domingo, setembro 09, 2007

Análise ao Portugal-Polónia

QUALIFICAÇÃO PARA O EURO'2008

GRUPO A

PORTUGAL - 2 POLÓNIA - 2

Estádio do Sport Lisboa e Benfica, Lisboa
Hora: 21 horas
Árbitro: Roberto Rosetti (Itália)

PORTUGAL
Ricardo; Bosingwa, Fernando Meira, Bruno Alves e Caneira; Petit; Maniche, Deco, Ronaldo e Simão; Nuno Gomes

Suplentes: Quim, Miguel, Jorge Andrade, João Moutinho, Tiago, Nani e Quaresma

Substituições:

13' Caneira por Miguel
69' Nuno Gomes por Ricardo Quaresma
81' Simão por João Moutinho

Treinador: Luiz Felipe Scolari

POLÓNIA
Boruc; Jop, Bronowicki, Dudka, Wasilewski, M. Zewlakow, Blaszczykowski, Lewandowski, Krzynowek, Zurawski, Smolarek.

Suplentes: Kusczak, Golanski, Sobolewski, Saganowski, Matusiak, Lobodzinski e Glowacki.

Substituições:

Substituições

55' Grzegorz Bronowicki por Pawel Golanski
55' Maciej Zurawski por Radoslaw Matusiak
73' Ebi Smolarek por Lobodzinski

Treinador: Leo Beenhakker

Golos

0 - 1 44' Mariusz Lewandowski
1 - 1 49' Maniche
2 - 1 72' Cristiano Ronaldo
2 - 2 87' Jacek Krzynowek



Regredimos uns anos!
Regressámos aos falhanços nos momentos decisivos!
Retomámos a utilização da “máquina de calcular”!
Retornámos aos tempos em que abdicávamos de jogar com ponta de lança, em nome da compatibilização dos nossos “melhores jogadores”, ainda que necessário fosse adaptá-los a posições que não as suas de origem – Quem não se recorda da colocação de Rui Barros a ponta de lança, de Sá Pinto no mesmo lugar, de Paulinho Santos a lateral esquerdo ou de Oceano a central.
Voltámos a depender de um jogador – no passado, Futre ou Figo, agora Cristiano Ronaldo.
Ronaldo não conseguiu imprimir a dinâmica e a velocidade que o caracterizam e a equipa ressentiu-se demasiado da sua ausência.
Na Arménia, Ronaldo resolveu.
Frente à Polónia, ajudou a diminuir a dimensão do insucesso.
Não jogando uma “beata”, ainda assim Ronaldo foi absolutamente decisivo!
Scolari começou por assumir, ainda que parcialmente, os erros cometidos na Arménia, ao escalar um onze com 4 alterações em relação a esse jogo.
Todavia, se lhe ficou bem evidenciar o desacerto das suas opções, o certo é que as premissas que presidiram a tal juízo ontem já não se verificavam.
Se aquando do jogo com a Arménia 7 jogadores do onze inicial não apresentavam ritmo competitivo, no Sábado, com excepção de Tiago e Deco, era questão que já não se colocava.
Scolari mexeu e bem nos casos de Bosingwa, Caneira e Maniche, sendo certo, todavia, que elevar tais jogadores há condição de titulares assumia contornos de muito maior premência na Arménia.
Scolari mexeu e mal no caso de Bruno Alves.
Se é verdade que em Ierevan Jorge Andrade protagonizou uma exibição miserável, não podemos deixar de a ler à luz da ausência de competição e da consequente falta de ritmo competitivo que o jogador na ocasião vivenciava.
De lá para cá, Andrade foi sempre titular na Juve.
Ou seja, de lá para cá, adquiriu o que lhe faltava, pois que a sua qualidade é indiscutível.
Num jogo de crucial importância, fazer alinhar uma dupla de centrais que nunca jogou junta em partidas oficiais, não me parece, no mínimo, avisado.
Se a isto acrescermos as restantes alterações promovidas na defesa, percebemos que o inêxito não foi obra do acaso.
Surpreendentemente ou porque não dizê-lo incompreensivelmente, num contexto competitivo de decisão, Scolari prescindiu da estabilidade que propagandeou como valor supremo e referência sagrada do seu trabalho.
Na primeira parte, Portugal nunca conseguiu aportar dinâmica e intensidade ao seu processo ofensivo.
Os primeiros 25 minutos foram de quase total ineficácia. Confrangedores!
Sem acertar com os ritmos, exibindo um bloco pouco coeso, com demasiado espaço entre os sectores e evidentes falhas de comunicação, Portugal não lograva acercar-se com perigo da baliza polaca.
Por seu turno, a Polónia revelou-se sempre bastante confortável com o empate, apostando tudo na contenção.
Leo Beenhakker havia apregoado a sua disposição de tudo fazer para vencer.
Pois bem, se essa era a sua intenção, disfarçou-a muito bem.
A Polónia privilegiou a contenção, remetendo-se a uma defesa muito coesa, com as linhas muito recuadas e compactas.
Raramente, logrou ensaiar rápidas transições ofensivas, sendo certo, todavia, que quando o fez, criou sempre perigo e inclusivamente um golo.
À meia-hora, finalmente, alguns lampejos de bom futebol.
Deco, até aí desaparecido do jogo, começou a conduzir o momento atacante luso e, naturalmente, Portugal emergiu ofensivamente.
Aos 26 minutos, Deco descortinou uma excelente diagonal de Nuno Gomes, endossou-lhe a bola, mas o guarda-redes polaco conseguiu suster o remate do amarantino.
Um minuto depois, Ronaldo, num livre directo de trajectória oscilante, fez a bola embater com enorme estrondo na barra.
Portugal embalava para o seu melhor período na primeira parte, no qual de forma paradoxal viria a sofrer um golo.
Em cima do intervalo, Lewandowski, em recarga a defesa difícil de Ricardo, fez o 0-1.
Com os defesas lusos impávidos e serenos, o polaco não teve dificuldade em chegar ao golo.
O cinismo táctico dos polacos prevalecia e Portugal não aparentava capacidade para inverter o rumo dos acontecimentos.
Ao intervalo, Scolari, ao contrário do que seria presumível, não introduziu quaisquer alterações no onze inicial.
Contudo, a equipa surgiu transfigurada para melhor no dealbar do 2º tempo.
No primeiro lance após o reinicio, Cristiano Ronaldo inventou uma dupla oportunidade na esquerda, como que anunciando o golo de Maniche quatro minutos depois.
O médio português com maior profundidade ofensiva, concluiu uma combinação entre Ronaldo e Deco, que Nuno Gomes prolongou até ser derrubado por Boruc.
Um minuto volvido, Maniche podia ter conhecido a glória suprema, num remate fortíssimo a 30 metros da baliza, que ainda “arrancou tinta” do poste direito de Boruc.
Por esta altura, era convicção segura que o segundo golo seria uma questão de tempo.
E foi-o.
Não sem que antes Scolari tenha incorrido em mais um erro de palmatória.
Substituiu Nuno Gomes por Quaresma.
Com a partida empatada, fazer entrar um ala para o lugar de um ponta de lança tem tanto de incompreensível como de idiota.
Colocar Ronaldo como ponta de lança acentuou a imbecilidade da decisão, pois que lhe cerceou capacidade de influenciar e intervir no jogo.
Não obstante, a superior capacidade individual dos talentos portugueses acabaria por ser preponderante.
Aos 73 minutos, Quaresma driblou dois adversários na direita, cruzou para a cabeça de Simão (na altura na zona do ponta de lança???), vindo a bola a sobrar para Ronaldo, que num momento de magia, rematou de forma acrobática, batendo Boruc.
O acaso que permitiu a Ronaldo expressar o seu talento parecia ser suficiente para vencer os polacos.
Mas, não foi.
Apesar dos espaços para contra-atacar, Portugal abdicou de procurar o terceiro golo e expôs-se à reacção polaca.
A três minutos do fim, Krzynowek rematou de fora da área, a bola embateu no poste e nas costas de Ricardo e entrou na baliza lusa.
Estava feito o empate.
Já não havia tempo, nem ânimo, nem espírito para tentar reverter, uma vez mais, a situação.
Este empate nada hipoteca, mas também em nada ajuda a nossa qualificação para o Euro-2008.

10 comentários:

JorgeMínimo disse...

Caros Condóminos:
Quando a nossa selecção é capitaneada por um coxo mental, não podemos ir muito longe. Espero que na 4ª feira já possa jogar o Matraco Almeida, pelo menos pode ganhar umas bolas de cabeça e criar espaços para os outros concretizarem.

cavungi disse...

Amigo Minimo,
Labreca, Nulo Gomes, Simulão e Deco foram os pais da "derrota".
Quaresma tem que ser titular!
Agora a servia é que vai pagá-las.
Compras tu ou compro eu?

Antes morto que vermelho disse...

"defesa difícil de Ricardo, fez o 0-1." Onde é que a defesa foi dificil?? se o labrecas tivesse socado a bola como mandam as regras, e não tivesse tentado defender com um misto de: querer agarrar a bola e soca-la ao mesmo tempo, o golo não acontecia.
E o segundo golo da polónia?? Azar??!!! e o golo da grécia na final do último euro?? e a oferta ao cabeça-bicuda, que deu o titúlo á lampionagem??
Eu bem dizia que, com a venda do labreca ao bétis, os adversários perdiam um forte aliado...
Cavu: o deco não está no seu melhor, mas o verdadeiro culpado da derrota, além do Labrecas, é o Idiota do Scolari com as suas invenções.

cavungi disse...

Certo macaco!
Chulari pró brasil já!

JorgeMínimo disse...

Caro Cavungi:
Não acho que o Deco e o Simão tenham estado mau. Em relação ao "portero" do Bétis não tenho nada a dizer. Tem sempre muito azar.
Quanto aos bilhetes confesso que não tenho grande vontade de ir, ainda para mais se o único jogador do meu clube que vai jogar é o guarda-redes da Sérvia.

vermelho disse...

amigo Cavungi:
já devia ter ido há muito.
abraço.

Antes morto que vermelho disse...

mínimo: já na lagartada o labreca tinha sempre (que sofria um golo) muito azar, e os meios nunca ligaram a isso, porque estavam sempre mais interessados em questiona-lo em relação ao v. baía...

O Idiota Scolari, já não quer sair de Portugal... até já informou o Brasil que podia voltar a treinar a selecção mas, a viver na Europa, mais concretamente em Portugal (não é á toa que o Idiota vai fazer uma palestra aos CTT e cobra 30.000 euros, por falar 40 minutos).

Antes morto que vermelho disse...

manuel machado corrido da académica!!

quem será o seu substituto? Vitor Pontes? Vitor Manuel?

cavungi disse...

Macaco:
Perfila-se Rogério Gonçalves.

Antes morto que vermelho disse...

rogério gonçalves tem o cabelo á padre; fala com pronuncia de biseu:; tem apenas uma gravata (riscas vermelhas e brancas) e compra (comprava) os fatos na Maconde.
Onde irá agora comprar os fatos??