terça-feira, fevereiro 07, 2006

FCP/SCBraga

O jogo que encerrou a jornada, foi um jogo de sentido único.
O FCP mostrou ser claramente superior ao Braga, desenvolvendo um futebol enleante, de fortíssimo pendor atacante, ao qual só faltou a devida materialização no resultado.
O Braga foi sempre uma equipa incapaz de organizar o seu futebol ofensivo, limitando-se a gerir, da melhor forma que pôde, as investidas azuis.
Na primeira parte, o FCP dispôs de inúmeras oportunidades de golo, sem que o Braga, por uma única vez que fosse, tivesse importunado Helton.
O FCP atacava, o Braga defendia e eu lembrava-me de Leiria.
Tal como ali, a equipa que procurava o golo não o obtinha e tudo se conjugava para que viesse a suceder o que ali aconteceu.
Todavia, o Braga, ao contrário do Leiria, nem contra-ataques lograva ensaiar e o FCP, ao contrário do SLB, nem contra-ataques permitia desenhar.
Na segunda parte, o FCP chegou ao golo e então pensei que tudo estava resolvido.
Não vislumbrava lura de onde saísse coelho bracarense.
Eis senão quando, Adriaanse, porventura temeroso da reacção dos adeptos caso o Braga alcançasse um golo com o FCP a jogar com 3 defesas, sendo apenas 1 deles central, para 2 pontas de lança bracarenses, decide alterar a estrutura táctica em que vinha jogando, substituindo Adriano por Bruno Alves.
Vendo a alteração e revendo os feitos do garboso jogador entrado, logo ali pensei ser aquela a janela de oportunidade do Braga.
Tudo se confirmou e o inimitável Bruno, na primeira oportunidade de que dispôs para intervir no curso da partida, não se fez rogado, cometendo falta para grande penalidade.
João Tomás converteu o penalty e eu voltei a pensar em Leiria.
Afinal, a história pode-se repetir, ainda que parcialmente...
Me parece que os Super Dragões devem estar orgulhosos do papel decisivo que desempenharam no empate alcançado.
Acaso não houvesse ocorrido o "ataque" ao Adriaanse, penso que este nunca teria feito aquela substituição fatídica.
O "ataque" fê-lo recear as reacções dos adeptos e fê-lo decidir em função disso.
Ao fazê-la, para além de ter alterado a estrutura táctica da equipa com o jogo a decorrer, com as dificuldades de adaptação que isso, naturalmente, cria aos jogadores e de ter introduzido na partida um jogador sofrível, deu um sinal claro e inequívoco à equipa, incentivando-a a recuar no terreno e a procurar segurar o resultado.
De equipa dominadora, o FCP passou a equipa dominada. E essa não é a vocação do Porto.
Quando se abdica de atacar e se opta por defender o resultado, até então, alcançado, quase sempre se acaba por perder.
Adriaanse cometeu o pecado capital dos treinadores - deixou de pensar só pela sua cabeça e de acreditar nas suas convicções.

12 comentários:

qualesma disse...

Adriansse quis, a todo custo, manter uma relação de ódio com os "supporters" dos super dragões, pois pensa que assim é a única hipótese de evitar problemas com eles. Concretizo. Adriansse sabe que o pior momento que o melhor treinador do Mundo viveu ao comando da nau de PC foi quando foi disputar a conquista da "Champions League" em que foi ameaçado de morte pelos Super Morcões porque havia uma fulana desta cambada que morria de amores por ele (não seria a única, por ventura) e por quem aquele também nutriria algum afecto. Vai daí Mister Adriansse, tratou de fazer tudo para o FCP não disputar uma competição internacional, o que logrou com grande mestria. Agora, por via das dúvidas, faz de tudo para que ninguém daquela milicia goste dele, pois assim ninguém lhe toca. Como se viu, ainda ontem.
Grande abraço, bloguista cartomante.

Prof. Venceslau disse...

Caro Sr. “dono do blogue”:
Estou inteiramente suadido que V. Exa. não inculcou o meu recurso no sentido de diligenciar pelo uso um linguarejar patente pois existem glosadores que apelaram à contenção verbal, ao fim da liça, pois sentiam-se sobrepujados pelos trâmites servidos por V. Exa.. Foi a ocorrência do Sr. Carlos e do Sr. verde enferrujado.
Porém, V. Exa., desapiedado de tais apelos, pelos quais terçei, persevera na sua senda indecifrável, gastando pérolas como “dar o mote”, “delay”, “dealbar”, “acéfala”, “narcisista”, “jus”, “multiculturalismo” e “lura”, entre outras. Assim, V. Exa. irá espantar a pluralidade dos seus bem-queridos ouvidores.
Peço-lhe contenção!
E já agora, pasci das chiatas que agora colocou. Foi um fartote de zombetear, com aquela suscitação do Ronaldo.
Siga gracioso mas abarcado nos termos.
Prof. Venceslau

Prof. Venceslau disse...

Caro postador de cima:
Deve a sua graça à Quadragésima ou à conjugação da lesma?
Prof. Venceslau

carlos disse...

Não vi o jogo do Porto.
Do que já li, contudo, verifico que o Porto massacrou o Braga durante quase toda a partida, criou inúmeras oportunidades de golo, mandou 3 bolas aos ferros da baliza do Paulo Santos, e ainda foi prejudicado com alguns erros de arbitragem para ajudar à festa.
Sucedeu, contudo que, na parte final do jogo, algum infortúnio e, mais uma vez, uma decisão polémica da arbitragem permitiu ao Braga chegar ao empate.
Diz-se que o Porto fez um grande jogo, que merecia ganhar, que exibiu futebol de grande qualidade.
O Porto este ano tem oscilado entre dois tipos de exibições: as iguais às de ontem e as semelhantes às que fez nos jogos contra a Naval, Estrela da Amadora, Benfica e outras.
Daqui me parece resultar que o Porto não é, hoje, uma equipa consistente.
O seu treinador não consegue decidir entre o modelo de jogo a impor: se o seu - que usou ontem e em muitas outras ocasiões e que proporciona o tipo de futebol de ataque que ontem exibiu - se o que está mais próximo da cultura do Porto, mais defensivo, mais feio, mas também mais eficaz, que de uma forma ou outra leva à vitória.
Veja-se o miserável espectáculo que o Porto fez com a Naval, mas que ganhou, e a grande exibição de ontem, que lhe custou um empate.
Neste dilema, o Adrianse vem demonstrando ser um treinador sem personalidade futebolística, um pouco à imagem do Goman, pressionado pela necessidade de resultados.
E, no meio disto, vai demonstrando que não sabe gerir a equipa durante o jogo, como já havia sucedido outras vezes, ao fazer entrar um Bruno não sei quantos (que deve ser o jogador que mais erros comete por jogo) para o lugar de um atacante, com o consequente encolhimento do Porto e o natural golo sofrido.
Um pouco o que aconteceu ao Benfica no jogo em Manchester e era habitual acontecer no SCP no tempo do José Peseiro.
Posto isto, não vislumbro qual a equipa que possa ser campeã este ano.
O Porto não vai oferencendo consistência exibicional que o justifique, o Benfica idem aspas, com a agravante de me parecer ter um plantel bastante inferior ao Porto e o SCP é uma equipa em formação, com um treinador inexperiente e com risco ao meio, com jogadores muito novos, que bloqueia quando encontra pela frente uma equipa que se remete à defesa.
Além de que nunca vi uma equipa com um treinador com o risco ao meio a ganhar um campeonato...
Talvez os próximos 3/4 jogos que se avizinham venham clarificar alguma coisa quanto à equipa que mais possibilidades terá de ganhar o campeonato.

Prof. Venceslau disse...

Sr. Carlos:
Que escabiosa! A sua feição expositiva assombra-me. Não será V. Exa. semelhante do o Sr. Gabriel Alves. Se não é parece, quer pela índole, quer pela acutilância, quer pela clarividência, quer pela reptice.
Vá para dentro, pois as suas cogitações, que por vezes compartilho, parecem-me eivadas de um anti-benfiquismo básico que nem eu, que não gosto de tranquibérnias, aclamo.
Seja mais eximido e equidistante e forneça para a redenção do dono do blogue, que se sentirá cada vez mais acossado pela sua penúria de alforria.
Prof. Venceslau

Prof. Venceslau disse...

Sr. CArlos
Acrescento, ainda, que a vossa mente é demasiadamente cinematográfica, já que confessa não ter assistido ao jogo e pela sua prosa até consigo ouvir o ribombar das bolas nos "ferros".
Tenha tento!
Prof. Venceslau

qualesma disse...

O Prof. Pardal da prosa, qual cancioneiro geral de resende, julga-se no direito de vir para aqui dar umas berdoadas em toda a gente. É um verdadeiro emplastro de toda e qualquer crónica. O professor julga que é quem. Vá mas é cuidar dos seus. Pensa que é o Agostinho da Silva ou a Natália Correia. Não me agrada o seu jeito de bostar. Tenha é você tento nessa língua, já gasta.

Prof. Venceslau disse...

Senhor “qualesma”:
Desusada, deveras, a sua inusitada animadversão apresando as dores do Sr. Carlos. Devem ser muito íntimos, fundos. Inocente o enfadamento de me entremeter (sim, está correcto), embora deteste intrometer-me tendo por limites, ao que suponho, dois nados do sexo masculino.
Desconheço o “cancioneiro geral” a que alude, estacando no escrúpulo se se trata de uma referência ao autor, se à terra duriense. Quanto às “bordoadas” (V. Exa. cometeu um lapso), as minhas são mesmo com varapau ou bordão, sempre que os tratantes as merecem e, por favor, não seja belicoso para comigo nem vitupere os insignes poetas e filósofos que cita.
Se V. Exa., no desenfado, tem a mesma desova hostil que mantém no blogue, bem fornecidas andarão as claques dos endemoninhados que assolam o nosso país. E já agora, defina-se, pois o meu nome está em toda a minha exegese, ao envés de V. Exa. cujo nome me parece sabujo e de coisa nenhuma.
Prof. Venceslau

qualesma disse...

Ó Professor, pegue então no seu varapau e entretenha-se com ele, quer entremetendo-se ou sabujando-se.

verdete disse...

Não percebo como é que a discutirem futebol acabam a falar em entremeterem varapaus não sei por onde, mas deduzo que seja no próprio corpo, no orifício criado pela Natureza para expelir fezes.
Façam lá o que quiserem com tal orifício, confundam a sua função como entenderem, mas, quanto a bosta, bostem apenas sobre futebol e deixem-se lá desses piropos.

Prof. Venceslau disse...

Sr. qualesma (se é que posso apelida-lo de senhor...)
O linguajar empatado por V. Exa. inibe-me de redarguir pois, realmente, não estamos no mesmo chão, quer na prédica, quer na forma como pensamos a vida. Ficai com a brejeirada e o frenesi que a libido de V. Exa. autoriza conjecturar, talvez por ser tão fecunda em tal tipo de imagens, quiçá pomo de algum recalque, ou pior, da usança.
Por mim, não respondo a esse tipo de peguilha pois só umas boas bengaladas queirosianas consertariam a minha honra. Vou recentrar-me no importante e resguardar o esguardo devido por todos, não ambicionando danar ninguém com a minha prosa. Se tal não me for permitido enjeitarei este blogue por antever que aqui pululam apenas jovens lampinhos, dispostos a fazer resvalar a conversa para onde as hormonas os guiam e cuidarei de retornar a outro plano de conversas com comentadores mais adultos.
Senhor verdete, quanto a si, muito grato pelo seu post de aquietação, parecendo V. Exa. alguém em quem se pode fiar, pese embora a chança cometida em relação ao traulito e ao espiráculo ingénito para arrojar excrementos.
Prof. Venceslau

www.sapo.slb disse...

Obrigado Tomás. A jogar assim o Porto ainda vai ser eliminado da taça pelo Isento.