Liga Sagres, 22.ª jornada
Estádio da Luz, em Lisboa
Hora: 18.45
Árbitro: Jorge Sousa (Porto)
BENFICA - Moreira (3), Maxi Pereira (3), Luisão (3), Miguel Vitor (3), David Luiz (3), Di Maria (3), Katsouranis (3), Yebda (3), Reyes (3), Aimar (2) e Cardozo (2).
Suplentes: Quim, Balboa (0), Urreta (3), Binya, Nuno Gomes (2), Jorge Ribeiro e Sidnei.
Treinador: Quique Flores.
V. GUIMARÃES - Nilson (4), Lionn (3), Gregory (3), Moreno (3), Milhazes (3), Flávio (3), João Alves (4), Marquinho (3), Nuno Assis (3), Desmarets (3) e Roberto (3).
Suplentes: Nuno Santos, Luciano, Custódio, Wenio (-), Danilo, Fajardo (-) e Cícero (0).
Treinador: Manuel Cajuda.
Sistemas Tácticos
Benfica

V. Guimarães
Modelos de Jogo
Benfica
Posse e Circulação de Bola; Domínio da Partida; Bloco médio/alto; Assumir Iniciativa de Jogo.
V. Guimarães
Expectativa; Bloco médio/baixo.
Principais Incidências da Partida (fonte: www.record.pt)
5' - O possante Desmarets avança sem medos rumo à entrada da área do Benfica e desfere um forte remate. Defesa apertada de Moreira. Bom momento no Estádio da Luz.
13' - Di Maria lança com classe para Reyes, que recebe na direita, descai para o meio e desfere um forte remate de peé esquerdo, testando a atenção de Nilson. O guardião do Vitória Guimarães defende com segurança.
16' - Boa jogada do Benfica, com Aimar, Reyes, Yebda, Katsouranis e Di Maria como protagonistas. Moreno consegue afastar o perigo para longe da sua área.
22' - Reyes lança para Aimar, que remata de forma acrobática. Excelente momento do médio aregtino do Benfica.
38' - Miguel Vítor e Yebda atrapalham-se na área adversária, perdendo uma boa ocasião para facturar. Depois é Di Mariaa rematar ao lado.
43' - Mais um bom momento do ataque encarnado, com Aimar a rematar sob "pressão" de David Luiz, que atrapalhou o colega argentino.
65' - Aimar cruza da direita para o coração da área, onde aparece Katsouranis, em boa posição, a desviar ligeiramente ao lado do alvo. O grego não conseguiu o remate nas melhores condições.
67' - GOLO DO V. GUIMARÃES, por ROBERTO.
Está feito o primeiro da noite no Estádio da Luz. Marquinho avança veloz pelo meio, com dois adversários em sua perseguição. Bem perto da área lança para a direita e encontra Roberto, que domina, desfere um bom remate e marca o tento dos vimaranenses.
68' - Nuno Gomes fica à beira do golo, após boa jogada do Benfica, culminada com o centro de David Luiz. Valeu a atenção e qualidade de Nilson, que afastou o perigo.
85' - Miguel Vítor cabeceia com muito perigo mas Nilson defende por instinto. Canto para o Benfica...
86' - Reyes esteve bem perto de facturar para o Benfica. Lançamento de Nuno Gomes na esquerda e remata forte do espanhol. Passou perto...
87' - Mais uma iniciativa individual de Reyes. Agarra Nilson!
90' - Grande oportunidade para Balboa, após boa jogada do ataque benfiquista, mas a bola sai longe do alvo.
90'+1 - CARTÃO VERMELHO DIRECTO para CÍCERO, que nem discute a decisão. Foi depois de uma indicação do árbitro auxiliar.
Destaques
Melhores em Campo
Benfica
Katsouranis - Lucidez e critério foram notas maiores de um desempenho bastante razoável se e quando comparado com o dos seus colegas de equipa.
Urreta - Um regresso muito positivo após longa ausência.
Rápido, ladino e agressivo, coroou a sua exibição com um excelente passe de calcanhar a isolar Balboa, que desbaratou disparatadamente soberana ocasião para igualar a contenda.
V. Guimarães
João Alves - O metrónomo da equipa.
Incansável no seu labor defensivo, assumiu-se como o principal responsável pelo bloqueio vimaranense às iniciativas encarnadas.
Nilson - Irrepreensível!
Piores em Campo
Benfica
Cardozo - Completamente ausente na esmagadora maioria do tempo em que esteve em jogo, foi presa fácil para os centrais vimaranenses.
Balboa - Conseguiu a proeza de acumular disparates sucessivos nas raras ocasiões em que tocou na bola.
Não me recordo de uma acção positiva do espanhol!
O golo que isolado desperdiçou é espelho fiel do quão desastrado foi o seu desempenho.
V. Guimarães
Numa equipa coesa e solidária, nenhum jogador merece destaque pela negativa.
Arbitragem
Transformou um penalty sobre Luisão numa falta contra o Benfica e Roberto estava adiantado no momento em que Marquinho lhe passou a bola.
Todavia, trata-se de um "fora de jogo televisivo", pelo que o equívoco se assume como compreensível.
Compreensível já não o foi a complacência para com Meireles, a qual, curiosamente, terminou no último minuto da partida, ocasião em que foi admoestado com um cartão amarelo que o afasta da partida com o Porto...
Comentário
Adeus Título!
A obsessão pelo equilíbrio consubstanciada na mautenção ad nauseaum do duplo pivot defensivo é a face visível da aversão que Quique Flores demonstra face ao risco.
Animosidade esta que se reflectiu na derrota sofrida pelo Benfica e que afasta os encarnados da disputa pelo título nacional.
Quique pecou e muito ao preferir as soluções continuidade em favor das de ruptura que se impunham.
Ao insistir nas trocas directas (Nuno Gomes por Cardozo e Urreta por Di María), conservou perene o perfil táctico da equipa e, assim, condicionou e muito as suas hipóteses de êxito.
A partida dealbou a bom ritmo e com o primeiro sinal de perigo a ser protagonizado por Desmarets.
Não obstante, alardeando uma dinâmica apreciável, circulando a bola com relativa velocidade e procurando explorar os flancos através de Di Maria e Reyes, o Benfica cedo assumiu o domínio e o controlo da partida.
Sucede que os seus movimentos ofensivos esbarraram, quase sempre, na impecável organização defensiva vimaranense.
Raramente, Nilson viu a sua baliza ameaçada.
Cajuda trouxe o "autocarro" de Guimarães e os seus jogadores cumpriram fielmente a estratégia idealizada, que passava por impedir o Benfica de se aproximar da baliza de Nilson, nem que para isso tenham renunciado, por completo, ao seu processo ofensivo.
Com Aimar demasiado colado a Cardozo e com Di María e Reyes a emergirem apenas a espaços, o Benfica revelava uma esterilidade confrangedora na criação de oportunidades de golo.
Quique preferiu, uma vez mais, o 4x4x2 clássico em detrimento do 4x2x3x1 que vinha ensaiando e, assim, cerceou a sua equipa da criatividade de Aimar.
Ao abdicar de uma estrutura que contempla a existência de um pensador de jogo, Quique determinou a equipa a priveligiar as acções individuais, as quais, as mais das vezes, desaguaram em puro egoísmo infecundo.
Aliás, um dos aspectos em que o Benfica mais delinquiu foi no sentido colectivo do jogo.
Deste modo, foi, sem surpresa, que o nulo persistiu até ao intervalo.
Com 0-0 e perante a incapacidade de ultrapassar o bloqueio táctico vimaranense, a ansiedade começou a imperar na Luz.
O Benfica perdia fluidez e clarividência e o seu processo ofensivo tornava-se muito previsível.
Urgia mexer e Quique fê-lo.
Mas, mal!
Denotando um incompreensível conservadorismo e excesso de receio, limitou-se a trocar Cardozo por Nuno Gomes.
Exigia-se a saída de Yebda, o recuo de Aimar e a junção de Nuno Gomes a Cardozo na frente de ataque.
Estavam os adeptos e simpatizantes benfiquistas mergulhados na discussão em torno de tão medrosa substituição, quando, aos 66 minutos, na sua única transição rápida em todo o jogo, o Vitória fez o 0-1.
Em desvantagem, o Benfica apelou ao orgulho e o certo é que arquitectou oportunidades de golo suficientes para reverter o resultado.
Todavia, Nilson e a inépcia de Nuno Gomes e Balboa inviabilizaram quaisquer veleidades encarnadas de chegar ao golo.
O Guimarães ainda acabou reduzido a dez unidades, por expulsão de Cícero, mas o resultado não conheceu alteração.






























