segunda-feira, janeiro 23, 2006

Análise á Jornada

Em Barcelos, o SLB venceu o Gil Vicente sem grandes dificuldades.
Iniciando a partida a perder, após Nandinho ter convertido penalty bem assinalado por falta de Simão sobre Carlitos, a equipa encarnada remontou ainda na primeira parte.
Simão, na conversão de penalty, igualmente, bem assinalado e Geovanni, na conclusão da mais sublime jogada de futebol da Liga BetandWin até ao momento, fizeram os golos que deram verdade ao marcador.
No dealbar da segunda metade, o momento mais hilariante de sempre em campeonatos nacionais, Jorge Batista, ao procurar pontapear a bola, introduzia nas suas próprias redes. Atenuante foi o súbito ressalto que a bola sofreu no relvado no momento imediatamente anterior ao do pontapé.
Depois, foi controlar e criar oportunidades de golo suficientes para almejar um score tranquilizador mais cedo.
O Gil apenas por uma vez criou perigo num lance em que Carlos Carneiro enviou a bola ao posta esquerdo da baliza de Moretto.
Vitória sem contestação, na qual realço os momentos de bom futebol colectivo produzidos, o golaço de Geovanni e as exibições da defesa, Petit e Nuno Gomes.
No Dragão, o FCP derrotou uma inofensiva Naval, embora a sua exibição tenha roçado a mediocridade.
Um auto-golo de Fernando, na sequencia de um lance pouco mais do que inofensivo, foi bastante para o FCP de Adriaanse alcançar os tres pontos.
Adriaanse está, uma vez mais, a esticar a corda - introduziu alterações tácticas relevantes e alterou o eixo central da equipa.
A manter-se o esquema táctico apresentado frente á Naval, perspectivo a debacle do FCP. Nem todas as equipas da Liga apresentam os sofríveis níveis de qualidade da Naval... ou por outra nem todas as equipas tem a falta de qualidade de Naval e Penafiel.
As alterações na composição da equipa, irão, inevitavelmente, fragilizar a situação de Adriaanse no seio do grupo - procurar culpados nas derrotas, excomungá-los e não assumir culpas próprias, por via de regra, conduz ao abismo do despedimento.
Adriaanse não é um líder como bem provado ficou - substituir Baía por Helton, no jogo em que Baía se aprestava para completar 400 jogos no campeonato nacional, por um simples erro na partida anterior, demonstra a saciedade as dificuldades do técnico holandes.
Em Alvalade, o SCP empatou com o Marítimo.
O SCP voltou a revelar o principal pecadilho que anteriormente lhe apontámos - falta de liderança nos momentos emocionalmente mais delicados.
A vencer por 1-0, estando por cima no jogo, o SCP não logrou, como em situações anteriores, desferir a estocada final e, assim, fazer 0 2-0, matando o jogo.
Ao invés, entrou em ansiedade, falhou algumas situações claras de golo e numa ocasião em que o deficit de qualidade da defesa leonina ficou patente deixou-se empatar.
Na segunda parte, a ansiedade da equipa foi, ainda mais, visível, mostrando-se o SCP incapaz de construir jogadas de golo, com excepção do último quarto de hora em que em desespero e beneficiando do retraimento do Marítimo, conseguiu criar oportunidades de golo. Liedson, no terminus do jogo, fruto de hesitação comprometedora, desperdiçou flagrante ocasião, deixando a nu o estado de espirito do conjunto verde e branco.
A arbitragem foi duramente criticada pelos dirigentes leoninos, sem que se tenha percebido bem porque.
O penalty é bem assinalado, Sá Pinto, estupidamente, diga-se, empurra Kanu dentro da área. A penalidade tem tanto de idiota como de evidente.
No mais, parece-me que o Marítimo, esse sim, terá sido prejudicado - na primeira parte, por mão de Polga, ficou por assinalar um penalty a favor do Marítimo e na segunda metade, num corte de Van der Gagh, o árbitro, sem razão para tal, assinalou livre indirecto, por atraso.
Não vi, mas admito que esteja enganado, qualquer razão para os protestos do Presidente Soares Franco.
No AAC/Nacional, vi duas equipas que são espelho da sua posição classificativa.
A AAC nervosa, hesitante, ansiosa, incapaz de construir lances de futebol com princípio, meio e fim.
O Nacional organizado, confiante, trocando bem a bola entre os seus jogadores e apostando no contra-ataque.
Aliás, não fora a falta de audácia de Manuel Machado e estou convicto que a AAC terminaria o jogo vergada a uma derrota.
Ainda assim, fazendo uso do brio e da raça dos seus atletas, a AAC esteve perto do golo por diversas situações, não o tendo alcançado fruto da completa inépcia dos seus elementos mais avançados, especialmente Gélson.
Vingada, mais uma vez, demonstrou ser um treinador temeroso, tendo desperdiçado a oportunidade de aproveitar o empolgamento da Briosa no início da segunda parte ao retardar excessivamente a entrada de Joeano em jogo.
Por outro lado, cometeu um crime de lesa futebol ao fazer entrar Piloto na segunda parte para o substituir á passagem dos 75 minutos. Piloto estava a jogar bem e não se compreendeu qual a intenção que presidiu á substituição, até porque Danilo e Alcantara continuavam em campo...
Alcantara, diga-se em abono da verdade, voltou a realizar uma exibição paupérrima, tendo tido intervenção directa na criação ou potenciação dos lances mais perigosos do Nacional.
Por fim, referencia para outro erro táctico de Vingada - a colocação de Filipe Teixeira á esquerda, cerceando-lhe influencia no jogo da equipa.
Filipe Teixeira encostado ao lado esquerdo do ataque é desperdiçar a unidade mais criativa e valiosa da Briosa.
Ponta de lança, central e extremo esquerdo precisa-se com urgencia.
Nos restantes jogos, alusão á vitória do Setúbal em Paços de Ferreira, dando continuidade ao milagre que constitui a carreira do Vitória no presente campeonato, atenta a qualidade dos jogadores que compõem o seu plantel, ao empate do Guimarães em casa com o Rio Ave, dando continuidade ao péssimo trajecto da equipa victoriana na Liga, atenta a qualidade dos jogadores que compõem o seu plantel, e á vitória do Boavista sobre o Estrela, dando continuidade á vitória em Setúbal e interrompendo o ciclo vitorioso dos da Amadora.

2 comentários:

Zex disse...

De facto, a análise imparcial domina os posts deste Blogue. Sempre debaixo de uma pseudo-capa de isenção, fazem-se comentários de um lampionismo verdadeiramente inacredítável. Acha que o penalty a favor do Benfica, no jogo com o Gil, é indiscutível ? E os da semana passada no jogo contra a sua Briosa (a favor e contra)? Também o são ? O Luisão, esse mago, é guarda-redes ? Tenha dó, amigo vermelho !

carlos disse...

Parece que temos outro comentador neste blog, o que só vem atestar a sua qualidade e mostrar que começa já a ser visitado com regularidade por outras pessoas.
A coisa promete.
Pelo conteúdo do comentário em causa, creio estarmos perante um camarada portista.
Que, salvo o devido respeito, não me parece ter grandes razões para atirar pedras ao telhado do vizinho.
Então não viu a miserável exibição que o FCP fez contra o penúltimo classificado?
Que só com um autogolo dos nabos da F da Foz é que cosneguiram ganhar o jogo?
Que o treinador que têm, além de teimoso, é um verdadeiro Prof. Pardal do futebol?
Mas, enfim, no meio de tudo isto, quem se dana é o SCP, que não tem um guarda-redes a dar pontapés no ar nem defesas contrários a introduziram a bola na sua própria baliza, colmatando a inépcia dos adversários.
Ah, nem tem árbitros que assinalam ou não mão na bola no interior da área como penalti conforme interesse à equipa em apreço - que, no caso, é sempre o SLB.
Bem-vindo, pois, camarada.