sexta-feira, outubro 06, 2006

Selecção Nacional

José António, chamado pela primeira vez por Luiz Felipe Scolari, é o candidato principal a ocupar o lugar deixado em aberto por Fernando Meira, dispensado por lesão.
O defesa-central do Borússia de Moenchangladbach alinhou ontem pela formação titular, ao lado de Ricardo Carvalho, sinal de que será ele o eleito do seleccionador para o jogo com o Azerbaijão, amanhã, no Estádio do Bessa.
Trata-se de uma aposta com a qual me congratulo.
José António é, sem sombra de dúvida, um dos melhores centrais portugueses da actualidade.
É daqueles jogadores de quem se pode dizer ter passado ao lado de uma grande carreira.
Contratado pelo FCPorto ainda jovem, foi sendo, sucessivamente, emprestado até à desvinculação definitiva.
Sucessivas adaptações às laterais foram atrasando a sua afirmação plena e o reconhecimento do seu valor.
Fez três épocas de grande nível na Briosa, formando com Zé Castro uma dupla quase perfeita.
Excelente sentido posicional, bom jogo aéreo, bom tempo de entrada aos lance, velocidade e capacidade de sair com a bola jogável q.b., fazem deste central um dos bons valores do futebol nacional.
Pena foi que tivesse que emigrar para ver reconhecido todo o seu potencial.
Jogar com Ricardo Carvalho nem será para si uma descoberta, dado que já o fez quando ambos coexistiram no Alverca.
O concorrente ao lugar, Ricardo Rocha, alinhou ontem pela equipa dos não titulares, ao lado do jovem Manuel da Costa, e, apesar de ter realizado um treino satisfatório, deverá sentar-se amanhã no banco de suplentes.
No entanto, a meio do apronto, o defesa-central benfiquista ainda teve ocasião de trocar de colete, precisamente com José António, passando a actuar pela equipa titular.
Luiz Felipe Scolari não deverá, contudo, facilitar diante do Azerbaijão, voltando a apostar nos mesmos elementos que têm constituído a espinha dorsal da selecção portuguesa.
Assim, pelo que foi dado a observar durante a sessão de treino da tarde, no Estádio Nacional, Ricardo deverá manter-se-à na baliza, embora, refira-se, não seja de estranhar que o técnico prepare uma surpresa, entregando a titularidade a Quim.
Ao fim e ao cabo, seria uma prova de confiança do seleccionador nas capacidades do guarda-redes do Benfica, após o golo infeliz que sofreu ante o Paços de Ferreira.
Depois, à frente dele ou de Ricardo, posicionar-se-ão Miguel, sobre o lado direito, Ricardo Carvalho e José António ao centro e Nuno Valente na ala esquerda.
O meio-campo, ao que tudo indica, será composto por Costinha, Maniche e Deco e a linha avançada formada por Simão à esquerda, Cristiano Ronaldo à direita e Nuno Gomes como elemento mais avançado.
É imperioso vencer Azerbeijão e Polónia.

5 comentários:

cavungi disse...

Amigo Vermelho,
Parece que só nós não fizemos ponte.
Amanhã ganhamos fácil, quarta-feira na Polónia será mais dificil.
Mas como Scolari já entranhou bem a pequenez habitual do futebol portguês se empatar-mos ficará muito feliz.
Como ficou na Finlândia.

vermelho disse...

amigo cavungi:
parece que sim.
Infelizmente (para nós, obviamente).
concordo contigo.
Scolari já absorveu a forma de pensar típica do futebol português.
abraço.

cavungi disse...

empatarmos

Zex disse...

Este cavunge não pára de agredir a língua portuguesa. "Empatar-mos" ????
É o fim do mundo !
Como é possível este senhor ter uma coluna de opinião ?

cavungi disse...

Já desfiz o erro, sr apressadinho.