segunda-feira, outubro 23, 2006

Análise à Jornada do Fim de Semana

O Benfica cumpriu a sua missão e venceu o último classificado.
Fernando Santos insistiu, uma vez mais, no losango a meio-campo, colocando Simão na posição de organizador do processo ofensivo benfiquista.
O Benfica entrou em campo a um ritmo frenético, partindo para o assalto à baliza de Paulo Lopes, mas o guarda-redes do Estrela da Amadora, aliado ao desacerto dos encarnados, foi adiando o golo.
Na primeira ocasião em que o Estrela logrou chegar à baliza do Benfica, Dário fez o 0-1 aos 13 minutos.
Sem nada que o justificasse a não ser a vontade de Dário e um bom canto de Edu Silva.
Um golo absurdo, em que os encarnados permitiram facilidades incríveis ao último classificado da Liga. Falha de marcação de Petit, absolutamente inadmissível.
Dário saltou tranquilamente na área e abriu o marcador, colocando os encarnados sobre brasas.
Antes do golo de Dário, o Benfica já tinha desperdiçado uns quantos lances de perigo, com os homens de ataque a apostar em triangulações e em bolas para as costas dos altos e lentos defesas tricolores.
Após o golo, o Benfica acentuou a pressão.
Assim, ao minuto 32, foi sem surpresa que o Benfica logrou a igualdade, através de Miccoli, que se limitou a encostar um bom cruzamento de Katsouranis.
O Estrela era pouco mais que zero.
Ao intervalo, permanecia o empate, num festival de oportunidades desperdiçadas pelos jogadores encarnados.
No dealbar da segunda parte, aos 53 minutos, uma arrancada de Nelson redundou num penalty cometido por Pedro Simões, que foi expulso.
Simão converteu e jogo ficava decidido.
Reduzido a dez, reagir não foi mais do que uma miragem para o Estrela.
Todavia, o Benfica adormeceu e complicou o que era fácil.
Não que o Estrela haja criado situações de perigo, longe disso, mas pairou sempre um sentimento de insegurança que o adversário e a vantagem não justificavam.
Até final, o Benfica ainda chegaria ao 3-1 por Karyaka.
Vitória sem contestação, mas que o Benfica soube dificultar.
Destaque para Miccoli e para o regresso de Karyaka.
Referência final para o árbitro da partida.
Carlos Xistra, desde cedo, deu nota de estar na Luz imbuído de uma tarefa – afastar algum dos mais influentes jogadores benfiquistas do clássico do próximo Sábado.
Só assim se compreendem os cartões amarelos exibidos a Luisão e Simão na primeira parte, por faltas ocorridas no meio-campo estrelista, sem gravidade e quando aqueles jogadores não tinham incorrido anteriormente em qualquer falta.
A expulsão de Miccoli foi o culminar de uma acção premeditada.
O primeiro amarelo não se percebe.
Miccoli seguiu com a bola, mas apenas por que o árbitro auxiliar não assinalou o pseudo fora de jogo tempestivamente. Miccoli olhou para o auxiliar e como viu a bandeira em baixo, continuou a jogada.
O motivo do segundo amarelo, também, não se alcança.
Miccoli foi puxado e agarrado por Rui Duarte e, claro está, tentou libertar-se.
O seu esbracejar não pode ser razão para amarelo, sob pena de o crime compensar.
Miccoli teve uma reacção natural de um jogador que é agarrado, não se justificando a exibição de amarelo.
Xistra foi para a Luz com uma missão e cumpriu-a. Mal, mas cumpriu.
Em Alvalade, Paulo Bento surpreendeu ao devolver a titularidade a Custódio e ao dar a Paredes o lado direito do meio-campo, numa opção pela solidez em detrimento da criatividade de Carlos Martins ou Romagnoli.
Apenas meia-surpresa a entrada inicial de Yannick Djaló, cuja mobilidade prometia estragos.
No F.C. Porto, a ausência de Anderson teve a solução mais previsível, com Paulo Assunção de volta ao onze e Lucho e Raul Meireles a tentarem disfarçar a falta de um verdadeiro dez jogando um pouco mais à frente.
Optou, assim, Jesualdo por um jogo de maior contenção, mais musculado e de ritmo mais baixo.
Foi o Sporting quem começou por se sair melhor deste jogo de encaixes.
Com Moutinho a assumir o comando das operações muito cedo, arrastando a marcação de Lucho para a lateral, o Sporting mandou no jogo nos primeiros quinze minutos.
Os leões dominavam e controlavam a partida, pressionando alto e conquistando a posse de bola em zonas subidas do terreno.
A supremacia do conjunto de Paulo Bento era incontestada, embora não se traduzisse propriamente numa avalancha de oportunidades de golo.
O Sporting vivenciava algumas dificuldades na organização das suas iniciativas de ataque.
Nani voltou a sentir dificuldades no jogo de apoio directo aos pontas-de-lança e todo o processo ofensivo leonino se ressentiu.
A sua exposição mediática, a par da sobrecarga de jogos a que tem sido sujeito, têm influenciado de sobremaneira o rendimento do jovem leão.
O FC Porto partia com poucos homens para a frente, tendo-se assistido ao regresso à dependência dos repentismos de Quaresma, tão distante estava Postiga dos seus companheiros.
A partir do quarto de hora, o F.C. Porto começou a explorar uma fase de erros dos leões na transição da defesa para o ataque.
É verdade que, aos 18 minutos, Liedson não conseguiu aproveitar um desentendimento entre Helton e Bruno Alves, rematando na pequena área contra as pernas do central.
Contudo, o labor de Lucho e Quaresma conduziram o jogo para o equilíbrio absoluto.
Uma arrancada de Djaló, concluída com um remate que passou perto do poste (34 m) foi o tiro de partida para novo período de domínio do Sporting.
Paulo Bento já tinha posto Carlos Martins a aquecer, resignado que estava com a noite desinspirada de Nani.
Todavia, os grandes jogadores mesmo em noites de pouca inspiração, são capazes de desequilibrar. E, assim, foi.
A dois minutos do intervalo, Nani fez um cruzamento perfeito que sobrevoou Liedson e encontrou Yannick solto de marcação (Bruno Alves estava com Liedson, Pepe na sobra, faltou um terceiro homem).
A cabeçada foi perfeita e o golo fez justiça ao melhor período dos leões.
Obrigado a mexer, Jesualdo tirou o amarelado Assunção e lançou Jorginho, tentando dar mais ideias a uma equipa arrumada, mas, órfã de Anderson, pouco ágil nos desdobramentos para o ataque.
Se cedo mexeu, mais depressa ainda colheu os frutos de tal decisão.
Dois minutos após o recomeço, Quaresma obrigou Ricardo a defesa difícil para canto.
Na sequência, a defesa do Sporting demorou a afastar a bola da sua área, Ricardo saiu a soco e meteu a bola no pé direito de Quaresma, que fez o golo.
Com muito tempo para jogar, Paulo Bento lançou Carlos Martins e, pouco depois, Alecsandro, tentando recuperar a dinâmica do final da primeira parte.
Paulo Bento apostava, agora, num futebol mais objectivo e directo, porventura mais consentâneo com o precário estado do relvado.
A partir daí tornou-se claro que havia uma equipa apostada em vencer e outra satisfeita com o empate.
O F.C. Porto, tão sólido quanto contido, não voltou a estar perto do golo, mas o volume de jogo do Sporting engasgava-se nas imediações da área, onde Pepe e Bruno Alves mandavam no jogo aéreo.
A última meia-hora foi o período em que o FC Porto, sem nunca ser uma equipa dominadora, conseguiu controlar melhor o jogo e os movimentos de ruptura do meio-campo leonino.
Só no último quarto de hora voltou a haver emoção, sempre com o Sporting mais perto do golo, mas sempre com Helton no sítio certo.
A clarividência de João Moutinho não tinha complemento, mas a melhor oportunidade deste período caberia ao Sporting, com Liedson a cabecear à trave após cruzamento de Carlos Martins.
Foi o canto do cisne.
Nos restantes jogos, destaque para a vitória do Nacional no Bessa, que importou o despedimento de Petrovic, para a vitória do Leiria em Setúbal e para a 1ª vitória da Briosa.
Num jogo demasiadamente mau para ser verdade, a Académica venceu, sem brilho, um Aves que se assume como a pior equipa do campeonato.
Um golo em cada uma das partes, chegou e sobrou para levar de vencida o Aves.

48 comentários:

Zex disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Zex disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Zex disse...

No que ao jogo do Bfica respeita, voltaram as análises tendenciosas e bacocas !
Se o primeiro amarelo do Rato Miccoli é discutível, o mesmo não se pode dizer do segundo. Na tal tentativa de se libertar, Miccoli agrediu o seu adversário. Não contente, depois ainda se levantou e foi atrás do mesmo para o cumprimentar, como dirá o blogger ! Um jogador com amarelo não se pode comportar dessa forma. Se o faz, arrisca !
Não entendo quando se diz que queria retirar jogadores do Bfica do clássico e, por isso, mostrou os cartões ao Sinão e ao Cabeça Bicuda. Este jogadores estão suspensos ou vão jogar na próxima semana ? Não entendo !
No fundo, para vermos a qualidade e a propalada isenção desta análise, basta consultar o perfil do blogger !
É a pior face do lampionismo !
Quanto ao jogo de Alvalade, fui ao Estádio e vi um jogo com muito pouca qualidade. O FCPorto aguentou-se, contrariamente ao que esperava. Felizmente foi um jogo sem grandes casos de arbitragem. A não exibição de segundo amarelo ao Paulo Assunção poderá ter sido um erro. Não tendo o bode expiatório de sempre, os calimeros agarram-se à injustiça e à falta de sorte. Uma vez mais, nunca são responsáveis por resultado adverso, encontram explicação em factores externos.
Pela primeira vez, não gostei do discurso de Paulo Bento, no final. Parece-me que a companhia do amante do Rui Jorge, no banco, está a deformá-lo.
O Sporte não jogou bem, embora tenha sido a equipa que tentou chegar à vitória. O que o FCPorto não fez, uma vez que estava contente com o resultado, como se viu.
No Sporte destacaria a exibição de Polga, que está em grande forma, e Moutinho, como sempre. Sendo que Nani esteve muito mal, apesar da assistência para o golo e o Labreca não ficou bem no lance do golo.
No FCPorto só Helton, Postiga (1ª parte) e Quaresma (pelo golo) sobressaíram. Ainda assim, a equipa lutou muito e fez por merecer o resultado final, nunca parecendo querer e merecer mais que isso.
Agora resta aguardar que, no próximo sábado, o Anderson jogue e que os porcos lampiões sejam esmagados, de preferência com erros de arbitragem ! A batalha será outra !
Ah, e já agora, sem bilhetes, já que, uma vez mais, se esqueceram de os pedir em tempo, coisa a que o blogger nem se referiu em lado algum !

vermelho disse...

amigo zex:
não percebes, simplesmente, por que não queres perceber.
os amarelos ao Luisão e Simão destinavam-se a preparar o segundo amarelo, que as circunstâncias do jogo não permitiram que fosse exibido.
quanto à expulsão do Miccoli, não há qualquer agressão como todos os analistas o reconhecem.
abraço.

Zex disse...

Sabe, sr. administrador, eu sou camionista, por isso a minha capacidade de raciocínio é substancialmente inferior à de V. Exa. que , certamente é muito elevada ! Eu só tenho a 4ª classe como o Ventoínhas !
Eventualmente, V. Exa. terá que consultar mais comentadores...
Limitar a sua análise ao Lampião João Manha ou ao anti-portista e enterra árbitros Coroado poderá não ser correcto !
Aconselho-o a ler mais "doutrina" !

VermelhoNunca disse...

O italiano agrediu, ou tentou fazê-lo. Mal mostrado o amarelo, pois deveria ser vermelho.
O FCPorto veio a Alvalade tentat manter-se como a defesa menos batida do campeonato, a par de Sporting e Braga. Não quis ganhar, talvez porque não consiga. O Sporting fez uma boa 1ª parte , o FCPorto entrou bem na 2ª , fazendo um golo estranho, mas depois segurou o jogo. Na ponta final o Sporting tudo fez para ganhar,mas as forças faltaram.
O ano passado o cigano Ricardo agrediu Tonel, o árbitro não o expulsou e Adrianse tirou-o de campo a tempo. Ontem, macaco Assunção, deveria ter visto o 2º amarelo ( se fosse para dar o 1º cartão, seguramente que o árbitro não hesitava), Jesualdo Lampião tirou-o de campo a tempo. Estranho que o adminstrador não tenha referido este lance, depois de se queixar tanto de uma espécie de perseguição do árbitro Xistra no jogo da Luz. E que não tenha comentado a animada conversa do engenheiro com os adeptos na bancada, coisa mais natural do munda; e que no final do jogo oi Benfica tenha saído de campo debaixo de um coro de assobios...

vermelho disse...

amigo nunca:
o lance do assunção seria merecedor de expulsão, por exibição do 2º amarelo.
quanto ao facto de o benfica ter saído de campo sob um coro de assobios, francamente, não percebo essa tua insistência em valorar o comportamento dos adeptos.
abraço.

VermelhoNunca disse...

Condómino Zex, verifico com agrado, que reconhece que macaco Assunção deveria ter visto o 2º amarelo, coisa que no estádio não lhe tinha parecido. Também sendo adepto do FCPorto, não lhe é fácil assistir a jogos ao vivo, vivendo na capital, sendo que daí poderá advir alguma dificuldade em analisar os lances "ao vivo".

carlos disse...

Houve, de facto, manifesta falta de sorte do SCP neste jogo.
Mas a falta de sorte tem sempre algo por trás a determiná-la, que, neste caso, foi a azelhice e a falta de competência.
Azelhice da defesa e do Ricardo no lance que deu o golo do FCP e falta de competência do Liedson na não concretização das duas oportundidades flagrantes que teve de marcar golo.

De qualquer forma, o resultado não é mau.
Como tinha dito na semana passada, mau era ter perdido o jogo com o FCP.
O que não seria tão difícil quanto isso acontecer, à imagem do que sucedeu no jogo com o Bayern.
O empate é obviamente um resultado positivo para o FCP e negativo para o SCP, porque o jogo decorreu em Alvalade, mas deixa tudo na mesma e não causa mossas na equipa do SCP.

Uma palavra para a crónica do ZEX Ortográfico.
No geral esteve muito bem, com uma apreciação objectiva e desapaixonada do jogo, como aliás é seu timbre.
Só num aspecto me parece ter estado mal, ou então quer candidatar-se à casquinada da semana:

"A não exibição de segundo amarelo ao Paulo Assunção poderá ter sido um erro mas, parece-me, sem grande influência no resultado".

Então a expulsão do Paulo Assunção ainda na 1ª parte, reduzindo o FCP a dez jogadores, não iria ter influência no resultado?
Até poderia suceder que, não obstante a expulsão que deveria ter ocorrido, o resultado fosse o mesmo.
Mas só se saberia se ela tivesse sido efectivamente ocorrido, não se podendo conjecturar, em abstracto, que seria indeferente o Paulo Assunção ter sido expulso ou não.
Mas fica este registo forte para a casquinada da semana.

Zex disse...

Desculpe, sr. ex-zelador, mas mantenho a minha análise !
Precisamente por não se saber que influência teria é que digo não teve influência no resultado.
Influência DIRECTA, diga-se !
Não se tratou de um penalty não marcado, de um fora de jogo mal assinalado, de um golo mal anulado, etc. Esses sim seriam erros com influência no resultado.
Esse era o sentido da minhas palavras. Se não as quer entender assim, é uma opção de V. Exa.
Constato que V. Exa. vem lendo, com muita, talvez demasiada, atenção os meus textos, mas não deverá fazer, como nesta ocasião, uma interpretação truncada da minha palavras...
No entanto, tenho a certeza que não foi essa a intenção !
Uma nota final para esclarecer V. Exa. que, contrariamente ao que se esperava, os escritos de V. Exa. não são imaculados, contendo, por vezes erros ortográficos grosseiros, sobre os quais me tenho abstido de pronunciar, por uma questão de respeito e admiração, que são muitos. No entanto, já o mesmo não efectua V. Exa. !

VermelhoNunca disse...

Condómino Zex, mesmo uma penalidade por assinalar, pode não ter influência directa no resultado. Veja-se por exemplo o ano passado a quantidade de penalties que Sá Pinto e Liedson falharam...

Zex disse...

É verdade, Sr. Ermelhunca !
Está coberto de razão !
Esperemos que seja a única coisa que o cubra...
No entanto, tenho a certeza que V. Exa. compreendeu o que eu quis dizer e não fez a análise truncada das minha palavras que realizou o Sr. Ex-Zelador !

vermelho disse...

amigo vermelho nunca:
conto com o teu artigo, amanhã.
abraço.

VermelhoNunca disse...

Amigo Vermelho, estou a preparar um artigo polémico, naturalmente em relação ao seu/vosso clube.

carlos disse...

O que o Condómino da Ortografia refere no seu primeiro comentário é que a expulsão do Assunção não teve GRANDE influência no resultado.
Então admite que teve ALGUMA influência, embora não muita.
Também acho que sim.
Que teve alguma influência.
Que pode ter estado aí a diferença entre o empate que se verificou e a vitória que o SCP poderia ter alcançado.
Veja-se o que sucedeu o ano passado no jogo entre o SCP e o FCP para a Taça de Portugal, onde o FCP consegue chegar ao empate e levar o jogo para a decisão por grandes penalidades depois da expulsão do Caneira.
A expulsão deste jogador do SCP não teve grande influência no resultado - dela não resultou, directamente, o golo do empate do FCP - mas teve alguma influência no mesmo, a suficiente para o FCP não ter sido eliminado no prolongamento.

cavungi disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
cavungi disse...

Péssima exibição do Benfica e inacreditável arbitragem de Carlos Xistra.A premeditação em afastar alguns jogadores do clássico foi tanta que chegou a ser ridícula.Isto sim, é o sistema no seu explendor.Os penalties não são assim tão essenciais....
Quanto ao mini-derbí, empate justo do SC Portugal perante o seu público.Pela 2ª parte que fez o FC Porto merecia a vitória.Pelo que ví o FCP e Jesualdo não quiseram ganhar.
Nani "o mago" esteve péssimo,Carlos Martins "O Coxo" esteve ao seu nivel, inconsequente.E Labreca.Bem aqui a coisa muda de figura.Labreca esteve simplesmente genial.Talvez agora todos os Sportinguistas percebam como foi possivel perder a final do Euro-2004 para a Grécia.
Canto, saída atabalhoada de Labreca e golo.Costinha fez de Polga e Quaresma de Charistheas.
E ainda há quem pense que Labreca é melhor que Vitor Baia.Depois de Schweinsteiger na 4ª, tivemos outro FRANGO monumental de Labreca Piu-Piu.
Temos que ser sérios.Labreca é o pai do empate lagarto.
Labreca Piu-Piu forever.

Costa disse...

Está confirmado.
É verdade, o presente blog está em extinção.
Foi deitado ao abandono.

Na verdade, depois de três dos seus cinco dias terem sido entregues a meliantes para dizem umas coisitas sobre o futebolês, constata-se agora que o administrador deste espaço se limita a transcrever trechos de outros jornais.

Veja-se o artigo do jornal “O Jogo”, compare-se com o post do autor e vejam-se as semelhanças.

Ainda pouco relevante para o braço-de-ferro e o quadro estimativas quanto à relação de forças na caminhada para o título, a divisão dos pontos no primeiro clássico da temporada sugere uma expressão de maior felicidade para Jesualdo Ferreira. Neste embate, o Sporting foi, desde o início, a equipa mais empreendedora, assumindo a iniciativa e percebendo que, no quadro das soluções tácticas, tinha uma oportunidade para se impor, imprimindo maior velocidade ao seu jogo e aproveitando as dificuldades na condução da transição para o ataque. Porfiou até ao golo que lhe deu vantagem por apenas cinco minutos. Entretanto, o FC Porto mudou de disposição....
Resolvida a ausência de Anderson com a entrada de Paulo Assunção, no vértice baixo do triângulo do meio-campo, com Meireles e Lucho, a opção por um jogo de maior contenção, mais musculado e de ritmo mais baixo foi seriamente desafiada pela estratégia de Paulo Bento para este desafio. Essencialmente porque a versatilidade de Djaló, as subidas de Tello e a presença de Paredes originavam situações de desequilíbrio na defesa portista. Os anfitriões eram dominadores, pressionavam no meio-campo contrário e batalhavam com sofreguidão pela posse de bola. A supremacia do conjunto de Paulo Bento era incontestada, embora não se traduzisse propriamente numa avalancha de oportunidades de golo.

A corda

Pode dizer-se que neste primeiro período, a corda não partiu mais cedo porque o Sporting também enfrentou algumas dificuldades na organização das suas iniciativas de ataque. Por inadaptação nuns casos - Nani voltou a sentir dificuldades no jogo de apoio directo aos pontas-de-lança -; por precipitação - aconteceu algumas vezes com Djaló, tal a vontade de executar rápido e bem - e porque Helton respondeu com a eficiência habitual.
O FC Porto partia com poucos homens para a frente, regressou episodicamente à dependência dos repentismos de Quaresma, raramente conseguindo resgatar Postiga da marcação dos centrais leoninos. Esta estratégia poderia ter conduzido os nortenhos ao nulo se o seu bloco defensivo não abrisse brechas. Mas, como se tem visto noutras circunstâncias, a blindagem portista não é completamente segura. Ao episódio do choque entre Helton e Bruno Alves que quase dá a Liedson a hipótese de marcar, segue-se um outro lapso: Djaló aparece por magia frente à baliza de Helton para desviar sem que alguém perturbe o seu gesto vitorioso.

Hora Jorginho

Cabia agora aos forasteiros abandonar a sua posição expectante, para tentar reclamar um resultado positivo. Jesualdo Ferreira tinha essa e outra razão para trocar Jorginho por Paulo Assunção. Este último acabara de ver perdoada a expulsão, após entrada dura sobre Yannick Djaló. A felicidade do golo a abrir o segundo tempo, sem dar tempo ao Sporting para se ajustar à nova conjuntura foi um golpe que traumatizou os leões.
O sacrifício de Nani por um futebol mais objectivo e directo, porventura dando lastro também à capacidade leonina na meia-distância proporcionou a entrada de Carlos Martins e foi complementada, logo a seguir, pela entrada de Alecsandro para uma frente de ataque alargada a três unidades. A clarividência de João Moutinho não tinha complemento, mas Paulo Bento lança todos os seus trunfos e quase se viu recompensado quando Carlos Martins colocou à medida do Liedson goleador. Mas este ainda não estava.
Mas, na verdade, a última meia-hora é, com excepção do tal cabeceamento à barra, um período em que o FC Porto, sem nunca ser uma equipa dominadora, consegue controlar melhor o jogo, acabando inclusive o jogo mais próximo da área sportinguista. Diogo Valente entrou bem, conquistando lances para o ataque.

Gritante a semelhança.

Repare-se no similar emprego das seguintes frases:


Nani voltou a sentir dificuldades no jogo de apoio directo aos pontas-de-lança";
"O FC Porto partia com poucos homens para a frente, regressou episodicamente à dependência dos repentismos de Quaresma", e
"A clarividência de João Moutinho não tinha complemento"

IPSIS VERBIS

Estará já marcado o leilão?

cavungi disse...

diferença de estatuto,de estofo e tambem, por que não dizê-lo, de estatura moral entre Vítor Baía e Ricardo Labreca, foi ontem mais uma vez evidente.Quando Baía sofreu aquele frango monumental na Luz o ano passdo disse:" Assumo a minha quota parte de responsabilidade no lance do golo."
E o que disse ontem Ricardo Labreca?
Nada. amuou.Como bom sportinguista, não assumiu os seus erros.A culpa terá sido de outrém, que não dele.Quiça do vento ou da chuva.Da bolsa de valores,até.Dele é que não foi, de certeza absoluta.
È a diferença de quem tem 17 Titulos de Campeão, Nacionais e Internacionais e de quem ganhou um campeonato nacional pelo Boavista.
Quem é Lagartixa nunca chegará a Jacaré.

vermelhosempre disse...

Pior que a exibição do Benfica, só mesmo a do árbiro.
Não é que o gajo já vinha com a lição toda estudada e com as putas escolhidas a mando do Bimbo da costa...
Como e que é possível o Miccoli ser expulso e ainda virem para aqui certos condóminos concordarem com a expulsão do mesmo???

VermelhoNunca disse...

Verifico condómino Cavungi, que viu o jogo do Sporting e não o do Benfica, pois está seguro na análise que faz do jogo de Alvalade. Claro que , ou não viu ou viu mal, pois se diz que pela 2ª parte o Porto merecia a vitória, só pode estar a gozar connosco.

cavungi disse...

Amigo Carlos,
É evidente que a expulsão de um jogador, é sempre um factor determinante,muito particularmente entre equipas do mesmo valor.Na 4º feira ouvi com agrado,diga-se, Paulo Bento dizer que o dominio do SC Portugal na 2ª parte, tambem se deveu ao facto de o Bayern ter um jogador a menos.É raro.É bom.
Quantas vezes não houvimos já a celebre frase, na hora da derrota ou do empate caseiro:
"Às vezes é mais dificil jogar contra 10 do que contra 11".?
Isto para mim é uma enormidade.Uma imbecilidade só ao alcande dos predestinados:Fernando Santos;Jaime Pacheco;Prof. Doutor Neca (o homem fez o doutoramento a semana passada.); Manuel José; Jorge Jesus;Henrique Calixto;Vitor Oliveira;Vitor Manuel e afins.
Claro que, se Paulo assunção fosse expulso como deveria ter sido, o jogo seria certamente diferente.
Porque as equipas são muito iguais.
Em 1991, ví ao vivo um SCP-FCP em que Couto foi expulso aos 5 m e o FCP ganhou por 0-2.Mas nessa altura a diferença de valor das duas equipas era gritante.Hoje não.

VermelhoNunca disse...

Os condóminos ortográficos andam desatentos..."houviram"!!!

carlos disse...

Ainda a propósito de expulsões:
Corrijam-me se estiver enganado:
O golo da vitória do FCP o ano passado em Alvalade não ocorreu depois do Sá Pinto ter sido expulso?

cavungi disse...

Amigo Nunca,
Eu comentei apenas aquilo que ví, e quis partilhá-lo com os meus amigos condóminos.Não falei para sí em particular.Mas se isso o deixa mais feliz, nesta aziaga segunda-feira, um dia depois de o seu SCP ter mais uma vez falhado na hora H, vou comentar o jogo só para sí.
Ora bem.
Ontem ví um Sporting dominador que reduziu a fanicos a defesa do Super-Porto.
Não fosse a sorte, os postes e a barra da baliza de Helton (Nota 9 super exibição)e o SCP teria chegado ao intervalo a ganhar por 3-0.
Nani esteve brilhante na avalanche de jogo ofensivo do SCP na 1ª parte.Ricardo foi um mero espectador de um jogo, apenas jogado num meio-campo.No do FCP.
Na segunda parte, bem, então foi o massacre total.O caudal de jogo atacante do SCP foi tanto, que chegou a fazer pena, a forma como os jogadores do FCP tentavam parar os adversários.Geralmente em falta muitas delas não assinaladas, como aos 55m, 58m, 62m, 77m, 84m,90m e 93m.Destas pelo menos duas delas dentro da grande area.Ficaram também por mostrar alguns amarelos aos jogadores azuis e brancos.E pelo menos a expulsão de Assunção e Quaresma foram perdoadas.
Em suma o SCP foi muito superior ao seu adversário, quer em campo, quer no banco.(Bento esteve simplesmente impecável na leitura do jogo e nas substituições).
Só a sorte e a má arbitragem de Proença conseguiram que o FCP não tenhs sido inapelavelmente derrotado em Lisboa.
Mas no futebol nem sempre ganha quem merece.

cavungi disse...

Está melhor assim amigi nUnca?
Foi este o jogo que o senhor viu?

cavungi disse...

Houviram? Com H? Quem foi o anormal que escreveu esta anormalidade? Ouviram!
Meu deus é com cada um...

carlos disse...

Já agora, amigo Cavungi, Deus com letra grande...

VermelhoNunca disse...

Condómino Cavungi, eu já dei a minha opinião do jogo, e , pode verificar não digo nada disso. Acho é que o amigo, talvez para nos fazer rir a todos, não deve estar no seu perfeito juízo quando diz que o Porto, pelo que fez na 2ª parte, merecia ter ganho o jogo. Porque você diz isso, não é impressão minha: "Pela 2ª parte que fez o FC Porto merecia a vitória.". Claro que é a sua opinião, mas vou levá-la como uma mera provocação, nada mais que isso. Ou então, tenho de aconselhá-lo a consultar um especialista em oftalmologia. E fixe uma coisa, eu não o quero levar a dizer nada, quero é que seja honesto no seu comentário,e , se não viu o jogo, abstenha-se de fazer disparatados comentários.

VermelhoNunca disse...

Amigo Cavungi...Quantas vezes não houvimos já a celebre frase, na hora da "- a frase é sua!

VermelhoNunca disse...

Mas você tem fair play, um abraço por isso.

Zex disse...

Parece que o corrector africano do Sr. Cavungi tem uma avaria irreparável !
Deve, agora, tentar a importação de um da Coreia do Norte...
A diferença entre acentos agudos e graves não passou o estreito de Gibraltar, a língua portuguesa perdeu-se nas areias do Sahara. Ou então na Cova da Moura só há acesso a escritos em crioulo...
Existe uma outra hipótese. O Sr. Cavungi quer homenagear a classe dirigente do seu clube e uma franja significativa da respectiva massa adepta e escrever dessa forma.
Sr. Cavungi, ainda tem os dentes todos ? E esse bigode já está farto ? Já abraçou o taxismo ? Já começou a escarrar para todo o lado ? O fato de treino já é a sua farda de eleição ? Já pontapeia os pneus, do seu Opel Corsa de três volumes, para verificar a pressão dos mesmos ? ...
Lateralmente, estranho o facto, sobre o qual já se pronunciou Lhunca, do "dono da razão" Vermelho não se ter pronunciado, com a propriedade que o distingue a concordar com o Coroado, sobre e episódio bacoco da conversa do Fernando Santos com um adepto !
Só mais uma informação. Ontem, em Alvalade o Nani foi, de facto, assobiado, quando falhava lances e quando foi substituído, uma vez que ia a passo: no entanto, e mais uma vez, a comunicação social branqueou a situação, pelo menos na TSF, dizendo que a vaia se dirigia ao Paulo Labião. Puro engano !

VermelhoNunca disse...

Assisti em Alvalade ao jogo e confirmo a versão do condómino Zex. Aliás, mais uma vez, a equipa foi aplaudida no final do encontro.

cavungi disse...

Amigo Carlos,
Deus, pronto.

cavungi disse...

Prontos!

carlos disse...

Desconhecia esse episódio dos assobios ao Nani.
Grave, muito grave.
O Nani já anda meio confuso com o valor que lhe tem sido dado pela imprensa.
Se começa agora a ser assobiado, arriscamo-nos a que o Nani comece a sentir que "não tem condições para jogar no SCP", ceda ao assédio de outros clubes, não renove pelo SCP, pressione os dirigentes a vendê-lo e saia por um valor bastante inferior àquilo que poderia render.
Parece-me incrível depois de tudo o que Nani tem feito e do grande jogador que se tem revelado que comece agora a ser assobiado por não ter jogado ao seu nível contra o Bayern e contra o FCP.
Os adeptos do SCP são mesmo assim, verdadeiros suicidas.
É preciso agora muito cuidado na gestão deste problema, por parte dos dirigentes e do treinador do SCP.

carlos disse...

Uma dúvida de acentuação, caro ZEX:
Àquilo ou áquilo?
Penso ser àquilo, mas corrija-me se faz favor, do alto do seu camião TIR.

VermelhoNunca disse...

àquilo

VermelhoNunca disse...

Amigo Carlos, os assobios foram, essencíalmente, na altura da substituição, e pela demora que Nani teve em sair do campo, pois saiu a passo.

Zex disse...

Correcto, sr. ex-zelador.
"Àquilo" está certo !
Acento Grave, não agudo !
Sempre as ordens, sr. ex-zelador !

Zex disse...

O Silêncio do Sr. blogger-copiador, relativamente às diversas questões aqui levantadas é ensurdecedor !

carlos disse...

Muito obrigado pela informação.
Desconfiava, por mera intuição, que "àquilo" recebia acento tónico grave, mas nada como obter a confirmação daqueles que, nesta matéria - como, aliás, noutras - se movem como peixe na água.

Costa disse...

Face ao silêncio do Sr. Administrador importará saber se já foi, de facto, efectuado o leilão.

Só aqui falta a Edite Estrela.
A pontuação a que aludem já está de acordo com as novas regras gramaticais.
Que seca de comentários, ponham um PONTO FINAL a essas histórias.

Zex disse...

Sr. Costa:
Já há quem me chame Zex Estrela...
A Edite, portanto, já cá anda !

vermelho disse...

amigos:
estou no intervalo de vários interrogatórios judiciais, pelo que disponho de pouco tempo.
direi somente que são felizes coincidências.
abraços.

Costa disse...

Ficámos, hoje, finalmente a saber que o Sr. Administrador será advogado, sendo, por isso, profissional liberal, por essa razão é que o mesmo não divulga o seu vencimento.
Será que é advogado do Orelhas?

O Orelhas não precisa de autorização ou intervenção de ninguém para fazer escutas, pois tem um superpavilhão auditivo.

Temos um Doutor no blog e que faz cópias.
Segue, assim, de perto o grande Nuno Gomes que também tinha cópias ilegais de DVDs.

TUDO CERTO.

Costa disse...

Isto para já não falar das duplicações da urina do Mozer e do Nandrolona Assis.
Por isso é que é chamado de clube modelo, pois há o modelo x e depois é só fazer as cópias.

Por isso tem o apoio da CGD, único banco que fornece cardentas, assim dá para arquivar os cromos e as cópias que se tiram.

A caderneta só não pode é conter fotos do Pneuleiro senão não fecha.

cavungi disse...

Amigo Costa,
O sr. Vermelho ao estar no meio de inquéritos judiciais, não quer dizer que seja advogado.Pode ser, o que me parece mais plausivel, arguido.