
Guus Hiddink demonstrou, uma vez mais, como se tal fosse necessário, que é o mais "italiano" dos treinadores holandeses.
O Chelsea fez do calculismo e da expectativa a matriz essencial do seu modelo de jogo.
Entrou contido e à espreita do erro. Deixou correr o jogo, procurou atrair o Barcelona para o risco com vista a surpreendê-lo em transições rápidas e contra-ataques.
Hiddink é demasiado pragmático, demasiado obcecado pelos equilíbrios, demasiado avesso ao risco e apresentou um conjunto à sua imagem e semelhança.
O Chelsea foi de um cinismo atroz!
Tacticista, não assumiu quaisquer riscos. Mas, não foi subserviente!
Qualquer subserviência representaria o código postal para o insucesso!
Estruturou a sua equipa num 4x5x1, que lhe permitiu agregar superioridade numérica na defesa e no meio-campo.
Apresentou um bloco médio/baixo, compacto, agressivo e ancorado numa enorme disponibilidade física. Procurou sempre o equilíbrio estrutural da equipa.
Pressionou o meio-campo do Barça, impedindo-o de pensar.
Colocou Bosingwa à esquerda por forma a cercear a capacidade de penetração de Messi através de movimentos interiores em diagonais curtas.
Impediu as penetrações verticais de Henry e Eto´o e obstou ao temível jogo entre linhas de Iniesta e Xavi.
O seu maior pecadilho residiu na esterilidade do processo ofensivo (com excepção do supra descrito lance, raras foram as ocasiões em que o Chelsea se acercou da área catalã).
Deu a iniciativa do jogo ao Barça, atraindo-o o mais possível para o seu meio-campo, convidando-o a subir as suas linhas, por forma a permitir-lhe encarar o momento ofensivo com o adversário desposicionado e com menos unidades no seu meio reduto.
Sucede que da teoria à prática vai uma grande distância e o que no papel era um plano brilhante, no campo não o foi!
Faltaram os últimos 30 metros ao Chelsea!
Os seus jogadores não foram nem rápidos, nem resolutos na transição ofensiva, tão obcecados que estavam com a manutenção das suas posições.
Se os tivesse tido, como teve em Anfield, o Barça podia estar, agora, a chorar uma derrota.
Ainda assim, dispôs da melhor ocasião de golo em toda a partida, quando, na primeira parte, Droba interceptou um atraso mal medido de Márquez para Valdés e ficou isolado perante o guarda-redes espanhol, mas viu este negar-lhe, por duas vezes, o golo.
Sofreu, entrou, algumas vezes, em apneia, mas cumpriu o seu propósito de manter inviolada a sua baliza.
O Barça, sem espaço, nem tempo, não exibiu o seu constumeiro brilhantismo ofensivo.
Dominou, mas o Chelsea controlou e, assim, apesar de ter construído algumas oportunidades de golo, faltou-lhe a constância e a continuidade que, geralmente, empurram os seus adversários para as imediações da sua grande área.
A densidade defensiva dos londrinos obrigou os catalães a optarem pelos remates de média e longa distância - entre os 18 e os 31 minutos, Eto´o, Messi, Xavi e Henry protagonizaram remates de fora da área (sem grande perigo, diga-se).
Na segunda parte, a tendência manteve-se, mas, ainda assim, o Barça conseguiu aproximar-se um pouco mais da área do Chelsea e arquitectar três boas chances de golo.
Eto´o aos 70 minutos e Touré e Hleb, em período de compensação, podiam e deviam ter finalizado com maior acerto.
O primado da racionalidade, do pragmatismo e do resultado impôs-se uma vez mais.
Hiddink conquistou o que pretendia, mas o futebol saiu a perder.
Especialmente, quem esperava ver o talento de Xavi, Iniesta, Henry, Eto´o, Messi, Drogba ou Lampard.

Barcelona Chelsea
0 Golos marcados 0
6 Remates à baliza 1
12 Remates para fora 2
2 Remates interceptados 0
2 Cartões amarelos 2
0 Cartões vermelhos 0
7 Faltas cometidas 20
10 Cantos 2
4 Foras-de-jogo 3
36' 29'' P. bola (tempo) 19' 8''
65% P. bola (%) 35%

segunda-feira, abril 27, 2009

Vedetas&Marretas

Vedetas

Clube


Rio Ave pelo triunfo na Figueira da Foz

Jogador



Lisandro, Cardozo e Liedson pelas exibições e pelos golos decisivos que obtiveram na pretérita jornada da Liga Sagres

Treinador

Carlos Brito pelo triunfo na Figueira da Foz

Árbitro


Augusto Costa pelo seu desempenho tranquilo no Naval vrs. Rio Ave

Modalidades de Alta Competição

Benfica pela 30ª vitória consecutiva na Liga de Basquetebol, desta feita na Luz frente ao Porto(novo recorde de vitórias consecutivas - invicto na fase regular)

Telma Monteiro pelo título de campeã europeia de Judo na categoria de -57Kg

Emigrante

Ronaldo pelo bis frente ao Tottenham

Marretas

Clube

Belenenses pela derrota caseira frente ao Nacional

Jogador

Nilson pelo "frango" com que presenteou o Leixões

Treinador

Carlos Cardoso pelo estranho caso do minuto 58...

Árbitro

Rui Costa pelo seu paupérrimo desempenho no Benfica vrs. Marítimo

Duarte Gomes pelo seu paupérrimo desempenho no Belenenses vrs. Nacional

Modalidades de Alta Competição

Oliveirense pela derrota frente à Juventude de Viana nas meias-finais do Play-off de Hóquei em Patins

Emigrante

Simão pela expulsão no Atlético de Madrid vrs. Numancia

Espaço Prof. Karamba

1º Lugar: Jimmy Jump - 785 pontos

2º Lugar: Cavungi - 665 pontos

3º Lugar: JC - 655 pontos

4º Lugar: Vermelho Sempre - 625 pontos

5º Lugar: Vermelho - 620 pontos

6º Lugar: Kaiserlicheagle - 615 pontos

7º Lugar: Lion Heart - 590 pontos

8º Lugar: Sócio - 565 pontos

9º Lugar: Salvatrucha jr. - 530 pontos

10º Lugar: Jorge Mínimo - 520 pontos

11º Lugar: Cuto - 480 pontos

12º Lugar: Zex - 435 pontos

13º Lugar: Vermelho Nunca - 405
pontos

14º Lugar: Antes Morto que Vermelho - 385 pontos

15º Lugar: Samsalameh - 330 pontos

16º Lugar: Fura-Redes - 265 pontos

17º Lugar: Delane Vieira - 245 pontos

18º Lugar: Pachulico - 140 pontos

19º Lugar: Pankreas - 55 pontos

domingo, abril 26, 2009

Benfica - Marítimo 3-2

Constituição das Equipas e Avaliação Quantitativa do Desempenho

Estádio do Sport Lisboa e Benfica, em Lisboa

Árbitro: Rui Costa (AF Porto)

Benfica – Quim (3); Maxi Pereira (3), Sidnei (3), Miguel Vítor (4) e David Luiz (4); Reyes (4) (Yebda, 85 m (-), Carlos Martins (3) (Katsouranis, 61 m (2), Ruben Amorim (3) e Pablo Aimar (2) (Di Maria, 46 m (0); Nuno Gomes (4) e Óscar Cardozo (4).
Suplentes: Moreira, Jorge Ribeiro, Yebda, Katsouranis, Balboa, Di Maria e Mantorras.

Marítimo – Marcos (2); Briguel (2) (João Luiz, 74 m (-), Van der Linden (3), João Guilherme (3) e Luis Olim (2) (Taka, 83 m (-); Paulo Jorge (3), Bruno (4) e Olberdam (3); Manu (2) (Djalma, 46 m (2), Babá (2) e Marcinho (3).
Suplentes: Marcelo, Taka, Fernando Cardozo, João Luiz, Vítor Júnior, Aquino e Djalma.

Disciplina: cartão amarelo a Miguel Vítor (42 m), Ruben Amorim (66 m), Di Maria (76 m), Marcinho (90+1 m), Quim (90+3 m).

Marcador: 1-0 por David Luiz (28 m); 2-0 por Óscar Cardozo (34 m); 3-0 por Óscar Cardozo (37 m); 3-1 por Marcinho (44 m); 3-2 por Bruno (60 m, gp).

Sistemas Tácticos

Benfica


Marítimo


Modelos de Jogo

Benfica

Posse e Circulação de Bola; Domínio e Controlo da Partida; Bloco médio/alto; Assumir Iniciativa de Jogo.

Marítimo

Bloco baixo; Expectativa; Transições Rápidas.

Principais Incidências da Partida (fonte: http://www.record.pt/)

29'
David Luiz
Remate/cruzamento de David Luiz, do lado esquerdo, que apanha Marcos distraído. A bola acaba por entrar ao segundo poste, perante o olhar incrédulo do guardião

34'
Cardozo
Jogada do lado direito, com Maxi Pereira a cruzar para a boca da baliza, onde o dianteiro paraguaio limitou-se a encostar o pé para aumentar a vantagem.

38'
Cardozo
Livre de Reyes, com a bola a sobrevoar a defesa maritimista antes de ir ter com o paraguaio que, sem qualquer vigilância, atirou sem hipóteses para Marcos.

44'
Marcinho
Livre para Bruno, com o brasileiro a saltar mais alto e a cabecear para a baliza.

60'
Bruno de grande penalidade

Destaques

Melhores em Campo

Benfica

Nuno Gomes - Disponibilidade física e mental, num desempenho de superior qualidade e equilíbrio.
Jogando simples e ao primeiro toque, assumiu-se como o "pivot" dos movimentos atacantes encarnados.
O lance do 2º golo encarnado ilustra na perfeição a simplicidade e a eficácia que pautou a sua exibição.

Miguel Vítor - Irrepreensível!

David Luiz - Foi feliz na forma como obteve o seu segundo golo na Liga, mas este tento elucida a sua contribuição ofensiva.
Deu profunidade vertical ao seu corredor sem nunca descurar a cobertura defensiva.
Alardeou um equilíbrio raramente visto nas suas prestações como lateral esquerdo.

Marítimo

Bruno - Velhos são os trapos!
Nos jogos com os grandes parece ganhar uma segunda vida.
Esclarecido e clarividente, foi o principal artífice das transições insulares.

Piores em Campo

Benfica

Aimar - Completamente ausente do encontro!

Di Maria - Tudo o que fez, fez mal!
Perfeitamente inconsequente e disparatado!

Marítimo

Briguel e Luís Olim - o sobrinho do Presidente e o lateral esquerdo foram os elos mais fracos de um quarteto defensivo pouco coordenado.

Arbitragem

Um desempenho ao nível da sua incompetência!
Se na primeira parte fez por passar despercebido, na segunda metade fez por passar percebido!
Inventou um penalty a favor do Marítimo e daí em diante acumulou um conjunto de equívocos sempre em prejuízo do Benfica!

Comentário

E tudo o Snr. Costa fez por complicar!

O Benfica venceu o Marítimo por 3-2, mas o resultado não reflecte a dimensão da sua superioridade.
Num bom desempenho, na linha, aliás, do que estes mesmos onze jogadores haviam apresentado frente à Académica e Setúbal, apenas o árbitro Rui Costa fez perigar o êxito encarnado.
Com 10 minutos de muito bom nível, o Benfica construiu uma vantagem de 3 golos, que parecia ser suficiente para um final de tarde tranquilo na Luz.
Puro engano! O Snr. Costa encarregar-se-ia de a tal obstar!
Face aos hábeis desempenhos frente à Académica e Setúbal, Quique Flores conservou inalterado o onze inicial. Tal como havia acontecido naqueles dois encontros, o Benfica entrou bem no jogo e, rapidamente, arquitectou algumas chances de golo.
Com Reyes na condução dos movimentos ofensivos (desta feita, Aimar primou pela ausência), superiormente acolitado por Ruben Amorim, Carlos Martins e Nuno Gomes, o Benfica empurrou o Marítimo para as imediações da sua área, forçando ao seu acantonamento e constrangendo os seus jogadores ao erro.
Como corolário lógico quer da supremacia, quer da qualidade do futebol desenvolvido pelos encarnados, o Benfica chegou ao golo aos 29 minutos.
David Luiz num remate/cruzamento da esquerda fez a bola entrar ao segundo poste, perante a passividade de Marcos.
Estava franqueado o caminho para a baliza de Marcos e o Benfica incrementou o ritmo e a intensidade e, sem surpresa, aos 34 e 38 minutos, Cardozo ampliou a supremacia encarnada no marcador.
Com 3-0 poucos seriam aqueles que cogitariam o que se seguiria, até porque o Benfica manteve perene o seu domínio sobre o adversário.
Aos 44 minutos, Bruno executou um livre na direita e Marcinho antecipou-se à defesa encarnada e de cabeça reduziu para 3-1.
A segunda metade, dealbou da mesma forma que a primeira se encerrara, ou seja, sob o império encarnado.
Acontece que, aos 60 minutos, Rui Costa decidiu inventar um penalty a favor do Marítimo.
Bruno encurtou distâncias e o Benfica abanou um pouco.
Oscilou, mas não caiu.
Intranquilizou-se nos momentos imediatamente subsequentes ao golo de Bruno, mas logrou recuperar o equilíbrio emocional e não permitiu veleidades consistentes aos madeirenses.
Aliás, diga-se em abono da verdade, que o Marítimo não conseguiu arquitectar uma única ocasião de golo em lances de bola corrida - fez um golo de bola parada e Rui Costa ofereceu-lhe um outro de penalty.
Quim não realizou uma única defesa em todo o jogo, o que ilustra o acerto defensivo encarnado e a esterilidade do processo ofensivo maritimista.
Um triunfo de indiscutível equidade perante um adversário dócil, que apenas Rui Costa conseguiu projectar como ameaça!

Memorial Zandinga

Man Utd vrs. Arsenal

Barcelona vrs. Chelsea

quinta-feira, abril 23, 2009

Um Apanha-Bolas muito especial...

Na partida entre Hapoel Haifa e o Bnei Lod, a contar para a segunda divisão israelita, estava o resultado empatado a zero, quando um apanha-bolas decidiu "intervir" no jogo.
Os de Haifa ensaiaram uma transição rápida pela esquerda, através de um passe em profundidade, mas o guarda-redes do Bnei Lod saiu dos postes, antecipou-se e foi à linha lateral cabecear a bola para fora.
Neste instante, o "gandula", no dizer do saudoso Wilson Brazil, de seu nome Ofek Mizrachi atirou, de imediato, uma outra bola na direcção de um jogador do Hapoel, que, prontamente, a lançou para um companheiro fazer golo, quando o guarda-redes adversário ainda regressava à baliza!
Uma preciosa e inestimável "assistência", que, para mal dos pecados dos aficionados do Hapoel Haifa, acabaria por não conhecer o devido reconhecimento no resultado final.
Apesar do meritório esforço de Ofek Mizrachi, o Hapoel Haifa terminou derrotado por 1-2...

quarta-feira, abril 22, 2009

Livro de Reclamações - Taça, Rescisões, Silêncios e Omissões

1 - Das meias-finais da Taça de Portugal, avultam algumas notas a reter:
Machado permanece vaidoso e "autista";
Paulo Sérgio revelou-se um estratega lúcido e relativamente sagaz;
O Paços de Ferreira alardeou tenacidade e "alma até Almeida";
Cristiano demonstrou, uma vez mais, a excelência do seu pé esquerdo, reclamando uma oportunidade num clube com outra dimensão;
Olegário recuperou a visão e o juízo crítico de Domingo para Quarta-feira.
No Domingo não viu razão para assinalar grande penalidade quando Raul Meireles, no interior da área portista, interceptou com a mão um remate de Tiero.
Hoje, viu razão para assinalar grande penalidade quando Nuno Pinto, no interior da área nacionalista, interceptou com a mão um remate de Pedrinha.
Manda quem pode, obedece quem tem juízo;
A dignidade e a seriedade dos jogadores do Estrela deveria ser um exemplo não só para o futebol português, mas também e principalmente para Portugal!
Jesualdo poupou jogadores, perdeu o jogo, perdeu Hulk, mas qualificou-se para a final. Será que a alegria superou a preocupação?

2 - Quando Vale e Azevedo, com alguma para não dizer toda a razão jurídica (relembro o parecer nesse sentido do maior civilista português - Antunes Varela), rescindiu unilateralmente o contrato de cedência de direitos televisivos celebrado entre o Benfica e a Olivedesportos, a comunicação social e os opinion makers da República juntaram a sua voz para clamarem em uníssono a indignidade de tal postura!
A expressão "rasgar contratos" conheceu o seu advento.
Quando Filipe Soares Franco, com ou sem razão jurídica, pois que os fundamentos permanecem desconhecidos, rescindiu unilateralmente o contrato de patrocínio celebrado entre o Sporting e a Sagres, a comunicação social e os opinion makers da República primaram pelo silêncio!
"Double Standard" no seu expoente máximo ou mais uma despudorada demonstração do engajamento da comunicação social portuguesa!

3 - Quando Vale e Azevedo, uma vez rescindido o contrato com a Olivedesportos, celebrou um outro com a SIC, a comunicação social e os opinion makers da República juntaram a sua voz para clamarem em uníssono o quão desprezível e vil havia sido tal comportamento.
Quando Filipe Soares Franco, uma vez rescindido o contrato com a Sagres, celebrou, na semana seguinte, um outro com a Super Bock, a comunicação social e os opinion makers da República primaram pelo silêncio!
"Double Standard" no seu expoente máximo ou mais uma despudorada demonstração do engajamento da comunicação social portuguesa!

4 - Por falar em silêncios, o que dizer da mordaça de Queirós?!
O açaime é tão poderoso que nem um murmúrio se escutou do Professor sobre a bárbara agressão de Pepe a Casquero!
Quando Pereirinha e Rui Pedro decidiram, insensatamente, imitar Cruyff, Queirós, ufano, condenou-os publicamente ao degredo.
"Double Standard" no seu expoente máximo ou mais uma despudorada demonstração da ausência de túbaros do seleccionador nacional!

5 - Se a selvajaria de Pepe foi deplorável, a tentativa de Juande Ramos de a branquear não o foi menos!

6 - Bruno Paixão no relatório do V. Guimarães-Sporting omitiu qualquer referência aos insultos que Paulo Bento lhe dirigiu.
Inocêncio Calabote foi irradiado por "falsificação" do relatório de jogo!
Pergunto: Bruno Paixão será, pelo menos, punido?

7 - A "falsificação" imputada a Calabote girou em torno da hora de início, da duração do intervalo e do tempo de compensação da partida Benfica-CUF.
A de Paixão respeitou à omissão dos insultos de que foi alvo.
Ou seja, uma importou consequências jurídicas para terceiros, sendo que a omissão de Paixão acarretou uma significativa e importante alteração da subsunção jurídico-disciplinar da conduta de Paulo Bento, eximindo-o da possibilidade de suspensão, ao passo que a de Calabote foi e é, perfeitamente, inócua.
Imaginemos que a Comissão Disciplinar da Liga seguia o critério néscio e desproporcional que a Comissão Central de Árbitros adoptou em 1959.
O que aconteceria a Paixão?
No mínimo e se por absurdo tal fosse admissível à luz do ordenamento jurídico português condená-lo-ia à pena de morte!

8 - Para finalizar, permito-me transcrever um excerto da excelente crónica de José Marinho no Mágico SLB:
" (..) após o jogo de Guimarães, um dirigente do Sporting exclama toda a sua desconfiança pela arbitragem de Bruno Paixão.
Quando pensei que a preocupação do dirigente do Sporting fosse que o clube pudesse ser lesado na corrida pelo título, que mantém com o FC Porto, a sua incompreensível preocupação era afinal o Benfica.
Claro que fiz contas, depois destas declarações.
Não é verdade que o Benfica está à mesma distância do Sporting, na luta pelo segundo lugar, que o Sporting está do FC Porto, na luta pelo primeiro? Então, porquê esta fixação pelo Benfica?
E no dia a seguir, em Coimbra, todos vimos que Olegário mais uma vez teve o incrível azar de não assinalar uma evidentíssima grande-penalidade contra o FC Porto e fiquei à espera de ver, no dia seguinte, sei lá, um dirigente do Sporting, tipo Paulo Abreu, a declarar a sua incontida fúria, à semelhança do que tinha feito após o Benfica-Sp.Braga deste campeonato. Porém, nada disso.
E mais convencido fiquei de que passa-se qualquer coisa com os dirigentes e alguns apoiantes do Sporting, quando ouvi na tarde de segunda-feira, num programa da Antena 1, que reúne adeptos dos três grandes do futebol português, o adepto do Sporting, Eduardo Barroso, mais interessado em desenvolver essa teoria de que o Benfica conspira na Liga contra o Sporting, do que em imaginar o que podia ter acontecido de diferente em Coimbra, se Olegário tivesse assinalado uma das mais escandalosas grandes-penalidades deste campeonato.
Por isso, permitam-me terminar esta crónica, dirigindo-me ao meu padrinho: «Sempre quiseste que eu fosse sportinguista, mas espero que aceites o que te vou dizer. Se precisasse de uma boa razão para continuar a ser do Benfica, padrinho, ela aqui está. Eu até posso perder, mas sou de um clube que fará tudo para voltar a ganhar. Eu até posso cair, mas sou de um clube que fará tudo para se levantar. Eu até posso estar mal, mas sou de um clube que fará tudo para estar bem. Eu até podia ser do Sporting, mas escolhi ser do Benfica. E não escolhi mal. Desculpa padrinho e obrigado pelos chocolates»."

Espaço Prof. Karamba

Sp. Braga - Trofense
Naval - Rio Ave
Belenenses - Nacional
Leixões - V. Guimarães
Benfica - Marítimo
Sporting - E. Amadora
FC Porto - V. Setúbal
P. Ferreira - Académica

C´ um Caneco (outro passatempo)

1º Lugar: Cavungi - 305 pontos

2º Lugar: Jimmy Jump - 265 pontos

3º Lugar: JC e Vermelho Sempre - 250 pontos

4º Lugar: Zex - 240 pontos

5º Lugar: Kaiserlicheagle - 235 pontos

6º Lugar: Vermelho - 220 pontos

7º Lugar: Jorge Mínimo - 210 pontos

8º Lugar: Lion Heart, Vermelho Nunca
e Antes Morto que Vermelho - 195 pontos

9º Lugar: Salvatrucha jr. e Sócio - 180 pontos

10º Lugar: Pachulico, Fura-Redes,Cuto - 150 pontos

11º Lugar: Delane Vieira - 145 pontos

12º Lugar: Samsalameh - 115 pontos

13º Lugar: Holtreman - 80 pontos

terça-feira, abril 21, 2009

Livro de Reclamações - Apito Dourado - Capitulo I

1 - Inicio, hoje, um conjunto de artigos subordinados ao tema "Apito Dourado".
Agora que não sobejam já processos em segredo de justiça e que a generalidade dos autos decorrentes das certidões extraídas do processo principal foram já objecto de julgamento e decisão, emerge margem legal para que me possa debruçar sobre a intervenção judicial que abalou (ou talvez não) os alicerces do sistema vigente no futebol português.
Prometi uma reflexão sobre o sistema e fá-la-ei, mas pareceu-me assisado dealbar o portfolio de breves esquiços sobre os meandros do futebol nacional por uma abordagem ao processo que o revelou aos espíritos mais incautos.

2 - Tudo começou com uma denúncia na qual se participavam alegadas práticas corruptivas da verdade desportiva protagonizadas pelo Gondomar na pessoa do seu Presidente de então José Luís Oliveira.
Este foi um facto, propositadamente, ignorado pelos media.
E foi-o por uma simples razão: A sua elucidação pública teria permitido desmistificar um dos maiores embustes criados em torno do processo "Apito Dourado", a saber a tese da cabala contra o Norte, mormente contra o Porto e o seu Presidente.

3 - Por que razão foram os telemóveis pertença de Valentim Loureiro, Pinto de Sousa e Pinto da Costa, entre outros, alvo de intercepção e gravação de conversações e comunicações telefónicas não os de Luís Filipe Vieira, José Veiga, Dias da Cunha ou Carlos Freitas?
A resposta encontra-se, precisamente, na génese do processo!
Por forma a investigar a conduta delituosa de José Luís Oliveira foi um seu telemóvel colocado sob escuta.
Destas intercepções resultou a recolha de um acervo probatório importante, no qual avultaram as conversas entabuladas com Valentim Loureiro e Pinto de Sousa.
Quer um, quer outro, no mercadejar dos cargos que ocupavam, auxiliaram José Luís Oliveira no seu propósito criminoso.
Deste modo, promoveu o Ministério Público junto do Juiz de Instrução a intercepção e gravação das conversações e comunicações telefónicas realizadas de e para os telemóveis de Valentim Loureiro e Pinto de Sousa.
Destas intercepções resultou a abertura da caixa de pandora que estendeu o objecto do inquérito à 1ª Liga!
Na verdade, da escuta dos telemóveis de Valentim Loureiro e Pinto de Sousa dimanaram conversas estabelecidas entre estes indivíduos e Pinto da Costa, versando condutas atentatórias da integridade da competição.
Comunicações telefónicas de e para aqueles telemóveis, ou seja, telefonemas recebidos de Pinto da Costa e efectuados para Pinto da Costa!
Claro está que não restava qualquer outra possibilidade processual que não fosse
a promoção pelo Ministério Público junto do Juiz de Instrução da intercepção e gravação das conversações e comunicações telefónicas realizadas de e para o telemóvel de Pinto da Costa!
Não foi qualquer sanha prossecutória a inspirar a colocação sob escuta do telemóvel de Pinto da Costa!
Foi a dinâmica do próprio processo!
Foram os indícios recolhidos no inquérito que assim o ditaram!

4 - Mas, então por que não foram os telemóveis de Luís Filipe Vieira, José Veiga, Dias da Cunha ou Carlos Freitas, por exemplo, alvo de semelhante diligência?
Porque não travaram conversas telefónicas com Valentim Loureiro e Pinto de Sousa, versando condutas atentatórias da integridade da competição.

5 - Dir-me-ão que existe uma intercepção na qual Valentim Loureiro entra em contacto com Luís Filipe Vieira.
É verdade!
Sucede que desta conversa não provieram quaisquer indícios da comissão de ilícitos criminais!
Valentim Loureiro questionou Luís Filipe Vieira sobre qual o árbitro que mais lhe agradava para dirigir o Benfica-Belenenses das meias-finais da Taça de Portugal.
Descontextualizado este cavaquear, para além de, obviamente, roçar a obscenidade, poderia pronunciar um propósito de visar a lisura da competição.
Acontece que esta era uma prática, ainda que censurável, institucionalizada no futebol português no que aos jogos da Taça de Portugal dizia respeito.
O então Presidente do Belenenses foi alvo de um auscultação similar!
Acresce que não há qualquer referência, ainda que vaga ou longínqua, a uma peita ou à sua promessa.
Por fim, adjuve-se que o contacto telefónico é realizado por Valentim Loureiro, pese embora a partida respeitasse a uma competição sob a égide da FPF, pelo singelo, mas assaz revelador pormenor de Pinto de Sousa não ter o número do posto telefónico móvel de Luís Filipe Vieira!

segunda-feira, abril 20, 2009

Vedetas&Marretas

Vedetas

Clube

Paços de Ferreira pela vitória na Reboleira

Jogador

Fábio Coentrão pela assistência e pelo golo no triunfo vilacondense frente ao Trofense

Treinador

Paulo Sérgio pelo triunfo na Amadora

Árbitro

Artur Soares Dias pelo seu desempenho tranquilo no V. Setúbal - Benfica

Modalidades de Alta Competição

Benfica pela 29ª vitória consecutiva na Liga de Basquetebol, desta feita em Ovar (novo recorde de vitórias consecutivas)

Emigrante

Simão pela exibição e por mais um golo no Atlético Madrid vrs. Numancia

Marretas

Clube

Marítimo pelo empate caseiro frente ao Belenenses

Jogador

Fernando Alexandre pela exibição frente ao Paços de Ferreira, mormente pelo inenarrável auto-golo que protagonizou

Treinador

Carlos Carvalhal pelo empate caseiro frente ao Belenenses

Árbitro

Olegário Benquerença pelo seu paupérrimo desempenho no AAC-Porto

Modalidades de Alta Competição

ABC pela derrota caseira frente ao Sporting na 1ª ronda dos play-off da Liga de Andebol

Emigrante

Tiago pela expulsão frente ao Inter

C´ um Caneco (outro passatempo)

Nacional vrs. Paços de Ferreira

Estrela da Amadora vrs. Porto

Espaço Prof. Karamba

1º Lugar: Jimmy Jump - 745 pontos

2º Lugar: Cavungi - 640 pontos

3º Lugar: JC - 625 pontos

4º Lugar: Vermelho Sempre - 595 pontos

5º Lugar: Vermelho - 580 pontos

6º Lugar: Kaiserlicheagle - 575 pontos

7º Lugar: Lion Heart - 565 pontos

8º Lugar: Salvatrucha jr. - 530 pontos

9º Lugar: Sócio - 535 pontos

10º Lugar: Jorge Mínimo - 520 pontos

11º Lugar: Cuto - 445 pontos

12º Lugar: Zex - 435 pontos

13º Lugar: Vermelho Nunca - 405
pontos

14º Lugar: Antes Morto que Vermelho - 385 pontos

15º Lugar: Samsalameh - 300 pontos

16º Lugar: Fura-Redes - 265 pontos

17º Lugar: Delane Vieira - 245 pontos

18º Lugar: Pachulico - 140 pontos

19º Lugar: Pankreas - 55 pontos


domingo, abril 19, 2009

V. Setúbal - Benfica 0-4

Constituição das Equipas e Avaliação Quantitativa do Desempenho

Liga Sagres 25.ª jornada

Estádio do Bonfim
Árbitro: Soares Dias (Porto)

V. SETÚBAL: Kieszek (3); Janício (2), Robson (2), Auri (2) e Michel (2); Hugo (2), Elias (2), Ricardo Chaves (2) e Leandro Lima (2); Bruno Gama (3) e Regula (3)

Suplentes: Milojevic, Brigues (3), Anderson, Laionel (-), Joeano, Carrijo e Moisés (2)

Treinador: Carlos Cardoso

BENFICA: Quim (3); Maxi Pereira (3), Sidnei (4), Miguel Vítor (3) e David Luiz (4); Ruben Amorim (4), Carlos Martins (4) e Aimar (4); Nuno Gomes (4), Cardozo (4) e Reyes (4)

Suplentes: Moreira, Katsouranis (3), Jorge Ribeiro, Yebda, Di Maria (3), Urreta (-) e Mantorras

Treinador: Quique Flores

Sistemas Tácticos

V. Setúbal


Benfica
Modelos de Jogo

V. Setúbal

Bloco baixo; Expectativa; Transições Rápidas.

Benfica

Posse e Circulação de Bola; Domínio e Controlo da Partida; Bloco médio/alto; Assumir Iniciativa de Jogo.

Principais Incidências da Partida (fonte: http://www.record.pt/)

2' - Carlos Martins remata forte de fora da área, a bola bate em Hugo e o Benfica ganha o primeiro canto do encontro.

7' - Carlos Martins tenta um novo remate de fora da área, com força e efeito, mas o disparo sai por cima da baliza sadina.

20' - Reyes, junto à linha lateral pelo flanco direito, escapa em velocidade a Michel e assiste Nuno Gomes na área sadina, mas o avançado remata enrolado e desperdiça uma boa oportunidade de golo.

26' - Golo do Benfica, por Nuno Gomes.
Reyes assiste um completamente sozinho Sidnei na direita, com o central a centrar para o cabeceamento certeiro de Nuno Gomes.

28' - Golo do Benfica, por Cardozo.
Após um livre apontado por Carlos Martins, a bola bate ligeiramente na barreira e vai parar em Cardozo, completamente sozinho junto à pequena área, com o avançado paraguaio a girar o corpo e a rematar forte para o fundo da baliza sadina.

42 ' - Após uma boa iniciativa de Aimar, Cardozo quase aponta o terceiro golo encarnado. O disparo à queima-roupa do atacante paraguaio foi defendido por Kieszek.

45'+2 - Golo do Benfica, por Cardozo.
Na sequência de um rápido contra-ataque, a bola passou por Aimar e Reyes e chegou a Cardozo, mais uma vez completamente sem marcação, com o avançado sul-americano a rematar com tranquilidade para apontar o terceiro golo benfiquista.

60' - Bruno Gama tem uma boa iniciativa pela esquerda (livrou-se de Maxi Pereira com um drible estiloso), e centrou para um remate de primeira de Brigues. O disparo, porém, saiu muito longe da baliza de Quim.

61' - Cardozo, de cabeça, no segundo poste, perde uma grande ocasião para aumentar a vantagem encarnada.

68' - O guarda-redes Quim, com uma excelente defesa, evita o golo sadino, após um bom remate de Brigues, já no interior da área benfiquista.

71' - Golo do Benfica, por Nuno Gomes.
Nuno Gomes combinou bem com Di María e, ao receber a devolução do argentino, rematou com tranquilidade para marcar o quarto golo encarnado no Bonfim e o seu sétimo no campeonato.

83' - De forma incrível, Cardozo falha o quinto golo, ao cabecear por cima da baliza sadina, após um ótimo centro de Di María da esquerda.

89' - Grande jogada de David Luiz, que termina com um remate extremamente perigoso.

90'+2 - Na sequência de um rápido contra-ataque, Di Maria assiste Cardozo, que remata em arco para uma estupenda e elástica defesa de Kieszek.

Destaques

Melhores em Campo

Benfica

Reyes - Disponibilidade física e mental, num desempenho de superior qualidade e equilíbrio.
Assumiu-se como o principal arquitecto dos movimentos ofensivos encarnados e alardeou classe.

Ruben Amorim - À direita trouxe, em muitas partidas desta época, equilíbrio à equipa.
Todavia, hoje, demonstrou que é ao centro que as suas qualidades mais se evidenciam.
A assistência para Di Maria no lance do qual resultaria o quarto golo encarnado, ilustra na perfeição a competência e o brilhantismo da sua exibição - agressividade, capacidade de recuperação de bola, visão periférica e leitura de jogo, complementadas com um passe de execução técnica irrepreensível!

V. Setúbal

Bruno Gama e Regula - Os menos maus e os mais inconformados!

Piores em Campo

Benfica

Num desempenho pautado pela competência, nenhum jogador merece menção negativa.

V. Setúbal

Michel - Uma citação que personifica o desacerto da defensiva sadina.
Este brasileiro, lateral-direito de raiz, terá sido o pior dos quatro elementos.
Reyes fez dele gato-sapato!

Arbitragem

Num jogo tranquilo, uma arbitragem, igualmente, serena.

Comentário

A Vitória mais Tranquila da Temporada!

O Benfica foi a Setúbal golear o Vitória por 0-4.
Nuno Gomes inaugurou o marcador ao minuto 25, Cardozo ampliou o resultado aos 27 e aos 45 minutos e o português fecharia as contas aos 70.
Um bom desempenho, na linha, aliás, do que estes mesmos onze jogadores haviam apresentado frente à Académica.
Sucede que, hoje, em Setúbal, a fluidez, a clarividência e a rapidez do processo ofensivo encarnado conheceu reflexos no marcador.
E pode mesmo dizer-se, sem ponta de exagero, que o Benfica se revelou incapaz de materializar em golos a superioridade que evidenciou.
A medida da preeminência encarnada excedeu e muito os quatro golos que subiram ao marcador. O Benfica podia ter saído do Bonfim com um resultado mais volumoso, mas voltou a desperdiçar diversas ocasiões claras de golo.
Face ao hábil desempenho frente à Académica, Quique Flores conservou inalterado o onze inicial. Tal como havia acontecido no Sábado passado, o Benfica entrou bem no jogo e, rapidamente, arquitectou várias chances de golo.
Com Reyes e Aimar na condução dos movimentos ofensivos, superiormente acolitados por Ruben Amorim e Carlos Martins, o Benfica empurrou o V. Setúbal para as imediações da sua área, forçando ao seu acantonamento e constrangendo os seus jogadores ao erro.
Como corolário lógico quer da supremacia, quer da qualidade do futebol desenvolvido pelos encarnados, o Benfica chegou ao golo aos 26 minutos.
Nuno Gomes antecipou-se aos defesas adversários e concluiu, de cabeça e de forma irrepreensível, um não menos excelente cruzamento de Sidnei na direita.
Dois minutos volvidos, Cardozo recolheu um pontapé de Carlos Martins na sequência de um livre e, sem oposição, ampliou a vantagem.
Dois golos que cercearam as parcas aspirações sadinas e induziram ao desmoronamento da sua débil estrutura defensiva.
Até ao intervalo, o Benfica incrementou o seu ascendente sobre a partida e subjugou por completo um Vitória emocionalmente destroçado e tacticamente desconjuntado.
As oportunidades surgiram em catadupa, mas o resultado conheceria apenas o acrescento de um golo.
Transição rápida idealizada por Reyes, solicitação para Cardozo e remate seco, forte e colocado do paraguaio para o terceiro golo.
Na segunda parte, o Benfica baixou a intensidade e pese embora tenha sempre dado a sensação de apenas pretender manter impoluta a sua vantagem, o certo é que logrou acentuar o seu império sobre a partida, construir mais umas quantas chances de golo e incrementar o marcador em mais uma unidade.
Em ritmo de jogo-treino, Nuno Gomes imitou Cardozo e ao bisar estendeu a vantagem encarnada para quatro golos.
Um triunfo de indiscutível equidade perante um adversário frouxo, cujas deficiências o Benfica soube explorar a preceito.

quinta-feira, abril 16, 2009

Video de Opinião de Pedro Ribeiro - Para Reflectir...

Espaço Prof. Karamba

V. Setúbal - Benfica
Rio Ave - Trofense
Marítimo - Belenenses
Académica - FC Porto
Nacional - Sp. Braga
E. Amadora - P. Ferreira
V. Guimarães - Sporting
Naval - Leixões

quarta-feira, abril 15, 2009

Champions League - Quartos de Final - 2ª Mão - II Parte

Porto - Manchester United 0-1

O Princípio de Peter!

Formulado por Laurence Johnston Peter postula que "num sistema hierárquico, todo o funcionário tende a ser promovido até ao seu nível de incompetência." (no original, em língua inglesa, "In a hierarchy, every employee tends to rise to his level of incompetence").
Foi, precisamente, isso que, hoje, aconteceu.
O Porto conheceu o seu patamar de incompetência!
Perante novos e mais exigentes desafios, o Porto não conseguiu deslindar a equação posta pela partida.
Soçobrou técnica, táctica e emocionalmente!
A tranquilidade e a segurança de Manchester deram lugar à ansiedade própria de quem sabe estar perto de almejar algo que nunca perspectivou como possível.
A habituação ao stress dos momentos de decisão é factor determinante para o êxito e, esta noite, não foi excepção.
Em Manchester, o Porto emergiu como o underdog, como a equipa de quem nada se esperava e que nada, para além do jogo, tinha a perder.
Hoje, o seu estatuto era bem diferente e os portistas não souberam lidar com tal responsabilidade.
Não revelaram capacidade para gerir o eudeusamento mediático de que foram alvo após o retumbante desempenho de Manchester.
Se em Manchester o excesso de auto-estima e confiança se assumiu como a base a partir da qual os ingleses fracassaram, esta noite foi o Porto a incorrer em tal pecadilho.
O controlo e o domínio exercidos pelo Manchester foi tão pronunciado quanto havia sido o portista na 1ª mão. Nem mais, nem menos!
Sucede que as individualidades do Manchester são qualitativamente superiores às dos portistas e, assim, o resultado plasmou de forma mais vincada aquela supremacia.
E quando aludo a individualidades penso não só no capítulo ofensivo, como também no domínio defensivo.
Desta vez, Ferguson preparou estratégica e emocionalmente o jogo e aí começou o êxito da sua equipa!
Incutiu concentração e restituiu a equipa ao seu esquema táctico tradicional e, deste modo, recuperou as rotinas e dinâmicas que fizeram dos ingleses um conjunto vencedor.
O 4x5x1 de Manchester havia exposto em demasia a defesa inglesa, cerceado profundidades aos seus movimentos ofensivos e subtraído agressividade e capacidade de luta ao meio-campo.
Com os regressos de Ferdinand e Berbatov, aos quais se juntou a titularidade de Anderson, Ferguson logrou equilibrar a sua equipa.
Ferdinand aportou a imprescindível coesão à zona central da defensiva, ao passo que a colocação de Anderson ao lado de Carrick permitiu juntar linhas, unir o bloco, aumentar a agressividade e conferir fluidez e clarividência às transições.
Por outro lado, a chamada de Berbatov acrescentou profundidade vertical ao processo ofensivo inglês, para além de ter libertado Ronaldo e Rooney, por forma a alargar o seu raio de acção e a inviabilizar as investidas dos laterais portistas.
Com esta estrutura, impediu que o Porto dispusesse de tempo e espaço para elaborar com tranquilidade a sua 1ª fase de construção, contrariou o jogo entre linhas dos elementos mais avançados dos portistas, não permitiu movimentos de ruptura (apenas movimentos de aproximação), amarrou os laterais portistas a tarefas defensivas e ganhou a generalidade dos duelos físicos a meio-campo.
Ao invés, Jesualdo deixou-se inebriar pela euforia criada pelo resultado obtido em Manchester e descurou a devida habilitação táctica e psicológica dos seus jogadores.
A propósito da 1ª mão escrevi que: "A entrada de supetão, muito pressionante e de olhos postos na baliza de Van der Sar, foi determinante para o desfecho da contenda."
Pois bem, a partida de hoje foi o exacto reverso da de Manchester!
A entrada de supetão, muito pressionante e de olhos postos na baliza de Helton, foi determinante para o desfecho da contenda.
O soberbo golo de Ronaldo logo aos 6 minutos atemorizou e perturbou um altivo e sobranceiro Porto que sem perceber muito bem como via a sua vantagem esboroar-se.
Em vantagem, o Manchester acentuou o seu império sobre a partida e o adversário.
Com excepção dos derradeiros minutos do encontro, o Manchester não mais consentiu veleidades consistentes ao Porto e conservou incólume a sua vantagem, assim se qualificando para as meias-finais da Champions.



Porto Man. United
0 Golos marcados 1
4 Remates à baliza 4
13 Remates para fora 4
1 Remates interceptados 3
0 Cartões amarelos 2
0 Cartões vermelhos 0
12 Faltas cometidas 16
3 Cantos 9
0 Foras-de-jogo 3
32' 12'' P. bola (tempo) 40' 26''
44% P. bola (%) 56%

Arsenal - Villareal 3-0

Supremacia total e indiscutível dos ingleses!
Os espanhóis nem por uma vez lograram ameaçar a baliza arsenalista.

Arsenal Villarreal
3 Golos marcados 0
7 Remates à baliza 3
6 Remates para fora 4
3 Remates interceptados 2
1 Cartões amarelos 4
0 Cartões vermelhos 1
15 Faltas cometidas 8
3 Cantos 3
6 Foras-de-jogo 2
31' 29'' P. bola (tempo) 29' 56''
51% P. bola (%) 49%

terça-feira, abril 14, 2009

Memorial Zandinga

1º Lugar: JC - 505 pontos

2º Lugar: Vermelho - 480 pontos

3º Lugar: Jimmy Jump - 455 pontos

4º Lugar: Salvatrucha jr. - 445 pontos

5º Lugar: Cavungi - 420 pontos

6º Lugar: Kaiserlicheagle - 405 pontos

7º Lugar: Vermelho Sempre - 400 pontos

8º Lugar: Holtreman e Lion Heart - 395 pontos

9º Lugar: Vermelho Nunca - 390 pontos

10º Lugar: Delane Vieira e Zex - 385 pontos

11º Lugar: Pachulico - 370 pontos

12º Lugar: Antes Morto que Vermelho - 365 pontos

13º Lugar: Cuto - 355 pontos

14º Lugar: Jorge Mínimo - 345 pontos

15º Lugar: Fura-Redes - 325 pontos

16º Lugar: Sócio - 320 pontos

17º Lugar: Samsalameh- 300 pontos

18º Lugar: Pankreas - 105 pontos

Champions League - Quartos de Final - 2ª Mão - I Parte

Chelsea - Liverpool 4-4



Um hino ao futebol no seu estado mais puro ou quão sublime e entusiasmante é um jogo de futebol sem peias ou amarras tácticas!
Talento à solta numa partida selvagem!
Nem o resultadista Benitez logrou domar a vontade de vencer dos seus jogadores!
A dimensão emocional no seu expoente máximo – emoção, intensidade e incerteza até final, com o Liverpool a sonhar com a qualificação por duas vezes.
Foi para o intervalo a vencer por 2-0 e a dez minutos do fim, a perder por 3-2, fez dois golos que o recolocaram na disputa da eliminatória.
Apenas o engenho e o denodo de Lampard aniquilaram as esperanças dos “reds”.
Resta-me agradecer a todos os intervenientes por uma das mais arrebatadoras partidas de futebol das duas últimas décadas!

Chelsea Liverpool
4 Golos marcados 4
6 Remates à baliza 7
6 Remates para fora 4
4 Remates interceptados 5
3 Cartões amarelos 2
0 Cartões vermelhos 0
14 Faltas cometidas 29
4 Cantos 4
3 Foras-de-jogo 4
19' 31'' P. bola (tempo) 27' 6''
41% P. bola (%) 59%

Bayern - Barcelona 1-1

Numa eliminatória já decidida, sobrou o orgulho e a dignidade dos germânicos.
Dois belos golos, numa partida que evidenciou, uma vez mais, a supremacia catalã.

Bayern Barcelona
1 Golos marcados 1
2 Remates à baliza 1
5 Remates para fora 6
2 Remates interceptados 3
4 Cartões amarelos 2
0 Cartões vermelhos 0
19 Faltas cometidas 9
4 Cantos 4
10 Foras-de-jogo 3
25' 45'' P. bola (tempo) 34' 27''
42% P. bola (%) 58%

segunda-feira, abril 13, 2009

Espaço Prof. Karamba

1º Lugar: Jimmy Jump - 715 pontos

2º Lugar: Cavungi - 640 pontos

3º Lugar: JC - 590 pontos

4º Lugar: Vermelho Sempre - 570 pontos

5º Lugar: Vermelho - 555 pontos

6º Lugar: Lion Heart - 535 pontos

7º Lugar: Salvatrucha jr. - 530 pontos

8º Lugar: Kaiserlicheagle - 540 pontos

9º Lugar: Sócio - 530 pontos

10º Lugar: Jorge Mínimo - 520 pontos

11º Lugar: Zex - 435 pontos

12º Lugar: Cuto - 430 pontos

13º Lugar: Vermelho Nunca - 405
pontos

14º Lugar: Antes Morto que Vermelho - 385 pontos

15º Lugar: Samsalameh - 300 pontos

16º Lugar: Fura-Redes - 265 pontos

17º Lugar: Delane Vieira - 245 pontos

18º Lugar: Pachulico - 140 pontos

19º Lugar: Pankreas - 55 pontos

Memorial Zandinga

Arsenal - Villarreal
FC Porto - Man. United
Chelsea - Liverpool
Bayern Munich - Barcelona

domingo, abril 12, 2009

Benfica-AAC 0-1

Constituição das Equipas e Avaliação Quantitativa do Desempenho

Liga Sagres, 24.ª jornada

Estádio do Sport Lisboa e Benfica (Luz), em Lisboa
Árbitro: Marco Ferreira (Madeira)

BENFICA
Quim (3); Maxi Pereira (3), Miguel Vìtor (2), Sidnei (3) e David Luiz (3); Ruben Amorim (3), Carlos Martins (3), Reyes (3) e Aimar (4); Nuno Gomes (2) e Cardozo (3)

Suplentes: Moreira, Jorge Ribeiro, Binya, Katsouranis, Balboa (-), Di María (2) e Mantorras (-)

Treinador: Quique Flores

ACADÉMICA
Peskovic (4); Pedrinho (3), Luiz Nunes (3), Orlando (3) e Hélder Cabral (2); Nuno Piloto (3), Miguel Pedro (3), Cris (3) e Tiero (4), Lito (2) e Saleiro (2)

Suplentes: Pedro Roma, Amoreirinha (-), Berger (2), Licá, André Fontes, Diogo Gomes e Éder (2)

Treinador: Domingos Paciência

Sistemas Tácticos

Benfica


AAC


Modelos de Jogo

Benfica

Posse e Circulação de Bola; Domínio e Controlo da Partida; Bloco médio/alto; Assumir Iniciativa de Jogo.

AAC

Bloco baixo; Expectativa; Transições Rápidas.

Principais Incidências da Partida (fonte: http://www.record.pt/)

6' - Aimar fica isolado frente a Peskovic mas a bandeirola está levantada.

9' - Maxi lança Aimar na esquerda e este cruza para a entrada de Reyes, que apenas consegue chocar com Peskovic. Fica tocado, o guardião eslovaco.

19' - Falha incrível de David Luiz na área. Isolado por Reyes, o brasileiro atira ao lado. A bola passou a milímetros do poste esquerdo de Peskovic

23' - GOLO DA ACADÉMICA. Canto na direita de Miguel Pedro e TIERO, com um colocado golpe de cabeça entre os defesas encarnados, inaugura o marcador na Luz. Quim voou mas não chegou lá.


27' - Peskovic evita o pior para a Briosa. Aimar solicita Cardozo, que atira para grande defesa do eslovaco.

30' - Boa defesa de Quim, a negar novo golo a Tiero, que arrancou um belo remate de pé esquerdo. Canto para a Académica.

44' - Grande jogada do ataque encarnado. Sidnei levanta, Reyes coloca em Aimar e este entra na área e estoira de pé esquerdo, acertando em cheio na barra de Peskovic. Na recarga, Reyes cabeceia por cima. Esteve à vista o empate.

49' - Reyes solicita Ruben Amorim, que atira de primeira de pé direito muito perto do poste da baliza à guarda de Peskovic.

53' - Bola no poste! Maxi Pereira cruza para o segundo poste, onde Carlos Martins, de primeira, remata torto. Cardozo chega à bola e acerta em cheio no poste esquerdo de Peskovic. É a segunda bola no ferro da Académica.

55' - Martins levanta para o segundo poste, onde David Luiz recebe e atira para defesa atenta de Peskovic, a evitar o golo do empate.

57' - Peskovic hesita na saída e Aimar fica com a baliza à mercê, rematando então fraco para o corte de Orlando quase em cima da linha.

58' - Bola dentro da baliza da Académica mas Marco Ferreira já tinha apitado, por hipotética falta de Nuno Gomes sobre Peskovic. O árbitro viu mal, pois é o avançado que é empurrado pelo guarda-redes eslovaco. Aimar cabeceou para o fundo das redes mas não contou.

74' - David Luiz está a cheirar o golo. Remate de pé esquerdo ao segundo poste após o livre da direita de Reyes. Peskovic faz mais uma grande defesa e evitou de novo o empate.

79' - Reyes lança Maxi na direita, que cruza para o cabeceamento de Cardozo, fácil para Peskovic segurar.

82' - David Luiz cai na área, em lance com Miguel Pedro. O árbitro manda jogar e pede ao brasileiro que se levante.

90' - Grande defesa de Peskovic, a negar o golo a Maxi Pereira. Mais uma!

90'+1 - Balboa cruza da direita e Mantorras a cabecear muito perto do poste direito de Peskovic. Esteve muito perto do golo, o angolano.

90'+2 - Balboa cabeceia fraco para a baliza que estava deserta. Peskovic tem tempo para se levantar e agarrar a bola.

Destaques

Melhores em Campo

Benfica

Aimar - Mesmo incompreensivelmente deslocado para a esquerda, assumiu-se como o principal arquitecto dos movimentos ofensivos encarnados.
Em excelente condição física e técnica, alardeou classe, enviou uma bola à trave e fez mesmo um golo, ignobilmente anulado por Marco Ferreira.

AAC

Peskovic - Numa exibição imaculada, uma só falha, mas que Marco Ferreira se encarregou de suprir.

Tiero - Foi protagonista dos dois únicos remates da Briosa à baliza de Quim.
Num fez golo e no outro obrigou Quim a uma excelente defesa.
No mais, lutou e integrou-se nas tarefas de contenção.

Piores em Campo

Benfica

Miguel Vítor - Apenas porque permitiu a antecipação de Tiero no lance do golo academista, mas um "apenas" não só revelador de alguma desconcentracção como também assaz relevante para o desfecho fina.

AAC

Hélder Cabral - o elo mais fraco da defesa academista, sucessivamente ultrapassado pelos adversários que lhe surgiram pela frente.
Acabou expulso.

Arbitragem

Uma eloquente demonstração de incompetência!
Invalidou mal um golo a Aimar (Peskovic não sofre qualquer falta, antes pelo contrário), não assinalou como devia uma grande penalidade sobre David Luiz (Miguel Pedro empurrou o brasileiro), mas o recital de enganos começou bem cedo, logo aos 5 minutos, num fora de jogo mal assinalado a Aimar, que surgiu isolado frente a Peskovic. Um lance de crucial importância, pois que determinante do curso posterior da partida!

Comentário

Alternância no Miserabilismo: Na Reboleira, a exibição; ontem, o resultado

Nota prévia: o Benfica realizou, ontem, no Estádio da Luz, um dos seus melhores desempenhos da temporada!
Sucede que se revelou incapaz de materializar em golos a superioridade que evidenciou.
Mas, mais:
Para além de não ter concretizado nenhuma das inúmeras oportunidades de golo que construiu, engrossou o número de partidas consecutivas a sofrer golos, que se cifra agora em 10.
Mas, mais:
Para além de não ter concretizado nenhuma das inúmeras oportunidades de golo que construiu,consentiu o 7.º golo na sequência de pontapés de canto.
Ontem, foi mais uma daquelas partidas em que a bola jurou não entrar.
Falta de eficácia e de objectividade, acerto defensivo do adversário, em particular de Peskovic, equívocos arbitrais e a ausência daquela pontinha de fortuna foram factores que conjugados entre si redundaram numa derrota cuja equidade refuta por completo.
Face ao paupérrimo desempenho da Reboleira, Quique Flores viu-se forçado a introduzir alterações no onze inicial.
Na defesa, Sidnei substituiu Jorge Ribeiro, derivando David Luiz para a lateral esquerda.
No meio-campo, Carlos Martins e Ruben Amorim assumiram o duplo-pivot no lugar de Yebda e Katsouranis, ao passo que Reyes entrou para a direita.
Na frente, Nuno Gomes e Cardozo permaneceram intocáveis.
E a equipa absorveu bem estas mexidas!
O Benfica entrou bem no jogo e, rapidamente, arquitectou várias chances de golo.
Dealbou ao minuto cinco, quando Aimar se isolou e viu o árbitro assistente assinalar um fora-de-jogo inexistente, e prosseguiu no restante tempo de jogo.
Acontece que, no entretanto, aos 23 minutos,Tiero colocou a Académica a vencer.
Nesse instante e nos que se lhe seguiram, o Benfica perturbou-se, mas depressa retomou os caminhos da baliza de Peskovic.
Em vantagem, a Académica acentuou a sua vocação defensiva e abdicou, por completo, do seu processo ofensivo.
Baixou o bloco, colocou duas linhas à frente da área e esperou pelo assalto benfiquista.
Na primeira parte, David Luiz, por duas vezes, Cardozo e Aimar estiveram perto de marcar, mas sem sucesso.
Na segunda metade, a tendência agravou-se e só deu Benfica.
A Académica, que ficou reduzida a dez unidades por expulsão de Hélder Cabral, aos 73minutos, limitou-se a defender, procurando conservar impoluta a sua vantagem.
E conseguiu-o. Por mérito próprio, por demérito alheio e com a colaboração de dois equívocos do árbitro.
O Benfica desperdiçou várias ocasiões de golo, Peskovic efectuou diversas defesas de excelência e Marco Ferreira anulou mal um golo a Aimar e não assinalou uma grande penalidade de Miguel Pedro sobre David Luiz.
Depois da péssima exibição na Reboleira, uma derrota miserável. A segunda consecutiva em casa!

quarta-feira, abril 08, 2009

Espaço Prof. Karamba

Trofense - Nacional
Sp. Braga - Marítimo
Belenenses - V. Setúbal
Leixões - Rio Ave
Benfica - Académica
Sporting - Naval
FC Porto - E. Amadora
P. Ferreira - V. Guimarães

terça-feira, abril 07, 2009

Champions League - Quartos de Final - 1ª Mão - Manchester-Porto 2-2

Manchester United - Porto 2-2

Com um pé nas Meias!

Extraordinário desempenho do Porto e uma clara vitória de Jesualdo sobre Ferguson!
Um empate que apenas peca por defeito, tal o controlo que os portistas exerceram sobre o jogo.
Ferguson demonstrou ser um mau aluno, olvidou o trabalho de casa, não examinou devidamente o seu adversário em ordem a descortinar as suas mais-valias e aí começou a sua derrota.
Ao invés, Jesualdo preparou, meticulosamente, a partida e, desta vez, priorizou a auto-determinação e aí começou a sua vitória.
Ferguson estruturou a sua equipa num atípico 4x5x1, que, para além de estranho às próprias rotinas e dinâmicas do seu conjunto, não colmatou as suas fragilidades actuais, nem neutralizou ou, pelo menos, atenuou os pontos fortes do Porto.
Expôs a sua defesa (um duplo-pivot teria sido preferível), cerceou profundidades aos seus movimentos ofensivos (exigia-se a titularidade de Tevez que não comprometia o equilíbrio pois que até defende mais do que o estafado Scholes) e subtraiu agressividade e capacidade de luta ao meio-campo (Scholes, Fletcher e Park são demasiado macios para coexistirem no mesmo onze).
Por outro lado, permitiu que o Porto dispusesse sempre de tempo e espaço para elaborar com tranquilidade a sua 1ª fase de construção, não conseguiu contrariar o excelente jogo entre linhas dos elementos mais avançados dos portistas, deu liberdade defensiva aos laterais do Porto assim os catapultando para o apoio aos alas e perdeu a generalidade dos duelos físicos a meio-campo.
Jesualdo conservou inalterado o 4x3x3, não sem que lhe tenha introduzido algumas nuances, a maior das quais a inversão do triângulo do meio-campo.
Colocou Fernando, magnífica exibição, como puro 6, numa cobertura zonal, por forma a não limitar excessivamente a sua acção, desceu Meireles uns metros no terreno, praticamente a par de Fernando, e descomprometeu Lucho de tarefas defensivas (o debilitado estado físico do argentino assim o impõe).
Outras das alterações assentou na colocação de Rodriguez sobre a direita para limitar ofensivamente Evra e explorar as diagonais curtas da ala para o centro do uruguaio (uma das quais resultou em golo).
Mas, mais do que enfatizar os méritos tácticos de Jesualdo, há que louvar o seu plano de jogo!
A entrada de supetão, muito pressionante e de olhos postos na baliza de Van der Sar, foi determinante para o desfecho da contenda.
Atemorizou e perturbou um altivo e sobranceiro Manchester que sem perceber muito bem como já se achava a perder aos 4 minutos.
Em vantagem, o Porto manteve-se fiel ao projectado e até acentuou o seu império sobre a partida e o adversário.
Não fora um erro absurdo de Bruno Alves (que, hoje, fez por merecer a alcunha de Burro Alves tais as suas frequentes más decisões e equívocos) e, estou convicto, que o Manchester teria chegado ao intervalo em desvantagem.
O que, adjuve-se, seria da mais elementar equidade.
Wayne Rooney beneficiou do equívoco do defesa portista e igualou um desafio até então exemplarmente controlado pelo Porto.
Seria legítimo conjecturar um eventual abalo psicológico portista, mas tal não sucedeu.
É verdade que na segunda metade o Manchester equilibrou o encontro, mas também não é menos correcto afirmar que o Porto guardou o domínio das suas incidências.
Quando tudo apontava para que o empate persistisse até final, duas desconcentrações sucessivas dos centrais portistas, que se deixaram antecipar, permitiram a Tevez guindar o Manchester à supremacia no marcador.
Nesse instante, Ferguson, os seus jogadores e demais espectadores, pensaram ter conquistado um triunfo que pouco ou nada haviam feito por merecer.
E se o pensaram, agiram em conformidade.
A tal arrogância e orgulho regressaram e consigo a mansidão própria de quem se julga superior.
Todavia, o seu oponente não se resignou e não prestou a vassalagem que os ingleses suponham.
Fez das fraquezas forças e num assomo de dignidade e espírito de conquista, o mal-amado Mariano repôs a igualdade e emprestou ao resultado um mínimo de rectidão!

segunda-feira, abril 06, 2009

Vedetas&Marretas

Vedetas

Clube

Porto pelo triunfo em Guimarães e consequente manutenção da liderança da Liga Sagres

Jogador

Nuno Piloto pelo golo apontado frente ao Belenenses, que garantiu a vitória e a permanência na Liga Sagres à Académica

Treinador

Jesualdo Ferreira pelo triunfo em Guimarães e consequente manutenção da liderança da Liga Sagres

Árbitro

Paulo Costa pelo seu bom desempenho no Portimonense-Gil Vicente

Modalidades de Alta Competição

Armindo Araújo pela conquista do 1º lugar no agrupamento de produção no Rally de Portugal e consequente liderança do campeonato do Mundo de produção

Emigrante

Ronaldo pelo bis frente ao Aston Villa

Marretas

Clube

Rio Ave por mais uma derrota caseira na Liga Sagres

Jogador

David Luiz pelo seu paupérrimo desempenho no Estrela da Amador-Benfica

Treinador

Carlos Brito por mais uma derrota caseira na Liga Sagres

Árbitro

Jorge Sousa pelo seu péssimo desempenho no Oliveirense-Olhanense

Modalidades de Alta Competição

N.S. Tires pela goleada caseira sofrida frente ao Alpendorada (0-7)

Emigrante


Ricardo e Nelson pelas expulsões no empate caseiro do Bétis frente ao Numancia

Espaço Prof. Karamba

1º Lugar: Jimmy Jump - 680 pontos

2º Lugar: Cavungi - 595 pontos

3º Lugar: JC - 555 pontos

4º Lugar: Lion Heart - 535 pontos

5º Lugar: Salvatrucha jr. - 530 pontos

6º Lugar: Jorge Mínimo, Vermelho e Vermelho Sempre - 520 pontos

7º Lugar: Kaiserlicheagle - 500 pontos

8º Lugar: Sócio - 490 pontos

9º Lugar: Zex - 435 pontos

10º Lugar: Cuto - 430 pontos

11º Lugar: Vermelho Nunca - 405
pontos

12º Lugar: Antes Morto que Vermelho - 385 pontos

13º Lugar: Samsalameh - 300 pontos

14º Lugar: Fura-Redes - 265 pontos

15º Lugar: Delane Vieira - 245 pontos

16º Lugar: Pachulico - 140 pontos

17º Lugar: Pankreas - 55 pontos

domingo, abril 05, 2009

Estrela da Amadora - Benfica 1-2

Constituição das Equipas e Avaliação Quantitativa do Desempenho

Liga Sagres, 23.ª jornada
Estádio José Gomes, na Amadora.
Hora: 20.15
Árbitro: Hugo Miguel

E. AMADORA
Nélson (3), Hugo Gomes (3), Nuno André Coelho (4), Vidigal (2), Ney (2), Fernando Alexandre (3), Goianira (3), Jardel (3), Moreno (3), Silvestre Varela (3) e Anselmo (3).
Suplentes: Filipe Mendes, Vinha, Mustafa, Marco Paulo, Celestino (2), Pedro Pereira (2) e Rui Varela (1).
Treinador: Lázaro Oliveira

BENFICA
Quim (4), Maxi (2), Miguel Vítor (3), David Luiz (2), Jorge Ribeiro (2), Katsouranis (2), Yebda (2), Ruben Amorim (2), Aimar (2), Cardozo (3) e Nuno Gomes (3).
Suplentes: Moreira, Sidnei (-), Carlos Martins (2), Binya, Balboa, Di María (2) e Mantorras.
Treinador: Quique Flores

Sistemas Tácticos

Estrela da Amadora



Benfica

Principais Incidências da Partida (fonte: www.record.pt)

4' - Grande penalidade contra o E. Amadora. Árbitro considera que houve falta de Ney sobre Nuno Gomes.

5' - Golo do Benfica
Cardozo remata forte e rasteiro para o lado esquerdo de Nélson na transformação de uma grande penalidade

14' - Nova grande penalidade contra o Estrela, por mão na bola de Vidigal quando discutia o lance com Nuno Gomes.

16' - Golo do Benfica
CARDOZO volta a marcar de grande penalidade. Desta vez com um remate a meia-altura para o lado direito de Nélson.

26' - Jogadores do Estrela reclamam grande penalidade por mão na bola de David Luiz.

27' - Grande penalidade contra o Benfica. Árbitro considera que Yebda empurrou Nuno André Coelho dentro da grande área na sequência de um canto.

29' - Golo do E. Amadora
SILVESTRE VARELA remata forte ao ângulo superior direito da baliza de Quim na transformaçõa da grande penalidade.

44' - Cardozo entra na área pelo lado direito e dispara forte para defesa complicada de Nélson.

48' - Moreno cruza para cabeceamento de Jardel ao lado. O Estrela reentrou bem no jogo.

70' - Goianira remata rasteiro e colocado à entrada da área. Quim responde com uma excelente defesa para canto.

81' - Di María remata forte à entrada da área, mas bola sai à figura de Nélson, que agarra.

Destaques

Melhores em Campo

Benfica

Quim - Um regresso marcado pela tranquilidade e segurança.
Evitou que o Estrela igualasse ao desviar para canto um excelente remate cruzado de Marcelo Goianira.

Estrela da Amadora

Nuno André Coelho - Segurança, pendularidade e sobriedade.

Varela - Pela agitação que aportou à partida.
Ainda assim, o que lhe sobrou em vontade, faltou-lhe em objectividade.

Piores em Campo

Benfica

David Luiz - Conseguiu exibir-se um bocadinho pior que os demais. E se foi difícil consegui-lo.
Acumulou precipitações e total ausência de critério quer na abordagem aos lances, quer no passe. Por paradoxal que pareça, melhorou ligeiramente quando passou para lateral esquerdo.

Estrela da Amadora

Vidigal - Equívocos e mais equívocos de um veterano que deixou a nú as fragilidades que o tempo cavou.
Intolerável num jogador com a sua experiência a mão que resultou na segunda grande penalidade assinalada a favor do Benfica.

Arbitragem

Esteve bem nas grandes penalidades assinaladas a favor do Benfica(a falta de Ney sobre Nuno Gomes termina dentro da área estrelista), sendo que o mesmo já não se pode afirmar quanto à que beneficiou o Estrela.
Nuno André Coelho chocou com Yebda, não tendo o franco-argelino incorrido em qualquer acção susceptível de ser considerada faltosa.
Sucede que, no lance imediatamente anterior, David Luiz tinha tocado a bola com a mão no interior da grande área, conduta, esta sim, merecedora de castigo máximo.
Á boa maneira tuga, compensou um erro com outro!
No aspecto disciplinar, apenas um reparo maior, qual seja a não expulsão de Vidigal por acumulação de cartões amarelos.

Comentário

Mau demais para ser verdade ou como só a vitória atenua um desempenho paupérrimo!

O Benfica venceu, sem honra, nem glória, o Estrela por 2-1 e manteve a distância de um ponto para o Sporting e de cinco para o Porto.
Face às ausências de Luisão, Reyes e Suazo, Quique fez regressar David Luiz ao centro da defesa, entregou a lateral esquerda a Jorge Ribeiro, Yebda emparceirou com Katsouranis no centro do meio-campo, Amorim derivou para a direita, Aimar para a esquerda e Nuno Gomes juntou-se a Cardozo no duo mais avançado.
Todavia, a novidade das novidades deu pelo nome de Quim, cujo desempenho na final da Taça da Liga, mormente no desempate por grandes penalidades, impôs o seu retorno à titularidade.
Acossado pelos triunfos de Porto e Sporting, o Benfica lidou muito mal com a dimensão emocional da partida.
A pressão de vencer entorpeceu de sobremaneira as capacidades da equipa encarnada.
Incapaz de se libertar do medo de perder, o Benfica foi quase sempre uma equipa intranquila e temerosa.
Mais do que do adversário, o Benfica evidenciou receio de si mesmo, das suas próprias fragilidades.
E nem a própria história da partida - francamente favorável às pretensões encarnadas - propiciou a esperada tranquilidade.
Cedo, muito cedo mesmo, o Benfica construiu uma vantagem de dois golos, que, em condições de normalidade, deveria ter aportado serenidade.
Não trouxe e a equipa expôs-se a um sofrimento que podia e devia ter evitado!
Sem dinâmica ou intensidade, o momento ofensivo encarnado raramente apresentou a fluidez e o discernimento necessários à transposição do bem estruturado bloco defensivo estrelista.
Lento, com poucas ideias e revelando escassa mobilidade, o Benfica não conseguiu ensaiar transições rápidas, nem explorar o jogo entre linhas das suas unidades mais avançadas.
Incapaz de articular um movimento atacante com princípio, meio e fim, não surpreendeu a esterilidade e a inocuidade do processo atacante benfiquista.
A obsessão pelo equilíbrio e pela segurança das transições empurrou o Benfica para um jogo directo, as mais das vezes inconsequente.
Para além das duas grandes penalidades, o Benfica apenas por mais duas vezes alcançou a baliza de Nélson (remates de Cardozo e de Di Maria, cada um em sua metade da contenda).
Pouco, muito pouco!
Mas, mesmo defensivamente, a equipa não demonstrou a necessária solidez.
Fruto de uma inexplicável complacência, o Estrela dispôs sempre de tempo e espaço para arquitectar o seu processo ofensivo.
Ancorado numa escorreita circulação de bola, assumiu, na generalidade do tempo de jogo, o controlo e o domínio da partida.
Não fora a inépcia estrelista no último passe e o desfecho teria sido outro!
Aliás, diga-se em abono da verdade, que quem assistiu ao encontro terá ficado com legítimas dúvidas sobre qual das equipas padece com atrasos no pagamento de salários e não treinou durante a semana!
O Estrela revelou-se mais confiante, mais determinado, mais resoluto e até mesmo fisicamente mais disponível.
E isto já para não falar da qualidade do desempenho estrelista, a anos luz da pobreza franciscana encarnada!
O Benfica triunfou, mas impõe a equidade que se assevere que não fez jus a tal conquista.