quarta-feira, setembro 09, 2009

Mais um Exemplo do Jornalismo que (não) se faz em Portugal

Titula o Mais Futebol: "Dupla Dor de Cabeça para Jorge Jesus antes do Belenenses"
Temi o pior!
Imediatamente, cogitei que jogadores se podiam ter lesionado.
Luisão, David Luiz, Javi Garcia, Ramires, Di Maria, Saviola, Cardozo?
Não, nada disso!
Nem mais, nem menos do que os titularíssimos Carlos Martins e Luís Filipe!!!!
"Carlos Martins e Luís Filipe são as únicas baixas no plantel encarnado, ambos condicionados, ainda que a recuperação do segundo esteja mais adiantada."
Dizem os antigos que a necessidade aguça o engenho.
Permito-me dizer que a necessidade estimula a idiotice!

11 comentários:

Jimmy Jump disse...

Eu diria que a dupla dor de cabeça de Jesus prende-se com o facto de os ter no plantel.

Tiago disse...

esse menosfutebol eu já n leio há uns tempos... porque era raro o dia que n fizessem dessas

Jimmy Jump disse...

Já que se fala de Jornalismo e de Jornais, vejam bem esta perolazinha deprimente, que supostamente deveria assemelhar-se a uma análise ao desempenho da arbitragem do Hungria vs Portugal. Dizer que ousaram publica-la na edição de hoje, página 46 do Diário de Notícias da Madeira. O autor dá pelo nome de Álvaro Gonçalves (ex árbitro e instrutor, sic DN-M).

(Aqui vai)

Num jogo entre “meninos mimados” e um misto de “carpinteiros de “carniceiros” apareceu-nos um árbitro com um umbigo maior que o corpo.
Aproveitou para passear o seu complexo, “masturb…do-se, quando prejudicava os “meninos”.
Foi efectivamente de mais. E quando era Cristiano Ronaldo, enfim, então o Monsieur pingava-se todo, atingindo o clímax.
Faz lembrar um desafio recente, entre o Paços de Ferreira e o FC Porto, com diferentes intervenientes. Na altura, os actores foram Carlos Xistra e Hulk…

E assim termina ele.

Vermelho disse...

Amigo Jimmy:
Sem dúvida, uma pérola!!!

VermelhoNunca disse...

Em Junho de 2009:

" recurso ao crédito acaba por não ser uma surpresa. Basta recordar as declarações de Domingos Soares Oliveira numa entrevista ao jornal O Jogo no passado dia 17: “Não é fácil manter um equilíbrio de tesouraria se estivermos dois anos seguidos sem vender jogadores e sem ir à Liga dos Campeões. Num segundo ano consecutivo, é um processo difícil. Se não avançarmos para a venda de jogadores, teremos dificuldades de tesouraria. É provável que tenhamos de vender este Verão”, disse então o administrador da SAD “encarnada”.

VermelhoNunca disse...

Em Agosto de 2009, o Benfica passou a ser um clube com crédito junto da banca. Pudera!!!

"Receitas de 10 anos hipotecadas para garantir empréstimo junto da banca. Assim se pagarão os reforços desta época.

O Benfica hipotecou receitas de 10 anos para conseguir pagar os passes dos jogadores que reforçarão a equipa esta época. A SAD encarnada já gastou perto de 24 milhões de euros em reforços.

O contrato assinado com a Sagres no dia 21 de Julho, no valor de 40 milhões de euros e válido por 10 anos, é a principal garantia prevista no plano de endividamento junto da banca. Segundo as fontes contactadas pelo i, o clube presidido por Luís Filipe Vieira estará, neste momento, a ultimar detalhes de um financiamento junto do BES, tendo dado como garantia do empréstimo as receitas do acordo celebrado com a Centralcer, dona da marca de cerveja Sagres.

Até 2021, os encarnados receberão da cervejeira 40 milhões de euros. Caso o Benfica falhe o pagamento dos empréstimos que entretanto vierem a ser contraídos, este dinheiro seguirá directo para o banco, para abater o passivo.

Jimmy Jump disse...

Condómino Neverland, e sobre a Sporting TV, nem uma opinião?

VermelhoNunca disse...

Pois, este não viu...aliás ninguém que vá ao curral vê nada:
"Comete aquele ilícito disciplinar, "na forma de declarações ou informações falsas", o delegado que, no relatório de ocorrências de jogo, em relação à pergunta ¿algum agente desportivo teve grave comportamento incorrecto para com a equipa de arbitragem¿, declara que ¿não se presenciaram graves comportamentos incorrectos por parte de qualquer agente desportivo¿, uma vez demonstrado que tal delegado presenciou, após o jogo, no túnel de acesso aos balneários e junto da equipa de arbitragem, comportamentos injuriosos de agentes desportivos e tais comportamentos lhe foram comunicados pela mesma equipa de arbitragem», lê-se no acórdão da Comissão Disciplinar da Liga"

VermelhoNunca disse...

Mentiu, apenas isso.
A pressão no Curral leva a isso:

" Liga de clubes puniu o delegado do Benfica-Nacional, relativo à temporada passada, por «falsificação de relatório», como se lê no comunicado da comissão disciplinar, assim como por «remissão para os factos dos árbitros».

Isto porque o delegado João Pedro Simões Dias não mencionou no relatório, de modo intencional, o comportamento do capitão do Benfica, Nuno Gomes, e pelos quais recebeu dois jogos de suspensão e multa de 1000 euros. "

pachulico disse...

Olha se fosse no Dragão...Era mais um Apito qualquer coisa!!!

Vermelho disse...

Amigo Pachulico:
Se fosse no Dragão não se sabia ou ainda que se soubesse nenhuma punição aconteceria!
Quem não conhece os relatos mais ou menos escabrosos do "túnel das Antas"?
Algumas notas:
A omissão, julgada intencional, não produziu quaisquer efeitos, nem podia produzir, pois que nesta matéria o relatório do árbitro é soberano!
Nuno Gomes foi punido!
Sinceramente, não percebo de que forma podia aproveitar a omissão ao prevaricador!
Me parece que a o busílis da questão reside na utilização de normas em branco, conceitos indeterminados e conclusivos nos regulamentos e afins.
Na verdade, puniu-se a ausência de menção no relatório de "graves comportamentos incorrectos".
O que é grave?
Quais os critérios?
Não será critério primeiro o subjectivo?
Penso que sim, pois que o conceito a preencher remete para a apreciação que o delegado faz do que vê.
Assim sendo, me parece que o delegado, ainda que tenha presenciado o comportamento de Nuno Gomes, não o valorou como grave.
Os campos a preencher do relatório estão mal elaborados, assim como a generalidade das normas regulamentares, das quais o tipo disciplinar de corrupção é o exemplo mais flagrante.
Acabe-se com as normas em branco e os conceitos indeterminados ou conclusivos em nome da transparência e da boa técnica legislativa.