domingo, maio 03, 2009

Nacional - Benfica 3-1

Constituição das Equipas e Avaliação Quantitativa do Desempenho

Estádio da Madeira, no Funchal

Árbitro Jorge Sousa (AF Porto)

Nacional: Bracalli (4); Patacas (3), Felipe Lopes (3), Maicon (3) e Alonso (4); Cléber (3), Luís Alberto (3), Leandro Salino (3) e Rúben Micael (4) (João Aurélio, 77m (3)); Mateus (3) (Fabiano (-), 86m) e Nenê (4) (Miguel Fidalgo (3), 89m).

Suplentes: Douglas, Halliche, Igor Pita e Bruno Amaro

Treinador: Manuel Machado

Benfica: Quim (2); Maxi Pereira (2), Miguel Vítor (3), Sidnei (2) e David Luiz (4); Katsouranis (2) (Di María (2), 55m), Rúben Amorim (3), Carlos Martins (2) (Yebda (-), 79m) e Reyes (3); Nuno Gomes (2) (Urreta (-), 82m) e Cardozo (3).

Suplentes: Moreira, Jorge Ribeiro, Binya e Balboa

Treinador: Quique Flores

Disciplina: Cartão amarelo para Leandro Salino (61m),Carlos Martins (70m), Miguel Vítor (86m)

Ao intervalo: 0-0

Golos: Nenê (1-0, 57m); Rúben Micael (2-0, 64m); Reyes(2-1, 68m); Miguel Fidalgo (3-1, 90+3m)

Sistemas Tácticos

Nacional


Benfica


Modelos de Jogo

Nacional

Bloco baixo; Expectativa; Transições Rápidas.

Benfica

Posse e Circulação de Bola; Domínio e Controlo da Partida; Bloco médio/alto; Assumir Iniciativa de Jogo.

Principais Incidências da Partida (fonte: http://www.record.pt/)

56' Nené
Gooooooolo. Nené cabeceia sem oposição ap+os cruzamento de Alonso

64 Ruben Micael
Gooooolo. Ruben Micael ganha espaço à entrada da área e remata colocado junto ao poste direito da baliza de Quim.

68' Reyes
Gooooooolo. Ruben Amorim desmarca Reyes com um toque de calcanhar e o espanhol bate Bracalli com muita calma

90'+4 Miguel Fidalgo
Goooooolo. Miguel Fidalgo aproveita um cruzamento de João Aurélio na sequência de um contra-ataque e empurra para o funfo da baliza sem oposição.

Destaques

Melhores em Campo

Nacional

Bracalli - Brilhante!
Simplesmente, irrepreensível!

Alonzo, Ruben Micael e Nenê - Este trio que se tem assumido como o principal artífice da excelente temporada do Nacional, não deixou os seus créditos por mãos alheias!
Se Alonzo é o "rei" das assistências do campeonato, somou mais uma!
Se Ruben Micael é a revelação do campeonato, fez um golo e polvilhou o seu desempenho com pormenores reveladores da sua qualidade.
Se Nenê é o melhor marcador do campeonato, acrescentou mais um - o seu 19º golo - à sua conta pessoal.

Benfica

David Luiz - Dele disse Quique poder ser um digno sucessor de Maldini.
Independentemente de outras apreciações ou valorações, se se exibisse sempre como o fez neste Sábado, o técnico espanhol estaria próximo da verdade.
Alardeando um respeitável rol de atributos técnicos, esteve, por duas vezes, muito perto do golo.

Piores em Campo

Nacional

Nenhum jogador merece menção negativa

Benfica

Sidnei - Nem se pode dizer, com propriedade, que o seu desempenho tenha sido muito mau.
Não o foi e exibiu até pormenores técnicos de qualidade!
Sucede que incorreu num erro inadmissível e com reflexo no resultado - no primeiro golo "perdeu" Nenê e o brasileiro cabeceou sozinho.

Arbitragem

Mais um árbitro que se equivocou num momento decisivo da partida em prejuízo claro do Benfica - Aos 73 minutos, Cléber tocou com o braço na bola dentro da grande área do Nacional.
É, realmente, uma infelicidade tremenda e recorrente...

Comentário

Eficácia vrs. Desperdício

O Nacional venceu o Benfica por 3-1, reduzindo para três os pontos que separam os insulares dos encarnados.
Nenê e Rúben Micael adiantaram o Nacional no marcador, Reyes ainda reduziu para o Benfica, mas Miguel Fidalgo fechou a contagem para os ilhéus.
Um desfecho não só iníquo, como profundamente exagerado!
Não que o Benfica tenha realizado um desempenho de excelência ou perto, mas exibiu-se em plano qualitativamente suficiente para não sair da Madeira vergado ao peso de uma derrota.
Acontece que sucedeu o mesmo que em outras partidas: Esbanjamento/incapacidade de finalização por banda do Benfica e aproveitamento pleno por parte do Nacional das chances de golo por si criadas.
E quando assim é torna-se díficil, quiçá impossível, almejar o triunfo!
Face à ausência de Aimar, Quique optou por regressar à formula do início da temporada, isto é, Katsouranis no centro, Amorim na direita e Reyes na esquerda.
Bem sei que o adversário aconselhava alguma prudência, mas intervir sobre uma estrutura que se consolidava no sentido da qualidade do futebol praticado, não me parece assisado (como a partida o demonstrou à saciedade).
Aliás, pese embora o Benfica tenha sofrido três golos após a recuperação do modelo mais ofensivo (depois da entrada de Di Maria), o certo é que, também foi neste período, que apresentou movimentos ofensivos mais profícuos.
Acresce que os dois últimos golos que sofreu decorreram, em larga medida, da circunstância de logo após a substituição de Katsouranis por Di Maria (um minutos apenas) ter ficado em desvantagem!
Conhecedores dos resultados dos seus mais directos adversários na classificação, Nacional e Benfica entraram em campo condicionados pela necessidade de tirar proveito dos empates de Sporting e Braga.
E, na primeira metade, não se conseguiram libertar deste jugo psicológico, que os conduziu para a obsessiva busca pelo equilíbrio.
Sabendo que um equívoco podia ser fatal, Nacional e Benfica revelaram-se avessos ao risco e, assim, assistiu-se a um "jogo sem balizas". Doses elevadas de especulação e calculismo.
Três excepções:
Aos 11 minutos, Sidnei escorregou, Alonzo recuperou a posse de bola e executou um cruzamento/remate rasteiro que Mateus não conseguiu finalizar.
Aos 32 minutos, num bom trabalho individual, David Luiz rematou à entrada da área e Bracalli desviou para canto na sua primeira grande intervenção da noite.
Finalmente, aos 39 minutos, Cardozo rematou de meia-distância, obrigando Bracalli a socar a bola.
Na segunda parte, tudo seria diferente.
A partida até dealbou sem cambiantes. Nos "onzes", na disposição táctica das equipas e na sua atitude perante a contenda.
Todavia, o minuto 57 tudo modificaria.
Numa transição rápida, Alonso cruzou de forma perfeita para Nenê e este, de cabeça, não perdoou, fazendo o 1-0.
A robustez emocional do Benfica era, uma vez mais, posta à prova e, desta feita, os jogadores encarnados responderam presente.
Reagiram de pronto e no minuto seguinte, por duas vezes, Bracalli evitou o empate. Primeiro foi Nuno Gomes que na pequena área, isolado, rematou para defesa de Bracalli e na sequência do lance, Maxi Pereira rematou para mais uma intervenção do guarda-redes brasileiro.
O Benfica crescia, aumentava a intensidade e a fluidez do seu processo ofensivo e parecia caminhar para o empate.
Contudo, sucederia, precisamente, o inverso.
Seria o Nacional, em mais uma transição veloz, a dilatar a diferença no marcador - Ruben Micael com um remate à entrada da área, forte e colocado, bateu inapelavelmente Quim.
Novo rombo na auto-estima benfiquista!
Temeu-se que definitivo, mas não.
Acabou por funcionar como estímulo e, quatro minutos volvidos, Reyes, após um excelente toque de calcanhar de Ruben Amorim, reduziu para 2-1.
Embalado pelo golo, assistiu-se ao melhor período do Benfica.
Que podia e devia ter desaguado na igualdade no marcador.
Assim a barra da baliza nacionalista e Jorge Sousa o tivessem permitido!
David Luiz atirou à barra e Cléber jogou a bola com o braço no interior da área, lance que Jorge Sousa, de frente e a escassos metros, entendeu como legal.
Tal como havia acontecido após o primeiro golo, não obstante o rumo da partida indiciasse o contrário, seria o Nacional a ampliar a vantagem.
Beneficiando da subida das linhas encarnadas na procura desesperada do empate, em mais uma transição rápida, Miguel Fidalgo marcou o terceiro golo e aniquilou as expectativas que restavam nas hostes benfiquistas.
O Benfica fez, mais uma vez, jus à famosa Lei de Murphy, segundo a qual "se alguma coisa pode correr mal, então vai correr mal."

5 comentários:

Sérgio_alj disse...

Visitem o meu blog:

http://geoalj.blogspot.com/

Tudo sobre os New Orleans Hornets, a NBA e o futebol algarvio!!

vermelhosempre disse...

Amigo Vermelho:

Permite-me discordar, em certa parte, com a análise que fazes ao jogador (-) do Benfica, pois se alguém merece tal "destaque", é o Carlos Martins, tal a sua incapacidade ou incopetência para jogar futebol. Tive a oportunidade de me deslocar até à Choupana, e deixa-me que te diga que chega a ser extremamente irritante a forma como esse atleta se exibe: não acompanha a equipa em recuperações defensivas, falha inumeros passes e está sempre a discutir com os árbitros. O 2º gollo do Nacional nasce precisamente de uma perda de bola dele a meio campo, num passe de merda que o mesmo tenta fazer para um colega que estava a 5 metros, apanhando assim a defensiva do benfica desprevenida. Porque razão sai o Katsouranis e este monte de esterco continua em campo???

Outra das Nulidades do Benfica, é o Di Maria, é que o raio do miudo não passa mesmo a bola a ng, tendo visto mesmo alguns colegas irados com tal conduta...5M e era vendê-lo já.

Ps: Destaco a exibição do Ruben Micael, que grande jogador, a recuperar, a passar, a desmarcar e a marcar. Se confirmar que tem tarimba para outros voos, poderá estar aqui um medio de eleição, bem como o novo patrão do meio campo da selecção portuguesa.

Vermelho disse...

Amigo Sempre:
Presenteei Martins com nota 2.
Apenas não o referi nos destaques negativos pois entendi o erro de Sidnei no 1º golo como mais relevante.
Abraço.

JC disse...

Amigo Sempre:
Se procurares nos arquivos deste blogue, verás que eu em tempos fui grande apreciador de Carlos Martins.
Porém, a sua conduta desportiva fez-me arrepiar caminho, e a gota que fez transbordar o meu copo foi um célebre Belenenses-SCP onde Carlos Martins foi expulso por ter levado dois amarelos no espaço de 1 minuto.
E isto já depois de ter sido "advertido" por Paulo Bento de que a sua conduta não estava a ser a melhor.
A partir daí, convenci-me que se trata de um jogador dotado de grandes atributos técnicos mas diminuído como futebolista.
Não tem cultura desportiva, não tem espírito de equipa, não tem nada do que é preciso para ser ou ter sido um grande jogador - que estava ao seu alcance, se o quisesse.

Amigo Vermelho:
As novas funções que exerço não me permitem fazer a habitual visita diária ao blogue.
Passo o dia num constante "corropio", de tal forma que me esqueci, até, de fazer o Karamba a semana passada.
Podia lá ter ido na sexta feira mas, como foi feriado, não me ocorreu.
Apenas me lembrei no final do Nacional-Benfica, quando por curiosidade fui ver que resultado tinha palpitado para este jogo - e então vi que não tinha palpitado neste nem em nenhum outro jogo.

De qualquer forma, sempre que arranje um espaço, e a ocasião o justificar, não deixarei de tentar dar o meu contributo.

E quanto ao campeonato, mais do mesmo.
FCP campeão, SCP, ao que parece, em segundo, e o Benfica em terceiro.
Nem Rui Costa, nem Quique nem os milhões gastos na equipa têm contribuído para inverter este rumo.
O SCP também não passa da cepa torta, mas sempre vai conseguindo melhores resultados que o Benfica com muito menos dinheiro investido, e com a vantagem de lançar para o futebol vários jogadores oriundos das camadas jovens.
Mas no que a vencer a Liga, ainda não foi desta.
E parece-me que não o será tão cedo, pois as mudanças que se avizinham no SCP não auguram nada de bom.

Uma boa semana a todos.

Vermelho disse...

Amigo JC:
Lamento, profundamente, que não possas visitar este espaço como o fazias.
Seja como for, esta é uma "casa", que sendo também tua, não podia deixar de estar de portas bem franqueadas para que sempre que o pretendas nos visites e nos enobreças com a tua participação.
Aquele abraço de quem te tem em elevada estima e consideração.
Bem-hajas.