domingo, dezembro 09, 2007

Análise ao Benfica-Académica

Estádio da Luz, em Lisboa

Árbitro: Carlos Xistra (Castelo Branco)

BENFICA – Butt; Nélson, Luisão, Edcarlos e Léo (Luís Filipe, 48 m); Nuno Assis, Petit, Binya e Di Maria (Freddy Adu, 75 m); Nuno Gomes e Cardozo (Mantorras, 87 m).

ACADÉMICA – Pedro Roma; Pedro Costa, Litos, Kaká e Vítor Vinha; Pavlovic, Paulo Sérgio (Ivanildo, 46 m) e N´Doye (Miguel Pedro, 68 m); Lito, Joeano (Gyano, 66 m) e Hélder Barbosa.

Ao intervalo: 2-0

Golos: 1-0, Luisão (40 m), 2-0, Cardozo (44 m); 2-1, N´Doye (53 m), 3-1, Cardozo (85 m).

Resultado final: 3-1. Benfica está na quinta eliminatória da Taça de Portugal.

Cartão amarelo a Kaká, Litos, Edcarlos, Pavlovic, Binya e Luís Filipe.




O Benfica venceu a Académica por 3-1, no Estádio da Luz, e garantiu a qualificação para a quinta eliminatória da Taça de Portugal.
Uma vitória que só não foi absolutamente tranquila, porque Butt "decidiu" sobressaltá-la.
Após uma 1ª parte de total domínio do Benfica, supremacia essa que se traduziu no marcador, um "perú" de Butt relançou a discussão da eliminatória.
O Benfica chegou aos dois golos de vantagem com um dispêndio mínimo de energias, mas depois convenceu-se que a partida estava resolvida e permitiu a reacção da Académica.
Relaxou e, naturalmente, sofreu alguns sustos, até que veio o tranquilizante 2º golo de Cardozo.
Camacho apresentou um onze composto por um misto de titulares e de suplentes, no qual Butt, Ed Carlos, Binya, Assis, Di Maria e Nuno Gomes foram as novidades em relação ao encontro da última terça-feira na Ucrânia.
Por seu turno, Domingos estruturou a sua equipa sob um bloco demasiado baixo e retraído, em que a ambição primou pela ausência.
A partida dealbou monótona e enfadonha - os primeiros minutos foram disputados em ritmo de passeio.
Neste período, apenas os lances de bola parada introduziam momentos de verdadeira animação no encontro.
E, diga-se, que a fragilidade da Académica neste particular foi verdadeiramente confrangedora.
O Benfica criou situações de golo em todos, repito em todos, os lances de bola parada de que beneficiou.
Aos 9 minutos, Ed Carlos com um cabeceamento ao poste, na sequência de um canto apontado por Di Maria na esquerda, deu o mote para o que se seguiria e, muito particularmente, para o que sucederia a cinco minutos do intervalo.
Nuno Assis executou o canto e Luisão cabeceou com êxito para o fundo das redes da Briosa, inaugurando o marcador e confirmando a sua tendência para marcar à Académica (4 golo em 12 marcados ao serviço do Benfica).
Por esta altura já o jogo apresentava um registo mais vivo e animado, assumindo o Benfica o seu controlo soberano.
Em desvantagem, a Académica lá subiu as suas linhas, mas sem quaisquer benefícios, antes apenas e só prejuízos.
Prejuízos esses materializados no 2º golo do Benfica.
O tal adiantamento da Briosa permitiu a criação de espaços para o Benfica explorar através de transições rápidas e contra-ataques.
Seria, precisamente, num lance com esta marca que Cardozo faria o 2-0.
No último minuto da etapa inicial, Léo progrediu desde a defesa com a bola controlada, tabelou com Nuno Gomes para depois isolar Cardozo, que não teve problemas para bater Pedro Roma pela segunda vez.
Ao intervalo, Domingos Paciência substituiu Paulo Sérgio por Ivanildo e ganhou outra intencionalidade e acutilância ofensiva.
E viria a colher frutos desta opção mais arrojada.
Aos 53 minutos, NDoye rematou de muito longe e beneficiou da apatia de Butt para reduzir a diferença.
Se até aí a supremacia do Benfica havia sido incontestada, a partir daí tudo se modificou.
Os jogadores do Benfica intranquilizaram-se, a sua auto-estima e confiança decresceu e a Académica galvanizou-se ao ponto de ter beneficiado de duas soberanas oportunidades para empatar.
Primeiro num cabeceamento de Joeano defendido por Butt e depois num remate de Hélder Barbosa ao poste.
O Benfica parecia submerso no mar da inquietação e do desassossego criados pelo "frango" de Butt e a Académica parecia acreditar na "remontada".
Todavia, a 4 minutos do final da partida, lá surgiu o ansiolítico, que resolveu definitivamente a contenda.
Nuno Gomes cruzou da direita e Cardozo, solto na área, cabeceou para o 3-1 final.

5 comentários:

cavungi disse...

Gosto do Paciência!
E vão 5 derrotas connosco!
Este ano já levou 6-2.
Até com a equipa B!

VermelhoNunca disse...

Não vi o jogo, não opino.

Antes morto que vermelho disse...

vi parte do jogo, mas pouco tempo, por culpa dos anormais dos comentadores da sic. se os da tvi têm uma marreta para não se "fanatizarem" á vontade estes não têm e podem ter todos os orgasmos que entenderem, á custa da bajulação incontrolada, da lampionada.
escarros como: " a bola passou a pucos centimetros do poste" , após um remate do "dumbo- 2", que foi contra o ferro de fora da baliza; "foi apenas um encosto" quando "é-de-carlos" dá um violento empurrão, com o ombro, nas costas do jogador da académica; "finalmente binya vai receber um amarelo", imagino o que o talhante andou a fazer na 1º parte...
mas tacolargo marcou o 3-1 e desliguei a tv.

PanKreas disse...

Dualidade de critérios:
1 - Pavlovic recebe cartão amarelo por suposta entrada sobre Óscar Cardozo junto à linha lateral;
2 - Minutos depois o Petit tem uma entrada violenta sobre o Hélder Barbosa, no meio campo, e o árbitro deixa seguir a jogada por causa de a bola ter ficado na posse da AAC.

cavungi disse...

Fernando Alonso na Renault.É bom para a modalidade.
O pior é que o filho de Nelson Piquet vai ser o 2º piloto da escuderia Francesa.
No record on-line afirma-se que "...Nelsinho Piquet..."
Nelsinho??Nelsinho????
O rapaz chama-se Nelson Piquet Jr.
Agora vamos ter que gramar com a histeria dos comentadores, tipo Piedade e Solipa ou JM Barros, gritarem "Nelsinho isto, Nelsinho aquilo."Estamos tramados.
Já não bastava termos o Rubinho, filho de "Seu Rubão" para levarmos agora com o Nelsinho provavelmente filho de "seu Nelsão".
Estamos bem tramados.
Acabe-se com os "nossos irmãos" na Formula 1 já!