domingo, abril 20, 2008

Análise ao Porto-Benfica

Estádio do Dragão, no Porto

Árbitro: Bruno Paixão (AF Setúbal)

FC Porto: Helton; Bosingwa; Pedro Emanuel, Bruno Alves e Fucile; Lucho, Paulo Assunção e Raul Meireles (Bolatti, 82m); Tarik (Mariano, 62m), Lisandro e Quaresma (Farías, 88m)

Suplentes não utilizados: Nuno, Stepanov, Lino e Kazmierczak

Benfica: Quim; Nélson, Luisão, Katsouranis e Léo; Maxi Pereira (Cardozo, 56m), Bynia, Cristian Rodriguez e Rui Costa; Di María (Nuno Assis, 85m) e Nuno Gomes (Makukula, 78m)

Suplentes não utilizados: Butt, Luís Filipe, Edcarlos e Sepsi

Ao intervalo: 1-0

Acção disciplinar: Cartão amarelo para Lisandro (8m), Maxi Pereira (12m), Bynia (17 e 90+2), Katsouranis (27m), Fucile (68m) e Cardozo (72m); Cartão vermelho para Bynia (90+2)

Marcadores: 1-0, Lisandro (7m); 2-0, Lisandro (80m)

Resultado final: 2-0.




Vitória justíssima do Porto!
Se o Benfica se encontrava em estado pré-comatoso, depois da partida desta noite está em coma profundo!
Impressionante a intranquilidade e a incapacidade reveladas pelo Benfica.
Após a derrota de Alvalade, pese embora o abalo psicológico que a equipa sofreu, exigia-se que reagisse. Não o fez!
Não por falta de vontade, mas por pura inabilidade!
Impossibilidade a todos os níveis - emocional, físico, técnico e táctico!
Nunca conseguiu discutir emocional e fisicamente o jogo e, após o hara-kiri táctico de Chalana, desapareceu por completo da partida.
Na primeira parte e fruto de um incompreensível temor reverencial evidenciado pelo Porto, o Benfica manteve-se na discussão do encontro.
O Porto colocou-se em vantagem cedo e, estranhamente, preferiu controlar ao invés de incrementar a intensidade.
E, assim sendo, poupou o Benfica a outros engulhos.
Neste período, a partida disputou-se a um ritmo baixo, o que favoreceu o Benfica, que desta forma logrou equilibrar a contenda.
Mesmo desprovido de agressividade, o Benfica, paulatinamente, serenou e conquistou níveis interessantes de posse e circulação de bola.
Apenas criou uma verdadeira ocasião de golo, num cruzamento de Nelson desperdiçado por Rui Costa, mas conservou a paridade no jogo.
Esperava-se que em desvantagem e perante um Porto abúlico, o Benfica procura-se algo mais na segunda metade.
E os primeiros minutos pareciam ir ao encontro deste propósito.
O Benfica subiu o bloco, intensificou a intensidade e a agressividade, aportou maior ligação aos diferentes sectores e assumiu o governo da partida.
Logo nos instantes iniciais, Rodriguez construiu uma excelente oportunidade de golo, mas o seu remate saiu ligeiramente ao lado da baliza de Helton.
Pela primeira vez na partida, o Benfica dava nota de poder discutir o resultado.
Todavia, foi sol de pouca dura.
Perto do quarto de hora, Chalana substituiu Maxi Pereira por Cardozo e aniquilou quaisquer veleidades de êxito que povoassem as mentes benfiquistas.
Arrisco dizer que ninguém alcançou o que pretendia Chalana com a alteração.
De uma coisa tenho a certeza: os jogadores não perceberam, tal a anarquia que doravante reinou nas hostes benfiquistas.
A partir daí, o Benfica "morreu"!
Sem organização, emocional e fisicamente fragilizada, a equipa não resistiu ao duro golpe que as alterações tácticas que Chalana introduziu representaram.
Com dois pontas de lança muito posicionais, com Rodriguez ao lado de Binya, Di Maria e Rui Costa sobre os flancos, o Benfica sumiu como equipa e não mais conseguiu executar uma transição, defensiva ou ofensiva, com qualidade.
Com os jogadores do Benfica completamente perdidos em campo, sem saberem onde e como se posicionarem, sem dificuldade, o Porto reconquistou o império sobre a partida.
Mesmo sem subir a intensidade para níveis superiores à média, o Porto conheceu um domínio absoluto.
Não satisfeito com a errática substituição que havia realizado, Chalana persistiu no erro e voltou a mexer muito mal na equipa.
Poucos eram os cacos que restavam por partir, mas Chalana logrou quebrá-los.
A incapacidade do Benfica para se acercar da área portista era por demais evidente, não obstante Chalana decidiu retirar Nuno Gomes e fazer entrar Makukula.
Se a distância entre a linha média encarnada e o seu ataque era já uma imensidão, com a entrada de um ponta de lança ainda menos móvel do que Nuno Gomes, obviamente que aumentou.
Quando se mostrava imperioso restituir equilíbrio à equipa, substituindo Nuno Gomes por Nuno Assis, Chalana agiu com o mais primário dos adeptos - estamos a perder, então temos que fazer entrar um ponta de lança!
O ampliar da superioridade portista era uma mera questão de tempo e, aos 80 minutos, surgiu por intermédio de Lisandro.
Um golo gémeo do primeiro e, como tal, ilustrativo da inaptidão benfiquista.
Inadmissível sofrer dois golos fruto de idênticos movimentos ofensivos!
Lisandro teve tempo para receber, rodar e rematar!
O Porto foi e é melhor e, quando assim é, a equidade do resultado não é sequer discutível.
Agora, espero que as palavras de Rui Costa no final da partida não caiam em saco roto: "Quem veste esta camisola tem que ter tudo o que é preciso para alcançar os objectivos do clube. Temos de compreender o seu peso e dar tudo por esta camisola. É necessário dar tudo o que temos e o que não temos, nas jornadas que faltam. A nossa responsabilidade é muita. Temos de nos honrar a nós e aos nossos adeptos."

68 comentários:

Lion Heart disse...

Mudança de Avatar I:

VERGONHA!

Depois de levar 4-1 do último classificado com 10 jogadores, o treinador (?) na imagem disse: "Penso que o resultado foi um pouco exagerado" (Record On-line).
Se calhar aqté tem razão. Se fosse U. Leiria 3 - Sporting (?) 1, já estaria tudo bem !!!

Lion Heart disse...

Mudança de Avatar II:

Uma palavra de conforto para este homem.
Dramático!!
Numa noite de chuva, algures num estádio, este homem constata amargurado: "Porra, eu que julgava ser o palhaço-mor, e afinal, olhem para isto... Estes gajos conseguem fzer menos do que eu...
Levar 4-1 do último só com 10 jogadores ..."

Lion Heart disse...

Mudança de Avatar III:

Volta, estás perdoado!

Lion Heart disse...

Mudança de Avatar IV e até ver, final.

Fizemos pior resultado contra o último com 10 do que os outros contra o campeão com 11.

V E R G O N H A !!!!!

JC disse...

Caro Lion Heart:
Comungo com o caro amigo esses sentimentos de frustração.
As declarações do paulo bento no final da partida deixaram-me estupefacto.
"Resultado justo mas exagerado"?!?!?
Só se tiver sido exagerado da parte do SCP, que nem um golo deveria ter marcado.
Quem julgam aqueles jogadores que são?
Tiveram uma oportunidade única de agarrarem o segundo lugar e enram em campo com aquela displicência toda?
E Paulo Bento em vez de dar um murro na mesa vem dizer que o resultado é exagerado?
Assim não!

PanKreas disse...

A culpa é do Luís Filipe!

VermelhoNunca disse...

Vitória justa do União de Leíria, que em contra-ataque liquidou o Sporting. Não concordo com o amigo JC, quando diz que o Sporting nem um golo merecia ter marcado. Tiveram oportunidades suficientes para alterar o resultado. Recordo-me de Vurcevik, no 1º tempo, de duas bolas aos postes, no 2º tempo. A defesa e o meio campo defensivo estiveram muito mal, permitindo os contra-ataques mortíferos do Leíria. Polga, Abel, Grimi, cotaram-se, quanto a mim, como os piores em campo.
Sobre o Benfica, apenas vi o 2º tempo. Acho que o Porto quando quis marcou, controlando os ritmos do jogo. Mais uma vez, caricatas as declarações de Chalana, que em apreciação à partida diz que jogaram muito bem no 1º tempo, reduzindo a isto a sua análise à partida.

Zex disse...

Curiosa análise da partida por parte do blogger. Parece que o FCPorto nem jogou nada de especial e que deve a vitória apenas a incapacidade do Benfica.
O problema é que eu vi o jogo inteiro. Não mudei de canal no fim do jogo do Sporting...
na primeira parte, o jogo foi mais equilibrado, é certo, mas o Porto jogou a passo e o Benfica nada fez, a não ser dar pau de meia noite, a meio campo, com evidentes reflexos disciplinares. Tiveram uma oportunidade de golo, nesse período. A que acresce a do Luisão na segunda parte. Ou seja, durante o jogo todo, duas oportunidades.
Pouco, muito pouco !
Eventualmente, olvidou-se o blogger que, na segunda parte, houve festival ? Houve banho de bola ! O Benfica passou duas vezes do meio campo ! Foram vulgarizados ! O resultado é escasso, tendo em conta o número de oportunidades criadas pelo FCP.
Grande jogo de Lisandro, Alves, Meireles e Lucho. quaresma esteve melhor que o habitual !
Péssima exibição de Nuno Golos e Léo, o pior em campo !
Nota para Nelson que, ao fim de dois anos, voltou a acertar um cruzamento, o que não acontecia desde o golo de Giovanni contra o Man U, embora mantenha a cabeça no chão durante o movimento !

O culpado não foi Chalana !
O responsável foi o FCPorto !
O Benfica perdeu porque o seu adversário é melhor. Aliás, muito melhor ! Na minha opinião, as diferenças não estiveram em pormenores bacocos, como pretende o blogger !
Essa conversa de que o FCPorto é campeão, por culpa dos erros dos outros, já aborrece !
Dêem mérito ao FCPorto, que tem 20 pontos de vantagem sobre o segundo lugar !
Somos muito melhores, isso é um facto !

Quanto ao Sporte, não vi o jogo !
De qq modo, péssimo resultado, em momento proibido !

Vermelho disse...

Amigo Zex:
Aconselho-te a leres a análise que publiquei na sua totalidade.
Encontrarás, surpreendentemente, muitos pontos de contacto com o teu comentário.
Abraço.

JC disse...

Amigo Vermelho:
Se achas que o Benfica ficou em coma profundo depois de ter perdido 2-0 com o FCP - um resultado perfeitamente normal e previsível em casa do campeão, quando muitos vaticinavam goleada e humilhação - que dizer então do SCP que perdeu 4-1 com o despromovido Leiria, quando tinha o segundo lugar ali à mão, que até então apenas tinha uma vitória e 7 golos marcados em casa?

Vermelho disse...

Amigo JC:
Não alcanço a razão de ser da absoluta indiferença e inércia reveladas pela massa adepta leonina!
Não se entende tanta resignação de sócios, adeptos e simpatizantes.
Nem uma palavra, nem uma reacção!
Nada!
Ninguém diz nada!
As consciências estão completamente adormecidas!
Perante a vergonhosa exibição de ontem e a humilhante goleada sofrida, imperou o silêncio!
Será que uma vitória sobre o Benfica tem assim tanta importância?!
Será que a razão de viver do Sporting se esgota nos confrontos com o arqui-rival Benfica?!
Assim sendo, não sei como qualificar o estado em que se encontra o Sporting!
Abraço.

JC disse...

Amigo Vermelho:
É a tranquilidade no seu estado mais puro!
A tranquilidade do treinador - que durante os jogos se mantém sempre impávido e sereno a assistir ao desenrolar do jogo - transportou-se para os jogadores, adeptos, sócios e simpatizantes.

JC disse...

E para os dirigentes também.

JC disse...

O próprio Nunca me parece tranquilo demais!

Vermelho disse...

Amigo JC:
Deve ser isso!
sonoras casquinadas soltei com o teu comentário.

Antes morto que vermelho disse...

xungo: as lágrimas vieram-me aos olhos 2 vezes!

vitória incontestável do fcp, que pura e simplesmente é muitissimo melhor que o benfica (da 1 jornada e do actual). a lampionagem levou uma grande "rabia" na 2 parte. tirando o remate de cabeça do cabeça bicuda, não fizeram nada. esse remate do cebola a que rojo se refere (na 2 parte), não foi nada!
gostei de licha (atentem no pormenor, na 2 parte, quando ele tira a bola, sem falta, ao cebola que só se atirou para o chão em sinal de desespero), do "el comandante", meireles, bruno alves e fucile.
na lampionagem destaque (pela negativa obviamente), para nulo gomes, léo, nelson, maxi e o makakula (para que é que este matacão entrou? para dar uma porrada no helton? onde está o "eusébio" que a pasquinada viu neste "calhau com doi olhos"?)
uma vez mais "houve demérito da lampionada e nunhum mérido do fcp", enfim mais do mesmo por parte de rojo!

quanto ao sportém, as lágrimas vieram-nme ao olhos 4 vezes, sempre que houvia falar do resultado, porque não vejo jogos menores!

Jimmy Unhaca disse...

Amigo vermelho, a colocação por parte de Chalana (muito mal diga-se) de toda aquela artilharia na frente de ataque, teve na minha opinião como objectivo óbvio a aposta no jogo directo. Só assim se percebe a abertura daquele fosso enorme no meio campo e a colocação das estacas na frente.
O jogo de ontem trouxe mais do mesmo: a evidencia de um Benfica desnorteado e inseguro
Os jogadores do Benfica jogam um futebol tenso, nervoso e ansioso!, são incapazes de de se soltar e desfrutar do jogo.
Infelizmente o Benfica desta época mostra-se incapaz de tudo!...
Quando assim é…

P.s: temos cá no blog um fã (in) condicional do Luís Filipe que persistentemente insiste em ilibar o jogador referido de eventuais culpas dos males que apoquentam o glorioso.
Meu caro esteja descansado porque se algum culpado há posso garantir-lhe que não é esse LF (porque esse é o maior!). O principal culpado é também ele um LF que logrou construir o melhor plantel do Benfica dos últimos não sei quantos anos com um bando de “Luís Filipe´s”!?

Antes morto que vermelho disse...

quanto ao leão-cócó, o seu adiantado estado de alianação é um facto, como é que se podem vomitar tantas barbaridades, sem haver uma merreta que lhe parta aquela mona?

o "bilis" já nem arrota, acho bem que ele se mantenha em silêncio até ao fim do verão!!

só aqui falta o xungo, para ser açoitoado!!

Antes morto que vermelho disse...

"nails r us" a arranjar justificações para o falhanço!! não há.
Desde o 25 de Abril de 1974 a lampionada, sem a protecção do estado, não faz nada digno de registo, não justifique, é um facto!!
e não me venha com essas imbecilidades das taças de portugal e de duas presenças na final da champions que isso é cócó. O fcp sempre que esteve numa final da champions ganhou, bem como da uefa. Perdemos uma taça das taças para a juventos e perdemos bem!

Vermelho disse...

Amigo Jimmy:
Se a intenção de Chalana era o jogo directo não foi perceptível, até porque a equipa nunca o utilizou.
Mas também era difícil que o fizesse face aos desequilibrios criados pelas alterações promovidas.
Parece-me que nem a equipa percebeu o que pretendia Chalana.
No mais, dizer que concordo em absoluto com o teu comentário.
Abraço.

Vermelho disse...

AMV:
Sem entrar por parâmetros subjectivos, dizer apenas que de 74/75 a 93/94, o Benfica conquistou 10 títulos de campeão nacional, ao passo que o Porto se ficou pelos 8.
Neste período, o Benfica esteve presente em 2as finais da Taça dos Clubes Campeões Europeus.
Ou seja, 20 anos depois do 25 de Abril, o Benfica continuava a conquistar mais títulos que o Porto.
Sucede, porém, que a partir da temporada 93/94 foram presidentes do Benfica Manuel Damásio, João Vale e Azevedo, Manuel Vilarinho e Luís Filipe Vieira...

Lion Heart disse...

Para provar que não sou de guardar rancores, aqui venho desejar as melhoras do macacóide cá do burgo, após a delicada intervenção cirúrgica de remoção do seu cérebro, o qual se apresenta aqui em primeira mão.
Quanto ao choro por causa dos 4-1, a gente percebe -> "E QUEM NÂO SCHALKE, NÃO É DA MALTA !"

Mestrecavungi disse...

Justa vitória do FCP sobre uma especie de Benfica!
Ontem nem as camisolas estiveram em campo!Sem garra, sem ideias sem alma!
Pode-se dizer que na 2ª parte "houve baile"!O FCP marcou quando quis e jogou o q.b. para ganhar.O SLB jogou nos seus limites.
Isto não é o SLB.Tenho quase 40 anos de espectador e não me lembro de ver 3 derrotas consecutivas com um score de 2-10!
Haja vergonha!
Um dos Luis Filipes já se demitiu!Para quando o nosso Luis Filpe?
Ao menos já atirámos um very-light para o interior do Caixa Futebol Campus!
Já apedrejámos o autocarro dos jogadores!
Temos que desabafar!
Viva o SLB!

JC disse...

Mestre Cavungi:
As coisas estão más para o lado do Benfica mas não as queiras tornar piores, porra!
score de 2-10 NÃO!
score de 3-10!
Assim é que é!

Mestrecavungi disse...

Amigo Vermelho,
O SCP claro está, e como é habito tornou as coisas mais suportáveis!
Voltaram ao seu normal e enfiaram 4batatas do despromovido Leiria!
Podiam ter 4 pts de avanço a esta hora!
Mas preferem transmitir mais emoção á competição!
Mas de uma coisa não tenhas dúvidas.Esta normalidade face ao insucesso advém de decadas de derrotas.A chamada Sportinguização!
Risco que começamos nós a correr!
E os seus adeptos seguram o actual "estado de coisas" porque nós estamos como estamos!
Estivessemos um pouco mais acima e talvez estalasse o verniz aos Condes!


Amigo JC,
Fui na tua conversa e lixei-me!

Mestrecavungi disse...

Amigo JC
Mea Culpa!Tens Razão!
3-10 !
Que é muito MAIS DIGNO!

Jimmy Unhaca disse...

Amigo vermelho, então e a Aldeia dos Marretas é para avançar ou não?

De qualquer das maneiras (aproveitando a referência infundada, como é timbre do arroto AMQV sobre a legitimidade das vitórias do Benfica durante o Estado Novo) exponho aqui a fundamentação da presença de JORGE NUNO DE LIMA PINTO DA COSTA como primeiro habitante da Aldeia dos Marretas.
De referir que tal argumentação assenta numa excelente pesquisa levada a cabo pelo blog vedetadabola.blogspot.com e exibe como título:
20 ANOS DE MENTIRA DE A a Z

e começa assim:
A justiça do título conquistado pelo F.C.Porto nesta época de 2007-08 é inatacável. Embora beneficiando de dez golos irregulares ao longo da prova - Sporting, U.Leiria (3), P.Ferreira (2), Boavista, Leixões e Belenenses (2) -, cinco expulsões perdoadas (três delas a Bruno Alves em Matosinhos, Alvalade e Amadora, uma a Quaresma e outra a Lisandro nos Barreiros), e pese ainda os treze penáltis subtraídos ao Benfica e descritos em post anterior, tem que se admitir a maior regularidade exibicional dos portistas, a sua maior coesão, e o brilhantismo de alguns dos seus jogadores - nomeadamente os argentinos Lucho e Lisandro, que realizaram uma temporada extraordinária.
Efectivamente, mesmo sendo - respeitando a "tradição" - a equipa mais beneficiada da competição, tem que se dizer que o F.C.Porto foi também o melhor conjunto e, sobretudo, que não teve culpa dos erros de águias e leões, que cedo se suicidaram neste campeonato quer dentro quer fora das quatro linhas, com erros crassos de gestão desportiva próprios do mais cândido amadorismo.
Sem interferências de arbitragem possivelmente a festa não tinha ainda sido feita, mas, mais jornada menos jornada, a equipa de Jesualdo confirmaria o merecido título, até porque muitos dos lances referidos (embora nem todos) ocorreram em jogos nos quais os portistas acabaram por vencer folgadamente.
Isto todavia não apaga, nem pode branquear, todo o caminho histórico percorrido pelos dragões até aqui, designadamente desde o momento em que Jorge Nuno Pinto da Costa assumiu o poder – do F.C.Porto e do futebol português.
Desde os anos oitenta muitos foram os casos, muitas foram as suspeitas. Quando vieram a público as escutas do Apito Dourado quase ninguém foi apanhado de surpresa, pois toda a gente mais ou menos ligada ao futebol sabia o que se passava. Tratando-se de situações difíceis de comprovar, e conhecendo-se a rede de influências e interdependências ardilosamente construída ao longo de duas décadas, tornava-se (e torna-se) difícil ver a justiça chegar a bom porto, para mais conhecendo-se a sua dramática lentidão e ineficácia, verificada nestes e noutros casos no nosso país.
No momento em que se vão julgar em tribunal um F.C.Porto-E.Amadora e um Beira Mar-F.C.Porto, disputados na melhor temporada de sempre dos dragões (com uma grande equipa e um grande treinador), é importante que se perceba que o problema está muito longe de se esgotar nesses dois episódios, nem eles serão certamente os mais relevantes de uma história repleta de mentira, corrupção e tráfico de influências. Pelo contrário, o que deve ser entendido das escutas – mesmo que o tribunal não o possa ou consiga fazer - é um panorama de subversão total e absoluta de uma lógica competitiva de isenção e transparência, que foi sendo a base para benefício de uns e prejuízo de outros, ao longo de muitas temporadas, e que valeu títulos, dinheiro, prestígio europeu, numa espiral que ainda hoje condiciona e subverte a hierarquia competitiva do futebol português.
É em nome da preservação dessa memória que este texto é publicado. É no fundo o repescar de um conjunto de episódios, factos e, nalguns casos, apenas rumores, que por si pouco poderiam representar, mas que em conjunto reflectem uma realidade à qual não podemos fugir, e a qual ninguém de bom senso deverá ignorar ou fingir que não existe ou existiu.
Mesmo que, por questões processuais, a justiça acabe por não conseguir desempenhar o seu papel, a verdade não poderá ser esquecida nem branqueada, pois o que está em julgamento não é mais que a ponta de um iceberg escondendo uma sórdida teia de podridão que alicerçou o futebol português ao longo de mais de vinte anos.
É importante que nos lembremos, a cada momento, a cada fim-de-semana, a cada jogo, como é que o F.C.Porto se tornou na máquina de vitórias que hoje é, não desfazendo, obviamente, da qualidade e profissionalismo de muitos dos jogadores e técnicos que passaram pelo clube, e aos quais provavelmente até terá escapado muito do lixo arrecadado nas traseiras dos seus triunfos.
Fica pois aqui, de A a Z, a memória de duas décadas de mentira:

A de ACÁCIO – Pouca gente se lembrará deste nome. Trata-se de um guarda-redes brasileiro que passou com discrição pelo Tirsense e pelo Beira Mar, e que só depois de regressar ao Brasil tomou a liberdade de falar sobre a sua aventura europeia. Confessou então que recebera pressões e propostas diversas para facilitar uma vitória do F.C.Porto em Aveiro, que valia (e valeu) o título nacional de 1993. O caso foi pouco falado, vivia-se ainda um clima de medo pré-Apito Dourado. Mas a recordação das suas declarações e desse campeonato permanecem bem vivas no meu espírito. Só não sei se foi nessa ocasião que, também em Aveiro, o jornalista Carlos Pinhão foi barbaramente agredido por elementos ligados ao F.C.Porto.
Uns anos antes havia sido o belga Cadorin, avançado do Portimonense, a acusar o empresário Luciano D’Onófrio de lhe prometer um bom contrato (em Portugal ou no estrangeiro), caso fizesse um penálti nos primeiros minutos de um Portimonense-F.C.Porto (“depois jogas normalmente”, ter-lhe-á dito). Com a saída do belga do futebol português, o caso acabou por morrer.

B de BENQUERENÇA – Olegário Benquerença protagonizou duas das mais escandalosas actuações da arbitragem portuguesa dos últimos anos. Na Luz, em Outubro de 2004, dois meses antes da detenção de Pinto da Costa, o árbitro leiriense e o seu assistente Luís Tavares foram os únicos que não viram (mais alguns que não quiseram ver…) uma bola rematada por Petit ser retirada de dentro da baliza portista por um desesperado Vítor Baía. No mesmo jogo já havia feito vista grossa a uma claríssima grande penalidade de Seitaridis sobre Karadas (que daria expulsão do grego no início da segunda parte), e mostrado um vermelho injusto a Nuno Gomes, que havia sido barbaramente agredido por Pepe. Um ano depois, em jogo da Taça de Portugal, foi o Sporting a vítima deste benemérito portista de longa data. Com mais uma exibição de “luxo”, Benquerença colocou os leões fora da Taça, poupando penáltis, e expulsando jogadores até achar necessário. Já antes de 2004 era um árbitro polémico, com arbitragens invariavelmente favoráveis aos portistas. Talvez por isso viu as portas de uma carreira internacional de sucesso serem-lhe escancaradas e, não se sabe bem como, poderá até estar no Euro 2008.

C de CALHEIROS – Os irmãos Calheiros – quem não se recorda dos gémeos e barbudos fiscais de linha, ladeando Carlos, o irmão mais velho – foram umas das muitas figuras sinistras da arbitragem portuguesa da década de noventa. Recordo particularmente um inacreditável penalti assinalado nas Antas por suposta falta de Mozer no empate 3-3 de 1993-94, bem como um jogo em Aveiro, na época anterior, concretamente na tarde soalheira de 16-5-1993, em que expulsou Yuran e Pacheco por supostas palavras, possibilitando a vitória ao Beira Mar, e dando o título ao F.C.Porto - que à mesma hora via um tal de Marques da Silva, do Funchal, expulsar estranhamente dois jogadores do Desp. Chaves e assinalar um penálti escandaloso que lhe permitiu virar o marcador para de 0-1 para 2-1 na difícil visita a Trás-os-Montes, quando águias e dragões seguiam, a três jornadas do fim, empatados em pontos. Mais do que essa e outras actuações, sempre em benefício dos mesmos, este trio ficou famoso pela célebre viagem ao Brasil, feita através da agência de Joaquim Oliveira, e paga pelo F.C.Porto. A investigação deste caso nunca foi devidamente feita. Com a PJ do Porto e o próprio MP aparentemente alinhados com o sistema, foi difícil durante muitos anos (e continua a sê-lo) avançar pelos caminhos da verdade.
Ao pé destes meninos, Calabote era possivelmente apenas um ingénuo aprendiz – e diga-se que o suposto e empolado caso Calabote, nos anos cinquenta, redundou apenas num título para o…F.C.Porto.

D de DUDA – Foi um dos meus primeiros contactos com a suja realidade do futebol português das últimas décadas. Jogava-se, já em plena segunda volta, a liderança do campeonato numa tarde chuvosa na Luz – foi este o célebre jogo em que Toni saiu a chorar por ter involuntariamente partido a perna de Marco Aurélio. O Benfica vencia por 1-0 desde os primeiros minutos com um golo de João Alves, mas já na ponta final do desafio, em recarga a um livre defendido por Bento, o brasileiro Duda em claríssimo fora de jogo empatou a partida. O F.C.Porto de Pedroto, e já com Pinto da Costa no departamento de futebol, seria campeão.
No ano antes, já o F.C.Porto tinha alcançado o título através de um livre duvidoso à entrada da área, que lhe possibilitou por intermédio de Ademir o empate (1-1) frente ao Benfica nos últimos minutos de um jogo nas Antas, em que estivera em desvantagem desde o terceiro minuto com um auto-golo de Simões, e em que se vira a barra devolver uma bola cabeceada por Humberto Coelho. Bento fora expulso na jornada anterior, jogando Fidalgo na baliza encarnada. Era o início de uma longa e podre história.

E de EXPULSÕES – A dualidade de critérios nos jogos do F.C.Porto foi desde os anos setenta uma constante. Todo o anti-jogo lhes foi sempre permitido (recordo por exemplo os empates a zero na Luz em 1989, 1990 e 1993), as agressões de Frasco, Fernando Couto, Paulinho Santos e Jorge Costa raramente foram punidas – este último quando se sentia pressionado atirava-se para o chão e punha assim fim aos lances -, mas aquilo que talvez tenha sido o emblema desta realidade foram as sistemáticas expulsões de jogadores encarnados sempre que jogavam frente aos portistas. Nos últimos vinte anos foram mostrados 23 (!!!) cartões vermelhos a jogadores do Benfica em clássicos com o F.C.Porto para todas as competições. A saber, e por ordem alfabética: Abel Xavier 94-95, Dimas 94-95, Eder 02-03, Escalona 99-00, Hélder 94-95, Isaías 91-92, João Pinto 94-95, 97-98 e 98-99, Miguel 02-03, Mozer 92-93, Nuno Gomes 04-05, Nelo 94-95, Pacheco 88-89, Ricardo Rocha 02-03 e 03-04, Ricardo Gomes 95-96, Rojas 99-00, Rui Bento 91-92, Tahar 96-97, Vítor Paneira 94-95, Veloso 87-88 e Yuran 92-93. Para se ter uma ideia da força deste número, digamos que nos oitenta anos de história anteriores (1907 a 1987) foram expulsos apenas 10 jogadores do Benfica em jogos com o F.C.Porto, ou seja, em apenas vinte anos foram expulsos mais do dobro dos que haviam sido em toda a restante história do futebol português. Este tem sido um aspecto fulcral da perseguição ao Benfica e da protecção ao F.C.Porto, e que muitas vezes impediu outros resultados, nomeadamente a norte, onde a maioria daquelas expulsões teve lugar. Por vezes foi também em vésperas de deslocações às Antas que as expulsões cirurgicamente ocorreram. Foi o caso de Preud’Homme,em 1995-96, e Miccoli no ano passado, curiosamente dois grandes jogadores que nunca haviam sido expulsos em Portugal, e nunca voltaram a sê-lo depois dessas ocasiões.
Também os penáltis marcados a favor do F.C.Porto e subtraídos ao Benfica foram uma constante nas deslocações às Antas (por exemplo 89-90, 92-93, 93-94 no primeiro caso; 91-92 no segundo). Mas até na Luz, em jogo decisivo para o título de 1991-92 isso aconteceu, com o marcador a ser aberto já a meio da segunda parte num lance fora da área entre Rui Bento e Rui Filipe, que valeu o primeiro golo portista e a expulsão do benfiquista. O F.C.Porto, a jogar contra dez, venceria por 2-3. O árbitro era Fortunato Azevedo, que já na primeira volta subtraíra uma grande penalidade ao Benfica e expulsara Isaías, em jogo que terminou empatado a zero.
Os golos anulados a Kandaurov em 1997-98, e Amaral em 1994-95, além do caso Benquerença em 2004-05, também são dignos de figurar neste negro registo de clara e inequívoca parcialidade. Sem falar nas célebres defesas de Vítor Baía fora da área, sem cartão nem punição.

F de FAMALICÃO – Foi um dos muitos escândalos da era Lourenço Pinto/Laureano Gonçalves (fim de oitentas princípio de noventas) – a pior de todas na arbitragem portuguesa. Com o campeonato de 1992-93 ao rubro, o F.C.Porto deslocou-se ao então difícil recinto do Famalicão. Quase seis minutos depois da hora, o árbitro José Guimaro - mais tarde condenado por corrupção no caso Leça - arquitectou um absurdo penálti para dar a vitória ao F.C. Porto. João Pinto converteu e o F.C.Porto, com estas e outras (ver Acácio e lembrar o penálti de Rui Bento sobre Rui Filipe na Luz), alcançou um dos títulos mais nebulosos da história do futebol português.

G de GERALDÃO – O central brasileiro Geraldão, bem como o lateral esquerdo internacional Branco, eram especialistas na cobrança de livres directos. Como tal, as arbitragens mostravam-se extremamente zelosas sempre que algum jogador portista caía nas imediações da área (e eram muitos a fazê-lo de forma deliberada), assinalando de pronto livres que frequentemente acabavam em golos. O F.C.Porto do início da década de noventa venceu muitos jogos assim. Recordo um Benfica-F.C.Porto de 1990 em que foi assinalada perto de uma dezena de livres nas imediações da área encarnada, quase todos simulados. Por sorte, nesse dia Geraldão estava com a pontaria desafinada, e o resultado acabou em branco. Mas o título voou para norte…

H de HILÁRIO – Tal como Acácio e Cadorin, o agora guarda-redes do Chelsea foi outra das figuras sobre a qual se ouviram rumores de possível suborno ou pressão quando defendia, por empréstimo do F.C.Porto, as redes do Estrela da Amadora. Neste caso não foi o próprio a assumir, mas sim terceiros a acusar. Foi uma história que também acabou por morrer nos silêncios do medo. Nos últimos anos falou-se também de Rolando do Belenenses, eternamente apalavrado com os dragões.
Ao longo dos últimos tempos muitos têm sido também os jogadores emprestados pelo F.C.Porto a clubes da primeira divisão (situação que deveria ser proibida), conseguindo com isso atirar algum charme para cima dos seus dirigentes - sempre conveniente na hora das contratações - e simultaneamente amaciar adversários. Durante muitos anos os clubes da Associação de Futebol do Porto (Leça, Leixões, Tirsense, Penafiel, Varzim, Rio Ave, Salgueiros, Paços de Ferreira, etc) foram a este nível verdadeiros parceiros do F.C.Porto na sua rota rumo ao domínio, a bem ou a mal, do futebol português. Isso notava-se com clareza nos resultados e nas exibições. E de certo modo ainda nota, caso estejamos bem atentos.
Nesta mesma edição da liga, o F.C.Porto tem jogadores emprestados a Sp.Braga, Belenenses, Leixões, V.Guimarães, V.Setúbal, Académica e E.Amadora. Também U.Leiria e Marítimo têm tido relações privilegiadas com os dragões, sem contar a Liga de Honra, território quase todo submerso na rede de interdependências criada pelo F.C.Porto e seus próximos, ou não tivesse sido ela criada mesmo para esse efeito. O Alverca foi filial do Benfica (embora depois tenha servido para retirar jogadores como Deco da Luz e vender-lhe monos a preços de luxo), mas a satelização de clubes da primeira divisão tem sido ao longo dos anos uma das armas do F.C.Porto. Alguns clubes chegaram a receber quase meia equipa emprestada pelos dragões. Refira-se ainda que a quantidade de treinadores ex-jogadores portistas, conotados com o F.C.Porto e imbuídos da cultura do clube, orientando clubes da liga principal nos últimos anos, é extraordinariamente vasta: Carlos Carvalhal (que ainda na Taça da Liga festejou um golo virando-se para o banco encarnado e gritando f....s d. p...), Carlos Brito, Jaime Pacheco, Jorge Costa, Domingos Paciência, António Sousa, António Conceição, José Mota, Augusto Inácio, Eurico Gomes, Octávio Machado, António Oliveira, Rodolfo Reis, Paulo Alves, José Alberto Costa, para referir apenas os que me vêm no imediato à memória. Se em muitos destes casos seria injusto especular acerca do menor empenho das equipas, percebeu-se quase sempre, por exemplo nas flash-inteviews, um pudor extremo em falar de arbitragens nos jogos contra os dragões, e uma fúria incontida caso os supostos prejuízos se dessem com outros clubes, designadamente o Benfica.

I de ISIDORO RODRIGUES – Este árbitro viseense foi um verdadeiro Benquerença da década de noventa. Muitos foram os jogos em que beneficiou o “seu” F.C.Porto, e sobretudo aqueles em que prejudicou o Benfica, bastas vezes sem sequer se preocupar com as aparências. Recordo com particularidade um Benfica-Boavista (1995-96) em que Isidoro virou o resultado quase sozinho, expulsando três jogadores do Benfica (entre os quais João Pinto), assinalando um penálti fantasma e validando um golo em fora-de-jogo; bem como um Varzim-Benfica para a primeira jornada de 2001-02, em que o árbitro só apitou para o final do jogo quando o Varzim chegou ao empate, nove (!!) minutos depois da hora, e já depois de ter expulsado os benfiquistas Cabral e Porfírio, e marcado o penáltizinho da ordem, começando a liquidar desde logo as aspirações benfiquistas numa época em que muito apostavam (contratações de Simão, Drulovic, Zahovic, Mantorras etc).

J de JOÃO ROSA – Estava-se em 1985-86 e o campeonato seguia animado com a luta Benfica-F.C.Porto na frente da tabela. Este árbitro eborense foi nomeado para um Salgueiros-Benfica, no qual acabou por apenas não meter a bola dentro da baliza dos da Luz com as suas próprias mãos. De resto fez tudo para o Benfica perder pontos, acabando por “conseguir” um empate a um golo. O sistema estava a atingir o auge dos seus tempos mais tenebrosos.
Outro Rosa, mas este Santos (embora apenas de nome…), foi também figura de proa do sistema que construiu a hierarquia do futebol português que hoje temos. Uma vez em Loulé, permitiu a marcação de um livre sem ter apitado nem os jogadores algarvios terem formado barreira. Esse lance valeu uma eliminatória da taça para o F.C.Porto. Hoje continua a fazer alguns favores aos dragões, comentando arbitragem no jornal “O Jogo”.
K de KANDAUROV – Seria necessário muita pesquisa ou imaginação para encontrar na história do desporto-rei um golo anulado tão limpo como o que este médio ucraniano marcou no Estádio das Antas em 1997-98, num jogo que poderia dar novo rumo a esse campeonato. O F.C.Porto venceu por 2-0, golos de Artur, depois de se ver dominado na maior parte do tempo, fruto, sobretudo, de uma grande exibição de Poborsky, que se estreava de águia ao peito. Uma arbitragem ultra-tendenciosa de António Costa não permitiu a vitória encarnada.
Outro golo limpo anulado igualmente célebre foi na Supertaça de 1994-95, também nas Antas (onde, assim, se tornava naturalmente difícil marcar), ao extremo campeão de Riad, Amaral. Isto para não falar uma vez mais em Benquerença.

L de LOURENÇO PINTO –O advogado de Valentim Loureiro no início do caso Apito Dourado, o homem que avisou Pinto da Costa das buscas a sua casa e lhe permitiu a fuga, foi, por surreal que pareça, presidente do Conselho de Arbitragem da FPF no início dos anos noventa, por indicação (claro!) da Associação de Futebol do Porto, presidida por o recentemente falecido Adriano Pinto, e que, sendo maioritária, pôde sempre optar por manter na sua “posse” aquele “precioso” instrumento, em detrimento até mesmo da própria presidência da FPF (que deixava para Lisboa, mas que praticamente só tratava da selecção nacional). Os seus tempos foram dos piores da história da arbitragem portuguesa e valeram vários títulos ao F.C.Porto, que tão bem protegido nem precisava de jogar muito para vencer. Com equipas onde pontificavam Vlk, Bandeirinha, Tozé, Paulinho César, Kiki, Raudnei, Barriga ou António Carlos, conseguiu vencer campeonatos ao Benfica de Paulo Sousa, Rui Costa, João Pinto, Vítor Paneira, Futre, Isaías, Mozer etc. Lourenço Pinto teve pois o efeito de um verdadeiro Maradona no campeonato português. Laureano Gonçalves e Fernando Marques seguir-lhe-iam o exemplo. Sobre Pinto de Sousa não é necessário acrescentar muito mais aquilo que tem sido veiculado no âmbito do Apito Dourado.
O caso Francisco Silva – que se terá autonomizado do sistema, depois de ser um dos seus principais interpretes – é algo que merecia ser melhor estudado e investigado, e no qual talvez se encontrassem algumas das origens de todo este tenebroso caminho. O juiz algarvio terá sido, nas suas próprias palavras, “tramado” por Lourenço Pinto - certamente por saber demais -, vendo-se assim irradiado da arbitragem. Recorde-se que foi apanhado com um cheque na mão num balneário de Penafiel.

M de MAIA – Quando vejo toda a polémica em torno do Estoril-Benfica de 2005, disputado no Algarve, e me lembro da quantidade de jogos que o F.C.Porto disputou fora de casa na…Maia, até me dá vontade de rir. Com o pretexto das transmissões televisivas – negociadas pela Olivedesportos – o Estádio Municipal da Maia, um bocadinho mais perto das Antas que o Algarve da Luz, serviu para diversas equipas “receberem” o F.C.Porto. Os resultados eram óbvios, e suponho que os portistas nunca tenham perdido um ponto que fosse nessas “deslocações”. Com Damásio na presidência do Benfica, estes eram aspectos que passavam totalmente em claro. Pinto da Costa e o F.C.Porto agradeciam. Foram os anos do “penta”.

N de NORTE – O povo do norte tem sangue na guelra. Para o melhor o para o pior. Nas Antas, por exemplo, não eram só os jogadores e os árbitros que tinham de enfrentar a pressão de figuras como o Guarda Abel (que exibia armas em pleno túnel de acesso aos balneários), ou os simpáticos “Super Dragões”. Também os jornalistas sofreram na pele sempre que revelaram a coragem de afrontar o super-poder tentacular e mafioso que por ali reinava. Lembro-me de um célebre F.C.Porto-Nacional, em que foram os próprios repórteres televisivos a serem objecto da fúria dos adeptos, sem que ninguém lhes tivesse valido, qual território sem lei, qual fanatismo elevado aos máximos limites .
Fala-se também aqui da agressão a Carlos Pinhão, das ameaças de morte a João Santos e Gaspar Ramos, e podia-se falar das agressões a Marinho Neves, a Ricardo Bexiga, a Rui Santos e a muitos outros anónimos que, como inclusivamente eu próprio, já foram objecto de ameaças várias.
Noutras modalidades, esta pressão intimidatória tem sido e continua a ser uma das armas dos dragões que, ao contrário do que se passa em Lisboa, parecem contar no seu território com forças policiais domesticadas (para além do MP, da PJ, também a PSP lá parece funcionar de forma diferente). No Hóquei em Patins já caíram petardos na cabeça de jogadores do Benfica, sem que tivesse acontecido nada. No Basquetebol ainda no ano passado houve distúrbios que passaram impunes.

O ódio a Lisboa foi sempre uma matriz de Pinto da Costa e do seu F.C.Porto, mistificando o facto de haver muitos benfiquistas no norte, e o Benfica não ser, longe disso, representativo exclusivo da capital portuguesa, onde existem dois clubes grandes. Na verdade, esse ódio – de consequências por apurar na coesão do nosso pequeno país – não foi mais que um instrumento de aglutinação de tropas e manutenção e endeusamento de um poder com laivos fascizantes quanto ao seu fanatismo. Isto virou-se sempre contra a selecção nacional, a qual foi amplamente penalizada pelo desprezo e/ou instrumentalização de que foi alvo. Até chegar Scolari.

O de OLIVEIRAS – Juntamente com o irmão António, Joaquim Oliveira foi elemento determinante na consolidação do poder portista. Ainda hoje o clube da Luz tem as suas transmissões televisivas extremamente sub-avaliadas, face à popularidade e audiências de que desfruta. Faz-me alguma confusão Joaquim Oliveira ser accionista de referência da SAD benfiquista, e ninguém se preocupar muito com isso.
Já o irmão António (o do caso Paula, dos carimbos falsificados no caso N’Dinga, e das polémicas do Coreia-Japão), ex jogador e treinador do clube portista, protagonizou em 1992 um episódio curioso e revelador. Treinava o Gil Vicente e na primeira volta, nas Antas, fez entrar um tal de Remko Boere a um minuto do fim com o resultado em branco. Esse jogador, que quase nunca havia jogado na equipa, nesse minuto apenas fez um penálti caricato e recebeu ordem de expulsão. O F.C.Porto venceu 1-0. Na segunda volta, em Barcelos, com o F.C.Porto já campeão, o Gil venceu por 2-1 e salvou-se da descida à segunda divisão. Tudo em família portanto…

P de PROSTITUTAS – Já muito antes de rebentar o Apito Dourado se ouvia falar de orgias de prostitutas com árbitros. Até na segunda divisão isso acontecia, e quem conheça pessoalmente alguém ligado à arbitragem facilmente perceberá do que estou a falar. Marinho Neves também já havia falado dessa realidade, muitos anos antes de António Araújo entrar no mundo do futebol, e de se ouvir falar em Apito Dourado.

O envolvimento com prostitutas é uma forma de pressão extremamente eficaz. Se por um lado premeia e vicia, por outro permite sempre chantagear, mantendo nas mãos, quais marionetas, quem por uma vez cai nessa rede, nomeadamente através de câmaras de filmar ocultas. Estando muitas das casas de alterne da zona do grande Porto ligadas a Reinaldo Teles, é fácil perceber a potencialidade deste esquema.

Q de QUINHENTINHOS – Por falar nele, Reinaldo Teles tem passado estranhamente pelo meio dos pingos da chuva do processo Apito Dourado. Mas foi ele que apareceu ligado ao célebre caso dos “quinhentinhos” em finais dos anos noventa, numa conversa ouvida no âmbito do caso Guímaro, e que nunca foi devidamente esclarecida. Outro dos casos que se perderam na impunidade com que toda esta temática se debateu ao longo dos anos. Sobre ele, há também quem diga que parte do dinheiro da venda de Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira foi para pagar dívidas pessoais no casino de Espinho. Mas isso são contas de outro rosário e pouco interessam ao caso.

R de RAÇA – A equipa do F.C.Porto sempre foi admirada pela sua raça, mas algumas foram as vozes que, à boca pequena, se referiram à natureza dessa “raça”. Luciano d’Onofrio, o bruxo “brasileirinho” e sobretudo o Dr.Domingos Gomes, talvez saibam mais do que a generalidade dos adeptos acerca da capacidade competitiva com que os jogadores do F.C.Porto sempre se apresentaram em campo, mesmo quando muitos deles não apresentavam os mesmos índices, nem pela selecção, nem quando saíam para outros clubes. O Dr. Domingos Gomes era, e é, um dos grandes especialistas europeus em (anti) dopagem, e os jogadores portistas tinham, nos anos noventa, fama de levar frascos dentro dos bolsos do roupão, já cheios, para o controlo anti-doping.

S de SPORTING – Sempre me pareceu incompreensível o posicionamento do Sporting em toda esta história. O clube de Alvalade sempre se queixou, e muito,das arbitragensm, nunca percebendo, ou não querendo perceber, onde estava realmente a origem do problema. Apenas Dias da Cunha pareceu a dado passo ter entendido tudo, mas acabou escorraçado da presidência do clube, muito fruto de um pacto que estabelecera com o Benfica a este propósito, e que foi muito mal aceite em Alvalade pelos ortodoxos da rivalidade lisboeta.
O Sporting, seus adeptos, e muitos dos seus dirigentes, na cegueira de uma fratricida rivalidade com o Benfica, sempre olharam de lado tudo o que se pudesse parecer com corrupção, mas não envolvesse o clube da Luz. Se o Apito Dourado tem atingido o Benfica, outro galo certamente cantaria, pois ferir o Benfica era tudo o que muitos sportinguistas mais quereriam, mesmo não tendo o clube da Luz vencido mais que um campeonato nos últimos catorze anos. Sendo com o Porto, pouco lhes pareceu interessar. Aliás, suspeito que cada vez mais as vitórias portistas vão sendo compartilhadas pelos leões – só pelo prazer de ver o odiado Benfica perder -, bastando olhar ao que se passou e Lisboa nas comemorações deste tri.
Compreende-se de algum modo a questão emocional, mas esta postura não encerra qualquer tipo de racionalidade, acabando por ser responsável, por omissão, por muito do que tem sido o futebol português. Exemplo disto foi a época 2004-05, em que com Pinto da Costa no banco dos réus, o Sporting e as suas vozes, ao invés de aproveitarem a ocasião para, juntamente com o Benfica, varrerem de vez toda a porcaria do futebol português, viraram agulhas para um rol de acusações ao Benfica, a Vieira e a Veiga, que acabou por beneficiar objectivamente o F.C.Porto, num momento em que este estava verdadeiramente de gatas, e em risco de tão depressa se não levantar. Resultado: o Benfica foi igualmente campeão, e o F.C.Porto reergueu-se, conquistando este tri, não sobrando nada para Alvalade.
Os sportinguistas deveriam reflectir sobre isto: Em 1982 o Sporting era claramente o segundo maior clube português, agora é claramente o terceiro…

T de TÍTULOS – Se o título de 2003-04, com Mourinho, foi de justiça indiscutível, mau grado as investigações terem incidido sobre essa época, outros houve em que as coisas não foram assim tão cristalinas. 85-86, 89-90, 91-92 e 92-93 foram temporadas em que a verdade desportiva foi completamente adulterada, e em que o campeão deveria ter sido, tem que se dizer, o Benfica. No final dos anos 90, já com o poder sedimentado, e fruto da desorganização interna do Benfica, a facilidade com que o F.C.Porto chegou ao penta não permite afirmar que, sem sistema, não fosse igualmente campeão. Mas a embalagem já era grande. Neste século as coisas melhoraram ligeiramente, mas ainda assim, as épocas de 2001-02 e 2002-03, talvez por haver um maior temor do Benfica pós-Vale e Azevedo, foram épocas de mentira. Lembram-se do Benfica-Sporting 2-2 apitado por Duarte Gomes (o afilhado de Guilherme Aguiar, então director executivo da Liga), ou do Boavista-Benfica 1-0 da semana seguinte apitado por Pedro Proença, em que Simão foi abalroado dentro da área sem que nada acontecesse ?.
A estratégia foi nesta fase sempre a mesma: beneficiar o F.C.Porto e prejudicar o Benfica nas primeiras dez jornadas (em que com menos dramatismo as coisas passavam melhor…), ganhar vantagem, e assim desmobilizar adversários e galvanizar acólitos. Quase sempre deu bons resultados.

U de ÚLTIMOS TEMPOS – A partir de 2004, fruto das vicissitudes do Apito Dourado, a situação melhorou consideravelmente. A incompetência dos árbitros naturalmente não desapareceu por magia, mas passou a haver a sensação de errarem para todos os lados de forma menos discriminada. Contudo, na época de 2004-05, a pressão anti-benfiquista e a respectiva tentativa de condicionamento foi tanta, que por pouco não tinha retirado o título aos encarnados na época de Benquerença, da roubalheira de Penafiel (Pedro Proença não quis ver quatro grandes penalidades !!), do penalti por marcar em Coimbra sobre Sokota, do golo limpo anulado a Nuno Gomes frente ao Marítimo com o resultado em 3-3, do agarrão pelas costas a Nuno Gomes com o Belenenses, do golo sofrido directamente de livre indirecto contra o Nacional, do penálti fantasma marcado por Jorge Sousa em Guimarães num salto de Romeu com Luisão, do penálti sobre Geovanni em Setúbal não assinalado com o resultado ainda em branco, e por outro lado, nos jogos dos dragões, de uma expulsão surrealista de Juninho Petrolina num jogo contra o Belenenses ainda na primeira parte, do golo de Fabiano nos Barreiros dois metros fora-de-jogo, do golo também off-side de McCarthy ao Penafiel em casa, do golo validado após falta de Jorge Costa sobre Ricardo no Porto-Sporting, das agressões impunes de McCarthy, Fabiano, Costinha e Jorge Costa, do penálti escamoteado a Lourenço no Restelo, do domínio com a mão de McCarthy no golo ao Rio Ave, etc etc.

Em 2006-07 o campeão podia ter sido o Sporting, não fosse o golo com a mão do Paços de Ferreira em Alvalade, e em 2007-08, caso os seis pontos tivessem sido retirados em tempo útil aos portistas, o campeonato poderia ter sido outro. Isto no pressuposto que o clube de Pinto da Costa não tinha descido à segunda divisão na época 2005-06, como teria acontecido se estivéssemos em Itália, França, Espanha, Alemanha ou Inglaterra, e a nossa justiça não tivesse um “quê” de tanzaniana.

Destaque nestas últimas épocas para as arbitragens do portuense Paulo Costa. Uma na Amadora há dois anos, e uma na Luz recentemente com o Leixões, em que ficou demonstrado existirem ainda resquícios de um tempo que se julgava já passado. Lucílio Baptista, particularmente nos dois últimos domingos, também mostrou algum zelo em deixar essa ideia bem vincada.

V de VERY-LIGHT – O termo entrou na história na sequência da final da Taça de 1995-96, em que um adepto irresponsável atirou um para a bancada oposta, matando um adepto do Sporting. Sem a mesma gravidade humana, mas com influência desportiva acrescida, houve um caso nas Antas (pois claro), pouco tempo depois, que raia o surrealismo. No momento da marcação de um penálti contra o Farense, com o resultado a zero, cai um very-light perto da cabeça do guarda-redes nigeriano Peter Rufai. Com ele total e naturalmente desconcentrado, Domingos atirou para o fundo da baliza e o árbitro validou inacreditavelmente o golo, perante os protestos dos atónitos jogadores algarvios. Este caso simboliza o motivo porque técnicos estrangeiros respeitados como Camacho, Koeman ou Trapattoni, sempre disseram ver o F.C.Porto ser muito “respeitado” nos estádios portugueses.
Nas Antas aliás passava-se de tudo. Em 1991 no jogo decisivo para o título, os jogadores do Benfica foram obrigados a equipar-se nos corredores, pois o balneário tinha sido empestado de um estranho cheiro aparentemente tóxico. Nesse dia o presidente João Santos e Gaspar Ramos foram ameaçados de morte pelo guarda-Abel, e a comitiva benfiquista foi apedrejada logo desde a saída do hotel, o que aliás era comum sempre que se deslocava ao Porto – ao contrário, diga-se, do que acontece em Lisboa, onde os jogadores do F.C.Porto se passeiam a pé livremente nas imediações do hotel Altis onde costumam pernoitar.

X de XISTRA – É um dos artistas da nova vaga. Nas últimas épocas realizou na Luz uma das arbitragens mais escandalosas de que me lembro ultimamente, em jogo do Benfica frente ao Estrela da Amadora no qual expulsou de forma alarve Miccoli, impedindo-o de jogar no Estádio do Dragão na jornada seguinte. Na época anterior viu e assinalou de forma anedótica um penálti a favor do F.C.Porto, quando um jogador do Marítimo cortou com a cabeça uma bola que ia para a baliza. O lance seria corrigido pelo árbitro auxiliar, mas mostrou bem porque é que Xistra começa por X.

Y de YURAN - Serguei Yuran, assim como Kulkov, Pedro Henriques, Panduru, Fernando Mendes, Silvino, Eurico, Maniche, Jankauskas, Dito, Rui Águas, Cândido Costa, Ovchinikov, Deco, Caju, Fonseca, Eduardo Luís, Romeu, Hugo Leal, Sokota, Paulo Santos, Sousa, Kenedy e alguns outros, foram jogadores que, nos últimos trinta e cinco anos, depois de alinharem no Benfica, se tranferiram para o F.C.Porto, nalguns dos casos em circunstâncias mais ou menos estranhas. Se a Deco ou Rui Águas o clube nortenho naturalmente pretendeu pela sua qualidade futebolística, outros há naquele lote que ninguém compreendia muito bem porque motivo eram contratados, suscitando a desconfiança mesmo entre os adeptos portistas.
Essas aquisições explicam-se à luz de uma estratégia que procurava um conhecimento privilegiado daquilo que constituia o interior do balneário rival. Contratando ano após ano um elemento do Benfica (mesmo que uma "estrela" como Caju ou Panduru), a estrutura portista mantinha-se por dentro de tudo o que se ia passando no Benfica, podendo assim explorar melhor, dentro e fora dos relvados, as eventuais fragilidades detectadas.
Com José Veiga, e as contratações de João Manuel Pinto, Argel, Drulovic, Zahovic, Marco Ferreira, Rodolfo Moura etc, tentou-se fazer algo semelhante no Benfica. Mas os resultados não foram aparentemente tão conseguidos.

Z de ZÉ PRATAS – Zé Pratas é da minha terra e é bom rapaz. Não creio que tenha estado alguma vez directa e decididamente ligado a corrupção, e talvez por isso nunca chegou a internacional. Chamo-o para aqui por me recordar de uma Supertaça disputada em Coimbra, na qual após assinalar um penálti, Fernando Couto correu metade do campo atrás dele, e ele sempre a recuar, a recuar, sem que sentisse força para tomar a atitude que se exigia: expulsar o irmão da actual directora executiva da Liga de Clubes.
Essa imagem, define bem o ambiente que se vivia no futebol português da altura. Como uma imagem vale mais que mil palavras (foto no início do post), essa espelhou bem o que era o medo e o poder. O medo terá entretanto desaparecido, mas o poder ainda prevalece. Até quando ?

Mestrecavungi disse...

Será que o SLB não tem dinheiro para pagar a alguém que acompanhe o Chalana ás conferencias de imprensa, para lhe traduzir as perguntas?

JC disse...

Amigo Cavungi:
Qual conversa?

Vermelho disse...

Amigo Jimmy:
Amanhã, a par do habitual vedetas/marretas, será publicado um post intitulado Aldeia dos Marretas, no qual os condóminos serão chamados a eleger o seu marreta de estimação.
Este personagem habitará a aldeia por um mês e o condómino que o elegeu terá que o "alimentar" durante a sua permanência na aldeia.
Abraço.

Amigo Cavungi:
Totalmente de acordo!
Na 4ª feira, no livro de reclamações, pronunciar-me-ei mais demoradamente sobre o assunto.
Abraço.

JC disse...

Amigo Vungi:
Eu acho que o Chalana percebe as perguntas.
Só que pensa muito nelas e quando vai a responder já se esqueceu o que lhe perguntaram.

Mestrecavungi disse...

Amigo Jimmy,
Uma pérola este teu copy paste!
Mas claro deve ser tudo mentira!
Abraço!

Mestrecavungi disse...

Amigo JC
A conversa da liga dos astros! vai lá ver o lindo "trabalho" que fizeste!
É o chamado Apito JUS!

Mestrecavungi disse...
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Mestrecavungi disse...
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Mestrecavungi disse...

Amigo JC
A conversa da liga dos astros! vai lá ver o lindo "trabalho" que fizeste!
É o chamado Apito JUS!

Mestrecavungi disse...

Amigo JC
A conversa da liga dos astros! vai lá ver o lindo "trabalho" que fizeste!
É o chamado Apito JUS!

Mestrecavungi disse...

Amigo JC
A conversa da liga dos astros! vai lá ver o lindo "trabalho" que fizeste!
É o chamado Apito JUS!

Mestrecavungi disse...
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Antes morto que vermelho disse...

cócó leaão: compreendo o teor dos seus vómitos!! a desorinação é grande, se calhar é melhor tirar umas férias na escocia, ir ver o "colosso" glasgow rangers e ficar hospedado na casa do darcheville! depois pode-lhe pagar com o corpinho!
cócó a imbecilidade tem limites!

rojo: "Neste período, o Benfica esteve presente em 2as finais da Taça dos Clubes Campeões Europeus" e então? não perderam?

Zex disse...

Post extremamente idiota do Sr. Unhas.
Na maior parte dos jogos que são citados, esse senhor tinha 14 anos ou coisa parecida. E fala deles como se tudo soubesse.
Ou então fez um "copy-paste" idiota, apresentando suspeitas como verdades absolutas e olvidando, olimpicamente, o que fazem os outros, designadamente o clube que defende.
É um post peregrino e que, atendendo ao que ontem se passou, revela um mau perder inacreditável e surpreendente !
Eu estava para não votar nessa eleição bacoca que se quer criar à força, no blog, pelo "lobby" lampião, para diminuir o FCPorto e a s suas conquistas. Mudei de ideias. Vou votar no Condómino Jimmy Unhaca, o maior marreta de sempre do blog !

Antes morto que vermelho disse...

nails r us: o rei do copy paste do jornal do benfica!!
o rei dos "engolidores"
o rei da patranha!

enfim... um anormaloide!!!


xungo: uma pérola? dasssss! um vomito muito prolongado... tipo max hardcore. o nails r us é o max hardcore e a "gaja" que leva com o vomitado na boca, és tu!

Lion Heart disse...

Então e depois a gente animava-se com quê? Isso é maldade, sr. Manuel Francisco Salvador.

Lion Heart disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jimmy Unhaca disse...

Condómino zex, percebo bem a razão da sua cólera e da sua frustração.
Afinal de contas são mais de vinte anos de embuste!!
Refiro igualmente que se tivesse lido o post calmamente e não toldado por esse facciosismo e sectarismo que lhe tolda o raciocínio e a lucidez com tanta facilidade constataria que o texto não é da minha autoria.
Mais digo, que o mesmo poderia perfeitamente (eventualmente menos completo) ser da minha, da sua de quem quer que fosse que conheça minimamente os meandros do futebol em Portugal, independentemente de ter na altura 10 ou 14 anos.
Não necessitei de viver em 1945 para saber que foi a data do final da 2ª Grande Guerra.
Pura inabilidade de raciocino essa sua observação.
Como disse compreendo-o perfeitamente;
Mas a continuar assim arrisca-se seriamente a fazer figura de parvo!

Zex disse...

Parvo é V. Exa., Sr. Idiota de Unha longas, esse é o ponto número um !
E vá insultar o trabalho que o fornicou !
O post de V. Exa. é a maior anormalidade por que passou por este espaço !
É muito impreciso e parcial, retirando conclusões precipitadas e erradas, pelo que se eu o tivesse escrito sentir-me-ia extremamente envergonhado.
Não pense que tudo o que aí se diz é verdade !
Não pense que o Benfica seria sempre campeão se não existisse o Pinto da Costa !
Não pense que tem qualquer superioridade moral sobre mim !
E, repito, é de um tremendo mau gosto vir aqui postar um chorrilho de alarvidades e suspeitas, como se de verdades absolutas se tratassem, principalmente no dia seguinte a ter levado um banho de bola no Dragão.
Se isso não mau perder é o quê ?
Será falta de coluna vertebral ?

Jimmy Unhaca disse...

Condómino Zex, a maior aberração que por este blog passou foi concerteza a sua atrasadice mental e a sua tromba rija frustrada!
Fica para a memória histórica deste espaço!

Jimmy Unhaca disse...

Condómino Zex, a maior aberração que por este blog passou foi concerteza a sua atrasadice mental e a sua tromba rija frustrada!
Fica para a memória histórica deste espaço!

Antes morto que vermelho disse...

nails r us: o rei da aldeia dos marretas. o marreta-mor!
com vómitos desta envregadura será muito dificil, encontrar sucessor!
esta "estranha" forma de vomitar, todas estas inverdades e toda esta seborreia mental, certamente que o levará á presidência do seu clube

Antes morto que vermelho disse...

o dumbo orelhudo precisa de anormais a seu lado, como o nails r us!

Zex disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Zex disse...

Esse idiota do Sr. Unha de merda é o rosto da frustração dos lampiões !
Ele que enfie a sua prosa pseudo-literária e as sua lições de moral desportiva pelo seu entre nadegueiro, juntamente com uma sequóia em chamas !
Valha-nos o blogger que, pelo menos, não alinhou no ressabianço triste que hoje aqui se viveu na pessoa desse cavalo !

Antes morto que vermelho disse...

Um lampião frustrado é logo encavado!

Jimmy Unhaca disse...

Amigo vermelho, acho incompreensível a permanência neste espaço destes dois Madureiras que por aqui deambulam.
Estes dois súbditos ao Papa do Norte, formatados e mecanicamente leais aos princípios morais abjectos instituídos naquele clube são responsáveis pela transformação deste espaço num local tão degradante quanto os princípios referidos.
Outrora local de explanação e debate de ideias com base no “fair play” porque neste âmbito só assim se consegue discutir o que quer que seja, tornou-se desde à um tempo para cá num espaço de verborreia soez e gratuita sem princípios subjacentes a não ser o da própria desonra!
É triste!

Zex disse...

"Outrora local de explanação e debate de ideias com base no “fair play”"- esta foi a pérola lançada pelo Sr. Unhaca !
Vem alardear o seu "fair play" e elevação moral, quando antes colocou um comentário, que copiou de algum local imundo, em que lança suspeitas e apresenta evidências duvidosas.
Grande "fair-play" !
Haja hipocrisia !
Tudo para justificar uma eleição que resolveu inventar, aqui com a cumplicidade do blogger, só com o intuito de crucificar o Pinto da Costa, já que nada mais podia fazer !
Eu até admito que algo que algumas coisas ditas nesse escrito repelente podem ter fundo de verdade. Agora não embarco em demagogia fácil e ressabiada !

Quanto à minha colaboração nos comentários deste espaço, sobre que tece considerações, devo relembrá-lo que, com algumas interrupções, estou aqui quase desde a sua génese.
E sempre fui assim. Não suporto sermões. A mim, de futebol, nada V. Exa., me ensina, ao contrário de outros que aqui andam.

No entanto, quando tiver necessidade de lições de mau perder e ressabianço, solitarei ao blogger o contacto de V. Exa. !

Antes morto que vermelho disse...

"Outrora local de explanação e debate de ideias com base no “fair play” porque neste âmbito só assim se consegue discutir o que quer que seja, tornou-se desde à um tempo para cá num espaço de verborreia soez e gratuita sem princípios subjacentes a não ser o da própria desonra!
É triste!" o que é isto? diarreia mental de um lampião ressabiadissimo? de um "encarnado" que nunca cá vem? de um marreta que só sabe fazer copy-paste de "pasquins-bandalhos", que se reportam a mentira barata?
meta-se no seu esgoto! rato!
mate-se!!

VermelhoNunca disse...

O post que o condómino Unhaca aqui colocou foi falado na semana passada por António Pedro Vasconcelos, que estava na posse do mesmo, no programa Trio de Ataque. É retirado de um blog.

Lion Heart disse...

O condómino Unhaca não tem razão.
Por exemplo, na letra P, falta acrescentar que as prostitutas, também se dedicavam a outras actividades, como por exemplo parirem PCs ou então, depois de alargadas pelas bandeirinhas, casarem com o Papa, que nem de comprimido AZUL (porque será?) o mete em pé.

Lion Heart disse...

Zex e Macaquex:

Lebásteis um XITO do Jimmy, essa é que é essa.

Tunfas.

Mestrecavungi disse...

Esta sim uma bela prosa:

"Ele que enfie a sua prosa pseudo-literária e as sua lições de moral desportiva pelo seu entre nadegueiro, juntamente com uma sequóia em chamas !
Valha-nos o blogger que, pelo menos, não alinhou no ressabianço triste que hoje aqui se viveu na pessoa desse cavalo!"

Jimmy Unhaca disse...

Condómino Zex, primeiro referir que o texto foi retirado do blog vedetadabola.blogspot.com, como aliás tive o cuidado de referir aquando da sua publicação. Qualifique-o como quiser!
Segundo, o texto apresenta efectivamente algumas (poucas) evidências duvidosas. Todavia grande parte do texto relata situações indesmentíveis das quais permanecem inúmeros testemunhos: jornalistas, dirigentes, jogadores etc!
Para além do mais essas “patranhas” há muito que são do domínio público. Não percebo o porquê de tanto espanto!
Terceiro, dizer que o blogger, presumo que se esteja a dirigir ao administrador não foi cúmplice de rigorosamente nada! Como você próprio mencionou o referido demarcou-se por completo do post, nem eu percebo o porquê de tal se ter verificado!?
Quarto, de demagogia e “ressabianço” nem no texto nem no meu ser se verifica sequer resquícios! Não é meu apanágio! Limitei-me apenas constatar as patranhas em que o Papa e por conseguinte o Porto se envolveu e continua envolvido nos últimos vinte anos!
Quinto, dizer que se alguém há com vestígios de prepotência e de ressabianço esse alguém é você! É facilmente constatável pelo tom dos seus textos.

Lion Heart disse...

Caro Manuel Francisco, Cavu para os amigos, permita-me uma ténue correcção: não é uma sequóia, é um embondeiro, que como castigo da tramóia, lhe rebenta o traseiro

Mestrecavungi disse...

"Liderar não é gritar. Liderar não é enjeitar responsabilidades. Liderar não é construir bodes expiatórios para se tentar iludir a realidade. Liderar não é repetir fórmulas que estão manifestamente esgotadas."

Prosa dedicada a Luis Filipe Vieira!

Mestrecavungi disse...

Amigo Lion,
E esta?O que dizer desta prosa?

"o que é isto? diarreia mental de um lampião ressabiadissimo? de um "encarnado" que nunca cá vem? de um marreta que só sabe fazer copy-paste de "pasquins-bandalhos", que se reportam a mentira barata?
meta-se no seu esgoto! rato!
mate-se!!"

Gostei da parte "Meta-se no seu esgoto!Rato!"
e tambem gostei da frase: "...aqui se viveu na pessoa desse cavalo!"

salvatrucha disse...

Senhor Vermelhonunca,
Apareço aqui hoje apenas para lhe transmitir que quando se soube do resultado de ontem em Leiria,(U.Leiria 4 - Sporting 1, nunca é demais repeti-lo), o meu cão ressuscitou!
O que não faz um moribundo?
Este é o meu "Magheste Magiste" de hoje.

Sobre o Porto-Glorioso.
Ganharam bem!E já agora podem é
meter o Tri no entre nadegueiro!
Com a tal sequoia flamejante e tudo!

VermelhoNunca disse...

Condómino Salvatrucha, você tem de facto um fair-play acima da média.
Refere-se ao jogo do seu clube, que trata por Glorioso(deveria ter vergonha), como uma vitória justa do Porto. Até aqui tudo bem. Depois sugere que festejem o tri-campeonato do modo que todos pudemos ler. Haja paciência...

PauloSerra disse...

Pelos vistoas há mais alguém da minha opinião... deixaram de ter o bode espiatório para culpar, o Luís Filipe, e agora???
Não, não sou seu defensor crónico porque acho que ele não é perfeito, mas já vi este filme muitas vezes... Aqui não presta mas se fosse lá para cima, ia ser um grande jogador, como aliás já o demonstrou no Braga por diversas vezes. Sou benfiquista mas começo a ficar farto deste filme, tem de haver sempre um culpado e nrmalmente é o elo mais fraco e assim "matamos" mais um jogador! Em vez de os incentivarmos para rentabilizarem o investimento preferimos deitá-los abaixo! Enquanto cá estão são um dos nossos e esses temos de apoiar... de fosso um de nós a estar a ser assobiado desde o primeiro ao último minuto no seu próprio estádio onde deveria ser protegido, quem se libertaria da pressão de não errar??? Uma coisa são críticas que eu penso que devem e tÊm de ser realizadas outra, muito diferente, são as injustiças... Não me lembro de ler nem aqui, nem nos jornais que os dois golos do Lisandro foram completamente consentidos pelo Nélson que nem sequer se faz ao lance com a intenção de impedir o remate! Isto é uma crítica... outra coisa diferente era eu vir para aqui dizer que o Nélson não vale nada, que não é jogador para o Benfica, que nunca demonstrou ser jogador, etc. Se isto é ser defensor de alguém, então eu sou defensor de todos os jogadores do SLB. São adeptos como voçês que fazem com que o Benfica esteja como está e que nos jogos em casa os jogadores se escondam e tenham medo de ter a bola, pois sabem que À mínima falha serão crucificados! Mas se é assim que querem, é assim que vão colher... e os resultados estão À vista!

Mestrecavungi disse...

Consócio Serra!
CAP I
Enquanto o Sr Vieira andar armado em Donkey Xote, a lutar contra os seus moinhos de vento, nada mudará!
Onde tem estado ele nestes ultimos tempos?
Que responsabilidade assumiu ele nos resultados desta época catastrófica?
Desde que assumiu os destinos do clube conseguiu 3 titulos, 2 3ºs lugares, um 4º lugar e um 6º lugar!
E teve alguns bons jogadores!
Mas claro a culpa é do PC.Do FCP, dos arbitros, do sistema da chuva do vento.Dele e do SLB é que não!
Vê-se mesmo que é sócio lagarto!
Enquanto o "Gang do Betão" estiver ao comando será isto que se tem visto!
Fuga ás responsabilidades e muito "fait-divers" para Boí dormir!
Concordo que não se pode mudar de equipa todos os anos!
Este plantel com mais 11 bons jogadores é para manter!
Acarinhar rapazitos que ganham mais de 5.000 € por mês e só me fod*m, não está nos meus hábitos!
Tambem não sou apologista de elogiar a incompetencia e por faço-te este desafio!
Coloca um jogador deste plantel nesta equipa que até não tem muitos "fora-de-serie"
Preud´homme;
Veloso;Mozer;Ricardo;Schwarz
C.Manuel;Stromberg;Alves e Chalana;
Van Hoijdonk e Néné!
Talvez o futuro Director Desportivo se pudesse sentar no banco!

CAP II

Com o 4º lugar quase garantido, o leque de treinadores disponiveis com capacidade diminui e muito!
Restam os Portugueses:
Cajuda;Jesus;Carvalhal e Humberto!
Qualquer destes vai falhar!
Não há tradição de sucesso de TP no SLB.Portugueses só o Zé e o Queiroz (K não é maluco).
Mas com o jeito k Vieira tem, nada de bom se augura!
Viva o SLB