sexta-feira, janeiro 05, 2007

Apito Dourado - A 1ª Acusação das certidões extraídas

O árbitro Paulo Baptista é acusado de corrupção passiva e Valentim Loureiro de corrupção desportiva activa pelo Ministério Público da Figueira da Foz.
A notícia é avançada pelos jornais Público e Record e Paulo Baptista, contactado pelo Maisfutebol, confirmou que «o processo está a decorrer», evitando mais declarações.
Será o primeiro árbitro de primeira categoria indiciado no processo que investiga suspeitas de corrupção no futebol português.
«Já foi requerida a instrução, o processo está a decorrer», afirmou Paulo Baptista ao Maisfutebol, acrescentando não poder prestar mais declarações, por o caso se encontrar em segredo de justiça.
A acusação decorre de inquérito aberto a partir de uma das certidões extraídas do Apito Dourado, cujo maior processo está agora em fase de instrução em Gondomar. Tanto Paulo Baptista como Valentim Loureiro requereram a instrução do processo. À semelhança do que acontece no processo de Gondomar, o agora presidente da Assembleia Geral da Liga alegou a inconstitucionalidade da lei da corrupção desportiva e pretende a nulidade das escutas telefónicas.
Este processo surgiu a partir das escutas realizadas no âmbito da investigação policial e remontam a Novembro de 2003. Aprígio Santos, presidente da Naval, ter-se-á queixado das arbitragens da sua equipa a Valentim Loureiro. O então presidente da Liga foi interceptado numa conversa com Paulo Baptista, que iria apitar o jogo seguinte da Naval, frente ao D. Chaves, pedindo-lhe que não prejudicasse a Naval e pedindo também uma lista de observadores «amigos» para lhes «dar um toque».
As suspeitas neste processo relativas a Aprígio Santos e Júlio Mouco, então ligado à Comissão de Arbitragem da Liga, foram arquivadas.

3 comentários:

vermelho disse...

amigos:
aqui está a 1ª acusação proferida a partir das certidões extraídas do processo denominado "Apito Dourado".
É mais uma demonstração de que o Sistema Judicial funciona.
Antes do folclore mediático, havia já quem estivesse a trabalhar nestas matérias. E, muito bem.
Conhecendo as qualidades pessoais e profissionais do signatário desta acusação, não tenho dúvidas em afirmar que este libelo acusatório tem pernas para andar.
Há que aguardar e salvaguardar o princípio da presunção da inocência dos arguidos.
abraço.

petit disse...

Xe a acujaçon é paxiba, o prójimo arguido bai xer o Jaxinto Paixon!

JC disse...

Importa fazer uma correcção à notícia:
Ao que sei, a acusação do Valentim Loureiro e do Paulo Batista não é do Ministério Público da Figueira da Foz mas sim do Ministério Público do DIAP de Coimbra.
O seu a seu dono.